quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Edição 152 - Janeiro de 2009

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Apresentação da obra "Golpilheira Medieval"

A obra "Golpilheira Medieval – Documentos Históricos", do historiador Saul Gomes, está pronta e irá ser apresentada ao público no próximo dia 7 de Fevereiro, domingo, pelas 15h30, no Centro Recreativo.
O convite está feito a toda a população e aos amigos que quiserem juntar-se a nós.
A edição do livro e esta sessão inserem-se no âmbito das comemorações dos 25 anos da criação da Freguesia. Teremos ocasião de conhecer melhor o autor e o conteúdo da obra, bem como de a adquirir em condições muito especiais neste dia.
Será ainda um momento recheado de animação musical, com a colaboração de Jorge Humberto, professor da Escola de Música do CRG, e do nosso rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena".
No final, todos estão também convidados para um beberete, gentilmente oferecido pela Junta de Freguesia da Golpilheira.

EDITORIAL | Prefácio "Golpilheira Medieval"

O nome de uma terra encerra bem mais do que a delimitação das suas fronteiras. E mais, muito mais, do que a identificação de um aglomerado urbano, um centro de movimentações sociais ou um conjunto de casas, comércios, serviços e indústrias. Seja um continente, um país, uma cidade ou uma aldeia, o seu nome engloba significados múltiplos, com o denominador comum de constituírem partes do mesmo todo, a que poderemos chamar uma identidade cultural. Uma "alma" construída em cada rua, em cada edifício, em cada espaço onde se cruzam histórias de vidas e de tempos passados e presentes, leivas de uma História lavrada pelos anos, às vezes séculos. Uma espécie de aura que envolve as paredes e as gentes que as habitam e que transforma essa relação de espaço/pessoa em sentimento, carregado de fascínios e desencantos, amores e tragédias, glórias e decadências.
Assim, a importância de uma terra mede-se, não por quilómetros ou número de habitantes, mas pelo sangue, suor e lágrimas que nela se verteram e, como é óbvio, pela intensidade das vidas que nela se ergueram.
No caso da Golpilheira, se dúvidas houvesse, esta publicação revela toda a profundidade dessa identidade cultural, dessa "alma" que encarna, ainda hoje, em todos aqueles que se orgulham de aqui terem nascido ou de aqui viverem os seus dias.
Território apetecível, desde as primeiras civilizações, pelo vale frondoso e fértil do Lena, aqui se fixaram os primeiros homens e mulheres que decidiram fixar-se. Aqui cresceram e se multiplicaram as primeiras famílias que decidiram crescer e multiplicar-se. Aqui morreram e mataram as primeiras e as sucessivas greis que lutaram por garantir neste local um espaço para a edificação da "sua" cidade. Testemunham-no os vestígios deixados em Collipo por povos como os túrdulos, os romanos e outros – infelizmente já raros, porque destruídos por quem não soube honrar esse legado.
O mesmo sucedeu quando Portugal decidiu nascer como Povo e Pátria, pelo braço guerreiro de D. Afonso Henriques. Encostada ao surgir da nacionalidade, Leirena foi fundada por este nosso primeiro rei, com atribuição de foral em 1142, servindo de bastião ao estender do seu domínio até aos Algarves. E Alpentende – que abrangia a actual área da Golpilheira – logo por essa altura começa a surgir nos documentos, como região aprazível para o cultivo dos campos e a vida das gentes, mencionada por reis, nobres e clérigos influentes. Testemunham-no os escritos aqui publicados.
É natural que esta relação tão enraizada e intensamente construída entre o território e os seus obreiros resulte, ao longo dos tempos, num sentimento forte de encantamento, de comunhão e de amor. A "alma" que se lê nessa História acaba por revelar-se na "alma" do povo que lhe dá o rosto humano e que, por cima do passado instituído, desenha o seu presente e planeia um futuro ainda por concretizar.

Esta obra é também fruto desse amor à terra que nos viu nascer. Na verdade, apesar de tantas e tão ricas memórias, pouco ou nada se tem publicado sobre a Golpilheira. Por isso, ao pensarmos na forma de associar o Jornal às comemorações das Bodas de Prata da sua elevação ao estatuto de Freguesia, foi essa a primeira ideia: editar um livro. Poderíamos optar por recolher alguns textos descritivos ou de opinião, juntar algumas fotos, mostrar curiosidades. Mas queríamos algo mais substancial, que ficasse por si só como um documento histórico, um marco da nossa identidade cultural.
Para tal, ninguém melhor do que o Doutor Saul António Gomes, professor da Universidade de Coimbra desde 1987, onde integra o Centro de História da Sociedade e da Cultura, sócio-correspondente da Academia Portuguesa da História e colaborador do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa. Com mais de duas dezenas de livros e um extenso rol de artigos publicados, nomeadamente sobre a Batalha e o seu Mosteiro, este prestigiado historiador leiriense será dos que mais conhecimento reúne sobre a região concreta em que nos situamos. Acedeu graciosamente ao convite e lançou mãos a um trabalho de pesquisa, transcrição e análise de textos, como nunca se tinha feito sobre a nossa localidade.
A Golpilheira ficará sempre devedora e grata a este investigador, também pela magistral Introdução que faz sobre os documentos, numa exposição clara, sucinta e acessível a qualquer leitor.
Quanto às imagens do património, paisagens e locais que ilustram este volume, são de várias datas, mas optámos preferencialmente por fotografias tiradas a 31 de Dezembro de 2009, precisamente 25 anos depois da criação da Freguesia. Sendo uma edição comemorativa dessa data, fica assim registado o seu estado actual. Na forra da capa, publicamos um mapa histórico (1941-1947), anotado pelo autor. Na forra da contracapa, a imagem de satélite de 2005, tal como é neste momento exibida online pelo Google Earth. O desenho da raposa é original do nosso grafismo e representa a origem do nome Golpilheira, do termo latino vulpes.
Escolhemos o título "Golpilheira Medieval", porque é sobretudo da Idade Média o espólio documental reunido, embora se estenda também à época Moderna.

Cumpre-nos agradecer a solícita cooperação da Câmara Municipal da Batalha neste projecto, seja pelo incentivo e interesse pessoal do Presidente, António Lucas, seja pela decisão unânime do Executivo de o editar connosco. Só assim se tornou viável um produto com esta qualidade, fazendo jus ao seu conteúdo e dando-lhe na forma o valor que tem de facto. Embora estejam entre as suas competências a promoção da cultura e a defesa e divulgação do património histórico do Concelho, devemos sublinhar a forma empenhada e objectiva como o Município apoiou esta publicação sobre a sua mais recente freguesia.
Um muito obrigado, também, aos mecenas apresentados nesta página, que responderam ao convite a patrocinar a impressão. Não tendo o Jornal os fundos necessários para a sua parte na co-edição, foram estas as instituições e empresas que garantiram esse financiamento, mercê da consciência social e cultural dos respectivos administradores e empresários.
Agradecemos, ainda, a outras parcerias: à Junta de Freguesia da Golpilheira, pelo acompanhamento permanente e pelo apoio logístico à edição e à respectiva apresentação pública; ao CEPAE – Centro do Património da Estremadura, pelo estímulo e pela ligação ao meritório trabalho que vem desenvolvendo em prol da cultura da região; à Folheto Edições & Design, pela atenciosa colaboração técnica na produção e posterior distribuição.
A palavra final vai para cada um dos golpilheirenses, naturais ou residentes. A eles se dedica o livro, que contém parte da sua vida, da sua "alma" passada e presente. Na verdade, porque são páginas da sua História, esta obra é deles. Nossa.
Prefácio do livro
"Golpilheira Medieval - Documentos Históricos"

