Município e escolas assinam protocolo
Foi assinado no passado dia 26 de Março, no Agrupamento de Escolas da Batalha, um protocolo de colaboração do Grupo de Trabalho Concelhio – GTC referente à constituição da Rede de Bibliotecas Escolares, que envolve as bibliotecas do Agrupamento, da Escola Secundária e do Município da Batalha.
Abriu a sessão Graça Barão, Coordenadora Regional de Bibliotecas Escolares/DREC, referindo “uma satisfação pessoal em estar presente neste acto, um objectivo que ambicionava há muito tempo”. Enalteceu o trabalho da direcção da Escola, defendendo que "o trabalho partilhado tem melhores resultados, sendo importante que este projecto seja aberto, virado para o consumidor, para desenvolver nos jovens o gosto pela leitura".
De seguida, Fernando Sarmento, presidente do Conselho Directivo das Escolas da Batalha, enalteceu a colaboração entre as duas partes, esperando que ele se cimente ainda mais no futuro. "Este acto relança ainda mais a actividade entre todos, com a preocupação rentabilizar os recursos existentes, num trabalho de conjunto que irá dar os seus frutos".
Por fim, António Lucas, presidente do Município, reafirmou a importância deste protocolo e fez questão em ser ele próprio a assiná-lo, bem como de estar acompanhado dos vereadores da Educação e da Cultura, Carlos Henriques e Cíntia Silva. "A cooperação entre a autarquia e o Agrupamento sempre existiu de modo informal, mas agora de modo formal podemos maximizar o que se faz e usar a imaginação para captar mais leitores para as bibliotecas", salientou o autarca, lembrando algumas das iniciativas já promovidas pela Biblioteca Municipal, tais como o Biblioclub e o Bibliocafé. Agradeceu também o apoio que tem sido dado pela Fundação Kalouste Gulbenkien, frisou que está neste momento a funcionar muito bem o pólo de S. Mamede e que está reactivada a Biblioteca Itinerante, a registar grande sucesso com a "criação de novas sinergias, utilizando estratégias diferentes, inovando, com a deslocação a certas unidades industriais, colectividades e outros locais de interesse público". Com esta nova parceira, "temos um grande objectivo, que é aproveitar tudo o que de bom existe, chegar ao público-alvo com grande determinação, potenciando os recursos que temos para sair deste marasmo com novas estratégias, com mais envolvimento entre esta estrutura, a população em geral e as crianças e jovens em particular", referiu ainda o presidente.
Nos tempos que correm, é de enaltecer a criação deste protocolo, uma vez que com a actual situação de os jovens terem tudo tão à mão, não é fácil motivá-los para a leitura. Mas o ‘cheiro’ do livro não existe no computador, nem em jogos. O virar da página, é mais um pedaço de ‘pão’ para alimentar os nossos conhecimentos. Por isso, vejam todos no livro um amigo, com o qual podemos conversar, aprender e percorrer todos os horizontes da nossa imaginação.
Manuel Carreira Rito
domingo, 28 de março de 2010
Concurso “7 Maravilhas Naturais de Portugal” - Grutas de Mira de Aire são finalistas
As Grutas de Mira de Aire estão no grupo dos 21 finalistas do Concurso "Sete Maravilhas Naturais de Portugal", seleccionados de uma lista inicial de 323 candidatos.
O Jornal da Golpilheira teve ocasião de efectuar uma visita àquele monumento natural, no passado dia 22 de Fevereiro, no âmbito de um convite do Município de Porto de Mós à imprensa. A visita começou pelas grutas de Alvados, descobertas no ano de 1964, tendo sido apresentadas as suas principais características pelo administrador do espaço, Carlos Galamba. A entrada foi em tempos um abrigo para os pastores. Têm diversos algares, com ligações naturais, ricos em estalactites e estalagmites, formadas pela água ao longo de milhares de anos. A gruta tem muitas infiltrações, o que a beneficia e lhe dá muita vida. É um local que merece ser admirado.
Já nas grutas de Mira de Aire, ainda mais imponentes, o seu responsável, Carlos Alberto Jorge, descreveu pormenorizadamente toda a dimensão e informou sobre a contínua descoberta de novos espaços. A gruta foi descoberta em 1947, num ano talvez bastante seco, segundo o guia, já que pela abertura, e devido à diferença de temperatura entre o ar livre e a gruta, se libertava vapor de água. Aqui passa água que abastece vários rios da região. A gruta está implantada numa área de 11.300 m2, percorrendo os concelhos de Porto de Mós, Alcanena e Batalha. Apenas podem ser visitados cerca de 600 m2, uma vez que a outra parte se encontra submersa. Desde a sua descoberta até agora, já as visitaram cerca de oito milhões de pagantes e juntando as visitas gratuitas, nomeadamente por parte de escolas, rondarão os dez milhões. A galeria que podemos visitar tem cerca de 110 metros de profundidade e para a percorrer é necessário descer 683 degraus. A temperatura mantém-se constante, de Verão e de Inverno, nos 17 graus, o que significa que a amplitude térmica é zero.
Depois das visitas, a conferência de imprensa foi realizada nas próprias grutas de Mira de Aire, a 80 metros de profundidade, onde a serenidade é intensa, interrompida apenas pelo escorrer das águas límpidas e pelas gotas que vão caindo do tecto. Intervieram ambos os responsáveis e ainda João Salgueiro, presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, David Catarino, presidente da Entidade Regional de Turismo Leiria-Fátima (ERTL-F), e Olímpio Martins, espeleólogo do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC).
O presidente da autarquia começou por salientar a "obrigação de preservar" estes tesouros naturais, destacando a importância de as divulgar com mais ênfase, dado o papel que têm no desenvolvimento turístico do nosso país, em geral, e da ERTL-F e do concelho de Porto de Mós, em particular. Frisando o "excelente desempenho dos responsáveis e guias", tanto em Alvados como em Mira de Aire, defendeu uma especial atenção "para que estas belezas não sejam afectadas, quer pela construção, quer pelo desvio de águas; isto é uma obra-prima da natureza, só possível porque temos água e um maciço calcário cuja aglutinação dá estas bênçãos". A este propósito, João Salgueiro informou ainda ter outras iniciativas em curso, em parceria com outros organismos locais, tais como um concurso de fotografia e acções de divulgação, não só no território nacional, mas também com maior afinco no estrangeiro.
Voltando à questão do turismo, David Catarino começou por lembrar que esta é "uma actividade económica que gera riqueza através da grande diversidade de recursos" e afirmou que, nesse contexto, "a selecção destas grutas para o concurso das "7 Maravilhas Naturais de Portugal" é justa.
O espeleólogo Olímpio Martins falou ainda na geodiversidade destas regiões calcárias, onde a água é extraordinariamente importante, afirmando que a sua abertura ao público é um contributo para a valorização do património natural.
Como ideia geral, defendida aliás por Carlos Galamba, ficou a de que as três grutas da região devem trabalhar em conjunto, "pois a união faz a força". Embora valorizando cada uma na sua especificidade, o responsável das grutas de Alvados reconheceu que as de Mira de Aire "são o maior expoente da beleza natural", pelo que, "não podendo ser as duas, estas têm condições e monumentalidade para serem uma das "7 Maravilhas de Portugal".
Resta lembrar que os interessados em contribuir para esta eleição devem registar-se em http://www.7maravilhas.sapo.pt/ e votar até dia 7 de Setembro 2010. Poderá, ainda, ligar para o 760 302 709 (0,60€ + IVA) ou enviar um SMS com o número 709 para 68933 (0,50€ já com IVA).
Manuel Carreira Rito
O Jornal da Golpilheira teve ocasião de efectuar uma visita àquele monumento natural, no passado dia 22 de Fevereiro, no âmbito de um convite do Município de Porto de Mós à imprensa. A visita começou pelas grutas de Alvados, descobertas no ano de 1964, tendo sido apresentadas as suas principais características pelo administrador do espaço, Carlos Galamba. A entrada foi em tempos um abrigo para os pastores. Têm diversos algares, com ligações naturais, ricos em estalactites e estalagmites, formadas pela água ao longo de milhares de anos. A gruta tem muitas infiltrações, o que a beneficia e lhe dá muita vida. É um local que merece ser admirado.
Já nas grutas de Mira de Aire, ainda mais imponentes, o seu responsável, Carlos Alberto Jorge, descreveu pormenorizadamente toda a dimensão e informou sobre a contínua descoberta de novos espaços. A gruta foi descoberta em 1947, num ano talvez bastante seco, segundo o guia, já que pela abertura, e devido à diferença de temperatura entre o ar livre e a gruta, se libertava vapor de água. Aqui passa água que abastece vários rios da região. A gruta está implantada numa área de 11.300 m2, percorrendo os concelhos de Porto de Mós, Alcanena e Batalha. Apenas podem ser visitados cerca de 600 m2, uma vez que a outra parte se encontra submersa. Desde a sua descoberta até agora, já as visitaram cerca de oito milhões de pagantes e juntando as visitas gratuitas, nomeadamente por parte de escolas, rondarão os dez milhões. A galeria que podemos visitar tem cerca de 110 metros de profundidade e para a percorrer é necessário descer 683 degraus. A temperatura mantém-se constante, de Verão e de Inverno, nos 17 graus, o que significa que a amplitude térmica é zero.
Depois das visitas, a conferência de imprensa foi realizada nas próprias grutas de Mira de Aire, a 80 metros de profundidade, onde a serenidade é intensa, interrompida apenas pelo escorrer das águas límpidas e pelas gotas que vão caindo do tecto. Intervieram ambos os responsáveis e ainda João Salgueiro, presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, David Catarino, presidente da Entidade Regional de Turismo Leiria-Fátima (ERTL-F), e Olímpio Martins, espeleólogo do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC).
O presidente da autarquia começou por salientar a "obrigação de preservar" estes tesouros naturais, destacando a importância de as divulgar com mais ênfase, dado o papel que têm no desenvolvimento turístico do nosso país, em geral, e da ERTL-F e do concelho de Porto de Mós, em particular. Frisando o "excelente desempenho dos responsáveis e guias", tanto em Alvados como em Mira de Aire, defendeu uma especial atenção "para que estas belezas não sejam afectadas, quer pela construção, quer pelo desvio de águas; isto é uma obra-prima da natureza, só possível porque temos água e um maciço calcário cuja aglutinação dá estas bênçãos". A este propósito, João Salgueiro informou ainda ter outras iniciativas em curso, em parceria com outros organismos locais, tais como um concurso de fotografia e acções de divulgação, não só no território nacional, mas também com maior afinco no estrangeiro.
Voltando à questão do turismo, David Catarino começou por lembrar que esta é "uma actividade económica que gera riqueza através da grande diversidade de recursos" e afirmou que, nesse contexto, "a selecção destas grutas para o concurso das "7 Maravilhas Naturais de Portugal" é justa.
O espeleólogo Olímpio Martins falou ainda na geodiversidade destas regiões calcárias, onde a água é extraordinariamente importante, afirmando que a sua abertura ao público é um contributo para a valorização do património natural.
Como ideia geral, defendida aliás por Carlos Galamba, ficou a de que as três grutas da região devem trabalhar em conjunto, "pois a união faz a força". Embora valorizando cada uma na sua especificidade, o responsável das grutas de Alvados reconheceu que as de Mira de Aire "são o maior expoente da beleza natural", pelo que, "não podendo ser as duas, estas têm condições e monumentalidade para serem uma das "7 Maravilhas de Portugal".
Resta lembrar que os interessados em contribuir para esta eleição devem registar-se em http://www.7maravilhas.sapo.pt/ e votar até dia 7 de Setembro 2010. Poderá, ainda, ligar para o 760 302 709 (0,60€ + IVA) ou enviar um SMS com o número 709 para 68933 (0,50€ já com IVA).
Manuel Carreira Rito
Mais um passo para o pavilhão desportivo
Considerando o contexto local municipal, verificamos um elevado deficit de instalações desportivas, nomeadamente pavilhões, motivado pelo grande crescimento do número de praticantes e atletas em novas modalidades, cada vez mais vocacionadas para a prática em ambiente gimnodesportivo.
É publico que a política do município nesta área é de fazer crescer o número de infra-estruturas deste tipo de forma equilibrada pelo Concelho, até porque são resultado de candidaturas a fundos comunitários, no âmbito do QREN.
É sabido também que, considerando o dinamismo desportivo da Golpilheira, assente nas actividades do seu Centro Recreativo, um dos pavilhões que deverá avançar no curto prazo será o desta freguesia.
