quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Arte popular natalícia: Presépio da Escola da Golpilheira...

Porque não fazem como nós? As crianças e animadoras do 1.º CEB fizeram um presépio reciclado. Foi grande a animação dos miúdos, ao verem ser construído, a pouco e pouco, um presépio com materiais simples, que tínhamos à mão. Ficou tão original como o sorriso e a alegria estampados nas suas carinhas.

Pois é, o Natal é mesmo assim: simples, humilde, mas com muito amor. Talvez seja tempo de olhar para nós e tentar reciclar qualquer coisa cá dentro, quem sabe, o egoísmo, a vaidade, o orgulho, a nossa cabeça, o nosso coração, para ficarmos humildes, simples, mas com muito amor e carinho para dar a quem à nossa volta mais precisa.

Que o Natal se faça dentro de cada um de nós e não apenas no exterior, e que Jesus seja o convidado de honra. A Escola do 1.º CEB da Golpilheira deseja a todos voz um Feliz Natal e um Bom Ano Novo"!

As animadoras Joana Francisco e Gracinda Rito

Outros presépios

Centro Recreativo

Igreja da Golpilheira

Igreja da Golpilheira - Interior

 Igreja de S. Bento





163 Poesia

A Máscara Real Do Natal


Fiz o meu mealheiro
Para o Natal festejar
E assim foi o ano inteiro
Mas algo me veio contrariar.

Cada vez mais pobre és Portugal
E quem trabalha cada vez mais triste
Querem sentir um verdadeiro Natal
Mas com esta vida não resiste.

Tudo a modificar,
O esforço de uma vida inteira
O que se pode esperar
Um vazio no fundo da carteira.

Lágrimas e dor
É este o preço real
Cada vez menos valor
Na passagem de cada Natal.

Flores queimadas pela geada,
Chuva e vento trazem amargura
A vida para certa gente não vale nada
É amarga e muito dura.

É esta a lareira
De luz apagada
O Natal pode ser a vida inteira
Com uma mão cheia de nada.

Paz, saúde e amor
Alegria no coração
É o valor de uma flor
Como prova de gratidão.

Natal do triste e abandonado
Caminhando pela vida fora
É pobre e envergonhado
No silêncio apenas chora.

Não estende a mão
Tem fome e frio
Tem forte dor no coração
E para muitos é sempre vadio.

É este o Natal
Com lágrimas a cair
Tanta gente a passar mal
E sem ter quem os acudir.

Com as bênçãos de Deus,
Tudo de bom vos desejo,
José António Carreira Santos


O Natal enche os corações da humanidade

Ouvem-se em todo o planeta
Música e versos cintilantes,
Encantadas com o teu belo hino
As estrelas parecem mais brilhantes.

Natal! Já bates à porta
Porque tens belas mensagens,
Não desprezes os mais débeis
O amor renasce da tua imagem.

Pensem os governantes de todas as nações
Estão a morrer a fome aos milhões,
Se podes, lembra-te daqueles que nada têm
A pedir de comer sem multidões!

Natal, a todos faz lembrar
Porque o mundo está doente,
Com o nascer duma criança
O coração alegra muita gente.

Que haja para todo o mundo
Um Natal de amor e humildade,
Sejamos todos como irmãos
Para bem de toda a humanidade.

Cremilde Monteiro


Consoada

Seguia lentamente pela rua.
A chuva que em seu corpo já sentia
brilhava levemente à luz da lua
na noite fria e calma de invernia.

Entregue p‘lo destino à indignidade,
pedinte e velho que era, não merecia
um olhar sequer da gente da cidade
uns restos de comida... ou de alegria!

E o velho continua em sua andança
à busca de algum lixo p‘ra alimento...
mas... eis que surge alegre uma criança
daquelas sem família e sem alento:

Dois pães já encontrara o rapazito,
seriam sua ceia e seu jantar.
Suave se aproxima, mas convicto
a convidar o velho a consoar!

Seguiam rua abaixo lado a lado.
Sofriam, mas sorriam do seu mal,
pois da partilha do pão encontrado
nascera uma amizade, e foi Natal!

Luís Miguel Ferraz

Museu de Arte Sacra e Etnologia: Sala da Natividade

 De 8 a 24 de Dezembro, na cidade de Fátima, o Museu de Arte Sacra e Etnologia, do Instituto Missionário da Consolata, abrirá gratuitamente aos seus visitantes a Sala da Natividade.
Os Presépios e Meninos Jesus nela expostos constituem o maior conjunto patrimonial que nas colecções museológicas portuguesas representa o tema de Jesus Cristo na infância. Reunidos pela fé e pela dedicação coleccionista do padre António Rosado Belo, alguns agrupamentos de peças de importante valor artístico dão testemunho das grandes linhas da história devocional e cultual do Menino Jesus no nosso país.

Esta iniciativa pretende chamar a atenção para o verdadeiro significado do Natal, permitindo ao visitante fruir da mensagem natalícia através do património artístico e dos textos de contextualização escritos pelo cónego António Rego.

A partir do que viram exposto, as crianças que visitarem a Sala da Natividade, poderão realizar uma pintura num pequeno atelier .

A visita a este museu, o único credenciado pela Rede Portuguesa de Museus na cidade de Fátima, pode ser efectuada diariamente, excepto à segunda-feira, das 10h00 às 17h00. No dia 24 de Dezembro o museu encerrará às 13h00.

A solidariedade está activa na paróquia

 À conversa com Francisco Frazão, das Conferências Vicentinas


 A Sociedade de São Vicente de Paulo, também conhecida por Conferências de São Vicente de Paulo ou Conferências Vicentinas, é um movimento católico de leigos que se dedica a fazer a caridade. Os membros desta sociedade aliviam as necessidades sociais e económicas dos mais desfavorecidos.

Foi criada em França em 1833 por um grupo de jovens universitários liderados por Frédéric Ozanam. Optaram por São Vicente Paulo como patrono, pois este era conhecido como o Pai da Caridade, que se dedicava aos pobres e aos infelizes sob o lema "A caridade é inventiva até ao infinito". Sensibilizados com a miséria da cidade de Paris, doavam parte da sua mesada aos mais carenciados.

Actualmente, é uma associação sem fins lucrativos com dimensão internacional, cuja sede se situa em Dublin. Rege-se por 114 artigos escritos no livro de estatutos – Regra – que definem os objectivos, métodos e actividades a serem desenvolvidas. Actividades que se focam essencialmente na assistência médica e farmacêutica, assistência na solidão e alimentação quando há necessidade.

A sua organização assenta num Conselho Geral que se ramifica em estruturas de Conselho Nacional, Conselho Metropolitano, Conselho Central, Conselho Particular e Conferência (equipa local).



