domingo, 29 de agosto de 2010

Comunidade Cristo de Betânea: Festival de Artes e Oração

Decorreu com muito entusiasmo, nos dias 31 de Julho, 1 e 2 de Agosto de 2010, nas Matas (Espite), o Festival de Artes e Oração 2010, promovido pela Comunidade Cristo de Betânea, composto de momentos de convívio, recolhimento, oração, música, desporto, conferências, etc.
Estivemos presentes no dia 2 de Agosto, numa conferência pelo Doutor João César das Neves, sobre o tema bastante actual da pobreza e da crise. O problema mais grave neste momento é o desemprego. Em dois ciclos seguidos, o desemprego aumentou, o que até aqui nunca se tinha verificado. Neste momento, temos uma taxa de desemprego superior a 10,6%. No ano de 2008, aconteceu uma situação invulgar: foram criados 260 mil empregos, mas o desemprego aumentou 180 mil. Como foi possível esta situação? Resultou da vinda dos imigrantes, sobretudo de Leste, que vieram ocupar os empregos que os portugueses não quiseram ocupar. Aconteceu em Portugal, o que se passou nos anos 60, com a emigração em massa dos portugueses para a Europa, mais acentuadamente para França, onde foram ocupar os serviços que os franceses não queriam. Assim, construímos grandes cidades e outras infra-estruturas naquele país francófono.

Com a entrada na Comunidade Económica Europeia, as condições do nosso país evoluíram favoravelmente. As pessoas começaram a viver melhor. Já se julgavam ricas e não estavam preparadas para a crise que nos afecta há alguns anos. Estas mesmas pessoas, que se julgam ricas, recusam-se a ocupar alguns trabalhos que julgam menos dignos. Todos os trabalhos têm dignidade, desde o mais sofisticado ao mais simples. Mas não é apenas isto que se verifica no nosso país. Os desempregados, na sua grande maioria, são pessoas acima dos 45, 50 anos, com baixa formação académica e profissional. Esta é a nova pobreza, pois a pobreza antiga já foi resolvida.

Sempre houve pobreza. Há três causas para isso: 1.ª a maldade; 2.ª o azar; 3.ª ...coisas da vida. No entanto, no último século, as coisas foram melhorando, não obstante o grande aumento da população mundial. Alguns países mais ricos começaram a ajudar os mais pobres. Começou a haver mecanismos de protecção aos mais desfavorecidos: os apoios sociais, a protecção para os azares, outros mecanismos de ajuda. Com estas medidas, a vida melhorou imenso.

Mas o maior problema é a falta de amor ao próximo e saber quem é o próximo. Jesus amou os seus inimigos, porque amar os seus amigos era muito fácil, e Ele optou sempre por caminhos difíceis. Cristo disse: "Os inimigos têm de ser amados. Os pobres são bem-aventurados". No entanto, para além da pobreza material, há outra ainda muito mais nefasta: a pobreza espiritual. É com esta também que devemos acabar, dando de comer à nossa alma e ao nosso espírito. Vamos acabar com a pobreza de caridade, sem nunca acabar com a caridade. A solidariedade e a caridade devem andar de braço dado. Temos de criar as oportunidades para nos darmos aos irmãos. Descobrir o outro, verdadeiramente como irmão. Hoje, há muita arrogância, muita impaciência, muito ódio, muita indiferença, etc. Temos de voltar a aprender a ser pacientes, mais calmos, amar mais e dar mais atenção àqueles que nos rodeiam e sermos mais solidários. Vamos mudar alguma coisa, lançar a semente para que apanhe bom terreno e que germine para dar bons frutos. Vamos utilizar a ciência para nos libertar e não sermos escravos dela.

Manuel Carreira Rito

Novidades de EMRC para 2010/11

Encontro nacional de estudantes de moral católica


O conceito de ‘beleza’ vai orientar as actividades do ano lectivo de 2010/11 de todos os ciclos do ensino básico e secundário das aulas de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC). O tema foi inspirado no apelo "Fazei coisas belas, mas sobretudo tornai as vossas vidas lugares de beleza", feito por Bento XVI no discurso proferido a 12 de Maio no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. "É uma frase bonita mas pode dar origem a muitas interpretações", pelo que cabe aos professores "desvendar e realçar a beleza genuína que nos vem de Deus", disse à Agência Ecclesia o director do Departamento de EMRC da Fundação do Secretariado Nacional da Educação Cristã, Dimas Pedrinho. "Para nós, a beleza vai muito para além do que é a estética. Como docentes de Educação Moral e Religiosa Católica, temos uma função especialíssima de a apresentar de acordo com a proposta cristã", acrescentou.



Duas novidades para o próximo ano

Os responsáveis diocesanos de EMRC estiveram reunidos em Fátima a 9 de Julho para avaliar as actividades de 2009/10 e agendar os eventos que vão decorrer no próximo ano, entre os quais se incluem duas novidades. A primeira, a ser concretizada no período do Natal, pretende explorar as palavras ‘trevas’ e ‘luz’, valorizando esta última "como manifestação de Deus entre nós". Os conteúdos vão basear-se em textos bíblicos alusivos ao nascimento de Cristo e no conto "O Cavaleiro da Dinamarca", de Sophia de Melo Breyner, que servirão de inspiração para festas, exposições e o Canto dos Reis. A segunda, de 25 e 26 de Fevereiro, será um encontro para estudantes do 10.º ao 12.º ano de escolaridade, iniciativa pioneira, a decorrer em Lisboa.

No próximo ano, o Departamento de EMRC vai continuar a elaborar recursos adaptados ao novo programa da disciplina, além de preparar a Semana Nacional da Educação Cristã (3 a 10 de Outubro) e colaborar, durante o Advento e Natal, na iniciativa "Dez Milhões de Estrelas", promovida pela Cáritas.

Na reunião realizada em Fátima, em que participaram delegados de 16 das 20 dioceses, os 35 participantes decidiram também organizar uma nova edição do ‘Fórum de Educação Moral e Religiosa Católica’, acção de formação creditada pelo Ministério da Educação que vai decorrer em Fátima, previsto para 28 a 30 de Janeiro.

A calendarização do próximo ano inclui igualmente a semana dedicada à Educação Moral e Religiosa Católica (no final do 2.º período) e o encontro inter-escolas para os alunos dos quatro primeiros anos de escolaridade.

D. Anacleto Oliveira é o novo Bispo de Viana do Castelo

O Papa Bento XVI nomeou D. Anacleto Gonçalves Oliveira, de 63 anos, como novo Bispo para a diocese de Viana do Castelo. Natural das Cortes, Leiria, foi nomeado Bispo Auxiliar de Lisboa a 4 de Fevereiro de 2005 e foi ordenado no dia 24 de Abril de 2005, em Fátima, numa celebração presidida por D. Serafim Ferreira e Silva. Tem como lema episcopal "Escravo de Todos" e será o quarto Bispo na história daquela diocese, criada em Novembro de 1977, com um território com 2108 quilómetros quadrados, 291 paróquias e uma população de aproximadamente 250 mil habitantes. A tomada de posse foi no passado dia 15 de Agosto.

Novo ano pastoral dedicado à caridade

Diocese de Leiria-Fátima define tema e objectivos


No dia 13 de Julho, durante a celebração da solenidade da dedicação da catedral de Leiria, D. António Marto, anunciou que o próximo ano pastoral na Diocese, a começar em Setembro, "será dedicado à caridade e à pastoral sócio-caritativa". E deu a conhecer os três objectivos que a comunidade católica de Leiria-Fátima se propõe alcançar: "Redescobrir a caridade como forma (estilo) de ser da existência cristã, pessoal e comunitária; desenvolver a espiritualidade da gratuidade, da disponibilidade, da partilha e do serviço aos irmãos; repensar e reorganizar os serviços sócio-caritativos nas comunidades cristãs". Justificou a escolha, afirmando: "A caridade e a pastoral sócio-caritativa são a expressão do amor misericordioso e libertador de Deus, o sinal mais credível para dizer quem é Deus, Deus Amor, e o que Ele quer de nós. Só a caridade salvará o mundo!"

No final do verão, como tem acontecido nos anos anteriores, deverá ser publicada uma carta pastoral, onde serão desenvolvidos o tema e os objectivos bem como apontadas algumas actividades que os concretizarão. Espera-se que também as iniciativas das paróquias, dos movimentos e associações, dos serviços e instituições diocesanas contribuam nesse sentido.

O início do ano pastoral será marcada pela realização de uma assembleia diocesana, no dia 3 de Outubro, no Seminário de Leiria, com início às 15h00 e termo com a celebração da eucaristia, pelas 18h00, para a qual serão convocados os sacerdotes e todos os colaboradores da acção pastoral quer nos serviços diocesanos quer nas diferentes comunidades da Igreja diocesana.

Pe. Jorge Guarda, Vigário Geral

Importância dos amigos

Estar com os amigos não serve apenas para discutir programas de televisão ou para contar a nova peripécia do neto. Falar com amigos pode salvar vidas.

É comum intuir que ter amigos é bom para a saúde, mas poucos terão conhecimento de que esta associação é estudada há décadas. Pessoas com muitas interacções sociais vivem mais e melhor do que as que vivem isoladas. As pessoas sociáveis adoecem com menos frequência e recuperam mais depressa quando chegam a adoecer. É então um facto que a amizade (ou apoio social) potencia uma força positiva e curativa na vida do ser humano. Os amigos podem influenciar percepções e comportamentos, notar problemas de saúde que se revelam em sintomas como fadiga, perda de peso ou perda da acuidade visual ou auditiva, e aconselhar/acompanhar ao médico de família.

