Mensagem quaresmal de D. António Marto
Eis-nos de novo na Quaresma que nos prepara e conduz à celebração da Páscoa da Ressurreição. É um tempo litúrgico muito precioso e importante para cuidar da qualidade da nossa vida espiritual; tempo especial de recolhimento e de oração para discernir a presença de Deus na nossa vida, para aferir a verdade e a autenticidade das nossas opções, dos nossos comportamentos, do nosso estilo de vida à luz da Palavra de Deus e dos desafios do nosso tempo.
Hoje corremos o risco de nos deixar seduzir pelo estilo consumista, na busca de um bem-estar meramente material, que um autor descreve de modo acutilante: "O consumismo converteu-se na ‘nova religião’ do homem moderno. A meta absoluta consiste em possuir e gozar: eis a sua doutrina. Para isso é necessário trabalhar e ganhar dinheiro: eis a sua ética e os seus valores. As grandes superfícies são as novas catedrais: eis os seus lugares de culto. Os praticantes acodem à sua compra semanal: eis o preceito de fim-de-semana. Vivem com devoção intensa as grandes festas (Natal, Ano Novo, férias, casamentos, dia do pai, da mãe, dos namorados...)... Temos de tudo e carecemos de paz e de alegria interior" (J. A. Pagola).
Neste horizonte cultural, o Santo Padre na sua mensagem de Quaresma convida-nos a reavivar – a viver de novo ou mais intensamente – a graça do nosso baptismo, a vida nova em Cristo, nestes termos: "deixar-se transformar pela acção do Espírito Santo, como São Paulo, no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo".
Quaresma com as cores da caridade
O percurso pastoral da nossa Diocese neste ano é orientado à vivência e ao testemunho da caridade. "A caridade transformará o mundo, porque Deus é Amor" (Bento XVI). Queremos pois, que o percurso quaresmal ajude a embelezar a nossa existência pessoal e a vida das nossas comunidades com as cores da caridade. Estas cores brilham para nós no rosto de Cristo, nos sentimentos do seu coração terno, compassivo e misericordioso; e hão-de brilhar em nós, no nosso ser e no nosso agir, na medida em que nos revestirmos dos sentimentos de Cristo.
Através das práticas tradicionais da oração, do jejum e da esmola, a Quaresma educa-nos a viver a beleza e a riqueza da caridade como relação fraterna, doação, partilha e serviço de amor concreto a quem necessita de ajuda.
Momento especial de oração comunitária será certamente a peregrinação diocesana ao Santuário de Fátima, no dia 10 de Abril, sob o lema: "Com Maria e os Pastorinhos, aprendemos o serviço humilde da caridade". Apelo à participação de todos os fiéis, incluindo os sacerdotes, os religiosos e as religiosas.
Avivar a chama da caridade: o Retiro popular
A oração é um ir à fonte da caridade onde recebemos a luz, a coragem e a força de amar. Como nos anos anteriores, oferecemos o Retiro do Povo de Deus com o título "Avivar a chama da caridade", sob a forma de leitura orante da Palavra de Deus. É um meio maravilhoso e importantíssimo para ler e meditar os Evangelhos, compreender o grande amor que Jesus nos mostra e comunica na sua vida, paixão e morte. A finalidade deste retiro é ajudar a formar em nós "um coração que vê onde há necessidade de amor e actua em consequência" (Bento XVI).
A caridade em nós dilata-se na medida em que compreendemos como Jesus amou e tratou os pequenos, os frágeis, os pobres, os sofredores, os marginalizados, os inimigos e na medida em que nos deixamos contagiar pelo testemunho dos que procuraram dar corpo à caridade nas mais variadas situações: "os santos da caridade".
Doação e partilha: Fundo Social Solidário e Voluntariado
O jejum e a esmola educam-nos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação, do amor e da partilha com o próximo em necessidade. Nesta lógica, a renúncia quaresmal dos cristãos da nossa Diocese será destinada ao Fundo Social Solidário instituído pela Conferência Episcopal Portuguesa. Este Fundo é de carácter emergente em ordem a responder às situações de carência mais graves neste momento de crise socioeconómica. Implica todos os cristãos e é responsabilidade de todas as comunidades.
Nesta mesma lógica apelo a que o tempo da Quaresma seja também de sensibilização e proposta de percursos de voluntariado, adequados à idade e à condição das pessoas, para "oferecer à comunidade um tempo de gratuidade ao serviço dos outros", particularmente dos mais abandonados e esquecidos.
Neste Ano Europeu do Voluntariado, faço votos de que o ano de 2011 "constitua uma oportunidade para os cidadãos, nomeadamente os cristãos, com especial referência aos mais novos, a serem expressão do amor gratuito de Deus pelos últimos"(Nota Pastoral da Conferencia Episcopal).
Aproveito também esta ocasião para incentivar os jovens das nossas comunidades a participar nas próximas Jornadas Mundiais da Juventude, no mês de Agosto, em Madrid, que contribuirão para abrirem o seu coração às dimensões universais do amor.
Confiemos à Virgem Mãe o caminho da nossa conversão quaresmal: que Ela nos ajude a abrir o coração ao Senhor e a seguir as Suas inspirações e os Seus apelos no serviço humilde da caridade.
† António Marto, Bispo de Leiria-Fátima
terça-feira, 15 de março de 2011
Peregrinação Jovem a Compostela
"Vem connosco fazer os passos de Santiago”
O Serviço Diocesano de Pastoral Juvenil (SDPJ) vai organizar uma peregrinação a Santiago de Compostela, durante a Semana Santa. O convite é feito a todos os jovens da diocese de Leiria-Fátima: "Será um tempo forte, marcado pela caminhada a pé, reflexão, partilha e oração; dormiremos em albergues, escolas e conventos, vivendo uma experiência de comunidade e de aprofundamento na fé, na rota por onde passaram tantos cristãos ao longo de séculos. Como eles, queremos pôr-nos a caminho e peregrinar até à simbólica cidade de Santiago de Compostela."
O caminho começará em Valença e terá 5 etapas até chegar a Santiago de Compostela. Assim, a saída de autocarro de Leiria está marcada para o dia 16 de Abril (Sábado) de manhã cedo, e a chegada no dia 21 de Abril (Quinta-feira Santa) à tarde.
A data limite de inscrição é até ao dia 25 de Março. Podem participar todos os jovens com mais de 18 anos, o preço é de 90 euros (75 euros para estudantes), que inclui as viagens de autocarro, dormidas e alimentação. Caso alguém queira participar, mas exista algum impedimento económico, deve contactar a organização.
Haverá um encontro de preparação no dia 2 e Abril, às 21h00, no Seminário de Leiria.
Indo: http://www.sdpjleiria.com/
O Serviço Diocesano de Pastoral Juvenil (SDPJ) vai organizar uma peregrinação a Santiago de Compostela, durante a Semana Santa. O convite é feito a todos os jovens da diocese de Leiria-Fátima: "Será um tempo forte, marcado pela caminhada a pé, reflexão, partilha e oração; dormiremos em albergues, escolas e conventos, vivendo uma experiência de comunidade e de aprofundamento na fé, na rota por onde passaram tantos cristãos ao longo de séculos. Como eles, queremos pôr-nos a caminho e peregrinar até à simbólica cidade de Santiago de Compostela."
O caminho começará em Valença e terá 5 etapas até chegar a Santiago de Compostela. Assim, a saída de autocarro de Leiria está marcada para o dia 16 de Abril (Sábado) de manhã cedo, e a chegada no dia 21 de Abril (Quinta-feira Santa) à tarde.
A data limite de inscrição é até ao dia 25 de Março. Podem participar todos os jovens com mais de 18 anos, o preço é de 90 euros (75 euros para estudantes), que inclui as viagens de autocarro, dormidas e alimentação. Caso alguém queira participar, mas exista algum impedimento económico, deve contactar a organização.
Haverá um encontro de preparação no dia 2 e Abril, às 21h00, no Seminário de Leiria.
Indo: http://www.sdpjleiria.com/
Volta dos direitos dos consumidores
Circuito de conferências
A Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral, em parceria com o Centro de Informação EUROPE DIRECT da ADAE, vai promover um circuito de conferências intitulado "Volta dos direitos dos consumidores".
Trata-se de uma iniciativa no âmbito das comemorações do Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, 15 de Março. O circuito arranca neste mesmo dia com a primeira de 6 conferências sobre os direitos do consumidor, a realizar em Leiria, seguindo-se os municípios de Batalha, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós, em intervalos de 2 semanas.
O objectivo desta actividade centra-se na informação da população para os seus direitos enquanto consumidores, e na promoção das entidades que actuam, dos seus projectos e actividades na defesa dos direitos dos consumidores.
A Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral, em parceria com o Centro de Informação EUROPE DIRECT da ADAE, vai promover um circuito de conferências intitulado "Volta dos direitos dos consumidores".
Trata-se de uma iniciativa no âmbito das comemorações do Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, 15 de Março. O circuito arranca neste mesmo dia com a primeira de 6 conferências sobre os direitos do consumidor, a realizar em Leiria, seguindo-se os municípios de Batalha, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós, em intervalos de 2 semanas.
O objectivo desta actividade centra-se na informação da população para os seus direitos enquanto consumidores, e na promoção das entidades que actuam, dos seus projectos e actividades na defesa dos direitos dos consumidores.
Crédito Agrícola comemora cem anos
Várias iniciativas serão promovidas em 2011
O Crédito Agrícola comemora o seu centenário em 2011 e vai assinalar esse aniversário com um vasto conjunto de iniciativas que visam promover a imagem de “uma instituição que se rege pelos valores de solidez e proximidade com o cliente”.
Assim, este ano será editado um livro comemorativo, irá realizar-se um ciclo de conferências nacionais e internacionais e será, ainda, emitido um selo CTT alusivo à data. A comissão de honra das comemorações é presidida pelo Presidente da República.
O Crédito Agrícola, criado em 1911, data do decreto-lei que regulava a criação e funcionamento das Caixas Agrícolas, é uma instituição enraizada em toda a sociedade portuguesa que conta, actualmente, com uma rede de cerca de 700 balcões, 5.000 colaboradores, mais de 400.000 associados e cerca de 1.200.000 clientes.
As Caixas Agrícolas são a base de sustentação do Grupo, dinamizando as economias locais das regiões onde se inserem e sendo garantia de uma relação de proximidade com os clientes. As Caixas associadas funcionam como entidades autónomas, dinamizadoras das economias locais, que devolvem às famílias ou empresas da região onde se inserem o valor que lhes foi confiado pelas pessoas dessa mesma região.
Assim, o Crédito Agrícola e “uma das poucas instituições financeiras privadas com capitais exclusivamente nacionais, orgulha-se de, ao longo da sua história, ter dado um contributo único para o desenvolvimento económico e social de muitas regiões do País, gerando benefícios para as comunidades onde se insere, para os seus associados e clientes”, afirma a direcção.
O Crédito Agrícola comemora o seu centenário em 2011 e vai assinalar esse aniversário com um vasto conjunto de iniciativas que visam promover a imagem de “uma instituição que se rege pelos valores de solidez e proximidade com o cliente”.
Assim, este ano será editado um livro comemorativo, irá realizar-se um ciclo de conferências nacionais e internacionais e será, ainda, emitido um selo CTT alusivo à data. A comissão de honra das comemorações é presidida pelo Presidente da República.
O Crédito Agrícola, criado em 1911, data do decreto-lei que regulava a criação e funcionamento das Caixas Agrícolas, é uma instituição enraizada em toda a sociedade portuguesa que conta, actualmente, com uma rede de cerca de 700 balcões, 5.000 colaboradores, mais de 400.000 associados e cerca de 1.200.000 clientes.
As Caixas Agrícolas são a base de sustentação do Grupo, dinamizando as economias locais das regiões onde se inserem e sendo garantia de uma relação de proximidade com os clientes. As Caixas associadas funcionam como entidades autónomas, dinamizadoras das economias locais, que devolvem às famílias ou empresas da região onde se inserem o valor que lhes foi confiado pelas pessoas dessa mesma região.
Assim, o Crédito Agrícola e “uma das poucas instituições financeiras privadas com capitais exclusivamente nacionais, orgulha-se de, ao longo da sua história, ter dado um contributo único para o desenvolvimento económico e social de muitas regiões do País, gerando benefícios para as comunidades onde se insere, para os seus associados e clientes”, afirma a direcção.
Líderes da Internacionalização na Batalha
Conferência “Prémio Barclays “
No âmbito do "Prémio Barclays Líderes da Internacionalização", realizou-se no passado dia 2 de Fevereiro, na Batalha, mais um encontro para abordar a temática da internacionalização, desta vez com empresários da região de Leiria.
No discurso de abertura, João Coutinho, administrador do Barclays, salientou que este prémio se destina a dar visibilidade a empresas portuguesas de dimensão média que são casos de sucesso em internacionalização. E Paulo Fonseca, presidente da Associação de Municípios da Região de Leiria, salientou a importância desta iniciativa, pois considera que "o país precisa de definir uma estratégia de internacionalização da economia", salientando ainda que "as empresas portuguesas têm que se unir para ganhar dimensão e, com isso, apostar na diversificação de mercados e na inovação".
"Com a retracção do consumo, as empresas que estão apenas dependentes do mercado interno estão a passar por dificuldades. Por isso, a saída desta situação terá que passar pela internacionalização", referiu Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto e membro do júri do Prémio Barclays. Considerou ainda que "é necessário olhar para novos mercados e acrescentar valor ao produto, é necessário ousar no produto acabado".
O CEO da Derovo, José Leitão Amaro, apresentou o caso de sucesso da sua empresa, que iniciou o processo de internacionalização em 1994, através da conjugação de esforços de dezenas de pequenos produtores em todo o País. Referiu os quatro pontos mais importantes para o sucesso internacional: "ambição, capacidade de correr riscos, equipa para enfrentar o desafio e estrutura financeira adequada".
Foram ainda apresentados diversos aspectos-chave nos processos de internacionalização por Rui Guedes Henriques, da Baker Tilly Portugal, e Nuno Brito Lopes, da PLMJ, parceiros do Prémio Barclays.
O ciclo de conferências do Barclays continuará nos próximos meses nas cidades de Setúbal e Braga. A empresa vencedora da edição de 2010 será anunciada numa cerimónia na cidade do Porto, em Junho.
No âmbito do "Prémio Barclays Líderes da Internacionalização", realizou-se no passado dia 2 de Fevereiro, na Batalha, mais um encontro para abordar a temática da internacionalização, desta vez com empresários da região de Leiria.
No discurso de abertura, João Coutinho, administrador do Barclays, salientou que este prémio se destina a dar visibilidade a empresas portuguesas de dimensão média que são casos de sucesso em internacionalização. E Paulo Fonseca, presidente da Associação de Municípios da Região de Leiria, salientou a importância desta iniciativa, pois considera que "o país precisa de definir uma estratégia de internacionalização da economia", salientando ainda que "as empresas portuguesas têm que se unir para ganhar dimensão e, com isso, apostar na diversificação de mercados e na inovação".
"Com a retracção do consumo, as empresas que estão apenas dependentes do mercado interno estão a passar por dificuldades. Por isso, a saída desta situação terá que passar pela internacionalização", referiu Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto e membro do júri do Prémio Barclays. Considerou ainda que "é necessário olhar para novos mercados e acrescentar valor ao produto, é necessário ousar no produto acabado".
O CEO da Derovo, José Leitão Amaro, apresentou o caso de sucesso da sua empresa, que iniciou o processo de internacionalização em 1994, através da conjugação de esforços de dezenas de pequenos produtores em todo o País. Referiu os quatro pontos mais importantes para o sucesso internacional: "ambição, capacidade de correr riscos, equipa para enfrentar o desafio e estrutura financeira adequada".
Foram ainda apresentados diversos aspectos-chave nos processos de internacionalização por Rui Guedes Henriques, da Baker Tilly Portugal, e Nuno Brito Lopes, da PLMJ, parceiros do Prémio Barclays.
O ciclo de conferências do Barclays continuará nos próximos meses nas cidades de Setúbal e Braga. A empresa vencedora da edição de 2010 será anunciada numa cerimónia na cidade do Porto, em Junho.
“Limpar Portugal” vira Associação
AMO Portugal
O Projecto Limpar Portugal foi um movimento cívico que pretendeu, através da participação voluntária de pessoas e de entidades privadas e públicas, promover a educação ambiental e reflectir sobre a problemática do lixo, do desperdício, do ciclo dos materiais e do crescimento sustentável. Aderindo à proposta de limpar a floresta e remover todo o lixo depositado indevidamente nos espaços verdes, em 2010 mais de 100 mil pessoas limparam o país, de Norte a Sul e Ilhas, num só dia, 20 de Março.
Por que não 200 mil voluntários em 2011? Na continuidade deste movimento, constituiu-se a "Associação Mãos à Obra Portugal - AMO Portugal".
O Limpar Portugal vai ser reeditado este ano nos dias 19 e 20 de Março. Não se propõe fazer o mesmo trabalho do ano passado, onde grande parte do esforço foi dirigido para remover grandes quantidades de resíduos, monstros e entulhos. Este ano, deverá ser uma actividade "soft e educativa", concentrada nos plásticos, vidros, papel/cartão e metais que continuam a ser amontoados um pouco por todo o lado, facilmente separáveis e passíveis de reciclagem.
Assim, desafiam-se todas as coordenações e voluntários em geral do Limpar Portugal em 2010 a liderarem e desenvolverem nas suas áreas de intervenção, iniciativas de promoção e reflexão sobre a temática que nos juntou no ano passado. Várias poderão ser as abordagens, como por exemplo: actualizar no 3RdBlock os locais limpos e registar novos locais; fazer uma exposição de fotos do 20 de Março passado; organizar as escolas para fazerem pequenas rotas de lixo; visionar documentários educativos sobre o ambiente; organizar confraternizações locais, se possível com oficinas de ambiente; organizar passeios de BTT, TT ou caminhadas pelos locais limpos em Março de 2010; delinear planos de protecção das florestas; etc.
Claro que ninguém ficará impossibilitado de fazer recolhas de resíduos e organizar actividades semelhantes à que ocorreu em 2010…
O Projecto Limpar Portugal foi um movimento cívico que pretendeu, através da participação voluntária de pessoas e de entidades privadas e públicas, promover a educação ambiental e reflectir sobre a problemática do lixo, do desperdício, do ciclo dos materiais e do crescimento sustentável. Aderindo à proposta de limpar a floresta e remover todo o lixo depositado indevidamente nos espaços verdes, em 2010 mais de 100 mil pessoas limparam o país, de Norte a Sul e Ilhas, num só dia, 20 de Março.
Por que não 200 mil voluntários em 2011? Na continuidade deste movimento, constituiu-se a "Associação Mãos à Obra Portugal - AMO Portugal".
O Limpar Portugal vai ser reeditado este ano nos dias 19 e 20 de Março. Não se propõe fazer o mesmo trabalho do ano passado, onde grande parte do esforço foi dirigido para remover grandes quantidades de resíduos, monstros e entulhos. Este ano, deverá ser uma actividade "soft e educativa", concentrada nos plásticos, vidros, papel/cartão e metais que continuam a ser amontoados um pouco por todo o lado, facilmente separáveis e passíveis de reciclagem.