Por isso, têm sido tomados e conquistados passos significativos, indispensáveis à concretização firme do projecto. Senão, recordo:
- Compra do terreno por parte da Câmara para a sua implantação (de outra forma não haveria fundos comunitários)
- Decreto de interesse público relevante por parte do executivo e Assembleia Municipal (a fim de remeter aos organismos de gestão da Reserva Ecológica a desafectação de uma parte do terreno)
- Envolvimento da Junta de Freguesia na execução do projecto de arquitectura final (já que o projecto existente, para além de desadequado da realidade, não cumpria as regras actuais de volumetria a respeitar)
- Publicação em Diário da República, em 15 de Março de 2010 (ver abaixo) do despacho proferido pelos secretários de Estado com a tutela do Ambiente e do Desporto, com o reconhecimento de relevante interesse público do projecto, isto após longos meses de emissão de pareceres e reuniões de trabalho técnico.
Sendo certo que não descrevi alguns passos intermédios, mas não menos importantes, saliento que esta será uma obra que, tendo financiamento, obedece a regras incontornáveis. Uma delas é o concurso público. Por isso, será de esperar que alguns meses restarão para o projecto começar a tomar forma. Sabemos também que o investimento tem prazo para ser concretizado, sob pena de se perder a contrapartida comunitária.
Ouvimos, por vezes, alguns “sábios” a afirmarem que haveria formas mais rápidas de se fazer, mas o certo é que ninguém apresenta nos locais próprios propostas válidas ou as soluções para se contornar a burocracia que este investimento impõe…
Assim, mais do que pedir explicações aos directores do Centro Recreativo, penso que todos os golpilheirenses deverão juntar-se a eles, para ajudares a resolver os problemas da colectividade. Mais do que duvidar de que o pavilhão será uma realidade, deverão encontrar explicações na Junta de Freguesia ou na Câmara Municipal, acerca do desenrolar do processo.
Carlos Santos, presidente da Junta de Freguesia
Presidência do Conselho de Ministros e Ministério
do Ambiente e do Ordenamento do Território
Despacho n.º 4483/2010
Através do despacho n.º 24 212/2008, de 24 de Julho, dos Secretários de Estado da Juventude e do Desporto e do Ordenamento do Território e das Cidades, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 187, de 26 de Setembro de 2008, foi reconhecido o interesse público à construção de um equipamento desportivo, concretamente uma piscina descoberta e respectivos balneários, na freguesia de Golpilheira, concelho da Batalha, utilizando para o efeito 1730 m2 de terrenos integrados na Reserva Ecológica Nacional do concelho da Batalha, por força da Resolução do Conselho de Ministros n.º 116/95, de 28 de Setembro, a promover pela Câmara Municipal da Batalha.
Pretende agora a Câmara Municipal da Batalha substituir a tipologia do equipamento desportivo, construindo um pavilhão desportivo no mesmo local e utilizando para o efeito 716 m2 de terrenos integrados na Reserva Ecológica Nacional.
Considerando a justificação apresentada pela autarquia, nomeadamente a percepção que o equipamento desportivo agora proposta é mais adequado às necessidades da população e ao dinamismo das actividades desportivas instalado;
Considerando que a área onde se localiza o pavilhão desportivo é mais afastada do rio Lena do que a ocupada pelas piscinas;
Considerando, também, que a assembleia municipal da Batalha reconheceu o interesse público municipal da pretensão;
Considerando, ainda, que a disciplina constante do Plano Director Municipal da Batalha, ratificado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 136/95, de 21 de Setembro, publicada no Diário da República, 1.ª série -B, n.º 261, de 11 de Novembro de 1995, com as alterações que lhe foram introduzidas pela declaração n.º 307/2001 (2.ª série), publicada no Diário da República, 2.ª série, n.º 237, de 12 de Outubro de 2001, pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 156/2001, de 11 de Outubro, publicada no Diário da República, 1.ª série -B, n.º 252, de 30 de Outubro de 2001, pela declaração n.º 231/2002 (2.ª série), publicada no Diário da República, 2.ª série, n.º 170, de 25 de Julho de 2002, e ainda pela deliberação da assembleia municipal constante do aviso n.º 3116/2008, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 28, de 8 de Fevereiro de 2008, não obsta à concretização da obra;
Considerando o parecer favorável da entidade regional da Reserva Agrícola do Centro à utilização não agrícola de solo da Reserva Agrícola Nacional;
Considerando o parecer favorável emitido pela Administração da Região Hidrográfica do Norte, I.P.;
Considerando, por fim, o parecer favorável da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, condicionado à execução integral de todas as medidas de minimização constantes do projecto, nomeadamente no que respeita à modelação adequada dos taludes de aterro, à execução do sistema de drenagem e à implementação de um adequado revestimento vegetal:
Determina -se:
1 — Nos termos e para os efeitos do disposto no n.º 1 do artigo 21.º do Decreto -Lei n.º 166/2008, de 22 de Agosto, e no uso das competências delegadas pelo despacho n.º 932/2010, da Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 9, de 14 de Janeiro de 2010, na Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, reconhecer o relevante interesse público da construção do pavilhão desportivo, na freguesia de Golpilheira, concelho da Batalha, sujeito ao cumprimento dos condicionamentos supra referidos.
2 — O não cumprimento das condicionantes acima referidas determina, para o proponente, a obrigatoriedade de repor os terrenos no estado em que se encontravam à data imediatamente anterior à construção, reservando -se, ainda, nessa situação, o direito de revogação futura do presente acto.
3 — Revogar o despacho n.º 24 212/2008, de 24 de Julho, dos Secretários de Estado da Juventude e do Desporto e do Ordenamento do Território e das Cidades, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 187, de 26 de Setembro de 2008.
4 de Março de 2010.
O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino José Monteiro Castro Dias.
A Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Fernanda Maria Rosa do Carmo Julião.
(D.R. n.º 51, Série II de 2010-03-15)
É publico que a política do município nesta área é de fazer crescer o número de infra-estruturas deste tipo de forma equilibrada pelo Concelho, até porque são resultado de candidaturas a fundos comunitários, no âmbito do QREN.
É sabido também que, considerando o dinamismo desportivo da Golpilheira, assente nas actividades do seu Centro Recreativo, um dos pavilhões que deverá avançar no curto prazo será o desta freguesia.
Por isso, têm sido tomados e conquistados passos significativos, indispensáveis à concretização firme do projecto. Senão, recordo:
- Compra do terreno por parte da Câmara para a sua implantação (de outra forma não haveria fundos comunitários)
- Decreto de interesse público relevante por parte do executivo e Assembleia Municipal (a fim de remeter aos organismos de gestão da Reserva Ecológica a desafectação de uma parte do terreno)
- Envolvimento da Junta de Freguesia na execução do projecto de arquitectura final (já que o projecto existente, para além de desadequado da realidade, não cumpria as regras actuais de volumetria a respeitar)
- Publicação em Diário da República, em 15 de Março de 2010 (ver abaixo) do despacho proferido pelos secretários de Estado com a tutela do Ambiente e do Desporto, com o reconhecimento de relevante interesse público do projecto, isto após longos meses de emissão de pareceres e reuniões de trabalho técnico.
Sendo certo que não descrevi alguns passos intermédios, mas não menos importantes, saliento que esta será uma obra que, tendo financiamento, obedece a regras incontornáveis. Uma delas é o concurso público. Por isso, será de esperar que alguns meses restarão para o projecto começar a tomar forma. Sabemos também que o investimento tem prazo para ser concretizado, sob pena de se perder a contrapartida comunitária.
Ouvimos, por vezes, alguns “sábios” a afirmarem que haveria formas mais rápidas de se fazer, mas o certo é que ninguém apresenta nos locais próprios propostas válidas ou as soluções para se contornar a burocracia que este investimento impõe…
Assim, mais do que pedir explicações aos directores do Centro Recreativo, penso que todos os golpilheirenses deverão juntar-se a eles, para ajudares a resolver os problemas da colectividade. Mais do que duvidar de que o pavilhão será uma realidade, deverão encontrar explicações na Junta de Freguesia ou na Câmara Municipal, acerca do desenrolar do processo.
Carlos Santos, presidente da Junta de Freguesia
Presidência do Conselho de Ministros e Ministério
do Ambiente e do Ordenamento do Território
Despacho n.º 4483/2010
Através do despacho n.º 24 212/2008, de 24 de Julho, dos Secretários de Estado da Juventude e do Desporto e do Ordenamento do Território e das Cidades, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 187, de 26 de Setembro de 2008, foi reconhecido o interesse público à construção de um equipamento desportivo, concretamente uma piscina descoberta e respectivos balneários, na freguesia de Golpilheira, concelho da Batalha, utilizando para o efeito 1730 m2 de terrenos integrados na Reserva Ecológica Nacional do concelho da Batalha, por força da Resolução do Conselho de Ministros n.º 116/95, de 28 de Setembro, a promover pela Câmara Municipal da Batalha.
Pretende agora a Câmara Municipal da Batalha substituir a tipologia do equipamento desportivo, construindo um pavilhão desportivo no mesmo local e utilizando para o efeito 716 m2 de terrenos integrados na Reserva Ecológica Nacional.
Considerando a justificação apresentada pela autarquia, nomeadamente a percepção que o equipamento desportivo agora proposta é mais adequado às necessidades da população e ao dinamismo das actividades desportivas instalado;
Considerando que a área onde se localiza o pavilhão desportivo é mais afastada do rio Lena do que a ocupada pelas piscinas;
Considerando, também, que a assembleia municipal da Batalha reconheceu o interesse público municipal da pretensão;
Considerando, ainda, que a disciplina constante do Plano Director Municipal da Batalha, ratificado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 136/95, de 21 de Setembro, publicada no Diário da República, 1.ª série -B, n.º 261, de 11 de Novembro de 1995, com as alterações que lhe foram introduzidas pela declaração n.º 307/2001 (2.ª série), publicada no Diário da República, 2.ª série, n.º 237, de 12 de Outubro de 2001, pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 156/2001, de 11 de Outubro, publicada no Diário da República, 1.ª série -B, n.º 252, de 30 de Outubro de 2001, pela declaração n.º 231/2002 (2.ª série), publicada no Diário da República, 2.ª série, n.º 170, de 25 de Julho de 2002, e ainda pela deliberação da assembleia municipal constante do aviso n.º 3116/2008, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 28, de 8 de Fevereiro de 2008, não obsta à concretização da obra;
Considerando o parecer favorável da entidade regional da Reserva Agrícola do Centro à utilização não agrícola de solo da Reserva Agrícola Nacional;
Considerando o parecer favorável emitido pela Administração da Região Hidrográfica do Norte, I.P.;
Considerando, por fim, o parecer favorável da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, condicionado à execução integral de todas as medidas de minimização constantes do projecto, nomeadamente no que respeita à modelação adequada dos taludes de aterro, à execução do sistema de drenagem e à implementação de um adequado revestimento vegetal:
Determina -se:
1 — Nos termos e para os efeitos do disposto no n.º 1 do artigo 21.º do Decreto -Lei n.º 166/2008, de 22 de Agosto, e no uso das competências delegadas pelo despacho n.º 932/2010, da Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 9, de 14 de Janeiro de 2010, na Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, reconhecer o relevante interesse público da construção do pavilhão desportivo, na freguesia de Golpilheira, concelho da Batalha, sujeito ao cumprimento dos condicionamentos supra referidos.
2 — O não cumprimento das condicionantes acima referidas determina, para o proponente, a obrigatoriedade de repor os terrenos no estado em que se encontravam à data imediatamente anterior à construção, reservando -se, ainda, nessa situação, o direito de revogação futura do presente acto.
3 — Revogar o despacho n.º 24 212/2008, de 24 de Julho, dos Secretários de Estado da Juventude e do Desporto e do Ordenamento do Território e das Cidades, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 187, de 26 de Setembro de 2008.
4 de Março de 2010.
O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino José Monteiro Castro Dias.
A Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Fernanda Maria Rosa do Carmo Julião.
(D.R. n.º 51, Série II de 2010-03-15)
Secundária da Batalha em “Corrida Solidária" ajuda a crianças portuguesas e timorenses
Pelo quarto ano consecutivo, o Clube da Saúde da Escola Secundária da Batalha levou a efeito, no dia 25 de Março, uma "Corrida Solidária", em que toda a comunidade escolar é convidada a participar. Partindo junto dos portões da escola e percorrendo algumas artérias da vila da Batalha, esta corrida propõe-se ajudar as crianças portuguesas e timorenses, contando com uma parceria com os Médicos do Mundo e com o apoio da Câmara Municipal da Batalha, Bombeiros Voluntários, GNR e Órgãos directivos da Escola.
Veteranos vão à Madeira em Abril
Neste momento, ultimam-se os preparativos e acertam-se os derradeiros detalhes para a primeira viagem da nossa equipa de veteranos de futebol de 11 à Madeira. A partida será na manhã do dia 16 de Abril e o regresso na noite do dia 18. Já se encontra definido o programa provisório, que é o seguinte:
Dia 16
10h00 – Chegada da caravana do CRG ao aeroporto de Santa Catarina. Instalação no Hotel Calheta Beach. Seguidamente, visita a vários pontos turísticos. Sessão de boas-vindas nos Prazeres, com almoço e jantar.
Dia 17
09h00 – Visita a vários pontos turísticos.
