quinta-feira, 28 de abril de 2011

Presidente da República inaugurou Museu com banho de multidão

Batalha foi o primeiro concelho a receber Cavaco Silva neste    segundo mandato

Várias centenas de pessoas fizeram questão de receber com aplausos o Presidente da República, no passado dia 2 de Abril, em frente aos Paços do Concelho da Batalha. Cavaco Silva, acompanhado pela esposa, deslocou-se à vila heróica para a inauguração oficial do Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB), um espaço que abriu portas ao público há cerca de dois meses e recebeu já mais de 2500 visitantes. Na recepção, cerca das 11h00, foi saudado pelos convidados oficiais e representantes de associações e outras forças vivas concelhias, mas foi aos muitos populares, e sobretudo ao numeroso grupo de crianças presentes, que o Presidente dedicou especial atenção e algumas conversas mais demoradas. O momento foi coroado com o toque do Hino Nacional, pela Filarmónica das Cortes, enquanto os Bombeiros Voluntários da Batalha, em parada, faziam a guarda de honra.

António Lucas defendeu "serviço público" do poder local
A comitiva oficial dirigiu-se depois ao salão nobre da autarquia, onde decorreu a sessão de boas-vindas. António Lucas, presidente da edilidade, fez as honras da casa, salientando a honra da visita do mais alto representante da Nação para a inauguração deste novo equipamento cultural, "pequeno em dimensão, mas grande em conteúdo, em informação e conhecimentos, em motivações diversas para que os visitantes sintam vontade de permanecer mais tempo no nosso Concelho". Um museu onde se destacam "as condições para receber todas as pessoas, equipado com as mais inovadoras tecnologias na disponibilização de diversas ajudas técnicas inclusivas", que permitem a visita "de forma autónoma a invisuais, deficientes motores, surdos e mudos". António Lucas referiu ainda tratar-se do resultado de "uma larga parceria, envolvendo dezenas de entidades e pessoas", num investimento de cerca de um milhão de euros financiado pelo QREN.
O autarca não deixou de lembrar os "tempos difíceis" que vivemos, defendendo que "têm de ser transformados em tempos de esperança e de novas oportunidades" e que "os cidadãos merecem que as instituições públicas passem a fazer parte da solução, contrariando o que tem acontecido". Em tom mais incisivo, António Lucas afirmou que "os problemas do País resolver-se-ão naturalmente" se os que têm responsabilidades políticas interiorizarem que "o serviço público é para resolver e dar resposta aos problemas dos cidadãos e não para resolver e dar resposta aos problemas de quem o serve". Nesse sentido, criticou o facto de "sempre que existe necessidade de implementar medidas restritivas, em primeiro lugar aparecem de imediato o cidadão comum e as Câmara Municipais, ou seja, os elos mais fracos". E lembrou que "em 2010 os municípios contribuíram favoravelmente para o deficit, com um superavit de cerca de 80 milhões de euros", quando "só a dívida da Refer é superior à totalidade das dívidas das 308 Câmaras Municipais".
Salientando que os municípios têm vindo a assumir responsabilidades do poder central, nomeadamente na área social, o autarca deu alguns exemplos dos apoios que a Câmara oferece aos idosos na comparticipação de medicamentos, aos doentes com a cedência em tempo útil de equipamentos técnicos e aos voluntários das IPSS e associações culturais com a oferta de um seguro de responsabilidade civil. Exemplos que provam a "injustiça dos cortes nas transferências para as autarquias", levando a que "pague o justo pelo pecador".
A terminar, o presidente da Câmara desejou a Cavaco Silva "as maiores felicidades para o mandato que agora se inicia", reconhecendo que "será difícil, dada a conjuntura em que o País se encontra", mas acreditando que "tudo fará para que os cidadãos mais desfavorecidos sofram o mínimo possível e a senda do desenvolvimento regresse rapidamente".

Cavaco Silva elogiou dinamismo e "olhar social" da autarquia
Em resposta, o Presidente da República não se alongou em considerações sobre a crise e os seus impactos no poder local. Cavaco Silva começou por referir que este era o primeiro concelho que visitava neste seu segundo mandato, em resposta a um convite da autarquia, depois de ter estado já diversas vezes na Batalha, mas sempre para participar em cerimónias militares no Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Considerando ser um concelho com "taxa de desemprego não muito elevada, uma economia relativamente dinâmica e diversificada, boas acessibilidades no eixo fundamental entre Lisboa e o Porto e com condições para vencer as dificuldades ao mesmo tempo que protege os mais desfavorecidos", o Presidente da República elogiou o esforço da autarquia na "promoção do empreendedorismo local", mas também "pelo olhar que tem dirigido aos mais frágeis" da sociedade. "É a vantagem da proximidade, de conhecermos as dificuldades daqueles que estão na porta ao lado", afirmou Cavaco Silva, sublinhando que "nada melhor que o poder local para realizar a entreajuda àqueles que, numa situação difícil como aquela que atravessamos, se podem encontrar numa situação de privação".
Quanto ao Museu que iria inaugurar daí a instantes, o Presidente da República manifestou-se agradado com a designação de "museu da comunidade concelhia", um caso raro ou único no País, o que "mostra bem esta proximidade de um equipamento cultural com a população", deixando votos de sucesso para a promoção turística e desenvolvimento económico associado.

Depois da visita ao Museu… o aviso de "paulada"
Num breve périplo pela vila até ao MCCB, aberto pela fanfarra dos Bombeiros da Batalha, um novo banho de multidão acompanhou o Presidente, que foi acolhido à porta do Museu pelo grupo Gaitilena. Já no interior, o Presidente descerrou a lápide inaugural, seguindo-se a visita da comitiva ao novo espaço museológico, guiada por alguns membros da respectiva equipa técnica e científica.
O casal presidencial não poupou elogios à "modernidade e excelência" do espaço, ao "valor do espólio e das obras" ali reunidas e ao "modo como o passado histórico serve para levar os visitantes a compreender a actualidade deste concelho e, mesmo, a projectar o seu futuro". Mais uma vez, a inclusão esteve em destaque, com um deficiente visual a mostrar a forma como pode "ver" e usufruir em pleno da informação ali reunida.
No final, houve ainda tempo para um "saltinho" à galeria municipal Mouzinho de Albuquerque, onde Cavaco Silva inaugurou a exposição "A Forma do Traço", de António Viana.
Já a caminho do almoço, passando junto ao Mosteiro, os presentes puderam assistir ao Jogo do Pau, uma "arte marcial portuguesa" recriada pelo rancho folclórico Rosas do Lena, em que os homens lutam com varapaus em defesa das suas damas. O presidente apreciou a "dança" e quis saber se "isso não dói", adivinhando depois o sentido da tradição: "é normal… depois de beberem uns copos, havia paulada".
Foi assim a sua despedida aos batalhenses, quem sabe se em forma de metáfora para o actual estado de coisas pela República. É que momentos antes, em conversa informal com os jornalistas, Cavaco tinha referido que não deviam falar mais em FMI, mas sim em FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira). Mudando as siglas, não se mudava o facto que dias depois se confirmava, com o Governo português a recorrer à ajuda externa para responder à grave crise nacional. É caso para dizer que o Presidente já sabia que, depois do regabofe dos últimos anos, vinha aí… paulada.