A manutenção de relações sociais em pessoas idosas é sinónimo de saúde. Este benefício advém do simples facto de se manterem ligadas a outras, prevenindo a solidão e o isolamento e os seus efeitos nocivos. As pessoas idosas, muitas das quais sobreviventes a cônjuges e amigos ou que viram os seus familiares próximos ficarem inválidos, são mais vulneráveis à solidão. A mudança de residência, cada vez mais comum após a reforma, também deixa na solidão muitos idosos que se vêem afastados dos seus amigos e incapazes de os substituir por outros no novo ambiente em que passam a viver. A solidão é um factor de risco médico significativo. Aumenta quase tanto as probabilidades de morte prematura como a hipertensão arterial, a falta de exercício e a obesidade.

As pessoas solitárias produzem excesso de cortisol, uma hormona do stress que pode suprimir a função imunitária e potenciar o desenvolvimento de doenças como a hipertensão arterial. A morte de uma pessoa querida, que muitas vezes conduz à solidão, está ligada à redução da função imunitária. Nos primeiros dois anos após terem enviuvado, homens e mulheres (mas sobretudo homens) apresentam níveis abaixo do normal da actividade do sistema imunitário. As pessoas solitárias levam mais tempo a recuperar de doenças pouco graves e de cirurgias e têm níveis mais altos de complicações do que as pessoas com muitos amigos.

Estabelecer contacto com vizinhos ou colegas de instituição é um passo muito importante na prevenção da doença e na promoção de uma rápida recuperação. Transforme um passatempo como ler ou jogar jogos numa oportunidade para fazer amizade com pessoas com interesses semelhantes. Aproveite todas as oportunidades para estar em grupo, viajando, dançando ou mesmo descobrindo novas actividades.

Ana Maria Henriques

Enfermeira

159 - Sugestões de Leitura

As Raparigas Que Sonhavam Ursos

Margo Lanagan
Guerra & Paz Editores
Este novo romance deu a Margo Lanagan, pela terceira vez, o World Fantasy Award. O livro conta uma história comovente de viagens e transformações de três raparigas, que oscila entre a realidade e o mito, a natureza e a magia. Liga vive modestamente num céu pessoal, que lhe foi dado em troca da sua vida terrena e em compensação pelo seu sofrimento enquanto adolescente. As suas duas filhas, a doce Branza e a curiosa Urdda, crescem neste mundo harmonioso, protegidas da violência e dos preconceitos. No entanto, as fronteiras entre o refúgio de Liga e o lugar de onde ela tinha fugido começam a ceder… Com grande intensidade emocional, explora-se a maldade e a doçura e revela-se a magia de viver com as duas.



As Gárgulas do Mosteiro de Santa Maria da Vitória – Função e Forma
Ana Patrícia Rodrigues Alho
Câmara Municipal da Batalha
Este é o resultado de uma tese de mestrado em História da Arte, Património e Restauro, sobre o sistema hidráulico do Mosteiro da Batalha e as famosas gárgulas que lhe servem de ponta final. As conclusões são “ainda naturalmente parciais sobre a técnica constritiva dos vários mestres envolvidos, assim como sobre a poética e o valor simbólico, decorativo e funcional das gárgulas ainda presentes nos edifícios, sejam de feitura antiga, como as que se publicam com menção específica a datação possível, como as que são claramente ‘modernas’ e que, como se verificou no local, ostentam datações esculpidas a memorizar restauros oitocentistas”.



A Força de Viver
Robin Sharma
Pergaminho Editora
Julian Mantle, o inesquecível protagonista do best-seller internacional “O Monge Que Vendeu o Seu Ferrari”, regressa para transmitir as suas inspiradoras lições de vida. A Força de Viver conta a história de Catherine, uma executiva de sucesso e viciada em trabalho que, quando é confrontada com uma escolha de vida extrema, se apercebe de que o verdadeiro sucesso consiste em ser feliz. Com a ajuda de Julian, Catherine empreende a longa jornada de transformar a sua vida, para poder dar prioridade às pessoas que ama e redescobrir o seu papel de mãe.



Medo
Osho
Pergaminho Editora
“Medo – Compreender e aceitar as inseguranças da vida” tem por base as reflexões de Osho acerca da importância de tomarmos consciência das nossas emoções, de as reconhecermos sem as julgarmos ou condenarmos, com a finalidade de obter uma nova compreensão de quem somos. O medo é uma reacção fisiológica natural provocada por forças inconscientes. Quanto mais compreendemos o inconsciente, menos seremos vítimas dele e dos seus impulsos. Não nos devemos esforçar por “conquistar” ou ultrapassar o medo que sentimos – basta-nos compreender que o medo não passa de uma energia e, tal como todas as energias, não é em si mesma nem positiva nem negativa.



O Caminho do Amor
Deepak Chopra
Pergaminho Editora
“O Caminho do Amor – Estratégias espirituais para criar o relacionamento ideal” combina a tradição oriental com o pragmatismo ocidental e a sabedoria antiga com a pesquisa científica moderna, Conheça as estratégias para ultrapassar obstáculos na sua vida amorosa, para encontrar uma ligação com a alma infinita do verdadeiro amor e para descobrir o relacionamento perfeito para si. E também histórias com que todos nos podemos identificar, desde as de mulheres que se apaixonam apenas por homens inacessíveis até às de casais cujos relacionamentos sofreram a erosão da desconfiança e da frieza. Uma viagem extraordinária pelo universo complexo e enriquecedor do coração humano.



O Segredo dos seus Olhos
Eduardo Sacheri
Edição Alfaguara
Esta é uma história de homens que fizeram da busca da verdade um destino, da memória um caminho imprescindível e da lealdade um culto que transcende o tempo, as distâncias e a morte. Benjamín Chaparro, vice-secretário num tribunal de instrução, recebe o caso de homicídio de uma bela mulher. Identificado com a dor do marido da vítima, Benjamín vai além do que lhe é permitido para descobrir e punir o culpado. Esta luta obstinada pela verdade e pela justiça terá consequências que ele não poderia ter adivinhado. Passados trinta anos, já reformado, decide escrever um romance... e vê reacender-se dentro de si a chama de um amor secreto.



Os Ladrões de Cisnes
Elizabeth Kostova
Edição Suma de Letras
O psiquiatra Andrew Marlow tem uma vida pacata e organizada, compensando a solidão com a dedicação ao trabalho e ao passatempo da pintura. Esta ordem é destruída quando o carismático pintor Robert Oliver ataca um quadro na Galeria Nacional e se torna seu paciente. Internado numa instituição psiquiátrica, o pintor remete-se ao silêncio absoluto e recusa-se a revelar as razões que o levaram a atacar a obra de arte que retratava o corpo nu de uma mulher subjugada por um grande cisne branco. Desesperado por compreender o segredo que atormenta o génio, o psiquiatra embarca numa viagem que o leva a conhecer as mulheres da vida de Oliver e a descobrir um trágico segredo esquecido há mais de cem anos. Marlow acaba por ser também ele acometido por uma estranha obsessão...



Tudo tem importância!
Ron Currie Jr.
Alfaguara
Um romance inteligente, provocador e terno sobre as coisas que têm realmente importância. A obra leva-nos, em contagem decrescente, a uma questão fundamental na vida de todos: como é possível viver com a certeza de que perderemos aqueles de quem mais gostamos? No dia em que nasce, Junior escuta uma voz misteriosa que lhe revela que no ano em que completar 36 anos um cometa chocará com a Terra e destruirá toda a vida no planeta. Dotado de uma inteligência extraordinária e carregando o segredo da profecia que lhe foi confiada, desde cedo Junior é confrontado com a questão: será que algo do que eu faço tem importância? Conseguirá Junior salvar o planeta da extinção? Tudo é possível!



Vingança
Karen Marie Moning
Edição Contraponto
Durante séculos, o reino sombrio dos Fae coexistiu com o dos humanos. Agora as paredes que os separam estão a desmoronar-se e Mac é a única coisa que se ergue entre eles… A vida de MacKayla Lane sofreu uma transformação radical quando ela aterrou nas costas da Irlanda e se viu mergulhada num mundo de feitiçaria mortífera e segredos antigos. Na sua luta para continuar viva, Mac tem de encontrar o Sinsar Dubh— um livro da magia mais negra imaginável, com um milhão de anos, que contém a chave para o poder sobre o mundo dos Fae e do Homem. Perseguida por assassinos Fae, rodeada por figuras misteriosas nas quais sabe que não pode confiar, Mac dá por si dividida entre dois homens mortíferos e irresistíveis...



Pombal Medieval e Quinhentista – Documentos da sua História
Saul António Gomes
CEPAE / Município de Pombal
Inserido na 2.ª série da colecção “Estremadura – Espaços e Memórias”, editada pelo CEPAE, este livro de Saul António Gomes apresenta novas leituras do significado de Pombal na história medieval e quinhentista de Portugal, um dos períodos mais relevantes na definição da identidade daquela cidade, mas também dos mais desconhecidos da sua história. Entre os temas focados pelo autor, destaque para as leituras problematizantes que propõe acerca da fundação da vila pelos cavaleiros templários, a análise interpretativa dos seus forais de 1174 e 1176 e das problemáticas que lhes estiveram subjacentes, o estudo de síntese em torno da evolução do concelho e da vila nos séculos XIV e XV, a caracterização das paisagens rurais do termo pombalense – em que se integraram, no século XIX, os antigos municípios de Abiúl, Redinha e Louriçal –, a apreciação das rendas do almoxarifado pombalense em 1497 e, ainda, uma breve leitura da evolução da vila na primeira metade de Quinhentos, época em que se processou a afirmação definitiva da colegiada de S. Martinho de Pombal como centro urbano dominante e matriz da administração religiosa da Ordem de Cristo na vila. A esta análise histórica, acresce a publicação de cerca de meia centena de preciosos documentos medievais e quinhentistas, na maior parte inéditos, projectando todos eles uma nova luz sobre a história menos conhecida deste antigo concelho estremenho.



