quinta-feira, 30 de julho de 2009

Entrevista ao professor Manuel Ribeiro | "Há um bom ambiente neste estabelecimento de ensino"

A encerrar o ano lectivo, entrevistámos o professor Manuel Ribeiro, responsável da Escola do 1.º Ciclo da Golpilheira. Quisemos saber como decorreu o ano escolar, qual a sua leitura da actualidade do ensino e como as crianças da nossa freguesia vivem esta importante fase do seu crescimento. E perguntámos também o que poderá ser melhorado para um ensino com mais qualidade.

Em linhas gerais, como decorreu este ano lectivo na escola da Golpilheira?
Os programas curriculares foram cumpridos. Claro que há sempre alguns alunos que o não conseguem. É uma situação lamentável, mas que acontece. Em geral, os alunos obtiveram um bom aproveitamento. No entanto, o objectivo é sempre melhorar os seus níveis de competências. Para isso, é preciso continuar o trabalho com muito rigor e empenho. Assim será, estou certo, com os professores e espero que o mesmo aconteça com a restante comunidade educativa. É urgente que todos nós, professores, encarregados de educação, incutamos nos alunos maior cultura de responsabilidade. Só assim os nossos educandos estarão preparados para enfrentar e vencer os desafios com que se irão deparar ao longo das suas vidas.

Quais os aspectos que destacaria, pela positiva e pela negativa?
O empenho da grande maioria dos nossos alunos e restante comunidade educativa, a colaboração entre pais, auxiliar de acção educativa, animadoras e professores, terão sido os aspectos de maior relevo, pela positiva. A falta de colaboração de alguns encarregados de educação, será um dos aspectos a melhorar no próximo ano lectivo.

Considerando as novidades que têm sido apresentadas nos últimos anos, desde os programas às ferramentas de trabalho, qual a sua opinião quanto ao estado do ensino primário actual?
Os professores já eram obrigados a fazer formação para poderem progredir na carreira. O Ministério da Educação promoveu acções de formação para professores nas áreas de matemática, língua portuguesa e das ciências experimentais. A nossa escola recebeu alguns materiais de laboratório, pelo facto de alguns dos seus professores terem frequentado a formação em ciências experimentais. Foram implementadas, como todos sabem, as Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC): música, desporto e inglês. Considero que todas estas medidas são positivas. Os professores serão, certamente, melhores professores e o desenvolvimento dos alunos será seguramente mais equilibrado e multifacetado. No entanto, ao seleccionar-se os professores que irão leccionar as AEC, deveria haver maior preocupação com a sua formação pedagógica para trabalhar com este nível de ensino. Trabalhar com o 1 º ciclo, dada a faixa etária dos alunos, não é a mesma coisa que fazê-lo noutros níveis de ensino. Um melhor conhecimento da natureza dos alunos do 1 º ciclo ajuda-nos a motivá-los, não só para as aprendizagens, mas também para que assumam melhores atitudes comportamentais. Aliás, é o comportamento de alguns alunos o grande obstáculo ao normal desenvolvimento das actividades de enriquecimento curricular. Estas deverão ser abordadas de uma maneira lúdica, mas sempre com a preocupação de adquirir competências, caso contrário, fica a ideia que as AEC servem para guardar e manter os alunos ocupados até às 17h30. É necessário que os pais sintam que aquelas actividades são importantes para um harmonioso desenvolvimento dos seus filhos e que lhes transmitam isso.
A implementação de uma cultura de trabalho, de disciplina, de rigor, ajuda os nossos alunos a adquirir hábitos de maior responsabilidade e a prepará-los para enfrentar e vencer as dificuldades com que se irão deparar ao longo das suas vidas. Estas são, em minha opinião, as atitudes, que professores e pais, em estreita colaboração, deverão incutir nos alunos, para assim combater uma cultura de facilitismo, que se instalou e que tão prejudicial é para que a instituição escola possa ajudar as crianças a serem mais capazes de ultrapassar os desafios ao longo da vida.

As novidades tecnológicas, como o "Magalhães" e os quadros interactivos também já chegaram à nossa escola. Acha que são, de facto, uma mais-valia e são bem aproveitados pedagogicamente para uma melhor aprendizagem dos alunos?
Os quadros interactivos estão apetrechados com software que se pode considerar adequado para todas as áreas curriculares e são, por isso, uma excelente ferramenta, que muito irá ajudar no processo ensino/aprendizagem. O computador "Magalhães" pode ser uma mais-valia. Contudo, os professores têm programas a cumprir e não é possível fazê-lo, trabalhando com ele nas aulas. Seria um trabalho demorado e nem todos têm o computador. Se fosse instalado o software do "Magalhães" no quadro interactivo, seria mais fácil e prático trabalhar com alguma regularidade na sala de aulas. Penso que se justifica a implementação de uma disciplina de informática como AEC, e assim rentabilizar-se-ia o investimento que o País fez naquele computador.

Em relação, concretamente, às crianças da Golpilheira, considera que estão bem integradas na escola e a viver de forma plena esta fase do seu crescimento?
A resposta a esta pergunta está muito no que afirmei atrás. No entanto, pode-se afirmar, que estão bem integradas na escola e a viver harmoniosamente e com alegria esta fase de crescimento. Há um bom ambiente neste estabelecimento de ensino.

A relação entre a escola e a comunidade é satisfatória, nomeadamente, através da participação dos pais no processo educativo?
A relação entre a escola e a comunidade é em minha opinião muito boa. A Comissão de Pais é dinâmica, atenta e particularmente sensível a tudo o que se passa na escola. Esta realiza muitas actividades de carácter cultural e lúdico (teatro, festa de Natal, visitas de estudo, dia internacional da criança...) e isso deve-se muito ao facto de os pais estarem organizados e representados numa comissão interventora e sempre pronta a colaborar com a escola, seja patrocinando ou sugerindo actividades. Toda a comunidade educativa se deve empenhar em manter esta dinâmica e para isso não se pode deixar "morrer" a Comissão de Pais.

Quanto às instituições com tutela no sector, desde o Ministério da Educação e DREC às autarquias locais, acha que têm correspondido ao que se esperaria delas em investimento escolar?
O trabalho do Ministério da Educação é essencialmente de natureza organizacional. É esta a minha sensação. Julgo que a tutela podia e devia fazer mais, no sentido de restaurar a credibilidade e a "autoridade" do professor, que está, se assim se pode dizer, pelas ruas da amargura. Este facto dificulta muito a acção do professor perante a comunidade educativa e é a principal razão do alastramento da indisciplina nas escolas. Não é, felizmente, o caso na escola da Golpilheira. De acordo com um estudo recente, os professores desperdiçam, em média, 25% do seu tempo de trabalho a mandar calar os alunos. Aqui, os alunos da Golpilheira não estão fora desta realidade. São crianças simpáticas, mas muito conversadoras e esta realidade é preocupante e é o principal factor para a falta de aproveitamento de alguns alunos e um forte obstáculo a um ambiente propício a uma boa aprendizagem.
A Câmara Municipal da Batalha e a Junta de Freguesia da Golpilheira têm correspondido muito bem ao que delas se espera, embora haja sempre qualquer coisa mais a fazer. A escola da Golpilheira precisa – é mesmo urgente – que o ringue seja coberto, porque no Inverno, com o frio e a chuva, os alunos ficam no corredor a brincar e este não tem espaço nem condições. Quando isto acontece, as crianças ficam mais agitadas e é mais difícil trabalhar com elas. Sei que a Junta e a Câmara estão atentas e são sensíveis a esta situação e que têm vontade de a resolver. Estou certo de que o irão fazer. Uma escola com boas infra-estruturas recreativas é também um local mais aprazível e mais motivador para todos os que a frequentam, sendo também, por isso, mais uma ferramenta que o professor pode explorar no sentido de motivar os alunos para as aprendizagens.

Olhando já à preparação do futuro, o que gostaria que fosse melhorado no próximo ano lectivo na escola da Golpilheira, para um maior aproveitamento de alunos, pais e professores?
A resposta a esta pergunta encontra-se em tudo o que disse atrás. Contudo, se todos nós transmitirmos aos alunos uma cultura de responsabilidade e de valores, então todos tirarão maior aproveitamento, não só do ponto de vista da aquisição de competências, mas também do ponto de vista das qualidades humanas.

Entrevista de Luís Miguel Ferraz

sábado, 13 de junho de 2009

Inauguração da nova Junta de Freguesia


Com Missa, sessão solene e convívio...

O novo edifício da Junta de Freguesia da Golpilheira irá ser inaugurado no próximo dia 14 de Junho, domingo. Esta é uma data histórica para a nossa localidade, que assinala este ano as bodas de prata da sua eleição a freguesia. Segundo Carlos Santos, presidente do executivo local, "pretendemos fazer deste momento o arranque das comemorações dos 25 anos da criação da Freguesia, porque esta nova casa é a melhor prenda que poderíamos ter para oferecer à população, sendo a primeira sede construída de raiz para esta finalidade".
As comemorações começarão às 10h00, com a celebração da Missa dominical, seguindo-se a recepção às entidades convidadas, junto à nova sede da Junta. A inauguração solene, com hastear de bandeiras, bênção do edifício e visita às instalações, começará pelas 11h30. Da parte da tarde, pelas 17h30, a autarquia oferece a todos um lanche de convívio, com porco no espeto e sardinhada, que contará com a animação do rancho folclórico "As Lavadeiras do vale do Lena", do Centro Recreativo da Golpilheira, e ainda a presença de animadores especialmente dedicados às crianças presentes.
Escusado será dizer que toda a população é convidada a participar e testemunhar pessoalmente os vários momentos deste dia, que é, sem dúvida, muito importante para a nossa freguesia. "As pessoas são a principal razão para que se façam obras como esta e, por isso, contamos com uma presença numerosa de golpilheirenses, para que possam desfrutar dos primeiros momentos vividos nesta casa que é de todos nós", conclui o presidente da Junta de Freguesia.

Formação para pais e educadores da Batalha

Os sinais de alerta nas crianças
A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Batalha e a equipa de intervenção precoce de Batalha/Porto de Mós levam a efeito, no dia 17 de Junho, no auditório municipal da Batalha, às 21h00, uma acção de esclarecimento intitulada "Os sinais de alerta no desenvolvimento infantil". Dirigida a pais, educadores, professores e comunidade em geral, será orientada por Arlete Crisóstomo, da Consulta de Desenvolvimento do Hospital Santo André, de Leiria. A entrada é gratuita.

Irineu Alves expõe na Batalha

Pintor brasileiro volta a Portugal

Depois de ter deslumbrado o público com a exposição "Fragmentos Luso-Brasileiros", Irineu Alves de Souza volta a expor as suas telas na Batalha, de 19 de Junho a 5 de Julho. Natural da cidade de Irará, Estado da Baía, Irineu Alves é um dos grandes nomes da pintura brasileira, com dezenas de exposições realizadas nas principais galerias do mundo.