Luís Miguel Ferraz


MCCB já recebeu mais de 2500 visitantes
O MCCB já foi visitado por mais de 2500 pessoas. O número representa a boa aceitação que o Museu obteve junto dos munícipes do concelho da Batalha e dos concelhos limítrofes, entre os quais se contam muitos alunos das escolas, dado o interesse educativo que este espaço representa, apostando-se num contínuo programa pedagógico com as instituições escolares. Dividido por seis áreas temáticas, é uma ilustração excelente da história deste território, através de uma interessante e dinâmica viagem que percorre o passado, vive o presente e se projecta no futuro.

Entradas gratuitas para batalhenses até Abril
Desde que abriu ao público e até ao final do corrente mês, os visitantes que sejam residentes ou naturais do concelho da Batalha têm entradas gratuitas no MCCB. Com esta iniciativa, pretende-se que os munícipes desfrutem de um novo espaço cultural que regista as memórias e as vidas das gentes deste território. A entrada inclui também a disponibilização gratuita de audioguias, que permitem a autonomia da visita e o acompanhamento explicativo ao longo das seis áreas temáticas.
Se é munícipe da Batalha, aproveite a oportunidade para conhecer gratuitamente o Museu até ao final de Abril. Findo este prazo, as entradas têm o custo de 2,50 euros, com descontos para seniores, jovens e estudantes.


166 - Museu de Todos

As origens do Concelho da Batalha – Uma pedra caída dos céus
Por António José Teixeira, Geólogo/Arqueólogo

Podemos dizer que o concelho da Batalha é um pequenino grão de areia na imensidão do espaço cósmico. Nesse sentido, a primeira peça que o nosso Museu apresenta aos visitantes é um meteorito, que atesta a longa história do planeta Terra.
Sabemo-lo através de Plínio-o-Velho, desde a antiguidade que os homens se interessam pela queda de estranhas pedras celestes. Pedras que atravessam a atmosfera, iluminando-a com uma luz muito viva, e se vão esmagar contra o solo, quebrando-se em milhares de pedacinhos, deixando a marca do choque sob a forma de grandes buracos, a que se dá o nome de crateras. Algumas são muito grandes e pesam várias toneladas, outras são mais modestas e o seu peso mede-se em quilos.
Hoje, sabemos que os meteoritos são mensagens do Universo, mais exactamente, testemunhos da história primitiva do nosso sistema solar, que, depois de uma viagem através do espaço e do tempo, nos trazem informações decisivas sobre as épocas em que as marcas terrestres foram quase totalmente apagadas. De certo modo, os meteoritos são os testemunhos da origem do sistema solar, isto é, das nossas origens, porque são verdadeiros "espectadores" que assistiram ao nascimento do planeta Terra do lado de fora do nosso sistema solar.
Graças ao trabalho de vários investigadores, sabemos também que os meteoritos têm sensivelmente a mesma idade da Terra, ou um pouco mais velhos. Foi assim possível confirmar que todos os meteoritos são rochas que se formaram no intervalo de tempo de 4,55 a 4, 5 mil milhões de anos – a idade aproximada da Terra.
Por outro lado, a importância destes asteróides reside no facto de a composição química de cerca de 80% deles ser muito semelhante à da coroa do Sol. Com efeito, se compararmos a análise química de uma rocha terrestre escolhida ao acaso com a de um meteorito, verificamos que não existe nenhuma correspondência química entre a rocha terrestre e o Sol, mas que a do meteorito é notavelmente semelhante.
Os meteoritos surgem-nos, pois, como objectos rochosos de excepção. São primitivos pela sua idade milenar, pois são tão velhos ou mais do que a Terra; são primitivos pela sua composição química, dada a sua semelhança com a química do Sol, que contém 99% da massa de todo o sistema solar e cuja composição é, sem dúvida, muito próxima da composição do todo que constituía a chamada "nuvem primitiva".
Por tudo isto, o meteorito que se apresenta no Museu da Comunidade Concelhia da Batalha é de uma importância extrema para que compreendamos as nossas origens extra-terrestres, sendo considerado em termos de classificação como um "Siderito com 15 quilos – Ferro e Níquel". De notar que esta dualidade química de ferro e níquel não existe em nenhuma parte do planeta Terra – só existe a nível do seu núcleo, o que prova também a sua origem extra-terrestre.

 

Rosas do Lena celebrou em grande

48.º aniversário em semana recheada

Mais um aniversário deste prestigiado rancho folclórico Rosas do Lena, da Rebolaria, foi celebrado com uma grande e interessante panóplia de iniciativas. Logo no dia 22 de Fevereiro, véspera da sua fundação, foi celebrada uma eucaristia na igreja local. Mas foi na semana de 19 a 27 de Março que se concentraram os festejos.
No dia 19 de Março, realizou-se o 12.º Encontro Nacional de Cantadores e Tocadores de Instrumentos Tradicionais. Foi um serão muito animado, presenciado por muito e entusiástico público, e que durou pela noite dentro.
No dia seguinte, teve lugar o "Museu ao Vivo", no edifício do Museu Etnográfico da Alta Estremadura, com representações ao vivo e a visita de muita gente. Da parte da tarde, realizou-se o Festival Regional de Folclore, com a participação dos ranchos Rosas do Lena, As Lavadeiras do Vale do Lena (Golpilheira) e S. Guilherme (Santa Catarina da Serra). Foi uma tarde bem passada, onde foram enaltecidas as nossas tradições folclóricas dos finais do século XIX e princípios do século XX.
No dia 22 de Março, foi transmitido directamente da Casa da Cultura daquele agrupamento o programa da Rádio Batalha. Foram intervenientes José Travaços Santos, Joaquim Trovão e José Bagagem, o jovem presidente do rancho aniversariante. O objectivo deste programa era transmitir o passado, o presente e o futuro deste agrupamento. José Travaços, um dos grandes propulsores desta grande força cultural, que conhece por dentro e por fora, foi dando aqui e ali uma breve pincelada sobre o seu percurso ao longo destes 48 anos. Não esqueceu todos aqueles que passaram por esta grande escola, na qual a população da Rebolaria se revê e apoia. Não esqueceu o saudoso mestre Marques, assim como outros que infelizmente já partiram. Aos actuais, que se empenhem cada vez mais, na continuidade deste excelente rancho folclórico. José Bagagem abordou em traços largos as actividades previstas para o corrente ano: continuação das Escolas de Concertina, Cavaquinhos e Jogo do Pau; obras de melhoramento junto à Casa da Cultura, terreiro, alpendurada e recuperação do poço; abertura do Museu Etnográfico da Alta Estremadura durante o Verão, aos domingos, das 15h00 às 18h00; ornamentação de ofertas para a Festa da Santíssima Trindade; organização do Festibatalha e da Gala de Folclore integrada nos festejos anuais de Agosto na Batalha. Para todas estas iniciativas é necessário muito trabalho, mas conta com uma vasta equipa, chefiada por Manuel Gregório, "Engenheiro", como Travaços Santos gosta de lhe chamar, o criador da maioria das lembranças e cenários. O rancho vai ainda participar em diversos festivais de folclore, incluindo uma deslocação à Ucrânia.
No dia 24 de Março, realizou-se um colóquio sobre desporto, tendo como monitor Luís Bernardo, professor de Educação Física e treinador do BAC – Batalha Andebol Clube. Os conselhos deste professor basearam-se muito na alimentação e exercício físico para uma vida mais saudável, passando pelo combate ao sedentarismo
No dia seguinte, teve lugar uma palestra sobre "As Origens do Fado na Tradição Rural", superiormente apresentada por José Alberto Sardinha, advogado de profissão, mas um grande etnomusicólogo. Há muitos anos que efectua recolhas por todo o País, tendo no seu curriculum a publicação de diversos livros. Fruto duma investigação persistente, sobre quando, onde e porquê se começou a cantar o fado, chegou a diversas conclusões. O fado retrata nas suas letras, a maior parte das vezes, o mal e as tragédias amorosas. É habitual no reportório do folclore haver fados, que podem ser apenas tocados. Assim, afirma peremptoriamente que o fado não é de Lisboa, mas sim "uma música de tradição oral, uma espécie de revelação, comum a todo o país", cuja origem de "romance tradicional" virá desde a Idade Média. Inicialmente era celebrado nas feiras por jograis e cantado pelos pedintes de esmolas, normalmente romances heróicos, histórias simples para gente simples. Tornou-se tradicional porque foi transmitido de geração em geração. Porque é que ficou conhecido por ser de Lisboa? Os cegos, que normalmente cantavam e tocavam nas feiras e ao mesmo tempo pediam esmola, concentravam-se em Lisboa, onde recebiam mais valores. Cantavam também ao pé das casas senhoriais, pelo que a aristocracia começou a gostar do fado. A história da Severa e de outros foi criada artificialmente: o fado não nasceu na taberna, mas acantonou-se na taberna, pois os cantadores pernoitavam nestas e nos seus estábulos. O fado foi conhecido na taberna por classes mais altas da sociedade, onde convidavam alguns fadistas para os seus solares. Amália cantou pela primeira vez um fado dos ceguinhos num barco, impressionando de tal forma os seus passageiros, que pôs todos a chorar. Este investigador lamentou ainda que "Portugal tem lamentavelmente falta de orgulho daquilo que é seu; só quando vamos para o estrangeiro é que temos este patriotismo".
No dia 26, realizou-se no restaurante "Aldeia de Santo Antão" um jantar confraternização, com os amigos e antigos elementos do Rosas do Lena. Foi um serão muito animado, com a presença de muita gente, prova do carinho que nutrem por este grupo. Entre discursos e oferta de lembranças, um dos momentos altos foi a oferta de um quadro do artista Artur Franco ao folclorista José Travaços Santos, com o seu retrato, ele que tinha completado no dia anterior a bonita idade de 80 primaveras.
No dia seguinte, realizou-se uma tradicional matança do porco, na sede do rancho. E no dia 3 de Abril, este grupo foi ainda participar nos tradicionais Cânticos da Quaresma, apresentados junto ao Mosteiro da Batalha.
Foram dias ricos, que mereceram a presença e o aplauso do Jornal da Golpilheira.
Manuel Carreira Rito



