domingo, 28 de novembro de 2010

Comemorações na Batalha - Estátua do Infante inaugurada

Depois dos actos evocativos do Infante D. Henrique em Aljezur, Vila do Bispo e Lagos, nas Terras do Infante, designação feliz para a associação destes três municípios algarvios, concluíram-se na Batalha, em 14 do corrente, as homenagens à memória do iniciador e impul­sionador de uma das maiores epopeias da história da Hu­manidade: os Descobrimentos Portugueses.
Após a Missa, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, presidida pelo Bispo emérito de Leiria-Fátima D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva, e concelebrada por Monsenhor Luciano Gomes Paulo Guerra e Padre José Ferreira Gon­çalves, procedeu-se à deposição de flores no túmulo do Infante e realizou-se, no auditório do Mosteiro, a confe­rência do Professor Doutor Saul António Gomes, subor­dinada ao título "O Infante, a Batalha e os Destinos de Portugal", notável lição de história e declaração de fé nos destinos do Povo português (ver neste blog).

À mesa da sessão presidiu um ilustre batalhense, o professor doutor Rui Manuel Gens de Moura Ramos, presidente do Tribunal Constitucional. Constituíram-na, ainda, o presidente da Câmara Municipal da Batalha, António José Martins de Sousa Lucas, alma destas comemorações na histórica vila, e o presidente do IGESPAR, Gonçalo Couceiro. No claustro houve a agradável surpresa de um magnífico quarteto de sopro da SAMP – Sociedade Artística Musical dos Pousos brindar os presentes com algumas peças de música clássica.

A terminar, no vasto terreiro a leste do Mosteiro (que no próximo ano vai finalmente beneficiar de obras), terrei­ro que tem o nome do Infante, foi inaugurado o seu busto, esplêndida escultura dos artistas batalhenses António José Moreira e Alzira Antunes, que se inspiraram na cabeça da estátua jacente do túmulo da Capela do Fundador. Traba­lho inteiramente moldado e assente no calcário regional, do mesmo calcário de que é feito o Mosteiro. O Infante, à semelhança da jacente batalhina, tem a coroa ducal a invocar a sua condição de duque de Viseu.

O novo monumento é muito expressivo e muito belo e reveste-se de verdadeira espiritualidade. Está ali o Infante das prodigiosas navegações e da expansão dum povo que, apesar da sua pequenez numérica, correu as partidas do mundo e deixou marcas indeléveis em quatro continentes.

José Travaços Santos



A televisão vinha e depois não veio. Porquê?

Isto faz-me lembrar a história de certo padre que, para atrair mais crianças à catequese, avisou que tal dia ia haver "cinema". Cinema era apenas a pro­jecção de algumas imagens fixas, mas para a pequenada, naquele tempo, aquilo era "cinema". A sala encheu-se, mas o padre, ou por não poder ou por esquecimento, de "cinema", nada. Ao sair, um dos miúdos, cabisbaixo, diz para os colegas: "Sacana do padre, disse qu‘abia e na abeu!".

E assim foi agora. Estava tudo combinado para a transmissão das cerimónias de homenagem ao Infante D. Henrique, no passado dia 14 de No­vembro. No dia 5, estiveram cá alguns responsáveis e técnicos da RTP a examinar todo o local onde iam decorrer as cerimónias, tiraram medidas, combi­naram locais de estacionamento, tudo a correr bem. Mas, no final desse encontro, quando pediram a lista das "personalidades" que iriam estar pre­sentes, houve, logo ali, um engelhar de narizes. Não havia "figuras mediáticas". Pensei logo comigo: temos o caldo entornado. E, se bem o pensei, pior aconteceu. Dias depois, vem a comunicação do cancelamento da trans­missão, porque a RTP não tinha dinheiro para a iluminação. Ficava muito cara. Certamente temeram ficar sem dinheiro para os "ordenaditos" de administradores e directores de programas.

Será que, se as tais "figuras mediáticas" que foram convidadas tives­sem vindo, não haveria mesmo dinheiro para a iluminação? Fico na dúvida, se a RTP vinha para apresentar aos seus telespectadores a figura heróica do Infante D. Henrique, ou as caras dos nossos políticos.

Lamento que a figura do Infante, que escreveu uma das mais belas páginas da nossa história, tenha ficado para segundo plano, perante as figuras da nossa política, que têm levado Portugal ao estado em que se encontra. Se não vinham aquelas caras, o mosteiro da Batalha é Património Mundial, é uma das Sete Maravilhas de Portugal. Qualquer repórter, mesmo de "meia tigela", con­seguia, sem dificuldade, encontrar neste monumento imagens muito acima da beldade de Suas Excelências (com isto, não quero dizer que sejam feios).

Diz-se que o nível cultural dos portugueses é pobre. É pena que quem tem meios e condições para lhes dar a conhecer importantes valores históricos e cultu­rais prefira apresentar-lhes "figuras mediáticas".

A cerimónia fez-se. Foi homenageado o Infante. A RTP falhou.

In Ecos do Domingo, boletim paroquial da Batalha

Equipas do CRG

FUTSAL


Juniores Femininos – Campeonato Distrital

19-11 – Louriçal – 2/Golpilheira – 6

Próximos Jogos

28-11 – 18h00 – (Batalha) – Golpilheira/G. Alegre e Unido

05-12 – 17h00 – (Pousos) – União de Leiria/Golpilheira

12-12 – 18h00 – (Batalha) - Golpilheira/Portomosense

18-12 – 21h00 – (Segodim) – Segodim/Golpilheira

Seniores Femininos – Campeonato Distrital da Divisão de Honra

23-10 – Academia da Caranguejeira – 5/Golpilheira – 1

30-10 – Golpilheira – 2/Vidais – 1

06-11 – Golpilheira – 5/Pocariça – 2

Próximos Jogos

27-11 – 20h30 – (Escola Correia Mateus – Leiria) – Núcleo do Sporting/Golpilheira

04-12 – 19h00 – (Batalha) – Golpilheira/Amigos da Ribeira do Sirol

10-12 – 21h00 – (Parceiros) – União de Leiria/Golpilheira

18-12 – 19h00 – (Batalha) – Golpilheira/Clube o Abelha



Futebol

Benjamins "A" – 1º. Torneio Distrital Fut. 7

13-11 – Golpilheira – 0/Academia Sport. Mª. Grande – 6

20-11 – Lisboa e Marinha – 3/Golpilheira – 6

Próximos Jogos

27-11 – 09h30 – (Barrocas) – Golpilheira/Alcobaça "B"

04-12 – 09h30 – (Porto Mós) – Portomosense/Golpilheira

11-12 – 09h30 – (Barrocas) – Golpilheira/UDB – Batalha

18-12 – 11h00 – (Cruz da Légua) – Andorinhas/Golpilheira

Infantis Sub/13 – Campeonato Distrital Fut. 7

30-10 – Golpilheira – 0/UDB – Batalha – 4

06-11 – Esc. Sport. Mª. Grande – 6/Golpilheira – 3

13-11 – Golpilheira – 1/Marinhanse – 5

20-11 – Nazareno – 5/Golpilheira – 1

Próximos Jogos

27-11 – 11h00 – (Barrocas) – Golpilheira/Marrazes "B"

04-12 – 11h00 – (Cruz da Légua) – Andorinhas/Golpilheira

11-12 – 11h00 – (Barrocas) – Golpilheira/Lisboa e Marinha "A"

18-12 – 11h00 – (Maceirinha) – Maceirinha/Golpilheira

Veteranos Futebol 11

30-10 – Golpilheira – 3/Fátima – 2

13-11 – Golpilheira/União de Tomar (Adiado)

Próximos Jogos

27-11 – Ansião/Golpilheira

15-01 – Golpilheira/Pinhal Novo

Golpilheira... acorda!

Durante o final de Outubro e nestes primeiros dias de Novembro, aconteceram coisas extraordinárias para a nossa freguesia. Pareceu-me que, finalmente, a pacatez dos últimos anos dos golpilheirenses deu lugar a uma efervescência, quase saudosista, para voltarmos a viver o que fomos e o que conseguimos fazer no passado. Senão reparem:

Uma Semana Cultural…
…como há muito tempo não se via. Apesar da organização ter sido sempre do Centro Recreativo, este ano contou com uma comissão própria que colaborou com a direcção na agenda e organização da mesma. Não vou focar pormenores dos momentos altíssimos deste evento, deixo essa tarefa para os "jornalistas e comentadores", mas vou centrar o meu comentário apenas na forma como foi organizada. Foi excelente. Pessoas ligadas ao clube e outras que, embora não estando directamente ligadas, conseguiram congregar energias e criatividade para uma realização como há muito não se via.
No entanto, fico triste por ter ouvido demasiadas vezes a frase "eu até tinha conhecimento, mas se eu soubesse que era assim, também tinha lá estado". Pois é! Numa próxima oportunidade, seria bom deixarmos os comentários supérfluos e que mais pessoas se juntassem à direcção para voltar a surpreender a comunidade local, com eventos idênticos e que são o pilar cultural de uma freguesia.
De 0 a 20, dou claramente 18 valores.

Um grupo coral renovado…
…para que a participação no rito dominical possa ser um pouco mais motivadora. Desde que me lembro, o Sr. Mário Costa, cidadão ilustre da nossa freguesia, que sempre mostrou dedicação e um esforço inegável na regência do Grupo Coral da Igreja, tentou congregar a si novos métodos e até novas caras para o gradual rejuvenescimento no grupo.
Quase sem nos apercebermos, os anos foram passando, e nos últimos tempos a ajuda veio finalmente da Marta Frazão, que assumiu primeiramente a função de organista e depois foi gradual e naturalmente fazendo a regência de quando em vez, trazendo uma lufada de ar fresco, novas interpretações, aplicando todo o seu brilho e reconhecidos conhecimentos musicais.
Em meados de Outubro passado e no seguimento da vontade de alterar gradualmente o sentido de comunidade cristã na nossa freguesia, o Luís Miguel Ferraz tomou a si a responsabilidade de contribuir também para um refrescar das celebrações de domingo.
Esta decisão era inevitável acontecer, só não sabíamos quando aconteceria. É publico que, quer pela sua formação teológica, quer pela sua sensibilidade musical, é de longe a pessoa da freguesia mais bem preparada para o cargo.
Em articulação com a Marta, não tenho dúvidas de que conseguirá levar as vozes do actual coro para um patamar diferente, dentro de alguns meses, podendo ambicionar até outro tipo de espectáculos, que não só as participações de canto litúrgico.
Já agora, um voto de confiança, também, ao grupo de instrumentos composto pela Ana Rito, Carlos Agostinho, José Carlos Ferraz e outros, onde eu me incluo também, que acompanham na medida do possível esta paciente transformação.
Resta agora que outros se juntem, para darem o seu contributo na renovação que se pretende.
De 0 a 20, 16 valores.

Conclusão...
...são as pessoas que fazem acontecer coisas.
Não posso deixar de comentar com o meu olhar habitual, por vezes acusativo, aos que por fora pouco contribuem para que esta comunidade tenha vida própria, mas mesmo assim maldizem e opinam sobre quem ainda tem coragem de por mãos à obra.
Temos que entender de uma vez por todas que já lá vai o tempo em que outros faziam tudo, ou quase tudo por nós. A percepção que tenho, neste momento, sobre a nossa comunidade é que ela está a reconstruir-se, com novas pessoas, mais interventivas, mais capazes, com competência necessária fazer coisas novas. Saibamos neste momento difícil valorizar o que só com pessoas pode ser valorizado.
Não adianta falar de crise financeira ou económica, se não resolvermos primeiro a crise social que vai dentro de cada um de nós ou que vive ao nosso lado. Acordem! Façam acontecer!
Carlos Santos, presidente da Junta

O Infante D. Henrique, a Batalha e os Destinos de Portugal

Alocução proferida no dia 14 de Novembro de 2010, no Auditório do Mosteiro da Batalha, integrada nas Celebrações dos 550 Anos da Morte do Infante D. Henrique: 1460-2010, organizadas pela Associação de Municípios Terras do Infante e Câmara Municipal da Batalha.


