terça-feira, 21 de maio de 2013

Galardão europeu para o Museu da Batalha



MCCB recebe Prémio Kenneth Hudson


O Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB) conquistou na cidade belga de Tongeren, no dia 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus, o Prémio Kenneth Hudson do Fórum Europeu dos Museus.
A distinção, atribuída em honra do fundador do Prémio Museu Europeu do Ano, distingue museus, pessoas, projectos ou grupo de pessoas que tenham alcançado feitos invulgares, ousados e mesmo controversos que desafiem a percepção comum do papel do museu na comunidade.
Para os elementos do júri internacional, o prémio atribuído ao Museu da Batalha justifica-se “pela sua capacidade extraordinária em fornecer, de forma simples e acutilante, diversas experiências museológicas aos seus visitantes, num processo que contou com a participação da comunidade local, investigadores e especialistas”.
O MCCB foi inaugurado formalmente em Abril de 2011 pelo Presidente da República, Cavaco Silva, e já tinha sido eleito, em Dezembro passado, o Melhor Museu Português em 2012, pela Associação Portuguesa de Museologia. Por esta nova distinção, desta vez a nível europeu, o Chefe de Estado publicou no sítio da Presidência da República uma mensagem de felicitações, considerando que este prémio “demonstra o reconhecimento internacional alcançado pelo trabalho que o Museu da Batalha realiza em prol da preservação e divulgação da nossa cultura, contribuindo para tornar acessível a todos os cidadãos a história e a pré-história do concelho”.
Para António Lucas, presidente da Câmara da Batalha, “o prémio Kenneth Hudson representa para o Museu e para o Concelho da Batalha uma enorme honra, tendo em conta a fortíssima concorrência que as 29 candidaturas finalistas representavam, contando-se museus regionais de grande reconhecimento e museus nacionais de enorme prestígio internacional”. O autarca considera que “este prémio significa uma vitória muito especial, um feito inédito para os museus do nosso país que reforça ainda mais a notoriedade cultural e de prestígio para o Museu, para a Batalha e para toda a região”.
Recordamos que o MCCB desvenda ao público o território concelhio, através de uma interessante e paradigmática viagem com mais de 250 milhões de anos, percorrendo as grandes transformações registadas nos domínios da geologia e da paleontologia do território, numa linguagem técnica mas de fácil compreensão e recorrendo à acessibilidade e à inclusão como suas imagens de marca.

Que prémio é este?

O European Museum of the Year (EMYA) é o mais antigo e mais prestigiado prémio museológico na Europa, atribuído anualmente pelo European Museum Forum (EMF), sob os auspícios do Conselho da Europa. Foi fundado em 1977 pelo jornalista, neo-museólogo, radialista e autor Kenneth Hudson.
O seu objectivo é reconhecer a excelência entre os museus europeus e promover e incentivar processos inovadores no panorama museológico internacional. O prémio vai para um museu que mais contribua directamente para atrair o público e satisfazer os visitantes com uma atmosfera única, uma apresentação e interpretação imaginativa, uma abordagem criativa à educação e responsabilidade social.
Podem candidatar-se ao EMYA os museus construídos ou remodelados nos últimos dois anos. Já foram vencedores espaços grandes e pequenos, públicos e privados, de variadas temáticas e nacionalidades, mas todos com notória excelência na elevação do padrão de qualidade dos museus europeus.
A presente edição contou com 40 candidaturas, provenientes de 20 países. O Prémio Museu Europeu do Ano foi para o Museu Riverside de Glasgow, na Escócia. O Museu de Arte de Riga, o Museu de San Telmo em San Sebastian, Espanha, e o Museu Gobustan, no Azerbeijão, foram distinguidos com menções honrosas.
Na cerimónia anual, são ainda atribuídos mais três prémios:
- Prémio Kenneth Hudson, com o nome do fundador, um galardão que assinala a ousadia, invulgaridade e novidade da proposta museológica, este ano atribuído ao Museu da Batalha;
- Prémio Silletto, para o projecto que mais se destaca pelo envolvimento da comunidade local na sua concepção e desenvolvimento, este ano entregue ao MAS - Museum Aan de Stroom, de Antuérpia, na Bélgica;
- Prémio Conselho Europeu, atribuído por esta entidade ao museu que mais contribui para a promoção da cultura e da identidade da União Europeia, este ano atribuído ao Museu de Liverpool, no Reino Unido.

sábado, 18 de maio de 2013

Museu da Batalha ganha Prémio Kenneth Hudson (a nível europeu)

O Presidente da República, Cavaco Silva, na inauguração do MCCB, a 2 de Abril de 2011, observa a estátua do Magistrado Romano, no centro deste museu, um achado do espólio romano de Collippo, no território da freguesia da Golpilheira. (Foto: LMFerraz)


O Museu da Comunidade Concelhia da Batalha acaba de ganhar o Prémio Kenneth Hudson, atribuído numa cerimónia ocorrida hoje (18.05.2013) em Bruxelas.

É o primeiro museu português a conquistar este galardão.
Os parabéns são para o Município da Batalha, para a equipa que projectou e dinamiza aquele espaço, para cada um dos munícipes que estão representados na sua identidade e para todos os que o visitam e ajudam à sua manutenção.
Daremos mais pormenores em breve...

Melhor Museu Português 2012


Recorde-se que o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB) foi eleito o melhor museu português de 2012 pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM).
O prémio foi revelado e atribuído numa sessão que decorreu em Lisboa, no passado dia 14 de Dezembro. Sendo o mais importante galardão do sector no nosso país, veio sublinhar a excelência do projecto museográfico e museológico deste equipamento cultural e turístico, aberto em Fevereiro de 2011 e formalmente inaugurado em Abril desse ano, pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.


Luís Miguel Ferraz


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Nascidos em 1973 organizaram: Festival de Sopas recebeu enchente



No passado dia 21 de Abril, houve uma enchente na Golpilheira. Foi uma enchente de variedades de sopa, com 21 panelões bem atestados. Foi uma enchente de pessoas, como mais de 400 adultos e várias dezenas de crianças a despejá-los. Foi uma enchente de música popular, com a prestimosa colaboração de dois elementos da escola de concertinas do Rancho Rosas do Lena, da Rebolaria. E foi uma enchente de animação e boa disposição entre todos, com boas conversas entre umas colheradas de sopa, umas colheradas de outra sopa, uma bebida para ajudar a digestão, e mais sopa, ou um bolo, um pudim ou uma filhós. A rematar, um cafezinho, da avó ou de máquina, quando o estômago já não aguentava mais enchente sopeira.
No final, a caixa dos trocos também registou um bom enchimento, que muito vai ajudar este grupo dos golpilheirenses, naturais e residentes nascidos em 1973, a preparar a organização de próxima festa em honra dos Senhor Bom Jesus dos Aflitos, nos dias 3 a 5 de Agosto de 2013.
Os quarentões organizadores agradecem a todas as pessoas que vieram participar e contribuir para o sucesso da iniciativa, bem como às pessoas e empresas que ofereceram uma panela de sopa, nomeadamente, as senhoras Maria e Júlia e os seguintes restaurantes e casas de comida: Take away de Juliana Monteiro, Etnográfico da Golpilheira, Burro velho, A Rosa, O Casarão, Vale Grande; Páteo da Jardoeira, A Negra, Sol d’Areia, O Ferreiro, Canguru, Tó Santo, Fetal, D. Duarte, Mosteiro do Leitão, Jota, Supermercado Regional de Irene Trovão, Aldeia de S. Antão, Pizzaria Tentazione e Rei dos Frangos.
Os interessados em ver as fotos ou em saber mais sobre esta e outras actividades do grupo podem visitar a página que criaram no Facebook (https://www.facebook.com/pages/Senhor-dos-Aflitos-1973/191487320998782).

Torneio de sueca
Ainda cheios de alegria pelo sucesso da iniciativa, o grupo encheu-se de coragem e anunciou desde logo mais uma aventura: um torneio de sueca, no próximo sábado, 4 de Maio, a partir das 13h30, também no salão de festa da igreja da Golpilheira.
Haverá um bom serviço de bar, também para os visitantes, e lembranças para todos os jogadores e valiosos prémios para os vencedores. Também aqui, o preço inclui sopa. Calma!... haverá, desta vez, algo mais para ajudar a encher: porco no espeto. Pronto.
LMF

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Comerciantes da Batalha unidos para uma Feira de Stocks de Inverno



Depois de várias experiências de organização conjunta de iniciativas de promoção do comércio no centro da vila, bem podemos dizer que “Comerciantes da Batalha” já começa a soar a nome de marca ou de associação. Até a sigla ficaria bem: COMBAT.
Fora de brincadeiras (embora a ideia de se formar uma associação até seja uma questão séria a ponderar pelos interessados), aí está mais uma iniciativa.
Depois das experiências de organização conjunta da animação natalícia, que juntou cerca de 80 empresários e motivou o apoio do município e outras instituições públicas, os comerciantes da Batalha organizaram uma Feira de Stocks de Inverno, à semelhança do já fizeram no final do Verão, com sucesso comprovado e satisfação dos muitos clientes e visitantes.
Esta nova edição decorreu no pavilhão multiusos, nos dias 1, 2 e 3 de fevereiro, contando com a apresentação de uma vasta panóplia de artigos, desde a moda, calçado, lingerie e têxtil-lar até aos acessórios, ourivesaria, electrodomésticos, entre muitos outros.
Quanto aos clientes, tratou-se de uma excelente oportunidade para adquirirem produtos de qualidade a preços que chegaram até aos 70% de desconto.
Como é também habitual nestes eventos, houve também um programa de animação, sobretudo, para a pequenada, com insufláveis, um atelier de pinturas, etc.




quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

187 - Editorial


As árvores não morreram de pé


A frase “de pé, de pé, como as árvores” foi celebrizada pela fabulosa actriz Palmira Bastos em 1966, na peça “As Árvores Morrem de Pé”, gravada ao vivo e transmitida pela televisão do tempo do preto-e-branco, naquela que terá sido uma das suas melhores representações de sempre, quando contava já 90 anos de idade.
Contrastando com o vigor das palavras, acompanhadas pelo bater sólido da bengala no palco, a figura frágil da actriz fazia levantar plateias em aplausos vigorosos.
Na madrugada e manhã do passado dia 19 de Janeiro, vigorosos foram os ventos e as chuvas, frágeis foram as construções humanas e sólido foi o bater de enormes e vetustas árvores, algumas contando mais anos do que os 90 do saudoso talento de Palmira.
As palmeiras ter-se-ão aguentado, agarradas ao solo pelas famosas raízes que furam fundo. Mas muitas foram as árvores que fizeram ruir a verdade da sua fama teatral. Raízes expostas ou partidas pelo meio, sozinhas num canteiro de avenida ou às centenas no interior de um frondoso pinhal ou jardim botânico, pequenas ou grandes, novas ou velhas, milhares foram as árvores que, desta vez, não morreram de pé. O vento falou mais forte nesta peça.
Quem diz árvores, diz telhados e barracões, postes e fios, chaminés e portões, muros e vedações. Nem tudo o vento levou – permitam o novo jogo de palavras com as artes performativas, desta feita, em referência ao filme ainda mais antigo (1939) de Victor Fleming. Mas o facto é que este Portugal não está habituado a sopros a mais de 120 kms/h – dizem os especialistas que assim foi – e muita coisa voou. O cenário final foi o de um teatro abandonado, onde só as imagens da destruição permaneceram em palco.
Foi assim de Norte a Sul do País, mas foi na nossa zona Centro que os estragos se revelaram mais pesados. Para além das centenas de árvores tombadas, das muitas telhas sumidas, de uma ou outra casa a céu aberto, foram as redes de electricidade e de comunicações que mais sofreram o rombo e, delas dependentes nalguns locais, as redes de abastecimento de água secaram.
Dez dias depois, já todos vimos em fotos e vídeos o mesmo que observáramos ao vivo, naquela manhã de sábado. Já todos lemos em jornais os muitos relatos dos danos e prejuízos causados. Já todos percebemos o que teremos de refazer, replantar e reconstruir. Por isso, não fazemos deste assunto notícia, mas tema de editorial, embora em formato noticioso e ilustrado. Fica arrumado neste cantinho, para que permaneça mais como memória do que passou do que como novidade que já não é.
Na Golpilheira, também sofremos consequências. Também aqui houve árvores deitadas, meia dúzia de chaminés esfumadas, alguns ripados destelhados. A maioria de nós esteve “apenas” dois dias sem luz e não chegou a ter falta de água, mas houve alguns lares da freguesia que ficaram sem energia e sem o líquido mais precioso durante toda a semana seguinte.
Também esta edição do Jornal da Golpilheira sofreu o adiamento de uma semana, graças ao descanso forçado nesse fim-de-semana de escuridão.
Ainda assim, comparando com as cenas vistas em terras vizinhas, nem nos podemos queixar muito. Seja como for, que a memória sirva para maiores cautelas futuras, se tal nos for possível. Porque as forças da natureza, ainda que previstas, são de uma capacidade demolidora imprevisível.
Felizmente, também, passada a tormenta, não houve vítimas humanas a lamentar. Do mal, o menos. Ficámos todos de pé… e não como as árvores.

Foto: Miguel Chagas


Edição 187 - Janeiro de 2013

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O “nosso” magistrado está no melhor museu do País




E o prémio APOM 2012 vai para…

Museu da Comunidade Concelhia da Batalha



O Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB) foi eleito o melhor museu português de 2012 pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM).
O prémio foi revelado e atribuído numa sessão que decorreu em Lisboa, no passado dia 14 de Dezembro. Sendo o mais importante galardão do sector no nosso país, veio sublinhar a excelência do projecto museográfico e museológico deste equipamento cultural e turístico, aberto em Fevereiro de 2011 e formalmente inaugurado em Abril desse ano, pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
“Foi com enorme emoção que ontem, ao fim do dia, no Museu da Farmácia, em Lisboa, recebi das mãos do presidente da APOM Associação Portuguesa de Museologia o diploma de melhor museu 2012. Foi um trabalho de quase uma década, de muita gente, e este prémio é para todos. Parabéns e obrigado.” Foi com esta mensagem que o presidente do Município da Batalha, António Lucas, reagiu ao prémio na sua página pessoal no Facebook.
Já este ano, o MCCB tinha arrecadado uma menção honrosa nos prémios do Turismo de Portugal, tendo ficado na mesma posição do Oceanário, na categoria “Novo Projecto Público”. Segundo nota da autarquia, esta nova vitória “representa um enorme orgulho para o Município da Batalha, mas ao mesmo tempo, o reforço do desafio que consiste em considerar que o Museu da Batalha nunca estará terminado”.
De facto, assumindo-se como um “museu da comunidade”, assenta a sua matriz na nova linha da museologia e pretende projectar esta região e as suas gentes. Através das várias áreas que disponibiliza, o território concelhio é desvendado numa interessante e paradigmática viagem com mais de 250 milhões de anos e que percorre as grandes transformações registadas nos domínios da geologia e da paleontologia do território. É ainda possível tomar ali contacto com os primeiros seres humanos que existiram no território que é hoje a Batalha, com referências ao período do paleolítico e romano. E, depois disso, percorrer a história medieval, moderna e contemporânea desta região, com o Mosteiro da Batalha assumir o protagonismo a partir do século XVI.
Num museu que não pretende estar terminado, dada a necessidade constante da busca e de actualização da informação, o visitante é convidado a conhecer os projectos e iniciativas de carácter cultural que ocorrem no município da Batalha, bem como alguns trabalhos de investigação científica em diversas disciplinas do conhecimento. O moderno edifício dispõe ainda de um espaço afecto a exposições temporárias, estando presentemente exposta a exposição “O Ensino na Batalha”, em que foi envolvida a população na concretização desta mostra.
Não menos importantes, as características relacionadas com as acessibilidades. Sendo um “Museu de Todos”, o MCCB apresenta dezenas de soluções inclusivas, que proporcionam aos cidadãos portadores de deficiência a possibilidade de uma visita frutuosa com garantia da apreensão de conhecimentos para todos.
Resta-nos referir que é no coração do MCCB que reside actualmente a estátua do magistrado romano encontrada em Collippo, território da freguesia da Golpilheira. É também um orgulho ter um “nosso” importantíssimo achado arqueológico no melhor museu português. Nesta edição publicamos, curiosamente, um artigo mais pormenorizado sobre esse achado, na coluna que habitualmente dedicamos ao “Museu de Todos”, na página seguinte.
Já agora, o Jornal da Golpilheira não pode deixar de se associar a este prémio e manifestar a honra que tem em ter colaborado desde a primeira hora, embora nas suas humildes possibilidades, para a divulgação e enriquecimento deste espaço museológico concelhio. Entre esses apoios, referimos o espaço nas nossas páginas que propusemos oferecer à equipa do MCCB para uma “visita” mensal ao museu e que foi, desde logo, aceite. Devemos um agradecimento especial ao geólogo António José Teixeira e às técnicas Ana Moderno e Amelie Baptista, que têm assegurado a manutenção da coluna que tanto enriquece a oferta cultural deste jornal.
Mas, tal como indica o nome do museu, é toda a comunidade do concelho que está de parabéns. E é também a todos nós que cabe a responsabilidade de o manter, preservar e enriquecer. Pelos menos, com a visita regular e a participação nas muitas actividades que vai desenvolvendo, para que o investimento feito e o seu custo de manutenção se justifique pelo usufruto por parte da população.

Luís Miguel Ferraz

domingo, 18 de novembro de 2012

Foto-reportagem: Romagem ao cemitério

Foto-reportagem

Celebração de Defuntos - Golpilheira


Estamos no mês das almas, em que se celebram as solenidades de Todos-os-Santos e de Fiéis Defuntos. Na Golpilheira, foi no domingo 18 de Novembro que se realizou a celebração da Missa com Ofício de Defuntos, seguida de romagem nocturna ao cemitério. Foi uma ocasião para cada um lembrar e fazer uma oração pelos seus familiares e amigos que já partiram, também eles membros desta comunidade, que deram o seu contributo para que ela seja o que é hoje.

