quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Gala do Futebol Distrital - Dois prémios para o futsal do CRG

A III Gala do Futebol Distrital decorreu com grande êxito no passado dia 17, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria. Pautada por grandes momentos musicais, a Gala teve início com a distinção dos agentes desportivos, indicados pelos clubes, que se fizeram distinguir na época 2009/2010 pelo trabalho desenvolvido em prol de cada clube. Foram 49 os clubes que aproveitaram esta oportunidade para distinguir pessoas que se evidenciaram na época transacta no seio de cada um deles. Do CRG foi distinguido o Jorge Rito, pelo seu trabalho nas classes de formação.
Foi também feita uma homenagem a Teresa Gomes, funcionária da Associação de Futebol Leiria (AFL), que completou este ano 25 anos de serviço. Houve ainda um momento de homenagem a ex-dirigentes da AFL, culminando com um minuto de silêncio em memória aos que já partiram. Depois foi a vez de homenagear os dois clubes com 50 anos de filiação na AFL que não foram homenageados aquando do 75.º aniversário da Associação: o Atlético Clube Avelarense e a Biblioteca Instrução Recreio.

Foi então altura de chamar ao palco os Campeões do Futebol Distrital da época 2009/2010 nas variantes de Futsal, Futebol 7 e Futebol 11. Lá esteve a equipa de Futsal Feminino Sénior do CRG, que foi a vencedora de todos os troféus da sua categoria: Super-Taça, Campeonato Distrital da Divisão de Honra e Taça Distrito.

De seguida foram homenageados os árbitros que subiram de categoria do quadro distrital para o quadro nacional e os que foram promovidos no quadro nacional, tanto em Futebol de 11 como em Futsal. Nesta altura foi chamado ao palco Olegário Benquerença, que foi homenageado pela sua prestação no Mundial 2010 na África do Sul.

Por fim, foram revelados os melhores da época, eleitos por uma comissão de jornalistas (lista abaixo).

Dados in Jornal das Caldas


• Melhor Treinador de Futebol 11 – Rui Almeida, SCE Bombarralense

• Melhor Treinador de Futsal – Dominique Antunes, CCRD Burinhosa

• Melhor Treinadora de Futsal – Teresa Jordão, CR Golpilheira

• Melhor Jogador de Futebol 11 – Paulo Silva, SCE Bombarralense

• Melhor Jogador de Futsal – Vítor Rodrigues, CCRD Burinhosa

• Melhor Jogadora de Futsal – Inês Cruz, CR Golpilheira

• Clube excelência na Formação de Futebol 11 – SC Leiria e Marrazes

• Clube excelência na Formação de Futsal – ADR Barreiros

• Melhor Treinador na Formação de Futebol 11 – Bruno "Veloso", SC Leiria e Marrazes

• Melhor Treinador na Formação de Futsal – Rogério Serrador, CCDS Casal Velho

Equipas do CRG

As várias secções de desporto do CRG já estão a começar as suas actividades. Informamos algumas datas já conhecidas para treinos e início de competições:


Futsal Sénior Feminino

Jogo da Supertaça – 16/10, 17h00: CRG / Caranguejeira

Início do Campeonato Distrital – 23 de Outubro


Futsal Júnior Feminino

Início do Campeonato Distrital – 20 de Outubro



Futebol de 7 – Benjamins A

Treinos – Segundas e quartas-feiras, das 19h00 às 20h30

Início dos treinos – 4 de Outubro, no Campo das Barrocas

Início do Torneio Distrital – 13 ou 20 de Novembro



Futebol de 7 – Sub 13

Treinos – Terças e quintas-feiras, das 19h00 às 20h30

Início dos treinos – 5 de Outubro, no Campo das Barrocas

Início do Campeonato Distrital – 30 de Outubro



Futebol de rua

Este ano vamos participar num Torneio Distrital de Petizes (nascidos em 2004/2005). Aguarda-se a marcação da data de início de campeonato e treinos.

Patinagem da Batalha continua a brilhar

III Troféu Nacional de Patinagem


A secção de Patinagem da União Desportiva da Batalha (UDB) voltou a dar nas vistas, desta feita no III Troféu Nacional de Patinagem, no pavilhão de Araújo, em Leça do Balio, nos passados dias 28 e 29 de Agosto.

Da comitiva faziam parte os atletas António Mateus, Carolina Martins, Mariana Viegas, Patrícia Ferraz, Rafaela Ribeiro, Filipa Santos, Mariana Paulino e Patrícia Silva, acompanhados pelas treinadoras Inês e Daniela, bem como pelos pais e elementos da direcção desta secção da UDB.

Quase todos os atletas batalhenses passaram pelo pódio, do 1.º ao 3.º lugares, nas categorias de Livre e Solo Dance, levando a equipa a alcançar um 2.º lugar no colectivo. Mais um sucesso a somar ao seu bonito palmarés.


“3 horas de BTT à volta do Mosteiro”

Realiza-se no domingo, dia 10 de Outubro, a segunda edição da prova "3 horas de BTT à volta do Mosteiro", iniciativa coroada de êxito em 2009, que juntou 200 participantes oriundos de Norte a Sul do País.

O desafio é realizar o maior número de voltas durante 180 minutos, num circuito fechado com cerca de 6 Km no centro da Vila, com a zona de animação e meta na praça Mouzinho de Albuquerque.

O percurso mistura o asfalto com o todo-o-terreno e as paisagens rurais à volta do rio Lena com o belo cenário urbano em redor do Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Apesar de alguma dificuldade técnica apreciada pelos mais experientes, o trilho será acessível a qualquer praticante, nos vários escalões etários masculinos e femininos. Um convite, portanto, a todos adeptos do BTT.

Quantos aos outros, são também chamados à festa, para apoiar os atletas e ajudar a promover um evento que tem uma componente solidária associada, para ajuda aos Bombeiros Voluntários do Concelho da Batalha.

Info: http://avoltadomosteiro2010.blogspot.com/

Batalha lembra 100 anos da República

Exposições, teatro e outros eventos...


A praça Mouzinho de Albuquerque, na Batalha, acolhe de 28 a 30 de Setembro, das 10h00 às 20h00, a exposição itinerante "Viva a República", uma iniciativa que visa assinalar o Centenário da República.

Esta exposição é dedicada à história da I República, um dos períodos mais marcantes da história recente de Portugal. Pretende-se "evocar as principais aspirações das gerações que se empenharam em promover e realizar as grandes causas da participação e do desenvolvimento do País, divulgando os seus ideais cívicos, as principais realizações e os seus grandes protagonistas". Instalada numa viatura de grandes dimensões, a mostra é complementada com duas tendas de apoio, sendo possível ao visitante acompanhar o percurso de evolução do ideário republicano, o processo de implantação da República, os principais contextos e transformações a que esteve associada.

De igual modo, a Biblioteca Municipal recebe a exposição "Letras e Cores, Ideias e Autores da República", em que a partir de onze cartazes, ilustradores conceituados trabalharam plasticamente as ideias da República. Esta segunda exposição estará patente de 5 de Outubro a 30 de Novembro.

Num registo diferente, o Auditório Municipal acolhe, no dia 11 de Outubro, a peça de teatro "Breve História da República Portuguesa". Em duas sessões, uma primeira dirigida especificamente aos alunos das escolas e outra para o público em geral, às 21h30, a companhia de Teatro Azul apresentará um trabalho bastante interessante acerca desta data, com particular significado histórico e cultural.

