A propósito de mais uma comemoração aniversária da Batalha de Aljubarrota,
publicamos nestas páginas dois textos sobre a figura do seu herói maior: D. Nuno Álvares Pereira, ou Santo Condestável, ou – agora – São Nuno de Santa Maria.
Nunca é demais lembrar o homem que viveu exemplarmente a sua humanidade, o valoroso cavaleiro que lutou corajosamente pela defesa da independência e da identidade da sua Pátria, o frade que encontrou nas virtudes cristãs da pobreza e da doação de si o caminho para a santidade. Uma santidade que, antes de ser reconhecida oficialmente pela Igreja, já o era, desde sempre, pelo povo que amava e servia.
O primeiro artigo é uma reflexão que cruza estas várias facetas de D. Nuno, da autoria do conceituado Doutor Saul António Gomes, um dos maiores estudiosos da actualidade sobre a história e o património, sobretudo, da nossa região.
O segundo texto é a nota pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa, emitida aquando do
anúncio da canonização deste santo português, onde se destacam os principais elementos deste processo e se apontam vias para que saibamos, hoje, ser dignos do seu exemplo e imitadores das suas virtudes.
Esperamos que sirvam para um maior conhecimento sobre este nosso “herói” e para uma maior consciência do seu valor enquanto exemplo válido e actual para os nossos dias.
D. Nuno Álvares Pereira
Glória, honra e exemplo
Grande mistério é a história que só no tempo longo e secular se confirma como sucede, nos dias felizes em que nos é dado viver, com a vida e a memória de D. Nuno Álvares Pereira, Condestável do exércitos portugueses que, nos campos dentre Aljubarrota e Porto de Mós, no distante dia 14 de Agosto de 1385, destroçaram o orgulho castelhano e asseguraram novo rei, nova dinastia e uma nova Era nos destinos de Portugal no Mundo.
D. Nuno Álvares Pereira nasceu, segundo asseveram velhas crónicas, em 24 de Junho de 1360, dia de S. João Baptista. No nascimento certo astrólogo, profissão benquista nesses séculos, prognosticou ao recém-nascido um destino de excepção. Nuno fez-se notar desde cedo pela sua argúcia e comportamento. Seu pai, Dom Prior do Crato, levou-o com o irmão mais velho à intimidade da cúria régia de D. Fernando.
Não foi o Condestável, nos dias da sua vida militar e de grande cortesão e senhor, homem de humildades. Pelo contrário. Os historiadores sabem bem que o herói da Real Batalha de Aljubarrota não conhecia limites em matéria de património, de benefícios e de privilégios. Exigia-os mesmo do seu soberano rei e fê-lo, até, em determinado momento, no extremo da ameaça presente a D. João I de se desnaturalizar da pátria que tanto servira.
Mas não é o senhor de guerras e de grandes e faustosos palácios e invejáveis mordomias que, agora, tantos séculos passados sobre a sua morte e vida, a Igreja Católica confirma no altar dos mais veneráveis exemplos de santidade. É antes o de Fr. Nuno de Santa Maria, o fiel que, na recepção do hábito do Carmelo, assumiu uma nova aliança com o Deus em que tanto confiara e que tão profeticamente lhe marcara a vida e o poupara de perigos e da iminência da morte nos campos de batalha.
Aos 62 anos de idade, no ano de Cristo de 1422, de facto, recolheu-se D. Nuno Álvares Pereira ao Convento do Carmo de Lisboa, que ele mesmo erguera anos antes, para, renunciando às glórias e às honras temporais com que o destino tanto o brindara tão generosamente, se entregar às asceses mais rigorosas do convívio espiritual dos pobres frades carmelitas. Na renúncia às riquezas do mundo, Fr. Nuno traçava para ele próprio a batalha última da sua vida, procurando, pelo preço da renúncia radical ao Mundo e ao conforto dos bens materiais, a Verdade última que a morte de todo o homem encerra.
A 1 de Abril de 1431, justamente em Domingo de Páscoa, Fr. Nuno de Santa Maria, com 71 anos incompletos, fechava os olhos para os dias e os trabalhos mundanos e abria-os, à luz da Fé e da doutrina eclesial, para os verdes prados do Bom-Pastor e para a ceia eterna com o Filho do Homem. A sua biografia de general dos exércitos e de senhor feudal não esconde uma personalidade indómita e irascível, homem que era de excepcional carisma e capacidade de mando, frequentemente, até, capaz de destratar família e criadagem de modo humilhante e sem pingo de ternura.
Dele bem poderemos escrever, como o proclamaram os profetas dos reis de Israel, que o Senhor o coroou de glória e de honra. Fr. Nuno de Santa Maria faleceu em odor de santidade. Teve, entre os filhos de D. João I, os seus mais fervorosos admiradores a começar por D. Duarte, que imaginamos, na distância virtual de tanto tempo passado, presente nas exéquias de Fr. Nuno, lá na igreja quase batalhina do Convento do Carmo, nela escutando a pregação de Mestre Francisco, para cujo sermão, aliás, lhe dera os temas que desejava ver proclamados do púlpito. Em 21 de Abril de 1437, o Rei Eloquente escrevia ao influente Abade D. Gomes, de Florença, falando-lhe da canonização do “Santo Condestável”, sendo que o Papa Eugénio IV, por esses dias, mandara organizar o respectivo processo.
Também o Infante D. Pedro, caído em Alfarrobeira (†1449), mostrou grande devoção por S. Nuno, atribuindo-se-lhe a responsabilidade da redacção da oração litúrgica própria: “Norma principum, exemplar dominorum, speculum anachoretarum es, beate Nune. Tu securus et fortis in proelio, tu humilis et pius in victoria, tu justus et misericors in pace, tu oboediens et devotus in claustro…” (“Esteio dos príncipes, exemplo dos senhores, espelho de monges és tu S. Nuno. Tu, seguro e forte no combate, tu, humilde e piedoso na vitória, tu, justo e misericordioso na paz, tu, obediente e devoto no claustro”).
Nos anos imediatos ao seu passamento, os frades carmelitas de Lisboa coligiram várias centenas de milagres, tendo cabido ao famoso cronista Gomes Eanes de Zurara (†1474) redigir uma narrativa de 221 deles, na maior parte ocorridos no reinado de D. Afonso V (†1481). Nalguns Breviários carmelitas do Século XV regista-se a festa, a 1 de Abril, de “Nonii comitis confessoris” (Do Confessor Conde Nuno), sinal de que, dentro da Ordem, colhia devoções e culto. Dessa mesma Centúria é o testemunho do Chantre de Évora, Martim Vasques, que fora criado da casa de D. Nuno e protegido da Casa de Bragança, chamando-lhe, em testamento de 22 de Maio de 1470, “Conde Santo”.
A veneração ao Santo Condestável manter-se-á entre os Portugueses desde então, posto que nem sempre com a visibilidade pública e o reconhecimento canónico desejáveis. Mas esta é matéria que aguarda ainda uma ingente investigação histórica, assim como seria desejável que se promovesse uma nova biografia, com amplo rigor histórico, sobre D. Nuno Álvares Pereira.
A 15 de Janeiro de 1918, o Papa Bento XV, pelo decreto Clementissimus Deus, reconheceu o Beato Nuno e consentiu-lhe culto oficial, assim incrementando a devoção católica ao Santo Condestável. Agora, é o novo Sumo Pontífice, Bento XVI, que fecha o círculo do processo, declarando-o canonicamente digno de culto em todo o orbe católico. Grandes, intemporais e misteriosos são, na verdade, os desígnios do Senhor, para os que crêem, ou do destino, para os que duvidam, todavia, sempre o tempo e o seu devir sem tempo tecendo as malhas de uma vida exemplar que em 1385, há precisamente 624 anos, pisando campos próximos de Aljubarrota, se consagrou herói de uma Nação e senhor das terras alto-estremenhas de Ourém e de Porto de Mós.
Saul António Gomes
Também em: www.tintafresca.net
Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa por ocasião da canonização de Nuno Álvares
Exemplo heróico em tempo de crise
1. Nuno Pereira proclamado santo
A 21 de Fevereiro de 2009, o Papa Bento XVI anunciou a canonização de D. Nuno Álvares Pereira – o já beato Nuno de Santa Maria – para o dia 26 de Abril, junto com outras quatro figuras ilustres da Igreja.
Este facto é para Portugal e os portugueses motivo de júbilo e de esperança. Deve também constituir ocasião de reflexão sobre as qualidades e virtudes heróicas desta relevante personagem histórica, digna de ser conhecida e imitada nos dias de hoje. Nuno Álvares Pereira viveu em tempos difíceis de crise dinástica, com fortes divisões no tecido social e político português, que punham em perigo a própria identidade e independência da Nação.
Os Bispos de Portugal, em nome de todos os católicos do nosso país, desejam exprimir a sua alegria e gratidão pelo reconhecimento oficial da santidade heróica de mais um filho da nossa terra. Ultrapassando a mera saudade do passado e assumindo, com realismo e esperança, o tempo que nos é dado viver, querem ressaltar algumas virtudes heróicas de Nuno Álvares Pereira, cuja imitação ajudará a responder aos desafios do tempo presente.
2. Breves dados biográficos
Nascido em 1360, Nuno Álvares Pereira foi educado nos ideais nobres da Cavalaria medieval, no ambiente das ordens militares e depois na corte real. Tal ambiente marcou a sua juventude. As suas qualidades e virtudes impressionaram particularmente o Mestre de Aviz, futuro rei D. João I, que encontrou em D. Nuno o exímio chefe militar, estratega das batalhas dos Atoleiros, de Aljubarrota e Valverde, vencidas mais por mérito das suas virtudes pessoais e da sua táctica militar do que pelo poder bélico dos meios humanos e dos recursos materiais.
Casou com D. Leonor Alvim de quem teve três filhos, sobrevivendo apenas a sua filha Beatriz, que viria a casar com D. Afonso, dando origem à Casa de Bragança. Tendo ficado viúvo muito cedo e estando consolidada a paz, decidiu aprofundar os ideais da Cavalaria e dedicar-se mais intensamente aos valores do Evangelho, sobretudo à prática da oração e ao auxílio dos pobres. Assim, pediu para ser admitido como membro da Ordem do Carmo, que conhecera em Moura e apreciara pela sua vida de intensa oração, tomando o profeta Elias e Nossa Senhora como modelos no seguimento de Cristo.
De Moura, no Alentejo, vieram alguns membros da comunidade carmelita, para o novo convento que ele mesmo mandara construir em Lisboa. Em 1422, entra nesta comunidade e, a 15 de Agosto de 1423, professa como simples irmão, encarregado de atender a portaria e ajudar os pobres. Passou então a ser Frei Nuno de Santa Maria. Depois de uma intensa vida de oração e de bem fazer, numa conduta de grande humildade, simplicidade e amor à Virgem Maria e aos pobres, faleceu no convento do Carmo, onde foi sepultado.
Logo após a sua morte começou a ser venerado como santo pela piedade popular. As suas virtudes heróicas foram oficialmente reconhecidas pelo Papa Bento XV, que o proclamou beato, em 1918, passando a ter celebração litúrgica a 6 de Novembro.
3. Virtudes e valores afirmados na vida de Nuno Álvares Pereira
D. Nuno Álvares Pereira não é apenas o herói nacional, homem corajoso, austero, coerente, amigo da Pátria e dos pobres, que os cronistas e historiadores nos apresentam. Ele é também um homem santo. A sua coragem heróica em defender a identidade nacional, o seu desprendimento dos bens e amor aos mais necessitados brotavam, como água da fonte, do amor a Cristo e à Igreja. A sua beatificação, nos começos do século XX, apresentou-o ao povo de Deus como modelo de santidade e intercessor junto de Deus, a quem se pode recorrer nas tribulações e alegrias da vida.
Conscientes de que todos os santos são filhos do seu tempo e devem ser vistos e interpretados com os critérios próprios da sua época, desejamos propor alguns valores evangélicos que pautaram a sua vida e nos parecem de maior relevância e actualidade.
Os ideais da Cavalaria, nos quais se formou D. Nuno, podem agrupar-se em três arcos de acção: no plano militar, sobressaem a coragem, a lealdade e a generosidade; no campo religioso, evidenciam-se a fidelidade à Igreja, a obediência e a castidade; a nível social, propõem-se a cortesia, a humildade e a beneficência. Foram estes valores que impregnaram a personalidade de Nuno Álvares Pereira, em todas as vicissitudes da sua vida, como documentam os seus feitos militares, familiares, sociais e conventuais.
Fazia também parte dos ideais da Cavalaria a protecção das viúvas e dos órfãos, assim como o auxílio aos pobres. Em D. Nuno, estes ideais tornaram-se virtudes intensamente vividas, tanto no tempo das lides guerreiras como principalmente quando se desprendeu de tudo e professou na Ordem do Carmo. Como porteiro e esmoler da comunidade, acolhia os pobres de Lisboa, que batiam às portas do convento e atendia-os com grande humildade e generosidade. Diz-se que teve aqui origem a «sopa dos pobres».
Levado pela sua invulgar humildade, iluminada pela fé, desprendeu-se de todos os seus bens – que eram muitos, pois o Rei o tinha recompensado com numerosas comendas – e repartiu-os por instituições religiosas e sociais em benefício dos necessitados. Desejoso de seguir radicalmente a Jesus Cristo, optou por uma vida simples e pobre no Convento do Carmo e disponibilizou-se totalmente para acolher e servir os mais desfavorecidos. Esta foi a última batalha da sua vida. Para ela se preparou com as armas espirituais de que falam a carta aos Efésios (cf. Ef 6, 10-20) e a Regra do Carmo: a couraça da justiça, a espada do Espírito (isto é, a Palavra de Deus), o escudo da fé, a oração, o espírito de serviço para anunciar o Evangelho da paz, a perseverança na prática do bem.
Precisamos de figuras como Nuno Álvares Pereira: íntegras, coerentes, santas, ou seja, amigas de Deus e das suas criaturas, sobretudo das mais débeis. São pessoas como estas que despertam a confiança e o dinamismo da sociedade, que fazem superar e vencer as crises.
4. Apelo à Igreja em Portugal e a todos os homens e mulheres de boa vontade
Ao aproximar-se a data da canonização do beato Nuno Álvares Pereira, pelo Papa Bento XVI, em Roma, alegramo-nos por ver mais um filho da nossa terra elevado às honras dos altares. Algumas peregrinações estão a ser organizadas para marcar a nossa presença na Praça de S. Pedro, na festa da sua canonização, no dia 26 de Abril. Confiamos que outras iniciativas pastorais sejam promovidas para dar a conhecer e propor como modelo o exemplo de virtude heróica que nos deixou este nosso irmão na fé.
A pessoa e acção de Nuno Álvares Pereira são bem conhecidas do povo português. A nível civil, é lembrado em monumentos, praças e instituições; a nível religioso, é celebrado em igrejas, imagens e associações. Figura incontornável da nossa história, importa revitalizar a sua memória e dar a conhecer o seu testemunho de vida. Para além de ser um modelo de santidade, no seguimento radical de Cristo, que «não veio para ser servido mas para servir» (Mt 20, 28), apraz-nos pôr em relevo alguns aspectos de particular actualidade, para todos os homens e mulheres de boa vontade:
– Nuno Álvares Pereira foi um homem de Estado, que soube colocar os superiores interesses da Nação acima das suas conveniências, pretensões ou carreira. Fez da sua vida uma missão, correndo todos os riscos para bem servir a Pátria e o povo.
– Em tempo de grave crise nacional, optou corajosamente por ser parte da solução e, numa entrega sem limites, enfrentou com esperança os enormes desafios sociais e políticos da Nação.
– Coroado de glória com as vitórias alcançadas, senhor de imensas terras, despojou-se dos seus bens e optou pela radicalidade do seguimento de Cristo, como simples irmão da Ordem dos Carmelitas.
– Não se valeu dos seus títulos de nobreza, prestígio e riqueza, para viver num clima de luxos e grandezas, mas optou por servir preferencialmente os pobres e necessitados do seu tempo.
Vivemos em tempo de crise global, que tem origem num vazio de valores morais. O esbanjamento, a corrupção, a busca imparável do bem-estar material, o relativismo que facilita o uso de todos os meios para alcançar os próprios benefícios, geraram um quadro de desemprego, de angústia e de pobreza que ameaçam as bases sobre as quais se organiza a sociedade. Neste contexto, o testemunho de vida de D. Nuno constituirá uma força de mudança em favor da justiça e da fraternidade, da promoção de estilos de vida mais sóbrios e solidários e de iniciativas de partilha de bens. Será também um apelo a uma cidadania exemplarmente vivida e um forte convite à dignificação da vida política como expressão do melhor humanismo ao serviço do bem comum.
