segunda-feira, 30 de abril de 2012

Edição 178 - Abril de 2012

Diga o que significa para si o Jornal da Golpilheira!

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa: “Um dia com os media”


O dia 3 de Maio foi declarado Dia Mundial da Liberdade de Imprensa pela Decisão 48/432, de 20 de Dezembro de 1993, aprovada pela Assembleia-Geral das Nações Unidas. Foi escolhido o dia 3 de Maio por se tratar da data do aniversário da Declaração de Windhoek. Esta declaração foi aprovada durante um seminário organizado pela UNESCO sobre a “Promoção da Independência e do Pluralismo da Imprensa Africana”, que se realizou em Windhoek, Namíbia, de 29 de Abril a 3 de Maio de 1991. A Declaração considera a liberdade, a independência e o pluralismo dos media como princípios essenciais para a democracia e os direitos humanos.
É costume serem programadas algumas iniciativas, a nível mundial, para comemorar esta data. Neste ano, destaca-se a proposta nacional “Um dia com os Media”, que pretende mobilizar todo o tipo de instituições e pessoas interessadas, para que, à volta desse dia e do tema que lhe dá o mote, tomem as iniciativas que entendam mais adequadas e motivadoras para reflectir sobre a questão “que significado têm os media na nossa vida e como poderiam tornar-se mais significativos?”.
O desafio é lançado a todo o tipo de instituições: bibliotecas, meios de comunicação, escolas, instituições do ensino superior, grupos de alunos, centros de investigação e formação, associações, universidades de seniores, movimentos, igrejas, autarquias, entre outros.
Num tempo em que as tecnologias e plataformas digitais permitem, como nunca, que os cidadãos se exprimam no espaço público, faz sentido que o olhar crítico e participativo relativamente aos media seja, ele próprio, um exercício de liberdade, num espírito positivo de contribuir para a melhoria dos media que temos.
Mais informações sobre a iniciativa podem ser consultadas no sítio www.literaciamediatica.pt/umdiacomosmedia.

Dê-nos a sua resposta!

O Jornal da Golpilheira aderiu a este movimento, lançando um desafio aos seus leitores: escrevam a vossa resposta a esta pergunta: “que significa para si o Jornal da Golpilheira e como poderiam tornar-se mais significativo?”.
Pode colocar a sua resposta escrita na nossa caixa de correio no bar do Centro Recreativo, enviar para o email geral@jornaldagolpilheira.com , ou numa mensagem em www.facebook.com/jgolpilheira . Pode ser uma mensagem assinada ou anónima.
Na próxima edição, publicaremos as respostas...

domingo, 29 de abril de 2012

Tasquinhas no CRG, dias 12 e 13 de Maio

O Rancho Folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena", do Centro Recreativo da Golpilheira, organiza, nos dias 12 e 13 de Maio, mais uma edição das suas tasquinhas. Com animação assegurada e boa gastronomia regional, estamos todos convidados...

Pavilhão já se vê!


Obra avança dentro do prazo

As obras do pavilhão desportivo da Golpilheira decorrem a bom ritmo e “estão a avançar dentro do prazo”, assegura Carlos Henriques, vereador da Câmara Municipal da Batalha, dona da empreitada. Isto apesar da aparente demora com a preparação do terreno e das fundações, os trabalho menos visíveis, mas que são fundamentais para a qualidade de todo o edifício futuro.
De facto, depois alguns meses decorridos desde o início da obra, em Agosto do ano passado, já há paredes no ar, a estrutura principal de ferro está montada e parte do vigamento de madeira do telhado foi colocada na última semana de Abril.
Tivemos oportunidade de acompanhar a chegada do carregamento das vigas principais, no passado dia 23 de Abril, uma operação que não é muito frequente ver por estas bandas.
Proveniente de Espanha, o “monstro” que transportou estas traves gigantes viajou durante cerca de quatro horas e veio encontrar o principal ponto de resistência nos apertados acessos da nossa freguesia.
As manobras mais complicadas obrigaram o veículo de 37 metros a galgar alguns passeios e a exigir o arrancamento de alguns sinais de trânsito, o que causou um “pequeno engarrafamento” na Golpilheira, mas a carga acabou por chegar ao seu destino.
É provável que algumas situações semelhantes venham a ocorrer entretanto, mas o importante é que o edifício vá crescendo…
Para já, podemos dizer que “o pavilhão já se vê”, para contentamento dos muitos atletas do concelho da Batalha que aguardam por esta importante infra-estrutura desportiva, em especial, como é óbvio, os da nossa colectividade.
Se o prazo estabelecido de 480 dias for cumprido, teremos inauguração lá para o final deste ano.