Adiante-se ainda que a Batalha vai estar representada nas Comemorações do Centenário da República que o Museu da Presidência vai organizar nos dias 3, 4 e 5 de Outubro, com a presença dos grupos Sons do Lena e Gaiteilena.

Um mercado à século XIX

Na praça Mouzinho de Albuquerque


O tira-dentes anunciava as mezinhas enfrascadas para diversas maleitas, as bordadeiras trabalhavam com afinco, as vendedeiras de peixe, o oleiro e o latoeiro anunciavam os seus produtos, as leitoras da sina iam convidando os clientes a conhecerem o seu futuro, o retratista ia fazendo disparar a máquina para mais tarde recordar, os ranchos dançavam no meio da praça, ao redor das bancas de venda de vegetais, enchidos, pão e bolos, sardinha assada e vinho. E nesta representação da azáfama mercantil do século XIX, com o Mosteiro do século XIV por cenário, algumas centenas de pessoas fizeram de clientes a sério, em pleno século XXI.

Podemos resumir assim a tarde do passado dia 26 de Setembro, na praça Mouzinho de Albuquerque, na vila da Batalha. A iniciativa já se realiza há alguns anos e é marcada pelo sucesso, não só pelas muitas pessoas que vêm ver o mercado, como pelos cerca de 350 figurantes envolvidos na organização, com especial destaque para os elementos de vários ranchos folclóricos do concelho e não só.

Esta é uma forma da autarquia promover "as tradições da cultura popular e os produtos comercializados nos mercados da época", muitos deles ainda hoje comercializados na região.

Festa dos Caracóis em honra de Nossa Senhora do Fetal

Estão a decorrer, nos dias 24 de Setembro e 2 e 3 de Outubro, os festejos em honra de Nossa Senhora do Fetal, nos quais, como é tradição, irão ocorrer duas procissões nocturnas que serão abrilhantadas com as tradicionais iluminações com cascas de caracóis.
Do programa destaca-se a realização do cortejo para o Santuário, seguindo-se a celebração da Missa na capela de Nossa Senhora do Fetal, e o respectivo regresso em Procissão com a imagem para a igreja paroquial.

Aponte-se que na realização da procissão são utilizadas milhares de cascas de caracóis, recolhidas pela população da freguesia e embebidas com azeite e uma torcida de algodão. Todos os caminhos ficam, assim, iluminados entre o Santuário de Nossa Senhora do Fetal e a igreja matriz, conferindo à localidade do Reguengo do Fetal uma beleza extraordinária.

A 2 de Outubro, sábado, será celebrada às 21h00 a Eucaristia na igreja paroquial, realizando-se nova a procissão para o Santuário, seguida de arraial na praça da Fonte. No dia 3 de Outubro, domingo, os festejos têm início às 10h30, com uma recolha de ofertas acompanhada pela Filarmónica.

Inês Neves em “A Arte de Recordar”

Património religioso do concelho em aguarela


"Arte de Recordar" foi o título da exposição de aguarelas da autoria de Inês Neves que esteve patente na galeria Mouzinho de Albuquerque, na Batalha, de 11 a 26 de Setembro. A mostra reunia a maioria dos edifícios religiosos do nosso concelho, representando na técnica de aguarela um vasto conjunto de igrejas, capelas, mosteiros e ermidas do seu vasto património. Lá estavam também as três Igrejas da Golpilheira, por sinal das primeiras que se venderam.

Segundo a autora, que se dedica há alguns anos à pintura e artes decorativas, a ideia para este trabalho surgiu como modo de divulgar o património religioso espalhado pelo distrito de Leiria, concelho a concelho, num levantamento exaustivo de monumentos, igrejas e outros espaços de culto. Alcobaça e Nazaré foram outros exemplos de bom acolhimento do projecto, com exposições já realizadas, e Porto de Mós "será o próximo alvo".

Inês Neves tem um atelier em Aljubarrota, onde realiza trabalhos de pintura a óleo, aguarela, azulejo, e outras técnicas e artigos de decoração e artesanato. Os interessados em trabalhos personalizados poderão ainda consultar o blog da artista, em http:\\artederecordaravida.blogspot.com.

160 FOTOREPORTAGEM

Por Rui Gouveia

Orquestra Barroca e Coro da Casa da Música

A Orquestra Barroca e o Coro da Casa da Música do Porto actuaram nas Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha, a 19 de Setembro. Deste concerto memorável, com direcção musical de Andrew Parrott, deixamos as belas imagens captadas.


Família de Sílvio Cruz homenageada

Foi por mero acaso, numa pesquisa na internet, que descobrimos estás páginas do jornal LusoAmericano, de 25 de Novembro de 2009. Mas como se trata de uma distinção a um golpilheirense na diáspora, não podíamos deixar de aqui as reproduzir.

Trata-se de Sílvio Lopes da Cruz, nascido na Golpilheira em 1962, filho de Manuel Henriques da Cruz e de Maria Celeste Monteiro Lopes, que emigrou com os pais para os Estados Unidos com apenas 10 anos de idade.

Como pode ler-se neste recorte, Sílvio Cruz e sua esposa Gisela foram homenageados numa gala de honra, como “Família do Ano 2009” da Sucursal 48 ‘Bartolomeu Dias’ da União Portuguesa Continental”, por serviços prestados à comunidade.

É sempre com alegria que noticiamos o sucesso dos golpilheirenses, não só na nossa freguesia, mas em qualquer parte do mundo onde se encontrem. A eles, os nossos parabéns e votos de felicidades!

Grutas de Mira de Aire são uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal!

Resultados da votação anunciados nos Açores


Eleitas na categoria de "Grutas e Cavernas", as galerias calcárias do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, situadas na vila de Mira de Aire, angariaram a maioria dos votos na sua categoria e ingressaram na lista das 7 Maravilhas Naturais de Portugal.

A gala de anúncio das votações, apresentada por Catarina Furtado e José Carlos Malato, decorreu no passado dia 11 de Setembro, nas Portas do Mar, em Ponta Delgada, nos Açores, onde estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, João Salgueiro, e o padrinho das grutas de Mira de Aire, Vítor Barros, a quem coube a feliz tarefa de subir ao palco e receber o prémio. Estiveram ainda presentes na gala dos Açores Carlos Alberto Jorge, administrador das grutas, e Vilma Bernardino, secretária da Junta de Freguesia.

O período de votação decorreu entre 7 de Março e 7 de Setembro, contando com 656 356 votos no total, distribuídos pelas 21 maravilhas finalistas de todo o País, num mega evento organizado pela "New 7 Wonders", com intuito de preservar a natureza e comemorar o Ano da Biodiversidade.

Juntamente com as Grutas de Mira de Aire, foram também vencedores: a Lagoa das 7 Cidades (Açores), na categoria de "Zonas Aquáticas Não Marinhas"; a Paisagem Vulcânica da Ilha do Pico (Açores), na categoria de "Grandes Relevos"; a Floresta Laurissilva da Madeira, na categoria de "Florestas e Matas"; o Parque Natural da Peneda-Gerês, na categoria das "Zonas Protegidas"; o Portinho da Arrábida, na categoria de "Praias e Falésias"; e a Ria Formosa (Algarve), na categoria de "Zonas Marinhas".

Da melhor forma termina esta declaração oficial à natureza, que indiscutivelmente relembrou os portugueses das muitas maravilhas naturais de Portugal, não só das vencedoras, mas de todas aquelas que o seu território alberga, e da necessidade de preservá-las.