Foto-reportagem: Dia da Freguesia

Foto-reportagem

Semana Cultural da Golpilheira - Dia da Freguesia


O domingo 18 foi o “Dia da Freguesia” na 19.ª Semana Cultural da Golpilheira, uma iniciativa conjunta da Junta de Freguesia, Centro Recreativo, Comissão da Igreja de Golpilheira, Jardim-de-Infância e Escola do 1.º Ciclo. Começou com um passeio pedestre e terminou com o almoço no largo da Junta, seguido de uma tarde de convívio. Não faltou porco no espeto, caldo verde, bebidas e petiscos variados, filhós e café da avó, doces, e até uma “feirinha” de produtos regionais. Para animar, esteve presente a Trovantina, tuna académica do Instituto Politécnico de Leiria (IPL).
Mais pormenores na edição em papel deste mês...

Foto-reportagem: Moda Golpilheira 2012

Foto-reportagem

Desfile de Moda na Semana Cultural da Golpilheira



É já tradicional das semanas culturais da Golpilheira o desfile de moda da estilista Fátima Cruz. Nesta 19.ª edição, o programa cumpriu-se na noite de sexta-feira, dia 16. O desfile contou com a colaboração da cabeleireira Sofia Alves e da linha de produtos Purah Style.
Na edição de papel deste mês poderá conferir mais pormenores sobre esta noite de especial colorido e beleza, que encheu o salão da colectividade.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

19.ª Semana Cultural da Golpilheira


Nove dias de cartaz recheado...


Vai decorrer, de 10 a 18 de Novembro, mais uma Semana Cultural organizada pelo Centro Recreativo da Golpilheira.

Nesta, que é já a 19.º edição do evento, vai voltar a rechear-se o cartaz (ver última página) com muitas e variadas propostas para a formação, divertimento e convívio da população e de todos os que queriam visitar-nos.
A primeira noite será na véspera de S. Martinho, sábado, dia 10, motivo para abrir em festa, com um arraial popular no Casal de Mil Homens. Haverá castanhada, petiscos e boa pinga, com animação do rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, do CRG.
No dia seguinte, será o tradicional “Almoço +60”, oferecido pela colectividade às pessoas com mais de 60 anos, contando com a animação da turma de Ginástica Geriátrica do CRG.
O serão de segunda-feira, dia 12, a partir das 21h00, será reservado à música tradicional, com uma demonstração de concertinas. Para além de alguns músicos convidados, da Escola de Concertinas do rancho folclórico Rosas do Lena, da rebolaria, o palco estará aberto a todos os executantes deste interessante instrumento que queriam trazer a sua concertina e juntar-se à festa.
No dia 13, terça-feira, às 21h00, o convite é para uma conferência sobre temas de saúde, contando com a colaboração da Policlínica D. Nuno.
Novo debate no dia seguinte, quarta-feira, dia 14, às 21h00, desta vez sobre desporto. Terá como convidada especial a atleta Telma Santos, de Peniche, mas com muitos amigos na nossa colectividade. Recorde-se que Telma Santos fez história no badminton nacional nos Jogos Olímpicos de Londres deste ano, ao ser a primeira atleta portuguesa a vencer um jogo da modalidade. É campeã nacional 11 vezes e a segunda atleta feminina portuguesa a conseguir a participação no torneio olímpico de singulares.
Na quinta-feira, dia 15, a partir das 21h00, a música voltará a imperar, desta vez com o grupo “Tertúlia Quartet”. Trata-se de um quarteto de clarinetes formado por amigos com o interesse comum pela música e pela invenção de novas expressões do reportório de câmara e do jazz. Uma surpresa a não perder!
Também já tradicional destas semanas é a noite de sexta-feira, dia 16, em que a estilista golpilheirense Fátima Cruz mostrará, no desfile “Moda Golpilheira 2012”, as suas propostas para as próximas estações. É sempre uma noite de especial colorido e beleza, a encher o salão da colectividade.
No sábado, dia 17, haverá propostas diversas. Às 19h00 é a concentração dos pilotos e, às 19h30, será servido o jantar no Restaurante Etnográfico da Golpilheira, a anteceder a partida do 4.º Passeio de Todo-o-Terreno Nocturno “Anjos sobre Rodas”, onde os amantes da aventura motorizada poderão desfrutar das paisagens da região e testar a perícia da condução fora das estradas asfaltadas. Às 21h00, no salão da colectividade, haverá uma sessão de cinema infantil, com surpresas para os mais novos.
O domingo 18, será o “Dia da Freguesia”, uma iniciativa conjunta da Junta de Freguesia, Centro Recreativo, Comissões das Igreja de Golpilheira e São Bento, Jardim-de-Infância e Escola do 1.º Ciclo. Começa às 10h30, com o passeio pedestre “Golpilheira em Movimento”, que já foi prática mensal regular e que se pretende “restaurar” como hábito saudável que é e uma ocasião para desfrutar das belas paisagens golpilheirenses. Termina com o almoço no largo da Junta, seguido de uma tarde de convívio. Aí haverá porco no espeto, caldo verde, bebidas e petiscos variados, filhós e café da avó, doces, e até uma “feirinha” de produtos regionais. Para animar, estará presente a Trovantina, tuna académica do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), que promete ajudar ao consumo de cerveja…
A culminar o programa, um momento recolhimento, em que serão lembrados todos os golpilheirenses já falecidos. Estamos no mês das almas, em que se celebram as solenidades de Todos-os-Santos e de Fiéis Defuntos e será neste domingo, às 17h00, a celebração da Missa com Ofício de Defuntos na nossa freguesia, seguida de romagem nocturna ao cemitério. Será uma ocasião para cada um lembrar e fazer uma oração pelos seus familiares e amigos que já partiram, também eles membros desta comunidade, que deram o seu contributo para que ela seja o que é hoje.
Resta referir que alguns dos eventos ao ar livre poderão ser transferidos para a sede da colectividade, em caso de chuva, e lembrar que todos os nossos leitores são convidados a participar para o bom sucesso desta semana.

Luís Miguel Ferraz

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Festa de Nossa Senhora do Fetal

Foto-Reportagem:
2012-10-06 Festa Senhora do Fetal (Iluminações de Caracóis)


Este é um evento que dispensa apresentações. Com fama já internacional, a festa em honra de Nossa Senhora do Fetal atrai cada vez mais multidões, muito por causa de uma tradição que nos últimos anos tem vindo a ser cada vez mais "restaurada" e ampliada: as ruas iluminadas por candeias de azeite feitas com cascas de caracóis.
O Jornal esteve lá e partilha com os leitores as fotografias do cenário. Incluímos neste álbum dois pequenos vídeos, com muito fraca qualidade (feitos com máquina fotográfica), mas que ilustram um pouco do ambiente vivido.

Não esqueçamos, porém, que o fundamental desta festa é a celebração religiosa em honra de Nossa Senhora. Essa é a raiz, o motivo e o centro de tudo o resto. Mesmo que muitos dos participantes venham apenas para desfrutar do belo cenário nocturno e da festa de arraial, não podemos deixar de sublinhar esta matriz religiosa do evento.
A esse propósito, transcrevemos um bonito e interessante texto publicado pelo Dr. Júlio Órfão no Facebook, que partilhamos com os leitores que quiserem saber mais sobre esta festa:




Santuário de Nossa Senhora do Fetal, no Reguengo
Ultimamente muito se em falado, e bem, da festividade de Nossa Senhora do Fetal, com realce para as iluminações com as cascas de caracol. No entanto a motivação maior dessa festividade é, seguramente, de cariz religioso, tudo o resto é acessório mas complementar. Para os mais curiosos alguns apontamentos sobre a referida Ermida:- Ignora-se a época em que se aconteceu a aparição, bem como a data da construção da primitiva ermida, antes designada de Senhora da Fé, que acolheu a miraculosa imagem ali encontrada;
- Mais tarde em 1585 edificou-se um templo mais amplo e mais sumptuoso que passou a acolher numerosos peregrinos;
- O rei D. Duarte (1433-1438) confirmou uma provisão antiga da Confraria que autorizava a colheita de esmolas, para manter o culto;
- Teve o Santuário de Nossa Senhora do Fetal (título honorífico recebido das mãos do Papa Urbano VIII) dois capelães para atender os peregrinos e celebrar todos os dias duas missas e, por provisão de D. João III, era distribuído o Bodo aos confrades e mordomos;
- D. Maria I, por provisão de 1791, autorizou uma feira franca no 1.º domingo de Outubro;
- O Bispo de Leiria D. Manuel de Aguiar, aplicou no hospital que tomou o seu nome em Leiria, boa parte das ofertas feitas pelos fiéis ao Santuário e por isso mandou da Sé de Leiria para ali, a título de compensação dois artísticos altares com retábulos e colunas salomónicas, recentemente restaurados; (Pelo que observei falta ainda restaurar o cadeiral de madeira do imperador das Festas do Espírito Santo, encostado à parede do lado direito).
-Quanto à estátua da Senhora do Fetal, um monobloco de pedra que mede 38X12 cms, para alguns, na melhor das hipóteses, remontará ao século XVII, tendo sido objecto de uma pintura na década de 1680-90 ordenada pelo bispo leiriense D. José de Lencastre a um frade arrábido. Para outros, onde se inclui o Dr. Saul António Gomes que passo a citar, estamos perante a imagem gótica primitiva "muito provavelmente do último terço do século XVIII ou primeira metade do século XIV", não qualquer cópia.
Este prestigiado historiador considera ainda a hipótese desta imagem reguenguense poder corresponder à do orago de Santa Maria da Magueixa, cuja ermida é mencionada já em 1211 e em documentação medieva posterior, mormente no arrolamento das capelas da jurisdição de Santa Cruz de Coimbra de 1431.
Oxalá que esta leitura vos ajude, no próximo ano, a perceber e a desfrutar melhor toda a "ambiência" religiosa e não só, que rodeia aquela festividade.