25 anos da criação da Freguesia da Golpilheira

Pela Lei n.º 37/84, de 31 de Dezembro, foi criada a Freguesia da Golpilheira no concelho da Batalha, cujo primeiro dia de existência "oficial" foi o 1 de Janeiro de 1985, há 25 anos.
Segundo o artigo 2.º dessa lei: "Os limites da nova freguesia, conforme representação cartográfica anexa, são: ao começar no lugar da Quinta de São Sebastião, ou seja, do lado nascente para norte, continua até à Vala do Moinho de São João, proximidades da Quinta da Serrada com o limite do concelho de Leiria, devidamente demarcado por estradas, serventias e ribeiro; a partir do Moinho de São João, passa pela estrada camarária até à estrada nacional n.º 1, atravessando-a e seguindo por uma serventia pública até ao rio Lena, continuando por este até um pouco acima do Casal da Ponte de Almagra, onde desagua o ribeiro do Carvalho; segue por este até à sua nascente (proximidades a norte do Casal do Alho), seguindo em recta por serventia de fazendas até ao ribeiro Agudo, que passa a poente do lugar de Bico-Sacho, seguindo por este até à sua nascente, a qual continua com a Quinta de São Sebastião, acima referida."
O artigo 3.º definia que deveria ser criada uma "comissão instaladora da nova freguesia", a nomear pela Assembleia Municipal da Batalha, constituída por: "1 representante da Câmara Municipal da Batalha; 1 representante da Assembleia Municipal da Batalha; 1 representante da Assembleia de Freguesia da Batalha; 1 representante da Junta de Freguesia da Batalha; 5 cidadãos eleitores designados de acordo com o n.º 3 do artigo 10.º da Lei n.º 11/82".
Nos artigos seguintes determinava-se que "a comissão instaladora exercerá funções até à tomada de posse dos órgãos autárquicos da nova freguesia", cujas eleições "realizar-se-ão na data das primeiras eleições autárquicas gerais posteriores à entrada em vigor da presente lei".
Finalmente, o artigo 6.º referia que "a presente lei entra em vigor em 1 de Janeiro de 1985".
A lei foi aprovada em 30 de Novembro de 1984, promulgada em 29 de Dezembro de 1984, com assinatura do Presidente da República, António Ramalho Eanes, referendada em 29 de Dezembro de 1984, com assinaturas do primeiro-ministro, Mário Soares, e do presidente da Assembleia da República, Fernando Monteiro do Amaral. E foi publicada no Diário da República – I SÉRIE – N.º 301 – 31 de Dezembro de 1984.

Actualmente
É, assim, a mais recente freguesia do concelho da Batalha, no distrito de Leiria. Mantendo quase inalteradas as fronteiras então definidas, o seu território ocupa pouco mais de 490 hectares, cujo centro dista cerca de 3 km da sede de Concelho e 8 km da sede de Distrito.
Habitada desde tempos imemoriais por povos das mais diversas civilizações, esta terra começa a ser nomeada logo nos primeiros documentos da constituição da nacionalidade portuguesa, como lugar aprazível para viver e cultivar. Estende-se ao longo do fértil vale do Lena, com vista aberta sobre o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, cuja construção terá sido um dos motores do seu crescimento populacional durante a Idade Média.
É hoje o "lar" de cerca de 1800 habitantes, cujo dinamismo social é amplamente reconhecido e faz jus ao legado histórico dos seus antepassados.
O seu nome deriva do termo latino vulpes, que significa "raposa".


Abaixo publicamos as fotos dos membros dos vários executivos da Junta de Freguesia, desde a sua criação até hoje, pela ordem de presidente, secretário e tesoureiro:


1985-1989
Pedro Menezes Monteiro
Joaquim Vieira Fernandes
José Moreira Filipe



1989-1993
José Moreira Filipe
Fernando Monteiro Bagagem
Luís Sousa Guerra



1993-1997
José Moreira Filipe
Fernando Monteiro Bagagem
Mário de Sousa Videira



1997-2001
José Moreira Filipe
José Guerra da Silva
José Lucas Ferreira




2001-2005
José Moreira Filipe
José Guerra da Silva
José dos Santos Silva



2005-2009
Carlos Alberto Monteiro Santos
José Guerra da Silva
José dos Santos Silva



Actual
Carlos Alberto Monteiro Santos
José Santos Silva
Maria de Fátima Carreira de Sousa




Centro Recreativo ganha 30 euros por cada nova conta aberta

Promotor bancário faz protocolo de campanha

O Centro Recreativo da Golpilheira celebrou um protocolo com o promotor do Banco Santander Totta, José Carlos Ferraz, mediante o qual irá receber 30 euros por cada nova conta aberta naquela instituição bancária pelos sócios ou amigos da colectividade.
A campanha estará em vigor até ao dia 15 de Março e permitirá também ao novo cliente a escolha de um prémio, mediante as condições da Super Conta Ordenado, que poderá ser uma máquina de café, um máquina fotográfica, um GPS, uma máquina de filmar, um computador portátil ou um televisor.
Para mais informações sobre este assunto, deverá consultar o referido promotor, no escritório junto ao Café Fidalgo, bem como pedir esclarecimentos no Centro Recreativo da Golpilheira ou no balcão da Batalha do banco Santander Totta.

Doação de 0,5% do IRS: Ajude os Bombeiros sem custos

Na altura de preencher o IRS, os contribuintes têm a opção de doar 0,5 % do seu IRS a uma instituição devidamente credenciada pelo Fisco. Uma delas é a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho da Batalha.
Esta doação não tem quaisquer custos, pois aquele valor é retirado do IRS que já pagou ao Estado, isto é, do valor de IRS liquidado pela Direcção de Impostos e que iria reverter para os Cofres do Estado. No caso de ter direito à restituição/reembolso de IRS, este ficará intocável, em nada ficando prejudicado.
Para doar 0,5% do seu IRS para os nosso Bombeiros, basta que na sua declaração de IRS preencha o quadro 9 do anexo H com o nome da associação e o respectivo número de contribuinte: 501239995.
Assim, está a contribuir para uma causa justa e humanitária e os Bombeiros da Batalha agradecem pela ajuda, que no fundo é para servir melhor a população do Concelho.