"Música em Leiria 2009" volta a passar pela Batalha

O 27.º Festival Música em Leiria, dinamizado pelo Orfeão de Leiria, decorrerá entre os dias 27 de Maio e 2 de Julho de 2009. Como é hábito, vai trazer dois espectáculos ao Mosteiro da Batalha. O primeiro será no dia 20 de Junho, intitulado "Sete lágrimas", uma fusão dos universos de Heinrich Schütz e Ivan Moody, numa releitura contemporânea da música do início do séc. XVII. O segundo será no dia 26 de Junho, com a cravista Joana Bagulho e o actor F. Pedro Oliveira a proporem uma incursão no universo de Carlos Paredes, misturado com Scarlatti e palavras de autores como Eugénio de Andrade, Cesário Verde, José Luís Peixoto e José Eduardo Agualusa. Dois espectáculos a não perder.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Festas da Santíssima Trindade nos dias 6 e 7 de Junho

As Festas da Santíssima Trindade realizam-se, conforme o Calendário Litúrgico, oito semanas depois do Domingo de Páscoa. Este ano, serão no fim-de-semana de 6 e 7 de Junho. O momento central é a Eucaristia, às 11h00, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Mas a visibilidade maior é-lhe conferida pelas bonitas tradições populares, que em tempos a tornaram famosa e que actualmente se tentam manter. Trata-se da recolha das ofertas e tabuleiros com pão e bolos de ferradura, no sábado, para a procissão após a Missa dominical.
Anualmente é escolhido um "Imperador", responsável pela festa e que encabeça a procissão. Recolhidas junto ao centro paroquial, as ofertas são o principal atractivo do arraial, havendo um concurso para eleger as que mais respeitam a tradição na decoração e transporte. Reza a lenda que o aparecimento das ofertas se deve ao agradecimento à Santíssima Trindade pelo milagre de ter livrado os celeiros dos frades dominicanos do Mosteiro de uma praga de insectos que atacou na região.
Também ligado à lenda e ao decurso da procissão é o momento em que, do alto do Carvalho do Outeiro, os mais novos lançam "merendeiras bentas" sobre os que passam em baixo. O destino é serem colocadas nos roupeiros e armários, onde protegerão as roupas do ataque da traça. Para quem não saiba, o melhor é começar por proteger a cabeça no momento da passagem no local, já que os pãezinhos são pequenos, mas duros...

Futsal Feminino | Adeus à taça nacional com acusações à arbitragem

O jogo no Fundão, no passado dia 30, ditou o adeus da equipa de futsal femino da Golpilheira à Taça Nacional. Bastava um empate, pois a diferença de golos entre as duas equipas era enorme, mas o Fundão acabou por garantir a vitória por 3-2.
Não tirando mérito às vencedoras, parece que os casos do jogo foram mais que muitos, o que deixou a treinadora da Golpilheira, Teresa Jordão, à beira de um ataque de nervos. Em causa, a nomeação do árbitro principal da partida, que pertence à Associação de Futebol de Castelo Branco, precisamente a mesma da equipa do Fundão!
Estranho é o mínimo que se pode dizer desta nomeação. "Embora pareça não haver violação de qualquer estatuto, é difícil acreditar que não haja intenções duplas por detrás desta decisão, senão inédita, pelo menos, muito rara de acontecer", garante a treinadora, que está a preparar uma exposição do caso à Federação e à direcção de clubes. Teresa Jordão afirma que "houve claro excesso de zelo na marcação de faltas à Golpilheira logo no início da partida, e o segundo golo do Fundão foi feito pelo árbitro, ao mandar repetir um livre que tinha sido defendido pela guarda-redes da Golpilheira, por ter havido uma falta na primeira marcação... por parte das jogadoras atacantes!".
É caso para dizer que mais água vai correr ainda debaixo desta ponte!

sábado, 30 de maio de 2009

Batalha recebe Feira do Livro e do Jogo e 1º Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes

Dias 9 a 14 de Junho: Feira do Livro e do Jogo com animação variada

As últimas novidades literárias e os mais recentes jogos didácticos assumem-se como os ingredientes principais de mais uma Feira do Livro e do Jogo, a realizar de 9 a 14 de Junho, na Praça Mouzinho de Albuquerque, onde estarão representadas as principais editoras do País.
Em complemento, e já habitual, é a aposta na animação de qualidade, destacando-se, no dia 13, o concerto de apresentação nacional do CD da Fadista Cristina Maria.
O certame decorrerá, de terça a sexta-feira das 15h00 às 23h00, e no sábado e domingo das 11h00 às 23h00.

Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes
O Município da Batalha, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, leva a efeito, de 12 a 14 de Junho, o "I Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes". A iniciativa, integrada na VIII Feira do Livro e do Jog", resulta da comemoração dos 50 anos de existência da Biblioteca Itinerante da Batalha, a primeira do país, criada pela Fundação.
Do programa preparado, damos conta da jornada, a realizar no dia 12, das 09h30 às 17h00, no auditório municipal, alusiva ao tema "As Bibliotecas Itinerantes no Século XXI: Que desafios, estratégias e públicos?" Do leque de oradores já confirmados, salienta-se a participação do consagrado Ian Stringer, membro da IFLA, Roberto Sotto Arranz, presidente da ACLEBIM - Asociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles (Espanha), Mario Aladro e Mercedes Herrero, da Sección de Bibliobuses da Comunidad de Madrid, Rui Neves, chefe da Divisão de Bibliotecas do Município do Montijo, entre outros.

Actuações do Rosas do Lena

O rancho folclórico Rosas do Lena, da Rebolaria, mantém uma vigorosa actividade de promoção e divulgação da melhor etnografia da Alta Estremadura, destacando-se nos últimos tempos a participação em espectáculos do INATEL com a manifestação etnográfica "A Batalha a Cantar e a Dançar, da Quaresma a Santo António", bem como em muitas outras iniciativas, do Norte ao Sul do País, em festivais nacionais e internacionais de folclore. Nos próximos meses, apresenta uma agenda bem recheada.
Assim, nos 6 e 7 de Junho, vai participar nas Festas de Santíssima Trindade, da paróquia da Batalha, com vários componentes trajados que transportarão uma "oferta" e um andor, e respectivos tabuleiros do pão e das merendeiras bentas, nos desfiles das ofertas, bem como na organização do serão etnográfico do dia 7.
De 28 a 31 de Maio, participa na FIABA – Feira da Gastronomia e do Artesanato da Batalha, com uma tasquinha de pratos regionais e uma banca de artesanato, executado pelos próprios componentes.
No dia 5 de Julho, irá promover a 4ª edição da Festibatalha, uma manifestação da cultura popular com quatro vertentes: mostra/venda de produtos regionais; Festival Nacional de Folclore (Alta Estremadura, Douro Litoral, Estremadura Saloia e Algarve), marchas e bailarico popular.
Entre os dias 1 a 12 de Agosto, o rancho vai deslocar-se à Ilha da Sardenha, em Itália, para participar em mais alguns festivais internacionais de folclore.
No dia 15 de Agosto, estará a seu cargo a organização da 24ª Gala Internacional de Folclore da Batalha. Mais uma vez, espera-se neste serão das Festas de Agosto uma bonita e variada demonstração da etnografia mundial, umas das mais conceituadas que se realiza no nosso País.

Mais um passo para o pavilhão desportivo da Golpilheira

Assembleia Municipal declara "utilidade pública"

As grandes obras fazem-se passo a passo. Sabemos que, muitas vezes, são precisos passos a mais, graças ao peso das burocracias, dos papéis e das assinaturas necessárias para que um projecto se veja concretizado na prática. Assim, já ficamos contentes quando vemos que os passos são dados em frente e não ao lado ou para trás.
Não vale a pena voltarmos a repetir toda a história das piscinas e do pavilhão desportivo que a Golpilheira já poderia ter, se não fossem os impedimentos legais sem sentido, que têm inviabilizado a sua construção junto ao Centro Recreativo, onde um pequeno canto está considerado pelo Ministério do Ambiente como "zona de cheia do rio Lena"!
A desafectação já tinha sido conseguida para a construção das piscinas, mas a Câmara, de acordo com o pedido da população e autarcas da Golpilheira, aceitou trocar essa obra pela construção de um muito mais necessário pavilhão desportivo. Isso significa que todo o processo terá de ser repetido.
Foi nesse sentido que a Assembleia Municipal, na sua reunião de 24 de Abril passado, deliberou por unanimidade aprovar a decisão do executivo de emitir uma declaração de "utilidade pública" sobre esta infra-estrutura na nossa freguesia, para que a pequena parcela classificada na mancha de Reserva Agrícola Nacional possa ser desafectada e ocupada por um "canto" do futuro pavilhão.
De qualquer modo, o presidente da autarquia, António Lucas, afirmou-se confiante numa decisão rápida, de modo a que a obra possa avançar conforme está previsto no plano de actividades municipal, cujo orçamento prevê já uma verba de 210 mil euros destinada a este fim, mais 298 mil euros em 2010, num investimento global de 508 mil euros. Aliás, no próprio dia da Assembleia, a Câmara tinha concretizado a assinatura da escritura de compra do terreno ao CRG, com um total de 4.200 metros quadrados, para implantação desta infra-estrutura.
Resta-nos, portanto, esperar que, dentro em breve, o ringue existente no local comece a ser transformado num pavilhão, que tanta falta faz para a prática desportiva das equipas da colectividade e também para uso da população em geral.
LMF

Cemitério passa para a Junta
O ponto principal desta sessão da Assembleia Municipal foi a aprovação das contas do exercício de 2008 do executivo municipal, que mereceu voto favorável de todos os deputados. Foi ainda deliberada por unanimidade a transferência da gestão do cemitério da Golpilheira para a nossa Junta de Freguesia, conforme a legislação em vigor e acontece já com outros casos no Concelho.

ASAE elogia-nos
Também nesta Assembleia, a Golpilheira voltou a ser mencionada, a propósito da inspecção efectuada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) às escolas e fornecedores de reifeições aos alunos do Concelho. Conforme noticiámos em Fevereiro, esta acção serviu para comprovar a qualidade dos serviços prestados e das condições de higiene e segurança em todo o processo de fornecimento de refeições gerido pela Iserbatalha. Segundo António Lucas, "a ASAE deu os parabéns às nossas escolas e às entidades que confeccionam as refeições, onde se inclui o Restaurante Etnográfico da Golpilheira, o que vem comprovar que as acusações lançadas por algumas pessoas só podem ser motivadas pela má-fé ou por outros interesses alheios à saúde das nossas crianças".

