sexta-feira, 29 de março de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Comerciantes da Batalha unidos para uma Feira de Stocks de Inverno
Ver fotos em: Fotos da Feira de Stocks de Inverno - Batalha
Depois de várias experiências de organização conjunta de iniciativas de promoção do comércio no centro da vila, bem podemos dizer que “Comerciantes da Batalha” já começa a soar a nome de marca ou de associação. Até a sigla ficaria bem: COMBAT.
Fora de brincadeiras (embora a ideia de se formar uma associação até seja uma questão séria a ponderar pelos interessados), aí está mais uma iniciativa.
Depois das experiências de organização conjunta da animação natalícia, que juntou cerca de 80 empresários e motivou o apoio do município e outras instituições públicas, os comerciantes da Batalha organizaram uma Feira de Stocks de Inverno, à semelhança do já fizeram no final do Verão, com sucesso comprovado e satisfação dos muitos clientes e visitantes.
Esta nova edição decorreu no pavilhão multiusos, nos dias 1, 2 e 3 de fevereiro, contando com a apresentação de uma vasta panóplia de artigos, desde a moda, calçado, lingerie e têxtil-lar até aos acessórios, ourivesaria, electrodomésticos, entre muitos outros.
Quanto aos clientes, tratou-se de uma excelente oportunidade para adquirirem produtos de qualidade a preços que chegaram até aos 70% de desconto.
Como é também habitual nestes eventos, houve também um programa de animação, sobretudo, para a pequenada, com insufláveis, um atelier de pinturas, etc.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
187 - Editorial
As árvores não morreram de pé
A frase “de pé, de pé, como as árvores” foi celebrizada pela fabulosa actriz Palmira Bastos em 1966, na peça “As Árvores Morrem de Pé”, gravada ao vivo e transmitida pela televisão do tempo do preto-e-branco, naquela que terá sido uma das suas melhores representações de sempre, quando contava já 90 anos de idade.
Contrastando com o vigor das palavras, acompanhadas pelo bater sólido da bengala no palco, a figura frágil da actriz fazia levantar plateias em aplausos vigorosos.
Na madrugada e manhã do passado dia 19 de Janeiro, vigorosos foram os ventos e as chuvas, frágeis foram as construções humanas e sólido foi o bater de enormes e vetustas árvores, algumas contando mais anos do que os 90 do saudoso talento de Palmira.
As palmeiras ter-se-ão aguentado, agarradas ao solo pelas famosas raízes que furam fundo. Mas muitas foram as árvores que fizeram ruir a verdade da sua fama teatral. Raízes expostas ou partidas pelo meio, sozinhas num canteiro de avenida ou às centenas no interior de um frondoso pinhal ou jardim botânico, pequenas ou grandes, novas ou velhas, milhares foram as árvores que, desta vez, não morreram de pé. O vento falou mais forte nesta peça.
Quem diz árvores, diz telhados e barracões, postes e fios, chaminés e portões, muros e vedações. Nem tudo o vento levou – permitam o novo jogo de palavras com as artes performativas, desta feita, em referência ao filme ainda mais antigo (1939) de Victor Fleming. Mas o facto é que este Portugal não está habituado a sopros a mais de 120 kms/h – dizem os especialistas que assim foi – e muita coisa voou. O cenário final foi o de um teatro abandonado, onde só as imagens da destruição permaneceram em palco.
Foi assim de Norte a Sul do País, mas foi na nossa zona Centro que os estragos se revelaram mais pesados. Para além das centenas de árvores tombadas, das muitas telhas sumidas, de uma ou outra casa a céu aberto, foram as redes de electricidade e de comunicações que mais sofreram o rombo e, delas dependentes nalguns locais, as redes de abastecimento de água secaram.
Dez dias depois, já todos vimos em fotos e vídeos o mesmo que observáramos ao vivo, naquela manhã de sábado. Já todos lemos em jornais os muitos relatos dos danos e prejuízos causados. Já todos percebemos o que teremos de refazer, replantar e reconstruir. Por isso, não fazemos deste assunto notícia, mas tema de editorial, embora em formato noticioso e ilustrado. Fica arrumado neste cantinho, para que permaneça mais como memória do que passou do que como novidade que já não é.