Câmara apoia as associações concelhias

Assinatura de protocolos

Decorreu no dia 22 de Janeiro, na sala de sessões da Câmara Municipal da Batalha, a assinaturas de protocolos entre a autarquia e as diversas associações e outras instituições de carácter social do Concelho. Com a presença do presidente do Município, António Lucas, e outros vereadores do executivo, comparecerem os representantes de todas as entidades contempladas.
Nem todas as candidaturas foram aprovadas pelo júri que as analisou. No entanto, como o presidente frisou, "o esforço da autarquia é grande e espera-se que os benefícios que daqui advenham possam contribuir para um melhor funcionamento das associações, que desempenham um papel importantíssimo no bem-estar da nossa comunidade". O autarca agradeceu ainda que todas as despesas a apresentar estejam bem documentadas, já que as inspecções são rigorosas, a fim de se evitarem problemas tanto para as associações como para o Município. No final, António Lucas agradeceu a todos os presentes, incentivando-os a "colocarem mãos à obra".
Quanto à nossa colectividade, tal como já tínhamos adiantado na passada edição, foi contemplado o "8.º Passeio TT Anjos sobre Rodas", a "17.ª Semana Cultural", o "22.º Festival de Folclore", a "Criação de sanitários para deficientes na sede" e a "Equipa de Futebol Sénior – Veteranos".
Por esta altura já se preparava o Grupo de Cantares do Planalto de São Mamede para o tradicional "Cantar das Janeiras" no átrio da Câmara. Foi um momento muito bonito, que a todos prendeu com grande atenção, ao ritmo das belas músicas cantadas e tocadas, todas com um sentido muito belo. Depois, foi o refrescar das gargantas e aconchegar dos estômagos, na sala do bar da edilidade, com um lanche oferecido pela autarquia. Esta altura foi aproveitada pelos presentes para conversarem e trocarem algumas ideias úteis para as suas associações, uma vez que os problemas que as afligem são similares.
Manuel Carreira Rito

Janeiras e Reis ouviram-se na Golpilheira

Tradições que se recordam

Embora já não se sinta a tradição com o peso de décadas passadas, há ainda sinais de que ela é lembrada por alguns grupos. Um dos mais importantes é o das crianças, pois é por elas que se garante a continuidade da memória colectiva. Assim, é de louvar a iniciativa do nosso Jardim-de-Infância que vestiu os meninos a rigor (de reis) e os levou à rua a cantar as Janeiras ou os Reis, como também se usa, por esta altura do início do ano.
Fomos encontrá-los muito bem dispostos e cheios de genica a cantar no bar do CRG, felizes por verem uma audiência atenta, interessada e sorridente. E também por receberem no fim um docinho.
Também na fria noite de 9 de Janeiro fomos surpreendidos por um grupo de escuteiros de Leiria, a cantar as Janeiras à porta de casa. Além de reavivar tradições, é também um modo de angariar algumas receitas para as suas actividades.
Uma nota especial vai para o Grupo de Cantares do Planalto de São Mamede, que andou a cantar pelo Concelho. A iniciativa, que mantêm desde há alguns anos, pretende "anunciar à população da vila um feliz Ano Novo", ao mesmo tempo que "representa o trabalho e esforço de várias dezenas de jovens de São Mamede na defesa da cultura e das tradições desta região". Tem também uma vertente solidária, pois os donativos recolhidos serão distribuídos em géneros alimentícios pelas famílias carenciadas da freguesia de São Mamede, por altura da Páscoa.
Assim, vieram no dia 22 de Janeiro dar dos votos de bom ano aos autarcas e funcionários do Município da Batalha e, no dia seguinte, visitaram a população Reguengo do Fetal e da Golpilheira.
Os cerca de trinta elementos chegaram ao nosso Centro Recreativo pelas 21h00, vestidos a rigor e com alguns acessórios típicos do povo serrano de antigamente. Formaram coro dentro do bar da colectividade e cantaram meia dúzia de músicas alusivas às boas festas e aos Reis, sendo muito aplaudidos por outros tantos ouvintes. Sobretudo depois do verso: "Vimos cantar as Janeiras / Aos lugares da Freguesia / Se não tendes que nos dar / Acolhei-nos com alegria!".
Mas havia "algo" para lhes dar... por isso, ficaram mais algum tempo connosco num beberete de convívio, pois alguns elementos do nosso rancho folclórico fizeram questão de preparar uma mesa de petiscos e bebidas para acolher devidamente o grupo visitante.
Luis Miguel Ferraz

Janeiras
Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras

Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas

Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte

Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra

Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza

Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura


A tradição
O canto das Janeiras é uma antiga tradição portuguesa que consiste na reunião de grupos que se passeiam pelas ruas no início do ano, cantando de porta em porta e desejando às pessoas um feliz ano novo. Este mês era dedicado pelos romanos ao deus Jano (em latim: porta, entrada), que era o porteiro dos Céus e por isso fundamental para a protecção contra os espíritos maus que ameaçavam o ano.
Era tradição que os romanos se saudassem em sua honra no começar de um novo ano e daí derivam as Janeiras. A tradição mais ou menos geral é que grupos de amigos ou vizinhos se juntem, com ou sem instrumentos (no caso de os haver são mais comuns os folclóricos: pandeireta, bombo, flauta, viola, etc.) e percorram as ruas, de casa em casa. Terminada a canção numa casa, espera-se que os donos tragam as janeiras (castanhas, nozes, maçãs, chouriço, morcela, etc.) Por comodidade, é hoje costume dar-se dinheiro, embora não seja essa a tradição. No fim da caminhada, o grupo reúne-se e divide o resultado, ou então, comem aquilo que receberam.
As músicas utilizadas são por norma conhecidas, embora haja letras diferentes em cada terra. Uma das mais famosas é que reproduzimos ao lado.
O cantar dos Reis é também uma antiga tradição antiga, muitas vezes cruzada com esta, mas que parece ter raízes algo diferentes. No dia de Reis, 6 de Janeiro, os "reiseiros" agrupavam-se para as celebrações conforme a categoria profissional (caixeiros, limpadores de chaminés, feirantes, instrumentistas, doutores, moradores e até estrangeiros). Durante a noite, percorriam as ruas dançando e tocando em procissões e cantavam às portas das casas. Em 1882, pelos Reis, há noticia de que "nas ruas da cidade arruavam zabumbas, ferrinhos e as gaitas-de foles anazaladas, exclusivas dos carrejões galegos". Durante as celebrações, tinha ainda lugar uma pantomina e uma espécie de Auto dos Reis.
(Alguns dados retirados de http://pt.wikipedia.org)

Batalha quer recuperar pedreira da Barrosinha

Programa de reabilitação de locais contaminados

O Município da Batalha, em parceria com outras autarquias da região Centro, apresentou uma candidatura ao Programa Mais Centro, tendo em vista a requalificação da pedreira da Barrosinha, pertença da autarquia. A candidatura insere-se no Documento Enquadrador do Eixo Prioritário III – Recuperação do Passivo Ambiental do Programa Operacional Temático Valorização do Território, elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente, que considerou as minas e pedreiras abandonadas como de intervenção prioritária, atendendo às suas especificidades.
Pretende-se "garantir meios financeiros que suportem a reabilitação da pedreira da Barrosinha, resolvendo, em paralelo, a possibilidade da contaminação dos solos e dos sistemas aquíferos". Para tal deverão ser necessários cerca de 204.000 euros.

