quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Festa de S. Bento - Reportagem



Decorreram nos passados dias 20 a 22 de Agosto os tradicionais festejos religiosos em S. Bento, em honra de Nossa Senhora da Esperança.
Este ano, a organização esteve a cargo da Comissão da Capela de São Bento, com a ajuda de muitos voluntários. Foi mais um sucesso, como já é habitual em todos os festejos da nossa freguesia. Foram três dias de festa rija, em que o litúrgico esteve de mãos dadas com os diversos divertimentos e ocupações, que nem o vendaval conseguiu estragar.
No domingo, após a recolha dos andores, realizou-se a Santa Missa e, como é habitual, foi muito participada, o mesmo acontecendo com a procissão que percorreu algumas ruas do lugar.
Com o recinto decorado com muito bom gosto, não faltou o tradicional cordão em murta, apanhada nos pinhais da Moita. A sala do café da avó estava muito bem ornamentada, como já é hábito, com a imaginação do Victor Grosso e a colaboração do Salvador. O espaço do restaurante sofreu uma oportuna e feliz ampliação, que deu muito jeito, pois a afluência foi muito grande. Houve a introdução do “jogo do burro”, que substituiu o já gasto, mas tradicional, “jogo do galo”. Os bares e quermesse também estiveram à altura destes festejos. Os jogos tradicionais na segunda-feira, também foram um sucesso.
Apesar da crise, as pessoas e patrocinadores foram muito generosos, dentro das possibilidades de cada um. Muito concorridas, em todos os aspectos, como aliás se reflecte nas receitas de cada uma das explorações presentes, conforme as contas publicadas nesta página.
Textos e fotos: Manuel Carreira Rito

Convívio dos festeiros da Senhora da Esperança
Realizou-se no passado dia 17 de Setembro, no salão de festas de São Bento, um lanche de convívio entre as pessoas que colaboraram na organização das festas realizadas em Agosto passado, em honra de Nossa Senhora da Esperança. Foi um serão bem passado, onde não faltou o belo frango assado e o bom vinho, que encheu de alegria e bom espírito todos os presentes.
A Comissão da Igreja de São Bento agradece a todas as pessoas que de alguma maneira ajudaram ao sucesso destes festejos.


Esclarecimento
Como é do conhecimento público, apesar de quase todos os anos haver uma Comissão de Festas específica, a Comissão da Igreja nunca se furta nem furtou a colaborar com a mesma.
Este ano, como nos festejos de 2010 ninguém “agarrou a bandeira”, ponderou-se não se fazer a festa. No entanto, como fomos bastante pressionados pela população, que nos deu força para a fazermos, uma vez que não a levando a efeito podia ser um quebrar da tradição, decidimos avançar.
Numa das últimas reuniões das Comissões das Igrejas da Golpilheira e de São Bento, em que falámos do assunto das festas anuais, chegámos à conclusão de que talvez fosse benéfico fazer a festa um ano na Golpilheira e no outro em São Bento, e assim sucessivamente. Portanto, havia só uma festa religiosa por ano na nossa freguesia.
Ficou combinado que a Comissão da Igreja de São Bento não faria a festa este ano, mas sim no próximo, com a Comissão de Festas que “agarrasse a bandeira” na festa deste ano. Muito antes da data marcada para as festas da Golpilheira deste ano, havia indícios de que quem ia “segurar a bandeira” eram os nascidos em 1972, ou seja, os jovens que fazem quarenta anos em 2012. A Comissão da Igreja de São Bento teve informação de que os principais dinamizadores dessa equipa nunca fariam a festa em São Bento para o ano, inviabilizando-se assim o acordo.
Apesar do bom entendimento entre as duas Comissões das Igrejas, as pessoas inviabilizam estas boas intenções, como se depreende pelo que atrás mencionámos. Era bom que os habitantes da nossa freguesia deixassem de ser divisionistas e trabalhassem todos em prol do mesmo objectivo, unidos. É altura de acabarem estas rivalidades e todos colaborarem. Os de “cá de baixo” lá em cima e os de “lá de cima” cá em baixo. Sabemos que não vai ser fácil, mas poderá um dia ser possível. A dificuldade nunca será criada por nós.
A Comissão da Igreja de São Bento






terça-feira, 27 de setembro de 2011

O “estranho” silêncio da Saúde

Serviços regionais demoram em dar resposta

Como temos referido, o encerramento da Extensão de Saúde da Golpilheira foi-nos garantido por fonte segura e parece estar cada vez mais próximo.
Para além da prova que era a ausência da placa da Unidade de Saúde Familiar (USF) da Batalha, que já se encontrava afixada nas outras unidades do Centro de Saúde da Batalha e nas extensões de Reguengo do Fetal e de S. Mamede, nas últimas semanas tem sido feito aos utentes da Golpilheira o "convite" a mudarem a sua ficha para a Batalha, "se quiserem continuar a ser seguidas pelo actual médico".
Muitas pessoas já fizeram essa transferência, alegando que "não há outro remédio e mais vale mudar do que ficar sem médico". No entanto, há alguns que resistem a esta "pressão", mantendo viva a esperança de que esta Extensão de Saúde não encerre. Algumas pessoas que falaram ao Jornal da Golpilheira mostravam a sua admiração por esta situação, sem haver qualquer esclarecimento ou dado concreto sobre o encerramento ou não da unidade. Houve até quem perguntasse: "Caso o encerramento se venha a decidir pelo número baixo de utentes na Extensão da Golpilheira, não estaremos nós a contribuir para isso ao aceitarmos fazer a transferência para a Batalha antes de se saber oficialmente que vai fechar?" Uma boa pergunta…
A este propósito, António Lucas, presidente da Câmara da Batalha, referiu ao Jornal da Golpilheira que, após alguns meses de negociação, "o processo parece ser irreversível, pelo que o mais sensato será os utentes fazerem a sua transferência para a Batalha". O autarca afirma ter lutado para evitar este desfecho e diz desconhecer também a forma e a data concretas como será feita a passagem da Golpilheira para a USF. Ainda assim, António Lucas defende que "a população não deverá ser deixada sem médico de um dia para o outro", pelo que irá exigir dos serviços de saúde uma solução que contemple "a transferência automática de todas as fichas, cabendo depois a cada utente decidir se quer ficar ou não integrado na USF da Batalha". Lembramos que quem não o desejar ficará sem médico de família e deverá recorrer aos serviços de um Centro de Saúde independente da USF, em Leiria ou noutra localidade.

Saúde em silêncio
Tudo fizemos para nesta edição darmos toda a informação sobre o presente e o futuro deste edifício, pedindo aos serviços regionais de saúde algumas respostas a esse respeito. Até ao encerramento da edição, não conseguimos obter essas respostas. Esperamos ter todos os dados para o mês de Outubro, talvez numa altura em que o processo já esteja encerrado e já seja tarde para qualquer tipo de opção.
Encaramos com estranheza a demora dos serviços em informar as populações sobre as decisões que parecem já estar tomadas há muito tempo. Será que a Direcção Regional de Saúde aprovou a USF da Batalha sem um plano definido para o seu funcionamento? Será que a direcção dessa USF não sabe já quais os equipamentos que vai usar e quais vão ficar de fora? Será que os médicos que integraram essa USF não foram também informados sobre os locais e horários onde irão exercer? Se ninguém sabe ainda, ou se ainda não se decidiu o seu encerramento, porque estão a convidar os utentes da Batalha a mudarem-se para a Batalha, um a um, à medida que vão a uma consulta à Extensão da Golpilheira? Se sabem já a resposta, porque tardam em anunciar publicamente a decisão? Será apenas para evitar "ondas" e esperar que a Extensão acabe por fechar quase naturalmente, quando quase toda a gente tiver já transferido a sua ficha?
São perguntas que ainda não têm resposta, num processo que parece cada vez mais "estranho". Não seria mais correcto falar claramente à população, explicar os motivos das decisões e comunicá-las de modo frontal? Parece-nos que isso seria preferível a andarmos a "jogar às escondidas" com a população da Golpilheira.

Manuel Carreira Rito | LMF




171 - Voz de Vós

Por Vanessa Silva
Saúde

Com a notícia de que a Extensão de Saúde da Golpilheira vai fechar, saímos mais uma vez à rua para saber as opiniões que vão por aí. Só uma pergunta na manga:
- Qual a sua opinião sobre o encerramento da Extensão de Saúde da Golpilheira?

Madalena, empregada fabril
Acho mal, pois vai ser muito complicado, principalmente, para as pessoas mais velhas, pois muitas não têm transporte ou familiares que possam ir com eles. E depois como vai ser com as marcações das consultas? Vai toda a gente para a Batalha, do concelho todo? Isto não vai ser nada fácil. E se formos a ver, houve um investimento para nada, vai ficar aquele edifício ali às moscas.

 Adriana Guerra, estudante de radioterapia
Não estou de acordo, pois isso iria ser mais uma complicação para os utentes mais idosos. Se já era complicado conseguir consultas aqui, o que será na Batalha, onde a população é muito maior?

Festas de Nossa Senhora do Fetal

Os caracóis do Reguengo

Milhares de cascas de caracóis iluminam e acompanham as procissões em honra de Nossa Senhora do Fetal, uma tradição centenária que atrai milhares de pessoas e mobiliza toda a região.
Cumprindo-se a tradição, na sexta-feira dia 23 de Setembro, ocorreu a primeira procissão nocturna, com início na igreja matriz, através de um percurso de cerca de 800 metros, até ao Santuário de Nossa Senhora do Fetal, regressando à igreja matriz com a imagem no seu trono.
No próximo sábado, dia 1 de Outubro, volta a acontecer nova procissão, levando-se a imagem da Virgem de novo para o seu Santuário. A procissão ocorre cerca das 21h00 e será de novo abrilhantada com iluminações realizadas com inúmeras cascas de caracóis colocadas ao longo do percurso, produzindo um belo espectáculo visual, devido às imagens criadas pela imaginação das muitas pessoas que colaboram na realização do evento.
Esta era uma freguesia rural, em que a quase totalidade da sua população se dedicava à agricultura. O azeite, para além dos normais fins alimentares, era também utilizado nas candeias, como combustível para iluminação. Á semelhança das candeias, eram utilizadas como recipiente as cascas de caracóis, que com um pequeno pavio cumpriam o objectivo. É aí que tem origem esta tradição, que remonta aos séculos passados e tem sido alvo de grande empenho da população nos últimos anos.
Comemorando em 2012 os 500 anos da sua fundação, a freguesia do Reguengo do Fetal está rodeada de muita história e tradição. Para além do vasto património edificado e natural, a sua gente é muito apegada às tradições, sendo também um local onde se pode encontrar hospitalidade, tranquilidade, cultura e muita beleza.
Esta é uma ocasião propícia a uma visita.