Assim, desafiam-se todas as coordenações e voluntários em geral do Limpar Portugal em 2010 a liderarem e desenvolverem nas suas áreas de intervenção, iniciativas de promoção e reflexão sobre a temática que nos juntou no ano passado. Várias poderão ser as abordagens, como por exemplo: actualizar no 3RdBlock os locais limpos e registar novos locais; fazer uma exposição de fotos do 20 de Março passado; organizar as escolas para fazerem pequenas rotas de lixo; visionar documentários educativos sobre o ambiente; organizar confraternizações locais, se possível com oficinas de ambiente; organizar passeios de BTT, TT ou caminhadas pelos locais limpos em Março de 2010; delinear planos de protecção das florestas; etc.
Claro que ninguém ficará impossibilitado de fazer recolhas de resíduos e organizar actividades semelhantes à que ocorreu em 2010…
1.º aniversário do LeriaShopping
Muitas actividades previstas
Para festejar de forma memorável o seu 1.º Aniversário, que se assinala no dia 25 de Março, o LeiriaShopping convida todos os leirienses a juntarem-se à festa e a participarem nas inúmeras actividades que vão decorrer durante todo o mês de Março. Vai ser um mês cheio de festa, animação e actividades para toda a família, dos mais pequenos aos adultos.
O Orfeão de Leiria, Tunas da Federação Académica de Leiria, o Latem Quintet e o Coro Infantil Jardim-Escola João de Deus são alguns dos grupos locais já confirmados para animar o Centro durante este mês.
O LeiriaShopping vai ter ainda um espaço inteiramente dedicado às crianças, no piso zero, onde todos os fins-de-semana, das 17h00 às 20h00, vão decorrer diferentes workshops – Costumização de t-shirts e outros acessórios, Palhaços, brinquedos recicláveis, Malabaristas, Bijutaria, Magia, Stencil e caricatura – e animações diversas como pinturas faciais, modelagem de balões, magia e muito mais.
Todos os visitantes que se deslocarem ao LeiriaShopping no dia 25 Março vão ser ainda presenteados com a oferta de deliciosos Cup Cakes e de Algodão Doce. Saborosas atracções para todas as idades! Neste dia, os visitantes podem ainda tirar divertidas fotografias, sozinhos ou em família, que serão impressas num íman e que podem depois levar para casa como recordação.
Para José Alberto Parada, Director do LeiriaShopping, "É com grande satisfação que convidamos todos os Leirienses para a nossa festa de Aniversário. Queremos agradecer aos nossos visitantes a sua preferência durante este nosso primeiro ano de actividade. Fomos extremamente bem recebidos nesta comunidade, pelo que queremos festejar este momento de uma forma memorável."
Para festejar de forma memorável o seu 1.º Aniversário, que se assinala no dia 25 de Março, o LeiriaShopping convida todos os leirienses a juntarem-se à festa e a participarem nas inúmeras actividades que vão decorrer durante todo o mês de Março. Vai ser um mês cheio de festa, animação e actividades para toda a família, dos mais pequenos aos adultos.
O Orfeão de Leiria, Tunas da Federação Académica de Leiria, o Latem Quintet e o Coro Infantil Jardim-Escola João de Deus são alguns dos grupos locais já confirmados para animar o Centro durante este mês.
O LeiriaShopping vai ter ainda um espaço inteiramente dedicado às crianças, no piso zero, onde todos os fins-de-semana, das 17h00 às 20h00, vão decorrer diferentes workshops – Costumização de t-shirts e outros acessórios, Palhaços, brinquedos recicláveis, Malabaristas, Bijutaria, Magia, Stencil e caricatura – e animações diversas como pinturas faciais, modelagem de balões, magia e muito mais.
Todos os visitantes que se deslocarem ao LeiriaShopping no dia 25 Março vão ser ainda presenteados com a oferta de deliciosos Cup Cakes e de Algodão Doce. Saborosas atracções para todas as idades! Neste dia, os visitantes podem ainda tirar divertidas fotografias, sozinhos ou em família, que serão impressas num íman e que podem depois levar para casa como recordação.
Para José Alberto Parada, Director do LeiriaShopping, "É com grande satisfação que convidamos todos os Leirienses para a nossa festa de Aniversário. Queremos agradecer aos nossos visitantes a sua preferência durante este nosso primeiro ano de actividade. Fomos extremamente bem recebidos nesta comunidade, pelo que queremos festejar este momento de uma forma memorável."
Os animais são nossos amigos…
E limpar os cocós?
É visível a importância crescente dos animais de companhia na sociedade e a sua contribuição comprovada para a melhoria da qualidade de vida, bem como nos benefícios a nível de saúde física e psíquica.
No entanto, uma população animal não controlada constitui riscos reconhecidos, quer a nível de perigo, quer ambiental, ou mesmo de saúde pública. Assim, relembramos a população que, na ausência de sanitários para cães ou de espaços destinados especificamente às fezes dos animais, os seus donos devem procurar espaços mais apropriados para as necessidades fisiológicas dos mesmos, que não sejam jardins públicos, parques infantis e a via pública em geral.
Os detentores dos animais devem recolher as fezes produzidas por estes, devendo, para o efeito, utilizar, entre outros meios, um saco de plástico. As fezes recolhidas devem ser colocadas, na ausência de contentores específicos, em qualquer um dos contentores destinados a resíduos sólidos urbanos.
Contando com a colaboração de todos teremos uma Golpilheira mais limpa.
Leitor identificado
É visível a importância crescente dos animais de companhia na sociedade e a sua contribuição comprovada para a melhoria da qualidade de vida, bem como nos benefícios a nível de saúde física e psíquica.
No entanto, uma população animal não controlada constitui riscos reconhecidos, quer a nível de perigo, quer ambiental, ou mesmo de saúde pública. Assim, relembramos a população que, na ausência de sanitários para cães ou de espaços destinados especificamente às fezes dos animais, os seus donos devem procurar espaços mais apropriados para as necessidades fisiológicas dos mesmos, que não sejam jardins públicos, parques infantis e a via pública em geral.
Os detentores dos animais devem recolher as fezes produzidas por estes, devendo, para o efeito, utilizar, entre outros meios, um saco de plástico. As fezes recolhidas devem ser colocadas, na ausência de contentores específicos, em qualquer um dos contentores destinados a resíduos sólidos urbanos.
Contando com a colaboração de todos teremos uma Golpilheira mais limpa.
Leitor identificado
165 - Vinha
Por José Jordão Cruz , Eng. Técnico Agrário
Casta de Uva Espadeiro
Como temos vindo a dizer ao longo destes meses, também esta casta de uvas tem vários nomes, dependendo da zona onde é cultivada. Na Cova da Beira chamam-lhe Castelão, em Torres Vedras e Alenquer chama-lhe Mortágua, em Bucelas chamam-lhe Preto Martinho, em Aveiras de Cima chamam-lhe Castiço, Espadeiro de Setúbal ou Murteira. E por aí além, "cada terra com o seu uso".
Mas onde o Espadeiro tem expressão, no que respeita ao seu cultivo, é na região dos vinhos verdes, onde também lhe dão outros nomes, como Espadão ou Espadanal. Nós, que estamos ligados à multiplicação de plantas vitícolas, muitas vezes somos consultados para o fornecimento de castas baseadas em nomes locais. O que por vezes é complicado, pois temos de ter muita atenção em pesquisar qual a casta a que realmente se refere o agricultor, para não se fornecer o que o mesmo agricultor não quer. As castas têm de ter um passaporte fitossanitário, com a designação do nome oficial. Estes passaportes fitossanitários são também obrigatórios para os porta-enxertos, ou americanos, como se diz na gíria agrícola, o que não é incorrecto. É nestes porta-enxertos que se fazem as enxertias das castas pretendidas, tendo em atenção a afinidade entre a parte da planta (porta-enxerto) a que leva o cavalo (garfo) da casta a enxertar. A não ser assim, é dito e feito o insucesso da enxertia, pois não havendo afinidade entre os meristemas, nada feito.
Como disse atrás, é nos vinhos verdes que esta casta é muito apreciada. É uma casta muito produtiva, com grandes cachos, compactos médios bagos uniformes. O espadeiro dá vinhos abertos, mesmo com curtimenta prolongada, vinhos de cor rosada clara ou rubi, muito aberta. Quando estamos na zona, no exercício das nossas funções, apreciamos este néctar ácido, que no verão vai muito bem. Já há adegas a produzir rosés com esta casta.
Como referimos há tempos, já se cultivam vinhos nesta região, desde os primórdios da nacionalidade, daí haver os diferentes nomes, pois são castas autóctones. Por isso, e ainda bem, a legislação protege estas castas e classifica-as como produtoras de vinho com Denominação de Origem de Vinho Verde. Ultimamente, as exportações têm subido exponencialmente, nomeadamente, para o Brasil, no caso dos vinhos verdes.
Segundo o enólogo Cerdeira "o vinho verde não é singular, é plural, pois tem várias nuances". A sua produção é de 65% brancos, 26% tintos e 9% rosés, espumantes e mostos.
Casta de Uva Espadeiro
Como temos vindo a dizer ao longo destes meses, também esta casta de uvas tem vários nomes, dependendo da zona onde é cultivada. Na Cova da Beira chamam-lhe Castelão, em Torres Vedras e Alenquer chama-lhe Mortágua, em Bucelas chamam-lhe Preto Martinho, em Aveiras de Cima chamam-lhe Castiço, Espadeiro de Setúbal ou Murteira. E por aí além, "cada terra com o seu uso".
Mas onde o Espadeiro tem expressão, no que respeita ao seu cultivo, é na região dos vinhos verdes, onde também lhe dão outros nomes, como Espadão ou Espadanal. Nós, que estamos ligados à multiplicação de plantas vitícolas, muitas vezes somos consultados para o fornecimento de castas baseadas em nomes locais. O que por vezes é complicado, pois temos de ter muita atenção em pesquisar qual a casta a que realmente se refere o agricultor, para não se fornecer o que o mesmo agricultor não quer. As castas têm de ter um passaporte fitossanitário, com a designação do nome oficial. Estes passaportes fitossanitários são também obrigatórios para os porta-enxertos, ou americanos, como se diz na gíria agrícola, o que não é incorrecto. É nestes porta-enxertos que se fazem as enxertias das castas pretendidas, tendo em atenção a afinidade entre a parte da planta (porta-enxerto) a que leva o cavalo (garfo) da casta a enxertar. A não ser assim, é dito e feito o insucesso da enxertia, pois não havendo afinidade entre os meristemas, nada feito.
Como disse atrás, é nos vinhos verdes que esta casta é muito apreciada. É uma casta muito produtiva, com grandes cachos, compactos médios bagos uniformes. O espadeiro dá vinhos abertos, mesmo com curtimenta prolongada, vinhos de cor rosada clara ou rubi, muito aberta. Quando estamos na zona, no exercício das nossas funções, apreciamos este néctar ácido, que no verão vai muito bem. Já há adegas a produzir rosés com esta casta.
Como referimos há tempos, já se cultivam vinhos nesta região, desde os primórdios da nacionalidade, daí haver os diferentes nomes, pois são castas autóctones. Por isso, e ainda bem, a legislação protege estas castas e classifica-as como produtoras de vinho com Denominação de Origem de Vinho Verde. Ultimamente, as exportações têm subido exponencialmente, nomeadamente, para o Brasil, no caso dos vinhos verdes.
Segundo o enólogo Cerdeira "o vinho verde não é singular, é plural, pois tem várias nuances". A sua produção é de 65% brancos, 26% tintos e 9% rosés, espumantes e mostos.
165 - Energias renováveis
Por David Lucas, Engenheiro Civil
Energia Hídrica (Hidroeléctrica)
A energia hídrica surge associada à produção de electricidade a partir das correntes de água doce (etimologicamente, "hidra" significa água), ou seja, traduz-se pelo aproveitamento do movimento das águas no leito dos rios (essencialmente) para que seja gerada energia eléctrica. Todos conhecemos este fenómeno, já que no nosso país são inúmeras as barragens e o processo de obtenção de energia está mais ou menos vulgarizado. Estas obras de arte (barragens) têm como objectivo a retenção de grandes volumes de água, que posteriormente é expelida por aberturas, onde se encontram hélices (pás rotativas) que são forçadas a entrar em movimento, gerando energia. Resume-se a uma transformação de energia mecânica em eléctrica.
Somos um país com um potencial hídrico enorme, daí a necessidade de efectuar um aproveitamento a este nível. Segundo dados de 2009, em Portugal existiam cerca de 208 barragens, situando-se uma boa fatia destas na zona Norte (69) e Centro-Sul (68) do país. Este tipo de estrutura representa um investimento significativo nos cofres do Estado, não só como obra "chave na mão", mas pensando também em toda a manutenção que ao longo dos anos poderá advir. É por este motivo que é necessário rentabilizar um investimento deste tipo. A energia hidroeléctrica surge assim como uma peça fundamental neste puzzle. O governo definiu o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH) a 31 de Julho de 2008, onde definiu objectivos e prioridades ao nível da energia hidroeléctrica até 2020 (investimento entre os 1000 e 2000 milhões de euros, sem contar com derrapagens). Pretende com este plano obter a produção de 7000MW (67% do potencial hídrico do país) através destes recursos, tentando liberalizar de forma mais eficaz o comércio e produção de energia. É um bom princípio, mas lento. A factura é sempre paga por todos nós, já que o amortecimento do investimento não é feito pela empresa, mas sim pelo consumidor. E já agora, estamos a pagar caro!
Acima de tudo, não podemos pensar só em grandes barragens como potenciadoras da geração de energia hídrica, mas também em fontes de energia mais pequenas. As mini-hídricas (algumas micro também) desempenham assim um papel importante, conseguindo factores de capacidade superiores (50%) aos mostrados pela energia eólica (30%) e solar (10%). Este tipo de hídricas é apelidado de centrais de fio de água, já que não é possível regularizar o caudal afluente como acontece nas albufeiras normais. Depende essencialmente de um desnível (queda) que faz com que um fio de água seja aproveitado para gerar energia. São localmente importantes e comportam menores impactos na circunstância da sua aplicação. Claro que, pela sua dimensão, não têm a possibilidade de gerar tanta energia como uma barragem, mas são eficazes tendo em conta o investimento e sistema aplicado. Em 2010 previa-se uma capacidade de produção de 400MW para este tipo de estruturas em Portugal.
Haveria mais para falar, não só da energia hidroeléctrica, bem como da utilização das próprias barragens e da sua influência numa qualquer região. Sucintamente, e já um pouco fora do âmbito do tema, posso referir que as barragens, para além de potenciarem a produção de energia sem resíduos, podem aumentar o turismo de uma região, melhorar a capacidade do regadio e regular os cursos de água. Existe também o reverso da medalha, apresentando-se como desvantagens a destruição ambiental ao nível da erosão dos solos e destruição da vegetação, a diminuição da qualidade das águas (já que ficam paradas) e a destruição de habitats humanos.
Fontes: http://paginas.fe.up.pt ; www.bes.pt ; www.inag.pt
Energia Hídrica (Hidroeléctrica)
A energia hídrica surge associada à produção de electricidade a partir das correntes de água doce (etimologicamente, "hidra" significa água), ou seja, traduz-se pelo aproveitamento do movimento das águas no leito dos rios (essencialmente) para que seja gerada energia eléctrica. Todos conhecemos este fenómeno, já que no nosso país são inúmeras as barragens e o processo de obtenção de energia está mais ou menos vulgarizado. Estas obras de arte (barragens) têm como objectivo a retenção de grandes volumes de água, que posteriormente é expelida por aberturas, onde se encontram hélices (pás rotativas) que são forçadas a entrar em movimento, gerando energia. Resume-se a uma transformação de energia mecânica em eléctrica.
Somos um país com um potencial hídrico enorme, daí a necessidade de efectuar um aproveitamento a este nível. Segundo dados de 2009, em Portugal existiam cerca de 208 barragens, situando-se uma boa fatia destas na zona Norte (69) e Centro-Sul (68) do país. Este tipo de estrutura representa um investimento significativo nos cofres do Estado, não só como obra "chave na mão", mas pensando também em toda a manutenção que ao longo dos anos poderá advir. É por este motivo que é necessário rentabilizar um investimento deste tipo. A energia hidroeléctrica surge assim como uma peça fundamental neste puzzle. O governo definiu o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH) a 31 de Julho de 2008, onde definiu objectivos e prioridades ao nível da energia hidroeléctrica até 2020 (investimento entre os 1000 e 2000 milhões de euros, sem contar com derrapagens). Pretende com este plano obter a produção de 7000MW (67% do potencial hídrico do país) através destes recursos, tentando liberalizar de forma mais eficaz o comércio e produção de energia. É um bom princípio, mas lento. A factura é sempre paga por todos nós, já que o amortecimento do investimento não é feito pela empresa, mas sim pelo consumidor. E já agora, estamos a pagar caro!
Acima de tudo, não podemos pensar só em grandes barragens como potenciadoras da geração de energia hídrica, mas também em fontes de energia mais pequenas. As mini-hídricas (algumas micro também) desempenham assim um papel importante, conseguindo factores de capacidade superiores (50%) aos mostrados pela energia eólica (30%) e solar (10%). Este tipo de hídricas é apelidado de centrais de fio de água, já que não é possível regularizar o caudal afluente como acontece nas albufeiras normais. Depende essencialmente de um desnível (queda) que faz com que um fio de água seja aproveitado para gerar energia. São localmente importantes e comportam menores impactos na circunstância da sua aplicação. Claro que, pela sua dimensão, não têm a possibilidade de gerar tanta energia como uma barragem, mas são eficazes tendo em conta o investimento e sistema aplicado. Em 2010 previa-se uma capacidade de produção de 400MW para este tipo de estruturas em Portugal.
Haveria mais para falar, não só da energia hidroeléctrica, bem como da utilização das próprias barragens e da sua influência numa qualquer região. Sucintamente, e já um pouco fora do âmbito do tema, posso referir que as barragens, para além de potenciarem a produção de energia sem resíduos, podem aumentar o turismo de uma região, melhorar a capacidade do regadio e regular os cursos de água. Existe também o reverso da medalha, apresentando-se como desvantagens a destruição ambiental ao nível da erosão dos solos e destruição da vegetação, a diminuição da qualidade das águas (já que ficam paradas) e a destruição de habitats humanos.
Fontes: http://paginas.fe.up.pt ; www.bes.pt ; www.inag.pt
165 - Finanças
Por Anabela Lopes, TOC
Profissão da moda... fazer de morto!
Bom, desta vez e porque é altura de Carnaval, geralmente época de muitas diversões, resolvi deixar de lado as áreas das economias/finanças e afins, que por vezes só servem para nos deixar tristes e aborrecidos. Certamente que estamos todos fartos de ouvir falar da crise, do desemprego, do aumento dos combustíveis e outros que nem vale a pena relembrar. Quero apenas partilhar uma notícia que saiu recentemente na revista Focus e que achei, no mínimo, curiosa.
Nos Estados Unidos da América (EUA), parece que anda na moda fazer de cadáver. Séries televisivas como CSI, Mentes Criminosas, Bones ou Dexter têm sempre crimes e, com eles, mortes recheadas de mistério. Segundo o artigo, a profissão está mesmo a ganhar terreno nos EUA, à medida que as séries se multiplicam e ganham destaque nas preferências dos telespectadores.