Na Golpilheira, também sofremos consequências. Também aqui houve árvores deitadas, meia dúzia de chaminés esfumadas, alguns ripados destelhados. A maioria de nós esteve “apenas” dois dias sem luz e não chegou a ter falta de água, mas houve alguns lares da freguesia que ficaram sem energia e sem o líquido mais precioso durante toda a semana seguinte.
Também esta edição do Jornal da Golpilheira sofreu o adiamento de uma semana, graças ao descanso forçado nesse fim-de-semana de escuridão.
Ainda assim, comparando com as cenas vistas em terras vizinhas, nem nos podemos queixar muito. Seja como for, que a memória sirva para maiores cautelas futuras, se tal nos for possível. Porque as forças da natureza, ainda que previstas, são de uma capacidade demolidora imprevisível.
Felizmente, também, passada a tormenta, não houve vítimas humanas a lamentar. Do mal, o menos. Ficámos todos de pé… e não como as árvores.
Foto: Miguel Chagas
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
O “nosso” magistrado está no melhor museu do País
E o prémio APOM 2012 vai para…
Museu da Comunidade Concelhia da Batalha
O Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB) foi eleito o melhor museu português de 2012 pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM).
O prémio foi revelado e atribuído numa sessão que decorreu em Lisboa, no passado dia 14 de Dezembro. Sendo o mais importante galardão do sector no nosso país, veio sublinhar a excelência do projecto museográfico e museológico deste equipamento cultural e turístico, aberto em Fevereiro de 2011 e formalmente inaugurado em Abril desse ano, pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
“Foi com enorme emoção que ontem, ao fim do dia, no Museu da Farmácia, em Lisboa, recebi das mãos do presidente da APOM Associação Portuguesa de Museologia o diploma de melhor museu 2012. Foi um trabalho de quase uma década, de muita gente, e este prémio é para todos. Parabéns e obrigado.” Foi com esta mensagem que o presidente do Município da Batalha, António Lucas, reagiu ao prémio na sua página pessoal no Facebook.
Já este ano, o MCCB tinha arrecadado uma menção honrosa nos prémios do Turismo de Portugal, tendo ficado na mesma posição do Oceanário, na categoria “Novo Projecto Público”. Segundo nota da autarquia, esta nova vitória “representa um enorme orgulho para o Município da Batalha, mas ao mesmo tempo, o reforço do desafio que consiste em considerar que o Museu da Batalha nunca estará terminado”.
De facto, assumindo-se como um “museu da comunidade”, assenta a sua matriz na nova linha da museologia e pretende projectar esta região e as suas gentes. Através das várias áreas que disponibiliza, o território concelhio é desvendado numa interessante e paradigmática viagem com mais de 250 milhões de anos e que percorre as grandes transformações registadas nos domínios da geologia e da paleontologia do território. É ainda possível tomar ali contacto com os primeiros seres humanos que existiram no território que é hoje a Batalha, com referências ao período do paleolítico e romano. E, depois disso, percorrer a história medieval, moderna e contemporânea desta região, com o Mosteiro da Batalha assumir o protagonismo a partir do século XVI.
Num museu que não pretende estar terminado, dada a necessidade constante da busca e de actualização da informação, o visitante é convidado a conhecer os projectos e iniciativas de carácter cultural que ocorrem no município da Batalha, bem como alguns trabalhos de investigação científica em diversas disciplinas do conhecimento. O moderno edifício dispõe ainda de um espaço afecto a exposições temporárias, estando presentemente exposta a exposição “O Ensino na Batalha”, em que foi envolvida a população na concretização desta mostra.
Não menos importantes, as características relacionadas com as acessibilidades. Sendo um “Museu de Todos”, o MCCB apresenta dezenas de soluções inclusivas, que proporcionam aos cidadãos portadores de deficiência a possibilidade de uma visita frutuosa com garantia da apreensão de conhecimentos para todos.