Mosteiro sob o signo da água

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi criado pelo ICOMOS a 18 de Abril de 1982 e aprovado pela UNESCO no ano seguinte. Esta comemoração tem como objectivo sensibilizar o público para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para o esforço envolvido na sua protecção e conservação.
Os temas anualmente sugeridos pelo ICOMOS pretendem promover o estabelecimento de uma ligação efectiva entre as realidades locais, regionais, nacionais e internacionais. Assim, através desta data comemorativa, pretende-se celebrar o património nacional, mas, também, a solidariedade internacional em torno da salvaguarda e da valorização do património de todo o mundo.
Este ano, o tema para o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi "Água: cultura e património!". A água constitui um bem essencial à vida e tem influenciado, de forma decisiva, a actividade humana. Indispensável como meio de subsistência, fonte de energia e matéria-prima, tem sido um recurso utilizado para os mais variados fins - circulação e transporte, agricultura, indústria, aplicações terapêuticas, higiene, recreação e lazer, entre outros, condicionando a evolução das sociedades, a sua distribuição geográfica, e influenciando os ambientes naturais, culturas e paisagens.
Neste dia, todos os monumentos afectos ao IGESPAR, incluindo o Mosteiro da Batalha, estiveram abertos ao público, dentro do horário normal de funcionamento, com actividades diferentes e com entradas gratuitas.
No caso do Mosteiro da Batalha, o programa estendeu-se aos dias 16 a 18 de Abril, com visitas focadas no sistema hidráulico do monumento, passeios às nascentes e cursos de água que o abastecem, concertos, jogos didácticos e outras actividades para o público e as crianças dos centros de ATL do concelho.

"A Forma do Traço"

Exposição de António Viana

É um dos principais museógrafos do País e conta com uma carreira artística, nas artes plásticas, com mais de 25 anos. António Viana, que desenhou o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha, apresenta na galeria Mouzinho de Albuquerque, até 28 de Abril, a mostra "A Forma do Traço". No entender de António Camões Gouveia, professor universitário em Évora, António Viana "é um homem de arte, mestre pintor, intrinsecamente um criador, que faz concorrer num horizonte humano chamado ‘público’ os saberes actualizados e experimentados do Mundo-Museu. Trabalha com o carinho dos sábios cada um dos objectos a expor, dá-lhes o conforto de uma permanência momentânea e o brilho espectacular de uma exibição de luxo!"
Uma mostra a não perder!

Assembleia Municipal aprova contas da Câmara por unanimidade

O ano de maiores investimentos

A Assembleia Municipal da Batalha aprovou por unanimidade, no passado dia 19 de Abril, as contas de 2010 do Município, tendo sido também votado favoravelmente o Relatório de Auditoria Interna realizado no âmbito do Plano de Prevenção da Corrupção e Infracções Conexas.
Não obstante a crise, e devido ao bom aproveitamento do QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, o exercício de 2010 foi aquele em que a autarquia da Batalha mais realizou obra e actividade, com investimentos a rondar os 9 milhões de euros.
A receita corrente ascendeu a 8,13 milhões de euros, evidenciando um crescimento de 4% relativamente a 2009, e a receita de capital foi superior a 4,06 milhões de Euros, num crescimento de cerca de 33%. A despesa corrente cifrou-se em 6,76 milhões de euros e desceu 0,6%, tendo a despesa de capital ascendido a 5,5 milhões de euros, evidenciando um crescimento na ordem dos 30%.
No final de 2010, o endividamento líquido ascendia a 3.000.000. Tendo em conta que a capacidade de endividamento, de acordo com a actual legislação, é de 8,2 milhões de euros, o município da Batalha mantinha assim uma margem de 5.000.000.
Como explicou na ocasião António Lucas, presidente do executivo, a autarquia "mantém uma excelente situação económica e financeira, não obstante o prazo médio de pagamento estar a evoluir desfavoravelmente, devido, essencialmente, ao excesso desmesurado de burocracia na obtenção das receitas provenientes dos projectos aprovados no âmbito do QREN". Para António Lucas, "se os pagamentos no âmbito da contratualização dos fundos comunitários fossem mais céleres, o Município apresentaria todas as condições para continuar a manter os prazos médios de pagamentos nos 60 dias".


