segunda-feira, 25 de junho de 2012

Há 14 que se faz: Jantar “Campeões de 97/98”





Decorreu no passado dia 9 de Junho este tradicional convívio, que vai no seu 14.º ano. A organização deste ano esteve a cargo do Paulo Rito, Zeca e José Felício.
Infelizmente, daqueles que partilharam aquela brilhante vitória, alguns já partiram. Partiram, mas não foram esquecidos. Fez-se uma romagem ao cemitério da Golpilheira, onde se rezou e se colocaram flores nas campas de Joaquim Almeida, Júlia e Adriano Santos.
Depois desta simples homenagem, fomos para o Restaurante Etnográfico do C. R. Golpilheira, onde foi fornecida uma excelente refeição. Houve tempo para conversar, recordar alguns momentos caricatos daquela finalíssima, no antigo Estádio Dr. Magalhães Pessoa.
Foi um serão de muito convívio e muita amizade. Após a distribuição das lembranças e do discurso dum representante da organização, foi altura de fazer as contas à moda do Porto. Para o próximo ano, os responsáveis por este convívio são o Álvaro Rito e o Jorge Rito.
MCR

Veteranos de Futebol 11 da Golpilheira organizaram III Torneio Amizade




Realizou-se no passado dia 16 de Junho o III Torneio da Amizade, organizado pela secção de Veteranos do Centro Recreativo da Golpilheira, com a participação das equipas de Trujillo (Espanha), Régua, Concha Azul e equipa anfitriã. O evento contou com o apoio do Município da Batalha e da Junta de Freguesia da Golpilheira. 
Os jogos foram disputados no Municipal Sintético da Batalha, com grande desportivismo por todos os atletas e com as equipas bastante equilibradas. No primeiro jogo, a Régua ganhou por 4-1 à Concha Azul. No segundo, a Golpilheira impôs igual resultado a Trujillo. O jogo de disputa pelo 3.º e 4.º lugares terminou empatado a 1 bola, tendo ganho Trujillo nas grande penalidades, com 4 golos contra 3 da Concha Azul. Na final, a Golpilheira também terminou empatada por 1-1 com a Régua, sagrando-se vencedora nas grandes penalidades, também por 4-3. Os guarda-redes foram, portanto, elementos fundamentais da decisão. As equipas de arbitragem também estiveram à altura deste torneio.
Foi uma excelente manhã de convívio, onde não faltaram as bifanas e a tradicional imperial. Depois dos jogos, dirigimo-nos para o salão de festas da nossa colectividade, onde nos esperava o almoço. Aperitivos, sopa da pedra, bebidas, onde a imperial era rainha, porco no espeto, fruta e sobremesas.
Depois de bem tratados chegou a altura da entrega dos troféus e outras lembranças. Para a entrega destes troféus, estiveram presentes o presidente da Câmara da Batalha António Lucas, o vereador Carlos Henriques, Rui Cunha da secção cultural do Município, Carlos Santos, presidente da Junta da Golpilheira, e a direcção dos Veteranos. Foram chamados ao palco um responsável de cada equipa, que foram unânimes em afirmar que tinham sido bem recebidos e bem tratados e que esperavam retribuir quando os visitássemos.
Antes de terminar, António Lucas agradeceu a presença das três equipas convidadas, em especial a de Trujillo, concelho com o qual a Batalha está geminada há 20 anos. Salientou as novas amizades que se criam nestes encontros, importantes para a vida de cada um. Por fim, desejou que todos tivessem uma boa viagem de regresso.
Manuel Carreira Rito

Feira de ATL da Batalha




“Povos e Culturas do Mundo”


