domingo, 28 de março de 2010

Mais um passo para o pavilhão desportivo

Considerando o contexto local municipal, verificamos um elevado deficit de instalações desportivas, nomeadamente pavilhões, motivado pelo grande crescimento do número de praticantes e atletas em novas modalidades, cada vez mais vocacionadas para a prática em ambiente gimnodesportivo.

É publico que a política do município nesta área é de fazer crescer o número de infra-estruturas deste tipo de forma equilibrada pelo Concelho, até porque são resultado de candidaturas a fundos comunitários, no âmbito do QREN.

É sabido também que, considerando o dinamismo desportivo da Golpilheira, assente nas actividades do seu Centro Recreativo, um dos pavilhões que deverá avançar no curto prazo será o desta freguesia.

Por isso, têm sido tomados e conquistados passos significativos, indispensáveis à concretização firme do projecto. Senão, recordo:

- Compra do terreno por parte da Câmara para a sua implantação (de outra forma não haveria fundos comunitários)

- Decreto de interesse público relevante por parte do executivo e Assembleia Municipal (a fim de remeter aos organismos de gestão da Reserva Ecológica a desafectação de uma parte do terreno)

- Envolvimento da Junta de Freguesia na execução do projecto de arquitectura final (já que o projecto existente, para além de desadequado da realidade, não cumpria as regras actuais de volumetria a respeitar)

- Publicação em Diário da República, em 15 de Março de 2010 (ver abaixo) do despacho proferido pelos secretários de Estado com a tutela do Ambiente e do Desporto, com o reconhecimento de relevante interesse público do projecto, isto após longos meses de emissão de pareceres e reuniões de trabalho técnico.

Sendo certo que não descrevi alguns passos intermédios, mas não menos importantes, saliento que esta será uma obra que, tendo financiamento, obedece a regras incontornáveis. Uma delas é o concurso público. Por isso, será de esperar que alguns meses restarão para o projecto começar a tomar forma. Sabemos também que o investimento tem prazo para ser concretizado, sob pena de se perder a contrapartida comunitária.

Ouvimos, por vezes, alguns “sábios” a afirmarem que haveria formas mais rápidas de se fazer, mas o certo é que ninguém apresenta nos locais próprios propostas válidas ou as soluções para se contornar a burocracia que este investimento impõe…

Assim, mais do que pedir explicações aos directores do Centro Recreativo, penso que todos os golpilheirenses deverão juntar-se a eles, para ajudares a resolver os problemas da colectividade. Mais do que duvidar de que o pavilhão será uma realidade, deverão encontrar explicações na Junta de Freguesia ou na Câmara Municipal, acerca do desenrolar do processo.

Carlos Santos, presidente da Junta de Freguesia


Presidência do Conselho de Ministros e Ministério

do Ambiente e do Ordenamento do Território
Despacho n.º 4483/2010

Através do despacho n.º 24 212/2008, de 24 de Julho, dos Secretários de Estado da Juventude e do Desporto e do Ordenamento do Território e das Cidades, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 187, de 26 de Setembro de 2008, foi reconhecido o interesse público à construção de um equipamento desportivo, concretamente uma piscina descoberta e respectivos balneários, na freguesia de Golpilheira, concelho da Batalha, utilizando para o efeito 1730 m2 de terrenos integrados na Reserva Ecológica Nacional do concelho da Batalha, por força da Resolução do Conselho de Ministros n.º 116/95, de 28 de Setembro, a promover pela Câmara Municipal da Batalha.

Pretende agora a Câmara Municipal da Batalha substituir a tipologia do equipamento desportivo, construindo um pavilhão desportivo no mesmo local e utilizando para o efeito 716 m2 de terrenos integrados na Reserva Ecológica Nacional.

Considerando a justificação apresentada pela autarquia, nomeadamente a percepção que o equipamento desportivo agora proposta é mais adequado às necessidades da população e ao dinamismo das actividades desportivas instalado;

Considerando que a área onde se localiza o pavilhão desportivo é mais afastada do rio Lena do que a ocupada pelas piscinas;

Considerando, também, que a assembleia municipal da Batalha reconheceu o interesse público municipal da pretensão;

Considerando, ainda, que a disciplina constante do Plano Director Municipal da Batalha, ratificado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 136/95, de 21 de Setembro, publicada no Diário da República, 1.ª série -B, n.º 261, de 11 de Novembro de 1995, com as alterações que lhe foram introduzidas pela declaração n.º 307/2001 (2.ª série), publicada no Diário da República, 2.ª série, n.º 237, de 12 de Outubro de 2001, pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 156/2001, de 11 de Outubro, publicada no Diário da República, 1.ª série -B, n.º 252, de 30 de Outubro de 2001, pela declaração n.º 231/2002 (2.ª série), publicada no Diário da República, 2.ª série, n.º 170, de 25 de Julho de 2002, e ainda pela deliberação da assembleia municipal constante do aviso n.º 3116/2008, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 28, de 8 de Fevereiro de 2008, não obsta à concretização da obra;

Considerando o parecer favorável da entidade regional da Reserva Agrícola do Centro à utilização não agrícola de solo da Reserva Agrícola Nacional;

Considerando o parecer favorável emitido pela Administração da Região Hidrográfica do Norte, I.P.;

Considerando, por fim, o parecer favorável da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, condicionado à execução integral de todas as medidas de minimização constantes do projecto, nomeadamente no que respeita à modelação adequada dos taludes de aterro, à execução do sistema de drenagem e à implementação de um adequado revestimento vegetal:

Determina -se:

1 — Nos termos e para os efeitos do disposto no n.º 1 do artigo 21.º do Decreto -Lei n.º 166/2008, de 22 de Agosto, e no uso das competências delegadas pelo despacho n.º 932/2010, da Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 9, de 14 de Janeiro de 2010, na Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, reconhecer o relevante interesse público da construção do pavilhão desportivo, na freguesia de Golpilheira, concelho da Batalha, sujeito ao cumprimento dos condicionamentos supra referidos.

2 — O não cumprimento das condicionantes acima referidas determina, para o proponente, a obrigatoriedade de repor os terrenos no estado em que se encontravam à data imediatamente anterior à construção, reservando -se, ainda, nessa situação, o direito de revogação futura do presente acto.

3 — Revogar o despacho n.º 24 212/2008, de 24 de Julho, dos Secretários de Estado da Juventude e do Desporto e do Ordenamento do Território e das Cidades, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 187, de 26 de Setembro de 2008.

4 de Março de 2010.

O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino José Monteiro Castro Dias.

A Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Fernanda Maria Rosa do Carmo Julião.

(D.R. n.º 51, Série II de 2010-03-15)

Secundária da Batalha em “Corrida Solidária" ajuda a crianças portuguesas e timorenses

Pelo quarto ano consecutivo, o Clube da Saúde da Escola Secundária da Batalha levou a efeito, no dia 25 de Março, uma "Corrida Solidária", em que toda a comunidade escolar é convidada a participar. Partindo junto dos portões da escola e percorrendo algumas artérias da vila da Batalha, esta corrida propõe-se ajudar as crianças portuguesas e timorenses, contando com uma parceria com os Médicos do Mundo e com o apoio da Câmara Municipal da Batalha, Bombeiros Voluntários, GNR e Órgãos directivos da Escola.

Veteranos vão à Madeira em Abril

Neste momento, ultimam-se os preparativos e acertam-se os derradeiros detalhes para a primeira viagem da nossa equipa de veteranos de futebol de 11 à Madeira. A partida será na manhã do dia 16 de Abril e o regresso na noite do dia 18. Já se encontra definido o programa provisório, que é o seguinte:

Dia 16

10h00 – Chegada da caravana do CRG ao aeroporto de Santa Catarina. Instalação no Hotel Calheta Beach. Seguidamente, visita a vários pontos turísticos. Sessão de boas-vindas nos Prazeres, com almoço e jantar.

Dia 17

09h00 – Visita a vários pontos turísticos.

15h00 – "Torneio Suíço" de veteranos de futebol de 11, com a participação de três equipas: Pontassolense, Nacional e Golpilheira.

19h00 – Jantar de convívio e distribuição de prémios.

Dia 18

09h00 – Saída livre para o Funchal. Assistência à Festa da Flor.

18h00 – Concentração em local a designar, com possibilidade em aberto de visita ao estádio da Madeira, com almoço e assistência ao jogo Nacional / União de Leiria para a Liga Sagres.

Irão integrar esta comitiva cerca de 30 elementos, contando atletas, directores, treinadores e um representante da Câmara Municipal da Batalha, o vereador Carlos Henriques. A nossa equipa integra ainda três elementos da Assembleia de Freguesia da Golpilheira. Esperamos que seja uma experiência agradável, que tudo corra dentro da normalidade, para que o nosso concelho, a nossa freguesia e a nossa colectividade fiquem bem representados.

Manuel Carreira Rito

Rallye Verde Pino 2010

Para os “amantes” do automóvel


Realiza-se, nos dias 9, 10 e 11 de Abril, a edição de 2010 do Rallye de Regularidade Verde Pino, destinado a veículos clássicos, pré-clássicos e desportivos até aos nossos dias. Depois de marcar o arranque das Provas de Clássicos em Portugal nos anos 90 e do interregno de 12 anos a que foi sujeito, o Rallye Verde Pino regressou o ano passado com figurino inovador de grande sucesso, quer da forma de disputá-lo, quer nos veículos.

Procurando a simplicidade de participação com os menores custos possíveis, esta prova é destinada a todos aqueles que gostam de gozar o seu automóvel. Com este objectivo, foi escolhido um itinerário com cerca de 600 Kms, que junta várias componentes como a gastronómica, a paisagística e a desportiva. Esta última em circuito de karting, velocidade e rampas históricas disputadas em estradas fechadas ao trânsito, onde cada um escolherá, sem restrições, a sua velocidade ideal. Info: www.kart-leiria.com.

Peregrinação Diocesana a Fátima: D. António falou do “rosto da Igreja” como sinal de comunhão

No passado domingo a igreja diocesana viveu um dos momentos altos da sua caminhada anual. Foi a 79ª peregrinação a Fátima, que mobilizou perto de 50.000 fiéis, que quiseram viver este momento de forma mais activa e próxima. Muitos foram os que se deslocaram a pé, percorrendo os caminhos que os levaram até ao altar do mundo. Os jovens estiveram em actividade durante a tarde de sábado, numa experiência singular, que se prolongou pela noite dentro com aproximadamente 200 jovens em vigília.