Sensibilidades 25
Fotografia
CEPAE
Esta obra, coordenada por José Luís Jorge e editada pelo Centro do Património da Estremadura, reúne trabalhos fotográficos inéditos de 25 fotógrafos do distrito de Leiria. O CEPAE reafirma assim o princípio – já iniciado com a publicação da antologia de novos autores de Leiria “Vamos para onde temos a ventura” – da necessidade de promover a cultura do presente, numa perspectiva trans-concelhia. Neste livro estão evidentes várias estéticas e tendências, que vão desde o fotojornalismo, até à chamada fotografia de autor, tendo sido deixada total liberdade a cada autor na escolha dos seus temas. Permite assim uma visão abrangente do que melhor se faz nesta Região, no que à fotografia diz respeito, neste início do séc. XXI.

159 - Sugestões Musicais

The Sellout

Macy Gray
Universal Music Portugal
A multi-premiada Macy Gray (dois prémios Grammy, dois prémios MTV e, com “I Try”, o nome de Macy Gray atingiu o patamar de hit singles eternos) regressa aos discos com “The Sellout”. O novo trabalho da cantora, com mais de 15 milhões de discos vendidos, é o resultado legítimo de quem não depende de ninguém para atingir o objectivo. Pop-soul (vide “Lately”), épico-rock-de-estádio “Kissed It” (solo de Slash) e o funk de “Stalker”, são os temas que constam de um disco que tem em “Beauty in the World” o seu cartão de apresentação, uma mistura rica entre música de dança e a voz inconfundível de Macy Gray. Segundo ela, “Quando estou por minha conta, faço apenas as canções de que gosto; estou a gastar o meu próprio dinheiro, não tenho que ir mostrar as canções a ninguém, não sou a empregada de ninguém”. E quanto às letras, “deixei falar o coração; não pretendi ter um tema comum, mas quando se juntam estas letras todas elas são o retrato da minha vida neste momento. Desejo profundamente que as pessoas gostem dele”. Nós já ouvimos e gostámos...



Humanoid Live
Tokio Hotel
Universal Music Portugal
Os Tokio Hotel andaram por toda a Europa com um espectáculo surpreendente. Utilizando cenários futurísticos e urbanos, a banda alemã conseguiu dar um passo em frente na evolução. “Humanoid City Live” é o nome do DVD que capta a excelência desses concertos, com edição também disponível em CD. Bill Kaulitz e parceiros surgiam de um outro universo quando se insurgia das estruturas hidráulicas, pontes flutuantes, fogo e muitos holofotes, numa representação excitante para todos os fãs. Com a criação de Misty Buckley (The Fifth Element), o cenário foi muito bem captado nesta edição. Filmado na primavera de 2010, em Milão, com 15 câmaras de alta tecnologia ao seu serviço, o novo registo foi dirigido por Jim Gable (AC/DC, Rolling Stones, Aerosmith). O DVD contém ainda um especial em que capta a banda num ensaio secreto em Londres, com uma incrível sequência de “making of” de toda a produção do espectáculo. Para quem os viu no passado dia 7 de Abril no Pavilhão Atlântico, esta é uma oportunidade de reverem a inesquecível noite. Para os que não poderam estar, é a hora de ajustar contas e conhecerem este grande espectáculo.



Heart & Soul
Kenny G
Universal Music Portugal
Com mais de 75 milhões de discos vendidos e vencedor de um Grammy, kenny G edita em 2010 o seu 13.ºdisco pela Concord Records, gravado no estúdio de Walter Afanasieff (Christina Aguilera, Michael Bolton, Mariah Carey, Celine Dion, Mika, Whitney Houston, Barbra Streeisand). Em Heart & Soul , Kenny G retoma as suas raízes do R & B e conta com participações especiais de Robin Thicke em ‘‘Fall Again’’ e Babyface em ‘No Place Like Home’. Não são precisas muitas palavras para apresentar este saxofonista, um dos mais célebres do mundo, e menos ainda para convencer os amantes da boa música a inserir este álbum na sua colecção.



Brincar a Vida Inteira
Serafim & Companhia
Universal Music Portugal
“Serafim & Companhia – Brincar a Vida Inteira” é o DVD indicado para os mais novos ainda de férias. Com edição da Universal Music Portugal, inclui o novo sucesso de Verão “Vou de Bicicleta”, já a passar no Canal Panda – é editado em duas embalagens diferentes (um DVD Standard e um fantástico DVD Embalagem Especial) e inclui cinco vídeos, cinco temas para karaoke, jogos de computador e extras. “Serafim & Companhia - Brincar a Vida Inteira” apresenta vídeos e versões para karaoke das canções “Hora de Dormir”, “As Pitinhas”, “Comer Comer”, “Hoje Brilha o Sol” e “Vou de Bicicleta”; os jogos de computador “Jogo da Galinha Patareca”, “Jogo da Memória” e “Jogo da Viagem do Serafim”; e ainda wallpapers e convites de aniversário como extras! Pede já aos teus pais... e depois é só cantar, rir e brincar... a vida inteira.

Júlia do Rosário Henriques

Começou a caça... recomeçaram as transgressões

Logo no primeiro dia de caça, deparámos com aquilo que não devia acontecer. Há pessoas que se dizem caçadores, que não merecem ter uma espingarda nas mãos. Há leis que têm de ser cumpridas e quem não as cumprir deve ser punido severamente.
Se nesta altura apenas se podem abater rolas e pombos bravos, é inadmissível que estes ditos caçadores abatam também perdizes. Esta cena aconteceu perto do moinho, na estrada que liga as Hortas a S. Bento. Era bom que os responsáveis pelas reservas da Batalha e Barreira verificassem quem esteve nas portas próximas e descobrisse o ou os prevaricadores, para serem castigados exemplarmente.

Enquanto os fanáticos em matar atirarem a tudo quanto mexe, nunca existirá um bom ambiente de caça. Temos de ser nós, sem medo, aqueles que não transgridem, a denunciar os que o fazem. Vamos perder o medo, a bem do futuro da caça.

MCR

Lágrimas de pranto

Borboleta que voas triste Sobre as madrugadas
E as flores silvestres
Encontram-se na mesma agonia
Animais e as aves, pobres coitadas.
No coração, algo fica a pensar
Não é só a natureza que faz tempestades,
Ao olhar para a televisão,
E oiço o noticiário, acredito
Que há gente com muita maldade.
Crianças, velhinhos
E doentes, dão que pensar!
Falta-nos o ar
Para o oxigénio receber,
Nos hospitais é só entradas
Para os médicos os aflitos socorrerem.
Numa parte do mundo
é calor imenso e tudo arder,
Desespero, desgostos, feridos,
Mortes e aflições,
Noutra parte, só chove,
Está tudo a morrer.
Meu Deus Infinito
O que irá mais acontecer?
Todos somos seres humanos;
Muitos já pensaram
No que andam a fazer?
A atmosfera está doente
Por tanta crueldade fazerem.
Cremilde Monteiro

159 - Tintol e Traçadinho

159 - Fotos do Mês

Por LMFerraz

Mais um para a colecção...

Este mês, com as festas e outros eventos que houve por cá, o que não faltavam eram cromos para a nossa colecção. Assim, tivemos de fazer uma sondagem de opinião junto de cerca de... uma pessoa, e o resultado foi este. Até porque há que dar lugar aos mais novos, que ainda estão a iniciar-se nisto da cromice.
Fiquem então com este candidato. A coisa deu-se na corrida de cântaros da festa do Senhor dos Aflitos.
O rapazinho começou por aviar água de carro-de-mão. Depois , fez de assistente de bombeiro. Foi subindo de posto, até se tornar numa temível ameaça aquática. No entanto, a quem sobre muito depressa na carreira, acontecem destas coisas: acabou estatelado no chão, com uma bela molha no pelo... é a vida!




quinta-feira, 29 de julho de 2010

Edição 158 - Julho de 2010

EDITORIAL | A última a morrer

As notícias do Estado da Nação são cada vez mais preocupantes, com a palavra “crise” a dominar todos os temas de conversa, desde a economia à saúde, da cultura ao desporto, da justiça à ética social.

Ainda assim, vamos tendo alguns motivos de alegria e festa, como se pode ver pelo retrato que deixamos nesta edição. Talvez seja um sinal de que a esperança é mesmo a última a morrer. Ou então, uma tentativa de – contra a corrente – desenhar a vida em cores mais garridas, quando o cenário no horizonte se acinzenta.

De todas as boas notícias, entre as quais um campeão nacional de patinagem artística numa equipa do nosso concelho, destacamos o lançamento do livro de Purificação Bagagem. Sobretudo pelo sinal positivo que lança na sociedade, apontando os valores humanos e cristãos como segredo do sucesso e da felicidade, desde a infância. A sua leitura é estimulante e ajuda-nos, sem dúvida, a acreditar que é possível mudar o mundo com pequenos gestos. Porque a esperança deve ser mesmo a última a morrer.