Se pensamos que o papel não é exigente, então estamos completamente enganados. Em primeiro lugar, o actor é obrigado a suportar longas horas de maquilhagem, onde o sangue, ferimentos e arranhões têm de parecer o mais reais possível. Além disso, para se fazer passar por cadáver, é preciso aguentar longos períodos a suster a respiração e ser capaz de ficar imóvel durante o tempo necessário para os "doutores" da série realizarem as autópsias que vão ajudar a descobrir o assassino no final. Se consegue manter os olhos fechados sem mexer as pálpebras, então, é um candidato preferencial, já que muitos realizadores deixam os seus mortos de olhos abertos, tamanha é a dificuldade da tarefa.
E agora o mais interessante: por um dia de trabalho a fazer-se de morto, o actor ganha 100 euros, o que, em tempos de crise, representa uma poupança para a produção, já que um manequim criado para o efeito custa 5.000 euros.
Bom, espero ter deixado uma boa dica para quem anda à procura de trabalho. E já agora, inventem-se séries portuguesas, que candidatos de certo não faltarão.
Profissão da moda... fazer de morto!
Bom, desta vez e porque é altura de Carnaval, geralmente época de muitas diversões, resolvi deixar de lado as áreas das economias/finanças e afins, que por vezes só servem para nos deixar tristes e aborrecidos. Certamente que estamos todos fartos de ouvir falar da crise, do desemprego, do aumento dos combustíveis e outros que nem vale a pena relembrar. Quero apenas partilhar uma notícia que saiu recentemente na revista Focus e que achei, no mínimo, curiosa.
Nos Estados Unidos da América (EUA), parece que anda na moda fazer de cadáver. Séries televisivas como CSI, Mentes Criminosas, Bones ou Dexter têm sempre crimes e, com eles, mortes recheadas de mistério. Segundo o artigo, a profissão está mesmo a ganhar terreno nos EUA, à medida que as séries se multiplicam e ganham destaque nas preferências dos telespectadores.
Se pensamos que o papel não é exigente, então estamos completamente enganados. Em primeiro lugar, o actor é obrigado a suportar longas horas de maquilhagem, onde o sangue, ferimentos e arranhões têm de parecer o mais reais possível. Além disso, para se fazer passar por cadáver, é preciso aguentar longos períodos a suster a respiração e ser capaz de ficar imóvel durante o tempo necessário para os "doutores" da série realizarem as autópsias que vão ajudar a descobrir o assassino no final. Se consegue manter os olhos fechados sem mexer as pálpebras, então, é um candidato preferencial, já que muitos realizadores deixam os seus mortos de olhos abertos, tamanha é a dificuldade da tarefa.
E agora o mais interessante: por um dia de trabalho a fazer-se de morto, o actor ganha 100 euros, o que, em tempos de crise, representa uma poupança para a produção, já que um manequim criado para o efeito custa 5.000 euros.
Bom, espero ter deixado uma boa dica para quem anda à procura de trabalho. E já agora, inventem-se séries portuguesas, que candidatos de certo não faltarão.
165 - Economia
Por Cristina Agostinho, Docente Ens. Superior
Índice das Novas Encomendas na Indústria acelera
O Índice de Novas Encomendas na Indústria tem por objectivo mostrar a evolução da procura de bens e serviços, como indicação da produção futura. É também adequado para indicar se essa procura tem origem no mercado interno ou no mercado externo. Os índices são obtidos tendo por base o Inquérito Mensal ao Volume de Negócios e Novas Encomendas na Indústria, realizado por via electrónica (e-mail) junto de unidades estatísticas seleccionadas a partir das empresas sediadas no território nacional, cuja actividade principal se enquadre na indústria transformadora.
Em Janeiro, as novas encomendas recebidas pelas empresas industriais aumentaram 30,9% em termos homólogos (26,5% no mês anterior). Esta aceleração resultou de comportamentos idênticos ocorridos em ambos os mercados, tendo o externo apresentado uma variação de 52,6% (48,6% em Dezembro), enquanto as encomendas para o mercado nacional aumentaram 9,3% (4,8% no mês precedente).
Em Janeiro de 2011, ao nível total, o valor das novas encomendas recebidas pelas empresas industriais aumentou 30,9% (variação de 26,5% em Dezembro). Este comportamento foi determinado pelas acelerações ocorridas em ambos os mercados, externo e nacional, cujas variações foram 52,6% e 9,3%, respectivamente (48,6% e de 4,8% no mês anterior).
Os agrupamentos de Bens Intermédios e de Bens de Investimento deram os contributos mais influentes para a variação do índice total, 22,8 pontos percentuais (p.p.) e 7,6 p.p., respectivamente, resultantes de aumentos homólogos de 49,5% e de 22,4% (45,4% e 13,6% no mês anterior, pela mesma ordem). A variação homóloga do agrupamento de Bens de Consumo situou-se em 3,1%, inferior em 4,4 p.p. à observada em Dezembro.
Taxa de variação mensal
A variação mensal compara o nível de cada variável entre dois meses consecutivos e permite um acompanhamento corrente do andamento da variável, sendo o valor desta taxa de variação particularmente influenciado por efeitos de natureza sazonal.
Taxa de variação homóloga (médias móveis de 3 meses)
A variação homóloga compara a média dos três últimos meses do ano corrente com a mesma média do ano anterior.
Taxa de variação média dos últimos doze meses
A variação média dos últimos doze meses compara o nível da variável dos últimos doze meses com os doze meses imediatamente anteriores. Por ser uma média móvel, esta taxa de variação é menos sensível a alterações.
Fonte: www.ine.pt
Índice das Novas Encomendas na Indústria acelera
O Índice de Novas Encomendas na Indústria tem por objectivo mostrar a evolução da procura de bens e serviços, como indicação da produção futura. É também adequado para indicar se essa procura tem origem no mercado interno ou no mercado externo. Os índices são obtidos tendo por base o Inquérito Mensal ao Volume de Negócios e Novas Encomendas na Indústria, realizado por via electrónica (e-mail) junto de unidades estatísticas seleccionadas a partir das empresas sediadas no território nacional, cuja actividade principal se enquadre na indústria transformadora.
Em Janeiro, as novas encomendas recebidas pelas empresas industriais aumentaram 30,9% em termos homólogos (26,5% no mês anterior). Esta aceleração resultou de comportamentos idênticos ocorridos em ambos os mercados, tendo o externo apresentado uma variação de 52,6% (48,6% em Dezembro), enquanto as encomendas para o mercado nacional aumentaram 9,3% (4,8% no mês precedente).
Em Janeiro de 2011, ao nível total, o valor das novas encomendas recebidas pelas empresas industriais aumentou 30,9% (variação de 26,5% em Dezembro). Este comportamento foi determinado pelas acelerações ocorridas em ambos os mercados, externo e nacional, cujas variações foram 52,6% e 9,3%, respectivamente (48,6% e de 4,8% no mês anterior).
Os agrupamentos de Bens Intermédios e de Bens de Investimento deram os contributos mais influentes para a variação do índice total, 22,8 pontos percentuais (p.p.) e 7,6 p.p., respectivamente, resultantes de aumentos homólogos de 49,5% e de 22,4% (45,4% e 13,6% no mês anterior, pela mesma ordem). A variação homóloga do agrupamento de Bens de Consumo situou-se em 3,1%, inferior em 4,4 p.p. à observada em Dezembro.
Taxa de variação mensal
A variação mensal compara o nível de cada variável entre dois meses consecutivos e permite um acompanhamento corrente do andamento da variável, sendo o valor desta taxa de variação particularmente influenciado por efeitos de natureza sazonal.
Taxa de variação homóloga (médias móveis de 3 meses)
A variação homóloga compara a média dos três últimos meses do ano corrente com a mesma média do ano anterior.
Taxa de variação média dos últimos doze meses
A variação média dos últimos doze meses compara o nível da variável dos últimos doze meses com os doze meses imediatamente anteriores. Por ser uma média móvel, esta taxa de variação é menos sensível a alterações.
Fonte: www.ine.pt
165 - Saúde
Por Ana Maria Henriques, Enfermeira
Caminhar
Caminhar pode ser um ponto de partida para uma vida mais saudável. Actualmente, os cientistas do movimento referem-se à caminhada como umas das actividades mais benéficas para a saúde, pois esta é a forma mais fácil de colocar o corpo em movimento, já que não existem grandes restrições monetárias (custos de roupa e calçado) e a possibilidade de lesionar-se é muito pequena.
Esta é, assim, a actividade física perfeita, fácil e leve de desempenhar, capaz de proporcionar saúde, beleza, boa forma e bons momentos. É indiscutivelmente um dos exercícios mais eficientes, que pode ser praticado por qualquer pessoa, independentemente da idade ou da condição física.
A caminhada é também considerada como a actividade mais segura de todas, do ponto de vista cardiovascular e ortopédico, pois até com uma passada mais rápida dificilmente o coração será sobrecarregado. Além disso, o risco de lesões nas articulações, em especial nas dos joelhos e tornozelos, é muito baixo.
Para além de todas estas vantagens, é necessário enumerar sucintamente outras mais: combate o colesterol; estimula a circulação sanguínea; aumenta a capacidade cardiorrespiratória; aumenta a densidade óssea; favorece o controle de doenças como diabetes e hipertensão; corrige desequilíbrios posturais e articulares; melhora problemas como insónias, depressão e stress.
Mas caminhar como actividade física não é o mesmo que andar no emprego ou passear pelo centro comercial parando em todas as lojas. Para melhorar a condição física, é preciso acelerar o ritmo cardíaco. Para descontrair, pode ser feita uma caminhada lenta, cerca de 1 km em meia hora. Para ganhar resistência, o passo deve ser acelerado e escolhidos terrenos com inclinação, pois o metabolismo aumenta e chega-se aos 2 km em 30 minutos. É importante referir que esta caminhada não deve ser tão intensa ao ponto de impedir que seja terminada, nem tão leve que não canse.
Para não se tornar numa actividade repetitiva, podem ser variados os locais da caminhada. Durante a semana, num local perto de casa e de rápido acesso. Nos dias de descanso, podem ser explorados campos, serras, praias e cidades diferentes. Aproveitar para juntar a família ou um grupo de amigos e seguir um dos muitos percursos pedestres sinalizados e divulgados por todo o País, é uma boa solução.
Caminhar nas ruas da cidade, nos campos cultivados ou até mesmo na areia da praia, sendo realizado com uma frequência de três vezes por semana (30 minutos) torna-se eficaz para abandonar o sedentarismo, evitar doenças e melhorar a qualidade de vida.
Caminhar
Caminhar pode ser um ponto de partida para uma vida mais saudável. Actualmente, os cientistas do movimento referem-se à caminhada como umas das actividades mais benéficas para a saúde, pois esta é a forma mais fácil de colocar o corpo em movimento, já que não existem grandes restrições monetárias (custos de roupa e calçado) e a possibilidade de lesionar-se é muito pequena.
Esta é, assim, a actividade física perfeita, fácil e leve de desempenhar, capaz de proporcionar saúde, beleza, boa forma e bons momentos. É indiscutivelmente um dos exercícios mais eficientes, que pode ser praticado por qualquer pessoa, independentemente da idade ou da condição física.
A caminhada é também considerada como a actividade mais segura de todas, do ponto de vista cardiovascular e ortopédico, pois até com uma passada mais rápida dificilmente o coração será sobrecarregado. Além disso, o risco de lesões nas articulações, em especial nas dos joelhos e tornozelos, é muito baixo.
Para além de todas estas vantagens, é necessário enumerar sucintamente outras mais: combate o colesterol; estimula a circulação sanguínea; aumenta a capacidade cardiorrespiratória; aumenta a densidade óssea; favorece o controle de doenças como diabetes e hipertensão; corrige desequilíbrios posturais e articulares; melhora problemas como insónias, depressão e stress.
Mas caminhar como actividade física não é o mesmo que andar no emprego ou passear pelo centro comercial parando em todas as lojas. Para melhorar a condição física, é preciso acelerar o ritmo cardíaco. Para descontrair, pode ser feita uma caminhada lenta, cerca de 1 km em meia hora. Para ganhar resistência, o passo deve ser acelerado e escolhidos terrenos com inclinação, pois o metabolismo aumenta e chega-se aos 2 km em 30 minutos. É importante referir que esta caminhada não deve ser tão intensa ao ponto de impedir que seja terminada, nem tão leve que não canse.
Para não se tornar numa actividade repetitiva, podem ser variados os locais da caminhada. Durante a semana, num local perto de casa e de rápido acesso. Nos dias de descanso, podem ser explorados campos, serras, praias e cidades diferentes. Aproveitar para juntar a família ou um grupo de amigos e seguir um dos muitos percursos pedestres sinalizados e divulgados por todo o País, é uma boa solução.
Caminhar nas ruas da cidade, nos campos cultivados ou até mesmo na areia da praia, sendo realizado com uma frequência de três vezes por semana (30 minutos) torna-se eficaz para abandonar o sedentarismo, evitar doenças e melhorar a qualidade de vida.
165 - Beleza e bem-estar
Por Carina Pereira, Terapeuta de Massagem
Reeducação Postural Global
A Reeducação Postural Global (RPG) é uma técnica revolucionária que considera os sistemas muscular, sensitivo e esquelético como um todo, procurando tratar de forma holística e diferenciada cada indivíduo.
Através de um processo lento e progressivo, por meio de estiramentos suaves, a RPG devolve o comprimento, a flexibilidade e a força aos músculos, libertando as articulações, contribuindo assim para tratar desvios posturais e as dores consequentes através da correcção das desarmonias do corpo.
O tratamento com RPG é realizado através de posturas estáticas, com o objectivo de actuar no conjunto de cadeias musculares, de modo que os músculos (estáticos) sejam alongados. Procura reencontrar a boa morfologia corporal, solucionando os problemas relacionados com esta.
Alguns dos problemas que podem ser tratados com a RPG: Escolioses, Hiperlordoses, Hipercifoses, Torcicolos, Lombalgias, Enxaquecas, Tendinites, Dores Musculares, Stress, etc.
O método de tratamento com RPG é totalmente isento de medicamentos e consiste de manipulações vertebrais e de membros, visando a libertação e alongamento total de músculos que com o passar dos anos ficaram encurtados causando os desvios posturais.
A RPG exercita também a musculatura respiratória, aumentando a sua flexibilidade e, consequentemente, a sua capacidade de trabalho.
O objectivo é alongar e descomprimir o corpo, permitindo que os músculos se automatizem de forma a ficarem nas posições fisiologicamente correctas, mantendo posturas adequadas sem esforço.
Esta é uma técnica em que o utente tem um papel activo na sua recuperação e aprende a ter uma consciência correcta da sua postura e do seu corpo, ideal não somente para quem sente dores, mas também para quem procura o equilíbrio.
Os seus benefícios englobam o alívio da dor, a melhoria do funcionamento do aparelho respiratório, o realinhamento da coluna, proporcionando liberdade, leveza, melhoria de movimentos e consequentemente uma melhor qualidade de vida.
Reeducação Postural Global
A Reeducação Postural Global (RPG) é uma técnica revolucionária que considera os sistemas muscular, sensitivo e esquelético como um todo, procurando tratar de forma holística e diferenciada cada indivíduo.
Através de um processo lento e progressivo, por meio de estiramentos suaves, a RPG devolve o comprimento, a flexibilidade e a força aos músculos, libertando as articulações, contribuindo assim para tratar desvios posturais e as dores consequentes através da correcção das desarmonias do corpo.
O tratamento com RPG é realizado através de posturas estáticas, com o objectivo de actuar no conjunto de cadeias musculares, de modo que os músculos (estáticos) sejam alongados. Procura reencontrar a boa morfologia corporal, solucionando os problemas relacionados com esta.
Alguns dos problemas que podem ser tratados com a RPG: Escolioses, Hiperlordoses, Hipercifoses, Torcicolos, Lombalgias, Enxaquecas, Tendinites, Dores Musculares, Stress, etc.
O método de tratamento com RPG é totalmente isento de medicamentos e consiste de manipulações vertebrais e de membros, visando a libertação e alongamento total de músculos que com o passar dos anos ficaram encurtados causando os desvios posturais.
A RPG exercita também a musculatura respiratória, aumentando a sua flexibilidade e, consequentemente, a sua capacidade de trabalho.
O objectivo é alongar e descomprimir o corpo, permitindo que os músculos se automatizem de forma a ficarem nas posições fisiologicamente correctas, mantendo posturas adequadas sem esforço.
Esta é uma técnica em que o utente tem um papel activo na sua recuperação e aprende a ter uma consciência correcta da sua postura e do seu corpo, ideal não somente para quem sente dores, mas também para quem procura o equilíbrio.
Os seus benefícios englobam o alívio da dor, a melhoria do funcionamento do aparelho respiratório, o realinhamento da coluna, proporcionando liberdade, leveza, melhoria de movimentos e consequentemente uma melhor qualidade de vida.
Alcobaça – Um século em imagens
Jorge Pereira de Sampaio
Luís Afonso Peres Pereira
Apoio CEPAE
Esta obra testemunha em cerca de centena e meia de fotografias as vivências de um concelho com História e histórias. Neste livro, viaja-se pelas festas e romarias populares, acompanham-se Reis e Chefes de Estado nacionais e estrangeiros que visitaram o Mosteiro, vê-se o Rossio em sucessivas e diferenciadas paisagens, dança-se com o Rancho do Alcoa, ouvem-se as melodias da Orquestra Típica, assiste-se à inauguração da luz eléctrica e das escolas nas aldeias e vilas, segue-se o cortejo do círio de Sta. Susana, entra-se nas lojas do velho comércio a granel, ouvem-se as Bandas nos coretos, reza-se com fervor nas procissões, joga-se ao Entrudo, pintam-se as coloridas loiças artísticas, em suma, testemunha-se o que foi a mundividência das gentes deste concelho desde que a fotografia permitiu o seu registo.
Blogue Clube dos Pensadores
Joaquim Jorge
Papiro Editora
Este livro abarca um conjunto de posts publicados, entre Setembro de 2009 e Setembro de 2010, no blogue com o mesmo nome e que sintetiza o conteúdo daquela que foi uma análise intensiva e diária da primeira legislatura do governo PS. O blogue surge em 2006 como extensão de O Clube dos Pensadores, clube de reflexão e debate político, que contou com a presença de várias figuras do panorama político nacional. Assume-se como um espaço de discussão pública e exercício democrático mediados por Joaquim Jorge, fundador e dinamizador do Clube. A leitura de Blogue Clube dos Pensadores, o livro, revela-se, assim, um instrumento de grande valia no que toca à exigência premente de uma reflexão aprofundada acerca do estado da Nação.
A Imprensa e a República
Graça Fernandes
Papiro Editora
A autora acentua as transformações que sofreram os principais órgãos de comunicação social e os ataques de que os mesmos foram alvo devido às alterações de regime (da Monarquia para a República) e, mesmo, dentro do regime republicano, aquando de governos totalitários e ditatoriais, como o de Sidónio Pais. Refere ainda alguns dos nomes dos principais média conotados com diferentes áreas sociais, como no caso dos que trataram da emancipação da mulher, do cinema e também do desporto. Finalmente, no sentido de apresentar uma panorâmica mais precisa do ambiente político coevo, seleccionou dois jornais – A Monarquia e o República, que lutavam com as suas próprias armas pela defesa dos “puros” ideais que perfilhavam.
