sexta-feira, 31 de maio de 2013

Rádio Batalha em silêncio...


A emissora regional Rádio Batalha está em silêncio desde meados deste mês. Inicialmente, foram apontados motivos técnicos para a ausência de sinal nos 104.8 FM, mas tem sido veiculada a informação de que serão, sobretudo, razões financeiras a principal causa do encerramento.
A comunicação social regional deu conta de negociações com a Rádio Clube Marinhense para viabilizar a reabertura da Rádio Batalha, numa parceria que tenderia a manter a linha a que esta emissora habituou o seu público centrada na promoção da música portuguesa e na divulgação noticiosa regional, sobretudo, do concelho da Batalha.
Mas são ainda desconhecidos cenários quanto ao futuro da “mais portuguesa”, que já foi a mais ouvida da região.

Dia da Criança no CIBA de S. Jorge: “Arco ou besta? A caça na idade média”


Na tarde do dia 1 de Junho, o Dia da Mundial da Criança, o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA), sem. Jorge, convida pais e filhos a treinarem a sua pontaria no campo da Batalha de Aljubarrota.
Na idade média, caçar era uma necessidade para o povo, assegurando assim a sua subsistência. Os animais que caçavam alimentavam as comunidades e mantinham-nas em segurança. Já para os nobres, a caça era como um treino para os combates, nos quais teriam de participar.
Neste treino, o campo de batalha será colorido com manchas de tinta, disparadas pelos arcos e bestas (de brincar)! E no fim, todos vão descobrir em que ala do exército português seríamos mais eficazes, se na Ala dos Namorados (besteiros) ou na Ala dos Ingleses (arqueiros).
A actividade decorrer+a entre as 15h00 e as 17h30, em três treinos de acesso gratuito. Não é necessária inscrição prévia e cada equipa será composta por uma criança e um acompanhante adulto.

Concerto no Mosteiro da Batalha a 16 de Junho

Música nos Mosteiros Portugueses Património da Batalha - Concertos em Rede

31.ª edição do Festival Música em Leiria estreia a 1 de Junho e passa pela Batalha


A 31.ª edição do Festival Música em Leiria, o mais antigo festival de música do País a decorrer de forma contínua, arranca já a 1 de Junho com o espectáculo “Inside Music Machine – Anatomia musical: do visível ao invisível”, que promete desvendar aos mais curiosos o que acontece dentro do corpo do artista quando este actua em cima do palco.
Esta abertura, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, faz-se assim com um espectáculo invulgar, que junta três artistas: o violino, a música electrónica, o teclado e uma câmara termográfica, para mostrar a actividade neurológica e muscular, directamente e em simultâneo, no palco. “É um espectáculo inovador que, creio, em Portugal nunca foi feito”, salienta Miguel Sobral Cid, director artístico do Festival.
A programação deste ano desenrola-se em torno dos contrastes, com os binómios “rural/urbano” e “tradicional/contemporâneo”. Para Miguel Sobral Cid, director artístico do FML, este primeiro espectáculo desenvolve-se em torno de ambos os conceitos “foca-se no aspecto tecnológico e da contemporaneidade e urbanidade, mas o princípio continua a ser o da tradição, com um repertório que passa por Bach, música clássica e barroca”.
Ainda dando lugar à contemporaneidade, o FML assume-se este ano como embaixador do espírito empreendedor característico da região de Leiria, aliando e entrelaçando o empreendedorismo económico e empresarial, com o empreendedorismo cultural e artístico.

Concerto na Batalha
Como tem sido hábito de anteriores edições, também esta vai passar pela Batalha. Assim, no dia 2 de Junho, às 21h30, há concerto no Claustro Real do Mosteiro da Batalha.
O primeiro grupo a actuar será “Sete Lágrimas”, com voz e direcção artística de Filipe Faria e Sérgio Peixoto, e com Pedro Castro nas flautas de bisel e oboé barroco, Tiago Matias no alaúde, vihuela, guitarra barroca e tiorba, Mário Franco no contrabaixo e Rui Silva na percussão histórica.
Seguem-se as “Adufeiras de Monsanto”, com o espectáculo “Península Diáspora”, com um repertório de música tradicional ibérica, das épocas medieval, moderna e contemporânea.
Mais pormenores sobre a restante programação poderão ser seguidos em www.orfeaodeleiria.com .