Luís Miguel Ferraz












Batalha mantém as 4 freguesias

Limites das freguesias e do concelho poderão ser revistos


Confirmou-se a indicação que o Jornal da Golpilheira deu em primeira mãom, na edição passada: a Lei n.º 44/XII foi aprovada com as alterações propostas pelo grupo de deputados do PSD eleitos por Leiria, que incluem a passagem de 3 para 4 do número mínimo de freguesias no mesmo concelho para não ser obrigatória a sua fusão. Assim, a Batalha não vai precisar de agregar ou extinguir nenhuma das suas juntas de freguesia.
Como referiu o deputado batalhense Paulo Batista na última sessão da Assembleia Municipal, esta proposta visou “a discriminação positiva das freguesias em espaço rural, procurando assegurar a presença e actividade de proximidade da administração local junto das populações que mais precisam e, invariavelmente, são afectadas negativamente pelos processos de reorganização dos diferentes serviços públicos”. Ao mesmo tempo, conseguiu-se, assim, “minimizar os impactos das alterações em municípios de menor densidade populacional, cuja actual divisão territorial se considera globalmente coerente e compatível com os objectivos da reforma administrativa”.
Na mesma sessão da Assembleia, Carlos Santos, presidente da Junta da Golpilheira, afirmou o seu “contentamento pelo facto de não precisarmos de mexer na divisão autárquica concelhia”, até porque se previa que “a Golpilheira viesse a ser sacrificada com a perda de mais um importante serviço às populações”. Basta recordar que ainda em Setembro passado tínhamos ficado sem Extensão de Saúde.
O presidente do Município, António Lucas, considerou também ser muito positivo o concelho da Batalha ter ficado “isento” das reduções impostas pela nova lei, mas adiantou que deverá ser aproveitada esta ocasião para “uma revisão da divisão territorial entre as freguesias” dentro do concelho batalhense e, mesmo, nas suas fronteiras com outros concelhos. “Há casos evidentes de uma divisão territorial mal feita, por exemplo, com aldeias atravessadas por uma estrada em que, de um lado é um concelho e, do outro, é outro concelho”, apontou o presidente ao nosso Jornal, exemplificando também com algumas “pontas dispersas que não nos pertencem, mas cujos serviços de abastecimento de água e luz ou de tratamento de resíduos e efluentes é feita por nós”. E vice-versa.
Na última edição, tínhamos já apontado para a importância de se fazer essa análise territorial, dando como exemplo concreto o caso do Casal de Mil Homens, na nossa freguesia, que tem algumas casas no concelho de Leiria, umas na freguesia da Azóia e outras na da Barreira.
Segundo António Lucas, “esse pocesso deveria começar por ouvir as pessoas nestes casos concretos e ajustar os limites ao que seja mais benéfico para os moradores e para a gestão equilibrada das estruturas públicas”.
LMF

Futsal Sénior Feminino do CRG: Estamos na Taça Nacional !

Ao sagrar-se campeã distrital de futsal, a nossa equipa é por mérito próprio uma das que neste momento está a disputar a Taça Nacional de Futsal. Em Portugal Continental, as equipas estão divididas em três séries de seis. A nossa série é a B, em que marcam presença também: CB de Belmonte, Guarda Unida, NS Leiria, Unidos da Estação e Vilaverdense.
O calendário é apertado, com muitos jogos em pouco tempo, tendo já decorrido quatro jornadas, que abaixo descrevemos brevemente. Quanto aos que ainda faltam e que esperamos venham a ser de vitórias até à grande final, os nossos leitores podem consultar no quadro ao lado as respectivas datas. E não esqueçam que nunca é demais o apoio do público e as nossas atletas merecem esse carinho dos adeptos golpilheirenses. Basta ver pelos resultados que têm somado.

1ª. Jornada
CR Golpilheira – 4 / Vilaverdense – 2
Iniciámos da melhor forma esta primeira fase, sobre um adversário de muito valor. O jogo disputou-se no passado dia 14 de Abril, no Pavilhão da Batalha. É uma equipa que a nossa treinadora conhece bem, pelo que montou uma estratégia para ser bem sucedida. A equipa de Vilaverde até começou melhor do que nós. No entanto, a partir dos cinco minutos, começámos a tomar conta do jogo. O nosso domínio acabou por dar os seus frutos, através da marcação do primeiro golo, por Pisco. Continuámos a pressionar e Irina, pouco depois, obteve o dois a zero. A perder por dois golos, competia à equipa adversária procurar reduzir a desvantagem, o que conseguiu perto do final da primeira parte, apesar do domínio constante da Golpilheira.
Partimos para a segunda parte a vencer pela diferença mínima de 2-1. Fomos à procura de mais golos, e Pisko bisou, marcando o nosso terceiro golo. Estávamos diante duma equipa que não baixava os braços e, com alguma felicidade, conseguiu marcar o seu segundo golo. Estava reposta a diferença de um golo. Era necessário marcar mais, uma vez que ainda falta o jogo da segunda volta e a diferença de golos poderá ser muito importante. De tanta insistência, a nossa equipa conseguiu marcar o quarto golo, através duma cabeçada de Jéssica Pedreiras. Vitória justa, apoiada por muito público.

2ª. Jornada
Guarda Unida – 0 / CR Golpilheira – 8
No jogo que marcou a estreia da equipa da Guarda nesta competição, a nossa equipa revelou-se bastante superior. Não assistimos ao decorrer do jogo, mas, pelos relatos obtidos e pelo resultado que a Golpilheira arrecadou, é evidente a toada atacante que as nossas atletas impuseram à partida, garantindo uma confortável vitória por 0-8.

3ª. Jornada
CR Golpilheira – 10 / U. Estação – 0
O encontro disputado no dia 22 de Abril, no Pavilhão da Batalha, cifrou-se em mais uma vitória robusta, que começou a ser construída logo na primeira jogada, com o primeiro golo de Sandrita. Começámos a jogar num ritmo muito forte, não dando possibilidades à equipa adversária de reagir. Desta forma, os golos surgiam uns atrás dos outros, chegando ao intervalo a vencer por oito zero. Sandrita marcou mais um golo, Irina 2, Pisco 2, Licas e Rita Eusébio um cada. O segundo tempo foi jogado com menos velocidade, até porque as nossas atletas tinham disputado um jogo no dia anterior. Mesmo assim, marcaram mais dois golos, por Jéssica e Pisco. Vitória sem contestação.