Sócrates escolheu estadia na Batalha

Comitiva em "Governo Presente" no Distrito

O primeiro-ministro José Sócrates fez-se acompanhar de um numeroso número de ministros e secretários de Estado, no passado fim-de-semana de 9 e 10 de Janeiro, na primeira realização da iniciativa "Governo Presente", pela qual pretende salientar o diálogo de proximidade com os autarcas e outros actores locais sobre os assuntos da governação.
Em périplo pelo distrito de Leiria, onde procurou inteirar-se das suas valências e dificuldades, a comitiva governamental decidiu instalar-se no Hotel Villa Batalha, junto ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Aí decorreu também o almoço de trabalho com os presidentes e outros autarcas das 16 câmaras distritais, onde não faltaram os assuntos mais quentes, como a poluição das suiniculturas, a crise nas empresas ou as necessidades ao nível das acessibilidades.
No caso da Batalha, o presidente da autarquia, António Lucas, insistiu na exigência de não serem colocadas portagens na futura variante ao IC2, para que se cumpra o seu objectivo, que é retirar o máximo trânsito possível da frente do Mosteiro. De facto, já por diversas vezes o autarca tem defendido que as portagens naquela via irão fazer com que os veículos, sobretudo os pesados, continuem a circular pela estrada actual, o que será falhar completamente o principal objectivo da construção da variante.
Depois desta reunião, em relação a este e aos outros temas discutidos, resta agora esperar para ver se este "Governo Presente" se revelará em Governo eficiente.
LMF

Informática gratuita nas freguesias

Sessões destinam-se à população activa do Concelho

Num projecto que envolve o Projecto Leiria Região Digital, a ADAE e a Câmara da Batalha, iniciou-se já um conjunto de sessões de informática para a população activa de todo o Concelho.
A formação decorre num veículo adaptado especialmente para o efeito, onde se disponibilizam gratuitamente computadores com acesso à internet e impressoras. As sessões serão orientadas por monitores especializados na área das novas tecnologias, e as matérias a abordar compreendem formação básica ao nível do processamento de texto, edição de imagem e acesso à internet.
Decorrerão próximo das respectivas Juntas de Freguesia, no seguinte calendário:
São Mamede – Terças-feiras, das 10h00 às 11h00 e das 11h00 às 12h00 (2 turmas)
Reguengo do Fetal – Terças-feiras, das 14h00 às 15h00 e das 15h00 às 16h00 (2 turmas)
Golpilheira – Quartas-feiras, das 10h00 às 11h00 e das 11h00 às 12h00 e das 14h00 às 15h00 e das 15h00 às 16h00 (4 turmas).
No caso da freguesia da Batalha, as sessões estarão mais vocacionadas para a população sénior, decorrendo as aulas numa sala devidamente equipada, no quartel dos Bombeiros Voluntários, em horários ainda por definir.

"7 Maravilhas Naturais de Portugal"

Batalha candidata Grutas da Moeda e o Maciço Calcário Estremenho

Celebra-se em 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade, motivo que levou a empresa "New 7 Wonders Portugal" a lançar o concurso para eleição das "7 Maravilhas Naturais de Portugal". Pretende-se sensibilizar os portugueses para a necessidade de preservar o património natural do País, reforçando um movimento ambientalista que cresce a nível global e pretende ser uma referência no contributo para a sustentabilidade ambiental.
De facto, esta eleição antecipa a campanha mundial para eleger as "7 Maravilhas da Natureza", em 2011, sendo por isso um projecto pioneiro, que coloca os olhos do mundo nas imensas belezas naturais de Portugal. Segundo Bernard Weber, criador deste movimento global e presidente da "New 7 Wonders Foundation", divulgar e preservar o património natural é hoje uma prioridade a nível mundial, pois "se queremos salvar alguma coisa, primeiro precisamos de saber apreciá-la realmente".
O Município da Batalha apresentou duas candidaturas a concurso, as Grutas da Moeda e o Maciço Calcário Estremenho. Segundo nota da autarquia, "esta selecção leva em linha de conta a importância que apresentam no contexto natural da região, bem como o seu enorme valor turístico".
Quanto às Grutas da Moeda, enfatiza-se na candidatura o facto de estas formações calcárias serem consideradas as mais belas de Portugal, constituídas por calcários micríticos das Serras de Aire a partir dos quais se podem observar estalagmites e estalactites únicas.
Já na candidatura do Maciço Calcário Estremenho, que envolve institucionalmente o Município de Porto de Mós, a candidatura evidencia que esta mancha de relevo representa a mais importante zona calcária de Portugal, abrangendo as Serras de Aire e Candeeiros e os planaltos de Santo António e de São Mamede. Na explicação formulada, é ainda apontado que o substrato calcário corresponde ao elemento fundamental da paisagem, sendo possível observar diversos valores naturais, designadamente geomorfológicos, que resultam de processos de dissolução das rochas na água, em sequência de uma permeabilidade elevada, tais como: grutas, algares, escarpas, campos de lapiás, vales secos, polje, dolinas, entre outros.
Para votar, os interessados devem visitar o site www.7maravilhas.sapo.pt e seleccionar as respectivas categorias. As votações decorrem de Março a Setembro.

"Pão para as crianças do padre João"

Campanha de solidariedade

O padre João Monteiro da Felícia, um missionário da Consolata natural da Golpilheira, paróquia da Batalha, está há já alguns anos no Brasil, onde oferece o seu amor a Jesus Cristo, no serviço aos mais desfavorecidos. Daqueles que, ainda antes da fé, precisam de pão para a boca. O Jornal da Golpilheira tem em curso uma campanha para a oferta de uma "cesta de alimentos", no valor de 10 euros, que é a ajuda que o padre João tenta entregar todos os meses às famílias que têm crianças a morrer à fome.
Desde Janeiro de 2006, enviámos um total de 2630 euros, o que deu para 263 cestas...
Este mês de Janeiro recebemos:
- Anónimo - 5 cestas (50 euros)
- Vítor Matos Martins - 6 cestas (60 euros)
- Luís Henriques da Cruz Monteiro - 5 cestas (50 euros)
- Anónima - 1 cesta (10 euros)
- Anónima da Faniqueira - 5 cestas (50 euros)
- António Rosa - 2 cestas (20 euros)

Colabore! Seja solidário...
Contacte:
• CRG - R. Baçairo, 856 - 2440-234 GOLPILHEIRA
• Pe. José Gonçalves (Pároco da Batalha)
• António Monteiro Rosa (Casal de Mil Homens)
...e poupe nos impostos!
Os Missionários passam recibo da sua oferta, que poderá deduzir no IRS. Basta que junte ao donativo o seu nome, morada completa e o n.º de contribuinte.


Cartas do Brasil
Queridos familiares e amigos colaboradores. Como vedes pela carta que vos reencaminho, ainda distribuo um pouco em Jaguarari, onde eu trabalhei durante 4 anos. A caridade não tem limites. O pouco com Deus é muito. A carta que vos mando é bem clara. O Brasil são muitos Brasis. Não vos deixeis enganar pela propaganda. Há muita gente com fome. Muito obrigado por tudo e boas festas-
Pe. João da Felícia

Carta das famílias da Bahia aos amigos de Portugal
É com muita alegria que nós que fazemos parte da equipe solidária da Paróquia de São João Batista de Jaguarari – Bahia vos saudamos.
Queremos agradecer a todos vocês pela colaboração dada com muito carinho às nossas crianças e famílias, pois com a vossa colaboração distribuímos as cestas básicas, tiramos estas famílias da FOME e de DOENÇAS.
As famílias agradecem, mas também nós queremos em nome delas agradecer a vocês. E também agradecer ao nosso querido e irmão Padre João Monteiro, que veio para o nosso meio nos trazer alegria e tirar as famílias da miséria, com a contribuição de vocês.
Se não fosse esse nosso irmão a nos ajudar como estariam essas famílias?
Junto ao agradecimento vai também a nossa oração por todos vocês e que Deus nosso Pai criador lhes dê tudo em dobro.
O Pe. João neste 2.º semestre nos ajudou com a quantia de R$ 1.200,00 [cerca de 500 euros], todos os gastos incluídos.
Agradecemos não só pelo dinheiro e pela ajuda que vocês todos nos dão, mas pela caridade que fazem com este povo tão carente de nossa cidade que precisa muito de ajudas solidárias como estas.
Temos a certeza que a vossa generosidade vai ainda continuar.
Pedimos a Nossa Senhora de Fátima que proteja todos vocês. Não vos esquecemos.
Atenciosamente,
Equipe de caridade
Paróquia São João Batista de Jaguarari Bahia

