domingo, 23 de dezembro de 2012
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
domingo, 18 de novembro de 2012
Foto-reportagem: Romagem ao cemitério
Foto-reportagem
Celebração de Defuntos - Golpilheira
Estamos no mês das almas, em que se celebram as solenidades de Todos-os-Santos e de Fiéis Defuntos. Na Golpilheira, foi no domingo 18 de Novembro que se realizou a celebração da Missa com Ofício de Defuntos, seguida de romagem nocturna ao cemitério. Foi uma ocasião para cada um lembrar e fazer uma oração pelos seus familiares e amigos que já partiram, também eles membros desta comunidade, que deram o seu contributo para que ela seja o que é hoje.
Foto-reportagem: Dia da Freguesia
Foto-reportagem
Semana Cultural da Golpilheira - Dia da Freguesia
Mais pormenores na edição em papel deste mês...
Foto-reportagem: Moda Golpilheira 2012
Foto-reportagem
Desfile de Moda na Semana Cultural da Golpilheira
É já tradicional das semanas culturais da Golpilheira o desfile de moda da estilista Fátima Cruz. Nesta 19.ª edição, o programa cumpriu-se na noite de
sexta-feira, dia 16. O desfile contou com a colaboração da cabeleireira Sofia Alves e da linha de produtos Purah Style.
Na edição de papel deste mês poderá conferir mais pormenores sobre esta noite de especial colorido e beleza, que encheu o salão da
colectividade.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
19.ª Semana Cultural da Golpilheira
Nove dias de cartaz recheado...
Vai decorrer, de 10 a 18 de Novembro, mais uma Semana Cultural organizada pelo Centro Recreativo da Golpilheira.
Nesta, que é já a 19.º edição do evento, vai voltar a rechear-se o cartaz (ver última página) com muitas e variadas propostas para a formação, divertimento e convívio da população e de todos os que queriam visitar-nos.
A primeira noite será na véspera de S. Martinho, sábado, dia 10, motivo para abrir em festa, com um arraial popular no Casal de Mil Homens. Haverá castanhada, petiscos e boa pinga, com animação do rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, do CRG.
No dia seguinte, será o tradicional “Almoço +60”, oferecido pela colectividade às pessoas com mais de 60 anos, contando com a animação da turma de Ginástica Geriátrica do CRG.
O serão de segunda-feira, dia 12, a partir das 21h00, será reservado à música tradicional, com uma demonstração de concertinas. Para além de alguns músicos convidados, da Escola de Concertinas do rancho folclórico Rosas do Lena, da rebolaria, o palco estará aberto a todos os executantes deste interessante instrumento que queriam trazer a sua concertina e juntar-se à festa.
No dia 13, terça-feira, às 21h00, o convite é para uma conferência sobre temas de saúde, contando com a colaboração da Policlínica D. Nuno.
Novo debate no dia seguinte, quarta-feira, dia 14, às 21h00, desta vez sobre desporto. Terá como convidada especial a atleta Telma Santos, de Peniche, mas com muitos amigos na nossa colectividade. Recorde-se que Telma Santos fez história no badminton nacional nos Jogos Olímpicos de Londres deste ano, ao ser a primeira atleta portuguesa a vencer um jogo da modalidade. É campeã nacional 11 vezes e a segunda atleta feminina portuguesa a conseguir a participação no torneio olímpico de singulares.
Na quinta-feira, dia 15, a partir das 21h00, a música voltará a imperar, desta vez com o grupo “Tertúlia Quartet”. Trata-se de um quarteto de clarinetes formado por amigos com o interesse comum pela música e pela invenção de novas expressões do reportório de câmara e do jazz. Uma surpresa a não perder!
Também já tradicional destas semanas é a noite de sexta-feira, dia 16, em que a estilista golpilheirense Fátima Cruz mostrará, no desfile “Moda Golpilheira 2012”, as suas propostas para as próximas estações. É sempre uma noite de especial colorido e beleza, a encher o salão da colectividade.
No sábado, dia 17, haverá propostas diversas. Às 19h00 é a concentração dos pilotos e, às 19h30, será servido o jantar no Restaurante Etnográfico da Golpilheira, a anteceder a partida do 4.º Passeio de Todo-o-Terreno Nocturno “Anjos sobre Rodas”, onde os amantes da aventura motorizada poderão desfrutar das paisagens da região e testar a perícia da condução fora das estradas asfaltadas. Às 21h00, no salão da colectividade, haverá uma sessão de cinema infantil, com surpresas para os mais novos.
