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quarta-feira, 25 de maio de 2011

No Brasil, a imagem de Portugal é “preta”

Carta do Pe. João da Felícia
Olá amigos! Como vai o nosso Portugal? Nos jornais daqui a imagem é "preta". Não servimos para mais nada? Somos os últimos da velha e cansada Europa. Será que é verdade mesmo? Onde foi a reserva bem recheada que Portugal tinha? Será que aí como aqui todos levam e nenhum coloca?

Li e reli o nosso Jornal da Golpilheira. Está bom e rico. O artigo sobre a Páscoa é de teólogo leigo bem feito e excelente. Vi muitas fotos da nossa gente e me fez e faz bem, pois revivo a nossa história e as pessoas (algumas) que eu conheci e ainda estão na minha mente.

Golpilheira é forte em futsal e em outras coisas. Parabéns a toda a minha gente! Nós temos valor. As bodas de prata dos amados Graça Videira e Adelino Bastos. A poesia. A mão na massa. A partida para o Pai de Maria Adelaide de Jesus Carvalho. O Pai lhe dê a felicidade eterna. Os pêsames à família. Os livros. Quando for aí vou adquirir alguns. As páginas 18 e 19 cheias de propostas. Foi-se o campeonato, fica a taça. Encontro de adolescentes (óptimo). A criançada!!! Muito lindo. Os 4 pilares da nossa região: Golpilheira, Batalha, Reguengo do Fetal e São Mamede juntos na festa da Juventude. As páginas 10 e 11 cheias de notas positivas. Anjos sobre Rodas e o decréscimo da criminalidade. Na página 5 o seu artigo muito bom. Padre Borga. Parabéns às tasquinhas a 7 e 8 de Maio. Parabéns pelo vosso excelente trabalho, que sem luxo passa bem a mensagem!

Admirei a ausência da minha campanha, mas entendo que na crise do País ele já não pode ajudar mais?! Será?

Não posso deixar passar o dia das mães, dia 8, para desejar a todas as nossas mães um dia muito feliz por elas serem as colaboradoras directas da criação de Deus. Mães, onde vocês estão, esse local fica cheio de doçura, ternura e amor de Deus. Vocês são muito importantes. Um beijo a todas as nossas mães. Dou-vos a minha bênção sacerdotal, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. AMÉM!

Um forte abraço deste filho de todos vocês, Missionário no Brasil,

Pe. João Monteiro da Felícia



Pão para as crianças do padre João
Campanha de solidariedade

O padre João Monteiro da Felícia, um missionário da Consolata natural da Golpilheira, paróquia da Batalha, está há já alguns anos no Brasil, onde oferece o seu amor a Jesus Cristo, no serviço aos mais desfavorecidos. Daqueles que, ainda antes da fé, precisam de pão para a boca. O Jornal da Golpilheira tem em curso uma campanha para a oferta de uma “cesta de alimentos”, no valor de 10 euros, que é a ajuda que o padre João tenta entregar todos os meses às famílias que têm crianças a morrer à fome. Desde Janeiro de 2006, enviámos um total de 3860 euros =  386 cestas...

Este mês recebemos euros:
- Vítor Martins - 100 euros (10 cestas)

Colabore! Seja solidário...

Contacte:
• CRG - R. Baçairo, 856 - 2440-234 GOLPILHEIRA
• Pe. José Gonçalves (Pároco da Batalha)
• António Monteiro Rosa (Casal Mil Homens)
...e poupe nos impostos!

Os Missionários passam recibo da sua oferta, que poderá deduzir no IRS. Basta que junte ao donativo o seu nome, morada e o n.º de contribuinte.

terça-feira, 15 de março de 2011

Os animais são nossos amigos…

E limpar os cocós?

É visível a importância crescente dos animais de companhia na sociedade e a sua contribuição comprovada para a melhoria da qualidade de vida, bem como nos benefícios a nível de saúde física e psíquica.

No entanto, uma população animal não controlada constitui riscos reconhecidos, quer a nível de perigo, quer ambiental, ou mesmo de saúde pública. Assim, relembramos a população que, na ausência de sanitários para cães ou de espaços destinados especificamente às fezes dos animais, os seus donos devem procurar espaços mais apropriados para as necessidades fisiológicas dos mesmos, que não sejam jardins públicos, parques infantis e a via pública em geral.

Os detentores dos animais devem recolher as fezes produzidas por estes, devendo, para o efeito, utilizar, entre outros meios, um saco de plástico. As fezes recolhidas devem ser colocadas, na ausência de contentores específicos, em qualquer um dos contentores destinados a resíduos sólidos urbanos.

Contando com a colaboração de todos teremos uma Golpilheira mais limpa.

Leitor identificado

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Carta do Brasil | Mensagem de Natal e Ano Novo

Caros amigos,

Tenho recebido o nosso jornal, sempre muito bonito e rico em fotos e assuntos. Você aí estão de parabéns!

Tal como vos informei há um tempo, o site da nossa paróquia aqui no Brasil está a funcionar. Na noite de Natal e na noite de 31 de Dezembro, transmitimos a Missa em directo na Internet! A igreja estava superlotada e até tinha bastante gente de pé. Quem viu, gostou. Também iremos ter música praticamente todos os dias no ar. Para que a transmissão fosse uma realidade e a partir de agora possa acontecer  tive que dedicar muito do  meu precioso tempo de pastoral a esta actividade, mas estou muito contente com o fruto. Podem visitar-nos em www.consolatasp.com.br.

Aqui, em Fevereiro começa o novo ano lectivo. Neste ano começa antes, devido ao Carnaval. Também nós aqui na paróquia vamos iniciar a catequese no dia 5 de Fevereiro. Em 2011 teremos novas turmas nas nossas creches. É pena o Estado não deixar as crianças das creches ficarem muito tempo. Constantemente mudam de escola. Algumas não as encontramos mais. O que para nós na Europa é normal, aqui é anormal e vice-versa. Isto quer dizer que o nosso projecto de apadrinhamento, que era lindo, fica impossível nesta nossa realidade brasileira. Por isso, podem enviar as vossas ajudas normalmente para as cestas de alimentos, que nós distribuímos o dinheiro pelas nossas creches.