O trabalho na Batalha

O Conselho Central de Leiria tem vários conselhos particulares, sendo um deles o da Batalha. Foi fundado em 1937 por um grupo de jovens da Batalha, Rebolaria e Brancas.

A Conferência Vicentina da Batalha é presidida há alguns anos por Francisco Frazão Ferreira e conta com 14 colaboradores, quatro deles da freguesia da Golpilheira. Este grupo reúne-se uma vez por mês, no Centro Paroquial da Batalha, a fim de discutir as actividades realizadas e programadas, depois de feita a oração inicial.

Uma vez por mês, o grupo de batalhenses desloca-se até ao Banco Alimentar e distribui cabazes alimentares por 24 famílias da freguesia da Batalha e mais meia dúzia na freguesia da Golpilheira. Segundo o presidente, "por vezes, estes alimentos não são suficientes e a Conferência adquire mais, com a ajuda monetária dos elementos que a formam e de todos aqueles que contribuem de qualquer forma".

A situação familiar dos potenciais necessitados é analisada pelo Movimento e por assistentes sociais, quando necessário. "Estas famílias são, na maioria das vezes, vítimas de desemprego, de doenças ou mesmo de fenómenos como a toxicodependência ou a prostituição", refere Francisco Frazão. Para além da alimentação, "também ajudamos na construção de habitações ou no empréstimo de cadeiras de rodas e outros bens". E uma coisa é certa: "nota-se o crescimento dos pedidos de ano para ano".

O presidente da Conferência da Batalha considera que "ainda estamos perante uma sociedade que pouco contribui para o bem-estar dos outros", sendo importante sobretudo "sensibilizar os mais jovens para esta prática da caridade". Para tal, as Conferências Vicentinas estão de portas abertas a todos os que se queiram juntar a elas. Porque a pobreza existe, e não é apenas na época natalícia...

Ângela Susano

Festa no dia da Misericórdia da Batalha

 Golpilheirense Carlos Monteiro é o novo provedor


 Decorreu no passado dia 8 de Dezembro a festa do Dia da Misericórdia da Batalha, com três acontecimentos a destacar: as comemorações do 3.º aniversário do seu Centro Hospitalar Nossa Senhora da Conceição (CHNSC), a tomada de posse dos novos corpos directivos e a tomada de posse do novo capelão desta unidade hospitalar, padre António Ramos, ex-pároco de S. Mamede.

A tarde festiva aconteceu no CHNSC, decorado de acordo com a quadra natalícia, onde marcaram presença várias entidades oficiais, a maior parte dos internados, seus familiares, funcionários, voluntários e muitas outras pessoas. A sessão foi aberta por António de Almeida Monteiro, que desempenhou o cargo de provedor da Santa Casa da Misericórdia da Batalha durante muitos anos e que agora terminava as suas funções. Apesar das suas mais de nove décadas de vida, não foi um discurso de despedida, mas sim de incentivo para aqueles que agora iniciavam as suas tarefas, e que podiam continuar a contar com a sua experiência, desejando a todos o maior sucesso. Em sinal de reconhecimento, foi-lhe oferecida uma pintura a óleo com o seu retrato.

Também o presidente da Câmara Municipal da Batalha, António Lucas, quis destacar a importância desta unidade hospitalar e do excelente serviço ali prestado, que a torna uma das melhores do País. Realçou ainda a excelente parceria que a Câmara mantém com esta unidade, apoiando-se sempre, dentro dos limites legais.

No momento da tomada de posse dos novos eleitos, após leitura da respectiva acta e das assinaturas, foi a vez de intervir o novo provedor, o golpilheirense Carlos Agostinho. Com 43 anos de idade, é o provedor mais jovem do País. Começou por referir que não foi fácil aceitar este cargo, "não porque goste de uma vida acomodada, mas por já a ter muito ocupada". Assim, agradeceu o apoio da sua família, à qual com esta nova tarefa vai roubar mais algum tempo de atenção, mas "para servir desinteressadamente os que mais precisam". Consciente de que os tempos são difíceis, confia na sua experiência dos últimos três anos em que esteve na condução do CHNSC para saber "as portas onde bater nas situações mais urgentes". Tem sonhos, que se prendem com "a criação de novas valências e melhores condições para os utentes". Podemos dizer que foi um discurso a apontar para o futuro, com alguma contenção, mas sem medo.

Estas cerimónias terminaram com a Eucaristia da festividade da Padroeira da unidade, Imaculada Conceição de Maria, presidida pelo pároco da Batalha, padre José Gonçalves, e pelo padre Manuel Pina Pedro. Durante a celebração, foi efectuado o Compromisso dos eleitos que tomaram posse de alguns novos Irmãos. A animação musical esteve a cargo do Grupo "Calçada Romana", do Alqueidão da Serra.

No final houve um convívio fraternal.

Manuel Carreira Rito

Alunos do Pré-Escolar e 1º CEB da Batalha: “Cientistas de Palmo e Meio”

 Os alunos do ensino pré-escolar da rede pública do concelho da Batalha estão envolvidos no projecto "Cientistas de Palmo e Meio". A acção é dirigida por dois docentes de Físico-Química da Escola Secundária da Batalha e visa possibilitar aos alunos um primeiro contacto com alguns conteúdos da Física e da Química, através da realização de experiências muito simples, criando um espaço de diálogo e de apoio onde se partilhem experiências e saberes científicos.
Aspectos como o trabalho de grupo e a reflexão crítica e o espírito de abertura são também elementos a trabalhar neste projecto.

É com base nesse espírito de aprendizagem que o projecto "Cientistas de Palmo e Meio", decorre quinzenalmente nos estabelecimentos de ensino do Concelho.

Deputado batalhense alerta para a falta de docentes de educação especial no Agrupamento da Batalha

 DREC recusa substituir docentes

 O parlamentar do PSD Paulo Batista Santos enviou à Ministra da Educação um pedido de explicações sobre "qual o fundamento legal, pedagógico ou de outra natureza justifica a recusa da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) em proceder às substituições das duas docentes de Educação Especial no Agrupamento de Escolas do concelho da Batalha", questionando ainda Isabel Alçada sobre "a data prevista para essa substituição" ou "qual o procedimento que o Ministério considera adequado para o acompanhamento pedagógico dos quase 70 alunos com necessidades educativas especiais".

Segundo o deputado natural da Batalha, está em causa a recusa da DREC em proceder à substituição de duas docentes que estão ausentes, uma em situação de destacamento – com autorização da DREC – na Consulta de Desenvolvimento do Serviço de Pediatria do Hospital de Santo André, e outra com licença de maternidade. Uma situação que se verifica desde o início do presente ano lectivo e que deixa o Agrupamento "numa incompreensível falta de docentes de educação especial".