O domingo 18, será o “Dia da Freguesia”, uma iniciativa conjunta da Junta de Freguesia, Centro Recreativo, Comissões das Igreja de Golpilheira e São Bento, Jardim-de-Infância e Escola do 1.º Ciclo. Começa às 10h30, com o passeio pedestre “Golpilheira em Movimento”, que já foi prática mensal regular e que se pretende “restaurar” como hábito saudável que é e uma ocasião para desfrutar das belas paisagens golpilheirenses. Termina com o almoço no largo da Junta, seguido de uma tarde de convívio. Aí haverá porco no espeto, caldo verde, bebidas e petiscos variados, filhós e café da avó, doces, e até uma “feirinha” de produtos regionais. Para animar, estará presente a Trovantina, tuna académica do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), que promete ajudar ao consumo de cerveja…
A culminar o programa, um momento recolhimento, em que serão lembrados todos os golpilheirenses já falecidos. Estamos no mês das almas, em que se celebram as solenidades de Todos-os-Santos e de Fiéis Defuntos e será neste domingo, às 17h00, a celebração da Missa com Ofício de Defuntos na nossa freguesia, seguida de romagem nocturna ao cemitério. Será uma ocasião para cada um lembrar e fazer uma oração pelos seus familiares e amigos que já partiram, também eles membros desta comunidade, que deram o seu contributo para que ela seja o que é hoje.
Resta referir que alguns dos eventos ao ar livre poderão ser transferidos para a sede da colectividade, em caso de chuva, e lembrar que todos os nossos leitores são convidados a participar para o bom sucesso desta semana.
Luís Miguel Ferraz
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terça-feira, 30 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Festa de Nossa Senhora do Fetal
Foto-Reportagem:
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| 2012-10-06 Festa Senhora do Fetal (Iluminações de Caracóis) |
Este é um evento que dispensa apresentações. Com fama já internacional, a festa em honra de Nossa Senhora do Fetal atrai cada vez mais multidões, muito por causa de uma tradição que nos últimos anos tem vindo a ser cada vez mais "restaurada" e ampliada: as ruas iluminadas por candeias de azeite feitas com cascas de caracóis.
O Jornal esteve lá e partilha com os leitores as fotografias do cenário. Incluímos neste álbum dois pequenos vídeos, com muito fraca qualidade (feitos com máquina fotográfica), mas que ilustram um pouco do ambiente vivido.
Não esqueçamos, porém, que o fundamental desta festa é a celebração religiosa em honra de Nossa Senhora. Essa é a raiz, o motivo e o centro de tudo o resto. Mesmo que muitos dos participantes venham apenas para desfrutar do belo cenário nocturno e da festa de arraial, não podemos deixar de sublinhar esta matriz religiosa do evento.
A esse propósito, transcrevemos um bonito e interessante texto publicado pelo Dr. Júlio Órfão no Facebook, que partilhamos com os leitores que quiserem saber mais sobre esta festa:
Santuário de Nossa Senhora do Fetal, no Reguengo
Ultimamente muito se em falado, e bem, da festividade de Nossa Senhora do Fetal, com realce para as iluminações com as cascas de caracol. No entanto a motivação maior dessa festividade é, seguramente, de cariz religioso, tudo o resto é acessório mas complementar. Para os mais curiosos alguns apontamentos sobre a referida Ermida:- Ignora-se a época em que se aconteceu a aparição, bem como a data da construção da primitiva ermida, antes designada de Senhora da Fé, que acolheu a miraculosa imagem ali encontrada;
- Mais tarde em 1585 edificou-se um templo mais amplo e mais sumptuoso que passou a acolher numerosos peregrinos;
- O rei D. Duarte (1433-1438) confirmou uma provisão antiga da Confraria que autorizava a colheita de esmolas, para manter o culto;
- Teve o Santuário de Nossa Senhora do Fetal (título honorífico recebido das mãos do Papa Urbano VIII) dois capelães para atender os peregrinos e celebrar todos os dias duas missas e, por provisão de D. João III, era distribuído o Bodo aos confrades e mordomos;
- D. Maria I, por provisão de 1791, autorizou uma feira franca no 1.º domingo de Outubro;
- O Bispo de Leiria D. Manuel de Aguiar, aplicou no hospital que tomou o seu nome em Leiria, boa parte das ofertas feitas pelos fiéis ao Santuário e por isso mandou da Sé de Leiria para ali, a título de compensação dois artísticos altares com retábulos e colunas salomónicas, recentemente restaurados; (Pelo que observei falta ainda restaurar o cadeiral de madeira do imperador das Festas do Espírito Santo, encostado à parede do lado direito).
