quinta-feira, 29 de outubro de 2009
EDITORIAL | 13
Nem de sorte, nem de azar. Apenas de vida. São 13 anos completos de edição deste seu Jornal da Golpilheira. Passo a passo, mês a mês, um conjunto de páginas que espelham a história que vai rolando nesta freguesia e nos espaços em redor, onde a vida dos golpilheirenses se espraia. Página a página, as palavras e as imagens dos actos, das ideias e das gentes, que ficarão gravadas para os vindouros. Momento a momento, a tentativa permanente de fixar o presente, perscrutar o passado e apontar o futuro.
É este o nosso compromisso renovado. Este o trabalho que abraçamos. Por sinal, muito trabalho. Mas, enquanto observarmos a satisfação de um leitor, enquanto sentirmos o carinho de um amigo, enquanto recebermos o apoio de um empresário, saberemos que vale a pena. Porque é esse o principal prémio que nos faz correr: a consciência de prestar um serviço que é útil e necessário.
Após estes 13 anos, conhecemos bem as nossas limitações. Mas sabemos também com o que podemos contar. Não embarcamos em utopias, mas também não cruzamos os braços perante a rotina. A experiência adquirida será uma ajuda para melhorar. E a vontade de fazer melhor há-de sempre permitir o espaço à criatividade. Passo a passo, página a página, momento a momento, continuaremos o caminho. Porque a meta é o futuro sem fronteiras.
Até que Deus permita...
É este o nosso compromisso renovado. Este o trabalho que abraçamos. Por sinal, muito trabalho. Mas, enquanto observarmos a satisfação de um leitor, enquanto sentirmos o carinho de um amigo, enquanto recebermos o apoio de um empresário, saberemos que vale a pena. Porque é esse o principal prémio que nos faz correr: a consciência de prestar um serviço que é útil e necessário.
Após estes 13 anos, conhecemos bem as nossas limitações. Mas sabemos também com o que podemos contar. Não embarcamos em utopias, mas também não cruzamos os braços perante a rotina. A experiência adquirida será uma ajuda para melhorar. E a vontade de fazer melhor há-de sempre permitir o espaço à criatividade. Passo a passo, página a página, momento a momento, continuaremos o caminho. Porque a meta é o futuro sem fronteiras.
Até que Deus permita...
“Golpilheira 25 anos” deixou ideias para o futuro
Jornal organizou debate com candidatos à Junta de Freguesia
No âmbito das comemorações dos 25 anos da criação da freguesia, cuja data oficial é 31 de Dezembro de 1984, e aproveitando a oportunidade das eleições autárquicas, o Jornal da Golpilheira tomou a iniciativa de organizar um debate com a participação dos candidatos a esta Assembleia de Freguesia pelos três partidos que apresentaram lista: CDS, PS e PSD.
Mais do que uma discussão política, pretendeu-se um debate construtivo em ordem ao futuro da freguesia, partindo das opiniões dos principais elementos das listas, pessoas que por essa razão se mostram claramente interessadas na participação activa nessa construção.
Um dos factos salientados pelo moderador, o director deste Jornal, foi precisamente o número elevado de pessoas que se disponibilizaram para as listas eleitorais, muitas delas jovens, o que é sempre motivo de orgulho, para mais numa freguesia pequena como esta, com 1366 eleitores inscritos. Isso é uma garantia de termos alternativas, ideias diferentes, possibilidade de escolha, significando também que grande parte da população está atenta e interessada na construção do futuro, como comprovou a baixa taxa de abstenção que viria a registar-se (26,5%), quando comparada com as médias nacionais, distritais e mesmo concelhias.
Prova disso foi também a elevada participação dos golpilheirenses neste debate, com cerca de 150 pessoas a marcar presença (apesar de jogar o Benfica!).
O debate
Nas mesas do debate estiveram três candidatos de cada partido, que estabeleceram entre si as regras para as respostas. Não foi necessário cronometrar as intervenções, tendo havido uma distribuição pacífica e equitativa dos tempos para cada grupo, num esquema de resposta rotativa, seguida de nova ronda para réplicas. No total, o serão decorreu durante cerca de duas horas.
Foram feitas cinco perguntas, divididas por áreas: infra-estruturas públicas e desenvolvimento económico; ordenamento do território e ambiente; cultura, desporto e lazer; serviço social e solidariedade; participação cívica dos cidadãos e juventude. No final, houve ainda um espaço livre, para cada grupo apresentar as suas prioridades para a freguesia e fazer o apelo ao voto.
Passadas as eleições, não nos interessa já “esmiuçar” o que disse cada um dos intervenientes. Vamos, por isso, deixar apenas algumas das principais ideias que foram apresentadas, em cada um destes temas, na perspectiva do referido “olhar” para o futuro da Golpilheira. Ideias que poderão ser analisadas por todos, que podermos voltar a discutir e que, independentemente que quem as apresentou, poderão ser postas em prática por quem de direito, desde que se reconheça a sua importância para o desenvolvimento da freguesia.
1. Qual a avaliação que fazem da nossa freguesia quanto a infra-estruturas públicas (estradas, serviços públicos, etc.) e quanto ao desenvolvimento económico em geral (industrial, comercial, turístico, etc.)? Que papel deverá ter a Junta de Freguesia nesse campo?
O grande ponto de confluência foi a necessidade de se avançar com o pavilhão desportivo. Considerado por alguns como ainda sendo uma “miragem”, a expectativa comum é de que o processo avance com rapidez, dado que o projecto está pronto e o financiamento garantido por fundos comunitários e pela Câmara Municipal, restando apenas a desafectação de uma parcela do terreno por parte da Reserva Ecológica Nacional.
Falou-se também na necessidade de uma casa de velar, mas aí as opiniões divergem, pois há quem defenda que o espaço actualmente usado na antiga igreja do Bom Jesus dos Aflitos foi devidamente preparado para este fim. Outras pequenas observações foram adiantadas sobre casos pontuais de melhoramento de vias, arranjo de passeios, colocação de sinalização e de iluminação pública.
Quanto aos aspectos económicos, foi referida a fraca capacidade da Junta para uma acção nesta área, além do incentivo que possa oferecer-se aos empresários locais.
2. Quanto ao ordenamento do território, como avaliam o modo como tem crescido a freguesia e como está organizada territorialmente? Nesse contexto, o que fazer para melhorar, nomeadamente quanto ao meio ambiente e espaços verdes?
As primeiras críticas foram para a construção de algumas casas demasiado próximo das vias de comunicação, o que dificultará no futuro o seu alargamento ou construção de passeios. Defendeu-se a elaboração de um ordenamento territorial “a longo prazo”, que definisse algumas regras a respeitar por todos, inclusivamente quanto ao tipo de construções a autorizar na freguesia. Nesse projecto deveria ser incluída toda a rede de infra-estruturas, como água, electricidade, esgotos, gás, etc., para evitar a constante destruição do asfalto para as sucessivas obras.
Na mesma linha, defendeu-se a delimitação mais clara das áreas habitacionais, comerciais, industriais e de lazer, para acabar com as situações de empresas instaladas em garagens na zona urbana e, sobretudo, para valorizar uma zona central de passeio e convívio. A criação da zona industrial foi defendida como urgente, mas apresentou-se também o motivo do seu atraso com as sucessivas alterações legislativas do Governo, que têm mantido paralisadas as aprovações às revisões dos PDM por todo o País.
Quanto à questão ambiental e espaços verdes, houve unanimidade na defesa de um maior usufruto do rio Lena, seja pela limpeza, preservação e construção de taludes que permitam recuperar água no seu leito, seja pela criação de espaços de lazer e de passeio que aproximem mais as pessoas da zona ribeirinha.
3. Quanto ao dinamismo cultural, desportivo e de lazer, que poderia fazer a Junta de Freguesia, nomeadamente em relação ao Centro Recreativo, que é a instituição que concentra grande parte deste dinamismo?
O papel da Junta neste campo tem sido sobretudo o de incentivar e ajudar economicamente as actividades da colectividade. Nas várias intervenções, foi essa também a linha de acção defendida em relação ao futuro.
O CRG foi de facto o centro das preocupações de todos, tanto numa linha de defesa de maior ajuda financeira e de pressão junto da Câmara Municipal por parte da Junta, como na constatação de que é necessário maior envolvimento das pessoas na vida da associação, sobretudo no serviço voluntário nas suas diversas secções. O papel da Junta poderá ser também esse de sensibilizar as pessoas para a cultura e de promover as suas próprias acções culturais.
A criação do Dia da Freguesia, no âmbito da Semana Cultural anual foi uma dessas propostas.
4. No campo do apoio social (terceira idade, saúde, pobreza, solidariedade, etc.), quais os principais problemas que identificam e qual a área onde acham que deveriam ser feitos mais investimentos?
Mais uma vez, encontrou-se um tema consensual: a principal preocupação é com a terceira idade, ao serviço da qual se revela urgente criar um espaço para Centro de Dia. A forma de o concretizar é que diverge. Há quem defenda a recuperação da antiga escola de Bico Sachos para esse fim, onde se pudesse instalar um Centro de Dia de acordo com todas as exigências legais, partindo de uma nova valência a gerar no CRG como IPSS. Outros defendem que o ideal, mantendo-se o CRG como promotor, seria construir um edifício de raiz nos terrenos anexos à sua sede, pois seria mais central e ofereceria muito melhores condições de acessibilidade.
Enquanto isso não acontece, alguém afirmou a necessidade de se avançar ainda este ano com um espaço para o convívio da população idosa, na sala da cave do novo edifício da Junta, onde as pessoas pudessem ter oportunidade de conversar, partilhar algum passatempo, etc., ainda que sem as condições legais de um Centro de Dia. Até porque, mais uma vez, a Junta não tem competências que lhe permitam avançar com alguma proposta nesta valência social, enquanto o Governo central não o permitir.
Uma questão também abordada foi a do desemprego, surgindo a ideia de colocar no site da internet da Junta um espaço “Emprego na Minha Freguesia”, com oferta e procura de emprego na região mais próxima.
5. Um dos problemas sociais é o descrédito em relação às instituições políticas e ao serviço público. Como caracterizam a freguesia neste aspecto? Que poderia fazer a Junta para motivar a maior participação cívica dos cidadãos, nomeadamente das camadas mais jovens?
Reconhecida por todos a importância desta questão, sugeriu-se a promoção de actividades, oficinas, sessões de formação e outras pequenas iniciativas, para as quais as pessoas fossem convidadas, ao exemplo do que sucedeu com este mesmo debate. O principal problema é convencer as pessoas, retirá-las do conforto de casa, levá-las a colaborar. Esse é o desafio, que começa pela edução cultural dos mais novos para a participação cívica na vida social.
Saldo positivo
Após este repto, seguiram-se as últimas intervenções de cada mesa, no apelo directo ao voto, basicamente com a apresentação das principais linhas do respectivo programa eleitoral, conforme divulgámos na última edição.
Foi a primeira vez que se realizou um debate deste género na freguesia. Não foi “política dura”, como alguns teriam preferido. Mas serviu para trazer à conversa diversas temas importantes, para cruzar algumas opiniões diversas sobre eles, para cada um pensar por si e analisar as várias propostas.
Podemos afirmar, segundo auscultámos também junto de algumas pessoas presentes, que o saldo foi positivo. Até porque, antes e depois das eleições, mais importante do que sermos adversários políticos é sermos amigos da nossa terra comum e lutarmos juntos pelo seu desenvolvimento. Foi isso que o Jornal pretendeu com o debate “Golpilheira 25 anos!”
Contamos voltar a organizar este tipo de fóruns… ainda antes que passem outros 25 anos!
Luís Miguel Ferraz
No âmbito das comemorações dos 25 anos da criação da freguesia, cuja data oficial é 31 de Dezembro de 1984, e aproveitando a oportunidade das eleições autárquicas, o Jornal da Golpilheira tomou a iniciativa de organizar um debate com a participação dos candidatos a esta Assembleia de Freguesia pelos três partidos que apresentaram lista: CDS, PS e PSD.
Mais do que uma discussão política, pretendeu-se um debate construtivo em ordem ao futuro da freguesia, partindo das opiniões dos principais elementos das listas, pessoas que por essa razão se mostram claramente interessadas na participação activa nessa construção.
Um dos factos salientados pelo moderador, o director deste Jornal, foi precisamente o número elevado de pessoas que se disponibilizaram para as listas eleitorais, muitas delas jovens, o que é sempre motivo de orgulho, para mais numa freguesia pequena como esta, com 1366 eleitores inscritos. Isso é uma garantia de termos alternativas, ideias diferentes, possibilidade de escolha, significando também que grande parte da população está atenta e interessada na construção do futuro, como comprovou a baixa taxa de abstenção que viria a registar-se (26,5%), quando comparada com as médias nacionais, distritais e mesmo concelhias.
Prova disso foi também a elevada participação dos golpilheirenses neste debate, com cerca de 150 pessoas a marcar presença (apesar de jogar o Benfica!).
O debate
Nas mesas do debate estiveram três candidatos de cada partido, que estabeleceram entre si as regras para as respostas. Não foi necessário cronometrar as intervenções, tendo havido uma distribuição pacífica e equitativa dos tempos para cada grupo, num esquema de resposta rotativa, seguida de nova ronda para réplicas. No total, o serão decorreu durante cerca de duas horas.
Foram feitas cinco perguntas, divididas por áreas: infra-estruturas públicas e desenvolvimento económico; ordenamento do território e ambiente; cultura, desporto e lazer; serviço social e solidariedade; participação cívica dos cidadãos e juventude. No final, houve ainda um espaço livre, para cada grupo apresentar as suas prioridades para a freguesia e fazer o apelo ao voto.
Passadas as eleições, não nos interessa já “esmiuçar” o que disse cada um dos intervenientes. Vamos, por isso, deixar apenas algumas das principais ideias que foram apresentadas, em cada um destes temas, na perspectiva do referido “olhar” para o futuro da Golpilheira. Ideias que poderão ser analisadas por todos, que podermos voltar a discutir e que, independentemente que quem as apresentou, poderão ser postas em prática por quem de direito, desde que se reconheça a sua importância para o desenvolvimento da freguesia.
1. Qual a avaliação que fazem da nossa freguesia quanto a infra-estruturas públicas (estradas, serviços públicos, etc.) e quanto ao desenvolvimento económico em geral (industrial, comercial, turístico, etc.)? Que papel deverá ter a Junta de Freguesia nesse campo?
O grande ponto de confluência foi a necessidade de se avançar com o pavilhão desportivo. Considerado por alguns como ainda sendo uma “miragem”, a expectativa comum é de que o processo avance com rapidez, dado que o projecto está pronto e o financiamento garantido por fundos comunitários e pela Câmara Municipal, restando apenas a desafectação de uma parcela do terreno por parte da Reserva Ecológica Nacional.
Falou-se também na necessidade de uma casa de velar, mas aí as opiniões divergem, pois há quem defenda que o espaço actualmente usado na antiga igreja do Bom Jesus dos Aflitos foi devidamente preparado para este fim. Outras pequenas observações foram adiantadas sobre casos pontuais de melhoramento de vias, arranjo de passeios, colocação de sinalização e de iluminação pública.
Quanto aos aspectos económicos, foi referida a fraca capacidade da Junta para uma acção nesta área, além do incentivo que possa oferecer-se aos empresários locais.
2. Quanto ao ordenamento do território, como avaliam o modo como tem crescido a freguesia e como está organizada territorialmente? Nesse contexto, o que fazer para melhorar, nomeadamente quanto ao meio ambiente e espaços verdes?
As primeiras críticas foram para a construção de algumas casas demasiado próximo das vias de comunicação, o que dificultará no futuro o seu alargamento ou construção de passeios. Defendeu-se a elaboração de um ordenamento territorial “a longo prazo”, que definisse algumas regras a respeitar por todos, inclusivamente quanto ao tipo de construções a autorizar na freguesia. Nesse projecto deveria ser incluída toda a rede de infra-estruturas, como água, electricidade, esgotos, gás, etc., para evitar a constante destruição do asfalto para as sucessivas obras.
Na mesma linha, defendeu-se a delimitação mais clara das áreas habitacionais, comerciais, industriais e de lazer, para acabar com as situações de empresas instaladas em garagens na zona urbana e, sobretudo, para valorizar uma zona central de passeio e convívio. A criação da zona industrial foi defendida como urgente, mas apresentou-se também o motivo do seu atraso com as sucessivas alterações legislativas do Governo, que têm mantido paralisadas as aprovações às revisões dos PDM por todo o País.
Quanto à questão ambiental e espaços verdes, houve unanimidade na defesa de um maior usufruto do rio Lena, seja pela limpeza, preservação e construção de taludes que permitam recuperar água no seu leito, seja pela criação de espaços de lazer e de passeio que aproximem mais as pessoas da zona ribeirinha.
3. Quanto ao dinamismo cultural, desportivo e de lazer, que poderia fazer a Junta de Freguesia, nomeadamente em relação ao Centro Recreativo, que é a instituição que concentra grande parte deste dinamismo?
O papel da Junta neste campo tem sido sobretudo o de incentivar e ajudar economicamente as actividades da colectividade. Nas várias intervenções, foi essa também a linha de acção defendida em relação ao futuro.
O CRG foi de facto o centro das preocupações de todos, tanto numa linha de defesa de maior ajuda financeira e de pressão junto da Câmara Municipal por parte da Junta, como na constatação de que é necessário maior envolvimento das pessoas na vida da associação, sobretudo no serviço voluntário nas suas diversas secções. O papel da Junta poderá ser também esse de sensibilizar as pessoas para a cultura e de promover as suas próprias acções culturais.
A criação do Dia da Freguesia, no âmbito da Semana Cultural anual foi uma dessas propostas.
4. No campo do apoio social (terceira idade, saúde, pobreza, solidariedade, etc.), quais os principais problemas que identificam e qual a área onde acham que deveriam ser feitos mais investimentos?
Mais uma vez, encontrou-se um tema consensual: a principal preocupação é com a terceira idade, ao serviço da qual se revela urgente criar um espaço para Centro de Dia. A forma de o concretizar é que diverge. Há quem defenda a recuperação da antiga escola de Bico Sachos para esse fim, onde se pudesse instalar um Centro de Dia de acordo com todas as exigências legais, partindo de uma nova valência a gerar no CRG como IPSS. Outros defendem que o ideal, mantendo-se o CRG como promotor, seria construir um edifício de raiz nos terrenos anexos à sua sede, pois seria mais central e ofereceria muito melhores condições de acessibilidade.
Enquanto isso não acontece, alguém afirmou a necessidade de se avançar ainda este ano com um espaço para o convívio da população idosa, na sala da cave do novo edifício da Junta, onde as pessoas pudessem ter oportunidade de conversar, partilhar algum passatempo, etc., ainda que sem as condições legais de um Centro de Dia. Até porque, mais uma vez, a Junta não tem competências que lhe permitam avançar com alguma proposta nesta valência social, enquanto o Governo central não o permitir.
Uma questão também abordada foi a do desemprego, surgindo a ideia de colocar no site da internet da Junta um espaço “Emprego na Minha Freguesia”, com oferta e procura de emprego na região mais próxima.
5. Um dos problemas sociais é o descrédito em relação às instituições políticas e ao serviço público. Como caracterizam a freguesia neste aspecto? Que poderia fazer a Junta para motivar a maior participação cívica dos cidadãos, nomeadamente das camadas mais jovens?
Reconhecida por todos a importância desta questão, sugeriu-se a promoção de actividades, oficinas, sessões de formação e outras pequenas iniciativas, para as quais as pessoas fossem convidadas, ao exemplo do que sucedeu com este mesmo debate. O principal problema é convencer as pessoas, retirá-las do conforto de casa, levá-las a colaborar. Esse é o desafio, que começa pela edução cultural dos mais novos para a participação cívica na vida social.
Saldo positivo
Após este repto, seguiram-se as últimas intervenções de cada mesa, no apelo directo ao voto, basicamente com a apresentação das principais linhas do respectivo programa eleitoral, conforme divulgámos na última edição.
Foi a primeira vez que se realizou um debate deste género na freguesia. Não foi “política dura”, como alguns teriam preferido. Mas serviu para trazer à conversa diversas temas importantes, para cruzar algumas opiniões diversas sobre eles, para cada um pensar por si e analisar as várias propostas.
Podemos afirmar, segundo auscultámos também junto de algumas pessoas presentes, que o saldo foi positivo. Até porque, antes e depois das eleições, mais importante do que sermos adversários políticos é sermos amigos da nossa terra comum e lutarmos juntos pelo seu desenvolvimento. Foi isso que o Jornal pretendeu com o debate “Golpilheira 25 anos!”
Contamos voltar a organizar este tipo de fóruns… ainda antes que passem outros 25 anos!
Luís Miguel Ferraz
Eleitos municipais tomaram posse
A tomada de posse dos membros do executivo da Câmara e dos deputados da Assembleia Municipal da Batalha decorreu no passado dia 26 de Outubro, no salão nobre dos Paços do Concelho.