Formação sobre direitos do consumidor

Conferência na Batalha

Numa organização do Centro de Informação "Europe Direct" da ADAE, em parceria com a Câmara Municipal da Batalha e a Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral, realizou-se, no passado dia 29 de Março, na Junta de Freguesia da Batalha, mais uma conferência do ciclo "Os Direitos do Consumidor".
O objectivo deste ciclo, que está a percorrer municípios da região, centra-se na informação da população para os seus direitos enquanto consumidores e na promoção das entidades que actuam, dos seus projectos e actividades na defesa dos direitos dos consumidores.
Mais uma vez, estiveram presentes a Direcção Geral dos Consumidores, o Centro Europeu de Consumo, a DECO e a delegação de Leiria da Associação Portuguesa de Direito de Consumo (APDC), tendo participado cerca de 35 pessoas, entre alunos, professores, jornalistas e população em geral.
Nas apresentações, destacaram-se as informações sobre os direitos dos consumidores, o seu papel; o centro europeu como mediador entre consumidores e comerciantes/prestadores de serviços de diferentes nacionalidades. A DECO alertou também para o sobreendividamento e orçamento das famílias, com algumas práticas e indicadores de sensibilização para a poupança mensal, como definir prioridades nas despesas e executar uma lista de despesas mensais. Já a APDC deixou claros os direitos das garantias de bens, os prazos legais, o procedimento das garantias e a confusão geral entre o limite dos 15 dias de troca de entidades comerciais e o período de garantia desses bens.

Gabinete de Apoio ao Consumidor na Batalha, às segundas-feiras
A partir do mês de Maio, o Município da Batalha, num projecto que resulta de uma parceria com a CIMPL – Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral, vai passar a disponibilizar gratuitamente, às segundas-feiras, apoio especializado ao consumidor, funcionando o gabinete das 10h30 às 12h30 e das 14h00 às 16h30.
Pretende-se com a criação deste serviço apoiar o consumidor no que se refere à informação, prevenção, encaminhamento, mediação e resolução de conflitos de consumo. Os consumidores e fornecedores passam, assim, a dispor de serviços de apoio técnico, especificamente de um jurista afecto ao serviço, na informação e tentativa de resolução de conflitos de consumo.
Pretende-se que com o Gabinete de Apoio ao Consumidor os munícipes encontrem uma ajuda de resposta às dúvidas que apresentam, informações de procedimentos correctos na prevenção dos conflitos de consumo e, no caso de litígio, a possibilidade de usufruir de uma mediação.
A competência do serviço assenta na tentativa de resolução extrajudicial dos conflitos de consumo. Nesse âmbito se enquadram os seguintes serviços: atendimento personalizado; análise de denúncias, queixas e reclamações; mediação entre as partes com vista à resolução dos conflitos; encaminhamento para as entidades competentes, sempre que a mediação falhe; promoção de acções de sensibilização em matéria de direito do consumo.



Novas Oportunidades para os combatentes e familiares

Protocolo assinado para formação
No passado dia 8 de Abril, realizou-se na sede do Núcleo da Batalha da Liga dos Combatentes (NBLC) a assinatura de um protocolo, preparado por Jorge Pereira, do Centro de Novas Oportunidades da Batalha (CNOB), e o major Silvino Damásio, presidente do NBLC, cujos outorgantes foram a directora do CNOB, Maria Helena Pintor, e o presidente da direcção central da Liga dos Combatentes, general Joaquim Chito Rodrigues.

Resumidamente, este protocolo, o primeiro a ser subscrito por um dos mais de 80 núcleos de combatentes do País, visa incentivar os combatentes e seus familiares do nosso concelho a prosseguirem a aquisição de novos conhecimentos e eventualmente mais valências escolares, já que "o saber não ocupa lugar", tal como "nunca é tarde para se aprender um pouco mais".

Entrega de diplomas e novos cursos no CRG

Teve lugar, no passado dia 25 de Fevereiro, a entrega dos certificados ou diplomas do primeiro curso de informática (25 horas) ministrado pela Planicoa nas instalações do Centro Recreativo da Golpilheira
O coordenador da Planicoa, Marques Reigado, bem como os restantes interveninetes, salientaram a importância destes cursos, que "dão a possibilidade aos formandos de adquirirem mais alguns conhecimentos, imprescindíveis para os dias de hoje e para o futuro cada vez mais exigente". Foi realçado que estes conhecimentos são uma nova ferramenta para dar resposta à actual conjuntura de trabalho. Já decorreu o segundo Curso de Informática, com a participação de muitos formandos. Neste momento, está a decorrer uma acção de "Higiene e Segurança no Trabalho", também muito participada.
Formação modular
Lembramos que se encontram abertas as inscrições para a formação modular nas áreas de:
• Higiene e Segurança no Trabalho - nível II;
• Sistemas de Segurança Social - nível III;
• Atendimento ao Publico - nível III;
• Gestão de Equipas de Trabalho - nível III.
Todos os módulos têm a duração de 25 horas e destinam-se a pessoas em idade activa, a partir dos 18 anos. Quanto à escolaridade, o nível II é para pessoas com o 4.º ano ou mais e o nível III para pessoas a partir do 9.º ano.
As inscrições poderão ser feitas no CRG ou pelos tel. 962586007, 919408852 e 91771450.
MCR | Irene Sousa

Manifestação dos camionistas

Batalha voltou a estar no centro da contestação
Registou-se de 13 a 15 de Março mais uma paralisação dos camionistas, desta vez tendo como principais objectivos a baixa do preço do gasóleo e a isenção de portagens nas antigas SCUT. A adesão foi bastante grande, apesar de ser facultativa, e mais uma vez a Batalha foi um dos pontos de concentração a nível nacional.
Os ânimos exaltaram-se nalguns locais, com episódios de apedrejamento de viaturas pesadas, o que é sempre de lamentar, pois colocaram em perigo a vida dos seus condutores e passageiros. Felizmente, não houve vítimas a registar.
Também algo chocantes foram as imagens televisivas de motoristas algemados, deitados ao chão e até com armas apontadas pelos agentes das forças policiais. São também estas imagens deploráveis, que nos levam a perguntar se não terá havido algum excesso de zelo por parte da polícia…
A paralisação criou alguns transtornos, mais visíveis nos postos de abastecimento de combustíveis, e os objectivos ficaram bastante aquém do que se reivindicava. Foram conseguidos pequenos descontos nas portagens das SCUT, assim como a majoração de 140% nas despesas com o gasóleo das viaturas pesadas, tanto de mercadorias como de passageiros.

MCR


166 - Página infantil

Batalha acolheu Encontro Diocesano de Adolescentes

“Uma mala cheia de valores”