-Quanto à estátua da Senhora do Fetal, um monobloco de pedra que mede 38X12 cms, para alguns, na melhor das hipóteses, remontará ao século XVII, tendo sido objecto de uma pintura na década de 1680-90 ordenada pelo bispo leiriense D. José de Lencastre a um frade arrábido. Para outros, onde se inclui o Dr. Saul António Gomes que passo a citar, estamos perante a imagem gótica primitiva "muito provavelmente do último terço do século XVIII ou primeira metade do século XIV", não qualquer cópia.
Este prestigiado historiador considera ainda a hipótese desta imagem reguenguense poder corresponder à do orago de Santa Maria da Magueixa, cuja ermida é mencionada já em 1211 e em documentação medieva posterior, mormente no arrolamento das capelas da jurisdição de Santa Cruz de Coimbra de 1431.
Oxalá que esta leitura vos ajude, no próximo ano, a perceber e a desfrutar melhor toda a "ambiência" religiosa e não só, que rodeia aquela festividade.
Mercado do Século XIX na Batalha
Foto-Reportagem:
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| 2012-09-23 mercado sec xix |
Realizou-se no passado dia 23 de Setembro, na praça Mouzinho de Albuquerque, na Batalha, mais uma recreação de um mercado típico do século XIX, evento organizado pelo Município.
Estiveram presentes vários ranchos folclóricos, que animaram os presentes desde as 15h00 às 19h00. Havia produtos caseiros para todos os gostos, que, apesar da ameaça de chuva, foram adquiridos por imensos visitantes, nomeadamente, muitos turistas.
O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, como sempre, empresta uma beleza especial a toda a graciosidade que os ranchos folclóricos trazem ao centro da vila.
Esta é também uma forma de os ranchos folclóricos angariarem alguns fundos para fazer face às despesas no decorrer de cada ano.
Texto e fotos
Manuel Carreira Rito
500 anos da paróquia da Batalha: Fim-de-semana festivo
Foto-Reportagem:
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| 2012-09-14 a 16 Batalha 500 anos |
A paróquia da Batalha celebrou solenemente, no passado dia 16 de Setembro, os 500 anos da data da sua fundação (14-09-1512) por D. Pedro Gavião, Bispo da Guarda e Prior Mor de Santa Cruz de Coimbra.
Para além de outras iniciativas ao longo do ano, organizadas pela Junta de Freguesia local, o fim-de-semana de 14 a 16 de Setembro incluiu um vasto programa de celebrações, conferências, apresentação de livros e animação popular.
Na noite de 14 houve Missa na Igreja Matriz, seguida de uma conferência sobre “A paróquia no contexto da Nova Evangelização”, pelo Doutor José Manuel Silva Nunes, padre dominicano que é provincial da Ordem dos Pregadores em Portugal e professor da Universidade Católica Portuguesa.
Depois, seguiu-se um passeio pedestre histórico pela vila, terminando na praça Mouzinho de Albuquerque com convívio e animação musical, numa verdadeira enchente de multidão.
No tarde do dia 15, a Junta de Freguesia organizou uma sessão solene comemorativa da data, que abriu com o lançamento da obra “Junta da Batalha – Paróquia e Freguesia nos Séculos XIX e XX”, da autoria de Maria da Luz Moreira. José Travaços dos Santos, que colaborou nesta edição da Junta de Freguesia, sublinhou que esta obra será mais uma referência no estudo da história da freguesia da Batalha, revelando “alguns aspectos inéditos sobre os últimos dois séculos de vida desta freguesia, sede do termo do Concelho, desde a identificação dos seus territórios até à caracterização pormenorizada da sua evolução populacional”. A autora referiu na ocasião alguns desses aspectos, relacionados, sobretudo, o principal fundo documental das actas da Junta de Paróquia, a partir de 1385, “onde se podem perceber as questões mais importantes do seu desenvolvimento até aos nossos dias”.