"Contra a pobreza e a exclusão social"

União Europeia define tema para Ano Europeu 2010

O princípio de solidariedade está na base da construção europeia. Por isso, a União Europeia (UE) e os Estados membros proclamaram 2010 como "Ano Europeu Contra a Pobreza e a Exclusão Social" (AECPES). Uma ocasião para reafirmar o compromisso político da UE feito em Lisboa para "realizar uma reviravolta decisiva na luta contra a pobreza".
São quatro os objectivos principais: "reconhecer o direito das pessoas em situação de pobreza e exclusão a viverem de modo digno e participarem de modo activo na sociedade; partilhar responsabilidades e maior participação na estratégia contra a pobreza, através de uma acção conjunta de todas as entidades públicas e privadas; promover uma maior coesão social, na qual cada um esteja plenamente consciente dos benefícios que traz à sociedade a erradicação da pobreza; renovar o compromisso e a acção concreta da UE e dos Estados membros, no esforço comum para a inclusão social".

Tema pertinente
O ano foi inaugurado no dia 21 de Janeiro, em Madrid, no âmbito do semestre espanhol da presidência da UE e contou com a participação de todos os Estados membros, com a Islândia e a Noruega. Entre as actividades programadas, estão conferências, debates, seminários e campanhas de sensibilização, para dar voz a quem é obrigado a viver na marginalização social, mas sobretudo para estimular uma forte tomada de consciência e assumir uma maior responsabilidade na luta contra a pobreza.
A pobreza é normalmente associada aos países em vias de desenvolvimento, nos quais a subnutrição, a fome e a falta de água limpa e potável são desafios quotidianos. Contudo, a Europa também é afectada pela pobreza e pela exclusão social. Apesar de estes problemas não serem tão visíveis e gritantes, são ainda assim inaceitáveis. A pobreza e a exclusão de um indivíduo implicam o empobrecimento de toda a sociedade. O tema havia sido definido no início de 2008, quando a economia florescia e nada fazia prever a tempestade financeira que se avizinhava. Ninguém então imaginava o estado em que estaria a Europa neste sector. Depois de uma crise económica sem precedentes e que levou à falência centenas de empresas e ceifou milhares e milhares de empregos, dificilmente se poderia pedir um tema mais pertinente para dar o mote ao Ano Europeu. Um europeu em cada dez pertence a uma família em situação total de desemprego. As crianças constituem a camada social mais exposta à chaga da pobreza: com 19 milhões de menores em condições de precariedade e de exclusão.

Cerca de 80 milhões de pobres na Europa
Um quinto da população europeia é afectada pela pobreza e exclusão social. No primeiro semestre do ano 2009, foram feitos 1836 pedidos de apoio social, segundo dados da Amnistia Internacional, um aumento de 24% em relação ao ano anterior. São cerca de 80 milhões os europeus que vivem sob a ameaça da pobreza, enfrentando a insegurança da falta de emprego, segurança social, assistência médica e qualidade de vida que muitas pessoas davam por direitos adquiridos. Apesar de a UE ser uma das regiões mais ricas do mundo, 17% da sua população não tem os meios necessários para satisfazer as suas necessidades mais básicas.

Portugal à beira da explosão
Em Portugal, não fossem os apoios sociais e 41% das pessoas estariam abaixo do limiar da pobreza. Segundo o Eurobarómetro de Outubro, 61% dos cidadãos nacionais acreditam que o nível de pobreza aumentou fortemente nos últimos 12 meses. A sondagem também revela que muitos já esticaram os rendimentos até ao limite e começam a sentir na pele as dificuldades. Os dados revelam ainda que 88% dos portugueses dizem não poder pagar dívidas que subam acima dos 1000 euros nos próximos 12 meses. E é cada vez mais difícil fazer face às despesas fixas: 6% estão a deixar de pagar algumas contas, 37% dizem que lutam constantemente para as pagar e 36% dizem que, de vez em quando, têm dificuldades. Por último, 16% dos portugueses admitem que, no último ano, pelo menos por uma vez ficaram sem dinheiro para pagar as contas fixas ou comprar bens de primeira necessidade.
Segundo os indicadores do Instituto Nacional de Estatística divulgados recentemente, em 2008, 18% dos portugueses (quase dois milhões de pessoas) viviam abaixo do limiar da pobreza. Número que não era maior graças aos apoios sociais (as pensões representam 16% e os restantes apoios 7%). Ou seja, feitas as contas e, sem os apoios sociais, 41% da população portuguesa vive abaixo do limiar da pobreza. Tenha-se ainda em conta que o próprio Estado entrou num caminho que vai dificultar a manutenção destes apoios.

Solução apontadas
A Europa só pode ser forte se utilizar ao máximo o potencial de cada um dos seus cidadãos. Um valor fundamental da UE é a solidariedade, particularmente importante em tempos de crise. A palavra "União" diz tudo – enfrentamos juntos a crise económica e é esta solidariedade que nos protege a todos.
Aqui ficam alguns desafios do muito que podemos fazer juntos:
- Encorajar a participação e o compromisso político de todos os segmentos da sociedade para participarem na luta contra a pobreza e a exclusão social, desde o nível europeu ao nível local, no sector público e no privado;
- Motivar todos os cidadãos europeus a participarem na luta contra a pobreza e a exclusão social;
- Dar voz às preocupações e necessidades de todos quantos vivem situações de pobreza e de exclusão social;
- Dar a mão a organizações da sociedade civil e a ONG na área da luta contra a pobreza e a exclusão social;
- Ajudar a derrubar os estereótipos e a estigmatização da pobreza e exclusão social;
- Fomentar uma sociedade que garanta a qualidade de vida, o bem-estar social e a igualdade de oportunidades para todos;
- Reforçar a solidariedade entre gerações e garantir o desenvolvimento sustentável.

Programa Nacional
O Governo português nomeou um coordenador nacional – o presidente do conselho directivo do Instituto da Segurança Social – como responsável pela definição do programa nacional para este Ano Europeu, cujas iniciativas a prosseguir "deverão contribuir de forma eficaz para reconhecer o direito fundamental das pessoas em situação de pobreza e exclusão social a viver com dignidade e a participar activamente na sociedade".
O programa nacional estrutura-se em torno de quatro eixos estratégicos:
- Contribuir para a redução da pobreza (e prevenir riscos de exclusão);
- Contribuir para a compreensão e visibilidade do fenómeno da pobreza e seu carácter multidimensional;
- Responsabilizar e mobilizar o conjunto da sociedade no esforço da erradicação das situações de pobreza e exclusão;
- Assumir a pobreza como um problema de todos os países, eliminando fronteiras.