Ainda não eram 09h00, e já a Batalha se começava a colorir de adolescentes de todos os cantos da diocese de Leiria-Fátima.
12 de Março: a data foi sendo guardada nas agendas de muitos para que acontecesse o ENDIAD – Encontro Diocesano de Adolescentes, com o tema «Coração que vê». 40 paróquias, de todas as vigararias, 186 grupos, 1513 adolescentes, 251 catequistas, foram os números finais das inscrições que chegaram ao Serviço Diocesano de Catequese.
Após o acolhimento, deu-se início à celebração da missa, pelas 10h00, na igreja do Mosteiro da Batalha, presidida por D. António Marto. A igreja estava bem cheia de gente cheia de vida, e que, com vida, participou na celebração, ajudados pelos jovens da paróquia da Batalha que a animaram.
A partir da parábola do Bom Samaritano, que serviu de pano de fundo a toda a actividade, o nosso Bispo convidou os adolescentes do 7.º, 8.º, 9.º e 10.º anos da catequese a terem um coração capaz de ver o essencial, lembrando a história do Principezinho e da Raposa.
Com o imaginário do Bom Samaritano, a manhã continuou com «Os valores do caminho». Cada grupo tinha um «Plano de viagem» com um itinerário de 10 postos a percorrer. Em cada posto, confrontados com um breve texto, tinham um valor para conquistar: Confiança, Doação, Caridade, Alegria, Atenção, Acolhimento, Partilha, Humildade, Disponibilidade e Compaixão. Cada valor estava associado a algum dos elementos presentes na parábola de Jesus.
A manhã terminou na «Estação da Samaria»: a apresentação dos valores conquistados no jogo da manhã foi o necessário para adquirir o «Diário de bordo» para o jogo da tarde. Mas antes de jogar, era preciso restabelecer as forças com o almoço.
Pelas 13h30 recomeçaram as actividades. O «Diário de bordo» apresentava o percurso que cada grupo tinha para percorrer n’«O caminho do Samaritano». À volta do Mosteiro, estavam já preparadas as 6 «Aldeias» a visitar, para que «O caminho do samaritano» fosse agora vivido pelos grupos. Partindo uma vez mais da parábola de Jesus, foram dados os nomes a estas «Aldeias»: Arrancar, Olhar, Optar, Apoiar, Transpor e Envolver. Cada uma destas «Aldeias» foi organizada e animada pelos catequistas de uma das paróquias da vigararia da Batalha: Aljubarrota, Batalha, Calvaria, Juncal, Pedreiras e Reguengo do Fetal.
Em cada «Aldeia» do percurso, os grupos eram convidados a fazer um breve jogo ou actividade. Mas a afluência foi tanta, que às vezes era preciso alguma paciência para esperar pela vez de jogar, à porta da «Aldeia»… Ao sair, o grupo aplicava um ou dois dos valores conquistados pela manhã. No «Diário de bordo», registava o que tinha feito, os valores aplicados, e a razão pela qual tinha escolhido aqueles valores. Este era o momento dos adolescentes reflectirem sobre os valores do caminho do Samaritano, ajudados pelos catequistas.
Caminho feito, era hora de descansar! Por isso, o jogo terminava na «Estalagem do Bom Samaritano». Ao chegar, cada grupo tinha a surpresa de ver que os valores, quando se aplicam, continuam em nós: para entrar na «Estalagem» não era preciso pagar! Pelo contrário, recebiam de novo os dez valores, e a possibilidade de repensar todo o caminho feito, tentado perceber como aplicariam os valores de novo: o resultado ficou visível, pois cada «Aldeia» teve, lado a lado, os valores da primeira e da segunda aplicação, o que resultou num fundo colorido para o encerramento da actividade.
Entretanto, em palco, já o Diogo animava os que iam chegando. Pouco a pouco, após concluir a reaplicação dos valores, os grupos foram terminando a sua «mala de viagem»: já a traziam de casa com a folha de partilha, mas enriqueceram-na durante a actividade, com o resultado do joga da manhã e da tarde, com a folha de reaplicação de valores, com os contactos dos elementos do grupo.
Com o palco colorido pelas «malas», a música e a animação não faltou! Alguns adolescentes do Colégio Nossa Senhora de Fátima representaram a parábola do Bom Samaritano actualizada para os dias de hoje, e terminaram com um breve bailado.
A chuva ameaçava cair, mas antes que isso acontecesse, ainda deu tempo para terminar com a partilha da «mala de viagem». Esta representava toda a viagem do grupo: o antes do ENDIAD, com a sua preparação e a folha de partilha, e o durante o ENDIAD, com a compilação dos trabalhos feitos… Mas ficou também como projecto para o depois do ENDIAD.
No final, cada grupo partilhou a sua «mala de viagem» com outro grupo, com o convite a fazer continuar a experiência de um dia diferente, um dia de um coração que vê com o mesmo olhar do Samaritano, repleto dos valores de quem orienta a sua vida pela caridade.
Padre José Henrique Pedrosa



Futsal Feminino Sénior | Foi-se o campeonato, fica a taça!

Golpilheira – 7
União de Leiria – 0
Encontro disputado no dia 12 de Março, no pavilhão da Batalha, que a nossa equipa dominou com alguma facilidade. Na primeira parte, marcámos cinco golos sem resposta, por Carolina (1), Rita Eusébio (1), Irina (1), Rita Gabriel (1) e um auto-golo. Na segunda parte, Teresa Jordão colocou três jogadoras seniores e duas juniores. Mesmo assim, conseguimos marcar mais dois golos, por Jessica Pedreiras e Jeca. 

Abelha (Colmeias) – 1
Golpilheira – 9
Encontro disputado no dia 19 de Março, no pavilhão das Colmeias, foi mais um jogo fácil com goleada à equipa do Abelha. Marcámos nove golos, mas outros tantos ficaram por marcar.

Golpilheira – 2
Louriçal – 1
Os jogos com o Louriçal têm sempre alguma dificuldade. Neste, tivemos o domínio do jogo, mas com a equipa forasteira a defendo junto à sua área, estava difícil a obtenção do golo, por por mérito da guarda-redes  adversária. Só no segundo tempo apareceram os golos, ambos por Irina. Já perto do final, a equipa do Louriçal reduziu a diferença.

TAÇA DISTRITAL

C. R. Golpilheira – 1
Academia Caranguejeira – 0
O jogo da meia-final da taça distrital disputou-se perante um pavilhão com as bancadas completamente cheias de fervorosos apoiantes de ambas as equipas, no dia 26 de Março. Frente a frente, as duas melhores equipas do Distrito, que se conhecem mutuamente. Jogo aguardado com imensa expectativa, uma vez que para além de tudo ter de ficar resolvido naquele dia, era uma espécie de tira-teimas, uma vez que nos dois encontros para o campeonato se registou uma vitória para cada lado. Na soma dos golos marcados e sofridos destes dois jogos, a vantagem era da Caranguejeira e iria ser esse o factor de decisão do campeonato, já que as equipas tinham os mesmos pontos.
Começou melhor a equipa forasteira, com uma bola à trave logo no primeiro minuto, mas a nossa equipa reagiu e as oportunidade de golo também surgiram, embora desperdiçadas.
No segundo tempo, a Golpilheira começou a dominar com mais um lote de oportunidades perdidas. Finalmente, cerca dos 20 minutos, surgiu o lance que decidiu o jogo: centro para o coração da área e Sandrita sem deixar cair a bola no chão a marcar um excelente golo. Como foi natural, a equipa da Caranguejeira reagiu, mas a nossa equipa defendeu muito bem, com Ivone intransponível.
Resultado justo, com direito à presença em mais uma final da taça distrital.

C. R. Golpilheira – 7
Casal Velho – 0
A final foi disputada no dia 17 de Abril, no pavilhão Artur Meneses, na Fonte do Oleiro, colocando frente a frente duas equipas de escalões diferentes da AFL. A Golpilheira era claramente favorita para este jogo, presenciado por muito público afecto às duas equipas. Podíamos ter aberto o activo logo na primeira jogada. O jogo tinha sentido único. No entanto, demoraram algum tempo a acertar os passes, já que o piso era bastante rápido. O primeiro golo surgiu num excelente remate de Carolina e, pouco depois, Irina fez o segundo. A reacção da equipa adversária foi bem repelida por Ivone e nem o apoio que vinha das bancadas ajudou o Casal Velho a evitar chegar ao intervalo com mais dois golos sofridos, um por auto-golo e outro de Pastilha.
A segunda parte não foi muito diferente, apesar de a nossa treinadora ter dadado oportunidade a todas as jogadoras de participarem nesta final. O avolumar do resultado aconteceu com naturalidade. Jessica Pedreiras, Rita Eusébio e Carolina colocaram o marcador em 7-0. O Casal Velho ainda beneficiou de dois livres de 10 metros, um enviado ao poste e o outro defendido por Ivone. Apito final e mais uma festa. A taça já é nossa, entregue pelo presidente da AFL, Júlio Vieira, à nossa capitã de equipa, Licas.