Mas a História não ficaria por aí. Saul António Gomes, numa conferência alusiva a esta importante data, falou do trabalho que tem actualmente em mãos, a recolha documental da freguesia, desde a época medieval até ao século XVIII. A obra chegou a estar prevista para esta data, mas “a quantidade de documentos encontrados e o imenso trabalho da sua transcrição” obrigou a um adiamento da apresentação, num futuro próximo,. O que se pode esperar, referiu Saul Gomes, “é um riquíssimo espólio documental, não tanto sobre o Mosteiro e o centro histórico da vila, mas sobre toda a riqueza geográfica da freguesia, em cada um dos seus lugares”.
Na sessão foram ainda distinguidas as associações da freguesia, “pelo trabalho efectuado em prol do desenvolvimento humano, social, cultural e desportivo da Batalha aos longo dos últimos anos”, como sublinhou Germano Pragosa, presidente da Junta batalhense.
O presidente do Município, António Lucas, deu os parabéns à Junta pela forma como promoveu estas celebrações e à população da Batalha, “cujo desenvolvimento actual é uma prova do dinamismo que se iniciou e manteve ao longo destes 500 anos de história”.
O deputado batalhense Paulo Batista fez as honras do encerramento, com uma alusão ao momento difícil que atravessamos e que “a luz da história de cinco séculos de lutas vencidas nos dá confiança para atravessarmos novos desafios”.
No domingo, depois da celebração da Missa (ver texto nesta página), o Bispo diocesano, D. António Marto, participou na bênção e descerramento da uma placa que ficará junto ao edifício da Junta para memória futura desta efeméride dos 500 anos da paróquia.
Bispo diocesano presidiu à Missa da Santa Cruz
“Exaltar a Cruz é acto de esperança no Amor”
O ponto alto para a paróquia foi a Eucaristia dominical, ao orago da Exaltação da Santa Cruz, presidida por D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima.
Os fiéis que enchiam por completo o Mosteiro de Santa Maria da Vitória foram convidados pelo prelado a uma “peregrinação às raízes histórico-culturais que são as raízes da nossa alma”, onde se encontram “traços de identidade, de sabedoria, de humanismo e de progresso”, mas também a fé cristã que “deu alma e ânimo profundo, sentido de pertença a uma mesma família, comunhão de vida e de ideais a este povo ao longo sua história”. “Se a fé se mantém ainda viva nesta terra, se na sociedade secularizada não faltam sinais autênticos do Evangelho, devemo-lo a tantos homens e mulheres que nos ofereceram um testemunho autêntico e alegre de fé e amor, mesmo em tempos difíceis”, afirmou, sem deixar de referir as “gigantescas transformações culturais e sociais do nosso tempo” também a este nível. A actual perda de “identidade e pertença cristã e eclesial” e a “erosão da memória da fé” exigem “novo impulso e nova vitalidade” no anúncio cristão, “descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé”.
Referindo-se ao orago da paróquia da Batalha desde há 500 anos, D. António sublinhou que “a exaltação da Santa Cruz celebra a maravilha do mistério de amor que aí se revela” e deve levar o cristão a um acto de fé “na totalidade do Amor incondicional de Deus pelo homem”, a um acto de amor “de viver e comunicar aos outros a totalidade deste Amor”, e a um acto de esperança “na força deste Amor que renova o mundo”.
Concretizando esta orientação, no contexto da actual crise que é “a ponta do iceberg duma outra crise mais funda e profunda de ordem espiritual e moral”, o Bispo de Leiria-Fátima defendeu que a resposta deverá ser o “testemunho de uma fé viva, activa e transformadora do mundo”, nomeadamente, pelo “empenho social que se traduz em gestos de fraternidade, solidariedade, partilha e serviço ao bem comum”. Perante uma sociedade “completamente baralhada”, que “confunde a verdade com a mentira”, que “não sabe qual o seu futuro” e se vê “desprovida de ideais, de testemunhos de vida e de critérios de discernimento”, é cada vez mais necessário o “testemunho de santidade de vida no mundo para abrir caminhos de renovação que façam frente ao egoísmo e à corrupção”.