Tragédia no Haiti motiva onda de solidariedade

Um apelo, muitas formas de ajudar…

Não será preciso adiantarmos muitos pormenores sobre a tragédia provocada pelo sismo registado no Haiti, na semana passada. Os relatos e as imagens em directo já fizeram com esse acontecimento seja parte da nossa própria história, sendo difícil a qualquer um de nós ficar-lhe indiferente.
Além da capital, Port-au-Prince, o abalo deixou outras três cidades haitianas completamente destruídas e muitas outras com danos graves. As fontes noticiosas falam em cerca de 200 mil mortos e quase dois milhões de feridos e desalojados. No final da primeira reunião internacional de avaliação dos estragos, foi divulgado que a reconstrução do Haiti poderá custar sete mil milhões de euros e demorará cinco anos.
Entretanto, centenas de voluntários de diversas entidades públicas e privadas, algumas portuguesas, estão no terreno a prestar auxílio às vítimas e começam a chegar os primeiros carregamentos aéreos de ajuda humanitária, sobretudo roupas, produtos de higiene, medicamentos, produtos alimentares e água. Mas este apoio é ainda muito limitado para as necessidades de um País que era já dos mais pobres do mundo e que está agora semi-destruído.
O financiamento para a reconstrução do país está a ser discutido por um comité internacional, que engloba a ONU, Estados Unidos, União Europeia, Canadá, Brasil e México. A União Europeia já revelou que vai enviar ajudas no valor de 200 milhões de euros, com Portugal a assumir a comparticipação de 1 milhão. Mas toda a ajuda será pouca e nunca é demais lembrar que uma migalha de cada um de nós poderá ser importante para matar a fome a uma das vítimas dessa catástrofe.
Assim, nesta edição publicamos o apelo da Cáritas Portuguesa, a que a nossa estrutura diocesana se associou, mas damos nota de outras formas concretas de concretizar essa ajuda.

Cáritas lança campanha
A Cáritas Portuguesa lançou já uma campanha de solidariedade, disponibilizando de imediato alguns milhares de euros à Cáritas do Haiti e espera, a par das anteriores campanhas realizadas pela nossa instituição, que o nosso povo dê uma resposta ampla, generosa e inequívoca nesta hora de dor dos irmãos que vivem naquele país do Caribe. Somos cristãos. É porque fazemos da nossa crença uma religião viva que vamos mostrar, uma vez mais, que a nossa solidariedade é real. O donativo pode ser feito em transferência para o NIB 003506970063000753053.

UNICEF
A resposta da UNICEF, em coordenação com outras agências das Nações Unidas, a Cruz Vermelha Internacional e o Crescente Vermelho, destina-se prioritariamente às crianças e mulheres, que são a camada da população mais vulnerável em tempos de crise. Perto de 50 por cento dos 10 milhões de habitantes do Haiti são crianças com menos de 18 anos. Apesar de já ter disponibilizado alguns milhões de euros, a agência diz que é urgente mais financiamento, artigos médicos e de saúde, kits familiares para abrigo, e fornecimentos para o sector de água e saneamento. Os donativos podem ser efectuados em www.unicef.pt, por transferência para o NIB 003500970000199613031, ou nas caixas Multibanco (Transferências > Ser Solidário > UNICEF). Para o comprovativo para efeitos fiscais, seleccionar a opção "Factura" e introduzir o número de contribuinte.

FAIS
A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (FAIS) avançou também com ajuda de emergência, após contacto com os bispos e o núncio apostólico no Haiti. A secção portuguesa lançou uma campanha, lembrando que "a Igreja Católica não deixará de entrar imediatamente em acção, através das suas instituições de caridade, indo ao encontro das carências mais prioritárias da população". Os donativos podem ser feitos no site www.fundacao-ais.pt ou por transferência bancária para o NIB 003201090020002916073.

Cruz Vermelha
A Cruz Vermelha Portuguesa enviou de imediato 250 mil euros para as operações humanitárias que estão a ser conduzidas pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha/Crescente Vermelho, que no dia 16 tinham já disponibilizado cerca de 400 trabalhadores e um total de 73 milhões de euros, para socorrer as necessidades de 300.000 pessoas (60.000 famílias) durante um período de três anos. Os donativos podem ser feitos nas caixas Multibanco ou por netbanking (Transferências > Ser Solidário > Cruz Vermelha, ou Pagamento de serviços > entidade 20999 > referência 999 999 999). Seleccionar opção de factura para obter logo o comprovativo de donativo para efeitos fiscais. No caso de transferência, são vários os NIB:
003300004530761069105
003500270008240223053
001000003631911000174
000700000014968739423
003600879910005371651
003201170020102246475
003800570062952077172.

Oikos
A Oikos disponibilizou também fundos próprios para o arranque da missão no Haiti, que será liderada por Sandra Lopes, de nacionalidade portuguesa, coordenadora da delegação da Oikos em Cuba. A sua resposta estende-se por três fases, passando pela ajuda na emergência, reabilitação e apoio ao desenvolvimento. Em situações humanitárias como estas características a Oikos privilegia o apoio a nível de água e saneamento, abrigo temporário e alimentação. Os fundos podem ser enviados por transferência para o NIB 003503550002952963085.

PT e TMN
A Campanha de Solidariedade PT arrancou no dia 15: cada chamada realizada para o 760 206 206 apresenta o valor de 60 cêntimos (+IVA), que reverterá a favor da AMI, da Cruz Vermelha e dos Médicos do Mundo, presentes no Haiti. Dada a adesão de cerca de 80 mil portugueses, a TMN passou a disponibilizar também a possibilidade de abraçar esta causa através do simples envio de SMS. Basta enviar para o número 61906, em que cada SMS enviada apresenta o valor de 60 cêntimos (+ IVA), que reverterá a favor da AMI.

Poemas de Natal...

Natal em montanha da Judeia

No momento expedito
Uma delas subira a colina
E logo a saúda e ao Bendito
Outra mãe com filho em surdina

Jesus vivinho a João
Maria levou a santificar
Das Mães vibra o coração
Por inatos bebés a cantar

Ainda eram nadinhas
Apenas em água se moviam
Sem se dar em vistinhas
Só as mães os sentiam.

Um de ser ali pequenino
Ao outro se manifesta
Cada um no seu ninho
Com as mães a fazer festa

Dois nadinhas de ser
São grandezas de amor
Mesmo antes de nascer
Erguendo mães em louvor.
Aires Gameiro



O poder do Natal

Luzes, cores,
carinho, festas,
traduzem
a alegria do povo,
comemorando o
novo significado
de viver.

Há um perfume
de cipreste no ar...
um colorido em
cada veste, uma
esperança em cada
olhar,
na sinfonia
celeste do poder.

O Natal abre presentes
e passados,
aperta abraços,
convence a humanidade
de que o amor
existe!

É o poder do Natal
que ressoa,
renovando tudo,
prometendo a todos
a paz que não
se esgotou,
está escondida
na sua árvore de vida
e você por distracção
ainda não encontrou.
Ivone Boechat



Dar ânimo ao Ano Novo

Seja bem-vindo Ano Novo
Ao chegares, pareceste desconfiado
Com a chuva e o vento
Ficaste um pouco desorientado.

O que os antepassados passaram
Por cá, pouco nos lembramos,
Quando não se espera
Há lágrimas e danos.

O previsto é incerto
Da natureza são coisas normais,
Famílias desesperadas e animais famintos
Vivem no meio de trevas e tantos ais.

O ano que está a principiar
Bom ou mau, não podemos desanimar.
Pensar sempre o positivo
Não nos pormos a adivinhar.

Uma palavra de esperança
Para os obstáculos vencer,
Contar apenas o dia a dia
E a saúde também queremos obter.