Escolas convidadas às grutas

Centro de Interpretação das Grutas da Moeda - S. Mamede


Visando ser uma ferramenta pedagógica de apoio à coordenação e organização das actividades escolares dos vários níveis de ensino, o Centro de Interpretação Cientifico – ambiental das Grutas da Moeda elaborou um Plano de Actividades para o ano lectivo 2010/2011.

Para além das habituais visitas de estudo, o referido plano apresenta inúmeras actividades didácticas e lúdicas, desde concursos, acções de sensibilização, de prevenção e promoção ambiental, bem como um conjunto de outras iniciativas integradas no âmbito da comemoração de dias temáticos para diferentes faixas etárias.

Assim, diariamente e mediante inscrição prévia, as visitas de estudo à Gruta podem ser complementadas com um "Roteiro de Visita", um pequeno livro de apoio, cuja consulta pelo aluno lhe permite fundamentar as explicações que recebe do guia.

Semanalmente, as escolas interessadas podem participar em palestras e oficinas, como é o caso da que se realiza em parceria com a SIMLIS – "O Mistério da Água", ou ainda sobre os "Minerais, Fósseis e Rochas". Propõem-se também actividades designadas por "Saídas de Campo", que visam levar os alunos a compreender e entender toda a envolvência natural/ambiental das Grutas da Moeda (Maciço Calcário Estremenho). Os já habituais passeios pedestres e os jogos como a "Caça ao Tesouro", ecológicos e tradicionais, sempre com objectivos de carácter lúdico e pedagógico, são exemplos das inúmeras iniciativas contempladas pelo plano de actividades.

Ao desenvolver acções de sensibilização sobre as áreas da geologia, mineralogia e do ambiente junto da população escolar, o CICA está a caminhar no alcance de uma das metas a que se propôs desde a sua abertura ao público, e que é, entre muitas outras, a de criar um espaço alternativo com actividades lúdicas e pedagógicas de grande componente prática, visando despertar mentalidades para os temas actuais, tais como, os problemas ambientais, a biodiversidade, motivando os participantes a agirem e a alterarem comportamentos do seu quotidiano.

Info: http://www.grutasmoeda.com/.

“Chamados à Caridade”

Carta de D. António Marto para o Ano Pastoral 2010-2011


Passa por toda a Carta Pastoral uma notável e singular síntese da fé cristã. D. António Marto centra o leitor no essencial da fé e daí tira as mais variadas e inquietantes conclusões para a diocese.
D. António começa por recordar o cenário do projecto pastoral diocesano, no qual é incluído o presente ano pastoral. Dedicado à "acção sócio-caritativa, este ano é apresentado como corolário dos anos anteriores, dedicados ao acolhimento, à vocação cristã e à revitalização da fé e corresponsabilidade na Igreja".
Depois de definir a caridade cristã como "expressão do amor misericordioso e libertador de Deus, o sinal mais credível para dizer quem é Deus, Deus amor, e o que quer de nós", D. António traça os 3 objectivos principais para o presente ano pastoral:
- redescobrir a caridade como forma (estilo) de ser da existência cristã, pessoal e comunitária
- desenvolver a espiritualidade da gratuidade, da disponibilidade, da partilha e do serviço
- repensar e reorganizar os serviços sócio-caritativos nas comunidades cristãs
Partindo de uma análise sucinta dos "rostos de pobreza no cenário do mundo actual" (sócio-económico, culturas e humano), o prelado conclui de forma contundente que "o problema central que atormenta a vida de muitos e da sociedade neste cenário é a falta de amor". Esse o desafio que se lança à Igreja, e de modo particular à Igreja de Leiria-Fátima neste ano.
Sempre centrando a sua reflexão na Palavra de Deus, D. António recorda 3 paradigmas Bíblicos (lava-pés, bom samaritano e juízo universal), para concluir como a caridade, o amor cristão, é mais do que solidariedade ao justiça e se transforma em " relação, doação e serviço de amor concreto a todo o ser humano necessitado de ajuda". Uma "caridade de proximidade" que deve ser organizada, comprometer toda a comunidade cristã e que, por tudo isso, deve ter um rosto concreto e uma definição concreta. Neste sentido, D. António propõe que a caridade seja anunciada, celebrada e vivida, fazendo, para isso, algumas propostas concretas:
- sensibilizar, educar e formar os cristãos para a vivência e testemunho da caridade
- alimentar esta sensibilidade com um verdadeiro itinerário espiritual (escuta e meditação da Palavra, conversão de coração e fervor espiritual) para o que poderá ajudar o Retiro Popular
- incrementar um conjunto de acções concretas de relações pessoais, sinceras, acolhedoras e pacientes
- abrir os olhos e o coração para tomar consciência das pessoas que vivem em situação de necessidade (desafio a que as comunidades tracem um quadro o mais completo possível das diversas formas de pobreza e fragilidade).
- fazer com que a catequese (com especial relevo a preparação do crisma) proporcione a aprendizagem da capacidade de doação, partilha e serviço
- revitalizar a celebração da Eucaristia, nomeadamente o abraço da paz, o momento do ofertório e a Oração Eucarística
- incrementar o interesse pela cooperação missionária entre as igrejas, nomeadamente com a diocese do Sumbe, geminada com Leiria-Fátima
- avaliar e repensar o serviço sócio-caritativo diocesano (Cáritas, comissão justiça e paz, pastoral da saúde, pastoral da mobilidade)
- constituir grupos sócio-caritativos em todas as paróquias e incentivo ao trabalho em rede a nível das vigararias
- promover a experiência de voluntariado e boas vontades
- incentivar a formação cristã dos agentes da acção sócio-caritativa
- intervir junto das famílias para que, à luz do tema proposto, "reacendam o fogo da caridade que nelas existe"
- dinamizar o serviço de animação vocacional nas comunidades paroquiais
- acompanhar o Santuário e Fátima nas suas celebrações para que se torne "escola de caridade de serviço aos irmãos".
D. António, como é seu apanágio, brinda-nos com uma carta pastoral que é uma verdadeira síntese da fé e que pode desde já suscitar um novo fulgor na caminhada espiritual da igreja de Leiria-Fátima. O desafio está lançado, restando a cada um o empenho e a dedicação para que dê fruto.
Padre Rui Ribeiro


Bispo convida à Assembleia Diocesana

A Assembleia Diocesana que marcará o início do ano pastoral 2010/2011 terá lugar no domingo 3 de Outubro, no Seminário Diocesano de Leiria. O Bispo D. António Marto publicou uma convocatória a todos os fiéis para esta celebração do Dia da Igreja Diocesana, para "em comunhão visível apresentarmos o programa do novo ano e damos-lhe início juntos". O convite é sobretudo para os principais agentes pastorais, como membros dos conselhos pastorais, catequistas, ministros da comunhão, etc.

O programa será:

15h00 - Acolhimento, música e retrospectiva da caminhada diocesana;

16h00 - Tempo de convívio;

16h30 - Música e apresentação da nova Carta Pastoral do Senhor Bispo;

18h00 - Eucaristia na igreja do Seminário.

NOTA: Durante a manhã, no colégio da Cruz da Areia, realiza-se o encontro anual dos catequistas da Diocese.

Miguel Sottomayor é o novo padre diocesano

Decorreu na Catedral de Leiria, no dia 19 de Setembro, a ordenação sacerdotal de Miguel Sottomayor, presidida por D. António Marto. Foi uma festa para todos os diocesanos, com numerosa participação de fiéis, leigos e padres, entre os quais muitos familiares e amigos do neo-sacerdote.