“Estamos a bater no fundo”, considerou o Pastor, apontando o dedo à mentalidade de que “tudo vale o mesmo”, de “meter tudo no mesmo saco”, de uma precariedade de vida em que “até o amor já tem prazo de validade como o produto dum supermercado”. Uma proposta de vida que leva os jovens a terem “medo do futuro e de assumir compromissos”, como o “medo de construir família por não terem horizontes largos de uma vida, mas simplesmente a curto prazo”.
É perante este cenário que “nós cristãos somos chamados a ser semeadores de nova humanidade”, afirmou o Bispo, indicando como “luz” e “bússula” os dez mandamentos “oferecidos por Deus”. À paróquia da Batalha, deixou o vibrante apelo a que esta “não seja uma efeméride passageira”, mas sim o ponto de partida para “um salto de qualidade na vivência da fé” e para “reforçar a adesão a Jesus Cristo e ao seu Evangelho”. “Não tenhas medo de dar testemunho de Cristo no mundo!”, pediu D. António, entregando cada paroquiano da Batalha à “materna solicitude” de Nossa Senhora da Vitória.
Textos e fotos
Luís Miguel Ferraz
II Encontro de Clássicos da Batalha
Foto-Reportagem:
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| 2012-09-01 Carros Clássicos |
Cerca de 175 veículos andaram pela vila da Batalha e arredores, nos dois dias do II Encontro Anual de Carros Antigos e Clássicos da Batalha, organizado pela empresa Victor Limousines. “Esperámos mais participantes, dado o número que já tínhamos registado no ano passado, mas a actual crise não ajudou a nossa proposta do encontro em dois dias, que ficou um pouco mais caro”, referiu o organizador ao nosso Jornal.
Ainda assim, Victor Moniz manifestou a sua satisfação por tanta gente ter andado pela Batalha e pelas regiões vizinhas, fomentando também o comércio local e os negócios dos muitos parceiros que conseguiu angariar para este evento. E garantiu desde logo que, para o ano terá de ser ainda maior, “nem que tenha de pôr as entradas grátis”, afirmou com o optimismo que lhe é conhecido.
As surpresas, espectáculos de rua, visitas a empresas, prémios, lautas refeições e muita animação foram prato forte nesta iniciativa, em que os veículos mais velhinhos foram as estrelas da companhia.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
História do Reguengo do Fetal em DVD e livro
Foto-Reportagem:
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| 2012-09-30 Reguengo DVD Livro Saul |
Festa dos Caracóis espera multidões
Como referimos em anteriores edições, a paróquia e freguesia do Reguengo do Fetal comemorou no passado dia 24 de Junho os 500 anos da sua criação. Foram já várias as iniciativas promovidas ao longo do ano para assinalar a efeméride e outras estão ainda para vir. Uma delas está em plena realização, a Festa em Honra de Nossa Senhora do Fetal, que a organização pretende que “seja ainda mais grandiosa” este ano.
O dia festivo é o primeiro domingo de Outubro, este ano a 7, sendo o principal atractivo as procissões com a imagem de Nossa Senhora do Fetal, iluminadas por milhares de cascas de caracóis alimentadas a azeite, que transformam as ruas e paisagens da freguesia num verdadeiro espectáculo de luz.
Mas começou já uma semana antes, na sexta-feira, conforme é tradição, com uma primeira procissão nocturna da igreja matriz ao Santuário de Nossa Senhora do Fetal, onde se faz uma saudação a Maria e se celebra a Eucaristia, seguindo-se a procissão de regresso, com a imagem que ficará no templo principal durante nove dias. É o primeiro teste à original iluminação.
No sábado da semana seguinte, dia 6 de Outubro, pelas 21h00, volta a acontecer nova procissão, em que se reconduz a Imagem da Virgem para o seu Santuário. Esta é a procissão mais concorrida, esperando este ano uma ainda maior multidão de participantes, muitos deles vindos de fora. É também aquela em que a população local mais capricha na iluminação do percurso e nos diversos desenhos e efeitos que se criam com as cascas de caracóis a servirem de candeias.
Caracóis em DVD
No passado dia 30 de Setembro, integrada neste evento, decorreu no Centro Paroquial do Reguengo uma sessão cultural em que foram apresentadas à populações duas importantes obras históricas sobre a sua freguesia.