Mercado do Século XIX na Batalha

Foto-Reportagem:
2012-09-23 mercado sec xix


Realizou-se no passado dia 23 de Setembro, na praça Mouzinho de Albuquerque, na Batalha, mais uma recreação de um mercado típico do século XIX, evento organizado pelo Município.
Estiveram presentes vários ranchos folclóricos, que animaram os presentes desde as 15h00 às 19h00. Havia produtos caseiros para todos os gostos, que, apesar da ameaça de chuva, foram adquiridos por imensos visitantes, nomeadamente, muitos turistas.
O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, como sempre, empresta uma beleza especial a toda a graciosidade que os ranchos folclóricos trazem ao centro da vila.
Esta é também uma forma de os ranchos folclóricos angariarem alguns fundos para fazer face às despesas no decorrer de cada ano.

Texto e fotos
Manuel Carreira Rito

500 anos da paróquia da Batalha: Fim-de-semana festivo

Foto-Reportagem:
2012-09-14 a 16 Batalha 500 anos

A paróquia da Batalha celebrou solenemente, no passado dia 16 de Setembro, os 500 anos da data da sua fundação (14-09-1512) por D. Pedro Gavião, Bispo da Guarda e Prior Mor de Santa Cruz de Coimbra.
Para além de outras iniciativas ao longo do ano, organizadas pela Junta de Freguesia local, o fim-de-semana de 14 a 16 de Setembro incluiu um vasto programa de celebrações, conferências, apresentação de livros e animação popular.
Na noite de 14 houve Missa na Igreja Matriz, seguida de uma conferência sobre “A paróquia no contexto da Nova Evangelização”, pelo Doutor José Manuel Silva Nunes, padre dominicano que é provincial da Ordem dos Pregadores em Portugal e professor da Universidade Católica Portuguesa.
Depois, seguiu-se um passeio pedestre histórico pela vila, terminando na praça Mouzinho de Albuquerque com convívio e animação musical, numa verdadeira enchente de multidão.
No tarde do dia 15, a Junta de Freguesia organizou uma sessão solene comemorativa da data, que abriu com o lançamento da obra “Junta da Batalha – Paróquia e Freguesia nos Séculos XIX e XX”, da autoria de Maria da Luz Moreira. José Travaços dos Santos, que colaborou nesta edição da Junta de Freguesia, sublinhou que esta obra será mais uma referência no estudo da história da freguesia da Batalha, revelando “alguns aspectos inéditos sobre os últimos dois séculos de vida desta freguesia, sede do termo do Concelho, desde a identificação dos seus territórios até à caracterização pormenorizada da sua evolução populacional”. A autora referiu na ocasião alguns desses aspectos, relacionados, sobretudo, o principal fundo documental das actas da Junta de Paróquia, a partir de 1385, “onde se podem perceber as questões mais importantes do seu desenvolvimento até aos nossos dias”.
Mas a História não ficaria por aí. Saul António Gomes, numa conferência alusiva a esta importante data, falou do trabalho que tem actualmente em mãos, a recolha documental da freguesia, desde a época medieval até ao século XVIII. A obra chegou a estar prevista para esta data, mas “a quantidade de documentos encontrados e o imenso trabalho da sua transcrição” obrigou a um adiamento da apresentação, num futuro próximo,. O que se pode esperar, referiu Saul Gomes, “é um riquíssimo espólio documental, não tanto sobre o Mosteiro e o centro histórico da vila, mas sobre toda a riqueza geográfica da freguesia, em cada um dos seus lugares”.
Na sessão foram ainda distinguidas as associações da freguesia, “pelo trabalho efectuado em prol do desenvolvimento humano, social, cultural e desportivo da Batalha aos longo dos últimos anos”, como sublinhou Germano Pragosa, presidente da Junta batalhense. 
O presidente do Município, António Lucas, deu os parabéns à Junta pela forma como promoveu estas celebrações e à população da Batalha, “cujo desenvolvimento actual é uma prova do dinamismo que se iniciou e manteve ao longo destes 500 anos de história”.
O deputado batalhense Paulo Batista fez as honras do encerramento, com uma alusão ao momento difícil que atravessamos e que “a luz da história de cinco séculos de lutas vencidas nos dá confiança para atravessarmos novos desafios”.
No domingo, depois da celebração da Missa (ver texto nesta página), o Bispo diocesano, D. António Marto, participou na bênção e descerramento da uma placa que ficará junto ao edifício da Junta para memória futura desta efeméride dos 500 anos da paróquia.



Bispo diocesano presidiu à Missa da Santa Cruz

“Exaltar a Cruz é acto de esperança no Amor”

O ponto alto para a paróquia foi a Eucaristia dominical, ao orago da Exaltação da Santa Cruz, presidida por D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima. 
Os fiéis que enchiam por completo o Mosteiro de Santa Maria da Vitória foram convidados pelo prelado a uma “peregrinação às raízes histórico-culturais que são as raízes da nossa alma”, onde se encontram “traços de identidade, de sabedoria, de humanismo e de progresso”, mas também a fé cristã que “deu alma e ânimo profundo, sentido de pertença a uma mesma família, comunhão de vida e de ideais a este povo ao longo sua história”. “Se a fé se mantém ainda viva nesta terra, se na sociedade secularizada não faltam sinais autênticos do Evangelho, devemo-lo a tantos homens e mulheres que nos ofereceram um testemunho autêntico e alegre de fé e amor, mesmo em tempos difíceis”, afirmou, sem deixar de referir as “gigantescas transformações culturais e sociais do nosso tempo” também a este nível. A actual perda de “identidade e pertença cristã e eclesial” e a “erosão da memória da fé” exigem “novo impulso e nova vitalidade” no anúncio cristão, “descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé”.
Referindo-se ao orago da paróquia da Batalha desde há 500 anos, D. António sublinhou que “a exaltação da Santa Cruz celebra a maravilha do mistério de amor que aí se revela” e deve levar o cristão a um acto de fé “na totalidade do Amor incondicional de Deus pelo homem”, a um acto de amor “de viver e comunicar aos outros a totalidade deste Amor”, e a um acto de esperança “na força deste Amor que renova o mundo”.
Concretizando esta orientação, no contexto da actual crise que é “a ponta do iceberg duma outra crise mais funda e profunda de ordem espiritual e moral”, o Bispo de Leiria-Fátima defendeu que a resposta deverá ser o “testemunho de uma fé viva, activa e transformadora do mundo”, nomeadamente, pelo “empenho social que se traduz em gestos de fraternidade, solidariedade, partilha e serviço ao bem comum”. Perante uma sociedade “completamente baralhada”, que “confunde a verdade com a mentira”, que “não sabe qual o seu futuro” e se vê “desprovida de ideais, de testemunhos de vida e de critérios de discernimento”, é cada vez mais necessário o “testemunho de santidade de vida no mundo para abrir caminhos de renovação que façam frente ao egoísmo e à corrupção”.
“Estamos a bater no fundo”, considerou o Pastor, apontando o dedo à mentalidade de que “tudo vale o mesmo”, de “meter tudo no mesmo saco”, de uma precariedade de vida em que “até o amor já tem prazo de validade como o produto dum supermercado”. Uma proposta de vida que leva os jovens a terem “medo do futuro e de assumir compromissos”, como o “medo de construir família por não terem horizontes largos de uma vida, mas simplesmente a curto prazo”.
É perante este cenário que “nós cristãos somos chamados a ser semeadores de nova humanidade”, afirmou o Bispo, indicando como “luz” e “bússula” os dez mandamentos “oferecidos por Deus”. À paróquia da Batalha, deixou o vibrante apelo a que esta “não seja uma efeméride passageira”, mas sim o ponto de partida para “um salto de qualidade na vivência da fé” e para “reforçar a adesão a Jesus Cristo e ao seu Evangelho”. “Não tenhas medo de dar testemunho de Cristo no mundo!”, pediu D. António, entregando cada paroquiano da Batalha à “materna solicitude” de Nossa Senhora da Vitória.