Miguel Azevedo Santiago Sottomayor tem 36 anos de idade e é natural de Vila do Conde. Proveniente de uma família católica marcada por uma intensa e genuína vida de fé, vivida juntamente com os 8 irmãos, o Miguel deixou de estudar muito cedo. O percurso escolar foi o normal durante a escolaridade obrigatória. Quando chegou a altura de fazer opções, tirou o curso de formação bancária. Aos 19 anos de idade foi trabalhar na área que mais o fascinava, economia. Com esse objectivo integrou o quadro do BCP. No entanto, sempre foi perseguido pela ideia de ingressar no seminário e seguir a vida sacerdotal.

Aos 30 anos, ganhou coragem, deixou tudo e ingressou no Seminário. Depois de uma passagem por Roma, onde terminou o curso de Teologia, e devido ao relacionamento próximo com D. António Marto, acabaria por vir para a Diocese de Leiria--Fátima, a fim de terminar o tempo de preparação para a ordenação. No presente ano pastoral colabora com o pároco de Leiria e Cruz da Areia.

160 - Saúde

Emergência em casa


Numa situação de emergência, seja uma catástrofe natural, um problema social ou simplesmente uma greve de camionistas, é necessário pensar na sobrevivência do agregado familiar. Nestas situações, a casa constitui o melhor refúgio e deve ter a capacidade para manter-se durante uma a duas semanas. Para isso existem conselhos e directivas específicas do ministério da agricultura, entre outros, para armazenar uma quantidade ideal de alimentos na despensa e criar uma mochila de emergência.


Esta despensa deve estar adaptada às idades de quem deve servir, sendo necessário ter especial atenção a bebés, crianças pequenas, idosos e doentes crónicos (que têm necessidades especiais). Existem ementas com valores nutricionais adequados, disponibilizadas pelo Instituto Ricardo Jorge em www.cncpe.gov.pt/?cpea, pelo que fazer um plano de compras adequado a estas ementas é aconselhado.

Alguns alimentos são essenciais. Um deles é a água, que deve ser uma prioridade absoluta, pois esta é condição fundamental à sobrevivência. Uma boa reserva de água consiste em 4 a 5 litros/dia/pessoa, sendo uma parte para o consumo directo e outra para a confecção de refeições. No sítio da Internet acima referido estão também disponíveis técnicas simples de obtenção e purificação de água.

Alimentos também necessários são: sumos e leite em pó; sopas enlatadas ou desidratadas; comida enlatada (peixe, carne, leguminosas, fruta e vegetais); bolachas, biscoitos secos e pão de longa duração; arroz, batatas e massas pré-cozidas; sal, açúcar, café e chá instantâneos; barras de chocolate e cereais; frutos secos ou cristalizados; suplemento de vitaminas e sais minerais; ração e água para animais domésticos.

Existem também utensílios auxiliares que não necessários: guardanapos de papel ou toalhetes; talheres, pratos e copos (descartáveis); fonte de calor para pequenas refeições; fósforo ou isqueiro; panela pequena; produto para tratamento de água; caixa de plástico pequena para guardar sobras; canivete multiusos ou abre-latas; lanterna.

Para além da criação desta "despensa que não de dispensa" e da mochila para emergência, é necessário uma manutenção, verificando prazos de validade e integridade dos alimentos, substituindo-os quando necessário.

A manutenção deste material de emergência é uma resposta obrigatória dos Estados-Membros da Nato, pois é necessário criar "trancas à porta" antes de esta ser arrombada. Esta segurança preventiva não é apenas responsabilidade do Estado, mas também de cada cidadão e de cada família. Por isso existe este convite, pela comissão de Planeamento de Emergência de Agricultura, para serem criadas reservas para uma ou duas semanas de sobrevivência, de uma forma sustentada e equilibrada em situações inesperadas.

Ana Maria Henriques

Enfermeira

Um rei muito bom

Um conto... com moral actual

Conta-se que um fanático rei mandou construir uma cama de ouro, muitíssimo valiosa, adornada com milhares de diamantes e mandou que a colocassem no quarto de hóspedes do palácio. Sempre que havia convidados, o rei elogiava a cama e dizia do prazer que sentia por receber pessoas tão ilustres. Porém, existia uma condição: o convidado teria que se encaixar na cama que fora fabricada sob medida. Se fosse gordo, o hóspede deveria ser cortado para caber na cama, com a desculpa do preço e do valor da cama.

Era impossível encontrar alguém que se ajustasse ao tamanho do leito real, porque o homem médio não existe e o móvel do político-rei era de tamanho único, mas as pessoas são diferentes. Sendo o rei matemático, mandou medir a altura de todos os cidadãos e dividiu o resultado entre os cidadãos de sua cidade, assim obteve o tamanho do homem médio.

Na cidade havia pequenos, gente jovem, gente idosa, pigmeus, gigantes, porém o homem mediano não havia. E a cama do rei continuava matando o gordo, o magro, o baixo, o alto... O rei não tinha culpa nenhuma, ele tinha o maior prazer de receber as pessoas; elas eram culpadas, porque não cabiam na cama preciosa do rei, tão hospitaleiro e tão bom! Ele tinha uma equipa de funcionários aptos para esticar o baixinho até caber na cama. Chegava morto, claro! Eram muito esforçados aqueles funcionários públicos, mas o homem era baixinho, a culpa era dele!

Que lição se pode aprender! As políticas públicas existem, lindas, perfeitas, humanas, caríssimas, preciosas! Só que o cidadão não se ajusta a elas; eles não se encaixam nos hospitais abarrotados e com filas de espera, não se encaixam nas escolas sem professores, não se encaixam nas ruas infestadas de bandidos soltos atirando para todo o lado, mas o rei tem o maior prazer de fazer o enterro do hóspede de graça – de graça não – toma o dinheiro do baixo, do gordo, do magro, do alto e o investe num cemitério pobre, cheio de mato, abandonado e triste, sem flores. O defunto foi culpado, porque não teve dinheiro para fazer um plano de saúde e um plano pós-vida. Que culpa tem o rei?

A educação, esta sim, é a verdadeira culpada! Por que não se educa para a competência de enxergar e distinguir políticas públicas de políticas privadas, mas, principalmente, aquelas que deveriam ir directamente para as privadas públicas?

Ivone Boechat, http://ivoneboechat.blogspot.com/

O Mosteiro da Batalha segundo D. Fernando de Menezes, conde da Ericeira

Por Saul António Gomes
D. Luís de Meneses, terceiro conde da Ericeira, pertencia à grande nobreza de Portugal. Nasceu em 1632 e desempenhou, nas guerras da Restauração, cargos relevantes ao serviço da Coroa. Notabilizando-se por feitos militares, foi igualmente respeitado pelos seus dotes de governante, mormente como vedor da Fazenda, assim como apreciado pela craveira de escritor e historiador. Desiludido com o aparente insucesso das suas políticas de foro económico, viria a suicidar-se em 1690.

A sua historiografia tem tanto de memorialístico, quando escreve sobre as campanhas militares em Portugal e em Angola, da Guerra da Restauração, como de exaltação e encómio dos valores pátrios, caso do que se verifica na biografia que dedica a el-rei D. João I. É autor da História de Portugal Restaurado, saída em Lisboa, em dois volumes, justamente em 1679 e 1698.

De 1677 é a publicação da sua obra intitulada Vida e Acçoens d’El Rey Dom João I, que dedicou à memória do príncipe D. Teodósio. Cumpria ao ideário português de D. Fernando de Menezes o louvor sem reservas da nação lusitana, entretecendo-o tanto pela sua vida de militar e político, como se referiu, como pela escrita empenhada e interventiva da sua história.