Com o tema geral “Viviam unidos e punham tudo em comum”, o ponto alto da peregrinação foi obviamente a celebração da Eucaristia na manhã de domingo. Com o sol a espreitar por entre as nuvens, o recinto do Santuário viveu uma experiência de igreja visível na sua multiplicidade de cores, ambientes e idades. Na homilia, D. António começou por sublinhar a importância desta reunião e encontro dos fiéis, unidos na oração ao presbitério: “não sei se sou capaz de transmitir a emoção que senti quando viemos em cortejo da igreja da Santíssima Trindade para a Capelinha das Aparições, numa caminhada litúrgica que se torna sinal bem visível da Igreja que somos”.

Depois de uma calorosa e amistosa saudação dirigida aos mais pequenos, aos jovens e aos escuteiros, D. António fez referência às muitas “cartas de comunhão”, redigidas por estes na véspera, tendo referido que as lera todas e encontrara nelas expressões de alegria pela fé, juntamente com incertezas e alguns medos. A todos exortou então para que “não tenham medo de viver a fé e dela dar testemunho nos mais variados ambientes”.

No contexto da liturgia do 5º domingo da Quaresma, e tendo presente as leituras lidas na celebração, o bispo ofereceu uma emotiva meditação sobre a Igreja, seu sentido e papel na sociedade moderna, tendo em conta a visão do Pastor de Hermas que nos fala da Igreja a partir de uma visão: “Hermas, o pastor, vê uma velha que caminha segurando um livro na mão. Interroga-se sobre a identidade da personagem e descobre nela o rosto da Igreja. Interroga-se, depois, sobre o livro que ela segura, e descobre nele o livro do amor de Deus para com a humanidade”. Neste contexto, D. António alicerçou a Igreja no projecto de Deus que “consiste em fazer uma grande família de paz e amor. Como? A essa questão respondem as leituras que ouvimos”. Comentando a liturgia da palavra, o prelado apontou algumas das características próprias da identidade e da essência da Igreja: “ela é, antes demais um povo. Mas não um povo qualquer; é um povo que fez aliança com Deus; um povo que é peregrino, e por que é peregrino vive a esperança, que é uma certeza, de que Deus está sempre presente na sua vida. Uma presença que se faz sentir na Palavra que dirige, na celebração dos sacramentos, na oração, mas sobretudo, uma presença que sente no amor que Ele distribui a todos”. Neste sentido, D. António referiu a experiência de Paulo, o apóstolo, de que falava a segunda leitura, como a experiência de alguém que se deixa tocar e encantar por esse amor de Deus.

Experiência idêntica à da mulher que no Evangelho se deixa encontrar face a face com Jesus. “É o amor misericordioso de Deus que salva aquela mulher; um amor que relança a pessoa num caminho novo – vai e não tornes a pecar. A Eucaristia torna-se o lugar de encontro do amor de Deus”.

Comovido e tocado por este amor, D. António referiu-se bem alto à “beleza do amor de Deus que é maior, muito maior, que o nosso pecado. Há no nosso coração e na alma feridas, que só são curadas pelo perdão misericordioso de Deus. Para lá dos tratamentos do psicólogo, está o tratamento deste amor de Deus. Deus sabe que em cada homem ou mulher derrotado pelo fracasso há um filho que Ele ama. A Igreja é esta casa da misericórdia, onde cada pessoa se sente acolhida e amada”.

Para ser dos homens, para os homens e com os homens, a Igreja precisa ser de Deus, para Deus e com Deus.

Relembrando o centenário do nascimento de Jacinta Marto, terminou apontando-a como exemplo para aprendermos “a amar a Igreja, estimando-a e acarinhando-a”.

Rui Ribeiro



Festa-Mensagem Evocação dos Pastorinhos
“Apaixonar-se pelo coração eucarístico de Jesus e fazer dele o centro da vida”

Após o almoço, cerca de mil pessoas participaram na festa-mensagem com que encerrou esta peregrinação, no Centro Paulo VI. Este ano, em que se celebra o centenário do nascimento da Jacinta, o encontro tomou a forma de uma evocação da Pastorinha.

Na ocasião, a vice-postuladora da causa de canonização dos Pastorinhos de Fátima, irmã Ângela Coelho, apresentou uma biografia resumida da Jacinta, salientando o facto de “ser uma criança normal, com os seus defeitos e egoísmos”, mas também com uma surpreendente capacidade de, aos 7 anos, “apaixonar-se pelo coração eucarístico de Jesus e fazer dele o centro da sua vida”. A partir daí, foi “um verdadeiro exemplo de amor à oração e de entrega solidária, mesmo nos momentos de maior sofrimento”.

A irmã Ângela frisou, depois, que o mais importante da evocação é a descoberta dos desafios que esse exemplo da Jacinta nos levanta. “O primeiro desafio é o de fazermos do coração de Deus o centro da nossa vida”, com um sentido de compromisso para “sermos testemunhas da esperança”. E, tal como pede o nosso Bispo na Carta Pastoral para este ano, com coragem para “irmos ao coração da Igreja, imitando o sentido de pertença à Igreja que teve Jacinta Marto, sobretudo pelo amor ao Santo Padre, que também nós somos convidados a acolher de forma especial este ano em que nos visita em Fátima”.

A vice-postuladora terminou com esse convite específico a “acolhermos e amarmos o Santo Padre” e com um desejo de que se cumprissem as palavras de João Paulo II a propósito da Pastorinha de Fátima: “que a Jacinta seja uma luz amiga a iluminar o mundo e, em particular, cada um dos diocesanos de Leiria-Fátima”.

A festa contou com a participação da Schola Cantorum “Pastorinhos de Fátima”, dirigida pelo maestro Paulo Lameiro, acompanhada por um ensemble instrumental de sopros e percussão, tendo como solistas a soprano Isabel Catarino, Alberto Roque ao saxofone e João Santos ao Órgão. A abertura musical foi com o Hino dos Pastorinhos e a peça principal foi o “Te Deum” de Paulo Lameiro.

Foi um “momento musical de altíssimo nível a encerrar esta bela jornada”, como salientou D. António Marto na sua palavra final aos peregrinos. Desejando a todos que “a mensagem deste dia se estenda em sinais de esperança por toda esta Igreja particular de Leiria-Fátima”, o Bispo presidiu à oração de agradecimento a Deus pelo dom da Peregrinação, o último acto comunitário do programa.

Luís Miguel Ferraz

BATALHA: Visita Pastoral – Bênção das Famílias

Como habitual, nos dias e domingos seguintes à Páscoa, vai realizar-se a visita pascal, cujo sentido fundamental é o anúncio festivo da ressurreição de Jesus, que vem abençoar as famílias. Assim, será conveniente, na medida do possível, a presença de toda a família, para uma oração em com junto.
Como poderá haver quem não deseje esta visita, o pároco pede que esteja alguma pessoa a receber a comitiva ou que se dê indicação desse desejo com uns ramos de verdura colocados na soleira da porta.

O programa da visita será o seguinte:

• Domingo de Páscoa, 4 de Abril, 12h30 – Batalha (Vila Facaia, Moinho de Vento, Batalha / Cancelas, Batalha, Freiria / Casal do Alho, Rebolaria / Golfeiros, C. Franco, C. Novo, C. Quinta)

• Segunda-feira, 5 de Abril, 12h00 – Cela; 15h00 – Alcanadas

• Terça-feira, 6 de Abril, 10h00 – Jardoeira

• Quinta-feira, 8 de Abril, 16h00 – Casal da Amieira

• Sábado, 10 de Abril, 10h00 – Santo Antão (Canoeira, Santo Antão / Faniqueira, Santo Antão), Brancas (Cabeço da Freiria, Brancas, Quinta do Pinheiro), Quinta do Sobrado (Palmeiros, Quinta Sobrado, Mouratos, Quinta Nova)

• II Domingo de Páscoa, 11 de Abril, 10h30 – Golpilheira (Hortas, Bico-Sachos / Vale Gracioso, Casal Mil Homens / Casal do Benzedor, Golpilheira)

• III Domingo de Páscoa, 18 de Abril, 10h30 – Casais dos Ledos (Pinheiros, Casal do Arqueiro); 14h30 – Casal do Marra, Corga e Casais dos Ledos.

Visita do Papa Bento XVI a Portugal

De 11 a 14 Maio de 2010


Bento XVI estará no nosso país em peregrinação e visita oficial, a convite da Conferência Episcopal Portuguesa e da Presidência da República de Portugal, entre 11 e 14 de Maio de 2010, com paragens, celebrações e encontros nas cidades de Lisboa, Fátima e Porto.

Na primeira Nota Pastoral a propósito desta visita de Bento XVI, divulgada a 6 de Outubro de 2009, a Conferência Episcopal Portuguesa sublinhou que "o Santo Padre vem, essencialmente, como peregrino de Fátima, onde encontrará uma expressão viva de todas as Igrejas de Portugal. (…) Quando o Papa se faz peregrino, na qualidade de Pastor universal da Igreja, é toda a Igreja que peregrina com ele. Por isso, esta sua peregrinação reveste um grande significado pastoral, doutrinal e espiritual".



Exposição e site

No dia 27 de Março, o Santuário de Fátima inaugurou, num dos espaços da igreja da Santíssima Trindade, uma exposição documental que faz memória das visitas papais e este santuário. A iniciativa pretende, a propósito da vinda de Bento XVI a Fátima, recordar as várias visitas em que os Romanos Pontífices se fizeram peregrinos de Nossa Senhora de Fátima: Paulo VI (1967) e João Paulo II (1982, 1991 e 2000).

Entretanto, foi criada uma página na internet – www.bentoxviportugal.pt – onde é dada toda a informação do programa e respectiva preparação.

Na próxima edição publicaremos a Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa, bem como o programa detalhado da visita.

Coluna Saúde | Viajar com saúde

Com o início do bom tempo e a aproximação das férias escolares, muitas famílias aproveitam esta época para viajar e conhecer novos locais. Para que esta actividade de lazer decorra sem incidentes, é necessário ter em atenção a saúde de todos os intervenientes.
Para viajar pelos países da União Europeia, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, os cidadãos dos Estados-Membros gozam de alguns direitos, facilidades e garantias no que toca a cuidados de saúde.

Os cidadãos europeus que adoeçam durante uma viagem por um dos países acima referidos têm acesso a cuidados de saúde gratuitos ou com custos reduzidos e o acesso a estes cuidados é facilitado pelo Cartão Europeu de Seguro de Doença. É importante referir que apenas os cuidados de saúde financiados pelo sector público estão incluídos neste regime e cada país tem as suas próprias regras em matéria de cuidados de saúde públicos. Por este motivo, pode ser útil fazer um seguro de viagem, visto serem poucos os países da UE que pagam integralmente as despesas de tratamentos médicos.