Resta-nos referir que é no coração do MCCB que reside actualmente a estátua do magistrado romano encontrada em Collippo, território da freguesia da Golpilheira. É também um orgulho ter um “nosso” importantíssimo achado arqueológico no melhor museu português. Nesta edição publicamos, curiosamente, um artigo mais pormenorizado sobre esse achado, na coluna que habitualmente dedicamos ao “Museu de Todos”, na página seguinte.
Já agora, o Jornal da Golpilheira não pode deixar de se associar a este prémio e manifestar a honra que tem em ter colaborado desde a primeira hora, embora nas suas humildes possibilidades, para a divulgação e enriquecimento deste espaço museológico concelhio. Entre esses apoios, referimos o espaço nas nossas páginas que propusemos oferecer à equipa do MCCB para uma “visita” mensal ao museu e que foi, desde logo, aceite. Devemos um agradecimento especial ao geólogo António José Teixeira e às técnicas Ana Moderno e Amelie Baptista, que têm assegurado a manutenção da coluna que tanto enriquece a oferta cultural deste jornal.
Mas, tal como indica o nome do museu, é toda a comunidade do concelho que está de parabéns. E é também a todos nós que cabe a responsabilidade de o manter, preservar e enriquecer. Pelos menos, com a visita regular e a participação nas muitas actividades que vai desenvolvendo, para que o investimento feito e o seu custo de manutenção se justifique pelo usufruto por parte da população.
Luís Miguel Ferraz
domingo, 23 de dezembro de 2012
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
domingo, 18 de novembro de 2012
Foto-reportagem: Romagem ao cemitério
Foto-reportagem
Celebração de Defuntos - Golpilheira
Estamos no mês das almas, em que se celebram as solenidades de Todos-os-Santos e de Fiéis Defuntos. Na Golpilheira, foi no domingo 18 de Novembro que se realizou a celebração da Missa com Ofício de Defuntos, seguida de romagem nocturna ao cemitério. Foi uma ocasião para cada um lembrar e fazer uma oração pelos seus familiares e amigos que já partiram, também eles membros desta comunidade, que deram o seu contributo para que ela seja o que é hoje.
Foto-reportagem: Dia da Freguesia
Foto-reportagem
Semana Cultural da Golpilheira - Dia da Freguesia
Mais pormenores na edição em papel deste mês...
Foto-reportagem: Moda Golpilheira 2012
Foto-reportagem
Desfile de Moda na Semana Cultural da Golpilheira
É já tradicional das semanas culturais da Golpilheira o desfile de moda da estilista Fátima Cruz. Nesta 19.ª edição, o programa cumpriu-se na noite de
sexta-feira, dia 16. O desfile contou com a colaboração da cabeleireira Sofia Alves e da linha de produtos Purah Style.
Na edição de papel deste mês poderá conferir mais pormenores sobre esta noite de especial colorido e beleza, que encheu o salão da
colectividade.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
19.ª Semana Cultural da Golpilheira
Nove dias de cartaz recheado...
Vai decorrer, de 10 a 18 de Novembro, mais uma Semana Cultural organizada pelo Centro Recreativo da Golpilheira.
Nesta, que é já a 19.º edição do evento, vai voltar a rechear-se o cartaz (ver última página) com muitas e variadas propostas para a formação, divertimento e convívio da população e de todos os que queriam visitar-nos.
A primeira noite será na véspera de S. Martinho, sábado, dia 10, motivo para abrir em festa, com um arraial popular no Casal de Mil Homens. Haverá castanhada, petiscos e boa pinga, com animação do rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, do CRG.
No dia seguinte, será o tradicional “Almoço +60”, oferecido pela colectividade às pessoas com mais de 60 anos, contando com a animação da turma de Ginástica Geriátrica do CRG.
O serão de segunda-feira, dia 12, a partir das 21h00, será reservado à música tradicional, com uma demonstração de concertinas. Para além de alguns músicos convidados, da Escola de Concertinas do rancho folclórico Rosas do Lena, da rebolaria, o palco estará aberto a todos os executantes deste interessante instrumento que queriam trazer a sua concertina e juntar-se à festa.
No dia 13, terça-feira, às 21h00, o convite é para uma conferência sobre temas de saúde, contando com a colaboração da Policlínica D. Nuno.