No documento, Paulo Batista lembra ainda que "os docentes de educação especial destacados para prestar serviço em Consulta de Desenvolvimento, do Ministério da Saúde, têm sido sistematicamente substituídos nas Escolas/Agrupamentos em que se encontravam inicialmente a prestar serviço, pelo que não se compreende o motivo pelo qual, no presente ano lectivo, a DREC não procedeu à substituição da docente em falta". No caso em apreço, o Agrupamento "tem em funcionamento uma unidade de ensino estruturado para crianças e adolescentes com perturbações do espectro do autismo (quatro alunos no total), requerendo os serviços de pelo menos um docente de educação especial", existindo ainda "62 alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente, alguns dos quais com medidas muito restritivas, que requerem um acompanhamento continuado".

O parlamentar refere ainda que se trata de "uma questão que já foi objecto de posição conjunta, dirigida à DREC, pelos professores e educadores com assento no Conselho Pedagógico do Agrupamento de Escolas do concelho Batalha, a que se juntaram o psicólogo dos Serviços de Psicologia e Orientação e os pais e encarregados de educação dos alunos".

Finalmente, o deputado considera que "a manter-se a aludida recusa de substituição de docentes por parte da DREC, trata-se de uma posição incompreensível e geradora de desigualdades, que se traduzem num vasto conjunto de problemas, limitações e constrangimentos no apoio aos alunos com necessidades educativas especiais".

V Fórum do Associativismo da Batalha: Papel das associações na sociedade

 Realizou-se no passado dia 27 de Novembro, no Centro Recreativo da Rebolaria (CRR), o V Fórum do Associativismo do Concelho da Batalha, com a presença de Carlos Lopes, chefe de gabinete do Governador Civil de Leiria, António Lucas, presidente da Câmara Municipal da Batalha, Clementina Henriques, vice-presidente da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Desporto e Recreio, Luís Pinto, presidente da Federação das Associações Juvenis do Distrito de Leiria, e José Manuel Sousa, presidente do clube anfitrião.
Todos os oradores salientaram a importância do associativismo, com o empreendedorismo, solidariedade e partilha nas localidades em que se encontram. Reconheceram-se os tempos difíceis que atravessamos e vamos continuar a enfrentar, situação que não deve afectar a dinâmica das associações. Ficou realçado que o nosso concelho possui infra-estruturas de qualidade e das melhores colectividades do Distrito.

António Lucas realçou a aposta da Câmara Municipal na criteriosa atribuição de subsídios. Lamenta, para o ano de 2011, devido à actual conjuntura, apenas atribuir subsídios às actividades de funcionamento, ficando para trás as de investimento. “Neste momento, é o mais razoável, pelo que aconselho as colectividades a utilizarem da melhor forma as instalações existentes”. Sublinhou também a intervenção das associações no bem-estar das populações, substituindo muitas vezes o Estado em tarefas em que este se exclui. “Sem este movimento popular, o nosso desporto, lazer e cultura seriam bem piores. É escola de aprendizagem para os mais novos e de bem-estar para os mais velhos. No entanto, é necessário que as colectividades tenham cada vez mais uma estratégia, um plano e um objectivo”. António Lucas terminou com um agradecimento aos dirigentes e colaboradores das associações, pelo bom serviço que prestam à comunidade.

Passando à prática, foi apresentado o trabalho desenvolvido por duas associações: Sport Club Operário de Cem Soldos – Tomar e Atlético Clube de Vermoil – Pombal. Duas actividades bastante diferentes, mas ambas com muito sucesso. A primeira teve como génese o Festival Bons Sons, um evento com um orçamento de cerca de 200 mil euros, organizado de dois em dois anos, e que leva a uma pequena aldeia mais de 30 mil visitantes. Este evento consegue mobilizar todas a população, novos e velhos, homens e mulheres. É uma organização onde predomina gente jovem, bem formada e com muito dinâmica. A segunda colectividade dedica-se à prática do atletismo. Há cerca de meia dúzia de anos, estava quase destinada à extinção. No entanto, a assunção da direcção por parte dum generoso filho da terra tudo mudou.Com a sua mais-valia, libertou outros directores para a captação de jovens para a modalidade. Apostaram forte na formação. Hoje, são vários os técnicos que laboram nesta colectividade. Neste momento, tem 189 atletas inscritos, alguns dos quais com vários títulos distritais. Para ambas, assenta bem o ditado popular: "a união faz a força".

Seguiu-se o painel “Centro Recreativo da Rebolaria – Cinquenta Anos de Associativismo ao Serviço da População", a cargo do grande orador José Travaços dos Santos. É sempre um regalo ouvir este homem sábio, que consegue sempre prender uma plateia. Começou por mencionar o grupo de fundadores, naturais da Rebolaria, que no ano de 1960 se lançaram nesta aventura. Depois, com base em actas e outros documentos, contou diversas facetas da vida da associação, realçando a sua importância no desenvolvimento cultural, desportivo e recreativo da Rebolaria e do concelho da Batalha. Contribuiu bastante para a criação e manutenção do rancho “Rosas do Lena", durante muitos anos.

Seguiu-se um pequeno debate, com intervenções oportunas, que tornaram este fórum ainda mais proveitoso, e depois a assinatura dos protocolos de apoio ao associativismo pela autarquia.

A terminar, uma saborosa merenda convívio, com a animação do grupo "Sons do Lena", da Batalha.

Manuel Carreira Rito

Câmara aprova orçamento de 20 milhões

 Investimento prioritário em Ordenamento do Território e Educação


 Foram aprovados em reunião do executivo do passado dia 25 de Novembro o Orçamento e o Plano Plurianual de Investimentos para o concelho da Batalha, num valor total que ascende aos vinte milhões de euros, correspondendo 7.733.205 de euros a despesa corrente e 12.910.658 de euros a despesa de capital. Do lado da receita, está prevista a arrecadação de cerca de 7 milhões de euros em receitas correntes e 13,6 milhões de euros em receita de capital. A aprovação foi feita por maioria, com a abstenção do vereador Francisco Meireles, do PS.

Na apresentação do documento, António Lucas, presidente da Câmara Municipal da Batalha, explicou que a despesa corrente para o exercício de 2011 apresenta um decréscimo, comparativamente a 2010, de 0,2%, devido ao aumento de rubricas como o tratamento de efluentes, de resíduos sólidos urbanos e de electricidade. Em 2011, devido à entrada em funcionamento de diversas redes de saneamento básico, prevê-se atingir neste domínio 85% de cobertura concelhia.

No entender de António Lucas, "prevemos que o próximo ano seja de forte investimento, devido ao facto de as candidaturas ao QREN estarem finalmente a produzir resultados práticos". No entanto, refere o autarca, "dado o momento económico que o País atravessa, cuja repercussão para os municípios já se fez sentir ao nível do Orçamento Geral do Estado, a grande generalidade das obras inscritas no Plano têm subjacente o financiamento comunitário".