Festa do 41.º aniversário do Centro Recreativo da Golpilheira

Balanço positivo apesar da crise


Nos dias 17 a 19 de Julho realizaram-se os festejos do 41.º aniversário do Centro Recreativo da Golpilheira, que abriram com o Festival de Folclore (ver página seguinte), tiveram mais uma edição do passeio de carrinhos de rolamentos "Rodas de Aço" e dois serões de música de baile, com "Sons da Brisa" e "Duo Renascer".

Quanto ao "Rodas de Aço", numa tarde quente de domingo, decorreu em três rampas da freguesia, com 21 carros e 28 concorrentes inscritos. Esta tradicional corrida teve a presença de numeroso público, que muito aplaudiu os corredores. Não faltou também um bar ambulante com várias bebidas frescas, cuja rainha foi a imperial. Não se registou qualquer acidente, contribuindo para esta boa notícia todas as medidas de segurança tomadas, nomeadamente, a colocação de diversos pneus nos locais mais críticos de cada rampa. Foi distribuída uma camisola a cada participante, com inscrições alusivas a este tradicional evento. O carro mais rápido foi o número 5, curiosamente transportando cinco pessoas (Flávia Ramos, Paulo Vieira, Pedro Vieira, Marco Almeida e Ricardo Ribeiro).
Tentando manter as tradições, realizaram-se também os jogos da corrida de frangos e da quebra de panelas. De salientar que na corrida de frangos participaram muitos jovens, o que desde já garante as edições futuras. Esta situação levou a uma pequena alteração na quebra das panelas, permitindo-se o uso de um pau. Os adultos, a murro, como é tradicional. Este ano houve uma situação inédita: um concorrente não conseguiu partir a panela a murro e decidiu parti-la com a cabeça.... o resultado foi o "dois em um": partiu a panela e a testa. Mas conseguiu levar assim o prémio. Não sei se para o ano vai repetir...



Balanço

O balanço é positivo, enquadrando-se naquilo que era esperado, já que a tão badalada crise também se vai sentindo nestes eventos. No entanto, os golpilheirenses e habitantes de zonas limítrofes responderam à chamada. Os donativos e patrocínios, apesar do esforço dos angariadores, ficaram um pouco aquém dos do ano transacto. Já no que diz respeito ao restaurante, bar, café da avó e quermesse, estiveram dentro dos números do ano anterior.

A direcção agradece a todas as pessoas que de alguma forma contribuíram para que estes festejos tivessem sido um sucesso. Para os que podiam e não colaboraram, esperamos para que o façam para o ano, para aqui depois lhes agradecermos.

Os golpilheirense terão de ter a consciência de que as festas da nossa terra são para nós trabalharmos. Para nos divertirmos, vamos às festas nos lugares limítrofes. Aproveito a ocasião, e uma vez que se aproximam mais duas festas na nossa freguesia, para apelar à ajuda de todos nos trabalhos de preparação destes dois eventos.

Manuel Carreira Rito



Organizado pelo rancho “As Lavadeiras do Vale do Lena”

XXI Festival de Folclore da Golpilheira

Integrado nas comemorações do 41.º aniversário do Centro Recreativo (CRG), decorreu no dia 17 de Julho, o XXI Festival de Folclore da Golpilheira, organizado pelo rancho “As Lavadeiras do Vale do Lena” do CRG.

Após o tradicional jantar de convívio com os grupos convidados, cerca das 21h30 começou o desfile etnográfico, que antecedeu a entrega de lembranças no palco. A cerimónia contou com a vereadora Cíntia Silva, da Câmara Municipal da Batalha, Carlos Santos, presidente da Junta de Freguesia da Golpilheira, Manuel Carreira Rito, presidente do CRG, Idalino Mendes, professor de música que gratuitamente elaborou as pautas das 19 músicas para o CD do nosso rancho, e José Guerra da Silva, que também colaborou naquele trabalho.

Participaram neste festival, para além do rancho anfitrião, que integra a região da Alta Estremadura, o Rancho Folclórico de Vila Nova de Tazem (Beira Alta – Serrana), o Rancho Típico de Miro – "Os Barqueiros do Mondego" (Penacova – Mondego) e o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Mira (Região da Beira Litoral). Cada um com as suas danças e cantares, preservam a nossa cultura, aquilo que mais identifica cada uma das regiões de Portugal.

Apesar das grandes dificuldades com que se debatem a maioria dos ranchos, não só financeiros, mas também de reconhecimento estatal do trabalho árduo dos seus elementos e directores para continuarem com esta tão nobre tarefa de deixar para os vindouros aquilo que os nossos antepassados nos deixaram, teimam em remar contra a maré. Foi com grande apreço que constatámos que todos os grupos integravam muitos jovens, que de certeza garantem a sua continuidade. É de enaltecer o esforço que "a família do folclore" faz ao longo dos tempos, através da recolha, preparação da coreografia das danças e seus cantares. Para além dos ensaios, importantes para o bom desempenho de todos, é de realçar a sua participação nos diversos festivais de folclore, de Norte a Sul do País, regiões autónomas da Madeira e dos Açores e ainda no estrangeiro. É no Verão que a maioria dos festivais de folclore se realizam. Não é fácil para os elementos dos ranchos, nos dias de maior calor, envergarem trajes por vezes muito pesados e disponibilizarem-se, quando podiam estar na praia ou na floresta a descansar muito comodamente. É um serviço gratuito que prestam à sociedade e a recompensa que têm e que mais gostam são as palmas da assistência. Para todos os folcloristas deste País, vai o nosso reconhecimento e que continuem a dar o vosso melhor, preservando e eternizando merecidamente as memórias dos nossos simples e humildes antepassados.
Para os conhecermos melhor, vamos transcrever o historial de cada um...


"As Lavadeiras do Vale do Lena" – Golpilheira

O rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena" do C. R. Golpilheira foi fundado em 12 de Julho de 1989. Sediado no lugar e freguesia de Golpilheira, concelho da Batalha e distrito de Leiria, está assim inserido na Região de Turismo Leiria-Fátima e representa o folclore da Alta Estremadura. Golpilheira foi em tempos um lugar vocacionado para a agricultura. Nas margens do rio Lena cultivava-se milho, hortas, vinho, azeite e legumes. As suas danças e cantares foram recolhidos de pessoas nascidas na última década do século XIX. Eram as que se "bailhavam" a céu aberto, nas alpenduradas e de portas a dentro, nas eiras, nas descamisadas, nos terreiros pelos Santos Populares, nos serões dos enxovais, nos serões dos casamentos, nas "adiafas" da vindima e azeitona e na "casa da brincadeira". Seus trajes de trabalho, domingueiro ou de cerimónia eram os que se usavam a rigor na segunda metade do século XIX. As alfaias, ferramentas e pertences correspondentes a cada actividade também estão representados, como o malhador, a ciranda, a vindimeira, o lagareiro, o abegão, a jantareira, a lavadeira e o par de noivos pobres. Os instrumentos usados na tocata são tradicionais da região. É sócio efectivo da Federação do Folclore Português, desde Janeiro de 1996. É sócio fundador da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura e filiado no INATEL. Durante estes anos de existência, já teve mais de 700 actuações, de Norte a Sul do País. Participou também em alguns festivais internacionais, nomeadamente em Espanha, por duas vezes, França e Roménia, onde mostrou toda a sua beleza de trajes, danças e cantares, preservando e divulgando a nossa cultura e tradição.



Rancho Folclórico de Vila Nova de Tazem

O Rancho Folclórico de Vila Nova de Tazem, fundado em 2 de Agosto de 1992, tem por objectivos recolher, preservar e divulgar os usos e costumes da região em que se insere, Beira Alta – Serra da Estrela. Apresenta um reportório de características muito próprias, fruto das imensas recolhas efectuadas junto das pessoas mais idosas da freguesia. No seguimento destas recolhas, foram confeccionados os seus trajes, reprodução fiel dos tempos mais remotos do século XIX e princípios do século XX, sendo de destacar: traje de noivos, de vindimadeiras, pisadores de uvas, tombadores de dornas, ceifeiros, queijeira, pastor, romeiros, lavrador abastado, traje rico, etc. Tem participado em inúmeros festivais de folclore, festas e romarias, de Norte a Sul do País. Esteve em Espanha e na Ilha de S. Miguel (Açores). Tem uma Escola de Música e um Museu Etnográfico. Organiza anualmente eventos de carácter cultural, como festival de folclore, encontro de regiões, cantares de Janeiras, jogos tradicionais, serões culturais, etc. Está inscrito no INATEL e é sócio efectivo da Federação do Folclore Português. É formado por cerca de 45 elementos.



Rancho Típico de Miro – "Os Barqueiros do Mondego"

O Rancho Típico de Miro "Os Barqueiros do Mondego" surgiu por iniciativa de um grupo de pessoas interessadas em ter coisas novas na terra. Inicialmente foi um rancho com características carnavalescas, em termos de trajes e cantigas, dançando modas de diversas regiões. A partir de Julho de 1986, procurou através da sua etnografia, danças e cantigas, divulgar o que foi o modo de vida e as tradições das gentes da sua terra, e até hoje tem espalhado o seu vasto reportório por todos os cantos de Portugal. O rancho está geograficamente inserido na freguesia de Friúmes, concelho de Penacova e a escassos 30 quilómetros de Coimbra, bem no centro da Beira Litoral. Penacova, terra de invulgar beleza paisagística, cercada por serranias, onde existem ainda vários Moinhos de Vento, é igualmente rica em tradições e costumes que são retratados por este rancho. Oriundo de uma freguesia onde predominavam os trabalhos agrícolas e as lides do rio, os componentes do rancho vestem dois tipos de trajes bem distintos: os de festa para actos solenes e folgança e os de trabalho. Dos trajes de trabalho, destacamos: barqueiro do Mondego, carafete, carreiro, pescador, estanqueiro, agricultor, carvoeiro e tratadora do linho. Também representam trajes domingueiros: noivos, romeiros, pagadores da Décima, cerimónia, "ir ver a Deus" e meninos da escola. As danças apresentadas são: Arregaça, Menina Tira o Chinelo, Cigarra, Aqui Tudo Brinca, Ai ó Manel, Pé em Ponto, Ai Gabriel, Amendoeira, Vira da Região, etc.