Recebi as vossas ofertas do Natal. Agradeço de coração tudo o que estão a fazer pela minha missão. Partilho convosco uma carta que recebi de agradecimento do padre Luiz Andriolo, ecónomo regional: "Nós, Missionários da Consolata, agradecemos de coração a doação de 2000 euros para as crianças atendidas nas creches cuidadas pelos nossos missionários. Pedimos a Deus que abençoe a vossa generosidade, recompensando-os com paz, alegria e prosperidade."

Estou a contar ir aí nas férias de 2012. Vamos ter tempo de visitas, agradecimentos  a todos os colaboradores para as nossas crianças.

Desejo um tempo de Deus óptimo e um Ano Novo cheio de óptimas realizações. O meu abraço muito amigo e irmão à equipa do Jornal, ao padre José e a todo o nosso povo, que eu nunca esqueço.

P. João Monteiro da Felícia

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

BOAS FESTAS!

O Jornal da Golpilheira agradece e retribui os votos de Boas Festas enviados por diversos meios pelas seguintes entidades e pessoas:
• 4por4 – Soluções Web e Imagem • Adega Cooperativa da Batalha • Américo Ferreira • Américo Oliveira • AMR Consult – Adrego, Marques & Rodrigues • António Lucas • APAF • APEMID • Arentia • Armazém das Artes • Armindo Janeiro • Assembleia Municipal da Batalha • Associação Cap Magellan • Associação Mãos Unidas P. Damião • Associação Nacional de Jovens Empresários – Centro • Associação Orfeão Dr. João Antunes • Associação Portuguesa de Famílias Numerosas • Banema • C & C Consultores de Comunicação • Câmara Municipal da Batalha • Câmara Municipal da Marinha Grande • Casa-Museu João Soares • Cátia Felício – Campanha Aorta é Vida • CDU/PCP da Nazaré • Centro de Impressão Coraze • Centro Educacional Terra Santa • Centro Hospitalar Nossa Senhora da Conceição - Irmandade da Santa Casa da Misericórdia da Batalha • Centro Paroquial de Assistência do Reguengo do Fetal • Centro Regional de Sangue de Coimbra • Centro Social e Cultural da Paróquia de São Mamede • CETIES - Centro Tecnológico das Instalações e dos Equipamentos de Saúde • Chip7 • CIMPL – Comunidade Intermunicipal do pinhal Litoral • CIP - Confederação Empresarial de Portugal • Citymap • Clinicão • Clube do Autor - Berta Lopes • Coimpack Embalagens • Comissão Politica Concelhia da Batalha do CDS • Companhia de Teatro de Montes da Senhora - Daniel Vaz Alves • Comunidade Cristo de Betânea • ConsultInterest • Contaline • Cristina Agostinho • David Silva • Dora Felizardo • Editora Coisa de Ler • Eleonora Magalhães • Equimark • Ergoproject • Escola Superior de Educação de Torres Novas • Espaço Libris – Decoração de Interiores • EU-Steel Holding • Exposalão • Federação Distrital de Leiria da Juventude Socialista • Fernando Martins – Petro FM • Ferraz Seguros • Flesk Telecom – Domínios.pt • Folheto Edições & Design • Força Aérea Portuguesa - Secção de Relações Públicas e Protocolo • Francisco Freitas • Fundação Ajuda à Igreja que Sofre • Gouarte • Governo Civil do Distrito de Leiria • Grupo Auto Júlio • Grupo Bertrand • Grupo Chiado • Grupo Edições JPM • Grupo GCI • Grupo Hotéis Afonso V • Grupo Missionário Ondjoyetu • Grupoactual • Horácio Moita Francisco • Ideias & Desafios • Info Ahpla • Infovitae • Instituto Europeu de Ciências da Cultura Padre Manuel Antunes • IVECO Portugal, SA • Janela Digital – Casa.sapo.pt • Joana Valério • João Tavares • Jornal das Cortes • Jornal O Interior • Jornal Região de Rio Maior • José Casimiro Antunes • José Travaços Mendonça Santos • JPJ Editora • Lenageste • Lina Quitério • Loja Ponto JA de Leiria - Direcção Regional do Centro do Instituto Português da Juventude • Lusitania – Grupo Montepio • Madalena Monge • Maria da Luz Moreira • Maria dos Anjos Cardoso • MasterPiece Consultoria e Sistemas Informáticos • Mbit • Miguel Ângelo Portela Caetano • Missionários da Consolata • Mondo Portugal • Montepio • Museu de Arte Sacra e Etnologia de Fátima • Natureza Brincalhona • Navegadores • NERLEI - Associação Empresarial da Região de Leiria • Netliz • Nordictur • Nuno Serras Pereira • OBRAKASA • Papiro Editora • Passos e Compassos/ DançArte • Paulo Lameiro • PC-Tudo • Pedro Aguiar Pinto • PEV – Partido Ecologista Os Verdes • PGM – Projectos Globais de Média • Playconsulting • PLi Informática • Pneus 32 • Probitas • Rancho Folclórico Rosas do Lena • Rede Europeia Anti-Pobreza / Portugal • Região de Turismo Leiria-Fátima • RememberOnTime • Residencial Mar e Sol • Restaurante Matilde Noca • Restaurante Santa Rita • Revista Invest • Ricardina Silva • Ricardo Vilão • Rui Cunha • Santuário de Nossa Senhora de Fátima • SPE – Arquitectura de Interiores • Target Level • Terra Ocre – Edições / Palimage • TinteirosWeb - Zona Verde • Top Atlântico, Viagens e Turismo • UAU • UDB – Secção de Patinagem • UDB – Secção de Ténis • Universidade Católica Portuguesa • Virtual Net • Visão Geral • Vítor Martins • Webcomum • Zéfiro Edições.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Crónica de uma viagem: Ao encontro de golpilheirenses na Argentina

Caros leitores e conterrâneos, quero partilhar convosco uma viagem que fiz à Argentina, de 6 a 16 de Fevereiro, e que estava programada há cerca de 30 anos, para visitar um amigo e colega de escola primária, o Bertolino, filho do nosso vizinho António "Palheiro", do Casal de Mil Homens. Foi para aquele país com a idade de 13 anos, na companhia da sua tia paterna, dona Lourdes, que ali se encontrava há cerca de 16 anos, bem como o seu sogro, da Codiceira, que emigrou nos anos 30 do século passado. Na altura dedicava-se à produção de hortícolas e ainda hoje mantém a actividade agrícola, e levou o Bertolino para que tivesse uma vida diferente da que podia ter num Portugal atrasado e obsoleto.