Novo debate no dia seguinte, quarta-feira, dia 14, às 21h00, desta vez sobre desporto. Terá como convidada especial a atleta Telma Santos, de Peniche, mas com muitos amigos na nossa colectividade. Recorde-se que Telma Santos fez história no badminton nacional nos Jogos Olímpicos de Londres deste ano, ao ser a primeira atleta portuguesa a vencer um jogo da modalidade. É campeã nacional 11 vezes e a segunda atleta feminina portuguesa a conseguir a participação no torneio olímpico de singulares.
Na quinta-feira, dia 15, a partir das 21h00, a música voltará a imperar, desta vez com o grupo “Tertúlia Quartet”. Trata-se de um quarteto de clarinetes formado por amigos com o interesse comum pela música e pela invenção de novas expressões do reportório de câmara e do jazz. Uma surpresa a não perder!
Também já tradicional destas semanas é a noite de sexta-feira, dia 16, em que a estilista golpilheirense Fátima Cruz mostrará, no desfile “Moda Golpilheira 2012”, as suas propostas para as próximas estações. É sempre uma noite de especial colorido e beleza, a encher o salão da colectividade.
No sábado, dia 17, haverá propostas diversas. Às 19h00 é a concentração dos pilotos e, às 19h30, será servido o jantar no Restaurante Etnográfico da Golpilheira, a anteceder a partida do 4.º Passeio de Todo-o-Terreno Nocturno “Anjos sobre Rodas”, onde os amantes da aventura motorizada poderão desfrutar das paisagens da região e testar a perícia da condução fora das estradas asfaltadas. Às 21h00, no salão da colectividade, haverá uma sessão de cinema infantil, com surpresas para os mais novos.
O domingo 18, será o “Dia da Freguesia”, uma iniciativa conjunta da Junta de Freguesia, Centro Recreativo, Comissões das Igreja de Golpilheira e São Bento, Jardim-de-Infância e Escola do 1.º Ciclo. Começa às 10h30, com o passeio pedestre “Golpilheira em Movimento”, que já foi prática mensal regular e que se pretende “restaurar” como hábito saudável que é e uma ocasião para desfrutar das belas paisagens golpilheirenses. Termina com o almoço no largo da Junta, seguido de uma tarde de convívio. Aí haverá porco no espeto, caldo verde, bebidas e petiscos variados, filhós e café da avó, doces, e até uma “feirinha” de produtos regionais. Para animar, estará presente a Trovantina, tuna académica do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), que promete ajudar ao consumo de cerveja…
A culminar o programa, um momento recolhimento, em que serão lembrados todos os golpilheirenses já falecidos. Estamos no mês das almas, em que se celebram as solenidades de Todos-os-Santos e de Fiéis Defuntos e será neste domingo, às 17h00, a celebração da Missa com Ofício de Defuntos na nossa freguesia, seguida de romagem nocturna ao cemitério. Será uma ocasião para cada um lembrar e fazer uma oração pelos seus familiares e amigos que já partiram, também eles membros desta comunidade, que deram o seu contributo para que ela seja o que é hoje.
Resta referir que alguns dos eventos ao ar livre poderão ser transferidos para a sede da colectividade, em caso de chuva, e lembrar que todos os nossos leitores são convidados a participar para o bom sucesso desta semana.
Luís Miguel Ferraz
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terça-feira, 30 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Festa de Nossa Senhora do Fetal
Foto-Reportagem:
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| 2012-10-06 Festa Senhora do Fetal (Iluminações de Caracóis) |
Este é um evento que dispensa apresentações. Com fama já internacional, a festa em honra de Nossa Senhora do Fetal atrai cada vez mais multidões, muito por causa de uma tradição que nos últimos anos tem vindo a ser cada vez mais "restaurada" e ampliada: as ruas iluminadas por candeias de azeite feitas com cascas de caracóis.
O Jornal esteve lá e partilha com os leitores as fotografias do cenário. Incluímos neste álbum dois pequenos vídeos, com muito fraca qualidade (feitos com máquina fotográfica), mas que ilustram um pouco do ambiente vivido.