A primeira é um DVD documental, produzido pela empresa Virtualnet, uma edição da Câmara Municipal da Batalha. Intitulado “Procissão dos Caracóis – Festa de Nossa Senhora do Fetal”, este DVD, com a duração total de 193 minutos, inclui ainda o documentário “Reguengo do Fetal – Memórias de uma Aldeia”.
Os protagonistas são os habitantes desta freguesia, que testemunham as suas tradições, o seu saber, a sua cultura peculiar. No centro das atenções está a referida “Festa dos Caracóis”, uma tradição que remonta aos séculos passados e que, “fruto de muito trabalho, da colaboração das diversas entidades e muitos particulares, tem sofrido um grande impulso nos últimos anos, que tem atraído ao Reguengo inúmeros visitantes”, refere a Junta de Freguesia local.
Documentos históricos
em livro
A segunda é um livro da autoria do historiador Saul António Gomes, intitulado “Reguengo do Fetal – Documentos Históricos”, editada pela Junta de Freguesia. Trata-se de uma obra que surge no seguimento e com a mesma linha editorial da que o autor apresentou em 2009, “Golpilheira Medieval – Documentos Históricos”, editada pelo Jornal da Golpilheira e o Município da Batalha.
“É um livro que reúne 260 documentos, entre 1175 e 1877, não só sobre a localidade do Reguengo, mas sobre todos os lugares que constituem esta vasta freguesia, que incluía até ao século XX a de S. Mamede”, referiu Saul Gomes na apresentação da obra. Segundo o autor, “fica à disposição dos que queriam revisitar a história local, desde as solidariedades familiares que a foram construindo, até ao imenso património natural e patrimonial que possui, sobretudo o importante centro de culto mariano que nos finais do século XVI concorria com a Senhora da Encarnação, em Leiria, e com o Santuário da Nazaré”. O historiador afirmou ainda que “este estudo sobre o Reguengo é fundamental para se compreender verdadeiramente a história da ocupação medieval destes territórios da Alta Estremadura”.
Texto e fotos
Luís Miguel Ferraz
domingo, 30 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Festas de S. Bento em honra de Nossa Senhora da Esperança
Nossa Senhora da Esperança foi mais uma vez lembrada com as festas em sua honra, em S. Bento, nos passados dias 18 a 20 de Agosto. A comissão foi constituída pelos naturais e residentes na freguesia da Golpilheira nascidos em 1977, que deram bem conta do recado, com um bonito arraial e um programa que mereceu a visita de várias centenas de pessoas durante estes dias.
A Missa e procissão solene pelas ruas do lugar teve bastante participação, este ano com a presença especial do padre João da Felícia, nosso conterrâneo missionário no Brasil, que já não estava connosco desde 2008. A animação coube à fanfarra “Os amigos da Maceira”.
O restaurante não teve mãos a medir, o bar e a tasca da caipirinha funcionaram em permanência, o café da avó esteve sempre lotado e a quermesse esgotou as rifas. No recinto, não faltaram os pares da dança, com animação, respectivamente, de “100 X€TA”, “FV Music” e “Zé Café e Guida”. O arraial contou ainda com a actuação do rancho “As Lavadeiras do Vale do Lena”, do Centro Recreativo da Golpilheira”, na tarde de domingo.
Comissão agradece
A Comissão de Festas de S. Bento 2012, constituída pelos nascidos em 1977, reconhece que a festa foi um sucesso e superou todas as nossas expectativas. Mas esse sucesso foi alcançado com colaboração de muitos. Agradecemos a todos os que colaboraram nos preparativos, aos que durante os três dias de festa trabalharam para que tudo corresse bem, aos patrocinadores e a todos aqueles que de qualquer outra forma colaboraram. Agradecemos também a todos os que ao longo dos três dias estiveram presentes.Agradecemos ainda a presença do nosso pároco, padre José Gonçalves, assim como do padre João da Felícia. Aproveitámos para dar o nosso contributo para a campanha do Jornal da Golpilheira, “Pão para as crianças do padre João”, oferecendo com muita alegria a quantia de 100 euros da Comissão de Festas, a que se juntaram 50 euros da Comissão da Igreja de S. Bento.