Por Saul António Gomes
Universidade de Coimbra


1 - O monumento em que nos encontramos, antigo mosteiro de frades dedicados à pregação da palavra evangélica mas também ao vigilante culto do silêncio que permite ouvir a voz do sagrado, dedicado ao título de Santa Maria da Vitória, é um dos lugares mais simbólicos da identidade pátria.

Rima esta palavra pátria, tão pequena nas letras com que se escreve, mas tão grande na memória que em nós acorda, com aquela outra que pronunciamos “vitória”, a vitória das armas dos leais portugueses que, no desfavor do número e em circunstâncias militares difíceis e muito desfavoráveis, ainda assim, animados de uma fé a Deus e à ideia da legitimidade da sua luta pela liberdade daqueles que eram o seu reino e o seu novo rei, na distante tarde de 14 de Agosto de 1385, triunfaram sobre os injustos invasores, consagrando a independência nacional.

Para comemorar tão “maravilhosa vitória”, palavras de D. João I, ordenou, aquele que foi o décimo rei de Portugal, que se edificasse neste sítio uma “casa de oraçom”. Um templo que, desejava o Rei da Boa Memória, fosse o maior que até então se levantara em toda a Hispania. Depois de Ceuta, em 1415, a Batalha viu acrescidas as suas responsabilidades já não apenas como “casa de Deus” mas também como panteão da nova dinastia.

Deste modo, o majestoso Mosteiro de Santa Maria da Vitória tornava-se arca de uma memória permanente em torno da ideia de Portugal e daquelas gerações de homens ilustres que conduziram os destinos pátrios ao longo desse tão rico século XV em que as portas do mundo novo se abriram, no mapa que as descobertas marítimas portuguesas construíram, definitivamente para toda a Humanidade. Comemora o triunfo português, a entronização de uma nova dinastia real, a vitória da fidelidade a Roma num tempo em que a Igreja do Ocidente se cindia entre a Cidade Eterna e Avinhão.

Este é, sobre todos, o templo maior da memória pátria. Foi essa a razão da sua edificação e tem sido essa, nestes últimos mais de seis centos de anos, a lógica da sua preservação, da sua exaltação e valorização utópica, política e cultural, princípios, estes, reiterados em todas as épocas, por todos os governos, por todos os “Estados”, que se sucederam em Portugal.

Não queria, de modo algum, deixar aqui a visão de que a ideia de pátria que este monumento comemora é uma representação estática e imóvel. Bem sabemos que as pátrias se renovam na mudança das gerações a que são berço, enriquecem-se no encontro de culturas, na partilha multicultural dos povos. E este monumento testemunha muito bem esse encontro de culturas que, desde os tempos medievais e sobretudo nessa centúria de ouro dos Descobrimentos marítimos. Nele trabalharam homens de diferentes proveniências e nações. A sua linguagem estética demonstra a europeidade portuguesa nos finais da Idade Média e nos alvores de Quinhentos. A sua história mostra-nos a evolução dos tempos, das ideias, dos sentimentos e das expressões religiosas.

Mas reconhecermos que essa mudança permanente do tempo e dos homens é o motor da própria História, não anula o necessário assentimento de que, para lá de todas as transformações, mutações e mudanças, permanece, na História, em geral, como neste monumento, em particular, o vínculo durável do sentido de Portugal ou da pátria portuguesa.

Tão grande como este monumento é, numa escala humana, o legado histórico do Infante D. Henrique. Não poderá nenhum historiador reticenciar, por mais que a sua biografia seja escrita e reescrita, que, aquele que foi consagrado como Infante de Sagres, influiu de modo determinante nos destinos históricos de Portugal, como também nos de toda a Humanidade.

A sua determinação e a sua capacidade de acção e de realização de projectos e vontades, o seu desejo de descoberta, de procurar toda a certeza das realidades geográficas e humanas mal conhecidas no seu tempo, estão na base do que é o Portugal moderno e contemporâneo. D. Henrique, criado por um destino português afirmado nesta Batalha, seria fautor de um novo destino para Portugal.

Não podem, efectivamente, as discussões historiográficas, mais ou menos favoráveis ao papel do Infante na História, ou sequer as “utilizações políticas” que dele se fizeram, apagar as pegadas com que D. Henrique marcou os destinos de Portugal.

No início do século XVI, Duarte Pacheco Pereira escreveu, na sua obra Esmeraldo de situ orbis, avaliando o legado henriquino, as seguintes palavras:

“Tantos sam os beneficios que o virtuoso Infante Dom Anrique teem feytos nestes Reynos, que os Rex e povoos d’elles lhe sam em muita obriguaçam, porque na terra que elle descobrio, grande parte de jente de Portugual ganha de comer, e os Rex d’este comercio grandes proveytos ham.”2

Não poderia haver síntese mais adequada, neste momento, do que esta que acabámos de ler. O legado henriquino resumia-se a um destino português, pois que, pelos Descobrimentos, “grande parte da jente de Portugal ganha de comer”. E os Descobrimentos não só mataram a fome a muitos portugueses, mas também trouxeram riqueza aos reis de Portugal, tornando-os grandes e respeitados em todo o orbe e, por eles, Portugal no mundo.



2 - Em data indeterminada, mas próxima da morte do ilustre Infante D. Henrique, cuja memória aqui celebramos, um frade dominicano, de seu nome Fr. Afonso de Alfama, recolhido em cela do Convento de S. Domingos de Lisboa, anotou, no Livro de Aniversários, desse antigo claustro, a seguinte informação:

“Em a era de Nosso Senhor Jehsu Christo de iiijc lx anos xiij dias andados do mes de Novembro no Algarve morreo ho ilustrissimo Senhor Ifante Dom Henrrique filho do dicto senhor rey Dom Joham e da raynha Dona Philipa. E morreo em honrra de velhice de hydade de Lx e vij annos, na sua villa do Ifante, aas dez horras da noute. Boo morrer de christãao em tal modo que todos aqueles que presentes foram teem esperança e fe de seer em gloria e salvaçom.

E na era de iiijc lxj, vº dias andados do mes de Julho foy traladado ho seu corpo no seu muymento na capella delle … do dicto Mosteiro da Batalha e visto por nosso senhor el Rey Dom Afomso seu sobrinho … fazendo-lhe muito solempnes exequias etc.”3

Não se alonga mais o apontamento deste informado frade dominicano de Lisboa. Mas mau grado a brevidade da notícia, ainda que notícia primeira porque redigida em momento muito próximo dos factos que narra, há que sublinhar que nela ressalta já a visão elogiosa e comemorativa da sociedade portuguesa em torno do Infante de Sagres. “Ilustrissimo Senhor” lhe chama o quase desconhecido cronista pregador, sublinhando que o passamento do filho dos reis fundadores da nova dinastia acontecera nesse ainda distante reino do Algarve, para, de seguida, sublinhar que a boa morte do Infante se revestira de indícios de virtudes cristãs prenunciadoras de santidade: um bom morrer, de cristão, de tal modo que todos quanto lhe assistiram ao passamento tinham “esperança e fé de ele ser em glória e salvação”.

A sociedade portuguesa no entorno de 1460 mostrava-se reconhecida para com o Infante que morrera no Algarve. E não deixará de comemorar, com magnificência lusitana, a trasladação dos restos mortais do Infante para este Mosteiro da Batalha, onde foi definitivamente tumulado a 5 de Julho de 1461, no meio de exéquias solenes presididas pelo monarca reinante, D. Afonso V, sobrinho do Infante.

Anos mais tarde, o cronista Rui de Pina, enaltecendo este “infante Dom Anrryque” que, palavras suas, “foy em tudo princepe tam perfeito”, e acrescentado interpretação histórica à memória da morte do Infante, escreveu, sobre o momento da sua morte, o seguinte:

“Faleceo em Sagres ho jfante Dom Anrrique, com synaaes e comprimento de fiell christãao, em hidade de sesenta e sete annos, cujo corpo foy logo soterrado na igreja da villa de Laagos. E hy, no anno que vinha de mjl e quatrocentos e sesenta e huum, foram seus ossos levados ao moesteiro da Batalha per o jfante dom Fernando, que tinha adoptado por filho, que foy por elles e os trouxe, com grande honrra e mujta cerimonia, ao dicto moesteiro. Onde elrrey, acompanhado de toda a nobre gente de Portugal e mujtos prellados, saio a os rreceber, com sollempne procissam, e lhe fezeram honradas exequjas.”4



3 - A história da vida do Infante D. Henrique encontra-se muito interligada com a memória plural que se respira neste templo pátrio. Na verdade, o Infante de Lagos, admirado e elogiado pela Cristandade do seu tempo, foi uma das personalidades da Dinastia de Avis que mais se interessou por este Mosteiro. Se para seu pai, D. João I, a Batalha comemorava a vitória da Batalha Real de Aljubarrota, para D. Henrique este lugar assumiria, como passarei a expor, uma vocação ainda mais sensível no campo da memória de si e dos seus familiares.

O Infante D. Henrique foi, efectivamente, dentre a “Ínclita Geração, Altos Infantes”, como a caracterizou com feliz inspiração Luís de Camões5, depois dos reis de Portugal, um dos promotores que mais se interessou pela edificação deste Mosteiro e panteão dinástico.

Não há dúvida alguma acerca do facto de o Infante ter visitado por várias vezes, ao longo da sua vida, este Mosteiro. Esteve aqui nas exéquias solenes por sua mãe, D. Filipa de Lencastre, em 1416, como regressaria, ainda, para acompanhar a deposição junto do altar-mor do féretro de seu pai, em 1433 e, um Agosto de 1434, a trasladação de ambos os progenitores para a Capela do Fundador. Acompanharia pessoalmente, também, a deposição das primeiras relíquias de seu irmão, o Infante D. Fernando, trazidas de Marrocos, em 1458, no mausoléu fúnebre deste.

O interesse do Infante D. Henrique pelo Mosteiro da Batalha, enquanto lugar de memória dinástica e pátria, e, nisso, de distinção e honra para os que nele se tumulavam, é atestado, de forma extremamente singular, em carta régia de D. Duarte, promulgada a 24 de Agosto de 1436, em Óbidos, na qual o monarca Eloquente concedia, a seu irmão, autorização para que ele:

“Posa mandar lançar na capella do noso Moesteiro da Vitoria que esta junto com a samchristia aqueles seus criados que lhe a ell prover porque a nos praz que seja pera jazygoo delles.”6

Esta importante carta atesta a elevada importância simbólica que o Infante dava a este Mosteiro. Como a concedia, ainda, ao celebrado Convento de Tomar, no qual fez levantar novo claustro e desenvolveu obra artística de dignificação desse mesmo cenóbio, sede da Ordem que governava, no qual se tumulavam os religiosos cavaleiros que serviam debaixo do pendão com a celebrada cruz de Cristo.

Tenhamos presente, todavia, que, em 1436, D. Henrique se empenhava fortemente na preparação da armada militar com que pretendia conquistar Tânger. É possível que o privilégio de poder vir a sepultar aqueles que o servissem, nessa nova conquista marroquina que se avizinhava, em jazigos da Capela de Santa Bárbara, constituísse um factor psicológico para alguns desses seus criados e servidores, sendo, como era, um sinal de evidente prestígio e honra sociais.

Tenhamos presente, todavia, que o Mosteiro acolhia, por privilégio real, capelas funerárias de servidores da Casa Real. É assim que o vedor-mor da casa da rainha D. Filipa de Lencastre, D. Fr. Lopo de Sousa, mestre da Ordem de Cristo até 1418, recebeu a capela de S. Miguel ou dos Mártires, no absídiolo sul da cabeceira da igreja. Também nas capelas de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora da Piedade foram enterrados servidores da rainha D. Isabel, mulher de D. Afonso V, e de D. João II, respectivamente. O próprio Infante D. Pedro, duque de Coimbra, conseguiu que o vedor da sua casa, Diogo Gonçalves de Travassos, parente de Gonçalo Velho Cabral, um dos descobridores dos Açores, recebesse uma nobre sepultura no estremo poente desta igreja dominicana, bem ao lado da capela do Fundador.