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Edição 144 - Maio 2009

EDITORIAL | Causa Pública

O destaque deste mês vai para a inauguração da nova sede da Junta de Freguesia. É apenas uma casa, mas a sua importância é maior do que as paredes. O que ela significa é que há um lugar onde se concentra o governo local desta pequena comunidade, constituída freguesia há 25 anos. Ainda que dependente de muitos outros órgãos de poder superiores, desde a Câmara Municipal ao Parlamento, a Junta é o lugar onde podemos e devemos acompanhar as decisões sobre o grupo social que somos. Mais do que uma casa, é uma causa. Uma causa pública que compete a todos nós tomar em mãos, activamente e com responsabilidade pessoal pelo bem comum que ela deve servir. Porque esse é um direito e um dever de todos.
No próximo dia 7 de Junho, seremos chamados a votar nos deputados ao Parlamento Europeu. Apesar de distante, é também um importante patamar de decisão sobre a nossa vida social. Por isso, é nosso direito e dever participar nesta eleição, pois também aqui se exerce o serviço que devemos prestar à causa pública.
A propósito disso, cito a nota da Conferência Episcopal Portuguesa: “Ninguém deve esperar que um programa político seja uma espécie de catecismo do seu credo, mas um modo de compromisso para a solução dos problemas do País. Há critérios que podem contribuir para a decisão de voto e o eleitor cristão não pode trair a sua consciência no acto de votar. Não podemos deixar de apelar, aos políticos em acção e aos candidatos à eleição, que se empenhem, com o seu exemplo e testemunho, em dignificar a actividade política, na edificação de uma sociedade justa e fraterna, sempre possível e mais necessária numa sociedade plural e democrática”.
Esta recomendação pode servir de ajuda a uma escolha em consciência, também aos não-católicos, se nos centrarmos apenas na importância de conhecer as ideias daqueles em quem votamos e de “pôr a cruzinha” naqueles que acreditamos serem mais aptos a defender os valores em que acreditamos, sejam eles quais forem.

Taça Nacional Futsal Feminino | Jogo decisivo!

O C.R.Golpilheira viaja amanhã até ao Fundão para disputar o ultimo jogo da série C da Taça Nacional 2009. Frente a frente vão estar as duas equipas que se encontram em 1ºlugar do grupo, o que torna este jogo extremamente importante para as ambições de ambas.
Mais info: http://golpilhas.blogspot.com/2009/05/jogo-decisivo-e-amanha.html

quinta-feira, 28 de maio de 2009

FIABA | Artesanato e Gastronomia na Batalha de 28 a 31 de Maio

“Donna Maria” e “Ronda dos Quatro Caminhos”

Começou hoje, dia 28 de Maio, a XIX edição da FIABA – Feira de Artesanato e Gastronomia da Batalha, que se realiza no largo Cónego Simões Inácio. Prolongando-se até 31 de Maio, a FIABA tem conquistado uma importância cada vez mais notória na região centro, aliando o melhor do artesanato nacional à gastronomia típica das associações concelhias.
Não menos importante é a componente da animação, que aposta num cartaz forte e diversificado e que tenta abranger todos os públicos. Assim, a título de exemplo, destacamos a participação do grupo “Donna Maria”, no dia 29, uma das mais “saborosas” e originais propostas da música que se faz actualmente em português, uma mistura electro-pop-folclórica com o selo da voz doce e vincada de Marisa Pinto. Na noite de encerramento, mais uma excelente escolha, com a “Ronda dos Quatro Caminhos”, um conceituado embaixador da frescura e alegria da música popular portuguesa.
Na presente edição, a FIABA vai ainda apostar numa zona dedicada aos mais pequenos, com a instalação de um insuflável e com a presença de animadores infantis, palhaços, modelação de balões e pintura facial.
Como é de esperar, o Centro Recreativo da Golpilheira marcará presença num dos espaços gastronómicos, oferecendo aos visitantes os pratos mais saborosos da nossa rica cozinha tradicional. Além disso, também o nosso rancho “As Lavadeiras do Vale do Lena” subirá ao palco, na tarde de sábado.

Programa completo

28 Maio Quinta-Feira
18h30 – Inauguração da XIX FIABA
21h00 – Actuação do Colégio de São Mamede
23h00 – Rancho Folclórico Rosas do Lena, Rebolaria, Batalha

29 Maio Sexta-Feira
19h30 – Rancho Folclórico do Penedo, Quinta do Sobrado, Batalha
20h00 – Gaitilena - Gaiteiros da Batalha
22h30 – Donna Maria
23h30 – Swing Samp, Leiria

30 Maio Sábado
09h00 – XXI Encontro Nacional de Coleccionadores da Batalha
15h30 – Grupo de Cantares do Planalto de São Mamede
16h30 – Agrupamento de Escolas da Batalha
17h30 – Rancho “As Lavadeiras do Vale do Lena”, Golpilheira
18h00 – Escola Secundária da Batalha
19h30 – Filarmónica da Caranguejeira
22h30 – Dixie Boys
23H30 – Ex Líbris, Pombal

31 Maio Domingo
09h00 – II Encontro Nacional Coleccionadores de Pacotes de Açúcar
15h00 – Sons do Lena, Batalha
16h00 – Fanfarra dos Bombeiros da Batalha
17h00 – TAIL – TUNA Académica do ISLA
18h00 – Orquestra Típica de Ourém
21h00 – Ronda dos Quatro Caminhos


Dois encontros nacionais de coleccionadores

Em paralelo com a FIABA, realizam-se no pavilhão multiusos dois grandes encontros de coleccionadores. Durante todo o dia de sábado, decorre o tradicional Encontro Nacional de Coleccionadores da Batalha, que vai já na sua XXI edição. Centenas de pessoas são esperadas para encher as bancas desta “feira de trocas”, entra as 09h00 e as 17h00, estando prevista a presença do presidente da autarquia, António Lucas, pelas 10h30.
Na manhã seguinte, domingo, será a vez do II Encontro Nacional de Coleccionadores de Pacotes de Açúcar, uma mostra mais delimitada, mas não menos concorrida, a julgar pela primeira edição do evento, realizada no ano passado. Assim, entre as 09h00 e as 12h00, o visitante poderá apreciar a multiplicidade de motivos estampados em pacotes de açúcar, alguns dos quais mandados fazer propositadamente por entidades locais, alusivos aos monumentos e paisagens da região. Também pelas 10h30, está prevista a visita do presidente da câmara. Da parte da tarde, os coleccionadores serão convidados a fazer uma visita ao parque eco-sensorial da Pia do Urso, precisamente o local que aparecerá retratado numa colecção de pacotes de açúcar patrocinada pela autarquia.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Almoço de Amigos do CRG cancelado!

Acaba de ser cancelado o tradicional Almoço dos Amigos do Centro Recreativo da Golpilheira, agendado para 24 de Maio. Talvez devido à crise, talvez devido à proximidade das tasquinhas da colectividade (9 e 10 de Maio) e das tasquinhas na FIABA (28-31 de Maio), o facto é que a procura de bilhetes não estava a corresponder à expectativa, pelo que a direcção da colectividade optou por cancelar este almoço. Preve-se que venha a realizar-se em Outubro, por ocasião da Semana Cultural.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Convite para o dia 24 de Maio | Almoço dos Amigos do CRG

O tradicional almoço dos amigos do CRG será realizado no próximo dia 24 de Maio de 2009, domingo, no salão de festas da nossa associação. Para além do convívio que este dia geralmente propicia, também tem por objectivo a angariação de fundos para ajudar a superar as muitas dificuldades financeiras.
Haverá também momentos de animação musical e recitação de poesia.
Entretanto, far-se-á uma ronda de contactos junto da população para convidar todos a estarem presentes no almoço, para cimentar ainda mais a amizade que nos une em torno da nossa colectividade. A presença maciça demonstrará toda a pujança do CRG.
Por tudo aquilo que fazemos, na área cultural, desportiva, recreativa e social, merecemos a vossa presença. Não se esqueça de que somos a grande alavanca do desenvolvimento da nossa freguesia. A vossa presença é importante, uma vez que demonstrará o apoio à nossa colectividade.
MCR

II Feira do Mundo Rural e Encontro da Pedra | Certame junta na Batalha a cantaria e os produtos típicos da região

Está a decorrer, de 14 a 17 de Maio, junto ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória, a II Feira do Mundo Rural da Batalha, uma iniciativa que pretende “dar a conhecer e valorizar os produtos de qualidade existentes na região da Alta Estremadura”. Mel, azeite, produtos biológicos, flores e doçaria são alguns dos produtos à disposição do público, num certame que contará também com diversos apontamentos de animação de rua.
Em complemento, nos mesmos dias, a praça Mouzinho de Albuquerque recebe o V Encontro da Pedra, evento organizado pela Escola de Artes e Ofícios Tradicionais da Batalha, que apresenta anualmente as principais novidades e correntes artísticas da cantaria, bem como alguns dos mestres canteiros mais conceituados do País, que trabalharão ao vivo no local.

Exposição na Batalha: “Máscara Ibérica”

A galeria Mouzinho de Albuquerque acolhe, de 14 a 31 de Maio, a exposição “Máscara Ibérica”, uma das mostras mais representativas da Europa sobre as máscaras e os trajes típicos do Norte e Nordeste de Portugal e de diversas regiões de Espanha. Este projecto, cuja inauguração coincidirá com a II Feira do Mundo Rural e o V Encontro da Pedra, “nasceu da vontade de fazer ressurgir o passado, relacionado com o uso e práticas festivas das máscaras”, refere uma nota da autarquia.
Nesse sentido, dada a riqueza inestimável desta temática ser comum em Portugal e em Espanha, foi criada uma ponte entre os dois países, visando a promoção do intercâmbio cultural, recuperando, preservando e transmitindo o universo do uso das máscaras, quer no Carnaval, quer nos solstícios de Inverno e Verão. Uma mostra a não perder, pela novidade do seu conceito e, sobretudo, pela riqueza etnográfica que revelará aos visitantes.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Futsal Feminino - Taça Nacional | Golpilheira 2-2 Fundão

No dia 10 de Maio, a Golpilheira realizou o jogo que se esperava mais equilibrado, com a equipa do Fundão, uma das que integram o lote das favoritas à conquista da Taça. O equilíbrio foi, de facto a palavra de ordem, tanto no marcador (2-2), como no jogo propriamente dito. As equipas estiveram bem encaixadas, praticando futebol bonito e corrido, mas sempre com enormes cautelas defensivas, já que se adivinhava o risco de a diferença ser conseguida em contra-ataques rápidos. Para além dos golos, a registar mais três ou quatro oportunidades para cada lado, com destaque para 3 bolas enviadas pelo Fundão aos postes e barra da baliza da Golpilheira. Tudo ficará para decidir entre estas duas equipas no dia 30 de Maio. Será, provavelmente, o jogo que decidirá qual das duas seguirá em frente neste grupo C.

Próximos jogos do grupo C:
16/05/2009 CE Fátima - Golpilheira
16/05/2009 Posto Santo - AD Fundão
23/05/2009 AD Fundão - CE Fátima
23/05/2009 Posto Santo - Golpilheira
30/05/2009 Posto Santo - CE Fátima
30/05/2009 AD Fundão - Golpilheira

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Futsal Feminino - Taça Nacional | Golpilheira 10-0 Posto Santo

Mais um jogo, mais uma expressiva vitória. No confronto com a equipa de Posto Santo (AFAçores), no dia 3 de Maio, no pavilhão da Batalha, a Golpilheira não teve dificuldade em estabelecer a larga vantagem de 10-0, confirmando assim o favoritismo para o primeiro lugar no grupo C.