Grupo Folclórico da Casa do Povo de Mira

O Grupo Folclórico da Casa do Povo de Mira foi fundado em 5 de Maio de 1978. Situado no centro da região da Gândara e convicto da função que lhe cabia desempenhar na preservação e divulgação dos valores da cultura tradicional do concelho de Mira, recuando à segunda metade do século XIX, realizou um persistente trabalho de pesquisas, estudos, recolhas e algumas consultas documentais, o que levou à reconstituição de danças, cantares, traje e tradições bem expressivas da Região da Gândara e Beira Mar. Todas as recolhas efectuadas foram confirmadas, pois delas dependia a verdadeira representatividade e qualidade do grupo. Assim, o grupo representa, valoriza, defende, preserva e divulga o verdadeiro folclore, sendo considerado como fiel intérprete do Cancioneiro Popular da Região da Gândara. Além das danças e trajes, o grupo já efectuou a reconstituição da Novena à Nossa Senhora da Luz, o Cântico das Almas Santas ou Amenta das Almas, a Tradicional Matança do Porco à Moda Antiga e a Romaria à Santa Marinha. Tem actuado de Norte a Sul do País, tendo-se já deslocado a França e à Holanda. Edita o Boletim D’Avó Gandarense, em defesa e divulgação da cultura tradicional do Concelho de Mira. É membro efectivo da Federação do Folclore Português. Os seus trajes, hoje totalmente em desuso, são a reconstituição fiel do modo de vestir do povo da Gândara e da Beira Mar, na segunda metade do século XIX, havendo a preocupação de usar tecidos tradicionais como o borel, o linho, o surrubeco, a baeta, a chita, brocados, etc., e no calçado o uso da pelica, atanados, calfe, etc., além dos diversos adereços próprios de cada traje, o que constitui um verdadeiro património histórico-cultural. O grupo apresenta os seguintes trajes: casamento, senhora "teres e haveres", "ver a Deus", lavradores ricos, lavradores remediados, seareiros, camponeses, jornaleiros, ceifeira de Mira, romeiros, domingueiro de "ir à fonte", tremoceira, aguadeira, feirantes, moleiros, abobeiro, almocreve, guarda campestre, rapariga de Mira (Miroa), mulher de Mira, gandaresa, diversos trajes festivos, arrais da terra, arrais do mar, calafate, abegão, calador, redeiro, peixeira da Beira Mar e vendedeira de peixe.

Purificação Bagagem apresentou livro “A Família e a Saúde Mental”


O auditório municipal estava cheio, a sessão contou com a animação musical requintada do grupo "Adesba Chorus", da Barreira, a apresentação foi feita por Conceição Bento, directora da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, o encerramento foi proferido por Cíntia Silva, vereadora da Cultura do Município da Batalha. Mas, mesmo com todo este cuidado protocolo, no dia 24 de Julho viveu-se uma verdadeira festa "familiar", simples e despretensiosa, à imagem da autora da obra que estava a ser apresentada, "A Família e a Saúde Mental".
A golpilheirense Maria da Purificação Bagagem é de facto um exemplo de excelência humana e profissional, mas também de humildade e delicadeza na sua relação com os outros. Vivendo de forma discreta na comunidade e na própria família, nunca deixou de estar atenta e pronta a ajudar, marcando o seu lugar sem se impor, acompanhando com ternura maternal os meninos que iam aumentando o clã, apesar de não ter tido filhos seus. Isto mesmo testemunhou o sobrinho, Jorge Bagagem, num relato bem-humorado mas emotivo com que lembrou os tempos vividos na casa da tia, em Coimbra, enquanto universitário. Num resumo da sua personalidade, apresentou-a como mulher determinada nas suas convicções (ao ponto de sair de casa aos 17 anos para estudar enfermagem em Coimbra), útil conselheira, com abertura e jovialidade de espírito, mas também exemplo de trabalho intelectual e firmeza nas decisões (como a de banir lá de casa o tratamento por "cota", ainda que brincalhão, mas que lhe causava "formigueiro nos ouvidos").

Quanto à obra, depois de outras publicações e trabalhos académicos, foi a "concretização de um sonho", como lembrou Conceição Bento, o sonho de "partilhar com todos a sua experiência pessoal e profissional, e também de vivência de fé católica aprofundada, de modo a poder ajudar outros a fazer o caminho de modo mais fácil". Recheada de "momentos de vida, pequenos gestos e grandes obras, observados e vividos com outros", este livro "centra-se nos valores humanos e cristãos cuja falta é a maior crise da modernidade", para nos dar uma lição simples: "Uma vez que ensinamos o que somos e vivemos, temos de verificar todos os dias o que fazemos, para aferirmos os valores que defendemos e que queremos que vivam os que se relacionam connosco". Por outras palavras: "Façamos do mundo um lugar de afectos, para sermos pessoas mais felizes, numa sociedade cada vez mais justa e humana".

A autora agradeceu emocionada tão numerosa presença de familiares, colegas e amigos, a quem dedicou este fruto do seu trabalho dos últimos anos, já depois de jubilada (em 2000). "Sobretudo às mães, pois é no seu regaço que começa todo o ensino e a formação da personalidade dos filhos, um ensino que só é completo se incluir as duas dimensões do amor: a Deus e aos outros", afirmou.

Sobre o livro, afirmou que "não é um trabalho científico, mas sim uma partilha em linguagem simples e acessível a todos dos conhecimentos que foi adquirindo na sua vida profissional e noutras experiências de acompanhamento social e psiquiátrico, nomeadamente, com jovens". Por outro lado, os valores que recebeu no lar e a relação que foi alimentando numa família numerosa serviram também para alicerçar o seu pensamento e as convicções que defende. Isso está bem patente ao longo de toda a obra, mas especialmente no último capítulo, onde descreve o ambiente em que nasceu e cresceu. Antes disso, o texto começa por realçar "a importância da família na vida humana", entrando depois numa abordagem mais específica da "família e a saúde mental" e no "papel dos pais na criação, formação e educação dos filhos". Na apresentação, Purificação Bagagem resumiu o seu objectivo editorial: "Espero que seja uma ajuda para sermos mais felizes e termos um mundo melhor".

A terminar, a vereadora Cíntia Silva considerou "uma honra contarmos esta autora entre o número dos batalhenses que se destacam pelo seu valor e pelo trabalho de mérito", classificando esta obra como "fundamental para percebermos a importância do nosso papel de pais nos dias de hoje, em que o tempo para os filhos é pouco e precisa de ser usado com a máxima qualidade". Nesse contexto, sublinhou o destaque dado no livro aos valores, "mostrando como podemos ensinar as nossas crianças a amar e a viverem em relação, numa sociedade cada vez mais marcada pelo egoísmo e a competição".

Não precisamos acrescentar mais para convencer os golpilheirenses a comprar e ler com atenção este livro durante o Verão. Nada melhor do que bater à porta desta nossa conterrânea, provavelmente com direito a algumas palavras extra e um autógrafo personalizado.

Luís Miguel Ferraz

Festa na Golpilheira


De 31 de Julho a 2 de Agosto, a Golpilheira está em festa, com a celebração em honra do Senhor Bom Jesus dos Aflitos.
O arraial promete bom serviço de bar, restaurante, café da avó, quermesse e jogos variados em permanência, onde algumas surpresas vão ser apresentadas.

Cada um dos serões contará, respectivamente, com a actuação de Banda Kroll, Enigma 3 e Dualband. Para além disso, actuará o rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena", do CR Golpilheira, no dia 1, pelas 18h00.

Quanto ao programa religioso, haverá celebração eucarística às 18h00 no sábado e às 18h30 na segunda-feira, mas a Missa da festa será às 12h00 de domingo, antecedida pela recolha das ofertas pelas 11h00 acompanhada pelo grupo musical "Triunfantes", e seguida de procissão para a igreja "velha".

Festa em S. Bento

A festa voltará à Golpilheira nos dias 21, 22 e 23 de Agosto, no adro da igreja de São Bento, onde se celebra em honra da Senhora da Esperança.

No arraial haverá quermesse, bar, restaurante e várias diversões. Os serões serão animados, respectivamente, pelos grupos musicais Lord’s, Kremlin e Zé Café e Guida.

Também neste caso, o dia especial será o domingo, com recolha de andores pelas 11h00 com a fanfarra dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande e Missa solene pelas 12h00, seguida de procissão.

Na segunda-feira, haverá Missa por intenção dos festeiros, pelas 18h30, seguindo-se os jogos tradicionais.

Fora do programa, mas organizada pela mesma comissão de festas, vai realizar-se no dia 8 de Agosto a “1.ª Prova 2h de Resistência” para motorizadas de 50cc, à volta de S. Bento. De manhã haverá treinos livres e a prova decorrerá entre as 15h00 e as 17h00. A inscrição (10 euros) inclui almoço e direito a prémios e troféus para os 5 primeiros.