D. Fernando de Menezes conhecia bem o Mosteiro da Batalha. Como vedor da Fazenda tinha acesso ao mapa económico de tenças e padrões régios que a Coroa canalizava para o sustento material e manutenção da casa dominicana. Como historiador, a descrição que nos deixou do monumento, conquanto inspirada e devedora daquela que, anos antes, se tornara cristalina e de referência maior, devida a Fr. Luís de Sousa, não deixa de evidenciar particularidades sensíveis a um membro da grande nobreza e a um estratega militar de eleição.

Do edifício tanto nos deixa uma apreciação estética, quanto enquadra pormenores pertinentes aos modos de circulação pelo mesmo, aos acabamentos da estrutura arquitectónica, à paisagem lumínica provocada pelos vitrais que reiteradamente admira. E, nestes, aponta a informação, a todos os títulos importante, de coincidirem, na Capela do Fundador, os túmulos e capelas funerárias dos jazentes nela recolhidos com os padrões pictóricos, de heráldica e divisas, patentes nas vidraças dessa santa sala, dado praticamente ignorado hoje em dia.



Documento

1677 — Descrição do Mosteiro da Batalha por D. Fernando de Menezes, conde da Ericeira.
Pub.: Dom Fernando de Menezes, Conde da Ericeyra, Vida, E Acçõens D’El Rey Dom João I, Offerecida à Memoria Posthuma do serenissimo Principe Dom Theodosio. Lisboa: Officina de João Galrão, 1677, pp. 413-425.

“Para alivio do Povo, se dispoz o enterro com a mayor pompa, e ostentação, que em Portugal se tinha visto. Levouse o corpo em hombros d’El Rey e dos Infantes com assistencia de toda a Corte, Prelados, e Religiosos á Sé de Lisboa, aonde se colocou em huma essa sumptuosa. Depois de feytos solemnemente os primeyros officios, se trasladou ao Convento da Batalha, vinte legoas distante, como ordenava [p. 414] nava o testamento, saiu da Cidade em hum carro triumphal, que tiravão quatro cavallos, que outros seguião, levando differentes Ministros as armas do defuncto, que naquelle Mosteyro como reliquias se conservão. El Rey, os Infantes, e toda a Corte a pé, e em habito lugubre acompanharão o carro até o ultimo da Cidade, e depois subindo a cavallo com os Prelados e Religiosos se continuou o caminho na mesma fórma. Nas principaes Igrejas dos lugares a que se chegava, estavão prevenidos tumulos, e officios. Velavase o corpo de noyte, repartindo-se este cuydado pelos Infantes, com precedencia dos Mayores, e assistencia dos Prelados e Religiosos a que tocava. Ultimamente chegou o corpo ao Convento da Batalha, aonde entrou com a mesma pompa que se vio em Lisboa; depois de se fazerem as exequias com a mayor solemnidade foy sepultado no mesmo sepulchro com a Rainha Dona Philippa 1 sua mulher na capella, que fabricou para este intento.

E para que se conheça mais claramente o generoso animo de hum Principe, que passou a mayor parte da vida nas guerras e trabalhos, que a sua historia nos representa, daremos desta fabrica, em que levantou hum sagrado trofeo das suas victorias breve noticia tirada da elegante e copiosa descripção, que faz de toda ella hum dos Authores2 mais graves da nossa nação, e que pode competir com os que a fama celebra com [p. 415] com mayores aplausos. 3 Determinou El Rey comprir o voto, que fez a Nossa Senhora o dia da batalha de Algibarrota, de lhe levantar no mesmo sitio hum templo sumptuoso, se alcançasse a victoria. Para desempenho desta promessa, que não quis dilatar, elegeo o sitio, que lhe pareceo mais accomodado naquella campanha seca, e esteril pela vizinhança da serra de Minde que lhe communica as suas qualidades; por este respeyto elegeo para a fabrica do templo o sitio, que rega huma ribeyra, que o faz mais fresco, e aprazivel, pois sem esta commodidade, se conservarião com difficuldade Religiosos, e moradores; fica distante duas legoas da Cidade de Leyria, pouco mais da Villa de Algibarrota, meya de Porto de Mós, que com outros lugares daquelles contornos fazem este abundante de tudo que necessita para regalo e alimento, e o fazem hoje mais celebre minireaes de Azeviche, que se lavra nelle com primorosa industria. Para que fosse a fabrica mais insigne consultou El Rey os Architectos naturaes, e estrangeyros de mayor nome, e elegeo entre os desenhos, o que lhe pareceo mais magestoso. Fez a Igreja de trezentos palmos até a capella mór, que tem mais sessenta, a largura de cento com a altura proporcionada, que augmentando-se do pé direyto com as abobedas tem o mayor auge de cento, quarenta e seis palmos, dividese todo este corpo em tres naves com justa proporção que se sustentão [p. 416] tão com pedestaes de marmore branco, e bem lavrado, como he toda a obra, que não descobre outra materia, beneficio daquellas serras que a produzem em abundancia, e de calidade, que sendo branquissima na cor, e quasi eterna na duração, admitte com facilidade as formas que a industria lhe imprime. O cruzeyro corresponde á mais obra com justa grandeza, e assim elle como a capella mór, e corpo da Igreja recebem tanta claridade do grande numero e grandeza das janelas, que cubertas de vidraças finas, illuminadas de varias cores, e pinturas, quando as fere o Sol fazem quasi hum corpo luminoso, e he tal o primor com que os artifices as segurarão, que passando muytas de quarenta palmos de altura, e as menores de vinte, se conservão quasi illesas das injurias dos tempos, que naquelle sitio sogeyto aos ventos furiosamente as combate, e para reparar qualquer perjuizo tem official perpetuo que as reforma.

No lado direyto do corpo da Igreja se abre hum arco, dentro do qual se inclue huma capella que El Rey elegeo para sepultura, e de seus filhos, deyxando a mayor a El Rey Dom Duarte. He huma quadra de noventa palmos da mesma fabrica, cuberta de abobeda, que com primoroso artificio, se levanta sobre oyto pilares, que subindo em fórma oytavada até noventa e dous palmos faz hum pavilhão, ou docel artificioso, que cobre a sepultura Real, que está no meyo levantada, [p. 417] tada, e se compoem do mesmo marmore lavrado sutilmente em hum silvado de meyo relevo com espinhos e amoras, e a espaços huma letera Francesa: Il me plait pour bien. Que se interpreta pela sarça de Moyses, e aspereza dos espinhos, sem os quaes se não logrão as Coroas, mostrando no que a letra significa, contentame por bem. He rodeada esta capella das mesmas luzes, com mayor elegancia fabricadas, ornase com hum altar no frontespicio e outros na face dos pedestaes, rodease de sepulchros mais humildes da mesma obra, com lavores, e emprezas diversas, em que estão os Infantes seus filhos nos lugares, que conforme a preferencia dos annos lhe pertencem, vendo-se nos Altares, e vidraças que lhe respondem as suas Armas, e divizas. Sobre o sepulchro d’El Rey, que se levanta com competente altura, está a sua estatua de inteyro relevo armada, fóra a cabeça, e junto delle a da Rainha da mesma obra, e he tão grande a Magestade, e artificio desta capella, que causa veneração aos que a reconhecem.