O Bertolino andou por lá cerca de 25 anos e eu sempre dizia que um dia iria visitá-lo, mas ele regressou definitivamente há cerca de 20 anos. Porém, no exercício das minhas actuais funções, quis conhecer a sua tia Lourdes, que lá se encontra há 60 anos. Sabia que ela e sua família se davam muito bem como o meu pai José Henriques da Cruz e restante família, pelo que não tive dúvidas de que seria bem recebido, como aconteceu.

À minha chegada a Buenos Aires, esperavam por mim com um cartaz de identificação os seus dois filhos, a Noemy e o Horácio, que eu não conhecia. Dirigimos para Chivilcoy, a 160 km do aeroporto, para a sua propriedade agrícola, onde neste momento produzem soja, milho, trigo e carne bovina, numa área de 1220ha, cuja responsabilidade é do Horácio, com o apoio do Marcelo, filho da Noemy.

Conheci a dona Lourdes, que só tinha visto na Golpilheira quando eu tinha uns 13 anos. Foi emocionante, ela é uma pessoa conversadora, muito lúcida, apesar dos seus 83 anos, e contou-me as suas peripécias de Portugal e da ida para a Argentina, a D. Lourdes, uma semana depois de casar. A dona Lourdes nasceu no Choupico, em Dezembro de 1926, filha de António da Silva Pereira (conhecido por "Palheiro"), irmão do António, Armando e Maria Julieta, que faleceu em Setembro de 2008, no Brasil, e que era casada com Manuel Jesus Monteiro (Manuel "da Carpinteira"), irmão do Luís e do António, ainda meus parentes por parte da minha avó paterna, que era irmã do Afonso Cabeço, que ainda conheci. A dona Lourdes é viúva de Joaquim Henriques, da Codiceira, cujo sogro também esteve na Argentina nos anos 30, onde ganhou para comprar propriedades na sua terra natal, de modo a dar uma vida mais digna aos seus filhos, pois na Europa havia crise por causa da II Grande Guerra.

Pernoitei esta primeira noite na sua casa de campo, como é evidente muito emocionado por estar numa propriedade agrícola duma nossa conterrânea, a tantos quilómetros de Portugal. No dia seguinte, visitei a exploração e à noite fomos jantar a casa do seu filho Horácio, rapaz da minha geração, com a presença de outros membros da família. Como é da praxe, o banquete foi churrasco de carne argentina. A noite foi extremamente emocionante, com a dona Lourdes na força da sua idade a reviver o passado de Portugal, com a declamação de versos, a contar como ia confessar-se de burro à Rebolaria (terra da minha mãe) no ano de 1950, imediatamente antes do seu casamento. O seu noivo veio da Codiceira ao Choupico, depois dirigiu-se o Mosteiro da Batalha para a cerimónia, após o que se dirigiram à Codiceira para a respectiva boda.

Como disse, embarcaram para aqui passada uma semana, trazendo uma oferta especial do pai da noiva: uma tesoura da poda e uma faca, que se despediu da filha dizendo: "Aqui vai o homem da minha casa". E partiu para criar uma excelente propriedade agrícola nas Terras de Prata, rentável e de que fala com muito orgulho.

Aqui reproduzo um excerto dos versos que nos declamou nesta noite de churrasco: "Batalha, linda Batalha / é por seres tão pequena / que tens dentro de ti uma obra / feita de pedra morena. / Com o teu primor, ao mundo inteiro / tu mostras o teu valor / nós sabemos que muito sofremos / mas sempre vencemos, somos vencedores."

Recitou ainda outra, acerca do Mosteiro da Visitação, na Faniqueira: "As freiras de Santa Clara / quando vão cantar ao coro / já cá levo o meu namoro / bacalhau assado, cozido e muito bem temperado / com dentinho de alhos / e remédios para tirar os calos" (não se lembrava de mais...)

Contou-me também que uma sua tia materna, Maria do Rosário Leal, estava na Cova da Iria quando se deu o milagre de 13 de Outubro de 1917, em que apareceu uma luz e a Lúcia disse: "Fechem os guarda-chuvas que vem aí a Virgem Maria".

No dia seguinte, fui ao Uruguai, à cidade de Colónia/Sacramento, visitar esta linda cidade fundada pelos portugueses, onde se vêem bem preservadas, com a colaboração da Gulbenkian, as casas típicas portuguesas, as muralhas, as calçadas à portuguesa (em contrate com as espanholas, as nossas são bem mais perfeitas), assim como o Museu Português, inaugurado em 1985 pelo primeiro-ministro português António Guterres, estando lá também em 2008 o nosso presidente, Cavaco Silva, numa viagem de Estado àquele país.

Depois fui para o norte da Argentina, visitar a província de Chaço e as cidades de Resistência, Corrientes e Presidente Roque Saênz, para uma das regiões mais pobres, onde convivi com os aborígenes, fui a escolas, bibliotecas (ofereceram-me alguns livros sobre a realidade local, cultura do algodão, floresta, etc). Terminei com a visita às Cataratas do Iguaçu, no lado Argentino, que fazem fronteira com Paraguai e Brasil.