O Cartão Europeu de Seguro de Doença é emitido pela entidade responsável pela prestação de cuidados de saúde (Segurança Social ou outro subsistema) e pode ser utilizado em deslocações temporárias, como as férias. Este cartão não abrange os casos em que o cidadão se desloca com o intuito de receber cuidados de saúde específicos noutro país, nem o sector privado.

O cartão garante o mesmo acesso aos cuidados de saúde do sector público que os cidadãos do país que está a visitar. Se for necessário receber tratamento médico num país em que os cuidados de saúde não sejam gratuitos, o portador do cartão será reembolsado imediatamente, ou mais tarde, quando regressar ao seu país. A utilização deste cartão facilita todo o processo de prestação de cuidados e previne o regresso antecipado ao país de origem.

Espalhado por todo o País existem consultas do viajante, que são efectuadas por médicos especialistas em doenças infecciosas e em medicina tropical. Comparecer nesta consulta é fundamental, se efectuar uma viagem para países fora da União Europeia. Se viaja com a família, particularmente com crianças e idosos, tenha em atenção os cuidados especiais de que exigem.

Estas consultas servem para aconselhar as medidas preventivas a adoptar antes, durante e depois da viagem, como a vacinação, medicação preventiva e outras informações. Também lhe podem ser fornecidas informações sobre a assistência médica e segurança no país de destino e aconselhamento sobre os medicamentos que o viajante deve levar consigo. O médico também pode prescrever vacinas importantes (como a febre amarela, cólera, febre tifóide e Meningite Meningocócica – essenciais para entrar em alguns países) e passar o respectivo certificado internacional.

Caso transporte medicamentos sujeitos a receita médica, deve levar a receita sempre consigo e não deve exceder as quantidades necessárias à sua utilização pessoal durante a viagem.

De acordo com a OMS, as pessoas que planeiam viajar devem informar-se sobre potenciais perigos dos países de destino, para tentarem minimizar os riscos para a saúde. Os viajantes podem encontrar mudanças súbitas e significativas de altitude, humidade, micróbios e temperatura, que podem resultar em doença. Além disso, podem surgir sérios riscos para a saúde em locais onde o alojamento é de fraca qualidade, as condições de higiene são inadequadas, os serviços médicos não estão desenvolvidos e não há água potável. O ideal é ir precavido.

UNIPASTA investe 10 milhões de euros

Inauguração da “Unidade II” consolidada em Pombal


A UNIPASTA, empresa integrada no Grupo Lagoa, localizada no Parque Industrial Manuel da Mota, em Pombal, inaugurou no dia 2 de Março a sua segunda unidade de produção. Com um investimento de 10 milhões de euros, esta nova etapa da empresa possibilita a duplicação da sua capacidade produtiva.

Para além do presidente do Grupo, Carlos Lagoa, a cerimónia de inauguração contou com a presença de Luís Filipe Costa, presidente do IAPMEI, e Narciso Mota, presidente da Câmara de Pombal. "O exemplo a seguir na maneira de como se investe e muito especialmente na capacidade de gestão" foi destacado por Luís Filipe Costa, enquanto Narciso Mota lembrou o desempenho dos quase 10 anos daquela estrutura empresarial, muito especialmente "pela sua capacidade produtiva e na criação de novos empregos". O autarca aproveitou a oportunidade para mandar recados ao presidente do IAPMEI, reiterando que "são as micro, pequenas e médias empresas que geram a verdadeira produtividade mas são elas que recebem o mais pequeno quinhão, sendo esta situação injusta", referiu.

Carlos Lagoa destacou o reforço da capacidade de resposta da empresa para o complexo mercado da construção e agradeceu o apoio dos accionistas, funcionários e instituições que durante esta quase década de existência tornaram possível o projecto empresarial. "Os factores diferenciadores da UNIPASTA assentam essencialmente na racionalização energética, reutilização das matérias-primas e a inovação com a introdução de novas tecnologias na indústria das pastas cerâmicas", disse. A empresa produz e fornece uma gama de produtos para a indústria de pavimentos e revestimentos, cuja aplicação obedece a parâmetros de qualidade elevados. De entre os produtos desenvolvidos naquela unidade de Pombal, destacam-se as pastas atomizadas de porcelânico brancas e coradas e pastas atomizadas de revestimento. Outra aposta comercial são as "ecopastas", fabricadas com a utilização parcial de resíduos da própria indústria. Toda esta gama de produtos amigos do ambiente foi desenvolvida com soluções integradas, de acordo com as necessidades de cada cliente. Este factor diferencia a capacidade da empresa e reforça a sua posição nos mercados em que a UNIPASTA opera, especialmente em Portugal e Espanha.

Joaquim Santos

Dia Mundial da Doença de Parkinson

Missa, almoço e festa em Fátima


No dia 11 de Abril comemora-se o Dia Mundial da Doença de Parkinson. A direcção da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk) está a preparar a comemoração, a realizar em Fátima com uma concentração de doentes, associados ou não, familiares, cuidadores e amigos.

O programa que poderá ser consultado em www.parkinson.pt, para além de uma missa presidida pelo Bispo de Leiria-Fátima, na Basílica de Fátima, onde os doentes de Parkinson têm lugar reservado, terá lugar um almoço de convívio, num restaurante da região.

Após o almoço, haverá uma largada de balões, pintura de um mural, música para dançar e oficinas de terapia da fala, fisioterapia, neurologia, legislação, etc., onde estarão profissionais de saúde para responder às dúvidas dos presentes.

As inscrições para a participação nas comemorações deste dia, que se pretende ser de união e convívio de todos as pessoas afectadas com esta doença, encontram-se abertas na sede e nas delegações da APDPk, ou em www.parkinson.pt.

HUMOR MARÇO

III “Teatro Andarilho” em Porto de Mós

O pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Porto de Mós organiza a III Edição do Teatro Andarilho – Festival de Teatro Itinerante, a decorrer nos dias 10,11, 16, 17, 18, 24 e 30 de Abril e 1 de Maio, nas localidades de Alqueidão da Serra, Calvaria, Corredoura, Juncal, Pedreiras, Ribeira de Cima, São Jorge e Serro Ventoso. Sempre com entrada livre, esta 3ª edição conta com a participação de cinco grupos de teatro amadores, residentes no município de Porto de Mós, que irão a cada uma das localidades acima referidas, com o objectivo de pisar novos palcos e conquistar novos públicos. Info: www.municipio-portodemos.pt.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Edição 153 - Fevereiro de 2010

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EDITORIAL | A "nossa História"

Quando se fala de História, podemos ser tentados a pensar num conjunto de matérias enterradas no passado, que só interessam aos historiadores, quais devotos do passado que passam a vida dentro dos museus, arquivos, caves de bibliotecas e depósitos de velharias. E facilmente recordamos os tempos de escola e a imagem dos livros pesados, cheios de datas, nomes e acontecimentos que era preciso saber de cor, para despejar nos exames e... mais tarde esquecer.
No entanto, a "nossa História" deve ser entendida como fonte de leitura para a realidade presente e mesmo como fonte de inspiração para a construção do futuro, porque é nela que encontramos as raízes da nossa identidade social e cultural, aquilo que nos distingue como povo e como pessoas. No fundo, é entendendo as conquistas e sofrimentos dos nossos antepassados, é lendo e interpretando as suas vidas que podemos descobrir as razões daquilo que somos hoje, daquilo que já éramos antes de sermos, isto é, da nossa "alma" colectiva, existente antes de nascermos como indivíduos. Neste sentido, a História é o repositório daquilo que devemos aprender... para mais tarde recordar.
Foi com essa intenção que o Jornal da Golpilheira tomou em mãos o projecto de editar um livro de História, um livro da "nossa História". Porque, se hoje um jornal serve para retratar o presente das pessoas e das ideias, o seu contributo pode ser também o de informar esse presente com os dados que o justificam e o fundamentam. Porque uma terra, como referi no prefácio da obra, é mais, muito mais do que do que a delimitação das suas fronteiras. É gente, identidade, alma e sangue e vida em nós, parafraseando o célebre poema de Florbela Espanca, com o qual podemos resumir também a intenção deste livro: "dizê-lo, cantando, a toda a gente!".

É assim que gostaríamos que todos os golpilheirenses lessem este livro, não como um conjunto de textos maçudos, nem mesmo de conhecimentos para decorar, não como um repositório de antiguidades ou um objecto de arquivo ou decoração numa estante, mas como a "sua" História, uma fonte para perceber como foi a vida de tempos remotos nestas mesmas terras que habitamos, donde retirar luzes para perceber a riqueza do nosso presente, e um orgulho para encararmos com confiança a construção do futuro.
Procurámos, por isso, que fosse uma obra de reconhecido mérito científico, não de lendas ou fantasias, mas de publicação dos verdadeiros documentos que marcaram esse percurso, onde podemos encontrar o retrato fiel das coisas tal como elas foram. O reconhecido mérito e consistência do trabalho do historiador Saul António Gomes dão-nos essa garantia. Não temos palavras para agradecer a este grande investigador ter aceite o nosso convite para elaborar este estudo, que se junta a centenas de outros por ele efectuados, sobretudo sobre a nossa região. E sobre isso, as centenas de pessoas que vieram participar na sessão de apresentação não ficaram com qualquer dúvida, ao ouvir a exposição feita pelo autor, num discurso vivo e claro de quem diz o que sabe e sabe o que diz. Com a certeza que lhe advém do estudo das fontes e da sua análise ponderada e consistente.
Procurámos também enriquecer o livro com ilustrações de património e paisagens da freguesia nos nossos dias. Dado que estamos a comemorar as Bodas de Prata da freguesia, estas imagens ficarão também para os vindouros como testemunho da história actual desta nossa realidade.
Resta-nos, finalmente, agradecer a todos os que connosco colaboraram para levar este projecto em frente. Desde os pequenos contributos de vários colaboradores locais aos incentivos recebidos da Junta de Freguesia e de parceiros como o CEPAE e a editora Folheto Edições & Design. Mas, sobretudo, aos que possibilitaram o seu financiamento...
Em primeiro lugar, à Câmara Municipal da Batalha, cujo executivo decidiu por unanimidade tornar o Município parceiro directo nesta edição. Sem esse imprescindível apoio, seria de facto impossível termos nas mãos este livro, com estas características de qualidade. Na pessoa do seu presidente, António Lucas, o nosso muito obrigado por esta prenda cultural à Golpilheira.
Em segundo lugar, aos mecenas, entidades e empresas que patrocinaram também a edição: Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Batalha; Lenageste – Contabilidade e Gestão de Empresas; Grupo Lagoa
Lagoa’s Decor – Materiais de Construção; Fátima Cruz Criações e Street Fashion – Moda e Pronto-a-Vestir; REP – Recuperados de Plástico; Celeiro do Móvel – Decorações e Ambientes; Caixa Geral de Depósitos – Agência da Batalha.
Depois, às ofertas para a sessão de apresentação: ao professor e músico Jorge Humberto e ao rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena" do CRG, que animaram com música e dança esta tarde; à Isaflores pelo centro de mesa; à Padaria de S. Bento pelo pão; à Adega Cooperativa da Batalha pelo vinho; à Junta de Freguesia pelo lanche oferecido no final a todos os presentes; e à direcção e funcionários do Centro Recreativo da Golpilheira, pelas instalações e por todo o apoio logístico.
Uma palavra especial vai para o nosso amigo José Travaços Santos, que gentilmente aceitou o convite para fazer a apresentação do autor da obra. Travaços é também um dos mestres maiores da história desta região, uma verdadeira enciclopédia de conhecimento e de vida, a quem todos os historiadores recorrem quando querem falar da Batalha e o seu Mosteiro, da Alta Estremadura e de Portugal em geral. Homem de uma cultura invulgar, sempre disponível para partilhar com todos a sua sabedoria, é também um Senhor na integridade dos valores que defende e da vida em que os exemplifica. O nosso muito obrigado, também por isso.