Os Bispos de Portugal propõem, portanto, aos homens e mulheres de hoje o exemplo da vida de Nuno Álvares Pereira, pautada pelos valores evangélicos, orientada pelo maior bem de todos, disponível para lutar pelos superiores interesses da Pátria, solícita por servir os mais desprotegidos e pobres. Assim seremos parte activa na construção de uma sociedade mais justa e fraterna que todos desejamos.
Fátima, 6 de Março de 2009
Conferência Episcopal Portuguesa
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
EDITORIAL | Pensar sobre nós mesmos
Uma das mais importantes valências da capacidade racional da pessoa é a de poder pensar-se, isto é, pensar sobre si própria. Esse movimento auto-reflexivo é tão importante que, sem ele, facilmente caímos na rotina das acções e acabamos por tomar decisões erradas e contra o nosso próprio bem.
Se isto é verdade para cada um de nós, também o é para o colectivo. O sucesso das empresas, das instituições ou, até, dos grupos de amigos, depende em muito deste exercício regular de olhar sobre si mesmos enquanto conjunto funcional. Normalmente, trata-se de analisar o passado para decidir no presente o que fazer rumo aos projectos futuros, usando o célebre esquema do "ver, julgar e agir".
Com as comunidades organizadas num território, numa cultura, ou numa religião, o mesmo se passa: nas eleições, votamos naqueles que julgamos mais aptos para compreender a realidade e governá-la; nos valores que defendemos, procuramos que correspondam ao nosso património ético; na prática religiosa que vivemos, sentimos a expressão da fé em que acreditamos.
Vem isto a propósito do destaque desta edição. É salutar e digna de registo a iniciativa que um grupo de cristãos da nossa freguesia tomou, de se reunir para conversar sobre a própria comunidade. Daí resultou, como ideia forte, a necessidade de maior espírito de união entre estruturas e pessoas, para que os objectivos comuns sejam alcançados. Acreditamos que, na continuidade deste trabalho, algumas rotinas se quebrem, alguns sonhos se desenvolvam e algumas obras acabem por nascer. Porque a igreja feita de paredes tem de ser expressão da Igreja feita de pessoas.
Se isto é verdade para cada um de nós, também o é para o colectivo. O sucesso das empresas, das instituições ou, até, dos grupos de amigos, depende em muito deste exercício regular de olhar sobre si mesmos enquanto conjunto funcional. Normalmente, trata-se de analisar o passado para decidir no presente o que fazer rumo aos projectos futuros, usando o célebre esquema do "ver, julgar e agir".
Com as comunidades organizadas num território, numa cultura, ou numa religião, o mesmo se passa: nas eleições, votamos naqueles que julgamos mais aptos para compreender a realidade e governá-la; nos valores que defendemos, procuramos que correspondam ao nosso património ético; na prática religiosa que vivemos, sentimos a expressão da fé em que acreditamos.
Vem isto a propósito do destaque desta edição. É salutar e digna de registo a iniciativa que um grupo de cristãos da nossa freguesia tomou, de se reunir para conversar sobre a própria comunidade. Daí resultou, como ideia forte, a necessidade de maior espírito de união entre estruturas e pessoas, para que os objectivos comuns sejam alcançados. Acreditamos que, na continuidade deste trabalho, algumas rotinas se quebrem, alguns sonhos se desenvolvam e algumas obras acabem por nascer. Porque a igreja feita de paredes tem de ser expressão da Igreja feita de pessoas.
É preciso renovar a igreja e a Igreja
Grupo conversou sobre a comunidade cristã da GolpilheiraNo passado dia 18 de Junho, realizou-se na Golpilheira uma reunião muito especial. O assunto surgiu no dia da inauguração da Junta de Freguesia, no dia 14 desse mês. Alguém comentava que, depois desta obra, seria necessário pôr mãos a outra: o restauro da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, o centro de culto da comunidade cristã desta freguesia., cujo telhado precisa de uma intervenção urgente e onde as condições de conforto para as celebrações deixam muito a desejar.
A conversa rapidamente interessou a um grupo alargado de pessoas e algumas ideias começaram a circular. Para além das obras urgentes, poderia pensar-se numa intervenção de fundo, que desse outras condições àquele espaço, talvez um arranjo interior mais moderno e confortável, talvez algumas alterações de arquitectura. E como financiar tal projecto? O que fazer para concretizar essas ideias?
A primeira conclusão foi a de que tal empreendimento exigiria a união de toda a freguesia, especialmente das duas comissões das igrejas, da Junta de Freguesia e de outras instituições e pessoas mais activas. Daí a ideia de se marcar rapidamente uma reunião entre todos, para se discutir abertamente o assunto.
A reunião
No dia 18, sentados a uma mesa do salão de festa da igreja da Golpilheira, lá estavam os elementos da comissão local, os da comissão de S. Bento, os da Junta de Freguesia, e mais algumas pessoas que tinham participado na referida conversa.
Postos a par do assunto, cada um teve oportunidade de dizer o que pensa. Uns estão mais optimistas e acreditam que é possível pensar numa grande obra, outros estão mais receosos e preferem que se limite a intervenção ao básico. Mas todos estavam de acordo numa coisa: é preciso fazer alguma coisa para melhorar a nossa igreja.
Todos estão também conscientes de que, seja qual for o rumo, o investimento será sempre avultado. A actual comissão avançou já com a pintura do templo, mas o telhado terá de ser substituído em breve, uma vez que conta já com 45 anos e apresenta graves problemas. Além disso, as salas de catequese não têm o conforto mínimo para acolher as crianças, sobretudo, no Inverno e as paredes, janelas, estores, chão, etc., precisam também de reparações, para além do recheio com móveis e equipamentos de apoio mais apropriados. E a lista poderia ser mais extensa.
Comissões unidas
Uma das condições parece também ser consensual: é preciso unir ambas as comissões das igrejas, de S. Bento e da Golpilheira, em torno deste projecto comum.
A ideia de formar uma única comissão para cuidar do património religioso da freguesia já vem de longe. No Jornal da Golpilheira, abordámos esse assunto já em Fevereiro de 2004, numa entrevista aos responsáveis das duas comissões e ao pároco, onde sugeríamos essa fusão. Os três entrevistados afirmaram estar de acordo com uma solução desse género, adiantou-se mesmo a possibilidade de um debate alargado na comunidade, mas o certo é que mais nada de concreto veio a ser feito. Talvez as condições na altura não fossem as melhores, dado que ambas as comissões andavam envolvidas em obras nas respectivas igrejas...
Essas condições parecem ser agora muito favoráveis. As duas igrejas mais antigas – Senhor dos Aflitos e S. Bento – estão restauradas e os respectivos adros e espaços de apoio também estão minimamente consolidados. Resta, portanto, pensar na igreja de Nossa Senhora de Fátima, que é o único local onde existe culto dominical, onde funciona o centro de catequese e onde toda a vida religiosa se concentra.
A situação actual é, portanto, favorável a um trabalho de união, e todos os presentes neste encontro manifestaram estar de acordo em considerar muito a sério essa hipótese, em especial os membros das duas comissões actualmente em funções. Existe apenas o problema de a comissão da igreja da Golpilheira estar em final de mandato, pelo que terá de haver uma nova conversa após a reestruturação da equipa.
As festas
Havendo apenas uma comissão, será muito mais fácil gerir os fundos e programar as acções comuns, envolvendo mais gente e dando uma força maior às decisões tomadas. Evita-se, por outro lado, a impressão de haver divisão ou "espírito de capelinha", que não se justifica numa freguesia tão pequena como a nossa. Afinal de contas, tudo é de todos, o património é de toda a comunidade cristã e a todos compete cuidar dele e usufruir da sua utilização.
Um exemplo dessa possibilidade de colaboração é a calendarização das duas festas religiosas, que têm sido feitas nos últimos anos em Agosto, com um intervalo de 15 dias, juntando-se ainda a festa da colectividade, cerca de 15 dias antes destas duas. Para além do natural cansaço dos organizadores, alguns dos quais colaboram nos vários eventos, mais uma vez transparece a ideia de que são grupos diferentes a trabalhar e que também os destinatários são diferentes, quando toda a freguesia deveria estar unida nestes momentos de celebração e convívio.
Mesmo fazendo duas ou três festas, elas poderão ser mais espaçadas no ano, permitindo melhor programação e uma oferta mais variada à população e menos cansativa para todos, sobretudo os que nestas alturas gostam de contribuir para os fundos das entidades organizadoras.
É claro também que, juntando os lucros sob a mesma conta, haveria uma maior margem de manobra para realizar obras de grande envergadura, como a que agora surge no horizonte das necessidades...
E a Igreja?
Outra questão que surgiu – não menos importante – foi a da renovação da Igreja, desta vez com "maiúscula", isto é, do grupo de cristãos que forma esta comunidade. Bem vistas as coisas, é por aí que tudo deve começar, pois nem faz sentido pensar-se em investir em obras numa igreja (paredes) cuja Igreja (pessoas) não exista.
É um dado adquirido – e tem sido sublinhado pelo pároco diversas vezes – que a participação na missa dominical tem registado uma enorme quebra nos últimos anos. Sabemos que o número de praticantes tem reduzido a nível geral e não interessa ter a igreja cheia "só por ter", com pessoas que não sentem a prática religiosa como algo pessoal e assumido em comunidade. Como diz o ditado, "mais vale serem poucos, mas bons". Mas o certo é que se forem mesmo muito poucos, não justificarão um grande investimento, sendo preferível arranjar um espaço mais pequeno e adequado a esse número.
No entanto, não parece ser essa a nossa realidade, como se comprova com a igreja cheia quando há festas com as crianças da catequese ou outras celebrações mais "especiais", que revelam uma comunidade ainda bastante numerosa, merecedora de um espaço condigno para celebrar em conjunto. Verificamos, por exemplo, que muitas pessoas vão a outras igrejas ao domingo, seja na Batalha, seja nas paróquias vizinhas. Como se costuma dizer, "não adianta esconder o sol com a peneira": as motivações podem ser várias, como o gosto por um espaço mais apelativo, a preferência por outro padre a presidir, a melhor animação da liturgia, a procura de algum "anonimato", etc. Todas as desculpas podem ser válidas e, no entanto, nenhuma explica toda a realidade.
Assim, um dos aspectos onde é preciso investir, também aqui com a exigência de uma maior união entre todos, é na procura de consolidação da comunidade cristã. As iniciativas poderão ser várias, como por exemplo, através de uma participação mais regular das crianças da catequese nos actos litúrgicos, pois é certo que com elas virão outros familiares. Até porque esse será um primeiro passo para motivar as pessoas a colaborar numa eventual obra de renovação do espaço, já que todos sentirão que é também para o seu benefício.
Conclusões
Já que estamos em maré de provérbios, podemos dizer que a principal conclusão deste encontro foi: "a união faz a força". Todos manifestaram ser importante avançar com algumas destas sugestões e aprofundar esta reflexão, alargando-a a todas as pessoas da comunidade. Também o pároco, padre José Gonçalves, ao qual foi comunicado o teor desta conversa informal, se manifestou contente pela iniciativa e concordou que o caminho a seguir deverá ser o da união entre todos com o mesmo objectivo pastoral: renovar a comunidade e dotá-la das estruturas necessárias.
Dada a aproximação das festas já em preparação, e o facto de o período de férias dispersar muito as pessoas, para além de ser ainda indefinida a constituição da Comissão da Igreja da Golpilheira, ficou a proposta de cada um dos presentes reflectir um pouco mais sobre o assunto, em ordem a uma nova conversa em finais de Setembro. Nessa altura se verá por onde começar, sendo certo que não se fará nada sem a elaboração prévia de um projecto bem pensado e previamente sujeito às propostas de toda a população.
Ficou também decidido por todos que o assunto seria apresentado nesta edição do nosso Jornal, precisamente antes de começarem as festas religiosas, que podem ser um período propício ao diálogo e à partilha de opiniões. Espera-se que nasça um movimento saudável por parte de todos, evitando os confrontos e as críticas destrutivas, mas com espírito de colaboração e de procura das melhores soluções comunitárias, mesmo quando houver que aceitar ideias diferentes das que cada um terá.
O Jornal da Golpilheira esteve desde o início no âmago desta problemática, é um meio privilegiado e aberto a todos para a comunicação de ideias e propostas, e quer ser um parceiro activo em mais esta tarefa comum, para o bem de todos e o desenvolvimento da nossa comunidade.
Luís Miguel Ferraz
Festa da Golpilheira 2009
A festa em honra do Bom Jesus dos Aflitos, na igreja da Golpilheira, será nos dias 1 a 3, antecedida por um tríduo de preparação espiritual para a festa.No cartaz constam três serões, com os grupos musicais "Fusão", "Duo Irmãos Tarau" e "Banda Selecção", a animar um arraial onde não faltará a quermesse, bar, restaurante e espaços de jogos de setas, tiro ao alvo, jogo do rato e jogo do prego.
O dia forte será o domingo, com recolha das ofertas pelas 11h00, acompanhada pelos "Triunfantes", e a Missa solene pelas 12h00, seguida de procissão.
Destaque ainda para a actuação do rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena", no dia 2, pelas 18h00, e para a corrida de frangos, a quebra de panelas e a corrida de cântaros, na segunda-feira, depois da Missa pelos festeiros, que será às 18h30.
(Ver cartaz)
LMF
Festa de S. Bento 2009
A festa em honra de Nossa Senhora da Esperança, em S. Bento, será nos dias 15 a 17, a começar com Missa vespertina pelas 12h30 de sábado, após o que abrirá o restaurante com serviço de almoços.Ainda no sábado, haverá a já tradicional "vacada", a começar pelas 16h00.
Os serões serão animados, respectivamente, pelos grupos musicais "Trap.Zap", "Banda Kroll" e "Zé Café e Guida". No arraial haverá quermesse, bar, restaurante e diversos espaços de diversão.
O dia especial será o domingo, com recolha de andores pelas 11h00 com os "Triunfantes" e Missa solene pelas 12h30, seguida de procissão. Na segunda-feira, haverá Missa pelos festeiros, pelas 18h00, seguindo-se os jogos tradicionais.
Os serões serão animados, respectivamente, pelos grupos musicais "Trap.Zap", "Banda Kroll" e "Zé Café e Guida". No arraial haverá quermesse, bar, restaurante e diversos espaços de diversão.
O dia especial será o domingo, com recolha de andores pelas 11h00 com os "Triunfantes" e Missa solene pelas 12h30, seguida de procissão. Na segunda-feira, haverá Missa pelos festeiros, pelas 18h00, seguindo-se os jogos tradicionais.
(Ver cartaz)
LMF
Os vários ritmos das festas da Batalha 2009
Suzana, Paulo Gonzo, Folclore Internacional e Xutos e PontapésOs nomes sonantes são sempre o maior atractivo dos cartazes e, no caso das festas de Agosto na Batalha, essa tem sido uma das preocupações.
Também este ano haverá bons espectáculos nos três dias de festa – 14, 15 e 16 de Agosto –, a começar com a batalhense Suzana, um dos nomes que subiu à ribalta nacional da nossa música romântica, e Paulo Gonzo, um músico que dispensa qualquer apresentação, actualmente a promover o álbum "Perfil", o seu mais recente trabalho.
O sábado contará durante a tarde com o grupo de percussão "Terra Nova", e a noite será dedicada ao folclore, com mais uma gala internacional organizada pelo rancho Rosas do Lena. Já na sua 24.ª edição, os convidados deste ano serão: Grupo Brasileiro de Capoeira "Ginga Camará", Grupo de Folclore e Etnografia "Os Ceifeiros de Benposta" de Loures, Grupo de Danças Folclóricas de Izmir (Turquia), Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio de Braga e Grupo de Danças Folclóricas "Paasuke" (Estónia). O espectáculo iniciará com uma apresentação pelo rancho anfitrião de uma manifestação etnográfica intitulada "A Batalha a Cantar e a Dançar, da Quaresma a Santo António", um quadro de 15 minutos em que se resumem quatro aspectos da nossa religião popular: os Cânticos da Quaresma, o desfile das Ofertas da Santíssima Trindade, a Encamisada com as Loas a Santo António e o casamento tradicional.
Para o domingo está prometido um grande concerto com o grupo Xutos e Pontapés, uma das bandas mais emblemáticas do rock nacional, que está a comemorar com esta digressão os seus 30 anos de carreira.
A música de dança marcará presença nos dois primeiros dias, após as 24h00, com a "Batalha Fora d’Horas", enquanto que no último dia essa será a hora para um grandioso espectáculo pirotécnico.