4ª. Jornada
CR Golpilheira – 5 / NS Leiria - 1
O desafio disputado no passado dia 25 deste mês, no Pavilhão da Batalha, era com uma equipa que a nossa treinadora bem conhece, já que disputa o nosso campeonato distrital. Com as aspirações que a nossa equipa tem, era mais um jogo para vencer. Fomos a primeira equipa a marcar, por Irina, com um belo remate. Marcar golos é importante, mas evitar que se sofram, não é menos. Na sequência de um livre, obtivemos o segundo golo, resultado com que fomos para o intervalo. Na segunda parte o domínio do jogo continuou a pertencer-nos, mas a equipa adversária, num rápido contra-ataque, marcou o seu golo de honra. Este golo não afectou as nossas atletas, que continuaram à procura de mais golos. E tivemos a compensação, uma vez que antes do apito final marcámos mais três golos, por Sandrita, Irina e Jéssica.
MCR
Acompanhe as actualidades em http://golpilhas.blogspot.pt





Mostra de talentos das Escolas de Música e Dança do CRG


No passado dia 20 de Abril, os alunos das escolas de Música e Dança do CRG voltaram a subir ao palco para mais uma edição da habitual mostra do trabalho efectuado durante o segundo período escolar. Mais uma vez, mostraram os seus talentos, sempre em crescendo, a conquistar aplausos de um salão completamente cheios pelos pais e outros familiares e amigos dos artistas. Ficam as fotos da sessão.
Fotos: LMF / Jorge Monteiro / Belarmino Videira









Motorizadas “resistiram” em S. Bento


Nascidos em 1977 organizaram

A Comissão de Festas de S. Bento 2012, os nascidos em 1977, organizou a 3.º Prova de Resistência 2 Horas em Motorizadas, no dia 22 de Abril. Este ano, o percurso foi alargado, partindo de S. Bento pela estrada das Hortas em direcção ao vale do Furadouro, seguindo para a zona Norte do Casal de Mil Homens e regressando pela rampa da urbanização nova de S. Bento.
Numa tarde soalheira, a prova deste ano teve recorde de participações, com 30 motas em competição e 35 condutores, já que alguns se organizaram em equipas de dois. A elevada participação e as várias dezenas de pessoas que apareceram para apreciar as peripécias dos pilotos surpreenderam a própria organização, que não podia estar mais satisfeita com o resultado.
Alguns “malhanços” marcaram a normalidade da corrida, sendo ocasiões propícias a arrancar umas gargalhadas dos colegas e da assistência. O único motivo de preocupação foi a queda mais aparatosa de um dos “motorizadeiros”, que motivou a sua ida ao hospital, mas felizmente as mazelas ficaram apenas pelo susto e o acidentado voltou a tempo de beber mais umas minis ao final da tarde.
Quanto a prémios, houve taças para os primeiros três classificados, que aguentaram as duas horas e deram mais voltas ao percurso. Em primeiro lugar classificou-se a Casal 5 da equipa Filipe Vieira e Nuno Leal, ambos da Golpilheira, em 2.º lugar ficou a Casal Boss de Bruno Vicente, das Torrinhas, e em 3.º a Zundapp 3 de Rafael Ferreira, da Cumeira.
Mas, como é habitual, a principal atracção da festa é o convívio entre os participantes e o público, não faltando as típicas cenas cómicas de alguns mais dados a festas do que a competições. A bem da verdade, mais de metade dos concorrentes andavam mais interessados na localização dos bares do que nos tempos da prova.
O resultado foi… uma tarde muito bem passada (fotos dos ‘cromos’ na "foto do mês").

Luís Miguel Ferraz


Vencedores: Bruno (2.º), Nuno (1.º), Rafael (3.º) e Filipe (1.º)
 










Foto: Rui Nazário





I Encontro de Motorizadas da Batalha

 

 

 

 

 

 

 

Victor Limousines convida para o dia 20 de Maio


Depois do sucesso que foi o I Encontro de Clássicos da Batalha, em Setembro passado, a empresa Victor Limousines quer trazer agora à vila heróica uma invasão de veículos de duas rodas.
O I Encontro de Motorizadas na Vila da Batalha vai acontecer no dia 20 de Maio de 2012, domingo, com concentração marcada no parque de estacionamento da Danceteria Luna, em Santo Antão, junto ao IC2, a partir das 09h00, para inscrições e um café matinal.
Pela 10h30, Sachs, Zundapp, Famel, Vespa, Casal, Floret… e todas as outras preciosidades do género ligarão os motores para um passeio de 40 kms pela região, com duas visitas “surpresa” prometidas. No regresso ao mesmo parque, será servido o almoço de sopa da pedra e porco no espeto e boas bebidas.
De referir que serão premiadas as 4 motorizadas mais antigas com oferta de um relógio a cada um dos seus condutores e o dono da mais velhinha terá ainda direito a um almoço no restaurante A Negra, na Golpilheira.
Durante a tarde, e a continuar pela noite dentro, a entrada na danceteria será livre, pelo que a animação estará garantida. Os presentes poderão ainda levar para casa uma recordação e serão convidados a fazer pose para uma fotografia aérea do conjunto do parque ou tirar fotografias individuais com as suas motorizadas junto a uma grandiosa limousine. Tudo isto pelo preço de 5 euros, para inscrições até 15 de Maio, ou 8 euros no próprio dia.
Contacto: geral@victorlimousines.net ou 934 090 386.
LMF