Insufláveis, caracterização facial, oficinas de pintura e trabalhos manuais, jogos tradicionais, música e muita animação foram os ingredientes de mais uma Feira de ATL, que decorreu no domingo 17 de Junho, na praça Mouzinho de Albuquerque, este ano com o tema “Povos e Culturas do Mundo”.
Desde há oito anos, esta é uma organização conjunta da rede concelhia de Actividades de Tempos Livres (ATL) e do Município da Batalha, onde se festeja em conjunto o final de mais um ano lectivo e se promove a partilha de experiências entre os vários centros de ATL, a saber: Brancas, EB1 Batalha, Casais dos Ledos, Quinta do Sobrado, Rebolaria, Reguengo do Fetal, Faniqueira, Centro Escolar, Jardim de Infância da Golpilheira, EB1 Golpilheira, Torre, S. Mamede e Casal Vieira.
Todos eles tiveram oportunidade de passar pelo palco a mostrar a suas artes musicais e dançantes. E nas barraquinhas várias eram as propostas de jogos, concursos e também de mostras dos seus trabalhos artísticos.
O programa ficou completo com a actuação da banda “Metamorphosis” e com a transmissão em ecrã gigante do jogo do Euro 2012 entre Portugal e a Holanda, com a nossa vitória a coroar de festa este dia.

Chegaram as férias grandes




Encerramento do ano lectivo


A chegada das férias grandes, no final de mais um ano escolar, é um momento sempre aguardado pela pequenada. Por isso, é normal que esta festa de fim de ano tenha um sabor especial, já a adivinhar os dias de sol que aí virão, os passeios, jogos e muitas brincadeiras.
Mas a festa, no passado dia 15 de Junho, foi ainda tomada muito a sério, com uma mostra de ginástica artística, muita música, dança, fantoches, teatro e outros talentos a passarem pelo palco e a conquistarem os aplausos do salão, repleto de familiares e amigos.
Um momento sempre especial é a entrega de pastas aos “finalistas” do 4.º ano, que se despedem desta escola e irão no próximo ano para outro patamar da sua formação. Trajados a rigor, de capa e chapéu, receberam os parabéns da professora e um diploma de bom aproveitamento.
No final, os pais ofereceram aos professores e auxiliares uma lembrança de agradecimento pelo seu trabalho durante o ano, e todos conviveram à volta da mesa recheada de petiscos que trouxeram para partilhar.

Bicicletas antigas invadiram a Batalha




Junta de Freguesia organizou


A vila da Batalha foi invadida, no passado dia 10 de Junho, pela I Concentração de Bicicletas Antigas. A iniciativa foi da Junta de Freguesia da Batalha, inserida no âmbito das comemorações dos 500 anos da criação da paróquia e freguesia, e apesar do tempo chuvoso ao início da manhã, contou com 323 participantes inscritos.
Depois da concentração junto ao pavilhão multiusos, a comitiva partiu em passeio pelas Cancelas, Brancas, Arneiro e parou para um reforço de energias na Golpilheira, junto à colectividade. Depois, regressou ao ponto de partida, pela zona ribeirinha do Lena, concluindo com entrega de prémios e almoço de porco no espeto oferecido aos “atletas”.
Para além do convívio e da oportunidade para apreciar as paisagens naturais da região, esta foi também uma interessante mostra cultural, não só pelas relíquias de duas rodas que apareceram, mas também porque muitos participantes fizeram questão de envergar trajos tradicionais e equipar os veículos com alfaias agrícolas e outros adereços usados na altura em que este era um meio de locomoção diário dos nossos antepassados.
Houve prémios para os melhor trajados, para os que vieram de mais longe (perto de Esposende), e para a bicicleta mais antiga, uma preciosidade da marca Quadrant, de 1890, com um curioso travão de calços.  LMF