15h00 – "Torneio Suíço" de veteranos de futebol de 11, com a participação de três equipas: Pontassolense, Nacional e Golpilheira.
19h00 – Jantar de convívio e distribuição de prémios.
Dia 18
09h00 – Saída livre para o Funchal. Assistência à Festa da Flor.
18h00 – Concentração em local a designar, com possibilidade em aberto de visita ao estádio da Madeira, com almoço e assistência ao jogo Nacional / União de Leiria para a Liga Sagres.
Irão integrar esta comitiva cerca de 30 elementos, contando atletas, directores, treinadores e um representante da Câmara Municipal da Batalha, o vereador Carlos Henriques. A nossa equipa integra ainda três elementos da Assembleia de Freguesia da Golpilheira. Esperamos que seja uma experiência agradável, que tudo corra dentro da normalidade, para que o nosso concelho, a nossa freguesia e a nossa colectividade fiquem bem representados.
Manuel Carreira Rito
Dia 16
10h00 – Chegada da caravana do CRG ao aeroporto de Santa Catarina. Instalação no Hotel Calheta Beach. Seguidamente, visita a vários pontos turísticos. Sessão de boas-vindas nos Prazeres, com almoço e jantar.
Dia 17
09h00 – Visita a vários pontos turísticos.
15h00 – "Torneio Suíço" de veteranos de futebol de 11, com a participação de três equipas: Pontassolense, Nacional e Golpilheira.
19h00 – Jantar de convívio e distribuição de prémios.
Dia 18
09h00 – Saída livre para o Funchal. Assistência à Festa da Flor.
18h00 – Concentração em local a designar, com possibilidade em aberto de visita ao estádio da Madeira, com almoço e assistência ao jogo Nacional / União de Leiria para a Liga Sagres.
Irão integrar esta comitiva cerca de 30 elementos, contando atletas, directores, treinadores e um representante da Câmara Municipal da Batalha, o vereador Carlos Henriques. A nossa equipa integra ainda três elementos da Assembleia de Freguesia da Golpilheira. Esperamos que seja uma experiência agradável, que tudo corra dentro da normalidade, para que o nosso concelho, a nossa freguesia e a nossa colectividade fiquem bem representados.
Manuel Carreira Rito
Rallye Verde Pino 2010
Para os “amantes” do automóvel
Realiza-se, nos dias 9, 10 e 11 de Abril, a edição de 2010 do Rallye de Regularidade Verde Pino, destinado a veículos clássicos, pré-clássicos e desportivos até aos nossos dias. Depois de marcar o arranque das Provas de Clássicos em Portugal nos anos 90 e do interregno de 12 anos a que foi sujeito, o Rallye Verde Pino regressou o ano passado com figurino inovador de grande sucesso, quer da forma de disputá-lo, quer nos veículos.
Procurando a simplicidade de participação com os menores custos possíveis, esta prova é destinada a todos aqueles que gostam de gozar o seu automóvel. Com este objectivo, foi escolhido um itinerário com cerca de 600 Kms, que junta várias componentes como a gastronómica, a paisagística e a desportiva. Esta última em circuito de karting, velocidade e rampas históricas disputadas em estradas fechadas ao trânsito, onde cada um escolherá, sem restrições, a sua velocidade ideal. Info: www.kart-leiria.com.
Realiza-se, nos dias 9, 10 e 11 de Abril, a edição de 2010 do Rallye de Regularidade Verde Pino, destinado a veículos clássicos, pré-clássicos e desportivos até aos nossos dias. Depois de marcar o arranque das Provas de Clássicos em Portugal nos anos 90 e do interregno de 12 anos a que foi sujeito, o Rallye Verde Pino regressou o ano passado com figurino inovador de grande sucesso, quer da forma de disputá-lo, quer nos veículos.
Procurando a simplicidade de participação com os menores custos possíveis, esta prova é destinada a todos aqueles que gostam de gozar o seu automóvel. Com este objectivo, foi escolhido um itinerário com cerca de 600 Kms, que junta várias componentes como a gastronómica, a paisagística e a desportiva. Esta última em circuito de karting, velocidade e rampas históricas disputadas em estradas fechadas ao trânsito, onde cada um escolherá, sem restrições, a sua velocidade ideal. Info: www.kart-leiria.com.
Peregrinação Diocesana a Fátima: D. António falou do “rosto da Igreja” como sinal de comunhão
No passado domingo a igreja diocesana viveu um dos momentos altos da sua caminhada anual. Foi a 79ª peregrinação a Fátima, que mobilizou perto de 50.000 fiéis, que quiseram viver este momento de forma mais activa e próxima. Muitos foram os que se deslocaram a pé, percorrendo os caminhos que os levaram até ao altar do mundo. Os jovens estiveram em actividade durante a tarde de sábado, numa experiência singular, que se prolongou pela noite dentro com aproximadamente 200 jovens em vigília.
Com o tema geral “Viviam unidos e punham tudo em comum”, o ponto alto da peregrinação foi obviamente a celebração da Eucaristia na manhã de domingo. Com o sol a espreitar por entre as nuvens, o recinto do Santuário viveu uma experiência de igreja visível na sua multiplicidade de cores, ambientes e idades. Na homilia, D. António começou por sublinhar a importância desta reunião e encontro dos fiéis, unidos na oração ao presbitério: “não sei se sou capaz de transmitir a emoção que senti quando viemos em cortejo da igreja da Santíssima Trindade para a Capelinha das Aparições, numa caminhada litúrgica que se torna sinal bem visível da Igreja que somos”.
Depois de uma calorosa e amistosa saudação dirigida aos mais pequenos, aos jovens e aos escuteiros, D. António fez referência às muitas “cartas de comunhão”, redigidas por estes na véspera, tendo referido que as lera todas e encontrara nelas expressões de alegria pela fé, juntamente com incertezas e alguns medos. A todos exortou então para que “não tenham medo de viver a fé e dela dar testemunho nos mais variados ambientes”.
No contexto da liturgia do 5º domingo da Quaresma, e tendo presente as leituras lidas na celebração, o bispo ofereceu uma emotiva meditação sobre a Igreja, seu sentido e papel na sociedade moderna, tendo em conta a visão do Pastor de Hermas que nos fala da Igreja a partir de uma visão: “Hermas, o pastor, vê uma velha que caminha segurando um livro na mão. Interroga-se sobre a identidade da personagem e descobre nela o rosto da Igreja. Interroga-se, depois, sobre o livro que ela segura, e descobre nele o livro do amor de Deus para com a humanidade”. Neste contexto, D. António alicerçou a Igreja no projecto de Deus que “consiste em fazer uma grande família de paz e amor. Como? A essa questão respondem as leituras que ouvimos”. Comentando a liturgia da palavra, o prelado apontou algumas das características próprias da identidade e da essência da Igreja: “ela é, antes demais um povo. Mas não um povo qualquer; é um povo que fez aliança com Deus; um povo que é peregrino, e por que é peregrino vive a esperança, que é uma certeza, de que Deus está sempre presente na sua vida. Uma presença que se faz sentir na Palavra que dirige, na celebração dos sacramentos, na oração, mas sobretudo, uma presença que sente no amor que Ele distribui a todos”. Neste sentido, D. António referiu a experiência de Paulo, o apóstolo, de que falava a segunda leitura, como a experiência de alguém que se deixa tocar e encantar por esse amor de Deus.
Experiência idêntica à da mulher que no Evangelho se deixa encontrar face a face com Jesus. “É o amor misericordioso de Deus que salva aquela mulher; um amor que relança a pessoa num caminho novo – vai e não tornes a pecar. A Eucaristia torna-se o lugar de encontro do amor de Deus”.
Comovido e tocado por este amor, D. António referiu-se bem alto à “beleza do amor de Deus que é maior, muito maior, que o nosso pecado. Há no nosso coração e na alma feridas, que só são curadas pelo perdão misericordioso de Deus. Para lá dos tratamentos do psicólogo, está o tratamento deste amor de Deus. Deus sabe que em cada homem ou mulher derrotado pelo fracasso há um filho que Ele ama. A Igreja é esta casa da misericórdia, onde cada pessoa se sente acolhida e amada”.
Para ser dos homens, para os homens e com os homens, a Igreja precisa ser de Deus, para Deus e com Deus.
Relembrando o centenário do nascimento de Jacinta Marto, terminou apontando-a como exemplo para aprendermos “a amar a Igreja, estimando-a e acarinhando-a”.
Rui Ribeiro
Festa-Mensagem Evocação dos Pastorinhos
“Apaixonar-se pelo coração eucarístico de Jesus e fazer dele o centro da vida”
Após o almoço, cerca de mil pessoas participaram na festa-mensagem com que encerrou esta peregrinação, no Centro Paulo VI. Este ano, em que se celebra o centenário do nascimento da Jacinta, o encontro tomou a forma de uma evocação da Pastorinha.
Na ocasião, a vice-postuladora da causa de canonização dos Pastorinhos de Fátima, irmã Ângela Coelho, apresentou uma biografia resumida da Jacinta, salientando o facto de “ser uma criança normal, com os seus defeitos e egoísmos”, mas também com uma surpreendente capacidade de, aos 7 anos, “apaixonar-se pelo coração eucarístico de Jesus e fazer dele o centro da sua vida”. A partir daí, foi “um verdadeiro exemplo de amor à oração e de entrega solidária, mesmo nos momentos de maior sofrimento”.
A irmã Ângela frisou, depois, que o mais importante da evocação é a descoberta dos desafios que esse exemplo da Jacinta nos levanta. “O primeiro desafio é o de fazermos do coração de Deus o centro da nossa vida”, com um sentido de compromisso para “sermos testemunhas da esperança”. E, tal como pede o nosso Bispo na Carta Pastoral para este ano, com coragem para “irmos ao coração da Igreja, imitando o sentido de pertença à Igreja que teve Jacinta Marto, sobretudo pelo amor ao Santo Padre, que também nós somos convidados a acolher de forma especial este ano em que nos visita em Fátima”.
A vice-postuladora terminou com esse convite específico a “acolhermos e amarmos o Santo Padre” e com um desejo de que se cumprissem as palavras de João Paulo II a propósito da Pastorinha de Fátima: “que a Jacinta seja uma luz amiga a iluminar o mundo e, em particular, cada um dos diocesanos de Leiria-Fátima”.
A festa contou com a participação da Schola Cantorum “Pastorinhos de Fátima”, dirigida pelo maestro Paulo Lameiro, acompanhada por um ensemble instrumental de sopros e percussão, tendo como solistas a soprano Isabel Catarino, Alberto Roque ao saxofone e João Santos ao Órgão. A abertura musical foi com o Hino dos Pastorinhos e a peça principal foi o “Te Deum” de Paulo Lameiro.
Foi um “momento musical de altíssimo nível a encerrar esta bela jornada”, como salientou D. António Marto na sua palavra final aos peregrinos. Desejando a todos que “a mensagem deste dia se estenda em sinais de esperança por toda esta Igreja particular de Leiria-Fátima”, o Bispo presidiu à oração de agradecimento a Deus pelo dom da Peregrinação, o último acto comunitário do programa.
Luís Miguel Ferraz
Com o tema geral “Viviam unidos e punham tudo em comum”, o ponto alto da peregrinação foi obviamente a celebração da Eucaristia na manhã de domingo. Com o sol a espreitar por entre as nuvens, o recinto do Santuário viveu uma experiência de igreja visível na sua multiplicidade de cores, ambientes e idades. Na homilia, D. António começou por sublinhar a importância desta reunião e encontro dos fiéis, unidos na oração ao presbitério: “não sei se sou capaz de transmitir a emoção que senti quando viemos em cortejo da igreja da Santíssima Trindade para a Capelinha das Aparições, numa caminhada litúrgica que se torna sinal bem visível da Igreja que somos”.
Depois de uma calorosa e amistosa saudação dirigida aos mais pequenos, aos jovens e aos escuteiros, D. António fez referência às muitas “cartas de comunhão”, redigidas por estes na véspera, tendo referido que as lera todas e encontrara nelas expressões de alegria pela fé, juntamente com incertezas e alguns medos. A todos exortou então para que “não tenham medo de viver a fé e dela dar testemunho nos mais variados ambientes”.
No contexto da liturgia do 5º domingo da Quaresma, e tendo presente as leituras lidas na celebração, o bispo ofereceu uma emotiva meditação sobre a Igreja, seu sentido e papel na sociedade moderna, tendo em conta a visão do Pastor de Hermas que nos fala da Igreja a partir de uma visão: “Hermas, o pastor, vê uma velha que caminha segurando um livro na mão. Interroga-se sobre a identidade da personagem e descobre nela o rosto da Igreja. Interroga-se, depois, sobre o livro que ela segura, e descobre nele o livro do amor de Deus para com a humanidade”. Neste contexto, D. António alicerçou a Igreja no projecto de Deus que “consiste em fazer uma grande família de paz e amor. Como? A essa questão respondem as leituras que ouvimos”. Comentando a liturgia da palavra, o prelado apontou algumas das características próprias da identidade e da essência da Igreja: “ela é, antes demais um povo. Mas não um povo qualquer; é um povo que fez aliança com Deus; um povo que é peregrino, e por que é peregrino vive a esperança, que é uma certeza, de que Deus está sempre presente na sua vida. Uma presença que se faz sentir na Palavra que dirige, na celebração dos sacramentos, na oração, mas sobretudo, uma presença que sente no amor que Ele distribui a todos”. Neste sentido, D. António referiu a experiência de Paulo, o apóstolo, de que falava a segunda leitura, como a experiência de alguém que se deixa tocar e encantar por esse amor de Deus.