“Zé Bate-chapas” expõe veículos restaurados


Na festa dos seus 50 anos de idade


“Não é todos os dias que se faz 50 anos e quis juntar os familiares e amigos para celebrar esta data especial da minha vida”, afirmou José Luís Almeida Monteiro, mais conhecido por “Zé Bate-chapas”, no passado dia 21 de Abril, numa festa onde juntou mais de uma centena de convidados.
Filho de Manuel Matos Monteiro, da Cividade, e de Maria da Graça Almeida, da Azóia, foi naquela freguesia que nasceu José Luís Monteiro, mas regressou à Golpilheira, mais concretamente, ao Casal de Mil Homens, em virtude do seu casamento com Maria Rosa Grosso da Silva, ali residente, com quem tem três filhos: o Diogo, o Ricardo e o Simão.
Aprendeu a profissão de bate-chapas aos 15 anos e, aos 29, partiu para a Suiça, onde se especializou em pintura automóvel e no restauro de veículos antigos, sobretudo americanos.
Em 1999 regressou a Portugal, abrindo uma oficina no Casal de Mil Homens, onde continuou a desenvolver o seu passatempo preferido: o restauro de antiguidades. “É um trabalho que me dá muito prazer, embora seja exigente e meticuloso, pois a maioria vem em muito mau estado e é preciso repor grande parte da chaparia, fazer a pintura à mão e cuidar todos os pormenores para fique igual ao que eram em novas”, refere este artista golpilheirense.
Foi daí que partiu a ideia para a decoração da sua oficina nesta festa: uma exposição com 10 motorizadas e 6 bicicletas recuperadas por si nos últimos anos, a maioria trazidas propositadamente pelos respectivos proprietários, pois já circulam como novas por aí.
Embora também recupere automóveis, o espaço limitou-se aos veículos de duas rodas, alguns deles verdadeiras relíquias históricas. “As pessoas dão muito valor a estas peças do passado, que são de facto obras de arte, mas é um serviço que exige algum investimento, pois tem muito trabalho manual, uma vez que a maioria das peças já não se encontram”, confessa José Luís.
Como exemplo, mostrou-nos a lanterna típica das bicicletas do início do século, alimentadas a gás acetileno. Num compartimento colocava-se uma pedra de carboneto de cálcio, noutro a água que gotejava sobre a pedra para produzir o gás. Esta substância orgânica, gasosa, incolor e muito perigosa, dava origem a chamas vivas, que alumiavam a câmara da lanterna. Um mecanismo que, para além de uma interessante peça de engenharia mecânica, era também um bonito ornamento do veículo.
“O resultado final é um orgulho para mim e justifica todo o trabalho que dá”, afirma o bate-chapas, que só tem pena de “não dar para viver exclusivamente destes trabalhos, apesar de haver bastante procura”, pelo que executa também trabalhos comerciais de chaparia automóvel.
LMF













FIABA no final de Maio

Gastronomia, artesanato e animação

Ainda não foi divulgado o cartaz final da FIABA, que vai decorrer nos próximos dias 24 a 27 de Maio, mas o prato forte é já conhecido: variadas tasquinhas de gastronomia tradicional, da responsabilidade das associações do concelho (uma delas será o CR Golpilheira!), montras de divulgação de diversas instituições públicas da região e cerca de seis dezenas de bancas de artesanato de todo o País, com muitos dos artesãos a trabalhar ao vivo.
Não faltará também um recheado programa de animação no recinto, com jogos e animações para todas as idades e, qual sobremesa, boas propostas musicais. Foram já adiantados alguns dos grupos que estarão presentes no palco, pelo que aproveitamos para abrir o apetite aos leitores, com uma pequena apresentação dos que se adivinha serem os mais saborosos.

Dazkarieh

Formados em Lisboa em 1999, partiram da ideia de criar música tendo como inspiração várias culturas do mundo e cedo cresceram, tornando-se num dos mais activos e originais projectos da música portuguesa.
Com uma grande formação entre os 7 e os 10 elementos trabalharam durante 5 anos, conseguindo um estatuto de banda de culto, esgotando salas um pouco por todo o País. Em 2003, muda a formação e a banda torna-se mais ambiciosa, tocando mais estilos musicais, ampliando os instrumentos usados e gravando um segundo álbum discográfico em que surgem pela primeira vez as canções em português. Em 2004, nova mudança do grupo, apenas com quatro elementos, e a busca de um som de banda mais coeso, na exploração e transformação de temas tradicionais portugueses. Assiste-se, com esta formação, a uma experimentação sem limites que acabou por conduzir ao som inconfundível do grupo hoje em dia.
Daqui à internacionalização do projecto, foi um passo, sobretudo a partir de 2007, com inúmeros concertos por todo o mundo e a presença nos mais conceituados festivais nacionais e estrangeiros, e vendo a sua música a entrar nas rotas de vendas de vários países.
Entram em 2011 com o seu quinto album, “Ruído do Silêncio”, mostrando que finalmente se sentem confortáveis e realizados com o som único que criaram. Com músicas de Vasco Ribeiro Casais e letras assinadas por Joana Negrão a par com mais alguns temas de tradição oral portuguesa, o seu single “Tempo Chão” foi escolhido para banda sonora da novela da TVI “Remédio Santo”.
Em 2012, nada mais se espera do que o sucesso, com uma agenda cheia de espectáculos, um dos quais será na FIABA da Batalha.
Info: www.dazkarieh.com.

Xarnege

…ou Charnegue, é uma palavra gascoa, com a qual se denominam os povos fronteiriços entre o País Basco e a Gasconha; um território, encruzilhada, em que as duas culturas têm sabido conviver, manter espaços próprios e criar formas de expressão diferenciadas a partir de uma mesma origem. E como elas, a proposta musical do grupo Xarnege é mestiça, um projecto de colaboração entre músicos de ambos os lados da fronteira – bascos e gascões – para criar uma música livre e contemporânea, a partir da tradição destes povos e dos abundantes elementos comuns de ambas as culturas. A música de Xarnege é tradicional: branles, gavotas, jauzis, segidas, polkas, rondeus, mutchikoak ou valsas. Música rica em timbres arcaicos, harmonizados e interpretados ao modo basco e gascão, embora com um mesmo espírito. A ampla gama sonora de Xarnege deriva de mais de uma dezena de instrumentos que utiliza nos seus concertos, muitos deles de fabrico próprio, já que um dos músicos é investigador de folclore no seu país. Um dos sons mais atractivos é produzido pela Sanfona, “um instrumento que passou da Corte Francesa aos mendigos”, segundo conta Xarnege. Durante a temporada de 2007/08, Xarnege converteu-se num dos grupos mais interessantes do Novo Folk do sul da Europa e o seu enfoque inovador nas raízes musicais comuns a ambas as culturas, tem surpreendido e cativado o público nacional e internacional.
Info: www.xarnege.com