Textos e fotos
Luís Miguel Ferraz

II Encontro de Clássicos da Batalha

Foto-Reportagem:
2012-09-01 Carros Clássicos


Cerca de 175 veículos andaram pela vila da Batalha e arredores, nos dois dias do II Encontro Anual de Carros Antigos e Clássicos da Batalha, organizado pela empresa Victor Limousines. “Esperámos mais participantes, dado o número que já tínhamos registado no ano passado, mas a actual crise não ajudou a nossa proposta do encontro em dois dias, que ficou um pouco mais caro”, referiu o organizador ao nosso Jornal. 
Ainda assim, Victor Moniz manifestou a sua satisfação por tanta gente ter andado pela Batalha e pelas regiões vizinhas, fomentando também o comércio local e os negócios dos muitos parceiros que conseguiu angariar para este evento. E garantiu desde logo que, para o ano terá de ser ainda maior, “nem que tenha de pôr as entradas grátis”, afirmou com o optimismo que lhe é conhecido.
As surpresas, espectáculos de rua, visitas a empresas, prémios, lautas refeições e muita animação foram prato forte nesta iniciativa, em que os veículos mais velhinhos foram as estrelas da companhia.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

História do Reguengo do Fetal em DVD e livro

Foto-Reportagem:
2012-09-30 Reguengo DVD Livro Saul


Festa dos Caracóis espera multidões
Como referimos em anteriores edições, a paróquia e freguesia do Reguengo do Fetal comemorou no passado dia 24 de Junho os 500 anos da sua criação. Foram já várias as iniciativas promovidas ao longo do ano para assinalar a efeméride e outras estão ainda para vir. Uma delas está em plena realização, a Festa em Honra de Nossa Senhora do Fetal, que a organização pretende que “seja ainda mais grandiosa” este ano.
O dia festivo é o primeiro domingo de Outubro, este ano a 7, sendo o principal atractivo as procissões com a imagem de Nossa Senhora do Fetal, iluminadas por milhares de cascas de caracóis alimentadas a azeite, que transformam as ruas e paisagens da freguesia num verdadeiro espectáculo de luz.
Mas começou já uma semana antes, na sexta-feira, conforme é tradição, com uma primeira procissão nocturna da igreja matriz ao Santuário de Nossa Senhora do Fetal, onde se faz uma saudação a Maria e se celebra a Eucaristia, seguindo-se a procissão de regresso, com a imagem que ficará no templo principal durante nove dias. É o primeiro teste à original iluminação.
No sábado da semana seguinte, dia 6 de Outubro, pelas 21h00, volta a acontecer nova procissão, em que se reconduz a Imagem da Virgem para o seu Santuário. Esta é a procissão mais concorrida, esperando este ano uma ainda maior multidão de participantes, muitos deles vindos de fora. É também aquela em que a população local mais capricha na iluminação do percurso e nos diversos desenhos e efeitos que se criam com as cascas de caracóis a servirem de candeias. 

Caracóis em DVD
No passado dia 30 de Setembro, integrada neste evento, decorreu no Centro Paroquial do Reguengo uma sessão cultural em que foram apresentadas à populações duas importantes obras históricas sobre a sua freguesia.
A primeira é um DVD documental, produzido pela empresa Virtualnet, uma edição da Câmara Municipal da Batalha. Intitulado “Procissão dos Caracóis – Festa de Nossa Senhora do Fetal”, este DVD, com a duração total de 193 minutos, inclui ainda o documentário “Reguengo do Fetal – Memórias de uma Aldeia”.
Os protagonistas são os habitantes desta freguesia, que testemunham as suas tradições, o seu saber, a sua cultura peculiar. No centro das atenções está a referida “Festa dos Caracóis”, uma tradição que remonta aos séculos passados e que, “fruto de muito trabalho, da colaboração das diversas entidades e muitos particulares, tem sofrido um grande impulso nos últimos anos, que tem atraído ao Reguengo inúmeros visitantes”, refere a Junta de Freguesia local.
Documentos históricos
em livro
A segunda é um livro da autoria do historiador Saul António Gomes, intitulado “Reguengo do Fetal – Documentos Históricos”, editada pela Junta de Freguesia. Trata-se de uma obra que surge no seguimento e com a mesma linha editorial da que o autor apresentou em 2009, “Golpilheira Medieval – Documentos Históricos”, editada pelo Jornal da Golpilheira e o Município da Batalha.
“É um livro que reúne 260 documentos, entre 1175 e 1877, não só sobre a localidade do Reguengo, mas sobre todos os lugares que constituem esta vasta freguesia, que incluía até ao século XX a de S. Mamede”, referiu Saul Gomes na apresentação da obra. Segundo o autor, “fica à disposição dos que queriam revisitar a história local, desde as solidariedades familiares que a foram construindo, até ao imenso património natural e patrimonial que possui, sobretudo o importante centro de culto mariano que nos finais do século XVI concorria com a Senhora da Encarnação, em Leiria, e com o Santuário da Nazaré”. O historiador afirmou ainda que “este estudo sobre o Reguengo é fundamental para se compreender verdadeiramente a história da ocupação medieval destes territórios da Alta Estremadura”.

Texto e fotos
Luís Miguel Ferraz

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Festas de S. Bento em honra de Nossa Senhora da Esperança





Nossa Senhora da Esperança foi mais uma vez lembrada com as festas em sua honra, em S. Bento, nos passados dias 18 a 20 de Agosto. A comissão foi constituída pelos naturais e residentes na freguesia da Golpilheira nascidos em 1977, que deram bem conta do recado, com um bonito arraial e um programa que mereceu a visita de várias centenas de pessoas durante estes dias.
A Missa e procissão solene pelas ruas do lugar teve bastante participação, este ano com a presença especial do padre João da Felícia, nosso conterrâneo missionário no Brasil, que já não estava connosco desde 2008. A animação coube à fanfarra “Os amigos da Maceira”.
O restaurante não teve mãos a medir, o bar e a tasca da caipirinha funcionaram em permanência, o café da avó esteve sempre lotado e a quermesse esgotou as rifas. No recinto, não faltaram os pares da dança, com animação, respectivamente, de “100 X€TA”, “FV Music” e “Zé Café e Guida”. O arraial contou ainda com a actuação do rancho “As Lavadeiras do Vale do Lena”, do Centro Recreativo da Golpilheira”, na tarde de domingo.

Comissão agradece

A Comissão de Festas de S. Bento 2012, constituída pelos nascidos em 1977, reconhece que a festa foi um sucesso e superou todas as nossas expectativas. Mas esse sucesso foi alcançado com colaboração de muitos. Agradecemos a todos os que colaboraram nos preparativos, aos que durante os três dias de festa trabalharam para que tudo corresse bem, aos patrocinadores e a todos aqueles que de qualquer outra forma colaboraram. Agradecemos também a todos os que ao longo dos três dias estiveram presentes.
Agradecemos ainda a presença do nosso pároco, padre José Gonçalves, assim como do padre João da Felícia. Aproveitámos para dar o nosso contributo para a campanha do Jornal da Golpilheira, “Pão para as crianças do padre João”, oferecendo com muita alegria a quantia de 100 euros da Comissão de Festas, a que se juntaram 50 euros da Comissão da Igreja de S. Bento.
A Comissão de Festas de S. Bento 2012 entregou a bandeira aos nascidos em 1993, aos quais desejamos o maior sucesso para a festa do próximo ano.
Comissão de Festas de S. Bento 2012

Festas da Batalha 2012




As Festas da Batalha deste ano, nos dias 11 a 15 de Agosto, voltaram a atrair à Vila Heróica vários milhares de pessoas. Ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos, as entradas nos serões musicais foram pagas, uma medida anunciada pelo Município como forma de permitir a continuidade das festas em tempo de austeridade.
De entrada gratuita foi apenas a primeira noite, reservada à XXVII Gala Internacional de Folclore da Batalha, organizada pelo rancho Rosas do Lena e que, este ano, contou com os convidados Grupo de Música e Danças “Tradiciones” (Venezuela), Rancho Folclórico de Silvares (Fundão – Beira Baixa), Grupo Folclórico “Utauta” (Lituânia), Rancho Regional das Lavradeiras de Carreço (Viana do Castelo – Alto Minho), Grupo Folclórico “Atabara” (Tenerife – Espanha) e Grupo “Cossacos do Volga” (Samara – Rússia). Uma noite de beleza e variedade etnográfica, apreciada por alguns milhares de pessoas que encheram o Largo do Condestável, junto à estátua equestre de São Nuno Álvares Pereira, tendo o Mosteiro de Santa Maria da Vitória como cenário.
O cartaz das noites seguintes trouxe ao interior do antigo campo de futebol quatro artista do panorama nacional. Embora com alguma diferença de bilheteira, o público correspondeu, apesar da anunciada lotação de 15 mil pessoas ter ficado por esgotar. Os números oficiais adiantados pelo Município revelam que estiveram presentes 2750 espectadores no concerto de Mickael Carreira, 4000 no de Pedro Abrunhosa & Comité Caviar, 500 no de Suzana e 8500 no de Tony Carreira.
Mas outras iniciativas marcaram estes festejos de Agosto, como V Mostra de Actividades Económicas do Concelho, que ocupou o largo Cónego Simões Inácio, e alguns jogos e animações de rua, sobretudo nos dias 14 e 15. No primeiro, Dia do Município, o destaque foi para as cerimónias protocolares no Mosteiro, ao final da manhã, e o sempre muito concorrido encontro de emigrantes, ao final da tarde. No segundo, feriado municipal, o rei foi o atletismo com a realização das provas “Mestre de Avis” e Batalha Jovem” (ver pag. 7).
Ainda no âmbito destas festas, voltou a organizar-se o “Torneio de Futebol São Nuno de Santa Maria”, que colocou frente a frente as equipas representantes das quatro freguesias do Concelho. A vencedora deste este ano foi a equipa do Reguengo do Fetal, ficando São Mamede em 2.º lugar, a Batalha em 3.º e a Golpilheira, vencedora do ano passado, em último.