Jantar de encerramento da época das Escolas de Futebol do CRG





A secção de Escolas de Futebol do CRG organizou um jantar de encerramento da época desportiva, no passado dia 9 de Junho, com a presença de todos os atletas benjamins e sub-13, treinadores, equipas técnicas, pais e familiares.
Depois da agradável refeição, o presidente desta secção, José Carlos Nunes, agradeceu o trabalho que todos desenvolveram durante a época, a começar pelos pequenos atletas e seus treinadores e passando pelos pais e outros amigos que os acompanharam.
Deu depois a palavra aos treinadores, Luís Rito dos benjamins, Nuno Bagagem e Tiago Teixeira dos sub-13, que também manifestaram o seu contentamento pela forma como decorreu a época e anunciaram para o próximo ano a continuação dos benjamins e a formação de uma equipa de iniciados, pois não teremos número suficiente para uma equipa sub-13. “Será um esforço maior para os mais novos, mas terão também oportunidade de aprender mais e adaptar-se melhor a este escalão no futuro”, sublinhou o treinador Nuno Bagagem.
No final, todos os miúdos receberam uma lembrança desta época e o presidente da colectividade, Belarmino Videira, reiterou o agradecimento a todos os que estiveram envolvidos durante o ano na formação desportiva destes jovens e pediu aos pais que continuem a apoiar cada vez mais esta secção, para ajudar à construção do futuro destes jovens.

Benjamins do CRG chegaram à fase final do Torneio no Pilado e Escoura





A equipa de benjamins do Centro Recreativo da Golpilheira foi convidada para participar no II Torneio de Benjamins do CDR Pilado e Escoura, que juntou 14 equipas nos dias 9, 10 e 16 de Junho.
Na primeira fase, a nossa equipa perdeu um, empatou outro e venceu o último do seu grupo, tendo passado às fases finais pela diferença de golos. E aí perdeu por 2-1 com a equipa dos Marrazes.
Mas mais importante do que os resultados foi a oportunidade para praticar o futebol, para aprender mais um pouco e para o convívio com outros atletas. Isso mesmo salientou no primeiro dia o futebolista Bilro, ex-jogador da União de Leiria que foi o patrono deste evento desportivo. “É importante aprender a jogar bem, tentar imitar os melhores e chegar mais longe, mas o mais importante é crescer como pessoas, respeitar as regras, os colegas e outros elementos do jogo e, sobretudo, divertirem-se no campo”, resumiu Bilro numas breves palavras que dirigiu aos participantes antes do início do torneio.

Encerramento da época no Estádio Magalhães Pessoa: Benjamins distritais em festa





À semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, a Associação de Futebol de Leiria promoveu uma festa de encerramento da época desportiva para as equipas distritais de infantis, no passado dia 3 de Junho.
O palco foi o estádio municipal de Leiria, que recebeu centenas de jogadores das escolinhas e muitos adeptos, familiares e amigos numa verdadeira tarde festiva, onde não faltou a equipa da Golpilheira.
Os torneios proporcionaram a todos dois jogos no campo relvado, mas o principal ponto de interesse foi o convívio entre os pequenos atletas, cujo desfile final encheu por completo a pista em redor do recinto de jogo.