A sessão começou com a chamamento dos eleitos, um a um, para o juramento “cumprir com lealdade a missão confiada como autarca”. Depois, foi instalado o executivo da Câmara Municipal, para a sua primeira reunião, o mesmo acontecendo com a eleição da mesa da Assembleia Municipal, composta pelos três deputados mais votados pelo PSD.
“É uma honra prestar este serviço à população do Concelho e espero contar com a colaboração de todos nesse sentido, em espírito de colaboração, cordialidade e trabalho, para que a sorte nos sorria e possamos ser avaliados positivamente daqui a quatro anos por quem nos elegeu”. Foram as primeiras palavras do novo presidente da Assembleia Municipal da Batalha, José Reis.
Também António Lucas, presidente reeleito da autarquia, agradeceu publicamente a confiança do eleitorado, afirmando a sua determinação em “continuar a lutar como até aqui pelo desenvolvimento sustentado do concelho”. Lembrando alguns dos projectos “na calha” para os próximos tempos, com financiamento comunitário aprovado no valor de mais de 20 milhões de euros, defendeu a “necessidade de um executivo unido e a puxar para o mesmo lado”, esperando também que “sejam rapidamente resolvidos pelo Governo alguns pormenores burocráticos que têm dificultado o avanço das obras”.
Quanto à nossa Junta de Freguesia, a tomada de posse dos eleitos foi no dia 30 de Setembro, pelas 21h00, em sessão aberta ao público, como são sempre as reuniões da autarquia.
LMF
Junta de Freguesia da Golpilheira
Carlos Alberto Monteiro dos Santos (PSD)
José dos Santos Silva (PSD)
Maria de Fátima Carreira de Sousa (PSD)
Assembleia de Freguesia da Golpilheira
Joaquim Lopes Cruz (PSD)
Cesário Rodrigues dos Santos (PSD)
José Carlos Reis Ferraz (PS)
Cristina Maria de Carvalho Agostinho (PSD)
Paulo Manuel Rodrigues Antunes Rito (PSD)
Joaquim Monteiro Filipe Vieira (PS)
Armando Pereira de Sousa (PSD)
Joana Rita Grosso Valério (PSD)
António José Quinta Matos (PSD)
Assembleia Municipal da Batalha
José Vieira dos Reis (PSD)
Paulo Jorge Frazão Batista dos Santos (PSD)
Colette Pedrosa de Sousa (PSD)
Luís Miguel Chagas Vieira Martins (PS)
António dos Reis Ferreira (PSD)
Nelson Luís Monteiro Guerra (CDS-PP)
Alberto de Matos (PSD)
Maria Cecília Ligeiro Justo (PSD)
João Manuel Guerra Bastos (PSD)
Maria Irene Moreira de Sousa (PS)
Luís Miguel Ribeiro Ferraz (PSD)
Tânia Marisa Correia Oliveira (CDS-PP)
Raquel Maria Cunha Ferreira (PSD)
Henrique Amado Carvalho (PSD)
Nuno Miguel Costa Monteiro (PSD)
António Joaquim Soares Zeferino (PS)
Tânia Sofia Pereira de Oliveira (PSD)
Paulo Fernando Romão Encarnação (CDS-PP)
António Carlos Costa Jordão (PSD)
Cristóvão Mira Ribeiro (PSD)
Leonor Ferreira Faustino (PS)
Germano Pragosa - Pres. Junta Batalha (PSD)
Carlos Santos - Pres. Junta Golpilheira (PSD)
António Lucas - Pres. Junta Reguengo Fetal (PSD)
Silvestre Carvalhana - Pres. Junta S. Mamede (PSD)
Câmara Municipal da Batalha
António Lucas (PSD) [Presidente]
Cíntia Silva (PSD)
Carlos Henriques (PSD)
Graça Pereira (PSD)
Francisco Meireles (PS)
José Tiago Duarte (PSD)
Horácio Francisco (CDS-PP)
A sessão começou com a chamamento dos eleitos, um a um, para o juramento “cumprir com lealdade a missão confiada como autarca”. Depois, foi instalado o executivo da Câmara Municipal, para a sua primeira reunião, o mesmo acontecendo com a eleição da mesa da Assembleia Municipal, composta pelos três deputados mais votados pelo PSD.
“É uma honra prestar este serviço à população do Concelho e espero contar com a colaboração de todos nesse sentido, em espírito de colaboração, cordialidade e trabalho, para que a sorte nos sorria e possamos ser avaliados positivamente daqui a quatro anos por quem nos elegeu”. Foram as primeiras palavras do novo presidente da Assembleia Municipal da Batalha, José Reis.
Também António Lucas, presidente reeleito da autarquia, agradeceu publicamente a confiança do eleitorado, afirmando a sua determinação em “continuar a lutar como até aqui pelo desenvolvimento sustentado do concelho”. Lembrando alguns dos projectos “na calha” para os próximos tempos, com financiamento comunitário aprovado no valor de mais de 20 milhões de euros, defendeu a “necessidade de um executivo unido e a puxar para o mesmo lado”, esperando também que “sejam rapidamente resolvidos pelo Governo alguns pormenores burocráticos que têm dificultado o avanço das obras”.
Quanto à nossa Junta de Freguesia, a tomada de posse dos eleitos foi no dia 30 de Setembro, pelas 21h00, em sessão aberta ao público, como são sempre as reuniões da autarquia.
LMF
Junta de Freguesia da Golpilheira
Carlos Alberto Monteiro dos Santos (PSD)
José dos Santos Silva (PSD)
Maria de Fátima Carreira de Sousa (PSD)
Assembleia de Freguesia da Golpilheira
Joaquim Lopes Cruz (PSD)
Cesário Rodrigues dos Santos (PSD)
José Carlos Reis Ferraz (PS)
Cristina Maria de Carvalho Agostinho (PSD)
Paulo Manuel Rodrigues Antunes Rito (PSD)
Joaquim Monteiro Filipe Vieira (PS)
Armando Pereira de Sousa (PSD)
Joana Rita Grosso Valério (PSD)
António José Quinta Matos (PSD)
Assembleia Municipal da Batalha
José Vieira dos Reis (PSD)
Paulo Jorge Frazão Batista dos Santos (PSD)
Colette Pedrosa de Sousa (PSD)
Luís Miguel Chagas Vieira Martins (PS)
António dos Reis Ferreira (PSD)
Nelson Luís Monteiro Guerra (CDS-PP)
Alberto de Matos (PSD)
Maria Cecília Ligeiro Justo (PSD)
João Manuel Guerra Bastos (PSD)
Maria Irene Moreira de Sousa (PS)
Luís Miguel Ribeiro Ferraz (PSD)
Tânia Marisa Correia Oliveira (CDS-PP)
Raquel Maria Cunha Ferreira (PSD)
Henrique Amado Carvalho (PSD)
Nuno Miguel Costa Monteiro (PSD)
António Joaquim Soares Zeferino (PS)
Tânia Sofia Pereira de Oliveira (PSD)
Paulo Fernando Romão Encarnação (CDS-PP)
António Carlos Costa Jordão (PSD)
Cristóvão Mira Ribeiro (PSD)
Leonor Ferreira Faustino (PS)
Germano Pragosa - Pres. Junta Batalha (PSD)
Carlos Santos - Pres. Junta Golpilheira (PSD)
António Lucas - Pres. Junta Reguengo Fetal (PSD)
Silvestre Carvalhana - Pres. Junta S. Mamede (PSD)
Câmara Municipal da Batalha
António Lucas (PSD) [Presidente]
Cíntia Silva (PSD)
Carlos Henriques (PSD)
Graça Pereira (PSD)
Francisco Meireles (PS)
José Tiago Duarte (PSD)
Horácio Francisco (CDS-PP)
Eleições Autárquicas • 11 de Outubro de 2009 • PSD “absoluto” no concelho da Batalha
As contas a nível nacional são difíceis de fazer: o PSD, incluindo as várias coligações, conquistou mais câmaras municipais (139 contra 132 do PS), mais maiorias absolutas (132 contra 119 do PS) e mais presidências de junta (1926 contra 1577 do PS) e mais votos no total (2.142.566 contra 2.084.382 do PS na votação para as câmaras); mas a verdade é que o PS não concorreu em qualquer coligação e, se contarmos apenas onde o PSD se apresentou sozinho, os números deste partido passam a ser de 117 câmaras, 112 maiorias absolutas, 1530 presidentes de junta e apenas 1.270.137 votos no total para as câmaras municipais, pelo será o PS o vencedor do confronto directo.
De qualquer modo, os resultados globais pouco importam neste caso, pois trata-se da eleição de governantes locais e é em cada concelho e em cada freguesias que importa analisar os dados. Até porque nas autárquicas, em muitos casos, contam mais as pessoas do que os partidos para motivar o voto dos eleitores.
Distrito
Pela primeira vez na sua história, a Câmara de Leiria vai ter um presidente do PS. A proeza foi alcançada por Raul Castro, ex-presidente da autarquia batalhense, nesta que já era a terceira tentativa de conquistar este bastião do PSD a Isabel Damasceno. De salientar ainda no concelho de Leiria a reviravolta em muitas das suas freguesias, tradicionalmente do PSD, onde o PS conseguiu importantes vitórias, como a Maceira, as Cortes, os Marrazes, etc.
Para além desta (Raul Castro – 44,86%), serão do PS os presidentes de mais três autarquias do Distrito: Castanheira de Pêra (Fernando Lopes – 49,12%), Marinha Grande (Álvaro Pereira – 36,09%) e Porto de Mós (João Salgueiro – 58,88%). A CDU mantém a Câmara de Peniche (António Santos – 44,08%), enquanto que as restantes onze câmaras serão do PSD: Alcobaça (Paulo Inácio – 44,93%) Alvaiázere (Paulo Morgado – 50,72%), Ansião (Rui Rocha – 62,58%), Batalha (António Lucas – 68,26%), Bombarral (José Vieira – 49,89%), Caldas da Rainha (Fernando Costa – 50,47%), Figueiró dos Vinhos (Rui Silva – 55,38%), Nazaré (Jorge Barroso – 48,03%), Óbidos (Telmo Faria – 68,47%), Pedrógão Grande (João Marques – 68,44) e Pombal (Narciso Mota – 65,79%).
Concelho
Na Batalha, o PSD ganhou tudo com maioria absoluta, desde a Câmara e Assembleia Municipal às quatro Juntas de Freguesia.
No caso da Câmara Municipal, António Lucas garantiu a reeleição para o seu 4º mandato, com a expressiva margem de 68,26% e cinco mandatos no executivo. O PS garantiu a manutenção de Francisco Meireles na vereação, com 14,13% dos votos. O CDS-PP conseguiu a eleição de Horácio Francisco para a autarquia, com um resultado de 11,97%, muito graças ao grande resultado deste partido em S. Mamede (21,3%), ao contrário do que sucedeu ao PS (5,56%). A mesma situação se verificou na votação para a Assembleia Municipal, o que poderá estar relacionado com o facto de o PS não ter apresentado ali uma lista à Assembleia de Freguesia. Quanto à CDU, José Valentim não foi além dos 1,69%, ficando sem qualquer representação nos órgãos autárquicos.
Na noite eleitoral, António Lucas agradeceu à população mais esta vitória, “com uma prova inequívoca de confiança nos candidatos do PSD e nas políticas que iremos prosseguir” e, quanto à perda de um vereador para o CDS-PP, referiu apenas a esperança de que “venha para trabalhar em prol do concelho e não para complicar”.
Na composição da Assembleia Municipal verificaram-se percentagens semelhantes, embora com maior transferência de votos do PSD para os restantes partidos. Assim, o PSD elegeu 14 deputados (61,18%), o PS 4 (16,64%) e o CDS 3 (14,67%).
A mesma tendência se verificou nas votações para as Assembleias de Freguesia, conforme se poderá ver pela consulta nos quadros anexos.
Freguesia
Analisando mais concretamente os resultados na Golpilheira, verificou-se ter sido esta a freguesia onde o PSD conseguiu os seus melhores resultados, registando-se uma subida em todos os valores, relativamente às eleições de 2005. Assim, este partido teve 71,81% (69,24% em 2005) para a Câmara Municipal, 66,14% (60,78% em 2005) para a Assembleia Municipal e 63,45% (43,9% em 2005) para a Assembleia de Freguesia, onde elegeu 7 mandatos. Carlos Santos, o presidente reeleito ao 2.º mandato, referiu na noite eleitoral que “este aumento tão expressivo dos votos na nossa equipa só significa o aumento de responsabilidade perante as pessoas” e prometeu “continuar a trabalhar como até aqui pelo desenvolvimento da freguesia”.
O PS foi o segundo partido mais votado, também com subidas nos valores para a Câmara (17,93% em 2009 – 12,70% em 2005) e para a Assembleia Municipal (22,01% em 2009 – 16,98% em 2005), mas com uma ligeira descida para a Assembleia de Freguesia (24,8% em 2009 – 26,10% em 2005), mantendo no entanto os dois membros que tinha no mandato anterior.
Quanto ao CDS-PP, relativamente a 2005, desceu significativamente em todos os indicadores, com 6,57% para a Câmara (11,43% em 2005), 7,87% para a Assembleia Municipal (13,56% em 2005), e 7,47% para a Junta (22,87% em 2005). Em virtude destes resultados, o partido perdeu os dois membros que tinha no anterior mandato e deixou de ter qualquer representante na Assembleia de Freguesia.
Os votos da Golpilheira no PCP para os órgãos concelhios mantiveram-se em valores residuais, a rondar 1%.
Tal como nas legislativas, destacamos nestas eleições a percentagem de 73,50% de participação da população. Assim, a abstenção de 26,50% foi a mais baixa de todas as freguesias do concelho, longe da média concelhia de 38,47%, e mais ainda das médias distrital (42,62%) e nacional (40,99). Um sinal de maturidade democrática e sentido de responsabilidade cívica que não podem deixar de nos orgulhar.
Luís Miguel Ferraz
Candidatos à Junta da Golpilheira comentam as eleições...
Anabela Lopes - CDS/Independentes
Decorridas que estão as eleições autárquicas, é tempo de analisar os resultados e a partir daí encarar os compromissos dos próximos 4 anos de governação que se aproximam. Sem sombra de dúvida, que estamos perante um concelho “laranjinha”, que inevitavelmente consegue contagiar todo o seu “sumo” às freguesias por que é composto. A candidatura do CDS/Independentes à freguesia da Golpilheira, desde sempre soube que contra esta maré nem sempre é fácil de remar, independentemente de quem são os adversários. Desconheciam-se sondagens, mas os números já existentes de outros campeonatos falavam por si. Merecidos ou não os votos, o povo lá sabe. O povo é soberano e só a ele coube decidir. Neste caso em concreto, decidiu por não arriscar e deixar estar como está: o PSD conseguiu renovar a maioria absoluta, elegendo 7 mandatos, o PS manteve os 2 (aliás é curioso que manteve praticamente inalterado o número de votos em relação a 2005), enquanto o CDS/Ind. acabou por perder os 2 mandatos na assembleia de freguesia para o PSD. No que respeita às restantes listas do concelho, o CDS/Independentes saiu bastante vencedor: ganhou 1 vereador que não existia, em S. Mamede passa a governar com 4 mandatos contra 5 do PSD e na Assembleia Municipal, pese embora tenha mantido o mesmo número de mandatos, mais do que duplicou o número de votos.
Reconheço e aceito perfeitamente a derrota na nossa freguesia, no entanto, e se calhar ao contrário do que muitos pensam, muitos dos objectivos da nossa candidatura foram alcançados. Nem sempre os objectivos máximos vão de encontro à liderança absoluta, pois considero essencial, em qualquer estado que se preze, a não existência de maiorias absolutistas e muito menos de apenas uma força política. Não esqueçamos ainda, que nem sempre as lideranças originam vitórias. Muito se trabalha, muito se sabe e muito se conhece, mas acima de tudo muito se aprende...
Espero apenas que sejam assumidas as responsabilidades e que se faça o melhor possível pela nossa freguesia.
José Carlos Ferraz - PS
O resultado das eleições surpreendeu, na minha opinião, pela grande diferença na distribuição dos votos entre os três partidos concorrentes.
O objectivo de obter uma maior participação na Junta de Freguesia não foi conseguido. Elegemos apenas 2 elementos contra 7 eleitos pelo PSD, tendo o CDS acabado por perder os que tinha no mandato anterior.
O CDS apresenta-se nos próximos 4 anos sem qualquer representação, o que é mau para o debate mais alargado de ideias e de decisões que venham a ser propostas à análise, aprovação e votação da assembleia.
Considero que a construção da Junta de Freguesia no último ano de mandato, possível com o apoio e aprovação da Assembleia de Freguesia, foi um bom trunfo e decisivo, na minha opinião, para o resultado obtido pelo PSD.
Sei que ainda é difícil para alguns votar PS, e mais difícil é obter a aceitação quando formulamos o convite de participação numa lista pelo PS, mas com o tempo e conforme tem acontecido nas freguesias vizinhas, esta situação também aqui se alterará.
O facto que considero mais positivo em relação às eleições e de maior importância foi o aparecimento em todas as listas de muitas caras novas e jovens, facto que deve encher de orgulho todos os golpilheirenses.
Para os próximos 4 anos, o meu compromisso é participar com a Junta de Freguesia o melhor possível.
Resta-me agradecer a todos os que votaram na nossa equipa e também aos que nos apoiaram, mas não votaram, para todos os melhores cumprimentos.
Carlos Santos - PSD
Aproveito este momento para destacar a forma correcta com que as outras candidaturas se apresentaram. Houve respeito e foi uma campanha com elevado sentido de responsabilidade.
No entanto, pela negativa, outras afirmações se fizeram ouvir na praça pública, cuja origem não veio de nenhum elemento das listas, mas sim de outras personalidades, que em vez de passarem a opinar construtivamente, preferem continuar a fazer “politiquice” absurda, mesmo estando já arredados da participação cívica há alguns anos.
Os resultados espelham que estas pessoas estavam erradas. O melhor resultado de sempre de uma lista candidata à Freguesia, só deposita na nossa equipa mais responsabilidade, e tudo faremos para não defraudar as expectativas.
O nosso programa foi amplamente divulgado e será com empenho que e a colaboração de toda uma freguesia que os objectivos serão cumpridos.
Saliento também a excelente vitória do António Lucas à Câmara Municipal. Não é normal que na quarta candidatura ao mesmo órgão, se aguentem os índices de votação assinalados (a rondar os 70%). De certo que continuaremos a ter a dirigir o município um amigo da Golpilheira, mas que deverá continuar a pensar no concelho como um todo, gerando equilíbrio sustentado entre as freguesias, compensando os elevados diferenciais financeiros das suas Juntas.
De qualquer modo, os resultados globais pouco importam neste caso, pois trata-se da eleição de governantes locais e é em cada concelho e em cada freguesias que importa analisar os dados. Até porque nas autárquicas, em muitos casos, contam mais as pessoas do que os partidos para motivar o voto dos eleitores.
Distrito
Pela primeira vez na sua história, a Câmara de Leiria vai ter um presidente do PS. A proeza foi alcançada por Raul Castro, ex-presidente da autarquia batalhense, nesta que já era a terceira tentativa de conquistar este bastião do PSD a Isabel Damasceno. De salientar ainda no concelho de Leiria a reviravolta em muitas das suas freguesias, tradicionalmente do PSD, onde o PS conseguiu importantes vitórias, como a Maceira, as Cortes, os Marrazes, etc.
Para além desta (Raul Castro – 44,86%), serão do PS os presidentes de mais três autarquias do Distrito: Castanheira de Pêra (Fernando Lopes – 49,12%), Marinha Grande (Álvaro Pereira – 36,09%) e Porto de Mós (João Salgueiro – 58,88%). A CDU mantém a Câmara de Peniche (António Santos – 44,08%), enquanto que as restantes onze câmaras serão do PSD: Alcobaça (Paulo Inácio – 44,93%) Alvaiázere (Paulo Morgado – 50,72%), Ansião (Rui Rocha – 62,58%), Batalha (António Lucas – 68,26%), Bombarral (José Vieira – 49,89%), Caldas da Rainha (Fernando Costa – 50,47%), Figueiró dos Vinhos (Rui Silva – 55,38%), Nazaré (Jorge Barroso – 48,03%), Óbidos (Telmo Faria – 68,47%), Pedrógão Grande (João Marques – 68,44) e Pombal (Narciso Mota – 65,79%).
Concelho
Na Batalha, o PSD ganhou tudo com maioria absoluta, desde a Câmara e Assembleia Municipal às quatro Juntas de Freguesia.
No caso da Câmara Municipal, António Lucas garantiu a reeleição para o seu 4º mandato, com a expressiva margem de 68,26% e cinco mandatos no executivo. O PS garantiu a manutenção de Francisco Meireles na vereação, com 14,13% dos votos. O CDS-PP conseguiu a eleição de Horácio Francisco para a autarquia, com um resultado de 11,97%, muito graças ao grande resultado deste partido em S. Mamede (21,3%), ao contrário do que sucedeu ao PS (5,56%). A mesma situação se verificou na votação para a Assembleia Municipal, o que poderá estar relacionado com o facto de o PS não ter apresentado ali uma lista à Assembleia de Freguesia. Quanto à CDU, José Valentim não foi além dos 1,69%, ficando sem qualquer representação nos órgãos autárquicos.