José Jordão Cruz

Carta do padre João: Um sítio na internet para breve

Olá a todos. Terminámos as celebrações da Padroeira muitas coisas boas têm acontecido, mas o tempo é sempre curto. Estou a ultimar o sítio da paróquia na internet com uma equipa de trabalho grande e boa e em breve vocês podem saber tudo o que está acontecendo aqui na paróquia em www.consolatasp.com.br.
Continuo a receber as ajudas que muitas pessoas amigas e colaboradoras vão enviando. Agradeço a todos, em nome dos mais pobres das favelas de São Paulo. Neste mês de Julho a paróquia pára um pouco, porque é tempo de lazer de Inverno. Tudo volta às actividades no mês de Agosto. Desejo a todos um tempo de férias cheio de paz e fraternidade. Abraço do amigo de sempre,

P. João, missionário no Brasil

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Jornal da Golpilheira agradece e retribui os votos de Boas Festas enviados por diversos meios pelas seguintes entidades e pessoas:

• &KTAL • 2Dance (Michelle Vieira) • 4gift • 4porQuatro • ACILIS – Associação Comercial e Industrial de Leiria, Batalha e Porto de Mós • ACRENARMO – Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Ex-Residentes de Moçambique • Adega Cooperativa da Batalha • Aires Gameiro • Alexandre Manuel • Alfabeto – Jornal da Escola Secundária da Batalha • Alzira Pedroso • AMIGrante – Associação de Apoio ao Cidadão Migrante • António Lucas • António Luís • António Manuel • As Lollypops • Assembleia Municipal da Batalha • Associação Coral Calçada Romana • Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Batalha • Associação Nacional de Jovens Empresários - Núcleo do Centro • Associação Orfeão Dr. João Antunes • Associação Portuguesa de Solidariedade Mãos Unidas P. Damião • Associação Portuguesa dos Amigos do Fado • Banema • Bertrand Editora (Berta Lopes) • C&C – Consultores de Comunicação (Evaristo Moura) • Caldas da Rainha - Capital do Comercio • Câmara Municipal da Batalha • Câmara Municipal da Marinha Grande • Câmara Municipal de Ourém • Carlos Alberto Vieira • Casa-Museu / Centro Cultural João Soares • Centro Cultural e Congressos – Caldas da Rainha • Centro de Comunicação Social do Santuário de Fátima • Centro Hospitalar Nossa Senhora da Conceição - Santa Casa da Misericórdia da Batalha • Centro Infantil Moinho de Vento – APDRB • Centro Paroquial de Assistência do Reguengo do Fetal • Centro Social e Cultural da Paróquia de São Mamede • CIP - Confederação da Indústria Portuguesa • Coimbra iParque • Comando Distrital da Protecção Civil (José Manuel Moura) • Comunicação Livre • Cristina Marques • Daniel Soares de Oliveira • Daniela Sousa • Dora Felizardo • Eleonora Magalhães • Enviar • Escola Secundária da Batalha • Espaço Libris • Estado-Maior do Exército • Estrela Neiva • Evok • Exposalão • Força Aérea Portuguesa • Fundação Ajuda à Igreja que Sofre • Fundação S. João de Deus (David Silva) • Gabinete de Congressos CMStatus • Grande Hotel de Luso • Grupo GCI • Grupo Missionário Ondjoyetu • Guerra e Paz Editores (Tânia Raposo) • Home Instead Senior Care • Hotel Villa Batalha • illiCO Obras • INE - Serviço de Comunicação e Imagem (Isabel Silva) • Instituto Europeu de Ciências da Cultura Padre Manuel Antunes • Instituto Imprensa Democrática • Instituto Politécnico de Leiria • Instituto Português da Juventude – Centro (Miguel Nascimento) • IPEFI – Instituto Português de Estudos Fiscais Internacionais • Ivone Boechat • João Costa e Melo • João Lagos Sports • João Pedro Rei • Jornal A Voz do Domingo • Jornal da Batalha • Jornal das Cortes • Jornal de Leiria • Jornal O Interior • Jornal O Mensageiro • Jornal Região de Rio Maior • José Batista de Matos • José Diogo (Assistente CTT) • José Jordão da Cruz • Laboratório Virgílio M. Roldão (João Gomes) • Leninveste • Lizauto • Maria Cândida Martinho • Maria da Luz Moreira • Matilde Noca • Missionários da Consolata • Moita Francisco • Multicom Comunicação (Sónia Matos) • Município de Avis • Museu de Arte Sacra e Etnologia de Fátima - Missionários da Consolata • Natureza Brincalhona • NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria • Notícias do Centro • Objectivo24 • Oeste.tv • Open Comunicación • Óptica Cunha Fonseca • Orquestra Clássica do Centro • Palferma • Papiro Editora (Narcisa Moura) • Partido Ecologista Os Verdes • Paulo Bagagem • Pe. Américo Ferreira • Pe. João Monteiro Felícia • Pe. Vítor Mira • Pedro Jerónimo • Pequenos Vícios – Jóias • PLi – Planeamento Informático • Pneus 32 • Polirigido • Portugalmail (Manuel Costa) • Presidência do Conselho de Ministros • Primeware • Prodigentia • Prova de Artista • Publicittà • Rádio Alto Ave • Rádio Batalha • Rádio Elvas • Rancho Folclórico Rosas do Lena • REAPN – Rede Europeia Anti Pobreza / Portugal • Redicom • Representação da Comissão Europeia em Portugal • Restaurante Santa Rita • Revista Invest (João Paulo Leonardo) • Ricardo Cardoso • Sandra Tavares • Santuário de Fátima (Pe. Virgílio Antunes) • Selecções do Readers Digest • Seminário de Leiria (Pe. Armindo Janeiro) • Serafim Marques • Sílvia Reis • SIMLIS – Saneamento Integrado dos Municípios do Lis (Sandra Vieira) • Sistema 4 (Pedro Oliveira) • Socirema • SRUFÁTIMA – Sociedade de Reabilitação Urbana de Fátima • Telepataias • Terra Ocre Edições / Palimage (Jorge Fragoso) • Textiverso (Carlos Fernandes) • Turbus Portugal (Cristina Félix) • Turismo de Leiria-Fátima • Turiworld • Twice Design Services • UAU • Valdemar Rodrigues • Veneza Hotel • Virtualnet (Luís Frazão) • Webcomum •