Próximos jogos do grupo C:
10/05/2009 Golpilheira - AD Fundão
16/05/2009 CE Fátima - Golpilheira
16/05/2009 Posto Santo - AD Fundão
23/05/2009 AD Fundão - CE Fátima
23/05/2009 Posto Santo - Golpilheira
30/05/2009 Posto Santo - CE Fátima
30/05/2009 AD Fundão - Golpilheira

sábado, 2 de maio de 2009

Futsal Feminino - Taça Nacional | Golpilheira 5-1 Fátima

O primeiro jogo da Taça Nacional de Futsal Feminino realizou-se no passado dia 1 de Maio, colocando frente a frente as equipas do CR Golpilheira (AFLeiria) e do CE Fátima (AFSantarém). A nossa equipa arrancou da melhor forma para esta competição, com uma vitória por 5-1.
O relato pode ler-se em: http://futsalcef.blogspot.com/2009/05/derrota-na-estreia.html

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Tasquinhas na Golpilheira a 9 e 10 de Maio

Cartaz:

II Fim-de-Semana da Juventude da Batalha

Rita Redshoes encabeça cartaz recheado de adrenalina

Muita animação, propostas radicais e diversas competições desportivas é o que promete a segunda edição do Fim-de-Semana da Juventude da Batalha, uma iniciativa municipal que no ano passado se apresentou com bastante sucesso junto dos jovens e outros adeptos da adrenalina.
O centro das actividades será o pavilhão multiusos da vila, mas as propostas de actividades irão estender-se a toda a zona desportiva circundante, num recheado programa preparado para os dias 24, 25 e 26 de Abril. Desde um torneio de futebol 5 ao paintball, air bungee, slide, escalada, BTT, carros de rolamentos e passeios de gaivota, não faltarão possibilidades de escolha.
O grande destaque deste II Fim-de-Semana da Juventude da Batalha será, com certeza, a promessa de um magnífico concerto da artista Rita RedShoes, a realizar no dia 24, sexta-feira, às 22h00, com entrada gratuita. Mas a animação musical não se ficará por aí, dada a oferta variada de espectáculos de ginástica e dança, demonstrações de modalidades gímnicas e de hip-hop. Também prometedora, para os amantes dos sons electrónicos, será a noite de 25 de Abril, com a presença do DJ oficial da rádio 94FM, "Mister M".
Segundo Carlos Henriques, vereador da autarquia, esta iniciativa pretende "assinalar a mensagem de Abril junto dos jovens, mas também levar até eles a possibilidade de organizarem os seus próprios eventos, fomentando o gosto pelo associativismo juvenil". Nessa linha, pretendendo evidenciar o carácter educativo e pedagógico desta organização, serão disponibilizados no pavilhão diversos espaços de informação juvenil, em áreas como o ambiente, a toxicodependência e o desporto.
Resta referir que todos, jovens e menos jovens, estão convidados a vir desfrutar das propostas gratuitas desta iniciativa, organizada pela autarquia da Batalha e o Conselho Municipal da Juventude, com o apoio das associações de estudantes dos estabelecimentos de ensino.

Assembleia Geral do CRG a 25 de Abril

Vai realizar-se no dia 25 de Abril, pelas 20h30, uma assembleia geral ordinária dos sócios do Centro Recreativo da Golpilheira. O primeiro ponto de agenda é a apreciação e aprovação do relatório da direcção, das contas do exercício de 2008 e do parecer do Conselho Fiscal. Depois, será a eleição dos corpos gerentes para o biénio de 2009/2010.
A este propósito, a actual direcção lembra que os sócios que pretendam apresentar listas para os novos corpos gerentes da colectividade deverão entregá-las na secretaria até ao dia da assembleia.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Alunos da Batalha "adoptam" troços do rio Lena

SIMLIS promove Projecto Rios

A Simlis realizou, no passado dia 21, a primeira saída de campo do "Projecto Rios", desenvolvido no âmbito da implementação do Plano de Educação Ambiental desta empresa, intitulado "Conhecer os nossos Rios". A acção envolveu os 26 alunos da turma do 5º C da Escola Básica Mouzinho de Albuquerque, da Batalha, que visitaram um troço de cerca de 500 metros do rio Lena por eles "adoptado", junto à ponte do Paul, no limite da freguesia da Golpilheira, sobre o qual irão trabalhar de modo mais directo. No próximo dia 28, uma outra turma da mesma escola fará acção semelhante, num troço do Lena dentro da vila da Batalha.
O principal objectivo é "sensibilizar os jovens e a respectiva população para a necessidade de preservar os ecossistemas ribeirinhos, procurando também intervir directamente na recuperação do rio, numa perspectiva multidisciplinar e integradora das vertentes ambiental, cultural, económica, etc.", esclarece a engenheira Sandra Vieira, da Simlis, coordenadora do projecto. Para além desta responsável, fizeram parte da equipa monitorizadora desta visita: Ana Amado, do Gabinete de Comunicação da Simlis; Gilberto Miranda, engenheiro ambiental da ONG Vertigem, que colabora com esta iniciativa nos concelhos da Batalha, Porto de Mós, Marinha Grande e Leiria; Joana Amaro, engenheira do Serviço de Gestão Ambiental do Município da Batalha; Carlos Santos, presidente da Junta de Freguesia da Golpilheira; e ainda as professoras Fátima Nunes (Ciências), Cristina Gonçalves (EVT) e Teresa Oliveira (directora de turma).
A ideia é insistir, sobretudo, na recuperação da qualidade da água do rio e na requalificação das margens e de algumas infra-estruturas existentes. Para tal, em primeiro lugar, os alunos foram convidados a identificar a fauna e a flora existentes no Lena, como o tipo de vegetação autóctone, as plantas "invasoras", os peixes, anfíbios, répteis, aves, insectos e outros seres vivos do habitat ribeirinho. Depois, analisaram as características específicas do troço que "adoptam" para o seu trabalho, como o comprimento e a largura do leito, a qualidade, aspecto e velocidade da água, a inclinação e altura das margens, etc. Finalmente, procuraram os sinais positivos e negativos da acção humana, como o uso da água para a agricultura, a construção de açudes, a existência de acessos e vias de circulação, mas também a presença de lixos, descargas poluentes, entulhos, etc. Só depois deste trabalho se coloca a questão: o que podemos fazer para melhorar a vida e equilíbrio ecológico do rio e corrigir os erros detectados?
A resposta, a concretizar em acções que se desenvolverão nos próximos meses, será fruto da análise dos dados recolhidos e das conclusões a retirar do estudo feito pela turma no âmbito do projecto. Mas logo no local surgiram algumas pistas para essa acção prática, tais como "sensibilizar a população para não deitar lixo e entulhos de obras no rio e pedir a intervenção da Junta de Freguesia para retirar plantas exóticas existentes no local e plantar árvores autóctones".
Em complemento a este tipo de intervenções, os alunos deverão ainda fazer o levantamento do património cultural e etnográfico da região em que se situa o curso de água em causa, nomeadamente, das actividades, histórias, lendas e outras temáticas que se relacionem com o rio Lena.
Numa altura em que decorre uma acção de limpeza do leito e margens daquele rio, da responsabilidade da Autoridade Regional Hidrográfica, este "Projecto Rios" será, com certeza, uma mais-valia para a promoção da reabilitação do Lena, sobretudo, no campo da sensibilização da população local e da ligação prática dos temas ambientais ao currículo escolar dos alunos.

Projecto Rios
O Projecto Rios é uma iniciativa de âmbito nacional, que utiliza metodologias de educação ambiental para a implementação de soluções sustentadas na resolução dos problemas dos ecossistemas fluviais. Coordenado pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA), conta ainda com a colaboração da Associação de Professores de Geografia (APG), da Liga para a Protecção da Natureza (LPN) e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).
Para além da vertente ecológica, este projecto visa também a tomada de consciência ambiental baseada na participação voluntária e activa dos cidadãos (vertente social e cultural). Pretende-se criar uma rede de monitorização e de adopção de troços de rios e ribeiras por grupos locais organizados. Recorrendo a uma metodologia de observação, simples mas rigorosa, estandardizada e de fácil aplicação e desenvolvimento, estes grupos assumirão a responsabilidade de vigilância e protecção do troço do curso de água que seleccionaram, contribuindo assim para a melhoria sustentada dos recursos hídricos em geral, e do processo de reabilitação do seu troço, em particular.

Texto e fotos Luís Miguel Ferraz
(Inéditos do blog)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Bombeiros da Batalha celebraram 31 anos

Loja Social e duas novas viaturas como prenda

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho da Batalha (AHBVCB) celebrou o seu 31.º aniversário, no domingo 19 de Abril, data que ficou assinalada pela inauguração de uma Loja Social da instituição e pela bênção de duas novas viaturas para transporte de doentes.
As comemorações começaram com o hastear de bandeiras no quartel, pelas 09h00, seguindo-se uma romagem ao cemitério da vila, para homenagem aos bombeiros já falecidos, e a celebração de uma missa solene no Mosteiro de Santa Maria da Vitória.
No final da celebração, o corpo de bombeiros formou em parada, em frente ao Mosteiro, local onde actuou a fanfarra da corporação e foram benzidas duas novas viaturas para transporte de doentes, uma para a sede da Batalha, outra para a secção de S. Mamede. "É uma das nossas preocupações, visto existirem alguns veículos que já não cumprem os actuais requisitos legais para o serviço dos bombeiros", afirmou Cecília Justo, presidente da AHBVCB, adiantando que estas duas ambulâncias "são essenciais para que os bombeiros prestem um serviço de qualidade à população". Também o comandante dos bombeiros, Fernando Oliveira, salientou a importância da renovação do parque automóvel dos voluntários da Batalha, agradecendo o "esforço da direcção, da autarquia e dos benfeitores" para estas aquisições e referindo que seria ainda necessária "uma nova viatura para o combate a incêndios e também um renovado carro de comando". A estas prendas, juntou-se a oferta de dois novos instrumentos musicais para a fanfarra recentemente constituída, e que é já um elemento de especial orgulho dos bombeiros, sobretudo na animação dos momentos festivos e solenes, como foi o caso.
Após o cortejo de bombeiros e viaturas pelas ruas da vila, seguiu-se um almoço de confraternização no quartel, que contou a presença de muitos familiares e amigos dos "soldados da paz", bem como de diversas entidades convidadas, entre as quais, Nélio Gomes, presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria, e Rui Silva, representante da Liga dos Bombeiros Portugueses. Ambos frisaram a importância da união das pessoas em torno dos bombeiros nestas datas festivas, sobretudo numa altura em que as dificuldades que sentem são enormes. Acusando a legislação de ser "desajustada à realidade e asfixiante", desincentivando a actividade dos voluntários, Nélio Gomes referiu também que as verbas atribuídas pelo Governo são insuficientes e poderão mesmo "levar ao encerramento de algumas corporações".