Na noite eleitoral, António Lucas agradeceu à população mais esta vitória, “com uma prova inequívoca de confiança nos candidatos do PSD e nas políticas que iremos prosseguir” e, quanto à perda de um vereador para o CDS-PP, referiu apenas a esperança de que “venha para trabalhar em prol do concelho e não para complicar”.
Na composição da Assembleia Municipal verificaram-se percentagens semelhantes, embora com maior transferência de votos do PSD para os restantes partidos. Assim, o PSD elegeu 14 deputados (61,18%), o PS 4 (16,64%) e o CDS 3 (14,67%).
A mesma tendência se verificou nas votações para as Assembleias de Freguesia, conforme se poderá ver pela consulta nos quadros anexos.
Freguesia
Analisando mais concretamente os resultados na Golpilheira, verificou-se ter sido esta a freguesia onde o PSD conseguiu os seus melhores resultados, registando-se uma subida em todos os valores, relativamente às eleições de 2005. Assim, este partido teve 71,81% (69,24% em 2005) para a Câmara Municipal, 66,14% (60,78% em 2005) para a Assembleia Municipal e 63,45% (43,9% em 2005) para a Assembleia de Freguesia, onde elegeu 7 mandatos. Carlos Santos, o presidente reeleito ao 2.º mandato, referiu na noite eleitoral que “este aumento tão expressivo dos votos na nossa equipa só significa o aumento de responsabilidade perante as pessoas” e prometeu “continuar a trabalhar como até aqui pelo desenvolvimento da freguesia”.
O PS foi o segundo partido mais votado, também com subidas nos valores para a Câmara (17,93% em 2009 – 12,70% em 2005) e para a Assembleia Municipal (22,01% em 2009 – 16,98% em 2005), mas com uma ligeira descida para a Assembleia de Freguesia (24,8% em 2009 – 26,10% em 2005), mantendo no entanto os dois membros que tinha no mandato anterior.
Quanto ao CDS-PP, relativamente a 2005, desceu significativamente em todos os indicadores, com 6,57% para a Câmara (11,43% em 2005), 7,87% para a Assembleia Municipal (13,56% em 2005), e 7,47% para a Junta (22,87% em 2005). Em virtude destes resultados, o partido perdeu os dois membros que tinha no anterior mandato e deixou de ter qualquer representante na Assembleia de Freguesia.
Os votos da Golpilheira no PCP para os órgãos concelhios mantiveram-se em valores residuais, a rondar 1%.
Tal como nas legislativas, destacamos nestas eleições a percentagem de 73,50% de participação da população. Assim, a abstenção de 26,50% foi a mais baixa de todas as freguesias do concelho, longe da média concelhia de 38,47%, e mais ainda das médias distrital (42,62%) e nacional (40,99). Um sinal de maturidade democrática e sentido de responsabilidade cívica que não podem deixar de nos orgulhar.
Luís Miguel Ferraz
Candidatos à Junta da Golpilheira comentam as eleições...
Anabela Lopes - CDS/Independentes
Decorridas que estão as eleições autárquicas, é tempo de analisar os resultados e a partir daí encarar os compromissos dos próximos 4 anos de governação que se aproximam. Sem sombra de dúvida, que estamos perante um concelho “laranjinha”, que inevitavelmente consegue contagiar todo o seu “sumo” às freguesias por que é composto. A candidatura do CDS/Independentes à freguesia da Golpilheira, desde sempre soube que contra esta maré nem sempre é fácil de remar, independentemente de quem são os adversários. Desconheciam-se sondagens, mas os números já existentes de outros campeonatos falavam por si. Merecidos ou não os votos, o povo lá sabe. O povo é soberano e só a ele coube decidir. Neste caso em concreto, decidiu por não arriscar e deixar estar como está: o PSD conseguiu renovar a maioria absoluta, elegendo 7 mandatos, o PS manteve os 2 (aliás é curioso que manteve praticamente inalterado o número de votos em relação a 2005), enquanto o CDS/Ind. acabou por perder os 2 mandatos na assembleia de freguesia para o PSD. No que respeita às restantes listas do concelho, o CDS/Independentes saiu bastante vencedor: ganhou 1 vereador que não existia, em S. Mamede passa a governar com 4 mandatos contra 5 do PSD e na Assembleia Municipal, pese embora tenha mantido o mesmo número de mandatos, mais do que duplicou o número de votos.
Reconheço e aceito perfeitamente a derrota na nossa freguesia, no entanto, e se calhar ao contrário do que muitos pensam, muitos dos objectivos da nossa candidatura foram alcançados. Nem sempre os objectivos máximos vão de encontro à liderança absoluta, pois considero essencial, em qualquer estado que se preze, a não existência de maiorias absolutistas e muito menos de apenas uma força política. Não esqueçamos ainda, que nem sempre as lideranças originam vitórias. Muito se trabalha, muito se sabe e muito se conhece, mas acima de tudo muito se aprende...
Espero apenas que sejam assumidas as responsabilidades e que se faça o melhor possível pela nossa freguesia.
José Carlos Ferraz - PS
O resultado das eleições surpreendeu, na minha opinião, pela grande diferença na distribuição dos votos entre os três partidos concorrentes.
O objectivo de obter uma maior participação na Junta de Freguesia não foi conseguido. Elegemos apenas 2 elementos contra 7 eleitos pelo PSD, tendo o CDS acabado por perder os que tinha no mandato anterior.
O CDS apresenta-se nos próximos 4 anos sem qualquer representação, o que é mau para o debate mais alargado de ideias e de decisões que venham a ser propostas à análise, aprovação e votação da assembleia.
Considero que a construção da Junta de Freguesia no último ano de mandato, possível com o apoio e aprovação da Assembleia de Freguesia, foi um bom trunfo e decisivo, na minha opinião, para o resultado obtido pelo PSD.
Sei que ainda é difícil para alguns votar PS, e mais difícil é obter a aceitação quando formulamos o convite de participação numa lista pelo PS, mas com o tempo e conforme tem acontecido nas freguesias vizinhas, esta situação também aqui se alterará.
O facto que considero mais positivo em relação às eleições e de maior importância foi o aparecimento em todas as listas de muitas caras novas e jovens, facto que deve encher de orgulho todos os golpilheirenses.
Para os próximos 4 anos, o meu compromisso é participar com a Junta de Freguesia o melhor possível.
Resta-me agradecer a todos os que votaram na nossa equipa e também aos que nos apoiaram, mas não votaram, para todos os melhores cumprimentos.
Carlos Santos - PSD
Aproveito este momento para destacar a forma correcta com que as outras candidaturas se apresentaram. Houve respeito e foi uma campanha com elevado sentido de responsabilidade.
No entanto, pela negativa, outras afirmações se fizeram ouvir na praça pública, cuja origem não veio de nenhum elemento das listas, mas sim de outras personalidades, que em vez de passarem a opinar construtivamente, preferem continuar a fazer “politiquice” absurda, mesmo estando já arredados da participação cívica há alguns anos.
Os resultados espelham que estas pessoas estavam erradas. O melhor resultado de sempre de uma lista candidata à Freguesia, só deposita na nossa equipa mais responsabilidade, e tudo faremos para não defraudar as expectativas.
O nosso programa foi amplamente divulgado e será com empenho que e a colaboração de toda uma freguesia que os objectivos serão cumpridos.
Saliento também a excelente vitória do António Lucas à Câmara Municipal. Não é normal que na quarta candidatura ao mesmo órgão, se aguentem os índices de votação assinalados (a rondar os 70%). De certo que continuaremos a ter a dirigir o município um amigo da Golpilheira, mas que deverá continuar a pensar no concelho como um todo, gerando equilíbrio sustentado entre as freguesias, compensando os elevados diferenciais financeiros das suas Juntas.
Eleições Legislativas • 27 de Setembro de 2009 • PS vence no País, mas PSD domina no Distrito
Nas eleições legislativa de 2009, o PS garantiu a vitória a nível nacional, com 36,56% dos votos. Ainda assim, perdeu a maioria absoluta que tinha na legislatura anterior, tendo de apostar no “diálogo” para governar com a oposição de PSD (29,09%), CDS-PP (10,46%), BE (9,85%) e CDU (7,88%), todos eles com mais deputados do que os conquistados em 2005. A Assembleia da República fica, assim, composta com os seguintes deputados: 97 do PS, 81 do PSD, 21 do CDS-PP, 16 do BE e 15 da CDU.
Um dado curioso é que a taxa de abstenção foi a mais alta deste 1975 para umas eleições legislativas, situando-se nos 40,26%, apesar de terem votado mais pessoas do que em anteriores actos eleitorais.
Distrito
A nível do distrito de Leiria, um habitual território do PSD, este partido garantiu mais uma vitória, com 34,97% dos votos, uma percentagem menor em relação às eleições de 2005 (teve 39,80%). Também o PS, com 30,18%, desceu significativamente em relação a 2005 (em que obteve 35,58%). Mesmo assim, conseguiu eleger quatro deputados, os mesmos que teve no último acto eleitoral para a Assembleia da República, o que não foi o caso do PSD, que perdeu um dos cinco conquistados em 2005. A grande subida no distrito foi a do CDS-PP, que passou dos 8,85% em 2005, para 12,63% em 2009, mantendo o seu deputado eleito. Inédita foi a eleição de um deputado pelo BE, com 9,50% dos votos. A abstenção no distrito de Leiria foi de 41,19%, soma superior à média nacional de 40,26%.
Assim, no círculo eleitoral do Distrito, foram dez os deputados eleitos para a Assembleia da República: Teresa Morais, Fernando Marques, Paulo Baptista dos Santos e Maria da Conceição Bretts (PSD), Luís Amado, José Miguel Medeiros, Odete João e João Paulo Pedrosa (PS), Assunção Cristas (CDS-PP) e Heitor de Sousa (BE). Entre estes, salientamos o nome de Paulo Batista (PSD), um conterrâneo do nosso concelho, ex-vereador do último executivo da Câmara da Batalha e actual membro da Assembleia Municipal. Não sendo uma experiência nova, o deputado afirma-se “mais preparado para dar um contributo válido ao País, sem esquecer uma atenção especial à região que me elegeu”.
Concelho
Na Batalha, o PSD manteve uma vitória expressiva em todas as freguesias, com 40,68% no total concelhio. O segundo partido mais votado foi o PS (23,61% no total), seguido de perto pelo CDS-PP (17,08%), que teve mais votos do que o PS apenas em S. Mamede.
Freguesia
Na Golpilheira, os resultados seguiram a média concelhia, com o PSD à cabeça (43,03%), seguindo-se PS (24,77%), CDS-PP (15,55%), BE (6,12%) e CDU (1,2%). Todos os outros partidos ficaram abaixo de 1%.
Salientamos, mais uma vez, a elevada taxa de participação da população neste acto eleitoral. De facto, a taxa de abstenção ficou-se pelos 26,96%, muito abaixo da média nacional (40,26%), da média distrital (41,19%) e da média do Concelho (35,84%). Foi uma das freguesias com a menor taxa de abstenção a nível nacional, o que não pode deixar de nos orgulhar.
LMF
Um dado curioso é que a taxa de abstenção foi a mais alta deste 1975 para umas eleições legislativas, situando-se nos 40,26%, apesar de terem votado mais pessoas do que em anteriores actos eleitorais.
Distrito
A nível do distrito de Leiria, um habitual território do PSD, este partido garantiu mais uma vitória, com 34,97% dos votos, uma percentagem menor em relação às eleições de 2005 (teve 39,80%). Também o PS, com 30,18%, desceu significativamente em relação a 2005 (em que obteve 35,58%). Mesmo assim, conseguiu eleger quatro deputados, os mesmos que teve no último acto eleitoral para a Assembleia da República, o que não foi o caso do PSD, que perdeu um dos cinco conquistados em 2005. A grande subida no distrito foi a do CDS-PP, que passou dos 8,85% em 2005, para 12,63% em 2009, mantendo o seu deputado eleito. Inédita foi a eleição de um deputado pelo BE, com 9,50% dos votos. A abstenção no distrito de Leiria foi de 41,19%, soma superior à média nacional de 40,26%.
Assim, no círculo eleitoral do Distrito, foram dez os deputados eleitos para a Assembleia da República: Teresa Morais, Fernando Marques, Paulo Baptista dos Santos e Maria da Conceição Bretts (PSD), Luís Amado, José Miguel Medeiros, Odete João e João Paulo Pedrosa (PS), Assunção Cristas (CDS-PP) e Heitor de Sousa (BE). Entre estes, salientamos o nome de Paulo Batista (PSD), um conterrâneo do nosso concelho, ex-vereador do último executivo da Câmara da Batalha e actual membro da Assembleia Municipal. Não sendo uma experiência nova, o deputado afirma-se “mais preparado para dar um contributo válido ao País, sem esquecer uma atenção especial à região que me elegeu”.
Concelho
Na Batalha, o PSD manteve uma vitória expressiva em todas as freguesias, com 40,68% no total concelhio. O segundo partido mais votado foi o PS (23,61% no total), seguido de perto pelo CDS-PP (17,08%), que teve mais votos do que o PS apenas em S. Mamede.
Freguesia
Na Golpilheira, os resultados seguiram a média concelhia, com o PSD à cabeça (43,03%), seguindo-se PS (24,77%), CDS-PP (15,55%), BE (6,12%) e CDU (1,2%). Todos os outros partidos ficaram abaixo de 1%.
Salientamos, mais uma vez, a elevada taxa de participação da população neste acto eleitoral. De facto, a taxa de abstenção ficou-se pelos 26,96%, muito abaixo da média nacional (40,26%), da média distrital (41,19%) e da média do Concelho (35,84%). Foi uma das freguesias com a menor taxa de abstenção a nível nacional, o que não pode deixar de nos orgulhar.
LMF
“Levanta-te e Actua!” também na Golpilheira
Portugal ajuda a bater novo Recorde do Mundo
O Recorde Mundial do Guinness foi mais uma vez batido! Mais de 173 milhões de pessoas juntaram-se aos cerca de 3000 eventos de “Levanta-te e Actua!”, nos dias 16 a 18 de Outubro, conseguindo um novo recorde como a maior mobilização da história por uma mesma causa: exigir aos seus governos que erradiquem a pobreza extrema e que cumpram os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). Foi o quarto ano desta realização, registada pelo Guinness como “a maior mobilização humana registada na história”, com um aumento de 57 milhões sobre o ano passado.
Actualmente, 1 bilião de pessoas em todo o mundo passam fome e 500.000 mulheres continuam a morrer anualmente como resultado da gravidez e do parto. A maior parte destas mortes podem ser evitadas. A mensagem é clara, como refere Salil Shetty, director da Campanha do Milénio das Nações Unidas: “Temos cidadãos e cidadãs determinados em mostrar aos seus governos que os responsabilizam sobre o cumprimento efectivo das suas promessas para acabar com a pobreza, melhorar a saúde materna, utilizar sistemas de protecção social e a eliminação de subsídios que causam distorções na concorrência como meios de incentivar um comércio agrícola leal; são cidadãos e cidadãs que não aceitarão desculpas sobre o não cumprimento das promessas realizadas em favor dos mais pobres e vulneráveis, que são os mais atingidos pela crise económica, alimentar e ambiental mundial e que não tiveram responsabilidade sobre as suas causas”.
Participaram mais de 100 milhões de pessoas na Ásia, 37 milhões na África, 31 milhões no Médio Oriente, 2 milhões na Europa, 225.000 na América Latina, 190.000 nos Estados Unidos de América e 172.000 na Oceânia.
Portugal voltou a destacar-se por ser o país europeu com mais pessoas em termos percentuais, 147 mil, cerca de 1,4% da sua população, em 10% do total dos eventos mundiais, realizados por associações, ONG, escolas, centros de culto, empresas, meios de comunicação e particulares.
250 pessoas da Golpilheira
Pelo 2.º ano consecutivo, o Centro Recreativo da Golpilheira associou-se a este movimento, pela coincidência da data com a realização do Almoço dos Idosos, no âmbito da Semana Cultural. Assim, também os cerca de 250 golpilheirenses presentes neste almoço contribuíram para o sucesso nacional e mundial desta iniciativa.
Na ocasião, o director do Jornal da Golpilheira apresentou as principais mensagens da campanha, salientou alguns dados sobre o estado de pobreza que afecta tantas pessoas por todo o mundo e solicitou a todos os presentes a adesão a esta campanha. Em gesto de união pela causa, todas as pessoas se colocaram de pé e levantaram as mãos, simbolizando o pedido aos governantes para que assumam os compromissos do milénio e lutem mais afincadamente pela erradicação da pobreza junto das populações que servem.
Este evento foi devidamente registado, com o número 39 a nível nacional, conforme as exigências internacionais para ser contabilizado, com o envio de um texto e algumas fotos a documentar o momento.
Resta-nos esperar que os resultados não fiquem apenas pelos números, mas que estes se transformem em compromissos por parte de todos os líderes governamentais para terminar com esta grave situação que acaba com a vida de milhões de pessoas no planeta todos os anos. Que se entenda toda esta mobilização como uma demonstração de que cada vez mais estaremos alerta, mais conscientes e mais sensibilizados para mudar o mundo.
Luís Miguel Ferraz
O Recorde Mundial do Guinness foi mais uma vez batido! Mais de 173 milhões de pessoas juntaram-se aos cerca de 3000 eventos de “Levanta-te e Actua!”, nos dias 16 a 18 de Outubro, conseguindo um novo recorde como a maior mobilização da história por uma mesma causa: exigir aos seus governos que erradiquem a pobreza extrema e que cumpram os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). Foi o quarto ano desta realização, registada pelo Guinness como “a maior mobilização humana registada na história”, com um aumento de 57 milhões sobre o ano passado.
Actualmente, 1 bilião de pessoas em todo o mundo passam fome e 500.000 mulheres continuam a morrer anualmente como resultado da gravidez e do parto. A maior parte destas mortes podem ser evitadas. A mensagem é clara, como refere Salil Shetty, director da Campanha do Milénio das Nações Unidas: “Temos cidadãos e cidadãs determinados em mostrar aos seus governos que os responsabilizam sobre o cumprimento efectivo das suas promessas para acabar com a pobreza, melhorar a saúde materna, utilizar sistemas de protecção social e a eliminação de subsídios que causam distorções na concorrência como meios de incentivar um comércio agrícola leal; são cidadãos e cidadãs que não aceitarão desculpas sobre o não cumprimento das promessas realizadas em favor dos mais pobres e vulneráveis, que são os mais atingidos pela crise económica, alimentar e ambiental mundial e que não tiveram responsabilidade sobre as suas causas”.
Participaram mais de 100 milhões de pessoas na Ásia, 37 milhões na África, 31 milhões no Médio Oriente, 2 milhões na Europa, 225.000 na América Latina, 190.000 nos Estados Unidos de América e 172.000 na Oceânia.
Portugal voltou a destacar-se por ser o país europeu com mais pessoas em termos percentuais, 147 mil, cerca de 1,4% da sua população, em 10% do total dos eventos mundiais, realizados por associações, ONG, escolas, centros de culto, empresas, meios de comunicação e particulares.
250 pessoas da Golpilheira
Pelo 2.º ano consecutivo, o Centro Recreativo da Golpilheira associou-se a este movimento, pela coincidência da data com a realização do Almoço dos Idosos, no âmbito da Semana Cultural. Assim, também os cerca de 250 golpilheirenses presentes neste almoço contribuíram para o sucesso nacional e mundial desta iniciativa.
Na ocasião, o director do Jornal da Golpilheira apresentou as principais mensagens da campanha, salientou alguns dados sobre o estado de pobreza que afecta tantas pessoas por todo o mundo e solicitou a todos os presentes a adesão a esta campanha. Em gesto de união pela causa, todas as pessoas se colocaram de pé e levantaram as mãos, simbolizando o pedido aos governantes para que assumam os compromissos do milénio e lutem mais afincadamente pela erradicação da pobreza junto das populações que servem.
Este evento foi devidamente registado, com o número 39 a nível nacional, conforme as exigências internacionais para ser contabilizado, com o envio de um texto e algumas fotos a documentar o momento.
Resta-nos esperar que os resultados não fiquem apenas pelos números, mas que estes se transformem em compromissos por parte de todos os líderes governamentais para terminar com esta grave situação que acaba com a vida de milhões de pessoas no planeta todos os anos. Que se entenda toda esta mobilização como uma demonstração de que cada vez mais estaremos alerta, mais conscientes e mais sensibilizados para mudar o mundo.
Luís Miguel Ferraz
16.ª Semana Cultural da Golpilheira
Almoço dos Amigos foi momento alto
Decorreu de 18 a 25 de Outubro a 16.ª edição da Semana Cultural organizada pelo Centro Recreativo da Golpilheira. Esta iniciativa pretende mexer cada vez mais com a nossa freguesia. Embora nem em todos os dias tivesse havido a mesma adesão, podemos afirmar que movimentou mais de mil pessoas, o que não é mau. O modelo e os temas nela abordados foram postos em causa no debate político do dia 5 de Outubro. A direcção do CRG está disponível em aceitar ideias para as iniciativas do próximo ano.