Outros ritmos
Mas nem só de serões musicais se fazem as festas.
No dia 14, pelas 12h00, realizar-se-ão as cerimónias civis e militares comemorativas desta data histórica e do feriado municipal da Batalha, com uma alocução do historiador Saul António Gomes, seguindo-se a inauguração da exposição "Ordens Honoríficas Portuguesas" (ver na lateral). Pelas 16h00 haverá uma sessão solene, com animação musical pelo pianista Francisco Chirife, seguindo-se mais uma edição do encontro de emigrantes da Batalha. Pelas 21h00, decorrerá uma homenagem ao Santo Nuno Álvares Pereira, com o actor Tobias Monteiro.
Também o desporto e recreio marcarão presença no cartaz.
No dia 15, realiza-se mais um Grande Prémio de Atletismo Mestre de Aviz, que engloba a 3.ª edição de "Batalha Jovem", dirigida aos escalões de menor idade (inscrições até dia 13 para assleiria@adal.pt), bem como uma caminhada entre a Batalha e a Golpilheira, para todos os amantes dos passeios pedestres.
Uma novidade deste ano será a realização do "Torneio São Nuno de Santa Maria", na modalidade de futebol, que colocará em campo equipas representantes das quatro freguesias do Concelho. Decorrerá nos dias 15 e 16, no campo sintético da vila, com a final marcada para as 21h00.
Haverá ainda torneios de xadrez, oficinas de caricaturas, jogos tradicionais, animação de rua, tasquinhas com petiscos tradicionais e também, à semelhança do ano passado, uma mostra de actividades económicas do concelho da Batalha.
Os motivos são variados para uma visita demorada ao centro da vila da Batalha durante estes dias festivos (ver cartaz).
LMF
Centro Recreativo da Golpilheira... 40 anos de vida!
O Centro Recreativo da Golpilheira esteve em festa, nos passados dias 11 a 13 de Julho, num ano em que comemora o seu 40º aniversário de fundação.O primeiro dia foi marcado pela estreia da equipa de "Velhas Glórias" da Golpilheira, que irá participar no torneio distrital de veteranos, e pelo XX Festival de Folclore do rancho da colectividade, "As Lavadeiras do Vale do Lena", que este ano teve como convidados os ranchos folclóricos de Santo António da Covilhã (Beira Baixa), "Os Fontineiros da Maia" (Douro Litoral Norte) e de Torres Novas (Ribatejo).

No domingo, pela manhã, foi celebrada missa por alma dos sócios já falecidos e, durante a tarde, decorreu a já tradicional corrida de carros de rolamentos "Rodas de Aço". Na sua 9ª edição, esta divertida prova decorreu em três rampas da freguesia, que se encheram com algumas centenas de pessoas. A boa disposição reinou e não houve qualquer incidente a registar. À noite, subiu ao palco o duo Elsa e Marina, mas a grande protagonista acabaria por ser a indesejada chuva, que afastou bem cedo a maioria das pessoas que enchiam o arraial.
Na segunda-feira, já com o bom tempo de regresso, estranhou-se a pouca participação no tradicional jogos da corrida de frangos, apenas com cinco interessados em levar os pintos para casa. À noite, o duo Bruno e Matias animou o arraial, já mais composto, até que o fogo de artifício deu por terminada a festa.
Como nota geral, notou-se uma participação um pouco mais reduzida do que em anos anteriores. Talvez pela crise que afecta as famílias e que leva muitas pessoas a cortar despesas e saídas de casa... talvez pelo momento financeiro complicado que a associação atravessa e que esgota por completo os seus dirigentes, sem tempo para pensarem em "grandes festas" ou programas mais apelativos... talvez porque a conjuntura social deixa menos espaço ao convívio e à alegria. O certo é que ficou alguma saudade daqueles grandes festejos que marcavam esta data especial na nossa freguesia. E foi pena, pois os 40 anos do CRG mereciam mais empenho por parte dos sócios...
Texto e fotos:
Luís Miguel Ferraz
Luís Miguel Ferraz
Entrevista ao professor Manuel Ribeiro | "Há um bom ambiente neste estabelecimento de ensino"
A encerrar o ano lectivo, entrevistámos o professor Manuel Ribeiro, responsável da Escola do 1.º Ciclo da Golpilheira. Quisemos saber como decorreu o ano escolar, qual a sua leitura da actualidade do ensino e como as crianças da nossa freguesia vivem esta importante fase do seu crescimento. E perguntámos também o que poderá ser melhorado para um ensino com mais qualidade.Em linhas gerais, como decorreu este ano lectivo na escola da Golpilheira?
Os programas curriculares foram cumpridos. Claro que há sempre alguns alunos que o não conseguem. É uma situação lamentável, mas que acontece. Em geral, os alunos obtiveram um bom aproveitamento. No entanto, o objectivo é sempre melhorar os seus níveis de competências. Para isso, é preciso continuar o trabalho com muito rigor e empenho. Assim será, estou certo, com os professores e espero que o mesmo aconteça com a restante comunidade educativa. É urgente que todos nós, professores, encarregados de educação, incutamos nos alunos maior cultura de responsabilidade. Só assim os nossos educandos estarão preparados para enfrentar e vencer os desafios com que se irão deparar ao longo das suas vidas.
Quais os aspectos que destacaria, pela positiva e pela negativa?
O empenho da grande maioria dos nossos alunos e restante comunidade educativa, a colaboração entre pais, auxiliar de acção educativa, animadoras e professores, terão sido os aspectos de maior relevo, pela positiva. A falta de colaboração de alguns encarregados de educação, será um dos aspectos a melhorar no próximo ano lectivo.
Considerando as novidades que têm sido apresentadas nos últimos anos, desde os programas às ferramentas de trabalho, qual a sua opinião quanto ao estado do ensino primário actual?
Os professores já eram obrigados a fazer formação para poderem progredir na carreira. O Ministério da Educação promoveu acções de formação para professores nas áreas de matemática, língua portuguesa e das ciências experimentais. A nossa escola recebeu alguns materiais de laboratório, pelo facto de alguns dos seus professores terem frequentado a formação em ciências experimentais. Foram implementadas, como todos sabem, as Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC): música, desporto e inglês. Considero que todas estas medidas são positivas. Os professores serão, certamente, melhores professores e o desenvolvimento dos alunos será seguramente mais equilibrado e multifacetado. No entanto, ao seleccionar-se os professores que irão leccionar as AEC, deveria haver maior preocupação com a sua formação pedagógica para trabalhar com este nível de ensino. Trabalhar com o 1 º ciclo, dada a faixa etária dos alunos, não é a mesma coisa que fazê-lo noutros níveis de ensino. Um melhor conhecimento da natureza dos alunos do 1 º ciclo ajuda-nos a motivá-los, não só para as aprendizagens, mas também para que assumam melhores atitudes comportamentais. Aliás, é o comportamento de alguns alunos o grande obstáculo ao normal desenvolvimento das actividades de enriquecimento curricular. Estas deverão ser abordadas de uma maneira lúdica, mas sempre com a preocupação de adquirir competências, caso contrário, fica a ideia que as AEC servem para guardar e manter os alunos ocupados até às 17h30. É necessário que os pais sintam que aquelas actividades são importantes para um harmonioso desenvolvimento dos seus filhos e que lhes transmitam isso.
A implementação de uma cultura de trabalho, de disciplina, de rigor, ajuda os nossos alunos a adquirir hábitos de maior responsabilidade e a prepará-los para enfrentar e vencer as dificuldades com que se irão deparar ao longo das suas vidas. Estas são, em minha opinião, as atitudes, que professores e pais, em estreita colaboração, deverão incutir nos alunos, para assim combater uma cultura de facilitismo, que se instalou e que tão prejudicial é para que a instituição escola possa ajudar as crianças a serem mais capazes de ultrapassar os desafios ao longo da vida.
As novidades tecnológicas, como o "Magalhães" e os quadros interactivos também já chegaram à nossa escola. Acha que são, de facto, uma mais-valia e são bem aproveitados pedagogicamente para uma melhor aprendizagem dos alunos?
Os quadros interactivos estão apetrechados com software que se pode considerar adequado para todas as áreas curriculares e são, por isso, uma excelente ferramenta, que muito irá ajudar no processo ensino/aprendizagem. O computador "Magalhães" pode ser uma mais-valia. Contudo, os professores têm programas a cumprir e não é possível fazê-lo, trabalhando com ele nas aulas. Seria um trabalho demorado e nem todos têm o computador. Se fosse instalado o software do "Magalhães" no quadro interactivo, seria mais fácil e prático trabalhar com alguma regularidade na sala de aulas. Penso que se justifica a implementação de uma disciplina de informática como AEC, e assim rentabilizar-se-ia o investimento que o País fez naquele computador.
Em relação, concretamente, às crianças da Golpilheira, considera que estão bem integradas na escola e a viver de forma plena esta fase do seu crescimento?
A resposta a esta pergunta está muito no que afirmei atrás. No entanto, pode-se afirmar, que estão bem integradas na escola e a viver harmoniosamente e com alegria esta fase de crescimento. Há um bom ambiente neste estabelecimento de ensino.
A relação entre a escola e a comunidade é satisfatória, nomeadamente, através da participação dos pais no processo educativo?
A relação entre a escola e a comunidade é em minha opinião muito boa. A Comissão de Pais é dinâmica, atenta e particularmente sensível a tudo o que se passa na escola. Esta realiza muitas actividades de carácter cultural e lúdico (teatro, festa de Natal, visitas de estudo, dia internacional da criança...) e isso deve-se muito ao facto de os pais estarem organizados e representados numa comissão interventora e sempre pronta a colaborar com a escola, seja patrocinando ou sugerindo actividades. Toda a comunidade educativa se deve empenhar em manter esta dinâmica e para isso não se pode deixar "morrer" a Comissão de Pais.
Quanto às instituições com tutela no sector, desde o Ministério da Educação e DREC às autarquias locais, acha que têm correspondido ao que se esperaria delas em investimento escolar?
O trabalho do Ministério da Educação é essencialmente de natureza organizacional. É esta a minha sensação. Julgo que a tutela podia e devia fazer mais, no sentido de restaurar a credibilidade e a "autoridade" do professor, que está, se assim se pode dizer, pelas ruas da amargura. Este facto dificulta muito a acção do professor perante a comunidade educativa e é a principal razão do alastramento da indisciplina nas escolas. Não é, felizmente, o caso na escola da Golpilheira. De acordo com um estudo recente, os professores desperdiçam, em média, 25% do seu tempo de trabalho a mandar calar os alunos. Aqui, os alunos da Golpilheira não estão fora desta realidade. São crianças simpáticas, mas muito conversadoras e esta realidade é preocupante e é o principal factor para a falta de aproveitamento de alguns alunos e um forte obstáculo a um ambiente propício a uma boa aprendizagem.
A Câmara Municipal da Batalha e a Junta de Freguesia da Golpilheira têm correspondido muito bem ao que delas se espera, embora haja sempre qualquer coisa mais a fazer. A escola da Golpilheira precisa – é mesmo urgente – que o ringue seja coberto, porque no Inverno, com o frio e a chuva, os alunos ficam no corredor a brincar e este não tem espaço nem condições. Quando isto acontece, as crianças ficam mais agitadas e é mais difícil trabalhar com elas. Sei que a Junta e a Câmara estão atentas e são sensíveis a esta situação e que têm vontade de a resolver. Estou certo de que o irão fazer. Uma escola com boas infra-estruturas recreativas é também um local mais aprazível e mais motivador para todos os que a frequentam, sendo também, por isso, mais uma ferramenta que o professor pode explorar no sentido de motivar os alunos para as aprendizagens.
Olhando já à preparação do futuro, o que gostaria que fosse melhorado no próximo ano lectivo na escola da Golpilheira, para um maior aproveitamento de alunos, pais e professores?
A resposta a esta pergunta encontra-se em tudo o que disse atrás. Contudo, se todos nós transmitirmos aos alunos uma cultura de responsabilidade e de valores, então todos tirarão maior aproveitamento, não só do ponto de vista da aquisição de competências, mas também do ponto de vista das qualidades humanas.
Entrevista de Luís Miguel Ferraz
terça-feira, 30 de junho de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
Inauguração da nova Junta de Freguesia

Com Missa, sessão solene e convívio...
O novo edifício da Junta de Freguesia da Golpilheira irá ser inaugurado no próximo dia 14 de Junho, domingo. Esta é uma data histórica para a nossa localidade, que assinala este ano as bodas de prata da sua eleição a freguesia. Segundo Carlos Santos, presidente do executivo local, "pretendemos fazer deste momento o arranque das comemorações dos 25 anos da criação da Freguesia, porque esta nova casa é a melhor prenda que poderíamos ter para oferecer à população, sendo a primeira sede construída de raiz para esta finalidade".
As comemorações começarão às 10h00, com a celebração da Missa dominical, seguindo-se a recepção às entidades convidadas, junto à nova sede da Junta. A inauguração solene, com hastear de bandeiras, bênção do edifício e visita às instalações, começará pelas 11h30. Da parte da tarde, pelas 17h30, a autarquia oferece a todos um lanche de convívio, com porco no espeto e sardinhada, que contará com a animação do rancho folclórico "As Lavadeiras do vale do Lena", do Centro Recreativo da Golpilheira, e ainda a presença de animadores especialmente dedicados às crianças presentes.
Escusado será dizer que toda a população é convidada a participar e testemunhar pessoalmente os vários momentos deste dia, que é, sem dúvida, muito importante para a nossa freguesia. "As pessoas são a principal razão para que se façam obras como esta e, por isso, contamos com uma presença numerosa de golpilheirenses, para que possam desfrutar dos primeiros momentos vividos nesta casa que é de todos nós", conclui o presidente da Junta de Freguesia.
Formação para pais e educadores da Batalha
Os sinais de alerta nas crianças
A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Batalha e a equipa de intervenção precoce de Batalha/Porto de Mós levam a efeito, no dia 17 de Junho, no auditório municipal da Batalha, às 21h00, uma acção de esclarecimento intitulada "Os sinais de alerta no desenvolvimento infantil". Dirigida a pais, educadores, professores e comunidade em geral, será orientada por Arlete Crisóstomo, da Consulta de Desenvolvimento do Hospital Santo André, de Leiria. A entrada é gratuita.
A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Batalha e a equipa de intervenção precoce de Batalha/Porto de Mós levam a efeito, no dia 17 de Junho, no auditório municipal da Batalha, às 21h00, uma acção de esclarecimento intitulada "Os sinais de alerta no desenvolvimento infantil". Dirigida a pais, educadores, professores e comunidade em geral, será orientada por Arlete Crisóstomo, da Consulta de Desenvolvimento do Hospital Santo André, de Leiria. A entrada é gratuita.
Irineu Alves expõe na Batalha
Pintor brasileiro volta a Portugal
Depois de ter deslumbrado o público com a exposição "Fragmentos Luso-Brasileiros", Irineu Alves de Souza volta a expor as suas telas na Batalha, de 19 de Junho a 5 de Julho. Natural da cidade de Irará, Estado da Baía, Irineu Alves é um dos grandes nomes da pintura brasileira, com dezenas de exposições realizadas nas principais galerias do mundo.
Depois de ter deslumbrado o público com a exposição "Fragmentos Luso-Brasileiros", Irineu Alves de Souza volta a expor as suas telas na Batalha, de 19 de Junho a 5 de Julho. Natural da cidade de Irará, Estado da Baía, Irineu Alves é um dos grandes nomes da pintura brasileira, com dezenas de exposições realizadas nas principais galerias do mundo.
"Música em Leiria 2009" volta a passar pela Batalha
O 27.º Festival Música em Leiria, dinamizado pelo Orfeão de Leiria, decorrerá entre os dias 27 de Maio e 2 de Julho de 2009. Como é hábito, vai trazer dois espectáculos ao Mosteiro da Batalha. O primeiro será no dia 20 de Junho, intitulado "Sete lágrimas", uma fusão dos universos de Heinrich Schütz e Ivan Moody, numa releitura contemporânea da música do início do séc. XVII. O segundo será no dia 26 de Junho, com a cravista Joana Bagulho e o actor F. Pedro Oliveira a proporem uma incursão no universo de Carlos Paredes, misturado com Scarlatti e palavras de autores como Eugénio de Andrade, Cesário Verde, José Luís Peixoto e José Eduardo Agualusa. Dois espectáculos a não perder.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Festas da Santíssima Trindade nos dias 6 e 7 de Junho
As Festas da Santíssima Trindade realizam-se, conforme o Calendário Litúrgico, oito semanas depois do Domingo de Páscoa. Este ano, serão no fim-de-semana de 6 e 7 de Junho. O momento central é a Eucaristia, às 11h00, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Mas a visibilidade maior é-lhe conferida pelas bonitas tradições populares, que em tempos a tornaram famosa e que actualmente se tentam manter. Trata-se da recolha das ofertas e tabuleiros com pão e bolos de ferradura, no sábado, para a procissão após a Missa dominical.