As principais rubricas de investimento do Município da Batalha para 2011 são as seguintes: Ordenamento do Território - 3.410.000 euros; Educação - 3.167.000 euros; Saneamento - 1.961.000 euros; Rede Viária - 1.710.000; Cultura - 1.529.000 euros; Desporto - 1.516.000 euros.

Golpilheira rumou ao cemitério: Celebração de Fiéis Defuntos

É tradição durante o mês de Novembro celebrar-se, nos vários centros de culto da paróquia da Batalha, a missa com vésperas de Fiéis Defuntos. Como não é possível fazer a celebração em todos os locais na data própria (dia 2), espalha-se essa realização por aquele mês. Na Golpilheira foi no domingo 28 de Novembro.
A igreja encheu-se para a missa das 17h00, já que quase todos os cristãos da comunidade se sentem sensibilizados para vir celebrar a eucaristia por alma dos seus familiares e amigos já falecidos. Uma celebração, aliás, muito enriquecida pelo canto, já que inclui a oração de Vésperas da Liturgia das Horas, própria desta solenidade.

No final, todos rumaram em procissão de velas até ao cemitério, onde se fez uma última oração pelos que já partiram, com as pessoas junto da sepultura dos respectivos entes queridos. E sobre as campas ficaram as velas acesas, iluminando a noite, representando a memória sempre presente de quem os não esquece, confiante no reencontro da eternidade.

Luís Miguel Ferraz

Meninos do 4.º ano da catequese: Receber a Bíblia foi uma festa

Os meninos do 4.º ano da catequese celebraram, no passado dia 12 de Dezembro, a Festa da Palavra, uma ocasião marcada na caminhada do seu catecismo para receberem a Bíblia, o Livro dos livros, que estão a conhecer de forma especial durante este ano.
Será a sua Bíblia pessoal, que vão aprender a consultar, a gostar de ler, a usar como fonte de sabedoria para conhecer melhor a vontade de Deus.

Foi esse o compromisso que assumiram na missa dominical, acompanhados dos seus pais e padrinhos de baptismo.

O livro da Palavra de Deus foi aclamado em cortejo solene de entrada, as leituras foram feitas com especial solenidade e, no final da celebração, foram chamados um a um para receberem a sua Bíblia.

Depois, todos juntos à volta do altar, com as catequistas, fizeram uma promessa de ler regularmente e escutar sempre com mais atenção e amor a Palavra de Deus.

77 anos de vida: Coral fez festa com Mário Costa

 Depois de uma entrega de 56 anos como maestro do grupo coral da Golpilheira, tarefa que deixou há poucas semanas, como lembrámos na última edição, Mário Costa continua bem presente no coração do "seu" grupo coral.

Assim, no passado dia 8 de Dezembro, em que completou 77 anos de vida, foi surpreendido com a oferta de um almoço em que participaram cerca de três dezenas de membros daquele grupo, no Restaurante Etnográfico da Golpilheira.

Foi um momento muito bonito de convívio, onde não faltaram algumas prendas para o aniversariante e os votos de que faça "muitos e saudáveis anos", ainda como elemento do coral, como tem continuado a ser.

Em nome de todos e também do Jornal da Golpilheira, de quem é um amigo desde a primeira hora, os nossos parabéns!

80.º Aniversario de José Monteiro de Sousa


Foi uma festa, no dia 8 de Dezembro, com a reunião de toda a família e alguns amigos para celebrarem os oitenta anos de José Monteiro de Sousa. Talvez a sua saúde e vivacidade se deva em parte ao dia em que faz anos, dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal. Que ela o proteja e o guarde por muitos anos, na companhia daqueles que ele mais ama. Parabéns!

Seminário, cada vez mais “coração” da Diocese

Casa nova inaugurada no dia da Imaculada Conceição


O Seminário Diocesano Leiria celebrou, no passado dia 8 de Dezembro, a festa da sua padroeira, a Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, que é também a padroeira principal e Rainha de Portugal. Este ano, a data foi especialmente comemorada, com a inauguração dos espaços renovados na primeira fase das obras de restauração do edifício e ainda com o rito de admissão de quatro seminaristas maiores às Ordens Sacras: Patrício Oliveira, natural da paróquia de Caxarias e actualmente em estágio na paróquia da Maceira; Miguel Alves, natural da paróquia de Caniçal (Diocese do Funchal, Madeira) e actualmente em Ano Pastoral na paróquia de Minde; Fábio Bernardino, aluno do 4.º ano de Teologia natural da paróquia de Aljubarrota; e Tiago Silva, aluno do 3.º ano de Teologia e também da paróquia de Aljubarrota.

A festa começou ao início da tarde com a celebração eucarística, presidida pelo Bispo diocesano, D. António Marto. Cerca de duas dezenas de sacerdotes e mais de duzentos fiéis, vindos de toda a Diocese, responderam ao convite para esta celebração, assinalando assim a importância do Seminário como espaço central no dinamismo pastoral da nossa Igreja particular. Na homilia, D. António Marto convidou os fiéis a imitarem Nossa Senhora, a “cheia de graça”, deixando “Deus entrar nas suas vidas, com a garantia de que não terão uma vida opaca e fastidiosa, mas sim uma vida bela, mais humana e cheia das maravilhas da graça, tantas vezes despercebidas ou insuspeitas". Depois, lembrou a figura de D. João Pereira Venâncio, antigo Bispo de Leiria a quem se deve a construção do actual edifício do Seminário, como exemplo dessa devoção mariana, de quem modelou a sua vida e o seu episcopado à imagem de Maria. Em relação ao Seminário, referiu que “está a remodelar-se para ser ainda mais o coração de toda a Diocese, não apenas para a formação dos seminaristas, mas como espaço de formação e de vitalidade de todas as vocações cristãs", como centro onde se congregam quase todos os serviços pastorais e muitos movimentos diocesanos.

Após a Eucaristia, todos foram convidados para o acto solene de inauguração da zona intervencionada, na capela principal da nova "Casa de Retiros S. José", seguindo-se a visita livre por todos os espaços desta nova zona do edifício, onde está também incluída a área residencial dos alunos do Seminário.

A terminar, um "porto de honra" serviu para o brinde pelo bom fruto dos trabalhos efectuados, com votos de que esta aposta da Diocese na melhoria dos espaços para as acções pastorais seja correspondida pela procura dos fiéis e, com a graça do Espírito Santo, para uma Igreja mais viva e mais santa.



Seminário em obras: primeira fase concluída!