Festas da Batalha 2010: “Amália Hoje”, Gala de Folclore e Rui Veloso


As festas da Batalha aí estão de novo, com alguns nomes sonantes no cartaz a prometer repetir a enchente do ano passado. O artista mais mediático é Rui Veloso, que fechará o certame, no dia 15, mas a abertura também merece destaque, com os “Dr1ve” e “Projecto Amália Hoje” no palco do dia 13. Pelo meio, mais uma Gala Internacional de Folclore, organizada pelo rancho local Rosas do Lena, com a presença de convidados de luxo: “Wiaam Wa Moussalaha” da Argélia; Associação Folclórica “Orballo” de Espanha; Grupo “Rythm” da Bulgária; e ainda os grupos folclóricos de Faro e de Sande (Guimarães).
Mas os eventos que marcam as festas são bem mais variados (ver cartaz na última página), incluindo a 3.ª edição da Mostra de Actividades Económicas do Concelho, o II Torneio de Futebol “S. Nuno de Santa Maria”, tasquinhas de petiscos e diversas actuações de rua e jogos tradicionais.

Destacamos o Dia do Município (14), com cerimónias civis e militares às 12h00 na Capela do Fundador do Mosteiro, a inauguração da exposição “Festas da Batalha – Uma História com mais de 50 anos” pelas 15h30 na galeria Mouzinho de Albuquerque, e a sessão solene às 16h00 no auditório municipal, com alocução histórica por António Almeida Monteiro sobre “O Voto de El-Rei D. João I antes da Batalha Real” e o lançamento do livro “As Gárgulas do Mosteiro de Santa Maria da Vitória” de Patrícia Alho. Segue-se o tradicional encontro de emigrantes do concelho, no pavilhão multiusos.

Também no domingo haverá alguns pontos de interesse, como a caminhada entre a vila e a Golpilheira a partir das 09h30, o Grande Prémio de Atletismo “Mestre de Avis” às 10h30, que terminará com a assinatura de um protocolo de colaboração entre a autarquia e a Associação Distrital de Atletismo de Leiria.

O programa pormenorizado pode também ser consultado na internet, em http://www.festasdabatalha.com/.



Batalha, Porto de Mós e CIBA juntos pelos 625 anos da Batalha de Aljubarrota

Os municípios da Batalha e de Porto de Mós e o CIBA – Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (S. Jorge) uniram-se na elaboração de um programa comum para as comemorações dos 625 anos da Batalha de Aljubarrota.

A notícia foi dada em conferência de imprensa, no passado dia 24 de Julho, em que Alexandre Patrício Gouveia, do CIBA, destacou a “novidade que é as várias entidades que costumam organizar eventos nesta data se juntarem para dar mais relevo ao feito histórico que foi a Batalha Real, uma decisão que se pretende continuar e desenvolver no futuro”. Este responsável adiantou que “o processo não está fechado, podendo virem a associar-se no futuro outras câmaras municipais e entidades que o desejarem, como por exemplo de Alcobaça e Óbidos”. O convite não foi já efectuado neste ano por “querermos testar este modelo de uma forma simples, para ir melhorando ano após ano”.

A vereadora da Cultura da Batalha, Cíntia Silva, e o presidente do município de Porto de Mós, João Salgueiro, manifestaram também a sua satisfação por poderem, pela primeira vez, anunciar em conjunto as actividades com que pretendem assinalar o dia 15 de Agosto de 1385. “Esperamos melhorar a parceria agora realizada e agregar outras entidades, de modo a potenciar a celebração desta importante data histórica e também o turismo cultural que ela pode atrair”, referiu João Salgueiro. “Este é um primeiro passo, que acaba por significar a união num mesmo programa das actividades que cada um organizava em separado, mas em edições futuras pensamos melhorar o cartaz e transformar esta efeméride numa ocasião especial para a promoção do património que temos e da nossa história colectiva”, reforçou Cíntia Silva.

Uma das ideias adiantadas foi a “possibilidade que realizarmos uma reconstituição da Batalha de Aljubarrota, ao nível do que se faz noutros pontos da Europa com as batalhas medievais, que atraem milhares de turistas”, adiantou Patrício Gouveia, sublinhando que “será possível fazê-lo com baixos custos e a participação alargada da comunidade local, nomeadamente, dos mais jovens em idade escolar”.

Para já, fica um programa que se estende por 15 dias, começando com a cerimónia da colocação do estandarte oficial dos 625 da Batalha de Aljubarrota na praça do Município de Porto de Mós, no dia 1 de Agosto, pelas 12h00. A mesma autarquia promove, no dia 6 de Agosto, pelas 18h00, um colóquio sobre a Batalha Real, com o coronel Américo Henriques, no Campo Militar de S. Jorge.

No dia 7 de Agosto, caberá ao CIBA promover uma noite de animação popular medieval, no centro da localidade de S. Jorge, a partir das 18h00, em que se promete muita animação e surpresas para todas as idades. No dia seguinte, domingo, serão organizados passeios de balão, entre as 18h00 e as 21h00, prometendo uma “vista privilegiada” do ar sobre o campo militar.

No fim-de-semana de 13 a 15 de Agosto, as propostas são basicamente as que se incluem nas habituais festas da Batalha, promovidas por esta autarquia. Acrescente-se, apenas, o início das celebrações oficiais, no CIBA, pelas 10h00, com uma missa campal e outros actos evocativos. Daí se seguirá para a Capela do Fundador, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, pelas 12h00.

Luís Miguel Ferraz

Festibatalha trouxe folclore, baile e marchas

Rancho Rosas do Lena organizou


Decorreu no passado dia 4 de Julho, na praça D. João I e no largo do Condestável, na Batalha, mais uma edição da Festibatalha, que inclui folclore, artesanato, marchas e bailarico. Este evento foi organizado pelo rancho folclórico Rosas do Lena, com a colaboração da Câmara Municipal e Junta de Freguesia da Batalha, Inatel e algumas empresas e comércio locais.

Para além da mostra e venda de produtos tradicionais, oficinas ao vivo e animação com as concertinas, realizou-se durante a tarde o Festival Nacional de Folclore, com a participação do grupo anfitrião e dos convidados "Os Oleiros" de Caldas da Rainha (Alta Estremadura), Rancho de Gens (Gondomar – Douro Litoral) e "Os Camponeses" de Vila Nova Cernache (Coimbra – Beira Litoral). Este festival, apesar do calor, foi presenciado por um numeroso público entusiasta, que não regateou aplausos a todos os grupos participantes. Ficou uma vez mais provado que o nosso povo tem um carinho muito especial pelo folclore.

À noite, exibiram-se as marchas populares de Pussos (Alvaiázere), Bairro dos Anjos (Leiria) e Mira de Aire. Perante numerosa assistência, todas as formações tiveram um bom desempenho. Antes e depois das marchas, o palco foi do duo "Licínio e Leonel", que proporcionou um animado bailarico.


BALTICA 2010 : Rosas do Lena em festival na Estónia

O rancho folclórico "Rosas do Lena", da Batalha, participou na 23.ª edição do Festival Internacional de Folclore BALTICA 2010, que se realizou na Estónia, de 8 a 12 de Julho, sendo o primeiro agrupamento português a tomar parte neste importante festival organizado sob os auspícios do CIOFF.

Tratou-se da 29.ª deslocação ao estrangeiro deste agrupamento. Recebido com extrema deferência, o Rosas do Lena encerrou todos os espectáculos, honra só concedida aos grupos de referência e, por extensão, ao nosso país. Três desses espectáculos foram realizados nas cidades de Karksi Nuia, Parnu e na capital Tallinn, aqui no Teatro Nacional, onde se efectuam grandes concertos como os de ópera. A representação portuguesa foi classificada pela direcção artística do Festival como das mais marcantes e brilhantes ao longo das 23 edições.

Além de Portugal e da Estónia, participaram também Letónia, Lituânia, Finlândia, Itália, Chipre e México.

Artistas da Batalha em palco : “Vozes da minha terra”

A praça Mouzinho de Albuquerque foi o palco da III edição do espectáculo "Vozes da minha Terra", uma iniciativa que pretende dar a conhecer algumas das vozes da Batalha. O serão decorreu no passado dia 9 de Julho, com cantores e músicos que, apesar do seu estatuto "amador", assumem verdadeira devoção pela música.
Os cantores foram Gracinda Rito (Golpilheira), Pedro Santos, Joana padrão, António Sequeira, Fernando Brogueira, Fernanda Batista, Tiago Borges, Lucinda Ferreira e Andreia Borges. A acompanhar, três músicos: Joaquim Trovão e Fernando Fonseca à viola, e Joaquim Rocha à guitarra, este último como convidado especial.

A apresentação esteve a cargo de Ana Sofia e o público fez o resto: em grande número, não poupou aplausos aos artistas.

Recolha de óleos alimentares nas freguesias do concelho

Pelo Decreto-Lei n.º 266/2009, os municípios passam a ser responsáveis pela recolha dos óleos alimentares usados, desde que a produção não exceda os 1100 litros por produtor. Neste sentido, a Câmara da Batalha assinou recentemente um protocolo com a empresa ÓleoTorres, que passa a recolher e a tratar estes resíduos gerados neste concelho. Assim, está prevista para breve a colocação de quatro oleões, com uma capacidade de 250 litros, junto aos ecopontos instalados nas Juntas de Freguesia concelhias. Futuramente, os oleões serão estendidos aos estabelecimentos escolares e associações. O óleo, depois de reciclado, poderá ser usado em produtos como biodiesel, sabões e velas.