Loja Social
A principal novidade desta efeméride foi, sem dúvida, a inauguração da nova Loja Social criada por esta associação. "Trata-se de um espaço de recolha de bens que as pessoas ou as empresas queiram oferecer, que estejam ainda em bom estado para o uso, e que serão posteriormente distribuídas gratuitamente a pessoas carenciadas do concelho", explicou Cecília Justo. A presidente da AHBVCB refere que esta é uma das concretizações da preocupação social da nova direcção, indo ao encontro, sobretudo, das "novas formas de pobreza escondida, causadas pelo desemprego, pela crise que afecta cada vez mais famílias, e que nem sempre são facilmente sinalizadas".
Assim, o novo espaço, a funcionar junto à igreja matriz da Vila, irá acolher roupas, calçado, brinquedos, móveis, material didáctico, electrodomésticos, alimentos e todos os outros produtos que aparecerem, "aquilo que as pessoas tenham em casa e queiram partilhar". Para beneficiar deste serviço, os interessados deverão apresentar-se junto dos serviços sociais da autarquia ou das instituições de solidariedade social, que farão a triagem dos pedidos e os encaminharão para a Loja Social, onde receberão os bens à disposição.
O serviço será garantido por um grupo de voluntários, para já, durante as tardes de terças-feiras e sábados.

Texto e fotos: Luís Miguel Ferraz
(inéditos do blog)







sábado, 18 de abril de 2009

Entrevista | António Lucas concorre ao quarto mandato

PSD é o primeiro partido a definir candidato à Câmara

O actual presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, é o primeiro candidato a apresentar-se para a corrida às próximas eleições autárquicas. A decisão foi tomada no passado dia 27 de Março, numa reunião com a Concelhia do Partido Social Democrata, alargada à participação dos eleitos locais por esta força política. Na ocasião, o autarca colocou as condições para nova candidatura como independente nas listas do PSD e auscultou a posição dos presentes, que votaram por maioria a sua recandidatura, apenas com uma abstenção.
Os restantes partidos que deverão concorrer a estas eleições ainda não definiram os nomes que encabeçarão as respectivas listas. Também em relação à Junta de Freguesia da Golpilheira, ainda não foram anunciadas candidaturas, mantendo-se a expectativa quando aos candidatos que serão apresentados.
Assim, sendo ainda o único candidato já definido, António Lucas não apresentou ainda um programa definido nem os nomes que escolherá para as listas das diversas equipas, mas assume que esta é uma aposta na continuidade do trabalho que tem desenvolvido nos últimos três mandatos. Numa entrevista exclusiva ao Jornal da Golpilheira, afirma que a sua decisão poderia ser outra, caso avançasse alguém que garantisse essa continuidade com credibilidade, mas que está preparado para levar por diante os projectos actualmente em curso e que considera vitais para o desenvolvimento do concelho. Um deles, que destaca como especial ênfase, é o das Termas das Salgadas.


Afirmou recentemente que uma recandidatura à Câmara da Batalha iria depender da “conjuntura do momento”. Como analisa a situação actual no concelho da Batalha e quais os motivos que mais pesaram na sua decisão?
O concelho infelizmente não foge à regra e existem segmentos da população que estão a sofrer fortemente com a conjuntura negativa. No entanto, temos vindo a tomar medidas, que contribuirão para atenuar os efeitos negativos da crise e temos esperança que os efeitos resultem, ou seja, que não se complique demasiado a vida aos batalhenses.
O motivo principal deveu-se principal e exclusivamente ao facto de não ter aparecido nenhuma intenção de candidatura na área politica do centro. Deixei claro que, se surgisse uma candidatura credível e que conseguisse congregar à sua volta pessoas filiadas e independentes, eu não me recandidataria. A esta posição está intimamente ligada uma ideia que passa pela manutenção de uma autarquia credível, financeiramente equilibrada e com capacidade de execução de uma série de projectos, que finalmente com o início de funcionamento do QREN, estão prontos a ser executados.

Nos últimos tempos surgiram na comunicação social alguns ecos de diferendos com a estrutura local do PSD e que só aceitaria ser candidato independente nas listas deste partido mediante a garantia de algumas condições. Quais foram as razões para este “aviso” e que condições foram acordadas para viabilizar a sua candidatura?
Os diferendos aconteceram com algumas (poucas) pessoas dessa estrutura. As pessoas têm de perceber que os partidos são veículos da democracia e devem ajudar os eleitos nas suas listas a fazerem o melhor pelos seus concelhos. Infelizmente, nem sempre assim acontece. Em reunião recente com o presidente da Concelhia, ficaram esclarecidos os pontos de alguma fricção e entendemos colocar uma pedra sobre o assunto. As condições são as mesmas de sempre: as pessoas que irão trabalhar comigo (se formos eleitos) serão filiados no PSD e independentes, da minha confiança e dos restantes membros das listas. E têm de ter apenas um objectivo: fazer o melhor que saibam e possam em prol do desenvolvimento do concelho. A partir do momento em que aconteça a eleição, têm d esquecer as cores de camisolas partidárias e pensar apenas no concelho e na sua população.

Pode adiantar já algumas ideias quanto às pessoas que irá escolher para as equipas da Vereação, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia?
Ainda não pensei nessa matéria, mas posso adiantar que diversas pessoas que fazem parte das actuais equipas já deram provas e têm condições para continuar, se assim o entenderem.

No caso concreto da Golpilheira, como analisa o actual momento desta Junta e como desejará ver a sua continuidade?
Eu já referi que os quatro presidentes de Junta têm feito bom trabalho e merecem a minha confiança.

Voltando ao Município, após os últimos três mandatos, sente que ainda tem o apoio da população e a motivação para continuar a oferecer “novidade” neste trabalho?
Quanto ao apoio, se não o sentisse, nunca me candidataria. Muita gente me incentivou, ao longo dos últimos meses, para me recandidatar. Que fique claro que não estou minimamente apegado ao lugar e, tal como disse antes, se tivesse aparecido uma candidatura credível, seria o primeiro a apoiar e partiria de consciência tranquila para a minha vida profissional privada. A novidade aparecerá sempre que consigamos rodear-nos de boas equipas. Uma já existe, que são os colaboradores do Município, a outra criar-se-á, convidando gente dinâmica e empenhada para as diversas equipas da Câmara, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia.

Como prevê que será este quarto confronto eleitoral na Batalha, tendo em conta as experiências passadas e o que espera vir a ser apresentado pelas candidaturas de outras forças políticas concelhias?
Espero que seja, como os anteriores, um combate político franco e leal e estou convicto de que é isso que acontecerá. Espero que apresentem boas ideias para o concelho.

Caso seja eleito, qual o projecto que desejaria ver concluído neste último mandato como imagem de marca da sua passagem pelo executivo e que pudesse considerar como “chave de ouro” do seu exercício?
O projecto das Termas das Salgadas. Essencialmente pelo impacto que terá ao nível do emprego e do turismo residente, com efeitos muito fortes na economia local.

Entrevista de Luís Miguel Ferraz

Associação de Pais da Batalha promove concurso “Mais Ambiente”

O concurso “Mais Ambiente” é uma iniciativa da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas do Concelho da Batalha, com a colaboração do Município e do Agrupamento de Escola do Concelho, realizada no âmbito do Projecto Agenda 21 Local e do Dia Mundial do Ambiente. Tem como objectivos “sensibilizar os alunos para a problemática da necessidade de protecção do meio ambiente, estimular a criatividade, aprofundar conhecimentos sobre a importância da reciclagem e da preservação dos recursos hídricos, incentivar a leitura e a escrita e ainda desenvolver o sentido ético e estético das crianças”.
A iniciativa é dirigida às turmas do ensino pré-escolar, 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico deste Agrupamento, envolvendo os alunos com idades compreendidas entre os 3 e os 14 anos, que trabalharão em grupo, com a coordenação do professor. “Tempo de Reciclar, toca a Trabalhar” será o tema dos trabalhos a realizar pelos alunos do ensino pré-escolar e 1º e 2º ano do 1º ciclo do ensino básico e desenvolvem-se ao nível do desenho ou colagens. Já os alunos do 3º ao 6º ano do ensino básico deverão redigir um texto em prosa ou poesia inéditos, ou ainda produzir um trabalho multimédia, subordinados ao tema “Proteger os Rios, defender a Vida”. Os melhores trabalhos por turma e nível de ensino serão premiados com uma visita de estudo ao Oceanário de Lisboa.
A divulgação dos prémios será tornada pública no dia 5 de Junho do corrente ano e divulgada em sessão solene, durante a celebração do Dia Mundial do Ambiente, na praça Mouzinho de Albuquerque, na vila da Batalha, onde estarão expostos todos os trabalhos participantes.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O povo voltará a lavar no rio?

Limpeza das margens do Lena está a decorrer

Está a decorrer, desde o princípio deste mês, uma acção de limpeza no leito e margens do rio Lena, num troço que atravessa a nossa freguesia. Esta é uma intervenção de fundo, que surge sobretudo para “correcção dos estragos verificados com as cheias de Outubro de 2006”, como refere Carlos Santos, presidente da Junta de Freguesia, em declarações ao Jornal da Golpilheira. “Após varias tentativas, quer do Município da Batalha, quer da Junta da Golpilheira, e passados cerca de dois anos daquelas intempéries, a Autoridade Regional Hidrográfica respondeu ao nosso pedido”, afirmou.
A limpeza, adjudicada à empresa Obras Hidráulicas e Construção (OHC), de Coimbra, contempla o desmatamento e a remoção de lixos, canas, salgueiros e outros inertes que se acumularam no leito e margens do rio, bem como a reconstrução de alguns taludes que se têm danificado com o tempo. O entulho recolhido será, posteriormente, triturado e transformado em biomassa, esclarecem os responsáveis da empresa.
A acção decorrerá em duas fases, correspondendo aos actuais trabalhos um troço de cerca de 1,4 km, entre as pontes da Canoeira e de Casal de Mil Homens, com prolongamento para o limite da Mourã, num custo estimado acima dos 50 mil euros, que deverá ser concluída nas próximas semanas.
Numa segunda fase, a mesma intervenção será feita entre a Canoeira e a Cova do Picoto, “um trabalho que ainda não está calendarizado, mas que esperamos ver realizado até ao final deste ano”, refere António Lucas, presidente da Câmara da Batalha. Só nessa altura poderemos ver toda a extensão dos cerca de três quilómetros do rio que atravessa a nossa freguesia completamente limpos. Certo é que a reconstrução dos taludes junto à Ponte de Almagra, na sustentação da estrada que segue a margem do Lena até ao limite com a Batalha, não irá esperar por esse prazo, fazendo parte já do caderno de encargos em curso.
No acompanhamento deste trabalho, o presidente da Junta da Golpilheira refere ter constatado muita dificuldade em entrar nos terrenos confinantes com o rio e defende que “em colaboração com os proprietários, consigamos agora manter livre a faixa de circulação que foi aberta junto às margens, de modo a que a manutenção da limpeza do rio possa ser feita de modo rápido e eficaz com as máquinas da autarquia”. Carlos Santos lembra, a este propósito, que “é muito importante esta limpeza para se evitarem cheias e entupimentos em épocas de chuva mais intensa” e que “de acordo com a Lei n.º 58 de 2009, os proprietários de terrenos confinantes com margens de linhas de água são obrigados a manter o seu bom estado de conservação, procedendo à sua regularização, limpeza e desobstrução, o que nem sempre se verifica”. Reconhecendo que a fiscalização a este nível é quase inexistente, o autarca defende a “consciencialização de cada um, já que não é possível voltarmos a ter os guarda-rios que noutros tempos garantiam outro aspecto e outra actividade ao nosso Lena”.
O presidente da Golpilheira adianta ainda que esta será mais uma oportunidade para “tentarmos levar por diante o nosso projecto de elaborar um trajecto de percurso pedestre junto ao rio e de construirmos na zona da Canoeira um parque ambiental de lazer, também com uma vertente didáctica de temática ecológica”. Segundo Carlos Santos, o projecto está em elaboração e “dependerá apenas da garantia de financiamento e da colaboração dos proprietários dos terrenos em causa”. O importante, para já, é que “sejamos todos a zelar pelo bem comum, a fim de voltarmos a ver o rio Lena como o víamos noutros tempos”, remata.
Lembrando o famoso verso do fado de Amália, não será previsível que o povo volte a “lavar no rio”, pois os hábitos de lavagem das roupas mudaram... mas seria importante que as águas que nele correm pudessem voltar a ser límpidas e transparentes, pelo menos, para o deleite do olhar e a fruição agradável do nosso ambiente natural. Sabemos que isso não depende apenas da limpeza, pois a eliminação da poluição e a garantia de espaços de lazer adequados serão essenciais para que as pessoas voltem a relacionar-se com o seu rio, mas este poderá ser um princípio...