A Comissão de Festas de S. Bento 2012 entregou a bandeira aos nascidos em 1993, aos quais desejamos o maior sucesso para a festa do próximo ano.
Comissão de Festas de S. Bento 2012
Festas da Batalha 2012
Ver Foto-Reportagem
As Festas da Batalha deste ano, nos dias 11 a 15 de Agosto, voltaram a atrair à Vila Heróica vários milhares de pessoas. Ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos, as entradas nos serões musicais foram pagas, uma medida anunciada pelo Município como forma de permitir a continuidade das festas em tempo de austeridade.
De entrada gratuita foi apenas a primeira noite, reservada à XXVII Gala Internacional de Folclore da Batalha, organizada pelo rancho Rosas do Lena e que, este ano, contou com os convidados Grupo de Música e Danças “Tradiciones” (Venezuela), Rancho Folclórico de Silvares (Fundão – Beira Baixa), Grupo Folclórico “Utauta” (Lituânia), Rancho Regional das Lavradeiras de Carreço (Viana do Castelo – Alto Minho), Grupo Folclórico “Atabara” (Tenerife – Espanha) e Grupo “Cossacos do Volga” (Samara – Rússia). Uma noite de beleza e variedade etnográfica, apreciada por alguns milhares de pessoas que encheram o Largo do Condestável, junto à estátua equestre de São Nuno Álvares Pereira, tendo o Mosteiro de Santa Maria da Vitória como cenário.
O cartaz das noites seguintes trouxe ao interior do antigo campo de futebol quatro artista do panorama nacional. Embora com alguma diferença de bilheteira, o público correspondeu, apesar da anunciada lotação de 15 mil pessoas ter ficado por esgotar. Os números oficiais adiantados pelo Município revelam que estiveram presentes 2750 espectadores no concerto de Mickael Carreira, 4000 no de Pedro Abrunhosa & Comité Caviar, 500 no de Suzana e 8500 no de Tony Carreira.
Mas outras iniciativas marcaram estes festejos de Agosto, como V Mostra de Actividades Económicas do Concelho, que ocupou o largo Cónego Simões Inácio, e alguns jogos e animações de rua, sobretudo nos dias 14 e 15. No primeiro, Dia do Município, o destaque foi para as cerimónias protocolares no Mosteiro, ao final da manhã, e o sempre muito concorrido encontro de emigrantes, ao final da tarde. No segundo, feriado municipal, o rei foi o atletismo com a realização das provas “Mestre de Avis” e Batalha Jovem” (ver pag. 7).
Ainda no âmbito destas festas, voltou a organizar-se o “Torneio de Futebol São Nuno de Santa Maria”, que colocou frente a frente as equipas representantes das quatro freguesias do Concelho. A vencedora deste este ano foi a equipa do Reguengo do Fetal, ficando São Mamede em 2.º lugar, a Batalha em 3.º e a Golpilheira, vencedora do ano passado, em último.
Feira de Stocks na Batalha: União de comerciantes foi sucesso
Um grupo de comerciantes da Batalha uniu esforços para organizar a I Feira de Stocks da Batalha, que decorreu nos dias 4 e 5 de Agosto, na praça central da Célula B. O principal objectivo era “escoar algum stock e dinamizar o comércio local numa época em que a crise diminuiu as vendas”, referia a organização. E a verdade é que foram muitos os consumidores que aproveitaram os descontos oferecidos, alguns até aos 70%, em produtos tão variados como vestuário, calçado, acessórios, artigos de beleza, papelaria, decoração e até serviços de cafetaria e restauração, cabeleireiro e estética, lavandaria, ortopedia, informática e viagens, etc.
Com o bónus da animação de rua e de actividades para as crianças, o ambiente que se instalou na praça durante os dois dias foi muito interessante, até pelo convívio que proporcionou entre os próprios empresários que participaram na iniciativa. E, quanto a resultados, os comerciantes que entrevistámos na ocasião, muitos dos quais naturais da Golpilheira, foram unânimes em reconhecer que a ideia tinha sido um sucesso e que superou as expectativas, não só pelo número de visitantes, mas também pelo volume de vendas registado.
É um claro exemplo de como é importante ser criativo e não baixar os braços em momentos de maior dificuldade para o negócio. E também de que é verdadeiro o ditado “a união faz a força”.