A parte exterior do templo não deyxa menos que admirar; porque o frontespicio, que sobre a porta principal se levanta em altura immensa, he tão ornado de estatuas; e lavores artificiosos e delicados, que servem mais a admiração que ao discurso, fica no meyo delle, e dando mais luz ao templo hum espelho circular de obra de pedra tão sutil e miuda que se não [p. 418] não pudera exprimir com tanta elegancia na materia mais docil; os vazios que as pedras permittem occupão vidraças do mesmo artificio que as outras, e como fere nelle o Sol em nascendo, parece que outro serve de illuminar aquelle templo. Toda a immensidade desta fabrica exterior cobrem os mesmos marmores, e sobre elles se levantão, quasi em fórma piramidal, tres Zimborios de obra tão primoroza, que augmentando a Magestade do edificio, influem nova admiração: da mesma materia são as telhas com que se cobre, e as escadas com que todo este edificio se communica, sobindo humas dos lados da Igreja dissimuladas entre a grossura da muralha; saindo outras mais suavemente das officinas superiores do Convento, e todas guarnecidas de cordões de pedra, e tarjas floreadas sobem e communicão as mais superiores eminencias deste sumptuoso edificio, que excedeo sem duvida os mayores, que naquelle tempo se edificarão, e póde competir, com os que agora no Mundo causão mayor admiração. A grandeza da obra corresponderão os ornamentos, alguns delles tão preciosos, que por se não poderem sustentar pelo grave pezo dos borcados e guarnições de ouro e prata de martelo, consumida com o tempo a seda, se converterão em outros usos necesarios. Forão infinitos os vasos sagrados, corpos de Santos, alampadas, cruzes de ouro, e prata para que em tudo se mostrasse [p. 419] trasse a grandeza de hum Rey tão magnanimo como devoto. O que deu mais lustre a este Convento forão, as preciosas Reliquias, 4 que mandou a El Rey, o Emperador Paleologo, vindo a França a pedir soccorro contra os Turcos, da vestidura de Christo, do Santo Lenho, e outros que se conservão com a mesma carta do Emperador do anno de 1401.

Ostentão a mesma grandeza todas as mais officinas interiores, que não permitte descrever a brevidade que professamos, só não parece justo passar em silencio a fabrica do Capitulo, que he huma das mais estranhas, que o Mundo celebra. No lado do Claustro principal, que he da mesma obra e delicadeza de lavores, ornado com hum jardim e fontes, que o fazem mais aprazivel, está o Capitulo, que he hum quadro de oytenta e sinco palmos da mesma pedraria cuberto de huma abobeda tão estranhamente fabricada, que ficando pela parte superior toda igual sem volta nem columna ou pedestal, que a sustente, admira os Architectos mais insignes, parecendo impossivel que naquella fórma se fabricasse. Fóra do corpo principal do templo, mas unida com elle, se ve huma capella que ficou imperfeyta, e mostra ser destinada para enterro dos reys de estructura e lavores tão sutis e admiraveis, que intentando-se depois, não houve officiaes, que se atrevessem a rematala com igual perfeyção, mostrando este principe nas acções que obrou e [p. 420] e nas obras que fez, que era impossivel competilo, quanto mais excedelo, assim remataremos este discurso com o seu Epitafio que atras promettemos, e reservamos para este lugar por ser largo, e não interromper a historia, cujo credito fica com elle seguro.

(…)5.

[p. 424] Este Epitafio escrito sem a elegancia e pureza da lingoa latina, com que outros se compuzerão, referindo com verdade as acções deste principe, he o seu mayor elogio, e o não offerecemos traduzido, assim por ser claro, como porque se póde ver no author citado, e não he justo offender com traducções a energia e significação das palavras proprias, e ainda que nos insitava o desejo continuar o discurso, não parecendo possivel reduzir successos tão grandes a summa tão breve representados nella como em Mapa, servirá o de mostrar aos Principes o caminho por que [p. 425] que se alcança o amor dos subditos, o temor dos inimigos, e a segurança da Republica: de animar os timidos para que assistão á defensa da Patria com todo o affecto, e ainda que nos principios se representem difficuldades, que pareção invinciveis, tenhão por certo, que sendo a causa justa hão de conseguir com a divina assistencia glorioso remate.

Assim acabaremos com hum parallelo entre El Rey Dom João, e Julio Cesar, pois não tiverão nas suas acções menos semelhança. Que Romulo e Theseo, Marcello e Pelopidas, Annibal e Scipião, Lizando e Sylla, Eumenes e Certorio, Agicilião e Pompeo, e outros Heroes que os antigos comparárão.”



Notas

1 Na margem esquerda da página: “Sepultase com a Rainha no Convento da Batalha.”

2 Na margem esquerda da página: “Frey Luis de Souza, Chronica de S. Domingos, I parte.”

3 Margem direita da página: “Noticia descriptiva do Convento da Batalha.”

4 Na margem direita da página: “Reliquias deste templo.”

5 Segue-se, entre as páginas 420 e 424, a transcrição do epitáfio latino patente no túmulo de D. João I, já publicado por Fr. Luís de Sousa, de cuja lição, cremos, o Conde da Ericeira o retira.

160 - Poesia

Olá meus amiguinhos


Já batem à porta

Da vossa escola,

Para as aulas começar

Já tinham saudades

Para os colegas abraçar.

Para alguns o início é difícil,

Outros estavam ansiosos

Para começar.

Meus queridos, ouvi

O que vos digo,

Decerto o fareis:

Procurai os vossos

Verdadeiros amigos,

Não se preocupem

Depressa os achareis.

De manhã carregados

Com a vossa sacola

Correm de alegria,

Saibam brincar

Uns com os outros

Para passarem um bom dia.

Na vossa escolinha

Aprendam com atenção.

A sempre amiguita

Para todos vós envia

Um xi-coração.

Cremilde Monteiro



As minhas flores

Os anos vão passando,

E eu na esperança

De voltar a ver florir

De noite vou sonhando.

A vida de criança

Quando acorda a sorrir.

Novo dia já nasceu,

Acordei foi Deus que o quis

E a alegria que me deu

As flores a florir como fiquei feliz.

As minhas flores,

São a alegria de cada dia

São como meus filhos meus amores

Me acompanham na tristeza e na alegria.

São estas as minhas flores,

Que acabo de semear

São pedaços de amores

Que o meu pensamento tem para dar.

Eu sou como a flor dormindo,

Ela está a crescer

E eu pensando e a escrever

O que minha alma vai sentindo.

Doce flor de espinhos trabalhada,

Que falando em silencio contigo

És um valor para mim do nada

Mas melhor que ignorando um amigo.

Olhando para estas letras sem valor,

Que ao leres não compreendes

Que são pedaços de verdadeiros amor

Mas jamais as defendes

José António Carreira Santos

Sugestões musicais

Never Too Late to Dance
Nu Soul Family
Universal Music Portugal
2010 é o ano dos Nu Soul Family. Se dúvidas existiam, a nomeação para o prémio MTV – Best Portuguese Act – é o coroar de uma carreira fulgurante. «Never Too Late to Dance» foi editado este ano e tem sido o motor de uma extensa digressão nacional e internacional. Virgul, Dino, DJ Alan Gul e Bassman apresentaram-se no início do ano com uma proposta musical na área da música de dança, que logo à partida conquistou muitos fãs com o primeiro single – «This is For My People». Ao reconhecimento dos media numa aposta arriscada juntou-se o público que foi aderindo ao som dance, house e funky do grupo. A banda teve um Verão preenchido, com actuações em palcos como Rock in Rio, Delta Tejo, Sudoeste e na grande festa do Jamor partilhando o mesmo palco com os Black Eyed Peas. Passagens por Angola e Cabo Verde também foram marcantes. Por todos estes motivos, a nomeação para o prémio MTV é  vista como mais do que merecida num ano de muita festa. No dia 7 de Novembro, no Complexo Caja Magica, de Madrid, decorre a edição dos MTV Europe Music Awards. A votação nos candidatos termina no dia 15 de Outubro (ema.mtv.pt). Até lá, «it`s never too late to dance»!