Santíssima Trindade na Batalha: Festas com sabor a 500 anos




Tal como referimos na passada edição, as Festas da Santíssima Trindade tiveram este ano um especial significado, estando a decorrer as comemorações dos 500 anos da criação da paróquia da Batalha.
As comunidades responderam ao convite a uma participação mais activa e empenhada, especialmente visível pela presença na procissão das imagens dos padroeiros de todas as igrejas, para além das habituais bandeiras que representam também as instituições paroquiais. Podemos dizer que foi uma grande manifestação pública de fé do nosso povo e também da união das várias localidades que constituem esta Igreja batalhense.
No cortejo final, estiveram também cerca de três dezenas de andores e ofertas, com os tradicionais bolos de ferradura e acompanhados pelo pão para oferta. Não faltaram as pequenas merendeiras para atirar do alto do Carvalho do Outeiro sobre as cabeças da multidão. Uns esforçam-se para as apanhar, outros apanham com elas sem o esperar, mas é de facto um momento de diversão a meio do longo percurso.
As ofertas já foram mais, mesmo em anos mais recentes, diziam algumas pessoas. Mas também já foram muito menos, sobretudo até há uns cinco anos atrás. De qualquer forma, formaram um longo cortejo, a lembrar o brilho que estas festas tiveram em tempos mais remotos, quem sabe se não desde os inícios da paroquialidade, há cinco séculos…
A celebração eucarística, ponto central de toda a festa, foi presidida por monsenhor Luciano Guerra, concelebrada pelo pároco José Ferreira e o padre Raul Carnide, e participada por várias centenas de fiéis de toda a paróquia. Foi também solenizada, com especial preparação do grupo coral, constituído por membros de vários grupos das nossas comunidades, também da Golpilheira.
A imperatriz deste ano foi Catarina Alexandra Pragosa, que assumiu estar à frente de um numeroso grupos de colaboradores, voluntários e prestadores de serviços, para que tudo corresse pelo melhor. Assim, também o arraial correspondeu ao ambiente de convívio alegre entre as pessoas, com restaurante permanente, tascas de jogos, quermesse, café da avó e petiscos, tendo sido também reforçado o programa de animação com espectáculos de música popular todas as noites.
A principal enchente verificou-se, como esperado, na noite de domingo, no espectáculo do famoso artista Quim Barreiros. Mas também o duo Fronteira, no sábado, e o acordeonista Virgílio Pereira, na segunda-feira, animaram dois bons serões de dança e música popular. Destaque, ainda, para a participação na procissão, no cortejo e num concerto no arraial da Banda Filarmónica Avelarense, para o espectáculo de música tradicional do grupo batalhense Sons do Lena, e para o festival de folclore com o Rancho Rosas do Lena e o Grupo Etnográfico do Pessoal dos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Nota final para os prémios que são atribuídos às cinco melhores ofertas do cortejo. Este ano ficaram assim distribuídos: 1.º Carlos Silva Patrocínio (Jardoeira), 2.º Rancho Rosas do Lena (Rebolaria), 3.º Artur Jorge Monteiro (Golpilheira), 4.º Alberto Sousa Moreira (Rebolaria) e 5.º Maria Emília Jordão (Arneiro).
Luís Miguel Ferraz

Encerramento(s) do mês de Maria




Tradição esmorecida


A Comissão da Igreja da Golpilheira organizou a oração do terço nos domingos de Maio e o encerramento do mês de Maria no passado dia 27 de Maio. Cerca de cinquenta pessoas participaram na oração do terço na igreja e fizeram depois uma pequena procissão de oferendas, seguindo-se o leilão e o lanche de convívio onde o prato forte foi o carapau assado.
A Comissão de S. Bento organizou também a reza do terço naquela igreja nos domingos de Maio e agendou a festa do encerramento para o próximo dia 1 de Julho, também com cortejo e leilão de ofertas e uma merenda de convívio.
Esta é a notícia. Os comentários estão feitos no editorial.

FIABA | Muita gente, mas artesãos “notam” a crise





O melhor artesanato, gastronomia... e animação

Mais uma FIABA passou, com muito público a apreciar a mostra de artesanato, a saborear a boa gastronomia regional e a divertir-se com o programa de animação.
Apesar de as tasquinhas terem funcionado com a habitual afluência, alguns artesãos com quem falámos afirmam que a crise se fez notar bastante. As pessoas continuam a ver e a mostrar interesse, mas compram menos. Resta-nos esperar que este ciclo passe. Ainda assim o balanço é positivo, com o recinto a receber vários milhares de pessoas, sobretudo no fim-de-semana.
Na tasca da Golpilheira, o movimento estes sempre em alta nas várias refeições, com o serviço a ser assegurado pela secção de Veteranos de Futebol 11 da nossa colectividade. A nossa freguesia esteve também presente na animação, nomeadamente, com a demonstração de dança hip-hop da Escola de Dança do CRG, na tarde de sábado, e a actuação do rancho “As Lavadeiras do Vale do Lena”, na tarde de domingo.