I Encontro de Clássicos da Batalha

Organizado por "Victor Limousines"

Realizou-se, no passado dia 4 de Setembro, o I Encontro de Clássicos da Vila da Batalha, uma iniciativa daencontro acima citado. Foi uma organização de Victor Moniz, proprietário da empresa "Victor Limousines", contando com a colaboração do Município e de algumas entidades e empresas da região.
O encontro começou com a concentração junto ao pavilhão multiusos da Batalha, com a participação de mais de 90 viaturas. Depois de três voltas à vila, em caravana, dirigiram-se para o restaurante A Aldeia de Santo Antão, onde teve lugar o almoço.
Depois de aconchegados os estômagos, a caravana seguiu novamente para a vila da Batalha, passando pela Arrufeira, fazendo depois um percurso pela região: Casal do Quinta, Celeiro, Garruchas, Andreus, Barreira, Telheiro, Rotunda da Malaposta, Carvalhinha, Marvila, Chão Direito, Casal da Cortiça, Casal Mil Homens, Golpilheira e Batalha, com paragem junto às instalações da Adega Cooperativa da Batalha, onde houve uma degustação de vinhos.
Após o regresso ao pavilhão multiusos, foram distribuídos diversos prémios deste encontro aos melhores veículos e participantes. Todos levaram um saco-brinde com várias lembranças deste I Encontro, onde seguia também um exemplo do Jornal da Golpilheira, um dos parceiros do evento.
Segundo Victor Moniz, "nunca pensei que o evento atingisse tal dimensão, com 91 viaturas clássicas e muitos proprietários a trazerem as famílias a este verdadeiro convívio familiar". O autor da ideia e organizador manifestou também o seu contentamento pelo conjunto de parceiros que conseguiu juntar ao seu redor para este evento, nomeadamente a comunicação social, alguma de âmbito nacional. "Foi um desafio que se tornou um sucesso e, por isso, a empresa Victor Limousines já agendou a segunda edição deste encontro para o primeiro domingo de Setembro de 2012", assegura o responsável.
Resta referir que foram vários os golpilheirenses que participaram neste evento, alguns com vários veículos. Ficam as suas fotos.


Texto e fotos: MCR







34.ª America’s Cup em Cascais

FOTOREPORTAGEM
Por Rui Gouveia
Realizou-se de 6 a 14 de Agosto a 34.ª America’s Cup em Cascais, Portugal, contando com os melhores velejadores do mundo, sendo esta a etapa inaugural das Ac World Series da presente temporada. A regata, constituída pelo AC Match Race Championship e AC World Series Cascais Championship, tendo sido esta realizada no último dia do calendário da prova pela sua importância, teve como vencedores: 1.º - Emirates Team New Zealand (Nova Zelândia), com 10 pontos; 2.º - Oracle Racing N.º4 Spithill (EUA), com  9 pontos; 3.º - Artemis Racing (Suécia), com 8 pontos. A equipa vencedora (Grant Dalton e Deam Barker)já tinha no seu historial duas vitórias em provas do America’s Cup, sendo considerada uma das melhores equipas do mundo em monocascos, e procura desta forma impor-se em multicascos.






IV Gala do Futebol Distrital

Golpilheira premiada de novo

Decorreu no passado dia 9 de Setembro, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, a IV Gala do Futebol Distrital, levada a cabo pela Associação de Futebol de Leiria. Como do costume, abriu este evento Júlio Vieira, presidente da AFL, que realçou o trabalho de todos os agentes desportivos e as dificuldades com os clubes vivem, manifestando-lhes o seu incondicional apoio, dentro das possibilidades e competências da AFL. Enalteceu o grande número de equipas inscritas esta época, o que manifesta a disponibilidade de muitos voluntários, que desejam continuar a trabalhar em prol do engrandecimento dos seus clubes.
Nesta gala foram homenageados, pela sua longevidade, os clubes Castanheira de Pêra, com 50 anos, e Sport Clube Escola Bombarralense, com 100 anos. Como hábito, foram também homenageadas algumas pessoas nomeadas pelos clubes, atletas, treinadores e dirigentes. Mereceu grande destaque a homenagem a título póstumo a Armando Santo, mais conhecido por Velhinha, recentemente falecido, que recebeu uma ovação com toda a gente de pé.
No final, foram distinguidos os melhores atletas e treinadores, por modalidades. Teresa Jordão, treinadora das equipas de futsal júnior e sénior feminino do CR Golpilheira, foi uma vez mais a grande vencedora, mercê do trabalho que vem desenvolvendo na nossa colectividade há já alguns anos. Foram distinguidos ainda: melhor treinador de futebol 11 – Walter Estrela; melhor treinador de futsal masculino – Rogério Serrador; melhor jogador de futebol de 11 – Joel Domingues; melhor jogador de futsal – Tiago Cadete "Tico"; melhor jogadora de futsal – Margarida Marques "Pisco". Nos escalões de formação: futsal – Rui Gama; Futebol 11 – Nuno Pereira. Melhores clubes na formação: Futsal – Casal Velho; Futebol – U. D. Leiria.

MCR
















 

Equipas do CRG

FUTSAL
O futsal feminino do CRG tem participado em alguns torneios de preparação da época 2011-2012, dando provas de uma previsível boa prestação. Independentemente dos resultados, a participação nestes torneios "tem um balanço extremamente positivo, porque permite uma maior assimilação do modelo de jogo e fortalece o espírito de equipa", refere a treinadora, Teresa Jordão.

Porto Masters Cup
Decorreu no Pavilhão Multiusos de Baião, no dia 11 de Setembro, o torneio Porto Masters Cup, organizado pela ACD Mindelo com a participação das duas equipas daquela formação (AF Porto) e as convidadas AD Baião (AF Porto), Desportivo Jorge Antunes (AF Braga), Lusitânia FC Lourosa (Aveiro) e CR Golpilheira (AF Leiria).
Inserida no grupo B com as equipas da AD Baião e ACD Mindelo B, a nossa equipa venceu os dois jogos, apurando-se para a meia-final onde defrontou a equipa da ACD Mindelo A, tendo vencido por 1 a 0. Na final, com a equipa de Aveiro Lusitânia FC Lourosa, venceu por 4 a 1, sagrando-se assim a vencedora do torneio.

Torneio Cidade de Cantanhede
No dia 17 de Setembro, realizou-se no pavilhão "Os Marialvas" o Torneio Cidade de Cantanhede, organizado pelo CD Ourentã (AF Coimbra). Para além da organizadora, participaram as equipas Restauradores Avintenses (AF Porto), AD Flaviense (Vila Real) e CR Golpilheira (Leiria). No primeiro jogo, defrontámos as vice-campeãs nacionais (Restauradores Avintenses) e perdemos por 2 a 0.
Na atribuição dos 3.º e 4.º lugares, jogámos com a equipa da AD Flaviense e vencemos por 5 a 2, ficando assim no 3.º lugar.

Reforços
O CRG apresenta três reforços para a época 2011/2012. Duas delas dispensam qualquer tipo de apresentação, uma vez que são duas referências do futsal feminino, Joana Lara (1) e Margarida Marques (2), mais conhecida por "Pisco", que na época transacta representaram a Academia da Caranguejeira e foram campeãs distritais. A outra jogadora, ainda júnior, chama-se Maria Jerónimo (3) e na época passada representava o União de Leiria. É uma jogadora jovem, com qualidade e ainda com muitos anos para progredir, que vai reforçar tanto as juniores como as seniores.

Seniores Femininos – Super-Taça Distrital
08-10 (local e hora a designar) – Golpilheira / Academia Caranguejeira

Campeonato Distrital da Divisão de Honra
15-10 – Início do campeonato, desconhecendo-se ainda o adversário, uma vez que o sorteio é apenas no próximo dia 20.


Futebol

Benjamins "A" – 1º. Torneio Distrital Fut. 7
29-10 – Início provável da prova

Infantis Sub/13 – Campeonato Distrital Fut. 7
Após o sorteio realizado no dia 13, o Centro Recreativo da Golpilheira ficou inserido na série D, com as seguintes equipas: Associação Desportiva Portomosense, Atlético Clube Marinhense B, Clube Desportivo Os Andorinhas, Clube Desportivo de S. Bento/Porto de Mós, Escola Academia do Sporting da Marinha Grande B, Ginásio Clube de Alcobaça B, União Desportiva da Batalha e União Desportiva da Serra.
08-10 – Início do campeonato (folgamos)
15-10 (S. Bento) – São Bento/Golpilheira
22-10 (Barrocas) – Golpilheira/UD Batalha
29-10 (Porto de Mós) – Portomosense/Golpilheira

Veteranos Futebol 11
24-09, 18h00 (Batalha) – Golpilheira/União de Tomar
22-10 (Várzeas-Leiria) – Várzeas/Golpilheira
29-10, 18h00 (Batalha) – Golpilheira/União de Almeirim

João Monteiro (Mocheco), atleta da UDL

Entrevista a um futebolista que iniciou a formação no CRG

Este é o nosso quarto atleta entrevistado: João Pedro Gaspar Monteiro, conhecido por “Mocheco”, nascido em 30-12-1993, no Vale do Horto, Azóia, concelho de Leiria. Representa desde há seis épocas a União Desportiva de Leiria.

Com que idade iniciaste a formação e quem era o treinador?
Iniciei com sete anos. O treinador era o Luís Rito, ajudado pelo Jorge Rito (Chalana).

O que mais te marcou no teu primeiro clube de formação?
As amizades que criei e mantenho ainda hoje... e espero manter para sempre.

Depois do CRG, foste para a União de Leiria. Quem foi o teu primeiro treinador e como foi a integração nessa equipa?
Foi o Fredy. No primeiro ano não foi fácil. O que me ajudou foi ter como companheiro o Bruno Silva, que também veio comigo do C.R. da Golpilheira. No segundo ano e seguintes as coisas tornaram-se mais fáceis, uma vez que fui ganhando a amizade e confiança dos meus companheiros de equipa.

Sempre jogaste na posição de guarda-redes, ou experimentaste outra?
O Luís Rito, no princípio, colocou-me a jogar do lado direito numa posição mais ofensiva. Foi o Chalana que me colocou a primeira vez na posição de guarda-redes, talvez pela minha estatura. Eu adaptei-me bem, gosto e continuo a gostar e penso que é o lugar certo para mim.

Como avalias a tua progressão, desde que ingressaste na UDL?
Evoluí muito, já que as exigências são muito maiores. Disputei em todos os escalões o Campeonato Nacional da Primeira Divisão, o que obriga a ter pelo menos quatro treinos por semana, mais esforço, mais aplicação e os resultados estão à vista. A minha evolução tem sido progressiva e consistente. Espero que assim continue, pois ainda tenho muito para aprender.

Sei que já fizeste uma pré-época com a equipa sénior da UDL? Que tal foi a experiência?
Foi na época passada, com o mister Pedro Caixinha, em Gouveia – Serra da Estrela, e a experiência foi óptima. Conheci uma nova realidade. Pensava que era fácil chegar lá acima, mas agora vejo que não é, mas é possível, com muito trabalho, esforço, sacrifício e dedicação. Para se ser profissional é preciso trabalhar muito e no duro e ser muito persistente. Mas é isto que eu quero.