A year without rain
Selena Gomez
Universal Music Portugal
O novo disco de Selena Gomez tem duas versões. No formato CD, o álbum é apresentado com 11 músicas, num alinhamento que inclui ainda «Naturally», o grande single de «Kiss and Tell», o primeiro álbum da cantora. Na versão CD + DVD, podemos conhecer de perto a artista com imagens retiradas da última visita à Europa. Um trabalho que está também repartido na internet em 7 episódios – «Girl Meets World», dado a conhecer em sapo.pt e universalmusic.pt. Entrevistas, making of, sessões fotográficas e vídeos do novo álbum também pontuam nesta edição de luxo. E são os vídeoclips de Selena que muito têm sido vistos na Internet. Só no YouTube, «Round and Round» já ultrapassou os 18 milhões de visualizações, assim como o vídeo para o segundo single – «A Year Without Rain» – também já foi visto por mais de 5 milhões de pessoas. Selena Gomez, estrela na série «Os Feiticeiros de Waverly Place», continua a fazer capa em todas as revistas do mundo… e Portugal não foge à regra.



Manuscrito
Sandy
Universal Music Portugal
Sandy é uma das maiores estrelas da música pop brasileira. Construiu carreira com o seu irmão, tendo formado uma das duplas mais famosas de sempre do imaginário brasileiro: Sandy & Júnior. «Manuscrito» é o primeiro acto a solo de Sandy, onde a palavra Liberdade ganha especial destaque: “É muito bom ter total liberdade de criação: gravei o repertório que eu queria, do jeito que queria, com os músicos que escolhi, fazendo muitos ensaios, sem me preocupar com prazos: é o sonho de qualquer artista”, diz a cantora e compositora. Este disco é um avanço ousado na contramão do que se esperava de uma artista que bateu recordes de vendas e de público. Um trabalho intimista, predominantemente acústico e suave. Na companhia do seu marido, Lucas Lima, e do irmão, Junior Lima, que dividem a autoria da maioria das canções, Sandy estreia-se com um disco a que chama “a minha cara”. O álbum foi gravado com calma e em vários lugares, numa inesperada conexão São Paulo-Londres-Campinas. «Pés Cansados» é o single de avanço.



Hands All Over
Maroon 5
Universal Music Portugal
Já chegou a Portugal o novo álbum de Maroon 5, «Hands All Over», cujo single «Misery» já conquistou muito público por todo o mundo, incluindo Portugal. Holanda, Suiça, Alemanha e França são alguns dos países rendidos a esta música, que volta a trazer à ribalta os compositores de momentos pop memoráveis como «This Love», «She Will Be Loved», «Makes MeWonder», «Won’t Go Home Without You», entre outras. Produzido pelo lendário Robert John «Mutt» Lange (AC/DC, Def Leppard), gravado na Suiça, o disco tem sido referenciado como um dos discos mais aguardados do ano, um pouco por todo o mundo. A imprensa como a Billboard (capa), People Magazine, NY Daily News, entre outras, junta-se a actuações na BBC, passagens por Tóquio, que acabam por globalizar ainda mais a carreira desta banda já vencedora de Grammy. A partir de 11 de Fevereiro, os Maroon 5 visitam a Europa (Reino Unido, Alemanha, Holanda, França, Suíça, Rússia, Finlândia). Portugal ainda não está no roteiro.

Sugestões de Leitura

República das Mulheres
Maria João Seixas
Bertrand Editora
Por ocasião da comemoração do centenário da República, Maria João Seixas reuniu em livro entrevistas a várias figuras cimeiras da cultura portuguesa, como Ana Hatherly, Ana Luísa Amaral, Eduarda Chiote, Helga Moreira, Hélia Correia, Inês Pedrosa, Lídia Jorge, Luísa Costa Gomes, Maria Andresen, Maria Isabel Barreno, Maria do Rosário Pedreira, Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa e Patrícia Reis. Segundo a autora, “são sete poetas e sete romancistas da minha eleição. Delas ficará o trilho dos seus passos, dos passos que as guiaram até à (tão penosa quanto jubilatória) aventura da escrita, traçando uma cartografia pessoal, que tornará mais claro para os leitores as rectas, as esquinas e as curvas do caminhar da obra de cada uma”. É também uma colecção de olhares sobre a República, com o denominador comum de serem sentidos por corações femininos.


A morte do Barão de Porto de Mós
Ricardo Charters d’Azevedo
Edição CEPAE
O Barão de Porto de Mós, Venâncio Pinto do Rego Ceia Trigueiros, nomeado Par do Reino por D. Maria II, tinha propriedades como a Quinta da Cortiça e a Herdade do Esporão. Nasceu em Porto de Mós em 1801, filho de gentes importantes da vila, e morreu com 66 anos, assassinado na Nazaré. Diplomado por Coimbra, assumiu o cargo de vereador da Câmara Municipal de Porto de Mós, foi procurador às Cortes por Porto de Mós em 1828, nomeado com 29 anos juiz em Monsaraz e chegou a presidente do Tribunal de Contas. O autor, que é parente do Barão, apresenta os ascendentes até à 9ª geração (1530) e para cada um refere uma pequena história. Relata ainda a forma como foi cometido o assassínio do Barão de Porto de Mós, mostra como se lutava por propriedades e como se singrava em política em meados do século XIX em Portugal.



Caderneta de Cromos
Nuno Markl (texto)
Patrícia Furtado (ilustração)
Editora Objectiva
Em O Homem Que Mordeu o Cão, Nuno Markl contou histórias muito bizarras. Mas haverá história mais bizarra do que crescer nas décadas de 70 e 80? Dos microfones da Rádio Comercial para as páginas profusamente ilustradas desta edição, eis a Caderneta de Cromos – onde cada crónica é acompanhada de um cromo, ilustrado por Patrícia Furtado, que reflecte também em desenho uma centena dos mais bombásticos e inesquecíveis cromos da nossa infância e juventude! Uma colecção que responde a questões pertinentes como: Samantha Fox e Kim Wilde: Qual delas para casar? Qual delas para coiso? Usar um casaco branco igual ao do Don Johnson no Miami Vice resulta na vida real quando se é caixa-de-óculos? Porque é que o Fizz Limão é o D. Sebastião da indústria dos gelados? Como se resolve, afinal, o Cubo Mágico?

Requiem - P.e António Estevam (1883-1950)
Miguel Portela
Margarida Herdade Lucas
Recolher e divulgar uma das peças mais significativas do nosso património artístico é o principal desiderato desta publicação. Disperso, truncado e maioritariamente ignorado, este património é constituído por inúmeros tesouros concebidos pelo engenho e arte de homens e mulheres de várias eras, mas consideravelmente cultos e criativos. A Missa de Requiem do P.e António Estevam, que aqui se reproduz, data de 1939. A sua composição assenta na inspiração de todas as escolas anteriores, onde se podem redescobrir frases de canto gregoriano e polifonias barrocas, de feição cuidada e exuberante. É um dos exemplos das peças de Música Sacra da primeira metade do século XX que transportam consigo toda a história da música europeia anterior. E quando de manifesta qualidade, como é o caso, são marcos indeléveis do nosso Património Artístico.