Depois de um estudo que decorreu entre 2005 e 2008, por responsáveis diocesanos e técnicos especializados, o Seminário de Leiria esteve em obras durante os dois últimos anos, numa primeira fase da reestruturação do edifício. Aquela enorme casa, que outrora acolhia centenas de seminaristas, foi ficando vazia, com elevados custos de manutenção e pouco usufruto do espaço. O desafio era transformá-la, de modo a "abrir-se ao serviço de toda a comunidade, proporcionando espaços para retiros, acções de formação, encontros, sedes de movimentos e obras, para além dos espaços de Seminário", como explica a arquitecta Alexandra Cantante.

Nesta primeira fase, fizeram-se trabalhos na igreja e na biblioteca, criou-se uma casa de retiros e um novo espaço para os alunos e implementaram-se os principais sistemas para o funcionamento do edifício. O reitor, padre Armindo Janeiro, resume assim as contas: "foram gastos 4.250.000 euros: o Seminário assumiu 2,5 milhões, o Economato Diocesano assumiu um milhão e, de toda a Diocese, recebemos 750.000 euros em donativos".

A zona restaurada conta com todas as comodidades hoje requeridas, como climatização e acessos às redes de comunicação e informática, com modernas igrejas e espaços de oração, salas tecnologicamente bem equipadas e quartos confortáveis com casa de banho privativa, alguns preparados para pessoas com mobilidade reduzida. Mas a principal preocupação "ainda antes de todos os aspectos técnicos, foi garantir que o carácter do espaço recriado tivesse um ambiente sereno, silencioso, sóbrio e capaz de proporcionar a interioridade de que o Mundo hoje tanto precisa", refere a arquitecta.

No dia da inauguração, os gerentes da empresa Marcelino e Filhos, empreiteiros principais da obra, não escondiam o seu orgulho: "Foi um projecto bem pensada e executado com muita qualidade, para corresponder às necessidades da Diocese para muitos anos". Também os responsáveis da empresa de climatização Fluxoterm referiram a excelência dos sistemas implementados "ecologicamente sustentáveis e de acordo com as mais modernas tecnologias".

Mas ainda faltam duas fases: a construção do Centro Pastoral e da zona residencial para os padres que ali vivem e trabalham. "Precisamos, por isso, dado o volume de obra a fazer e as exigências diárias do Seminário, da ajuda possível de todas as comunidades cristãs e de quantos sentem esta causa e esta casa como suas!", continua o reitor, lembrando que "uma das formas de ajudar é começar a usar a Casa de Retiros São José (assim se chama) como espaço de oração e reflexão, onde grupos, pequenos ou grandes, pela escuta da Palavra de Deus, se dedicam à descoberta e meditação do amor terno e misericordioso de Deus Pai, capaz de rasgar novos horizontes às nossas vidas". Este espaço, aliás, "está também aberto a outras actividades de carácter cultural e social, desde que não contradigam a sua finalidade primeira".

Portanto, se sentir o apelo a essa ajuda, poderá fazê-lo através transferência bancária para o NIB 001800000366945200172, ou contactando os serviços do Seminário (tel. 244832760, fax 244821102 ou seminário@leiria-fatima.pt). Lembramos que poderá deduzir as ofertas com bonificação na sua declaração de IRS, bastando enviar o nome, morada e NIF para o respectivo recibo.

Luís Miguel Ferraz

Mensagem aos sócios: Centro Recreativo da Golpilheira: Passado, Presente e Futuro

Por Manuel Carreira Rito, Presidente do CRG


O Centro Recreativo da Golpilheira (CRG) teve como principal impulsionador, como a maioria das pessoas sabe, mas nunca é de mais relembrar, a "caixa que mudou o mundo" – a televisão, lançada em Portugal no ano de 1957.

Esta era uma terra de gente pobre, humilde, séria e trabalhadora, onde o espírito comunitário foi sempre muito forte, conforme a memória dos mais velhos. Sem grandes divertimentos, era no teatro, no folclore e noutros eventos pontuais, culturais, recreativos, desportivos e religiosos, que os golpilheirenses se reviam e ocupavam salutarmente os seus tempos livres.

No início dos anos sessenta, começaram a aparecer na nossa terra as primeiras televisões, em algumas tabernas e casas de lavradores e industriais mais abastados. Este aparelho, apesar de ser uma grande inovação, não podia ser mudado com grande facilidade, pois não tinha a mesma mobilidade daqueles primeiros rádios de madeira. Estes serviam, por altura das grandes cerimónias de Fátima, para colocar nas varandas, possibilitando assim às gentes da aldeia ouvir a telefonia. Mas, com o aparecimento da televisão, era necessário encontrar uma solução para que os mais pobres também pudessem ver as imagens deste grande invento, que despertava grande curiosidade na população. Estávamos no início dos anos sessenta, antes do grande surto de emigração, que se verificou para vários países europeus e Américas. Alguns homens juntaram-se e adquiriram este bendito aparelho, se a memória não me atraiçoa, no ano de 1963, adquirido a crédito através da assinatura de várias letras. No entanto, havia necessidade de encontrar um espaço para receber esta "menina". A sala surgiu e bem no centro da Golpilheira, que a colocava equidistante de todos os lugares da nossa aldeia. Foi cedida gratuitamente por Joaquim da Silva Jorge, mais conhecido por Joaquim "Serralheiro". Agora, era necessário criar uma estratégia para ir pagando as letras aquando do seu vencimento. A mesma foi rapidamente encontrada. Criar uma associação em que cada agregado familiar tinha de ter um sócio. Este sócio pagava cinco escudos de quota mensal, com direito a que todo o agregado familiar usufruísse deste bem audiovisual. Foi assim a génese do CRG.

No entanto, a parte legal dos nossos primeiros estatutos apenas foi aprovada pelo Governo Civil de Leiria em 5 de Março de 1969. Devido a alguns problemas, cuja relevância não importa aqui descrever, a nossa colectividade teve um ligeiro interregno. A sua reactivação quase coincidiu com a revolução de Abril de 1974. Não foi apenas a nossa, pois também aconteceu, e ainda bem, em muitas associações do nosso país.

Recordo-me, neste ano de 1974, de ter havido um espectáculo teatral, tipo revista, a que se chamava vulgarmente uma "récita", num espaço cedido por Pedro Meneses. Foi um espectáculo com grande sucesso, que galvanizou todos os espectadores e intervenientes no mesmo. Dada a exiguidade do espaço, dialogou-se muito sobre a necessidade de construirmos uma sede condigna para o desenvolvimento de várias actividades. Começaram a surgir várias ofertas: Pedro Meneses ofereceu o terreno; Cesário Santos a pedra e a brita; Luís da Cruz a areia e ainda outras ofertas. Neste dia, foi lançada mais uma semente, que culminou com o lançamento da primeira, no longínquo mês de Maio de 1966, abençoada pelo padre Luís Inácio João.