Agrupamento de Escuteiros da Batalha comemora 49 anos e prepara cinquentenário

Clicar sobre a imagem para ver mais fotos da actividade mais recente do agrupamento, no CIBA de S. Jorge


No próximo dia 15 de Junho o agrupamento 194 do Corpo Nacional de Escutas, da paróquia da Batalha, comemora o 49.º aniversário da sua fundação.
Para assinalar a data, será celebrada uma missa com a realização de “promessas”, na igreja matriz da vila, às 20h00, seguida de um jantar no salão da igreja da Golpilheira, às 21h30.
Para além de se pretender celebrar o Escutismo na Batalha ao longo dos últimos 49 anos, esta será também a ocasião para apresentar o programa das celebrações do cinquentenário, que se assinalará até 2014.
O grupo pretende reunir todos os antigos e actuais escuteiros, bem como os familiares e outros amigos. Segundo os chefes do Agrupamento, “a presença dos antigos escuteiros será importante para a preparação da celebração do 50.º aniversário, pois são elementos fundamentais para fazerem a ligação entre a fundação do agrupamento e a actualidade”.
Para uma conveniente preparação, será obrigatória a inscrição para este jantar, que deverá ser feita quanto antes. Os interessados poderão contactar: geral@agr94.cne-escutismo.pt, www.facebook.com/Agr194Batalha  ou 916 313 638.

Veteranos de Futebol do CRG fizeram digressão a Trujillo

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A nossa equipa de veteranos deslocou-se, nos passados dias 17, 18 e 19 de Maio, a Trujillo (Espanha), vila geminada com a Batalha, a convite do município local, para participar no I Torneio Hispano-Luso de Veteranos. Integrou esta comitiva o vereador da Câmara Municipal da Batalha, Carlos Henriques, o presidente da Junta de Freguesia da Golpilheira, Carlos Santos, e o atleta Carlos Agostinho, também em representação do município da Batalha, bem como directores dos veteranos e uma equipa de arbitragem nacional.
A nossa viagem iniciou-se a seguir ao almoço do dia 17, num percurso tranquilo e com boa disposição entre toda a comitiva. Já perto de território espanhol, parámos para o lanche, ou seja, para meter uma “bucha”. Como ainda faltava muito para o encontro, houve autorização do “mister” para se beberem umas cervejas, já que na noite antes do jogo eram proibidas bebidas alcoólicas.
Chegados ao nosso destino, fomos instalados no Alojamento Hogar Francisco Pizarro. Seguiu-se o jantar e o recolher obrigatório. No dia 18 de Maio, depois do pequeno almoço, seguiu-se o encontro de futebol, no Campo Municipal de San Lázaro. Os espanhóis jogavam em casa, mas não parecia, dada a grande réplica dos nossos veteranos. Apesar de algumas oportunidades para ambos os lados, não houve golos, graças ao grande desempenho dos guarda-redes. No segundo tempo, a toada de jogo não se alterou muito. Estávamos a ver que as grandes penalidades eram o destino do jogo. No entanto, depois de Virgílio ter saído lesionado, o mesmo aconteceu a Marinho. A partir daqui, o jogo tornou-se mais aberto, proporcionando à equipa da casa a obtenção de dois golos. Não desistimos e Bruno reduziu a vantagem com um excelente golo. Estávamos perto do final. Canto a nosso favor. Toda a gente para área adversária. Mas o pior aconteceu. Não conseguimos marcar e sofremos o terceiro golo. Ainda tivemos força, uma vez mais por Bruno, num excelente trabalho, para reduzir para 3-2. Mas com este resultado terminou o jogo.
Seguiu-se a entrega dos prémios e um apetitoso churrasco, para preparação para o almoço. Depois de almoço, fomos recebidos na Câmara Municipal de Trujillo, pelo alcaide Alberto Casero Ávila e seus colaboradores. Estiveram também presentes os representantes do Município da Batalha e da Junta de Freguesia da Golpilheira, directores dos veteranos, assim como os atletas de ambas as equipas. Seguiu-se a intervenção das entidades oficiais, onde se realçou a intenção de dinamizar o intercâmbio entre ambas as vilas, assim como cimentar as amizades já existentes. Seguidamente, houve a tradicional troca de lembranças.
Depois duma breve passagem pela Praça Principal, efectuámos uma visita guiada aos monumentos extraordinários de Trujillo. Foi uma visita que durou cerca de duas horas, dada a quantidade de monumentos que visitámos. Depois, seguiu-se o jantar e as despedidas, já que no outro dia tínhamos de partir para Portugal bastante cedo.
A viagem de regresso correu muito bem, sem qualquer incidente e chegámos a casa todos a tempo do almoço.
Manuel Carreira Rito