Luís Miguel Ferraz

EDITORIAL | Rio vs. Caixão

Bem podemos dizer que o povo que não lava no rio está a talhar com seu machado as tábuas do seu caixão. Dito de outra forma, o povo que não cuida do seu património ecológico e não procura viver num ambiente saudável está a matar as condições da sua própria sustentabilidade, para se autodestruir.
Nesta edição, a propósito dos trabalhos de limpeza que decorrem no rio Lena, aproveitámos estes míticos versos de um fado de Amália para despertar a nossa consciência colectiva. Saibamos todos, autarcas e cidadãos, aproveitar esta oportunidade para nos virarmos para este valioso recurso hídrico que atravessa a nossa freguesia. Quanto mais atenção e cuidado lhe dedicarmos, mais receberemos em qualidade de vida. E o facto é que estamos há tempo demais de costas voltadas para essa nossa riqueza natural.
Ainda nesta edição, procure os muitos eventos culturais, recreativos e sociais que se avizinham e registe na sua agenda todas as oportunidades para sair de casa. Em muitos casos, são também oportunidades para descontrair e usufruir da natureza.
Finalmente, com o aproximar do final da época desportiva, sugerimos um olhar atento ao desempenho das nossas equipas. Muitas serão as razões para festejarmos as suas vitórias e, mais uma vez, para sair de casa. Ainda vai a tempo de apoiar os atletas na conquista de algumas taças e campeonatos.
A todos, feliz Tempo Pascal!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Edição 143 - Abril 2009

Agora, é mais fácil ler o seu jornal:
pode folhear como se fosse o jornal de papel,
clicando nas "setinhas" na lateral das páginas.
Para aumentar o tamanho, clique em cima da imagem!
Experimente:

quinta-feira, 26 de março de 2009

Edição 142 - Março 2009

Agora, é mais fácil ler o seu jornal:
pode folhear como se fosse o jornal de papel,

clicando nas "setinhas" na lateral das páginas.
Para aumentar o tamanho, clique em cima da imagem!
Experimente:


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Edição 141 - Fevereiro 2009


EDITORIAL | O Entrudo

Em tempos que já lá vão, o Carnaval era o Entrudo. Aliás, em Portugal, podemos dizer que não havia Carnaval, essa importação recente das imagens globalizadas vindas do Brasil. O Entrudo, sim, era a manifestação das expurgações da alma social do Povo, dos dias sem regras, em que "nada parece mal", como desculpa para criticar as hipocrisias dos vizinhos ou dos que representavam o poder, até mesmo da Igreja. As máscaras eram apenas o trapo que escondia o rosto, a voz disfarçada, o homem em roupas de mulher, até porque a mulher ficava em casa. E, garantido o anonimato, a brincadeira saía à rua, de porta em porta, a assustar os mais medrosos e, sobretudo, a picar a curiosidade dos moradores sobre a identidade de quem pedia vinho e tentava bebê-lo sem revelar a cara do dono. E até as crianças eram, aos poucos, embebidas desse espírito e dessa prática.

Em tempos que já lá vão, as tropelias do Entrudo eram também uma forma de socialização, uma espécie de "praxe", não a caloiros, mas mestres, àqueles que mais se julgavam impunes. Ao mesmo tempo, prosseguia-se a finalidade de todas as tradições alimentadas pelo povo: motivar o encontro, o convívio, a vida comunitária. Ainda que de forma aparentemente contraditória, ocultar-se num traje andrajoso era uma forma de mútua identificação de um mesmo povo. Ainda que de face tapada, era a lei da confiança que imperava, ao ponto de se abrir a porta aos que chegavam e a todos se oferecer comida e bebida sobre a mesa da família. Ainda recordo, era eu garoto, as enchentes de mascarados em casa do meu tio João "Leiteiro" – mais visitado por ser vinhateiro do que leiteiro. Conhecidos e desconhecidos enchiam a casa e, no fim, lá mostravam quem eram, para merecerem o copo.

Em tempos que já lá vão. Hoje, os adultos não brincam. Ninguém sai da lareira. Ninguém ousa abrir a porta a estranhos. As crianças não se disfarçam, vestem-se de super-heróis da banda desenhada. Os homens vestem-se de normal. As mulheres despem-se de normal. Há excepções, perdidas no "Portugal profundo" ou perto de nós, mas não fazem já a regra. Não são já a tradição.

Sem querer voltar com o tempo atrás, sem saudosismos bacocos, devemos, no entanto, perguntar: o que de bom se perdeu e como podemos, na senda da modernidade, restaurá-lo? Essa pode ser uma reflexão de todos, até na Quaresma em que entrámos.

ASAE veio à Golpilheira

Restaurante Etnográfico sem problemas

Há muito que estava anunciada esta visita dos inspectores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) às instalações do Restaurante Etnográfico do Centro Recreativo da Golpilheira, para verificarem se tudo está a funcionar de acordo com a legislação. Esta inspecção decorreu no passado dia 28 de Janeiro, no âmbito de uma vistoria a vários estabelecimentos do concelho da Batalha.
Estes serviços estão conotados negativamente pela maioria das pessoas, no entanto, quem não deve não teme. Assim, depois da visita à sala, cozinha, verificação de arcas, câmara frigorífica, carrinhas transporte de almoços para as crianças das escolas da Golpilheira, Rebolaria e Faniqueira, nada de anormal foi registado. Depois, passaram à fase do pedido da diversa documentação necessária para se poder ter um restaurante em actividade. Tudo o que solicitaram foi entregue de imediato e estava em conformidade.
No final, e depois da missão cumprida, deram-nos os parabéns pelas excelentes condições que temos. Ficámos contentes e descansados. No entanto, devemos continuar a trabalhar do mesmo modo, para que da próxima visita a apreciação seja a mesma.
Para aqueles que tentaram denegrir a imagem dos nossos serviços, melhor resposta que esta não podia haver e bom seria que admitissem os seus erros...
Manuel Carreira Rito

Assembleia Geral Extra-Ordinária do CRG

Convocatória

No dia 28 de Março de 2009, pelas 20h30, reúne-se a Assembleia-Geral Extraordinária, pelo que convoco todos os sócios a assistirem à reunião com a seguinte ordem de trabalhos:
1 - Alienação de património;
2- Outros assuntos de interesse para a colectividade.
Nos termos dos estatutos, não comparecendo a maioria dos associados à hora marcada, será a reunião efectuada às 21h30 do mesmo dia, com qualquer número de sócios, não podendo os restantes discordar daquilo que foi deliberado.

O Presidente da Mesa da Assembleia
Pedro José Meneses Monteiro

Cobrança de quotas do CRG

Cumpra o seu dever de sócio

Ao analisarmos as fichas individuais dos sócios, verificámos que muitos têm as suas quotas em atraso. Esta situação agravou-se desde que deixou de haver cobradores porta-a-porta. O valor anual de 9 euros não é muito elevado, mas, se multiplicarmos por 3, 4, 5 ou mais anos, custa mais a pagar.
A fim de esta situação não se agravar, solicitamos aos sócios de boa vontade que actualizem as suas quotas no bar da nossa colectividade. Aproveite, quando nos visita, a oportunidade de se inteirar se as suas quotas estão ou não em dia. Actualmente, já se encontram à cobrança as quotas do corrente ano de 2009.
MCR

Centro da freguesia envelhecido?

Olhar sobre a paisagem...

Ao passar pela Canoeira, lugar que antecede o Vale Gracioso, para quem vai na direcção Sul-Norte, parei, olhei e observei a minha bela Golpilheira. Como cresceu em habitações, em população e em beleza! A periferia continua a crescer: casas novas, novos casais, crianças, enfim, aumento de população. No entanto, a parte central da Golpilheira continua com o seu casario antigo, com muito poucas mudanças na habitação, cujos residentes na sua maioria são pessoas idosas. Era importante que este casario fosse preservado, reconstruído e rejuvenescido por novos habitantes, talvez, familiares dos que lá habitam. É importante que a nossa terra, que data dos inícios do século XIII, não caia no esquecimento dos seus habitantes. Para que sejamos dignos dos nossos antepassados, consigamos dar aos vindouros uma imagem daquilo que fomos, somos e seremos. Sempre golpilheirenses orgulhosos da sua terra!
MCR

Almoço dos Amigos do CRG

Convite para o dia 25 de Maio

Estamos a programar este tradicional almoço dos amigos do CRG para o próximo dia 24 de Maio de 2009, no salão de festas da nossa associação. Para além do convívio que este dia geralmente propicia, também tem por objectivo a angariação de fundos para ajudar a superar as muitas dificuldades financeiras.
Assim, muito em breve, iremos fazer alguns contactos à população para convidar todos a estarem presentes neste almoço, para cimentar ainda mais a amizade que nos une em torno da nossa colectividade. A presença maciça demonstrará toda a pujança do CRG.
Por tudo aquilo que fazemos, na área cultural, desportiva, recreativa e social, merecemos a vossa presença. Não se esqueça de que somos a grande alavanca do desenvolvimento da nossa freguesia. A vossa presença é importante, uma vez que demonstrará o apoio à nossa colectividade.
MCR

Estrada do "terceiro mundo"