O Coração não Envelhece
Marie de Hennezel
Casa das Letras
Envelhecer amedronta-nos. A nossa sociedade dá-nos uma imagem desastrosa da velhice. No entanto, este envelhecimento inevitável pode não nos condenar à solidão, ao sofrimento, à perda ou mesmo à dependência. Se é verdade que todos envelhecemos, também é verdade que podemos decidir não nos tornarmos «velhos». Esta é a mensagem que Marie de Hennezel nos transmite, e ensina, neste livro. Segundo a autora, “não há melhor maneira de envelhecer do que manter a juventude do coração. Portanto, “o fio condutor que orientará a nossa exploração é a convicção de que existe algo em nós que não envelhece (…) a capacidade de amar e desejar. Esta força inexplicável e incompreensível é que mantém vivo o ser humano”.
Citações e Pensamentos de Florbela Espanca
Paulo Silva
Casa das Letras
Aqui se reúnem 200 citações, 40 textos, 100 poemas e 50 quadras de amor de Florbela Espanca. Um autêntico manual do sentimento em geral e do amor em particular, este concentrado de frases inspiradoras tira as teias de aranha que facilmente se instalam no coração de cada um. O autor, cujo passatempo de recolector e organizador de citações levou à criação do site www.ocitador.pt e à edição de vários livros com a recolha do melhor de vários pensadores famosos, apresenta-nos agora uma das maiores poetisas portuguesas de todos os tempos. Além da poesia, o conjunto dos escritos de Florbela Espaça oferece uma perspectiva completa da exaltação e angústia de vários amores idealizados e sofridos, sempre em busca do verdadeiro Amor.
Conspiração 365 – Fevereiro
Gabrielle Lord
Contraponto
A contagem decrescente continua. Callum Ormond foi avisado... ele tem 334 dias. A pacata vida de Cal acabou assim que a mortífera contagem decrescente começou. Entretanto, foi atacado por tubarões, acusado de um violento ataque à sua família, raptado por dois gangues e quase que o afogaram num depósito de óleo... Ele é um fugitivo procurado que fará tudo para sobreviver. Mas estará Cal desesperado o suficiente para se aproximar de um traidor envolvido com assassinos? Ou para se arriscar a voltar ao cenário da tentativa do seu homicídio? Deverá ele encontrar-se com um misterioso informador, podendo tratar-se de uma armadilha? O relógio não pára... Cada segundo pode ser o último...
Conspiração 365 – Março
Gabrielle Lord
Contraponto
A contagem decrescente continua. Callum Ormond foi avisado... ele tem 306 dias. Encurralado, com um comboio a vir na sua direcção, as hipóteses de sobrevivência de Cal são reduzidas. A polícia e os gangues são implacáveis – querem-no atrás das grades… ou morto. A parada está a subir, mas as pistas para a Singularidade de Ormond só conduzem a mais puzzles, e a novos perigos. A cada passo que dá, Cal sente-se mais frustrado, sem conseguir encontrar as respostas de que tanto precisa. Haverá alguém em quem possa confiar? Uma aventura de cortar a respiração! E o relógio não pára… Cada segundo pode ser o último…
A Odisseia de Homer
Gwen Cooper
Pergaminho
A última coisa que Gwen Cooper queria era adoptar outro gato. Já tinha duas gatas, para não falar de um emprego em que lhe pagavam uma miséria, e estava a tentar recuperar de uma separação difícil. Até que a veterinária das gatas ligou para lhe falar de um gatinho de três semanas, abandonado e maltratado, cujos olhos tiveram de ser retirados cirurgicamente. Gwen era a sua última esperança de encontrar um lar. Foi amor à primeira vista. O gatinho Homer era uma bola de pêlo mínima, preta e assustada e, mesmo tendo consciência das dificuldades que ele enfrentaria por causa da sua cegueira, Gwen decidiu adoptá-lo. O seu gatinho cego foi um exemplo de força, superação e coragem, que lhe ensinou a lição mais importante da vida: que o amor não é algo que possa ser visto com o olhar.
Alimentação Vegetariana para Bebés e Crianças
Gabriela Oliveira
Arteplural Edições
Os alimentos de origem vegetal podem substituir por completo a carne e o peixe na alimentação das crianças. Conheça as vantagens de uma alimentação natural, rica e equilibrada, mais saudável e menos susceptível de causar reacções alérgicas, e que contém todos os nutrientes essenciais. Soja, tofu, seitan, doces naturais sem açúcar adicionado e muitos outros alimentos típicos da cozinha vegetariana podem fazer as delícias dos mais pequenos. Nestas páginas, são apresentadas mais de oitenta receitas, adaptadas para bebés a partir dos 4 meses de idade e adequadas a todas as refeições.
Encontro com Pessoas Extraordinárias
Osho
Pergaminho
As pessoas mais notáveis do mundo são muitas vezes aquelas que passam ao lado da atenção dos historiadores. Assim sendo, quando ouvimos falar de Buda, Pitágoras ou Zaratustra, eles parecem-nos mais figuras mitológicas do que personagens históricas, tal como se tivessem existido apenas na imaginação colectiva da humanidade. E, na verdade, a sua existência imprimiu-se na consciência humana, com efeitos profundos e duradouros. Ao longo destas páginas, Osho dá vida, com o seu estilo provocador e inteligente, a alguns dos líderes religiosos mais influentes de sempre, como Buda, Jesus e Krishna, a poetas como Lao-Tsé e Rumi, a filósofos como Nietzsche, Pitágoras e Sócrates e a pensadores de escolas espirituais, como Kahlil Gibran e Gurdjieff.
Ghostgirl – O regresso
Tonya Hurley
Contraponto
Em Ghostgirl – A Rapariga Invisível, Charlotte engasgou-se com uma goma e morreu. Neste novo livro – O Regresso – ela ainda está a debater-se com a sua “não vida”. A vida era para Charlotte uma grande desilusão, e parece que depois de morta também não vai ser melhor. Convencida de que acabar o Ensino para Mortos lhe iria assegurar a passagem para a vida eterna, Charlotte descobre, para sua grande surpresa, que depois disso ainda vai ter de fazer um estágio! Atender telefones num centro para adolescentes problemáticos não é a coisa mais excitante do mundo. Pelo menos não era, até Scarlet ligar: uma sessão de pedicura que corre mal deixa a sua irmã Petula em coma e Scarlet acredita que Charlotte é a única que a poderá ajudar...
Reiki para todos e em especial para as crianças
Filipa Rodrigues
Arteplural Edições
O reiki é uma terapia alternativa e complementar que, pela canalização da energia universal através das mãos, visa restabelecer o equilíbrio vital a vários níveis (espiritual, mental, emocional e físico) e, assim, mitigar as doenças e promover a saúde. No entanto, o reiki é mais do que isto: o reiki é amor e, enquanto amor, é inato ao ser humano. Na sociedade moderna, a manifestação desta energia universal encontra-se subestimada. Porém, devido a uma crescente consciência espiritual, está em vias de ser resgatada do esquecimento a que foi sentenciada pelos tempos conturbados que marcaram a história da humanidade. A esperança da Nova Era reside nas crianças, grandes mestres que indicam o caminho a seguir e que são a prova maior da inerência do amor.
Zzzer ou não Zzzer
John Penberthy
Pergaminho
Acha que tem problemas? Então imagine a vida que leva uma abelha operária: uma existência reprimida, entrincheirada no tédio sem fim da vida da colmeia – procurar alimento, armazenar o mel e o pólen, alimentar as larvas, proteger e reparar a colmeia… e depois, dormir, acordar e repetir tudo. Vezes e vezes sem conta… Com ilustrações mágicas da premiada artista plástica Laurie Barrows, “Zzzer ou Não Zzzer” conta a história de Buzz, uma jovem abelha insatisfeita com esta vida repetitiva e sem finalidade. Quase por acidente, Buzz parte numa busca espiritual ao encontro de Deus e do sentido da vida. Mas, para sua surpresa, acaba por encontrar-se a si próprio! Ao longo das tropelias e aventuras que vive na sua busca, Buzz vai aprendendo algumas das lições mais importantes da vida.
Jorge Pereira de Sampaio
Luís Afonso Peres Pereira
Apoio CEPAE
Esta obra testemunha em cerca de centena e meia de fotografias as vivências de um concelho com História e histórias. Neste livro, viaja-se pelas festas e romarias populares, acompanham-se Reis e Chefes de Estado nacionais e estrangeiros que visitaram o Mosteiro, vê-se o Rossio em sucessivas e diferenciadas paisagens, dança-se com o Rancho do Alcoa, ouvem-se as melodias da Orquestra Típica, assiste-se à inauguração da luz eléctrica e das escolas nas aldeias e vilas, segue-se o cortejo do círio de Sta. Susana, entra-se nas lojas do velho comércio a granel, ouvem-se as Bandas nos coretos, reza-se com fervor nas procissões, joga-se ao Entrudo, pintam-se as coloridas loiças artísticas, em suma, testemunha-se o que foi a mundividência das gentes deste concelho desde que a fotografia permitiu o seu registo.
Blogue Clube dos Pensadores
Joaquim Jorge
Papiro Editora
Este livro abarca um conjunto de posts publicados, entre Setembro de 2009 e Setembro de 2010, no blogue com o mesmo nome e que sintetiza o conteúdo daquela que foi uma análise intensiva e diária da primeira legislatura do governo PS. O blogue surge em 2006 como extensão de O Clube dos Pensadores, clube de reflexão e debate político, que contou com a presença de várias figuras do panorama político nacional. Assume-se como um espaço de discussão pública e exercício democrático mediados por Joaquim Jorge, fundador e dinamizador do Clube. A leitura de Blogue Clube dos Pensadores, o livro, revela-se, assim, um instrumento de grande valia no que toca à exigência premente de uma reflexão aprofundada acerca do estado da Nação.
A Imprensa e a República
Graça Fernandes
Papiro Editora
A autora acentua as transformações que sofreram os principais órgãos de comunicação social e os ataques de que os mesmos foram alvo devido às alterações de regime (da Monarquia para a República) e, mesmo, dentro do regime republicano, aquando de governos totalitários e ditatoriais, como o de Sidónio Pais. Refere ainda alguns dos nomes dos principais média conotados com diferentes áreas sociais, como no caso dos que trataram da emancipação da mulher, do cinema e também do desporto. Finalmente, no sentido de apresentar uma panorâmica mais precisa do ambiente político coevo, seleccionou dois jornais – A Monarquia e o República, que lutavam com as suas próprias armas pela defesa dos “puros” ideais que perfilhavam.
O Coração não Envelhece
Marie de Hennezel
Casa das Letras
Envelhecer amedronta-nos. A nossa sociedade dá-nos uma imagem desastrosa da velhice. No entanto, este envelhecimento inevitável pode não nos condenar à solidão, ao sofrimento, à perda ou mesmo à dependência. Se é verdade que todos envelhecemos, também é verdade que podemos decidir não nos tornarmos «velhos». Esta é a mensagem que Marie de Hennezel nos transmite, e ensina, neste livro. Segundo a autora, “não há melhor maneira de envelhecer do que manter a juventude do coração. Portanto, “o fio condutor que orientará a nossa exploração é a convicção de que existe algo em nós que não envelhece (…) a capacidade de amar e desejar. Esta força inexplicável e incompreensível é que mantém vivo o ser humano”.
Citações e Pensamentos de Florbela Espanca
Paulo Silva
Casa das Letras
Aqui se reúnem 200 citações, 40 textos, 100 poemas e 50 quadras de amor de Florbela Espanca. Um autêntico manual do sentimento em geral e do amor em particular, este concentrado de frases inspiradoras tira as teias de aranha que facilmente se instalam no coração de cada um. O autor, cujo passatempo de recolector e organizador de citações levou à criação do site www.ocitador.pt e à edição de vários livros com a recolha do melhor de vários pensadores famosos, apresenta-nos agora uma das maiores poetisas portuguesas de todos os tempos. Além da poesia, o conjunto dos escritos de Florbela Espaça oferece uma perspectiva completa da exaltação e angústia de vários amores idealizados e sofridos, sempre em busca do verdadeiro Amor.
Conspiração 365 – Fevereiro
Gabrielle Lord
Contraponto
A contagem decrescente continua. Callum Ormond foi avisado... ele tem 334 dias. A pacata vida de Cal acabou assim que a mortífera contagem decrescente começou. Entretanto, foi atacado por tubarões, acusado de um violento ataque à sua família, raptado por dois gangues e quase que o afogaram num depósito de óleo... Ele é um fugitivo procurado que fará tudo para sobreviver. Mas estará Cal desesperado o suficiente para se aproximar de um traidor envolvido com assassinos? Ou para se arriscar a voltar ao cenário da tentativa do seu homicídio? Deverá ele encontrar-se com um misterioso informador, podendo tratar-se de uma armadilha? O relógio não pára... Cada segundo pode ser o último...
Conspiração 365 – Março
Gabrielle Lord
Contraponto
A contagem decrescente continua. Callum Ormond foi avisado... ele tem 306 dias. Encurralado, com um comboio a vir na sua direcção, as hipóteses de sobrevivência de Cal são reduzidas. A polícia e os gangues são implacáveis – querem-no atrás das grades… ou morto. A parada está a subir, mas as pistas para a Singularidade de Ormond só conduzem a mais puzzles, e a novos perigos. A cada passo que dá, Cal sente-se mais frustrado, sem conseguir encontrar as respostas de que tanto precisa. Haverá alguém em quem possa confiar? Uma aventura de cortar a respiração! E o relógio não pára… Cada segundo pode ser o último…
A Odisseia de Homer
Gwen Cooper
Pergaminho
A última coisa que Gwen Cooper queria era adoptar outro gato. Já tinha duas gatas, para não falar de um emprego em que lhe pagavam uma miséria, e estava a tentar recuperar de uma separação difícil. Até que a veterinária das gatas ligou para lhe falar de um gatinho de três semanas, abandonado e maltratado, cujos olhos tiveram de ser retirados cirurgicamente. Gwen era a sua última esperança de encontrar um lar. Foi amor à primeira vista. O gatinho Homer era uma bola de pêlo mínima, preta e assustada e, mesmo tendo consciência das dificuldades que ele enfrentaria por causa da sua cegueira, Gwen decidiu adoptá-lo. O seu gatinho cego foi um exemplo de força, superação e coragem, que lhe ensinou a lição mais importante da vida: que o amor não é algo que possa ser visto com o olhar.
Alimentação Vegetariana para Bebés e Crianças
Gabriela Oliveira
Arteplural Edições
Os alimentos de origem vegetal podem substituir por completo a carne e o peixe na alimentação das crianças. Conheça as vantagens de uma alimentação natural, rica e equilibrada, mais saudável e menos susceptível de causar reacções alérgicas, e que contém todos os nutrientes essenciais. Soja, tofu, seitan, doces naturais sem açúcar adicionado e muitos outros alimentos típicos da cozinha vegetariana podem fazer as delícias dos mais pequenos. Nestas páginas, são apresentadas mais de oitenta receitas, adaptadas para bebés a partir dos 4 meses de idade e adequadas a todas as refeições.
Encontro com Pessoas Extraordinárias
Osho
Pergaminho
As pessoas mais notáveis do mundo são muitas vezes aquelas que passam ao lado da atenção dos historiadores. Assim sendo, quando ouvimos falar de Buda, Pitágoras ou Zaratustra, eles parecem-nos mais figuras mitológicas do que personagens históricas, tal como se tivessem existido apenas na imaginação colectiva da humanidade. E, na verdade, a sua existência imprimiu-se na consciência humana, com efeitos profundos e duradouros. Ao longo destas páginas, Osho dá vida, com o seu estilo provocador e inteligente, a alguns dos líderes religiosos mais influentes de sempre, como Buda, Jesus e Krishna, a poetas como Lao-Tsé e Rumi, a filósofos como Nietzsche, Pitágoras e Sócrates e a pensadores de escolas espirituais, como Kahlil Gibran e Gurdjieff.
Ghostgirl – O regresso
Tonya Hurley
Contraponto
Em Ghostgirl – A Rapariga Invisível, Charlotte engasgou-se com uma goma e morreu. Neste novo livro – O Regresso – ela ainda está a debater-se com a sua “não vida”. A vida era para Charlotte uma grande desilusão, e parece que depois de morta também não vai ser melhor. Convencida de que acabar o Ensino para Mortos lhe iria assegurar a passagem para a vida eterna, Charlotte descobre, para sua grande surpresa, que depois disso ainda vai ter de fazer um estágio! Atender telefones num centro para adolescentes problemáticos não é a coisa mais excitante do mundo. Pelo menos não era, até Scarlet ligar: uma sessão de pedicura que corre mal deixa a sua irmã Petula em coma e Scarlet acredita que Charlotte é a única que a poderá ajudar...
Reiki para todos e em especial para as crianças
Filipa Rodrigues
Arteplural Edições
O reiki é uma terapia alternativa e complementar que, pela canalização da energia universal através das mãos, visa restabelecer o equilíbrio vital a vários níveis (espiritual, mental, emocional e físico) e, assim, mitigar as doenças e promover a saúde. No entanto, o reiki é mais do que isto: o reiki é amor e, enquanto amor, é inato ao ser humano. Na sociedade moderna, a manifestação desta energia universal encontra-se subestimada. Porém, devido a uma crescente consciência espiritual, está em vias de ser resgatada do esquecimento a que foi sentenciada pelos tempos conturbados que marcaram a história da humanidade. A esperança da Nova Era reside nas crianças, grandes mestres que indicam o caminho a seguir e que são a prova maior da inerência do amor.
Zzzer ou não Zzzer
John Penberthy
Pergaminho
Acha que tem problemas? Então imagine a vida que leva uma abelha operária: uma existência reprimida, entrincheirada no tédio sem fim da vida da colmeia – procurar alimento, armazenar o mel e o pólen, alimentar as larvas, proteger e reparar a colmeia… e depois, dormir, acordar e repetir tudo. Vezes e vezes sem conta… Com ilustrações mágicas da premiada artista plástica Laurie Barrows, “Zzzer ou Não Zzzer” conta a história de Buzz, uma jovem abelha insatisfeita com esta vida repetitiva e sem finalidade. Quase por acidente, Buzz parte numa busca espiritual ao encontro de Deus e do sentido da vida. Mas, para sua surpresa, acaba por encontrar-se a si próprio! Ao longo das tropelias e aventuras que vive na sua busca, Buzz vai aprendendo algumas das lições mais importantes da vida.