A partir daqui, a obra foi crescendo, pouco a pouco, mas com a preocupação de haver uma simbiose entre a construção e as várias actividades desenvolvidas. Por esta altura, existiam o Grupo Coral da Golpilheira, Teatro, Futebol de Onze federado e Atletismo também federado. Assim que foi colocada a primeira placa, arrancou-se com o funcionamento do bar, de forma a angariar mais alguns fundos. As obras caminhavam com alguma lentidão, até que, no ano de 1980, se deu mais um passo de gigante: a construção e cobertura do piso superior (salão de festas).

O Grupo Coral definhou, devido a alguns factores, principalmente a importação de telenovelas que hipnotizavam as pessoas frente à televisão, faltando assim aos ensaios. Arnaldo Monteiro, o seu maestro, decidiu não cruzar os braços e criou a Escola de Música, frequentada por muitos jovens. Passado algum tempo, com a aprendizagem por parte dos alunos de vários instrumentos musicais, surgiu a primeira Orquestra Ligeira, acompanhada com algumas vozes do extinto Grupo Coral. O trabalho de Arnaldo Monteiro durou vários anos, sendo interrompido por uma grande fatalidade na sua vida pessoal. No entanto, estava lançada a semente para uma árvore que viria a crescer com sustentabilidade, cujos frutos ainda estamos a colher nos dias de hoje. Este trabalho foi seguido por vários professores. Chegámos a ter uma Orquestra Ligeira quase profissional. Devido aos seus custos, à falta de rendimentos e apoios, e à vontade de alguns componentes partirem para novos desafios, a mesma extinguiu-se. Mas o gosto pela música contínua, como demonstra a frequência da nossa Escola de Música por muitos alunos.

Para além desta actividade, outras surgiram, como o rancho folclórico, a dança, a ginástica, o Jornal da Golpilheira, a formação profissional, o futsal feminino, a formação dos jovens no futebol e mais recentemente a equipa de veteranos de futebol de onze.

No final dos anos 90, surgiu a ideia de se construir um restaurante. Foram adquiridos terrenos, mais ou menos no valor de 250 mil euros. A construção do Restaurante Etnográfico e o seu apetrechamento custaram mais de 600 mil euros. Recorreu-se ao crédito, através de fiadores e hipotecas. Embora as ideias tivessem sido boas, porque nessa altura se pensava em serviços prestados extra, como o apoio domiciliário, a colectividade desviou-se da essência da sua criação. Actividades culturais, desportivas e recreativas, ficaram apoiadas apenas na parte comercial do bar. Com este empreendimento, causaram-se muitos problemas, nomeadamente aos fiadores e suas famílias. A gestão da direcção, a partir desta altura, tinha de lidar com mais de dez empregados e com os encargos desta aventura. Esta situação ainda hoje se vive, uma vez que a gestão do restaurante absorve a maior parte do tempo da direcção, impossibilitando-a de se debruçar sobre os objectivos para a qual foi criada a colectividade. No entanto, nem tudo são trevas. O fornecimento de refeições a várias escolas aumenta a nossa receita, ajudando assim a resolver os nossos compromissos correntes. E quando estes fornecimentos terminarem, qual será o futuro do restaurante?

Neste momento, não há muita colaboração por parte dos sócios no desenvolvimento das várias actividades que a colectividade se orgulha de desenvolver. Senão, vejamos: o futsal é assegurado por três directores, pela treinadora e pelos massagistas (três destes directores fazem parte da direcção do CRG); nas escolas de formação colaboram três treinadores e quatro directores (destes elementos três pertencem à direcção do CRG); nas escolas de música, dança e ginástica colaboram cinco professores, sendo o trabalho da secretaria e cobrança de mensalidades efectuado por três funcionários do CRG; a gestão do rancho folclórico é assegurada por uma nova direcção, cujo presidente também faz parte da direcção do CRG; o Jornal da Golpilheira tem agora uma pequena equipa de colaboradores, mas foi durante muitos anos assegurado apenas pelo seu director e pelo director-adjunto, que é elemento da direcção do CRG; a gestão da equipa de veteranos de futebol de onze está a cargo de diversos directores, alguns dos quais também pertencem à direcção do CRG.

Quanto ao futuro, apesar da grave crise económica e financeira que atravessamos, há também uma grande crise de valores. Uma associação com a dimensão da nossa, para progredir ainda mais, terá forçosamente de ter muito mais pessoas interessadas neste progresso. Se isto não acontecer, muitas das actividades vão parar, muitas delas a curto prazo, tornando a nossa associação num amontoado de paredes. Eu sempre disse e afirmo que as paredes desta nossa "casa" têm de ter vida, e quanto mais abundante melhor. Esta vida dá-se através das actividades, que exigem a entrega dos sócios, que devem ser menos egoístas e trabalhar mais em prol do próximo. Não podemos continuar a ser uma colectividade em que a maioria dos sócios não se dá, nem dá nada ao clube. Tenho muito receio dos tempos que aí vêm. O alheamento que se verifica por parte da grande maioria dos associados, facilmente comprovados pelos colaboradores e dinamizadores que atrás mencionei e também na presença nas assembleias gerais, não augura um bom futuro.

A Câmara Municipal da Batalha vai, muito em breve, iniciar a construção do pavilhão polidesportivo da Golpilheira. Muito lutámos por este objectivo. Agora, o meu receio é que até aqui, e há mais de uma década, temos andado com as nossas equipas de futsal às costas, isto é, de pavilhão em pavilhão. Espero bem que, quando o pavilhão estiver concluído, tenhamos equipas para o ocupar. É importante que as pessoas pensem e reflictam nesta situação.

É bom relembrar que foi a nossa associação que muito contribuiu para o desenvolvimento cultural, desportivo e recreativo da nossa terra. Foi a grande impulsionadora da criação da freguesia da Golpilheira. Foi escola de formação de muitos jovens da nossa terra e zonas limítrofes, não só atletas, mas também alunos e homens e mulheres. Seria bom que todos aqueles que usufruíram do trabalho dos seus antecessores agora trabalhem também para os seus filhos e para os seus pais. É bom que aqueles que criticam, apontando alguns defeitos a tudo o que se faz na associação ou a inovações que a direcção executa, tenham a coragem de assumir cargos nas próximas eleições.

Tenho de confessar que neste momento me sinto desiludido, frustrado e até angustiado com os golpilheirenses. Não sei se é por estar há muito tempo ligado às sucessivas direcções, desde 1974. Já estou ultrapassado. Reflecti muito quando escrevi sobre este assunto. Espero que esta mensagem seja bem interpretada, mas que não seja o "grito do Ipiranga". Estamos a cinco meses das eleições para o novo elenco directivo, que irá gerir a nossa colectividade para os anos de 2011/2012. Na parte que me toca, não vou integrar a próxima direcção. Tenho sido muito mal tratado, para não dizer outra coisa pior. Não quero que me acusem de estar agarrado ao poder directivo. Depositei muita esperança nos jovens que se foram formando ao longo destes últimos vinte anos. Esperava que a pouco e pouco eles se aproximassem e viessem tomar conta desta casa. Para eles, nós apenas temos ideias retrógradas. Agradecemos que nos ensinem, através do seu conhecimento e aplicação dos seus talentos. Chegou altura destes e outros mostrarem o que valem. Era importante que o fizessem agora, para não dizerem "como foi possível o CRG transformar-se numa taberna, com um amontoado de paredes à sua volta". É conveniente fazerem-nos agora, porque amanhã pode ser tarde demais.