Experiência idêntica à da mulher que no Evangelho se deixa encontrar face a face com Jesus. “É o amor misericordioso de Deus que salva aquela mulher; um amor que relança a pessoa num caminho novo – vai e não tornes a pecar. A Eucaristia torna-se o lugar de encontro do amor de Deus”.
Comovido e tocado por este amor, D. António referiu-se bem alto à “beleza do amor de Deus que é maior, muito maior, que o nosso pecado. Há no nosso coração e na alma feridas, que só são curadas pelo perdão misericordioso de Deus. Para lá dos tratamentos do psicólogo, está o tratamento deste amor de Deus. Deus sabe que em cada homem ou mulher derrotado pelo fracasso há um filho que Ele ama. A Igreja é esta casa da misericórdia, onde cada pessoa se sente acolhida e amada”.
Para ser dos homens, para os homens e com os homens, a Igreja precisa ser de Deus, para Deus e com Deus.
Relembrando o centenário do nascimento de Jacinta Marto, terminou apontando-a como exemplo para aprendermos “a amar a Igreja, estimando-a e acarinhando-a”.
Rui Ribeiro
Festa-Mensagem Evocação dos Pastorinhos
“Apaixonar-se pelo coração eucarístico de Jesus e fazer dele o centro da vida”
Após o almoço, cerca de mil pessoas participaram na festa-mensagem com que encerrou esta peregrinação, no Centro Paulo VI. Este ano, em que se celebra o centenário do nascimento da Jacinta, o encontro tomou a forma de uma evocação da Pastorinha.
Na ocasião, a vice-postuladora da causa de canonização dos Pastorinhos de Fátima, irmã Ângela Coelho, apresentou uma biografia resumida da Jacinta, salientando o facto de “ser uma criança normal, com os seus defeitos e egoísmos”, mas também com uma surpreendente capacidade de, aos 7 anos, “apaixonar-se pelo coração eucarístico de Jesus e fazer dele o centro da sua vida”. A partir daí, foi “um verdadeiro exemplo de amor à oração e de entrega solidária, mesmo nos momentos de maior sofrimento”.
A irmã Ângela frisou, depois, que o mais importante da evocação é a descoberta dos desafios que esse exemplo da Jacinta nos levanta. “O primeiro desafio é o de fazermos do coração de Deus o centro da nossa vida”, com um sentido de compromisso para “sermos testemunhas da esperança”. E, tal como pede o nosso Bispo na Carta Pastoral para este ano, com coragem para “irmos ao coração da Igreja, imitando o sentido de pertença à Igreja que teve Jacinta Marto, sobretudo pelo amor ao Santo Padre, que também nós somos convidados a acolher de forma especial este ano em que nos visita em Fátima”.
A vice-postuladora terminou com esse convite específico a “acolhermos e amarmos o Santo Padre” e com um desejo de que se cumprissem as palavras de João Paulo II a propósito da Pastorinha de Fátima: “que a Jacinta seja uma luz amiga a iluminar o mundo e, em particular, cada um dos diocesanos de Leiria-Fátima”.
A festa contou com a participação da Schola Cantorum “Pastorinhos de Fátima”, dirigida pelo maestro Paulo Lameiro, acompanhada por um ensemble instrumental de sopros e percussão, tendo como solistas a soprano Isabel Catarino, Alberto Roque ao saxofone e João Santos ao Órgão. A abertura musical foi com o Hino dos Pastorinhos e a peça principal foi o “Te Deum” de Paulo Lameiro.
Foi um “momento musical de altíssimo nível a encerrar esta bela jornada”, como salientou D. António Marto na sua palavra final aos peregrinos. Desejando a todos que “a mensagem deste dia se estenda em sinais de esperança por toda esta Igreja particular de Leiria-Fátima”, o Bispo presidiu à oração de agradecimento a Deus pelo dom da Peregrinação, o último acto comunitário do programa.
Luís Miguel Ferraz
BATALHA: Visita Pastoral – Bênção das Famílias
Como habitual, nos dias e domingos seguintes à Páscoa, vai realizar-se a visita pascal, cujo sentido fundamental é o anúncio festivo da ressurreição de Jesus, que vem abençoar as famílias. Assim, será conveniente, na medida do possível, a presença de toda a família, para uma oração em com junto.
Como poderá haver quem não deseje esta visita, o pároco pede que esteja alguma pessoa a receber a comitiva ou que se dê indicação desse desejo com uns ramos de verdura colocados na soleira da porta.
O programa da visita será o seguinte:
• Domingo de Páscoa, 4 de Abril, 12h30 – Batalha (Vila Facaia, Moinho de Vento, Batalha / Cancelas, Batalha, Freiria / Casal do Alho, Rebolaria / Golfeiros, C. Franco, C. Novo, C. Quinta)
• Segunda-feira, 5 de Abril, 12h00 – Cela; 15h00 – Alcanadas
• Terça-feira, 6 de Abril, 10h00 – Jardoeira
• Quinta-feira, 8 de Abril, 16h00 – Casal da Amieira
• Sábado, 10 de Abril, 10h00 – Santo Antão (Canoeira, Santo Antão / Faniqueira, Santo Antão), Brancas (Cabeço da Freiria, Brancas, Quinta do Pinheiro), Quinta do Sobrado (Palmeiros, Quinta Sobrado, Mouratos, Quinta Nova)
• II Domingo de Páscoa, 11 de Abril, 10h30 – Golpilheira (Hortas, Bico-Sachos / Vale Gracioso, Casal Mil Homens / Casal do Benzedor, Golpilheira)
• III Domingo de Páscoa, 18 de Abril, 10h30 – Casais dos Ledos (Pinheiros, Casal do Arqueiro); 14h30 – Casal do Marra, Corga e Casais dos Ledos.
Como poderá haver quem não deseje esta visita, o pároco pede que esteja alguma pessoa a receber a comitiva ou que se dê indicação desse desejo com uns ramos de verdura colocados na soleira da porta.
O programa da visita será o seguinte:
• Domingo de Páscoa, 4 de Abril, 12h30 – Batalha (Vila Facaia, Moinho de Vento, Batalha / Cancelas, Batalha, Freiria / Casal do Alho, Rebolaria / Golfeiros, C. Franco, C. Novo, C. Quinta)
• Segunda-feira, 5 de Abril, 12h00 – Cela; 15h00 – Alcanadas
• Terça-feira, 6 de Abril, 10h00 – Jardoeira
• Quinta-feira, 8 de Abril, 16h00 – Casal da Amieira
• Sábado, 10 de Abril, 10h00 – Santo Antão (Canoeira, Santo Antão / Faniqueira, Santo Antão), Brancas (Cabeço da Freiria, Brancas, Quinta do Pinheiro), Quinta do Sobrado (Palmeiros, Quinta Sobrado, Mouratos, Quinta Nova)
• II Domingo de Páscoa, 11 de Abril, 10h30 – Golpilheira (Hortas, Bico-Sachos / Vale Gracioso, Casal Mil Homens / Casal do Benzedor, Golpilheira)
• III Domingo de Páscoa, 18 de Abril, 10h30 – Casais dos Ledos (Pinheiros, Casal do Arqueiro); 14h30 – Casal do Marra, Corga e Casais dos Ledos.
Visita do Papa Bento XVI a Portugal
De 11 a 14 Maio de 2010
Bento XVI estará no nosso país em peregrinação e visita oficial, a convite da Conferência Episcopal Portuguesa e da Presidência da República de Portugal, entre 11 e 14 de Maio de 2010, com paragens, celebrações e encontros nas cidades de Lisboa, Fátima e Porto.
Na primeira Nota Pastoral a propósito desta visita de Bento XVI, divulgada a 6 de Outubro de 2009, a Conferência Episcopal Portuguesa sublinhou que "o Santo Padre vem, essencialmente, como peregrino de Fátima, onde encontrará uma expressão viva de todas as Igrejas de Portugal. (…) Quando o Papa se faz peregrino, na qualidade de Pastor universal da Igreja, é toda a Igreja que peregrina com ele. Por isso, esta sua peregrinação reveste um grande significado pastoral, doutrinal e espiritual".
Exposição e site
No dia 27 de Março, o Santuário de Fátima inaugurou, num dos espaços da igreja da Santíssima Trindade, uma exposição documental que faz memória das visitas papais e este santuário. A iniciativa pretende, a propósito da vinda de Bento XVI a Fátima, recordar as várias visitas em que os Romanos Pontífices se fizeram peregrinos de Nossa Senhora de Fátima: Paulo VI (1967) e João Paulo II (1982, 1991 e 2000).
Entretanto, foi criada uma página na internet – www.bentoxviportugal.pt – onde é dada toda a informação do programa e respectiva preparação.
Na próxima edição publicaremos a Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa, bem como o programa detalhado da visita.
Bento XVI estará no nosso país em peregrinação e visita oficial, a convite da Conferência Episcopal Portuguesa e da Presidência da República de Portugal, entre 11 e 14 de Maio de 2010, com paragens, celebrações e encontros nas cidades de Lisboa, Fátima e Porto.
Na primeira Nota Pastoral a propósito desta visita de Bento XVI, divulgada a 6 de Outubro de 2009, a Conferência Episcopal Portuguesa sublinhou que "o Santo Padre vem, essencialmente, como peregrino de Fátima, onde encontrará uma expressão viva de todas as Igrejas de Portugal. (…) Quando o Papa se faz peregrino, na qualidade de Pastor universal da Igreja, é toda a Igreja que peregrina com ele. Por isso, esta sua peregrinação reveste um grande significado pastoral, doutrinal e espiritual".
Exposição e site
No dia 27 de Março, o Santuário de Fátima inaugurou, num dos espaços da igreja da Santíssima Trindade, uma exposição documental que faz memória das visitas papais e este santuário. A iniciativa pretende, a propósito da vinda de Bento XVI a Fátima, recordar as várias visitas em que os Romanos Pontífices se fizeram peregrinos de Nossa Senhora de Fátima: Paulo VI (1967) e João Paulo II (1982, 1991 e 2000).
Entretanto, foi criada uma página na internet – www.bentoxviportugal.pt – onde é dada toda a informação do programa e respectiva preparação.
Na próxima edição publicaremos a Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa, bem como o programa detalhado da visita.
Coluna Saúde | Viajar com saúde
Com o início do bom tempo e a aproximação das férias escolares, muitas famílias aproveitam esta época para viajar e conhecer novos locais. Para que esta actividade de lazer decorra sem incidentes, é necessário ter em atenção a saúde de todos os intervenientes.
Para viajar pelos países da União Europeia, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, os cidadãos dos Estados-Membros gozam de alguns direitos, facilidades e garantias no que toca a cuidados de saúde.
Os cidadãos europeus que adoeçam durante uma viagem por um dos países acima referidos têm acesso a cuidados de saúde gratuitos ou com custos reduzidos e o acesso a estes cuidados é facilitado pelo Cartão Europeu de Seguro de Doença. É importante referir que apenas os cuidados de saúde financiados pelo sector público estão incluídos neste regime e cada país tem as suas próprias regras em matéria de cuidados de saúde públicos. Por este motivo, pode ser útil fazer um seguro de viagem, visto serem poucos os países da UE que pagam integralmente as despesas de tratamentos médicos.
O Cartão Europeu de Seguro de Doença é emitido pela entidade responsável pela prestação de cuidados de saúde (Segurança Social ou outro subsistema) e pode ser utilizado em deslocações temporárias, como as férias. Este cartão não abrange os casos em que o cidadão se desloca com o intuito de receber cuidados de saúde específicos noutro país, nem o sector privado.
O cartão garante o mesmo acesso aos cuidados de saúde do sector público que os cidadãos do país que está a visitar. Se for necessário receber tratamento médico num país em que os cuidados de saúde não sejam gratuitos, o portador do cartão será reembolsado imediatamente, ou mais tarde, quando regressar ao seu país. A utilização deste cartão facilita todo o processo de prestação de cuidados e previne o regresso antecipado ao país de origem.
Espalhado por todo o País existem consultas do viajante, que são efectuadas por médicos especialistas em doenças infecciosas e em medicina tropical. Comparecer nesta consulta é fundamental, se efectuar uma viagem para países fora da União Europeia. Se viaja com a família, particularmente com crianças e idosos, tenha em atenção os cuidados especiais de que exigem.