Feira de Stocks na Batalha: União de comerciantes foi sucesso





Um grupo de comerciantes da Batalha uniu esforços para organizar a I Feira de Stocks da Batalha, que decorreu nos dias 4 e 5 de Agosto, na praça central da Célula B. O principal objectivo era “escoar algum stock e dinamizar o comércio local numa época em que a crise diminuiu as vendas”, referia a organização. E a verdade é que foram muitos os consumidores que aproveitaram os descontos oferecidos, alguns até aos 70%, em produtos tão variados como vestuário, calçado, acessórios, artigos de beleza, papelaria, decoração e até serviços de cafetaria e restauração, cabeleireiro e estética, lavandaria, ortopedia, informática e viagens, etc.
Com o bónus da animação de rua e de actividades para as crianças, o ambiente que se instalou na praça durante os dois dias foi muito interessante, até pelo convívio que proporcionou entre os próprios empresários que participaram na iniciativa. E, quanto a resultados, os comerciantes que entrevistámos na ocasião, muitos dos quais naturais da Golpilheira, foram unânimes em reconhecer que a ideia tinha sido um sucesso e que superou as expectativas, não só pelo número de visitantes, mas também pelo volume de vendas registado.
É um claro exemplo de como é importante ser criativo e não baixar os braços em momentos de maior dificuldade para o negócio. E também de que é verdadeiro o ditado “a união faz a força”.

LMF

Festa na Golpilheira em honra do Senhor Bom Jesus dos Aflitos



Veja a nossa foto-reportagem

A comunidade da Golpilheira festejou o seu padroeiro, Senhor Bom Jesus dos Aflitos, nos dias 28, 29 e 30 de Julho. Três dias de convívio, alegria e celebração, com a responsabilidade da comissão a ser assumida pelos nascidos em 1972.
Tudo esteve ao melhor nível, desde a preparação à realização dos festejos, que receberam muitas centenas de pessoas nos vários dias de arraial, mas também na Missa e na procissão solene, que contou com a animação musical da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários da Batalha.
Como já é apanágio deste evento, o restaurante funcionou a todo o vapor, o bar e o café da avó estiveram sempre ocupados e a quermesse e outros jogos não tiveram falta de movimento. Este ano, a Comissão apresentou uma novidade que foi também um sucesso, uma tasca com esplanada onde se serviram petiscos como caracóis e caranguejos.
Nestas festas têm especial relevo os jogos tradicionais, como a corrida de frangos e a quebra de panelas, e a sempre muito animada corrida de cântaros, na última noite.
Os serões foram sempre animados, com a actuação de “Banda Kayene”, “Zé Café e Guida” e “Banda Selexção”, respectivamente. Passaram ainda pelo palco, o rancho “As Lavadeiras do Vale do Lena”, do Centro Recreativo da Golpilheira, e o grupo de Ginástica Geriátrica da colectividade, que proporcionaram uma tarde domingueira muito animada e atlética à assistência.
No último dia, a bandeira foi passada à Comissão do próximo ano, contituída pelos respectivos “quarentões”, nascidos em 1973.

domingo, 26 de agosto de 2012

Incêndio destruiu armazém da Viplás na Golpilheira



Uma enorme coluna de fumo negro rasgou o céu azul da Golpilheira, na tarde de sábado 25 de Agosto de 2012, por volta do meio dia. A origem foi rapidamente identificada num dos pavilhões da empresa Viplás, no Casal de Mil Homens.
A proximidade de outras indústrias e de algumas casas de habitação gerou algum temor na população local, mas o trabalho dos bombeiros foi eficaz na circunscrição do incêndio e na extinção das chamas. “O incêndio foi comunicado às 12h09 e foi dado como extinto às 13h00”, afirmou na ocasião o comandante Carlos Guerra, do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria, adiantando não ser possível indicar no imediato uma causa concreta para a sua origem.
Segundo a mesma fonte, no local estiveram 30 veículos e 96 bombeiros de nove corporações: Batalha e secção de S. Mamede, Maceira, Leiria (voluntários e municiais), Juncal, Ortigosa, Marinha Grande e Porto de Mós. Com a ajuda de um veículo da vizinha Eco Collippo e de outras máquinas de empresas da freguesia, a rápida e numerosa resposta dos bombeiros garantiu que o fogo ficasse confinado à empresa vitimada com este desaire.
Ainda assim, um dos pavilhões ficou completamente destruído e dois contíguos sofreram avultados danos. A parte mais afectada continha, sobretudo, algumas centenas de caixas de plástico ali fabricadas, destinadas ao mercado de frutas e legumes. A matéria-prima e o grosso da maquinaria de laboração estavam em armazéns menos atingidos, mas dada a exposição às altas temperaturas e à água bombeada, precisarão de posterior verificação para aferir os verdadeiros prejuízos causados.
O presidente do Município da Batalha, António Lucas, acompanhou as operações no local e, em declarações à imprensa, lamentou o incidente que “afectou uma importante empresa desta freguesia, onde trabalham cerca de duas dezenas de pessoas”. O autarca afirmou que “o fundamental neste momento é criar condições para que se possa retomar rapidamente a laboração normal, até porque tem muito trabalho encomendado”, e confidenciou que o proprietário já lhe tinha afirmado a sua “intenção e motivação” de recuperar o mais rapidamente possível as estruturas danificadas.
Tanto o comandante Carlos Guerra como o presidente António Lucas sublinharam, ainda, o facto de “felizmente não se ter registado qualquer ferido, seja dentro da fábrica, seja entre o corpo de bombeiros”.

Luís Miguel Ferraz

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Golpilheira | Festa em honra do Senhor Bom Jesus dos Aflitos


De 28 a 30 de Julho, a festa em honra do Senhor Bom Jesus dos Aflitos traz à Golpilheira a Banda Kayene, o duo Zé Café e Guida e a Banda Selecção.
A Missa do domingo será às 12h00, seguida de procissão.

Confira o cartaz:



São Bento | Festa em honra de Nossa Senhora da Esperança



De 18 a 20 de Agosto, a festa em honra de Nossa Senhora da Esperança traz a São Bento, Golpilheira, o agrupamento 100 X€TA, a banda FV Music e o duo Zé Café e Guida.
A Missa do domingo será às 12h00, seguida de procissão.

Confira o cartaz:



Festas da Batalha com alto nível


Pedro Abrunhosa, Suzana, Mickael e Tony Carreira


Apesar de algumas alterações no seu modo de funcionamento, as Festas da Batalha, em Agosto deste ano, vão manter o figurino habitual, com um cartaz recheado de artistas de topo a nível nacional: Gala de Folclore, Mickael Carreira, Pedro Abrunhosa & Comité Caviar, Suzana (Susana Pragosa) e Tony Carreira. Qualquer deles dispensa apresentações.
Destaque ainda para a presença de DJ da rádio 94FM a prolongar a festa nas noites de 13 e 14.
Com o recinto a transitar para o antigo campo de futebol, na zona desportiva da vila, as entradas pagas nos concertos foram a forma encontrada pelo Município para garantir essa manutenção, uma exigência dos tempos de austeridade que atravessamos e que afectam também as autarquias.
Esta fórmula garante a redução de custos “muito aquém dos mais de 100 mil euros do ano passado”, garante o presidente António Lucas, referindo que “os municípios não podem suportar este tipo de gastos, atendendo à queda da receita e à apertada legislação”.
Os bilhetes custarão 4 euros por pessoa (acima dos 10 anos de idade) e poderão ser adquiridos nas bilheteiras do campo, ou, antecipadamente, na Câmara e no Quiosque da Batalha. A lotação máxima deste espaço está estimada em 15.000 pessoas.
Sem necessidade de bilhete, pois as entradas são gratuitas, o primeiro serão estará reservado à Gala Internacional de Folclore da Batalha, no Largo do Condestável. (Ver ao lado)
Serão mantidas também outras iniciativas regulares destas festas, como as cerimónias no Mosteiro e a sessão solene do Dia do Município (14), o encontro de emigrantes, o Torneio de Futebol 11 Inter-Freguesias, as provas de atletismo “Mestre de Avis” e Batalha Jovem”, uma caminhada, a V Mostra de Actividades Económicas do Concelho, tendas de comes e bebes e outras animações de rua.
+ info: www.cm-batalha.pt

Gala Internacional de Folclore

No âmbito das Festas da Batalha, o Rancho Folclórico Rosas do Lena vai organizar a XXVII Gala Internacional de Folclore da Batalha, no dia 11 de Agosto, a partir das 21h30, com entradas livres.
Tendo como pano de fundo o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, esta edição da Gala será num local diferente dos restantes festejos, deslocando-se ao Largo do Condestável, junto à estátua equestre de São Nuno Álvares Pereira.
Para além do conjunto anfitrião, para este ano foram convidados: Grupo de Música e Danças “Tradiciones” (Venezuela), Rancho Folclórico de Silvares (Fundão – Beira Baixa), Grupo Folclórico “Utauta” (Lituânia), Rancho Regional das Lavradeiras de Carreço (Viana do Castelo – Alto Minho), Grupo Folclórico “Atabara” (Tenerife – Espanha) e Grupo “Cossacos do Volga” (Samara – Rússia).
Antes das actuações destes grupos, será apresentado pelo Rosas do Lena o espectáculo etnográfico “A Batalha a Cantar e a Dançar da Quaresma a Santo António”, que tem conquistado diversos prémios de originalidade e riqueza folclórica.