Anualmente é escolhido um "Imperador", responsável pela festa e que encabeça a procissão. Recolhidas junto ao centro paroquial, as ofertas são o principal atractivo do arraial, havendo um concurso para eleger as que mais respeitam a tradição na decoração e transporte. Reza a lenda que o aparecimento das ofertas se deve ao agradecimento à Santíssima Trindade pelo milagre de ter livrado os celeiros dos frades dominicanos do Mosteiro de uma praga de insectos que atacou na região.
Também ligado à lenda e ao decurso da procissão é o momento em que, do alto do Carvalho do Outeiro, os mais novos lançam "merendeiras bentas" sobre os que passam em baixo. O destino é serem colocadas nos roupeiros e armários, onde protegerão as roupas do ataque da traça. Para quem não saiba, o melhor é começar por proteger a cabeça no momento da passagem no local, já que os pãezinhos são pequenos, mas duros...
Anualmente é escolhido um "Imperador", responsável pela festa e que encabeça a procissão. Recolhidas junto ao centro paroquial, as ofertas são o principal atractivo do arraial, havendo um concurso para eleger as que mais respeitam a tradição na decoração e transporte. Reza a lenda que o aparecimento das ofertas se deve ao agradecimento à Santíssima Trindade pelo milagre de ter livrado os celeiros dos frades dominicanos do Mosteiro de uma praga de insectos que atacou na região.
Também ligado à lenda e ao decurso da procissão é o momento em que, do alto do Carvalho do Outeiro, os mais novos lançam "merendeiras bentas" sobre os que passam em baixo. O destino é serem colocadas nos roupeiros e armários, onde protegerão as roupas do ataque da traça. Para quem não saiba, o melhor é começar por proteger a cabeça no momento da passagem no local, já que os pãezinhos são pequenos, mas duros...
Futsal Feminino | Adeus à taça nacional com acusações à arbitragem
O jogo no Fundão, no passado dia 30, ditou o adeus da equipa de futsal femino da Golpilheira à Taça Nacional. Bastava um empate, pois a diferença de golos entre as duas equipas era enorme, mas o Fundão acabou por garantir a vitória por 3-2.
Não tirando mérito às vencedoras, parece que os casos do jogo foram mais que muitos, o que deixou a treinadora da Golpilheira, Teresa Jordão, à beira de um ataque de nervos. Em causa, a nomeação do árbitro principal da partida, que pertence à Associação de Futebol de Castelo Branco, precisamente a mesma da equipa do Fundão!
Estranho é o mínimo que se pode dizer desta nomeação. "Embora pareça não haver violação de qualquer estatuto, é difícil acreditar que não haja intenções duplas por detrás desta decisão, senão inédita, pelo menos, muito rara de acontecer", garante a treinadora, que está a preparar uma exposição do caso à Federação e à direcção de clubes. Teresa Jordão afirma que "houve claro excesso de zelo na marcação de faltas à Golpilheira logo no início da partida, e o segundo golo do Fundão foi feito pelo árbitro, ao mandar repetir um livre que tinha sido defendido pela guarda-redes da Golpilheira, por ter havido uma falta na primeira marcação... por parte das jogadoras atacantes!".
É caso para dizer que mais água vai correr ainda debaixo desta ponte!
Não tirando mérito às vencedoras, parece que os casos do jogo foram mais que muitos, o que deixou a treinadora da Golpilheira, Teresa Jordão, à beira de um ataque de nervos. Em causa, a nomeação do árbitro principal da partida, que pertence à Associação de Futebol de Castelo Branco, precisamente a mesma da equipa do Fundão!
Estranho é o mínimo que se pode dizer desta nomeação. "Embora pareça não haver violação de qualquer estatuto, é difícil acreditar que não haja intenções duplas por detrás desta decisão, senão inédita, pelo menos, muito rara de acontecer", garante a treinadora, que está a preparar uma exposição do caso à Federação e à direcção de clubes. Teresa Jordão afirma que "houve claro excesso de zelo na marcação de faltas à Golpilheira logo no início da partida, e o segundo golo do Fundão foi feito pelo árbitro, ao mandar repetir um livre que tinha sido defendido pela guarda-redes da Golpilheira, por ter havido uma falta na primeira marcação... por parte das jogadoras atacantes!".
É caso para dizer que mais água vai correr ainda debaixo desta ponte!
sábado, 30 de maio de 2009
Batalha recebe Feira do Livro e do Jogo e 1º Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes
Dias 9 a 14 de Junho: Feira do Livro e do Jogo com animação variada
As últimas novidades literárias e os mais recentes jogos didácticos assumem-se como os ingredientes principais de mais uma Feira do Livro e do Jogo, a realizar de 9 a 14 de Junho, na Praça Mouzinho de Albuquerque, onde estarão representadas as principais editoras do País.
Em complemento, e já habitual, é a aposta na animação de qualidade, destacando-se, no dia 13, o concerto de apresentação nacional do CD da Fadista Cristina Maria.
O certame decorrerá, de terça a sexta-feira das 15h00 às 23h00, e no sábado e domingo das 11h00 às 23h00.
Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes
O Município da Batalha, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, leva a efeito, de 12 a 14 de Junho, o "I Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes". A iniciativa, integrada na VIII Feira do Livro e do Jog", resulta da comemoração dos 50 anos de existência da Biblioteca Itinerante da Batalha, a primeira do país, criada pela Fundação.
Do programa preparado, damos conta da jornada, a realizar no dia 12, das 09h30 às 17h00, no auditório municipal, alusiva ao tema "As Bibliotecas Itinerantes no Século XXI: Que desafios, estratégias e públicos?" Do leque de oradores já confirmados, salienta-se a participação do consagrado Ian Stringer, membro da IFLA, Roberto Sotto Arranz, presidente da ACLEBIM - Asociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles (Espanha), Mario Aladro e Mercedes Herrero, da Sección de Bibliobuses da Comunidad de Madrid, Rui Neves, chefe da Divisão de Bibliotecas do Município do Montijo, entre outros.
As últimas novidades literárias e os mais recentes jogos didácticos assumem-se como os ingredientes principais de mais uma Feira do Livro e do Jogo, a realizar de 9 a 14 de Junho, na Praça Mouzinho de Albuquerque, onde estarão representadas as principais editoras do País.
Em complemento, e já habitual, é a aposta na animação de qualidade, destacando-se, no dia 13, o concerto de apresentação nacional do CD da Fadista Cristina Maria.
O certame decorrerá, de terça a sexta-feira das 15h00 às 23h00, e no sábado e domingo das 11h00 às 23h00.
Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes
O Município da Batalha, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, leva a efeito, de 12 a 14 de Junho, o "I Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes". A iniciativa, integrada na VIII Feira do Livro e do Jog", resulta da comemoração dos 50 anos de existência da Biblioteca Itinerante da Batalha, a primeira do país, criada pela Fundação.
Do programa preparado, damos conta da jornada, a realizar no dia 12, das 09h30 às 17h00, no auditório municipal, alusiva ao tema "As Bibliotecas Itinerantes no Século XXI: Que desafios, estratégias e públicos?" Do leque de oradores já confirmados, salienta-se a participação do consagrado Ian Stringer, membro da IFLA, Roberto Sotto Arranz, presidente da ACLEBIM - Asociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles (Espanha), Mario Aladro e Mercedes Herrero, da Sección de Bibliobuses da Comunidad de Madrid, Rui Neves, chefe da Divisão de Bibliotecas do Município do Montijo, entre outros.
Actuações do Rosas do Lena
O rancho folclórico Rosas do Lena, da Rebolaria, mantém uma vigorosa actividade de promoção e divulgação da melhor etnografia da Alta Estremadura, destacando-se nos últimos tempos a participação em espectáculos do INATEL com a manifestação etnográfica "A Batalha a Cantar e a Dançar, da Quaresma a Santo António", bem como em muitas outras iniciativas, do Norte ao Sul do País, em festivais nacionais e internacionais de folclore. Nos próximos meses, apresenta uma agenda bem recheada.
Assim, nos 6 e 7 de Junho, vai participar nas Festas de Santíssima Trindade, da paróquia da Batalha, com vários componentes trajados que transportarão uma "oferta" e um andor, e respectivos tabuleiros do pão e das merendeiras bentas, nos desfiles das ofertas, bem como na organização do serão etnográfico do dia 7.
De 28 a 31 de Maio, participa na FIABA – Feira da Gastronomia e do Artesanato da Batalha, com uma tasquinha de pratos regionais e uma banca de artesanato, executado pelos próprios componentes.
No dia 5 de Julho, irá promover a 4ª edição da Festibatalha, uma manifestação da cultura popular com quatro vertentes: mostra/venda de produtos regionais; Festival Nacional de Folclore (Alta Estremadura, Douro Litoral, Estremadura Saloia e Algarve), marchas e bailarico popular.
Entre os dias 1 a 12 de Agosto, o rancho vai deslocar-se à Ilha da Sardenha, em Itália, para participar em mais alguns festivais internacionais de folclore.
No dia 15 de Agosto, estará a seu cargo a organização da 24ª Gala Internacional de Folclore da Batalha. Mais uma vez, espera-se neste serão das Festas de Agosto uma bonita e variada demonstração da etnografia mundial, umas das mais conceituadas que se realiza no nosso País.
Assim, nos 6 e 7 de Junho, vai participar nas Festas de Santíssima Trindade, da paróquia da Batalha, com vários componentes trajados que transportarão uma "oferta" e um andor, e respectivos tabuleiros do pão e das merendeiras bentas, nos desfiles das ofertas, bem como na organização do serão etnográfico do dia 7.
De 28 a 31 de Maio, participa na FIABA – Feira da Gastronomia e do Artesanato da Batalha, com uma tasquinha de pratos regionais e uma banca de artesanato, executado pelos próprios componentes.
No dia 5 de Julho, irá promover a 4ª edição da Festibatalha, uma manifestação da cultura popular com quatro vertentes: mostra/venda de produtos regionais; Festival Nacional de Folclore (Alta Estremadura, Douro Litoral, Estremadura Saloia e Algarve), marchas e bailarico popular.
Entre os dias 1 a 12 de Agosto, o rancho vai deslocar-se à Ilha da Sardenha, em Itália, para participar em mais alguns festivais internacionais de folclore.
No dia 15 de Agosto, estará a seu cargo a organização da 24ª Gala Internacional de Folclore da Batalha. Mais uma vez, espera-se neste serão das Festas de Agosto uma bonita e variada demonstração da etnografia mundial, umas das mais conceituadas que se realiza no nosso País.
Mais um passo para o pavilhão desportivo da Golpilheira
Assembleia Municipal declara "utilidade pública"
As grandes obras fazem-se passo a passo. Sabemos que, muitas vezes, são precisos passos a mais, graças ao peso das burocracias, dos papéis e das assinaturas necessárias para que um projecto se veja concretizado na prática. Assim, já ficamos contentes quando vemos que os passos são dados em frente e não ao lado ou para trás.
Não vale a pena voltarmos a repetir toda a história das piscinas e do pavilhão desportivo que a Golpilheira já poderia ter, se não fossem os impedimentos legais sem sentido, que têm inviabilizado a sua construção junto ao Centro Recreativo, onde um pequeno canto está considerado pelo Ministério do Ambiente como "zona de cheia do rio Lena"!
A desafectação já tinha sido conseguida para a construção das piscinas, mas a Câmara, de acordo com o pedido da população e autarcas da Golpilheira, aceitou trocar essa obra pela construção de um muito mais necessário pavilhão desportivo. Isso significa que todo o processo terá de ser repetido.
Foi nesse sentido que a Assembleia Municipal, na sua reunião de 24 de Abril passado, deliberou por unanimidade aprovar a decisão do executivo de emitir uma declaração de "utilidade pública" sobre esta infra-estrutura na nossa freguesia, para que a pequena parcela classificada na mancha de Reserva Agrícola Nacional possa ser desafectada e ocupada por um "canto" do futuro pavilhão.
De qualquer modo, o presidente da autarquia, António Lucas, afirmou-se confiante numa decisão rápida, de modo a que a obra possa avançar conforme está previsto no plano de actividades municipal, cujo orçamento prevê já uma verba de 210 mil euros destinada a este fim, mais 298 mil euros em 2010, num investimento global de 508 mil euros. Aliás, no próprio dia da Assembleia, a Câmara tinha concretizado a assinatura da escritura de compra do terreno ao CRG, com um total de 4.200 metros quadrados, para implantação desta infra-estrutura.
Resta-nos, portanto, esperar que, dentro em breve, o ringue existente no local comece a ser transformado num pavilhão, que tanta falta faz para a prática desportiva das equipas da colectividade e também para uso da população em geral.
LMF
Cemitério passa para a Junta
O ponto principal desta sessão da Assembleia Municipal foi a aprovação das contas do exercício de 2008 do executivo municipal, que mereceu voto favorável de todos os deputados. Foi ainda deliberada por unanimidade a transferência da gestão do cemitério da Golpilheira para a nossa Junta de Freguesia, conforme a legislação em vigor e acontece já com outros casos no Concelho.
ASAE elogia-nos
Também nesta Assembleia, a Golpilheira voltou a ser mencionada, a propósito da inspecção efectuada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) às escolas e fornecedores de reifeições aos alunos do Concelho. Conforme noticiámos em Fevereiro, esta acção serviu para comprovar a qualidade dos serviços prestados e das condições de higiene e segurança em todo o processo de fornecimento de refeições gerido pela Iserbatalha. Segundo António Lucas, "a ASAE deu os parabéns às nossas escolas e às entidades que confeccionam as refeições, onde se inclui o Restaurante Etnográfico da Golpilheira, o que vem comprovar que as acusações lançadas por algumas pessoas só podem ser motivadas pela má-fé ou por outros interesses alheios à saúde das nossas crianças".
As grandes obras fazem-se passo a passo. Sabemos que, muitas vezes, são precisos passos a mais, graças ao peso das burocracias, dos papéis e das assinaturas necessárias para que um projecto se veja concretizado na prática. Assim, já ficamos contentes quando vemos que os passos são dados em frente e não ao lado ou para trás.
Não vale a pena voltarmos a repetir toda a história das piscinas e do pavilhão desportivo que a Golpilheira já poderia ter, se não fossem os impedimentos legais sem sentido, que têm inviabilizado a sua construção junto ao Centro Recreativo, onde um pequeno canto está considerado pelo Ministério do Ambiente como "zona de cheia do rio Lena"!
A desafectação já tinha sido conseguida para a construção das piscinas, mas a Câmara, de acordo com o pedido da população e autarcas da Golpilheira, aceitou trocar essa obra pela construção de um muito mais necessário pavilhão desportivo. Isso significa que todo o processo terá de ser repetido.
Foi nesse sentido que a Assembleia Municipal, na sua reunião de 24 de Abril passado, deliberou por unanimidade aprovar a decisão do executivo de emitir uma declaração de "utilidade pública" sobre esta infra-estrutura na nossa freguesia, para que a pequena parcela classificada na mancha de Reserva Agrícola Nacional possa ser desafectada e ocupada por um "canto" do futuro pavilhão.
De qualquer modo, o presidente da autarquia, António Lucas, afirmou-se confiante numa decisão rápida, de modo a que a obra possa avançar conforme está previsto no plano de actividades municipal, cujo orçamento prevê já uma verba de 210 mil euros destinada a este fim, mais 298 mil euros em 2010, num investimento global de 508 mil euros. Aliás, no próprio dia da Assembleia, a Câmara tinha concretizado a assinatura da escritura de compra do terreno ao CRG, com um total de 4.200 metros quadrados, para implantação desta infra-estrutura.
Resta-nos, portanto, esperar que, dentro em breve, o ringue existente no local comece a ser transformado num pavilhão, que tanta falta faz para a prática desportiva das equipas da colectividade e também para uso da população em geral.
LMF
Cemitério passa para a Junta
O ponto principal desta sessão da Assembleia Municipal foi a aprovação das contas do exercício de 2008 do executivo municipal, que mereceu voto favorável de todos os deputados. Foi ainda deliberada por unanimidade a transferência da gestão do cemitério da Golpilheira para a nossa Junta de Freguesia, conforme a legislação em vigor e acontece já com outros casos no Concelho.