Como te defines como guarda-redes?
Seguro, com facilidade nos cruzamentos, eficaz dentro dos postes, boa percepção no tempo de saída a jogadores isolados. Reponho bem a bola em jogo, tanto com os pés, como com as mãos. Em todas estas situações tenho de evoluir, mas penso que onde devo evoluir mais é dentro dos postes.

Ao longo de todos estes anos em que disputaste Campeonatos Nacionais, a competição com os teus colegas de posição na equipa, à procura da titularidade, é muito grande. Alguma vez te sentiste desmotivado?
Sim, algumas vezes. Sou muito ambicioso. Quero jogar sempre e ser titular, mas reconheço que os meus colegas também têm valor e lutam pelo mesmo objectivo. Mas essa desmotivação foi sempre passageira e cada vez tenho mais força para trabalhar.

Pensas enveredar pelo profissionalismo, quando chegares à idade de sénior, que é já para a próxima época?
Claro, é esse o meu grande objectivo. Para ele trabalho todos os dias, abdicando de muitas coisas que os jovens com a minha idade podem usufruir. Pretendo chegar à equipa principal da UDL. Se não for possível neste clube, noutro onde possa evoluir ainda mais e que dispute um Campeonato Nacional.

Pensas conciliar o futebol com os estudos e tirar um curso superior?
Neste momento não. Estou a acabar um curso técnico-profissional, e por agora fico por aqui. Quero concentrar-me exclusivamente no futebol. Ser profissional é um meu grande sonho e grande objectivo.

Qual o clube onde te sentiste mais feliz?
Mais feliz, foi na Golpilheira. Mais amizade, mais sinceridade. Embora com muita ingenuidade, própria da idade, tudo era mais puro, sem qualquer maldade. O mítico Campo das Barrocas e as suas bifanas deixam-me muita saudade.

Quais os treinadores que mais te marcaram em cada equipa?
No CRG foi o Chalana e na UDL foi o Fredy.

Para terminar, queres enviar uma mensagem para os atletas dos escalões de formação do CRG?
Trabalho, muito trabalho e dedicação naquilo que fazem, para poderem ter um bom futuro a nível desportivo e não só.
Manuel Carreira Rito








Atletismo no CRG, uma miragem ou uma realidade?

O atletismo chegou a ser a modalidade principal do CR Golpilheira. Decorriam os finais dos anos 70, princípios dos anos 80, quando um punhado de atletas começavam a dar cartas no Distrito e no País. O sector feminino era o mais forte, chegando inclusivamente Fátima Santos a classificar-se em 5.º lugar no Corta Mato Nacional em Braga, no escalão de Juvenis Femininos. Infelizmente, todo o trabalho foi por água abaixo, já que na época de 1985/1986 a Colectividade não foi inscrita, não por falta de atletas, mas por directores que continuassem com esta modalidade.
Passados alguns anos, voltámos a ter equipa, mas apenas por uma época. Neste momento, há fortes possibilidades de voltarmos a ter novamente atletismo na Golpilheira. Apenas é necessário que as pessoas que gostam desta modalidade se mobilizem um pouco mais. Encontrar atletas não vai ser muito difícil, uma vez que no nosso concelho, que eu tenha conhecimento, não há qualquer equipa federada. Esta modalidade deu muito à nossa Associação: conhecimento, prestígio e muitos troféus, que orgulhosamente se encontram expostos na nossa grandiosa “sala de troféus”. A Associação de Atletismo de Leiria está connosco neste projecto, e tudo vai fazer para que o mesmo seja um êxito.

D. António Marto apresenta Carta Pastoral para 2011-2012

“Testemunhas de Cristo no Mundo”

O Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, acaba de publicar a Carta Pastoral que será o documento orientador para o ano pastoral de 2011-2012. Na base da sua elaboração, foi escolhido o lema bíblico “Brilhe a vossa luz diante dos homens” (Mt 5, 16), no contexto do sermão das Bem-Aventuranças, ilustrado com o símbolo da “Luz de Cristo que os cristãos são chamados a levar ao coração do mundo com o testemunho da sua vida”.
Com o título “Testemunhas de Cristo no Mundo”, a Carta insere-se na dinâmica do Projecto Pastoral em curso na Diocese desde 2005, marcando o início do último biénio, todo ele dedicado ao tema geral da “missão da Igreja ao serviço da pessoa humana”. Neste último ano, em concreto, a proposta é centrada “no testemunho da caridade de Cristo através das obras de justiça, de promoção do desenvolvimento humano e de paz, ao serviço da dignidade da pessoa numa sociedade justa e fraterna”, como refere D. António Marto no início do documento. Para tal, aponta três objectivos a cumprir: “despertar nos cristãos a consciência da sua missão no mundo em ordem à evangelização e humanização das realidades temporais; promover uma espiritualidade e uma formação do compromisso cristão na sociedade; desenvolver o apostolado laical, pessoal e associado, nos diferentes âmbitos da vida”.
A Carta Pastoral começa por apontar alguns “desafios de hoje”, num mundo marcado por “uma certa cultura do desencanto, de crise de confiança na vida, na bondade da vida e do mundo”, onde o cristão é chamado a um “forte empenho da caridade em todas as suas dimensões, seja de proximidade seja social e política, para construir uma sociedade toda ela solidária em que todos demos as mãos para fazer face aos problemas maiores do desemprego, da pobreza e da doença”.
O segundo capítulo do documento é uma meditação sobre três passagens do Novo Testamento que ilustram como a missão cristã se funda no convite de Jesus aos discípulos a serem suas testemunhas no mundo. A primeira é a conclusão do Sermão das Bem-Aventuranças: “Brilhe a vossa luz diante dos homens” (Mt 5, 16). A segunda é a parábola de Jesus sobre o homem rico e o pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31), “que interpela e sacode profundamente a consciência e a conduta social dos cristãos”. A terceira leva-nos ao ambiente de Atenas visitada por S. Paulo, ilustrando a importância do diálogo entre a fé e a cultura (cf. Act 17, 16-34). É à luz destes textos que o cristão deve compreender a sua presença no mundo: “A vocação dos cristãos é ser alma do mundo, estar dentro do mundo como o fermento no meio da massa”.

Orientações
A última parte da Carta Pastoral é dedicada às orientações práticas para o novo Ano Pastoral, lançando aos diocesanos o desafio a “assumir o rosto de uma presença e de um testemunho mais autêntico, mais decidido e comprometido”. Dividida em nove alíneas, pretende responder à questão: “Como tornar esta missão mais visível, mais concreta e mais significativa na sociedade de hoje?”
Em cada um dos pontos, D. António Marto apresenta os tópicos que considera mais importantes e as respectivas propostas de acção:

1. Para uma “vida espiritual de qualidade”, pede que “os promotores de conferências, retiros e outras acções proponham uma espiritualidade que ajude a viver a própria profissão e empenho na sociedade à luz e sob o impulso da fé cristã” e volta a propor o “Retiro para o Povo de Deus, durante a Quaresma, sob a forma da lectio divina.

2. Para a “qualidade do serviço ao mundo”, aponta a necessidade de “formação cristã de jovens e adultos” e propõe que “as escolas paroquiais ou vicariais da fé, os movimentos apostólicos e de espiritualidade e o Centro de Formação e Cultura incluam esta perspectiva nas suas propostas e actividades”.

3. Para que a Eucaristia seja “pão repartido para a vida do mundo”, recomenda “aos sacerdotes que tenham presente o tema deste ano pastoral nas homilias, as preparem bem e usem mais frequentemente a Oração Eucarística V/D do Missal Romano, intitulada Jesus passou fazendo o bem”.

4. Para o “serviço do Reino de Deus nos ambientes da vida social”, serão promovidos durante o ano, “a nível vicarial ou diocesano, encontros de cristãos de um ou outro sector socio-profissional, para mostrar como é possível estarem presentes nas mais diversas realidades seculares levando aí os valores do Evangelho”.

5. Para “promover a qualidade humana na vida da sociedade”, afirma que “as comunidades e instituições católicas deveriam tornar-se exemplares”.

6. Para o “empenho pelo bem comum” defende “uma séria educação para a socialidade e para a cidadania responsável”, sendo “salutar tomar iniciativas, neste sentido, a nível paroquial, vicarial ou diocesano, de oferecer encontros de sensibilização ou mesmo uma formação em breves módulos sobre a Doutrina Social da Igreja”.

7. Para o “diálogo entre fé e cultura”, propõe uma especial atenção a três sectores: a comunicação social, a educação e o património da história e arte.

8. Para promover a família como “principal recurso da sociedade”, desafia a Pastoral Familiar a trabalhar as dez catequeses elaboradas para o VII Encontro Mundial das Famílias Católicas, sobre o tema “A Família: o trabalho e a festa”, a decorrer em Milão, de 30 de Maio a 3 de Junho.

9. Para viver a mensagem mariana de Fátima como promotora desta “civilização do Amor e da Paz”, pede que todos se associem “espiritualmente ao lema do Santuário para este ano” e refere a peregrinação diocesana, no 5.º Domingo da Quaresma, como momento especial para nos ajudar a “acolher o convite de Maria e a corresponder-lhe tornando-nos construtores de relações de paz, promovendo a reconciliação e a justiça e empenhando-nos na defesa do bem comum e da solidariedade”.

Assembleia
A Carta Pastoral será oficialmente apresentada pelo Bispo D. António Marto, na tarde do domingo 2 de Outubro, na habitual Assembleia Diocesana que marca o início de cada ano pastoral. Para este encontro, onde o Prelado terá oportunidade de desenvolver o conteúdo do documento, são convidados todos os fiéis de Leiria-Fátima, em particular os que mais directamente estão envolvidos na dinamização pastoral das comunidades, movimentos e instituições da Diocese.
Entretanto, estará também à venda na loja da Gráfica de Leiria, no centro da cidade, e em algumas outras livrarias religiosas.

Luís Miguel Ferraz

Catequistas da Batalha preparam-se

Convívio em S. Bento

Realizou-se no passado dia 25 de Setembro, no salão de São Bento, um encontro para o qual foram convidados todos os catequistas da paróquia da Batalha, em ordem a preparar o novo ano pastoral que vai começar entretanto.
Com cerca de duas dezenas de participantes, o programa começou com a apresentação de alguns tópicos sobre a catequese e o funcionamento prático, por parte do nosso pároco, padre José Ferreira, seguindo-se um diálogo para esclarecimento de dúvidas.
A tarde continuou com a oração de Vésperas, presidida por monsenhor Luciano Guerra, e terminou com um jantar convívio, oferecido pela Paróquia e confeccionado por elementos da Comissão da Igreja de São Bento.
Ficou combinado que a catequese terá o seu início no fim-de-semana de 15 e 16 de Outubro, sendo na Golpilheira no domingo dia 16 de Outubro. Ficou ainda um alerta para que houvesse mais voluntários para o exercício desta tarefa.