Nascidos em 1973 organizaram Torneio de sueca

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A Comissão de Festas em Honra do Senhor Bom Jesus dos Aflitos de 2013, constituída pelos nascidos em 1973, organizou mais um evento para angariação de fundos, no passado dia 4 de Maio. Tratou-se um torneio de sueca, realizado no salão de festas da igreja da Golpilheira, que animou aquela tarde de sábado.
Apesar da participação ter ficado um pouco abaixo das expectativas, foram cerca de duas dezenas de equipas a participar e os jogadores apreciaram o jogo, o convívio com os quarentões cá da terra e as iguarias para degustação, com o porco no espeto a comandar o repasto.
No final, houve bons prémios para os vencedores e lembranças para todos os participantes.
Agora, é hora de concentrar atenções na preparação dos grandes festejos de Verão, que ira realizar-se nos dias 3, 4 e 5 de Agosto.

Edição 191 - Maio de 2013

Edição de Maio de 2013 do Jornal da Golpilheira - publicação mensal da freguesia da Golpilheira, concelho da Batalha, distrito de Leiria. Notícias, opinião, personalidades, tradição, cultura, desporto... as gentes da Golpilheira. Fundador e Director: Luís Miguel Ferraz.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Galardão europeu para o Museu da Batalha



MCCB recebe Prémio Kenneth Hudson


O Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB) conquistou na cidade belga de Tongeren, no dia 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus, o Prémio Kenneth Hudson do Fórum Europeu dos Museus.
A distinção, atribuída em honra do fundador do Prémio Museu Europeu do Ano, distingue museus, pessoas, projectos ou grupo de pessoas que tenham alcançado feitos invulgares, ousados e mesmo controversos que desafiem a percepção comum do papel do museu na comunidade.
Para os elementos do júri internacional, o prémio atribuído ao Museu da Batalha justifica-se “pela sua capacidade extraordinária em fornecer, de forma simples e acutilante, diversas experiências museológicas aos seus visitantes, num processo que contou com a participação da comunidade local, investigadores e especialistas”.
O MCCB foi inaugurado formalmente em Abril de 2011 pelo Presidente da República, Cavaco Silva, e já tinha sido eleito, em Dezembro passado, o Melhor Museu Português em 2012, pela Associação Portuguesa de Museologia. Por esta nova distinção, desta vez a nível europeu, o Chefe de Estado publicou no sítio da Presidência da República uma mensagem de felicitações, considerando que este prémio “demonstra o reconhecimento internacional alcançado pelo trabalho que o Museu da Batalha realiza em prol da preservação e divulgação da nossa cultura, contribuindo para tornar acessível a todos os cidadãos a história e a pré-história do concelho”.
Para António Lucas, presidente da Câmara da Batalha, “o prémio Kenneth Hudson representa para o Museu e para o Concelho da Batalha uma enorme honra, tendo em conta a fortíssima concorrência que as 29 candidaturas finalistas representavam, contando-se museus regionais de grande reconhecimento e museus nacionais de enorme prestígio internacional”. O autarca considera que “este prémio significa uma vitória muito especial, um feito inédito para os museus do nosso país que reforça ainda mais a notoriedade cultural e de prestígio para o Museu, para a Batalha e para toda a região”.
Recordamos que o MCCB desvenda ao público o território concelhio, através de uma interessante e paradigmática viagem com mais de 250 milhões de anos, percorrendo as grandes transformações registadas nos domínios da geologia e da paleontologia do território, numa linguagem técnica mas de fácil compreensão e recorrendo à acessibilidade e à inclusão como suas imagens de marca.