ASAE elogia-nos
Também nesta Assembleia, a Golpilheira voltou a ser mencionada, a propósito da inspecção efectuada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) às escolas e fornecedores de reifeições aos alunos do Concelho. Conforme noticiámos em Fevereiro, esta acção serviu para comprovar a qualidade dos serviços prestados e das condições de higiene e segurança em todo o processo de fornecimento de refeições gerido pela Iserbatalha. Segundo António Lucas, "a ASAE deu os parabéns às nossas escolas e às entidades que confeccionam as refeições, onde se inclui o Restaurante Etnográfico da Golpilheira, o que vem comprovar que as acusações lançadas por algumas pessoas só podem ser motivadas pela má-fé ou por outros interesses alheios à saúde das nossas crianças".
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Edição 144 - Maio 2009
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Notícias - Sociedade
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EDITORIAL | Causa Pública
O destaque deste mês vai para a inauguração da nova sede da Junta de Freguesia. É apenas uma casa, mas a sua importância é maior do que as paredes. O que ela significa é que há um lugar onde se concentra o governo local desta pequena comunidade, constituída freguesia há 25 anos. Ainda que dependente de muitos outros órgãos de poder superiores, desde a Câmara Municipal ao Parlamento, a Junta é o lugar onde podemos e devemos acompanhar as decisões sobre o grupo social que somos. Mais do que uma casa, é uma causa. Uma causa pública que compete a todos nós tomar em mãos, activamente e com responsabilidade pessoal pelo bem comum que ela deve servir. Porque esse é um direito e um dever de todos.
No próximo dia 7 de Junho, seremos chamados a votar nos deputados ao Parlamento Europeu. Apesar de distante, é também um importante patamar de decisão sobre a nossa vida social. Por isso, é nosso direito e dever participar nesta eleição, pois também aqui se exerce o serviço que devemos prestar à causa pública.
A propósito disso, cito a nota da Conferência Episcopal Portuguesa: “Ninguém deve esperar que um programa político seja uma espécie de catecismo do seu credo, mas um modo de compromisso para a solução dos problemas do País. Há critérios que podem contribuir para a decisão de voto e o eleitor cristão não pode trair a sua consciência no acto de votar. Não podemos deixar de apelar, aos políticos em acção e aos candidatos à eleição, que se empenhem, com o seu exemplo e testemunho, em dignificar a actividade política, na edificação de uma sociedade justa e fraterna, sempre possível e mais necessária numa sociedade plural e democrática”.
Esta recomendação pode servir de ajuda a uma escolha em consciência, também aos não-católicos, se nos centrarmos apenas na importância de conhecer as ideias daqueles em quem votamos e de “pôr a cruzinha” naqueles que acreditamos serem mais aptos a defender os valores em que acreditamos, sejam eles quais forem.
No próximo dia 7 de Junho, seremos chamados a votar nos deputados ao Parlamento Europeu. Apesar de distante, é também um importante patamar de decisão sobre a nossa vida social. Por isso, é nosso direito e dever participar nesta eleição, pois também aqui se exerce o serviço que devemos prestar à causa pública.
A propósito disso, cito a nota da Conferência Episcopal Portuguesa: “Ninguém deve esperar que um programa político seja uma espécie de catecismo do seu credo, mas um modo de compromisso para a solução dos problemas do País. Há critérios que podem contribuir para a decisão de voto e o eleitor cristão não pode trair a sua consciência no acto de votar. Não podemos deixar de apelar, aos políticos em acção e aos candidatos à eleição, que se empenhem, com o seu exemplo e testemunho, em dignificar a actividade política, na edificação de uma sociedade justa e fraterna, sempre possível e mais necessária numa sociedade plural e democrática”.
Esta recomendação pode servir de ajuda a uma escolha em consciência, também aos não-católicos, se nos centrarmos apenas na importância de conhecer as ideias daqueles em quem votamos e de “pôr a cruzinha” naqueles que acreditamos serem mais aptos a defender os valores em que acreditamos, sejam eles quais forem.
Taça Nacional Futsal Feminino | Jogo decisivo!
O C.R.Golpilheira viaja amanhã até ao Fundão para disputar o ultimo jogo da série C da Taça Nacional 2009. Frente a frente vão estar as duas equipas que se encontram em 1ºlugar do grupo, o que torna este jogo extremamente importante para as ambições de ambas.
Mais info: http://golpilhas.blogspot.com/2009/05/jogo-decisivo-e-amanha.html
Mais info: http://golpilhas.blogspot.com/2009/05/jogo-decisivo-e-amanha.html
quinta-feira, 28 de maio de 2009
FIABA | Artesanato e Gastronomia na Batalha de 28 a 31 de Maio
“Donna Maria” e “Ronda dos Quatro Caminhos”
Começou hoje, dia 28 de Maio, a XIX edição da FIABA – Feira de Artesanato e Gastronomia da Batalha, que se realiza no largo Cónego Simões Inácio. Prolongando-se até 31 de Maio, a FIABA tem conquistado uma importância cada vez mais notória na região centro, aliando o melhor do artesanato nacional à gastronomia típica das associações concelhias.
Não menos importante é a componente da animação, que aposta num cartaz forte e diversificado e que tenta abranger todos os públicos. Assim, a título de exemplo, destacamos a participação do grupo “Donna Maria”, no dia 29, uma das mais “saborosas” e originais propostas da música que se faz actualmente em português, uma mistura electro-pop-folclórica com o selo da voz doce e vincada de Marisa Pinto. Na noite de encerramento, mais uma excelente escolha, com a “Ronda dos Quatro Caminhos”, um conceituado embaixador da frescura e alegria da música popular portuguesa.
Na presente edição, a FIABA vai ainda apostar numa zona dedicada aos mais pequenos, com a instalação de um insuflável e com a presença de animadores infantis, palhaços, modelação de balões e pintura facial.
Como é de esperar, o Centro Recreativo da Golpilheira marcará presença num dos espaços gastronómicos, oferecendo aos visitantes os pratos mais saborosos da nossa rica cozinha tradicional. Além disso, também o nosso rancho “As Lavadeiras do Vale do Lena” subirá ao palco, na tarde de sábado.
Programa completo
28 Maio Quinta-Feira
18h30 – Inauguração da XIX FIABA
21h00 – Actuação do Colégio de São Mamede
23h00 – Rancho Folclórico Rosas do Lena, Rebolaria, Batalha
29 Maio Sexta-Feira
19h30 – Rancho Folclórico do Penedo, Quinta do Sobrado, Batalha
20h00 – Gaitilena - Gaiteiros da Batalha
22h30 – Donna Maria
23h30 – Swing Samp, Leiria
30 Maio Sábado
09h00 – XXI Encontro Nacional de Coleccionadores da Batalha
15h30 – Grupo de Cantares do Planalto de São Mamede
16h30 – Agrupamento de Escolas da Batalha
17h30 – Rancho “As Lavadeiras do Vale do Lena”, Golpilheira
18h00 – Escola Secundária da Batalha
19h30 – Filarmónica da Caranguejeira
22h30 – Dixie Boys
23H30 – Ex Líbris, Pombal
31 Maio Domingo
09h00 – II Encontro Nacional Coleccionadores de Pacotes de Açúcar
15h00 – Sons do Lena, Batalha
16h00 – Fanfarra dos Bombeiros da Batalha
17h00 – TAIL – TUNA Académica do ISLA
18h00 – Orquestra Típica de Ourém
21h00 – Ronda dos Quatro Caminhos
Dois encontros nacionais de coleccionadores
Em paralelo com a FIABA, realizam-se no pavilhão multiusos dois grandes encontros de coleccionadores. Durante todo o dia de sábado, decorre o tradicional Encontro Nacional de Coleccionadores da Batalha, que vai já na sua XXI edição. Centenas de pessoas são esperadas para encher as bancas desta “feira de trocas”, entra as 09h00 e as 17h00, estando prevista a presença do presidente da autarquia, António Lucas, pelas 10h30.
Na manhã seguinte, domingo, será a vez do II Encontro Nacional de Coleccionadores de Pacotes de Açúcar, uma mostra mais delimitada, mas não menos concorrida, a julgar pela primeira edição do evento, realizada no ano passado. Assim, entre as 09h00 e as 12h00, o visitante poderá apreciar a multiplicidade de motivos estampados em pacotes de açúcar, alguns dos quais mandados fazer propositadamente por entidades locais, alusivos aos monumentos e paisagens da região. Também pelas 10h30, está prevista a visita do presidente da câmara. Da parte da tarde, os coleccionadores serão convidados a fazer uma visita ao parque eco-sensorial da Pia do Urso, precisamente o local que aparecerá retratado numa colecção de pacotes de açúcar patrocinada pela autarquia.
Começou hoje, dia 28 de Maio, a XIX edição da FIABA – Feira de Artesanato e Gastronomia da Batalha, que se realiza no largo Cónego Simões Inácio. Prolongando-se até 31 de Maio, a FIABA tem conquistado uma importância cada vez mais notória na região centro, aliando o melhor do artesanato nacional à gastronomia típica das associações concelhias.
Não menos importante é a componente da animação, que aposta num cartaz forte e diversificado e que tenta abranger todos os públicos. Assim, a título de exemplo, destacamos a participação do grupo “Donna Maria”, no dia 29, uma das mais “saborosas” e originais propostas da música que se faz actualmente em português, uma mistura electro-pop-folclórica com o selo da voz doce e vincada de Marisa Pinto. Na noite de encerramento, mais uma excelente escolha, com a “Ronda dos Quatro Caminhos”, um conceituado embaixador da frescura e alegria da música popular portuguesa.
Na presente edição, a FIABA vai ainda apostar numa zona dedicada aos mais pequenos, com a instalação de um insuflável e com a presença de animadores infantis, palhaços, modelação de balões e pintura facial.
Como é de esperar, o Centro Recreativo da Golpilheira marcará presença num dos espaços gastronómicos, oferecendo aos visitantes os pratos mais saborosos da nossa rica cozinha tradicional. Além disso, também o nosso rancho “As Lavadeiras do Vale do Lena” subirá ao palco, na tarde de sábado.
Programa completo
28 Maio Quinta-Feira
18h30 – Inauguração da XIX FIABA
21h00 – Actuação do Colégio de São Mamede
23h00 – Rancho Folclórico Rosas do Lena, Rebolaria, Batalha
29 Maio Sexta-Feira
19h30 – Rancho Folclórico do Penedo, Quinta do Sobrado, Batalha
20h00 – Gaitilena - Gaiteiros da Batalha
22h30 – Donna Maria
23h30 – Swing Samp, Leiria
30 Maio Sábado
09h00 – XXI Encontro Nacional de Coleccionadores da Batalha
15h30 – Grupo de Cantares do Planalto de São Mamede
16h30 – Agrupamento de Escolas da Batalha
17h30 – Rancho “As Lavadeiras do Vale do Lena”, Golpilheira
18h00 – Escola Secundária da Batalha
19h30 – Filarmónica da Caranguejeira
22h30 – Dixie Boys
23H30 – Ex Líbris, Pombal
31 Maio Domingo
09h00 – II Encontro Nacional Coleccionadores de Pacotes de Açúcar
15h00 – Sons do Lena, Batalha
16h00 – Fanfarra dos Bombeiros da Batalha
17h00 – TAIL – TUNA Académica do ISLA
18h00 – Orquestra Típica de Ourém
21h00 – Ronda dos Quatro Caminhos
Dois encontros nacionais de coleccionadores
Em paralelo com a FIABA, realizam-se no pavilhão multiusos dois grandes encontros de coleccionadores. Durante todo o dia de sábado, decorre o tradicional Encontro Nacional de Coleccionadores da Batalha, que vai já na sua XXI edição. Centenas de pessoas são esperadas para encher as bancas desta “feira de trocas”, entra as 09h00 e as 17h00, estando prevista a presença do presidente da autarquia, António Lucas, pelas 10h30.
Na manhã seguinte, domingo, será a vez do II Encontro Nacional de Coleccionadores de Pacotes de Açúcar, uma mostra mais delimitada, mas não menos concorrida, a julgar pela primeira edição do evento, realizada no ano passado. Assim, entre as 09h00 e as 12h00, o visitante poderá apreciar a multiplicidade de motivos estampados em pacotes de açúcar, alguns dos quais mandados fazer propositadamente por entidades locais, alusivos aos monumentos e paisagens da região. Também pelas 10h30, está prevista a visita do presidente da câmara. Da parte da tarde, os coleccionadores serão convidados a fazer uma visita ao parque eco-sensorial da Pia do Urso, precisamente o local que aparecerá retratado numa colecção de pacotes de açúcar patrocinada pela autarquia.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Almoço de Amigos do CRG cancelado!
Acaba de ser cancelado o tradicional Almoço dos Amigos do Centro Recreativo da Golpilheira, agendado para 24 de Maio. Talvez devido à crise, talvez devido à proximidade das tasquinhas da colectividade (9 e 10 de Maio) e das tasquinhas na FIABA (28-31 de Maio), o facto é que a procura de bilhetes não estava a corresponder à expectativa, pelo que a direcção da colectividade optou por cancelar este almoço. Preve-se que venha a realizar-se em Outubro, por ocasião da Semana Cultural.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Convite para o dia 24 de Maio | Almoço dos Amigos do CRG
O tradicional almoço dos amigos do CRG será realizado no próximo dia 24 de Maio de 2009, domingo, no salão de festas da nossa associação. Para além do convívio que este dia geralmente propicia, também tem por objectivo a angariação de fundos para ajudar a superar as muitas dificuldades financeiras.
Entretanto, far-se-á uma ronda de contactos junto da população para convidar todos a estarem presentes no almoço, para cimentar ainda mais a amizade que nos une em torno da nossa colectividade. A presença maciça demonstrará toda a pujança do CRG.
Por tudo aquilo que fazemos, na área cultural, desportiva, recreativa e social, merecemos a vossa presença. Não se esqueça de que somos a grande alavanca do desenvolvimento da nossa freguesia. A vossa presença é importante, uma vez que demonstrará o apoio à nossa colectividade.
MCR
Haverá também momentos de animação musical e recitação de poesia.
Por tudo aquilo que fazemos, na área cultural, desportiva, recreativa e social, merecemos a vossa presença. Não se esqueça de que somos a grande alavanca do desenvolvimento da nossa freguesia. A vossa presença é importante, uma vez que demonstrará o apoio à nossa colectividade.
MCR
II Feira do Mundo Rural e Encontro da Pedra | Certame junta na Batalha a cantaria e os produtos típicos da região
Está a decorrer, de 14 a 17 de Maio, junto ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória, a II Feira do Mundo Rural da Batalha, uma iniciativa que pretende “dar a conhecer e valorizar os produtos de qualidade existentes na região da Alta Estremadura”. Mel, azeite, produtos biológicos, flores e doçaria são alguns dos produtos à disposição do público, num certame que contará também com diversos apontamentos de animação de rua.
Em complemento, nos mesmos dias, a praça Mouzinho de Albuquerque recebe o V Encontro da Pedra, evento organizado pela Escola de Artes e Ofícios Tradicionais da Batalha, que apresenta anualmente as principais novidades e correntes artísticas da cantaria, bem como alguns dos mestres canteiros mais conceituados do País, que trabalharão ao vivo no local.
Em complemento, nos mesmos dias, a praça Mouzinho de Albuquerque recebe o V Encontro da Pedra, evento organizado pela Escola de Artes e Ofícios Tradicionais da Batalha, que apresenta anualmente as principais novidades e correntes artísticas da cantaria, bem como alguns dos mestres canteiros mais conceituados do País, que trabalharão ao vivo no local.
Exposição na Batalha: “Máscara Ibérica”
A galeria Mouzinho de Albuquerque acolhe, de 14 a 31 de Maio, a exposição “Máscara Ibérica”, uma das mostras mais representativas da Europa sobre as máscaras e os trajes típicos do Norte e Nordeste de Portugal e de diversas regiões de Espanha. Este projecto, cuja inauguração coincidirá com a II Feira do Mundo Rural e o V Encontro da Pedra, “nasceu da vontade de fazer ressurgir o passado, relacionado com o uso e práticas festivas das máscaras”, refere uma nota da autarquia.
Nesse sentido, dada a riqueza inestimável desta temática ser comum em Portugal e em Espanha, foi criada uma ponte entre os dois países, visando a promoção do intercâmbio cultural, recuperando, preservando e transmitindo o universo do uso das máscaras, quer no Carnaval, quer nos solstícios de Inverno e Verão. Uma mostra a não perder, pela novidade do seu conceito e, sobretudo, pela riqueza etnográfica que revelará aos visitantes.
