sexta-feira, 24 de abril de 2009

II Fim-de-Semana da Juventude da Batalha

Rita Redshoes encabeça cartaz recheado de adrenalina

Muita animação, propostas radicais e diversas competições desportivas é o que promete a segunda edição do Fim-de-Semana da Juventude da Batalha, uma iniciativa municipal que no ano passado se apresentou com bastante sucesso junto dos jovens e outros adeptos da adrenalina.
O centro das actividades será o pavilhão multiusos da vila, mas as propostas de actividades irão estender-se a toda a zona desportiva circundante, num recheado programa preparado para os dias 24, 25 e 26 de Abril. Desde um torneio de futebol 5 ao paintball, air bungee, slide, escalada, BTT, carros de rolamentos e passeios de gaivota, não faltarão possibilidades de escolha.
O grande destaque deste II Fim-de-Semana da Juventude da Batalha será, com certeza, a promessa de um magnífico concerto da artista Rita RedShoes, a realizar no dia 24, sexta-feira, às 22h00, com entrada gratuita. Mas a animação musical não se ficará por aí, dada a oferta variada de espectáculos de ginástica e dança, demonstrações de modalidades gímnicas e de hip-hop. Também prometedora, para os amantes dos sons electrónicos, será a noite de 25 de Abril, com a presença do DJ oficial da rádio 94FM, "Mister M".
Segundo Carlos Henriques, vereador da autarquia, esta iniciativa pretende "assinalar a mensagem de Abril junto dos jovens, mas também levar até eles a possibilidade de organizarem os seus próprios eventos, fomentando o gosto pelo associativismo juvenil". Nessa linha, pretendendo evidenciar o carácter educativo e pedagógico desta organização, serão disponibilizados no pavilhão diversos espaços de informação juvenil, em áreas como o ambiente, a toxicodependência e o desporto.
Resta referir que todos, jovens e menos jovens, estão convidados a vir desfrutar das propostas gratuitas desta iniciativa, organizada pela autarquia da Batalha e o Conselho Municipal da Juventude, com o apoio das associações de estudantes dos estabelecimentos de ensino.

Assembleia Geral do CRG a 25 de Abril

Vai realizar-se no dia 25 de Abril, pelas 20h30, uma assembleia geral ordinária dos sócios do Centro Recreativo da Golpilheira. O primeiro ponto de agenda é a apreciação e aprovação do relatório da direcção, das contas do exercício de 2008 e do parecer do Conselho Fiscal. Depois, será a eleição dos corpos gerentes para o biénio de 2009/2010.
A este propósito, a actual direcção lembra que os sócios que pretendam apresentar listas para os novos corpos gerentes da colectividade deverão entregá-las na secretaria até ao dia da assembleia.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Alunos da Batalha "adoptam" troços do rio Lena