Obrigado, na despedida

Manuel Carreira Rito

Padre Manuel Pina Pedro

Há vários anos na Batalha, a colaborar com o pároco José Ferreira, o padre Manuel Pina Pedro, também capelão das prisões de Leiria, vai ser responsável pela paróquia do Alqueidão da Serra, Porto de Mós, a partir do próximo dia 2 de Outubro.
Padre muito jovem, com um percurso invulgar, tal como o seu irmão gémeo, João, responsável pela paróquia de Espite. Oriundo duma família humilde, numerosa (oito irmãos), onde a fé cristã era e é dominante, cedo teve o impulso para o sacerdócio. No entanto, o chamamento mais forte surgiu cerca dos 22 anos. Aqui começa um percurso invulgar e julgo que inédito, não só em Portugal, como na Europa e talvez no Mundo. Profissionais da PSP (Polícia de Segurança Pública), ambos colocados, foram chamados por Deus para esta grandiosa e nobre tarefa de salvar almas e entregar-se totalmente a Cristo. De certo não foi uma decisão fácil, mas foi muito frutuosa, para bem das comunidades em que se inserem.
Ao padre Manuel, desejo o maior sucesso na sua nova tarefa, aproveitando para lhe agradecer a felicidade que tenho em ser um dos seus amigos. Por tudo quanto fez pela nossa Golpilheira, um bem-haja, e até sempre. Um forte abraço.

Pistas para a resolução da agricultura no vale do Lena

António P. Grosso
 
    
A Caixa de Crédito Agrícola da Batalha foi fundada para apoio aos agricultores do concelho e o seu desenvolvimento e expansão a estes muito se deve, pelo aforro e também os depósitos dos mais abastados. 
Assim, a quem mais compete ajudar os agricultores do concelho, senão à Caixa? 
A seguir, passo a dar pistas para o aproveitamento das terras, a maioria das quais estão já em pousio ou plantadas de árvores, que em nada servem a própria rentabilidade e função do vale, dadas as suas particulares qualidades, quer no que respeita ao solo, quer no que respeita à água:
  1. Fazer um levantamento de todos os proprietários do vale. 
  2.  Inventariar o que lá está implantado, quer de culturas, quer de instalações. 
  3. Reunir com todos os proprietários para indagar quais as suas disponibilidades para que seja criada uma associação de todos os donos dos terrenos, para que os mesmos sejam agrupados no sentido de se fazer uma agricultura em conjunto. 
  4. A Caixa de Crédito ficaria a liderar o processo, quer no que respeita à implantação agrícola, financiamento, apoio do Ministério da Agricultura, quer no que respeita à garantia de propriedade dos actuais proprietários, quer na escolha das culturas que os serviços técnicos do Ministério acharem mais apropriadas. 
A titulo de exemplo, veja-se o que foi o plano de rega do vale do Lis, pense-se que no ano passado foram importados cerca de 4.000 camiões de maçã e veja-se o que o Vale do Lena poderia produzir só... em maçãs de Alcobaça. 
Veja-se, por fim, se é melhor deixar ao abandono, a criar silvas ou a plantar carvalhos, um vale que tem um bem essencial que é ter ao longo do ano água do rio Lena. Quantas terras haverá com tão boa qualidade como a nossa? 
Olhe-se para o futuro, a crise veio para ficar, e quem se deixar tomar pelo desânimo, aos descendentes, um pesado encargo lhes deixará. 
O tempo do passado, em que os da minha geração diziam querer deixar um bocadinho de terra para o seu filho fazer a sua casinha, já passou. Olhem para o que custa a todos nós termos uma casinha no terreno que era dos nossos pais. 
A ligação da rede da electricidade, da rede de esgotos, da rede de águas e o caminho. Quanto isso nos custa? 
As contribuições que o Estado nos suga já não bastam e que obriga, qual pedinte de mão estendida, a suplicar e a entregar a nossa soberania que ao longo dos séculos tanto custou a ganhar. Pensem bem... é o futuro dos nossos filhos que está em causa. 
 
  
 
 
  
 
  
 
  
 
  
 
  
 
  
 
 

Mosteiro: meios de medir e prever o tempo

José Travaços Santos


São coisas que nos passam despercebidas, mas que o leitor irá achar curiosas.
No Mosteiro de Santa Maria da Vitória há dois meios de medir o tempo e um para o prever.
Antes dos relógios mecânicos, as horas do dia iam-se sabendo pelos relógios de sol, colocados verticalmente, na maior parte dos casos, ou horizontalmente. Ambos estão espalhados pelo monumento, sendo o mais visível e conhecido o que se encontra nas proximidades da porta sul da igreja conventual. Um semi-círculo gravado no calcário, numeração romana e um longo ponteiro de ferro com a devida inclinação para fazer a sombra correcta a marcar as horas.
No Claustro Real, um horizontal, num dos arcos, ou melhor: no parapeito de um dos arcos da proximidade da Fonte dos Frades, cujo papel de ponteiro é desempenhado por um colunelo da ornamentação manuelina. Outro, também horizontal, está no piso superior do claustro de D. Afonso V. Vários verticais, evidentemente sempre no exterior e virados a Sul, encontram-se noutros locais do edifício.
Depois dos antiquíssimos relógios de sol, surgem os relógios mecânicos e um dos mais antigos do nosso País estava no Coruchéu da Cegonha, nome que designa a sua torre principal, e hoje, velhinho e achacado pelos anos e pelos cataclismos, jaz exposto, o que dele sobrou, no piso superior do Claustro de D. Afonso V, tendo sido substituído no século XIX pelo que ainda lá se encontra, mas reduzido ao silêncio, em virtude do toque dos seus grandes sinos provocar vibrações que afectam a debilitada estrutura da imponente torre. (A propósito, convém lembrar que as potentes aparelhagens sonoras e os foguetes exercem em todo o monumento idêntica acção desgastante).
Nesta torre, abalada já pelo terramoto de 1755, cerca de 50 anos depois, durante forte trovoada, caiu uma faísca que a fez ruir em parte e que, com certeza, danificou o primitivo relógio. Os estragos só foram reparados no tempo da direcção das obras de restauro do arquitecto Lucas José dos Santos Pereira (1852-1884), altura também em que se coloca aí o pára-raios.
Durante séculos, as badaladas do relógio conventual iam marcando o dia dos habitantes da Vila e dos lugares vizinhos, onde se ouviam perfeitamente. Era o único relógio mecânico a servir com rigor as comunidades batalhenses.
Mas o monumento dispõe, noutra torre, dum pequeno campanário gótico, erguido junto ao telhado de protecção da abóbada da Casa do Capítulo e cujo sino único tanto chamava os fiéis à oração como, tocado a rebate, alertava a população ou pedia socorro para alguma desgraça, campanário encimado por uma bandeirinha de ferro que, há séculos, também, mantém fielmente a sua função de catavento, sempre rigorosa, a dizer-nos de que lado está o vento e, assim, a informar-nos do tempo que virá: do Norte frio, do Noroeste chuva gelada e miudinha, do Sul suão no Verão e chuva no Inverno mas com subida de temperatura, do Leste trovoada ou tempo seco e do Oeste chuva.
Mas ainda tem outra, conforme a crença popular: na noite de Natal, de onde sopra o vento, assim será predominantemente o ano inteiro.
Ai, se sopra de Leste, sinal de ano de sequeiro!

171 - Junta Informa

Coluna da Junta de Freguesia

Comunicado
O estranho fecho da Extensão da Golpilheira

A Extensão de Saúde da Golpilheira funciona num espaço relativamente novo, com óptimas condições físicas, bons acessos e baixo custo de manutenção. Os gasto da sua construção foi quase exclusivamente suportado pelo Município da Batalha, e pensávamos que passaríamos ao lado desta desenfreada tentativa de “cortes” e reduções nos gastos do Estado, como se o fecho desta unidade trouxesse alguma mais-valia económica.
Mais uma vez, vem a Junta de Freguesia descrever e informar o seu papel no processo da Extensão de Saúde da Golpilheira:

1. Como os golpilheirenses bem sabem, ao longo dos últimos seis anos, sempre quisemos que os serviços de saúde fossem melhorados na nossa extensão. Com a criação da USF (Unidade de Saúde Familiar), sentíamos que poderiam vir daí melhorias significativas no atendimento no serviço local da Golpilheira. Muito surpreendidos ficámos por os órgãos decisores do Ministério da Saúde não terem autorizado a extensão de saúde da nossa freguesia a incorporar a USF.

2. Posto isto, e no resultado de uma primeira informação a este respeito, foram várias as tentativas que fizemos para inverter o processo, articulando sempre com a Câmara Municipal, na defesa da continuidade do serviço na nossa freguesia. Todas as tentativas foram infrutíferas. Diziam-nos que “a decisão já estaria tomada e não haveria retorno possível”. Ficamos espantados como é que se continuam a tomar decisões desta relevância, sem que se consulte a população, ou os seus representantes locais. É inacreditável.

3. Considerando um dado adquirido, apressámo-nos a sentir o pulso à USF e às verdadeiras intenções em relação à população da Golpilheira. Em conversa com uma administradora da USF, foi-nos garantido que as melhorias no atendimento seriam consideráveis. Nomeadamente, os horários de atendimento, o tempo de espera, as consultas da especialidade, o atendimento ao sábado, etc.

4. Nesta altura, considerando que já teríamos queimado quase todos os cartuxos, os argumentos da Junta de Freguesia sempre foram no sentido de garantir o serviço para os que têm impossibilidade de se deslocar com facilidade. Propusemos que seria razoável fazer atendimento dois ou três dias por semana, para os que têm dificuldade no transporte para a Batalha. E nada conseguimos.

5. Resta-nos a última possibilidade, que é, em articulação com o Município, poder haver regularmente um transporte diário de ida e volta, desde a Extensão de Saúde da Golpilheira até ao Centro de Saúde da Batalha. É a única forma de não excluir ninguém do direito ao serviço de saúde garantido.

Conclusão
É com muita pena minha que, pela primeira vez, sinto que fomos derrotados pelo autismo das instituições governativas e dos organismos de gestão intermédia do Estado.
Sabemos que os utentes têm vindo a ser convidados a integrar a USF na batalha, transferindo a ficha e mantendo o médico de família (Dr. Nuno). Por isso, recomendamos a todos que façam a sua transferência, quando forem abordados para tal, até porque:
- Foi-nos dito que, os que não o fizerem, ficarão impedidos de ser atendidos na USF da Batalha e terão de se deslocar a outros postos de saúde, tais como Leiria ou Marrazes.
- Não é de crer que a Administração Regional de Saúde consiga médicos para fazer serviço na Extensão da Golpilheira, considerando a falta de médicos em todo o País.
- O edifício fica, e nunca se sabe se um dia não será possível integrar a nossa extensão na USF da Batalha, ou encontrar outro modelo qualquer de serviço à população.
Eu ainda não atirei a toalha ao chão e continuarei, com a comunidade, a lutar para que possamos vir a ter um serviço decente de saúde na nossa Freguesia.