165 - Sugestões Musicais
Não há só Tangos em Paris
Cristina Branco
Universal Music Portugal
“Não há Só Tangos em Paris” é o título do novo álbum de Cristina Branco, chegado ao mercado este mês. António Lobo Antunes, Mário Laginha, João Paulo Esteves da Silva são alguns dos autores presentes no disco, cujo tema-título foi composto por Pedro da Silva Martins (Deolinda). Para o sucessor de «Kronos», de 2009, Cristina Branco queria um disco de memórias, viagens ou simplesmente flashes da sua vida. Pensou no triângulo Buenos Aires-Paris-Lisboa e partiu para o seu novo disco, onde se cruzam referências a Amália, Jacques Brel, boleros, milongas, Baudelaire, o contrabaixo, o bandoneon, o piano, e, claro está, a guitarra portuguesa. A gravação do disco contou com músicos de renome. Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Bernardo Moreira (contrabaixo), Carlos Manuel Proença (viola), João Paulo Esteves da Silva (piano) e Ricardo Dias (acordeão) formam o núcleo de músicos que marcou presença em estúdio. Para Portugal vai ser editada uma versão especial com CD + DVD. A nível de imagens, o disco apresenta um especial em que Cristina Branco interpreta seis dos temas do disco num ambiente intimista e quase teatral.
http://www.universalmusic.pt/
The Cherry on My Cake
Luísa Sobral
Universal Music Portugal
Luísa Sobral tem apenas 23 anos e um talento inequívoco. Estudou música durante 4 anos em Boston (EUA), passou um ano de intensa actividade em Nova Iorque e actuou em 2009 no Festival Super Bock em Stock em Lisboa. Cantora, compositora, letrista e instrumentista, apresenta no dia 14 de Março o seu disco de estreia “The Cherry on My Cake”, que bem poderá vir a surpreender Portugal e quem sabe o Mundo! «Not There Yet» é o primeiro single, que as rádios mais atentas já tocam e que muita curiosidade tem despertado. Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Regina Spektor são algumas das referências de Luísa Sobral e cuja influência se escuta neste disco de estreia. As letras e músicas das 13 canções do álbum são de sua autoria, à excepção da versão do clássico de Rui Veloso “Saiu para a Rua”. Músicas carregadas de imagens. Vídeos imaginados para cada compasso da música. Escrevendo maioritariamente em inglês, apresenta duas canções em português: “Xico e Dolores” e “O Engraxador”, sendo esta a primeira das canções originais de Luísa Sobral a surgir nas rádios portuguesas.
http://www.universalmusic.pt/
Zonoscope
Cut Copy
Universal Music Portugal
Em Portugal continuam a ser alvo de um culto único. Actuações no Lux (Lisboa) e Super Bock Super Rock 2010 (Meco) ficaram na memória de quem assistiu aos espectáculos. Com este novo disco, os Cut Copy regressam a Portugal, já nos próximos dias 21 e 23 de Março, para espectáculos no Hard Club (Porto) e Coliseu dos Recreios (Lisboa).
O terceiro e mais ambicioso disco dos Cut Copy chegou a Portugal em Fevereiro, ainda na ressaca de «In Ghost Colours», o álbum que os consagrou como fenómeno global. “Zonoscope” traduz os Cut Copy em toda a sua pureza, numa sucessão de visões futuristas alicerçadas em ritmos primordiais. É o seu trabalho mais imediato mas também o de som mais sofisticado, como se constata no single “Take Me Over”, com as guitarras a envolver uma percussão tropical reminiscente de uma ilha de férias de uma canção pop. “Desde o princípio tínhamos uma visão estranha de um som tropical, da selva, tribal; era um lugar ou uma ideia a que queríamos chegar com as canções, explorar um transe hipnótico e rever a paleta de significados dos Cut Copy”, descreve Dan Whitford, o rosto da banda.
http://www.universalmusic.pt/
Alone in IZ world
Israel Kamakawiwo’ole
Universal Music Portugal
Israel Kamakawiwo’ole tornou-se num ícone da música havaiana, tendo alcançado reconhecimento internacional quando iniciou a sua carreira a solo em 1993, consolidando o culto em seu redor com o sucesso do disco “Facing The Future”. Mas foi a sua interpretação de “Over The Rainbow”, incluída no seu mais recente disco, «Alone in Iz World», que o confirmou como o maior artista havaiano dos últimos tempos. «Over the Rainbow», originalmente escrita para o filme «O Feiticeiro de OZ», é aqui revisitada de uma forma única, sendo já considerada um hino a nível mundial. Desde manifestações públicas a iniciativas de caridade, passando por campanhas publicitárias, a música de Israel tem percorrido o mundo, tendo sido aclamada por celebridades como Adam Sandler, Jim Carey, Sarah Jessica Parker, Seann Connery e Drew Barrimore, entre outros. Em Portugal, esta música contagiou a rádio em geral, continuando a revelar-se um sucesso crescente nas vendas digitais. Agora já pode levá-la para casa, já que o disco «Alone in IZ World» chegou a Portugal no início deste mês.
http://www.universalmusic.pt/
Xícara
Edição: Mdparte
Este é um álbum que pode ter como cognome “Poesia, tradição e século XXI”. Da raiz tradicional às sonoridades de vanguarda, elevando a palavra, os Xícara homenageiam a língua portuguesa e os seus obreiros-poetas como são António Botto, João Penha de Oliveira Fortuna e João Cabral Nascimento.
A banda surgiu no Minho, entre Guimarães e Famalicão, em 2010, e está agora a lançar-se com um novíssimo EP. Carla Carvalho (voz), David Viegas (baixo e voz), Hélder Costa (braguesa, bandolim, cavaquinho), Nuno Cachada (guitarra clássica), Pedro Oliveira (percussão) e Rui Ferreira (piano, acordeão) são o corpo deste projecto, que tem como artista convidado o flautista e gaiteiro David Leão. O grupo tem sido alvo da atenção de rádios e televisões nacionais e internacionais, tendo nas redes sociais um forte meio de divulgação. A aceitação por parte do público é notável: num curto espaço de tempo ascendem aos milhares o número de visualizações dos vídeos da banda no Youtube e as partilhas no Facebook. O EP já está à venda na loja online da editora: http://www.mdparte.com/.
Cristina Branco
Universal Music Portugal
“Não há Só Tangos em Paris” é o título do novo álbum de Cristina Branco, chegado ao mercado este mês. António Lobo Antunes, Mário Laginha, João Paulo Esteves da Silva são alguns dos autores presentes no disco, cujo tema-título foi composto por Pedro da Silva Martins (Deolinda). Para o sucessor de «Kronos», de 2009, Cristina Branco queria um disco de memórias, viagens ou simplesmente flashes da sua vida. Pensou no triângulo Buenos Aires-Paris-Lisboa e partiu para o seu novo disco, onde se cruzam referências a Amália, Jacques Brel, boleros, milongas, Baudelaire, o contrabaixo, o bandoneon, o piano, e, claro está, a guitarra portuguesa. A gravação do disco contou com músicos de renome. Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Bernardo Moreira (contrabaixo), Carlos Manuel Proença (viola), João Paulo Esteves da Silva (piano) e Ricardo Dias (acordeão) formam o núcleo de músicos que marcou presença em estúdio. Para Portugal vai ser editada uma versão especial com CD + DVD. A nível de imagens, o disco apresenta um especial em que Cristina Branco interpreta seis dos temas do disco num ambiente intimista e quase teatral.
http://www.universalmusic.pt/
The Cherry on My Cake
Luísa Sobral
Universal Music Portugal
Luísa Sobral tem apenas 23 anos e um talento inequívoco. Estudou música durante 4 anos em Boston (EUA), passou um ano de intensa actividade em Nova Iorque e actuou em 2009 no Festival Super Bock em Stock em Lisboa. Cantora, compositora, letrista e instrumentista, apresenta no dia 14 de Março o seu disco de estreia “The Cherry on My Cake”, que bem poderá vir a surpreender Portugal e quem sabe o Mundo! «Not There Yet» é o primeiro single, que as rádios mais atentas já tocam e que muita curiosidade tem despertado. Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Regina Spektor são algumas das referências de Luísa Sobral e cuja influência se escuta neste disco de estreia. As letras e músicas das 13 canções do álbum são de sua autoria, à excepção da versão do clássico de Rui Veloso “Saiu para a Rua”. Músicas carregadas de imagens. Vídeos imaginados para cada compasso da música. Escrevendo maioritariamente em inglês, apresenta duas canções em português: “Xico e Dolores” e “O Engraxador”, sendo esta a primeira das canções originais de Luísa Sobral a surgir nas rádios portuguesas.
http://www.universalmusic.pt/
Zonoscope
Cut Copy
Universal Music Portugal
Em Portugal continuam a ser alvo de um culto único. Actuações no Lux (Lisboa) e Super Bock Super Rock 2010 (Meco) ficaram na memória de quem assistiu aos espectáculos. Com este novo disco, os Cut Copy regressam a Portugal, já nos próximos dias 21 e 23 de Março, para espectáculos no Hard Club (Porto) e Coliseu dos Recreios (Lisboa).
O terceiro e mais ambicioso disco dos Cut Copy chegou a Portugal em Fevereiro, ainda na ressaca de «In Ghost Colours», o álbum que os consagrou como fenómeno global. “Zonoscope” traduz os Cut Copy em toda a sua pureza, numa sucessão de visões futuristas alicerçadas em ritmos primordiais. É o seu trabalho mais imediato mas também o de som mais sofisticado, como se constata no single “Take Me Over”, com as guitarras a envolver uma percussão tropical reminiscente de uma ilha de férias de uma canção pop. “Desde o princípio tínhamos uma visão estranha de um som tropical, da selva, tribal; era um lugar ou uma ideia a que queríamos chegar com as canções, explorar um transe hipnótico e rever a paleta de significados dos Cut Copy”, descreve Dan Whitford, o rosto da banda.
http://www.universalmusic.pt/
Alone in IZ world
Israel Kamakawiwo’ole
Universal Music Portugal
Israel Kamakawiwo’ole tornou-se num ícone da música havaiana, tendo alcançado reconhecimento internacional quando iniciou a sua carreira a solo em 1993, consolidando o culto em seu redor com o sucesso do disco “Facing The Future”. Mas foi a sua interpretação de “Over The Rainbow”, incluída no seu mais recente disco, «Alone in Iz World», que o confirmou como o maior artista havaiano dos últimos tempos. «Over the Rainbow», originalmente escrita para o filme «O Feiticeiro de OZ», é aqui revisitada de uma forma única, sendo já considerada um hino a nível mundial. Desde manifestações públicas a iniciativas de caridade, passando por campanhas publicitárias, a música de Israel tem percorrido o mundo, tendo sido aclamada por celebridades como Adam Sandler, Jim Carey, Sarah Jessica Parker, Seann Connery e Drew Barrimore, entre outros. Em Portugal, esta música contagiou a rádio em geral, continuando a revelar-se um sucesso crescente nas vendas digitais. Agora já pode levá-la para casa, já que o disco «Alone in IZ World» chegou a Portugal no início deste mês.
http://www.universalmusic.pt/
Xícara
Edição: Mdparte
Este é um álbum que pode ter como cognome “Poesia, tradição e século XXI”. Da raiz tradicional às sonoridades de vanguarda, elevando a palavra, os Xícara homenageiam a língua portuguesa e os seus obreiros-poetas como são António Botto, João Penha de Oliveira Fortuna e João Cabral Nascimento.
A banda surgiu no Minho, entre Guimarães e Famalicão, em 2010, e está agora a lançar-se com um novíssimo EP. Carla Carvalho (voz), David Viegas (baixo e voz), Hélder Costa (braguesa, bandolim, cavaquinho), Nuno Cachada (guitarra clássica), Pedro Oliveira (percussão) e Rui Ferreira (piano, acordeão) são o corpo deste projecto, que tem como artista convidado o flautista e gaiteiro David Leão. O grupo tem sido alvo da atenção de rádios e televisões nacionais e internacionais, tendo nas redes sociais um forte meio de divulgação. A aceitação por parte do público é notável: num curto espaço de tempo ascendem aos milhares o número de visualizações dos vídeos da banda no Youtube e as partilhas no Facebook. O EP já está à venda na loja online da editora: http://www.mdparte.com/.
165 - Mãos na Massa
Delícia de Café
Por Sofia Ferraz
Ingredientes
1 Torta "DanCake" de café ou chocolate
1 Lata de leite condensado
1 Lata de leite
3 Gemas
1 Pudim instantâneo de chocolate
200ml de café
200ml de leite
2 Pacotes de natas
3 Folhas de gelatina
1 Café (bica)
4 colheres de sopa de açúcar
Preparação
Corte a torta em fatias muito finas e forre o fundo de um tabuleiro. De seguida, coloque num tacho o leite condensado, a mesma medida de leite e as gemas. Misture muito bem e leve ao lume até engrossar, nunca deixando de mexer. Verta o preparado, ainda quente, para cima da torta colocada no tabuleiro. Deixe arrefecer. Num tacho, misture a saqueta de pudim de chocolate (poderá colocar 1 colher de açúcar), os 2 dl de café e 2dl de leite. Leve ao lume, confeccionando normalmente como um pudim. Deixe arrefecer um pouco e espalhe, com cuidado, por cima do preparado anterior. Deixe arrefecer por completo. Coloque as folhas de gelatina dentro de um recipiente com água fria, durante 10 minutos. Entretanto, bata as natas, adicionando-lhe 2 a 3 colheres de sopa de açúcar. Depois das natas bem batidas, prepare um café (Bica) e derreta nele as folhas de gelatina previamente escorridas da água fria. Aos poucos, adicione às natas a mistura do café com as folhas de gelatina, continuando sempre a bater. Por fim, disponha as natas por cima dos preparados anteriores já frios e decore a gosto. Sirva bem fresco…
Bom apetite!
Por Sofia Ferraz
Ingredientes
1 Torta "DanCake" de café ou chocolate
1 Lata de leite condensado
1 Lata de leite
3 Gemas
1 Pudim instantâneo de chocolate
200ml de café
200ml de leite
2 Pacotes de natas
3 Folhas de gelatina
1 Café (bica)
4 colheres de sopa de açúcar
Preparação
Corte a torta em fatias muito finas e forre o fundo de um tabuleiro. De seguida, coloque num tacho o leite condensado, a mesma medida de leite e as gemas. Misture muito bem e leve ao lume até engrossar, nunca deixando de mexer. Verta o preparado, ainda quente, para cima da torta colocada no tabuleiro. Deixe arrefecer. Num tacho, misture a saqueta de pudim de chocolate (poderá colocar 1 colher de açúcar), os 2 dl de café e 2dl de leite. Leve ao lume, confeccionando normalmente como um pudim. Deixe arrefecer um pouco e espalhe, com cuidado, por cima do preparado anterior. Deixe arrefecer por completo. Coloque as folhas de gelatina dentro de um recipiente com água fria, durante 10 minutos. Entretanto, bata as natas, adicionando-lhe 2 a 3 colheres de sopa de açúcar. Depois das natas bem batidas, prepare um café (Bica) e derreta nele as folhas de gelatina previamente escorridas da água fria. Aos poucos, adicione às natas a mistura do café com as folhas de gelatina, continuando sempre a bater. Por fim, disponha as natas por cima dos preparados anteriores já frios e decore a gosto. Sirva bem fresco…
Bom apetite!
165 - Poesia
Ouve quem sabe…
Ouve quem sabe…
Escuta quem viu…
Não há lugar mais bonito…
Não há calor. Não há frio.
Apenas branca neve.
Como a cal de uma varanda
Florida como quem manda
Plantar verdes pinhais.
Não canta como pardais.
Encanta como as cigarras.
Não há tempo para conversas.
Ou ele foge, ou o agarras…
Miguel Portela, in "Diz Sempre que sim..."
A minha dádiva
Dei a mão,
Andei a pé
Dei a minha lição
Com muita fé.
Para pagar no que falho
Pedi o meu perdão
Mas quis dar o meu trabalho
Dei a minha lição.
Chorei lágrimas de dor,
Ao ver a tragédia da natureza
Foi com gesto de amor
Que aliviei alguma tristeza.
Fui olhando em frente,
E trabalhando no duro
Que de novo nasce a semente
Para um novo futuro.
Dias me alimentei chorando,
Com esforço consegui fazer sorrir
Na dadiva da minha presença avaliando
A felicidade que estou a sentir.
É dar ou semear,
Olhando a angustia de uma criança
Apenas com isto esperar
Alegria no futuro com esperança.
É isto o verdadeiro caminhar,
De uma fé escondida
É caminhando sem esperar
Dando a sorrir pedaço do bom da vida.
Sou como o sol ao amanhecer,
Dei a minha lição
Deus me há-de reconhecer
E me alivia com o seu justo perdão.
Doei livremente meu coração,
Na hora de angústia e dor
Dei a minha lição
Como gratidão beijos e abraços de amor
José António Carreira Santos
Desespero
Dizem que o planeta está doente
Lá isso é verdade,
Há assaltos e distúrbios
Não têm dó nem piedade.
Há pessoas desesperadas
O que já passaram! Têm razão,
Os ladrões levam o que desejam
E não dão satisfação.
O que está acontecer
Será a crise, ou as más companhias?
Uns assaltam durante a noite,
Outros durante o dia.
Daquilo que alguns dizem,
Muitos não é essa a opinião,
Uns saem cá para fora
Outros ficam na prisão.
Ó meu Deus Infinito
Porque há tanta crueldade?
Haja a paz e o pão de cada dia
A saúde e a sinceridade.
Muita coisa está do avesso
E dá dor de cabeça a muita gente,
Dêem as voltas que derem
não se sabe quem está inocente.
Cremilde Monteiro
Grito mudo
No sol que se espraia
e se esconde nas voltas
confusas do sonho
vejo o teu sorriso
e o tom que desmaia
no abismo medonho.
E vejo-te sempre
nos tempos perdidos
da minha ilusão
nas vagas do vento
no céu que não mente
no mar turbilhão.
Sentado no mundo
deserto de paz
e de olhar a sangrar
grito ao infinito
num eco profundo
de rouco esperar.
Grito a este céu
tristonho e sombrio
a minha canção:
que me dê de ti
um tempo só meu
para tocar tua mão!
Luís Miguel Ferraz
Ouve quem sabe…
Escuta quem viu…
Não há lugar mais bonito…
Não há calor. Não há frio.
Apenas branca neve.
Como a cal de uma varanda
Florida como quem manda
Plantar verdes pinhais.
Não canta como pardais.
Encanta como as cigarras.
Não há tempo para conversas.
Ou ele foge, ou o agarras…
Miguel Portela, in "Diz Sempre que sim..."
A minha dádiva
Dei a mão,
Andei a pé
Dei a minha lição
Com muita fé.
Para pagar no que falho
Pedi o meu perdão
Mas quis dar o meu trabalho
Dei a minha lição.
Chorei lágrimas de dor,
Ao ver a tragédia da natureza
Foi com gesto de amor
Que aliviei alguma tristeza.
Fui olhando em frente,
E trabalhando no duro
Que de novo nasce a semente
Para um novo futuro.
Dias me alimentei chorando,
Com esforço consegui fazer sorrir
Na dadiva da minha presença avaliando
A felicidade que estou a sentir.
É dar ou semear,
Olhando a angustia de uma criança
Apenas com isto esperar
Alegria no futuro com esperança.
É isto o verdadeiro caminhar,
De uma fé escondida
É caminhando sem esperar
Dando a sorrir pedaço do bom da vida.
Sou como o sol ao amanhecer,
Dei a minha lição
Deus me há-de reconhecer
E me alivia com o seu justo perdão.
Doei livremente meu coração,
Na hora de angústia e dor
Dei a minha lição
Como gratidão beijos e abraços de amor
José António Carreira Santos
Desespero
Dizem que o planeta está doente
Lá isso é verdade,
Há assaltos e distúrbios
Não têm dó nem piedade.
Há pessoas desesperadas
O que já passaram! Têm razão,
Os ladrões levam o que desejam
E não dão satisfação.
O que está acontecer
Será a crise, ou as más companhias?
Uns assaltam durante a noite,
Outros durante o dia.
Daquilo que alguns dizem,
Muitos não é essa a opinião,
Uns saem cá para fora
Outros ficam na prisão.
Ó meu Deus Infinito
Porque há tanta crueldade?
Haja a paz e o pão de cada dia
A saúde e a sinceridade.
Muita coisa está do avesso
E dá dor de cabeça a muita gente,
Dêem as voltas que derem
não se sabe quem está inocente.
Cremilde Monteiro
Grito mudo
No sol que se espraia
e se esconde nas voltas
confusas do sonho
vejo o teu sorriso
e o tom que desmaia
no abismo medonho.