Não esqueçamos, porém, que o fundamental desta festa é a celebração religiosa em honra de Nossa Senhora. Essa é a raiz, o motivo e o centro de tudo o resto. Mesmo que muitos dos participantes venham apenas para desfrutar do belo cenário nocturno e da festa de arraial, não podemos deixar de sublinhar esta matriz religiosa do evento.
A esse propósito, transcrevemos um bonito e interessante texto publicado pelo Dr. Júlio Órfão no Facebook, que partilhamos com os leitores que quiserem saber mais sobre esta festa:
Santuário de Nossa Senhora do Fetal, no Reguengo
Ultimamente muito se em falado, e bem, da festividade de Nossa Senhora do Fetal, com realce para as iluminações com as cascas de caracol. No entanto a motivação maior dessa festividade é, seguramente, de cariz religioso, tudo o resto é acessório mas complementar. Para os mais curiosos alguns apontamentos sobre a referida Ermida:- Ignora-se a época em que se aconteceu a aparição, bem como a data da construção da primitiva ermida, antes designada de Senhora da Fé, que acolheu a miraculosa imagem ali encontrada;
- Mais tarde em 1585 edificou-se um templo mais amplo e mais sumptuoso que passou a acolher numerosos peregrinos;
- O rei D. Duarte (1433-1438) confirmou uma provisão antiga da Confraria que autorizava a colheita de esmolas, para manter o culto;
- Teve o Santuário de Nossa Senhora do Fetal (título honorífico recebido das mãos do Papa Urbano VIII) dois capelães para atender os peregrinos e celebrar todos os dias duas missas e, por provisão de D. João III, era distribuído o Bodo aos confrades e mordomos;
- D. Maria I, por provisão de 1791, autorizou uma feira franca no 1.º domingo de Outubro;
- O Bispo de Leiria D. Manuel de Aguiar, aplicou no hospital que tomou o seu nome em Leiria, boa parte das ofertas feitas pelos fiéis ao Santuário e por isso mandou da Sé de Leiria para ali, a título de compensação dois artísticos altares com retábulos e colunas salomónicas, recentemente restaurados; (Pelo que observei falta ainda restaurar o cadeiral de madeira do imperador das Festas do Espírito Santo, encostado à parede do lado direito).
-Quanto à estátua da Senhora do Fetal, um monobloco de pedra que mede 38X12 cms, para alguns, na melhor das hipóteses, remontará ao século XVII, tendo sido objecto de uma pintura na década de 1680-90 ordenada pelo bispo leiriense D. José de Lencastre a um frade arrábido. Para outros, onde se inclui o Dr. Saul António Gomes que passo a citar, estamos perante a imagem gótica primitiva "muito provavelmente do último terço do século XVIII ou primeira metade do século XIV", não qualquer cópia.
Este prestigiado historiador considera ainda a hipótese desta imagem reguenguense poder corresponder à do orago de Santa Maria da Magueixa, cuja ermida é mencionada já em 1211 e em documentação medieva posterior, mormente no arrolamento das capelas da jurisdição de Santa Cruz de Coimbra de 1431.
Oxalá que esta leitura vos ajude, no próximo ano, a perceber e a desfrutar melhor toda a "ambiência" religiosa e não só, que rodeia aquela festividade.
Mercado do Século XIX na Batalha
Foto-Reportagem:
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| 2012-09-23 mercado sec xix |
Realizou-se no passado dia 23 de Setembro, na praça Mouzinho de Albuquerque, na Batalha, mais uma recreação de um mercado típico do século XIX, evento organizado pelo Município.
Estiveram presentes vários ranchos folclóricos, que animaram os presentes desde as 15h00 às 19h00. Havia produtos caseiros para todos os gostos, que, apesar da ameaça de chuva, foram adquiridos por imensos visitantes, nomeadamente, muitos turistas.
O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, como sempre, empresta uma beleza especial a toda a graciosidade que os ranchos folclóricos trazem ao centro da vila.
Esta é também uma forma de os ranchos folclóricos angariarem alguns fundos para fazer face às despesas no decorrer de cada ano.