Com os melhores cumprimentos, o presidente
Carlos Alberto Monteiro dos Santos



171 - Segurança rodoviária

Associação Cap Magellan

“Sécur’été 2011”: balanço final

A Cap Magellan, principal associação de jovens lusodescendentes de França, organizou pelo 9.º ano consecutivo uma campanha de Segurança Rodoviária intitulada "Sécur'été", dirigida aos automobilistas em geral, mas particularmente aos portugueses e lusodescendentes residentes em França e em toda a Europa, que se deslocam de carro a Portugal durante as férias de Verão.
Tendo decorrido em três países, França, Espanha e Portugal, esta campanha procurou sensibilizar a opinião pública para os perigos das viagens longas (fadiga, excesso de velocidade, etc.) e para as precauções a ter (preparação do veículo, parar de 2 em 2 horas para descansar, etc.). Pretendendo tocar os jovens, nomeadamente aquando das saídas nocturnas, a campanha tinha ainda como objectivo alertá-los para os perigos da condução sob o efeito de álcool.
Como em cada ano, a Cap Magellan acompanhou os automobilistas nas estradas em direcção a Portugal, recebendo-os nas fronteiras de Vilar Formoso, Valença e Vila Verde da Raia. Tanto no norte como no centro do País, passando também por Lisboa, a equipa da Cap Magellan percorreu cerca de 4000 quilómetros num Toyota Auris Híbrido cedido pela marca Toyota especialmente para a campanha para informar sobre o código da estrada, para alertar para os perigos daí decorridos e sobre as precauções a ter, para distribuir material informativo (Guias de Vaerão 2011, folhetos, mapas rodoviários…). À saída das discotecas os condutores "sopravam no balão" para verificar as taxas de alcoolemia.
De Valença a Vilar Formoso, passando por Vila Verde da Raia, de Viana do Castelo a Lisboa, passando por Fafe, Chaves, Vila Real, Figueira de Castelo Rodrigo, Figueira da Foz, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, São Martinho do Porto, Vieira de Leiria, Pedrógão, São Pedro de Moel e até Castelo Branco e Vilamoura, milhares de pessoas se cruzaram com os voluntários da campanha, sobretudo em lugares turísticos como as praias, o Santuário de Fátima ou o Mosteiro da Batalha ou de Alcobaça… Ou, para os amantes da diversão nocturna, também em várias discotecas, nomeadamente na Look’s de Vila Real, na Factory de Fafe, na Império Romano da Marinha Grande, na Platz de Chaves e numa noite muito especial em parceria com a VIP na Palace Kiay de Pombal. A Cap Magellan esteve ainda na Beach Party na Praia das Paredes. Mesmo que não pessoalmente, muitas outras pessoas tomaram conhecimento através dos parceiros da campanha, televisões, rádios, revistas e jornais, entre os quais o Jornal da Golpilheira.
Segundo a organização, "foi durante as acções nocturnas que a campanha obteve maior impacto, convencendo muitos que não estavam em condições de conduzir a deixar o automóvel a outra pessoa". Este e outros factores "dão-nos ainda mais motivação para manter esta campanha anual de prevenção e segurança rodoviária", sendo o "balanço positivo destas acções de sensibilização, que foram úteis mais do que num caso, informando sobre os perigos na estrada, tudo num ambiente de bom humor". Acrescenta-se ainda "a distribuição do Guia de Verão 2011, com indicações sobre os lugares a visitar em Portugal e das actividades a realizar durante as férias".
Apesar de tudo, "as estradas portuguesas conheceram novamente acidentes trágicos", pelo que "a campanha continuará no futuro", garante a Cap Magellan, aproveitando para agradecer "a todos os nossos parceiros, à madrinha desta edição – Elisabete Jacinto – assim como a todos os voluntários".













171 - Vinha

José Jordão Cruz, Eng. Técnico Agrário

Casta Avesso

Esta casta de uvas portuguesa, que produz vinhos verdes brancos, tem a sua predominância de cultivo nas sub-regiões que fazem fronteira com a região do Douro, como Santa Marinha do Zêzere, Baião, Resende e Cinfães. É uma casta que produz “vinhos muito agradáveis com aromas saborosos, que lhe dão uma harmonia fora do comum”, talvez por gostar de terrenos mais agrestes e secos.
Como sabemos, os vinhos verdes únicos no mundo abundam nas sub-regiões do Minho, logo zonas mais húmidas. No entanto, como vos disse no artigo anterior, este ano em termos de clima foi um ano atípico, pois este ano choveu menos na região dos vinhos verdes do que noutras regiões vinícolas portuguesas e com temperaturas mais elevadas. Por isso, este ano nos vinhos verdes também foi necessário antecipar as vindimas e com grau alcoólico mais elevado.
Na casta de uvas de vinho verde Avesso, vindimado acima dos 11 graus, obtém-se um sabor requintado, que um bom peixe à refeição não perdoa.
Digo peixe, porque somos, a seguir à Islândia, o país do mundo que consome mais peixe per capita. Claro que um bom vinho branco também vai com um bom prato de carne, falo por mim apenas, pois os gostos não se discutem e o consumidor tem toda a liberdade de escolha. Como técnico agrário da área da multiplicação de castas de uvas, tenho todo o interesse e gosto em conhecer os sabores dos vinhos das diversas castas de uvas que multiplicamos.
Não me admira nada que esta casta, atendendo à sua rusticidade de cultivo, não seja solicitada pelos enólogos para ser experimentada noutras regiões vinícolas do país, dando, claro, outro tipo de vinhos.





171 - Engenharia

Por David Lucas, Engenheiro Civil

Reforço de estruturas – materiais compósitos

A Engenharia Civil prima por desenvolvimentos tecnológicos em várias vertentes. Uma dessas vertentes, que pode ser considerada uma nova tecnologia, diz respeito ao reforço de estruturas recorrendo a materiais compósitos – compostos normalmente por dois tipos de materiais, uma resina polimérica (matriz) e diversos tipos de filamentos, como o vidro, o carbono ou as fibras aramídicas. Enganem-se quando pensam que a fibra de vidro só serve para modelar os pára-choques do vosso carro, ou para fazer um kayake que vão usar num dos vossos passatempos. Na verdade, a forma como as fibras são utilizadas e a sua disposição, em peças de betão armado ou metálicas, nada tem a ver com as aplicações referidas anteriormente, mas o material é semelhante.
Estes materiais compósitos, de nome GFRP (Glass Fiber Reinforced Polymer), CFRP (Carbon Fiber Reinforced Polymer) ou ainda AFRP (Aramidic Glass Fiber Reinforced Polymer) são utilizados para o reforço e reparação de estruturas. Podem ser reforçadas vigas, pilares e lajes, constituindo-se como uma solução algo dispendiosa mas prática em situações específicas, onde não podem ser utilizadas algumas técnicas convencionais ou materiais mais “pesados” (ex: chapas de aço). A aplicação destes materiais processa-se com a colagem de laminados, tecidos ou mantas, recorrendo a matrizes diferentes para cada situação. Considera-se como principal vantagem a capacidade de manuseamento dos materiais, já que, comparativamente às chapas metálicas, estes materiais são mais leves e com um nível de durabilidade elevado.
Os estudos associados a esta tecnologia tiveram inicio na década de 60 e, decorrido este tempo, ainda não foi possível avaliar de forma precisa o seu comportamento – já que a sua aplicação ainda não foi generalizada. O projectista encara assim algumas dúvidas no dimensionamento destes sistemas.
Com um nível de construção saturado ou com entidades sem liquidez para surgirem novos prédios em espaço útil, deve-se arriscar na reabilitação e reparação de edifícios apostando em tecnologias inovadoras, onde esta técnica tem a sua devida dimensão.
Curiosidade: qual a obra de betão armado reconhecida como mais antiga?
R: Por incrível que pareça, é um barco em ferrocimento, executado por Jean-Louis Lambot, em 1848.

171 - Combatentes

Coluna da responsabilidade do
Núcleo da Batalha da Liga dos Combatentes


Talhões e ossários dos Combatentes

Poucos anos após o fim da Guerra de 1914-1918, por todo o País começaram a ser construídos, em muitos cemitérios, talhões destinados à última morada dos Combatentes que nos iam deixando e desde que, ainda em vida, manifestassem o desejo de ali serem sepultados. Aos talhões, seguiu-se a construção de ossários, naturalmente, com o objectivo de para aqui irem sendo transladadas a ossadas dos que há mais anos tinham falecido.
Com o advento das guerras coloniais, onde, como sabemos, durante os mais de 13 anos da sua duração, tombaram cerca de onze mil portugueses, nos anos subsequentes foram-se construindo mais talhões e ossários.
Na Batalha não se fugiu à regra e no cemitério da vila existe também, há muitas décadas, um talhão e um ossário, tendo aquele já sido acrescentado.
Recentemente, com o aumento da área do cemitério da Golpilheira, foi igualmente possível construir um talhão para os Combatentes e reservar um espaço para a construção do ossário.
As obras do talhão, constituído por oito covatos, foram concluídas em Junho de 2006, tendo o mesmo sido benzido (felizmente, ainda não foi "inaugurado"…) no dia 26 desse mês, em cerimónia que contou com as principais autoridades do nosso concelho, para além de gentes golpilheirenses, com destaque para os seus Combatentes. Por essa altura, chegámos a informar a quem nos questionou sobre isso que tencionávamos arrancar com a construção do ossário logo que os custos assumidos com o talhão estivessem completamente saldados, o que ocorreu em finais de 2008.
Todavia, como nessa data era já sentida a crise e não se perspectivando que a mesma fosse passageira, aconselhava a prudência que aguardássemos por melhores dias.
Porém, quase três anos volvidos, a crise não só se agravou como ainda estará para durar, pelo que se tivermos de esperar pelo seu fim, tarde ou nunca construiremos o ossário.
Nesta conformidade, tomámos a resolução de reactivar o processo, convictos de que, apelando à generosa e solidária participação das populações do nosso concelho, em Geral, e da Golpilheira, em particular, será possível concretizarmos o objectivo.
No próximo jornal daremos mais pormenores do andamento do processo, talvez até já o custo da obra, tal como alvitraremos as formas como as pessoas – que o queiram e possam fazer – poderão prestar as suas ajudas.
A propósito, lembramos os nossos sócios que pretendam ser sepultados nos talhões dos Combatentes que continua a ser necessário manifestarem esse desejo, através da assinatura do respectivo livro existente no Núcleo.