Não era, como se sabe, inédito, o facto de os Infantes procurarem galardoar os seus mais fiéis ou directos servidores com a honra de poderem receber sepultura junto ou perto das dos seus senhores. A Casa de Avis, como bem reflectiu o Infante D. Pedro, no seu Tratado da Virtuosa Benfeitoria, premiava com benefícios relevantes o mérito dos seus súbditos e sujeitos, vivificando uma cadeia de lealdades e de repartição de responsabilidades, de sentido de comando e de disciplina, que, em boa parte, ajuda a explicar a capacidade de acção e de união que marcou os portugueses que embarcaram nas caravelas dos Descobrimentos.

A súbita morte de seu irmão, el-rei D. Duarte, na vila de Tomar, em 1438, não pode ter deixado de perturbar fortemente o Infante das Descobertas. Nota-se, desde então, uma preocupação mais acentuada, por parte dele, em relação ao espaço que viria a ser o seu túmulo e às celebrações religiosas que deveriam ser asseguradas pelos frades dominicanos por sua alma.

Certo é que, já no testamento de seu pai, lavrado em Sintra, a 2 de Outubro de 1426, ficava expressa a vontade do rei da Boa Memória de que, neste cenóbio e capela ou panteão que aqui fazia erguer, citamos: “pellos jazyguos das paredes da capela todas em quadra, asy como sam feytas, se possam lamçar filhos e netos de rreix e outros nom”7.

D. Henrique sempre gozou de uma especial proximidade com seu pai. Não estranha que, reflectindo no inevitável fim da sua vida, também, depois de morto, desejasse ficar junto dos seus progenitores. A primeira manifestação documentada desse desiderato chega-nos em carta de 1 de Junho de 1439, pela qual os regentes do Reino, a rainha viúva D. Leonor e o Infante D. Pedro, concedem ao Infante e Duque de Viseu e senhor da Covilhã, licença:

“Que elle possa aver huum altar e huum jazigoo pera sseu corpo na capeella delrrey meu avoo, cuja alma Deus ajam que ho no moesteyro da Vitoria, junto com ho outro do jfante dom Pedro, duque de Cojnbra e ssenhor de Montemoor, meu muyto amado e prezado tyo, a saber, ho altar junto com ho outro altar sseu he jazigoo per esta guissa.”8

Em 1444, o regente D. Pedro reconhecia a seu irmão o estabelecimento que este promovera de uma feira franca em Viseu, autorizando-o a apropriar, à capela que ele tinha no Mosteiro da Batalha, o rendimento dos alugueres das barracas aos feirantes9. A 8 de Março de 1449, nas vésperas da fatídica batalha de Alfarrobeira, onde viria a morrer o ex-regente do reino, D. Afonso V renovou esta concessão, nos mesmos e exactos termos, a seu tio10.

Lembremos, por fim, que, por carta régia de 14 de Junho de 1474, foi acrescentada ao sustento da capela do Infante D. Henrique, neste Mosteiro, a tença de quatro mil reais para um anal de missas, os quais seriam pagos na Casa da Guiné11.



4 - Junto de seu pai, como referimos, quis o Infante dos Descobrimentos marítimos portugueses receber sepultura, como declarou reiteradamente no seu segundo e último testamento, por ele subscrito a 28 de Outubro de 1460:

“Item mando que ho meu corpo seja lançado no muimento que estaa pera mym onde jaz elrrej meu ssenhor e padre, no mosteiro de Sancta Maria da Ujtoria. E, se morrer fora, que seja leuado chãamente e assy seja soterrado e ssem doo, que mando que por mym nom façam; mas, chãamente e honestamente, seja encomendado a Deus com oras e mjssas acustumadas e oferta e dalhas que o meu testamenteiro ouuer por bem, o que faram conpridamente paguar, desencarreguando mjnha conçiençia.”12

Neste Mosteiro, em que o Navegador “a Deus prazendo, entendia de jazer”13 foi, pois, solenemente sepultado.

Acautelara previamente o Infante que queria que aqui se cantassem para sempre “tres capellas”, cuja liturgia determinara minuciosamente em cartas que deixava à guarda do seu testamenteiro. Para custear estas capelanias de missas e ofícios por sua alma, o Infante contratara-se, havia anos, com os padres conventuais deste Mosteiro, determinando que as celebrações em causa seriam pagas, anualmente, no montante de 16 marcos de prata, pagos, generosamente, reconheçamos, em prata pelos rendimentos das suas terras de Tarouca e de Valdigem14.

Nos três anos seguintes à sua morte, todos os encargos e dívidas que deixava, bem assim as despesas com as celebrações por “descarreguamento de minha conciençia” e com sua sepultura, deveriam ser pagos dos seus bens, a saber, o assentamento que lhe estava consignado na fazenda régia, as saboarias do Reino, as Ilhas da Madeira e Porto Santo e a Deserta, a Guiné com suas ilhas e toda a sua renda, e o quinto das enxavegas e das pescas de atuns e corvinas e Lagos e Alvor15.

É bem possível que uma parte dos códices litúrgicos da capela palatina do Infante tenham vindo enriquecer, depois da sua morte, o espólio da sua capela funerária. A 17 de Novembro de 1461, regista-se a entrega, por um executor testamentário de D. Henrique, a Fr. João Martins, provedor das obras do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, de “huma estante de ferro pera a capeella” do Infante16.



5 – Em Santa Maria da Vitória se cultuou, desde então, a memória deste Infante.

Uma memória diferenciada da dos irmãos. Basta verificar que o seu túmulo tem uma estátua jazente em que o Infante é apresentado na solenidade dos trajes principescos e de fundador da casa ducal de Viseu. As fontes históricas coevas do Infante sugerem que lhe foi devotada a aura de santidade.

Narra Diogo Gomes de Sintra, seu criado e panegirista, como Zurara, que, por mandado do rei D. Afonso V, em Julho de 1461, se dirigiu a Lagos, citamos, “junto do corpo do Infante a dar o que era necessário aos sacerdotes que se entregavam a continuas vigílias no ofício divino.”

Refere Diogo Gomes que o monarca lhe mandara:

“Que visse com cuidado se o corpo do Infante estava decomposto, porque queria trasladar os seus ossos para o mosteiro que se chama Santa Maria da Batalha, obra muito bela que o rei Dom João, seu pai, edificara com os Frades da Ordem dos Pregadores.

Eu, pela minha parte, chegando junto ao cadáver, descobri-o e encontrei-o seco e íntegro, com excepção da ponta do nariz. Achei-o revestido de um cilício áspero de cerdas de cavalo. Bem canta a Igreja: “Não consentirás que o teu santo veja a corrupção”.

Este senhor Infante permaneceu virgem até à morte e em sua vida praticou muitas boas obras que seria muito longo enumerar.

Então o rei mandou que o seu irmão, o Infante Dom Fernando, Duque de Beja, com os bispos e os condes fossem buscar o corpo até ao mosteiro da Batalha, acabado de referir, onde o rei o esperava. Foi deposto o corpo do Infante numa grande e belíssima capela que fez o pai dele, o rei Dom João; aí jaz esse mesmo rei e a sua esposa Dona Filipa, mão do Infante, e os seus cinco irmãos, todos eles de memória digna de louvor para sempre. Descansem na paz dos santos; amen.”17

Um corpo incorrupto que ainda hoje podemos entrever admirando a sua estátua jacente, deposta sobre a pedra do seu túmulo, manifesto definitivo da sua imagem de homem que o seu principal biógrafo e panegirista, Gomes Eanes de Zurara, referiu ter tido:

“A estatura do corpo em boa grandeza e foe homem de carnadura grossa e de largos e fortes membros. A cabelladura avya algum tanto alevantada. A coor de natureza branca, mais polla continuaçom do trabalho, por tempo, tornou doutra forma. Sua presença, do primeyro esguardo, aos nom husados era temeroso, arrebatado em sanha, empero poucas vezes, com a qual avya muy esquivo sembrante.”

O Infante revelava muito bem a sua identidade genética na sua fisionomia, tão discutida nos últimos anos, não escondendo o sangue inglês, que herdara por linha materna, aparentando claras parecenças com seu pai D. João I. É esse rosto que se gravou na estátua do seu túmulo e que, neste momento, pelo cinzel de novas gerações de canteiros batalhenses se volta a reproduzir em busto público, para mais larga admiração de todos, em praça contígua a este monumento.

Neste Mosteiro, pois, em que se ilumina o sentimento da alma pátria, repousam os restos mortais daquele cuja memória hoje, uma vez mais e num gesto repetido pelos séculos, celebramos. O Infante que impulsionou e sonhou os Descobrimentos, aquele que, na velha Europa, usando palavras do cronista Rui de Pina, “mandou primeiramente navegar e descobrir pello mar oceano.” Dessa verdadeira gesta e manifesto civilizacional recebeu Portugal, recorrendo a palavras do mencionado memorialista dos príncipes de Avis, “muyto bem e proveito”.



6 - Não cumpre, aqui e agora, estabelecer uma outra biografia deste príncipe e grande de Portugal. O momento é de celebração e traduz a importância que, entre nós portugueses dos alvores de uma nova centúria e de um novo milénio, se reconhece ao legado histórico de uma vida e de uma obra de todo invulgares nos destinos de Portugal e da Humanidade. O historiador deve também ser cidadão e partilhar com os seus contemporâneos o preito de homenagem e de memória que agora se tributa.

Se procurarmos uma lição de síntese, no que nos chegou de mais ideal na memória do Infante de Sagres, encontrá-la-emos na sua divisa heráldica. Por empresa, o Infante escolheu a azinheira carregada de glandes, símbolo da força e da sabedoria, símbolo de uma firmeza e de uma tenacidade bem portuguesas. Por moto, D. Henrique elegeu a expressão “Talent de bien faire.” Uma divisa feliz para um príncipe sem coroa desta grandeza.

O Infante teve, de facto, a capacidade e a inclinação para a realização do bem, de um bem-fazer que se traduzia e associava, naquele seu tempo tão distante de nós, na ideia de “bem comum”, de comunidade. “Bien faire” significava, sobremodo, fazer o “bem comum”. Este foi um ideal político muito presente nas primeiras gerações da Dinastia de Avis, esse “talant de bien faire”, de lealdade a um Portugal renovado, de serviço à causa pública.

Mau grado todas as leituras e todos os debates que se teçam em torno desta egrégia figura da história de Portugal e do Mundo, mais críticos ou mais elogiosos, não poderemos nunca deixar de lhe atribuir a importância ímpar que ele assumiu, no contexto e nas circunstâncias do seu tempo e do seu espaço civilizacional, nos destinos históricos daquele Portugal das Descobertas que “matavam a fome a muita gente”.

Por mais que se reescreva a sua biografia, e hoje, tenhamos noção disso, este acto de comemoração reitera, também ele e de vários modos, a continuidade de uma reescrita cívica dessa vida de um “filho ditoso” de Portugal, encontraremos sempre na margem cimeira, de qualquer texto que se lhe dedique, o reconhecimento do seu legado maior. O reconhecimento de um grande homem de Estado, do construtor de uma obra que se inscreve nos trilhos de todos aqueles homens da História Universal dotados desse insondável dom e incrível mistério do “talento de bem-fazer”.

Desse escol de grandes homens faz parte o Infante D. Henrique. Na sua vida abriram-se os seus destinos de um Portugal moderno. Um Portugal congregado em torno de um projecto de renovação, de grandeza, de expansão dos horizontes “por mares nunca de antes navegados”, assim se construindo a maravilhosa epopeia pátria na sua interminável viagem pelo tempo. Desse mesmo tempo que se suspende quando entramos, pequenos, neste magnífico templo gótico em que se contemplam os mistérios do mundo português de Quatrocentos.



TÁBUA BIBLIOGRÁFICA

DOCUMENTAÇÃO Henriquina. Introd. E org. José Manuel Garcia. Maia: Castoliva Editora, 1995.

FONTES Históricas e Artísticas do Mosteiro e da Vila da Batalha (Séculos XIV a XVII). Ed. Saul António Gomes. Lisboa: Ippar, 2002-2004.