Finalmente, a cada pessoa que marcou presença nesta festa e a todos os que adquirirem o livro. O mais importante será cada um dos leitores, natural, residente ou amigo da Golpilheira. É a cada um deles que se dedica todo este trabalho. Se não houver leitores, nada disto valeu a pena.

A todos, em nome da equipa do Jornal da Golpilheira e outras entidades envolvidas na produção desta obra, o meu muito e muito obrigado.

Apresentação do livro “Golpilheira Medieval”

Tarde cultural e histórica com casa cheia

Cerca de 350 pessoas encheram o salão de festas do Centro Recreativo da Golpilheira (CRG), no passado dia 7 de Fevereiro, na apresentação pública da obra “Golpilheira Medieval – Documentos Históricos”, de Saul António Gomes. Inserida nas comemorações dos 25 anos da criação da freguesia, a obra foi editada em parceria pelo Jornal da Golpilheira e a Câmara Municipal da Batalha, apresentando uma recolha de 113 documentos, sobretudo da época Medieval, onde se espelha o percurso histórico da localidade, conhecida primeiramente por Alpentende e, a partir dos finais do século XIII, pelo nome de Golpilheira.
A sessão foi, assim, uma verdadeira tarde cultural, que começou com as palavras de acolhimento do presidente do Centro Recreativo, Manuel Rito, que manifestou a sua alegria pela iniciativa e a riqueza que ela vem representar para o historial da própria colectividade, intimamente ligada ao desenvolvimento cultural da população durante os últimos 40 anos.

Autor
Após as palavras introdutórias do director do Jornal da Golpilheira, em termos semelhantes aos do editorial desta edição, coube a José Travaços Santos apresentar o autor da obra. Traçou as principais linhas do percurso académico e de vida de Saul Gomes, salientando a sua extensa produção literária, o seu amor a esta região da Estremadura e a profunda riqueza intelectual com que é reconhecido actualmente “entre as maiores figuras das Letras e do Pensamento portugueses”.

Obra
Sobre a obra, falou o seu autor, dissertando sobre a história remota deste território, que considerou “uma das mais antigas regiões habitadas e de grande centralidade em toda a região, como comprova a existência da cidade romana de Collipo”. O seu discurso centrou-se na enumeração das principais descobertas feitas nos documentos agora publicados, e que podem ser revistos no texto introdutório com que enriqueceu esta publicação. Não querendo esgotar o assunto nesta edição, contamos nos próximos meses voltar a ele, com a transcrição mais pormenorizada das suas palavras na ocasião.
A conclusão sobre a riqueza histórica da nossa terra, que pode adivinhar-se a partir desta colectânea documental, “contrasta com a ausência de qualquer rasto desse património na actualidade”, referiu Saul Gomes, lamentando que num périplo recente pela freguesia não tenha encontrado qualquer vestígio de construções ou outros elementos referidos nos documentos, mesmo já dos séculos XVIII e XIX. A este propósito, defendeu que “o pelouro da protecção do património deveria ser atribuído às autarquias locais, pois a centralidade desses serviços tem levado ao desaparecimento de muitos monumentos que a nível nacional são descurados, mas que são autênticas pérolas a preservar para a história das populações onde se encontram”.

Outro intervenientes
O presidente da Junta de Freguesia da Golpilheira, Carlos Santos, reconheceu “com tristeza, que desapareceu quase todo o património dos nossos antepassados, que poderia hoje testemunhar a importância desta terra”, manifestando o seu contentamento por, “em iniciativas como estas, se tentar, ainda assim, preservar e enaltecer essa memória e cuidar que esse erro de esquecer os legados do passado não volte a ser cometido”. Salientando o interesse com que a Junta acompanhou esta iniciativa do Jornal, Carlos Santos agradeceu a Saul Gomes o trabalho desenvolvido e entregou-lhe uma placa comemorativa dos 25 anos da Freguesia, em sinal de gratidão de toda a população.
Também o presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, que presidiu à sessão, elogiou e agradeceu o trabalho do historiador, referindo a importância deste tipo de iniciativas, “que a autarquia tem sempre o cuidado de apoiar, como sinal da sua forte aposta na cultura como pilar do desenvolvimento local”. Apontando alguns aspectos do dinamismo actual desta freguesia, a mais recente do concelho da Batalha, o autarca dedicou a edição do livro aos golpilheirenses, elogiando como “exemplar a numerosa adesão da população a um evento deste género”.
De referir que a sessão contou com a animação musical de Jorge Humberto, professor de música no CRG, e do rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, da mesma colectividade, e terminou com um lanche oferecido pela Junta de Freguesia aos presentes.

LMF


Ainda sobre o livro...
Correio dos leitores

>>> Tive conhecimento, pelo autor e nosso ilustre amigo, Prof. Dr. Saul Gomes, da preparação da obra literária sobra a Golpilheira. Felicito o Jornal pela feliz iniciativa e por tão belo documento para a história da vossa jovem, mas histórica Freguesia. Para o estudo e pesquisa da nossa História local e regional, é do maior interesse, mais ainda pela competência e sabedoria do autor. Com estima e amizade,
Carlos Alberto Rosa Vieira

>>> Gostaria de dar os meus sinceros parabéns ao Jornal da Golpilheira pela edição deste livro, porque de facto a nossa terra ficou muito mais rica. Sem dúvida, como referiu o presidente da Câmara Municipal, sr. António Lucas, a adesão foi sensacional, algo que não estaria nas previsões de ninguém. Isso faz, em minha opinião, de catalizador para novas aventuras e foi o reconhecimento de todas as pessoas pelo trabalho desenvolvido. Desta maneira, até acaba por se esquecer as grandes dificuldades para ultrapassar muitos obstáculos. Penso que, num futuro próximo, devíamos reflectir sobre duas "nódoas" que estão bem identificadas e que, se fossem recuperadas, sem dúvida que seria um ganho para a nossa freguesia. Estou a referir-me ao moinho de vento e à capela do Picoto. Mais uma vez, parabéns e que Deus vos dê força e coragem para continuarem, porque vale a pena.
Adelino Rito

>>> Fiz quase 100 kms de propósito para ir a essa apresentação, pois conheço bem o autor e sabia que valia a pena. Não conhecia bem essa freguesia e confesso que fiquei muito bem impressionada com as boas instalações, o excelente Restaurante Etnográfico onde almocei e a gente simpática. Mas a minha maior surpresa foi aquele salão cheio de pessoas na apresentação de um livro! Parabéns a um povo que assim vive a cultura! E muitos parabéns ao vosso Jornal pelo bom trabalho que fazem, que também já acompanho há algum tempo.
(Leitora identificada)

>>> Mande também o seu comentário à sessão ou ao livro, a sua opinião, crítica ou sugestão... teremos todo o gosto em saber o qu pensa. Envie para geral@jornaldagolpilheira.com

Actividades no Centro Recreativo | Desporto, cultura, recreio...

Nunca é de mais referir que, para além do desporto, que apresentamos nas nossas páginas desportivas, o Centro Recreativo da Golpilheira tem outras actividades de carácter recreativo e cultural. Não podemos esquecer a nossa Escola de Música, onde se ensina desde o solfejo até variados instrumentos. Esta escola tem os horários definidos com os respectivos professores. É uma actividade com largas tradições na nossa colectividade e que tão bons frutos tem dado.
Também é público que o rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena" pertence à nossa asssociação, cujas actividades já agendadas damos também nota (ver caixa).
È também propriedade do Centro Recreativo o Jornal da Golpilheira, o qual tem sido muito útil ao longo desta última década, na divulgação da nossa freguesia e nem só.
Esporadicamente, temos ainda ensaios de diversas peças de teatro na nossa colectividade. E temos a dança e a ginástica para jovens e adultos. Na dança, temos do nível um ao nível quatro. No nível um, estão integrados os iniciados, com aulas às terças-feiras às 18h00. No nível dois, estão os intermédios, com aulas aos sábados às 10h30. O nível três tem aulas duas vezes por semana, às segundas e quartas-feiras, às 18h10. O nível quatro é frequentado pelos avançados e as aulas são às terças-feiras às 19h20. Estas aulas são ministradas pela professora Liliana Ramos e o professor Ricardo. A ginástica, também ministrada pela professora Liliana Ramos, tem as vertentes de Aeróbica e Step. Apoiada pela Câmara Municipal, temos duas vezes por semana a ginástica de manutenção, para os jovens da terceira idade, ministrada pelo professor Ricardo.
Para além destas actividades, que já são muitas e dão muitas dores de cabeça, dinamizamos outras, como por exemplo: participação assídua no desfile de Carnaval promovido pela Câmara Municipal da Batalha; as tasquinhas em Maio, promovidas pelo nosso rancho folclórico; o Passeio TT "Anjos sobre Rodas"; os festejos das comemorações de cada aniversário do CRG; o Festival de Folclore, anualmente integrado nestas festas, em regime de intercâmbio; as audições dos alunos da nossa Escola de Música e as demonstrações da nossa Escola de Dança ("Teclarte" e "Dançarte") e as respectivas festas de encerramento de ano lectivo; o encerramento da época desportiva de todas as equipas; a Semana Cultural; o Almoço dos Idosos; o Almoço dos Amigos; a Festa de Natal para as Crianças; e diversas outras iniciativas que poderão surgir pontualmente
Todas estas actividades movimentam muita gente. É muito importante que as consigamos manter e, sendo um pouco ambicioso, aumentá-las. Para isso, a ajuda dos simpatizantes e sócios da nossa colectividade é imprescindível. Não esperes que te chamem... vem ter connosco! Temos trabalho para todos.
Manuel Carreira Rito