171 - Economia

Cristina Agostinho,  docente Ens. Superior

Regresso às aulas: os apoios que pode pedir

O regresso às aulas é uma ocasião muito importante para as famílias, mas também para a economia em geral. Com a crise instalada em Portugal, as famílias precisam de todas as ajudas. O Estado Social destina-se também a ajudar nas despesas das famílias de menores rendimentos. No início do novo ano lectivo, que é de despesas extra, convém ter presente as ajudas que pode pedir e conferir os apoios a que tem direito.
Na generalidade, os alunos de famílias de baixos rendimentos têm direito a auxílios económicos para suportar alguns encargos, como refeições, livros e materiais didácticos, visitas de estudo e alojamento. Quem beneficia destes apoios fica automaticamente isento de propinas, taxas e outros custos com diplomas e certificados de habilitações. As refeições fornecidas pelas escolas podem ser gratuitas ou ter preço comparticipado. O custo não pode ultrapassar o valor definido pelo Ministério da Educação para cada ano lectivo. Em 2010/2011, foi de 1,46 euros mais 30 cêntimos para marcações no dia, e 1,08 euros para refeições ligeiras. Durante o 1.º ciclo do ensino básico (até ao 4.º ano), todas as crianças têm direito à distribuição gratuita de leite. No 2.º e 3.ºciclos (5.º ao 9.º ano) a venda de leite e derivados aos alunos é feita sem fins lucrativos. Os transportes escolares são gratuitos no ensino básico (até ao 9.º ano) e beneficiam de comparticipação no ensino secundário (do 10.º ao 12.º ano). Quando, devido à distância entre a residência e a escola, o transporte não é viável, a família pode pedir a atribuição de alojamento.
Na universidade, as regras não são muito diferentes. O Estado proporciona bolsas de estudo, alimentação, alojamento, serviços de saúde e apoio em actividades culturais e educativas. A bolsa, paga mensalmente, pode ser requerida por estudantes carenciados ou portadores de deficiência, desde que revelem aproveitamento escolar.
Mas os apoios estão longe de resolver todas as situações. Até os níveis de ensino dito gratuito requerem um grande esforço e investimento por parte dos pais. É necessário consciencializar colectivamente para a poupança dos recursos evitando o desperdício e o exagero, estimulando essencialmente a boa utilização e a partilha.
Dificuldades à parte, e porque no regresso à escola devemos pensar em primeiro lugar nos alunos: especialmente para eles, um bom regresso às aulas!

Fonte: www.agenciafinanceira.iol.pt

171 - Educação

Cristina Agostinho, docente Ens. Superior

Acordo ortográfico
uma realidade a partir de 1 de Setembro
O acordo ortográfico resultou de um consenso entre os diferentes países de língua oficial portuguesa – além de Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-leste – harmonizando as regras de escrita seguidas em todo o espaço da CPLP.
A Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, publicada na 1.ª série do Diário da República, de 25 de Janeiro de 2011,determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo no ano lectivo de 2011/2012 e, a partir de 1 de Janeiro de 2012, ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, bem como à publicação do Diário da República.
A citada Resolução adopta, ainda, o Vocabulário Ortográfico do Português e o conversor Lince como ferramenta de conversão ortográfica de texto para a nova grafia, disponíveis e acessíveis de forma gratuita no sítio da Internet www.portaldalinguaportuguesa.org.
 As alterações provocadas pela reforma que agora entra em vigor vêm simplificar e sistematizar vários aspectos da ortografia do português e eliminar algumas excepções. Como o nome do acordo indica, apenas a ortografia é alterada, continuando a pronúncia e o uso das palavras a ser o mesmo. As alterações apenas afectam os seguintes aspectos:
- algumas palavras que anteriormente escrevíamos com maiúscula inicial passam agora a escrever-se obrigatoriamente com inicial minúscula e é alargado o uso opcional de minúsculas e maiúsculas;
- são eliminados os acentos em alguns casos com constituem excepção;
- são eliminadas algumas consoantes mudas que não pronunciamos mas tínhamos de escrever;
- alguns aspectos da utilização do hífen são sistematizados.
Por uma questão de gestão do espaço do nosso jornal, nas publicações seguintes serão explicadas as mudanças em cada um destes aspectos da ortografia do português.

Fonte: www.portaldacultura.gov.pt
















 

171 - Saúde .

Por Ana Maria Henriques, Enfermeira

Actividades extra-curriculares

Com o início do ano lectivo, surge uma dúvida que muito preocupa os pais: é importante as crianças terem acesso a actividades extra-curriculares? Quais são as melhores? Com o ritmo de vida acelerado e com o tempo (e dinheiro) contado para tudo, é preciso saber escolher bem.
As actividades extra-curriculares têm lugar após as aulas e têm como principal objectivo dar continuidade ao desenvolvimento de determinados talentos capacidades. Podem ser de carácter físico (desporto), artístico (música), relativas a nova culturas (línguas), ou mesmo actividades intelectuais (xadrez).
Alguns estudos realizados em crianças referem que os alunos que participam em actividades extra-curriculares têm um melhor desempenho do que os que não participam. Têm também um maior interesse pela escola e pelos seus valores, o que conduz indirectamente a um melhor rendimento académico. Está descrito também que estas actividades têm um papel importante na vida dos alunos, não só porque estes começam a ganhar uma percepção positiva de si próprios no meio escolar, bem como um maior envolvimento na escola. Mesmo na hora de fazer o currículo, estas actividades podem chamar a atenção aos possíveis empregadores.
A prática de um desporto (desportos de equipa, ballet, natação, etc.) é extremamente saudável e recomendável. Incentiva a convivência social e a adopção de hábitos de vida saudáveis, sobretudo diante das facilidades da vida moderna, que acabam contribuindo para o aumento da obesidade infantil. É importante não esquecer que a criança também já tem preferências e que o ideal é ela escolher de entre um leque de ofertas. Uma criança obrigada a praticar um desporto vai desistir mais facilmente e tornar-se-á, possivelmente, sedentária.
A música como actividade extra também se tem revelado muito importante, ajudando, inclusive, na melhora do desempenho escolar. A iniciação musical precoce ajuda, não só a despertar o gosto pela música, como serve para activar outras áreas do cérebro, como por exemplo a responsável pelo raciocínio lógico-matemático. Com o ensino da música, as crianças desenvolvem também capacidades de pensamento abstracto, capacidades auditivas, destreza manual e uma grande possibilidade de se divertirem.
As actividades extra-curriculares são efectivamente importantes na rotina das crianças e dos jovens, desde que praticadas com peso e medida e tenham em atenção a idade, o gosto pessoal, desejos, interesses e características da personalidade dos mais novos. Psicólogos e pedagogos alertam para a importância de dosar o número de actividades, para que o excesso delas não venha a tornar-se um problema, pois as crianças e os adolescentes precisam de ter o seu tempo de "não fazer nada", para que não se tornem vítimas de stress desde cedo.
Um equilíbrio do tempo em família, tempo em actividades e escola, e tempo para brincar, sem fazer nada, é essencial para um desenvolvimento saudável da criança. Ter em conta os gostos e sua evolução é também importante, tentando impor responsabilidade pelas escolhas. Não existem actividades ideais, existem as mais certas para cada criança.

171 - Poesia

Dia
Sempre que oiço o teu nome
o vento sopra o teu perfume
e a terra cheira aos teus passos
e eu sinto cá dentro este lume
   E sempre que vejo o teu rosto
   explode em mim a maresia
   e as fontes brotam de vida
   e a noite tranforma-se em dia.
Luís Miguel Ferraz

Nunca tive
Tenho.
Já tive.
Não quero mais.
O tempo dirá…
O tempo fará viver…
O tempo falará por si…
Aqui.
Além…
Mais Além…
Jamais acabará.
O eterno nunca poderá ter fim…
Miguel Portela in "Quem Sabe?!..."


Ao amigo de sempre
João Pipocas

Tu és a razão
De uma razão justa
Porque o pouco nada custa
E temos que ajudar o João.

Só com um enorme coração,
Vamos ajudar a vencer
O aliviar deste grande sofrer
É dolorosa a situação.

Num momento de aflição,
Fica um grito de dor
Está à espera do nosso amor
O Pipocas, o nosso João.

Não estou ausente,
Por ti dou a mão
Estou sempre presente
Contigo no coração.

Força João, grande amigo,
Que Deus te dê muita coragem
Ele te ajudará, está contigo
Precisa de nós: o apelo nesta mensagem.

Com um sorriso para ti,
Uma alegria, uma voz,
João nunca te esqueci
Hoje precisas de uma ajuda de todos nós.

Olhando o João com moral
É manifestar um apoio nesta hora
A vida não é para todos igual
Mas vamos ajudá-lo agora.

Bem-haja a toda a boa vontade
De quem se tem disponibilizado,
Este momento de solidariedade
Um dia por Deus será recompensado.
30-7-2011, José António Carreira Santos

Saborosas
Frutas saborosas
A todos fazem bem,
De várias qualidades
Só há em casa de alguém.

Uvas, bananas ou maçãs
Decerto deve haver de certeza,
Gosto de ver várias qualidades
Numa fruteira, em cima da mesa.

A fruteira vê-se vaidosa
Algumas folhas caem sobre ela,
Quando há fruta de várias cores
Ela gosta muito da amarela.

Gosto de saborear várias frutas
Um pouco ácido é o limão,
Sabe que muitos gostam dele
Por isso é um fruto espertalhão.

Sabores e mais sabores
Orgulhosas e conviventes
Todas as frutas entendem-se bem
Para provar e saborear toda gente.

São frutas e mais frutas
Há de vários paladares,
É esta a sua época
Que a natureza gosta de apresentar.

Toda a fruta é saborosa
Quando é temperada,
Com várias qualidades
Fica uma boa salada.
Cremilde Monteiro

171 - Mãos na massa

Por Sofia Ferraz

Queijadinhas rápidas de laranja

Ingredientes (para 12 queijadas):
2 Ovos
125g de açúcar
Raspa de uma laranja
Sumo de uma laranja
100g de farinha
1 Colher de chá de fermento em pó
100g de manteiga derretida
Açúcar para polvilhar

Preparação
Numa tigela, misture os ovos, o açúcar, a manteiga, a raspa de laranja, a farinha, o sumo de laranja e o fermento em pó. Bata até tudo ficar bem misturado. Coloque a massa em forminhas, untadas com manteiga e polvilhadas com açúcar, sem encher muito. Leve ao forno pré-aquecido a 180º e deixe cozer durante 13 minutos. Após o tempo de cozedura, abra o forno e polvilhe os bolinhos com açúcar. Volte a fechar o forno e desligue. Aguarde 2 minutos, retire do forno, desenforme e estão prontos a servir.









Bodas de Prata


Joaquim e Maria Lúcia Cunha
Comemoram as suas Bodas de Prata de casamento, com uma cerimónia religiosa na igreja de São Bento, presidida pelo nosso pároco, padre José Ferreira, os nossos amigos Joaquim Sousa Antunes da Cunha e Maria Lúcia Neves Roda Cunha.
Estiveram presentes muitos dos seus familiares e amigos, com destaque para a Tânia e o Tiago, os dois frutos deste feliz casamento.