Governantes de todo o mundo
Ouvi meu pedido de clemência,
As injustiças sejam descobertas
Com verdadeira consciência.
Cremilde Monteiro

O Jornal da Golpilheira agradece e retribui os votos de Boas Festas enviados por diversos meios pelas seguintes entidades e pessoas:

• &KTAL • 2Dance (Michelle Vieira) • 4gift • 4porQuatro • ACILIS – Associação Comercial e Industrial de Leiria, Batalha e Porto de Mós • ACRENARMO – Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Ex-Residentes de Moçambique • Adega Cooperativa da Batalha • Aires Gameiro • Alexandre Manuel • Alfabeto – Jornal da Escola Secundária da Batalha • Alzira Pedroso • AMIGrante – Associação de Apoio ao Cidadão Migrante • António Lucas • António Luís • António Manuel • As Lollypops • Assembleia Municipal da Batalha • Associação Coral Calçada Romana • Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Batalha • Associação Nacional de Jovens Empresários - Núcleo do Centro • Associação Orfeão Dr. João Antunes • Associação Portuguesa de Solidariedade Mãos Unidas P. Damião • Associação Portuguesa dos Amigos do Fado • Banema • Bertrand Editora (Berta Lopes) • C&C – Consultores de Comunicação (Evaristo Moura) • Caldas da Rainha - Capital do Comercio • Câmara Municipal da Batalha • Câmara Municipal da Marinha Grande • Câmara Municipal de Ourém • Carlos Alberto Vieira • Casa-Museu / Centro Cultural João Soares • Centro Cultural e Congressos – Caldas da Rainha • Centro de Comunicação Social do Santuário de Fátima • Centro Hospitalar Nossa Senhora da Conceição - Santa Casa da Misericórdia da Batalha • Centro Infantil Moinho de Vento – APDRB • Centro Paroquial de Assistência do Reguengo do Fetal • Centro Social e Cultural da Paróquia de São Mamede • CIP - Confederação da Indústria Portuguesa • Coimbra iParque • Comando Distrital da Protecção Civil (José Manuel Moura) • Comunicação Livre • Cristina Marques • Daniel Soares de Oliveira • Daniela Sousa • Dora Felizardo • Eleonora Magalhães • Enviar • Escola Secundária da Batalha • Espaço Libris • Estado-Maior do Exército • Estrela Neiva • Evok • Exposalão • Força Aérea Portuguesa • Fundação Ajuda à Igreja que Sofre • Fundação S. João de Deus (David Silva) • Gabinete de Congressos CMStatus • Grande Hotel de Luso • Grupo GCI • Grupo Missionário Ondjoyetu • Guerra e Paz Editores (Tânia Raposo) • Home Instead Senior Care • Hotel Villa Batalha • illiCO Obras • INE - Serviço de Comunicação e Imagem (Isabel Silva) • Instituto Europeu de Ciências da Cultura Padre Manuel Antunes • Instituto Imprensa Democrática • Instituto Politécnico de Leiria • Instituto Português da Juventude – Centro (Miguel Nascimento) • IPEFI – Instituto Português de Estudos Fiscais Internacionais • Ivone Boechat • João Costa e Melo • João Lagos Sports • João Pedro Rei • Jornal A Voz do Domingo • Jornal da Batalha • Jornal das Cortes • Jornal de Leiria • Jornal O Interior • Jornal O Mensageiro • Jornal Região de Rio Maior • José Batista de Matos • José Diogo (Assistente CTT) • José Jordão da Cruz • Laboratório Virgílio M. Roldão (João Gomes) • Leninveste • Lizauto • Maria Cândida Martinho • Maria da Luz Moreira • Matilde Noca • Missionários da Consolata • Moita Francisco • Multicom Comunicação (Sónia Matos) • Município de Avis • Museu de Arte Sacra e Etnologia de Fátima - Missionários da Consolata • Natureza Brincalhona • NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria • Notícias do Centro • Objectivo24 • Oeste.tv • Open Comunicación • Óptica Cunha Fonseca • Orquestra Clássica do Centro • Palferma • Papiro Editora (Narcisa Moura) • Partido Ecologista Os Verdes • Paulo Bagagem • Pe. Américo Ferreira • Pe. João Monteiro Felícia • Pe. Vítor Mira • Pedro Jerónimo • Pequenos Vícios – Jóias • PLi – Planeamento Informático • Pneus 32 • Polirigido • Portugalmail (Manuel Costa) • Presidência do Conselho de Ministros • Primeware • Prodigentia • Prova de Artista • Publicittà • Rádio Alto Ave • Rádio Batalha • Rádio Elvas • Rancho Folclórico Rosas do Lena • REAPN – Rede Europeia Anti Pobreza / Portugal • Redicom • Representação da Comissão Europeia em Portugal • Restaurante Santa Rita • Revista Invest (João Paulo Leonardo) • Ricardo Cardoso • Sandra Tavares • Santuário de Fátima (Pe. Virgílio Antunes) • Selecções do Readers Digest • Seminário de Leiria (Pe. Armindo Janeiro) • Serafim Marques • Sílvia Reis • SIMLIS – Saneamento Integrado dos Municípios do Lis (Sandra Vieira) • Sistema 4 (Pedro Oliveira) • Socirema • SRUFÁTIMA – Sociedade de Reabilitação Urbana de Fátima • Telepataias • Terra Ocre Edições / Palimage (Jorge Fragoso) • Textiverso (Carlos Fernandes) • Turbus Portugal (Cristina Félix) • Turismo de Leiria-Fátima • Turiworld • Twice Design Services • UAU • Valdemar Rodrigues • Veneza Hotel • Virtualnet (Luís Frazão) • Webcomum •

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Revista do Ano: A vida da Golpilheira em 2009

Janeiro
No primeiro mês de 2009, em que iríamos completar os primeiros 25 anos da criação da Freguesia da Golpilheira, fomos espreitar as obras da nova sede da Junta. Já se via a estrutura básica do edifício e as obras seguiam a todo o fôlego. Falámos ainda das festas de Natal das nossas escolas, do concurso de presépios da Golpilheira, da nova direcção dos Bombeiros Voluntários da Batalha constituída apenas por mulheres, do concerto jazz de Marta Hugon no auditório municipal e, no mesmo local, da formação sobre a doença de Alzheimer promovida pela Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima.

Fevereiro
Em Fevereiro, o destaque foi para as “imagens do Carnaval”, com reportagem dos principais eventos na Golpilheira e na Batalha, sobretudo protagonizados pelos meninos e meninas das nossas escolas. Foram também chamados à primeira páginas assuntos como a visita e os parabéns da ASAE ao Restaurante Etnográfico da Golpilheira, o lançamento de oito “medidas anti-crise” pelo município da Batalha, os novos e “baratos” serviços no hospital das Brancas, o anúncio da 7.ª edição do Passeio TT Anjos sobre Rodas, e uma homenagem a duas figuras de proa da nossa História: o Padre António Vieira e Nuno Álvares Pereira, com santificação marcada para Abril.

Março
A reportagem deste mês foi sobre o 7.º Passeio “Anjos Sobre Rodas”, que encheu a Freguesia com a festa do todo-o-terreno, mas a primeira página recebeu em grande plano uma imagem feita por uma menina da escola da Golpilheira, para apresentar um caderno especial sobre “A árvore e a Água”, em que os mais pequenos foram os redactores e ilustradores principais. Demos nota também da passagem do contador de histórias Jorge Serafim pela nossa colectividade, dos 20 anos da Rádio Batalha, da conferência do Bispo diocesano na paróquia, do novo livro de Saul Gomes sobre Vinhos e História na Alta-Estremadura, e da passagem da Golpilheira às meias-finais das taças distritais de seniores e juniores de futsal feminino.