Estas consultas servem para aconselhar as medidas preventivas a adoptar antes, durante e depois da viagem, como a vacinação, medicação preventiva e outras informações. Também lhe podem ser fornecidas informações sobre a assistência médica e segurança no país de destino e aconselhamento sobre os medicamentos que o viajante deve levar consigo. O médico também pode prescrever vacinas importantes (como a febre amarela, cólera, febre tifóide e Meningite Meningocócica – essenciais para entrar em alguns países) e passar o respectivo certificado internacional.
Caso transporte medicamentos sujeitos a receita médica, deve levar a receita sempre consigo e não deve exceder as quantidades necessárias à sua utilização pessoal durante a viagem.
De acordo com a OMS, as pessoas que planeiam viajar devem informar-se sobre potenciais perigos dos países de destino, para tentarem minimizar os riscos para a saúde. Os viajantes podem encontrar mudanças súbitas e significativas de altitude, humidade, micróbios e temperatura, que podem resultar em doença. Além disso, podem surgir sérios riscos para a saúde em locais onde o alojamento é de fraca qualidade, as condições de higiene são inadequadas, os serviços médicos não estão desenvolvidos e não há água potável. O ideal é ir precavido.
Para viajar pelos países da União Europeia, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, os cidadãos dos Estados-Membros gozam de alguns direitos, facilidades e garantias no que toca a cuidados de saúde.
Os cidadãos europeus que adoeçam durante uma viagem por um dos países acima referidos têm acesso a cuidados de saúde gratuitos ou com custos reduzidos e o acesso a estes cuidados é facilitado pelo Cartão Europeu de Seguro de Doença. É importante referir que apenas os cuidados de saúde financiados pelo sector público estão incluídos neste regime e cada país tem as suas próprias regras em matéria de cuidados de saúde públicos. Por este motivo, pode ser útil fazer um seguro de viagem, visto serem poucos os países da UE que pagam integralmente as despesas de tratamentos médicos.
O Cartão Europeu de Seguro de Doença é emitido pela entidade responsável pela prestação de cuidados de saúde (Segurança Social ou outro subsistema) e pode ser utilizado em deslocações temporárias, como as férias. Este cartão não abrange os casos em que o cidadão se desloca com o intuito de receber cuidados de saúde específicos noutro país, nem o sector privado.
O cartão garante o mesmo acesso aos cuidados de saúde do sector público que os cidadãos do país que está a visitar. Se for necessário receber tratamento médico num país em que os cuidados de saúde não sejam gratuitos, o portador do cartão será reembolsado imediatamente, ou mais tarde, quando regressar ao seu país. A utilização deste cartão facilita todo o processo de prestação de cuidados e previne o regresso antecipado ao país de origem.
Espalhado por todo o País existem consultas do viajante, que são efectuadas por médicos especialistas em doenças infecciosas e em medicina tropical. Comparecer nesta consulta é fundamental, se efectuar uma viagem para países fora da União Europeia. Se viaja com a família, particularmente com crianças e idosos, tenha em atenção os cuidados especiais de que exigem.
Estas consultas servem para aconselhar as medidas preventivas a adoptar antes, durante e depois da viagem, como a vacinação, medicação preventiva e outras informações. Também lhe podem ser fornecidas informações sobre a assistência médica e segurança no país de destino e aconselhamento sobre os medicamentos que o viajante deve levar consigo. O médico também pode prescrever vacinas importantes (como a febre amarela, cólera, febre tifóide e Meningite Meningocócica – essenciais para entrar em alguns países) e passar o respectivo certificado internacional.
Caso transporte medicamentos sujeitos a receita médica, deve levar a receita sempre consigo e não deve exceder as quantidades necessárias à sua utilização pessoal durante a viagem.
De acordo com a OMS, as pessoas que planeiam viajar devem informar-se sobre potenciais perigos dos países de destino, para tentarem minimizar os riscos para a saúde. Os viajantes podem encontrar mudanças súbitas e significativas de altitude, humidade, micróbios e temperatura, que podem resultar em doença. Além disso, podem surgir sérios riscos para a saúde em locais onde o alojamento é de fraca qualidade, as condições de higiene são inadequadas, os serviços médicos não estão desenvolvidos e não há água potável. O ideal é ir precavido.
UNIPASTA investe 10 milhões de euros
Inauguração da “Unidade II” consolidada em Pombal
A UNIPASTA, empresa integrada no Grupo Lagoa, localizada no Parque Industrial Manuel da Mota, em Pombal, inaugurou no dia 2 de Março a sua segunda unidade de produção. Com um investimento de 10 milhões de euros, esta nova etapa da empresa possibilita a duplicação da sua capacidade produtiva.
Para além do presidente do Grupo, Carlos Lagoa, a cerimónia de inauguração contou com a presença de Luís Filipe Costa, presidente do IAPMEI, e Narciso Mota, presidente da Câmara de Pombal. "O exemplo a seguir na maneira de como se investe e muito especialmente na capacidade de gestão" foi destacado por Luís Filipe Costa, enquanto Narciso Mota lembrou o desempenho dos quase 10 anos daquela estrutura empresarial, muito especialmente "pela sua capacidade produtiva e na criação de novos empregos". O autarca aproveitou a oportunidade para mandar recados ao presidente do IAPMEI, reiterando que "são as micro, pequenas e médias empresas que geram a verdadeira produtividade mas são elas que recebem o mais pequeno quinhão, sendo esta situação injusta", referiu.
Carlos Lagoa destacou o reforço da capacidade de resposta da empresa para o complexo mercado da construção e agradeceu o apoio dos accionistas, funcionários e instituições que durante esta quase década de existência tornaram possível o projecto empresarial. "Os factores diferenciadores da UNIPASTA assentam essencialmente na racionalização energética, reutilização das matérias-primas e a inovação com a introdução de novas tecnologias na indústria das pastas cerâmicas", disse. A empresa produz e fornece uma gama de produtos para a indústria de pavimentos e revestimentos, cuja aplicação obedece a parâmetros de qualidade elevados. De entre os produtos desenvolvidos naquela unidade de Pombal, destacam-se as pastas atomizadas de porcelânico brancas e coradas e pastas atomizadas de revestimento. Outra aposta comercial são as "ecopastas", fabricadas com a utilização parcial de resíduos da própria indústria. Toda esta gama de produtos amigos do ambiente foi desenvolvida com soluções integradas, de acordo com as necessidades de cada cliente. Este factor diferencia a capacidade da empresa e reforça a sua posição nos mercados em que a UNIPASTA opera, especialmente em Portugal e Espanha.
Joaquim Santos
A UNIPASTA, empresa integrada no Grupo Lagoa, localizada no Parque Industrial Manuel da Mota, em Pombal, inaugurou no dia 2 de Março a sua segunda unidade de produção. Com um investimento de 10 milhões de euros, esta nova etapa da empresa possibilita a duplicação da sua capacidade produtiva.
Para além do presidente do Grupo, Carlos Lagoa, a cerimónia de inauguração contou com a presença de Luís Filipe Costa, presidente do IAPMEI, e Narciso Mota, presidente da Câmara de Pombal. "O exemplo a seguir na maneira de como se investe e muito especialmente na capacidade de gestão" foi destacado por Luís Filipe Costa, enquanto Narciso Mota lembrou o desempenho dos quase 10 anos daquela estrutura empresarial, muito especialmente "pela sua capacidade produtiva e na criação de novos empregos". O autarca aproveitou a oportunidade para mandar recados ao presidente do IAPMEI, reiterando que "são as micro, pequenas e médias empresas que geram a verdadeira produtividade mas são elas que recebem o mais pequeno quinhão, sendo esta situação injusta", referiu.
Carlos Lagoa destacou o reforço da capacidade de resposta da empresa para o complexo mercado da construção e agradeceu o apoio dos accionistas, funcionários e instituições que durante esta quase década de existência tornaram possível o projecto empresarial. "Os factores diferenciadores da UNIPASTA assentam essencialmente na racionalização energética, reutilização das matérias-primas e a inovação com a introdução de novas tecnologias na indústria das pastas cerâmicas", disse. A empresa produz e fornece uma gama de produtos para a indústria de pavimentos e revestimentos, cuja aplicação obedece a parâmetros de qualidade elevados. De entre os produtos desenvolvidos naquela unidade de Pombal, destacam-se as pastas atomizadas de porcelânico brancas e coradas e pastas atomizadas de revestimento. Outra aposta comercial são as "ecopastas", fabricadas com a utilização parcial de resíduos da própria indústria. Toda esta gama de produtos amigos do ambiente foi desenvolvida com soluções integradas, de acordo com as necessidades de cada cliente. Este factor diferencia a capacidade da empresa e reforça a sua posição nos mercados em que a UNIPASTA opera, especialmente em Portugal e Espanha.
Joaquim Santos
Dia Mundial da Doença de Parkinson
Missa, almoço e festa em Fátima
No dia 11 de Abril comemora-se o Dia Mundial da Doença de Parkinson. A direcção da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk) está a preparar a comemoração, a realizar em Fátima com uma concentração de doentes, associados ou não, familiares, cuidadores e amigos.
O programa que poderá ser consultado em www.parkinson.pt, para além de uma missa presidida pelo Bispo de Leiria-Fátima, na Basílica de Fátima, onde os doentes de Parkinson têm lugar reservado, terá lugar um almoço de convívio, num restaurante da região.
Após o almoço, haverá uma largada de balões, pintura de um mural, música para dançar e oficinas de terapia da fala, fisioterapia, neurologia, legislação, etc., onde estarão profissionais de saúde para responder às dúvidas dos presentes.
As inscrições para a participação nas comemorações deste dia, que se pretende ser de união e convívio de todos as pessoas afectadas com esta doença, encontram-se abertas na sede e nas delegações da APDPk, ou em www.parkinson.pt.
No dia 11 de Abril comemora-se o Dia Mundial da Doença de Parkinson. A direcção da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk) está a preparar a comemoração, a realizar em Fátima com uma concentração de doentes, associados ou não, familiares, cuidadores e amigos.
O programa que poderá ser consultado em www.parkinson.pt, para além de uma missa presidida pelo Bispo de Leiria-Fátima, na Basílica de Fátima, onde os doentes de Parkinson têm lugar reservado, terá lugar um almoço de convívio, num restaurante da região.
Após o almoço, haverá uma largada de balões, pintura de um mural, música para dançar e oficinas de terapia da fala, fisioterapia, neurologia, legislação, etc., onde estarão profissionais de saúde para responder às dúvidas dos presentes.
As inscrições para a participação nas comemorações deste dia, que se pretende ser de união e convívio de todos as pessoas afectadas com esta doença, encontram-se abertas na sede e nas delegações da APDPk, ou em www.parkinson.pt.
III “Teatro Andarilho” em Porto de Mós
O pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Porto de Mós organiza a III Edição do Teatro Andarilho – Festival de Teatro Itinerante, a decorrer nos dias 10,11, 16, 17, 18, 24 e 30 de Abril e 1 de Maio, nas localidades de Alqueidão da Serra, Calvaria, Corredoura, Juncal, Pedreiras, Ribeira de Cima, São Jorge e Serro Ventoso. Sempre com entrada livre, esta 3ª edição conta com a participação de cinco grupos de teatro amadores, residentes no município de Porto de Mós, que irão a cada uma das localidades acima referidas, com o objectivo de pisar novos palcos e conquistar novos públicos. Info: www.municipio-portodemos.pt.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
EDITORIAL | A "nossa História"
Quando se fala de História, podemos ser tentados a pensar num conjunto de matérias enterradas no passado, que só interessam aos historiadores, quais devotos do passado que passam a vida dentro dos museus, arquivos, caves de bibliotecas e depósitos de velharias. E facilmente recordamos os tempos de escola e a imagem dos livros pesados, cheios de datas, nomes e acontecimentos que era preciso saber de cor, para despejar nos exames e... mais tarde esquecer.
No entanto, a "nossa História" deve ser entendida como fonte de leitura para a realidade presente e mesmo como fonte de inspiração para a construção do futuro, porque é nela que encontramos as raízes da nossa identidade social e cultural, aquilo que nos distingue como povo e como pessoas. No fundo, é entendendo as conquistas e sofrimentos dos nossos antepassados, é lendo e interpretando as suas vidas que podemos descobrir as razões daquilo que somos hoje, daquilo que já éramos antes de sermos, isto é, da nossa "alma" colectiva, existente antes de nascermos como indivíduos. Neste sentido, a História é o repositório daquilo que devemos aprender... para mais tarde recordar.
Foi com essa intenção que o Jornal da Golpilheira tomou em mãos o projecto de editar um livro de História, um livro da "nossa História". Porque, se hoje um jornal serve para retratar o presente das pessoas e das ideias, o seu contributo pode ser também o de informar esse presente com os dados que o justificam e o fundamentam. Porque uma terra, como referi no prefácio da obra, é mais, muito mais do que do que a delimitação das suas fronteiras. É gente, identidade, alma e sangue e vida em nós, parafraseando o célebre poema de Florbela Espanca, com o qual podemos resumir também a intenção deste livro: "dizê-lo, cantando, a toda a gente!".