Nesse sentido, dada a riqueza inestimável desta temática ser comum em Portugal e em Espanha, foi criada uma ponte entre os dois países, visando a promoção do intercâmbio cultural, recuperando, preservando e transmitindo o universo do uso das máscaras, quer no Carnaval, quer nos solstícios de Inverno e Verão. Uma mostra a não perder, pela novidade do seu conceito e, sobretudo, pela riqueza etnográfica que revelará aos visitantes.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Futsal Feminino - Taça Nacional | Golpilheira 2-2 Fundão
No dia 10 de Maio, a Golpilheira realizou o jogo que se esperava mais equilibrado, com a equipa do Fundão, uma das que integram o lote das favoritas à conquista da Taça. O equilíbrio foi, de facto a palavra de ordem, tanto no marcador (2-2), como no jogo propriamente dito. As equipas estiveram bem encaixadas, praticando futebol bonito e corrido, mas sempre com enormes cautelas defensivas, já que se adivinhava o risco de a diferença ser conseguida em contra-ataques rápidos. Para além dos golos, a registar mais três ou quatro oportunidades para cada lado, com destaque para 3 bolas enviadas pelo Fundão aos postes e barra da baliza da Golpilheira. Tudo ficará para decidir entre estas duas equipas no dia 30 de Maio. Será, provavelmente, o jogo que decidirá qual das duas seguirá em frente neste grupo C.
Próximos jogos do grupo C:
16/05/2009 CE Fátima - Golpilheira
16/05/2009 Posto Santo - AD Fundão
23/05/2009 AD Fundão - CE Fátima
23/05/2009 Posto Santo - Golpilheira
30/05/2009 Posto Santo - CE Fátima
30/05/2009 AD Fundão - Golpilheira
Próximos jogos do grupo C:
16/05/2009 CE Fátima - Golpilheira
16/05/2009 Posto Santo - AD Fundão
23/05/2009 AD Fundão - CE Fátima
23/05/2009 Posto Santo - Golpilheira
30/05/2009 Posto Santo - CE Fátima
30/05/2009 AD Fundão - Golpilheira
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Futsal Feminino - Taça Nacional | Golpilheira 10-0 Posto Santo
Mais um jogo, mais uma expressiva vitória. No confronto com a equipa de Posto Santo (AFAçores), no dia 3 de Maio, no pavilhão da Batalha, a Golpilheira não teve dificuldade em estabelecer a larga vantagem de 10-0, confirmando assim o favoritismo para o primeiro lugar no grupo C.
Próximos jogos do grupo C:
10/05/2009 Golpilheira - AD Fundão
16/05/2009 CE Fátima - Golpilheira
16/05/2009 Posto Santo - AD Fundão
23/05/2009 AD Fundão - CE Fátima
23/05/2009 Posto Santo - Golpilheira
30/05/2009 Posto Santo - CE Fátima
30/05/2009 AD Fundão - Golpilheira
Próximos jogos do grupo C:
10/05/2009 Golpilheira - AD Fundão
16/05/2009 CE Fátima - Golpilheira
16/05/2009 Posto Santo - AD Fundão
23/05/2009 AD Fundão - CE Fátima
23/05/2009 Posto Santo - Golpilheira
30/05/2009 Posto Santo - CE Fátima
30/05/2009 AD Fundão - Golpilheira
sábado, 2 de maio de 2009
Futsal Feminino - Taça Nacional | Golpilheira 5-1 Fátima
O primeiro jogo da Taça Nacional de Futsal Feminino realizou-se no passado dia 1 de Maio, colocando frente a frente as equipas do CR Golpilheira (AFLeiria) e do CE Fátima (AFSantarém). A nossa equipa arrancou da melhor forma para esta competição, com uma vitória por 5-1.
O relato pode ler-se em: http://futsalcef.blogspot.com/2009/05/derrota-na-estreia.html
O relato pode ler-se em: http://futsalcef.blogspot.com/2009/05/derrota-na-estreia.html
sexta-feira, 24 de abril de 2009
II Fim-de-Semana da Juventude da Batalha
Rita Redshoes encabeça cartaz recheado de adrenalina
Muita animação, propostas radicais e diversas competições desportivas é o que promete a segunda edição do Fim-de-Semana da Juventude da Batalha, uma iniciativa municipal que no ano passado se apresentou com bastante sucesso junto dos jovens e outros adeptos da adrenalina.
O centro das actividades será o pavilhão multiusos da vila, mas as propostas de actividades irão estender-se a toda a zona desportiva circundante, num recheado programa preparado para os dias 24, 25 e 26 de Abril. Desde um torneio de futebol 5 ao paintball, air bungee, slide, escalada, BTT, carros de rolamentos e passeios de gaivota, não faltarão possibilidades de escolha.
O grande destaque deste II Fim-de-Semana da Juventude da Batalha será, com certeza, a promessa de um magnífico concerto da artista Rita RedShoes, a realizar no dia 24, sexta-feira, às 22h00, com entrada gratuita. Mas a animação musical não se ficará por aí, dada a oferta variada de espectáculos de ginástica e dança, demonstrações de modalidades gímnicas e de hip-hop. Também prometedora, para os amantes dos sons electrónicos, será a noite de 25 de Abril, com a presença do DJ oficial da rádio 94FM, "Mister M".
Segundo Carlos Henriques, vereador da autarquia, esta iniciativa pretende "assinalar a mensagem de Abril junto dos jovens, mas também levar até eles a possibilidade de organizarem os seus próprios eventos, fomentando o gosto pelo associativismo juvenil". Nessa linha, pretendendo evidenciar o carácter educativo e pedagógico desta organização, serão disponibilizados no pavilhão diversos espaços de informação juvenil, em áreas como o ambiente, a toxicodependência e o desporto.
Resta referir que todos, jovens e menos jovens, estão convidados a vir desfrutar das propostas gratuitas desta iniciativa, organizada pela autarquia da Batalha e o Conselho Municipal da Juventude, com o apoio das associações de estudantes dos estabelecimentos de ensino.
Muita animação, propostas radicais e diversas competições desportivas é o que promete a segunda edição do Fim-de-Semana da Juventude da Batalha, uma iniciativa municipal que no ano passado se apresentou com bastante sucesso junto dos jovens e outros adeptos da adrenalina.
O centro das actividades será o pavilhão multiusos da vila, mas as propostas de actividades irão estender-se a toda a zona desportiva circundante, num recheado programa preparado para os dias 24, 25 e 26 de Abril. Desde um torneio de futebol 5 ao paintball, air bungee, slide, escalada, BTT, carros de rolamentos e passeios de gaivota, não faltarão possibilidades de escolha.
O grande destaque deste II Fim-de-Semana da Juventude da Batalha será, com certeza, a promessa de um magnífico concerto da artista Rita RedShoes, a realizar no dia 24, sexta-feira, às 22h00, com entrada gratuita. Mas a animação musical não se ficará por aí, dada a oferta variada de espectáculos de ginástica e dança, demonstrações de modalidades gímnicas e de hip-hop. Também prometedora, para os amantes dos sons electrónicos, será a noite de 25 de Abril, com a presença do DJ oficial da rádio 94FM, "Mister M".
Segundo Carlos Henriques, vereador da autarquia, esta iniciativa pretende "assinalar a mensagem de Abril junto dos jovens, mas também levar até eles a possibilidade de organizarem os seus próprios eventos, fomentando o gosto pelo associativismo juvenil". Nessa linha, pretendendo evidenciar o carácter educativo e pedagógico desta organização, serão disponibilizados no pavilhão diversos espaços de informação juvenil, em áreas como o ambiente, a toxicodependência e o desporto.
Resta referir que todos, jovens e menos jovens, estão convidados a vir desfrutar das propostas gratuitas desta iniciativa, organizada pela autarquia da Batalha e o Conselho Municipal da Juventude, com o apoio das associações de estudantes dos estabelecimentos de ensino.
Assembleia Geral do CRG a 25 de Abril
Vai realizar-se no dia 25 de Abril, pelas 20h30, uma assembleia geral ordinária dos sócios do Centro Recreativo da Golpilheira. O primeiro ponto de agenda é a apreciação e aprovação do relatório da direcção, das contas do exercício de 2008 e do parecer do Conselho Fiscal. Depois, será a eleição dos corpos gerentes para o biénio de 2009/2010.
A este propósito, a actual direcção lembra que os sócios que pretendam apresentar listas para os novos corpos gerentes da colectividade deverão entregá-las na secretaria até ao dia da assembleia.
A este propósito, a actual direcção lembra que os sócios que pretendam apresentar listas para os novos corpos gerentes da colectividade deverão entregá-las na secretaria até ao dia da assembleia.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Alunos da Batalha "adoptam" troços do rio Lena
SIMLIS promove Projecto Rios
A Simlis realizou, no passado dia 21, a primeira saída de campo do "Projecto Rios", desenvolvido no âmbito da implementação do Plano de Educação Ambiental desta empresa, intitulado "Conhecer os nossos Rios". A acção envolveu os 26 alunos da turma do 5º C da Escola Básica Mouzinho de Albuquerque, da Batalha, que visitaram um troço de cerca de 500 metros do rio Lena por eles "adoptado", junto à ponte do Paul, no limite da freguesia da Golpilheira, sobre o qual irão trabalhar de modo mais directo. No próximo dia 28, uma outra turma da mesma escola fará acção semelhante, num troço do Lena dentro da vila da Batalha.
O principal objectivo é "sensibilizar os jovens e a respectiva população para a necessidade de preservar os ecossistemas ribeirinhos, procurando também intervir directamente na recuperação do rio, numa perspectiva multidisciplinar e integradora das vertentes ambiental, cultural, económica, etc.", esclarece a engenheira Sandra Vieira, da Simlis, coordenadora do projecto. Para além desta responsável, fizeram parte da equipa monitorizadora desta visita: Ana Amado, do Gabinete de Comunicação da Simlis; Gilberto Miranda, engenheiro ambiental da ONG Vertigem, que colabora com esta iniciativa nos concelhos da Batalha, Porto de Mós,
Marinha Grande e Leiria; Joana Amaro, engenheira do Serviço de Gestão Ambiental do Município da Batalha; Carlos Santos, presidente da Junta de Freguesia da Golpilheira; e ainda as professoras Fátima Nunes (Ciências), Cristina Gonçalves (EVT) e Teresa Oliveira (directora de turma).
A ideia é insistir, sobretudo, na recuperação da qualidade da água do rio e na requalificação das margens e de algumas infra-estruturas existentes. Para tal, em primeiro lugar, os alunos foram convidados a identificar a fauna e a flora existentes no Lena, como o tipo de vegetação autóctone, as plantas "invasoras", os peixes, anfíbios, répteis, aves, insectos e outros seres vivos do habitat ribeirinho. Depois, analisaram as características específicas do troço
que "adoptam" para o seu trabalho, como o comprimento e a largura do leito, a qualidade, aspecto e velocidade da água, a inclinação e altura das margens, etc. Finalmente, procuraram os sinais positivos e negativos da acção humana, como o uso da água para a agricultura, a construção de açudes, a existência de acessos e vias de circulação, mas também a presença de lixos, descargas poluentes, entulhos, etc. Só depois deste trabalho se coloca a questão: o que podemos fazer para melhorar a vida e equilíbrio ecológico do rio e corrigir os erros detectados?
A resposta, a concretizar em acções que se desenvolverão nos próximos meses, será fruto da análise dos dados recolhidos e das conclusões a retirar do estudo feito pela turma no âmbito do projecto. Mas logo no local surgiram algumas pistas para essa acção prática, tais como "sensibilizar a população para não deitar lixo e entulhos de obras no rio e pedir a intervenção da Junta de Freguesia para retirar plantas exóticas existentes no local e plantar árvores autóctones".
Em complemento a este tipo de intervenções, os alunos deverão ainda fazer o levantamento do património cultural e etnográfico da região em que se situa o curso
de água em causa, nomeadamente, das actividades, histórias, lendas e outras temáticas que se relacionem com o rio Lena.
Numa altura em que decorre uma acção de limpeza do leito e margens daquele rio, da responsabilidade da Autoridade Regional Hidrográfica, este "Projecto Rios" será, com certeza, uma mais-valia para a promoção da reabilitação do Lena, sobretudo, no campo da sensibilização da população local e da ligação prática dos temas ambientais ao currículo escolar dos alunos.
A Simlis realizou, no passado dia 21, a primeira saída de campo do "Projecto Rios", desenvolvido no âmbito da implementação do Plano de Educação Ambiental desta empresa, intitulado "Conhecer os nossos Rios". A acção envolveu os 26 alunos da turma do 5º C da Escola Básica Mouzinho de Albuquerque, da Batalha, que visitaram um troço de cerca de 500 metros do rio Lena por eles "adoptado", junto à ponte do Paul, no limite da freguesia da Golpilheira, sobre o qual irão trabalhar de modo mais directo. No próximo dia 28, uma outra turma da mesma escola fará acção semelhante, num troço do Lena dentro da vila da Batalha.
O principal objectivo é "sensibilizar os jovens e a respectiva população para a necessidade de preservar os ecossistemas ribeirinhos, procurando também intervir directamente na recuperação do rio, numa perspectiva multidisciplinar e integradora das vertentes ambiental, cultural, económica, etc.", esclarece a engenheira Sandra Vieira, da Simlis, coordenadora do projecto. Para além desta responsável, fizeram parte da equipa monitorizadora desta visita: Ana Amado, do Gabinete de Comunicação da Simlis; Gilberto Miranda, engenheiro ambiental da ONG Vertigem, que colabora com esta iniciativa nos concelhos da Batalha, Porto de Mós,
Marinha Grande e Leiria; Joana Amaro, engenheira do Serviço de Gestão Ambiental do Município da Batalha; Carlos Santos, presidente da Junta de Freguesia da Golpilheira; e ainda as professoras Fátima Nunes (Ciências), Cristina Gonçalves (EVT) e Teresa Oliveira (directora de turma).A ideia é insistir, sobretudo, na recuperação da qualidade da água do rio e na requalificação das margens e de algumas infra-estruturas existentes. Para tal, em primeiro lugar, os alunos foram convidados a identificar a fauna e a flora existentes no Lena, como o tipo de vegetação autóctone, as plantas "invasoras", os peixes, anfíbios, répteis, aves, insectos e outros seres vivos do habitat ribeirinho. Depois, analisaram as características específicas do troço
que "adoptam" para o seu trabalho, como o comprimento e a largura do leito, a qualidade, aspecto e velocidade da água, a inclinação e altura das margens, etc. Finalmente, procuraram os sinais positivos e negativos da acção humana, como o uso da água para a agricultura, a construção de açudes, a existência de acessos e vias de circulação, mas também a presença de lixos, descargas poluentes, entulhos, etc. Só depois deste trabalho se coloca a questão: o que podemos fazer para melhorar a vida e equilíbrio ecológico do rio e corrigir os erros detectados?
A resposta, a concretizar em acções que se desenvolverão nos próximos meses, será fruto da análise dos dados recolhidos e das conclusões a retirar do estudo feito pela turma no âmbito do projecto. Mas logo no local surgiram algumas pistas para essa acção prática, tais como "sensibilizar a população para não deitar lixo e entulhos de obras no rio e pedir a intervenção da Junta de Freguesia para retirar plantas exóticas existentes no local e plantar árvores autóctones".Em complemento a este tipo de intervenções, os alunos deverão ainda fazer o levantamento do património cultural e etnográfico da região em que se situa o curso
de água em causa, nomeadamente, das actividades, histórias, lendas e outras temáticas que se relacionem com o rio Lena.Numa altura em que decorre uma acção de limpeza do leito e margens daquele rio, da responsabilidade da Autoridade Regional Hidrográfica, este "Projecto Rios" será, com certeza, uma mais-valia para a promoção da reabilitação do Lena, sobretudo, no campo da sensibilização da população local e da ligação prática dos temas ambientais ao currículo escolar dos alunos.
Projecto Rios
O Projecto Rios é uma iniciativa de âmbito nacional, que utiliza metodologias de educação ambiental para a implementação de soluções sustentadas na resolução dos problemas dos ecossistemas fluviais. Coordenado pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA), conta ainda com a colaboração da Associação de Professores de Geografia (APG), da Liga para a Protecção da Natureza (LPN) e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).
Para além da vertente ecológica,
este projecto visa também a tomada de consciência ambiental baseada na participação voluntária e activa dos cidadãos (vertente social e cultural). Pretende-se criar uma rede de monitorização e de adopção de troços de rios e ribeiras por grupos locais organizados. Recorrendo a uma metodologia de observação, simples mas rigorosa, estandardizada e de fácil aplicação e desenvolvimento, estes grupos assumirão a responsabilidade de vigilância e protecção do troço do curso de água que seleccionaram, contribuindo assim para a melhoria sustentada dos recursos hídricos em geral, e do processo de reabilitação do seu troço, em particular.