O almoço oferecido aos “jovens da terceira idade”, no dia 18, foi um sucesso. Estiveram presentes cerca de 200 pessoas. Foi uma tarde de felicidade para muitos que passam muito tempo sozinhos. A tocata do rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena” do CRG também contribuiu em muito para esta tarde de felicidade e animação.
Na segunda-feira, dia 19, a sessão de cinema infantil teve a presença de mais de cem crianças e muitos pais. Para além do filme, houve pipocas e balões para as crianças.
Na terça-feira, dia 20, o colóquio sobre Saúde, mais concretamente sobre a “Gripem A”, orientado pelo Dr. Victor de Sousa, Delegado de Saúde da Batalha, também foi muito participado. Nunca é de mais falar e esclarecer sobre os cuidados a ter com esta doença. No final, estabeleceu-se um diálogo interessante entre os presentes e o médico, que a todos esclareceu.
Na quarta-feira, dia 21, foi a apresentação da peça de teatro “O Rei Tadinho”, interpretada por actores amadores, mas com muito boa qualidade, aliás demonstrada pelos aplausos do público no final.
No dia 22, quinta-feira, teve lugar a sessão de cinema para adultos. Foi talvez o dia em que a presença de público foi menor. No entanto, os que estiveram presentes viram o filme com muita atenção, reagindo positivamente à sua parte cómica.
Sexta-feira, dia 23, o “Golpilheira Fashion 2009” voltou a ser um sucesso, em que a estilista golpilheirense Fátima Cruz apresentou as suas criações para o Outono/Inverno 2009/2010.
Anualmente realizado nesta altura, o desfile voltou a registar a grande afluência de público que encheu o salão da colectividade, vindo também de fora da freguesia, para apreciar uma noite de especial beleza e glamour. As modelos, várias delas naturais da Golpilheira, desfilaram com elegância seis tipos de conjuntos, desde as mais desportivas e casuais gangas, passando por várias propostas de trajes de dia, tanto numa nota clássica, como em combinações mais ousadas, até aos mais sofisticados e arrojados vestidos de noite.
Este ano, registou-se a associação das Sapatarias Inês Ferreira, do empresário Carlos Ferreira, também natural da Golpilheira, que patrocinou o calçado e as malas usadas pelas modelos na passarela. Também nestes adereços foi visível uma grande variedade de opções, com propostas para os gostos mais clássicos e para quem prefere as últimas novidades do mercado.
Uma nota também para a colaboração nos penteados, a cargo de Hairbox – Diogo Cabeleireiros, e para a maquilhagem feita por Dora, Valéria, Eliane e Fátima, formandas pelo IEFP na Tecnitalentos – Escola Profissional de Estética, que contribuíram também para o brilho desta noite de moda na Golpilheira.
O público aplaudiu os estilistas, modelos e organizadores e ficou com uma boa imagem das tendências para esta estação. Tanto em relação às roupas como ao calçado e adereços, é muito fácil a aquisição, já que Fátima Cruz e as Sapatarias Inês Ferreira têm lojas no centro da vila da Batalha, para além de outros pontos de venda no País.
No sábado, dia 24, foi a vez do arraial popular, junto à nossa sede. Abrilhantado pelo rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, não faltou a boa água-pé e vinho, para acompanhar a bela sardinha assada, morcela, tirinhas e febras. O pão e a broa completavam este petisco.
Dia 25, domingo, foi o encerramento da Semana Cultural, com mais um “Almoço dos Amigos do CRG”. E muitos foram aqueles que marcaram presença, cerca de 450. A tarde foi de convívio e de algumas homenagens, primeiro a Joaquim da Silva Jorge, depois às atletas de futsal feminino (ver abaixo).
O ambiente criado no salão de festas foi grandioso, relembrando tempos antigos. É esta massa humana que faz da nossa associação uma grande colectividade, a nível do nosso concelho e distrito. Queremos ser cada vez mais e melhores, trabalhando tanto em prol da nossa juventude como dos nossos idosos. Unidos conseguiremos construir um futuro cada vez melhor. Este futuro está já ali, mas é preciso em conjunto conseguirmos prepará-lo. Foi num autêntico clima de cordialidade que terminou com chave de ouro a esta 16.ª Semana Cultural.
Homenagem a Joaquim Jorge (“Serralheiro”)
Para um homem que nasceu no século XIX e viveu muitos anos do século XX, teve nesta primeira década do século XXI uma justa homenagem pública, da qual todos os presentes no Almoço dos Amigos foram testemunhas. Foi descerrada uma placa com a sua imagem no Quadro de Honra da colectividade e lido o seguinte texto:
Joaquim da Silva Jorge nasceu na nossa humilde aldeia, nos finais do século XIX, filho de Manuel da Silva Jorge e de Maria Vicência Serralheiro. Casou com Emília Monteiro, de cujo casamento nasceram quatro filhos (João, Noémia, Joaquim e Manuel). Cedo se começou a dedicar à agricultura, conciliando esta com a arte de sapateiro. Especialista em botas de cano alto, as quais executava com muita arte e perfeição, sendo por isso muito requisitado pela alta nobreza e profissionais que usavam este tipo de calçado. Destacavam-se aqui os oficiais do Exército da altura. Homem simples, culto e honesto, desenvolveu ainda a arte de destilaria, tanto de vinho como de bagaço de uva. Teve ainda um pequeno comércio misto, muito usual na altura, composto de mercearia e taberna.
No entanto, foi no início dos anos 60 que este homem teve um papel crucial para a grandeza que o Centro Recreativo da Golpilheira atingiu hoje. Foi numa sala que ele generosamente cedeu, até porque era um homem amante da cultura, que se colocou uma televisão adquirida a crédito por alguns aventureiros. Podemos afirmar que foi nesta sala que nasceu a nossa colectividade. Com a aquisição da televisão e a cedência do local para se poder ver, criaram-se algumas regras, que criavam uma associação. Esta começou a crescer, a ter sócios que pagavam cinco escudos por mês, beneficiando assim a família de cada sócio desta caixa que iria mudar o mundo.
Com certeza que não estava na mente daquelas pessoas, que contribuíram para que a televisão chegasse ao povo, que passados estes anos a nossa colectividade tivesse a grandeza que hoje tem. Foi um pequeno gesto do senhor Joaquim, mas um grande contributo, que tem funcionado como fermento e catalisador, para o crescimento sustentado da nossa associação, ao longo de mais de 40 anos de existência.
Onde quer que esteja a ver-nos, está sorridente e feliz, por esta simples, mas merecida homenagem que lhe estamos a fazer.
Homenagem às equipas de futsal feminino
No final do almoço, foram ainda homenageadas as equipas de futsal feminino júnior e sénior, directores, equipa técnica e massagistas. Vencedoras de vários campeonatos e taças, até a nível nacional, ambas receberam as medalhas e troféus de campeãs distritais 2008/2009, vencedoras das taças distritais e da super-taça distrital.
O presidente da colectividade leu o seguinte texto:
Em nome da direcção do CRG, quero agradecer a todas as atletas que trabalharam a época passada, continuam a trabalhar nesta, com a integração de novas atletas, tanto na equipa júnior como sénior. É um trabalho pelo qual temos muito apreço, uma vez que para se apresentarem em boas condições nos jogos, muito trabalham durante a semana, e muitas vezes em condições difíceis. É com todo este trabalho que defendem e prestigiam as cores do nosso clube, o que muito nos orgulha. Não é por obra do ocaso que somos na AFL uma referência no futsal feminino, e penso que mais não fazemos devido à dificuldade na utilização dos pavilhões.
Este agradecimento é também extensivo, como não podia deixar de ser, à nossa treinadora, a professora Teresa Jordão, e à restante equipa técnica, outros colaboradores, directores e massagistas. Não podemos também esquecer o apoio possível que a Câmara Municipal da Batalha, Junta de Freguesia da Golpilheira, Associação de Futebol de Leiria e também alguns patrocinadores nos têm proporcionado. Também aqui o público e apoiantes fiéis merecem o nosso aplauso. No entanto, era bom que aparecessem cada vez mais adeptos e simpatizantes. Devemos mobilizar-nos para estas atletas sentirem cada vez mais o nosso apoio. Se o pavilhão fosse aqui encostado à nossa sede, era bastante mais fácil. Pensamos que para que esta realidade aconteça já não falta muito.
Temos nestas duas equipas algumas atletas já com algum curriculum, como passamos a indicar: cinco atletas na Selecção Distrital de Futsal Feminino Sub 19 (Carolina Silva, Inês Cruz, Jéssica Santos, Jéssica Pedreiras e Joana Manha), duas na Selecção Nacional Futebol 11 Sub 19 (Carolina Silva e Inês Cruz), na época de 2008/2009 recebemos o prémio de Melhor Jogadora Futsal Sénior AFL (Liliana Salema) e de Melhor Treinadora de Futsal Feminino AFL (Teresa Jordão).
• Voto de Louvor da Câmara Municipal : Recebemos ainda a distinção da Câmara da Batalha, que nos enviou o seguinte ofício de 19-10-09: “Considerando o percurso brilhante e trabalho desenvolvido na modalidade de Futsal Feminino que mereceu a distinção e homenagem na última Gala do Futebol Distrital, promovida pela Associação de Futebol de Leiria, entendeu o executivo do Município da Batalha, em sua reunião de 1 de Outubro, atribuir um Voto de Louvor à treinadora Teresa Jordão e à atleta Liliana Salema, conforme cópia da acta que anexamos”.
Decorreu de 18 a 25 de Outubro a 16.ª edição da Semana Cultural organizada pelo Centro Recreativo da Golpilheira. Esta iniciativa pretende mexer cada vez mais com a nossa freguesia. Embora nem em todos os dias tivesse havido a mesma adesão, podemos afirmar que movimentou mais de mil pessoas, o que não é mau. O modelo e os temas nela abordados foram postos em causa no debate político do dia 5 de Outubro. A direcção do CRG está disponível em aceitar ideias para as iniciativas do próximo ano.
O almoço oferecido aos “jovens da terceira idade”, no dia 18, foi um sucesso. Estiveram presentes cerca de 200 pessoas. Foi uma tarde de felicidade para muitos que passam muito tempo sozinhos. A tocata do rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena” do CRG também contribuiu em muito para esta tarde de felicidade e animação.
Na segunda-feira, dia 19, a sessão de cinema infantil teve a presença de mais de cem crianças e muitos pais. Para além do filme, houve pipocas e balões para as crianças.
Na terça-feira, dia 20, o colóquio sobre Saúde, mais concretamente sobre a “Gripem A”, orientado pelo Dr. Victor de Sousa, Delegado de Saúde da Batalha, também foi muito participado. Nunca é de mais falar e esclarecer sobre os cuidados a ter com esta doença. No final, estabeleceu-se um diálogo interessante entre os presentes e o médico, que a todos esclareceu.
Na quarta-feira, dia 21, foi a apresentação da peça de teatro “O Rei Tadinho”, interpretada por actores amadores, mas com muito boa qualidade, aliás demonstrada pelos aplausos do público no final.
No dia 22, quinta-feira, teve lugar a sessão de cinema para adultos. Foi talvez o dia em que a presença de público foi menor. No entanto, os que estiveram presentes viram o filme com muita atenção, reagindo positivamente à sua parte cómica.
Sexta-feira, dia 23, o “Golpilheira Fashion 2009” voltou a ser um sucesso, em que a estilista golpilheirense Fátima Cruz apresentou as suas criações para o Outono/Inverno 2009/2010.
Anualmente realizado nesta altura, o desfile voltou a registar a grande afluência de público que encheu o salão da colectividade, vindo também de fora da freguesia, para apreciar uma noite de especial beleza e glamour. As modelos, várias delas naturais da Golpilheira, desfilaram com elegância seis tipos de conjuntos, desde as mais desportivas e casuais gangas, passando por várias propostas de trajes de dia, tanto numa nota clássica, como em combinações mais ousadas, até aos mais sofisticados e arrojados vestidos de noite.
Este ano, registou-se a associação das Sapatarias Inês Ferreira, do empresário Carlos Ferreira, também natural da Golpilheira, que patrocinou o calçado e as malas usadas pelas modelos na passarela. Também nestes adereços foi visível uma grande variedade de opções, com propostas para os gostos mais clássicos e para quem prefere as últimas novidades do mercado.
Uma nota também para a colaboração nos penteados, a cargo de Hairbox – Diogo Cabeleireiros, e para a maquilhagem feita por Dora, Valéria, Eliane e Fátima, formandas pelo IEFP na Tecnitalentos – Escola Profissional de Estética, que contribuíram também para o brilho desta noite de moda na Golpilheira.
O público aplaudiu os estilistas, modelos e organizadores e ficou com uma boa imagem das tendências para esta estação. Tanto em relação às roupas como ao calçado e adereços, é muito fácil a aquisição, já que Fátima Cruz e as Sapatarias Inês Ferreira têm lojas no centro da vila da Batalha, para além de outros pontos de venda no País.
No sábado, dia 24, foi a vez do arraial popular, junto à nossa sede. Abrilhantado pelo rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, não faltou a boa água-pé e vinho, para acompanhar a bela sardinha assada, morcela, tirinhas e febras. O pão e a broa completavam este petisco.
Dia 25, domingo, foi o encerramento da Semana Cultural, com mais um “Almoço dos Amigos do CRG”. E muitos foram aqueles que marcaram presença, cerca de 450. A tarde foi de convívio e de algumas homenagens, primeiro a Joaquim da Silva Jorge, depois às atletas de futsal feminino (ver abaixo).
O ambiente criado no salão de festas foi grandioso, relembrando tempos antigos. É esta massa humana que faz da nossa associação uma grande colectividade, a nível do nosso concelho e distrito. Queremos ser cada vez mais e melhores, trabalhando tanto em prol da nossa juventude como dos nossos idosos. Unidos conseguiremos construir um futuro cada vez melhor. Este futuro está já ali, mas é preciso em conjunto conseguirmos prepará-lo. Foi num autêntico clima de cordialidade que terminou com chave de ouro a esta 16.ª Semana Cultural.
Homenagem a Joaquim Jorge (“Serralheiro”)
Para um homem que nasceu no século XIX e viveu muitos anos do século XX, teve nesta primeira década do século XXI uma justa homenagem pública, da qual todos os presentes no Almoço dos Amigos foram testemunhas. Foi descerrada uma placa com a sua imagem no Quadro de Honra da colectividade e lido o seguinte texto:
Joaquim da Silva Jorge nasceu na nossa humilde aldeia, nos finais do século XIX, filho de Manuel da Silva Jorge e de Maria Vicência Serralheiro. Casou com Emília Monteiro, de cujo casamento nasceram quatro filhos (João, Noémia, Joaquim e Manuel). Cedo se começou a dedicar à agricultura, conciliando esta com a arte de sapateiro. Especialista em botas de cano alto, as quais executava com muita arte e perfeição, sendo por isso muito requisitado pela alta nobreza e profissionais que usavam este tipo de calçado. Destacavam-se aqui os oficiais do Exército da altura. Homem simples, culto e honesto, desenvolveu ainda a arte de destilaria, tanto de vinho como de bagaço de uva. Teve ainda um pequeno comércio misto, muito usual na altura, composto de mercearia e taberna.
No entanto, foi no início dos anos 60 que este homem teve um papel crucial para a grandeza que o Centro Recreativo da Golpilheira atingiu hoje. Foi numa sala que ele generosamente cedeu, até porque era um homem amante da cultura, que se colocou uma televisão adquirida a crédito por alguns aventureiros. Podemos afirmar que foi nesta sala que nasceu a nossa colectividade. Com a aquisição da televisão e a cedência do local para se poder ver, criaram-se algumas regras, que criavam uma associação. Esta começou a crescer, a ter sócios que pagavam cinco escudos por mês, beneficiando assim a família de cada sócio desta caixa que iria mudar o mundo.
Com certeza que não estava na mente daquelas pessoas, que contribuíram para que a televisão chegasse ao povo, que passados estes anos a nossa colectividade tivesse a grandeza que hoje tem. Foi um pequeno gesto do senhor Joaquim, mas um grande contributo, que tem funcionado como fermento e catalisador, para o crescimento sustentado da nossa associação, ao longo de mais de 40 anos de existência.
Onde quer que esteja a ver-nos, está sorridente e feliz, por esta simples, mas merecida homenagem que lhe estamos a fazer.
Homenagem às equipas de futsal feminino
No final do almoço, foram ainda homenageadas as equipas de futsal feminino júnior e sénior, directores, equipa técnica e massagistas. Vencedoras de vários campeonatos e taças, até a nível nacional, ambas receberam as medalhas e troféus de campeãs distritais 2008/2009, vencedoras das taças distritais e da super-taça distrital.
O presidente da colectividade leu o seguinte texto:
Em nome da direcção do CRG, quero agradecer a todas as atletas que trabalharam a época passada, continuam a trabalhar nesta, com a integração de novas atletas, tanto na equipa júnior como sénior. É um trabalho pelo qual temos muito apreço, uma vez que para se apresentarem em boas condições nos jogos, muito trabalham durante a semana, e muitas vezes em condições difíceis. É com todo este trabalho que defendem e prestigiam as cores do nosso clube, o que muito nos orgulha. Não é por obra do ocaso que somos na AFL uma referência no futsal feminino, e penso que mais não fazemos devido à dificuldade na utilização dos pavilhões.
Este agradecimento é também extensivo, como não podia deixar de ser, à nossa treinadora, a professora Teresa Jordão, e à restante equipa técnica, outros colaboradores, directores e massagistas. Não podemos também esquecer o apoio possível que a Câmara Municipal da Batalha, Junta de Freguesia da Golpilheira, Associação de Futebol de Leiria e também alguns patrocinadores nos têm proporcionado. Também aqui o público e apoiantes fiéis merecem o nosso aplauso. No entanto, era bom que aparecessem cada vez mais adeptos e simpatizantes. Devemos mobilizar-nos para estas atletas sentirem cada vez mais o nosso apoio. Se o pavilhão fosse aqui encostado à nossa sede, era bastante mais fácil. Pensamos que para que esta realidade aconteça já não falta muito.
Temos nestas duas equipas algumas atletas já com algum curriculum, como passamos a indicar: cinco atletas na Selecção Distrital de Futsal Feminino Sub 19 (Carolina Silva, Inês Cruz, Jéssica Santos, Jéssica Pedreiras e Joana Manha), duas na Selecção Nacional Futebol 11 Sub 19 (Carolina Silva e Inês Cruz), na época de 2008/2009 recebemos o prémio de Melhor Jogadora Futsal Sénior AFL (Liliana Salema) e de Melhor Treinadora de Futsal Feminino AFL (Teresa Jordão).
• Voto de Louvor da Câmara Municipal : Recebemos ainda a distinção da Câmara da Batalha, que nos enviou o seguinte ofício de 19-10-09: “Considerando o percurso brilhante e trabalho desenvolvido na modalidade de Futsal Feminino que mereceu a distinção e homenagem na última Gala do Futebol Distrital, promovida pela Associação de Futebol de Leiria, entendeu o executivo do Município da Batalha, em sua reunião de 1 de Outubro, atribuir um Voto de Louvor à treinadora Teresa Jordão e à atleta Liliana Salema, conforme cópia da acta que anexamos”.
Meninas da Golpilheira “limpam” mais uma Super-Taça do Distrito de Leiria
Futsal Seniores Femininos (Golpilheira – 4 / Vidais – 3)
Tarde de sol. Equipa muito bem disposta. Este jogo era encarado com alguma apreensão, já que a equipa adversária é de respeito. Apesar de nunca nos terem ganho, esperávamos que também não fosse desta vez. No entanto, confiamos plenamente na nossa equipa técnica e atletas da Golpilheira para erguer mais um troféu.
O palco escolhido foi o pavilhão do Bombarral, onde estiveram frente a frente as duas melhores equipas da época passada. Vencedora do campeonato e da taça distrital e segunda classificada e vencida da taça distrital, Golpilheira e Vidais, respectivamente. Previa-se um jogo bastante equilibrado, em que qualquer uma das equipas podia vencer. Jogadoras que se conhecem mutuamente, sabem muito bem que quem cometer o menor número de deslizes, vencerá. É a disputa de um troféu onde tudo tem de decidir-se num só jogo.
Começou melhor a Golpilheira, com Rita Eusébio, quase de seguida, a marcar o primeiro e o segundo golos. Até aqui, praticamente deu só Golpilheira. As atletas dos Vidais entraram mais nervosas, falhando imensos passes, o que não é normal. No entanto, na primeira oportunidade que tiveram, reduziram a desvantagem. A Golpilheira, não acusou muito este golo, continuou o controlar o jogo. Numa situação de rara oportunidade, Jéssica Pedreiras fez o 3-1. Estávamos perto do final da primeira parte. Teresa Jordão pediu um desconto de tempo, talvez para aconselhar as suas jogadoras a segurarem a bola, porque era muito importante ir para o intervalo a vencer por 3-1. No entanto, faltavam poucos segundos para o intervalo, quando com um remate de longe, inesperado mas violento, uma atleta dos Vidais reduz para 3-2. Claro que com este golo a moral da equipa dos Vidais subiu, pelo que se previa uma segunda parte difícil para a Golpilheira.