É assim que gostaríamos que todos os golpilheirenses lessem este livro, não como um conjunto de textos maçudos, nem mesmo de conhecimentos para decorar, não como um repositório de antiguidades ou um objecto de arquivo ou decoração numa estante, mas como a "sua" História, uma fonte para perceber como foi a vida de tempos remotos nestas mesmas terras que habitamos, donde retirar luzes para perceber a riqueza do nosso presente, e um orgulho para encararmos com confiança a construção do futuro.
Procurámos, por isso, que fosse uma obra de reconhecido mérito científico, não de lendas ou fantasias, mas de publicação dos verdadeiros documentos que marcaram esse percurso, onde podemos encontrar o retrato fiel das coisas tal como elas foram. O reconhecido mérito e consistência do trabalho do historiador Saul António Gomes dão-nos essa garantia. Não temos palavras para agradecer a este grande investigador ter aceite o nosso convite para elaborar este estudo, que se junta a centenas de outros por ele efectuados, sobretudo sobre a nossa região. E sobre isso, as centenas de pessoas que vieram participar na sessão de apresentação não ficaram com qualquer dúvida, ao ouvir a exposição feita pelo autor, num discurso vivo e claro de quem diz o que sabe e sabe o que diz. Com a certeza que lhe advém do estudo das fontes e da sua análise ponderada e consistente.
Procurámos também enriquecer o livro com ilustrações de património e paisagens da freguesia nos nossos dias. Dado que estamos a comemorar as Bodas de Prata da freguesia, estas imagens ficarão também para os vindouros como testemunho da história actual desta nossa realidade.
Resta-nos, finalmente, agradecer a todos os que connosco colaboraram para levar este projecto em frente. Desde os pequenos contributos de vários colaboradores locais aos incentivos recebidos da Junta de Freguesia e de parceiros como o CEPAE e a editora Folheto Edições & Design. Mas, sobretudo, aos que possibilitaram o seu financiamento...
Em primeiro lugar, à Câmara Municipal da Batalha, cujo executivo decidiu por unanimidade tornar o Município parceiro directo nesta edição. Sem esse imprescindível apoio, seria de facto impossível termos nas mãos este livro, com estas características de qualidade. Na pessoa do seu presidente, António Lucas, o nosso muito obrigado por esta prenda cultural à Golpilheira.
Em segundo lugar, aos mecenas, entidades e empresas que patrocinaram também a edição: Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Batalha; Lenageste – Contabilidade e Gestão de Empresas; Grupo Lagoa
Lagoa’s Decor – Materiais de Construção; Fátima Cruz Criações e Street Fashion – Moda e Pronto-a-Vestir; REP – Recuperados de Plástico; Celeiro do Móvel – Decorações e Ambientes; Caixa Geral de Depósitos – Agência da Batalha.
Depois, às ofertas para a sessão de apresentação: ao professor e músico Jorge Humberto e ao rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena" do CRG, que animaram com música e dança esta tarde; à Isaflores pelo centro de mesa; à Padaria de S. Bento pelo pão; à Adega Cooperativa da Batalha pelo vinho; à Junta de Freguesia pelo lanche oferecido no final a todos os presentes; e à direcção e funcionários do Centro Recreativo da Golpilheira, pelas instalações e por todo o apoio logístico.
Uma palavra especial vai para o nosso amigo José Travaços Santos, que gentilmente aceitou o convite para fazer a apresentação do autor da obra. Travaços é também um dos mestres maiores da história desta região, uma verdadeira enciclopédia de conhecimento e de vida, a quem todos os historiadores recorrem quando querem falar da Batalha e o seu Mosteiro, da Alta Estremadura e de Portugal em geral. Homem de uma cultura invulgar, sempre disponível para partilhar com todos a sua sabedoria, é também um Senhor na integridade dos valores que defende e da vida em que os exemplifica. O nosso muito obrigado, também por isso.
Finalmente, a cada pessoa que marcou presença nesta festa e a todos os que adquirirem o livro. O mais importante será cada um dos leitores, natural, residente ou amigo da Golpilheira. É a cada um deles que se dedica todo este trabalho. Se não houver leitores, nada disto valeu a pena.
A todos, em nome da equipa do Jornal da Golpilheira e outras entidades envolvidas na produção desta obra, o meu muito e muito obrigado.
No entanto, a "nossa História" deve ser entendida como fonte de leitura para a realidade presente e mesmo como fonte de inspiração para a construção do futuro, porque é nela que encontramos as raízes da nossa identidade social e cultural, aquilo que nos distingue como povo e como pessoas. No fundo, é entendendo as conquistas e sofrimentos dos nossos antepassados, é lendo e interpretando as suas vidas que podemos descobrir as razões daquilo que somos hoje, daquilo que já éramos antes de sermos, isto é, da nossa "alma" colectiva, existente antes de nascermos como indivíduos. Neste sentido, a História é o repositório daquilo que devemos aprender... para mais tarde recordar.
Foi com essa intenção que o Jornal da Golpilheira tomou em mãos o projecto de editar um livro de História, um livro da "nossa História". Porque, se hoje um jornal serve para retratar o presente das pessoas e das ideias, o seu contributo pode ser também o de informar esse presente com os dados que o justificam e o fundamentam. Porque uma terra, como referi no prefácio da obra, é mais, muito mais do que do que a delimitação das suas fronteiras. É gente, identidade, alma e sangue e vida em nós, parafraseando o célebre poema de Florbela Espanca, com o qual podemos resumir também a intenção deste livro: "dizê-lo, cantando, a toda a gente!".
É assim que gostaríamos que todos os golpilheirenses lessem este livro, não como um conjunto de textos maçudos, nem mesmo de conhecimentos para decorar, não como um repositório de antiguidades ou um objecto de arquivo ou decoração numa estante, mas como a "sua" História, uma fonte para perceber como foi a vida de tempos remotos nestas mesmas terras que habitamos, donde retirar luzes para perceber a riqueza do nosso presente, e um orgulho para encararmos com confiança a construção do futuro.
Procurámos, por isso, que fosse uma obra de reconhecido mérito científico, não de lendas ou fantasias, mas de publicação dos verdadeiros documentos que marcaram esse percurso, onde podemos encontrar o retrato fiel das coisas tal como elas foram. O reconhecido mérito e consistência do trabalho do historiador Saul António Gomes dão-nos essa garantia. Não temos palavras para agradecer a este grande investigador ter aceite o nosso convite para elaborar este estudo, que se junta a centenas de outros por ele efectuados, sobretudo sobre a nossa região. E sobre isso, as centenas de pessoas que vieram participar na sessão de apresentação não ficaram com qualquer dúvida, ao ouvir a exposição feita pelo autor, num discurso vivo e claro de quem diz o que sabe e sabe o que diz. Com a certeza que lhe advém do estudo das fontes e da sua análise ponderada e consistente.
Procurámos também enriquecer o livro com ilustrações de património e paisagens da freguesia nos nossos dias. Dado que estamos a comemorar as Bodas de Prata da freguesia, estas imagens ficarão também para os vindouros como testemunho da história actual desta nossa realidade.
Resta-nos, finalmente, agradecer a todos os que connosco colaboraram para levar este projecto em frente. Desde os pequenos contributos de vários colaboradores locais aos incentivos recebidos da Junta de Freguesia e de parceiros como o CEPAE e a editora Folheto Edições & Design. Mas, sobretudo, aos que possibilitaram o seu financiamento...
Em primeiro lugar, à Câmara Municipal da Batalha, cujo executivo decidiu por unanimidade tornar o Município parceiro directo nesta edição. Sem esse imprescindível apoio, seria de facto impossível termos nas mãos este livro, com estas características de qualidade. Na pessoa do seu presidente, António Lucas, o nosso muito obrigado por esta prenda cultural à Golpilheira.
Em segundo lugar, aos mecenas, entidades e empresas que patrocinaram também a edição: Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Batalha; Lenageste – Contabilidade e Gestão de Empresas; Grupo Lagoa
Lagoa’s Decor – Materiais de Construção; Fátima Cruz Criações e Street Fashion – Moda e Pronto-a-Vestir; REP – Recuperados de Plástico; Celeiro do Móvel – Decorações e Ambientes; Caixa Geral de Depósitos – Agência da Batalha.
Depois, às ofertas para a sessão de apresentação: ao professor e músico Jorge Humberto e ao rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena" do CRG, que animaram com música e dança esta tarde; à Isaflores pelo centro de mesa; à Padaria de S. Bento pelo pão; à Adega Cooperativa da Batalha pelo vinho; à Junta de Freguesia pelo lanche oferecido no final a todos os presentes; e à direcção e funcionários do Centro Recreativo da Golpilheira, pelas instalações e por todo o apoio logístico.
Uma palavra especial vai para o nosso amigo José Travaços Santos, que gentilmente aceitou o convite para fazer a apresentação do autor da obra. Travaços é também um dos mestres maiores da história desta região, uma verdadeira enciclopédia de conhecimento e de vida, a quem todos os historiadores recorrem quando querem falar da Batalha e o seu Mosteiro, da Alta Estremadura e de Portugal em geral. Homem de uma cultura invulgar, sempre disponível para partilhar com todos a sua sabedoria, é também um Senhor na integridade dos valores que defende e da vida em que os exemplifica. O nosso muito obrigado, também por isso.
Finalmente, a cada pessoa que marcou presença nesta festa e a todos os que adquirirem o livro. O mais importante será cada um dos leitores, natural, residente ou amigo da Golpilheira. É a cada um deles que se dedica todo este trabalho. Se não houver leitores, nada disto valeu a pena.
A todos, em nome da equipa do Jornal da Golpilheira e outras entidades envolvidas na produção desta obra, o meu muito e muito obrigado.
Apresentação do livro “Golpilheira Medieval”
Tarde cultural e histórica com casa cheia
Autor
Após as palavras introdutórias do director do Jornal da Golpilheira, em termos semelhantes aos do editorial desta edição, coube a José Travaços Santos apresentar o autor da obra. Traçou as principais linhas do percurso académico e de vida de Saul Gomes, salientando a sua extensa produção literária, o seu amor a esta região da Estremadura e a profunda riqueza intelectual com que é reconhecido actualmente “entre as maiores figuras das Letras e do Pensamento portugueses”.
Obra
Sobre a obra, falou o seu autor, dissertando sobre a história remota deste território, que considerou “uma das mais antigas regiões habitadas e de grande centralidade em toda a região, como comprova a existência da cidade romana de Collipo”. O seu discurso centrou-se na enumeração das principais descobertas feitas nos documentos agora publicados, e que podem ser revistos no texto introdutório com que enriqueceu esta publicação. Não querendo esgotar o assunto nesta edição, contamos nos próximos meses voltar a ele, com a transcrição mais pormenorizada das suas palavras na ocasião.
A conclusão sobre a riqueza histórica da nossa terra, que pode adivinhar-se a partir desta colectânea documental, “contrasta com a ausência de qualquer rasto desse património na actualidade”, referiu Saul Gomes, lamentando que num périplo recente pela freguesia não tenha encontrado qualquer vestígio de construções ou outros elementos referidos nos documentos, mesmo já dos séculos XVIII e XIX. A este propósito, defendeu que “o pelouro da protecção do património deveria ser atribuído às autarquias locais, pois a centralidade desses serviços tem levado ao desaparecimento de muitos monumentos que a nível nacional são descurados, mas que são autênticas pérolas a preservar para a história das populações onde se encontram”.
Outro intervenientes
O presidente da Junta de Freguesia da Golpilheira, Carlos Santos, reconheceu “com tristeza, que desapareceu quase todo o património dos nossos antepassados, que poderia hoje testemunhar a importância desta terra”, manifestando o seu contentamento por, “em iniciativas como estas, se tentar, ainda assim, preservar e enaltecer essa memória e cuidar que esse erro de esquecer os legados do passado não volte a ser cometido”. Salientando o interesse com que a Junta acompanhou esta iniciativa do Jornal, Carlos Santos agradeceu a Saul Gomes o trabalho desenvolvido e entregou-lhe uma placa comemorativa dos 25 anos da Freguesia, em sinal de gratidão de toda a população.
Também o presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, que presidiu à sessão, elogiou e agradeceu o trabalho do historiador, referindo a importância deste tipo de iniciativas, “que a autarquia tem sempre o cuidado de apoiar, como sinal da sua forte aposta na cultura como pilar do desenvolvimento local”. Apontando alguns aspectos do dinamismo actual desta freguesia, a mais recente do concelho da Batalha, o autarca dedicou a edição do livro aos golpilheirenses, elogiando como “exemplar a numerosa adesão da população a um evento deste género”.