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

OPINIÃO | O desemprego

Esta triste praga está a aumentar todos os dias, com uma força assustadora e inimaginável há alguns anos. A insolvência e a falência das empresas, umas por não se terem modernizado, outras pelo factor "economia global", outras por falta de apoio das instituições financeiras, menor interesse dos empresários, ditadura fiscal, etc. Infelizmente, o fecho de empresas tem sido ao ritmo de dez por dia. São dezenas, centenas e até milhares de operários lançados para o desemprego diariamente. Destes, muitos vão beneficiar temporariamente do Fundo de Desemprego. Mas este vai ter o seu fim. Trabalho não se encontra. Emprego muito menos.
Perante este drama, o que fazer? Esta realidade é cada vez mais assustadora, porque não se vislumbra uma luz ao fundo do túnel. Uma empresa, que hoje tem uma boa estrutura de produção, sólida financeiramente, competitiva, inesperadamente, amanhã pode estar em grandes dificuldades. É esta insegurança que faz andar empregados e patrões com o coração nas mãos. Neste momento, não se podem fazer projectos a médio ou longo prazo, porque de um dia para o outro a situação pode mudar. Quem tem um emprego seguro hoje, amanhã poderá estar no desemprego.
É esta insegurança que faz andar as pessoas tristes e apreensivas quanto ao futuro. Mesmo que procuremos contribuir para que esta situação melhore, sentimo-nos impotentes para tal, uma vez que os governos, as grandes empresas e os bancos é que ditam as leis. Há formas para que esta crise possa ser atenuada, e essa é uma responsabilidade do Governo. É preciso descer os impostos, suavizar as cobranças coercivas por parte do fisco, facilitar às empresas o pagamento de dívidas ao Estado, de maneira a que estas não fiquem asfixiadas. Não é penhorar por tudo e por nada que as coisas se resolvem. As pessoas e as empresas ficam mais pobres, mas o estado também não fica mais rico. Neste momento, ainda o que é mais eficaz, infelizmente, é a (in)justiça fiscal. São rápidos a tentar receber, utilizando todos os meios ao seu alcance. Não há dinheiro, penhora-se. Na segurança social é a mesma coisa. pois desta forma é muito fácil trabalhar. E na justiça? Na saúde? Na segurança dos cidadãos? São alguns pequenos exemplos. Todos nós sabemos o que se passa neste pobre país, à beira mar plantado. É uma vergonha. Dos casos bastante badalados, que se arrastam há alguns anos, ainda nenhum teve condenação. Pelo andar da carruagem, vão ser todos arquivados. Será que é muito difícil condenar um pedófilo? Será que é muito difícil condenar um violador? Será difícil condenar um burlão ou uma burlona? Será difícil condenar um corrupto? Resumindo: fácil é condenar aquele que por diversas razões não pagou ao fisco e à segurança social.
Manuel Carreira Rito

Alunos do 11ºF frequentadores da cantina da Escola Secundária da Batalha

Os alunos do 11ºF (Curso Profissional – Técnico de Contabilidade) após terem lido uma notícia num jornal local, referente à qualidade/quantidade das refeições fornecidas na cantina da Escola Secundária da Batalha, apresentam a sua opinião sobre o assunto.
A turma é constituída por 16 alunos e 11 comem frequentemente na cantina. Relativamente à quantidade das refeições, consideram que é suficiente e a qualidade é razoável, pois "em casa da maioria dos alunos também, nem sempre, a comida é excepcional, há dias…". Tendo em conta que os alunos podem comer sopa, pão, prato de peixe ou carne e sobremesa, qualquer aluno fica melhor servido do que comer sandes, saladas e sumos de lata fora da escola. Na verdade há alunos, nomeadamente, do 3º ciclo, que, apesar de irem ao refeitório, não comem o que lhes põem no prato, levando de volta o tabuleiro, no entanto não há motivos para esta atitude, "quando o prato é peixe é pior".
Seria bom que os pais experimentassem comer na cantina, já que a oportunidade lhes é dada.
É notório o aumento do número de refeições servidas na cantina, apesar das críticas, também o facto de muitos alunos tirarem a senha no próprio dia, talvez criasse problemas em termos de gestão de quantidades, mas a escola já estabeleceu limites para número de senhas tiradas no dia.
Comer fora da escola pode ser mais convidativo: escolhe-se a comida, pode-se "arejar", está-se mais à-vontade e não é preciso cumprir regras. No entanto ainda que alguns alunos não gostem das refeições servidas, sempre é melhor comer comida mais saudável do que comida plástica "devemos estar preparados para a vida, nem sempre se pode ter opção de escolha, cantina é cantina já se sabe, nós continuamos a frequentá-la como é habito".

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Boas Festas...