Piloto golpilheirense nas 24 Horas TT de Fronteira: Cesário Santos foi ao pódio

Decorreu nos dias 26, 27 e 28 de Novembro, na vila alentejana de Fronteira, a 13.ª edição das "24 Horas TT Vodafone". O golpilheirense Cesário Santos foi participar pela segunda vez nesta prova e conseguiu uma surpreendente subida ao pódio, com direito a champanhe a regar o merecido troféu. Como se costuma dizer, o mais difícil é a primeira vez. Assim foi. Este ano já não havia aquele nervoso miudinho, aquela ansiedade. Com a experiência adquirida, foi mais fácil estar perto de pilotos de alto gabarito, como Pedro Lamy, Carlos Sousa, Jorge Andrade, entre outros.
Cronologicamente, a prova começou na manhã do dia 26. Efectuaram-se as verificações às viaturas e respectivos pilotos, por uma organização extremamente exigente e organizada, muito respeitada por todos. Depois de almoço, começou a cronometragem para registo dos melhores tempos, para alinhamento da grelha de partida, que ficava a ser conhecida logo nesta sexta-feira à noite. Depois, um bom jantar e um melhor repouso, na Residência Solar Simas Cardoso, em Cabeço de Vide. Noite tranquila, adequada ao início da prova.

No dia 27, pelas 12h00, deu-se o início a esta mítica prova. Estavam alinhados cerca de cem carros e quatrocentos pilotos. Destes cem carros, quarenta eram estrangeiros, ressaltando aqui a popularidade e prestigio desta competição de todo-o-terreno.

O carro de Cesário Santos partiu na 45.ª posição, a meio da tabela. Como são quatro pilotos por carro e lhe cabia efectuar o quarto e o oitavo turnos, pôde observar a partida. "Logo ali deu para ver as melhores máquinas e pilotos a destacarem-se, é um espectáculo fora do normal", comenta.

Na passagem do primeiro para o segundo piloto, surgiu o primeiro contratempo, com o cárter partido da Nissan Navara. "Perdemos quatro horas a reparar esta avaria, mas não desanimámos, pois ainda faltava muito tempo e muita coisa podia ainda acontecer", conta o Cesário, que devido a esse azar apenas entrou na prova quando eram já cerca de 23h00.

Ele conta a sua experiência:

"Passada uma hora ao volante tive a percepção de que podíamos ainda vir a sorrir, pois já se viam muitos carros avariados. Assim, fiz um turno tranquilo, durante o qual fui informando, via rádio, ao nosso chefe de equipa e aos outros pilotos que não valia a pena andar muito depressa, uma vez que tínhamos é de poupar o material durante a noite.

Assim foi. Nunca parámos e começámos a subir lugares após de lugares. Até que outros tomaram o meu lugar e, às 09h00 da manhã do dia 28, chegou de novo a minha vez de sentar-me ao volante daquele carro espectacular. Tinha um objectivo, definido pela nossa equipa, que era chegar ao fim da prova, o que não tinha acontecido o ano passado, já que o nosso carro tinha "morrido na praia". Por isso sentia bem a importância deste turno, pois um pequeno descuido podia deitar tudo a perder. Tive consciência de que o sucesso da nossa prova estava nas minhas mãos. Não apertei muito com o carro, deixando passar o tempo, poupando material, pois a pista já estava muito sinuosa, enlameada e irregular.

Nesta minha participação, aconteceram duas coisas importantes, que muito me marcaram.

A primeira foi, durante o percurso (cada volta tinha cerca de 20 km), ver muita gente da Golpilheira que foi propositadamente apoiar-me. Sempre que me viam passar perto, acenavam e incentivavam-me. Até uma lona levaram com o meu nome e o nome da Golpilheira! Posso dizer que foi uma emoção arrepiante. Por vezes, sentia que era um piloto a sério! A todos eles, o meu reconhecimento e o meu muito obrigado. Foi um orgulho representar ali o nome da nossa terra.

A segunda situação, também muito emocionante. Chegar à "bandeira de xadrez" com a carrinha intacta, com todos os mecânicos e pilotos a vibrarem. Acabávamos de conseguir um 36.º lugar na geral, o que foi muito bom e permitiu a conquista de um fantástico 2.º lugar na Classe "A", com direito a subida ao pódio, taça e champanhe!

Foram momentos inesquecíveis. Aproveito para agradecer aos outros pilotos que fizeram parte da equipa (Sérgio, Carlos e Dinis), ao trabalho excelente e profissional dos mecânicos e à empresa Bomcar, pela forma como me acolheu. Reitero ainda os agradecimentos, do fundo do meu coração, a todos os golpilheirenses que me apoiaram, em geral, e à minha família em particular. Agradeço também aos meus patrocinadores: ITVM, Calhau Pneus, REP, Grupo Maceira – Escolas de Condução, Maquidé, Unimolas, Sorrossos e Leiriplás. Agradeço ainda ao Jornal da Golpilheira a divulgação na minha participação nesta prova de TT de nível internacional.

Espero continuar a merecer a confiança de todos aqueles que me apoiaram este ano, a fim de poder, se possível, estar presente na prova de 2011.Aproveito também para desejar a todos um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de prosperidade."

E nós partilhamos também esta alegria de ver um jovem piloto da Golpilheira a conquistar o sucesso. E cá estaremos para a reportagem do ano que vem.