De referir que a sessão contou com a animação musical de Jorge Humberto, professor de música no CRG, e do rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, da mesma colectividade, e terminou com um lanche oferecido pela Junta de Freguesia aos presentes.
LMF
Ainda sobre o livro...
Correio dos leitores
>>> Tive conhecimento, pelo autor e nosso ilustre amigo, Prof. Dr. Saul Gomes, da preparação da obra literária sobra a Golpilheira. Felicito o Jornal pela feliz iniciativa e por tão belo documento para a história da vossa jovem, mas histórica Freguesia. Para o estudo e pesquisa da nossa História local e regional, é do maior interesse, mais ainda pela competência e sabedoria do autor. Com estima e amizade,
Carlos Alberto Rosa Vieira
>>> Gostaria de dar os meus sinceros parabéns ao Jornal da Golpilheira pela edição deste livro, porque de facto a nossa terra ficou muito mais rica. Sem dúvida, como referiu o presidente da Câmara Municipal, sr. António Lucas, a adesão foi sensacional, algo que não estaria nas previsões de ninguém. Isso faz, em minha opinião, de catalizador para novas aventuras e foi o reconhecimento de todas as pessoas pelo trabalho desenvolvido. Desta maneira, até acaba por se esquecer as grandes dificuldades para ultrapassar muitos obstáculos. Penso que, num futuro próximo, devíamos reflectir sobre duas "nódoas" que estão bem identificadas e que, se fossem recuperadas, sem dúvida que seria um ganho para a nossa freguesia. Estou a referir-me ao moinho de vento e à capela do Picoto. Mais uma vez, parabéns e que Deus vos dê força e coragem para continuarem, porque vale a pena.
Adelino Rito
>>> Fiz quase 100 kms de propósito para ir a essa apresentação, pois conheço bem o autor e sabia que valia a pena. Não conhecia bem essa freguesia e confesso que fiquei muito bem impressionada com as boas instalações, o excelente Restaurante Etnográfico onde almocei e a gente simpática. Mas a minha maior surpresa foi aquele salão cheio de pessoas na apresentação de um livro! Parabéns a um povo que assim vive a cultura! E muitos parabéns ao vosso Jornal pelo bom trabalho que fazem, que também já acompanho há algum tempo.
(Leitora identificada)
>>> Mande também o seu comentário à sessão ou ao livro, a sua opinião, crítica ou sugestão... teremos todo o gosto em saber o qu pensa. Envie para geral@jornaldagolpilheira.com
Cerca de 350 pessoas encheram o salão de festas do Centro Recreativo da Golpilheira (CRG), no passado dia 7 de Fevereiro, na apresentação pública da obra “Golpilheira Medieval – Documentos Históricos”, de Saul António Gomes. Inserida nas comemorações dos 25 anos da criação da freguesia, a obra foi editada em parceria pelo Jornal da Golpilheira e a Câmara Municipal da Batalha, apresentando uma recolha de 113 documentos, sobretudo da época Medieval, onde se espelha o percurso histórico da localidade, conhecida primeiramente por Alpentende e, a partir dos finais do século XIII, pelo nome de Golpilheira.
A sessão foi, assim, uma verdadeira tarde cultural, que começou com as palavras de acolhimento do presidente do Centro Recreativo, Manuel Rito, que manifestou a sua alegria pela iniciativa e a riqueza que ela vem representar para o historial da própria colectividade, intimamente ligada ao desenvolvimento cultural da população durante os últimos 40 anos.Autor
Após as palavras introdutórias do director do Jornal da Golpilheira, em termos semelhantes aos do editorial desta edição, coube a José Travaços Santos apresentar o autor da obra. Traçou as principais linhas do percurso académico e de vida de Saul Gomes, salientando a sua extensa produção literária, o seu amor a esta região da Estremadura e a profunda riqueza intelectual com que é reconhecido actualmente “entre as maiores figuras das Letras e do Pensamento portugueses”.
Obra
Sobre a obra, falou o seu autor, dissertando sobre a história remota deste território, que considerou “uma das mais antigas regiões habitadas e de grande centralidade em toda a região, como comprova a existência da cidade romana de Collipo”. O seu discurso centrou-se na enumeração das principais descobertas feitas nos documentos agora publicados, e que podem ser revistos no texto introdutório com que enriqueceu esta publicação. Não querendo esgotar o assunto nesta edição, contamos nos próximos meses voltar a ele, com a transcrição mais pormenorizada das suas palavras na ocasião.
A conclusão sobre a riqueza histórica da nossa terra, que pode adivinhar-se a partir desta colectânea documental, “contrasta com a ausência de qualquer rasto desse património na actualidade”, referiu Saul Gomes, lamentando que num périplo recente pela freguesia não tenha encontrado qualquer vestígio de construções ou outros elementos referidos nos documentos, mesmo já dos séculos XVIII e XIX. A este propósito, defendeu que “o pelouro da protecção do património deveria ser atribuído às autarquias locais, pois a centralidade desses serviços tem levado ao desaparecimento de muitos monumentos que a nível nacional são descurados, mas que são autênticas pérolas a preservar para a história das populações onde se encontram”.
Outro intervenientes
O presidente da Junta de Freguesia da Golpilheira, Carlos Santos, reconheceu “com tristeza, que desapareceu quase todo o património dos nossos antepassados, que poderia hoje testemunhar a importância desta terra”, manifestando o seu contentamento por, “em iniciativas como estas, se tentar, ainda assim, preservar e enaltecer essa memória e cuidar que esse erro de esquecer os legados do passado não volte a ser cometido”. Salientando o interesse com que a Junta acompanhou esta iniciativa do Jornal, Carlos Santos agradeceu a Saul Gomes o trabalho desenvolvido e entregou-lhe uma placa comemorativa dos 25 anos da Freguesia, em sinal de gratidão de toda a população.
Também o presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, que presidiu à sessão, elogiou e agradeceu o trabalho do historiador, referindo a importância deste tipo de iniciativas, “que a autarquia tem sempre o cuidado de apoiar, como sinal da sua forte aposta na cultura como pilar do desenvolvimento local”. Apontando alguns aspectos do dinamismo actual desta freguesia, a mais recente do concelho da Batalha, o autarca dedicou a edição do livro aos golpilheirenses, elogiando como “exemplar a numerosa adesão da população a um evento deste género”.
De referir que a sessão contou com a animação musical de Jorge Humberto, professor de música no CRG, e do rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, da mesma colectividade, e terminou com um lanche oferecido pela Junta de Freguesia aos presentes.
LMF
Ainda sobre o livro...
Correio dos leitores
>>> Tive conhecimento, pelo autor e nosso ilustre amigo, Prof. Dr. Saul Gomes, da preparação da obra literária sobra a Golpilheira. Felicito o Jornal pela feliz iniciativa e por tão belo documento para a história da vossa jovem, mas histórica Freguesia. Para o estudo e pesquisa da nossa História local e regional, é do maior interesse, mais ainda pela competência e sabedoria do autor. Com estima e amizade,
Carlos Alberto Rosa Vieira
>>> Gostaria de dar os meus sinceros parabéns ao Jornal da Golpilheira pela edição deste livro, porque de facto a nossa terra ficou muito mais rica. Sem dúvida, como referiu o presidente da Câmara Municipal, sr. António Lucas, a adesão foi sensacional, algo que não estaria nas previsões de ninguém. Isso faz, em minha opinião, de catalizador para novas aventuras e foi o reconhecimento de todas as pessoas pelo trabalho desenvolvido. Desta maneira, até acaba por se esquecer as grandes dificuldades para ultrapassar muitos obstáculos. Penso que, num futuro próximo, devíamos reflectir sobre duas "nódoas" que estão bem identificadas e que, se fossem recuperadas, sem dúvida que seria um ganho para a nossa freguesia. Estou a referir-me ao moinho de vento e à capela do Picoto. Mais uma vez, parabéns e que Deus vos dê força e coragem para continuarem, porque vale a pena.
Adelino Rito
>>> Fiz quase 100 kms de propósito para ir a essa apresentação, pois conheço bem o autor e sabia que valia a pena. Não conhecia bem essa freguesia e confesso que fiquei muito bem impressionada com as boas instalações, o excelente Restaurante Etnográfico onde almocei e a gente simpática. Mas a minha maior surpresa foi aquele salão cheio de pessoas na apresentação de um livro! Parabéns a um povo que assim vive a cultura! E muitos parabéns ao vosso Jornal pelo bom trabalho que fazem, que também já acompanho há algum tempo.
(Leitora identificada)
>>> Mande também o seu comentário à sessão ou ao livro, a sua opinião, crítica ou sugestão... teremos todo o gosto em saber o qu pensa. Envie para geral@jornaldagolpilheira.com
Actividades no Centro Recreativo | Desporto, cultura, recreio...
Nunca é de mais referir que, para além do desporto, que apresentamos nas nossas páginas desportivas, o Centro Recreativo da Golpilheira tem outras actividades de carácter recreativo e cultural. Não podemos esquecer a nossa Escola de Música, onde se ensina desde o solfejo até variados instrumentos. Esta escola tem os horários definidos com os respectivos professores. É uma actividade com largas tradições na nossa colectividade e que tão bons frutos tem dado.
Também é público que o rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena" pertence à nossa asssociação, cujas actividades já agendadas damos também nota (ver caixa).
È também propriedade do Centro Recreativo o Jornal da Golpilheira, o qual tem sido muito útil ao longo desta última década, na divulgação da nossa freguesia e nem só.
Esporadicamente, temos ainda ensaios de diversas peças de teatro na nossa colectividade. E temos a dança e a ginástica para jovens e adultos. Na dança, temos do nível um ao nível quatro. No nível um, estão integrados os iniciados, com aulas às terças-feiras às 18h00. No nível dois, estão os intermédios, com aulas aos sábados às 10h30. O nível três tem aulas duas vezes por semana, às segundas e quartas-feiras, às 18h10. O nível quatro é frequentado pelos avançados e as aulas são às terças-feiras às 19h20. Estas aulas são ministradas pela professora Liliana Ramos e o professor Ricardo. A ginástica, também ministrada pela professora Liliana Ramos, tem as vertentes de Aeróbica e Step. Apoiada pela Câmara Municipal, temos duas vezes por semana a ginástica de manutenção, para os jovens da terceira idade, ministrada pelo professor Ricardo.
Para além destas actividades, que já são muitas e dão muitas dores de cabeça, dinamizamos outras, como por exemplo: participação assídua no desfile de Carnaval promovido pela Câmara Municipal da Batalha; as tasquinhas em Maio, promovidas pelo nosso rancho folclórico; o Passeio TT "Anjos sobre Rodas"; os festejos das comemorações de cada aniversário do CRG; o Festival de Folclore, anualmente integrado nestas festas, em regime de intercâmbio; as audições dos alunos da nossa Escola de Música e as demonstrações da nossa Escola de Dança ("Teclarte" e "Dançarte") e as respectivas festas de encerramento de ano lectivo; o encerramento da época desportiva de todas as equipas; a Semana Cultural; o Almoço dos Idosos; o Almoço dos Amigos; a Festa de Natal para as Crianças; e diversas outras iniciativas que poderão surgir pontualmente
Todas estas actividades movimentam muita gente. É muito importante que as consigamos manter e, sendo um pouco ambicioso, aumentá-las. Para isso, a ajuda dos simpatizantes e sócios da nossa colectividade é imprescindível. Não esperes que te chamem... vem ter connosco! Temos trabalho para todos.
Manuel Carreira Rito
Também é público que o rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena" pertence à nossa asssociação, cujas actividades já agendadas damos também nota (ver caixa).
È também propriedade do Centro Recreativo o Jornal da Golpilheira, o qual tem sido muito útil ao longo desta última década, na divulgação da nossa freguesia e nem só.
Esporadicamente, temos ainda ensaios de diversas peças de teatro na nossa colectividade. E temos a dança e a ginástica para jovens e adultos. Na dança, temos do nível um ao nível quatro. No nível um, estão integrados os iniciados, com aulas às terças-feiras às 18h00. No nível dois, estão os intermédios, com aulas aos sábados às 10h30. O nível três tem aulas duas vezes por semana, às segundas e quartas-feiras, às 18h10. O nível quatro é frequentado pelos avançados e as aulas são às terças-feiras às 19h20. Estas aulas são ministradas pela professora Liliana Ramos e o professor Ricardo. A ginástica, também ministrada pela professora Liliana Ramos, tem as vertentes de Aeróbica e Step. Apoiada pela Câmara Municipal, temos duas vezes por semana a ginástica de manutenção, para os jovens da terceira idade, ministrada pelo professor Ricardo.