181 - Editorial


Programa das festas

Luís Miguel Ferraz | Director

Na última edição, partilhei com os leitores uma reflexão sobre as festas e romarias que marcam as nossas tradições e os nossos ritmos de Verão. Com ou sem reflexão, elas aí estão em força e há que usufruir, na medida das nossas possibilidades, desses momentos de celebração, convívio e alegria.
Cá pela terrinha, pelo menos em quantidade, não faltam. Publicamos a reportagem do aniversário da colectividade, na semana passada, e anunciamos a festa da Golpilheira, na próxima semana, a festa da Batalha, daí por quinze dias, e a festa de S. Bento, três dias depois. Para quem achar pouco, pode ainda dar um salto à festa de S. Antão, mesmo aqui ao lado, no único fim-de-semana livre entre estas datas (4 a 6 de Agosto). Ou então à Torre, também pertinho, nesse mesmo fim-de-semana.
No final de Agosto, cá estaremos para contar como foi.

CRG celebrou 43.º aniversário da sua fundação


Multidão acorreu para ver as “Rodas de Aço”

A festa do 43.º aniversário do Centro Recreativo da Golpilheira decorreu nos dias 14 a 16 de Julho. O restaurante encheu nos três serões e o arraial esteve composto, contando com a animação de Elisabete Serra, Banda Rytmos e Duo Renascer, respectivamente. Na noite de abertura decorreu ainda o XXIII Festival de Folclore, organizado pelo rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena” desta colectividade. (Ver pág. 4)
Um dos momentos altos, à semelhança de anos anteriores, foi a corrida “Rodas de Aço”, já de prego a fundo na sua 12.ª edição, trazendo emoção, adrenalina e muita diversão a três rampas da nossa freguesia.
Várias centenas de pessoas marcaram presença para assistir às proezas dos pilotos de cerca de 40 viaturas, para todos os gostos e feitios. Apesar de alguns estampanços, nada de grave a assinalar. Não houve stop para as muitas risadas provocadas e a boa disposição andou a circular entre todos, participantes e público.
Mais do que as palavras, estacionamos aqui algumas imagens. No nosso blog aceleram muitas mais...


Texto e fotos: LMFerraz



Festa do CRG | XXIII Festival de Folclore da Golpilheira



Organizado pelo Rancho Folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, decorreu no dia 14 de Julho o XXIII Festival de Folclore da Golpilheira, integrado no 43.º aniversário do CRG. Este evento teve o apoio do Município da Batalha, Junta da Golpilheira, Jornal da Golpilheira e Rádio Batalha.
Para além do agrupamento anfitrião, que representa a região folclórica da Alta Estremadura, estiveram presentes os ranchos de  Gouveia, de Santo Isidoro e  de Viegas. Cada um, respeitando o folclore da respectiva região onde está inserido, efectuou uma excelente demonstração das danças e cantares tradicionais do nosso País.

Rancho Folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”

Fundado em 12 de Julho de 1989 pelo Centro Recreativo da Golpilheira, está sedeado no lugar e freguesia da Golpilheira, concelho da Batalha e distrito de Leiria e representa a região da Alta Estremadura. Golpilheira foi, em tempos, um lugar vocacionado para a agricultura. Nas margens do rio Lena cultivava-se milho, hortas, vinho, azeite e legumes.
As danças e cantares foram recolhidos de pessoas nascidas na última década do século XIX. Eram as que “bailhavam” a céu aberto, nas alpendoradas e de portas a dentro – nas eiras; nas descamisadas; nos terreiros, pelos Santos Populares; nos serões dos enxovais; nos serões dos casamentos; nas adiafas da vindima e da azeitona e na “casa da brincadeira”.
Os trajes de trabalho, domingueiro ou de cerimónia eram os que se usavam a rigor na segunda metade do século XIX. As alfaias, ferramentas e pertences, correspondentes a cada actividade, estão representados no malhador, na ciranda, na vindimadeira, no lagareiro, no abegão, na jantareira, na lavadeira e no par de noivos pobres. Os instrumentos usados na tocata são os tradicionais da região.
Este rancho é sócio efectivo da Federação de Folclore Português desde Janeiro de 1996, sócio fundador da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura e filiado no INATEL. Em 2009, foi condecorado com a Medalha de Prata do Município da Batalha. Já teve mais de 800 actuações de Norte a Sul do País, tendo participado em alguns festivais internacionais, nomeadamente, em Espanha, França e Roménia, onde demonstrou toda a sua beleza de trajes, danças e cantares, preservando e divulgando a nossa cultura e tradição.

Grupo Folclórico do Centro Cultural de Santo Isidoro

Foi fundado em 2 de Setembro de 1978 e é membro efectivo da Federação do Folclore Português desde 12 de Dezembro de 1983, e do INATEL desde 1985. Santo Isidoro, bem como toda a região de Riba-Tâmega, integra-se na zona etno-folclórica de Entre Douro e Minho. Terra de gente simples e economicamente pobre, vivia essencialmente da agricultura.
É neste ambiente dos finais do século XIX que o grupo folclórico desenvolve a sua actividade de pesquisa e recolha, com o objectivo de preservar os usos e costumes. Os trajes eram confeccionados em tecidos baratos: chitas, riscado, cotim, linho (produto da terra), deixando as fazendas e o armur para ocasiões especiais (festas, casamento…). Recriam cenas do dia-a-dia das pessoas em duas situações essenciais: o trabalho e a festa. As danças, essencialmente de roda (malhão, vira, verdegar, rusga), tinham a sua expressão máxima na chula.
A busca constante da autenticidade é o motor que move este grupo na sua caminhada, para a representatividade folclórica da região onde está inserido.

Rancho Folclórico de Gouveia

Foi fundado em 29 de Junho de 1959, tendo sido sócio fundador da Federação do Folclore Português. Assume hoje, de uma forma clara, as características de Grupo de Montanha, sendo um fiel intérprete dos usos e costumes dos pastores da Serra da Estrela, incluindo todas as actividade ligadas directa ou indirectamente à pastorícia, e aparecendo em público sempre acompanhado de um cão da raça Serra da Estrela.
Organiza e intervém em diversas actividades, nunca perdendo de vista aquele que é o seu primeiro objectivo: não deixar esquecer tudo aquilo que foi aprendendo ao longo dos anos, transmitindo aos mais novos a responsabilidade da sua continuação no tempo.
Para além dos trajes de pastor, exibe ainda os da queijeira, da vendedeira do queijo e o do leite, porta a porta, os de malhador, mulher da eira, domingueiro rico e pobre e o de romaria, todos eles copiados de modelos que remontam ao início do século XX.

Rancho Folclórico de Viegas

Viegas é uma localidade pertencente à freguesia da Alcanede, concelho e distrito de Santarém, província do Ribatejo. Situa-se na base da Serra dos Candeeiros, entre pinhais e olivais, onde ainda se praticam diversas culturas agrícolas, regadas por dois aprazíveis ribeiros nascidos nas faldas da serra.
Este rancho, nascido no ano de 1962, representa a zona do Bairro Ribatejano, com actuações em vários pontos do País e estrangeiro, como deslocações aos Estados Unidos da América, Polónia, Itália e diversas vezes a França e Espanha. Como em outras actividades, também este agrupamento sofreu as influências da imigração dos seus jovens para a Europa, na busca de melhores oportunidades de vida e na fuga à guerra colonial. Sofrendo então um interregno de 20 anos, reapareceu a 20 de Maio de 1990, através da Associação Cultural e Recreativa de Viegas. O seu renascimento resultou de uma profunda e atenta recolha junto da população mais idosa, na recuperação das danças e cantares da sua fase primitiva.
Este grupo enverga trajes que remontam ao século XIX. O rancho é constituído, na sua maioria, por jovens entusiasmados pela descoberta da cultura dos seus antepassados, que a transportam até aos nossos dias através da divulgação das suas tradições, do modo como se cantava e dançava nos momentos mais importantes, como seja nas festas e romarias e também durante os serões de Inverno e nos trabalhos do campo. Sendo um grupo rigoroso em todas as componentes da sua apresentação pública, é considerado um bom representante do Bairro Ribatejano e está inscrito na Federação Portuguesa de Folclore.