Fabrico do Papel em Figueiró dos Vinhos no séc. XVII


Livro apresentado em Leiria



Já falámos nesta rubrica do livro “O Fabrico do Papel em Figueiró dos Vinhos no séc. XVII”, de Miguel Portela, lançado no passado mês de Março. A obra foi apresentada, no passado dia 9 de Junho, no Moinho do Papel, em Leiria
O vereador da Cultura do Município de Leiria, Gonçalo Lopes, sublinhou a importância deste estudo para a história do Distrito e do País, e chefe de gabinete do presidente do Município, Acácio de Sousa, enfatizou o trabalho deste autor “enquanto elo de ligação entre o Norte e o Sul do distrito de Leiria, dando a conhecer os valores, a história e o património destas duas regiões e contribuindo assim para a divulgação da sua cultura e das suas potencialidades”. Uma importante “missão cultural” que foi também referida por Carlos Lopes, vereador da Câmara de Figueiró dos Vinhos.
Na sua apresentação, Miguel Portela referiu que a sua obra “documenta a história da indústria portuguesa, num contexto nacional de momentos de impulso tecnológico específicos e localizados em regiões como a que envolve Figueiró dos Vinhos e os concelhos vizinhos”. É também a “história dos empreendedores e das empresas criadas no séc. XVII, numa área de tecnologia arriscada e complexa, mas de grande valia para o reforço da indústria nacional, como era o fabrico do papel”.
Sem estudos anteriores conhecidos, o fabrico do papel em Figueiró dos Vinhos prolongou-se por várias gerações e constituiu uma das formas de investimento económico na região, demonstrando a visão da época, no aproveitamento das apetências que os recursos naturais e a geografia proporcionava. Esta actividade industrial coexistiu, em paralelo com as Ferrarias da Foz de Alge, também em Figueiró dos Vinhos, empreendimento de grande vulto para o país restaurado do séc. XVII, que mobilizou técnicos estrangeiros e nacionais e investimentos consideráveis.
O livro de Miguel Portela demonstra todos estes factos através de documentos inéditos e de descrições circunstanciadas nos respectivos espaços e no decurso da existência dos meios de fabrico e dos fabricantes de papel de Figueiró dos Vinhos.

Declaração de Amor à Língua Portuguesa


Redacção

Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”, “em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito.”O Quim está na retrete” : “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela, mas “na retrete” é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.
No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo, lugar etc., conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um “complemento oblíquo”. Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo “complemento oblíquo”, já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex nenhum, o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento, e os verbos de evento podem ser instantâneos ou prolongados, almoçar por exemplo é um verbo de evento prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas sobremesas). E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há o determinante e o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções contínuas correlativas. Estão a ver? E isto é só o princípio. Se eu disser: Algumas árvores secaram, “algumas” é um quantificativo existencial, e a progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do enunciado seguinte e assim sucessivamente.
No ano passado se disséssemos “O Zé não foi ao Porto”, era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa.
No ano passado, se disséssemos “A rapariga entrou em casa. Abriu a janela”, o sujeito de “abriu a janela” era ela, subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?
A professora também anda aflita. Pelo vistos no ano passado ensinou coisas erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a autora da gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames somos nós. É uma chatice. Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo excepto em português, que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de gramar até ao 12º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho demasiado parvas. Por exemplo, o que acham de adjectivalização deverbal e deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer. Dão um trabalhão e depois não servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a começar por t, com 6 letras e a acabar em “ampa”, isso mesmo, claro.)
Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa. Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou: a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas, parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas. Livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens, ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece, porque já sei que de qualquer maneira vou ter zero.
E pronto, que se lixe, acabei a redacção - agora parece que se escreve redação. O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impor a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.
E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.
João Abelhudo, 8º ano, turma C (c de c…r…o, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática)
In: http://observatorio-lp.sapo.pt 