Agradecemos os votos de boas festas que nos enviaram, por correio ou e-mail:
&Ktal; 2Send Marketing Global; 3iNFOR; 4porQuatro; A Essência do Vinho; About Music e 2Dance; Adega Cooperativa da Batalha; Albertina Santos e família; Ana Rita; André Duarte Coelho; Andreia Macedo; Ângela Marques - Grupo GCI; António José Martins de Sousa Lucas; ARICOP – Associação Regional dos Industriais de Construção e Obras Públicas de Leiria; Armazém das Artes – Fundação Cultural; Assembleia Municipal da Batalha; Associação Coral Calçada Romana; Associação de Investigação e Debate em Serviço Social; Berta Silva Lopes - Bertrand Editora; Bianchi Prata; Blixcard; Buk Distribuição; Caixa Geral de Depósitos – Batalha; Caixifer; Câmara Municipal da Batalha; Carlos Almeida; Casa-Museu * Centro Cultural João Soares; CEFi – Universidade Católica Portuguesa; Centro Hospitalar Nossa Senhora da Conceição - Irmandade da Santa Casa da Misericórdia da Batalha; Centro Regional de Sangue de Coimbra; CEPAE – Centro de Património da Estremadura; CINCUP – Cooperativa de Informação e Cultura de Porto de Mós; CIP - Confederação da Indústria Portuguesa; Coquine; Coraze; CP – Comboios de Portugal; Cristiane Nascimento – Folio Edições; Daniel Serrão; Delegação de Leiria da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson; Direcção Regional do Centro do Instituto Português da Juventude; Direito na Hora; Emília Agostinho; EMIREC Comunicação; Enviar; Escola Profissional da Nazaré; Evaristo Moura - C&C - Consultores de Comunicação; Exército Português – Ministério da Defesa Nacional; Exposalão; Federação Distrital de Leiria da Juventude Socialista; Federação Portuguesa de Basebol e Softbol; Folheto Edições & Design; Fundação Ajuda à Igreja que Sofre; Funerária Santos e Matias; Gávea; Governador Civil de Leiria; Green Media – Agência de Comunicação; Grupo dos Amigos de Olivença; Guerra e Paz Editores; Hotel Rural Quinta do Rio Alva; Hugo Marques Telecomunicações; Humancycle; Inforlandia; Infovitae; iParque Coimbra; Irene Sousa; Joaquim Filipe; Jornal de Leiria; José Carlos Ferraz e Cristina Fernandes; José Travaços Santos; Lenageste; LeopolDina Simões - Centro de Comunicação Social do Santuário de Fátima; Liliana Ribeiro - Gabinete de Desenvolvimento Social Batalha; Lizonline; Loud Like Devil; Luis Monteiro; Lurdes Breda; Maria dos Anjos Cardoso; Maria Ofélia Moleiro; Mbit; Museu de Arte Sacra e Etnologia - Missionários da Consolata; Natacha Pereira da Costa - Grupo GCI; Natureza Brincalhona; Nódoa T-shirts ; Notícias do Centro; Núcleo Distrital de Leiria da REAPN; O Contador de Histórias; O Interior; O Mensageiro; Obra Católica Portuguesa de Migrações; Oikos; Open Comunicación – Open News; o-povo.blogspot.com; Ovibeja; Papiro Editora; Partido "Os Verdes"; Passado Vivo; Patrícia Silva; Paulo Batista Santos; Pe. Américo Ferreira; Pe. Filipe Lopes; Pe. Francisco Pereira; Pe. Jorge Guarda; Pe. José Henrique Pedrosa; Pe. Vítor Mira; Pedro Rosa; Pinto Loureiro Comunicação; Pneus 32; Polirigido; Primeware PT; Rádio Batalha; Rádio Cova da Beira; Rancho Folclórico do Freixial; Rancho Folclórico Rosas do Lena; Redicom; Região de Rio Maior; Revista Invest; Ricardina Silva; Rita Duarte - UAU Produções; Rui Dias José – Café Portugal; Santuário de Fátima; Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas; SIC; Sistema 4; Sociedade de Reabilitação Urbana de Fátima; Sofá Vip; Sónia Matos - Multicom; Thape Produções; Tribuna Autocaravanista; Turismo Leiria-Fátima; Victim Models; Victor Camoezas; Vidas Lusófonas; Vítor Botelho - Instituto Imprensa Democrática.
A todos renovamos os votos
de um ano 2009 muito próspero!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Carta do Brasil - Padre João volta à Golpilheira

Caríssimos amigos, um grande e forte abraço, grande como o Brasil!
Parece mentira, mas é verdade... já lá vão três anos desde a minha última passagem pela nossa terra querida. Nossa terra é sempre nossa terra e não há outra igual! Nada pode substituir o nosso bom povo, os nossos costumes, as nossas tradições, as nossas amizades, os nossos bons vinhos, as nossas comidas e as nossas famílias.
Os superiores, depois dum pequeno período em Jaguarari, onde ajudei muitas famílias sem nada e cujas crianças estavam em risco de vida, em todos os sentidos, pediram-me para eu vir para São Paulo, a maior cidade da América Latina.
Aqui há "tudo" e "um pouco de tudo". A igreja é bonita, a classe é "A". Mas, por este motivo, estou ajudando três cresces com uma soma mensal e também 50 famílias muito carentes, a quem damos a cesta básica mensalmente. Distribuímos agasalhos no Inverno e fazemos o "bar da pechincha", um dia por semana, vendendo por um preço simbólico todo o material que nos chega às mãos, pois não é bom que levem tudo de graça.
São Paulo diz-nos: "A caridade perdoa todos os pecados". Estamos iniciando o Ano Paulino e certamente vai mexer muito connosco, católicos, e também de outras denominações cristãs.
Quando chegar aí espero ter tempo para explicar tudo. Chegarei a Portugal no dia 7 de Agosto. No dia 24 partirei para Roma, onde ficarei até ao fim de Setembro, para participar de um curso de actualização dentro do meu Instituto. Voltarei para Portugal e, pelo dia 26 de Outubro, já estarei de regresso ao Brasil, na cidade de São Paulo.
Até lá, um grande abraço do sempre vosso amigo, missionário no Brasil,
P. João Monteiro da Felícia