MONUMENTA HENRICINA (Dir. António Joaquim Dias Dinis), 15 vols. Coimbra: Atlântida, 1960-1974.

PEREIRA, Duarte Pacheco – Esmeraldo de Situ Orbis. Lisboa: Sociedade de Geografia de Lisboa, 1975.

PINA, Rui de – Crónicas de… Introdução e revisão de M. Lopes de Almeida. Porto: Lello & Irmão – Editores, 1977.

PRADO, Fr. André do – Horologium Fidei. Diálogo com o Infante D. Henrique. Introdução, tradução e notas de Aires A. Nascimento. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses – Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1994.

SINTRA, Diogo Gomes de - Descobrimento primeiro da Guiné. Edição crítica de Aires A. Nascimento. Introdução de Henrique Pinto Rema. Lisboa: Colibri, 2002.

ZURARA, Gomes Eanes de – Crónica dos feitos notáveis que se passaram na conquista da Guiné por mandado do Infante D. Henrique. Ed. Torquato de Sousa Soares. 2 vols. Lisboa: Academia Portuguesa da História, 1978-1981.

ACTAS dos Congresso “Infante D. Henrique, Viseu e os Descobrimentos”. Viseu: Câmara Municipal de Viseu, 1995.1

COSTA, João Paulo Oliveira e – Henrique, o Infante. Lisboa. A Esfera dos Livros, 2009.

GOMES, S. A – O Mosteiro de Santa Maria da Vitória no Século XV. Coimbra; Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1990.

IDEM – Vésperas Batalhinas. Estudos de História e Arte. Leiria: Edições Magno, 1997.

IRIA, Alberto – O Infante D. Henrique no Algarve. Estudos Inéditos. Lagos: Centro de Estudos Gil Eanes, 1997.

NEMÉSIO, Vitorino – Vida e obra do Infante D. Henrique. Lisboa: Leya, 2010.

RUSSEL, Peter – Henrique, o Navegador. Lisboa: Livros Horizonte, 2004.

SOUSA, João Silva de – A Casa Senhorial do Infante D. Henrique. Lisboa: Livros Horizonte, 1991.

THOMAZ, Luís Filipe – De Ceuta a Timor. Carnaxide: Difel, 1994.





Notas
2 Livro I, Capº 33.

3 Citado por S. A. Gomes – O Mosteiro de Santa Maria da Vitória no Século XV. Coimbra: Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1990, p. 355, nota 4.

4 Rui de Pina, Crónica de el-Rei D. Afonso V, Capº 144; MH, Vol. XIV, Doc. 19, p. 84.

5 Os Lusíadas, IV, 50.

6 Fontes Documentais e Artísticas... I, Doc. 78, p. 197.

7 MH, Vol. III, Doc. 70.

8 MH, VI, Doc. 133.

9 MH, Vol. VIII, Doc. 84.

10 MH, Vol. X, Doc. 15.

11 S. A. Gomes – O Mosteiro de Santa Maria da Vitória…, p. 355.

12 MH, Vol. XIV, Doc. 11, p. 27.

13 MH, XIV, Doc. 11, p. 27.

14 MH, Vol. XIV, Docs. 7, 9, 11 e 19.

15 MH, Vol. XIV, Doc. 11, pp. 27-29.

16 MH, Vol. XIV, Doc. 127, p. 299

17 Diogo Gomes de Sintra, Descobrimento primeiro da Guiné. Edição crítica de Aires A. Nascimento. Introdução de Henrique Pinto Rema. Lisboa: Colibri, 2002, pp. 67-69.

Rosas do Lena apresentou espectáculo etnográfico em Viana

O rancho folclórico Rosas do Lena apresentou no dia 21 de Novembro, em Viana do Castelo, o espectáculo etnográfico "Alta Estremadura", composto pelos quadros etnográficos "Um Serão na Alta Estremadura" (enfeite de ofertas da Santíssima Trindade, cantigas de serão, romances, curas e benzeduras e o fandango bailado em cima de um alqueire) e "A Batalha a Cantar e a Dançar, da Quaresma a Santo António" (cânticos da Quaresma, desfile das ofertas da Santíssima Trindade, "Encamisada" – círio a Santo António com as loas deitadas pelos "anjos", e casamento tradicional).

Este espectáculo foi integrado numa expressiva manifestação etnográfica, com representantes doutros pontos do nosso país, promovida pelas Cantadeiras do Vale do Neiva.

162 - Voz de vós

Semana Cultural
Por Joana Valério e David Lucas


A 17.ª Semana Cultural da Golpilheira decorreu de 6 a 14 de Novembro. O programa foi variado, com propostas muito diversas. Uns dias foram mais participados, outros menos. Fomos à rua ouvir algumas pessoas, para saber a sua opinião:
1 – Participou nesta Semana Cultural?
2 – Que achou do cartaz, o que gostou mais e menos?
3 – Sugestões para a próxima edição?

Conceição Guerra, 58 anos, Doméstica
1 – Participei um pouco.
2 – Gostei do arraial no Carvalhal (as danças do Rancho Folclórico), do colóquio sobre a saúde e do passeio pedestre.
3 – Penso que devem continuar a existir iniciativas como estas, nomeadamente os rastreios à população e as caminhadas, que contribuem para o nosso bem-estar e para o convívio entre a população.

Conceição Fernandes, 53 anos, Agricultora
1 – Participei.
2 – Gostei do arraial no Carvalhal, do colóquio sobre a saúde, é sempre bom aprendermos mais alguma coisa, e do passeio pedestre. No que não participei não me posso pronunciar.
3 – Penso que deve continuar a haver a Semana Cultural, gostava que houvesse também um almoço dos jovens de meia-idade, à semelhança do que acontece com os idosos, para o convívio com a população.

Francisco Brogueira, 38 anos, Encarregado de Limpezas
1 – Sim.
2 – Razoável. Gostei da festa dos anos 80 e da sessão de esclarecimento da Junta de Freguesia. Negativamente, talvez a execução do TT nocturno, que não se adequa muito a uma semana cultural.
3 – Para a próxima, poderia abordar aspectos mais relacionados com a cultura da freguesia, nomeadamente a sua história.

Carlos Nazário, 52 anos, Metalúrgico
1 – Participei.
2 – O cartaz foi bom. Gostei da noite do arraial popular de São Martinho e tenho pena que o cartaz da semana cultural não fosse divulgado com mais antecedência.
3 – Divulgação com maior antecedência do cartaz.

162 - Energias renováveis

Eólica
Por David Lucas


As energias renováveis estão cada vez mais em voga. São inúmeras as soluções que nos apresentam para que deixemos de usar os combustíveis fósseis, ditos não renováveis. Existem três tipos de fontes consideráveis: terrestre, gravitacional e solar. Cada uma destas pode derivar em diferentes fontes, nas seguintes variações de energia: geotérmica, marés, biomassa, radiação solar, hidráulica, térmica oceânica, cinética do vento (eólica) e das ondas. Há ainda outros tipos de renováveis ao nível de resíduos agrícolas, urbanos e industriais – estes provenientes da mão humana. O conceito renovável pode trazer dúvidas sobre o seu significado. No essencial, e aplicado à produção de energia, entende-se como algo que pode sofrer ciclos de transformação ou aproveitamento indeterminadamente. Compreendem a importância disto? São fontes de energia inesgotáveis!

Reportando agora para a energia eólica (produzida a partir do vento), pode referir-se que o aproveitamento do vento já é feito há umas centenas, senão milhares de anos, onde as embarcações à vela ou a própria moagem de cereais são um bom exemplo de como o homem já delineou esta estratégia há algum tempo. Na actualidade, verificamos nos cumes das montanhas do nosso país a quantidade de aerogeradores (aquelas ventoinhas gigantes) que parece proliferar e romper algumas zonas que até há pouco tempo eram paisagem.

Mas como é que acontece a produção de energia?

A energia surge devido ao aproveitamento das correntes de ar, ou da energia cinética (movimento) contida no vento. Esta energia é transformada em energia mecânica (rotação das pás), que posteriormente é transformada em energia eléctrica, através de um gerador eléctrico. Por curiosidade, sabem como é que o vento se forma? R: Se analisarmos a superfície terrestre, verificamos que existem diferentes temperaturas nos diversos pontos do globo, e esta diferença causa o movimento de massas de ar que originam aquilo a que chamamos vento – é fácil!

Rentabilidade da energia eólica?

Posso enunciar alguns custos de investimento, nomeadamente a compra de terrenos, custo da turbina, construção civil (apoio à montagem da estrutura), ligação à rede e tem um custo de operação e manutenção reduzidos (comparativamente a outras). O investimento inicial avultado deste tipo de aparelhos foi, ao longo dos anos, um entrave na sua proliferação enquanto energia sustentável, já que os seus benefícios não se observavam a curto prazo. Este investimento começou em Portugal no ano de 1986, na Ilha de Porto Santo (Madeira).

O nível de rentabilidade deste tipo de sistemas depende grandemente do factor de utilização das turbinas. A intermitência dos ventos gera algumas vezes períodos mortos que lhe retiram a eficácia. Poderão achar estranho, mas um dos períodos com maior aproveitamento é o Verão, quando as correntes de ar quente passam para o litoral do país (em Portugal).

Em opinião própria, acho bem o investimento neste tipo de estruturas, mas há que ser consciente e verificar se o investimento feito é compensatório comparativamente a outras energias renováveis. Temos de compreender o porquê do investimento e a sua finalidade. Ver, por exemplo, se este tipo de estruturas (eólicas) não fazem parte de uma operação de marketing, já que têm um impacto visual enorme. Esse impacto já deu frutos internacionalmente, com o jornal "New York Times" a afirmar que 45% da energia consumida em Portugal é proveniente de renováveis (há dois anos eram 17%). Mas analisemos: qual foi o custo para o consumidor? E qual o benefício?

162 - Economia

Se poderíamos viver com FMI?!...
Por Cristina Agostinho


Ultimamente, temos sido assombrados com notícias da possível intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) na política económico-financeira. Contudo, ainda não tivemos espaço para percebermos se essa intervenção seria prejudicial ou benéfica para nós, comuns cidadãos.

O FMI é uma organização internacional que pretende assegurar o bom funcionamento do sistema financeiro mundial. As principais funções que lhe estão cometidas pelos seus estatutos e pelas orientações do seu Conselho de Governadores resultam do objectivo fundamental para que ele foi criado no final da II Grande Guerra. Através de assistência técnica e financeira, garante: a supervisão do sistema financeiro internacional, de modo a evitar crises graves da economia internacional, em geral, e nas economias dos seus países-membros, em particular; e a monitorização das taxas de câmbio e da balança de pagamentos.

O que mudaria nas nossas vidas se o FMI viesse auxiliar Portugal? Isto não deveria ser novidade, pois já esteve cá duas vezes, em 1977 e em 1983. Para tentar perceber quais as implicações que tal intervenção poderia trazer, escutámos, com base numa entrevista da Agência Lusa, a opinião de alguns especialistas.

Silva Lopes, ex-ministro das finanças, lembra: “Impôs-nos uma desvalorização da moeda, porque nós tínhamos na altura uma moeda própria, que era o escudo, coisa que agora não pode impor. Impôs-nos subidas das taxas de juro e limites à expansão do crédito. Também neste momento não se pode fazer isso, porque quem manda é o Banco Central Europeu. Os salários reais caíram muito, mesmo muito, houve salários em atraso, aumento do desemprego em 1983 e até fome nalgumas zonas do país”. Mas este antigo governador do Banco de Portugal não tem dúvidas de que o FMI salvou a economia portuguesa: “Se não fosse o FMI, nós tínhamos tido uma desgraça na economia e assim, ao fim de dois anos, estava a progredir bastante bem em qualquer dos casos. Agora o contexto mudou, pelo que a entrada do FMI, pela terceira vez em Portugal não quer dizer que vá conseguir endireitar a economia do país”. O economista João César das Neves acrescenta: “O cidadão comum vai ter de pagar mais impostos, vai receber menos subsídios do Estado, menos salários para quem trabalha para o Estado. É, aliás, o tipo de coisas que vamos ter, com FMI ou sem FMI”.