Padre João vai estar cá estas férias


Carta das famílias da Bahia aos amigos de Portugal


O padre João Monteiro da Felícia, nosso conterrâneo missionário da Consolata no Brasil, já está em Portugal para algumas semanas de férias, onde ficará até ao mês de Setembro. Vai aproveitar para descansar e também para formação, sobretudo, em Lisboa e Fátima.
Por correio electrónico, já nos confirmou que virá visitar a sua terra natal, a Golpilheira, talvez por ocasião das festas da nossa comunidade.
Como ele nos tem dito, continua a enviar uma parte dos donativos que lhe enviamos para S. Paulo, partilhando com a sua antiga paróquia de Jaguarari. Foi daí que nos trouxe uma “carta das famílias da Bahia aos amigos de Portugal”, que nos é dirigida e que passamos a transcrever:
É com muita alegria que nós, que fazemos parte da equipe solidária Paróquia São João Batista de Jaguarari – Bahia vos saudamos.
Queremos agradecer a todos vocês pela colaboração dada com muito carinho às nossas crianças e famílias, pois com a vossa colaboração distribuímos as cestas básicas, tirámos estas famílias da FOME e de DOENÇAS.
As famílias agradecem, mas também nós queremos em nome delas agradecer a vocês. E também agradecer ao nosso querido e irmão Santo Padre João Monteiro da Felícia, que veio para o nosso meio nos trazer alegria e tirar as famílias da miséria, juntamente com a contribuição de vocês.
Se não fosse esse nosso irmão a nos ajudar, como estariam essas famílias? Ainda precisando de ajuda de todos. Junto ao agradecimento vai também a nossa oração por todos vocês e que Deus nosso pai criador lhes dê tudo em dobro.
O padre João, neste 2.º semestre aqui no Brasil, nos ajudou com a quantia de 800 reais (c. 300 euros), o que dá mais ou menos uns 1.650 reais (c. 600 euros) ao ano. Isto vem acontecendo desde que o P. João nos está ajudando.
Agradecemos não só pelo dinheiro e pela ajuda que vocês todos nos dão, mas, pela caridade que fazem com este povo tão carente de nossa cidade que precisa muito de ajudas solidárias como estas.
Temos a certeza que a vossa generosidade vai ainda continuar. Pedimos a Nossa Senhora de Fátima que proteja todos vocês. Aqui rezamos muito por vocês. Não vos esquecemos.
Atenciosamente,
Equipe de caridade
Paróquia São João Batista de Jaguarari Bahia

180 - Fotos do mês


180 - Tintol & Traçadinho


domingo, 24 de junho de 2012

Livros, jogos e tudo à volta…


Decorreu entre 5 e 10 de Junho, na praça Mouzinho de Albuquerque, a XI edição da Feira do Livro e do Jogo da Batalha, iniciativa que contou com a participação de 7 livrarias, representantes de mais de 25 editoras do País, e uma tenda de venda de jogos, a representar algumas das marcas mais conceituadas do mercado nesta área.
Este certame é também marcado por uma diversa oferta de animação cultural, este ano com a participação do contador de histórias Jorge Serafim e dos grupos “Teatro ao Largo” e “NKT Rei sem Roupa - Associação Cultural”. A presença do Teatro Pandora no domingo foi cancelada devido ao mau tempo.

UNESCO e “Fio da Memória”

Na tarde de sábado, houve ainda lugar para a cerimónia de entrega do certificado de pertença da Biblioteca da Batalha à Rede de Bibliotecas Associadas da UNESCO (ver notícia ao lado) e para a inauguração da exposição “A UNESCO em Cartazes”, que ficará patente na galeria Mouzinho de Albuquerque até ao dia 23 de Junho. Uma mostra que permite percorrer toda a história desta importante instituição de educação, cultura e ciência mundial, criada em 1945.
Na mesma ocasião foram ainda divulgados os vencedores da 4.ª edição do concurso literário “O Fio da Memória – O Conto”, dirigido aos alunos dos 2.º e 3.º ciclo e secundário do concelho da Batalha, bem como a apresentação do livro onde se reúnem os contos premiados da edição de 2010.