Projecto “Limpar Portugal” | Autarquia da Batalha junta-se à campanha

Vivemos num país repleto de belas paisagens mas, infelizmente, todos os dias as vemos invadidas por lixo que aí é ilegalmente depositado. Partindo do relato de um projecto desenvolvido na Estónia em 2008, um grupo de cidadãos decidiu colocar mãos à obra e propor “Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia”. O projecto "Limpar Portugal" é um movimento cívico que tem como principal objectivo, no dia 20 de Março de 2010, remover todo o lixo depositado indevidamente nos nossos espaços verdes. Pretende-se, através da participação cívica, promover a comunicação e a reflexão sobre a problemática dos resíduos, do desperdício, do ciclo dos materiais e do crescimento sustentável. Quem quiser ajudar como voluntário só tem que consultar o sítio do projecto na internet, www.limparportugal.org, onde tem toda a informação de como o fazer.
A iniciativa também está aberta a parcerias com instituições e empresas, públicas e/ou privadas, que, através da cedência de meios (humanos e/ou materiais, à excepção de dinheiro) estejam interessadas em dar o seu apoio ao movimento. Foi nesse sentido que a Câmara Municipal da Batalha, tal como alguns outros municípios do País, quis associar-se, tendo promovido uma sessão de informação e sensibilização, no dia 17 de Fevereiro, especialmente dedicada à participação da população do Concelho. Segundo a autarquia, tratou-se sobretudo de "uma jornada de sensibilização, já que temos um concelho relativamente, mas que ainda tem algumas zonas críticas", apelando sobretudo aos casos de pessoas que têm alguns depósitos de entulho nos seus terrenos, já que a iniciativa se vai limitar aos terrenos públicos.
O primeiro passo desta acção está a ser a identificação das lixeiras existentes, identificadas por voluntários através do site www.3rdblock.net. Já estão contabilizadas cerca de 6 mil lixeiras, mil das quais no distrito de Leiria e 16 no nosso Concelho. Estão também registados cerca de 1500 voluntários no Distrito, mas o sucesso da iniciativa depende da mobilização e participação do maior número de pessoas possível.
Não esqueça: só com a sua ajuda se conseguirá realizar este objectivo com sucesso! Será, ao mesmo tempo, um dia de convívio e de alegre trabalho cívico. Inscreva-se já, contactando a Câmara Municipal ou através do site http://www.limparportugal.org/.


Celeiro contesta nó do IC9

Assembleia Municipal voltou ao assunto...


A população do Celeiro parece condenada a receber problemas. Foi isso mesmo que fizeram questão de manifestar os residentes, numa marcha de protesto realizada no dia 4 de Fevereiro, que juntou algumas dezenas de pessoas. Depois de todos os protestos relativos à ampliação e novas linhas de muito alta tensão eléctrica, surgiu agora a notícia de que o nó de ligação do futuro IC9 à estrada nacional 356, naquela localidade, sofreu algumas alterações que implicarão destruição de algumas casas e efeitos nocivos noutras. Com cartazes a acusar "isto é uma vergonha" e a pedir "salvem o Celeiro", os populares defendem o regresso ao projecto inicial, que consideram menos intrusivo.
Também a Câmara da Batalha corrobora estas preocupações e promoveu uma reunião com responsáveis da "Estradas de Portugal" (EP), logo no dia 6, levando algumas pessoas do Celeiro, para solicitar o reavaliar de algumas soluções. Segundo António Lucas, presidente da autarquia, a EP "mostrou disponibilidade para minimizar os impactos assinalados e aceitar algumas reivindicações da população, nomeadamente quanto à destruição de habitações". Ainda assim, o autarca não trouxe respostas definitivas acerca do assunto e acrescenta que será difícil chegar a um consenso, já que "há pessoas com opiniões diferentes quanto ao traçado, procurando apenas a defesa das suas situações particulares". A posição do Município, salientou António Lucas, é "procurar a solução pelo bem comum, que provoque menos impactos para a maioria das pessoas, já que será impossível satisfazer a vontade de cada um".
Na última sessão da Assembleia Municipal da Batalha, dia 22 de Fevereiro, o assunto do Celeiro voltou a ser debatido, com alguns deputados municipais a manifestarem solidariedade para com as pessoas mais afectadas e a solicitarem esclarecimentos sobre o andamento dos processos. Na presença de alguns moradores locais, que ali se deslocaram para lembrar as suas preocupações, o presidente da autarquia esclareceu que, após a reunião de 6 de Fevereiro, ainda aguarda a resposta da EP, esperando que sejam notícias positivas. Já quanto às linhas de alta tensão, "as pressões para minimizar impactos vão continuar, esperando-se que a nova legislação entretanto aprovada também venha contribuir para isso".
LMF



Deputado batalhense exige respostas do Governo
Nó do IC9 e requalificação de escolas

A propósito do nó de acesso ao IC 9 na localidade do Celeiro, o deputado batalhense Paulo Batista Santos apresentou no Parlamento um pedido de esclarecimento ao Governo sobre os “fundamentos técnicos da opção tomada”. Considerando que este é um “objectivo estruturante para o desenvolvimento da região” e que “a Câmara Municipal da Batalha, desde 1995, tem vindo a proteger corredores destinados à construção do IC 9, tendo por base vários estudos técnicos que fora consensualizados com as entidades competentes e constituindo um opção mais económica e com reduzidos impactos junto das populações”, pergunta o que levou o Governo a não seguir a solução proposta pela autarquia e a optar por outra que “gera elevados danos patrimoniais e ambientes que estão a ser ignorados”.
Também a deputada Assunção Cristas, eleita do CDS/PP pelo círculo de Leiria, apresentou um requerimento no Parlamento em termos semelhantes.

Obras nas escolas da Batalha
O deputado Paulo Batista apresentou também na Assembleia da República um outro requerimento a solicitar esclarecimentos sobre o andamento do projecto conjunto de requalificação da Escola Secundária com 3.º Ciclo, da Escola Básica Mouzinho de Albuquerque e da Escola Profissional de Artes e Ofícios Tradicionais da Batalha. Manifestando-se “preocupado com o andamento do processo”, o parlamentar batalhense solicita ao Ministério da Educação, liderado por Isabel Alçada, “um conjunto de informações quanto à actual configuração do projecto, à respectiva fundamentação técnico-pedagógica, bem como sobre os pareceres dos órgãos de gestão das Escolas e das respectivas Associações de Pais e Encarregados de Educação”.
Segundo a lei, o Governo tem agora 30 dias para responder a estes requerimentos.

Carnaval da Batalha | Frio não deu para gelar a folia

Estava frio, muito frio. Mas o Carnaval da Batalha não vai em "brasileirismos" e todos se agasalharam a preceito, desde os cerca de 1200 figurantes até às cerca de 12 mil pessoas que se espalharam pelas ruas da vila para os ver passar. O corso partiu da zona desportiva, pontualmente às 15h00 do domingo 14 de Fevereiro, integrado por representações de 14 colectividades e 17 grupos de escolas e ATL do Concelho. Em termos de número, não podemos deixar de destacar o Colégio de S. Mamede, que trouxe ao desfile organizado pela Câmara Municipal cerca de seis centenas de alunos, desde o pré-escolar ao secundário, cada grupo trajado com um tema bem definido.
Os temas da actualidade serviram de inspiração aos foliões, como a "pseudo-pandemia" da Gripe A, o galope do desemprego e dos aumentos do custo de vida, o novo "casamento" entre homossexuais, as escutas aos políticos e as alegadas corrupções e "apitos" do mundo do futebol. Mas não faltaram temas mais "históricos" como a corte real da dinastia de Avis ou a embarcação dos piratas de outros tempos.
Para os mais pequenos, a fantasia não teve limites, desde os mais variados heróis da animação, príncipes e princesas, prisioneiros e chineses, minies e mickeys, bonecos de neve e palhaços, pinguins e leões, joaninhas e borboletas, corações, bombons e rebuçados, até aos temas mais ambientais da água, dos ecopontos e das flores bem coloridas.
A participação do Centro da Golpilheira apostou este ano na sátira aos "casamentos" entre homossexuais, com os homens a subir à camioneta para fingir – alegadamente – um grupo de gays em fila para o registo casamenteiro, passando pela zona de "despedida de solteiros" onde não faltava o tradicional varão.
No final, houve entrega de prémios. Os três melhores carros alegóricos foram: 1.º para o Centro Social, Cultural e Recreativo das Brancas; 2.º para a Associação Cultural e Desportiva do Rio Seco; 3º para a Associação Cultural, Desportiva e Recreativa do Casal de São Mamede. Os três melhores grupos foram: 1.º a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Batalha; 2.º a Associação Recreativa Batalhense; 3.º o Grupo de Cantares do Planalto de São Mamede. Em cada categoria, os prémios foram de 500, 300 e 200 euros, respectivamente, cabendo ainda a todas as restantes associações o prémio de 130 euros pelo 4.º lugar ex aequo.
Além disso, a autarquia atribuiu um subsídio de 300 euros a todos os grupos participantes, numa politica de "apoio aos grupos locais, em vez do pagamento a figuras mediáticas vindas de fora". As associações agradecem e o numeroso público confirma.
Até para o ano...