Então, como ficamos? Não estamos já nesta situação? Se poderíamos viver com o FMI?!... Podíamos, e provavelmente era a mesma coisa…

162 - Finanças

O que é e como funciona o Orçamento de Estado?
Por Anabela Lopes


São várias as definições que existem de Orçamento de Estado (em anos anteriores também designado de Plano Orçamental). Podemos porém resumir que se trata de um documento que contém a previsão e autorização das receitas e despesas a efectuar pelo Estado no ano civil seguinte. A elaboração deste importante instrumento de gestão é da responsabilidade do Ministério das Finanças, sendo aprovado pelo Governo e posteriormente apresentado à Assembleia da República, para discussão e aprovação final. Desta forma, a Assembleia da República concede autorização ao Governo para a execução orçamental. É apresentado sob a forma de Proposta de Lei, até ao dia 15 de Outubro de cada ano.

Todo este processo inicia-se habitualmente no mês de Outubro, devendo as primeiras medidas do novo Orçamento de Estado, regra geral, entrar em vigor no dia 1 de Janeiro do correspondente ano, levando a que a apresentação pública no Parlamento e primeira discussão na generalidade aconteça poucos dias após a tomada de conhecimento do documento por parte dos diversos deputados. No debate inicial, e tratando-se de uma Proposta de Lei elaborada pelo Governo, já transformada em documento da Assembleia da República, possa ser alvo de diversas propostas.

De forma mais específica, a Proposta de Lei desce à respectiva Comissão (Educação, Saúde, Finanças, etc.), onde é discutida em pormenor e sujeita às mais diversas propostas dos deputados e esclarecimentos por parte dos respectivos ministros. O documento é posteriormente fechado em sede de Comissão de Finanças e sobe ao Parlamento, onde é discutido pela última vez na sua generalidade e votado pelos deputados.

Entre as várias funcionalidades do Orçamento, destacam-se a adaptação das despesas às receitas, limitando estas últimas, e a definição de políticas financeiras, económicas e sociais, como forma de alcançar uma gestão eficiente e racional dos dinheiros públicos.

162 - Saúde

Consultas de planeamento familiar

Por Ana Maria Henriques


O planeamento familiar é uma forma de assegurar o acesso à informação sobre métodos de contracepção eficazes e seguros e a serviços de saúde que contribuem para a vivência da sexualidade de forma saudável. A prática do planeamento familiar permite que homens e mulheres decidam se e quando querem ter filhos, assim como programem a  gravidez e o parto nas condições mais adequadas.

As consultas são realizadas no Centro de Saúde e dirigidas a toda a população, podendo ser frequentadas por homens, mulheres ou casais. Têm por objectivo promover a vivência da sexualidade de forma saudável e segura, regular a fecundidade segundo o desejo do casal, preparar para uma maternidade e paternidade responsáveis, reduzir a morbilidade materna e infantil e a incidência das doenças sexualmente transmissíveis e suas consequências.

Numa fase inicial da consulta, serão explicados os procedimentos a realizar, o preenchimento do Boletim de Planeamento Familiar e a avaliação geral do estado de saúde. Avalia-se a tensão arterial, o peso, a altura, determina-se o Índice de Massa Corporal, questionam-se os estilos de vida (alimentação, hábitos tóxicos, exercício físico, etc.) e verifica-se a actualização do boletim de vacinas.

Ainda nesta fase da consulta, prestam-se importantes esclarecimentos em relação à anatomia e fisiologia dos aparelhos reprodutivos (feminino e masculino), em relação ao ciclo menstrual, ao período fértil, à fecundação e a qualquer outra questão formulada pelo utente.

Em relação a métodos contraceptivos, serão abordados temas como a sua escolha e adequação, forma e cuidados de utilização e outros métodos associados. Sobre a higiene íntima, serão referenciadas técnicas, adequação da roupa, etc. Serão também abordados temas como a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, a contracepção, a prevenção do aborto, o espaçamento de gravidezes e a infertilidade. É também o espaço adequado para a identificação precoce de sinais/sintomas anómalos.

Prosseguindo com a consulta, será efectuado o exame da mamã e realizado o ensino sobre o mesmo. Será executado a Citologia do Colo do útero (Exame citológico / Papa Nicolau) na primeira e segunda consultas, para depois, se o resultado for normal, ser realizado de três em três anos.

Esta consulta funciona também como rastreio de patologias que são depois encaminhadas para outras especialidades da saúde, como são os casos de infecções sexualmente transmissíveis, como VIH, hepatites B e C, sífilis ou herpes genital, e de outras doenças como o cancro da mama, do colo do útero e dos testículos. Poderão também ser feitos outros rastreios, como o da osteoporose, caso o médico achar necessário.

Uma vida saudável e feliz também depende de uma sexualidade saudável e segura, por isso ser acompanhado por consultas anuais nesta vertente é muito importante. Não deve faltar às consultas de seguimento e, se ainda não iniciou estas consultas, pondere no assunto, dirigindo-lhe toda a importância que merece.

162 - Beleza e Bem-estar

Massagem

por Carina Pereira


A massagem é uma técnica muito antiga e muito utilizada em quase todas as culturas. Os chineses, os egípcios e os indianos há muito tempo que conheciam os benefícios terapêuticos da massagem. Já no século II, no Império Romano, as massagens eram bem conhecidas entre os gladiadores e até o Imperador recebia tratamentos de relaxamento através de massagens. Muitos livros foram escritos nesta altura sobre as massagens de relaxamento.

As massagens relaxantes têm como objectivo aliviar a rigidez, a tensão e a dor nos músculos, para dar conforto e ajudar a dominar o stress. Muitos treinadores de atletas recomendam-na para relaxamento dos músculos antes das competições ou para aliviar as dores pós-competição.

A massagem pode também aliviar as cãibras. Se acorda frequentemente com cãibras nas pernas, experimente massajá-las antes de se deitar. As massagens nas costas e nos ombros podem ajudar a aliviar as dores do trabalho de parto, e massagens suaves são uma forma de acalmar as cólicas dos bebés. As enxaquecas e as dores de cabeça podem melhorar com massagens, e o mesmo acontece com dores na região lombar devido a espasmos musculares. A técnica da massagem aumenta o fluxo de sangue nas áreas que estão a ser massajadas, acelerando a cura. Usar óleos aromáticos durante a massagem (aromaterapia) pode ajudar a aprofundar o relaxamento.

As massagens com fins terapêuticos têm como objectivo produzir o relaxamento e a descontracção dos músculos, promovendo assim a qualidade de vida. As massagens terapêuticas são usadas muitas vezes  como complemento de outras técnicas, como a electroterapia e a hidroterapia.

Existem muitos tipos de massagens, mas todos eles englobam movimentos de deslizamento, fricção, pressão, amassamento e batimento dos músculos.

162 - Vinha

Casta de Uva Caladoc


Esta casta de uva tinta, muito cultivada na região Oeste de Portugal, região de Torres Vedras, é muito recente, sendo um híbrido resultante do cruzamento da Uva Grenache e a Uva Malbec.

Cruzamento desenvolvido em França, pelo instituto de investigação INRA, é cultivada no Sul daquele país.

A ideia de criar esta casta híbrida resultou do objectivo de obter o vigor híbrido, com características de uvas semelhantes ao Grenache, mas mais resistente a doenças, como também evitando a queda das flores, o chamado desavinho. E assim aconteceu. Os viticultores de Torres Vedras têm aproveitado, e bem, esta casta Caladoc, com sucesso nas exportações deste vinho, nomeadamente para Angola.

Esta casta é muito produtiva, resistente a doenças, com folhas largas e bagos de médio tamanho. É um vinho aromático e complexo, bem estruturado, frutado, com taninos macios e persistente. Com óptimo potencial de envelhecimento.

Opinião - Associativismo

Em bons tempos pratiquei desporto no CRG. Foram alguns dos meus melhores momentos enquanto pré-adolescente. Havia um espírito saudável que me mantinha ligado à prática desportiva e tudo funcionava, mesmo passando nós por alguns tempos mais difíceis.
Esses tempos de prática desportiva acabaram, e de alguma forma afastei-me da colectividade, numa altura em que tudo começou a crescer. Não acompanhei de forma muito atenta esse crescimento, mas, no meu entender, essa evolução não foi totalmente benéfica. Compreendi a necessidade de fazer mais e melhor, e a obra está feita, mas agora sinto que há um vazio nos corredores da colectividade. O associativismo, na verdadeira essência da palavra, dispersou-se, ou seja, já não o é. Privatizou-se com a própria evolução e com a obra feita.

Era saudável para a colectividade mudar este "estado de alma", ou não tendo ela vontade própria, que nós a mudássemos. Contra mim falo, que não tive o discernimento de compreender isso mesmo atempadamente, mas nunca é tarde. Não precisamos de lhe dar aquilo que não temos ou dar demasiado, basta o suficiente para sentir que contribuímos.

David Lucas
A minha gravidez – Diário

Alison Mackonochie
Ilustração: Claire Garland
Arteplural
O dia em que a gravidez é confirmada marca o início de uma incrível jornada de 9 meses. É entusiasmante, mas pode também ser assustadora, pelo que é importante saber o que esperar e preparar-se devidamente. Este diário irá acompanhá-la ao longo de cada etapa, lembrando exames, consultas médicas, aulas de preparação para o parto, listas úteis de preparativos, etc., podendo ainda registar nele os resultados dos testes e os pensamentos e experiências pessoais, bem como guardar fotografias e lembranças em envelopes dedicados. No fundo, será um companheiro de viagem e uma recordação detalhada, prática e pessoal desta altura tão especial da sua vida.



As rãs que pensavam que eram peixes
Cristiano Ghibaudo
Ilustração: Elisabetta Stoinich
Gestãoplus
Clima óptimo, comida abundante, ausência de predadores: o Charco Tranquilo parece ser o sítio ideal para viver. As rãs deste charco vivem tão bem que chegaram ao ponto de acreditar que são peixes! Mas a jovem Lara não se deixa convencer pela filosofia de «gozar e deixar andar»; uma inquietação interior leva-a a questionar o próprio sentido da vida. Decide então fazer algo inédito: abandonar o charco e partir à descoberta do mundo. Assim, inicia uma viagem que a levará ao encontro de aliados e também inimigos; descobre coisas novas, comete erros e, sobretudo, aprende – a dar saltos cada vez maiores, a ultrapassar as fronteiras das suas limitações e a não renunciar aos sonhos, aconteça o que acontecer…



Rubi
Kerstin Gier
Contraponto
O que fazer quando alguém se dá conta de que subitamente está no passado – num passado longínquo, não de décadas, mas de séculos? Bem, em primeiro lugar há que manter a calma – é o que Gwendolyn pensa. E vai-lhe ser necessária muita calma, quando descobre ter herdado da família um invulgar gene que lhe permite viajar no tempo… Com o arrogante (mas muito giro!) Gideon como companheiro de viagem, daqui em diante as surpresas não param. Por ser a mais jovem portadora do gene, Gwendolyn é escolhida para uma missão muito importante: viajar por várias épocas para impedir alguns erros e, basicamente, pôr o passado em ordem! E descobrir que o passado já não é o que era, mas, seja em que século for, os opostos continuam a atrair-se...



Ancorar o Amor
Joaquim Santos
Ilustração: Ricardina Silva
Folheto Edições & Design
O conteúdo desta publicação é uma viagem profunda aos vários tipos de Amor que o ser humano pode experimentar. Toca fundo nas sensibilidades de cada um, numa perspectiva de afectos, de introspecção, de análise individual e colectiva. Promove o realismo, mas também o sonho, numa utopia possível de concretizar. Remete-nos para os tempos ancestrais, para a vivência tradicional, os valores aliados aos costumes e a educação no respeito, numa viagem em perfeita sintonia com o verbo Amar. Mas também demonstra os seus exemplos práticos. No final, o autor presenteia os leitores com um conto de Amor entre dois seres que, despidos de interesses secundários, se unem de uma forma absolutamente deslumbrante.