171 - Obituário

Alexandrina de Jesus Grosso
N. 13-04-1922
F. 05-08-2011

Seus filhos Maria do Rosário, António, Manuel, Maria Luísa, Inácio e Lídia, netos e restantes familiares vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, manifestaram o seu pesar e homenagearam a sua querida familiar. A família reconhecida agradece.
Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, Lda. - Batalha


Maria Madalena Reis Batista Silva
N. 10-08-1950
F. 10-08-2011

Seu marido, José Guerra da Silva, seus filhos Nuno André e Patrícia, e restantes familiares vêm muito reconhecidos agradecer a todos aqueles que ao longo da doença da Madalena a acarinharam e apoiaram assim como à família. Agora, na sua morte, agradecem a todos os que, de uma forma ou de outra, a homenagearam e a acompanharam à última morada.
Por tudo e a todos, bem-hajam.
Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, Lda. - Batalha


Manuel Monteiro Jorge
N. 25-03-1929
F. 18-09-2011

Seus filhos: Fernando, Mário e Luísa Carreira Monteiro Jorge, netos e restantes familiares, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente como era seu desejo, vêm de forma reconhecida agradecer todo o apoio e conforto nesta altura de profunda dor e sentimento de perda e ainda a todos os que acompanharam o seu querido familiar até à última morada. Um agradecimento especial ao Lar Nossa Senhora do Fetal, ao HSA Leiria e ao Centro de Dia da Misericórdia da Batalha, por todo o profissionalismo e dedicação com que sempre trataram o Sr. Manuel durante o tempo em que lá permaneceu. Por tudo e a todos, bem-hajam.
Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, Lda. - Batalha

171 - Livros

O Portal de Santa Maria da Vitória da Batalha e a arte europeia do seu tempo
Jean-Marie Guillouët
Textiverso
Esta é mais uma obra de vulto sobre o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, que qualquer batalhense deverá ter na sua biblioteca. Partindo da “leitura” do pórtico principal do monumento, o historiador francês Jean-Marie Guillouët traça as diversas ligações possíveis desta obra com a arte europeia da época (da Catalunha a Burgos, Nápoles ou Normandia), para explicar o aparecimento em Portugal desta inovação arquitectónica e estilística. Peça a peça, a estatuária ali presente é-nos apresentada ao mais ínfimo pormenor, naquele que será até ao momento o mais profundo e detalhado estudo sobre este portal da autoria de Mestre Huguet. Profusamente ilustrada e em edição bilingue, em português e francês, a obra contou com a colaboração do historiador Saul Gomes, um dos mais reputados especialistas na história da Batalha e do seu património.


Uma vida de militância cívica e cultural
José Batista de Matos
Município da Batalha
Num relato na primeira pessoa, Batista de Matos apresenta neste livro, mais do que uma autobiografia, o relato de um tempo que, atravessando várias décadas, podemos reconhecer como património comum das gentes do nosso concelho. Nascido nas Alcanadas, muitos anos emigrante em França, mas nunca desligado da sua terra natal, o autor conquistou a pulso o percurso de uma vida marcada pelo trabalho, pela aventura, pela dedicação à cultura e à sociedade que o rodeava. Lá e cá, angariou também o reconhecimento público pela qualidade da sua militância cívica e cultural, inclusivamente com algumas homenagens e medalhas de mérito. Pela leitura desta obra ficamos a conhecê-lo melhor. E também a conhecer-nos melhor.

Loanda – Escravas, donas e Senhoras
Isabel Valadão
Bertrand Editora
No século XVII, duas mulheres deixaram o seu rasto na história da cidade de Luanda. À sua volta teria gravitado um sem número de indivíduos, fidalgos, traficantes, degredados, escravos e libertos. Uns, foram personagens marcantes do seu tempo, outros, simplesmente anónimos no papel de figurantes, todos eles se fazendo parte de um específico contexto historiográfico da colónia angolana. Através do retrato de Maria Ortega e Anna de São Miguel, a autora leva-nos até Luanda do século XVII, de encontro ao percurso, queda e ascensão dos escravos e exilados do reino português. Cruzando a História com um ritmo narrativo forte e surpreendente, Loanda é ainda marcada pelo tom biográfico de personagens que deixaram a sua marca naquele território.

Viva o Que Tem de Bom Agora
Louise L. Hay
Pergaminho
O poder transformador das afirmações positivas foi já comprovado por milhões de pessoas em todo o mundo. Neste livro encantador e acessível, Louise Hay ensina-nos a usar esta ferramenta de transformação para mudar a nossa vida – agora mesmo! Analisando temas e preocupações específicas que nos afectam a todos (tais como saúde, emoções negativas, dependências, prosperidade, amor e intimidade, entre outros), a autora oferece ainda exercícios e meditações que lhe permitirão melhorar todos os aspectos da sua vida. E, em tempos de crise, nunca é demais ler livros que nos ajudam a superar problemas, a reagir às adversidades, a olhar com esperança o céu cinzento, na certeza de que o sol poderá brilhar a qualquer instante. Um instante que poderá ser já.

Três Segundos
Anders Roslund e Börge Hellström
Planeta
Acaba de chegar a Portugal o romance vencedor do prestigiado Prémio de Melhor Policial Sueco 2009 e do CWA International Dagger 2011, um galardão literário que distingue escritores de romance policial, suspense, ficção ou de espionagem. Piet Hoffman, um ex-criminoso, é o melhor informador da polícia sueca, mas só um homem sabe da sua existência. Após um caso de droga que corre mal, o antigo criminoso tem de enfrentar a missão mais difícil da sua vida: infiltrar-se na mais terrível prisão de alta segurança da Suécia. Escrito por um jornalista e um ex-criminoso, Três Segundos é uma história de conspiração, moralmente complexa e com uma dose de suspense tão no ponto que mesmo na última página consegue ser surpreendido.


A História do Mundo em 50 Frases
Helge Hesse
Casa das Letras
Esta é uma viagem à história da humanidade, desde o nosso passado mais remoto ao presente, através de cinquenta frases célebres distribuídas ao longo de dois mil e seiscentos anos. Uma viagem que nos levas aos momentos-chave dessa História e retrata, de um modo vivido, as diversas épocas, desde a Antiguidade aos nossos dias. Helge Hesse ilumina o Império romano com os dados que César lançou, a política do Renascimento com a aposta de Maquiavel num fim sem olhar a meios, ou na Guerra Fria com o discurso berlinense de Kennedy. Cada um destes aforismos representa uma época da História Universal que o leitor pode visitar em cinquenta instrutivos capítulos.

11/17 – Colecção de Livros de Bolso da Bertrand
O Grande Gatsby
F. Scot Fitzgerald
O Vale dos Cinco Leões
Ken Follett
Três Metros do Céu
Federico Moccia
O Grande Gatsby, de F. Scot Fitzgerald, O Vale dos Cinco Leões, de Ken Follett e Três Metros do Céu, de Federico Moccia são as três novidades da colecção 11/17 agora apresentadas. A juntar a estes títulos, fazem ainda parte Eurico, o Presbítero, de Alexandre Herculano, A Pecadora, de Tessa Gerritsen, Jogos de Sedução, de Danielle Steel. Lançada em Agosto de 2008, a colecção de livros de Bolso da Bertrand Editora conta já com mais de 125 títulos disponíveis. Sonetos, de Florbela Espanca, A Marca do Assassino, de Daniel Silva, O Mistério da Estrada de Sintra, de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão e Da Terra à Lua, de Júlio Verne, foram os últimos a chegar às livrarias. Dos clássicos aos grandes nomes da literatura, como Dan Brown, Bill Bryson, Daniel Silva, Nora Roberts e Danielle Steel, Paulo Coelho, Mark Twain, entre outros, a 11/17 apresenta uma oferta diversificada de autores e géneros literários. A facilidade de transportar e o preço reduzido, as grandes mais-valias do livro de bolso, fazem deste um formato vencedor, principalmente em momentos de crise como estes que estamos a viver agora. Consequência ou não, segundo os editores, “a verdade é que o livro de bolso tem conquistado cada vez mais leitores em Portugal”.


Conspiração 365 – Agosto
Gabrielle Lord
Contraponto
Callum Ormond já só tem 153 dias. A contagem decrescente continua… Enterrado vivo num caixão, as hipóteses de sobrevivência de Cal estão a esgotar-se tal como o ar que respira. Graças ao ataque inesperado, ele perdeu a Jóia e o Enigma, e agora a sua vida está presa por um fio… sete palmos abaixo da terra. Boges e Winter tentam desesperadamente encontrá-lo antes que seja tarde demais. Entretanto, Gabbi – a irmã de Cal em estado de coma – foi raptada, e ele é o principal suspeito! Vai ser preciso tomar medidas drásticas e perigosas para a salvar desta vez. O relógio não pára. Cada segundo pode ser o último nesta aventura de cortar a respiração!


Conspiração 365 – Setembro
Gabrielle Lord
Contraponto
Callum já só tem 122 dias. Convencido de que Oriana esteve por trás do rapto da sua irmã, Cal junta-se a Boges para arquitectarem um plano a fim de conseguirem obter as informações de que tanto precisam. Para isso, introduzem um aparelho de escuta na casa de Oriana, disparando-o através da janela. Será que espiar esta mulher irá revelar a localização da Jóia e do Enigma ou, em contrapartida, colocar Cal na linha de fogo? Com os seus inimigos a aumentarem à velocidade que diminuem os seus dias, Cal arrisca quase tudo para permanecer vivo e recuperar a sua antiga vida. A aventura continua… de cortar a respiração!



Agenda - Momentos 2012
Paulo Coelho
ArtePlural Edições
Esta é uma agenda original para 2012, que encherá cada um dos seus dias de alegria, com exuberantes ilustrações de Catalina Estrada e uma selecção de frases do autor de maior sucesso dos nossos tempos, Paulo Coelho. Considerado por milhões como “o alquimista das palavras”, os seus livros não só ocupam o topo das listas de best-sellers, como suscitam debates sociais e culturais. As ideias, a filosofia e os temas que aqui são citadas a cada página tocam as aspirações de inúmeros leitores em busca do seu próprio caminho e de novas formas de entender o mundo. Assim, em cada dia, terá oportunidade de ler uma frase que, quem sabe, poderá mudar a forma como a própria agenda será preenchida.


Frankenstein – a cidade das trevas
Dean Koontz
Contraponto
Com mais de oito milhões de exemplares vendidos em mais de 20 idiomas, esta obra continua a saga de Frankenstein – O Filho Pródigo, na qual o demoníaco Victor Frankenstein tentar criar uma raça de serres perfeitos, e apenas Deucalião, o seu primeiro «monstro», parece ser capaz de lhe fazer frente. Neste novo volume, os espécimes da Nova Raça, as mais recentes criaturas de Victor Helios (antes Frankenstein), são na verdade assassinos perfeitos, e começam a espalhar um reino de terror pela cidade de Nova Orleães. À medida que Deucalião, com a ajuda de dois detectives, tenta impedi-los, vai descobrindo que estas criaturas podem ser assustadoramente semelhantes a seres humanos – sobretudo na sua tendência para a crueldade.