E vejo-te sempre
nos tempos perdidos
da minha ilusão
nas vagas do vento
no céu que não mente
no mar turbilhão.
Sentado no mundo
deserto de paz
e de olhar a sangrar
grito ao infinito
num eco profundo
de rouco esperar.
Grito a este céu
tristonho e sombrio
a minha canção:
que me dê de ti
um tempo só meu
para tocar tua mão!
Luís Miguel Ferraz
segunda-feira, 14 de março de 2011
165 - Obituário
AGRADECIMENTOS
Pedro Ferreira de Carvalho
O Jornal da Golpilheira apresenta os pêsames a todos os familiares e pede aos leitores uma oração pelo Descanso Eterno destes nossos conterrâneos.
------------------------------------------------------------------------
Informamos que a publicação dos agradecimentos por ocasião de falecimento é gratuita para naturais e residentes na Golpilheira. Publicaremos apenas quando tal nos for pedido pelos familiares ou enviado pelas agências funerárias.
------------------------------------------------------------------------
Pedro Ferreira de Carvalho
N. 15-04-1939
F. 24-01-2011
Sua Esposa, Filho, Filha, Genro, Nora e restante família na impossibilidade de o fazer pessoalmente como era seu desejo vêm de forma reconhecida agradecer a todas as pessoas que os acarinharam neste momento de dor e tristeza ou de outra forma manifestaram o seu pesar. A família reconhecida agradece todas as demonstrações de solidariedade, pela perda do seu ente querido. A todos, muito obrigado.
Tratou: Funerária Espírito Santo – Batalha – www.afes.com.ptJúlia Silva Vieira
N. 27-06-1916
F. 13-02-2011
Seus irmãos, sobrinhos e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida, agradecer a todas as pessoas que se dignaram estar presentes no último adeus à sua querida familiar, ou que de outra forma lhe prestaram homenagem. Por tudo e a todos, bem-haja.
Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, Lda – BatalhaManuel da Silva Lopes
N. 08-05-1924
F. 06-03-2011
Sua esposa, sobrinhos e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida, agradecer todas as manifestações de carinho, nesta altura de profunda dor e sentimento de perda e ainda um agradecimento a todos os que acompanharam o seu querido familiar até à última morada, esperando agora que descanse em paz. A todos, muito obrigado.
Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, Lda – BatalhaAntónio Pedro Guerra
N. 31-12-1925
F. 07-03-2011
Sua Esposa, Filhos, Netos, e restante família na impossibilidade de o fazer pessoalmente como era seu desejo vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que os acarinharam neste momento de dor e tristeza ou de outra forma manifestaram o seu pesar. A família reconhecida agradece todas as demonstrações de solidariedade, pela perda do seu ente querido. A todos, muito obrigado.
Tratou: Funerária Espírito Santo – Batalha – www.afes.com.ptO Jornal da Golpilheira apresenta os pêsames a todos os familiares e pede aos leitores uma oração pelo Descanso Eterno destes nossos conterrâneos.
------------------------------------------------------------------------
Informamos que a publicação dos agradecimentos por ocasião de falecimento é gratuita para naturais e residentes na Golpilheira. Publicaremos apenas quando tal nos for pedido pelos familiares ou enviado pelas agências funerárias.
------------------------------------------------------------------------
sexta-feira, 11 de março de 2011
3.º Encontro de Freguesias do Distrito de Leiria
A Delegação Distrital de Leiria da ANAFRE, à semelhança do que farão todos os outros distritos portugueses, vai realizar um encontro, no próximo dia 12 de Março, com início às 10h00, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria. Este encontro tem como objectivo reunir os autarcas para identificarem e discutirem os problemas que mais afligem as suas freguesias e, consequentemente, definir os caminhos para o futuro.
Com o tema "Que Freguesias? Que Futuro?", a jornada prevê a abordagem de temas como a reorganização administrativa, a lei eleitoral autárquica, a relação protocolar com os CTT, as competência e a lei das finanças locais e os sistema de produção de energia eólica.
Com o tema "Que Freguesias? Que Futuro?", a jornada prevê a abordagem de temas como a reorganização administrativa, a lei eleitoral autárquica, a relação protocolar com os CTT, as competência e a lei das finanças locais e os sistema de produção de energia eólica.
Encontro Diocesano de Adolescentes
ENDIAD na Batalha
A paróquia da Batalha vai receber, no próximo dia 12 de Março, o ENDIAD – Encontro Diocesano de Adolescentes da Diocese de Leiria-Fátima, organizado pelo Serviço Diocesano de Catequese. Com o tema "Coração que Vê", é uma proposta de encontro celebrativo, pedagógico e festivo, destinado a todos os adolescentes da catequese (7.º, 8.º, 9.º e 10.º anos), procurando motivar para a vivência do tema diocesano "Chamados à Caridade", e tendo como imaginário a parábola do Bom Samaritano.
Inscreveram-se 180 grupos, num total de cerca de 1700 pessoas, entre adolescentes e catequistas, vindos de todas as paróquias da Diocese, pelo que se prevê uma verdadeira inundação pelas ruas da vila durante este dia.
A concentração será às 09h00, junto à estátua de São Nuno, ao lado do Mosteiro da Batalha. Depois do acolhimento, haverá a celebração da Eucaristia, às 10h00, na igreja do Mosteiro, presidida por D. António Marto, seguindo-se o jogo «Os valores do Caminho». À tarde, depois do almoço, volante e da responsabilidade dos participantes, haverá o jogo «O Caminho do samaritano» e a festa de encerramento.
A actividade conclui pelas 18h00.
Info: http://www.endiad.blogspot.com/
A paróquia da Batalha vai receber, no próximo dia 12 de Março, o ENDIAD – Encontro Diocesano de Adolescentes da Diocese de Leiria-Fátima, organizado pelo Serviço Diocesano de Catequese. Com o tema "Coração que Vê", é uma proposta de encontro celebrativo, pedagógico e festivo, destinado a todos os adolescentes da catequese (7.º, 8.º, 9.º e 10.º anos), procurando motivar para a vivência do tema diocesano "Chamados à Caridade", e tendo como imaginário a parábola do Bom Samaritano.
Inscreveram-se 180 grupos, num total de cerca de 1700 pessoas, entre adolescentes e catequistas, vindos de todas as paróquias da Diocese, pelo que se prevê uma verdadeira inundação pelas ruas da vila durante este dia.
A concentração será às 09h00, junto à estátua de São Nuno, ao lado do Mosteiro da Batalha. Depois do acolhimento, haverá a celebração da Eucaristia, às 10h00, na igreja do Mosteiro, presidida por D. António Marto, seguindo-se o jogo «Os valores do Caminho». À tarde, depois do almoço, volante e da responsabilidade dos participantes, haverá o jogo «O Caminho do samaritano» e a festa de encerramento.
A actividade conclui pelas 18h00.
Info: http://www.endiad.blogspot.com/
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Editorial | Porquê?...
Juntar o útil ao desagradável
Esta edição apresenta-se com características algo diferentes do habitual. Em primeiro lugar, surge totalmente a preto e branco. Em segundo lugar, aparece com o período bimestral, para Janeiro e Fevereiro. Justifica-se a pergunta: “porquê”?
Útil
Não é segredo para ninguém que a actual crise afecta praticamente todos os sectores de actividade. Os jornais, que dependem em muito da publicidade das empresas, sentem imediatamente esse efeito.
Outro problema prende-se com o tempo. Como todos sabem, temos alguns colaboradores a fazer alguns trabalhos, mas o grosso da redacção de textos, da paginação e da edição do jornal é feito pelo director nos seus tempos livres. No mês de Janeiro, por razões pessoais, não nos foi possível garantir a edição, pelo que, saindo já em Fevereiro, decidimos juntar os dois meses.
Acabamos assim por poupar também uma das edições que dá prejuízo. É uma dupla utilidade.
Desagradável
A somar a todas as dificuldades já referidas para estes pequenos projectos locais, temos ainda uma política para as comunicações sociais que ainda agrava mais a situação. Para acedermos às ajudas ou aos milhões da publicidade do Estado, não somos vistos nem achados. Mas para pagarmos as taxas, aí já somos considerados “gente grande”.
Quem esteve mais atento, ouviu falar nas célebres taxas da ERC que o Governo decidiu aplicar a todos os meios de comunicação social em 2006. Houve contestação por parte dos grandes grupos e das associações de imprensa, o assunto andou nos tribunais, mas acabou por ser dada razão ao Governo. Assim, em Maio de 2010, recebemos a nossa factura para esse ano: 102 euros.
Qual não é a nossa surpresa quando no final do ano recebemos ordem para mais dois pagamentos, retroactivos, para 2006 (meio ano) e 2007. Mais 133,50 euros a pagar (ver imagens ao lado).
E já sabemos que este ano vamos receber as facturas de 2008, 2009 e 2011: mais de 300 euros!
Com isto tudo, são mais de 500 euros que se vão, ainda não percebemos para quê, já que não damos trabalho nenhum à ERC, nem recebemos qualquer ajuda do Estado. Para além de pagarmos os pesados impostos normais, como todas as empresas, já só pedíamos ao Estado o apoio de… não nos roubarem mais nada.
Fizemos acompanhar o nosso pagamento de uma carta em que dizíamos o seguinte:
Aumento de preço e assinatura
Tendo em conta o que explicamos nesta página, e de acordo com o proposto pelo nosso conselho de redacção, teremos de aumentar o preço do jornal e da respectiva assinatura anual. Assim, o jornal passará a custar 80 cêntimos e assinatura anual ficará a 8 euros para Portugal, 12 euros para a Europa e 15 euros para o resto do mundo.
Lembramos que é o Jornal que paga a expedição pelos CTT, pelo que aqui se inclui o preço desse envio, que também aumentou o ano passado.
Esperamos a compreensão e o apoio dos nossos assinantes.
A administração
Esta edição apresenta-se com características algo diferentes do habitual. Em primeiro lugar, surge totalmente a preto e branco. Em segundo lugar, aparece com o período bimestral, para Janeiro e Fevereiro. Justifica-se a pergunta: “porquê”?
Podemos dizer que se trata de juntar o útil ao desagradável. O útil é a necessária poupança de recursos, de tempo e de dinheiro, como adiante explicaremos. O desagradável – que protestamos com esta espécie de jornal de “luto” – é a obrigação do pagamento de taxas com retroactivos à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), assunto que também desenvolvemos a seguir.
Útil
Não é segredo para ninguém que a actual crise afecta praticamente todos os sectores de actividade. Os jornais, que dependem em muito da publicidade das empresas, sentem imediatamente esse efeito.
No caso dos jornais locais, onde não chegam as publicidades das grandes empresas, nem uma gotinha que seja dos milhões da publicidade institucional do Estado e das suas instituições, a dependência das pequenas empresas da “terra” é quase absoluta. Logo, é normal que quando estas pequenas e médias empresas estão “com a corda ao pescoço” tenham de cortar na publicidade, que na grande maioria das vezes é apenas uma forma de ajudar a financiar o jornal local.
O Jornal da Golpilheira sempre conseguiu equilibrar essas contas, até porque não tem ninguém a receber ordenados e apenas paga as comissões a quem angaria publicidade. No início, bastava-nos garantir o mínimo para pagar a impressão, que ronda os 700 euros mensais. Desde há dois anos, com o fim do Porte Pago, pagamos também a expedição, a rondar os 250 euros por mês. Quer isto dizer que temos de garantir cerca de 1000 euros por mês para garantir a sobrevivência. Não temos problemas em divulgar assim claramente este números aos nossos leitores. Nem temos vergonha de assumir que houve meses no ano passado em que não conseguimos fazer para as despesas. Valem-nos as edições da Páscoa, do aniversário do Jornal, do Natal, e as publicações dos cartazes da Fiaba e das festas de Agosto pela Câmara Municipal. Em números redondos, são seis meses acima da média para colmatar seis meses de prejuízo.Outro problema prende-se com o tempo. Como todos sabem, temos alguns colaboradores a fazer alguns trabalhos, mas o grosso da redacção de textos, da paginação e da edição do jornal é feito pelo director nos seus tempos livres. No mês de Janeiro, por razões pessoais, não nos foi possível garantir a edição, pelo que, saindo já em Fevereiro, decidimos juntar os dois meses.
Acabamos assim por poupar também uma das edições que dá prejuízo. É uma dupla utilidade.
Desagradável
A somar a todas as dificuldades já referidas para estes pequenos projectos locais, temos ainda uma política para as comunicações sociais que ainda agrava mais a situação. Para acedermos às ajudas ou aos milhões da publicidade do Estado, não somos vistos nem achados. Mas para pagarmos as taxas, aí já somos considerados “gente grande”.
Quem esteve mais atento, ouviu falar nas célebres taxas da ERC que o Governo decidiu aplicar a todos os meios de comunicação social em 2006. Houve contestação por parte dos grandes grupos e das associações de imprensa, o assunto andou nos tribunais, mas acabou por ser dada razão ao Governo. Assim, em Maio de 2010, recebemos a nossa factura para esse ano: 102 euros.
Qual não é a nossa surpresa quando no final do ano recebemos ordem para mais dois pagamentos, retroactivos, para 2006 (meio ano) e 2007. Mais 133,50 euros a pagar (ver imagens ao lado).
E já sabemos que este ano vamos receber as facturas de 2008, 2009 e 2011: mais de 300 euros!
Com isto tudo, são mais de 500 euros que se vão, ainda não percebemos para quê, já que não damos trabalho nenhum à ERC, nem recebemos qualquer ajuda do Estado. Para além de pagarmos os pesados impostos normais, como todas as empresas, já só pedíamos ao Estado o apoio de… não nos roubarem mais nada.
Fizemos acompanhar o nosso pagamento de uma carta em que dizíamos o seguinte:
“Efectuamos estes pagamentos com o sentimento da sua injustiça e perante a impotência de nada poder fazer contra eles. Esta é uma taxa que consideramos como um roubo ao nosso suor e esforço diários para manter de pé um pequeno meio de comunicação local, que é detido por uma associação cultural e recreativa sem fins lucrativos e de utilidade pública, que luta diariamente pela sua subsistência, que assume como principal missão a promoção da cultura e da literacia junto da população de uma pequena freguesia e que, apesar da qualidade que lhe é reconhecida, não é considerado para ter qualquer tipo de apoios por parte do Estado. Mas somos cumpridores das leis, mesmo as injustas, e por isso pagamos. Pelo menos, até ao dia em que passarmos a fazer parte das estatísticas dos jornais que fecharam as portas, como tantos outros que nos últimos tempos sucumbiram a estas políticas.”
Outros jornais estão também a protestar (ver a imagem de recorte do Jornal das Cortes), mas o certo é que todos têm de pagar, senão as pesadas multas acabam com o resto.
Sendo assim, pedimos aos nossos leitores que agradeçam à ERC o facto de lhes ter roubado a edição de Janeiro. Com menos essa edição e com este “luto” do preto-e-branco, estamos a fazer a poupança para pagar as taxas.Aumento de preço e assinatura
Tendo em conta o que explicamos nesta página, e de acordo com o proposto pelo nosso conselho de redacção, teremos de aumentar o preço do jornal e da respectiva assinatura anual. Assim, o jornal passará a custar 80 cêntimos e assinatura anual ficará a 8 euros para Portugal, 12 euros para a Europa e 15 euros para o resto do mundo.
Lembramos que é o Jornal que paga a expedição pelos CTT, pelo que aqui se inclui o preço desse envio, que também aumentou o ano passado.
Esperamos a compreensão e o apoio dos nossos assinantes.
A administração
(Que?) Educação sexual obrigatória
Destaque | “Trapalhadas” confirmam atropelos à lei
Por Luís Miguel Ferraz
Na nossa edição de Agosto de 2009, abordámos a questão da educação sexual obrigatória nas escolas, alertando para algumas questões que não estavam respondidas, nomeadamente, a preparação das próprias escolas e dos professores para levar por diante esse projecto, e sobretudo como seria garantido o direito dos pais a serem os primeiros responsáveis pela educação dos seus filhos, como defende a Constituição Portuguesa e a Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Não estava em causa a importância destas matérias, no que respeita aos conteúdos técnicos e científicos adequadas à idade dos alunos, mas sim o facto de a educação para a sexualidade ir muito para além do físico e do biológico, entrando em questões éticas, culturais e mesmo religiosas. No fundo, trata-se de uma educação que afecta globalmente a própria noção de sentido e desenvolvimento do ser humano.
Perguntávamos, então, que legitimidade teria a escola para impor um modelo único na educação da personalidade dos alunos e, sobretudo, para sobrepor esse modelo ao que os pais desejam para os seus filhos? Quem vai definir esse modelo e com que preparação? Que princípios irão estar subjacentes, por exemplo, à definição do conceito de família, de relação afectiva saudável, de métodos contraceptivos adequados, de responsabilidade e ética sexual?
A Lei 60/2009 foi publicada nesse mês, mas não foi imediatamente regulamentada, pelo que as respostas não vieram e, no ano lectivo de 2009-2010, a sua aplicação foi praticamente nula. Só em Abril do ano seguinte saiu a Portaria 196-A/2010, que veio definir a educação sexual como conteúdo obrigatório, bem como as regras da respectiva aplicação, onde de facto se incluíram algumas das salvaguardas que muitos pais e grupos sociais tinham defendido.
No entanto, o decurso do corrente ano lectivo está a demonstrar que as nossas inquietações iniciais tinham razão de ser. A maioria das escolas do país apressou-se a tornar obrigatória a educação sexual, mas deixou para trás o cumprimento das restantes cláusulas da referida Portaria, como verificamos no caso do Agrupamento de Escolas da Batalha.
O que diz a lei
Comecemos por analisar as leis. Já em 1999 tinha sido aprovada a lei 120/99 sobre este assunto, onde se defendia que as escolas deveriam implementar um “programa para a promoção da saúde e da sexualidade humana”, referindo claramente que “deverá existir uma colaboração estreita com os serviços de saúde da respectiva área e os seus profissionais, bem como com as associações de estudantes e com as associações de pais e encarregados de educação”.
Na nova Lei n.º 60/2009, definem-se, entre as finalidades da educação sexual, “a valorização da sexualidade e afectividade entre as pessoas no desenvolvimento individual, respeitando o pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa” e, por outro lado, “o reconhecimento da importância de participação no processo educativo de encarregados de educação, alunos, professores e técnicos de saúde”.
O Artigo 6.º da mesma Lei defende que devem ser “ouvidas as associações de estudantes, as associações de pais e os professores”, e o Artigo 7.º vai mais longe: “O director de turma, o professor responsável pela educação para a saúde e educação sexual, bem como todos os demais professores da turma envolvidos na educação sexual no âmbito da transversalidade, devem elaborar, no início do ano escolar, o projecto de educação sexual da turma”, onde “devem constar os conteúdos e temas que, em concreto, serão abordados, as iniciativas e visitas a realizar, as entidades, técnicos e especialistas externos à escola a convidar”.
No Artigo 11.º, adianta que “os encarregados de educação, os estudantes e as respectivas estruturas representativas devem ter um papel activo na prossecução e concretização das finalidades da presente lei” e também que “os encarregados de educação e respectivas estruturas representativas são informados de todas as actividades curriculares e não curriculares desenvolvidas no âmbito da educação sexual”.