Téada

Considerada uma das mais talentosas bandas do panorama musical irlandês, Téada estabeleceu-se firmemente na cena internacional da música do mundo como um dos principais expoentes da música tradicional irlandesa. A sua força expressiva, intemporal, continua a fascinar e a impulsionar o trabalho da banda que, em palco, mostra tudo o que sabe com o ritmo e a boa disposição habitual da música daquele país.
O ano de 2009 foi extremamente preenchido para este virtuoso grupo, com apresentações em diversos festivais pelo mundo fora e digressões nos USA, Canadá, Israel, Austrália e por toda a Europa, culminando com a conquista do Prémio “Best Young Traditional Act” atribuído pelos Ireland Music Awards em Agosto de 2009. Já em 2003 tinham recebido o prémio “Novos Valores” da Revista IRISH MUSIC.
Com o novo e importante álbum lançado em Fevereiro de 2010 “Ceol & Cuimhne” (Música & Memória), o 5.º da sua carreira, Téada passou a colaborar com uma série de convidados, cantores e bailarinos, em apresentações dinâmicas e contagiantes das tradições culturais irlandesas em palcos de todo o mundo.
Com uma exuberante orquestração, Téada – que significa “Cordas” em irlandês – revela-nos a vibrante música tradicional da Irlanda habilmente retocada nos seus meandros estruturais, enquanto preserva a energia intemporal das “reels”, “jigs”, “hornpipes” e outras menos conhecidas melodias do seu repertório.
Info: www.teada.com

Junta da Batalha entrega prémios de concursos de Fotografia e Poesia

A Junta de Freguesia da Batalha entregou, no passado dia 21 de Abril, no decorrer da Festa da Juventude, os prémios dos concursos de fotografia e poesia, no âmbito das comemorações 500 anos da freguesia.
No caso da poesia, foram entregues 11 trabalhos, analisados por um júri composto por Fátima Gaspar, do Agrupamento de Escolas da Batalha, Rui Cunha, do Município da Batalha, e Ivone Neves e Germano Pragosa, da Freguesia da Batalha.
A pontuação teve em conta os critérios de temática, criatividade, originalidade, estrutura externa, estrutura interna, correcção linguística e regras do concurso, tendo sido premiados os seguintes: 1.º - "A Vila da Batalha", de Nuno Filipe Sá da Silva Custódio (publicado ao lado); 2.º - "Batalha!", de Ana Cristina Flores da Silva; 3.º - "Minha Batalha", de Augusto Sesimbra.
Na vertente de fotografia, o júri foi composto por António Sequeira, profissional de fotografia, Rui Cunha, do Município da Batalha, Rosa Abraúl e Germano Pragosa, da Freguesa da Batalha.
Concorreram 19 pessoas, com 48 fotografias na categoria de "Património" (1.º - "Reflexos da história" de Rui Gouveia; 2.º - " Fé" de Francisco Mendes; 3.º - "Vou na Boutaca" de António Pedrosa), 37 fotografias na categoria "Gente" (1.º - "Quando for grande, vou ser a preto e branco…" de António Pedrosa; 2.º - "Os nossos dias" de Rui Gouveia; 3.º - "Dá-me a honra desta dança?" de António Pedrosa.) e 46 fotografias na categoria "Momentânea" (1.º - "Curiosa, eu...?" de Rui Gouveia; 2.º "Obras de arte" de Francisco Mendes; 3.º "Liberdade" de Eduarda Pragosa). Publicamos nesta página os três 1.ºs prémios.
Os três primeiros em poesia e em cada categoria de fotografia receberam prémios de 100, 75 e 50 euros, respectivamente. Todos os participantes receberam um diploma e prémio de participação.
LMF

1.º Prémio Gente

















1.º Prémio Momentânea






















1.º Prémio Património























1.º Prémio Poema - A vila da Batalha


A vila da Batalha
tem grandes encantos,
mas nem todos conhecem
os seus recantos!
Vila de grandes histórias,
lendas e tradições
que deram origem
a grandes construções.
O seu Mosteiro
de viva grandeza
foi construído com suor
e muita beleza.
Edificio histórico
e patrimonial
é uma das 7 maravilhas
de Portugal.
A seu lado, a estátua equestre
de Dom Nuno de Santa Maria,
mostra um homem de coragem,
bravura e valentia.
Muitos turistas
vêm conhecer
tão linda terra
que me viu nascer.
Em seu redor,
grandes vinhas
e pastos verdejantes
são o orgulho
dos seus habitantes.
Como todas as localidades,
as festas são tradição.
Na nossa vila,
participa toda a população.
Festas de enorme beleza,
com grande arraial,
como a da Santíssima Trindade
ou o Desfile de Carnaval.
As suas festas, no mês de Agosto,
enchem a vila de emigrantes
que aproveitam para conviver
com outros viajantes.
A sua gastronomia
cheia de ricos sabores
deixa água na boca
a todos os provadores.
Nuno Filipe Sá da Silva Custódio, 6.° F
Escola Básica e Secundária da Batalha



Festa da Juventude foi em Abril

A Festa da Juventude decorreu no dia 21 de Abril, organizada pela Associação de Pais do Agrupamento de Escolas da Batalha, no âmbito dos 500 anos da Freguesia, contando com animação dos “House Gang Deejays”, Miguel Chagas e Paulo Granada.
O pavilhão multiusos encheu com jovens de todas as idades, para contentamento da organização, que acusa apenas o “excesso de zelo” da GNR, ao obrigar ao encerramento da festa às 02h30, quando estava no pico da animação. A queixa de um morador terá motivado a actuação da polícia, mas a APAEB lamenta que não haja tolerância em ocasiões como esta, em que há “alguma vida nocturna” na vila.