Texto e fotos
Manuel Carreira Rito
500 anos da paróquia da Batalha: Fim-de-semana festivo
Foto-Reportagem:
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| 2012-09-14 a 16 Batalha 500 anos |
A paróquia da Batalha celebrou solenemente, no passado dia 16 de Setembro, os 500 anos da data da sua fundação (14-09-1512) por D. Pedro Gavião, Bispo da Guarda e Prior Mor de Santa Cruz de Coimbra.
Para além de outras iniciativas ao longo do ano, organizadas pela Junta de Freguesia local, o fim-de-semana de 14 a 16 de Setembro incluiu um vasto programa de celebrações, conferências, apresentação de livros e animação popular.
Na noite de 14 houve Missa na Igreja Matriz, seguida de uma conferência sobre “A paróquia no contexto da Nova Evangelização”, pelo Doutor José Manuel Silva Nunes, padre dominicano que é provincial da Ordem dos Pregadores em Portugal e professor da Universidade Católica Portuguesa.
Depois, seguiu-se um passeio pedestre histórico pela vila, terminando na praça Mouzinho de Albuquerque com convívio e animação musical, numa verdadeira enchente de multidão.
No tarde do dia 15, a Junta de Freguesia organizou uma sessão solene comemorativa da data, que abriu com o lançamento da obra “Junta da Batalha – Paróquia e Freguesia nos Séculos XIX e XX”, da autoria de Maria da Luz Moreira. José Travaços dos Santos, que colaborou nesta edição da Junta de Freguesia, sublinhou que esta obra será mais uma referência no estudo da história da freguesia da Batalha, revelando “alguns aspectos inéditos sobre os últimos dois séculos de vida desta freguesia, sede do termo do Concelho, desde a identificação dos seus territórios até à caracterização pormenorizada da sua evolução populacional”. A autora referiu na ocasião alguns desses aspectos, relacionados, sobretudo, o principal fundo documental das actas da Junta de Paróquia, a partir de 1385, “onde se podem perceber as questões mais importantes do seu desenvolvimento até aos nossos dias”.
Mas a História não ficaria por aí. Saul António Gomes, numa conferência alusiva a esta importante data, falou do trabalho que tem actualmente em mãos, a recolha documental da freguesia, desde a época medieval até ao século XVIII. A obra chegou a estar prevista para esta data, mas “a quantidade de documentos encontrados e o imenso trabalho da sua transcrição” obrigou a um adiamento da apresentação, num futuro próximo,. O que se pode esperar, referiu Saul Gomes, “é um riquíssimo espólio documental, não tanto sobre o Mosteiro e o centro histórico da vila, mas sobre toda a riqueza geográfica da freguesia, em cada um dos seus lugares”.
Na sessão foram ainda distinguidas as associações da freguesia, “pelo trabalho efectuado em prol do desenvolvimento humano, social, cultural e desportivo da Batalha aos longo dos últimos anos”, como sublinhou Germano Pragosa, presidente da Junta batalhense.
O presidente do Município, António Lucas, deu os parabéns à Junta pela forma como promoveu estas celebrações e à população da Batalha, “cujo desenvolvimento actual é uma prova do dinamismo que se iniciou e manteve ao longo destes 500 anos de história”.
O deputado batalhense Paulo Batista fez as honras do encerramento, com uma alusão ao momento difícil que atravessamos e que “a luz da história de cinco séculos de lutas vencidas nos dá confiança para atravessarmos novos desafios”.
No domingo, depois da celebração da Missa (ver texto nesta página), o Bispo diocesano, D. António Marto, participou na bênção e descerramento da uma placa que ficará junto ao edifício da Junta para memória futura desta efeméride dos 500 anos da paróquia.
Bispo diocesano presidiu à Missa da Santa Cruz
“Exaltar a Cruz é acto de esperança no Amor”
O ponto alto para a paróquia foi a Eucaristia dominical, ao orago da Exaltação da Santa Cruz, presidida por D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima.