Na Portaria n.º 196-A/2010, que procede à regulamentação desta Lei, volta a definir-se que “os termos em que se concretiza a inclusão da educação sexual nos projectos educativos (…) são definidos pelo conselho pedagógico e dependem de parecer do conselho geral, no qual têm assento os professores da escola, representantes dos pais e (…) onde seja leccionado o ensino secundário, representantes dos estudantes”. Para frisar ainda mais este ponto, afirma-se que “o conselho pedagógico deve assegurar que os pais e encarregados de educação sejam ouvidos em todas as fases de organização da educação sexual no respectivo agrupamento de escolas ou escola não agrupada”.
As nossas questões
Perguntámos ao Agrupamento de Escolas da Batalha (AEB) se o respectivo Conselho Pedagógico já tinha elaborado o seu “programa para a promoção da saúde e da sexualidade humana” e de que forma foi garantida a “colaboração estreita com os serviços de saúde da respectiva área e os seus profissionais, bem como com as associações de estudantes e com as associações de pais e encarregados de educação”, como determina a lei. Mais concretamente, se todos os directores de turma elaboraram o “projecto de educação sexual da turma”, onde constem “os conteúdos e temas que, em concreto, serão abordados, as iniciativas e visitas a realizar, as entidades, técnicos e especialistas externos à escola a convidar”.
Quanto ao acompanhamento, quisemos saber quais os meios usados para “assegurar que os pais e encarregados de educação sejam ouvidos em todas as fases de organização da educação sexual” e se “são informados de todas as actividades curriculares e não curriculares desenvolvidas no âmbito da educação sexual”, como diz a mesma lei.
Finalmente, perguntámos se já tinha sido nomeado o “professor coordenador da educação para a saúde” de acordo com os requisitos legais e se os pais têm fácil acesso a ele.
A resposta da escola
A presidente da Comissão Administrativa Provisória do AEB, Maria Helena Pintor, respondeu-nos que “dado que se trata de normativos legais recentes e que a sua obrigatoriedade de execução se tornou obrigatória apenas neste ano lectivo, o programa deste Agrupamento está ainda a ser construído”. Portanto, só parte da lei foi cumprida: educação sexual obrigatória existe, mas programa ainda não.
Quanto ao “professor coordenador da educação para a saúde”, Helena Pintor assegura que foi “designado pelo órgão de gestão por reunir os requisitos exigidos, que, conjuntamente com os professores responsáveis pelo Clube de Saúde, delineou linhas orientadoras para a elaboração do programa, as quais foram aprovadas pelo Conselho Pedagógico, e apresentou um programa de actividades para o presente ano lectivo, também aprovado pelo Conselho Pedagógico, órgão no qual tem assento a Associação de Pais do Agrupamento”.
A presidente do AEB adianta ainda que “no final deste mês se inicia a formação de um conjunto de professores de diferentes níveis de ensino e de diversas disciplinas, com vista a obter competências para um desempenho adequado nesta área, bem como à construção de um projecto de escola, o qual, depois de elaborado, será apresentado, discutido e aprovado por todos os órgãos competentes do Agrupamento”.
Quanto ao conhecimento que foi dado aos pais, esta responsável afirma que “o trabalho a desenvolver, no presente ano lectivo, a nível de cada turma, foi já apresentado aos pais e encarregados de educação, em reuniões tidas com o Director de Turma, que, deste modo, tiveram oportunidade de expressar a sua opinião em relação às actividades que se pretendem levar a cabo”.
Helena Pintor concluiu assegurando que “a participação dos pais e encarregados de educação na construção deste projecto, tal como em outras áreas da vida escolar dos seus educandos, é essencial e, portanto, constitui-se como princípio de actuação pelo qual norteamos a nossa acção”.
O que dizem os pais
Em contraponto, Patrícia Serra Kelly, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas da Batalha (APEEAEB) afirma que “esta direcção do Agrupamento mostra-se pouco cooperante com os pais, a julgar pelos muitos casos que têm vindo a público nos últimos tempos”. De facto, como se percebe pelos dois exemplos analisados na página seguinte, é evidente a falta de informação dada aos pais e à própria Associação. Daí que a presidente da APEEAEB lamente que “a Associação de Pais não seja previamente informada destas situações, pelo que não pode intervir atempadamente” e defenda que “em próximas situações, esta associação seja previamente consultada, no sentido de assegurar uma correcta análise dos acontecimentos relacionados com o nosso agrupamento de escolas”.
Esta constatação confirma-se na conversa com alguns pais, que não fazem a mínima ideia sobre que educação sexual está a ser ministrada, muito menos sobre “os conteúdos e temas, as iniciativas e visitas ou as entidades, técnicos e especialistas a convidar”, como se lê na Portaria.
Em abono da verdade, também devemos dizer que muito pais não mostram qualquer preocupação, ou pelo menos não estão despertos para este problema. Como nos referia um professor da própria escola, “entregar os filhos cegamente à escola, delegando nela aquilo que é tarefa primordial dos pais, a educação, pode ser um erro de consequências irreparáveis; por isso fico muito incomodada quando vejo a apatia dos pais, em geral, perante algumas situações”. O mesmo professor, em declarações ao Jornal da Golpilheira, defendia que “é preciso denunciar, alertar os pais para que estejam atentos, vejam que forças estão a querer ocupar a escola e sejam interventivos e exigentes no respeito para com os seus filhos”.
Em concreto...
Como veremos pelos dois casos relatados a seguir, no meio de tantas “trapalhadas”, há muito caminho a fazer neste sentido, tanto pela escola, como pelos pais....
Caso 1 - Visita cancelada à exposição “Sexo… e então?!”
“Pais só têm porcarias na cabeça”
Numa nota da escola enviada aos pais das turmas do 6.º ano, pedia-se autorização para uma visita de estudo, a efectuar no dia 25 de Janeiro, onde se informava a ida ao teatro, especificando que se tratava da peça “A Aventura de Ulisses”, e a visita ao Pavilhão do Conhecimento, sem mais informação.
Um dos pais sabia que aí se encontrava a exposição “Sexo… e então?!” e, considerando não ser adequada ao seu filho, comunicou à escola a sua não autorização. Ao mesmo tempo, tratando-se de uma questão tão delicada como a educação sexual, cujos primeiros responsáveis são os pais, perguntou por que motivo lhes tinha sido ocultada essa informação, numa mensagem enviada à escola e à Associação de Pais, bem como a vários serviços do Ministério da Educação, à Câmara Municipal e a alguns amigos.
Responderam apenas a Associação de Pais e o Município, cujos representantes integram o Conselho Pedagógico da escola, dizendo que desconheciam o assunto por completo e que havia razão para este protesto. O certo é que essa mensagem chegou a outros pais, que se apressaram a comunicar à escola não autorizar a ida dos respectivos educandos, pelo que essa parte da visita foi cancelada.
Exposição polémica
Não estava em causa propriamente a exposição, mas sim o direito de os pais serem informados. De qualquer modo, embora a referida exposição se apresente como “cientificamente documentada”, o que é a todos os níveis discutível, está longe de ser consensual para muitos pais, professores e técnicos de saúde. Consideram estes que a exposição “contém vários erros técnicos, fomenta a sexualidade precoce, promove o relacionamento sexual meramente lúdico, é um abuso de confiança à vida íntima das crianças, a classificação etária é de rigor duvidoso, a linguagem usada (textos, imagens, jogos) é agressiva, grotesca por vezes inestética e com carácter científico pouco consistente e é uma exposição marcadamente moralista”. (cf. http://www.plataforma-rn.org/ )
O psiquiatra Pedro Afonso, que afirma ter encontrado no local crianças com menos de 9 anos de idade, refere que ali “o sexo é apresentado como mera concretização de impulsos primários o que é uma visão redutora da sexualidade humana”. Alexandra Chumbo, psicóloga em Desenvolvimento infantil, acrescenta que “é muito duvidoso o carácter científico de uma exposição que ‘entra’ na explicação do acto de beijar, numa dissecação meramente anatómica de um impulso que é natural, instintivo e afectivo”.
A também psicóloga Maria Teresa Ribeiro refere ainda que é “uma visão ideológica primária da sexualidade, de mau gosto, mecanicista, em que se banalizam as decisões, pretendendo fazer passar como unânimes valores e formas de olhar que o não são: o sexo desenquadrado das relações; não faz mal os adolescentes terem relações sexuais cedo, desde que usem contraceptivos”.
Mais grave é a acusação de Luís Costa, especialista em cancro da mama e chefe do serviço de oncologia do Hospital de Santa Maria: “Parece-me inadequado que o uso dos contraceptivos seja vulgarizado sem que haja qualquer informação sobre o facto de ser um fármaco de prescrição médica e que pode ter contraindicações importantes. Um fármaco que pode estar associado a um maior risco para cancro da mama requer sempre uma avaliação atenta sobre a sua utilização em grupos de maior risco para doença oncológica da mama. De facto a omissão sobre este assunto é estranha e não favorece o interesse dos jovens”. Opinião secundada por João Paulo Malta, obstetra/ginecologista: “Parece-me no mínimo irresponsável que o uso dos contraceptivos seja vulgarizado com esta leveza… como se fossem aspirinas!”
Tabu para a escola
Perante isto, também o JG perguntou à escola: tendo em conta que se trata de uma iniciativa claramente enquadrada nas “actividades desenvolvidas no âmbito da educação sexual”, foi devidamente programada pelo Conselho Pedagógico? Por que razão foi omitida na comunicação enviada aos pais? Após a contestação e o respectivo cancelamento, de que forma o assunto foi analisado pelos responsáveis da Escola e pelo Conselho Pedagógico? A que conclusões chegaram? Qual foi a resposta enviada aos pais?
O AEB recusou-se a responder a qualquer destas questões, remetendo-nos apenas a nota acima citada. Afinal, a exposição que se anuncia como abordagem ao “sexo sem tabus” é um tabu para a escola.
Profesores dizem aos alunos que pais “só têm porcarias na cabeça”
Mais grave do que não dar qualquer explicação aos pais foi, após o cancelamento da visita, duas professoras ligadas à organização da viagem insultarem os pais que se manifestaram, em plena sala de aulas, perante os alunos. Segundo relato das próprias crianças, algumas das quais envergonhadas perante os colegas, as professoras afirmaram que se tinha “estragado uma visita muito importante”, só porque alguns pais são “ignorantes, atrasados e retrógrados”, “só têm porcarias na cabeça”, e por aí fora.
Também questionámos a presidente do Agrupamento se tinha conhecimento destes casos, se não considerava que este era um atentado ao respeito pelo “pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa”, como determina a Lei, e se achava pedagogicamente correcto que um assunto que deveria ter sido tratado entre a escola e os pais fosse abordado em plena sala de aulas, com a agravante da humilhação ou constrangimento nos alunos que claramente foram identificados pelos colegas como filhos das pessoas em causa.
Mais uma vez, a resposta foi o silêncio.
Caso 2 – O livro pornográfico oferecido aos alunos
“O abominável mundo louco dos jovens cibernautas”
Também este mês, fomos abordados pelo pai de um aluno do 10.º ano, escandalizado com o livro que acabara de ser oferecido ao seu filho na escola. Trata-se do livro “O abominável mundo louco dos jovens cibernautas”, onde se publica um conjunto de conversas pornográficas na Internet, supostamente mantidas entre adolescentes, com linguagem abaixo de calão e indicação de sítios que os pais a tanto custo vão tentando evitar que os filhos conheçam. Na própria contracapa do livro, um psicólogo considera-o como “lixo” e recusa-se a associar-se a tal publicação.
Para sabermos como tal aconteceu, perguntámos a um professor da Escola, que nos relatou o episódio: “Alguns alunos do AEB venceram um concurso ligado à arte digital. Tal acontecimento deu origem, num dos últimos dias de aulas do primeiro período, a uma cerimónia, na Escola Mouzinho de Albuquerque, com a presença do director do Centro de Formação da Batalha, de uma representação da Direcção Regional do Centro, da Editora Gradiva, entre outros. Terminou com uma ‘generosa’ distribuição gratuita de livros aos alunos de todos os ciclos, pela dita editora. A surpresa geral deu-se quando alunos do ensino secundário começaram a mostrar o livro que haviam recebido e a manifestar a sua decepção e indignação pelo ‘lixo recebido’. Houve mesmo alguns a afirmar «eu não sou caixote do lixo de quem me atirou isto para cima», «nem quero que os meus pais o vejam» ou «isto não é um livro para se dar nas escolas», não se identificando como jovens daquele ‘mundo louco’ e sentindo-se enxovalhados com a ‘abominável’ linguagem pornográfica que adultos publicaram.”
O mesmo professor refere que “a direcção da Escola manifestou-se surpresa e perplexa pois, na sua boa fé, não ousou pensar que devesse ter de verificar, antecipadamente, o tipo de livros que a editora se propunha oferecer”. Terá sido apenas esse o seu erro.
Numa outra versão, fonte da autarquia referiu-nos que “os livros em causa destinavam-se aos professores e foram distribuídos por engano aos alunos”.
Também a APEEAEB afirmou desconhecer previamente o conteúdo do livro e afirma ter existido “irresponsabilidade da editora”. De qualquer modo, Patrícia Kelly considera que “deveria ter existido uma análise cuidada do referido livro” por parte da Escola e, perante esta “situação lamentável”, defende que “o Agrupamento de Escolas deveria tomar de imediato uma atitude, solicitando aos alunos a retoma dos livros e contactando por escrito todos os pais dos alunos que o receberam, no sentido de ser dada uma explicação do sucedido”.
Mais uma vez, perguntámos à direcção do Agrupamento qual a sua versão dos acontecimentos e se foi dada alguma explicação adicional aos alunos ou aos pais sobre o caso.
De novo, a resposta foi o silêncio.
Por Luís Miguel Ferraz
Na nossa edição de Agosto de 2009, abordámos a questão da educação sexual obrigatória nas escolas, alertando para algumas questões que não estavam respondidas, nomeadamente, a preparação das próprias escolas e dos professores para levar por diante esse projecto, e sobretudo como seria garantido o direito dos pais a serem os primeiros responsáveis pela educação dos seus filhos, como defende a Constituição Portuguesa e a Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Não estava em causa a importância destas matérias, no que respeita aos conteúdos técnicos e científicos adequadas à idade dos alunos, mas sim o facto de a educação para a sexualidade ir muito para além do físico e do biológico, entrando em questões éticas, culturais e mesmo religiosas. No fundo, trata-se de uma educação que afecta globalmente a própria noção de sentido e desenvolvimento do ser humano.
Perguntávamos, então, que legitimidade teria a escola para impor um modelo único na educação da personalidade dos alunos e, sobretudo, para sobrepor esse modelo ao que os pais desejam para os seus filhos? Quem vai definir esse modelo e com que preparação? Que princípios irão estar subjacentes, por exemplo, à definição do conceito de família, de relação afectiva saudável, de métodos contraceptivos adequados, de responsabilidade e ética sexual?
A Lei 60/2009 foi publicada nesse mês, mas não foi imediatamente regulamentada, pelo que as respostas não vieram e, no ano lectivo de 2009-2010, a sua aplicação foi praticamente nula. Só em Abril do ano seguinte saiu a Portaria 196-A/2010, que veio definir a educação sexual como conteúdo obrigatório, bem como as regras da respectiva aplicação, onde de facto se incluíram algumas das salvaguardas que muitos pais e grupos sociais tinham defendido.
No entanto, o decurso do corrente ano lectivo está a demonstrar que as nossas inquietações iniciais tinham razão de ser. A maioria das escolas do país apressou-se a tornar obrigatória a educação sexual, mas deixou para trás o cumprimento das restantes cláusulas da referida Portaria, como verificamos no caso do Agrupamento de Escolas da Batalha.
O que diz a lei
Comecemos por analisar as leis. Já em 1999 tinha sido aprovada a lei 120/99 sobre este assunto, onde se defendia que as escolas deveriam implementar um “programa para a promoção da saúde e da sexualidade humana”, referindo claramente que “deverá existir uma colaboração estreita com os serviços de saúde da respectiva área e os seus profissionais, bem como com as associações de estudantes e com as associações de pais e encarregados de educação”.
Na nova Lei n.º 60/2009, definem-se, entre as finalidades da educação sexual, “a valorização da sexualidade e afectividade entre as pessoas no desenvolvimento individual, respeitando o pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa” e, por outro lado, “o reconhecimento da importância de participação no processo educativo de encarregados de educação, alunos, professores e técnicos de saúde”.
O Artigo 6.º da mesma Lei defende que devem ser “ouvidas as associações de estudantes, as associações de pais e os professores”, e o Artigo 7.º vai mais longe: “O director de turma, o professor responsável pela educação para a saúde e educação sexual, bem como todos os demais professores da turma envolvidos na educação sexual no âmbito da transversalidade, devem elaborar, no início do ano escolar, o projecto de educação sexual da turma”, onde “devem constar os conteúdos e temas que, em concreto, serão abordados, as iniciativas e visitas a realizar, as entidades, técnicos e especialistas externos à escola a convidar”.
No Artigo 11.º, adianta que “os encarregados de educação, os estudantes e as respectivas estruturas representativas devem ter um papel activo na prossecução e concretização das finalidades da presente lei” e também que “os encarregados de educação e respectivas estruturas representativas são informados de todas as actividades curriculares e não curriculares desenvolvidas no âmbito da educação sexual”.
Na Portaria n.º 196-A/2010, que procede à regulamentação desta Lei, volta a definir-se que “os termos em que se concretiza a inclusão da educação sexual nos projectos educativos (…) são definidos pelo conselho pedagógico e dependem de parecer do conselho geral, no qual têm assento os professores da escola, representantes dos pais e (…) onde seja leccionado o ensino secundário, representantes dos estudantes”. Para frisar ainda mais este ponto, afirma-se que “o conselho pedagógico deve assegurar que os pais e encarregados de educação sejam ouvidos em todas as fases de organização da educação sexual no respectivo agrupamento de escolas ou escola não agrupada”.
As nossas questões
Perguntámos ao Agrupamento de Escolas da Batalha (AEB) se o respectivo Conselho Pedagógico já tinha elaborado o seu “programa para a promoção da saúde e da sexualidade humana” e de que forma foi garantida a “colaboração estreita com os serviços de saúde da respectiva área e os seus profissionais, bem como com as associações de estudantes e com as associações de pais e encarregados de educação”, como determina a lei. Mais concretamente, se todos os directores de turma elaboraram o “projecto de educação sexual da turma”, onde constem “os conteúdos e temas que, em concreto, serão abordados, as iniciativas e visitas a realizar, as entidades, técnicos e especialistas externos à escola a convidar”.
Quanto ao acompanhamento, quisemos saber quais os meios usados para “assegurar que os pais e encarregados de educação sejam ouvidos em todas as fases de organização da educação sexual” e se “são informados de todas as actividades curriculares e não curriculares desenvolvidas no âmbito da educação sexual”, como diz a mesma lei.
Finalmente, perguntámos se já tinha sido nomeado o “professor coordenador da educação para a saúde” de acordo com os requisitos legais e se os pais têm fácil acesso a ele.
A resposta da escola
A presidente da Comissão Administrativa Provisória do AEB, Maria Helena Pintor, respondeu-nos que “dado que se trata de normativos legais recentes e que a sua obrigatoriedade de execução se tornou obrigatória apenas neste ano lectivo, o programa deste Agrupamento está ainda a ser construído”. Portanto, só parte da lei foi cumprida: educação sexual obrigatória existe, mas programa ainda não.