O Professor que o Adolescente Deseja
Maria Gabriela de Sousa
Coisas de Ler
Um professor é um artista da vida. Porque os seus gestos e palavras habitam as vidas dos alunos. Ser professor de adolescentes é partilhar com eles a magia do saber, viajar no tempo e no espaço, revelar mundos desconhecidos, partir com eles à descoberta da vida autêntica. Maria Gabriela tem viajado com os adolescentes pelos caminhos da Língua e da Literatura Portuguesa, da Literatura Emocional e da Educação para a Saúde. Têm sido viagens pelo mundo fantástico do conhecimento. Esta obra é o relato dessa viagem com eles, à descoberta do professor que desejam ter e que nem sempre é, necessariamente, aquele que têm. Aqui, pais, professores e adolescentes podem acompanharem a autora pelos diálogos vivos com a adolescência, com pedagogos e filósofos da Educação! A sensatez das suas respostas irá surpreender.



Sexualidade: Afectos e Cultura - Gestão de problemas de saúde em meio escolar
Margarida Gaspar Matos
Coisas de Ler
Depreende-se desta obra uma atitude de respeito pela escola e pelos diversos actores da comunidade educativa (professores, alunos, pais e auxiliares), na perspectiva da sua mobilização concentrada, única forma de ultrapassar os problemas que atravessam as escolas. Ficamos com o sentimento da sua complexidade, mas com esperança na sua resolução, conseguida a partir de um esforço de reflexão de que este livro é um bom exemplo. Reúnem-se, numa só publicação, ferramentas de diagnóstico e soluções que apontam para a escola e a família. Mas uma vez, como em tantos aspectos do comportamento humano, as raízes do problema são simultaneamente a sua solução. Não menos importante, a característica internacional de muitos dos estudos agora publicados, confere-lhes uma solidez científica invulgar.



1910 a duas vozes
Fernando Rosas
Mendo Castro Henriques
Bertrand Editora
É apenas um livro, mas são duas capas. Tal como são dois os autores e dois os pontos de vista para a abordagem ao mesmo tema, como se pretende com esta colecção Vice-Versa da editora Bertrand. No ano em que se comemora o Centenário da República, duas vozes distintas – Fernando Rosas e Mendo Castro Henriques – mostram as duas faces da Implantação da República em Portugal, a queda da Monarquia e as repercussões desse momento histórico durante o último século. É um exercício de leitura estimulante, por permitir o contraditório intelectual ao leitor, revelando como são possíveis visões históricas diversas sobre o mesmo acontecimento, influenciadas até pelo espectro político (mais à esquerda ou mais à direita) em que se situam os observadores.



O Rapaz das Fotografias Eternas
Edson Athayde
Guerra & Paz Editora
O Rapaz das Fotografias Eternas é o primeiro romance do criativo Edson Athayde, apresentado em Abril passado em Portugal. Polaroids escritas, cinema em livro. Acompanhe a trajetória de Pedro, o mago da luz e das sombras, único retratista que consegue eternizar as fotografias que tira. Na solar Vila de Clarabóia ou na lúgubre cidade sem nome, Pedro carrega um grande segredo e cruza-se com personagens maiores do que a própria vida: as três Marias, cada uma com sua mania; Bakunin, o cão que fala em russo; Alaor, o viúvo da mulher que nunca nasceu; Apolónio, o barbudo que fabrica guarda-chuvas; Flora, a falsa oráculo nipoandaluza; Jonas, o que será louco, poeta ou morto. Neste romance, Edson Athayde oferece aos leitores dois universos paralelos, numa fábula dramática e, ao mesmo tempo, divertida.




O Acompanhante
Jonathan Ames
Edição Contraponto
Esta é a história de Louis Ives, um jovem cavalheiro, ao jeito de um personagem de Scott Fitzgerald, que ensina Literatura Inglesa num colégio privado… até ao dia em que é apanhado a vestir o sutiã de uma colega (em plena sala de professores) e é despedido. Esta também é a história de Henry Harrison, um velho cavalheiro, ao jeito de um personagem de Hemingway, dramaturgo brilhante mas fracassado, viajante incansável mas falido, que ganha a vida como «homem extra» (um acompanhante de velhinhas de alta sociedade) e com o aluguer de um quarto no seu diminuto apartamento em Manhattan. Do encontro entre os dois resultam algumas lições de vida. Louis aprende que há muito por descobrir na cidade que nunca dorme e, nos bares de travestis e transexuais de Times Square, atreve-se a explorar a sua atracção pelo lado mais feminino da vida.




Pense como Um Campeão
Donald Trump
Edição Gestão Plus
Ao longo da sua vasta carreira, Donald Trump tem escrito diversos best-sellers sobre sucesso e perseverança nos negócios, mas também tem escrito ensaios que reflectem a sua filosofia de viver a vida em pleno, tanto a nível pessoal como profissional. Neste livro, apresenta diversos destes ensaios inspiradores, seleccionados pessoalmente pelo autor, num convite à reflexão sobre o verdadeiro significado do sucesso. Qual o futuro da economia de mercado tal como a conhecemos? Como podemos treinar e moldar os nossos pensamentos para atingir o sucesso? Qual a importância do «alfabetismo financeiro»? Qual a verdadeira relação entre a inovação e o empreendedorismo? Estas são apenas algumas das questões abordadas ao longo destas páginas, num estilo inspirador, original e com toques de humor.




Tudo sobre a Osteoporose
Joan Gomez
Arte Plural Edições
Com a idade, os ossos entram num processo de desagregação, facilitando a ocorrência de fracturas, dores prolongadas e deformações incapacitantes. Todos estamos em risco de ser afectados pela osteoporose, mas está nas nossas mãos retardar ou evitar o seu aparecimento. Nestas páginas pode encontrar conselhos úteis que o ajudarão a isso. Se já tem este problema, será uma grande ajuda para lidar com o problema e prevenir maior deterioração. Conheça os tipos de osteoporose, os riscos, testes de diagnóstico e tratamentos existentes. Saiba ainda como se manifesta, como recuperar das fracturas e como esta doença pode afectar o seu estado de espírito. Com estes conhecimentos, sentir-se-á preparado para iniciar uma mudança no seu estilo de vida...



Tudo sobre a Diabetes
Joan Gomez
Arte Plural Edições
O número de pessoas que sofre de diabetes tem vindo a aumentar drasticamente ao longo dos últimos anos. O stresse, o regime alimentar, os medicamentos e a falta de exercício têm um papel preponderante no desenvolvimento da doença, que pode afectar qualquer pessoa, em qualquer idade. Se tem diabetes, é essencial manter-se informado, e quanto mais cedo melhor, pois quando esta doença pode revelar-se mortal. Este livro contém informação fundamental para quem sofre de diabetes. Explica de forma simples como se manifesta esta doença, porque surge, como mantê-la sob controlo e o que fazer em caso de emergência. Além disso, pode revelar-se uma ajuda preciosa para lidar com os aspectos físicos e emocionais da diabetes, e com o seu impacto em relacionamentos e rotinas diárias ou em alturas tão especiais como a gravidez e o parto.

A Família e a Saúde Mental
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O livro desta autora golpilheirense aborda temas como “a importância da família na vida humana”, “a família e a saúde mental”, “o papel dos pais na criação e formação dos filhos” e “a caracterização da família onde nasci e cresci”.

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