Batalha na Rede “Europe Direct”

Informação sobre a Europa



O Município da Batalha passou a contar com uma área de informação alusiva à Europa, no âmbito do Projecto "Europe Direct". A informação disponibilizada permite aos munícipes obter informações diversas acerca de áreas tão distintas como a demografia, programas de apoio à economia e à cultura, programas para jovens, informação sobre os diversos organismos da União, entre outros temas.

Aponte-se ainda que, para informações mais detalhadas sobre a Rede Europe Direct, os interessados devem dirigir-se à sede da ADAE – Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura, na avenida Dr. José Jardim, em Leiria. Simplificar os instrumentos de informação das instituições europeias e descentralizar a informação para zonas rurais e urbanas em todos os países da União Europeia são os principais objectivos desta rede de informação.

Associação “Cap Magellan” promove “Sécur’été 2010”

JG associa-se à campanha de segurança rodoviária


A Cap Magellan (CM), principal associação de jovens lusodescendentes de França, organiza pelo 8.º ano consecutivo uma campanha de Segurança Rodoviária intitulada "Sécur'été", a que o Jornal da Golpilheira se associa este ano. A associação trabalha em prol de uma cultura de segurança e de uma maior cidadania rodoviária desde 2003 e é signatária da Carta Europeia da Segurança Rodoviária desde 2006.

Esta é uma campanha que se dirige aos portugueses e lusodescendentes residentes em França, que se deslocam de carro a Portugal durante as férias de Verão. Decorre em três países – França, Espanha e Portugal – e tem como principal objectivo a redução do número de acidentes durante os trajectos longos e depois das saídas nocturnas.

Segundo a CM, "com esta campanha procuramos sensibilizar o público para os perigos das viagens longas (fadiga, excesso de velocidade, etc.) e para as precauções a ter (preparação do veículo, parar de 2 em 2 horas para descansar, etc.). Pretendemos também informar os automobilistas sobre dos códigos da estrada dos países atravessados (velocidades autorizadas, álcool, coletes reflectores, etc.). Por último, queremos alertar os jovens para os perigos da condução sob efeito do consumo de álcool e/ou de drogas, nomeadamente aquando das saídas nocturnas.

Este ano, o padrinho da campanha é o cantor português Miguel Ângelo, fundador do grupo musical Delfins, que considera ser necessária uma "consciencialização interligada que baixe os números das estatísticas, uma vez que os acidentes são sempre muito mortíferos todos os anos". E lembra que "os alertas como esta campanha têm de ser insistentes e regulares, estando sempre presentes no nosso dia-a-dia, pois todos os dias há condutores novos nas estradas".

As acções de sensibilização são desenvolvidas por equipas de voluntários ao longo de todo o percurso, principalmente no sul de França e norte de Espanha, em algumas das áreas de serviço das auto-estradas mais frequentadas pelos automobilistas que rumam a Portugal, e ainda nas principais fronteiras portuguesas, entre a segunda quinzena de Julho e inícios de Agosto. Também serão desenvolvidas acções de sensibilização junto dos jovens, em locais de diversão nocturna (discotecas e festivais), em várias cidades portuguesas, durante o mês de Agosto. Por exemplo, estarão na Batalha no dia 10 de Agosto.

Mais informações podem ser consultadas em: www.capmagellan.org/pt.

Visita à Kidzânia

Depois do fim do ano lectivo, apresentamos alguns dos últimos trabalhos dos alunos, a propósito da viagem que fizeram à Kidzania...


















Futebol de 11 – Veteranos: Torneio CR Golpilheira

Decorreu no passado dia 10 de Julho, no campo sintético municipal da Batalha, a primeira edição do Torneio de Futebol de Veteranos da Golpilheira, que encerrou a época desportiva 2009/2010.
Para além do nosso clube, estiveram presentes o CCR Alqueidão da Serra, o ADR Barreiros e o GVCR de Santo António, Funchal (Madeira). Numa manhã que se tornou bastante quente, os resultados foram os seguintes:

A classificação ficou assim ordenada: 1.º – Alqueidão da Serra; 2.º – Golpilheira; 3.º Barreiros e 4.º Santo António. Mas a classificação é o que menos interessa nestes torneios. O importante, e que decorreu da melhor forma, é o desportivismo, a camaradagem e a disciplina.

O almoço foi um são convívio entre todos os intervenientes e entidades oficiais convidadas. No final, foram distribuídas lembranças a todas as equipas participantes. De salientar que a equipa da Madeira presenteou as outras com lembranças alusivas à "Pérola do Atlântico", como bonitas flores, saborosa "poncha", e o "brinquinho", famoso instrumento musical do folclore madeirense, que por todos foi muito apreciado.

Manuel Carreira Rito





RESULTADOS

Alqueidão da Serra – 3 / Barreiros – 0

Golpilheira – 2 / Santo António – 0

Terceiro e quarto lugares:

Barreiros – 4 / Santo António – 0

Primeiro e segundo lugares:

Golpilheira – 1 / Alqueidão da Serra – 1 (2-4 G. P.)

Rebolaria venceu 7.º Torneio de Futsal Município da Batalha

Realizou-se entre 14 de Junho e 10 de Julho o 7.º Torneio de Futsal Município da Batalha. Este ano, a organização pertenceu ao CR Rebolaria e teve a participação de 16 colectividades, divididas em dois grupos de oito. Também esteve representado o CR Golpilheira, com uma equipa bastante jovem, que não conseguiu passar à segunda fase.
A final, disputada entre a equipa da casa e a AR Amarense, foi sem dúvida uma das melhores desde a existência do torneio, com muita emoção à mistura. Foi uma final entre a juventude do Amarense e a maior experiência da Rebolaria. Entrou melhor a equipa da casa e logo no início adiantou-se no marcador, por duas vezes, mas o Amarense respondeu e depressa empatou, acabando a primeira parte empatada a três golos e com o equilíbrio como nota dominante. Na segunda parte, houve uma pequena superioridade, principalmente em termos físicos, para o lado do Amarense, que por duas vezes esteve em vantagem, por 4-3 e 5-4. Mas permitiu o empate a terminar o jogo, obrigando ao prolongamento.

Nesta fase complementar, as equipas estavam já um pouco carregadas de faltas, o que significava maior risco para ambos os lados. Na equipa da Rebolaria, a falta de frescura física era notória, o que podia dar alguma vantagem ao adversário. Terminada a primeira parte do prolongamento, o empate a cinco golos permanecia e foi já na parte final da segunda parte que a emoção ficou ao rubro, pois ambas as equipas atingiram a quinta falta e o Amarense acabou por conseguir o 6.º golo em cima da hora, parecendo estar prestes a levar o troféu para a colectividade do Casal do Marra. Mas eis que a menor maturidade da sua juventude levou à sexta falta, que viria a permitir à Rebolaria empatar de novo, na conversão de um livre de 10 metros.

Vieram então as grandes penalidades e a Rebolaria permitiu a defesa das duas primeiras ao guarda-redes do Amarense, que também falhou a primeira e a quinta, o que deu novo empate a nove golos. Na segunda série, a Rebolaria marcou o primeiro e o Amarense falhou, com o resultado final a fixar-se em 10-9 para a Rebolaria, dando-lhe assim a quarta vitória neste torneio (2004, 2005, 2009 e 2010).

De salientar o excelente desportivismo demonstrado antes, durante e depois por parte das duas colectividades que disputaram esta excelente final.

Pedro Coelho

Em Santo Antão: Troféu Nacional de Pit-bikes



Realizou-se no passado dia 25 de Julho, em Santo Antão, a 4.ª prova do Troféu Nacional de Pit-bikes, com a colaboração da União Cultural e Recreativa de Santo Antão. A pista estava excelentemente preparada e a logística desta prova era bem visível, nos diversos carros e tendas de apoio. Não faltaram também os bares, onde a assistência podia matar a sede e a fome.

Devido ao intenso calor, a prova inicialmente marcada para as 14h00 começou cerca de uma hora depois, com a presença de muitos concorrentes, alguns dos quais deram um verdadeiro espectáculo.

De uma maneira geral, as mangas correram bem, não se registando acidentes de maior, apenas ligeiras quedas, para testar a capacidade dos comissários de pista. O director da prova e júri foi Carlos Hugo Ferreira, estando a cronometragem a cargo de Fabiana Baptista e Vânia Roque.

Quanto às classificações, no grupo Semi-Pro, com 13 participantes, venceu o Manuel Miranda numa Pitster Pró, ficando em segundo Francisco Miguens numa mota igual e em terceiro Samuel Amaral numa IMR. De salientar uma presença feminina, Filipa Leite, a correr numa YCF. Na Final Pró, com 16 corredores, foi vencedor Fábio Guerreiro com 18 voltas numa mota RAV, ficando em 2.º Tiago Barros também em RAV e em 3.º Bruno Dores, em IMR, com menos uma volta. O piloto batalhense Filipe Ferreira classificou-se em 11.º, numa IMR, com apenas 16 voltas à pista.

Está de parabéns a UCRSA, assim como os seus colaboradores e patrocinadores, por esta brilhante iniciativa.