Os nossos apoiantes estiveram com a equipa, o que ajudou ao desempenho da mesma. No futsal feminino júnior e sénior, o domínio nesta época foi quase total: apenas nos faltou ganhar o campeonato distrital da Divisão de Honra. Louros para os vencedores. Respeito para com os vencidos. Esperamos que estes êxitos e mais alguns se concretizem na época de 2011/2012, e se possível no "Pavilhão da Golpilheira".

Manuel Carreira Rito








Futsal Feminino Júnior | Campeonato e taça são nossos!

Portomosense – 2
Golpilheira – 5
A partida do dia 11 de Março, em Porto de Mós, era para vencer, para evitar a perda do título 2010/2011, como aconteceu na época passada, pela primeira vez neste escalão. Mal o jogo se iniciou, encostámos a equipa da casa a defender e as oportunidades de golo foram surgindo em catadupa. Numa delas, Rita Gabriel abriu o activo, marcando pouco depois o segundo. Ainda antes do intervalo, Jeca marcou o terceiro tento. O segundo tempo abriu com mais dois golos de Jeca, mas na parte final a equipa da casa obteve dois golos.

Golpilheira – 8
Segodim – 2
No jogo realizado no dia 20 de Março, no pavilhão da Batalha, a Golpilheira dominou por completo, chegando ao intervalo com o resultado em três a zero, por Pastilha, Jeca e Alexandra. Na segunda parte, manteve-se o domínio, mesmo com a rodagem de todas as atletas. O Segodim marcou dois golos, mas nós marcámos mais cinco, por Jeca(2), Pastilha(2) e Alexandra(1).


CEF-Fátima – 0
Golpilheira – 4
O jogo realizado a 3 de Abril, em Fátima, era encarado com expectativa, pois com a vitória a Golpilheira sagrava-se logo campeã. Teresa Jordão pediu isso e as atletas cumpriram. Logo a abrir, Rita Gabriel marcou por duas vezes e, antes do intervalo, Alexandra meteu mais um. No segundo tempo, confirmámos o domínio,  com novo golo, por Bia.
Com o apito final, veio o grito de "campeãs, campeãs, campeãs"! Foi o delírio no campo e nas bancadas por mais um campeonato conquistado para o CRG.

TAÇA DISTRITAL
Golpilheira – 8
Segodim – 2
O encontro do dia 28 de Março, na Batalha, repetiu o resultado do embate entre estas duas equipas uma semana antes. O domínio foi total, com 6-1 na primeira parte, golos de Rita Gabriel (3), Pastilha, Alexandra e Ana Pedro. Na segunda parte, tirámos o pé do acelerador, mas marcámos mais dois golos, por Diana e Filipa. Estava garantida mais uma presença na final.

Golpilheira – 8
Academia Caranguejeira – 1
A final foi disputada no pavilhão de Mira de Aire, no dia 16 de Abril, num jogo aguardado com expectativa, pois na semana anterior estas equipas tinham empatado para o campeonato. Mas foi com alguma naturalidade que abrimos o marcador, num belo golo de Bia, seguindo-se depois o domínio constante. A Academia criava pouco perigo à nossa guarda-redes Diana e, com o passar do tempo, o resultado aumentava, com  Pastilha e Alexandra (2) a fixar o marcador em 4-0 ao intervalo.
No segundo tempo, o ritmo não se alterou, apesar de Teresa Jordão ter rodado todas as jogadoras. Jeca (2), Ritinha e Joana marcaram mais quatro golos e a equipa adversária apenas conseguiu um tento de honra.
A equipa contou sempre com o apoio do público, que no final fez a festa. A capitã Pastilha foi a primeira a levantar o cobiçado troféu.

MCR




“Rollershow” apura-se para a Europa

Pavilhão da Batalha recebe Distrital de Patinagem Artística


O Pavilhão da Batalha será o palco do Campeonato Distrital de Patinagem Artística, nos próximos dias 30 de Abril e 1 de Maio.
Entretanto, a secção de Patinagem da União Desportiva da Batalha conseguiu o apuramento para o Campeonato da Europa de Show e Precisão, ao conquistar o 3.º lugar no Campeonato Nacional desta modalidade, nos dias 5 e 6 de Março, em Gondomar.
O Campeonato de Show e Precisão divide-se em 7 categorias: Quartetos Cadetes; Quartetos; Grupos Juvenis; Grupos Pequenos; Grupos Grandes; Precisão Júnior; Precisão Sénior. Os grupos podem ser constituídos por patinadores de ambos os sexos, individuais ou pertencentes a clubes diferentes. A originalidade, a construção, a técnica de grupo, a dificuldade de passos, a impressão geral, o desenvolvimento do tema, a expressão a interpretação, a caracterização dos patinadores, são tudo factores que pesam na nota final, devendo todos os patinadores interpretar um tema e conseguir transmitir uma mensagem ao corpo de juízes que farão a avaliação.
Este ano, a Batalha apresentou o tema "Voodoo", que conta a história de seis feiticeiras num ritual de magia, em que o boneco de voodoo ganha vida e o feitiço acaba por se virar contra o feiticeiro. Um esquema muito dinâmico e com um grau elevado de dificuldade técnica.
Desde 2007, que esta equipa, intitulada "Rollershow Dance Company", participa nos campeonatos nacionais na categoria de Grupos Pequenos e tem obtido sempre classificações entre o 4.º e o 5.º lugar, numa luta constante para o apuramento, só acessível aos três primeiros. Este ano, apesar de duas penalizações na nota final, conseguiram o 3.º lugar, com 65.300 pontos, pelo que o sonho se tornou realidade.
À conversa com o grupo, fomos conhecer melhor o seu trabalho.

Como surgiu a Rollershow Dance Company?
A Rollershow surgiu por brincadeira em 2004, com atletas da Batalha, após uma série de convites para várias exibições e participações em espectáculos. Mais tarde, convidámos atletas de outros clubes para se juntarem a nós, e para não haver preferências de clubes escolhemos este nome. Neste momento somos 12.

Quem cria as vossas coreografias e fatos?
Trabalhamos sempre em conjunto, a opinião de todos conta e é sempre ponderada. Inicialmente é realizada uma reunião para discutir o tema que iremos apresentar, tal como as músicas que iremos utilizar. Depois passamos à parte prática, já com os patins nos pés, desenvolvemos os passos e a respectiva coreografia, são muitas horas de trabalho até estar tudo pronto, e mesmo assim há sempre qualquer coisa a melhorar. Finalmente, são feitos vários esboços para os fatos, que têm um peso grande nos esquemas, mas em que o orçamento disponível afecta também a decisão. Mas quase sempre chegamos a um consenso. Este ano optámos por vários padrões de tecidos de cor preta e os vermelhos.