Liberdade para o Tibete
Dalai Lama
Pergaminho
O olhar do mundo recai hoje sobre a China e a situação do Tibete. Imagens de manifestações pacíficas em Lhasa, da repressão do governo chinês e das prisões em massa comovem o mundo. Dalai Lama, líder espiritual do povo tibetano, tem um papel decisivo nas relações com a China. E, do seu ponto de vista, a resolução para este conflito só pode advir da paz e da confiança. Este livro reúne, pela primeira vez, todos os seus discursos e escritos acerca da situação política do Tibete – incluindo apelos a instituições internacionais e um plano específico de paz e reconciliação. Trata-se de uma abordagem espiritual de um conflito considerado político, que nos revela o verdadeiro poder dos ensinamentos budistas.



Linha Avançada - Nos bastidores do futebol
José Nunes (Antena 3)
Bertrand Editora
Da rádio para o livro, a “Linha Avançada” de José Nunes aventura-se nos bastidores do futebol, mostra como tudo se processa, faz o ponto de situação e desvenda os mistérios e histórias para lá das quatro linhas. Toni, Manuel José, Octávio Machado, Carlos Manuel ou Jorge Coroado são apenas alguns dos nomes que contam, na primeira pessoa, tudo aquilo que não sabemos sobre o futebol. E mais ainda: dos títulos de jornais mais criativos, às histórias rocambolescas do Mundial e do mundo da bola em geral, às figuras, ícones e cromos da Linha Avançada nada falta neste compêndio futebolístico. O público pediu e José Nunes rematou para golo!



Diz Sempre que Sim…
Miguel Portela
“Diz sempre que sim...” é o sugestivo título do novo livro de poesia de Miguel Portela. Já com diversas publicações editadas, o autor lança pelos versos os seus estados de alma, numa partilha “de uma simplicidade e beleza contagiante”. As dúvidas existenciais surgem nos seus poemas como inquietação, como pergunta que tem, muitas vezes, respostas contraditórias. Um sim e um não que se cruzam nas relações entre si e os outros, normalmente mediadas pela natureza, em especial o mar. O mar que é cenário frequente, com o vento, a noite, a relva do chão, espaços onde o sonho voa acordado. As palavras de Miguel Portela são breves, mas mais profundas do que um primeiro olhar possa julgar.



José Saramago - Da Cegueira à Lucidez
António José Borges
Zéfiro - Edições e Actividades Culturais
Esta obra é um convite a um verdadeiro percurso ideológico e literário, através de visão muito própria da obra de José Saramago. Uma obra literária através da qual o autor procura revelar os verdadeiros objectivos da obra deste Prémio Nobel da Literatura, nos limites do percurso entre o “Ensaio sobre a Cegueira” e o “Ensaio sobre a Lucidez”, passando por “Todos os Nomes”, “A Caverna” e “O Homem Duplicado”. Nesse caminho, analisa três aspectos relevantes: o tratamento da religião e o papel de Deus; o discurso aforístico; e o papel do cão nos seus romances. Editado pela Zéfiro e inserido na colecção Nova Águia, este livro tem prefácio do escritor Miguel Real e posfácio de Elsa Rodrigues dos Santos.



365 Piadas Inéditas
Civilização Editora
Este é já o quarto volume desta colecção “365 Piadas”, destinada a leitores a partir dos 7 anos, mas até os de 107 irão rir da primeira à última página com as suas cujas anedotas, lengalengas, adivinhas e outras graças. Sendo já uma dos grandes bestsellers da Civilização Editora, promete animação do primeiro ao último dia do ano, sendo todas os textos inéditos em relação a outros volumes. Para uma ideia, aqui fica a piada de 28 de Abril: “- O meu cão é extraordinário. / - Ah sim? / - Sim. Todas as manhãs me traz o jornal. / - Oh! Mas isso não tem nada de extraordinário. / - Tem, tem: não sou assinante!”.



O Novíssimo Testamento
Mário Lúcio Sousa
Publicações D. Quixote
O escritor cabo-verdiano Mário Lúcio Sousa é também líder do grupo “Simentera”. No passado dia 12, apresentou em Coimbra o seu quarto disco a solo, “Kreol”, e o seu novo romance “O Novíssimo Testamento”. Nesta obra, galardoada com o Prémio Literário Carlos de Oliveira 2009, atribuído pela Câmara de Cantanhede, reinventa as Escrituras Sagradas e coloca a hipótese de Jesus ter sido mulher, recorrendo a um discurso humorístico muito próprio da realidade cabo-verdiana. Esta reencarnação imaginária transpõe para o contexto actual, no corpo de uma mulher africana, o embate eterno do “Messias” com os preconceitos sociais, religiosos e políticos.



Os Mágicos
Lev Grossman
Planeta
Quentin Coldwater, um aluno do liceu intelectualmente precoce, foge ao tédio da vida diária lendo e relendo uma série de livros de fantasia passados num país encantado chamado Fillory. Como toda a gente, o jovem parte do princípio de que a magia não é real, até que se vê de repente admitido num colégio de magia muito secreto e muito exclusivo, a norte de Nova Iorque. Inicia um complicado e rigoroso curso de feitiçaria moderna, ao mesmo tempo que descobre as alegrias da vida escolar: amizade, amor, sexo e bebida. Porém, falta-lhe qualquer coisa para atingir a felicidade e a aventura com que sonhava... Um livro para os apaixonados por Harry Potter ou o mundo mágico de Nárnia.



Lennox
Craig Russell
Guerra & Paz Editores
Craig Russell, autor traduzido para mais de 20 línguas, regressa às livrarias portuguesas com mais um bestseller mundial. O detective privado Lennox, que dá o nome ao primeiro livro desta série policial, encontra-se na cidade errada à hora errada: Glasgow. Em 1953, a guerra terminou mas a luta nas ruas está apenas a começar, e ele está no centro das atenções. Entre o crime e a legalidade, entre a honra e a ganância, Lennox tem apenas uma certeza: este é um sítio onde só os mais duros e implacáveis sobrevivem. Sem esperar, os papéis invertem-se: o detective dá por si no local do crime e tudo aponta para que ele próprio seja o criminoso. Uma história que reúne suspense, mistério, acção e um apurado sentido de humor.



Nuvens Cinzentas de Maio
Álvaro Góis
Papiro Editora
A vida passa e as memórias ficam, como tentativas de eternizarem as verdades nunca plenas e finais. Assumindo a missão de espelhar essa realidade, este romance conduz-nos num interessante percurso temporal e transversal à vida portuguesa nos conturbados anos de profunda transição política, em que se vivia procurando libertar as últimas amarras da ditadura e ensaiar os primeiros passos em democracia. Terá valido a pena? A dúvida persiste nos que são cépticos, até perante a maior evidência, porém, não poderão ignorar que o bem‑estar do presente – se é que ele existe – é, também, fruto das terríveis dores e angústias já sofridas por uma sociedade que avança corajosa sobre o chão movediço que percorre.



As Aventuras do Gui
Clara Campos e Leonor Noronha
Ilustrações: J. C. Cintra Costa
Word Ink / Coisas de Ler
Com 12 livros já editados, esta é uma colecção infantil que narra as aventuras do Gui e dos seus dois amiguinhos, a Madalena e o Joca, com os quais as crianças se vão facilmente identificar. As narrativas simples e divertidas transmitem às crianças valores de família, amizade, companheirismo e respeito pelo próximo, enaltecendo em simultâneo a mística benfiquista. A beleza das ilustrações, de traço cuidado e apelativo, é outro dos pontos que enriquece e torna única esta colecção, que vai conquistar não só os mais novos como também os adultos. Este é um Produto Oficial do Sport Lisboa e Benfica. Na imagem, duas dessas histórias: “A Visita de Estudo do Gui” e “O Natal do Gui”. Info: www.asaventurasdogui.pt.



Ernesto – O Menino com Gaguez
Mónica Gaiolas
Ilustrações: Zeca Cintra
Prefácio: Pedro Strecht
Coisas de Ler
A gaguez é uma patologia da comunicação que afecta não só a criança que gagueja mas também todo o seu meio envolvente: a criança sente-se triste, os pais e familiares não sabem como ajudá-la e a sociedade nem sempre reage da melhor maneira. Este livro infantil visa colmatar essas lacunas, introduzindo o tema da gaguez, de forma lúdica e aprazível, permitindo que a criança não se sinta sozinha, vá desmistificando os seus medos e desenvolva comportamentos comunicativos que promovam a fluência da fala. É igualmente um importante e único, até à data, material de apoio na intervenção terapêutica de psicólogos, terapeutas e outros profissionais saúde e educação.



As mais belas histórias de Natal
Disney
Publicações D. Quixote
A magia do Natal é celebrada neste maravilhoso livro de histórias dos teus personagens favoritos da Disney e da Disney/Pixar. Vais poder celebrar o Natal com a Pequena Sereia Ariel numa festa no mar. Ou então ajudar a enfeitar uma árvore de natal com o Buzz e com o Woody no mundo de Toy Story. Ou ainda passar algum tempo com a família e com os amigos do Nemo, do Marlin e da Dori. Enfim... em dez histórias cheias de espírito natalício, podes juntar-te também à Cinderela, ao Mickey Mouse, à Branca de Neve, ao Winnie The Pooh, aos Monstros & Companhia, à Bela e o Monstro e aos 101 Dálmatas. O melhor mesmo é ler todas as aventuras e divertires-te a valer!



Deixa-me entrar
John Ajvide Lindqvist
Contraponto
Oskar e Eli, de formas diferentes, são ambos vítimas. É por isso que, contra todas as probabilidades, se tornam amigos. Oskar tem 12 anos e vive com a mãe num bairro social em Balckeberg, um subúrbio cinzento e pacato de Estocolmo. O pai desapareceu das suas vidas e ele é vítima de violência na escola. Eli é a rapariga que vai viver para o apartamento ao lado. Eli não vai à escola e só sai de casa à noite. Presos cada um na sua solidão, Oskar e Eli encontram um no outro a compreensão que o mundo lhes nega. E quando o lado mais obscuro de Eli se revela, Oskar descobre o verdadeiro preço da amizade…



Einstein – Biografia
Laurent Seksik
Bertrand Editora
Este livro revela a grandiosa vida do génio Albert Einstein (1879-1955). Alemão de nascimento depois naturalizado americano, escreveu ao presidente Roosevelt para impedir que os nazis conseguissem a bomba atómica, recebeu o Nobel da Física pela audaciosa hipótese da natureza corpuscular da luz e era um pai carinhoso de dois filhos. Dedicou-se plenamente ao sionismo, foi ameaçado pelo regime nazi, mas recusou a presidência do Estado de Israel e chegou a ser considerado por McCarthy como “inimigo da América". Foi um homem fora do comum, profundamente pacifista e humano, cuja vida mudou quando aos 5 anos descobriu a bússola e que, vinte anos mais tarde, mudou a maneira como vemos o Universo.



Monster High – Uma escola diferente
Lisi Harrison
Contraponto
Frankie Stein fica em pulgas quando os seus pais lhe dizem que está pronta para ir para a escola. Ela tem muitas expectativas para o liceu – fazer amigos, fazer brilhar o seu espectacular guarda-roupa em público... Frankie passara toda a sua vida (os seus 15 dias de existência) no laboratório do pai, e os seus únicos amigos são os Glitterati (os seus ratos de estimação) e os pais. Para além da pele verde, dos parafusos no pescoço e das costuras que lhe seguram os membros, não há nada de estranho nela. Mas Frankie fica muito preocupada quando descobre que ela e os outros monstros vão ter que se misturar com os normais. Monstrifica-te! Não vais querer ficar out! Vê mais em www.monsterhigh.com.