Um golpilheirense em Marrocos

Crónica de Rabat

Um CD pendurado em cada retrovisor, 7 passageiros num táxi de 5 lugares, uma brigada da Guarda Real em cada cruzamento, crianças a pedir esmola em cada semáforo: não há dúvidas, estou em Marrocos. Com cerca de 30 milhões de habitantes, esta jovem monarquia, antiga colónia francesa até 1956, é governada pelo rei Mohammed V.
Este país é uma amálgama de diversas influências. É um país africano, de religião muçulmana sunita, de língua oficial árabe e que serve de porta de comunicação entre a Europa e a África. Esta porta é para o bem e para o mal! Por ela, tanto passam os fortes investimentos económicos provenientes da Europa para o desenvolvimento deste território que necessita dessa ajuda, como também passam grandes quantidades de droga para o mercado europeu. É também por esta porta que muitos marroquinos e outros africanos tentam chegar clandestinamente ao nosso continente, procurando uma vida que apenas conhecem pela televisão e deixando para trás um país no qual já não acreditam. Mas muitas destas pessoas acabam por naufragar ou ser detidas pelas autoridades e forçadas a regressar, desta vez ainda em pior situação, porque tiveram de dar o pouco dinheiro que tinham para a travessia ilegal.
Apesar de se notar cada vez mais a ocidentalização do país, principalmente nos meios urbanos, a sociedade rural permanece muito fechada sobre si própria, tendo por única e exclusiva orientação a sua religião. Mulheres que nunca abandonam o véu, homens que podem casar até três vezes e crianças que vão à escola apenas quando o trabalho do campo está concluído, é este o cenário do Marrocos profundo, onde só agora os bens essenciais como a água potável estão a chegar.
É precisamente a água que está na origem da minha vinda para o Reino de Marrocos. Sendo licenciado em línguas na variante de Português e Francês, o meu objectivo era leccionar. Mas, como é do conhecimento geral, a área do ensino em Portugal está sobrelotada! No entanto, depois de ter concluído o estágio, procurei todas as saídas possíveis e, como "quem espera, sempre alcança", a minha oportunidade surgiu para vir trabalhar para Marrocos numa empresa de construção civil portuguesa que está a expandir a sua actividade fora de Portugal. A empresa tem a seu cargo uma obra de instalação de condutas de água em zona rural. À partida, esta não é a minha área. Mas é aqui que a minha formação em línguas entra em cena. De facto, a língua francesa é a língua administrativa em Marrocos. Estou a trabalhar na sede da empresa, em Rabat, a capital, ajudando no trabalho administrativo que é todo feito em francês, e também assumo funções de intérprete quando necessário.
Rabat é uma cidade que tem os seus encantos! O palácio real faz-nos viajar pelas "mil e uma noites"; as mesquitas são verdadeiras obras de arte, símbolo da devoção de um povo; as pessoas são genuinamente acolhedoras e muito prestáveis: a população em geral é de uma simpatia extrema. E, depois, claro, temos a noite de Rabat! Há festa praticamente todas as noites, a pessoas abundam nas ruas, as esplanadas estão cheias de grupos de amigos que se juntam para beber um típico chá marroquino. Dentro das casas, prepara-se o jantar que é desfrutado por todos os membros da família, geralmente começando a refeição por um prato conjunto do qual todos comem à mão, não sem antes ter agradecido a Alá.
Mas depois dos primeiros tempos de descoberta, chega para mim esse sentimento tão português que é a saudade. Saudade de casa, da família, dos amigos, enfim, de Portugal. Escrevendo agora para o Jornal da minha Golpilheira natal, estou a enganar a saudade e a pensar já na minha próxima ida "à terra". Ficarei por estas terras de desertos e oásis por mais alguns tempos, esperando pelo dia do regresso. "Inch’Alá"! (se Deus quiser).
Diogo Monteiro

Ensinar é aprender

Ensinar não é transmitir conhecimentos. O educador não tem o vírus da sabedoria. Ele orienta a aprendizagem, ajuda a formular conceitos, a despertar as potencialidades inatas dos indivíduos para que se forme um consenso em torno de verdades e eles próprios encontrem as suas opções.
Aprender deriva do latim "apprehendere", que significa apanhar, apropriar, adquirir conhecimento. Ensinar deriva de "insignîre", quer dizer marcar, distinguir, assinalar. A principal meta da educação processa-se em torno da auto-realização. Logo, ela propõe a reformulação constante de directrizes obscuras para alcance dos objectivos, comprometidos com a valorização da vida. A educação carimba a sociedade que deseja ter!
O professor, como agente de comunicação, transformou-se num dos mais pobres recursos e dos mais ricos. Quando se imagina dono da verdade, rei do currículo, imperador do pedaço, mendiga e frustra-se. Quando se apresenta cheio de humildade, de compreensão e vontade de aprender, resplandece e brilha! Os estudantes estão abastecidos por uma carga de informações cuja capacidade de assimilação nem comporta. O ser humano tem potência de semideus, com emoções de mortal. O avanço da era espacial em que vive tornou o homem angustiado pela consciência de sua fragilidade para absorver e superar os desafios à sua volta.
É mister que se reestruture o conceito de Escola ou se reconheça a sua derrota. Os que nela actuam não podem continuar a caminhar distantes da realidade, em marcha lenta, alheios à corrida veloz de um planeta visível, palpável e cada vez mais próximo. Do jeito que alguns se comportam, concorrem para o fracasso. Repetindo uma expressão muito antiga, "a Escola não sabe a força que ela tem".
Deve-se abolir, de imediato, a cultura do supérfluo, seleccionando conteúdos mais significantes e actuais. Não se pode contribuir para que o desinteresse se instale e, consequentemente, esvazie o espaço da aprendizagem permanente. O educador deve preparar-se para estar apto perante a omnipotência da máquina, e não se assustar com a sua eficiência. Estar sempre atento aos transbordamentos da ciência e não se embrutecer na resposta.
De que valem as "reformas" educacionais, se mudanças radicais não ocorrem? Elas passam, os problemas maiores continuam, gerações se substituem e, no universo de perguntas não respondidas, resultados positivos não se operam, muitas vezes.
Os enlatados culturais intoxicam como os outros, transformam-se em "pacotes culturais" e saem por aí, empacotando a sensibilidade, a criatividade, que tanto contaminam a educação. Um exemplo? Entende-se barulho como música! Poesia como cafonice, família como utopia, Pátria como sucata.
Quem ama educa, educar é educar-se a cada dia, sem a pretensão de preparar para a vida. O poder de adivinhar o futuro o educador não o possui. Ele orienta, para que, em situações imprevisíveis, se processem alternativas. Educar não é ensinar, é aprender.
Ivone Boechat (Brasil)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

População queixa-se do cheiro nauseabundo

Nos últimos dias, e mais acentuadamente quando o vento está do lado Norte, a nossa freguesia é fustigada por maus cheiros. Segundo algumas queixas da população, este deve-se ao facto de andarem a espalhar dejectos de porcos na Quinta da Cortiça. Mas o que mais me admira é que não vejo as entidades oficiais preocupadas com este assunto, nada fazendo para o eliminar. Oiço dizer que aquilo que estão a fazer é legal, isto é, espalham num dia e enterram no outro. Mas o certo é que o mau cheiro continua, parecendo que as pessoas se conformam com esta situação. Nem parece que estamos na Golpilheira, de gente que costuma lutar pelo seu bem-estar, pela sua qualidade de vida, e que agora está muito passiva. Será por o mau cheiro vir dum terreno pertencente à freguesia da Barreira e concelho de Leiria?
MCR

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Cartas ao director

Da Suiça...
Para todos os que trabalham no Jornal da Golpilheira, em especial ao director, queremos desejar um bom Natal e um feliz Ano Novo, cheio de saúde e alegria. Que tenham muita tinta e papel para continuarem a escrever o jornal, para nós lermos as notícias da nossa terra com muita alegria através de vocês. Mandamos umas fotos da nossa terra, de Domat/Ems, na Suiça.
Renato, Teresa, Jessica e Marc


Da França...
Antes de mais, quero desejar um feliz Ano Novo 2008 para si e toda a equipa do vosso jornal. Agradeço-vos terem-me enviado o Jornal da Golpilheira. Eu não sou residente da Golpilheira, mas o meu avô era daí e tenho aí família, e é sempre um prazer receber notícias daí. Bem-haja e um bom sucesso para o vosso jornal e para a vossa freguesia!
José da Silva Monteiro


Condomínio exemplar...
Natal iluminado pela paz!