Com a desvantagem de um golo, competia à equipa dos Vidais ir à procura pelo menos do empate. Bem o tentaram, mas a Golpilheira também não lhes dava muitos espaços. Mas tanto insistiram até que conseguiram colocar o resultado em 3-3, já perto do final do jogo. Caso continuasse o empate, o prolongamento era o caminho a seguir. E se não se resolvesse no prolongamento, grandes penalidades.
A segunda parte terminou sem que o resultado se alterasse. Fomos para o prolongamento. Duas partes de cinco minutos. Este troféu ficou decidido logo na primeira parte do prolongamento. Numa boa jogada de insistência, Inês Cruz marcou o nosso quarto golo, colocando o resultado em 4-3. Daqui até ao final foi suster a reacção da equipa dos Vidais, concentrando-se cada vez mais na posse de bola.
Apito final do árbitro, com mais um troféu conquistado por esta nossa brilhante equipa, para já o primeiro desta época. Esperamos que outros se sigam. Os apoiantes da Golpilheira não foram muitos, mas foram bons, nunca se cansando de apoiar a equipa. Para a equipa dos Vidais, o nosso apreço: foram dignas vencidas e tenho a certeza de que, com um pouco mais de experiência, chegarão em breve também aos títulos.
Campeonato
Esta equipa começou muito bem a defesa do título. No primeiro jogo, uma deslocação sempre difícil à Pocariça, que levámos de vencida por 3-0, com um golo de Licas na primeira parte e dois de Irina na segunda.
No segundo encontro, em casa, vencemos a equipa do Amarense por 8-1. Após o apito inicial do árbitro, viu-se logo que o propósito da equipa adversária era o de perder pelo menor número de golos possível. Abdicando de atacar, dificultaram ao máximo a obtenção do primeiro golo, que surgiu por intermédio de Carolina. Rita Eusébio marcou o segundo golo, fixando o resultado da primeira parte em 2-0.
No segundo tempo, a equipa do Amarense abriu-se um pouco mais, tornando mais fácil a marcação de golos pela nossa equipa. Irina e Rita marcaram o terceiro e o quarto golos. O Amarense ainda reduziu para quatro a um. No entanto, até final do jogo ainda conseguimos mais quatro golos, por Jéssica Pedreiras, Rita Eusébio, Irina e Rita, a fechar a contagem em 8-1. De salientar a estreia de duas jogadoras neste encontro: Joana e Rita. Para o próximo fim-de-semana há taça distrital. Ficámos isentos, razão pela qual não jogamos.
Manuel Carreira Rito
Tarde de sol. Equipa muito bem disposta. Este jogo era encarado com alguma apreensão, já que a equipa adversária é de respeito. Apesar de nunca nos terem ganho, esperávamos que também não fosse desta vez. No entanto, confiamos plenamente na nossa equipa técnica e atletas da Golpilheira para erguer mais um troféu.
O palco escolhido foi o pavilhão do Bombarral, onde estiveram frente a frente as duas melhores equipas da época passada. Vencedora do campeonato e da taça distrital e segunda classificada e vencida da taça distrital, Golpilheira e Vidais, respectivamente. Previa-se um jogo bastante equilibrado, em que qualquer uma das equipas podia vencer. Jogadoras que se conhecem mutuamente, sabem muito bem que quem cometer o menor número de deslizes, vencerá. É a disputa de um troféu onde tudo tem de decidir-se num só jogo.
Começou melhor a Golpilheira, com Rita Eusébio, quase de seguida, a marcar o primeiro e o segundo golos. Até aqui, praticamente deu só Golpilheira. As atletas dos Vidais entraram mais nervosas, falhando imensos passes, o que não é normal. No entanto, na primeira oportunidade que tiveram, reduziram a desvantagem. A Golpilheira, não acusou muito este golo, continuou o controlar o jogo. Numa situação de rara oportunidade, Jéssica Pedreiras fez o 3-1. Estávamos perto do final da primeira parte. Teresa Jordão pediu um desconto de tempo, talvez para aconselhar as suas jogadoras a segurarem a bola, porque era muito importante ir para o intervalo a vencer por 3-1. No entanto, faltavam poucos segundos para o intervalo, quando com um remate de longe, inesperado mas violento, uma atleta dos Vidais reduz para 3-2. Claro que com este golo a moral da equipa dos Vidais subiu, pelo que se previa uma segunda parte difícil para a Golpilheira.
Com a desvantagem de um golo, competia à equipa dos Vidais ir à procura pelo menos do empate. Bem o tentaram, mas a Golpilheira também não lhes dava muitos espaços. Mas tanto insistiram até que conseguiram colocar o resultado em 3-3, já perto do final do jogo. Caso continuasse o empate, o prolongamento era o caminho a seguir. E se não se resolvesse no prolongamento, grandes penalidades.
A segunda parte terminou sem que o resultado se alterasse. Fomos para o prolongamento. Duas partes de cinco minutos. Este troféu ficou decidido logo na primeira parte do prolongamento. Numa boa jogada de insistência, Inês Cruz marcou o nosso quarto golo, colocando o resultado em 4-3. Daqui até ao final foi suster a reacção da equipa dos Vidais, concentrando-se cada vez mais na posse de bola.
Apito final do árbitro, com mais um troféu conquistado por esta nossa brilhante equipa, para já o primeiro desta época. Esperamos que outros se sigam. Os apoiantes da Golpilheira não foram muitos, mas foram bons, nunca se cansando de apoiar a equipa. Para a equipa dos Vidais, o nosso apreço: foram dignas vencidas e tenho a certeza de que, com um pouco mais de experiência, chegarão em breve também aos títulos.
Campeonato
Esta equipa começou muito bem a defesa do título. No primeiro jogo, uma deslocação sempre difícil à Pocariça, que levámos de vencida por 3-0, com um golo de Licas na primeira parte e dois de Irina na segunda.
No segundo encontro, em casa, vencemos a equipa do Amarense por 8-1. Após o apito inicial do árbitro, viu-se logo que o propósito da equipa adversária era o de perder pelo menor número de golos possível. Abdicando de atacar, dificultaram ao máximo a obtenção do primeiro golo, que surgiu por intermédio de Carolina. Rita Eusébio marcou o segundo golo, fixando o resultado da primeira parte em 2-0.
No segundo tempo, a equipa do Amarense abriu-se um pouco mais, tornando mais fácil a marcação de golos pela nossa equipa. Irina e Rita marcaram o terceiro e o quarto golos. O Amarense ainda reduziu para quatro a um. No entanto, até final do jogo ainda conseguimos mais quatro golos, por Jéssica Pedreiras, Rita Eusébio, Irina e Rita, a fechar a contagem em 8-1. De salientar a estreia de duas jogadoras neste encontro: Joana e Rita. Para o próximo fim-de-semana há taça distrital. Ficámos isentos, razão pela qual não jogamos.
Manuel Carreira Rito
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Edição 148 - Setembro 2009
Veja página a página toda a edição de Setembro de 2009
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EDITORIAL | Todos ao debate!

Aproximam-se momentos importantes para a nossa sociedade e para nós enquanto cidadãos. Já no próximo domingo (27) seremos chamados a eleger os deputados à Assembleia da República. E no dia 11 de Outubro voltaremos às urnas para eleger os deputados à Assembleia Municipal, os vereadores do executivo do Município e os membros da Assembleia de Freguesia.
São momentos importantes, porque esta é a ocasião de cada cidadão dizer, pelo voto, o que pensa sobre a sociedade em que vive e que rumo quer traçar para o seu futuro. Nenhuma desculpa poderá servir para não exercer este direito, que é também cumprir um dever. Alguns políticos podem não merecer a nossa confiança. O sistema pode não ser do nosso agrado. A realidade pode parecer perdida e o horizonte estar ausente. Mas, ainda assim, ao falharmos no dever de votar, falhamos mais do que os políticos incompetentes, contribuímos para que o sistema falhe ainda mais, demitimo-nos de viver a realidade e de construir o horizonte do futuro. Ao mesmo tempo, perdemos o direito de reclamar, de exigir e de criticar. Porque o direito só tem sentido quando se baseia no cumprimento do respectivo dever.
São momentos importantes, porque esta é a ocasião de cada cidadão dizer, pelo voto, o que pensa sobre a sociedade em que vive e que rumo quer traçar para o seu futuro. Nenhuma desculpa poderá servir para não exercer este direito, que é também cumprir um dever. Alguns políticos podem não merecer a nossa confiança. O sistema pode não ser do nosso agrado. A realidade pode parecer perdida e o horizonte estar ausente. Mas, ainda assim, ao falharmos no dever de votar, falhamos mais do que os políticos incompetentes, contribuímos para que o sistema falhe ainda mais, demitimo-nos de viver a realidade e de construir o horizonte do futuro. Ao mesmo tempo, perdemos o direito de reclamar, de exigir e de criticar. Porque o direito só tem sentido quando se baseia no cumprimento do respectivo dever.
O Jornal da Golpilheira vai organizar um debate em plena campanha para as autárquicas, com as pessoas que encabeçam as listas de cada partido. Coincidindo com as bodas de prata da criação da freguesia, pretende-se que este debate "Golpilheira 25 anos" seja uma ocasião para discutirmos ideias, propostas, caminhos de construção do futuro da nossa comunidade. É por isso que a sua presença é tão importante...
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Autárquicas 2009 - Debate na Golpilheira

Listas de candidatos à Freguesia da Golpilheira
.
CDS
Anabela Ferreira Lopes
Paulo Jorge da Cruz Bagagem
Filomena Maria Bento Monteiro de Meneses
Margarida Vieira Grosso de Matos
Luís de Sousa Guerra
Maria da Luz do Rosário Rodrigues Ferraz
Ana Paula Vieira Lucas
Joaquim do Rosário Monteiro
Maria Helena Silva Vieira Matos
Anabela Ferreira Lopes
Paulo Jorge da Cruz Bagagem
Filomena Maria Bento Monteiro de Meneses
Margarida Vieira Grosso de Matos
Luís de Sousa Guerra
Maria da Luz do Rosário Rodrigues Ferraz
Ana Paula Vieira Lucas
Joaquim do Rosário Monteiro
Maria Helena Silva Vieira Matos
.
PS
José Carlos Reis Ferraz
Joaquim Monteiro Filipe Vieira
Maria Irene Moreira de Sousa
Paulo José Alves Ferreira
Joaquim Manuel Bento Monteiro
Sandra Isabel Soares Alves
Paulo Jorge de Almeida Vieira
Marta Inês Valério da Silva
Carlos Miguel da Silva Moreira
José Carlos Reis Ferraz
Joaquim Monteiro Filipe Vieira
Maria Irene Moreira de Sousa
Paulo José Alves Ferreira
Joaquim Manuel Bento Monteiro
Sandra Isabel Soares Alves
Paulo Jorge de Almeida Vieira
Marta Inês Valério da Silva
Carlos Miguel da Silva Moreira
.
PSD
Carlos Alberto Monteiro dos Santos
José dos Santos Silva
Maria de Fátima Carreira de Sousa
Joaquim Lopes Cruz
Cesário Rodrigues dos Santos
Cristina Maria de Carvalho Agostinho
Paulo Manuel Rodrigues Antunes Rito
Armando Pereira de Sousa
Joana Rita Grosso Valério
Carlos Alberto Monteiro dos Santos
José dos Santos Silva
Maria de Fátima Carreira de Sousa
Joaquim Lopes Cruz
Cesário Rodrigues dos Santos
Cristina Maria de Carvalho Agostinho
Paulo Manuel Rodrigues Antunes Rito
Armando Pereira de Sousa
Joana Rita Grosso Valério
.
Publicamos de seguida os textos de campanha enviados pelos cabeças-de-lista à Junta de Freguesia da Golpilheira e à Câmara Municipal da Batalha...
Candidatos à Freguesia da Golpilheira
Anabela Lopes - CDS-PP
As razões para acreditar numa mudança sustentável são mais que muitas. Se por um lado é preciso desenvolver e inovar, por outro é fundamental não comprometer o futuro dos habitantes. É este futuro que nos preocupa, e que foi o mote principal da candidatura do CDS/Independentes à freguesia da Golpilheira. Com a liderança de Anabela Lopes e toda uma equipa determinada e dinâmica nos mais variados níveis, sem dúvida que seremos capazes, não apenas de ver, mas sobretudo de vencer barreiras. São as pessoas que fazem parte desta equipa o factor chave para impulsionar mais-valias à freguesia, e com elas, temos ainda a certeza que os egoísmos e demais interesses altruístas serão deixados de lado.
A realidade salta à vista de todos, e não somente dos mais atentos. As necessidades ao nível estrutural são muitas, não apenas no que respeita à área desportiva, mas também no que concerne aos aspectos sociais e culturais associados à Golpilheira. Preocupam-nos as pessoas desta freguesia.
Sabemos que há muitas coisas por cumprir, pelo que não vamos acrescentar mais promessas ao rol que teima em existir. Prometemos sim, uma política de trabalho e de luta, uma política que acompanhe de perto as necessidades e os direitos fundamentais da nossa freguesia. É imprescindível impulsionar o tão falado polidesportivo, que infelizmente volta a ser alvo de campanha. Propomo-nos a valorizar não apenas o desporto e os jovens, mas também a nossa população idosa, com a criação de condições que satisfaçam necessidades básicas.
Desenvolveremos as estruturas rodoviárias, a iluminação pública, a formação dos habitantes, as actividades lúdicas e a criação de espaços de recreio. Não esqueceremos as actividades ambientais e o apoio à agricultura.
Reconhecemos que o tempo é de crise, mas temos de ser persistentes e acima de tudo valorizar os recursos da nossa própria freguesia.
Dia 11 de Outubro será o marco da mudança para todos aqueles que acreditam num futuro melhor, e que assim depositam a confiança em nós.
Conscientes de todas as dificuldades, uma certeza indiscutível temos, tal como o CONDESTÁVEL VAMOS LUTAR e desta forma a JUNTA VAI MUDAR, a GOLPILHEIRA VAI GANHAR.
José Carlos Ferraz - PS
A equipa que concorre à Junta de Freguesia da Golpilheira é constituída por gente dinâmica, experiente e conhecedora da realidade da Golpilheira. Uma equipa sem interesses pessoais, disposta a trabalhar com responsabilidade e isenção durante todo o mandato e não apenas no início e no final quando as eleições estão à porta. Sendo o nosso lema "A Golpilheira é a nossa casa", é nossa intenção chamar todos os golpilheirenses a participar na definição de prioridades e identificação das situações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida, desenvolvimento e bem-estar efectivo da população.
Propomo-nos, entre outras coisas, promover a melhoria da acção social, da saúde e da segurança das populações; promover o desenvolvimento urbanístico; promover o desenvolvimento económico e ambiente; promover a educação e a cultura e apoiar e promover a juventude e o desporto.
Pretendemos e tudo faremos para sermos uma Junta de Freguesia que colabore com a Câmara Municipal, mas saiba ser crítica e independente quando os valores e ambições da freguesia da Golpilheira estiverem em causa. Pretendemos ainda que o funcionamento da Junta seja transparente, com objectivos práticos e que correspondam aos anseios da população.
Contamos com a confiança e apoio de toda a população, porque "A Golpilheira é a nossa casa" e por ela estaremos disponíveis para trabalhar e dar o nosso melhor.
Carlos Alberto Monteiro dos Santos - PSD
Candidato-me a um segundo mandato, porque entendo ser fundamental seguir o rumo que nos últimos quatro anos foi traçado, e o apoio que me tem sido transmitido motiva-me a continuar a transformar a Freguesia passo a passo e de acordo com as prioridades gerais.
Conseguimos educar a maioria dos golpilheirenses, no sentido de perceberem as reais competências de uma Junta de Freguesia. Pedem-nos mais do que aquilo que podemos e conseguimos fazer, mas nunca diremos que não vamos tentar responder aos anseios da população. Seremos, como fomos, mais uma força do vosso lado.
Neste momento, lidero uma equipa renovada e dinâmica, com provas dadas ao serviço da comunidade e da imagem que os golpilheirenses têm da sua Junta de Freguesia, a forma como as questões são abordadas directamente pelo executivo, sem tempos de espera, nomeadamente na parte de secretariado.
No entanto, facilmente diagnosticamos a falta de uma infra-estrutura de apoio aos mais velhos, que passam os dias sozinhos. Ainda neste mandato e durante a construção do edifício-sede da Junta de Freguesia, decidimos que o espaço do piso inferior seria para ocupar com um centro de convívio para satisfazer essa necessidade. Basta que um grupo de voluntários se reúna e crie uma dinâmica que permita a abertura do espaço, ainda antes do final do ano de 2009.
No próximo mandato, continuaremos a tentar encontrar um espaço junto ao rio Lena para lançar um parque de lazer. Nunca é demais lembrar que a Golpilheira é das poucas freguesias da região que não tem baldios a gerir, daí a dificuldade de recorrer a um privado.
Lembro, também, o papel fundamental que a Junta de Freguesia irá ter para a construção do pavilhão desportivo: o projecto é da nossa autoria e o Município avançará com a obra (cerca de 600 mil euros), assim que tiver autorização do Ministério do Ambiente.
Resumindo, se novamente for merecedor da confiança dos eleitores, continuarei a ser o que fui, abordando com frontalidade e estando presente onde me compete estar.
Anabela Lopes - CDS-PP
As razões para acreditar numa mudança sustentável são mais que muitas. Se por um lado é preciso desenvolver e inovar, por outro é fundamental não comprometer o futuro dos habitantes. É este futuro que nos preocupa, e que foi o mote principal da candidatura do CDS/Independentes à freguesia da Golpilheira. Com a liderança de Anabela Lopes e toda uma equipa determinada e dinâmica nos mais variados níveis, sem dúvida que seremos capazes, não apenas de ver, mas sobretudo de vencer barreiras. São as pessoas que fazem parte desta equipa o factor chave para impulsionar mais-valias à freguesia, e com elas, temos ainda a certeza que os egoísmos e demais interesses altruístas serão deixados de lado.
A realidade salta à vista de todos, e não somente dos mais atentos. As necessidades ao nível estrutural são muitas, não apenas no que respeita à área desportiva, mas também no que concerne aos aspectos sociais e culturais associados à Golpilheira. Preocupam-nos as pessoas desta freguesia.
Sabemos que há muitas coisas por cumprir, pelo que não vamos acrescentar mais promessas ao rol que teima em existir. Prometemos sim, uma política de trabalho e de luta, uma política que acompanhe de perto as necessidades e os direitos fundamentais da nossa freguesia. É imprescindível impulsionar o tão falado polidesportivo, que infelizmente volta a ser alvo de campanha. Propomo-nos a valorizar não apenas o desporto e os jovens, mas também a nossa população idosa, com a criação de condições que satisfaçam necessidades básicas.
Desenvolveremos as estruturas rodoviárias, a iluminação pública, a formação dos habitantes, as actividades lúdicas e a criação de espaços de recreio. Não esqueceremos as actividades ambientais e o apoio à agricultura.
Reconhecemos que o tempo é de crise, mas temos de ser persistentes e acima de tudo valorizar os recursos da nossa própria freguesia.
Dia 11 de Outubro será o marco da mudança para todos aqueles que acreditam num futuro melhor, e que assim depositam a confiança em nós.
Conscientes de todas as dificuldades, uma certeza indiscutível temos, tal como o CONDESTÁVEL VAMOS LUTAR e desta forma a JUNTA VAI MUDAR, a GOLPILHEIRA VAI GANHAR.
José Carlos Ferraz - PS
A equipa que concorre à Junta de Freguesia da Golpilheira é constituída por gente dinâmica, experiente e conhecedora da realidade da Golpilheira. Uma equipa sem interesses pessoais, disposta a trabalhar com responsabilidade e isenção durante todo o mandato e não apenas no início e no final quando as eleições estão à porta. Sendo o nosso lema "A Golpilheira é a nossa casa", é nossa intenção chamar todos os golpilheirenses a participar na definição de prioridades e identificação das situações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida, desenvolvimento e bem-estar efectivo da população.
Propomo-nos, entre outras coisas, promover a melhoria da acção social, da saúde e da segurança das populações; promover o desenvolvimento urbanístico; promover o desenvolvimento económico e ambiente; promover a educação e a cultura e apoiar e promover a juventude e o desporto.
Pretendemos e tudo faremos para sermos uma Junta de Freguesia que colabore com a Câmara Municipal, mas saiba ser crítica e independente quando os valores e ambições da freguesia da Golpilheira estiverem em causa. Pretendemos ainda que o funcionamento da Junta seja transparente, com objectivos práticos e que correspondam aos anseios da população.
Contamos com a confiança e apoio de toda a população, porque "A Golpilheira é a nossa casa" e por ela estaremos disponíveis para trabalhar e dar o nosso melhor.