Os fiéis que enchiam por completo o Mosteiro de Santa Maria da Vitória foram convidados pelo prelado a uma “peregrinação às raízes histórico-culturais que são as raízes da nossa alma”, onde se encontram “traços de identidade, de sabedoria, de humanismo e de progresso”, mas também a fé cristã que “deu alma e ânimo profundo, sentido de pertença a uma mesma família, comunhão de vida e de ideais a este povo ao longo sua história”. “Se a fé se mantém ainda viva nesta terra, se na sociedade secularizada não faltam sinais autênticos do Evangelho, devemo-lo a tantos homens e mulheres que nos ofereceram um testemunho autêntico e alegre de fé e amor, mesmo em tempos difíceis”, afirmou, sem deixar de referir as “gigantescas transformações culturais e sociais do nosso tempo” também a este nível. A actual perda de “identidade e pertença cristã e eclesial” e a “erosão da memória da fé” exigem “novo impulso e nova vitalidade” no anúncio cristão, “descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé”.
Referindo-se ao orago da paróquia da Batalha desde há 500 anos, D. António sublinhou que “a exaltação da Santa Cruz celebra a maravilha do mistério de amor que aí se revela” e deve levar o cristão a um acto de fé “na totalidade do Amor incondicional de Deus pelo homem”, a um acto de amor “de viver e comunicar aos outros a totalidade deste Amor”, e a um acto de esperança “na força deste Amor que renova o mundo”.
Concretizando esta orientação, no contexto da actual crise que é “a ponta do iceberg duma outra crise mais funda e profunda de ordem espiritual e moral”, o Bispo de Leiria-Fátima defendeu que a resposta deverá ser o “testemunho de uma fé viva, activa e transformadora do mundo”, nomeadamente, pelo “empenho social que se traduz em gestos de fraternidade, solidariedade, partilha e serviço ao bem comum”. Perante uma sociedade “completamente baralhada”, que “confunde a verdade com a mentira”, que “não sabe qual o seu futuro” e se vê “desprovida de ideais, de testemunhos de vida e de critérios de discernimento”, é cada vez mais necessário o “testemunho de santidade de vida no mundo para abrir caminhos de renovação que façam frente ao egoísmo e à corrupção”.
“Estamos a bater no fundo”, considerou o Pastor, apontando o dedo à mentalidade de que “tudo vale o mesmo”, de “meter tudo no mesmo saco”, de uma precariedade de vida em que “até o amor já tem prazo de validade como o produto dum supermercado”. Uma proposta de vida que leva os jovens a terem “medo do futuro e de assumir compromissos”, como o “medo de construir família por não terem horizontes largos de uma vida, mas simplesmente a curto prazo”.
É perante este cenário que “nós cristãos somos chamados a ser semeadores de nova humanidade”, afirmou o Bispo, indicando como “luz” e “bússula” os dez mandamentos “oferecidos por Deus”. À paróquia da Batalha, deixou o vibrante apelo a que esta “não seja uma efeméride passageira”, mas sim o ponto de partida para “um salto de qualidade na vivência da fé” e para “reforçar a adesão a Jesus Cristo e ao seu Evangelho”. “Não tenhas medo de dar testemunho de Cristo no mundo!”, pediu D. António, entregando cada paroquiano da Batalha à “materna solicitude” de Nossa Senhora da Vitória.
Textos e fotos
Luís Miguel Ferraz
II Encontro de Clássicos da Batalha
Foto-Reportagem:
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| 2012-09-01 Carros Clássicos |
Cerca de 175 veículos andaram pela vila da Batalha e arredores, nos dois dias do II Encontro Anual de Carros Antigos e Clássicos da Batalha, organizado pela empresa Victor Limousines. “Esperámos mais participantes, dado o número que já tínhamos registado no ano passado, mas a actual crise não ajudou a nossa proposta do encontro em dois dias, que ficou um pouco mais caro”, referiu o organizador ao nosso Jornal.
Ainda assim, Victor Moniz manifestou a sua satisfação por tanta gente ter andado pela Batalha e pelas regiões vizinhas, fomentando também o comércio local e os negócios dos muitos parceiros que conseguiu angariar para este evento. E garantiu desde logo que, para o ano terá de ser ainda maior, “nem que tenha de pôr as entradas grátis”, afirmou com o optimismo que lhe é conhecido.