LMF
Festa na Golpilheira em honra do Senhor Bom Jesus dos Aflitos
Veja a nossa foto-reportagem
A comunidade da Golpilheira festejou o seu padroeiro, Senhor Bom Jesus dos Aflitos, nos dias 28, 29 e 30 de Julho. Três dias de convívio, alegria e celebração, com a responsabilidade da comissão a ser assumida pelos nascidos em 1972.
Tudo esteve ao melhor nível, desde a preparação à realização dos festejos, que receberam muitas centenas de pessoas nos vários dias de arraial, mas também na Missa e na procissão solene, que contou com a animação musical da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários da Batalha.
Como já é apanágio deste evento, o restaurante funcionou a todo o vapor, o bar e o café da avó estiveram sempre ocupados e a quermesse e outros jogos não tiveram falta de movimento. Este ano, a Comissão apresentou uma novidade que foi também um sucesso, uma tasca com esplanada onde se serviram petiscos como caracóis e caranguejos.
Nestas festas têm especial relevo os jogos tradicionais, como a corrida de frangos e a quebra de panelas, e a sempre muito animada corrida de cântaros, na última noite.
Os serões foram sempre animados, com a actuação de “Banda Kayene”, “Zé Café e Guida” e “Banda Selexção”, respectivamente. Passaram ainda pelo palco, o rancho “As Lavadeiras do Vale do Lena”, do Centro Recreativo da Golpilheira, e o grupo de Ginástica Geriátrica da colectividade, que proporcionaram uma tarde domingueira muito animada e atlética à assistência.
No último dia, a bandeira foi passada à Comissão do próximo ano, contituída pelos respectivos “quarentões”, nascidos em 1973.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
domingo, 26 de agosto de 2012
Incêndio destruiu armazém da Viplás na Golpilheira
Uma enorme coluna de fumo negro rasgou o céu azul da Golpilheira,
na tarde de sábado 25 de Agosto de 2012, por volta do meio dia. A origem foi
rapidamente identificada num dos pavilhões da empresa Viplás, no Casal de Mil
Homens.
A proximidade de outras indústrias e de algumas casas de
habitação gerou algum temor na população local, mas o trabalho dos bombeiros
foi eficaz na circunscrição do incêndio e na extinção das chamas. “O incêndio foi
comunicado às 12h09 e foi dado como extinto às 13h00”, afirmou na ocasião o
comandante Carlos Guerra, do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de
Leiria, adiantando não ser possível indicar no imediato uma causa concreta para
a sua origem.
Segundo a mesma fonte, no local estiveram 30 veículos e 96
bombeiros de nove corporações: Batalha e secção de S. Mamede, Maceira, Leiria (voluntários
e municiais), Juncal, Ortigosa, Marinha Grande e Porto de Mós. Com a ajuda de
um veículo da vizinha Eco Collippo e de outras máquinas de empresas da
freguesia, a rápida e numerosa resposta dos bombeiros garantiu que o fogo ficasse
confinado à empresa vitimada com este desaire.
Ainda assim, um dos pavilhões ficou completamente destruído
e dois contíguos sofreram avultados danos. A parte mais afectada continha,
sobretudo, algumas centenas de caixas de plástico ali fabricadas, destinadas ao
mercado de frutas e legumes. A matéria-prima e o grosso da maquinaria de
laboração estavam em armazéns menos atingidos, mas dada a exposição às altas
temperaturas e à água bombeada, precisarão de posterior verificação para aferir
os verdadeiros prejuízos causados.
O presidente do Município da Batalha, António Lucas,
acompanhou as operações no local e, em declarações à imprensa, lamentou o
incidente que “afectou uma importante empresa desta freguesia, onde trabalham cerca
de duas dezenas de pessoas”. O autarca afirmou que “o fundamental neste momento
é criar condições para que se possa retomar rapidamente a laboração normal, até
porque tem muito trabalho encomendado”, e confidenciou que o proprietário já lhe
tinha afirmado a sua “intenção e motivação” de recuperar o mais rapidamente
possível as estruturas danificadas.
Tanto o comandante Carlos Guerra como o presidente António
Lucas sublinharam, ainda, o facto de “felizmente não se ter registado qualquer
ferido, seja dentro da fábrica, seja entre o corpo de bombeiros”.
Luís Miguel Ferraz
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