Carlos Alberto Monteiro dos Santos - PSD
Candidato-me a um segundo mandato, porque entendo ser fundamental seguir o rumo que nos últimos quatro anos foi traçado, e o apoio que me tem sido transmitido motiva-me a continuar a transformar a Freguesia passo a passo e de acordo com as prioridades gerais.
Conseguimos educar a maioria dos golpilheirenses, no sentido de perceberem as reais competências de uma Junta de Freguesia. Pedem-nos mais do que aquilo que podemos e conseguimos fazer, mas nunca diremos que não vamos tentar responder aos anseios da população. Seremos, como fomos, mais uma força do vosso lado.
Neste momento, lidero uma equipa renovada e dinâmica, com provas dadas ao serviço da comunidade e da imagem que os golpilheirenses têm da sua Junta de Freguesia, a forma como as questões são abordadas directamente pelo executivo, sem tempos de espera, nomeadamente na parte de secretariado.
No entanto, facilmente diagnosticamos a falta de uma infra-estrutura de apoio aos mais velhos, que passam os dias sozinhos. Ainda neste mandato e durante a construção do edifício-sede da Junta de Freguesia, decidimos que o espaço do piso inferior seria para ocupar com um centro de convívio para satisfazer essa necessidade. Basta que um grupo de voluntários se reúna e crie uma dinâmica que permita a abertura do espaço, ainda antes do final do ano de 2009.
No próximo mandato, continuaremos a tentar encontrar um espaço junto ao rio Lena para lançar um parque de lazer. Nunca é demais lembrar que a Golpilheira é das poucas freguesias da região que não tem baldios a gerir, daí a dificuldade de recorrer a um privado.
Lembro, também, o papel fundamental que a Junta de Freguesia irá ter para a construção do pavilhão desportivo: o projecto é da nossa autoria e o Município avançará com a obra (cerca de 600 mil euros), assim que tiver autorização do Ministério do Ambiente.
Resumindo, se novamente for merecedor da confiança dos eleitores, continuarei a ser o que fui, abordando com frontalidade e estando presente onde me compete estar.
Candidatos ao Município da Batalha
Horácio Moita Francisco - CDS-PP
Porque somos defensores da Coerência, da Dignidade e da Seriedade, ao contrário do nosso adversário, que já tem 16 anos de poder + 4 de vereador, o que temos de considerar ser muito tempo, para pouca obra feita. Para além de ter vendido a sua alma, a troco não sabemos de quê, nem porquê. Mas, possivelmente, poderemos pensar?
Por acreditarmos, e estarmos dispostos a trabalhar pelo concelho, para encontrar soluções para os muitos problemas que afectam as populações da, em suma, a Batalha, Golpilheira, Reguengo e São Mamede. Porque não queremos, nem desejamos ver, o adiamento de projectos prometidos e não cumpridos há mais de 12 anos, não vamos, nem desejamos fazer promessas em vão.
Vamos ter um lema para cumprir, que é Trabalho, Trabalho e muito Trabalho, na defesa do projecto em que acreditamos, "a Batalha em Acção, um projecto para o Concelho", nas áreas da Saúde, Cultura, Associativismo, Desportiva, Juventude, Modernização Autárquica, Educativa, Formação Profissional, Informação e Comunicação Social, Agrícola, Politica Social e Terceira Idade, Transportes e Acessibilidades, Habitação e Urbanismo, Ambiente, Turismo, Desenvolvimento, Saneamento, Infra-estruturas, Económica, Comercial e Industrial.
A candidatura CDS/Indep., liderada por Horácio Francisco e a sua equipa, assume ambicioso projecto para a Batalha, garantindo estar já a trabalhar, para assim que for eleita, tomar decisões inadiáveis que, em "quatro anos, coloquem o Município da Batalha, na rota da inovação e do desenvolvimento".
Queremos acabar com 12 anos de inércia de António Lucas, agravados nestes últimos 8 anos, com a bandeira do PSD, o concelho tem vindo a sentir a sua mudança pela negativa, devido à clara incapacidade vivida pelo seu actual presidente, que apenas é bom a fazer a política de charme e da demagogia. Em contraste, com a inovação e progresso, de crescimento e desenvolvimento que o CDS levou a cabo, enquanto esteve à frente dos destinos do concelho, cujos frutos foram visíveis entre 1989 e 1997, com Raul Castro.
Daí que a candidatura do CDS/Indep. à Câmara Municipal e aos restantes órgãos sinta que a CÂMARA VAI MUDAR, a BATALHA VAI GANHAR. Também a população do concelho aparenta estar com essa forte vontade, de recuperar o tempo perdido e fazer uma Batalha próspera, sem a política da hipocrisia e da demagogia.
José Joaquim Filipe Valentim - CDU
As eleições autárquicas vão realizar-se num quadro de crise económica, social e financeira bastante grave, cujas consequências económicas atingem gravemente a região e o concelho da Batalha em particular.
Todos sentimos diariamente o agravamento das condições de vida e de trabalho. O concelho tem hoje cerca de 500 desempregados.
Os candidatos da CDU são mulheres e homens da nossa terra, que a estimam e querem dar o seu contributo para que se torne um lugar melhor para viver e trabalhar.
Merecem confiança, porque se revelaram na luta por melhores condições de vida e de trabalho.
A CDU defende a modernização dos Serviços Administrativos, melhor articulação com as Freguesias, o reforço dos Serviços do Município a fim de garantir a maior capacidade da realização directa.
A CDU trabalhará pela rápida concretização dos investimentos prometidos para a Freguesia da Golpilheira, pelo correcto ordenamento do território, modernização da agricultura, de condições para a fixação da indústria, o desenvolvimento do comércio, do turismo. O desenvolvimento equilibrado e sustentado do concelho. A gestão sustentável dos recursos disponíveis, a defesa dos recursos hídricos, do Rio Lena, do ambiente, dos recursos naturais.
A CDU defenderá a Escola Pública, com refeitórios de qualidade e dotada dos meios indispensáveis à conveniente formação dos jovens. A qualidade do ensino profissional iniciado pela Escola de Artes e Ofícios Tradicionais da Batalha, cuja tentativa de encerramento foi contrariada pelo deputado do PCP, Miguel Tiago, agora integrada nas Escolas Secundárias. A qualidade da rede pré-escolar e das actividades de tempos livres. Serviço de Atendimento Permanente na Batalha, uma rede de Centros de Dia, uma rede de serviços de apoio social. A qualificação da rede viária, o IC 9 e a variante do IC 2 sem portagens.
Para a melhoria da qualidade de vida na nossa terra, é indispensável eleger os candidatos da CDU. O compromisso assumido pelos candidatos da CDU merece toda a Confiança.
Francisco Meireles - PS
Enquanto candidato à Câmara Municipal da Batalha e sendo fiel ao meu princípio de equidade de todas as freguesias na distribuição de recursos e serviços, proponho-me tratar a Golpilheira, atendendo à exiguidade das receitas de uma freguesia pequena e sem muitos recursos económicos que lhe permitam um plano de desenvolvimento sustentado, de modo a que os seus habitantes possam usufruir das mesmas condições que os habitantes de qualquer outra freguesia do concelho.
Particularmente gostaríamos de ver a Golpilheira servida por uma rede viária de qualidade, com passeios de protecção aos peões, com um percurso pedonal que a ligasse à Batalha pelas margens do Lena, um pavilhão Gimnodesportivo digno (que tem pelo menos 4 anos de atraso), um sistema de regulação do caudal do Lena de modo a estender o espelho de água até à Golpilheira mantendo o nível freático que sempre serviu o vale e que agora se encontra em perigo.
Penso ainda, em colaboração com a Câmara de Leira, melhorar a mobilidade dos golpilheirenses em direcção a Leiria, requalificando a velha estrada da Malaposta e criando um eixo viário Casal Mil Homens – Casal da Cortiça – Leiria.
Relativamente à área da saúde, a Unidade de Saúde da Golpilheira será integrada na Unidade de Saúde Familiar (USF) de modo a que, no horário não abrangido pelo médico de família residente, os utentes possam ser sempre atendidos sem necessidade de recorrer ao SAP. As USFs regem-se pelo princípio de atendimento no dia a todos os utentes que a ela se dirijam, o que irá varrer definitivamente da memória dos golpilheirenses as noites passadas à porta da Unidade de Saúde para conseguir uma consulta e que actualmente já se não verifica. Vamos ainda implementar um serviço moderno, no âmbito do Simplex, para marcações de consultas e renovação de receituário para doenças crónicas via Internet.
Podem os golpilheirenses contar comigo para todas as ocasiões e dificuldades. Se for Presidente será para estar ao serviço das populações, promover o seu bem-estar e aumentar a sua qualidade de vida.
António Lucas - PSD
Porque devem votar na minha lista para a Câmara Municipal?
Porque não devemos correr riscos desnecessários, votando no desconhecido, quando podemos escolher quem tem provas dadas, quem tem as melhores e mais capazes equipas, quem já demonstrou que a honestidade e a competência são pontos de honra;
Porque sabem que ninguém destas equipas se aproveitará dos lugares públicos para daí retirar benefícios pessoais;
Porque sabem que conhecemos bem a Lei, os circuitos do Estado e da Administração, facilitando a resolução de problemas;
Porque sabem que iremos continuar a ter fortes preocupações de carácter social, através da implementação de mais programas e medidas que facilitarão a vida aos mais desfavorecidos, como é o caso do apoio nos medicamentos, das isenções e reduções nas mensalidades de ATL e refeições das escolas, da criação de centros de convívio para idosos, da criação do banco de ajudas técnicas, da boa articulação com as IPSS e colectividades, da criação do banco de voluntariado, da criação em parceria da loja social;
Porque sabem que continuaremos a manter o concelho com elevados índices de qualidade de vida;
Porque sabem que continuaremos a pagar a tempo e horas aos nossos fornecedores;
Porque sabem que iremos aproveitar até ao último cêntimo todas as verbas do QREN, para tornar o concelho da Batalha ainda mais desenvolvido e sustentável;
Porque sabem que temos já garantidos investimentos apoiados pelo QREN no montante de 20 milhões de euros;
Porque sabem que connosco as termas serão uma realidade;
Porque sabem que continuaremos a apostar fortemente na educação, no desporto e na cultura, áreas fundamentais para o desenvolvimento equilibrado de qualquer sociedade;
Porque sabem que a educação será sempre prioridade com qualidade, arrancando os ATL e refeições na hora certa, para melhorar as condições de vida das jovens famílias;
Porque sabem que implementámos o FINICIA e o Micro Crédito e tudo iremos fazer para continuar a criar boas condições para as empresas gerarem emprego e riqueza;
Enfim, porque sabem que a porta da vossa Câmara estará sempre aberta.
Quanto aos projectos mais específicos, encontram-se disponíveis no endereço http://www.batalhasolidaria.com/
Cumprido o sonho de "chegar em primeiro lugar à minha terra"
Atleta golpilheirense Olivier Pedroso ingressa no Centro de Alto Rendimento do JamorOlivier Pedroso nasceu em França, mas é golpilheirense desde os cinco anos. E é um nome promissor do atletismo nacional, tendo já no currículo o título de Campeão Nacional de 3000 metros obstáculos. Iniciou-se nesta modalidade desportiva com 14 anos, mas hoje, com 18, os Jogos Olímpicos constam já na lista dos seus objectivos. Estudante de Gestão no Ensino Superior e atleta a construir uma carreira profissional, concretizou este ano o sonho de "chegar em primeiro lugar à minha terra", ao vencer a Prova Mestre de Avis.
Numa entrevista de Bárbara Abraúl, gentilmente cedida ao nosso jornal, revela em primeira-mão que acaba de ingressar no Centro de Alto Rendimento do Jamor, a "fábrica de campeões portugueses".
Entrevista de Bárbara Abraúl
Quantas horas treinas por semana?
Treino, em média, três horas por dia, uma de manhã e duas ao final da tarde. Normalmente, faço os bidiários quatro vezes por semana. O domingo é a "folga", o único dia em que tenho a certeza de que treino só uma vez.
Por que clubes já correste?
Actualmente corro pelo Maratona Clube de Portugal. Porém, iniciei-me na Juventude Vidigalense e agradeço muitíssimo ao Prof. Paulo Reis que sempre me apoiou. No que toca à próxima época, já recebi alguns convites importantes que estão a ser considerados, pelo que poderá haver novidades nesta matéria.
Quais são as provas ou competições em que já participaste e que consideras mais importantes?
O dia mais importante da minha curta carreira é, sem dúvida, o dia em que fui Campeão Nacional na disciplina dos 3000 metros de obstáculos, pois trabalhei quatro anos para conseguir esse objectivo. A primeira vez que representei Portugal teve, de igual forma, um grande valor para mim. A participação no Campeonato da Europa de Juniores em Novi Sad (Sérvia) foi um sonho tornado realidade, assim como o dia em que fiz os mínimos para esse mesmo campeonato da Europa. Também a minha estreia na 1ª divisão (equivalente à superliga no futebol), aos 17 anos, foi um ponto alto.
Existe algum momento que te tenha marcado de um modo mais especial?
Na realidade, até tenho muitos. O mais especial foi, sem dúvida, o de correr com as cores de Portugal. Mas existe um momento, tenho a consciência de que 99,9% dos atletas não diria o mesmo, que foi ganhar a geral da prova da minha terra (Mestre de Avis), sendo apenas júnior, que me realizou pessoalmente. Quando era mais novo pensava "um dia hei-de chegar em primeiro lugar à minha terra", o que concretizei este ano. Também nunca esquecerei o meu primeiro dia em Lisboa: a poluição mal me deixava respirar e o meu treinador pôs-me logo a treinar com o olímpico António Travassos e outros dois colegas de treino que são profissionais. Eu tinha 17 anos e, como é óbvio, levei uma "coça": fui o caminho todo a chorar para casa e essa semana foi muito difícil. Contudo, isso fez-me crescer e hoje penso que "eu quero treinar é com eles"". A minha primeira ida ao estrangeiro como atleta foi igualmente marcante, assim como correr ao lado do Rui Silva na prova que o homenageia, onde estavam milhares de pessoas a gritar "Vai Rui" – nunca tinha visto nada assim em Portugal. Há ainda a salientar o facto que ter conhecido o meu actual treinador (Prof. Osvaldo Apolinário) revolucionou completamente a minha forma de treinar e a forma como encaro o atletismo.
É notória a tua admiração pelos teus treinadores, mas quem é o teu grande ídolo no mundo do atletismo?
A minha grande referência é o Stefano Baldini, campeão olímpico da Maratona em 2004. Mas, logicamente, também admiro muito os portugueses Carlos Lopes e Rui Silva.
Em que pensas antes de uma corrida?
Agradeço sempre a Deus a preparação ter corrido bem e, naturalmente, peço-Lhe forças para honrar a camisola que visto e para que, caso ocorram dificuldades, não ter medo.
Segues algum tipo de dieta?
Tenho um cuidado geral com a minha alimentação, principalmente quando estou a competir. Na fase de treino gasta-se muito, pelo que também se come muito, e além disso mantenho uma atenção especial para com a hidratação. Ambos os aspectos são essenciais na parte do "treino invisível", quando se quer evoluir.
A tua família apoia-te?
Sim. Não entendem algumas coisas específicas, porque "isto do atletismo" é muito mais do que correr, mas não me posso queixar e apoiam-me em tudo o que faço na vida.
Quais são os teus grandes objectivos?
O meu grande desejo inicial era levar o atletismo de uma forma profissional, o que acabou de acontecer com a minha integração no Centro de Alto Rendimento do Jamor (estou-vos a dar a notícia em primeira mão). Vou para a "fábrica de campeões portugueses" onde, sem dúvida, a residente mais ilustre é a super-campeã Vanessa Fernandes. Vou dedicar-me a 100% ao atletismo e já penso que tudo é possível: tenho o meu grande objectivo de carreira fixado, mas prefiro deixá-lo para mim e para o meu treinador, para não criar grandes expectativas, até porque só o espero realizar entre 2016 e 2020. Uma "meta" que pretendo atingir a longo prazo e que posso referir é, caso surja a oportunidade, participar nos Jogos Olímpicos em 2016, pois 2012 ainda é muito cedo. Quero ir aos Jogos com os 3000 m obstáculos, mas sonho, numa fase posterior, fazer a Maratona, a competição rainha de todos os desportos. A curto prazo, pretendo ir ao Europeu de Corta-Mato que se realiza em Dublin, no próximo mês de Dezembro.
Tenho um cuidado geral com a minha alimentação, principalmente quando estou a competir. Na fase de treino gasta-se muito, pelo que também se come muito, e além disso mantenho uma atenção especial para com a hidratação. Ambos os aspectos são essenciais na parte do "treino invisível", quando se quer evoluir.
A tua família apoia-te?
Sim. Não entendem algumas coisas específicas, porque "isto do atletismo" é muito mais do que correr, mas não me posso queixar e apoiam-me em tudo o que faço na vida.
Quais são os teus grandes objectivos?
O meu grande desejo inicial era levar o atletismo de uma forma profissional, o que acabou de acontecer com a minha integração no Centro de Alto Rendimento do Jamor (estou-vos a dar a notícia em primeira mão). Vou para a "fábrica de campeões portugueses" onde, sem dúvida, a residente mais ilustre é a super-campeã Vanessa Fernandes. Vou dedicar-me a 100% ao atletismo e já penso que tudo é possível: tenho o meu grande objectivo de carreira fixado, mas prefiro deixá-lo para mim e para o meu treinador, para não criar grandes expectativas, até porque só o espero realizar entre 2016 e 2020. Uma "meta" que pretendo atingir a longo prazo e que posso referir é, caso surja a oportunidade, participar nos Jogos Olímpicos em 2016, pois 2012 ainda é muito cedo. Quero ir aos Jogos com os 3000 m obstáculos, mas sonho, numa fase posterior, fazer a Maratona, a competição rainha de todos os desportos. A curto prazo, pretendo ir ao Europeu de Corta-Mato que se realiza em Dublin, no próximo mês de Dezembro.
Explica melhor o que é o Centro de Alto Rendimento do Jamor?
O Centro de Alto Rendimento do Jamor recebe e prepara atletas para a participação em provas internacionais, como os Jogos Olímpicos. Nesta instalação estão presentes as condições necessárias para ter sucesso, tanto desportivo como nos estudos. As despesas de cada atleta são comparticipadas até 100% pelo instituto.
O que te motiva a "ir mais longe"? Alguma vez te sentiste desmotivado?
Primeiramente, queria ganhar na minha escola e a nível distrital, depois foi a minha cruzada a nível nacional... Agora estou na fase em que começo a olhar para os melhores europeus e quero derrotá-los. Quando se passa um patamar, quer-se sempre o outro que está à frente. Já me senti muitas vezes desmotivado, mas felizmente a última vez já foi há algum tempo.
Estás a tirar Gestão no ISCTE, em Lisboa. Sentes que há alguma área, estudos ou atletismo, que pode ficar para trás?
O problema é que ficam as duas para trás, porque tento conciliar as duas e acabo por não estar ao nível que quero em nenhuma delas. No entanto, acho que este ano o atletismo se sobrepôs um pouco: em termos desportivos não fiz uma época de sonho, mas sim uma época surreal, este ano foi "super bom". Agora já não vou ter tantas dificuldades, uma vez que vou alargar o meu prazo de finalização dos estudos para me dedicar à alta competição, mas sem esquecer a faculdade, claro. Esta sempre foi a minha vontade, porque já tinha percebido que para atingir os meus objectivos é impossível conciliar os estudos e a alta competição a 100%, devido a estágios, tempos de repouso, etc. Ser-se atleta é olhar esta profissão 24 horas por dia.
Há alguma lição que tenhas aprendido no atletismo?
A principal é que às vezes até posso ser pisado e massacrado, mas tenho sempre de pensar positivo e que amanhã darei a volta por cima.
Finalmente: o que sentes ao ganhar ou perder?
A sensação de ganhar é indescritível e, sem dúvida, vale a pena passar ao lado de muitas das diversões que a idade proporciona, o que para mim está longe de ser um sacrifício. Por outro lado, a derrota faz parte do crescimento e, como em tudo na vida, temos de aceitá-la para progredir.
Regresso às aulas na (quase) normalidade
Novo ano lectivo 2009/2010
Entre 9 e 15 de Setembro, mais de um milhão e meio de alunos portugueses pegaram nas mochilas, rumo a mais um ano lectivo. No concelho da Batalha, os cerca de três mil estudantes foram chamados no último dia deste prazo, dos quais 59 (25 meninos e 34 meninas) a frequentar a Escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico da Golpilheira. Em relação ao ano passado, a nossa freguesia tem menos sete alunos neste escalão de ensino.
Entretanto, tinham já começado as actividades pré-escolares, com o Jardim-de-Infância da Golpilheira a abrir as portas no dia 9 de Setembro a 34 crianças entre os 3 e os 5 anos (18 meninos e 16 meninas). Neste caso, entrou o mesmo número dos que saíram para o 1.º ano escolar, pelo que se mantém a mesma lotação, dividida em duas salas. Assim, no total, as instituições de ensino da Freguesia acolhem 93 educandos, sendo 43 meninos e 50 meninas.