Rede de Bibliotecas da UNESCO

Nesta feira do livro, a Biblioteca Municipal da Batalha recebeu das mãos da Comissária Nacional da UNESCO, Manuela Galhardo, o diploma de integração na Rede de Bibliotecas Associadas da UNESCO, como reconhecimento do seu trabalho em prol “da cultura, dos valores da cidadania e ainda da inovação de alguns projectos implantados no concelho e na região”.
Criada internacionalmente em 1985, esta Rede visa a promoção da leitura e do livro como ferramentas essenciais para o desenvolvimento do saber, do entendimento e da cooperação internacional. Segundo Manuela Galhardo, “as bibliotecas associadas da UNESCO constituem-se como o meio ideal para a disseminação do conhecimento, desempenhando, por essa razão, um papel fundamental na difusão da informação e no combate à iliteracia”.
Para Cíntia Silva, vereadora da Cultura do Município, esta distinção “é um motivo de orgulho para todos os batalhenses e um sinal claro da dinâmica em prol do livro e da cultura que esta biblioteca regista há anos”.
Como exemplos, refiram-se projectos como o Biblioclube 24 (máquina que empresta livros 24 horas por dia, 365 dias por ano), os percursos diurnos e nocturnos da Biblioteca Itinerante, os diversos projectos de acessibilidade à leitura aprovados pela Fundação Calouste Gulbenkian, a promoção de conferências e sessões temáticas ou a realização desta Feira do Livro e do Jogo.

PLIP - Leitura Inclusiva Partilhada

Nesta edição da Feira do Livro e do Jogo, a Biblioteca Municipal, em parceria com as bibliotecas do agrupamento e com a rede de bibliotecas escolares da Batalha, voltou a apresentar o seu projecto “PLIP – Projecto de Leitura Inclusiva Participada”. Iniciado em 2011, tem por objectivo levar a leitura a todos, incluindo pessoas com incapacidade ou necessidades especiais, ao mesmo tempo que “dá nova vida aos livros que se encontram nas estantes das bibliotecas”.
Para este ano, foi apresentado um conjunto de materiais a disponibilizar nas bibliotecas, sobre a obra “Uma questão de azul-escuro”, da autoria de Margarida Fonseca Santos, que inclui os formatos acessíveis do braille, alto-relevo, áudio-livro, vídeo-livro, língua gestual portuguesa, entre outros.
Na ocasião, foi apresentada esta mesma história pela turma do 8.º D do Agrupamento de Escolas da Batalha, que trabalharam a sua encenação na disciplina de Teatro orientada pela professora Natália Pereira.



sábado, 23 de junho de 2012

Ensemble Vocal Cappella Duriensis


No Mosteiro da Batalha


Tal como já referimos na última edição, o Festival Musica em Leiria voltou a inserir o concelho da Batalha nos palcos da corrente edição. Para desfrutar da oferta deste grande evento regional, poderá aproveitar ainda o concerto do consagrado agrupamento Ensemble Vocal “Cappella Duriensis”, do Porto, com direcção de Jonathan Ayerst. Terá lugar no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, no dia 24 de Junho, às 21h30.
Depois, resta o espectáculo das Vivaldianas, na sexta-feira 29 Junho, às 21h30, no m|i|mo de Leiria, e o concerto de encerramento, no sábado 30 Junho, às 21h30, no Teatro José Lúcio da Silva, com Dhafer Youssef Quartet (Dhafer Youssef, oud; Kristjan Randalu, piano; Chris Jennings, baixo; Chander Sardjoe, bateria).


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Golpilheira passa à 2ª fase da Taça Nacional

Fonte: http://golpilhas.blogspot.pt





As nossas Golpilhas estão de PARABÉNS!!! Depois de no passado dia 19 de Maio terem vencido o N.S.Leiria por 7-3 e da equipa do Vilaverdense ter goleado a equipa da Guarda Unida por 19-0, o C.R.Golpilheira necessitava não só de vencer o último jogo como também garantir que nas contas finais tivessem mais 3 golos do que a equipa da Figueira. Isto porque a equipa do Vilaverdense ia para o ultimo jogo com uma vantagem sobre nós de 2 golos e uma vez que as duas equipas estavam empatadas, passava equipa com mais golos marcados.

A ultima jornada foi de muitos nervos e certamente de muita pressão para estas duas equipas que partilhavam do mesmo objectivo...passar à fase seguinte na Taça Nacional.