Manuel Carreira Rito

163 Equipas do CRG

FUTSAL


Juniores Femininos – Campeonato Distrital

28-11 – Golpilheira – 12/G. Alegre e Unido – 0

05-12 – União de Leiria – 0/Golpilheira – 6

12-12 – Golpilheira – 11/Portomosense – 0

Próximos Jogos

23-12 – 21h00 – (Segodim) – Segodim/Golpilheira

08-01 – 19h00 – (Batalha) – Golpilheira/CEF – Fátima

16-01 – 16h00 – (Caranguejeira) – Ac. Caranguejeira/Golpilheira

22-01 – 15h00 – (Batalha) – Golpilheira/Louriçal


Seniores Femininos – Campeonato Distrital Div. Honra

27-11 – Núc. Sporting Lieira – 1/Golpilheira – 3

04-12 – Golpilheira – 5/Amigos Ribeira do Sirol

10-12 – União de Leiria -0/Golpilheira – 5

18-12 – Golpilheira – 30/Clube O Abelha - 0

Próximos Jogos

08-01 – 21h00 – (Louriçal) – Louriçal/Golpilheira

15-01 – 19h00 – (Batalha) – Golpilheira/U.D. Caranguejeira

22-01 – 19h00 – (Batalha) – Golpilheira/Academia da Caranguejeira

29-01 – 20h30 – (Caldas da Rainha) – Vidais/Golpilheira



Futebol

Benjamins "A" – 1º. Torneio Distrital Fut. 7

27-11 – Golpilheira – 3/Alcobaça "B" – 2

04-12 – Portomosense – 7/Golpilheira – 1

11-12 – Golpilheira – 1/UDB – Batalha – 5

18-12 – Andorinhas - 3/Golpilheira – 7

Próximos Jogos

08-01 – 09h30 – (Barrocas) – Golpilheira/C.D. São Bento

15-01 – 11h00 – (Maceirinha) – Maceirinha/Golpilheira

22-01 – 09h30 – (Barrocas) – Golpilheira/Mirense


Infantis Sub/13 – Campeonato Distrital Fut. 7

27-11 – Golpilheira – 3/Marrazes "B" – 2

04-11 – Andorinhas – 2/Golpilheira – 9

11-12 – Golpilheira – 2/Lisboa e Marinha "A" – 6

18-12 – Maceirinha - 1/Golpilheira - 2

Próximos Jogos

08-01 – 11h00 – (Barrocas) – Golpilheira/Pataiense

15-01 – 11h00 – (Valado dos Frades) – Biblioteca/Golpilheira

22-01 – 11h00 – Golpilheira/Ac. Quinta do Pinheiro

29-01 – 11h00 – 11h00 – (Barrocas) – Golpilheira/Portomosense


Veteranos Futebol 11

27-11 – Ansião – 4/Golpilheira – 3

Próximos Jogos

15-01 – Golpilheira/Pinhal Novo

Torneio de Futsal “Batalha-Trujillo”

Com o patrocínio da Câmara Municipal da Batalha e o apoio da Federação Portuguesa de Futebol e da Associação de Futebol de Leiria, vai decorrer, nos dias 8 e 9 de Janeiro de 2011, no pavilhão desportivo da Batalha, o I Torneio de Futsal "Batalha-Trujillo".

Vão participar neste torneio as seguintes equipas: Centro Recreativo da Golpilheira, Sport Lisboa e Benfica, Vila Verdense (Figueira da Foz) e FC Trujillo (Espanha).

Esta realização desportiva resulta da geminação existente entre os municípios da Batalha e de Trujillo.

Boas notícias para o Desporto do CRG

Câmara atribui voto de louvor e põe pavilhão a concurso



Na sua reunião de 30 de Setembro, o executivo da Câmara da Batalha incluiu na agenda dois pontos especialmente ligados à freguesia da Golpilheira, nomeadamente, ao desporto do CRG.

Em primeiro lugar, foi aprovado por unanimidade "atribuir um Voto de Louvor à Atleta Inês Cruz, do Centro Recreativo da Golpilheira, e à Treinadora Teresa Jordão, agraciadas, respectivamente, como melhor atleta de Futsal da época desportiva transacta e melhor treinadora de Futsal, na III Gala do Futebol Distrital, promovida pela Associação de Futebol de Leiria".

Depois, a Câmara aprovou a "abertura do concurso público para a execução da empreitada «Desporto, Recreio e Lazer – Construção do Gimnodesportivo da Golpilheira» valor base: 1.280.000,00 euros + IVA".

São duas boas notícias para o desporto na nossa freguesia.

Campeonatos Nacionais de 2010-2011: Batalha, Pombal e Leiria recebem provas

O distrito de Leiria irá receber, durante a época atlética de 2010-11, oito campeonatos nacionais de atletismo nas suas diversas áreas e ainda duas Taças da Federação Portuguesa de Atletismo e dois Meetings de nível nacional.
É já oficial que a Nave de Espinho não irá ter durante a presente época nenhuma competição atlética, o que vai fazer com que o Expocentro, em Pombal, seja o palco de todos os campeonatos nacionais de pista coberta em 2011. Assim, incluindo o calendário competitivo de âmbito distrital, Pombal terá competições de atletismo durante todos os fins-de-semana desde o início do ano novo até meados de Março. O aval e apoio da autarquia pombalense foi decisivo para que esta situação excepcional pudesse ser uma realidade.

As primeiras competições nacionais indoor agendadas para Pombal serão as Taças FPA de Velocidade e Barreiras e de Provas Combinadas a 8 e 9 de Janeiro. O campeonato nacional de juniores volta a Pombal nos dias 22 e 23 de Janeiro. Os campeonatos nacional de clubes terão uma das fases de apuramento a 29 e 30 de Janeiro (a outra será em Braga) para em Fevereiro, nos dias 12 e 13, se realizar a final das 1.ª e 2.ª divisões. No primeiro fim-de-semana de Fevereiro (5 e 6) teremos os nacionais de esperanças. O Município de Pombal e a ADAL realizarão o 5.º Meeting Cidade de Pombal no dia 19 de Fevereiro, para no fim-de-semana seguinte, a 26 e 27, se realizarem os campeonatos de Portugal, onde os melhores atletas portugueses interessados em participar no campeonato da Europa indoor terão de mostrar estar em boa forma desportiva.

Para os clubes da Associação Distrital de Atletismo de Leiria, em tempos de crise, representa uma notícia pela redução de custos em termos de deslocações, estadias e refeições.

No que se refere a campeonatos nacionais em estrada, a vila da Batalha irá ser o cenário da marcha atlética, com a presença de vários atletas olímpicos e com as nossas marchadoras de 20 km, que em Maio passado se sagraram vencedoras da Taça do Mundo colectivamente. A realização da Taça de Europa desta especialidade em Portugal, na cidade de Olhão, igualmente pela primeira vez, traz uma importância acrescida a estes campeonatos.

Nos dias 5 e 6 de Março, o Centro Nacional de Lançamento voltará a receber os campeonatos nacionais de lançamentos longos e a Taça Nacional de Lançamentos de Juvenis.

Na temporada de ar livre, o Municipal de Leiria voltará ter o Meeting Cidade de Leiria, no dia da cidade (22 de Maio) e logo a seguir, a 28 e 29 do mesmo mês, servirá de local para a realização de uma das fases de apuramento dos campeonatos nacionais de clubes. Nos dias 18 e 19 de Junho, o campeonato nacional de juvenis volta a Leiria, onde os clubes da ADAL têm alcançado nos últimos anos vários lugares no pódio, com destaque para a Juventude Vidigalense, que é campeã em título em masculinos e femininos.

Carlos Carmino, DTR da ADAL