Texto e fotos : Luís Miguel ferraz






Desfile na Golpilheira, proibição na Batalha...
Peripécias do Carnaval escolar

Muitas escolas aproveitam a sexta-feira antes do fim-de-semana do Carnaval para algumas actividades relacionadas com esta festa. Na Golpilheira, é já um hábito, que este ano se repetiu, as crianças andarem mascaradas e fazerem uns passeios pelas ruas da freguesia a desfilar os seus belos fatos.
Já na escola do 1º e 2º ciclos da Batalha, este ano a direcção do agrupamento decidiu não permitir que as crianças levassem "qualquer disfarce ou outros materiais relativos ao Carnaval", conforme um aviso afixado na portaria. Como alguns miúdos acabaram por ir mascarados, gerou-se alguma confusão, com alunos a manifestarem o seu descontentamento, alguns a pais a irem buscar os filhos mais cedo e os professores a tentar manter a ordem.
Os comunicados da direcção do Agrupamento referiram que a opção teve apenas a ver com a necessidade de aproveitar o dia de aulas normalmente, dada a curta duração deste período lectivo. A direcção da Associação de Pais afirmou apenas que iria reunir brevemente para analisar o sucedido e só então se pronunciaria. O certo é que, se o objectivo era aproveitar o tempo, este acabou por ser um dia perdido, com a agravante de não ter sido aproveitado sequer para a diversão das crianças.


Para idosos da zona centro do Distrito
IPSS organizam festas de Carnaval

As Misericórdias e Instituições Particulares de Solidariedade Social da zona centro do distrito de Leiria organizaram, no passado dia 10 de Fevereiro, uma festa de Carnaval para os seus utentes de lares e centros de dia. A festa decorreu na danceteria Baila Comigo, em S. Antão, numa tarde animada por música e danças. Cerca de 360 idosos de 19 instituições distritais, incluindo a unidade de cuidados continuados das Batalha, aproveitaram para se divertirem, envergando as máscaras e fantasias próprias da ocasião e, no final, partilharam um lanche de convívio.
Segundo Lina Quitério, técnica da Misericórdia da Batalha, "esta é uma actividade muito interessante do calendário anual, já que se cria muito entusiasmo já durante a preparação das máscaras e, sobretudo, no bailarico e no encontrar de amigos e familiares que estão noutros lares e não se encontram há algum tempo".
A mesma técnica descreve assim o ambiente: "O baile esteve pleno de cor, alegria e animação, os participantes de cada instituição foram mascarados de forma alusiva a diversos temas, cada qual representava com orgulho a sua instituição. As máscaras e os fatos foram feitos pelos utentes, com o apoio dos técnicos responsáveis."
As instituições agradecem o apoio da dancetaria Baila Comigo, "que ao cederem o espaço contribuíram para a realização deste evento".

8.º Passeio TT "Anjos Sobre Rodas" da Golpilheira

Desporto do Centro Recreativo Golpilheira

Futsal Feminino Sénior | A caminho do “tetra”...

Da forma como a nossa treinadora Teresa Jordão tem a equipa a jogar, é muito difícil pará-la. Como se pode ver pelos relatos que a seguir apresentamos, esta equipa está uma autêntica máquina de bem jogar futsal. Bem preparadas fisicamente, bem orientadas tecnicamente e com uma moral em alta, está esta equipa preparada para garantir já nos próximos quatro jogos o "tetra". Desejamos-lhe o maior sucesso e quanto mais cedo melhor, para encararmos a fase final da Taça Nacional com grande optimismo.
Só é pena que estes jogos não estejam a ser disputados no nosso pavilhão (futuro), pois iria deliciar muito mais adeptos desta modalidade em geral e os golpilheirenses em particular. Esperamos que ele esteja concluído a tempo de esta equipa poder demonstrar nele toda a beleza do futsal e em particular o desempenho da equipa.

Golpilheira – 9
Pocariça – 0
O jogo disputado no dia 30 de Janeiro, no pavilhão da Batalha, previa-se algo difícil, pelo exemplo dos últimos anos. No entanto, as nossas jogadoras entraram decididas em resolver cedo. A Pocariça remeteu-se à sua defesa, espreitando o contra ataque. O desgaste provocado pela avalanche do nosso ataque continuado deu os seus frutos, com a obtenção na primeira parte de dois golos, por intermédio da irrequieta Carolina. A história do segundo tempo resume-se à obtenção de mais sete golos sem resposta. Irina, por três vezes, Jessica Pedreiras, Rita Eusébio, um auto-golo e Licas obtiveram os sete golos da etapa complementar.

Amarense – 0
Golpilheira – 5
O encontro disputado no dia 6 de Fevereiro, no pavilhão do Amarense, foi o primeiro da segunda volta e era muito importante vencê-lo. Após o apito inicial, constatou-se que a equipa do Amarense colocou todas as suas jogadoras na defesa da baliza. O seu principal objectivo era retardar ao máximo a obtenção do primeiro golo da Golpilheira. Mas a nossa equipa está preparada para desmoronar a estratégia defensiva de qualquer equipa. O nosso assédio à baliza adversária era incessante e as oportunidades sucediam-se. Quando não era a guarda-redes, eram os postes ou a ansiedade das nossas atletas a retardar a obtenção do tal golo. Mas, como diz o velho ditado, "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Foi o que aconteceu. A experiente Irina, numa bela jogada, marcou o primeiro golo. A equipa do Amarense continuava com o "autocarro" a proteger as suas redes e em todo jogo não criou uma única oportunidade de golo. Ainda antes do intervalo, a jovem Jéssica Pedreiras marcou um belo golo de cabeça, respondendo a um excelente cruzamento da direita. Reatada a partida, apenas não se sabia quantos mais golos iríamos obter, uma vez que a nossa vitória não estava em causa. O sufoco atacante era tal, que o jogo se desenrolava totalmente no meio campo adversário. Carolina marcou por duas vezes e Irina fixou o resultado final em 5-0. Mais uma justa vitória, cujo resultado podia ser bem mais dilatado.

Taça Distrital
Amarense – 1
Golpilheira – 9
No dia 13 de Fevereiro, estas equipas voltaram a encontrar-se no mesmo pavilhão, desta vez numa eliminatória da Taça Distrital. Com a disputa dos dois jogos (juniores e seniores) no mesmo dia e à mesma hora, a nossa treinadora Teresa Jordão optou por acompanhar a equipa júnior a Segodim (onde venceu por 12-3). Mas mesmo sem a presença da treinadora, as nossas jogadoras demonstraram a sua real valia, colocando em campo a experiência adquirida ao longo dos vários anos que jogam juntas. Na primeira parte obtiveram cinco golos sem resposta, o que nos dava uma grande tranquilidade. No segundo tempo, baixaram um pouco o ritmo de jogo, mas mesmo assim não deixaram de marcar mais quatro golos, sofrendo apenas um. Estamos nas meias-finais, com as equipas dos Vidais, da Caranguejeira e do Louriçal, todas da Divisão de Honra. A nossa equipa júnior também está nas meias-finais, com as equipas do CEF-Fátima, do Portomosense e da União de Leiria. Esperamos ansiosamente pelo sorteio.

Golpilheira – 7
Louriçal – 0
O desafio disputado no dia 20 de Fevereiro, no pavilhão da Batalha, era encarado com grande apreensão, dada a dificuldade, na primeira volta, para ultrapassar esta experiente equipa do Louriçal. No entanto, a estratégia montada pela Teresa Jordão, assim como cumprimento exemplar das nossas atletas, acabou por facilitar muito a tarefa. O resultado diz tudo. Sete golos sem resposta, reflexo duma grande exibição da nossa equipa.

Falta uma vitória...
A nossa equipa está na frente do campeonato, com 12 jogos realizados, outras tantas vitórias, 36 pontos, 70 golos marcados e apenas 13 sofridos. No próximo dia 27, caso a vitória aconteça na Caranguejeira, ficará decidido o nosso primeiro lugar no campeonato desta época. Como a Golpilheira está a jogar, será muito difícil a Caranguejeira ultrapassar-nos. Por isso, vamos todos apoiar as nossas tricampeãs, no próximo sábado, dia 27, às 21h00, no pavilhão da Caranguejeira. Vai e leva um amigo. Comparece e leva a família toda.


Futsal Feminino Júnior | Esperança ainda marca pontos

Depois de um período menos bom, no início da primeira volta do campeonato júnior, a equipa neste momento está mais entrosada e com mais eficácia na finalização, como demonstram os últimos resultados. A sete pontos dos Vidais, mas com um jogo a menos, vem aí o mês das grandes decisões. Vamos jogar com a Academia da Caranguejeira, Portomosense, Vidais e CEF-Fátima.
Temos possibilidades de continuar a lutar pelo "hexa", mas para isso é necessário vencermos estes quatro jogos, que se apresentam bastante difíceis. Recorde-se que perdemos em casa com os Vidais e também no CEF-Fátima.
Estamos também na luta pela conquista da Taça Distrital, prova na qual estamos nas meias-finais. Para continuar na senda dos êxitos, é preciso continuar a trabalhar, muita concentração e espírito de equipa. Nós confiamos que estas jovens, bem comandadas por Teresa Jordão, consigam os mesmos objectivos da época passada. A esperança é a última coisa a perder, por isso e como "a união faz a força", o apoio dos nossos simpatizantes é imprescindível. Não se esqueçam de apoiar as nossas equipas. Todas elas merecem.



Futebol Escolas e Sub 13 | A importância da educação desportiva
A nossa equipa de Escolas tem dado muito boa conta de si. Treinada por Luís Rito, os seus atletas têm progredido muito desde o início da época. Como se diz na gíria, temos jogadores e temos equipa, com alguns jogadores tecnicamente bem dotados, desenvolvem no terreno de jogo um excelente futebol, digno de ser visto. Jogadas com cabeça, tronco e membros, que não é muito vulgar ver nestas idades.
Os resultados, nestes escalões, não são o mais importante. O objectivo principal é eles aprenderem, evoluírem, divertirem-se jogando sem pressões de qualquer tipo. Ninguém gosta de perder, mas para nós, neste momento, isso está em segundo plano. Temos muitos jogadores e não podem jogar apenas os mais dotados, naturalmente. Os outros também precisam de jogar, de se integrarem na equipa, para também evoluírem e se motivarem. Neste aspecto, não são os atletas que complicam. Por vezes, são os pais que querem "mandar" na constituição da equipa, dificultando a tarefa do treinador.
No primeiro torneio, em nove jogos, ganhámos sete e perdemos dois. Estamos à espera do segundo torneio, cujo início está marcado para o dia 6 de Março. Quanto à equipa de sub 13, treinada por Joaquim Vieira e Filipe Vieira, apesar da evolução dos seus atletas, os resultados desportivos não têm sido tão bons. Esta situação compreende-se, por dois motivos: em primeiro lugar, os atletas que integram esta equipa são, na sua maioria, sub 12; depois, como temos alguns sub 13 e temos apenas uma equipa, estamos integrados com as equipas "A" de outros clubes, cujos atletas, na sua totalidade, são sub 13. No entanto, os nossos atletas não esmorecem. Comparecem com ansiedade nos treinos, mas um ou dois, quando são os jogos, invocam algumas razões duvidosas para não irem. Nós percebemos. Estão um pouco traumatizados por estarem sempre a perder e por muitos....
Estamos agora na fase de encerramento, com as mesmas equipas do primeiro torneio, excepto as três primeiras. Neste torneio, pensamos que os jogos serão mais equilibrados, e podemos, inclusive, obter algumas vitórias.