Qual é a sensação de estarem apurados para um Europeu?
Chegámos onde muitos nunca pensavam que chegaríamos, pois pertencemos a uma associação que não tem tradição em competição de Show. Mas trabalhámos e conseguimos por fim ter um lugar de destaque entre os melhores.

Quando é esse campeonato?
O Campeonato da Europa será nos dias 5, 6 e 7 de Maio, e este ano em Portugal, no Pavilhão Multiusos de Gondomar, o que vai ser muito bom para nós, pois contaremos com o apoio do publico português.

É uma estreia em competições internacionais?
No Campeonato da Europa sim, embora tenhamos a experiência de participar no Troféu Internacional de Show, que se realiza todos os anos em Madrid. Mas neste caso, a responsabilidade de representar o nosso país tem um valor acrescido. Vamos dar o nosso melhor para dignificar as cores da nossa bandeira e trazer um bom resultado para Portugal.

Vão intensificar os treinos para esta competição?
Sim. Para além dos treinos semanais, iremos estar todos os sábados a treinar no pavilhão da Tremoceira, ao qual desde agradecemos a disponibilidade e o apoio prestado em ceder-nos gentilmente o ringue.

Algum agradecimento especial?
Gostaríamos de agradecer à empresa Socursel, pela impressão dos nossos fatos de treinos, ao sr. Francisco Machado da Cambraia Modas, à sr.ª Júlia Loureiro pela confecção dos fatos, à empresa Abel Loureiro e Filhos, à sr.ª Josefina Santos pela paciência e persistência na defesa dos nossos interesses, à Câmara Municipal da Batalha, ao CCRS da Tremoceira, à treinadora Inês Amado por todo o apoio e dedicação incondicional, e por fim a todos os nossos amigos e colegas que nos acompanham e apoiam.

A todos o nosso muito obrigado!


166 - Equipas do CRG

FUTSAL
Juniores Femininos – Campeonato Distrital
11-03 – Portomosense – 2/Golpilheira – 5
20-03 – Golpilheira – 8/Segodim – 8
28-03 – Golpilheira – 8/Segodim – 2 (Meia final da Taça Distrital)
03-04 – CEF-Fátima – 0/Golpilheira – 4
10-04 – Golpilheira - 2/Academia da Caranguejeira – 2
16-04 – Golpilheira – 8/A. Caranguejeira – 1 (Final da Taça Distrital)
Fim do Campeonato (2010/2011)

Seniores Femininos – Campeonato Distrital Div. Honra
12-03 – Golpilheira – 7/União de Leiria - 0
19-03 – Clube "O Abelha" – 1/Golpilheira – 9
26-03 – Golpilheira – 1/A. Caranguejeira - 0
02-04 – Golpilheira – 2/Louriçal – 1
09-04 – U.D. Caranguejeira - 1/Golpilheira - 6
17-04 – Golpilheira – 7/Casal Velho – 0 (Final da Taça Distrital)
(Fim do Campeonato (2010/2011)

Futebol
Benjamins "A" – 1º. Torneio Distrital Fut. 7
12-03 – São Bento – 3/Golpilheira – 7
19-03 – Golpilheira – 6/Alqueidão da Serra – 6
02-04 – Golpilheira – 3/Caldas "B" – 12
09-04 – Óbidos - 11/Golpilheira – 3
16-04 – Golpilheira - 5/Mirense - 0
Próximos jogos
30-04 – 09H30 – (Alcobaça) – Alcobaça "B"/Golpilheira
07-05 – 11H00 – (Barrocas) – Golpilheira/Beneditense "B"
14-05 – 11H00 – (Cruz da Légua) – Andorinhas/Golpilheira
(Fim deste Torneio)

Infantis Sub/13 – Campeonato Distrital Fut. 7
12-03 – Pataiense – 3/Golpilheira – 2
19-03 – Golpilheira – 1/Portomosense – 2
26-03 – Escola do Sport. M. Grande – 4/Golpilheira – 3
02-04 – Golpilheira – 3/U.D.B. – Batalha – 2
09-04 – Maceirinha - 2/Golpilheira – 7
16-04 – Golpilheira - 3/Alcobaça "B" - 2
Próximos Jogos
30-04 – 11H00 – (Cruz da Légua) – Andorinha/Golpilheira
(Fim deste Torneio)

Veteranos Futebol 11
26-03 – Fátima – 2/Golpilheira – 0
02-04 – Taveiro – 2/Golpilheira – 6
15, 16 e 17/04 – Deslocação a Terra Chã – Ilha Terceira – Açores, para participar num Torneio Quadrangular de Veteranos. Na próxima edição contaremos a história…

166 - Saúde

Saúde mental - Passatempos Por Ana Maria Henriques, Enfermeira

A saúde mental é fundamental para ter uma vida saudável e estar apto para as necessidades de adaptação e reacção na vida, quer ao nível pessoal, quer ao nível profissional.

Um modo simples para manter a saúde mental e para manter as suas capacidades cerebrais ao máximo é escolher e desenvolver uma actividade que satisfaça as necessidades (físicas e mentais) de se manter activo. Quem desenvolve uma actividade deste tipo são pessoas geralmente mais saudáveis, têm menor risco de stress, depressão e demência e são mais activos a vários níveis, proporcionando uma sensação de realização em qualquer idade.

Esta actividade toma muitas vezes o nome de passatempo ou hobby. Pode manifestar-se de várias formas, desde culinária, desporto, pintura, artesanato, escrita ou leitura, uma actividade cultural, uma nova aprendizagem ou simplesmente a organização de uma colecção. Ainda tem a vantagem de se tornar mais interessante, se for uma actividade partilhada com outros.

Neste ponto surge outra questão: qual é o melhor passatempo? Os que requerem uma especialização são mais satisfatórios, como a fotografia ou a astronomia, pois exigem empenho e compromisso, resultando num grande envolvimento e numa verdadeira paixão. Os passatempos que envolvem uma capacidade física, como caminhar, proporcionam também um bem-estar físico. Os passatempos podem ter também um objectivo comunitário, como o de organizar festas para angariação de fundos, sendo então geradores de satisfação. O passatempo ideal deve ser uma diversão (que ajuda a passar o tempo), uma paixão (que faz com que o tempo seja muito bem passado) e ter uma intenção.

Para quem iniciou agora a vida de reformado, uma possível escolha para um passatempo ideal é aquela actividade que gostava de fazer nos tempos livres. Se todas as férias o cartão de memória da máquina fotográfica ficava cheio, chegou agora a altura de investir num curso de fotografia e talvez numa máquina melhor.

Estas actividades puramente lúdicas podem também tornar-se uma fonte de rendimento para complementar a reforma. Se a carpintaria ou a costura/bordados sempre foi um interesse, o resultado da ocupação do tempo livre pode ser vendido em feiras de artesanato ou doado para instituições.

Após a reforma, também pode ser o momento ideal para iniciar uma actividade física, sendo só necessário ter em conta a condição física e os conselhos do médico assistente. Sem dúvida que caminhar é mais fácil e adequada à maioria da população.

Como mais exemplos práticos, a jardinagem pode ser considerada muito útil, na ajuda e conselhos aos vizinhos e familiares. A astronomia pode ser um mundo novo a descobrir na companhia dos netos. Uma colecção de algo tão estranho como pacotes de açúcar, pode terminar num museu.

Normalmente, os passatempos são vistos como algo que ajuda a passar o tempo, mas também desempenha um papel importante na saúde e bem-estar dos indivíduos, nomeadamente idosos. Pode até reduzir a tensão arterial e retardar o aparecimento de Alzheimer.