Reparação urgente da ligação ao Casal da Cortiça

Apesar de muitas reclamações e abaixo-assinados, junto da Câmara Municipal de Leiria e das freguesias da Barreira e da Golpilheira, estas manifestações não tiveram qualquer eficácia. Estamos a referir-nos ao piso da estrada que liga o Casal de Mil Homens ao Casal da Cortiça, que mais parece uma estrada do terceiro mundo.
Esta via, que funciona para muita gente como alternativa ao IC2, tem um piso em estado miserável. Não é apenas por causa da chuva, pois antes de esta começar a cair já o piso se encontrava bastante degradado. A sua manutenção é da responsabilidade da Câmara Municipal de Leiria. Talvez por a mesma se encontrar no limite do concelho de Leiria, esteja votada a tal abandono. Apesar de não sermos técnicos, julgamos que, antes de colocarem um piso novo, deveriam ser feitas as valetas de um lado e do outro, para assim proteger o piso.
Normalmente, nos anos de eleições, estas obras são efectuadas, pelo que a estrada se interroga: "Será por ser limite de concelho e freguesia que não mereço a mesma atenção do que as outras? Será que os meus utilizadores e moradores não pagam impostos e não votam? Respondam-me com trabalho".
MCR

Carnaval na Golpilheira

A tradição na Golpilheira parece já não ter a força que tinha. Ou então, foi a crise que levou as pessoas a ficar por casa e a não ter vontade de participar no divertimento.
Se no desfile da Batalha, este ano, a nossa colectividade não marcou presença, cá pela freguesia também não se viu sinal de Carnavais. No CRG, marcou-se um baile para o Domingo Gordo, veio uma banda do Porto, com boa qualidade técnica e até belas bailarinas... mas ninguém apareceu para dançar. Passaram meia dúzia de pessoas por lá, mas como não havia "ambiente", acabaram por sair. E a banda tocou para a sala vazia, até perto da meia-noite.
Restou-nos o colorido dos mais pequenos, tanto no corso da Batalha, como nas ruas da nossa terra, onde fizeram um pequeno passeio na sexta-feira. Primeiro foram os do jardim-de-infância a visitar a escola do Paço, depois foram o do 1º ciclo a retribuir a visita. As fantasias foram muitas, sobretudo, dos seus heróis favoritos.

Texto e fotos
Luís Miguel Ferraz















Carnaval na Batalha

"O Carnaval são três dias", lá diz o ditado. Na Batalha foi só um, mas não deixou de ser bem concorrido, com muita animação a percorrer as ruas centrais da vila. O domingo soalheiro ajudou à festa, contrariando a tendência chuvosa dos últimos dois anos, fazendo com que alguns milhares de pessoas escolhessem uma saída de casa para esta tarde carnavalesca.
As escolas e jardins-de-infância deram o colorido mais infantil ao corso, enquanto algumas colectividades concelhias trouxeram o humor da sátira social e política, onde não faltaram assuntos tão actuais como o BPN, os cursos das "novas oportunidades, o TGV, o Freeport, e leituras da crise para todos os gostos.
Talvez pela crise, talvez não, este ano o CRG não foi em Carnavais. Quem também não desceu da serra foi o Colégio de S. Mamede, que costumava trazer muita criançada e respectivas famílias, mas que já o ano passado falhou por causa da chuva e este ano partiu à procura de novos públicos.
Recorrendo, sobretudo, à "prata da casa" e com alguns grupos convidados para dar música aos foliões, a Batalha não deixou de brincar e fazer divertir quem por cá passou. Talvez sem a grandiosidade de outras paragens e sem as caras famosas que levam "nota preta"... mas com boa disposição assegurada. E como todos tiveram prémio de participação, mais vale os tostões ficarem nos bolsos das associações participantes, que bem precisam deles.
A fechar, entrega de prémios e baile até ao final da tarde no pavilhão multi-usos. Para o melhor "grupo", o rancho Rosas do Lena e os seus bonecos bailarinos. Para o melhor carro alegórico, o panelão das bruxarias dos Bombeiros Voluntários. Para todos, a nossa selecção de fotos...

Texto e fotos
Luís Miguel Ferraz















Batalha anuncia 8 medidas "anti-crise"

Município procura abrangência das ajudas

O Município da Batalha anunciou, em conferência de imprensa, no passado dia 20 de Fevereiro, oito medidas de cariz excepcional, como forma de ajudar empresas e famílias durante este ano de 2009, em que os efeitos da crise se farão sentir de forma mais intensa. "Apesar de não termos grandes bolsas de pobreza, nem problema ainda muito graves, não somo uma ilha em relação ao País e ao mundo, pelo que também aqui se sentem os efeitos desta crise que afecta o momento actual", começou por referir o presidente da autarquia, António Lucas.
Considerando que este é o "investimento financeiro possível nesta altura" por parte da autarquia, o presidente referiu que as medidas anunciadas correspondem a uma "tentativa de resposta global, desde as empresas às famílias e aos munícipes que estão em maiores dificuldades". Ainda assim, prevendo-se um pacote global de quase meio milhão de euros (ver quadro), "essa aposta obrigará a um corte no investimentos noutro sectores, que possam ser considerados menos prioritários".
Na linha do que se tem verificado em várias autarquias da região, a Batalha dá também esta indicação de preocupação com a sustentabilidade financeira das suas empresas e a qualidade de vida dos cidadãos, no início de um ano que se prevê ser de dificuldades económicas generalizadas. Algumas das medidas vão ao encontro de soluções disponibilizadas pelo Governo ou fundos comunitários, outras procuram responder em concreto a problemas identificados pela autarquia como prioritários neste concelho. Abaixo, deixamos mais pormenores sobre cada uma dessas oito medidas.

1 - FINICIA - Acesso ao Crédito
A primeira medida relaciona-se com a adesão ao programa FINICIA (com os parceiros IAPMEI, BES, GARVAL, OPEN e ADAE), que visa facilitar o financiamento para criação ou expansão de micro e pequenas empresas, com taxas de juro muito atractivas (Euribor a 180 dias e spreads de 1,25%). O montante inicial a disponibilizar é de 250 mil euros, valor que poderá ser aumentado se surgirem candidaturas que o justifiquem, sendo que cada projecto poderá ser comparticipado até 100%, com o limite máximo de 45 mil euros. O Município irá garantir 20% do valor do empréstimo, sem juros. No caso da Batalha, a autarquia decidiu criar o incentivo adicional de este montante poder ser a fundo perdido, variando entre os 50%, para as empresas que criarem três ou quatro postos de trabalho, e os 100%, para cinco ou mais emprego, em ambos os casos, a manter durante a vigência do apoio. Info: www.cm-batalha.pt, www.adae.pt e www.open.pt.

2 - Microcrédito
Outra medida é a adesão ao programa "Sim Micro Credito" (com as Caixas de Crédito Agrícola de Batalha, Leiria e Porto de Mós), também para micro e pequenas empresas ou para estimular a criação do próprio emprego. O programa arranca com um fundo de um 1,5 milhões de euros, 500 mil de cada instituição financeira, e disponibiliza um máximo de 25 mil euros por projecto, com o tecto de 75% do valor investido.

3 - Pagamentos antecipados
Uma terceira medida é a redução do prazo médio de pagamento municipal aos fornecedores. Sendo já uma das autarquias mais cumpridoras do País, a Batalha quer melhorar este rácio, não ultrapassando os 45 dias nos pagamentos. Terá de recorrer ao crédito para fazer face a esta medida, num custo global estimado em 75 mil euros, mas espera-se contribuir para injectar liquidez nas empresas e, consequentemente, no mercado.

4 - Redução do IMI
Esta é uma medida que havia já sido decidida aquando da aprovação das taxas de IMI para este ano, mas que acabou por ser aqui incluída, dadas as suas características. Assim, no de reavaliação ou para os prédios avaliados ao abrigo do CIMI, o novo valor de tributação passa de 0,4% para 0,35%, correspondendo a uma redução de 12,5%.

5 - Redução nas taxas municipais
Também as taxas municipais, englobando as de urbanismo, publicidade e ocupação de via pública, vão sofrer uma redução de 25%, a partir de 2 de Março e até final de 2009. Ficam excluídas as taxas dependentes de valores fixados pela administração central, bem com as de recolha de lixos e fornecimentos de águas, cuja actividade se encontra concessionada.

6 - Descontos para famílias numerosas
Aparece pela primeira vez uma ajuda dirigida especificamente a famílias numerosas. Neste caso, uma redução dos valores com a mensalidade e as refeições no ATL das crianças do pré-escolar e 1º ciclo, de 25% para famílias com 3 filhos estudantes e de 50% no caso de 4 ou mais filhos. Nos mesmos casos, respectivamente, haverá o desconto de 25% e 50% nas tarifas de efluentes e recolha de lixos.

7 - Ajuda nos medicamentos
Apoiar os mais carenciados na aquisição de medicamentos está também previsto neste plano, com a oferta de 50% do valor não comparticipado pelo Ministério da Saúde, até ao limite de 100 euros por ano. Pode beneficiar quem tiver rendimento individual inferior a 70% da Remuneração Mínima Mensal (315euros/mês). Depois da análise dos serviços sociais da autarquia, será entregue uma lista nas farmácias, para controlo do acesso.

8 - Gabinete de Inserção Profissional
Foi ainda anunciada a candidatura do Município da Batalha à criação do Gabinete de Inserção Profissional (GIP), que visa o acompanhamento personalizado a pessoas à procura de emprego, com captação e divulgação de ofertas no concelho e outras medidas activas de ajuda à inserção no mercado de trabalho. Esta medida foi anunciada pelo Governo esta semana e espera-se a aprovação da candidatura batalhense.

LMF

Crise... e direitos humanos

Francisco Sarsfield Cabral falou em Leiria

A Comissão Diocesana Justiça e Paz (CDJP) organizou, no passado dia 19 de Fevereiro, no Seminário de Leiria, o 5º colóquio integrado no ciclo "Direitos Humanos e realidades actuais". A perspectiva de abordagem foi a "crise económico-social", um tema que não estava previsto na programação inicial deste ciclo, mas que "se impôs de tal forma na nossa vida, que não podemos deixar de nos debruçar sobre ele", referiu Tomás Oliveira Dias, presidente da CDJP. "É que a crise arrasta consigo pobreza e injustiças, à escala nacional e à escala internacional, pelo que há que ter em conta, nas decisões a tomar para a sua resolução, a defesa dos direitos humanos, desde o direito à vida ao direito ao trabalho, sem esquecer todas as outras disposições, da maior transcendência, nesta matéria como as que constam da Declaração Universal dos Direitos Humanos e da nossa própria Constituição", adianta este responsável. E conclui: "Trata-se, afinal, de defender a dignidade da pessoa humana e de apoiar em especial os mais desfavorecidos, como tantas vezes tem recomendado a Doutrina Social da Igreja".
Para tratar este controverso tema da actualidade, foi convidado Francisco Sarsfield Cabral, licenciado em Direito e considerado um observador competente e interessado na vida nacional, particularmente, no que se refere a temas económicos e sociais. Pertenceu a várias instituições públicas e privadas, foi adjunto do ministro dos Negócios Estrangeiros, assessor do primeiro-ministro e director do gabinete em Portugal da Comissão Europeia. Como jornalista, trabalhou no Diário Popular, em O Jornal e na RTP, tendo sido director do Público e director de informação da Rádio Renascença. Actualmente, é colaborador da Rádio Renascença, colunista do Público e comentador da SIC.
Para que os nossos leitores conheçam um pouco melhor as suas opiniões, publicamos de seguida uma entrevista que concedeu ao jornal O Mensageiro (12.02.2009).