Que prémio é este?

O European Museum of the Year (EMYA) é o mais antigo e mais prestigiado prémio museológico na Europa, atribuído anualmente pelo European Museum Forum (EMF), sob os auspícios do Conselho da Europa. Foi fundado em 1977 pelo jornalista, neo-museólogo, radialista e autor Kenneth Hudson.
O seu objectivo é reconhecer a excelência entre os museus europeus e promover e incentivar processos inovadores no panorama museológico internacional. O prémio vai para um museu que mais contribua directamente para atrair o público e satisfazer os visitantes com uma atmosfera única, uma apresentação e interpretação imaginativa, uma abordagem criativa à educação e responsabilidade social.
Podem candidatar-se ao EMYA os museus construídos ou remodelados nos últimos dois anos. Já foram vencedores espaços grandes e pequenos, públicos e privados, de variadas temáticas e nacionalidades, mas todos com notória excelência na elevação do padrão de qualidade dos museus europeus.
A presente edição contou com 40 candidaturas, provenientes de 20 países. O Prémio Museu Europeu do Ano foi para o Museu Riverside de Glasgow, na Escócia. O Museu de Arte de Riga, o Museu de San Telmo em San Sebastian, Espanha, e o Museu Gobustan, no Azerbeijão, foram distinguidos com menções honrosas.
Na cerimónia anual, são ainda atribuídos mais três prémios:
- Prémio Kenneth Hudson, com o nome do fundador, um galardão que assinala a ousadia, invulgaridade e novidade da proposta museológica, este ano atribuído ao Museu da Batalha;
- Prémio Silletto, para o projecto que mais se destaca pelo envolvimento da comunidade local na sua concepção e desenvolvimento, este ano entregue ao MAS - Museum Aan de Stroom, de Antuérpia, na Bélgica;
- Prémio Conselho Europeu, atribuído por esta entidade ao museu que mais contribui para a promoção da cultura e da identidade da União Europeia, este ano atribuído ao Museu de Liverpool, no Reino Unido.

sábado, 18 de maio de 2013

Museu da Batalha ganha Prémio Kenneth Hudson (a nível europeu)

O Presidente da República, Cavaco Silva, na inauguração do MCCB, a 2 de Abril de 2011, observa a estátua do Magistrado Romano, no centro deste museu, um achado do espólio romano de Collippo, no território da freguesia da Golpilheira. (Foto: LMFerraz)


O Museu da Comunidade Concelhia da Batalha acaba de ganhar o Prémio Kenneth Hudson, atribuído numa cerimónia ocorrida hoje (18.05.2013) em Bruxelas.

É o primeiro museu português a conquistar este galardão.
Os parabéns são para o Município da Batalha, para a equipa que projectou e dinamiza aquele espaço, para cada um dos munícipes que estão representados na sua identidade e para todos os que o visitam e ajudam à sua manutenção.
Daremos mais pormenores em breve...

Melhor Museu Português 2012


Recorde-se que o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB) foi eleito o melhor museu português de 2012 pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM).
O prémio foi revelado e atribuído numa sessão que decorreu em Lisboa, no passado dia 14 de Dezembro. Sendo o mais importante galardão do sector no nosso país, veio sublinhar a excelência do projecto museográfico e museológico deste equipamento cultural e turístico, aberto em Fevereiro de 2011 e formalmente inaugurado em Abril desse ano, pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.