Quanto ao modo como decorreu este arranque na Golpilheira, houve alguns contratempos iniciais, mas rapidamente se atingiu a normalidade. O principal problema foi a ausência de professor para a sala onde se junta o 1.º e o 3.º anos, motivada pela baixa médica da professora Isabel Gonçalves, que está em processo de aposentação e não voltará a leccionar, tal como informou na reunião com os pais, decorrida no dia anterior ao início das aulas. Assim, nos primeiros dois dias os alunos ficaram entregues às animadoras das ATL, por não serem disponibilizados professores substitutos pelo Agrupamento de Escolas da Batalha (AEB). Esta situação começou a preocupar alguns encarregados de educação, que foram pedir explicações à sede do agrupamento na manhã do dia 17, com a presidente da Comissão de Pais. Segundo a direcção do AEB, o problema estava em vias de solução e só não tinha sido ainda resolvido por "falhas no sistema de disponibilização de professores" por parte dos serviços centrais do Ministério da Educação. Nessa manhã tinha sido atribuída mais uma professora à Batalha, mas havia quatro situações urgentes do mesmo género para resolver nas escolas do Concelho. Acabou, de facto, por dar entrada na nossa escola no dia seguinte, sexta-feira. Chama-se Nathalie Neves.
Registamos ainda a chegada da nova assistente operacional Maria de Lurdes Brites, que vem substituir Ana Santos, bem como de um novo educador para a sala 1 do jardim-de-infância, Paulo Martins, já que a educadora Lora Magalhães se aposentou este ano.
Agradecemos o trabalho e dedicação que tiveram os que deixam agora as nossas escolas, damos as boas-vindas aos que chegam, e desejamos a todos (educadores e educandos) um bom ano escolar!
Luís Miguel Ferraz
Câmara esclarece decisão
Acesso à escola volta a ter dois sentidos
Realizou-se, no dia 14 de Setembro, véspera de abertura de aulas, uma reunião dos professores com os pais, tendo em vista a boa articulação para o decorrer das actividades. Falou-se de programas, calendários, material escolar, procedimentos regulamentares e... claro, da Gripe A. Sem alarmismos, importa salientar a prevenção, onde a higiene cuidada tem um papel fundamental.
Uma das questões abordadas foi o regresso dos dois sentidos de trânsito na rua do Paço, que serve de acesso à escola do 1º CEB da Golpilheira. Alguns dos presentes manifestaram incompreensão pela marcha-atrás na decisão de ali se circular apenas num sentido, assunto que ali foi apresentado pela presidente da Comissão de Pais como consequência do caso particular de acesso a uma moradia. Deu-se a entender que "com alguma boa vontade" do proprietário, a via poderia continuar a ter sentido proibido ascendente.
O Jornal da Golpilheira foi saber junto da Câmara da Batalha quais os verdadeiros motivos da decisão. Segundo comunicado da autarquia (ver publicação integral na pág. 11), ao longo do período em que vigorou o sentido único (Setembro de 2008), a Comissão Municipal de Trânsito recebeu nota de situações "que poderiam pôr em risco pessoas e bens".
Partindo da sinalização destes casos, a comissão fez com a GNR uma verificação no local e, em relação ao referido morador, constatou "a impossibilidade de aceder à via pública no sentido de circulação do trânsito automóvel". Verificou, além disso, que "pode estar em causa a segurança de pessoas e bens" por outros motivos, como o facto de "alguns condutores aumentarem significativamente a velocidade instantânea no troço da rua em causa". A conclusão é que a alteração que fora efectuada "visava uma melhor fluidez do trânsito junto à escola do 1º CEB da Golpilheira, o que não se tem verificado".
Foi em resultado deste processo que a Comissão de Trânsito ditou o seu parecer: "após cumpridas todas as formalidades legais, sejam repostas as condições de trânsito anteriormente existentes".
Verifica-se, assim, que o problema não era apenas a impossibilidade de um morador sair de casa sem efectuar manobras de alto risco, mas também "a constatação de excesso de velocidade e infracção frequente à proibição, inclusive com condutores a subir de marcha-atrás em sentido proibido", como relata a GNR, o que tornava a estrada ainda mais perigosa para os condutores e, sobretudo, para as crianças que passam a pé na faixa de rodagem, pois não têm passeio.
Perante este cenário, faz todo o sentido o apelo final que foi feito na reunião de pais: apesar de ter dois sentidos, será bom que os pais procurem circular sempre em sentido descendente, sobretudo nas horas de maior fluxo de entrada e saída de alunos, pois o cruzamento de veículos é impossível em grande parte da rua. Ao mesmo tempo, pelo facto de ter dois sentidos, deverão conduzir a baixa velocidade e com todo o cuidado, pois poderão cruzar-se com veículos ou peões e só assim evitarão com segurança o eventual risco de acidente grave.
LMF
Entre 9 e 15 de Setembro, mais de um milhão e meio de alunos portugueses pegaram nas mochilas, rumo a mais um ano lectivo. No concelho da Batalha, os cerca de três mil estudantes foram chamados no último dia deste prazo, dos quais 59 (25 meninos e 34 meninas) a frequentar a Escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico da Golpilheira. Em relação ao ano passado, a nossa freguesia tem menos sete alunos neste escalão de ensino.
Entretanto, tinham já começado as actividades pré-escolares, com o Jardim-de-Infância da Golpilheira a abrir as portas no dia 9 de Setembro a 34 crianças entre os 3 e os 5 anos (18 meninos e 16 meninas). Neste caso, entrou o mesmo número dos que saíram para o 1.º ano escolar, pelo que se mantém a mesma lotação, dividida em duas salas. Assim, no total, as instituições de ensino da Freguesia acolhem 93 educandos, sendo 43 meninos e 50 meninas.
Quanto ao modo como decorreu este arranque na Golpilheira, houve alguns contratempos iniciais, mas rapidamente se atingiu a normalidade. O principal problema foi a ausência de professor para a sala onde se junta o 1.º e o 3.º anos, motivada pela baixa médica da professora Isabel Gonçalves, que está em processo de aposentação e não voltará a leccionar, tal como informou na reunião com os pais, decorrida no dia anterior ao início das aulas. Assim, nos primeiros dois dias os alunos ficaram entregues às animadoras das ATL, por não serem disponibilizados professores substitutos pelo Agrupamento de Escolas da Batalha (AEB). Esta situação começou a preocupar alguns encarregados de educação, que foram pedir explicações à sede do agrupamento na manhã do dia 17, com a presidente da Comissão de Pais. Segundo a direcção do AEB, o problema estava em vias de solução e só não tinha sido ainda resolvido por "falhas no sistema de disponibilização de professores" por parte dos serviços centrais do Ministério da Educação. Nessa manhã tinha sido atribuída mais uma professora à Batalha, mas havia quatro situações urgentes do mesmo género para resolver nas escolas do Concelho. Acabou, de facto, por dar entrada na nossa escola no dia seguinte, sexta-feira. Chama-se Nathalie Neves.
Registamos ainda a chegada da nova assistente operacional Maria de Lurdes Brites, que vem substituir Ana Santos, bem como de um novo educador para a sala 1 do jardim-de-infância, Paulo Martins, já que a educadora Lora Magalhães se aposentou este ano.
Agradecemos o trabalho e dedicação que tiveram os que deixam agora as nossas escolas, damos as boas-vindas aos que chegam, e desejamos a todos (educadores e educandos) um bom ano escolar!
Luís Miguel Ferraz
Câmara esclarece decisão
Acesso à escola volta a ter dois sentidos
Realizou-se, no dia 14 de Setembro, véspera de abertura de aulas, uma reunião dos professores com os pais, tendo em vista a boa articulação para o decorrer das actividades. Falou-se de programas, calendários, material escolar, procedimentos regulamentares e... claro, da Gripe A. Sem alarmismos, importa salientar a prevenção, onde a higiene cuidada tem um papel fundamental.
Uma das questões abordadas foi o regresso dos dois sentidos de trânsito na rua do Paço, que serve de acesso à escola do 1º CEB da Golpilheira. Alguns dos presentes manifestaram incompreensão pela marcha-atrás na decisão de ali se circular apenas num sentido, assunto que ali foi apresentado pela presidente da Comissão de Pais como consequência do caso particular de acesso a uma moradia. Deu-se a entender que "com alguma boa vontade" do proprietário, a via poderia continuar a ter sentido proibido ascendente.
O Jornal da Golpilheira foi saber junto da Câmara da Batalha quais os verdadeiros motivos da decisão. Segundo comunicado da autarquia (ver publicação integral na pág. 11), ao longo do período em que vigorou o sentido único (Setembro de 2008), a Comissão Municipal de Trânsito recebeu nota de situações "que poderiam pôr em risco pessoas e bens".
Partindo da sinalização destes casos, a comissão fez com a GNR uma verificação no local e, em relação ao referido morador, constatou "a impossibilidade de aceder à via pública no sentido de circulação do trânsito automóvel". Verificou, além disso, que "pode estar em causa a segurança de pessoas e bens" por outros motivos, como o facto de "alguns condutores aumentarem significativamente a velocidade instantânea no troço da rua em causa". A conclusão é que a alteração que fora efectuada "visava uma melhor fluidez do trânsito junto à escola do 1º CEB da Golpilheira, o que não se tem verificado".
Foi em resultado deste processo que a Comissão de Trânsito ditou o seu parecer: "após cumpridas todas as formalidades legais, sejam repostas as condições de trânsito anteriormente existentes".
Verifica-se, assim, que o problema não era apenas a impossibilidade de um morador sair de casa sem efectuar manobras de alto risco, mas também "a constatação de excesso de velocidade e infracção frequente à proibição, inclusive com condutores a subir de marcha-atrás em sentido proibido", como relata a GNR, o que tornava a estrada ainda mais perigosa para os condutores e, sobretudo, para as crianças que passam a pé na faixa de rodagem, pois não têm passeio.
Perante este cenário, faz todo o sentido o apelo final que foi feito na reunião de pais: apesar de ter dois sentidos, será bom que os pais procurem circular sempre em sentido descendente, sobretudo nas horas de maior fluxo de entrada e saída de alunos, pois o cruzamento de veículos é impossível em grande parte da rua. Ao mesmo tempo, pelo facto de ter dois sentidos, deverão conduzir a baixa velocidade e com todo o cuidado, pois poderão cruzar-se com veículos ou peões e só assim evitarão com segurança o eventual risco de acidente grave.
LMF
Portugal, o Mosteiro de Santa Maria da Vitória e o 624.º aniversário da Batalha Real de Aljubarrota

Alocução proferida no dia 14 de Agosto de 2009, na Capela de Fundador do Mosteiro da Batalha
Por Saul António Gomes
“Abriu em pedra o grito imenso do seu peito
Tornou arquitectura a épica ansiedade!”
João de Barros, poema “O Povo”,
in Vida Vitoriosa (1919)
O uso da palavra, por mim, nesta ocasião tão solene em que comemoramos o seiscentésimo vigésimo quarto aniversário da Batalha Real de Aljubarrota, justifica-se pelo amável convite que me foi dirigido pelo Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal da Batalha, o qual penhoradamente agradeço.
É convite honroso que não poderia declinar, mas para cujo cumprimento não possuo o saber, sequer a arte e a inspiração de bem escrever que se exige para perorar sobre o acontecimento histórico que nos reúne neste lugar. Substitua, no entanto, a árida palavra do historiador o verso elegíaco do poeta.
Este é o alvo templo da memória portuguesa, em cujo seio, no silêncio finito que se respira nesta Capela do Fundador, no passar dos dias que são séculos, nos confrontamos permanentemente com a questão pátria, com a questão do sentido, ontem e hoje, da pátria portuguesa, no tempo histórico mas também cósmico que Santo Agostinho procurou aprisionar na metáfora dos três presentes: o presente do passado, o presente do presente e o presente do futuro.
É sobretudo em torno desses dois presentes, o presente do passado e o nosso presente que gostaria de incidir nesta breve alocução ou elegia que tenho o privilégio de proferir perante vós.
Reis e ínclitos infantes repousam nesta Capela cujos nomes a História não esqueceu nunca e que todas as gerações de portugueses sempre aprenderam a recordar e a venerar. A alguns destes príncipes de Portugal devemos monumentos literários fundadores da própria língua que é a primeira pátria em que nascemos e somos educados. D. João I, D. Duarte, o Infante D. Pedro valorizaram prioritariamente o português como língua de criação artística e, no seu perfil de habitantes de uma Europa que cultivava as humaniores litterae, nunca sobrepuseram à palavra portuguesa a declinação latina.
Importa confessar, ainda, que o elogio das armas portuguesas que derrotaram a soberba castelhana naquela distante tarde de 14 de Agosto de 1385, e que este monumento comemora como o mais importante legado patrimonial justamente dedicado à preservação da memória desse feito e ao enaltecimento de Portugal, mereceram já a outros escritores páginas soberanas. Muitos desses escritores, curiosamente, nada dizem acerca deste monumento e do seu significado, mas outros houve que o fizeram, assim equilibrando o saldo da memória de um feito histórico, entre o crédito da recordação e o débito do esquecimento, sobre o qual D. João I, o rei da Boa Memória, e seu filho e sucessor, o Eloquente, como também os Infantes D. Pedro — “Príncipe no mundo raro! / Sobre tanto desamparo, / foram três seus filhos reis.”, Sá de Miranda) — e D. Henrique, tudo fizeram quanto estava ao seu alcance para que não fosse nunca esquecido.
Para todos nós, que aqui nos congregámos, neste que é o mais predestinado lugar do encontro dos portugueses com a sua própria História, comemorar o dia 14 de Agosto poderá ser um acto de cidadania e de afirmação de identidade. É-o efectivamente. Mas, olhando o Portugal que ficou lá fora, aquele que não comemora e vê maçada no espírito histórico, aquele que ignora e que não sente já a luminária do exemplo dos antepassados, esses portugueses a banhos que não são já os filhos de marinheiros desnudos e de lavradores pobres que dominaram os mares nunca de antes navegados e construíram o mapa que desconheciam (“Navegavam sem o mapa que faziam” escreveu Sophia de Mello Breyner Andersen, Navegações, VI), olhando esse Portugal, dizia, ficamos com boas razões para duvidar do sentido propedêutico da comemoração histórica no País contemporâneo.
Cumpre reflectir, em verdade, as razões porque este monumento, no que comemora, parece tão esquecido e omitido na balança da actualidade portuguesa. Os profissionais da comunicação social de hoje, mormente nos grandes media televisivos, não possuem nem sensibilidade, nem o saber histórico essencial sobre o seu País. E, no entanto, Portugal é um dos países ocidentais com mais forte historicidade e sentido de nacionalidade ao nível de um ponto de vista popular. Não há tempo para exemplificar, mas parece-me significativo que em todos os grandes ciclos comemorativos que Portugal levou a cabo, após 1974, o Mosteiro da Batalha tenha ficado sempre ausente salvo parcas e envergonhadas referência de rodapé em painéis fotográficos e pouco mais.
Pergunto-me como é que é possível que se tenha chegado a este plano de desconhecimento e de ignorância. Aquele que é a barca memorial da identidade portuguesa, levantado para perpétua memória do feito da Batalha Real de Aljubarrota de 14 de Agosto de 1385, encontra mais eco na alma do povo simples e sem grandes estudos que por aqui passa, feitas as preces em Fátima, do que entre as elites académicas e os especialistas do património nacional que tudo decidem longe. Todo o português que o é, como escreveu Miguel Torga, devia, pelo menos uma vez na vida, peregrinar até este templo de brando calcário em que cintila a questão essencial do português: o seu ser e a lógica do ser português.
A geração de portugueses que fundou este monumento teve de fazer opções definitivas em situações de extrema adversidade e de crise política profunda. Falamos de uma geração de combatentes, de mancebos na casa dos vinte anos de idade chamados ao combate e à guerra, ao extremo sacrifício da própria vida por um ideal de soberania e de pátria. D. João I contava então 27 anos e o seu Condestável. D. Nuno Álvares Pereira, 25 anos. Nessa faixa etária e ainda na flor da adolescência estavam muitos outros soldados nas suas alas popularizadas como dos Namorados e da Madressilva. Pois bem, a esses jovens foi imperioso decidir entre viver ou morrer; entre viver num reino livre e independente da sujeição castelhana ou num solo sujeito a essa arbitrariedade. A questão, como referimos, era a da vida ou morte, a da “pátria ou morte”.
Em 2009 não parece haver qualquer contexto para a reposição da questão. Dar a vida, hoje, pela Pátria é uma questão que de todo não fica bem enunciar. E, no entanto, a época contemporânea está ainda cheia de memórias em torno dessa decisão última de qualquer homem: viver, sujeitando-se, ou morrer nas garras de uma luta heróica por ideais pátrios.
Em 14 de Agosto de 1385, o temor e o medo de uma morte iminente mostrava-se nos rostos dos combatentes portugueses, do “pequeno exército” que eram, tamanha a sua desvantagem face ao inimigo. Venceram na entrega total a uma fé e a uma ideia: a de que a razão estava do seu lado; a de que era neles e por eles que a lealdade portuguesa se honrava. Por isso deram tudo, pelas suas vidas, pelas suas famílias, pelo seu rei, pelo seu Reino. É possível que um lema usado pelos revolucionários cubanos, já em nossos dias, o de “Pátria ou morte”, seja aquele que melhor nos permite compreender o que ecoava nos pensamentos desses leais portugueses nessa tarde distante, toda ela vestida de fogo e sangue na terra almagre de S. Jorge, de 14 de Agosto de 1385. Pelo exemplo citado, creio, poderemos tentar compreender melhor o que motivava os nossos antepassados, a força vital de um ânimo que deitou por terra o estandarte inimigo.
Só uma forte consciência nacional explica a tenacidade, o tudo ou nada, o viver ou morrer que foram lema, consciência e ânimo vital que deu força e confiança ao pequeno exército português. Não acreditassem esses valorosos soldados num destino pátrio, encarnado num Rei e na liberdade sagrada de pertencer ao povo a sua escolha, e todas as estratégias militares teriam sido pouco mais que nada. Noutros momentos históricos, outras gerações de portugueses foram chamadas a fazerem opções semelhantes. Fizeram-no, por exemplo, na Guerra da Independência aberta em 1640, na Grande Guerra de 1914-1918 ou, já no nosso tempo, os nossos pais que combateram na Guerra do Ultramar.
Não era Portugal, em 1385, um mito, nem as nações, cumpre considerá-lo, se constroem sobre mitos. Os mitos são invenções culturais, as nações são construções geracionais. A continuidade de uma nação, naturalmente, necessita da garantir a transmissão da sua memória. O dever primeiro de um cidadão está na lealdade para com os seus e de todos para com a pátria que lhe é berço.
Lealdade, eis uma palavra que lemos na divisa que se repete mil vezes nas Capelas Imperfeitas. E nesta mesma Capela do Fundador, ecoam motes, lemas de vida, que não nos podem deixar indiferentes: “Pour bien” (D. João I), “J’ai bien raison” (Infante D. João), “Le bien me plet” (Infante Santo D, Fernando), “Talent de bien fere” (Infante D. Henrique), eis quatro delas onde o conceito de “bem” é central. Fazer bem, agir por bem, a razão do bem e o bem como razão, o talento de fazer bem e o bem. E outras memórias ressoam no silêncio destes muros como esse “Y me plet”, que lemos junto à efígie de D. Filipa de Lencastre, e o misterioso “Désir”, aberto no sarcófago do Infante D. Pedro, o autor do Livro da Virtuosa Benfeitoria.
Fazer e bem, uma vez mais, como mote de uma época onde os portugueses foram chamados a escolher e escolheram bem, o bem que lhes deu a vitória decisiva e que culminará na divisa desse Senhor do Mundo, el-rei D. João II, “Rei de muitos reis” (Sá de Miranda), que agia “pro lege et pro grege”, pela Lei e por Portugal.
Pouco adianta, como vemos, que a historiografia portuguesa hodierna reticencie a noção de pátria e que acentue que essa ideia de pátria era, em 1385, totalmente diferente da de hoje. Fica claro que não perfilho desta leitura porque, desde logo, os princípios pátrios são civilizacionais e intemporais, ou seja, não envelhecem, enquanto ideia e espírito, ainda que as gerações dos homens os possam observar com intensidades e debaixo de perspectivas diferentes no tempo e no modo de manifestação.
A força anímica que fez da Batalha o símbolo maior da identidade nacional e o panteão das gerações de ouro da Dinastia de Avis, aquela que impôs o Mundo à Europa e a desbloqueou para a modernidade e para a globalização que toca a todos os povos, sem excepção, nem sempre foi visível. Foi preciso esperar pelo Século XVIII e pela curiosidade de estrangeiros cultos que visitaram este Monumento para que Portugal voltasse a olhar para ele, considerado por alguns como construção maravilhosa, e magnífica, apreciado sobremaneira pelos ingleses e de tal modo, como se manifesta no legado de James Murphy, que nele se inspirariam para propagar no Reino Unido a seiva de um neo-gótico vitoriano de matriz batalhense.