O Projecto Rios é uma iniciativa de âmbito nacional, que utiliza metodologias de educação ambiental para a implementação de soluções sustentadas na resolução dos problemas dos ecossistemas fluviais. Coordenado pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA), conta ainda com a colaboração da Associação de Professores de Geografia (APG), da Liga para a Protecção da Natureza (LPN) e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).Para além da vertente ecológica,
este projecto visa também a tomada de consciência ambiental baseada na participação voluntária e activa dos cidadãos (vertente social e cultural). Pretende-se criar uma rede de monitorização e de adopção de troços de rios e ribeiras por grupos locais organizados. Recorrendo a uma metodologia de observação, simples mas rigorosa, estandardizada e de fácil aplicação e desenvolvimento, estes grupos assumirão a responsabilidade de vigilância e protecção do troço do curso de água que seleccionaram, contribuindo assim para a melhoria sustentada dos recursos hídricos em geral, e do processo de reabilitação do seu troço, em particular.Texto e fotos Luís Miguel Ferraz
(Inéditos do blog)
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Bombeiros da Batalha celebraram 31 anos
Loja Social e duas novas viaturas como prenda
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho da Batalha (AHBVCB) celebrou o seu 31.º aniversário, no domingo 19 de Abril, data que ficou assinalada pela inauguração de uma Loja Social da instituição e pela bênção de duas novas viaturas para transporte de doentes.
As comemorações começaram com o hastear de bandeiras no quartel, pelas 09h00, seguindo-se uma romagem ao cemitério da vila, para homenagem aos bombeiros já falecidos, e a celebração de uma missa solene no Mosteiro de Santa Maria da Vitória.
No final da celebração, o corpo de bombeiros formou em parada, em frente ao Mosteiro, local onde actuou a fanfarra da corporação e foram benzidas duas novas viaturas para transporte de doentes, uma para a sede da Batalha, outra para a secção de S. Mamede. "É uma das nossas preocupações, visto existirem alguns veículos que já não cumprem os actuais requisitos legais para o serviço dos bombeiros", afirmou Cecília Justo, presidente da AHBVCB, adiantando que estas duas ambulâncias "são essenciais para que os bombeiros prestem um serviço de qualidade à população".
Também o comandante dos bombeiros, Fernando Oliveira, salientou a importância da renovação do parque automóvel dos voluntários da Batalha, agradecendo o "esforço da direcção, da autarquia e dos benfeitores" para estas aquisições e referindo que seria ainda necessária "uma nova viatura para o combate a incêndios e também um renovado carro de comando". A estas prendas, juntou-se a oferta de dois novos instrumentos musicais para a fanfarra recentemente constituída, e que é já um elemento de especial orgulho dos bombeiros, sobretudo na animação dos momentos festivos e solenes, como foi o caso.
Após o cortejo de bombeiros e viaturas pelas ruas da vila, seguiu-se um almoço de confraternização no quartel, que contou a presença de muitos familiares e amigos dos "soldados da paz", bem como de diversas entidades convidadas, entre as quais, Nélio Gomes, presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria, e Rui Silva, representante da Liga dos Bombeiros Portugueses. Ambos frisaram a importância da união das pessoas em torno dos bombeiros nestas datas festivas, sobretudo numa altura em que as dificuldades que sentem são enormes. Acusando a legislação de ser "desajustada à realidade e asfixiante", desincentivando a actividade dos voluntários, Nélio Gomes referiu também que as verbas atribuídas pelo Governo são insuficientes e poderão mesmo "levar ao encerramento de algumas corporações".
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho da Batalha (AHBVCB) celebrou o seu 31.º aniversário, no domingo 19 de Abril, data que ficou assinalada pela inauguração de uma Loja Social da instituição e pela bênção de duas novas viaturas para transporte de doentes.As comemorações começaram com o hastear de bandeiras no quartel, pelas 09h00, seguindo-se uma romagem ao cemitério da vila, para homenagem aos bombeiros já falecidos, e a celebração de uma missa solene no Mosteiro de Santa Maria da Vitória.
No final da celebração, o corpo de bombeiros formou em parada, em frente ao Mosteiro, local onde actuou a fanfarra da corporação e foram benzidas duas novas viaturas para transporte de doentes, uma para a sede da Batalha, outra para a secção de S. Mamede. "É uma das nossas preocupações, visto existirem alguns veículos que já não cumprem os actuais requisitos legais para o serviço dos bombeiros", afirmou Cecília Justo, presidente da AHBVCB, adiantando que estas duas ambulâncias "são essenciais para que os bombeiros prestem um serviço de qualidade à população".
Também o comandante dos bombeiros, Fernando Oliveira, salientou a importância da renovação do parque automóvel dos voluntários da Batalha, agradecendo o "esforço da direcção, da autarquia e dos benfeitores" para estas aquisições e referindo que seria ainda necessária "uma nova viatura para o combate a incêndios e também um renovado carro de comando". A estas prendas, juntou-se a oferta de dois novos instrumentos musicais para a fanfarra recentemente constituída, e que é já um elemento de especial orgulho dos bombeiros, sobretudo na animação dos momentos festivos e solenes, como foi o caso.Após o cortejo de bombeiros e viaturas pelas ruas da vila, seguiu-se um almoço de confraternização no quartel, que contou a presença de muitos familiares e amigos dos "soldados da paz", bem como de diversas entidades convidadas, entre as quais, Nélio Gomes, presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria, e Rui Silva, representante da Liga dos Bombeiros Portugueses. Ambos frisaram a importância da união das pessoas em torno dos bombeiros nestas datas festivas, sobretudo numa altura em que as dificuldades que sentem são enormes. Acusando a legislação de ser "desajustada à realidade e asfixiante", desincentivando a actividade dos voluntários, Nélio Gomes referiu também que as verbas atribuídas pelo Governo são insuficientes e poderão mesmo "levar ao encerramento de algumas corporações".
Loja Social
A principal novidade desta efeméride foi, sem dúvida, a inauguração da nova Loja Social criada por esta associação. "Trata-se de um espaço de recolha de bens que as pessoas ou as empresas queiram oferecer, que estejam ainda em bom estado para o uso, e que serão posteriormente distribuídas gratuitamente a pessoas carenciadas do concelho", explicou Cecília Justo. A presidente da AHBVCB refere que esta é uma das concretizações da preocupação social da nova direcção, indo ao encontro, sobretudo, das "novas formas de pobreza escondida, causadas pelo desemprego, pela crise que afecta cada vez mais famílias, e que nem sempre são facilmente sinalizadas".
Assim, o novo espaço, a funcionar junto à igreja matriz da Vila, irá acolher roupas, calçado, brinquedos, móveis, material didáctico, electrodomésticos, alimentos e todos os outros produtos que aparecerem, "aquilo que as pessoas tenham em casa e queiram partilhar". Para beneficiar deste serviço, os interessados deverão apresentar-se junto dos serviços sociais da autarquia ou das instituições de solidariedade social, que farão a triagem dos pedidos e os encaminharão para a Loja Social, onde receberão os bens à disposição.
O serviço será garantido por um grupo de voluntários, para já, durante as tardes de terças-feiras e sábados.
A principal novidade desta efeméride foi, sem dúvida, a inauguração da nova Loja Social criada por esta associação. "Trata-se de um espaço de recolha de bens que as pessoas ou as empresas queiram oferecer, que estejam ainda em bom estado para o uso, e que serão posteriormente distribuídas gratuitamente a pessoas carenciadas do concelho", explicou Cecília Justo. A presidente da AHBVCB refere que esta é uma das concretizações da preocupação social da nova direcção, indo ao encontro, sobretudo, das "novas formas de pobreza escondida, causadas pelo desemprego, pela crise que afecta cada vez mais famílias, e que nem sempre são facilmente sinalizadas".
Assim, o novo espaço, a funcionar junto à igreja matriz da Vila, irá acolher roupas, calçado, brinquedos, móveis, material didáctico, electrodomésticos, alimentos e todos os outros produtos que aparecerem, "aquilo que as pessoas tenham em casa e queiram partilhar". Para beneficiar deste serviço, os interessados deverão apresentar-se junto dos serviços sociais da autarquia ou das instituições de solidariedade social, que farão a triagem dos pedidos e os encaminharão para a Loja Social, onde receberão os bens à disposição.
O serviço será garantido por um grupo de voluntários, para já, durante as tardes de terças-feiras e sábados.
Texto e fotos: Luís Miguel Ferraz
(inéditos do blog)
(inéditos do blog)
sábado, 18 de abril de 2009
Entrevista | António Lucas concorre ao quarto mandato
PSD é o primeiro partido a definir candidato à Câmara
O actual presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, é o primeiro candidato a apresentar-se para a corrida às próximas eleições autárquicas. A decisão foi tomada no passado dia 27 de Março, numa reunião com a Concelhia do Partido Social Democrata, alargada à participação dos eleitos locais por esta força política. Na ocasião, o autarca colocou as condições para nova candidatura como independente nas listas do PSD e auscultou a posição dos presentes, que votaram por maioria a sua recandidatura, apenas com uma abstenção.
Os restantes partidos que deverão concorrer a estas eleições ainda não definiram os nomes que encabeçarão as respectivas listas. Também em relação à Junta de Freguesia da Golpilheira, ainda não foram anunciadas candidaturas, mantendo-se a expectativa quando aos candidatos que serão apresentados.
Assim, sendo ainda o único candidato já definido, António Lucas não apresentou ainda um programa definido nem os nomes que escolherá para as listas das diversas equipas, mas assume que esta é uma aposta na continuidade do trabalho que tem desenvolvido nos últimos três mandatos. Numa entrevista exclusiva ao Jornal da Golpilheira, afirma que a sua decisão poderia ser outra, caso avançasse alguém que garantisse essa continuidade com credibilidade, mas que está preparado para levar por diante os projectos actualmente em curso e que considera vitais para o desenvolvimento do concelho. Um deles, que destaca como especial ênfase, é o das Termas das Salgadas.
Afirmou recentemente que uma recandidatura à Câmara da Batalha iria depender da “conjuntura do momento”. Como analisa a situação actual no concelho da Batalha e quais os motivos que mais pesaram na sua decisão?
O concelho infelizmente não foge à regra e existem segmentos da população que estão a sofrer fortemente com a conjuntura negativa. No entanto, temos vindo a tomar medidas, que contribuirão para atenuar os efeitos negativos da crise e temos esperança que os efeitos resultem, ou seja, que não se complique demasiado a vida aos batalhenses.
O motivo principal deveu-se principal e exclusivamente ao facto de não ter aparecido nenhuma intenção de candidatura na área politica do centro. Deixei claro que, se surgisse uma candidatura credível e que conseguisse congregar à sua volta pessoas filiadas e independentes, eu não me recandidataria. A esta posição está intimamente ligada uma ideia que passa pela manutenção de uma autarquia credível, financeiramente equilibrada e com capacidade de execução de uma série de projectos, que finalmente com o início de funcionamento do QREN, estão prontos a ser executados.
Nos últimos tempos surgiram na comunicação social alguns ecos de diferendos com a estrutura local do PSD e que só aceitaria ser candidato independente nas listas deste partido mediante a garantia de algumas condições. Quais foram as razões para este “aviso” e que condições foram acordadas para viabilizar a sua candidatura?
Os diferendos aconteceram com algumas (poucas) pessoas dessa estrutura. As pessoas têm de perceber que os partidos são veículos da democracia e devem ajudar os eleitos nas suas listas a fazerem o melhor pelos seus concelhos. Infelizmente, nem sempre assim acontece. Em reunião recente com o presidente da Concelhia, ficaram esclarecidos os pontos de alguma fricção e entendemos colocar uma pedra sobre o assunto. As condições são as mesmas de sempre: as pessoas que irão trabalhar comigo (se formos eleitos) serão filiados no PSD e independentes, da minha confiança e dos restantes membros das listas. E têm de ter apenas um objectivo: fazer o melhor que saibam e possam em prol do desenvolvimento do concelho. A partir do momento em que aconteça a eleição, têm d esquecer as cores de camisolas partidárias e pensar apenas no concelho e na sua população.
Pode adiantar já algumas ideias quanto às pessoas que irá escolher para as equipas da Vereação, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia?
Ainda não pensei nessa matéria, mas posso adiantar que diversas pessoas que fazem parte das actuais equipas já deram provas e têm condições para continuar, se assim o entenderem.
No caso concreto da Golpilheira, como analisa o actual momento desta Junta e como desejará ver a sua continuidade?
Eu já referi que os quatro presidentes de Junta têm feito bom trabalho e merecem a minha confiança.
Voltando ao Município, após os últimos três mandatos, sente que ainda tem o apoio da população e a motivação para continuar a oferecer “novidade” neste trabalho?
Quanto ao apoio, se não o sentisse, nunca me candidataria. Muita gente me incentivou, ao longo dos últimos meses, para me recandidatar. Que fique claro que não estou minimamente apegado ao lugar e, tal como disse antes, se tivesse aparecido uma candidatura credível, seria o primeiro a apoiar e partiria de consciência tranquila para a minha vida profissional privada. A novidade aparecerá sempre que consigamos rodear-nos de boas equipas. Uma já existe, que são os colaboradores do Município, a outra criar-se-á, convidando gente dinâmica e empenhada para as diversas equipas da Câmara, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia.
Como prevê que será este quarto confronto eleitoral na Batalha, tendo em conta as experiências passadas e o que espera vir a ser apresentado pelas candidaturas de outras forças políticas concelhias?
Espero que seja, como os anteriores, um combate político franco e leal e estou convicto de que é isso que acontecerá. Espero que apresentem boas ideias para o concelho.
Caso seja eleito, qual o projecto que desejaria ver concluído neste último mandato como imagem de marca da sua passagem pelo executivo e que pudesse considerar como “chave de ouro” do seu exercício?
O projecto das Termas das Salgadas. Essencialmente pelo impacto que terá ao nível do emprego e do turismo residente, com efeitos muito fortes na economia local.
Entrevista de Luís Miguel Ferraz
O actual presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, é o primeiro candidato a apresentar-se para a corrida às próximas eleições autárquicas. A decisão foi tomada no passado dia 27 de Março, numa reunião com a Concelhia do Partido Social Democrata, alargada à participação dos eleitos locais por esta força política. Na ocasião, o autarca colocou as condições para nova candidatura como independente nas listas do PSD e auscultou a posição dos presentes, que votaram por maioria a sua recandidatura, apenas com uma abstenção.
Os restantes partidos que deverão concorrer a estas eleições ainda não definiram os nomes que encabeçarão as respectivas listas. Também em relação à Junta de Freguesia da Golpilheira, ainda não foram anunciadas candidaturas, mantendo-se a expectativa quando aos candidatos que serão apresentados.
Assim, sendo ainda o único candidato já definido, António Lucas não apresentou ainda um programa definido nem os nomes que escolherá para as listas das diversas equipas, mas assume que esta é uma aposta na continuidade do trabalho que tem desenvolvido nos últimos três mandatos. Numa entrevista exclusiva ao Jornal da Golpilheira, afirma que a sua decisão poderia ser outra, caso avançasse alguém que garantisse essa continuidade com credibilidade, mas que está preparado para levar por diante os projectos actualmente em curso e que considera vitais para o desenvolvimento do concelho. Um deles, que destaca como especial ênfase, é o das Termas das Salgadas.
Afirmou recentemente que uma recandidatura à Câmara da Batalha iria depender da “conjuntura do momento”. Como analisa a situação actual no concelho da Batalha e quais os motivos que mais pesaram na sua decisão?
O concelho infelizmente não foge à regra e existem segmentos da população que estão a sofrer fortemente com a conjuntura negativa. No entanto, temos vindo a tomar medidas, que contribuirão para atenuar os efeitos negativos da crise e temos esperança que os efeitos resultem, ou seja, que não se complique demasiado a vida aos batalhenses.
O motivo principal deveu-se principal e exclusivamente ao facto de não ter aparecido nenhuma intenção de candidatura na área politica do centro. Deixei claro que, se surgisse uma candidatura credível e que conseguisse congregar à sua volta pessoas filiadas e independentes, eu não me recandidataria. A esta posição está intimamente ligada uma ideia que passa pela manutenção de uma autarquia credível, financeiramente equilibrada e com capacidade de execução de uma série de projectos, que finalmente com o início de funcionamento do QREN, estão prontos a ser executados.