Mães & Malabaristas
Nora Rodriguez
Pergaminho
Este não é apenas mais um livro que descreve as dificuldades de ser mãe e trabalhadora no século XXI; não encontrará aqui uma compilação de queixas sobre noites mal dormidas, chefes pouco compreensivos, consultas-relâmpago ao pediatra, ou outros exemplos dos obstáculos que enfrentam todas essas mulheres. Aqui desmontam-se vários dos mitos sobre o papel social, laboral e familiar da mulher e apresentam-se estratégias simples para que a maternidade não implique a renúncia à ambição profissional ou um permanente sentido de culpa. Encontrará conselhos que a ajudam ser mais proactiva, usar o «não» sem receio de ser julgada, e conhecer melhor todas as competências e capacidades que tem à sua disposição – incluindo conseguir uma maior participação masculina em casa e no trabalho.


Peter Pan Pode Crescer
Antoni Bolinches 
Pergaminho
Peter Pan é uma personagem de ficção, um menino encantador, cheio de espontaneidade e sentido de aventura, que nunca cresceu e… pode servir de imagem para muitos homens de hoje. Homens que se recusam a aceitar a maturidade, que têm uma grande dificuldade em ter relacionamentos estáveis (tanto amizades como relações amorosas), que vivem de aventura em aventura, incapazes de tomar decisões responsáveis, de encarar problemas e até de aceitar desafios. São, a nível emocional, crianças – que desejam ser eternamente «meninos». Este livro é um desafio aos homens do século XXI a construirem um novo modelo de relações interpessoais sem se refugiarem na «Terra do Nunca» de uma adolescência interminável. Um livro sobre homens que deve ser lido por todas as mulheres.

Projeto Oprah
Robyn Okrant
Pergaminho
Oprah Winfrey é provavelmente a mulher mais rica, mais influente e mais conhecida do mundo. Os seus conselhos, sugestões e recomendações são seguidos tão lealmente pelo seu público que quase se impõe perguntar: será possível seguir à letra tudo o que é uma «sugestão de Oprah»? Foi esta questão que ocorreu a Robyn Okrant, que passou todo o ano 2008 a uma experiência invulgar: seguir o mais fielmente possível todos os conselhos oferecidos pela rainha dos talk shows. A transformação da sua vida – indumentária, alimentação, gestão financeira, decoração da casa e até a vida sentimental – revelou-se alguns resultados positivos, outros frustrantes, mas todos curiosos, provocantes e divertidos.


Treta Emocional
Carl Alasko
Pergaminho
A treta emocional é uma epidemia invisível que destrói as relações humanas de todos os géneros. Neste livro, o psicólogo clínico Carl Alasko revela como esta epidemia ameaça o bem-estar psicológico, destruindo a confiança entre as pessoas, atingindo a auto-estima e criando dissociações afectivas profundas. Até nas mais banais interacções quotidianas, a treta emocional faz sentir os seus efeitos tóxicos, mas poucos têm a capacidade de a reconhecer. Isto acontece porque ela tem por base três dinâmicas interligadas: a negação, a ilusão e a recriminação. Usamos a negação para suprimir uma verdade incómoda, a ilusão para criar uma realidade alternativa e, finalmente, a recriminação para atribuir a culpa a outrem. Assim começa um círculo vicioso, no qual enganamos todos à nossa volta, bem como a nós próprios.

171 - Discos

LISBOA MULATA
Dead Combo

Universal Music Portugal
Tó Trips e Pedro Gonçalves são os Dead Combo. Desde a sua formação, em 2003, tem sido um projecto de referência no panorama musical português e internacional. Os cinco álbuns editados testemunham a qualidade da dupla, três dos quais foram galardoados com “Álbum do Ano” e “Álbum da Década” em Portugal. Com este novo álbum de originais, tocam uma Lisboa mestiça, popular, que dança, ora Morna ora Viva! Esta Mulata vai sair dia 3 de Outubro para a rua, acompanhada por Marc Ribot, Camané, Sérgio Godinho e Alexandre Frazão. São estes os convidados deste disco que promete pôr Lisboa e o resto do País a dar às ancas com esta Lisboa Mulata, desenfreada de chinelo no pé! São os Dead Combo de volta às músicas sem muitos arranjos, directos à alma e, neste caso, com o volume no máximo para acordar os vizinhos! Lisboa Mulataaaaaaaaaa!


FADOS E AS CANÇÕES DO ALVIM
Fernando Alvim

Universal Music Portugal
Fernando Alvim, reputado mestre da viola, apresenta este mês o seu álbum de inéditos, uma série de 18 fados e 17 canções, reunidas num só disco. “Os Fados e as Canções do Alvim” traduzem a sua extraordinária capacidade de composição e enorme versatilidade musical. Para este trabalho, o músico convidou inúmeros intérpretes, poetas e instrumentistas, procurando que cada um se identificasse com a respectiva música e se sentisse bem a interpretá-la. Carlos do Carmo, Ana Moura, Camané, Rui Veloso, Cristina Branco, Marco Rodrigues, António Zambujo, Ana Sofia Varela, entre outros, são alguns dos nomes que participam no disco. Fernando Alvim. O jornal Expresso associa-se ao lançamento do disco e disponibiliza no seu site, para download legal e gratuito, a música «Cedo», com a interpretação de Cristina Branco.



MÚTUO CONSENTIMENTO
Sérgio Godinho

Universal Music Portugal
Mútuo Consentimento, o novo disco de Sérgio Godinho entrou directamente para o número 1 do top de vendas. O álbum, editado no passado dia 12 de Setembro, conta com as participações de Bernardo Sassetti, Francisca Cortesão (Minta), Noiserv, o percussionista António Serginho, a Roda do Choro de Lisboa e os já habituais Assessores. Passados 40 anos desde a edição do seu primeiro disco, ‘Os Sobreviventes’, este novo trabalho relembra-nos do seu talento de sempre na arte de cantar palavras que acompanham as nossas vidas, como se de um fio condutor se tratasse. Nessa narrativa, transversal, geracional, encontramos declarações de amor, histórias do quotidiano, simples olhares, mas também a contundência de quem analisa a sociedade….ou não fosse Sérgio Godinho o “escritor de canções”. Com apresentações marcadas para os Coliseus do Porto e Lisboa, a 16 e 24 de Novembro, respectivamente.


NEVERMIND
Nirvana

Universal Music Portugal
Editado em Setembro de 1991, «Nevermind», o segundo álbum dos Nirvana, e a sua estreia por uma multinacional, elevou Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl de banda de culto de Aberdeen, Washington, aclamada pela crítica, a porta-vozes de toda uma geração. Inconscientemente, ao mesmo tempo que provocaram uma mudança cultural, os Nirvana criaram um marco musical. Até ao final desse ano, depois de atingir o topo de praticamente todas as tabelas mundiais, acabando por vender mais de 30 milhões de exemplares em todo o mundo, «Nevermind» revelar-se-ia muito mais do que o mais bem sucedido e determinante álbum do seu tempo – ou de todos os tempos. Sendo o registo que trouxe de volta aos lugares cimeiros dos topes a verdadeira integridade e paixão do rock’n’roll, «Nevermind» havia de assumir-se como uma inspiração singular, ao longo das últimas duas décadas, tanto para fãs quanto para músicos. Sem sombra de dúvidas, vai continuar a sê-lo para as gerações vindouras.
Quando se assinala o 20.º aniversário de «Nevermind», a Universal apresenta uma reedição dando-lhe o cunho de clássico incontornável que merece. Com configurações distintas – que vão de uma edição Super Deluxe limitada a 40 mil exemplares numerados, composta por 4 CDs e 1 DVD, até uma remasterização do álbum original, em CD e formato digital comum –, revelam-se dezenas de gravações inéditas, obscuros lados B, misturas alternativas, sessões radiofónicas, raridades de estúdio e gravações ao vivo, incluindo, na íntegra, o concerto do Halloween de 1991, no Paramount Theatre, em Seattle. Isto para além de um deslumbrante livro de 90 páginas recheado de fotografias raras e inéditas, diversos documentos e outros artefactos visuais da época de «Nevermind». Uma pérola para os fãs e melómanos em geral.


SUPERHEAVY
Mick Jagger – Damian Marley – A.R. Rahman – Dave Stewart – Joss Stone
Universal Music Portugal

Mick Jagger juntou-se ao fundador dos Eurythmics Dave Stewart, à cantora soul Joss Stone, ao multi-galardoado compositor A. R. Rahman e à estrela do reggae Damian Marley, para formar um projecto chamado SuperHeavy. Depois de terem escrito 26 canções nos primeiros seis dias que passaram juntos, as gravações do álbum partiram de Los Angeles para se espalharem pelo sul de França, Turquia, Miami, Caraíbas e Chennai, na Índia – locais completamente diferentes que espelham a variedade musical e geográfica nas raízes dos cincos elementos. Segundo Orla Lee, directora da A&M britânica, “a invulgar reunião de artistas envolvidos em SuperHeavy traduz-se numa campanha destinada a chegar aos mais variados fãs, quer se fale em termos de música ou de geografia”.


DEEP CUTS 3
Queen

Universal Music Portugal
Entre 1984 e 1995, os Queen editaram os seus cinco derradeiros álbuns de estúdio e consolidaram a sua reputação de maior, mais arrojada e destemida banda do mundo. Atingiram o estatuto de lendas quando protagonizaram a grande actuação do século, no Live Aid, e quando esgotaram a lotação de estádios, um pouco por todo o mundo. Nesta fase, os Queen editaram algumas das suas mais amadas e elogiadas canções, tanto antes quanto após a morte de Freddie Mercury, em 1991. O terceiro título da série “Queen: Deep Cuts” oferece um novo olhar sobre as faixas menos conhecidas dos cinco discos desta fase: «The Works», «A Kind of Magic», «The Miracle», «Innuendo» e «Made In Heaven».


MÚSICA PARA CHURRASCO – VOL 1
Seu Jorge

Universal Music Portugal
«Música para Churrasco – Vol 1» é o título do novo disco de Seu Jorge. Editado em Agosto, é o álbum que marca o regresso aos originais de uma das estrelas mais importantes da música brasileira. Mas não são uns simples inéditos. Nada na vida de Seu Jorge, aliás, é feito de simplicidade. São 10 músicas “à Seu Jorge”. Samba tocado como se fosse funk, como se Jorge Ben Jor andasse de mão dada com Cartola. Estas 10 músicas são especiais. São para se ouvir no verdadeiro ambiente de farra. Com a “turma”. Num churrasco com a vizinhança. As músicas descrevem precisamente esse pendor mais de rua, como uma crónica social de muitas as personagens. É um disco que passa pelo churrasco, futebol, mulheres, cerveja e amizade. A produção é de Mário Caldato.

171 - Foto do Mês

171 - Tintol & Traçadinho

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Trânsito cortado no IC2 (Azóia)

Estradas de Portugal informa
A Estradas de Portugal informa que, de modo a permitir a realização dos trabalhos de melhoria das condições de segurança no IC2 na zona da Azóia, será necessário proceder-se ao corte de tráfego entre os quilómetros 117,580 e 117,880 no sentido Norte / Sul.
O condicionamento de tráfego será implementado a partir do dia 26 de Setembro (segunda-feira) durante um período estimado de vinte dias.
Os trabalhos e condicionamentos à circulação estão devidamente sinalizados no local.