As surpresas, espectáculos de rua, visitas a empresas, prémios, lautas refeições e muita animação foram prato forte nesta iniciativa, em que os veículos mais velhinhos foram as estrelas da companhia.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
História do Reguengo do Fetal em DVD e livro
Foto-Reportagem:
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| 2012-09-30 Reguengo DVD Livro Saul |
Festa dos Caracóis espera multidões
Como referimos em anteriores edições, a paróquia e freguesia do Reguengo do Fetal comemorou no passado dia 24 de Junho os 500 anos da sua criação. Foram já várias as iniciativas promovidas ao longo do ano para assinalar a efeméride e outras estão ainda para vir. Uma delas está em plena realização, a Festa em Honra de Nossa Senhora do Fetal, que a organização pretende que “seja ainda mais grandiosa” este ano.
O dia festivo é o primeiro domingo de Outubro, este ano a 7, sendo o principal atractivo as procissões com a imagem de Nossa Senhora do Fetal, iluminadas por milhares de cascas de caracóis alimentadas a azeite, que transformam as ruas e paisagens da freguesia num verdadeiro espectáculo de luz.
Mas começou já uma semana antes, na sexta-feira, conforme é tradição, com uma primeira procissão nocturna da igreja matriz ao Santuário de Nossa Senhora do Fetal, onde se faz uma saudação a Maria e se celebra a Eucaristia, seguindo-se a procissão de regresso, com a imagem que ficará no templo principal durante nove dias. É o primeiro teste à original iluminação.
No sábado da semana seguinte, dia 6 de Outubro, pelas 21h00, volta a acontecer nova procissão, em que se reconduz a Imagem da Virgem para o seu Santuário. Esta é a procissão mais concorrida, esperando este ano uma ainda maior multidão de participantes, muitos deles vindos de fora. É também aquela em que a população local mais capricha na iluminação do percurso e nos diversos desenhos e efeitos que se criam com as cascas de caracóis a servirem de candeias.
Caracóis em DVD
No passado dia 30 de Setembro, integrada neste evento, decorreu no Centro Paroquial do Reguengo uma sessão cultural em que foram apresentadas à populações duas importantes obras históricas sobre a sua freguesia.
A primeira é um DVD documental, produzido pela empresa Virtualnet, uma edição da Câmara Municipal da Batalha. Intitulado “Procissão dos Caracóis – Festa de Nossa Senhora do Fetal”, este DVD, com a duração total de 193 minutos, inclui ainda o documentário “Reguengo do Fetal – Memórias de uma Aldeia”.
Os protagonistas são os habitantes desta freguesia, que testemunham as suas tradições, o seu saber, a sua cultura peculiar. No centro das atenções está a referida “Festa dos Caracóis”, uma tradição que remonta aos séculos passados e que, “fruto de muito trabalho, da colaboração das diversas entidades e muitos particulares, tem sofrido um grande impulso nos últimos anos, que tem atraído ao Reguengo inúmeros visitantes”, refere a Junta de Freguesia local.
Documentos históricos
em livro
A segunda é um livro da autoria do historiador Saul António Gomes, intitulado “Reguengo do Fetal – Documentos Históricos”, editada pela Junta de Freguesia. Trata-se de uma obra que surge no seguimento e com a mesma linha editorial da que o autor apresentou em 2009, “Golpilheira Medieval – Documentos Históricos”, editada pelo Jornal da Golpilheira e o Município da Batalha.
“É um livro que reúne 260 documentos, entre 1175 e 1877, não só sobre a localidade do Reguengo, mas sobre todos os lugares que constituem esta vasta freguesia, que incluía até ao século XX a de S. Mamede”, referiu Saul Gomes na apresentação da obra. Segundo o autor, “fica à disposição dos que queriam revisitar a história local, desde as solidariedades familiares que a foram construindo, até ao imenso património natural e patrimonial que possui, sobretudo o importante centro de culto mariano que nos finais do século XVI concorria com a Senhora da Encarnação, em Leiria, e com o Santuário da Nazaré”. O historiador afirmou ainda que “este estudo sobre o Reguengo é fundamental para se compreender verdadeiramente a história da ocupação medieval destes territórios da Alta Estremadura”.
Texto e fotos
Luís Miguel Ferraz
domingo, 30 de setembro de 2012
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