Mas o Mosteiro de Santa Maria da Vitória atingiu o ano do fim, em 1834, exangue e a necessitar de obras de recuperação verdadeiramente profundas. Expulsos os frades e primeiros guardiães desta memória portuguesa, o edifício viu agravar-se o seu estado de decadência. Devemos a Luís Mousinho de Albuquerque, prontamente apoiado pelo rei D. Fernando II, a partir de 1840, em boa medida, a sua salvação.
A inteligência nacional oitocentista ignorou, sintomaticamente, este monumento. Excepção feita a Fr. Francisco de S. Luís, que lhe dedicou uma Memória histórica apresentada à Academia das Ciências, em 1822, na qual sublinha o carácter português do monumento, como excepção é, neste panorama, Alexandre Herculano que evoca o Real Mosteiro, no seu popular conto “A Abóbada”. Almeida Garrett, por seu turno, no seu poema Camões, renova o elogio da terrível Aljubarrota, mas silencia o seu monumento matricial. A Geração de 70 passou-o em silêncio, mesmo, e sobremodo, o seu historiador mais fecundo e brilhante, Oliveira Martins, a quem devemos as biografias de D. Nuno Álvares Pereira ou dos Filhos de D. João I, por cujas páginas, na sua primeira e melhor edição, o Mosteiro é apenas um filactério gótico sugestivo em desenho de ilustração de página de mudança entre capítulos.
Esse “País de suicidas”, como lhe chamou Miguel de Unamuno, inspirando-se em Manuel de Laranjeira, viveu pouco, creio, a memória patrimonial portuguesa. Refizeram os Jerónimos, descobriram, em boa medida graças a escritores e diletantes estrangeiros, o manuelino português, restauraram, como lhes foi possível, este monumento. Mas então, como hoje, este lugar maior da identidade nacional ficou esquecido. Eça de Queiroz, que viveu em Leiria, não o achou digno de qualquer nota significativa para além de uma fugaz carta postal daqui endereçada a um amigo. Elogiou-o, mas não sem lhe apontar um excesso sombrio sobre a arte da renascença em Portugal e de criticar asperamente as “restaurações” que sofria, Ramalho Ortigão (O Culto da Arte em Portugal, 1896), encontrando o monumento melhores páginas de valorização em Vilhena Barbosa (1886). Poucos mais nele atentaram e, entre os que o fizeram, sobressaem nomes estrangeiros (Beckford, Lichnowsky, Raczinsky, Haupt, Dieulafoy, Baedeker).
É preciso esperar por Afonso Lopes Vieira (Onde a terra se acaba e o Mar começa, 1940; Nova demanda do Graal, 1942), e ainda assim num país que o marginalizou e que enjeitou o melhor do integralismo lusitano, para que a poesia pátria se inspire neste templo da memória. Nem os neo-realistas, nem os existencialistas encontraram, neste mausoléu pátrio, inspiração digna de realce. Foi preciso aguardar por Miguel Torga (A Criação do Mundo, IV, 1939; Portugal, 1950) para o vermos entrar na grande literatura que em português se tece entre cujas laudas se impõem as que lhe dedica José Saramago (Viagem a Portugal, 1995).
E, contudo, foi neste Mosteiro que despertou a vocação de historiador de um Jaime Cortesão (Portugal: a Terra e o Homem), como foi na sua Sala do Capítulo, sob o olhar do esguio arquitecto que sonhou tão ousada abóbada, que, em 1922, o Presidente da República António José de Almeida confiou a este templo a guarda das ossadas dos Soldados que na Europa e em África combateram por uma Europa livre. Neste Mosteiro e no chão estremenho em que fundou os seus alicerces sólidos onde Torga descobriu, espantado, páginas maiores de uma História de Portugal que se guarda como coisa secreta dos portugueses.
Formulamos votos, e este é o monumento mais apropriado para propor um voto, de que o Real Mosteiro de Santa Maria da Vitória, no conteúdo simbólico que preserva, barca e arca da memória pátria, vença as muralhas de silêncio e de omissão a que tanto o têm sujeitado, num Portugal distraído dos seus princípios, aborrecido senão envergonhado, ao nível das suas elites bem-pensantes, quiçá, do seu passado em que se rasgaram novos mundos e se pagou o elevado preço dessa ousadia; num País em que o sentido da comemoração histórica, ensopada entre festivais de comes e bebes, apouca a dignidade do acto evocado e dispensa quase sempre o saber do historiador.
Não assim, Senhoras e Senhores, neste 14 de Agosto de 2009, neste altar cívico em que Portugal se consagra e os portugueses encontram, neste dia de hoje que é o presente do futuro, a razão de se ser uma nação livre e independente, renascida de uma opção extrema entre vida ou morte. Não pode ter sido essa uma questão vã e sem sentido.
Seja para os que caíram em 14 de Agosto de 1385, seja para todos aqueles nossos conterrâneos e antepassados que pereceram em todas essas outras tardes de Agosto, na Flandres ou em outro qualquer lugar, em que Portugal foi chamado a combater. Desde há vários séculos que este monumento proclama o bem português, numa só e única opção, sem desvios, num só coração, numa só voz e num só querer. Sem isso, não parece possível compreender o significado histórico deste Lugar de encontro em que, nesta hora já vespertina de 14 de Agosto de 2009, temos o privilégio de estar e de nos sentirmos, hoje como sempre, mais portugueses e orgulhosos de o sermos.
Por Saul António Gomes
“Abriu em pedra o grito imenso do seu peito
Tornou arquitectura a épica ansiedade!”
João de Barros, poema “O Povo”,
in Vida Vitoriosa (1919)
O uso da palavra, por mim, nesta ocasião tão solene em que comemoramos o seiscentésimo vigésimo quarto aniversário da Batalha Real de Aljubarrota, justifica-se pelo amável convite que me foi dirigido pelo Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal da Batalha, o qual penhoradamente agradeço.
É convite honroso que não poderia declinar, mas para cujo cumprimento não possuo o saber, sequer a arte e a inspiração de bem escrever que se exige para perorar sobre o acontecimento histórico que nos reúne neste lugar. Substitua, no entanto, a árida palavra do historiador o verso elegíaco do poeta.
Este é o alvo templo da memória portuguesa, em cujo seio, no silêncio finito que se respira nesta Capela do Fundador, no passar dos dias que são séculos, nos confrontamos permanentemente com a questão pátria, com a questão do sentido, ontem e hoje, da pátria portuguesa, no tempo histórico mas também cósmico que Santo Agostinho procurou aprisionar na metáfora dos três presentes: o presente do passado, o presente do presente e o presente do futuro.
É sobretudo em torno desses dois presentes, o presente do passado e o nosso presente que gostaria de incidir nesta breve alocução ou elegia que tenho o privilégio de proferir perante vós.
Reis e ínclitos infantes repousam nesta Capela cujos nomes a História não esqueceu nunca e que todas as gerações de portugueses sempre aprenderam a recordar e a venerar. A alguns destes príncipes de Portugal devemos monumentos literários fundadores da própria língua que é a primeira pátria em que nascemos e somos educados. D. João I, D. Duarte, o Infante D. Pedro valorizaram prioritariamente o português como língua de criação artística e, no seu perfil de habitantes de uma Europa que cultivava as humaniores litterae, nunca sobrepuseram à palavra portuguesa a declinação latina.
Importa confessar, ainda, que o elogio das armas portuguesas que derrotaram a soberba castelhana naquela distante tarde de 14 de Agosto de 1385, e que este monumento comemora como o mais importante legado patrimonial justamente dedicado à preservação da memória desse feito e ao enaltecimento de Portugal, mereceram já a outros escritores páginas soberanas. Muitos desses escritores, curiosamente, nada dizem acerca deste monumento e do seu significado, mas outros houve que o fizeram, assim equilibrando o saldo da memória de um feito histórico, entre o crédito da recordação e o débito do esquecimento, sobre o qual D. João I, o rei da Boa Memória, e seu filho e sucessor, o Eloquente, como também os Infantes D. Pedro — “Príncipe no mundo raro! / Sobre tanto desamparo, / foram três seus filhos reis.”, Sá de Miranda) — e D. Henrique, tudo fizeram quanto estava ao seu alcance para que não fosse nunca esquecido.
Para todos nós, que aqui nos congregámos, neste que é o mais predestinado lugar do encontro dos portugueses com a sua própria História, comemorar o dia 14 de Agosto poderá ser um acto de cidadania e de afirmação de identidade. É-o efectivamente. Mas, olhando o Portugal que ficou lá fora, aquele que não comemora e vê maçada no espírito histórico, aquele que ignora e que não sente já a luminária do exemplo dos antepassados, esses portugueses a banhos que não são já os filhos de marinheiros desnudos e de lavradores pobres que dominaram os mares nunca de antes navegados e construíram o mapa que desconheciam (“Navegavam sem o mapa que faziam” escreveu Sophia de Mello Breyner Andersen, Navegações, VI), olhando esse Portugal, dizia, ficamos com boas razões para duvidar do sentido propedêutico da comemoração histórica no País contemporâneo.
Cumpre reflectir, em verdade, as razões porque este monumento, no que comemora, parece tão esquecido e omitido na balança da actualidade portuguesa. Os profissionais da comunicação social de hoje, mormente nos grandes media televisivos, não possuem nem sensibilidade, nem o saber histórico essencial sobre o seu País. E, no entanto, Portugal é um dos países ocidentais com mais forte historicidade e sentido de nacionalidade ao nível de um ponto de vista popular. Não há tempo para exemplificar, mas parece-me significativo que em todos os grandes ciclos comemorativos que Portugal levou a cabo, após 1974, o Mosteiro da Batalha tenha ficado sempre ausente salvo parcas e envergonhadas referência de rodapé em painéis fotográficos e pouco mais.
Pergunto-me como é que é possível que se tenha chegado a este plano de desconhecimento e de ignorância. Aquele que é a barca memorial da identidade portuguesa, levantado para perpétua memória do feito da Batalha Real de Aljubarrota de 14 de Agosto de 1385, encontra mais eco na alma do povo simples e sem grandes estudos que por aqui passa, feitas as preces em Fátima, do que entre as elites académicas e os especialistas do património nacional que tudo decidem longe. Todo o português que o é, como escreveu Miguel Torga, devia, pelo menos uma vez na vida, peregrinar até este templo de brando calcário em que cintila a questão essencial do português: o seu ser e a lógica do ser português.
A geração de portugueses que fundou este monumento teve de fazer opções definitivas em situações de extrema adversidade e de crise política profunda. Falamos de uma geração de combatentes, de mancebos na casa dos vinte anos de idade chamados ao combate e à guerra, ao extremo sacrifício da própria vida por um ideal de soberania e de pátria. D. João I contava então 27 anos e o seu Condestável. D. Nuno Álvares Pereira, 25 anos. Nessa faixa etária e ainda na flor da adolescência estavam muitos outros soldados nas suas alas popularizadas como dos Namorados e da Madressilva. Pois bem, a esses jovens foi imperioso decidir entre viver ou morrer; entre viver num reino livre e independente da sujeição castelhana ou num solo sujeito a essa arbitrariedade. A questão, como referimos, era a da vida ou morte, a da “pátria ou morte”.
Em 2009 não parece haver qualquer contexto para a reposição da questão. Dar a vida, hoje, pela Pátria é uma questão que de todo não fica bem enunciar. E, no entanto, a época contemporânea está ainda cheia de memórias em torno dessa decisão última de qualquer homem: viver, sujeitando-se, ou morrer nas garras de uma luta heróica por ideais pátrios.
Em 14 de Agosto de 1385, o temor e o medo de uma morte iminente mostrava-se nos rostos dos combatentes portugueses, do “pequeno exército” que eram, tamanha a sua desvantagem face ao inimigo. Venceram na entrega total a uma fé e a uma ideia: a de que a razão estava do seu lado; a de que era neles e por eles que a lealdade portuguesa se honrava. Por isso deram tudo, pelas suas vidas, pelas suas famílias, pelo seu rei, pelo seu Reino. É possível que um lema usado pelos revolucionários cubanos, já em nossos dias, o de “Pátria ou morte”, seja aquele que melhor nos permite compreender o que ecoava nos pensamentos desses leais portugueses nessa tarde distante, toda ela vestida de fogo e sangue na terra almagre de S. Jorge, de 14 de Agosto de 1385. Pelo exemplo citado, creio, poderemos tentar compreender melhor o que motivava os nossos antepassados, a força vital de um ânimo que deitou por terra o estandarte inimigo.
Só uma forte consciência nacional explica a tenacidade, o tudo ou nada, o viver ou morrer que foram lema, consciência e ânimo vital que deu força e confiança ao pequeno exército português. Não acreditassem esses valorosos soldados num destino pátrio, encarnado num Rei e na liberdade sagrada de pertencer ao povo a sua escolha, e todas as estratégias militares teriam sido pouco mais que nada. Noutros momentos históricos, outras gerações de portugueses foram chamadas a fazerem opções semelhantes. Fizeram-no, por exemplo, na Guerra da Independência aberta em 1640, na Grande Guerra de 1914-1918 ou, já no nosso tempo, os nossos pais que combateram na Guerra do Ultramar.
Não era Portugal, em 1385, um mito, nem as nações, cumpre considerá-lo, se constroem sobre mitos. Os mitos são invenções culturais, as nações são construções geracionais. A continuidade de uma nação, naturalmente, necessita da garantir a transmissão da sua memória. O dever primeiro de um cidadão está na lealdade para com os seus e de todos para com a pátria que lhe é berço.
Lealdade, eis uma palavra que lemos na divisa que se repete mil vezes nas Capelas Imperfeitas. E nesta mesma Capela do Fundador, ecoam motes, lemas de vida, que não nos podem deixar indiferentes: “Pour bien” (D. João I), “J’ai bien raison” (Infante D. João), “Le bien me plet” (Infante Santo D, Fernando), “Talent de bien fere” (Infante D. Henrique), eis quatro delas onde o conceito de “bem” é central. Fazer bem, agir por bem, a razão do bem e o bem como razão, o talento de fazer bem e o bem. E outras memórias ressoam no silêncio destes muros como esse “Y me plet”, que lemos junto à efígie de D. Filipa de Lencastre, e o misterioso “Désir”, aberto no sarcófago do Infante D. Pedro, o autor do Livro da Virtuosa Benfeitoria.
Fazer e bem, uma vez mais, como mote de uma época onde os portugueses foram chamados a escolher e escolheram bem, o bem que lhes deu a vitória decisiva e que culminará na divisa desse Senhor do Mundo, el-rei D. João II, “Rei de muitos reis” (Sá de Miranda), que agia “pro lege et pro grege”, pela Lei e por Portugal.
Pouco adianta, como vemos, que a historiografia portuguesa hodierna reticencie a noção de pátria e que acentue que essa ideia de pátria era, em 1385, totalmente diferente da de hoje. Fica claro que não perfilho desta leitura porque, desde logo, os princípios pátrios são civilizacionais e intemporais, ou seja, não envelhecem, enquanto ideia e espírito, ainda que as gerações dos homens os possam observar com intensidades e debaixo de perspectivas diferentes no tempo e no modo de manifestação.
A força anímica que fez da Batalha o símbolo maior da identidade nacional e o panteão das gerações de ouro da Dinastia de Avis, aquela que impôs o Mundo à Europa e a desbloqueou para a modernidade e para a globalização que toca a todos os povos, sem excepção, nem sempre foi visível. Foi preciso esperar pelo Século XVIII e pela curiosidade de estrangeiros cultos que visitaram este Monumento para que Portugal voltasse a olhar para ele, considerado por alguns como construção maravilhosa, e magnífica, apreciado sobremaneira pelos ingleses e de tal modo, como se manifesta no legado de James Murphy, que nele se inspirariam para propagar no Reino Unido a seiva de um neo-gótico vitoriano de matriz batalhense.
Mas o Mosteiro de Santa Maria da Vitória atingiu o ano do fim, em 1834, exangue e a necessitar de obras de recuperação verdadeiramente profundas. Expulsos os frades e primeiros guardiães desta memória portuguesa, o edifício viu agravar-se o seu estado de decadência. Devemos a Luís Mousinho de Albuquerque, prontamente apoiado pelo rei D. Fernando II, a partir de 1840, em boa medida, a sua salvação.
A inteligência nacional oitocentista ignorou, sintomaticamente, este monumento. Excepção feita a Fr. Francisco de S. Luís, que lhe dedicou uma Memória histórica apresentada à Academia das Ciências, em 1822, na qual sublinha o carácter português do monumento, como excepção é, neste panorama, Alexandre Herculano que evoca o Real Mosteiro, no seu popular conto “A Abóbada”. Almeida Garrett, por seu turno, no seu poema Camões, renova o elogio da terrível Aljubarrota, mas silencia o seu monumento matricial. A Geração de 70 passou-o em silêncio, mesmo, e sobremodo, o seu historiador mais fecundo e brilhante, Oliveira Martins, a quem devemos as biografias de D. Nuno Álvares Pereira ou dos Filhos de D. João I, por cujas páginas, na sua primeira e melhor edição, o Mosteiro é apenas um filactério gótico sugestivo em desenho de ilustração de página de mudança entre capítulos.
Esse “País de suicidas”, como lhe chamou Miguel de Unamuno, inspirando-se em Manuel de Laranjeira, viveu pouco, creio, a memória patrimonial portuguesa. Refizeram os Jerónimos, descobriram, em boa medida graças a escritores e diletantes estrangeiros, o manuelino português, restauraram, como lhes foi possível, este monumento. Mas então, como hoje, este lugar maior da identidade nacional ficou esquecido. Eça de Queiroz, que viveu em Leiria, não o achou digno de qualquer nota significativa para além de uma fugaz carta postal daqui endereçada a um amigo. Elogiou-o, mas não sem lhe apontar um excesso sombrio sobre a arte da renascença em Portugal e de criticar asperamente as “restaurações” que sofria, Ramalho Ortigão (O Culto da Arte em Portugal, 1896), encontrando o monumento melhores páginas de valorização em Vilhena Barbosa (1886). Poucos mais nele atentaram e, entre os que o fizeram, sobressaem nomes estrangeiros (Beckford, Lichnowsky, Raczinsky, Haupt, Dieulafoy, Baedeker).
É preciso esperar por Afonso Lopes Vieira (Onde a terra se acaba e o Mar começa, 1940; Nova demanda do Graal, 1942), e ainda assim num país que o marginalizou e que enjeitou o melhor do integralismo lusitano, para que a poesia pátria se inspire neste templo da memória. Nem os neo-realistas, nem os existencialistas encontraram, neste mausoléu pátrio, inspiração digna de realce. Foi preciso aguardar por Miguel Torga (A Criação do Mundo, IV, 1939; Portugal, 1950) para o vermos entrar na grande literatura que em português se tece entre cujas laudas se impõem as que lhe dedica José Saramago (Viagem a Portugal, 1995).
E, contudo, foi neste Mosteiro que despertou a vocação de historiador de um Jaime Cortesão (Portugal: a Terra e o Homem), como foi na sua Sala do Capítulo, sob o olhar do esguio arquitecto que sonhou tão ousada abóbada, que, em 1922, o Presidente da República António José de Almeida confiou a este templo a guarda das ossadas dos Soldados que na Europa e em África combateram por uma Europa livre. Neste Mosteiro e no chão estremenho em que fundou os seus alicerces sólidos onde Torga descobriu, espantado, páginas maiores de uma História de Portugal que se guarda como coisa secreta dos portugueses.
Formulamos votos, e este é o monumento mais apropriado para propor um voto, de que o Real Mosteiro de Santa Maria da Vitória, no conteúdo simbólico que preserva, barca e arca da memória pátria, vença as muralhas de silêncio e de omissão a que tanto o têm sujeitado, num Portugal distraído dos seus princípios, aborrecido senão envergonhado, ao nível das suas elites bem-pensantes, quiçá, do seu passado em que se rasgaram novos mundos e se pagou o elevado preço dessa ousadia; num País em que o sentido da comemoração histórica, ensopada entre festivais de comes e bebes, apouca a dignidade do acto evocado e dispensa quase sempre o saber do historiador.
Não assim, Senhoras e Senhores, neste 14 de Agosto de 2009, neste altar cívico em que Portugal se consagra e os portugueses encontram, neste dia de hoje que é o presente do futuro, a razão de se ser uma nação livre e independente, renascida de uma opção extrema entre vida ou morte. Não pode ter sido essa uma questão vã e sem sentido.
Seja para os que caíram em 14 de Agosto de 1385, seja para todos aqueles nossos conterrâneos e antepassados que pereceram em todas essas outras tardes de Agosto, na Flandres ou em outro qualquer lugar, em que Portugal foi chamado a combater. Desde há vários séculos que este monumento proclama o bem português, numa só e única opção, sem desvios, num só coração, numa só voz e num só querer. Sem isso, não parece possível compreender o significado histórico deste Lugar de encontro em que, nesta hora já vespertina de 14 de Agosto de 2009, temos o privilégio de estar e de nos sentirmos, hoje como sempre, mais portugueses e orgulhosos de o sermos.
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