Passeio dos pensionistas da Batalha

No âmbito da comemoração dos 500 da freguesia, a Junta da Batalha vai organizar, no próximo dia 19 de Maio, o habitual passeio para os mais velhos. Com destino a Guimarães, Capital Europeia da Cultura 2012, com almoço marcado na Penha. A excursão passará ainda por Ovar, onde será o lanche. Inscrições na sede da Junta, até ao dia 14 de Maio.

Grupo de acólitos apresentou-se no domingo de Páscoa


No passado domingo de Páscoa, a celebração da Eucaristia na Golpilheira foi especialmente enriquecida com a apresentação de um grupo de acólitos, aqueles que "ajudam à Missa", como costuma dizer-se.
Depois de algumas sessões de preparação nas semanas anteriores, este grupo de cerca de uma dezena de voluntários começou agora a prestar regularmente este serviço na nossa comunidade cristã.
A sua formação vai continuar com regularidade no futuro, estando sempre aberto o convite a outros que desejem integrar este grupo.

O que é um acólito?
A palavra acólito vem do verbo acolitar, que significa acompanhar no caminho. Dado que se pode acompanhar alguém indo à frente, ao lado ou atrás de outras pessoas, acólito é aquele ou aquela que, na celebração da liturgia, precede, vai ao lado ou segue outras pessoas, para as servir e ajudar.
Em primeiro lugar, acompanha e serve o presidente da celebração da missa, que tanto pode ser o bispo como o presbítero; em segundo lugar acompanha e serve o diácono, o ministro extraordinário da comunhão, ou outras pessoas que precisam de ser ajudadas durante a celebração. Noutras celebrações, acompanha e serve as pessoas responsáveis por essas mesmas celebrações.
Info: www.acolitos.liturgia.pt

Hospital das Brancas tem nova Unidade de Imagiologia

Já estava em funcionamento desde Janeiro, mas foi oficialmente apresentada no passado dia 11 de Abril, a nova unidade de Imagiologia do Centro Hospitalar de Nossa Senhora da Conceição (CHNSC), nas Brancas.
Carlos Agostinho, provedor da Santa Casa da Misericórdia da Batalha, entidade proprietária do CHNSC, afirmou na ocasião o seu contentamento por mais esta "aposta ganha pela instituição, na senda de uma oferta alargada de serviços de saúde". Para a rendibilidade do equipamento, o provedor sublinhou ter já conseguido garantir alguns acordos com o Serviço Nacional de Saúde, através da Administração Regional de Saúde do Centro, bem como com alguns sectores bancários e de seguros. "Só é pena não conseguirmos contratualizar com a ADSE, que insiste em não querer aproveitar um equipamento de alta qualidade como este, apesar dos nossos pedidos insistentes nesse sentido", lamenta este responsável.
E a qualidade foi precisamente o destaque dado pelo director clínico desta unidade, Nuno Pinto Leite, referindo que "temos equipamentos modernos e de topo para abranger quase toda a área da radiologia, o que nos permite dar uma resposta célere às populações, com diagnósticos perfeitos e fidedignos".
Também o presidente do Município da Batalha, António Lucas, se mostrou satisfeito pela "concretização de um projecto que foi difícil, mas que nos permite olhar o futuro com mais esperança, por termos na área do nosso concelho um equipamento de alta qualidade como é este". Um serviço que, segundo o autarca, é uma mais valia local e "também para as populações vizinhas, que podem usufruir da proximidade desta infra-estrutura".
Luís Miguel Ferraz