Em seu entender, quais as causas da presente crise?
A causa próxima desta crise económico-social é de ordem financeira. Não é uma crise desencadeada por uma euforia bolsista seguida do afundamento das cotações, como aconteceu em 1929 (tendo, depois, falido muitos bancos). Desta vez, o problema foi o crédito. Crédito barato (juro baixo), concedido sem prudência, na convicção de que tudo correria bem (por exemplo, que o preço das casas hipotecadas nos Estados Unidos continuaria a subir) e crédito transformado em títulos, eliminando a relação pessoal entre devedor e credor.
Mas as causas profundas são de ordem ética. Em parte porque o comunismo deixou de ser uma ameaça, muitos capitalistas convenceram-se que tudo seria possível, incluindo procedimentos de duvidosa moralidade. Daí a falta de cuidado na concessão de crédito e a irresponsabilidade com que gestores bancários e financeiros (principescamente pagos) aconselharam aos seus clientes aplicações que se revelaram de alto risco. Muitos dos novos e sofisticados produtos financeiros são hoje chamados "tóxicos": pouco ou nada valem. Daí prejuízos enormes nos bancos e outras instituições financeiras, provocando uma súbita contracção do crédito – o que leva ao atrofiamento da actividade económica.
O excesso de crédito foi facilitado pelo acesso de grandes quantidades de poupanças aos Estados Unidos (vindas sobretudo da China), enquanto os americanos deixaram praticamente de poupar, aumentando o seu consumo com base em empréstimos.

E quais as suas principais consequências na sociedade portuguesa, designadamente no campo social?
A mais grave consequência é o aumento do desemprego e a falta de dinheiro do Estado para ajudar quem precisa.
Também vejo uma consequência negativa, a prazo, que tem a ver com a forte (e necessária) intervenção do Estado no sistema bancário e em sectores económicos e empresas. Isto irá aumentar a nossa secular dependência em relação ao Estado.

Para quando se pode esperar a inversão da crise e retoma da nossa economia?
Ninguém sabe quanto tempo vai durar a crise e qual a sua gravidade. Mas parece claro que esta é a crise mais séria pelo menos desde a Grande Depressão dos anos 30 do século passado.

Ainda assim, que medidas podemos tomar para que seja possível essa retoma?
Reina uma grande insegurança quanto à própria natureza da crise (porque ela é inédita) e quanto aos remédios a aplicar. Mas pensa-se ser indispensável, antes de mais, evitar o colapso do sistema financeiro (que levaria ao total desastre económico). Ainda não é certo que se tenha evitado tal colapso.
Por outro lado, são necessárias políticas para espevitar a procura – investimentos públicos e/ou baixa de impostos. O importante é que essas medidas produzam efeitos tão imediatos quanto possível, o que aconselha os investimentos públicos geradores de emprego.
Também é indispensável reforçar os apoios sociais, até por motivos económicos: quem tem menos dinheiro, se recebe uma ajuda vai gastá-lo – o que já poderá não acontecer com quem tem rendimentos mais altos, pois poderá preferir poupar em vez de consumir.

Em que medida a retoma a nível nacional depende da retoma internacional?
A nossa retoma depende em larguíssima medida da retoma internacional, sobretudo na Europa. Mas tal não invalida, por um lado, que as autoridades portuguesas possam e devam agir no combate à crise; e, por outro, que seja preciso muita cautela em não deixar derrapar demasiado o défice das contas do Estado português. É que, se tal acontecer, o crédito que temos de angariar no estrangeiro será mais caro e difícil. E nós somos um país onde toda a gente está endividada: Estado, empresas, famílias, bancos…

Cáritas Diocesana de Leiria: Reflexos da crise

Muita gente se questiona acerca do modo como a actual crise, financeira, económica e social se manifesta nas instituições que prestam algum tipo de apoio social, e que respostas cada uma pode oferecer para resolver ou minorar as dificuldades com que se defrontam as famílias.
Não queremos dramatizar, mas não podemos iludir as questões. Desde há mais de um ano que a Cáritas regista um crescimento contínuo no número de pessoas que procuram ajuda. Vêm, sobretudo, da zona urbana e suburbana de Leiria, pois em tempos de crise é nas cidades que se encontram as pessoas mais indefesas e com menor capacidade de resistência. As situações são diversas, mas prevalecem as situações de doença, de desemprego e, sobretudo, de desagregação familiar; mas também muitos imigrantes, com predomínio de nacionalidade brasileira e de países de leste.
Além de um atendimento que desejamos sempre humano e compreensivo, é no banco de bens móveis que as pessoas encontram a resposta a muitas das suas necessidades. Em vestuário e agasalho, roupa de cama, calçado, móveis e equipamentos domésticos, material escolar, brinquedos e outros, foram mais de 34 mil os bens entregues a cerca de 400 pessoas, em 2008.
Mas é principalmente no domínio dos bens alimentares que se vem registando um aumento maior de procura, alguma encaminhada por serviços oficiais. A nossa reserva está quase esgotada e, por vezes, temos de ir ao mercado local comprar, para oferecer.
A Cáritas presta também pequenas ajudas financeiras, maioritariamente dirigidas a custos fixos do dia-a-dia, como a renda de casa, a água, luz, gás, medicamentos, etc.
Costumamos dizer que a Cáritas é um lugar de exercício da gratuidade e de voluntariado. Lugar de exercício da diversidade de bens que podemos partilhar, sejam eles o tempo, as capacidades ou os bens materiais. Porque o que a Cáritas tem para distribuir é o que cada um lhe confia. Partilhar é um modo de ser e de estar, no dia-a-dia, próprio de quem não deposita as suas esperanças nos bens deste mundo, mas reconhece como dádiva de Deus, todos os bens, dons e talentos que possui, para o serviço de todos. É um imperativo cristão, mas também um dever de cidadania, onde cada um se reconhece responsável pelo bem de todos, segundo a sua capacidade. A Cáritas não substitui o dever de cada cidadão, cada comunidade, de participar na resolução dos problemas sociais, quaisquer que eles sejam.
Ambrósio Jorge dos Santos
Presidente da Cáritas Diocesana

Rosas do Lena em festa

Aniversários do rancho e do museu

O rancho folclórico Rosas do Lena vai estar em festa, entre 8 e 15 de Março, para assinalar o seu 46º aniversário e o 9º aniversário do Museu Etnográfico da Alta Estremadura.
O programa, para o qual o agrupamento convida toda a população, será o seguinte:
Dia 8, 15h00 – Cânticos da Quaresma, no patim Sul do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (porta lateral)
Dia 10, 22h00 – Transmissão da rubrica "Vila Heróica" da Rádio Batalha, na Casa da Cultura (Rebolaria)
Dia 12, 21h30 – Palestra sobre ciência, por Marcelo Guerra Jordão, na Casa da Cultura
Dia 13, 21h30 – "Danças Tradicionais Europeias", pela "Oficina de Dança", na sede do rancho
Dia 14, 21h30 – 10º Encontro Nacional de Cantadores e de Tocadores de Instrumentos Tradicionais, na sede do rancho
Dia 15, 15h00 – "Museu ao Vivo", no Museu Etnográfico da Alta Estremadura (Rebolaria), e jogos tradicionais no largo junto à sede do rancho.

Novos corpos gerentes
Os novos corpos gerentes do rancho foram eleitos no passado dia 16 de Janeiro, ficando assim constituídos:

Assembleia Geral
Presidente - Joaquim Moreira Ruivo
1ª secretária - Maria de Fátima Moreira Ruivo
2ª secretária - Sara Filipa Moleano Calé

Direcção
Presidente - José António Vieira Bagagem
Vice-presidente - Nelson Silva Grosso
1ª secretária - Daniela Filipa Oliveira Moreira
2ª secretária - Nancy Ribeiro Fonseca
Tesoureiro - Manuel Gregório Vicente Moreira
Vice-tesoureiro - João Carlos Ferreira Moreira
Vogais - Paulo Jorge Oliveira, Luís Fernando Pinheiro, Maria Isabel Pinheiro e Paula Susana Moreira

Conselho Fiscal
Presidente - Alberto Sousa Moreira
Secretário - Carlos Manuel Alberto Santos
Relatora - Patrícia Alexandra Moleano Calé.

OPINIÃO | O desemprego

Esta triste praga está a aumentar todos os dias, com uma força assustadora e inimaginável há alguns anos. A insolvência e a falência das empresas, umas por não se terem modernizado, outras pelo factor "economia global", outras por falta de apoio das instituições financeiras, menor interesse dos empresários, ditadura fiscal, etc. Infelizmente, o fecho de empresas tem sido ao ritmo de dez por dia. São dezenas, centenas e até milhares de operários lançados para o desemprego diariamente. Destes, muitos vão beneficiar temporariamente do Fundo de Desemprego. Mas este vai ter o seu fim. Trabalho não se encontra. Emprego muito menos.
Perante este drama, o que fazer? Esta realidade é cada vez mais assustadora, porque não se vislumbra uma luz ao fundo do túnel. Uma empresa, que hoje tem uma boa estrutura de produção, sólida financeiramente, competitiva, inesperadamente, amanhã pode estar em grandes dificuldades. É esta insegurança que faz andar empregados e patrões com o coração nas mãos. Neste momento, não se podem fazer projectos a médio ou longo prazo, porque de um dia para o outro a situação pode mudar. Quem tem um emprego seguro hoje, amanhã poderá estar no desemprego.
É esta insegurança que faz andar as pessoas tristes e apreensivas quanto ao futuro. Mesmo que procuremos contribuir para que esta situação melhore, sentimo-nos impotentes para tal, uma vez que os governos, as grandes empresas e os bancos é que ditam as leis. Há formas para que esta crise possa ser atenuada, e essa é uma responsabilidade do Governo. É preciso descer os impostos, suavizar as cobranças coercivas por parte do fisco, facilitar às empresas o pagamento de dívidas ao Estado, de maneira a que estas não fiquem asfixiadas. Não é penhorar por tudo e por nada que as coisas se resolvem. As pessoas e as empresas ficam mais pobres, mas o estado também não fica mais rico. Neste momento, ainda o que é mais eficaz, infelizmente, é a (in)justiça fiscal. São rápidos a tentar receber, utilizando todos os meios ao seu alcance. Não há dinheiro, penhora-se. Na segurança social é a mesma coisa. pois desta forma é muito fácil trabalhar. E na justiça? Na saúde? Na segurança dos cidadãos? São alguns pequenos exemplos. Todos nós sabemos o que se passa neste pobre país, à beira mar plantado. É uma vergonha. Dos casos bastante badalados, que se arrastam há alguns anos, ainda nenhum teve condenação. Pelo andar da carruagem, vão ser todos arquivados. Será que é muito difícil condenar um pedófilo? Será que é muito difícil condenar um violador? Será difícil condenar um burlão ou uma burlona? Será difícil condenar um corrupto? Resumindo: fácil é condenar aquele que por diversas razões não pagou ao fisco e à segurança social.
Manuel Carreira Rito