Nos últimos tempos surgiram na comunicação social alguns ecos de diferendos com a estrutura local do PSD e que só aceitaria ser candidato independente nas listas deste partido mediante a garantia de algumas condições. Quais foram as razões para este “aviso” e que condições foram acordadas para viabilizar a sua candidatura?
Os diferendos aconteceram com algumas (poucas) pessoas dessa estrutura. As pessoas têm de perceber que os partidos são veículos da democracia e devem ajudar os eleitos nas suas listas a fazerem o melhor pelos seus concelhos. Infelizmente, nem sempre assim acontece. Em reunião recente com o presidente da Concelhia, ficaram esclarecidos os pontos de alguma fricção e entendemos colocar uma pedra sobre o assunto. As condições são as mesmas de sempre: as pessoas que irão trabalhar comigo (se formos eleitos) serão filiados no PSD e independentes, da minha confiança e dos restantes membros das listas. E têm de ter apenas um objectivo: fazer o melhor que saibam e possam em prol do desenvolvimento do concelho. A partir do momento em que aconteça a eleição, têm d esquecer as cores de camisolas partidárias e pensar apenas no concelho e na sua população.
Pode adiantar já algumas ideias quanto às pessoas que irá escolher para as equipas da Vereação, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia?
Ainda não pensei nessa matéria, mas posso adiantar que diversas pessoas que fazem parte das actuais equipas já deram provas e têm condições para continuar, se assim o entenderem.
No caso concreto da Golpilheira, como analisa o actual momento desta Junta e como desejará ver a sua continuidade?
Eu já referi que os quatro presidentes de Junta têm feito bom trabalho e merecem a minha confiança.
Voltando ao Município, após os últimos três mandatos, sente que ainda tem o apoio da população e a motivação para continuar a oferecer “novidade” neste trabalho?
Quanto ao apoio, se não o sentisse, nunca me candidataria. Muita gente me incentivou, ao longo dos últimos meses, para me recandidatar. Que fique claro que não estou minimamente apegado ao lugar e, tal como disse antes, se tivesse aparecido uma candidatura credível, seria o primeiro a apoiar e partiria de consciência tranquila para a minha vida profissional privada. A novidade aparecerá sempre que consigamos rodear-nos de boas equipas. Uma já existe, que são os colaboradores do Município, a outra criar-se-á, convidando gente dinâmica e empenhada para as diversas equipas da Câmara, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia.
Como prevê que será este quarto confronto eleitoral na Batalha, tendo em conta as experiências passadas e o que espera vir a ser apresentado pelas candidaturas de outras forças políticas concelhias?
Espero que seja, como os anteriores, um combate político franco e leal e estou convicto de que é isso que acontecerá. Espero que apresentem boas ideias para o concelho.
Caso seja eleito, qual o projecto que desejaria ver concluído neste último mandato como imagem de marca da sua passagem pelo executivo e que pudesse considerar como “chave de ouro” do seu exercício?
O projecto das Termas das Salgadas. Essencialmente pelo impacto que terá ao nível do emprego e do turismo residente, com efeitos muito fortes na economia local.
Entrevista de Luís Miguel Ferraz
Associação de Pais da Batalha promove concurso “Mais Ambiente”
O concurso “Mais Ambiente” é uma iniciativa da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas do Concelho da Batalha, com a colaboração do Município e do Agrupamento de Escola do Concelho, realizada no âmbito do Projecto Agenda 21 Local e do Dia Mundial do Ambiente. Tem como objectivos “sensibilizar os alunos para a problemática da necessidade de protecção do meio ambiente, estimular a criatividade, aprofundar conhecimentos sobre a importância da reciclagem e da preservação dos recursos hídricos, incentivar a leitura e a escrita e ainda desenvolver o sentido ético e estético das crianças”.
A iniciativa é dirigida às turmas do ensino pré-escolar, 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico deste Agrupamento, envolvendo os alunos com idades compreendidas entre os 3 e os 14 anos, que trabalharão em grupo, com a coordenação do professor. “Tempo de Reciclar, toca a Trabalhar” será o tema dos trabalhos a realizar pelos alunos do ensino pré-escolar e 1º e 2º ano do 1º ciclo do ensino básico e desenvolvem-se ao nível do desenho ou colagens. Já os alunos do 3º ao 6º ano do ensino básico deverão redigir um texto em prosa ou poesia inéditos, ou ainda produzir um trabalho multimédia, subordinados ao tema “Proteger os Rios, defender a Vida”. Os melhores trabalhos por turma e nível de ensino serão premiados com uma visita de estudo ao Oceanário de Lisboa.
A divulgação dos prémios será tornada pública no dia 5 de Junho do corrente ano e divulgada em sessão solene, durante a celebração do Dia Mundial do Ambiente, na praça Mouzinho de Albuquerque, na vila da Batalha, onde estarão expostos todos os trabalhos participantes.
A iniciativa é dirigida às turmas do ensino pré-escolar, 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico deste Agrupamento, envolvendo os alunos com idades compreendidas entre os 3 e os 14 anos, que trabalharão em grupo, com a coordenação do professor. “Tempo de Reciclar, toca a Trabalhar” será o tema dos trabalhos a realizar pelos alunos do ensino pré-escolar e 1º e 2º ano do 1º ciclo do ensino básico e desenvolvem-se ao nível do desenho ou colagens. Já os alunos do 3º ao 6º ano do ensino básico deverão redigir um texto em prosa ou poesia inéditos, ou ainda produzir um trabalho multimédia, subordinados ao tema “Proteger os Rios, defender a Vida”. Os melhores trabalhos por turma e nível de ensino serão premiados com uma visita de estudo ao Oceanário de Lisboa.
A divulgação dos prémios será tornada pública no dia 5 de Junho do corrente ano e divulgada em sessão solene, durante a celebração do Dia Mundial do Ambiente, na praça Mouzinho de Albuquerque, na vila da Batalha, onde estarão expostos todos os trabalhos participantes.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
O povo voltará a lavar no rio?
Limpeza das margens do Lena está a decorrer
Está a decorrer, desde o princípio deste mês, uma acção de limpeza no leito e margens do rio Lena, num troço que atravessa a nossa freguesia. Esta é uma intervenção de fundo, que surge sobretudo para “correcção dos estragos verificados com as cheias de Outubro de 2006”, como refere Carlos Santos, presidente da Junta de Freguesia, em declarações ao Jornal da Golpilheira. “Após varias tentativas, quer do Município da Batalha, quer da Junta da Golpilheira, e passados cerca de dois anos daquelas intempéries, a Autoridade Regional Hidrográfica respondeu ao nosso pedido”, afirmou.
A limpeza, adjudicada à empresa Obras Hidráulicas e Construção (OHC), de Coimbra, contempla o desmatamento e a remoção de lixos, canas, salgueiros e outros inertes que se acumularam no leito e margens do rio, bem como a reconstrução de alguns taludes que se têm danificado com o tempo. O entulho recolhido será, posteriormente, triturado e transformado em biomassa, esclarecem os responsáveis da empresa.
A acção decorrerá em duas fases, correspondendo aos actuais trabalhos um troço de cerca de 1,4 km, entre as pontes da Canoeira e de Casal de Mil Homens, com prolongamento para o limite da Mourã, num custo estimado acima dos 50 mil euros, que deverá ser concluída nas próximas semanas.
Numa segunda fase, a mesma intervenção será feita entre a Canoeira e a Cova do Picoto, “um trabalho que ainda não está calendarizado, mas que esperamos ver realizado até ao final deste ano”, refere António Lucas, presidente da Câmara da Batalha. Só nessa altura poderemos ver toda a extensão dos cerca de três quilómetros do rio que atravessa a nossa freguesia completamente limpos. Certo é que a reconstrução dos taludes junto à Ponte de Almagra, na sustentação da estrada que segue a margem do Lena até ao limite com a Batalha, não irá esperar por esse prazo, fazendo parte já do caderno de encargos em curso.
No acompanhamento deste trabalho, o presidente da Junta da Golpilheira refere ter constatado muita dificuldade em entrar nos terrenos confinantes com o rio e defende que “em colaboração com os proprietários, consigamos agora manter livre a faixa de circulação que foi aberta junto às margens, de modo a que a manutenção da limpeza do rio possa ser feita de modo rápido e eficaz com as máquinas da autarquia”. Carlos Santos lembra, a este propósito, que “é muito importante esta limpeza para se evitarem cheias e entupimentos em épocas de chuva mais intensa” e que “de acordo com a Lei n.º 58 de 2009, os proprietários de terrenos confinantes com margens de linhas de água são obrigados a manter o seu bom estado de conservação, procedendo à sua regularização, limpeza e desobstrução, o que nem sempre se verifica”. Reconhecendo que a fiscalização a este nível é quase inexistente, o autarca defende a “consciencialização de cada um, já que não é possível voltarmos a ter os guarda-rios que noutros tempos garantiam outro aspecto e outra actividade ao nosso Lena”.
O presidente da Golpilheira adianta ainda que esta será mais uma oportunidade para “tentarmos levar por diante o nosso projecto de elaborar um trajecto de percurso pedestre junto ao rio e de construirmos na zona da Canoeira um parque ambiental de lazer, também com uma vertente didáctica de temática ecológica”. Segundo Carlos Santos, o projecto está em elaboração e “dependerá apenas da garantia de financiamento e da colaboração dos proprietários dos terrenos em causa”. O importante, para já, é que “sejamos todos a zelar pelo bem comum, a fim de voltarmos a ver o rio Lena como o víamos noutros tempos”, remata.
Lembrando o famoso verso do fado de Amália, não será previsível que o povo volte a “lavar no rio”, pois os hábitos de lavagem das roupas mudaram... mas seria importante que as águas que nele correm pudessem voltar a ser límpidas e transparentes, pelo menos, para o deleite do olhar e a fruição agradável do nosso ambiente natural. Sabemos que isso não depende apenas da limpeza, pois a eliminação da poluição e a garantia de espaços de lazer adequados serão essenciais para que as pessoas voltem a relacionar-se com o seu rio, mas este poderá ser um princípio...
Luís Miguel Ferraz
Está a decorrer, desde o princípio deste mês, uma acção de limpeza no leito e margens do rio Lena, num troço que atravessa a nossa freguesia. Esta é uma intervenção de fundo, que surge sobretudo para “correcção dos estragos verificados com as cheias de Outubro de 2006”, como refere Carlos Santos, presidente da Junta de Freguesia, em declarações ao Jornal da Golpilheira. “Após varias tentativas, quer do Município da Batalha, quer da Junta da Golpilheira, e passados cerca de dois anos daquelas intempéries, a Autoridade Regional Hidrográfica respondeu ao nosso pedido”, afirmou.
A limpeza, adjudicada à empresa Obras Hidráulicas e Construção (OHC), de Coimbra, contempla o desmatamento e a remoção de lixos, canas, salgueiros e outros inertes que se acumularam no leito e margens do rio, bem como a reconstrução de alguns taludes que se têm danificado com o tempo. O entulho recolhido será, posteriormente, triturado e transformado em biomassa, esclarecem os responsáveis da empresa.
A acção decorrerá em duas fases, correspondendo aos actuais trabalhos um troço de cerca de 1,4 km, entre as pontes da Canoeira e de Casal de Mil Homens, com prolongamento para o limite da Mourã, num custo estimado acima dos 50 mil euros, que deverá ser concluída nas próximas semanas.
Numa segunda fase, a mesma intervenção será feita entre a Canoeira e a Cova do Picoto, “um trabalho que ainda não está calendarizado, mas que esperamos ver realizado até ao final deste ano”, refere António Lucas, presidente da Câmara da Batalha. Só nessa altura poderemos ver toda a extensão dos cerca de três quilómetros do rio que atravessa a nossa freguesia completamente limpos. Certo é que a reconstrução dos taludes junto à Ponte de Almagra, na sustentação da estrada que segue a margem do Lena até ao limite com a Batalha, não irá esperar por esse prazo, fazendo parte já do caderno de encargos em curso.
No acompanhamento deste trabalho, o presidente da Junta da Golpilheira refere ter constatado muita dificuldade em entrar nos terrenos confinantes com o rio e defende que “em colaboração com os proprietários, consigamos agora manter livre a faixa de circulação que foi aberta junto às margens, de modo a que a manutenção da limpeza do rio possa ser feita de modo rápido e eficaz com as máquinas da autarquia”. Carlos Santos lembra, a este propósito, que “é muito importante esta limpeza para se evitarem cheias e entupimentos em épocas de chuva mais intensa” e que “de acordo com a Lei n.º 58 de 2009, os proprietários de terrenos confinantes com margens de linhas de água são obrigados a manter o seu bom estado de conservação, procedendo à sua regularização, limpeza e desobstrução, o que nem sempre se verifica”. Reconhecendo que a fiscalização a este nível é quase inexistente, o autarca defende a “consciencialização de cada um, já que não é possível voltarmos a ter os guarda-rios que noutros tempos garantiam outro aspecto e outra actividade ao nosso Lena”.
O presidente da Golpilheira adianta ainda que esta será mais uma oportunidade para “tentarmos levar por diante o nosso projecto de elaborar um trajecto de percurso pedestre junto ao rio e de construirmos na zona da Canoeira um parque ambiental de lazer, também com uma vertente didáctica de temática ecológica”. Segundo Carlos Santos, o projecto está em elaboração e “dependerá apenas da garantia de financiamento e da colaboração dos proprietários dos terrenos em causa”. O importante, para já, é que “sejamos todos a zelar pelo bem comum, a fim de voltarmos a ver o rio Lena como o víamos noutros tempos”, remata.
Lembrando o famoso verso do fado de Amália, não será previsível que o povo volte a “lavar no rio”, pois os hábitos de lavagem das roupas mudaram... mas seria importante que as águas que nele correm pudessem voltar a ser límpidas e transparentes, pelo menos, para o deleite do olhar e a fruição agradável do nosso ambiente natural. Sabemos que isso não depende apenas da limpeza, pois a eliminação da poluição e a garantia de espaços de lazer adequados serão essenciais para que as pessoas voltem a relacionar-se com o seu rio, mas este poderá ser um princípio...
Luís Miguel Ferraz
EDITORIAL | Rio vs. Caixão
Bem podemos dizer que o povo que não lava no rio está a talhar com seu machado as tábuas do seu caixão. Dito de outra forma, o povo que não cuida do seu património ecológico e não procura viver num ambiente saudável está a matar as condições da sua própria sustentabilidade, para se autodestruir.
Nesta edição, a propósito dos trabalhos de limpeza que decorrem no rio Lena, aproveitámos estes míticos versos de um fado de Amália para despertar a nossa consciência colectiva. Saibamos todos, autarcas e cidadãos, aproveitar esta oportunidade para nos virarmos para este valioso recurso hídrico que atravessa a nossa freguesia. Quanto mais atenção e cuidado lhe dedicarmos, mais receberemos em qualidade de vida. E o facto é que estamos há tempo demais de costas voltadas para essa nossa riqueza natural.
Ainda nesta edição, procure os muitos eventos culturais, recreativos e sociais que se avizinham e registe na sua agenda todas as oportunidades para sair de casa. Em muitos casos, são também oportunidades para descontrair e usufruir da natureza.
Finalmente, com o aproximar do final da época desportiva, sugerimos um olhar atento ao desempenho das nossas equipas. Muitas serão as razões para festejarmos as suas vitórias e, mais uma vez, para sair de casa. Ainda vai a tempo de apoiar os atletas na conquista de algumas taças e campeonatos.
A todos, feliz Tempo Pascal!
Nesta edição, a propósito dos trabalhos de limpeza que decorrem no rio Lena, aproveitámos estes míticos versos de um fado de Amália para despertar a nossa consciência colectiva. Saibamos todos, autarcas e cidadãos, aproveitar esta oportunidade para nos virarmos para este valioso recurso hídrico que atravessa a nossa freguesia. Quanto mais atenção e cuidado lhe dedicarmos, mais receberemos em qualidade de vida. E o facto é que estamos há tempo demais de costas voltadas para essa nossa riqueza natural.
Ainda nesta edição, procure os muitos eventos culturais, recreativos e sociais que se avizinham e registe na sua agenda todas as oportunidades para sair de casa. Em muitos casos, são também oportunidades para descontrair e usufruir da natureza.
Finalmente, com o aproximar do final da época desportiva, sugerimos um olhar atento ao desempenho das nossas equipas. Muitas serão as razões para festejarmos as suas vitórias e, mais uma vez, para sair de casa. Ainda vai a tempo de apoiar os atletas na conquista de algumas taças e campeonatos.
A todos, feliz Tempo Pascal!
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Edição 143 - Abril 2009
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