Luís Miguel Ferraz


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Nascidos em 1973 organizaram: Festival de Sopas recebeu enchente



No passado dia 21 de Abril, houve uma enchente na Golpilheira. Foi uma enchente de variedades de sopa, com 21 panelões bem atestados. Foi uma enchente de pessoas, como mais de 400 adultos e várias dezenas de crianças a despejá-los. Foi uma enchente de música popular, com a prestimosa colaboração de dois elementos da escola de concertinas do Rancho Rosas do Lena, da Rebolaria. E foi uma enchente de animação e boa disposição entre todos, com boas conversas entre umas colheradas de sopa, umas colheradas de outra sopa, uma bebida para ajudar a digestão, e mais sopa, ou um bolo, um pudim ou uma filhós. A rematar, um cafezinho, da avó ou de máquina, quando o estômago já não aguentava mais enchente sopeira.
No final, a caixa dos trocos também registou um bom enchimento, que muito vai ajudar este grupo dos golpilheirenses, naturais e residentes nascidos em 1973, a preparar a organização de próxima festa em honra dos Senhor Bom Jesus dos Aflitos, nos dias 3 a 5 de Agosto de 2013.
Os quarentões organizadores agradecem a todas as pessoas que vieram participar e contribuir para o sucesso da iniciativa, bem como às pessoas e empresas que ofereceram uma panela de sopa, nomeadamente, as senhoras Maria e Júlia e os seguintes restaurantes e casas de comida: Take away de Juliana Monteiro, Etnográfico da Golpilheira, Burro velho, A Rosa, O Casarão, Vale Grande; Páteo da Jardoeira, A Negra, Sol d’Areia, O Ferreiro, Canguru, Tó Santo, Fetal, D. Duarte, Mosteiro do Leitão, Jota, Supermercado Regional de Irene Trovão, Aldeia de S. Antão, Pizzaria Tentazione e Rei dos Frangos.
Os interessados em ver as fotos ou em saber mais sobre esta e outras actividades do grupo podem visitar a página que criaram no Facebook (https://www.facebook.com/pages/Senhor-dos-Aflitos-1973/191487320998782).

Torneio de sueca
Ainda cheios de alegria pelo sucesso da iniciativa, o grupo encheu-se de coragem e anunciou desde logo mais uma aventura: um torneio de sueca, no próximo sábado, 4 de Maio, a partir das 13h30, também no salão de festa da igreja da Golpilheira.
Haverá um bom serviço de bar, também para os visitantes, e lembranças para todos os jogadores e valiosos prémios para os vencedores. Também aqui, o preço inclui sopa. Calma!... haverá, desta vez, algo mais para ajudar a encher: porco no espeto. Pronto.
LMF

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Comerciantes da Batalha unidos para uma Feira de Stocks de Inverno



Depois de várias experiências de organização conjunta de iniciativas de promoção do comércio no centro da vila, bem podemos dizer que “Comerciantes da Batalha” já começa a soar a nome de marca ou de associação. Até a sigla ficaria bem: COMBAT.
Fora de brincadeiras (embora a ideia de se formar uma associação até seja uma questão séria a ponderar pelos interessados), aí está mais uma iniciativa.
Depois das experiências de organização conjunta da animação natalícia, que juntou cerca de 80 empresários e motivou o apoio do município e outras instituições públicas, os comerciantes da Batalha organizaram uma Feira de Stocks de Inverno, à semelhança do já fizeram no final do Verão, com sucesso comprovado e satisfação dos muitos clientes e visitantes.
Esta nova edição decorreu no pavilhão multiusos, nos dias 1, 2 e 3 de fevereiro, contando com a apresentação de uma vasta panóplia de artigos, desde a moda, calçado, lingerie e têxtil-lar até aos acessórios, ourivesaria, electrodomésticos, entre muitos outros.
Quanto aos clientes, tratou-se de uma excelente oportunidade para adquirirem produtos de qualidade a preços que chegaram até aos 70% de desconto.
Como é também habitual nestes eventos, houve também um programa de animação, sobretudo, para a pequenada, com insufláveis, um atelier de pinturas, etc.




quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

187 - Editorial


As árvores não morreram de pé


A frase “de pé, de pé, como as árvores” foi celebrizada pela fabulosa actriz Palmira Bastos em 1966, na peça “As Árvores Morrem de Pé”, gravada ao vivo e transmitida pela televisão do tempo do preto-e-branco, naquela que terá sido uma das suas melhores representações de sempre, quando contava já 90 anos de idade.
Contrastando com o vigor das palavras, acompanhadas pelo bater sólido da bengala no palco, a figura frágil da actriz fazia levantar plateias em aplausos vigorosos.
Na madrugada e manhã do passado dia 19 de Janeiro, vigorosos foram os ventos e as chuvas, frágeis foram as construções humanas e sólido foi o bater de enormes e vetustas árvores, algumas contando mais anos do que os 90 do saudoso talento de Palmira.
As palmeiras ter-se-ão aguentado, agarradas ao solo pelas famosas raízes que furam fundo. Mas muitas foram as árvores que fizeram ruir a verdade da sua fama teatral. Raízes expostas ou partidas pelo meio, sozinhas num canteiro de avenida ou às centenas no interior de um frondoso pinhal ou jardim botânico, pequenas ou grandes, novas ou velhas, milhares foram as árvores que, desta vez, não morreram de pé. O vento falou mais forte nesta peça.
Quem diz árvores, diz telhados e barracões, postes e fios, chaminés e portões, muros e vedações. Nem tudo o vento levou – permitam o novo jogo de palavras com as artes performativas, desta feita, em referência ao filme ainda mais antigo (1939) de Victor Fleming. Mas o facto é que este Portugal não está habituado a sopros a mais de 120 kms/h – dizem os especialistas que assim foi – e muita coisa voou. O cenário final foi o de um teatro abandonado, onde só as imagens da destruição permaneceram em palco.
Foi assim de Norte a Sul do País, mas foi na nossa zona Centro que os estragos se revelaram mais pesados. Para além das centenas de árvores tombadas, das muitas telhas sumidas, de uma ou outra casa a céu aberto, foram as redes de electricidade e de comunicações que mais sofreram o rombo e, delas dependentes nalguns locais, as redes de abastecimento de água secaram.
Dez dias depois, já todos vimos em fotos e vídeos o mesmo que observáramos ao vivo, naquela manhã de sábado. Já todos lemos em jornais os muitos relatos dos danos e prejuízos causados. Já todos percebemos o que teremos de refazer, replantar e reconstruir. Por isso, não fazemos deste assunto notícia, mas tema de editorial, embora em formato noticioso e ilustrado. Fica arrumado neste cantinho, para que permaneça mais como memória do que passou do que como novidade que já não é.
Na Golpilheira, também sofremos consequências. Também aqui houve árvores deitadas, meia dúzia de chaminés esfumadas, alguns ripados destelhados. A maioria de nós esteve “apenas” dois dias sem luz e não chegou a ter falta de água, mas houve alguns lares da freguesia que ficaram sem energia e sem o líquido mais precioso durante toda a semana seguinte.
Também esta edição do Jornal da Golpilheira sofreu o adiamento de uma semana, graças ao descanso forçado nesse fim-de-semana de escuridão.
Ainda assim, comparando com as cenas vistas em terras vizinhas, nem nos podemos queixar muito. Seja como for, que a memória sirva para maiores cautelas futuras, se tal nos for possível. Porque as forças da natureza, ainda que previstas, são de uma capacidade demolidora imprevisível.
Felizmente, também, passada a tormenta, não houve vítimas humanas a lamentar. Do mal, o menos. Ficámos todos de pé… e não como as árvores.