Manuel Carreira Rito
Fotos: LMFerraz










Festa na Torre nos dias 4 a 6 de Agosto


Assembleia geral do CRG reforça necessidade de um gerente




Dois membros da Mesa da Assembleia. Dois elementos da Direcção. Um membro do Conselho Fiscal. Um sócio. E o repórter. E com sete pessoas apenas se escreveu mais uma Assembleia (pouco) Geral do Centro Recreativo da Golpilheira.
Nesta sessão ordinária (quer dizer regular), foram apresentados, debatidos e aprovados os documentos relativos ao relatório e contas do exercício de 2011, bem como o parecer do Conselho Fiscal. (Ver páginas 18 e 19)
A propósito das contas da colectividade e do seu funcionamento, foi referido que há alguns sectores que precisavam de maior controlo e voltou a referir-se a necessidade de contratar um gestor para acompanhar o dia-a-dia da sua actividade, tanto a nível das secções comerciais, como na ajuda à acção cultural, desportiva e recreativa.
Apesar de ter ficado já decidido em anteriores assembleias que a direcção deveria avançar com essa contratação, não foi ainda pensada a sua concretização. Os presentes voltaram a manifestaram-se a favor dessa solução e foi pedido à direcção que tomasse medidas no sentido de encontrar a pessoa certa.

II Encontro Anual de Carros Antigos e Clássicos na Vila da Batalha


A empresa Victor Limousines vai realizar o II Encontro Anual de Carros Antigos e Clássicos na Vila da Batalha, no fim-de-semana de 1 e 2 de Setembro.
No dia 1, às 09h00, a recepção contará com diversas surpresas, incluindo palhaços, balões, guloseimas, pinturas e sorrisos para as crianças, mas também para os adultos, que poderão ainda apreciar filhós e café, a beber por uma chávena com o logótipo do encontro oferecida por cada carro.
A primeira iniciativa será uma “gincana de clássicos”, para quem desejar começar de imediato a divertir-se. Pelas 12h00 haverá visita à Garrafeira Scorpio, com prova de vinhos, e pelas 13h00 o almoço será servido na Aldeia de Santo Antão.
Às 14h45 é dada a partida para uma visita surpresa e um passeio divertido pelo Pinhal de Leiria até à beira-mar. De regresso, pelas 17h30, os ranchos folclóricos Rosas do Lena e do Penedo farão o acolhimento para o jantar de porco no espeto. Nessa altura, haverá show aéreo, conduzido pelo. comandante Santiago, da Força Aérea, e demonstração de voo de pára-motor, pára-trike e pára-pente, caso as condições climatéricas o permitam. Entre as 18h00 e as 20h00, a empresa Victor Limousines oferecerá ainda às crianças que o desejarem uma volta de limusina pelos arredores.
A noite promete ser longa, com animação permanente no recinto: Paulo Ferreira e Companhia Lda., Dinis Brites, 9 Ritmos, grupo infantil de kuduro e Terra Nova.
No segundo dia, 2 de Setembro, o café da manhã será às 10h00, seguindo-se outro passeio, com paragem nos Pousos para visita ao centro de aventura Laserquest. Às 13h00, o almoço será no restaurante Mosteiro do Leitão, com animação dos Terra Nova. Às 15h00, já na Batalha, serão entregues as taças aos vencedores e as lembranças deste encontro. Haverá medalhas, canecas, isqueiros, fitas e outras lembranças para todos os participantes com clássicos. Os primeiros 100 inscritos receberão ainda pólos, t-shirts, bonés e coletes fluorescentes. Os primeiros 30 terão o prémio acrescido de um relógio.

Prémios e lembranças
Quanto a prémios, serão atribuídos ao carro mais antigo e ainda aos carros mais originais e bem restaurados de cada década (30, 40, 50. 60, 70, 80 e 90).
Haverá ainda distinções para a condutora mais jovem e para a mais idosa, para o condutor mais jovem e mais idoso, para a mais simpática e o mais simpático, para o clube com mais inscrições, para o particular com mais inscrições, para o clube que venha de mais longe, para o carro que venha de mais longe, para o clássico mais “artilhado” dos anos 60 a 80, para a buzina mais engraçada, para a camioneta mais original e engraçada e, ainda, para o melhor carro do encontro votado entre todos os participantes.
Haverá ainda sorteio por todos os clássicos inscritos de 10 almoços oferta do restaurante A Negra, 5 almoços oferta do restaurante O Jota, 5 seguros oferta da seguradora Goldnap e um GPS oferta dos Seguros AXA.

Preços e inscrições
Os preços para os dois dias (carro e condutor) serão a 40 euros, sendo mais 20 euros para um acompanhante e mais 35 euros por cada passageiro adicional. No caso de inscrição só para um dos dias, será feito o desconto de 5 euros por cada acompanhante.
Estes preços serão para inscrições feitas até ao dia 26 de Agosto. Após essa data e durante o evento, será aplicada uma taxa suplementar de 10 euros por pessoa.
As inscrições podem ser feitas para geral@victorlimousines.net ou 934 090 386.

Padre João da Felícia presidiu ao encerramento do mês de Maria em S. Bento




A Comissão da Igreja de S. Bento, em colaboração com a Comissão de Festas em Honra da Nossa Senhora da Esperança 2012, levou a efeito, no dia 1 de Julho, o encerramento no mês de Maria.
A realização um pouco mais tardia do que o habitual ficou a dever-se às várias actividades que se realizaram na nossa freguesia, e é bom que assim continue permitindo dinamizar a mesma. No entanto, cumpriu-se novamente esta tradição!
Este ano tivemos a presidir à cerimónia um filho da nossa terra, o padre João da Felícia (actualmente a viver no Brasil), que nos encheu a nós e aos presentes de orgulho e felicidade. O padre João realçou a beleza da capela de S. Bento e a preservação da mesma, prometendo que viria presidir à missa no domingo da festa em honra de Nossa Senhora da Esperança, a realizar nos dias 18, 19 e 20 de Agosto.
No final, houve o habitual convívio entre os presentes, com o leiloar das ofertas acompanhada da boa sardinha e o carapau seco, regados com a boa pinga da região.
Comissão da Igreja de S. Bento

S. Bento acolheu missa e convívio de final de ano dos professores de moral




À semelhança do que aconteceu o ano passado, a igreja de S. Bento, na Golpilheira, foi o local escolhido para a celebração do final do ano lectivo dos professores de Religião e Moral Católica da diocese de Leiria-Fátima.
Sob a presidência do Bispo diocesano, D. António Marto, cerca de três dezenas de professores participaram na celebração eucarística, seguindo-se um beberete de convívio no adro daquele templo.

Rumo à concentração: da Golpilheira a Faro em Casal Boss




Tudo começou na concentração motard de Faro de 2011. Estava um grupo de golpilheirenses à conversa e um deles, o Luís Guerra, comentou: “era engraçado um ano destes virmos à concentração em casaleiras!”. Rapidamente outros acharam piada à ideia e acertaram logo que seria já este ano.
O autor da ideia, curiosamente, não tinha nenhum desses míticos veículos Casal Boss, mas nem por isso se negou. Foi à procura, encontrou um exemplar abandonado num palheiro e… mãos à obra! Fez dela uma “fera”, como referiu ao Jornal da Golpilheira.
A ele juntaram-se o Dionísio Monteiro e o Pedro Pereira, com a certeza de que a promessa era para cumprir e apenas uma dúvida em mente: “será que elas chegam lá?”. Mesmo sem a certeza de chegarem ao destino, andaram todo o ano a preparar o evento épico.
Para marcar este feito, juntaram-se em frente à Junta de Freguesia para uma foto antes da partida. E, no dia 17 de Julho, lá foram eles…
Não sabemos mais pormenores da viagem, porque até ao fecho da edição perdemos o contacto, mas deve ter corrido bem, a julgar pelo comentário que o Luís Guerra colocou no Facebook na quinta-feira, dia 19: “Já em Faro com a minha Casal Boss! Foi brutal! Correu tudo bem! Só foram 15 horas de viagem!”.
Parabéns aos aventureiros!
Da Golpilheira a Faro em Casal Boss
Tudo começou na concentração motard de Faro de 2011. Estava um grupo de golpilheirenses à conversa e um deles, o Luís Guerra, comentou: “era engraçado um ano destes virmos à concentração em casaleiras!”. Rapidamente outros acharam piada à ideia e acertaram logo que seria já este ano.
O autor da ideia, curiosamente, não tinha nenhum desses míticos veículos Casal Boss, mas nem por isso se negou. Foi à procura, encontrou um exemplar abandonado num palheiro e… mãos à obra! Fez dela uma “fera”, como referiu ao Jornal da Golpilheira.
A ele juntaram-se o Dionísio Monteiro e o Pedro Pereira, com a certeza de que a promessa era para cumprir e apenas uma dúvida em mente: “será que elas chegam lá?”. Mesmo sem a certeza de chegarem ao destino, andaram todo o ano a preparar o evento épico.
Para marcar este feito, juntaram-se em frente à Junta de Freguesia para uma foto antes da partida. E, no dia 17 de Julho, lá foram eles…
Não sabemos mais pormenores da viagem, porque até ao fecho da edição perdemos o contacto, mas deve ter corrido bem, a julgar pelo comentário que o Luís Guerra colocou no Facebook na quinta-feira, dia 19: “Já em Faro com a minha Casal Boss! Foi brutal! Correu tudo bem! Só foram 15 horas de viagem!”.
Parabéns aos aventureiros!