Futebol Juniores Masculinos | Espera-se 2ª volta mais fácil
Com a passagem à segunda fase garantida muito cedo, o seu treinador, Jorge Rito, aproveitou para rodar a equipa. O desempenho por parte dos atletas a quem foi dado uma oportunidade não foi mau. Serviu para o Jorge encontrar mais soluções, uma vez que a 2.ª fase vai ser muito mais difícil. A prová-lo está a derrota sofrida no primeiro jogo desta fase, com a deslocação ao Bombarral.
Segundo o treinador, o resultado é enganador, pois "o árbitro anulou um golo limpo, que colocava o marcador em 1-1, ainda na primeira parte". E como um azar nunca vem só, o Bombarral chegou ao 2-0 antes do intervalo. No segundo tempo reagimos e, apesar de termos sofrido mais um golo, marcámos dois. E poderíamos ter chegado ao empate, no último lance do desafio. Mas, na marcação de um canto, "um atleta nosso foi impedido de saltar dentro da área, quando se preparava para fazer golo", volta a queixar-se o treinador. Mais um presumível erro do árbitro, com o qual temos de nos conformar. Bem ou mal, a equipa de arbitragem é que manda e não devemos reclamar, senão somos expulsos e lá vai o dinheiro das multas para a Associação de Futebol de Leiria...
É preciso que os nossos rapazes não desanimem e se unam em redor dos conselhos do Jorge Rito, para fazermos uma boa segunda fase.

Futebol de 11  | Veteranos | Vamos à Madeira!

Está confirmada a nossa ida à Madeira, mais concretamente à Calheta, nos próximos dias 16, 17 e 18 de Abril. Apesar da situação dramática ocorrida este mês naquela ilha, fazemos votos para que a situação melhore rapidamente e acreditamos que tudo possa decorrer da melhor forma.
Farão parte da comitiva diversos jogadores e directores, embora nem todos possam ir, por motivos profissionais ou outros. Os que forem irão saber honrar a nossa equipa e a nossa Associação e prestigiar a nossa freguesia e o Concelho em geral.

Caranguejeira – 1
Golpilheira – 0
O encontro realizado no dia 13 de Fevereiro, no campo relvado da Caranguejeira, foi muito equilibrado, com oportunidades de golo para ambas as equipas.
Acabou por ser mais feliz a equipa da casa, que num lance feliz conseguiu marcar o solitário golo com que nos venceram.
Na terceira parte, fomos nós os melhores, até porque éramos muitos mais do que os da casa: jantar bem servido, que deixou todos satisfeitos.

Golpilheira – 0
Boa Vista – 5
Este desafio teve lugar no campo sintético da Batalha, no dia 20 de Fevereiro. Tal como no primeiro jogo, veio ao de cima a maior juventude da equipa forasteira. Em certas alturas do desafio ainda demos alguma réplica e podíamos ter marcado alguns golos, não fora uma grande exibição do guarda-redes da equipa contrária. Na primeira parte já venciam por três a zero. No segundo tempo obtiveram mais dois golos, sendo o último de grande penalidade. Vitória justa da Boa Vista, mas por números exagerados. Jantar bem servido no nosso Restaurante Etnográfico, que a todos muito agradou.

Textos de Manuel Carreira Rito

Apoios ao desporto do CRG ao abrigo do mecenato

Decreto do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto

Todos os anos precisa de ser renovada a autorização para que as actividades desportivas do CRG sejam apoiadas ao abrigo da Lei do Mecenato, pela qual os patrocinadores auferem de condições especiais de dedução nos impostos. Para o corrente ano, foi emitida a Declaração n.º 9/2010, com o seguinte texto:

Nos termos do n.º 10 do artigo 62.º, do capítulo X, do Estatuto dos Benefícios Fiscais, aprovado pelo Decreto - Lei n.º 215/89, de 1 de Julho, republicado pelo Decreto -Lei n.º 108/2008, de 26 de Junho, reconhece-se que os donativos concedidos no ano de 2010 ao Centro Recreativo da Golpilheira, NIPC 501101829, para a realização de actividades ou programa de carácter não profissional consideradas de interesse desportivo podem usufruir dos benefícios fiscais ali previstos, desde que os respectivos mecenas não tenham, no final do ano ou do período de tributação em que o donativo é atribuído, qualquer dívida de imposto sobre o rendimento, a despesa ou o património e de contribuições relativas à segurança social, ou, tendo-a, sendo exigível, a mesma tenha sido objecto de reclamação, impugnação ou oposição e prestada garantia idónea, quando devida, e sem prejuízo do disposto no artigo 86.º do Código do IRC, se ao caso aplicável.

O documento publicado em Diário da República tem data de 5 de Janeiro de 2010 e é assinado pelo Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino José Monteiro Castro Dias.

Este deve ser mais um incentivo às empresas que queriam patrocinar os nossos atletas, pois as verbas oferecidas poderão ser descontadas com majoração no IRC.

Concerto Gala para Bombeiros da Batalha

153 Humor

Exposição: 100 anos de imprensa na Batalha

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Apresentação do livro “Golpilheira Medieval” de Saul de Gomes

Casa cheia em tarde cultural na Golpilheira

Cerca de 350 pessoas encheram o salão de festas do Centro Recreativo da Golpilheira (CRG), no passado dia 7 de Fevereiro, na apresentação pública da obra “Golpilheira Medieval – Documentos Históricos”, do doutor Saul António Gomes. Inserida nas comemorações dos 25 anos da criação desta freguesia, a obra foi editada em parceria pelo Jornal da Golpilheira e a Câmara Municipal da Batalha, apresentando uma recolha de 113 documentos, sobretudo da época Medieval, onde se espelha o percurso histórico da localidade, conhecida primeiramente por Alpentende e, a partir dos finais do século XIII, pelo nome de Golpilheira.
A sessão de apresentação foi, assim, uma verdadeira tarde cultural, em que o autor da obra dissertou sobre essa história remota do território, que considerou “uma das mais antigas regiões habitadas de toda a região, e de grande centralidade”. A conclusão sobre a sua riqueza histórica, que pode retirar-se a partir dos vestígios remotos e, de igual forma, desta colectânea documental, “contrasta com a ausência de qualquer rasto desse património na actualidade”, referiu Saul Gomes, lamentando que num périplo recente pela freguesia não tenha encontrado qualquer vestígio de construções ou outros elementos referidos nos documentos, mesmo já dos séculos XVIII e XIX. A este propósito, defendeu que “o pelouro da protecção do património deveria ser atribuído às autarquias locais, pois a centralidade desses serviços tem levado ao desaparecimento de muitos monumentos que a nível nacional são descurados, mas que são autênticas pérolas a preservar para a história das populações onde se encontram”.
Segundo Luís Miguel Ferraz, director do Jornal da Golpilheira, “a preservação da memória colectiva, como contributo para a construção da identidade cultural das gentes desta região” foi o principal objectivo desta publicação. “Devemos ver a história, não como um conjunto de matérias enterradas no passado, mas como fonte de leitura para a realidade presente e mesmo como fonte de inspiração para a construção do futuro”, salientou.
Também o presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, referiu a importância deste tipo de iniciativas, “que a autarquia tem sempre o cuidado de apoiar, como sinal da sua forte aposta na cultura como pilar do desenvolvimento local”. Salientando alguns aspectos do dinamismo actual desta freguesia, a mais recente do concelho da Batalha, o autarca dedicou a edição do livro aos golpilheirenses, elogiando como exemplar a numerosa adesão da população a um evento deste género.
A sessão contou com animação musical de Jorge Humberto, professor de música no CRG, e do rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, da mesma colectividade, e terminou com um beberete oferecido pela Junta de Freguesia local.
O livro está à venda no Centro Recreativo da Golpilheira, na Junta de Freguesia da Golpilheira e nas livrarias da região. Pode também ser encomendado pelo email geral@jornaldagolpilheira.com.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Edição 152 - Janeiro de 2009

Clique na imagem para abrir a publicação

Apresentação da obra "Golpilheira Medieval"

A obra "Golpilheira Medieval – Documentos Históricos", do historiador Saul Gomes, está pronta e irá ser apresentada ao público no próximo dia 7 de Fevereiro, domingo, pelas 15h30, no Centro Recreativo.
O convite está feito a toda a população e aos amigos que quiserem juntar-se a nós.
A edição do livro e esta sessão inserem-se no âmbito das comemorações dos 25 anos da criação da Freguesia. Teremos ocasião de conhecer melhor o autor e o conteúdo da obra, bem como de a adquirir em condições muito especiais neste dia.
Será ainda um momento recheado de animação musical, com a colaboração de Jorge Humberto, professor da Escola de Música do CRG, e do nosso rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena".
No final, todos estão também convidados para um beberete, gentilmente oferecido pela Junta de Freguesia da Golpilheira.