Envio algumas fotos tiradas na noite de 24 de Dezembro ao prédio onde vivo, em que todos os condóminos aderiram à campanha da Cáritas "Milhões de estrelas – Um gesto pela Paz", para o que adquirimos 52 velas.
Há dois apartamentos que, por os donos se encontrarem ausentes neste Natal, não foi possível acenderem no dia 24, mas estiveram acesas no dia 15, data da cerimónia na Batalha e em que decorreu o habitual jantar de Natal deste condomínio.
Há 7 anos que se vive um espírito de solidariedade, amizade e convívio que passa por várias comemorações conjuntas durante o ano, nomeadamente participação colectiva em acções de solidariedade. Todas as solenidades são motivo para estarmos juntos: Páscoa, Natal, S. Martinho, Dia do Vizinho, etc. Eu estou muito feliz por viver num prédio assim e seria bom que todos assim se sentissem.
Estou certa de que, se todos os que coabitam em propriedade horizontal tivessem esta postura de fomentar o espírito de boa vizinhança, o mundo seria seguramente melhor.
Estrela

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Perguntas do Toino...

Porque é que os turistas que passam na Batalha não conhecem o parque infantil, o jardim à beira do Lena, com as suas flores, as aves brincando dentro de água, o parque para a terceira idade, as casas de banho públicas junto ao Lena, os bancos e mesas com a sombra indispensável nesse maravilhoso jardim? Será que alguém obriga esses mesmos turistas a estacionar no parque mais pequeno da vila, interrompendo o trânsito local e, nesse sentido, pondo os mesmos turistas em perigo de vida?
Toino

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Querida mãe!

Aniversário a 19 de Maio

Querida mãe!
Apesar de estarmos longe, não esquecemos os teus belos 70 anos.
A tua neta, neste momento, encontra-se também na Irlanda, por isso, aproveitamos para mandar um beijinho muito grande de parabéns, muitas felicidades e saúde, da família presente na Suíça: Teresa, Renato e Marc.
Em breve, se Deus quiser, iremos festejar todos juntos.
Muitos parabéns!

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Quem paga o prejuízo turístico da ribeira dos Milagres?

Tendo a nossa região mais uma vez sido enxovalhada em todos os meios de comunicação social do País neste início de primavera de 2007, justifica-se a pergunta: Quem paga o prejuízo turístico resultante da poluição na ribeira dos Milagres?
É sabido que é neste período do ano que a maioria dos portugueses pondera o local para passar o seu período de férias de Verão. Neste particular, não posso deixar de lastimar a falta de exigência e estratégia regionais, no que respeita à morosidade de resolução de um problema que é terceiro-mundista e que afecta, não só as pessoas que, aliás, têm todo o direito a reclamar um melhor ambiente e qualidade de vida, mas também as actividades económicas, nomeadamente, o turismo de lazer em toda a região Centro.
Convenhamos que tantos anos para resolver um problema deste tipo são um embaraço para qualquer tipo de poder público. O esforço humano, financeiro e social que foi já afecto a esta questão teria de ter já produzido uma solução viável para o problema. Como estamos numa região de fé, resta-nos acreditar em dias melhores.
Horácio Táboas - Profissional de turismo

Crianças obrigadas a trabalhar no feriado municipal

Enquanto encarregado de educação, fui informado que as provas de aferição do 1º e 2º ciclos de 2007 foram marcadas para os próximos dias 22 de Maio (Português/Língua Portuguesa) e 25 de Maio (Matemática) – Despacho nº 2351/2007, de 14 de Fevereiro.
Como é sabido (???!!!), o dia 22 de Maio é feriado municipal em Leiria. Fiquei estupefacto quando tomei conhecimento deste documento, assinado pela directora regional adjunta da DREC e remetido a todas as escolas e agrupamentos do concelho de Leiria no dia 27 de Março de 2007.
Os feriados municipais só são importantes quando a Câmara Municipal pertence a um determinado partido político? Se "apenas os alunos que frequentam um currículo alternativo, ao abrigo da alínea b) do n.º 1 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 319/91, de 23 de Agosto ficam dispensados da realização das provas de aferição", o decreto-lei que "obriga" (tipo requisição civil) os funcionários públicos a trabalhar num feriado também vincula um aluno com 9 anos de idade?
A. Mendonça - Professor de Leiria

Crianças obrigadas a trabalhar no feriado municipal

Enquanto encarregado de educação, fui informado que as provas de aferição do 1º e 2º ciclos de 2007 foram marcadas para os próximos dias 22 de Maio (Português/Língua Portuguesa) e 25 de Maio (Matemática) – Despacho nº 2351/2007, de 14 de Fevereiro.
Como é sabido (???!!!), o dia 22 de Maio é feriado municipal em Leiria. Fiquei estupefacto quando tomei conhecimento deste documento, assinado pela directora regional adjunta da DREC e remetido a todas as escolas e agrupamentos do concelho de Leiria no dia 27 de Março de 2007.
Os feriados municipais só são importantes quando a Câmara Municipal pertence a um determinado partido político? Se "apenas os alunos que frequentam um currículo alternativo, ao abrigo da alínea b) do n.º 1 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 319/91, de 23 de Agosto ficam dispensados da realização das provas de aferição", o decreto-lei que "obriga" (tipo requisição civil) os funcionários públicos a trabalhar num feriado também vincula um aluno com 9 anos de idade?
A. Mendonça - Professor de Leiria