166 - Beleza e bem-estar

Massagem Shantala Por Carina Pereira, Terapeuta de Massagem

A Shantala é uma massagem milenar indiana, sem registo de quando surgiu exactamente, em Kerala, no Sul da Índia.

Foi descoberta quando o médico francês Frédérick Leboyer, de passagem pela Índia, se deparou com a cena de uma mulher numa calçada pública massajando o seu bebé. De seu nome Shantala, ela era paraplégica e estava numa associação de caridade em Pilkhana, Calcutá.

O ambiente que Leboyer percorrera até então era completamente hostil, mas a cena da massagem fez com que a beleza e harmonia dos movimentos de Shantala transformasse tudo à sua volta.

Leboyer pediu para fotografá-la e filmá-la. Ela, admirada pelo interesse numa prática tão simples e corriqueira, aceitou. Durante dias, ele acompanhou a massagem de Shantala ao seu bebé, captando atentamente cada movimento. Leboyer fez o possível para que as fotografias exprimissem a profundidade e o amor envolvidos.

Em homenagem a esta mãe, o nome da técnica de massagem em bebés chama-se Shantala. Na índia, essa prática não tem um nome específico, pois trata-se de uma actividade que faz parte da rotina de cuidados com o bebé.

Graças à "descoberta" de Leboyer, e ao seu livro "Shantala, massagem para bebés, uma arte tradicional", Shantala vem sendo cada vez mais popular em todo o mundo e cresce a cada dia o número de pesquisas científicas que objectivam comprovar os seus benefícios.

Mas há um aspecto que transpõe as pesquisas científicas e suas comprovações: a relação mãe/filho e pai/filho. Foi esse encantamento, a relação, interacção e vinculação que encantou Leboyer e que no Ocidente é vista como uma forma dos pais aprofundarem o vínculo afectivo com os seus bebés.

Shantala traduz um momento especial, oferecendo a oportunidade de os pais terem um contacto mais prolongado com o bebé. O toque carinhoso é a melhor forma de os pais se aproximarem do bebé após um dia de trabalho, transmitindo amor e carinho através das mãos.

Esse contacto ajudará muito os pais a conhecerem o corpo do seu bebé, e como se comunicam, isso é muito importante e ajudará em muito nos dias difíceis da criança.

"Sim, os bebés tem necessidade de leite, mas muito mais de serem amados e receberem carinho, serem levados, embalados, acariciados, pegados ao colo e massajados", resume Leboyer.

  


166 - Economia

FMI: «Portugal visto como país de 3.º mundo» Por Cristina Agostinho, Docente Ens. Superior

 
A única conselheira portuguesa junto do Fundo Monetário Internacional (FMI), de regresso de reuniões em Washington, mostra-se preocupada com a imagem que se criou de Portugal.
A economista Estela Barbot, que ainda há umas semanas dizia que não restava outra alternativa ao País senão a ajuda externa, está agora preocupada com a imagem de Portugal no estrangeiro. E aponta o dedo ao Governo que tanto gastou, sem nada ter.
"O ponto a que chegámos está a afectar a imagem do País, das empresas e a credibilidade do País cá fora. Portugal está a ser visto como um país de terceiro mundo. Como portuguesa, estou preocupada", alarma Estela Barbot, afirmando que "gastámos o que não tínhamos, vamos ter de pagar".
No regresso de reuniões, no passado fim-de-semana, com os grupos de conselheiros do FMI – e não para falar especificamente de Portugal – a economista impele os responsáveis políticos: "Precisamos de tomar decisões rápidas e mostrar sinais de credibilidade".
Para Estela Barbot, já não havia outra solução senão pedir ajuda externa e reconhece que Portugal vai estagnar ou ficar em recessão por "muito tempo", graças aos juros que teremos de pagar pelo resgate.
O FMI já está de malas e bagagens em Portugal. As reuniões para preparar o memorando de entendimento que permitirá a Portugal receber apoio financeiro arrancaram estes dias.
Cabe a Poul Thomsen liderar a equipa que passa assim a pegar em Portugal ao colo, pelo menos durante três anos…

166 - Energias Renováveis

Energia das Marés/Ondas
Por David Lucas, Engenheiro Civil
O aproveitamento das marés é actualmente uma forma de obtenção de energia em desenvolvimento (maremotriz). Sucintamente, há três formas de aproveitamento desta força: 1) recorrendo às variações do nível do mar - potencial; 2) através das correntes marítimas – cinética; 3) ondas do mar.

1) O aproveitamento das variações do nível do mar é feito recorrendo à execução de reservatórios próximos da costa marítima, que enchem progressivamente durante a maré-alta através de um canal onde se insere uma turbina que transforma energia mecânica em energia eléctrica. Durante a maré-baixa, essa turbina funcionará em sentido contrário, gerando novamente energia.

2) No que diz respeito à utilização das correntes marítimas, verifica-se a utilização de mecanismos que podem ser chamados "hidrólicos" – é um termo não técnico, mas que caracteriza de forma peculiar o sistema, que se traduz como uma mistura de aproveitamento de energia hidráulica com princípios de eólica. Estes mecanismos, semelhantes aos rotores eólicos, são introduzidos submergidos no alto mar na direcção das correntes marítimas, e por acção das mesmas geram energia, que é transmitida por cabos colocados no fundo dos oceanos.

3) A energia das ondas é desenvolvida segundo o aproveitamento da força das mesmas e do ar transmitido pela sua acção, que faz girar uma turbina que produz energia.

É tudo muito bonito na teoria, e na prática funciona? Apesar de ter um rótulo de energia renovável ou "limpa" é também verdade que não é muito fácil de implementar este tipo de estruturas, pois são necessárias condições especiais para que o investimento seja rentável. Um dos efeitos indesejáveis associado a este tipo de estrutura está relacionado com a intermitência das correntes e das marés. Para que o sistema funcione adequadamente, teremos de ter um desnível considerável entre marés (5,5m) e velocidades mínimas de correntes. Um dos bons exemplos da implementação deste tipo de estruturas diz respeito à central de produção de energia em La Rance (França – início em 1966), a 10km do desaguamento do rio Rance no Canal da Mancha, pois neste local a amplitude das marés chega aos 13m! Posso dar também um mau exemplo, e não é por ser em Portugal, mas na Póvoa do Varzim surgiu um processo pioneiro no aproveitamento de energia das ondas (quase 10 milhões de euros de investimento) e que segundo algumas notícias foi cancelado devido a problemas técnicos e de ordem financeira.

Economicamente falando, este tipo de estruturas representa um investimento muito elevado, com uma amortização a muito longo prazo, o que invalida em parte o seu desenvolvimento. A eficiência do sistema contribui de forma decisiva para algum abandono desta técnica de obtenção de energia.

Olhando para a costa portuguesa, com aproximadamente 1200km de extensão, verificamos que este tipo de recurso poderia ser bem aproveitado. No entanto, regista-se alguma falta de iniciativa e inovação neste campo. Não havendo soluções tecnológicas, agarremos as soluções históricas que perduram desde o século XII, onde já nessa altura se utilizavam moinhos submarinos que aproveitavam o fluxo e refluxo das correntes para fazer girar pedras de moer cereais. Voltemos ao antigamente!
Fonte: http://paginas.fe.up.pt/~ee02035