História de Portugal e do Império Português – Vol 1
A. R. Disney
Guerra & Paz
Segundo Sir John Elliott, professor de Oxford, “nesta impressionante obra em dois volumes sobre a história de Portugal e do seu império ultramarino até ao início do século XIX, A. R. Disney produziu um trabalho de síntese que era há muito esperado. Actualizada em termos académicos, com uma exposição lúcida e coerente, a obra – que habilmente combina a narrativa com a análise – será o ponto de partida essencial para todos os interessados nas origens e carácter do primeiro verdadeiro império global na história mundial.” O Times Literary Suplplement também não poupa adjectivos: “Um feito notável, que combina rigor e lucidez, oferecendo ao leitor uma orientação especializada num terreno histórico complexo e variado”.

162 - Sugestões Musicais

Strambolic circus

The Gilbert’s Feed Band
Roots and Rhythms / Ovação
Esta é uma banda que tem resistido ao tempo. Após 20 anos de carreira, com algumas evoluções de sonoridade e de composição, apresentam agora este “Strambolic Circus” com ritmos de festa e de dança verdadeiramente contagiantes. Partindo de uma base de inspiração na música cigana romena, as músicas aparecem retemperadas com um “ska” adocicado, muito melodioso, que se juntam num disco limpo, bem delineado e com intenções bem marcadas. Este é um registo sincero, feito com honestidade, retrato de muitos anos de maturação pelos palcos e pela vida musical dos seus elementos. Para quem procura divertimento puro, este “Strambolic Circus” é uma compra obrigatória, com a promessa de vir a rodar muitas vezes seguidas no leitor de CD. Existem muitos circos e circos para todos os gostos. Este é mais um. Dons bons. Portanto, é fazer o favor de entrar, que o espectáculo vai começar…



Virgem Suta (reedição)
Virgem Suta
Universal Music Portugal
Ninguém fica indiferente aos Virgem Suta, e que atire a primeira pedra quem ainda não brindou e cantarolou ao som de “Dança de Balcão”. A banda revelação de Beja conquistou definitivamente o coração dos portugueses, e por isso preparou uma re-edição do seu álbum homónimo, com 3 novos motivos para celebrar. Para além dos 12 temas originais, podemos encontrar nesta re-edição os inéditos “Tanto por Dizer” e “Menina Princesa”, e ainda uma nova e belíssima versão do tema “Linhas Cruzadas” que conta com a participação especial de Manuela Azevedo dos Clã. Assim, mesmo quem adquiriu a primeira edição deste álbum vai encontrar bons motivos para voltar à loja, já que terá nestes “bónus” a alegria da confirmação da solidez do projecto Virgem Suta.


Panda Biggs – Vol. 2
Colectânea
Universal Music Portugal
Quase a comemorar 1 ano de existência, o Panda Biggs volta a associar-se à Universal Music para o lançamento do Vol. 2 da compilação do canal, que é dirigido a um público na faixa etária dos 8 aos 14 anos e que transmite as séries juvenis que integravam a programação do Canal Panda. O disco reúne temas bem conhecidos de artistas nacionais e internacionais, tais como: The Black Eyed Peas (Imma Be), Lady Gaga (Bad Romance), Aggro Santos feat. Kimberly Wyatt (Candy), T.T. (La Fiesta), Taio Cruz (Break Your Heart), Nu Soul Family (This Is For My People), Justin Bieber feat. Ludacris (Baby), David Fonseca (A Cry 4 Love), Owl City (Fireflies), Tiago Bettencourt & Mantha (Chocámos Tu E Eu), Virgem Suta com Manuela Azevedo (Linhas Cruzadas), Amy Macdonald (This Pretty Face), Os Pontos Negros (Duro de Ouvido), Kate Nash (Kiss That Grrrl), Anaquim (As Vidas dos Outros) e Parangolé (Rebolation). A fechar, o hino de Panda Biggs (Sempre Mais Biggs).


Home
Jane Monheit
Universal Music Portugal
A cantora Jane Monheit, aclamada pela crítica, está de regresso a “casa” com o seu novo álbum “Home”. Trata-se de uma ode à idade dourada dos standards de jazz – o género com que Jane se identifica mais – e uma celebração dos maiores tesouros saídos de compositores e letristas como Rodgers & Hart e Schwartz & Dietz. São dozes as canções que se podem ouvir neste décimo álbum da artista, que promete acompanhar o sucesso dos anteriores. Jane Monheit editou o seu álbum de estreia, “Never Never Land,” em 2000, que foi considerado o “Melhor Álbum de Estreia” pelos membros da Jazz Journalists Association. “In The Sun,” de 2003, foi nomeado para um Grammy – “Best Instrumental Arrangement Accompanying Vocals” – pelos arranjos de Vince Mendoza. “Surrender”, de 2007, entrou directamente para o primeiro lugar do Top de Jazz da Billboard.



Loud
Rihanna
Universal Music Portugal
“Loud” é o novo disco de Rihanna, que além de músicas novas inclui alguns dos maiores sucessos de “Rated R” com novas versões – Rude Boy e Te Amo. “Only Girl (In The World)” é o primeiro single deste novo disco e já toca na rádio portuguesa. 2010 tem sido um ano histórico para Rihanna: chegou ao primeiro lugar do Top norte-americano de singles (Hot 100) com “Rude Boy”, o que lhe valeu ser a primeira artista feminina do Séc. XXI a conseguir seis 1.ºs lugares neste Top até a ultrapassar Madonna no “Hot Dance Airplay Chart”, com sete primeiros lugares. Este novo single foi editado este mês pela Def Jam/Universal Music. “Only Girl (In the World)” tem produção da equipa norueguesa Stargate, que colaborou várias vezes com Rihanna desde 2006, inclusive nos temas “Unfaithful”, “Don’t Stop the Music”, “Hate That I Love You” (com Ne-Yo), “Take a Bow” e no seu recente êxito global “Rude Boy”.

162 - Poesia

Os golpilheirenses gostaram da sua visita

No Centro Recreativo da Golpilheira
O Sr. Artur Agostinho estava a chegar,
Cumprimentou o povo da Golpilheira
Todos o esperavam para o saudar.
Ao ouvirem a sua voz
Todos prestavam atenção,
Falou dos tempos passados
Em relação aos tempos modernos
Era preciso haver mais convívio e união.
Pelo público era aplaudido
É um senhor com bastante cultura,
Quando relatava a bola
Era ouvido com muita doçura.
História, cinema ou teatro
Isso não podia faltar,
Locutor da rádio
Foi até poder trabalhar.
Na sua vinda à Golpilheira
Pensamos que tenha ficado contente,
Foi uma tarde bem passada
O povo da Golpilheira é alegre e convivente.
O que quis cá deixar
Sua história fica a recordar,
O seu livro faz a saudade
Para tornar a voltar.
Cremilde Monteiro

Sofrimento dos velhinhos nos tempos modernos
(poema lido no almoço dos idosos na Semana Cultural)

Os velhinhos de outros tempos
Eram sinal de sabedoria,
Respeitados pelos inventos
Não é como hoje em dia.
A vida agora moderna
Está cheia de ambição,
O amor já não impera
 Já morreu a compaixão.
O velho é como a batata
Só na terra dá semente,
É a ambição que mata
Ponham isto bem na mente.
Se é rico deve abalar
Para alguma coisa deixar,
Se é pobre pode embarcar
Pois já está a empatar.
Os velhinhos deviam ser
Tratados com mais atenção,
Por a eles se dever
O progresso da nação.
Tratem bem o ser velhinho
Não o olhem com desdém,
Que passando algum tempinho
Ficarão velhos também.
Nunca te rias dos tristes
Como alguns que eu já vi,
E vê lá bem se resistes
Se um dia rirem de ti.
Ser velhinho não se compra
E não se pode vender,
Levem isto bem em conta
Mais tarde vão perceber.
Novo, velho, rico ou pobre
Tudo o que nasceu vai embora,
Não escapa nem o nobre
Quando chega a sua hora.
A vida humana é ingrata
Quanto ao meu parecer,
Pois há gente que se mata
E outros não querem morrer.
Há muitos velhinhos no mundo
Que sofrem muito calados
É esse um sofrimento profundo
Dos tristes…abandonados.
A noite dos mais velhos é triste
Pelo seu... isolamento,
Mas desde que o mundo existe
Sempre foi esse o tormento.
Acreditem por favor
Na verdade nua e crua,
Onde é que mora o amor
Se há tristes a dormir na rua.
O velhinho também é gente
E merece ser feliz
Ponham isto bem na mente
É um idoso que o diz.
Não os acompanham na vida
Na morte põem flores
Muito obrigada
Obrigadinha aos favores.
E por fim quero agradecer
A todos os mais novinhos
É assim que deve ser
Tratem bem os velhinhos.
E sem mais vou terminar
Com esta minha lembrança
Um abraço vos vou dar
E nunca percam a esperança.
Cremilde Monteiro


Hoje sei quem sou

Hoje sei quem sou!
Para onde vou?
Quem eu fui? Já não o sei.
Se errei? Não.
Acreditei.
Hoje sei quem sou!
Para onde vou?
Se o serei? Já não o sei.
Já nem sei quem fui…
Se fico? Fico porque acredito,
Mas voltarei…
Miguel Portela

A ti Beto

Pedaços de saudade
Foi numa imensa multidão,
Sobre um olhar moribundo
Que ficou marcada toda a emoção
Do quanto eras desejado neste mundo.
Nesse teu olhar azul do mar,
Quase parou uma cidade
Tanto rosto a chorar
Uma digna homenagem de saudade.
Este meu duro sentimento,
Esta minha pobre mensagem
Por ti a saudade é um alimento
Recordar-te é a minha homenagem.
Quantas lágrimas foram caídas,
No rosto de quem queria ser forte
Tenho a certeza não foram fingidas
Quando se chora de dor pela morte.
Num autêntico mar de gente,
Ficou o adeus numa grandiosa salva de palmas
O colorido de tantas flores fora a semente
O desgosto carinhoso de tantas almas.
No pensamento apenas ponho,
Esta tão dura surpresa
Beto será um sonho
Porque a tua passagem foi riqueza.
Filho, irmão amigo e muito mais,
Resta a todos a coragem e calma
É a liberdade de muitos ais
Pensando em ti Beto, paz à tua alma.
José António Carreira Santos

162 - Mãos na Massa

Bacalhau com broa de milho

Por Sofia Ferraz

Para: 5/6 pessoas
Custo total: 14 euros
Tempo de preparação: 50 min.

Ingredientes
4 Postas de bacalhau demolhadas
800g de batatas
0,5 dl de leite
1 dl de azeite
1 Cebola picada
2 Dentes de alho picados
1 Folha de louro
1 Ramo de orégãos
2dl de molho de tomate
1dl de vinho branco
100g de broa de milho
60g de bacon
1 Ramo de coentros
Água, sal e pimenta q.b.

Preparação:
Coza o bacalhau em água durante 10 minutos. Retire a pele e as espinhas e parta-o em lascas pequenas. Reserve. Coza as batatas em água temperada com sal. Reduza-as a puré e misture leite, tempere com sal e pimenta e reserve. Guarde um pouco do azeite e, no restante, refogue a cebola e o alho. Junte o louro e os orégãos ao preparado anterior e deixe o preparado apurar. De seguida adicione-lhe o molho de tomate, quando ferver, regue com o vinho branco e deixe cozinhar mais alguns minutos. Na picadora eléctrica, triture a broa, o bacon e os coentros (tudo junto). Tempere de sal e pimenta e regue com o azeite reservado. Disponha o puré numa travessa e sobreponha-lhe o bacalhau. Regue-o com o molho de tomate e cubra com  a broa. Leve ao forno a 160ºC e deixe cozer por 10 minutos. Retire-o do forno e sirva quente acompanhado com uma salada de alface. Bom apetite!

162 - Obituário

Isaura de Jesus
Maria Alice Vieira de Sousa
Augusto Piedade Rodrigues

Campanha Natal - Pão para as crianças do padre João

162 - Foto do Mês

162 - Tintol e Traçadinho

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Edição 161 - Outubro de 2010

161 - EDITORIAL | Este é o nosso 14.º aniversário. Parabéns a nós!

Faz este mês 14 anos que publicámos o número 1 do Jornal da Golpilheira, na altura com o nome de “Das Duasuama” (era uma publicação para duas freguesias, a nossa e a da Barreira... ainda se lembram?).