EDITORIAL | Prefácio "Golpilheira Medieval"

O nome de uma terra encerra bem mais do que a delimitação das suas fronteiras. E mais, muito mais, do que a identificação de um aglomerado urbano, um centro de movimentações sociais ou um conjunto de casas, comércios, serviços e indústrias. Seja um continente, um país, uma cidade ou uma aldeia, o seu nome engloba significados múltiplos, com o denominador comum de constituírem partes do mesmo todo, a que poderemos chamar uma identidade cultural. Uma "alma" construída em cada rua, em cada edifício, em cada espaço onde se cruzam histórias de vidas e de tempos passados e presentes, leivas de uma História lavrada pelos anos, às vezes séculos. Uma espécie de aura que envolve as paredes e as gentes que as habitam e que transforma essa relação de espaço/pessoa em sentimento, carregado de fascínios e desencantos, amores e tragédias, glórias e decadências.
Assim, a importância de uma terra mede-se, não por quilómetros ou número de habitantes, mas pelo sangue, suor e lágrimas que nela se verteram e, como é óbvio, pela intensidade das vidas que nela se ergueram.
No caso da Golpilheira, se dúvidas houvesse, esta publicação revela toda a profundidade dessa identidade cultural, dessa "alma" que encarna, ainda hoje, em todos aqueles que se orgulham de aqui terem nascido ou de aqui viverem os seus dias.
Território apetecível, desde as primeiras civilizações, pelo vale frondoso e fértil do Lena, aqui se fixaram os primeiros homens e mulheres que decidiram fixar-se. Aqui cresceram e se multiplicaram as primeiras famílias que decidiram crescer e multiplicar-se. Aqui morreram e mataram as primeiras e as sucessivas greis que lutaram por garantir neste local um espaço para a edificação da "sua" cidade. Testemunham-no os vestígios deixados em Collipo por povos como os túrdulos, os romanos e outros – infelizmente já raros, porque destruídos por quem não soube honrar esse legado.
O mesmo sucedeu quando Portugal decidiu nascer como Povo e Pátria, pelo braço guerreiro de D. Afonso Henriques. Encostada ao surgir da nacionalidade, Leirena foi fundada por este nosso primeiro rei, com atribuição de foral em 1142, servindo de bastião ao estender do seu domínio até aos Algarves. E Alpentende – que abrangia a actual área da Golpilheira – logo por essa altura começa a surgir nos documentos, como região aprazível para o cultivo dos campos e a vida das gentes, mencionada por reis, nobres e clérigos influentes. Testemunham-no os escritos aqui publicados.
É natural que esta relação tão enraizada e intensamente construída entre o território e os seus obreiros resulte, ao longo dos tempos, num sentimento forte de encantamento, de comunhão e de amor. A "alma" que se lê nessa História acaba por revelar-se na "alma" do povo que lhe dá o rosto humano e que, por cima do passado instituído, desenha o seu presente e planeia um futuro ainda por concretizar.

Esta obra é também fruto desse amor à terra que nos viu nascer. Na verdade, apesar de tantas e tão ricas memórias, pouco ou nada se tem publicado sobre a Golpilheira. Por isso, ao pensarmos na forma de associar o Jornal às comemorações das Bodas de Prata da sua elevação ao estatuto de Freguesia, foi essa a primeira ideia: editar um livro. Poderíamos optar por recolher alguns textos descritivos ou de opinião, juntar algumas fotos, mostrar curiosidades. Mas queríamos algo mais substancial, que ficasse por si só como um documento histórico, um marco da nossa identidade cultural.
Para tal, ninguém melhor do que o Doutor Saul António Gomes, professor da Universidade de Coimbra desde 1987, onde integra o Centro de História da Sociedade e da Cultura, sócio-correspondente da Academia Portuguesa da História e colaborador do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa. Com mais de duas dezenas de livros e um extenso rol de artigos publicados, nomeadamente sobre a Batalha e o seu Mosteiro, este prestigiado historiador leiriense será dos que mais conhecimento reúne sobre a região concreta em que nos situamos. Acedeu graciosamente ao convite e lançou mãos a um trabalho de pesquisa, transcrição e análise de textos, como nunca se tinha feito sobre a nossa localidade.
A Golpilheira ficará sempre devedora e grata a este investigador, também pela magistral Introdução que faz sobre os documentos, numa exposição clara, sucinta e acessível a qualquer leitor.
Quanto às imagens do património, paisagens e locais que ilustram este volume, são de várias datas, mas optámos preferencialmente por fotografias tiradas a 31 de Dezembro de 2009, precisamente 25 anos depois da criação da Freguesia. Sendo uma edição comemorativa dessa data, fica assim registado o seu estado actual. Na forra da capa, publicamos um mapa histórico (1941-1947), anotado pelo autor. Na forra da contracapa, a imagem de satélite de 2005, tal como é neste momento exibida online pelo Google Earth. O desenho da raposa é original do nosso grafismo e representa a origem do nome Golpilheira, do termo latino vulpes.
Escolhemos o título "Golpilheira Medieval", porque é sobretudo da Idade Média o espólio documental reunido, embora se estenda também à época Moderna.

Cumpre-nos agradecer a solícita cooperação da Câmara Municipal da Batalha neste projecto, seja pelo incentivo e interesse pessoal do Presidente, António Lucas, seja pela decisão unânime do Executivo de o editar connosco. Só assim se tornou viável um produto com esta qualidade, fazendo jus ao seu conteúdo e dando-lhe na forma o valor que tem de facto. Embora estejam entre as suas competências a promoção da cultura e a defesa e divulgação do património histórico do Concelho, devemos sublinhar a forma empenhada e objectiva como o Município apoiou esta publicação sobre a sua mais recente freguesia.
Um muito obrigado, também, aos mecenas apresentados nesta página, que responderam ao convite a patrocinar a impressão. Não tendo o Jornal os fundos necessários para a sua parte na co-edição, foram estas as instituições e empresas que garantiram esse financiamento, mercê da consciência social e cultural dos respectivos administradores e empresários.
Agradecemos, ainda, a outras parcerias: à Junta de Freguesia da Golpilheira, pelo acompanhamento permanente e pelo apoio logístico à edição e à respectiva apresentação pública; ao CEPAE – Centro do Património da Estremadura, pelo estímulo e pela ligação ao meritório trabalho que vem desenvolvendo em prol da cultura da região; à Folheto Edições & Design, pela atenciosa colaboração técnica na produção e posterior distribuição.
A palavra final vai para cada um dos golpilheirenses, naturais ou residentes. A eles se dedica o livro, que contém parte da sua vida, da sua "alma" passada e presente. Na verdade, porque são páginas da sua História, esta obra é deles. Nossa.
Prefácio do livro
"Golpilheira Medieval - Documentos Históricos"

25 anos da criação da Freguesia da Golpilheira

Pela Lei n.º 37/84, de 31 de Dezembro, foi criada a Freguesia da Golpilheira no concelho da Batalha, cujo primeiro dia de existência "oficial" foi o 1 de Janeiro de 1985, há 25 anos.
Segundo o artigo 2.º dessa lei: "Os limites da nova freguesia, conforme representação cartográfica anexa, são: ao começar no lugar da Quinta de São Sebastião, ou seja, do lado nascente para norte, continua até à Vala do Moinho de São João, proximidades da Quinta da Serrada com o limite do concelho de Leiria, devidamente demarcado por estradas, serventias e ribeiro; a partir do Moinho de São João, passa pela estrada camarária até à estrada nacional n.º 1, atravessando-a e seguindo por uma serventia pública até ao rio Lena, continuando por este até um pouco acima do Casal da Ponte de Almagra, onde desagua o ribeiro do Carvalho; segue por este até à sua nascente (proximidades a norte do Casal do Alho), seguindo em recta por serventia de fazendas até ao ribeiro Agudo, que passa a poente do lugar de Bico-Sacho, seguindo por este até à sua nascente, a qual continua com a Quinta de São Sebastião, acima referida."
O artigo 3.º definia que deveria ser criada uma "comissão instaladora da nova freguesia", a nomear pela Assembleia Municipal da Batalha, constituída por: "1 representante da Câmara Municipal da Batalha; 1 representante da Assembleia Municipal da Batalha; 1 representante da Assembleia de Freguesia da Batalha; 1 representante da Junta de Freguesia da Batalha; 5 cidadãos eleitores designados de acordo com o n.º 3 do artigo 10.º da Lei n.º 11/82".
Nos artigos seguintes determinava-se que "a comissão instaladora exercerá funções até à tomada de posse dos órgãos autárquicos da nova freguesia", cujas eleições "realizar-se-ão na data das primeiras eleições autárquicas gerais posteriores à entrada em vigor da presente lei".
Finalmente, o artigo 6.º referia que "a presente lei entra em vigor em 1 de Janeiro de 1985".
A lei foi aprovada em 30 de Novembro de 1984, promulgada em 29 de Dezembro de 1984, com assinatura do Presidente da República, António Ramalho Eanes, referendada em 29 de Dezembro de 1984, com assinaturas do primeiro-ministro, Mário Soares, e do presidente da Assembleia da República, Fernando Monteiro do Amaral. E foi publicada no Diário da República – I SÉRIE – N.º 301 – 31 de Dezembro de 1984.

Actualmente
É, assim, a mais recente freguesia do concelho da Batalha, no distrito de Leiria. Mantendo quase inalteradas as fronteiras então definidas, o seu território ocupa pouco mais de 490 hectares, cujo centro dista cerca de 3 km da sede de Concelho e 8 km da sede de Distrito.
Habitada desde tempos imemoriais por povos das mais diversas civilizações, esta terra começa a ser nomeada logo nos primeiros documentos da constituição da nacionalidade portuguesa, como lugar aprazível para viver e cultivar. Estende-se ao longo do fértil vale do Lena, com vista aberta sobre o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, cuja construção terá sido um dos motores do seu crescimento populacional durante a Idade Média.
É hoje o "lar" de cerca de 1800 habitantes, cujo dinamismo social é amplamente reconhecido e faz jus ao legado histórico dos seus antepassados.
O seu nome deriva do termo latino vulpes, que significa "raposa".


Abaixo publicamos as fotos dos membros dos vários executivos da Junta de Freguesia, desde a sua criação até hoje, pela ordem de presidente, secretário e tesoureiro:


1985-1989
Pedro Menezes Monteiro
Joaquim Vieira Fernandes
José Moreira Filipe



1989-1993
José Moreira Filipe
Fernando Monteiro Bagagem
Luís Sousa Guerra



1993-1997
José Moreira Filipe
Fernando Monteiro Bagagem
Mário de Sousa Videira



1997-2001
José Moreira Filipe
José Guerra da Silva
José Lucas Ferreira




2001-2005
José Moreira Filipe
José Guerra da Silva
José dos Santos Silva



2005-2009
Carlos Alberto Monteiro Santos
José Guerra da Silva
José dos Santos Silva



Actual
Carlos Alberto Monteiro Santos
José Santos Silva
Maria de Fátima Carreira de Sousa




Centro Recreativo ganha 30 euros por cada nova conta aberta

Promotor bancário faz protocolo de campanha

O Centro Recreativo da Golpilheira celebrou um protocolo com o promotor do Banco Santander Totta, José Carlos Ferraz, mediante o qual irá receber 30 euros por cada nova conta aberta naquela instituição bancária pelos sócios ou amigos da colectividade.
A campanha estará em vigor até ao dia 15 de Março e permitirá também ao novo cliente a escolha de um prémio, mediante as condições da Super Conta Ordenado, que poderá ser uma máquina de café, um máquina fotográfica, um GPS, uma máquina de filmar, um computador portátil ou um televisor.
Para mais informações sobre este assunto, deverá consultar o referido promotor, no escritório junto ao Café Fidalgo, bem como pedir esclarecimentos no Centro Recreativo da Golpilheira ou no balcão da Batalha do banco Santander Totta.