Manuel Carreira Rito

Trio francês vence 1000 kms do Le Mans Séries


No Autódromo do Algarve


O Autódromo Internacional do Algarve recebeu nos dias 17 e 18 de Julho, pelo segundo ano consecutivo, os 1000 Kms do Algarve, terceira de cinco etapas do campeonato de resistência automóvel Le Mans Series (LMS), numa prova que decorreu à noite, facto inédito no campeonato. Olivier Panis, Stephane Sarrazin e Nicolas Lapierre foram os vencedores, ao volante do protótipo Peugeot 908 HDi FAP da Oreca Matmut, e comandaram a corrida desde o início, cumprindo as 215 voltas ao percurso algarvio em 05h48.30,820. A segunda classificada, com cinco voltas de diferença, foi a dupla composta pelo francês Nicolas Prost (filho de Alain Prost) e pelo belga Jani Neel, da Rebellion Racing. O terceiro lugar do pódio foi para a equipa da Signature, composta pelos franceses Ragues/Mailleux/Ickx, que dividiram o monolugar Lola Aston Martin.

O português Miguel Pais do Amaral e o francês Olivier Pla, ao volante do Ginetta Zytek da Quifel ASM Team, foram obrigados a desistir com problemas mecânicos. Na categoria LMP2, a vitória coube à equipa da RML, com os pilotos Erdos/Newton/Collins a terminarem no quarto lugar da geral. O triunfo na classe LMGT2 pertenceu a Bruni Gianmaria/Jaime Melo (AF Corse), sétimo lugar da geral, com 192 voltas cumpridas, enquanto Gardel/Goueslard/Rees (Larbre Competition) alcançaram a vitória nos LMGT1.

O trio vencedor conseguiu a "pole position", a volta mais rápida e a vitória, mas afirma que "não foi uma corrida fácil". Segundo o ex-piloto de F1 Olivier Panis, "estamos muito satisfeitos por termos conseguido este feito tão importante para a equipa; foi sem dúvida a nossa melhor corrida".

A próxima ronda do LMS tem lugar a 21 e 22 de Agosto em Hungaroring (Hungria).

Batalha soma 17 medalhas de ouro nesta época


Escola de Patinagem Artística da UDB

A época ainda vai a meio, pois coincide com o ano civil, mas a Escola de Patinagem Artística da Batalha soma já 28 medalhas, sendo 17 de ouro, 5 de prata e 6 de bronze.

Nesta secção da União Desportiva da Batalha (UDB) treinam cerca de 47 atletas, utilizando o pavilhão desportivo da vila. "Tudo corre sobre rodas", afirma a treinadora Inês Amado, lembrando que este sucesso não é fruto do acaso: "preparar um atleta para competição requer muitas horas de trabalho, dentro e fora do ringue. É necessário trabalhar várias componentes, como a preparação física, técnica, artística e a mais complexa de todas… a psicológica".

A treinadora refere que "para um atleta estar apto a competir em todas as categorias, são necessários em média cerca de 4 anos de treino". E o trabalho tem de ser bem organizado. Por isso, logo no início da época, em Janeiro, é apresentado um documento de "Normas de funcionamento", onde se indicam os deveres e os direitos de todos os intervenientes da Escola: atletas, direcção, equipa técnica e encarregados de educação. Depois, é apresentado um "mapa" como os objectivos e metas para cada um dos atletas, desde as provas em que irão participar até às classificações que pretendem obter. Só então começa a longa caminhada pelo mundo da competição da Patinagem Artística, "um trabalho complexo e de extrema exigência física e psicológica, pois são seis categorias diferentes para aprender e treinar".

Actualmente, a UDB participa apenas em cinco categorias, mas a partir de 2011 entrará nas seis. No entanto, o trabalho pedido não deverá interferir com o sucesso escolar, já que "uma das regras é proibir de participar em qualquer tipo de evento desportivo da modalidade os atletas que apresentem rendimento escolar negativo", afirma Inês Amado.

Assim que o atleta fica apto nos primeiros exames, pode iniciar a "competição", começando pelas provas menos exigentes e com menos requisitos técnicos. Para além dos campeonatos distritais e nacionais, existem inúmeros torneios e competições particulares, que vão dando oportunidade aos mais novos de ganharem experiência no início da sua carreira desportiva na alta competição. Em média, cada atleta da Batalha participa em cerca de 7 provas por época.

Fruto deste método de trabalho, os prémios têm surgido com naturalidade, com vitórias consecutivas em todos os escalões (ver quadro anexo). Contente com este sucesso, a treinadora apenas lamenta "não ser possível termos mais horas de pavilhão disponível, pois se apenas com 9 horas semanais conseguimos alcançar bons resultados a nível nacional, será muito difícil com estes tempos pensar num nível internacional".

A Escola da Batalha prepara-se agora para os vários estágios e competições internacionais que irão decorrer até final do ano. A próxima prova será a Taça de Leiria, que irá decorrer nos dias 16 e 17 de Outubro. Apenas sete atletas serão convocados para integrar a equipa que irá representar a UDB.

Luís Miguel Ferraz



Gala em perspectiva

Um dos projectos que está a ser idealizado por esta secção da UDB é uma Gala da Patinagem da Batalha. "Andamos a tentar arranjar um local para realizar esse evento, que desejamos realizar com muito nível, do género «Globos de Ouro», para distinguirmos todos os atletas", adianta Inês Amado. Ainda sem uma solução, a Escola deseja encontrar um espaço digno e económico, pois os fundos são muito escassos. Quanto ao formato da gala, a treinadora projecta uma recepção especial aos atletas, incluindo um "espaço media" para entrevistas, autógrafos e fotos, um serviço de jantar requintado e a cerimónia de entrega de troféus, diplomas e distinções especiais aos atletas e equipas de Show. "Talvez seja um sonho muito alto, mas vamos tentar concretizá-lo lá para Outubro... e iremos convidar os que apoiam este desporto, os pais e familiares dos atletas, mas também as pessoas que não apoiam por acharem que a patinagem não é desporto", refere a responsável.

Deixamos os contactos para apoios ou pedidos de informação sobre a modalidade: telefones 912792225 e 922166926 e e-mail udb_patinagem@hotmail.com

João Moreira é campeão nacional de patinagem artística (UD BATALHA)


João Moreira, atleta da União Desportiva da Batalha, consagrou-se Campeão Nacional de Seniores, arrecadando a medalha de ouro na categoria de Seniores Masculinos, no Campeonato Nacional de Juniores e Seniores de Patinagem Artística, realizado no passado fim-de-semana nos Pousos.
João tem 23 anos e vive actualmente em Leiria, tendo iniciado a sua carreira no hóquei em patins com apenas 3 anos de idade, impulsionado pelo seu avô, optando depois pela patinagem artística, pelos 6 anos de idade. Desde então, tem vindo a somar títulos.

Para conhecermos melhor o seu percurso, dificuldades e expectativas, fomos à conversa.





O que melhor recordas na tua infância como patinador?

Não sei... talvez os meus primeiros patins, que eram quase artesanais, feitos em ferro e bem pesados (risos). Como vivia muito perto do pavilhão, passava todas as minhas horas livres dentro do ringue a treinar. Lembro-me perfeitamente do meu primeiro campeonato, quando tinha 8 anos. Mas tenho muitas outras boas recordações.



Quantas horas treinas e como geres o teu tempo?

Devia treinar no mínimo cerca de 20 horas por semana, mas infelizmente apenas treino cinco, pois não temos mais tempo disponível de pavilhão. O meu tempo é gerido entre a faculdade e a patinagem, pouco tempo sobra para outras actividades.



O que fazes quando não estás a treinar?

Para além dos estudos, quando me sobra algum tempo, leio, vou ao cinema, estou com os amigos, o normal. Para além disso, dedico algum tempo a ver vídeos de patinagem na internet.



Tens alguma superstição antes de entrar em prova?

Muitas! Mais vale prevenir do que remediar... infelizmente não posso revelar, porque dá azar. (risos)



Sabemos que o material é extremamente dispendioso. Quanto gastas em média em patins e fatos por ano?

Infelizmente, em patins não gasto nada, pois os patins que tenho já os uso há mais de três anos. Custaram-me na altura 150 euros, em segunda mão... já antigos! As rodas e os travões são de desgaste rápido, gasto em média dois pares de cada por ano. Neste momento, se comprasse tudo novo, teria de investir cerca de 850 euros. Com o "salário" de estudante, tenho de continuar a poupar os meus já velhos e gastos....

Outro custo é o dos fatos, que são de extrema importância numa competição. Tudo tem de estar em perfeita harmonia, com a música e o fato a condizer. Os meus são feitos pela minha treinadora, que faz o que pode para me auxiliar... Tendo em conta que o valor de um fato ronda os 400 euros, toda a ajuda é bem-vinda.



Sendo campeão nacional... não tens nenhum patrocinador?

Não tenho patrocinador. Já apresentei várias propostas, essencialmente, a ginásios, porque necessito de fazer trabalho físico como complemento, mas infelizmente nunca obtive qualquer resposta. A modalidade que eu pratico não tem visibilidade como tem o futebol, o ténis ou o andebol... apesar de eu ter vindo a obter bons resultados, não há quem apoie. Aproveito para deixar o meu apelo! (risos)



Quais os projectos futuros como patinador?

Tenho vários projectos, mas para já será revalidar o título de campeão nacional em 2011. Neste momento estou a preparar-me para participar num campeonato internacional e em vários estágios.



O que é necessário para vencer um Campeonato Nacional?

A minha paixão pela patinagem não tem descrição, acho que ponho a patinagem à frente de qualquer coisa. Acima de tudo, é necessário muito esforço, dedicação, espírito de sacrifício, motivação e, claro, infra-estruturas adequadas e toda uma série de outras condições e recursos necessárias para a prática de um desporto de alta competição.



A quem dedicas esta vitória?

Dedico a todos os que me acompanharam nesta caminhada, nomeadamente, à minha treinadora Inês Amado, aos meus colegas e amigos mais próximos, à secção de patinagem e ao meu avô.