Para além destas actividades, que já são muitas e dão muitas dores de cabeça, dinamizamos outras, como por exemplo: participação assídua no desfile de Carnaval promovido pela Câmara Municipal da Batalha; as tasquinhas em Maio, promovidas pelo nosso rancho folclórico; o Passeio TT "Anjos sobre Rodas"; os festejos das comemorações de cada aniversário do CRG; o Festival de Folclore, anualmente integrado nestas festas, em regime de intercâmbio; as audições dos alunos da nossa Escola de Música e as demonstrações da nossa Escola de Dança ("Teclarte" e "Dançarte") e as respectivas festas de encerramento de ano lectivo; o encerramento da época desportiva de todas as equipas; a Semana Cultural; o Almoço dos Idosos; o Almoço dos Amigos; a Festa de Natal para as Crianças; e diversas outras iniciativas que poderão surgir pontualmente
Todas estas actividades movimentam muita gente. É muito importante que as consigamos manter e, sendo um pouco ambicioso, aumentá-las. Para isso, a ajuda dos simpatizantes e sócios da nossa colectividade é imprescindível. Não esperes que te chamem... vem ter connosco! Temos trabalho para todos.
Manuel Carreira Rito
Etiquetas:
• Temas - Cultura,
Notícias - Cultura,
Notícias - Desporto,
Notícias - Economia,
Notícias - Sociedade
| Reacções: |
Projecto “Limpar Portugal” | Autarquia da Batalha junta-se à campanha
Vivemos num país repleto de belas paisagens mas, infelizmente, todos os dias as vemos invadidas por lixo que aí é ilegalmente depositado. Partindo do relato de um projecto desenvolvido na Estónia em 2008, um grupo de cidadãos decidiu colocar mãos à obra e propor “Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia”. O projecto "Limpar Portugal" é um movimento cívico que tem como principal objectivo, no dia 20 de Março de 2010, remover todo o lixo depositado indevidamente nos nossos espaços verdes. Pretende-se, através da participação cívica, promover a comunicação e a reflexão sobre a problemática dos resíduos, do desperdício, do ciclo dos materiais e do crescimento sustentável. Quem quiser ajudar como voluntário só tem que consultar o sítio do projecto na internet, www.limparportugal.org, onde tem toda a informação de como o fazer.
A iniciativa também está aberta a parcerias com instituições e empresas, públicas e/ou privadas, que, através da cedência de meios (humanos e/ou materiais, à excepção de dinheiro) estejam interessadas em dar o seu apoio ao movimento. Foi nesse sentido que a Câmara Municipal da Batalha, tal como alguns outros municípios do País, quis associar-se, tendo promovido uma sessão de informação e sensibilização, no dia 17 de Fevereiro, especialmente dedicada à participação da população do Concelho. Segundo a autarquia, tratou-se sobretudo de "uma jornada de sensibilização, já que temos um concelho relativamente, mas que ainda tem algumas zonas críticas", apelando sobretudo aos casos de pessoas que têm alguns depósitos de entulho nos seus terrenos, já que a iniciativa se vai limitar aos terrenos públicos.
O primeiro passo desta acção está a ser a identificação das lixeiras existentes, identificadas por voluntários através do site www.3rdblock.net. Já estão contabilizadas cerca de 6 mil lixeiras, mil das quais no distrito de Leiria e 16 no nosso Concelho. Estão também registados cerca de 1500 voluntários no Distrito, mas o sucesso da iniciativa depende da mobilização e participação do maior número de pessoas possível.
Não esqueça: só com a sua ajuda se conseguirá realizar este objectivo com sucesso! Será, ao mesmo tempo, um dia de convívio e de alegre trabalho cívico. Inscreva-se já, contactando a Câmara Municipal ou através do site http://www.limparportugal.org/.
A iniciativa também está aberta a parcerias com instituições e empresas, públicas e/ou privadas, que, através da cedência de meios (humanos e/ou materiais, à excepção de dinheiro) estejam interessadas em dar o seu apoio ao movimento. Foi nesse sentido que a Câmara Municipal da Batalha, tal como alguns outros municípios do País, quis associar-se, tendo promovido uma sessão de informação e sensibilização, no dia 17 de Fevereiro, especialmente dedicada à participação da população do Concelho. Segundo a autarquia, tratou-se sobretudo de "uma jornada de sensibilização, já que temos um concelho relativamente, mas que ainda tem algumas zonas críticas", apelando sobretudo aos casos de pessoas que têm alguns depósitos de entulho nos seus terrenos, já que a iniciativa se vai limitar aos terrenos públicos.
O primeiro passo desta acção está a ser a identificação das lixeiras existentes, identificadas por voluntários através do site www.3rdblock.net. Já estão contabilizadas cerca de 6 mil lixeiras, mil das quais no distrito de Leiria e 16 no nosso Concelho. Estão também registados cerca de 1500 voluntários no Distrito, mas o sucesso da iniciativa depende da mobilização e participação do maior número de pessoas possível.
Não esqueça: só com a sua ajuda se conseguirá realizar este objectivo com sucesso! Será, ao mesmo tempo, um dia de convívio e de alegre trabalho cívico. Inscreva-se já, contactando a Câmara Municipal ou através do site http://www.limparportugal.org/.
Celeiro contesta nó do IC9
Assembleia Municipal voltou ao assunto...
A população do Celeiro parece condenada a receber problemas. Foi isso mesmo que fizeram questão de manifestar os residentes, numa marcha de protesto realizada no dia 4 de Fevereiro, que juntou algumas dezenas de pessoas. Depois de todos os protestos relativos à ampliação e novas linhas de muito alta tensão eléctrica, surgiu agora a notícia de que o nó de ligação do futuro IC9 à estrada nacional 356, naquela localidade, sofreu algumas alterações que implicarão destruição de algumas casas e efeitos nocivos noutras. Com cartazes a acusar "isto é uma vergonha" e a pedir "salvem o Celeiro", os populares defendem o regresso ao projecto inicial, que consideram menos intrusivo.
Também a Câmara da Batalha corrobora estas preocupações e promoveu uma reunião com responsáveis da "Estradas de Portugal" (EP), logo no dia 6, levando algumas pessoas do Celeiro, para solicitar o reavaliar de algumas soluções. Segundo António Lucas, presidente da autarquia, a EP "mostrou disponibilidade para minimizar os impactos assinalados e aceitar algumas reivindicações da população, nomeadamente quanto à destruição de habitações". Ainda assim, o autarca não trouxe respostas definitivas acerca do assunto e acrescenta que será difícil chegar a um consenso, já que "há pessoas com opiniões diferentes quanto ao traçado, procurando apenas a defesa das suas situações particulares". A posição do Município, salientou António Lucas, é "procurar a solução pelo bem comum, que provoque menos impactos para a maioria das pessoas, já que será impossível satisfazer a vontade de cada um".
Na última sessão da Assembleia Municipal da Batalha, dia 22 de Fevereiro, o assunto do Celeiro voltou a ser debatido, com alguns deputados municipais a manifestarem solidariedade para com as pessoas mais afectadas e a solicitarem esclarecimentos sobre o andamento dos processos. Na presença de alguns moradores locais, que ali se deslocaram para lembrar as suas preocupações, o presidente da autarquia esclareceu que, após a reunião de 6 de Fevereiro, ainda aguarda a resposta da EP, esperando que sejam notícias positivas. Já quanto às linhas de alta tensão, "as pressões para minimizar impactos vão continuar, esperando-se que a nova legislação entretanto aprovada também venha contribuir para isso".
LMF
Deputado batalhense exige respostas do Governo
Nó do IC9 e requalificação de escolas
A propósito do nó de acesso ao IC 9 na localidade do Celeiro, o deputado batalhense Paulo Batista Santos apresentou no Parlamento um pedido de esclarecimento ao Governo sobre os “fundamentos técnicos da opção tomada”. Considerando que este é um “objectivo estruturante para o desenvolvimento da região” e que “a Câmara Municipal da Batalha, desde 1995, tem vindo a proteger corredores destinados à construção do IC 9, tendo por base vários estudos técnicos que fora consensualizados com as entidades competentes e constituindo um opção mais económica e com reduzidos impactos junto das populações”, pergunta o que levou o Governo a não seguir a solução proposta pela autarquia e a optar por outra que “gera elevados danos patrimoniais e ambientes que estão a ser ignorados”.
Também a deputada Assunção Cristas, eleita do CDS/PP pelo círculo de Leiria, apresentou um requerimento no Parlamento em termos semelhantes.
Obras nas escolas da Batalha
O deputado Paulo Batista apresentou também na Assembleia da República um outro requerimento a solicitar esclarecimentos sobre o andamento do projecto conjunto de requalificação da Escola Secundária com 3.º Ciclo, da Escola Básica Mouzinho de Albuquerque e da Escola Profissional de Artes e Ofícios Tradicionais da Batalha. Manifestando-se “preocupado com o andamento do processo”, o parlamentar batalhense solicita ao Ministério da Educação, liderado por Isabel Alçada, “um conjunto de informações quanto à actual configuração do projecto, à respectiva fundamentação técnico-pedagógica, bem como sobre os pareceres dos órgãos de gestão das Escolas e das respectivas Associações de Pais e Encarregados de Educação”.
Segundo a lei, o Governo tem agora 30 dias para responder a estes requerimentos.
A população do Celeiro parece condenada a receber problemas. Foi isso mesmo que fizeram questão de manifestar os residentes, numa marcha de protesto realizada no dia 4 de Fevereiro, que juntou algumas dezenas de pessoas. Depois de todos os protestos relativos à ampliação e novas linhas de muito alta tensão eléctrica, surgiu agora a notícia de que o nó de ligação do futuro IC9 à estrada nacional 356, naquela localidade, sofreu algumas alterações que implicarão destruição de algumas casas e efeitos nocivos noutras. Com cartazes a acusar "isto é uma vergonha" e a pedir "salvem o Celeiro", os populares defendem o regresso ao projecto inicial, que consideram menos intrusivo.
Também a Câmara da Batalha corrobora estas preocupações e promoveu uma reunião com responsáveis da "Estradas de Portugal" (EP), logo no dia 6, levando algumas pessoas do Celeiro, para solicitar o reavaliar de algumas soluções. Segundo António Lucas, presidente da autarquia, a EP "mostrou disponibilidade para minimizar os impactos assinalados e aceitar algumas reivindicações da população, nomeadamente quanto à destruição de habitações". Ainda assim, o autarca não trouxe respostas definitivas acerca do assunto e acrescenta que será difícil chegar a um consenso, já que "há pessoas com opiniões diferentes quanto ao traçado, procurando apenas a defesa das suas situações particulares". A posição do Município, salientou António Lucas, é "procurar a solução pelo bem comum, que provoque menos impactos para a maioria das pessoas, já que será impossível satisfazer a vontade de cada um".
Na última sessão da Assembleia Municipal da Batalha, dia 22 de Fevereiro, o assunto do Celeiro voltou a ser debatido, com alguns deputados municipais a manifestarem solidariedade para com as pessoas mais afectadas e a solicitarem esclarecimentos sobre o andamento dos processos. Na presença de alguns moradores locais, que ali se deslocaram para lembrar as suas preocupações, o presidente da autarquia esclareceu que, após a reunião de 6 de Fevereiro, ainda aguarda a resposta da EP, esperando que sejam notícias positivas. Já quanto às linhas de alta tensão, "as pressões para minimizar impactos vão continuar, esperando-se que a nova legislação entretanto aprovada também venha contribuir para isso".
LMF
Deputado batalhense exige respostas do Governo
Nó do IC9 e requalificação de escolas
A propósito do nó de acesso ao IC 9 na localidade do Celeiro, o deputado batalhense Paulo Batista Santos apresentou no Parlamento um pedido de esclarecimento ao Governo sobre os “fundamentos técnicos da opção tomada”. Considerando que este é um “objectivo estruturante para o desenvolvimento da região” e que “a Câmara Municipal da Batalha, desde 1995, tem vindo a proteger corredores destinados à construção do IC 9, tendo por base vários estudos técnicos que fora consensualizados com as entidades competentes e constituindo um opção mais económica e com reduzidos impactos junto das populações”, pergunta o que levou o Governo a não seguir a solução proposta pela autarquia e a optar por outra que “gera elevados danos patrimoniais e ambientes que estão a ser ignorados”.
Também a deputada Assunção Cristas, eleita do CDS/PP pelo círculo de Leiria, apresentou um requerimento no Parlamento em termos semelhantes.
Obras nas escolas da Batalha
O deputado Paulo Batista apresentou também na Assembleia da República um outro requerimento a solicitar esclarecimentos sobre o andamento do projecto conjunto de requalificação da Escola Secundária com 3.º Ciclo, da Escola Básica Mouzinho de Albuquerque e da Escola Profissional de Artes e Ofícios Tradicionais da Batalha. Manifestando-se “preocupado com o andamento do processo”, o parlamentar batalhense solicita ao Ministério da Educação, liderado por Isabel Alçada, “um conjunto de informações quanto à actual configuração do projecto, à respectiva fundamentação técnico-pedagógica, bem como sobre os pareceres dos órgãos de gestão das Escolas e das respectivas Associações de Pais e Encarregados de Educação”.
Segundo a lei, o Governo tem agora 30 dias para responder a estes requerimentos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)