Abril
Estava a decorrer nesta altura uma limpeza nas margens do rio Lena, junto à Canoeira. A esse propósito, perguntávamos se “o povo voltará a lavar no rio?”, chamando a atenção para a necessidade de um olhar mais atento de todos, instituições e pessoas, para a preservação deste nosso importante recurso hídrico. Ainda em Abril, entrevistámos o presidente António Lucas a propósito da candidatura a mais um mandato na Câmara Municipal, publicámos o programa de mais uma Semana da Juventude da Batalha com Rita Redshoes a encabeçar o cartaz, e fazíamos festa com o futsal feminino do CRG: “seniores são tricampeãs e vão à final da Taça Distrital e à Taça Nacional; juniores ganham Taça Distrital e (serão) pentacampeãs”.

Maio
Em Maio, o edifício da Junta estava quase pronto e anunciava-se a data de inauguração para o dia 14 do mês seguinte. Voltando ao desporto, “Golpilheira Ganha Tudo” resumia o cenário das conquistas do futsal feminino, nas taças e campeonatos distritais de seniores e juniores. Informámos também que a Assembleia Municipal tinha dado mais um passo para a construção do pavilhão desportivo na nossa freguesia, ao declarar o projecto de “utilidade pública” para desafectação de uma parcela de terreno em REN. Destaque ainda para a “adopção” de um troço do rio Lena por alunos da Secundária da Batalha num projecto ambiental da SIMLIS, para os 31 anos dos Bombeiros da Batalha e para o programa da FIABA.

Junho
A obra há muito esperada foi inaugurada no dia 14 de Junho, com uma enchente de povo num dia marcado pela festa. A nova sede da Junta da Golpilheira apresentou-se com todas as condições de modernidade para dar resposta às necessidades locais, num ano em que se completavam os 25 anos sobre a criação da Freguesia (31 de Dezembro de 1984). Demos conta também neste mês de uma assembleia-geral com eleições para os corpos gerentes do CRG que se revelou muito especial, falámos do caso mediático do “golpilheirense que votou duas vezes” e anunciámos a festa dos 40 anos da nossa associação.

Julho
Em Julho destacámos uma reunião que juntou as duas comissões das igrejas da Golpilheira com mais algumas pessoas preocupadas com o futuro da comunidade cristã. “É preciso renovar a igreja e a Igreja”, dizíamos em referência à necessidade de obras na igreja de Nossa Senhora de Fátima e também de pensar formas de motivar a maior união entre todos, ponderando-se inclusive a união das duas comissões numa única equipa responsável pelo património religioso da freguesia. A ideia ficou a pairar... Neste mês saiu a reportagem da festa no CRG e os programas das festas da Golpilheira, S. Bento e Batalha, fizemos uma entrevista ao professor Manuel sobre a escola e revelámos o lançamento da equipa de veteranos de futebol do CRG.

Agosto
Em plenas férias, começámos a pensar o ano lectivo seguinte, perguntando: “(Que?) Educação sexual obrigatória”. O Governo aprovou uma lei para se iniciar neste ano a educação sexual em todas as escolas, mas os professores e os pais não tinham sido minimamente preparados. Sendo um assunto tão importante, achámos por bem alertar os leitores para o que poderia vir aí... a não ser que tudo não passasse do papel. Parece que estávamos a adivinhar. A edição trazia ainda reportagens das festas de Verão e um caderno especial sobre São Nuno de Santa Maria, com um texto histórico de Saul Gomes e a nota pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa.

Setembro
Em Setembro, o Jornal da Golpilheira anunciou uma iniciativa que pretendia preparar os eleitores para as autárquicas que se aproximavam e, ao mesmo tempo, promover a discussão sobre o futuro da Freguesia, neste ano de comemoração dos seus 25 anos: um debate com todos os cabeças de lista às eleições para a Junta, intitulado “Golpilheira 25 Anos!”. Relatámos também o “regresso às aulas na (quase) normalidade”, publicámos a alocução de Saul Gomes nas comemorações da Batalha de Aljubarrota, resumimos a carta “Ir ao coração da Igreja” do Bispo diocesano para este ano pastoral, e entrevistámos o atleta golpilheirense Olivier Pedroso, que acabara de ingressar no Centro de Alto Rendimento do Jamor.

Outubro
Na edição em que o Jornal comemorou os 13 anos de fundação, o destaque foi para o resumo das principais ideias veiculadas pelos candidatos à Junta no debate “Golpilheira 25 Anos!”. A palavra “futuro” marcou as intervenções, corroborando a dinâmica construtiva que esteve na origem desta nossa iniciativa. Quanto às eleições, publicámos os resultados das legislativas e das autárquicas no Concelho e na Freguesia, onde o PS levou a melhor a nível nacional, mas o PSD dominou localmente. Em ano comemorativo, a 16.ª edição da Semana Cultural da Golpilheira foi recheada de eventos para todos os gostos, desde os almoços dos idosos e dos amigos, aos colóquios, sessões de cinema, arraiais populares e noite de moda.

Novembro
Em Novembro, anunciava-se mais uma iniciativa do Jornal da Golpilheira, no âmbito das comemorações dos 25 anos da Freguesia. Iríamos editar um livro com 113 documentos históricos recolhidos, transcritos e analisados pelo historiador Saul António Gomes. Pretendia-se uma edição de luxo, com qualidade gráfica e de conteúdos para passar a ser também um marco cultural de referência na história desta novel freguesia mas tão antiga povoação. Faltava ainda recolher apoios para concretizar a obra. Neste mês, a tomada de posse dos novos executivos locais, com o apelo ao “funcionamento ordeiro e colaborante dos seus membros”, e várias iniciativas culturais e desportivas marcaram a nossa primeira página.

Dezembro
O nosso livro ganhou forma e granjeou apoios: o Município da Batalha louvou a iniciativa e decidiu por unanimidade co-editar a obra connosco, e outros mecenas aceitaram financiar o projecto, que deveria ficar pronto no final de Janeiro de 2010. No mês do Natal, um caderno especial foi preenchido com a mensagem do Bispo, a reportagem das muitas festas para as nossas crianças e um trabalho sobre o tema do “presépio”. Falámos ainda do descerrar de uma lápide pela Comissão da Igreja da Golpilheira a agradecer à família Coelho Pereira a doação de terrenos, do orçamento camarário para o novo ano, da formação de atletas nas escolas do CRG e da aventura de um golpilheirense na 12.ª edição das “24 Horas TT” de Fronteira.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Edição 151 - Dezembro 2009

EDITORIAL | Boas Festas!

Poucas palavras, para dizer o essencial: Santo Natal e feliz passagem ao Novo Ano! São os nossos votos para todos os amigos, em especial aos muitos anunciantes que quiseram ajudar-nos a produzir esta edição mais colorida, e aos leitores, aos quais oferecemos imagens das várias festas de Natal das nossas crianças e ainda algumas mensagens, textos e fotografias desta bela quadra.

Damos também nota de que o livro de documentação histórica sobre a Golpilheira está quase pronto e deverá ser apresentado no final de Janeiro (ver página 13). Na próxima edição, contaremos todos os pormenores...