Quanto ao “professor coordenador da educação para a saúde”, Helena Pintor assegura que foi “designado pelo órgão de gestão por reunir os requisitos exigidos, que, conjuntamente com os professores responsáveis pelo Clube de Saúde, delineou linhas orientadoras para a elaboração do programa, as quais foram aprovadas pelo Conselho Pedagógico, e apresentou um programa de actividades para o presente ano lectivo, também aprovado pelo Conselho Pedagógico, órgão no qual tem assento a Associação de Pais do Agrupamento”.
A presidente do AEB adianta ainda que “no final deste mês se inicia a formação de um conjunto de professores de diferentes níveis de ensino e de diversas disciplinas, com vista a obter competências para um desempenho adequado nesta área, bem como à construção de um projecto de escola, o qual, depois de elaborado, será apresentado, discutido e aprovado por todos os órgãos competentes do Agrupamento”.
Quanto ao conhecimento que foi dado aos pais, esta responsável afirma que “o trabalho a desenvolver, no presente ano lectivo, a nível de cada turma, foi já apresentado aos pais e encarregados de educação, em reuniões tidas com o Director de Turma, que, deste modo, tiveram oportunidade de expressar a sua opinião em relação às actividades que se pretendem levar a cabo”.
Helena Pintor concluiu assegurando que “a participação dos pais e encarregados de educação na construção deste projecto, tal como em outras áreas da vida escolar dos seus educandos, é essencial e, portanto, constitui-se como princípio de actuação pelo qual norteamos a nossa acção”.
O que dizem os pais
Em contraponto, Patrícia Serra Kelly, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas da Batalha (APEEAEB) afirma que “esta direcção do Agrupamento mostra-se pouco cooperante com os pais, a julgar pelos muitos casos que têm vindo a público nos últimos tempos”. De facto, como se percebe pelos dois exemplos analisados na página seguinte, é evidente a falta de informação dada aos pais e à própria Associação. Daí que a presidente da APEEAEB lamente que “a Associação de Pais não seja previamente informada destas situações, pelo que não pode intervir atempadamente” e defenda que “em próximas situações, esta associação seja previamente consultada, no sentido de assegurar uma correcta análise dos acontecimentos relacionados com o nosso agrupamento de escolas”.
Esta constatação confirma-se na conversa com alguns pais, que não fazem a mínima ideia sobre que educação sexual está a ser ministrada, muito menos sobre “os conteúdos e temas, as iniciativas e visitas ou as entidades, técnicos e especialistas a convidar”, como se lê na Portaria.
Em abono da verdade, também devemos dizer que muito pais não mostram qualquer preocupação, ou pelo menos não estão despertos para este problema. Como nos referia um professor da própria escola, “entregar os filhos cegamente à escola, delegando nela aquilo que é tarefa primordial dos pais, a educação, pode ser um erro de consequências irreparáveis; por isso fico muito incomodada quando vejo a apatia dos pais, em geral, perante algumas situações”. O mesmo professor, em declarações ao Jornal da Golpilheira, defendia que “é preciso denunciar, alertar os pais para que estejam atentos, vejam que forças estão a querer ocupar a escola e sejam interventivos e exigentes no respeito para com os seus filhos”.
Em concreto...
Como veremos pelos dois casos relatados a seguir, no meio de tantas “trapalhadas”, há muito caminho a fazer neste sentido, tanto pela escola, como pelos pais....
Caso 1 - Visita cancelada à exposição “Sexo… e então?!”
“Pais só têm porcarias na cabeça”
Numa nota da escola enviada aos pais das turmas do 6.º ano, pedia-se autorização para uma visita de estudo, a efectuar no dia 25 de Janeiro, onde se informava a ida ao teatro, especificando que se tratava da peça “A Aventura de Ulisses”, e a visita ao Pavilhão do Conhecimento, sem mais informação.
Um dos pais sabia que aí se encontrava a exposição “Sexo… e então?!” e, considerando não ser adequada ao seu filho, comunicou à escola a sua não autorização. Ao mesmo tempo, tratando-se de uma questão tão delicada como a educação sexual, cujos primeiros responsáveis são os pais, perguntou por que motivo lhes tinha sido ocultada essa informação, numa mensagem enviada à escola e à Associação de Pais, bem como a vários serviços do Ministério da Educação, à Câmara Municipal e a alguns amigos.
Responderam apenas a Associação de Pais e o Município, cujos representantes integram o Conselho Pedagógico da escola, dizendo que desconheciam o assunto por completo e que havia razão para este protesto. O certo é que essa mensagem chegou a outros pais, que se apressaram a comunicar à escola não autorizar a ida dos respectivos educandos, pelo que essa parte da visita foi cancelada.
Exposição polémica
Não estava em causa propriamente a exposição, mas sim o direito de os pais serem informados. De qualquer modo, embora a referida exposição se apresente como “cientificamente documentada”, o que é a todos os níveis discutível, está longe de ser consensual para muitos pais, professores e técnicos de saúde. Consideram estes que a exposição “contém vários erros técnicos, fomenta a sexualidade precoce, promove o relacionamento sexual meramente lúdico, é um abuso de confiança à vida íntima das crianças, a classificação etária é de rigor duvidoso, a linguagem usada (textos, imagens, jogos) é agressiva, grotesca por vezes inestética e com carácter científico pouco consistente e é uma exposição marcadamente moralista”. (cf. http://www.plataforma-rn.org/ )
O psiquiatra Pedro Afonso, que afirma ter encontrado no local crianças com menos de 9 anos de idade, refere que ali “o sexo é apresentado como mera concretização de impulsos primários o que é uma visão redutora da sexualidade humana”. Alexandra Chumbo, psicóloga em Desenvolvimento infantil, acrescenta que “é muito duvidoso o carácter científico de uma exposição que ‘entra’ na explicação do acto de beijar, numa dissecação meramente anatómica de um impulso que é natural, instintivo e afectivo”.
A também psicóloga Maria Teresa Ribeiro refere ainda que é “uma visão ideológica primária da sexualidade, de mau gosto, mecanicista, em que se banalizam as decisões, pretendendo fazer passar como unânimes valores e formas de olhar que o não são: o sexo desenquadrado das relações; não faz mal os adolescentes terem relações sexuais cedo, desde que usem contraceptivos”.
Mais grave é a acusação de Luís Costa, especialista em cancro da mama e chefe do serviço de oncologia do Hospital de Santa Maria: “Parece-me inadequado que o uso dos contraceptivos seja vulgarizado sem que haja qualquer informação sobre o facto de ser um fármaco de prescrição médica e que pode ter contraindicações importantes. Um fármaco que pode estar associado a um maior risco para cancro da mama requer sempre uma avaliação atenta sobre a sua utilização em grupos de maior risco para doença oncológica da mama. De facto a omissão sobre este assunto é estranha e não favorece o interesse dos jovens”. Opinião secundada por João Paulo Malta, obstetra/ginecologista: “Parece-me no mínimo irresponsável que o uso dos contraceptivos seja vulgarizado com esta leveza… como se fossem aspirinas!”
Tabu para a escola
Perante isto, também o JG perguntou à escola: tendo em conta que se trata de uma iniciativa claramente enquadrada nas “actividades desenvolvidas no âmbito da educação sexual”, foi devidamente programada pelo Conselho Pedagógico? Por que razão foi omitida na comunicação enviada aos pais? Após a contestação e o respectivo cancelamento, de que forma o assunto foi analisado pelos responsáveis da Escola e pelo Conselho Pedagógico? A que conclusões chegaram? Qual foi a resposta enviada aos pais?
O AEB recusou-se a responder a qualquer destas questões, remetendo-nos apenas a nota acima citada. Afinal, a exposição que se anuncia como abordagem ao “sexo sem tabus” é um tabu para a escola.
Profesores dizem aos alunos que pais “só têm porcarias na cabeça”
Mais grave do que não dar qualquer explicação aos pais foi, após o cancelamento da visita, duas professoras ligadas à organização da viagem insultarem os pais que se manifestaram, em plena sala de aulas, perante os alunos. Segundo relato das próprias crianças, algumas das quais envergonhadas perante os colegas, as professoras afirmaram que se tinha “estragado uma visita muito importante”, só porque alguns pais são “ignorantes, atrasados e retrógrados”, “só têm porcarias na cabeça”, e por aí fora.
Também questionámos a presidente do Agrupamento se tinha conhecimento destes casos, se não considerava que este era um atentado ao respeito pelo “pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa”, como determina a Lei, e se achava pedagogicamente correcto que um assunto que deveria ter sido tratado entre a escola e os pais fosse abordado em plena sala de aulas, com a agravante da humilhação ou constrangimento nos alunos que claramente foram identificados pelos colegas como filhos das pessoas em causa.
Mais uma vez, a resposta foi o silêncio.
Caso 2 – O livro pornográfico oferecido aos alunos
“O abominável mundo louco dos jovens cibernautas”
Também este mês, fomos abordados pelo pai de um aluno do 10.º ano, escandalizado com o livro que acabara de ser oferecido ao seu filho na escola. Trata-se do livro “O abominável mundo louco dos jovens cibernautas”, onde se publica um conjunto de conversas pornográficas na Internet, supostamente mantidas entre adolescentes, com linguagem abaixo de calão e indicação de sítios que os pais a tanto custo vão tentando evitar que os filhos conheçam. Na própria contracapa do livro, um psicólogo considera-o como “lixo” e recusa-se a associar-se a tal publicação.
Para sabermos como tal aconteceu, perguntámos a um professor da Escola, que nos relatou o episódio: “Alguns alunos do AEB venceram um concurso ligado à arte digital. Tal acontecimento deu origem, num dos últimos dias de aulas do primeiro período, a uma cerimónia, na Escola Mouzinho de Albuquerque, com a presença do director do Centro de Formação da Batalha, de uma representação da Direcção Regional do Centro, da Editora Gradiva, entre outros. Terminou com uma ‘generosa’ distribuição gratuita de livros aos alunos de todos os ciclos, pela dita editora. A surpresa geral deu-se quando alunos do ensino secundário começaram a mostrar o livro que haviam recebido e a manifestar a sua decepção e indignação pelo ‘lixo recebido’. Houve mesmo alguns a afirmar «eu não sou caixote do lixo de quem me atirou isto para cima», «nem quero que os meus pais o vejam» ou «isto não é um livro para se dar nas escolas», não se identificando como jovens daquele ‘mundo louco’ e sentindo-se enxovalhados com a ‘abominável’ linguagem pornográfica que adultos publicaram.”
O mesmo professor refere que “a direcção da Escola manifestou-se surpresa e perplexa pois, na sua boa fé, não ousou pensar que devesse ter de verificar, antecipadamente, o tipo de livros que a editora se propunha oferecer”. Terá sido apenas esse o seu erro.
Numa outra versão, fonte da autarquia referiu-nos que “os livros em causa destinavam-se aos professores e foram distribuídos por engano aos alunos”.
Também a APEEAEB afirmou desconhecer previamente o conteúdo do livro e afirma ter existido “irresponsabilidade da editora”. De qualquer modo, Patrícia Kelly considera que “deveria ter existido uma análise cuidada do referido livro” por parte da Escola e, perante esta “situação lamentável”, defende que “o Agrupamento de Escolas deveria tomar de imediato uma atitude, solicitando aos alunos a retoma dos livros e contactando por escrito todos os pais dos alunos que o receberam, no sentido de ser dada uma explicação do sucedido”.
Mais uma vez, perguntámos à direcção do Agrupamento qual a sua versão dos acontecimentos e se foi dada alguma explicação adicional aos alunos ou aos pais sobre o caso.
De novo, a resposta foi o silêncio.
Presidenciais 2011 | Golpilheira “alinhou” (quase) com o resto do País
Freguesia volta a ser das menos abstencionistas
No passado dia 23 de Janeiro 9,6 milhões de portugueses foram chamados às urnas para escolher quem seria o Presidente da República para os próximos cinco anos. O boletim de voto integrava seis candidatos: Cavaco Silva, Defensor de Moura, Francisco Lopes, José Manuel Coelho, Manuel Alegre e Fernando Nobre.
Para evitar uma segunda volta, um dos candidatos tinha de conseguir mais de 50% dos votos. Cavaco Silva foi reeleito à primeira volta, com 52,9% dos votos, uma percentagem superior em 2% à que tinha obtido em 2006, mas com menos meio milhão de votos. Ganhou em todos os distritos, no entanto, é o presidente com menos votos de sempre. Isto porque nem metade dos eleitores foram às urnas: a abstenção atingiu um recorde de 53,3%. O apelo ao voto, feito por todos os candidatos, parece não ter surtido qualquer efeito, pelo menos o que era desejado.
Recorde-se que em 2006, nas eleições que ditaram a primeira vitória de Cavaco Silva, a abstenção foi de cerca de 38%, sendo que a maior abstenção em presidenciais, a seguir ao 25 de Abril, tinha sido em 2001, na reeleição de Jorge Sampaio, com mais de 50% dos eleitores a não comparecerem.
De qualquer modo, em Portugal, nenhum presidente perdeu em reeleição e os dados não foram alterados.
Noite eleitoral
Cavaco afirmou que "foi a vitória da verdade sobre a calúnia". O seu discurso de consagração, no Centro Cultural de Belém, foi um autêntico ajuste de contas e foi duro com os adversários. "Nesta eleição há vencidos, são os políticos que preferem o caminho da mentira", disse, acrescentando frases como "a honra venceu a infâmia", "nunca antes se tinha visto os candidatos descerem a tão vil baixeza", "nunca antes se tinha assistido a cinco candidatos apostados em atacar-me". Cavaco Silva pediu ainda à comunicação social que indicasse "quem fez campanha negra" contra ele e reforçou a ideia de que "a minha força vem do povo", prometendo "ser mais actuante" neste próximo mandato.
Embora ficando em segundo lugar, o derrotado do dia foi Manuel Alegre, pois os seus 19,7% não conseguiram levá-lo a uma segunda volta, o grande objectivo da campanha. Alegre diz que foi uma derrota pessoal e não dos que o apoiaram, tentando assim afastar o PS e Sócrates destes resultados. Registou uma votação mais baixa do que há cinco anos, quando concorria como independente, sendo que este ano concorreu com o apoio do PS e do BE.
Fernando Nobre considerou-se o segundo vencedor, com 14,1%, correspondentes a cerca de meio milhão de votos. Nobre disse que se tratou de "um resultado tremendo e de uma vitória da cidadania". Muitos comentadores afirmaram que uma das ilações que se podem tirar destas eleições é a de que, no futuro, começa a haver espaço para termos um independente como presidente, o que elevaria Portugal ao nível das democracias mais avançadas do mundo. Mas foi, com certeza, também um candidato que serviu como escape para as pessoas que não queriam votar em Cavaco Silva, nem em Manuel Alegre.
Francisco Lopes, candidato apoiado pelo PCP, reuniu 7,1% da votação, perdendo eleitores em relação a Jerónimo Sousa, candidato pelo PCP nas últimas presidenciais.
A maior surpresa do dia foi mesmo José Manuel Coelho, o candidato anti-sistema, com 4,5% dos votos, correspondentes a quase 190 mil eleitores, tendo mesmo sido o segundo mais votado na Madeira. Muitas pessoas colocaram-se de fora destas eleições e muitas protestaram com o voto branco ou nulo. O voto em José Manuel Coelho pode também ser um voto de protesto, como lembrou o jornalista Luís Delgado: "vou votar neste, porque este não ganha e porque não quero votar nos outros".
Finalmente, o independente Defensor de Moura conseguiu apenas 1,5% dos votos.
Na Golpilheira
Na nossa freguesia, a situação foi idêntica à registada no panorama nacional, mas com números ainda mais expressivos para Cavaco Silva, que atingiu os 590 votos (71,78%), e mais fracos para Manuel Alegre (10,58%) e Fernando Nobre (10,46%), estes com apenas um voto de diferença um do outro (87/86). A votação apenas se alterou entre José Manuel Coelho (4,26%) e Francisco Lopes (2,31%), que inverteram posições no pódio. Também aqui José Manuel Coelho foi a surpresa do dia, conseguindo convencer 35 dos golpilheirenses que preencheram o boletim de voto. Defensor Moura conquistou apenas cinco votos (0,61%).
Mais uma vez a fugir à regra, a Golpilheira contou com mais votantes do que abstenções: 64,99% da população votante foi às urnas, o que corresponde a 889 pessoas, enquanto 479 não votaram. Assim, a taxa de abstenção de 35,01% foi a mais baixa do concelho da Batalha, bem abaixo da média concelhia (43,66%), da média distrital (51,06%) e mais ainda da média nacional (52,46%). Ainda assim, este ano houve mais 4,73% de abstenção na Golpilheira do que em 2006.
Também em 2006, os votos nulos e os brancos atingiram a percentagem igual de 1,29%. Em 2011, os 22 nulos passaram a representar 2,47% dos eleitores, enquanto os 45 brancos subiram a fasquia para 5,06%.
Numa leitura simples, podemos dizer que, apesar de continuar a ser das freguesias nacionais onde os cidadãos têm uma das melhores taxas de cumprimento deste direito e dever de cidadania, nestas eleições houve uma maior manifestação de descontentamento, tanto pela subida da abstenção, como dos votos brancos e nulos e, até, no candidato Coelho.
Por outro lado, a votação massiva em Cavaco, segundo alguns testemunhos que colhemos, expressa, por um lado, a tendência PSD da freguesia e, por outro, a vontade de muitos eleitores em "resolver o assunto à primeira", para evitar as despesas e a burocracia de uma segunda volta.
Ângela Susano | LMF
Boicotes e erros
Este acto eleitoral ficou marcado também por oito boicotes, como forma de protesto em relação a alguns problemas das respectivas populações, quando em 2006 tinha havido apenas dois.
Mais grave foi a desorganização dos serviços eleitorais, sob responsabilidade do Ministério da Administração Interna (MAI), no que respeita à identificação dos números de eleitor a partir do novo Cartão do Cidadão. Em muitas mesas não havia possibilidade de aceder a essa informação, os serviços de identificação na Internet bloquearam com tantos acessos e, assim, milhares de pessoas foram impedidas de exercer o direito de votar, por não ser possível identificar a respectiva secção de voto e a correspondente lista com o seu nome.
Esta situação já causou a demissão de dois directores de serviços do MAI e tem gerado um coro de protestos por parte dos partidos da oposição, que exigem a responsabilização política do Governo e a demissão do próprio ministro Rui Pereira. AS/LMF
Relato do ambiente
O dia eleitoral na freguesia da Golpilheira decorreu de forma tranquila e serena, com uma boa afluência de eleitores. A população aderiu de forma significativa, o que é de louvar. Foi registada a boa disposição na face das pessoas que se dirigiram à nossa Junta de Freguesia, apesar dos tempos difíceis em que vivemos. A verdade é que o descontentamento tem de ser mostrado à boca das urnas e não em casa à lareira, a comentar as notícias da semana.
Apesar das temperaturas baixas, nem a polémica em torno do Cartão de Cidadão aqueceu os ânimos, como em tantas outras freguesias, já que houve preparação antecipada. Mesmo assim, houve cinco pessoas impedidas de votar, pois os seus nomes não estavam nos cadernos eleitorais. Parece que a base de dados nacional eliminou alguns eleitores.
De resto, foi um processo eleitoral que decorreu na perfeita normalidade, com a contribuição de quase todos. Esperamos, para uma próxima, a presença de ainda mais eleitores. DL
Subscrever:
Mensagens (Atom)