Enquanto na Figueira o G.R.Vilaverdense defrontava o N.S.Leiria, o C.R.Golpilheira defrontava na Batalha, a Casa do Benfica de Belmonte.

A jogar em casa mas com a cabeça também no resultado na Figueira, as nossas Golpilhas não entraram bem no jogo e golo teimava em não aparecer. A equipa adversária limitava-se a fechar-se bem na sua área e tentava jogar no contra-ataque. O tempo ia passando e na bancada surgiu a noticia que a equipa do Vilaverdense já vencia o N.S.Leiria por 1-0. Apesar da noticia os nossos adeptos não deixaram de acreditar e a partir dai apoiaram cada vez mais a sua equipa. Rita Eusébio leva o publico ao rubro ao inaugurar o marcador, quase ao mesmo tempo que na Figueira a equipa de Leiria empatava o jogo. Ainda assim era necessário que as nossas Golpilhas marcassem por mais duas vezes e o resultado do G.R.Vilaverdense ficasse assim. Tal não aconteceu e ainda antes do intervalo a equipa da Figueira volta a por pressão na Golpilheira ao marcar o 2º golo.

Também na Batalha as nossas Golpilhas não baixavam os braços e depois de algumas falhas que só aconteceram por todo o stress e pressão que estavam a a sentir, Irina Araújo volta a dar esperança à equipa e a todos os que acompanhavam e sofriam com o jogo, levando a equipa de Teresa Jordão a vencer por 2-0 ao intervalo.

O jogo na Figueira estava um pouco mais adiantado que o nosso e logo que começou a 2ª parte na Batalha já o G.R.Vilaverdense vencia por 3-1.

Sempre atrás do "prejuízo" o C.R.Golpilheira nunca deixou de acreditar e 2 minutos após o inicio da 2ª parte e depois de uma boa jogada de equipa, Sandrita faz o 3-0.

Apesar de estar a vencer, este resultado não servia à equipa da casa que precisar marcar mais golos...quantos mais...melhor.

Na Figueira o Núcleo reduzia a vantagem para 3-2 e na Batalha desesperava-se por golos. Golo esse que chegou a 12 minutos do fim novamente por Irina Araújo depois de uma jogada de contra-ataque dirigida por Liliana Salema (Licas). Com este resultado as nossas Golpilhas passavam para frente, mas estava destinado que tínhamos de sofrer até ao fim e a equipa da Figueira marca o 4 golo deixando tudo empatado.

Faltavam ainda 7 minutos para o fim do jogo na Batalha, quando o jogo do G.R.Vilaverdense acabou (4-2).

Tudo dependia de nós...se marcássemos e não sofrêssemos passávamos a fase seguinte...se não marcássemos o Vilaverdense passava por mais golos marcados que nós na fase de grupos. (1 golo a mais).

O tempo passava e o golo não chegava...ou porque a G.Redes da equipa adversária defendia tudo, ou porque as nossas golpilhas estavam cada vez mais ansiosas e não faziam os passes e remates certos...ou porque o poste e a barra estavam lá para impedir o tão desejado golo. Só a 2 minutos do fim o pavilhão "explodiu" de alegria quando Jessica Pedreiras marca o 5 golo da sua equipa e carimba a passagem da Golpilheira à fase seguinte.

A partir daí foi gerir o resultado e esperar pelo apito final para festejar mais um grande feito da equipa de Teresa Jordão que neste momento já é uma das melhores quatro equipas do país.

A todas as pessoas que foram apoiar a nossa equipa..a todos aqueles que juntamente connosco continuam a sonhar e a acreditar em nós...o nosso MUITOOOOO OBRIGADAAAA :)

À equipa do G.R.Vilaverdense desejamos as maiores felicidades...vocês são "gigantes", uma excelente equipa, com uma excelente equipa técnica, com uma excelente equipa de apoiantes e provámos que o FUTSAL é magico quando duas grandes equipas se defrontam. Bem Hajam e continuação de bom trabalho.

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