Foto: Miguel Chagas


Edição 187 - Janeiro de 2013

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O “nosso” magistrado está no melhor museu do País




E o prémio APOM 2012 vai para…

Museu da Comunidade Concelhia da Batalha



O Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB) foi eleito o melhor museu português de 2012 pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM).
O prémio foi revelado e atribuído numa sessão que decorreu em Lisboa, no passado dia 14 de Dezembro. Sendo o mais importante galardão do sector no nosso país, veio sublinhar a excelência do projecto museográfico e museológico deste equipamento cultural e turístico, aberto em Fevereiro de 2011 e formalmente inaugurado em Abril desse ano, pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
“Foi com enorme emoção que ontem, ao fim do dia, no Museu da Farmácia, em Lisboa, recebi das mãos do presidente da APOM Associação Portuguesa de Museologia o diploma de melhor museu 2012. Foi um trabalho de quase uma década, de muita gente, e este prémio é para todos. Parabéns e obrigado.” Foi com esta mensagem que o presidente do Município da Batalha, António Lucas, reagiu ao prémio na sua página pessoal no Facebook.
Já este ano, o MCCB tinha arrecadado uma menção honrosa nos prémios do Turismo de Portugal, tendo ficado na mesma posição do Oceanário, na categoria “Novo Projecto Público”. Segundo nota da autarquia, esta nova vitória “representa um enorme orgulho para o Município da Batalha, mas ao mesmo tempo, o reforço do desafio que consiste em considerar que o Museu da Batalha nunca estará terminado”.
De facto, assumindo-se como um “museu da comunidade”, assenta a sua matriz na nova linha da museologia e pretende projectar esta região e as suas gentes. Através das várias áreas que disponibiliza, o território concelhio é desvendado numa interessante e paradigmática viagem com mais de 250 milhões de anos e que percorre as grandes transformações registadas nos domínios da geologia e da paleontologia do território. É ainda possível tomar ali contacto com os primeiros seres humanos que existiram no território que é hoje a Batalha, com referências ao período do paleolítico e romano. E, depois disso, percorrer a história medieval, moderna e contemporânea desta região, com o Mosteiro da Batalha assumir o protagonismo a partir do século XVI.
Num museu que não pretende estar terminado, dada a necessidade constante da busca e de actualização da informação, o visitante é convidado a conhecer os projectos e iniciativas de carácter cultural que ocorrem no município da Batalha, bem como alguns trabalhos de investigação científica em diversas disciplinas do conhecimento. O moderno edifício dispõe ainda de um espaço afecto a exposições temporárias, estando presentemente exposta a exposição “O Ensino na Batalha”, em que foi envolvida a população na concretização desta mostra.
Não menos importantes, as características relacionadas com as acessibilidades. Sendo um “Museu de Todos”, o MCCB apresenta dezenas de soluções inclusivas, que proporcionam aos cidadãos portadores de deficiência a possibilidade de uma visita frutuosa com garantia da apreensão de conhecimentos para todos.
Resta-nos referir que é no coração do MCCB que reside actualmente a estátua do magistrado romano encontrada em Collippo, território da freguesia da Golpilheira. É também um orgulho ter um “nosso” importantíssimo achado arqueológico no melhor museu português. Nesta edição publicamos, curiosamente, um artigo mais pormenorizado sobre esse achado, na coluna que habitualmente dedicamos ao “Museu de Todos”, na página seguinte.
Já agora, o Jornal da Golpilheira não pode deixar de se associar a este prémio e manifestar a honra que tem em ter colaborado desde a primeira hora, embora nas suas humildes possibilidades, para a divulgação e enriquecimento deste espaço museológico concelhio. Entre esses apoios, referimos o espaço nas nossas páginas que propusemos oferecer à equipa do MCCB para uma “visita” mensal ao museu e que foi, desde logo, aceite. Devemos um agradecimento especial ao geólogo António José Teixeira e às técnicas Ana Moderno e Amelie Baptista, que têm assegurado a manutenção da coluna que tanto enriquece a oferta cultural deste jornal.
Mas, tal como indica o nome do museu, é toda a comunidade do concelho que está de parabéns. E é também a todos nós que cabe a responsabilidade de o manter, preservar e enriquecer. Pelos menos, com a visita regular e a participação nas muitas actividades que vai desenvolvendo, para que o investimento feito e o seu custo de manutenção se justifique pelo usufruto por parte da população.

Luís Miguel Ferraz