O quingentésimo aniversário da paróquia da Batalha

Sobre a história da paróquia / freguesia


A já anunciada comemoração deste evento vem suscitar memórias concernentes e decalcadas da História da Igreja, a modo de rebuscar as ancestrais raízes criadas na madrugada dos tempos cristãos, talvez a partir da Era Visigótica. Cujos resquícios perduraram até ao nascimento da nossa paróquia e que viria a herdar o timbre próprio das “paroquiae”, ou fossem os primitivos núcleos de fiéis, conhecidos por “filii ecclesiae”, termo este que derivou para “filigreses” e depois fregueses, acabando deste modo circunscrito às freguesias.
E foi quando El-Rei D. Manuel, exercendo o papel de “O Venturoso” com saber e bonomia, alçou o burgo batalhense a Vila, ao conceder-lhe no ano de 1500 um promissor Foral, ainda que menosprezado o epíteto que os seus antecessores usavam, chamando-lhe “O Nosso Mosteiro de Santa Maria da Vitória”.
Tal incremento da categoria urbana viria também a despertar a cidadania latente dos moradores do pequeno povoado batalhense que tinha nascido em redor do grandioso mosteiro e então teriam acordado para a independência, enfastiados com o pesado domínio fradesco dos dominicanos e das suas exigências, resolveram fazer valer os seus direitos de vizinhança e também paroquiais.´
Por não haver ainda bispado, valeu-lhes a já centenária hegemonia dos Frades Crúzios de Coimbra, cabendo tal missão ao seu Prior-Mor, o Bispo da Guarda, D. Pedro Vaz Gavião, que alterou a divisão paroquial do termo de Leiria, com a erecção das freguesias da Batalha, Reguengo e Monte Real, conforme despacho de 14 de Setembro do ano de 1512, data esta que agora dignamente se pretende comemorar.
Este privilégio não lhe daria total independência, por falta de igreja própria. Ainda que sendo uma juvenil instituição, não se vergaria à tutela fradesca da Igreja de Santa Maria-a-Velha, antes preferindo acomodar-se à sombra da Confraria de Nossa Senhora da Vitória, utilizando a sua já quási centenária capela para exercer o cerimonial religioso devido ao novo orago, a Exaltação da Santa Cruz. Mas sendo esta uma admissível suposição, justifica-se, pois tais indícios de usufruto perduraram ao mesmo local dito “Mouraria” até o rei D. Manuel o aproveitar, na sequência da exuberância que tinha atingido o seu reinado, não hesitando em ali erigir a Igreja Paroquial na Batalha, onde ficaria até hoje.
Tal entidade manteve-se pelos séculos fora, mas o edifício da sua Matriz viria a sossobrar, com alguns malefícios do terramoto de 1755, acontecendo-lhe mais tarde a profanação pela soldadesca das invasões francesas, talvez a servir de cavalariça, e cujas consequências a devem ter deixado molestada, ou pelo menos com utilização precária.
No entanto, o seu carácter religioso e paroquial manteve-se incólume, mas a degradação do edifício continuaria a progredir até se consumar o seu estado de pré-ruína, propício ao abandono.
Tão lamentável desaire viria a coincidir com a vitória da revolução liberal, cujos sectários traziam nova legislação desfavorável às instituições religiosas, e seria, logo que consumada a convenção de Évora Monte com a derrota de D. Miguel, que os apaniguados de D. Pedro IV iniciaram outro regime e nova legislação.
E foi o novo ministro da justiça, António Augusto de Aguiar, que logo apresentou ao Conselho de Estado uma proposta para a extinção das ordens religiosas, mas que não seria de princípio aceite nem aprovada tal violência, para a seguir, e a modo de ditador, D. Pedro, ainda que Regente do Reino, decidir executá-la e com veemência tal que foi o próprio que por sua mão redigiu o projecto.
Ficava consumada a extinção dos conventos, a par de outras decisões, por decreto de 31 de Maio de 1834, sendo dos primeiros atingidos o de São Domingos da Batalha, ficando abandonado, bem como a sua igreja monumental.
Tão iníquo decreto de um Rei traía a secular doação do seu antecessor D. João I e vinha encontrar a Matriz da Batalha, obra de outro Rei, em extrema decomposição e perigo de derrocada, pelo que o pároco de então, com o acordo do povo, diligenciaram para ser transferida a sede paroquial para a abandonada Igreja do Mosteiro de Santa Maria da Vitória.
Já presidia ao Reino a jovem rainha D. Maria II, à qual chegaria a petição dos batalhenses e que desejaria mostrar boas maneiras na sua estreia governativa, que logo mandou redigir o seguinte despacho: “Sua Majestade Fidelíssima A Rainha, tendo na devida consideração os ponderosos motivos que o Governador do Bispado de Leiria levou à Sua presença, pedindo em nome da Camara Municipal da Villa da Batalha e do Parocho da mesma, que a sua Parochia seja transferida para a Igreja do extincto Convento de S. Domingos da referida Villa; e conformando-se a mesma Augusta Senhora com a vontade daquele Povo, tão bem fundada em razões tão justas: Manda pela Secretaria de Estado dos Negocios da Fazenda que o Tribunal do Thezouro Publico expresse as convenientes ordens a quem competir, para que se faça entrega do referido Templo ao Parocho da mencionada Villa, afim de se effectuar a graça que supplicão. Paço das Necessidades em 27 de Novembro de 1834”.
O pároco referido na petição à Rainha era o Rev.º João Câncio Ferreira, que fora coadjutor desde 1808, passando a pároco em 1834, talvez apoiado pelos liberais e como tal com uma carreira e experiência susceptíveis de acompanhar a revolução. Veio a falecer em 1837, tendo um fim triste, pois seria vítima de raiva, conforme uma tradição que assim perdurou.
Este relato será apenas um arremedo da gloriosa história da freguesia da Batalha e que agora se deve preparar para dois aniversários, ainda que desfasados.
No entanto, tais acontecimentos parecem ter sido programados como irmanação, mas, salvo o devido respeito, titubeando a realidade de um processo inequívoco e que entretanto deve ser deslindado, atendendo várias opiniões que venham a apurar uma solução correcta para garantia do êxito de tal evento.
Há uma hipótese que se permite sugerir, fundamentada na apreciação das teses promulgadas por Mousinho da Silveira e, muito concretamente, em 25 de Abril de 1835, com legislação que perdurou até aos dias de hoje. Foi uma reforma administrativa que, entre outras disposições, instituiu os distritos, ainda que poupando os velhos concelhos, mas estabelecendo a confusão nas paróquias então existentes, pois estas ficaram a coexistir adentro dos mesmos limites, com as juntas de freguesia para funções administrativas.
Esta dualidade de intenção a nível da freguesia que se tem de respeitar, mas não comemorar, por sem dúvida terem diferentes nascimentos, com datas e éticas desiguais, o que foi esquecido, talvez de modo imprevisto, por pessoas entusiasmadas, mas não bem esclarecidas.
Com este escrito não se pretende contundir seja quem for, mas apenas apontar uma verdade histórica que revela uma confusão que se torna precária e que ainda pode ter emenda.
Como tal, entende-se que os batalhenses se deveriam ter harmonizado para dignamente e sem dúvidas participarem nas cerimónias: a instituição mais antiga, que é a Paróquia da Batalha, deve o seu presbitério encimado pelo pároco no lugar que lhe pertence vir a comemorar o inequívoco quingentésimo aniversário paroquial no próximo dia 14 de Setembro de 2012; outra data, também memorável, deveria a Junta de Freguesia da Batalha, por sua vez, com o seu presidente e o devido civismo da população, ter comemorado no dia 25 do mês de Abril, o seu centésimo septuagésimo sétimo aniversário.
Termino, parafraseando Vasco Pulito Valente, que escreveu recentemente no jornal Público: “Para não me acusarem de antiquário, não tenciono entrar na história das muitas tentativas de reforma administrativa que se fizeram em Portugal desde o começo do liberalismo. Basta dizer que a última que ficou (pelo menos na essência) foi a de 1834-1835 e que depois nenhuma durou mais de um ano”.
Um Batalhense

178 - Fotos do Mês



Muita...ou pouca..."resistência"?  Fotos na 3.ª Prova de Resistência 2 Horas em Motorizadas, em S. Bento, no dia 22 de Abril. Ver notícia na página 7.