O que na altura era quase uma brincadeira, veio a tornar-se um caso sério. Pelo menos, é levado muito a sério, mesmo quando se faz a brincar. Mantemos o optimismo, a irreverência, uma ou outra tropelia, não gostamos de zaragatas, adoramos a festa e a alegria, mas sabemos assumir a vida com responsabilidade nos momentos sérios. No fundo, a personalidade típica de um adolescente de 14 anos.

Na hora de cantar os parabéns, devemos dizer “parabéns a nós”! Não a nós que fazemos o jornal, mas a nós todos que contribuímos para que ele exista. Nós os colaboradores, que estamos sempre presentes ou que aparecemos de vez em quando, mas que gostamos de dar uma ajudinha, como se provou agora neste regresso do Clube de Jornalismo. Nós os anunciantes, que todos os meses ou quando podemos colocamos um anúncio que ajuda a financiar o projecto (muitas vezes, mais para apoiar do que para fazer publicidade). Nós os assinantes e leitores em geral, que manifestamos interesse e incentivamos a sua existência.

Portanto, por estes 14 anos de existência do Jornal, parabéns a nós golpilheirenses e a nós amigos de outros lados!

Luís Miguel Ferraz

17.ª Semana Cultural da Golpilheira com um programa de luxo e convidados a condizer

Vai decorrer nos próximos dias 6 a 14 de Novembro a 17.ª edição da Semana Cultural da Golpilheira, organizada pelo Centro Recreativo (CRG).
O evento parecia estar em risco por falta de participação de agentes organizadores – como sabemos, estas coisas dão muito trabalho e são "sempre os mesmos" a fazê-lo, pelo que a direcção não se sentia com capacidade anímica para avançar sozinha com um programa. Mas eis que surgiram algumas conversas, alguns contactos, algumas ideias à mesa do bar... e juntou-se rapidamente uma dezena de pessoas com vontade de não deixar morrer a iniciativa.

A prova de que a união faz a força e, às vezes, uma situação de crise acaba por gerar uma onda de vitalidade é que o programa deste ano surge como um dos mais recheados, amplos e ambiciosos dos últimos anos. Foram criadas várias equipas, responsáveis por cada um dos dias do certame, esperando-se que, com a colaboração de todos a aposta seja bem sucedida.

Claro que para o sucesso falta o principal: a participação numerosa da população. Mas, com as propostas que são apresentadas em cartaz, esperamos que essa resposta seja também muito positiva.

E as propostas são:

Dia 6, sábado
Festa dos Anos 80
Para abrir em grande, uma festa para a qual todos são convidados, desde os mais jovens, que continuam a apreciar os sucessos musicais dos "loucos" anos 80, até aos casais "maduros" e aos mais velhos, que terão uma oportunidade de reviver o ambiente das pistas de dança noutros tempos.

Dia 7, domingo
Almoço M60, com Artur Agostinho
O tradicional almoço oferecido aos reformados e maiores de 60 anos, naturais ou residentes na freguesia, terá este ano animação reforçada.
Em primeiro lugar, vai estar presente o rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena", e não apenas a sua tocata. Segundo Manuel Rito, director desta secção do CRG, a decisão prende-se com o facto de "muitas pessoas de mais idade terem feito esse pedido, já que algumas delas, por motivos de saúde ou outros, não têm muitas oportunidades para ver as actuações do nosso rancho".
Em segundo lugar, vamos ter um convidado muito especial: Artur Agostinho. À beira dos seus 90 anos de vida, vem mostrar como é possível continuar activo e dinâmico. Famoso apresentador da rádio e da televisão, comentador desportivo, actor, jornalista, etc., tem nos últimos tempos apostado mais na sua faceta de escritor, com vários livros editados e um romance de sucesso para nos apresentar. Uma conversa depois do almoço, que vai ser com certeza muito interessante, aberta a todas as pessoas que queiram participar.

Dia 8, segunda-feira
Pela sua Saúde
Num dia especialmente dedicado à saúde, vai estar uma equipa médica a fazer rastreios gratuitos à população, a partir das 17h00, quanto aos níveis de glicemia, colesterol, diabetes e outros. À noite, pelas 21h00, o colóquio versará sobre "Hábitos de vida saudável" e "Diabetes", com a participação de dois médicos e duas enfermeiras, dos corpos clínicos do Hospital de Santo André, de Leiria, e do Centro Hospitalar Nossa Senhora da Conceição, da Misericórdia da Batalha.

Dia 9, terça-feira
Fórum Golpilheira
A partir das 21h00, a noite será dedicada ao debate sobre o futuro da Freguesia. Precisamente um ano depois do debate "Golpilheira 25 anos", organizado pelo Jornal da Golpilheira a propósito das eleições autárquicas, é tempo de fazer algum balanço e voltar a pensar sobre o futuro. A Junta de Freguesia irá apresentar alguns dos projectos em curso.

Dia 10, quarta-feira
Música & Livros com António Manuel Ribeiro (vocalista dos UHF)
Mais um grande convidado nesta semana cultural: António Manuel Ribeiro, vocalista do famoso grupo UHF, tem-se destacado também como autor de alguns livros de sucesso. Nesta tertúlia musical vem falar-nos da sua produção literária e discográfica, sobretudo do último álbum, "Porquê?". E é claro que já nos prometeu tocar e cantar algumas das suas músicas ao vivo! Vamos ter ainda a oportunidade de falar com alguns autores da nossa região, como Joaquim Santos e Adélio Amaro, e com a golpilgeirense Maria da Purificação Bagagem, que recentemente publicou uma excelente obra sobre "A Família e a Saúde Mental".

Dia 11, quinta-feira
Arraial Popular de S. Martinho
A festa está de volta no dia de S. Martinho, em que o convite é para sair à rua, para comer castanhas e provar o vinho. O arraial será no Poço do Povo, no Carvalhal, onde já é tradicional celebrar esta data. A população local irá organizar o evento e convida toda a gente para os petiscos, a castanhada e a boa água-pé, com a animação pelo nosso rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena".


Dia 12, sexta-feira
Golpilheira Fashion’10
O desfile de moda é um dos eventos com mais tradição de sucesso nas nossas semanas culturais. Este ano mais uma vez, teremos oportunidade de conhecer as propostas das criações Fátima Cruz e das marcas Street Fashion e Mix...In. Desde as roupas mais práticas para o dia-a-dia até às ideias mais sofisticadas para momentos especiais, não faltarão argumentos para uma noite de beleza e glamour na nossa colectividade.

Dia 13, sábado
TT Nocturno
Um passeio de veículos de todo-o-terreno é o convite para a última noite desta semana. Concentração marcada à mesa do jantar no Restaurante Etnográfico, às 19h00, seguindo-se o passeio pela região e nova concentração ao final da noite na zona da Canoeira, onde decorrerá a habitual exibição de habilidade dos pilotos e capacidade das viaturas no "trial".
"Cinema Infantil"
Na mesma noite, surge uma oferta para os mais pequenos, com a projecção de um filme de animação no salão da colectividade. Haverá, como costume, algumas surpresas...

Dia 14, domingo
"Dia de Convívio"
O mote do convívio entre a população marcará o dia de encerramento da 17.ª Semana Cultural da Golpilheira. A manhã começa cedo, com a missa pelas intenções dos sócios do CRG às 09h30, seguindo-se a concentração para um passeio pedestre pelas paisagens locais, a terminar na sede da associação com um almoço volante de "Sopa de Pedra e Frango Assado". Mesmo os que não participarem no passeio, estão convidados para vir almoçar ao Centro, bem como para participar na tarde recreativa que se seguirá, com torneio de sueca e muitos jogos tradicionais (pião, andolas, salto à corda, rodeiros, etc.), para fechar de forma bem animada este certame.

Todos convidados!
Como se vê, são muitas e variadas as propostas para uma semana rica de cultura, diversão e convívio na nossa comunidade. Escusado será dizer que todas as pessoas de fora da freguesia que queiram marcar presença serão muito bem vindas. Como dizíamos no início do texto, o sucesso depende de si: Venha participar!

Luís Miguel Ferraz

Clube de Jornalismo da Golpilheira regressa ao fim de 10 anos!

Embora para muitos as redes sociais sejam a causa do afastamento entre as pessoas nos tempos modernos, certo é que há excepções. Por vezes, funcionam mesmo como uma aproximação.
Foi o que aconteceu na rede social Facebook, em que os comentários gerados pela fotografia do Rui Veloso a ser entrevistado pelo Jornal da Golpilheira levaram alguns a comentar que tinham vontade de participar mais activamente no Jornal e a retomar um trabalho que já havia sido iniciado em 2001.

O primeiro encontro, no dia 16 de Outubro, não reuniu todos os elementos iniciais do Clube, mas alguns lá estavam, bem como outros novos. Éramos meia dúzia, o que já foi um bom começo, como se pode ver pelos textos que aparecem nesta edição.

Sendo o Jornal da Golpilheira um património de todos nós, fica desde já aqui um convite sincero a todos os que queiram integrar este projecto e contribuir para uma imprensa regional mais dinâmica e diversa.

A próxima reunião vai ser já no dia 31 de Outubro, sábado, pelas 14h30, no Centro Recreativo.

Entretanto, os que o desejarem, podem fazer-se "fãs" da página do Clube de Jornalismo da Golpilheira no Facebook (em http://www.facebook.com/pages/Clube-de-Jornalismo-da-Golpilheira/152593898113665) e passam a receber na hora as novidades do clube.

161 - Voz de Vós

Orçamento do Estado


O Orçamento do Estado é, em Portugal, um instrumento de gestão que contém a previsão das receitas e despesas públicas, apresentado pelo Governo à Assembleia da República. É um indicador económico que evidencia as prioridades do Governo. É muito mais do que um plano financeiro, porque influencia o comportamento dos agentes económicos, sendo de carácter imperativo para o sector público e indicativo para o sector privado. O orçamento dá ainda a indicações da situação da dívida pública, mostra a utilidade pública de cada despesa e permite aferir a justeza das colectas.
Fomos à rua, saber o que pensam as pessoas:
1 - Sabe o que é o OE?
2 - Sabe o que contém este OE?
3 - Tem opinião sobre o assunto?
4 - O que gostaria de incluir/retirar do OE?D.

Laura de Paula Vieira, 79 anos, Reformada
1 - Sei.
2 - Corte nas comparticipações dos medicamentos, que vão ficar mais caros, e nós vamos receber o mesmo. Assim não dá.
3 - O que tenho visto nos telejornais leva-me a concluir que vou ficar com menos dinheiro.
4 - Os ministros e deputados deviam passar a ganhar o ordenado mínimo e os reformados com pensões baixas, como eu, deveriam ter reformas mais elevadas.


Rui Pedro Vieira Lucas, 20 anos, Electricista
1 - Sei.
2 - Este orçamento prevê aumentos nos impostos, tudo vai ficar mais caro.
3 - Eu não sei onde é que isto vai parar, temo o futuro.
4 - Redução do IVA para 17% e aumento das deduções fiscais no IRS.

Manuel Ribeiro, 59 anos, Empresário
1 - Sim, já ouvi falar.
2 - Tem associado à crise económica muita confusão político-partidária.
3 - Todos os anos tem de ser feito para dar a conhecer, a nós portugueses que pagamos a factura, o que se faz em Portugal em termos de despesas e receitas do Estado.
4 - Incluía mais apoio na educação e na saúde, retirando nos salários e reformas mais elevadas da função pública. Garantia que o aumento do IVA não subisse acima de 1%.


Célia Sousa e Georgina Monteiro, 38 anos, Assistentes Operacionais
1 - Sim, sabemos.
2 - É sobre o aumento do IVA e o aumento das despesas dos portugueses.
3 - É tudo o que sai do bolso dos portugueses.
4 - Retirávamos a compra dos submarinos, a construção do novo aeroporto, o TGV, reduzíamos na iluminação pública de Natal. Incluiríamos reduções nos salários dos membros do Governo e da Assembleia e incluiríamos mais ajudas na protecção social.