178 - Tintol e Traçadinho

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Futsal Feminino | “Golpilhas” ganham Taça Distrital



A equipa de Futsal Feminino do CR Golpilheira disputou, no passado dia 31 de Março, a final da Taça Distrital da modalidade, com a Academia da Caranguejeira. O jogo era esperado com muita emoção, já que estavam frente a frente as duas equipas mais fortes do campeonato. Recorde-se que a equipa da Golpilheira conquistou este ano mais um campeonato distrital, quando estava ainda a uma jornada do fim.
A prova de que qualquer das equipas podia ter uma palavra a dizer é que no arranque do jogo a Caranguejeira entrou a toda a força e adiantou-se no marcador com dois golos de vantagem. Mas não foi mero acaso a vitória da Golpilheira no campeonato deste ano. As “Golpilhas” acusaram a desvantagem e partiram para o ataque, conseguindo dar a volta ao marcador ainda na primeira parte, mostrando ser claramente a equipa mais forte em campo.
O segundo tempo veio confirmar esse lado mais forte da equipa comandada por Teresa Jordão e o 7-3 final não deixa qualquer margem para dúvidas. O CR Golpilheira foi um justo vencedor do “caneco”. Mais um a somar aos que esta equipa tem levar para a sede da colectividade.
Parabéns “Golpilhas”!

LMF

quinta-feira, 29 de março de 2012

Edição 177 - Março de 2012

177 - Editorial

Laços que nos unem

Partiram há anos, alguns já há várias décadas. Na maioria dos casos, à procura de oportunidades que não encontravam por cá, ou então para fugir de alguma situação menos cómoda, como a fome, o desemprego, a perseguição política ou até a integração num qualquer contingente de soldados. Com a célebre "mala de cartão", ou até com menos do que isso, tinham no horizonte uma terra onde a sua força de trabalho pudesse ser aproveitada e onde um salário mais avantajado pudesse ajudar a alimentar a família.
Alguns tinham consciência das dificuldades que iriam encontrar, a começar pela viagem "clandestina" e a prolongar-se com o lugar onde morar, com a língua desconhecida, com uma sociedade diferente.
Outros limitaram-se a ignorar o desconhecido e fixaram-se apenas na promessa de que este iria ser o "salto" para uma vida melhor, para o emprego que aqui não tinham, para a comida garantida em cima da mesa que aqui por vezes escasseava, para a liberdade que aqui nem lhes permitia dizerem o que lhes ia na alma.
Todos levavam na bagagem uma enorme esperança num futuro melhor, mas também uma grande dose da portuguesíssima "saudade", um laço impossível de desatar com a família, os amigos e a terra. Só que, num qualquer dia das suas vidas, a necessidade de partir foi maior do que a vontade de ficar e esse laço foi esticado além fronteiras, por vezes, além-mar, para os mais variados destinos do mundo.
Alguns encontraram o que procuravam, sobretudo o trabalho, normalmente no "duro", mas que lhes permitia uma rápida forma de subsistência, e a casa, por exemplo no bidonville de Champigny-sur-Marne ou de outra qualquer periferia citadina, mas que lhes dava um abrigo minimamente seguro e habitável. Mas houve também os não chegaram a cruzar a fronteira, ou os que não resistiram às agruras do "estrangeiro" ou da saudade de casa.
Quase todos os que ficaram acabaram por construir o seu sonho, conquistando a pulso em lugar próprio nestas novas sociedades. Compraram ou edificaram as suas casas, subiram de categoria nos seus empregos, estabeleceram as suas empresas e negócios, "mandaram vir" as famílias para junto de si ou constituíram família nessas pátrias de acolhimento. Aos poucos, foram-se tornando cidadãos de pleno direito.
Foi o caso de José Pragosa, natural da Golpilheira, um dos "nossos". Partiu daqui muito novo ao encontro de um tio que estava em Paris, com pouco mais do que as ilusões próprias dos seus 15 anos, não levando, sequer, a necessária autorização dos pais. "Uma aventura", como ele próprio classifica, sem medir riscos ou consequências, apenas em resposta a uma vontade de ser mais do que um serviçal ajudante de pedreiro na sua terra natal. Um conjunto de acasos permitiu que chegasse ao seu destino e a sorte que o acompanhou ditou que não fosse de imediato "repatriado" pelo tio. Arranjou trabalho e por lá ficou até hoje com a família, sendo um exemplo dos que foram bem sucedidos.
Mas o certo é que a grande maioria nunca deixaram de se sentir portugueses, nunca perderam essa ligação quase umbilical à sua terra de origem e foram sempre aproveitando todas as oportunidades, normalmente nas férias, para vir "matar saudades". E, nos locais onde se encontram, afirmam orgulhosamente a sua pertença a essa comunidade emigrante com que continuam a identificar-se.
Enquanto os da "primeira vaga" estão a caminho da reforma ou já no gozo de um merecido descanso, os filhos já beneficiaram do "caminho desbravado". Nasceram ou cresceram "franceses", estudaram e formaram-se nos mais variados domínios, arranjaram empregos em todos os ramos de actividade, estão plenamente integrados no tecido social e mesmo em relevantes cargos políticos. A ligação à terra dos pais já não é tão forte, embora continuem a frequentar espaços onde a presença portuguesa é evidente, seja na gastronomia, seja nos canais disponíveis nas televisões, seja nas conversas que se cruzam com uma imperial na mão, de ambos os lados do balcão. E, quando se fala da "sua" terra… lá se ouve o nome de uma qualquer aldeia "à beira mar plantada".
Vem isto a propósito do encontro de emigrantes em que participámos e das conversas que de lá trouxemos.
Continue a ler, no post seguinte…