SIMLIS promove Projecto Rios

A Simlis realizou, no passado dia 21, a primeira saída de campo do "Projecto Rios", desenvolvido no âmbito da implementação do Plano de Educação Ambiental desta empresa, intitulado "Conhecer os nossos Rios". A acção envolveu os 26 alunos da turma do 5º C da Escola Básica Mouzinho de Albuquerque, da Batalha, que visitaram um troço de cerca de 500 metros do rio Lena por eles "adoptado", junto à ponte do Paul, no limite da freguesia da Golpilheira, sobre o qual irão trabalhar de modo mais directo. No próximo dia 28, uma outra turma da mesma escola fará acção semelhante, num troço do Lena dentro da vila da Batalha.
O principal objectivo é "sensibilizar os jovens e a respectiva população para a necessidade de preservar os ecossistemas ribeirinhos, procurando também intervir directamente na recuperação do rio, numa perspectiva multidisciplinar e integradora das vertentes ambiental, cultural, económica, etc.", esclarece a engenheira Sandra Vieira, da Simlis, coordenadora do projecto. Para além desta responsável, fizeram parte da equipa monitorizadora desta visita: Ana Amado, do Gabinete de Comunicação da Simlis; Gilberto Miranda, engenheiro ambiental da ONG Vertigem, que colabora com esta iniciativa nos concelhos da Batalha, Porto de Mós, Marinha Grande e Leiria; Joana Amaro, engenheira do Serviço de Gestão Ambiental do Município da Batalha; Carlos Santos, presidente da Junta de Freguesia da Golpilheira; e ainda as professoras Fátima Nunes (Ciências), Cristina Gonçalves (EVT) e Teresa Oliveira (directora de turma).
A ideia é insistir, sobretudo, na recuperação da qualidade da água do rio e na requalificação das margens e de algumas infra-estruturas existentes. Para tal, em primeiro lugar, os alunos foram convidados a identificar a fauna e a flora existentes no Lena, como o tipo de vegetação autóctone, as plantas "invasoras", os peixes, anfíbios, répteis, aves, insectos e outros seres vivos do habitat ribeirinho. Depois, analisaram as características específicas do troço que "adoptam" para o seu trabalho, como o comprimento e a largura do leito, a qualidade, aspecto e velocidade da água, a inclinação e altura das margens, etc. Finalmente, procuraram os sinais positivos e negativos da acção humana, como o uso da água para a agricultura, a construção de açudes, a existência de acessos e vias de circulação, mas também a presença de lixos, descargas poluentes, entulhos, etc. Só depois deste trabalho se coloca a questão: o que podemos fazer para melhorar a vida e equilíbrio ecológico do rio e corrigir os erros detectados?
A resposta, a concretizar em acções que se desenvolverão nos próximos meses, será fruto da análise dos dados recolhidos e das conclusões a retirar do estudo feito pela turma no âmbito do projecto. Mas logo no local surgiram algumas pistas para essa acção prática, tais como "sensibilizar a população para não deitar lixo e entulhos de obras no rio e pedir a intervenção da Junta de Freguesia para retirar plantas exóticas existentes no local e plantar árvores autóctones".
Em complemento a este tipo de intervenções, os alunos deverão ainda fazer o levantamento do património cultural e etnográfico da região em que se situa o curso de água em causa, nomeadamente, das actividades, histórias, lendas e outras temáticas que se relacionem com o rio Lena.
Numa altura em que decorre uma acção de limpeza do leito e margens daquele rio, da responsabilidade da Autoridade Regional Hidrográfica, este "Projecto Rios" será, com certeza, uma mais-valia para a promoção da reabilitação do Lena, sobretudo, no campo da sensibilização da população local e da ligação prática dos temas ambientais ao currículo escolar dos alunos.

Projecto Rios
O Projecto Rios é uma iniciativa de âmbito nacional, que utiliza metodologias de educação ambiental para a implementação de soluções sustentadas na resolução dos problemas dos ecossistemas fluviais. Coordenado pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA), conta ainda com a colaboração da Associação de Professores de Geografia (APG), da Liga para a Protecção da Natureza (LPN) e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).
Para além da vertente ecológica, este projecto visa também a tomada de consciência ambiental baseada na participação voluntária e activa dos cidadãos (vertente social e cultural). Pretende-se criar uma rede de monitorização e de adopção de troços de rios e ribeiras por grupos locais organizados. Recorrendo a uma metodologia de observação, simples mas rigorosa, estandardizada e de fácil aplicação e desenvolvimento, estes grupos assumirão a responsabilidade de vigilância e protecção do troço do curso de água que seleccionaram, contribuindo assim para a melhoria sustentada dos recursos hídricos em geral, e do processo de reabilitação do seu troço, em particular.

Texto e fotos Luís Miguel Ferraz
(Inéditos do blog)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Bombeiros da Batalha celebraram 31 anos

Loja Social e duas novas viaturas como prenda

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho da Batalha (AHBVCB) celebrou o seu 31.º aniversário, no domingo 19 de Abril, data que ficou assinalada pela inauguração de uma Loja Social da instituição e pela bênção de duas novas viaturas para transporte de doentes.
As comemorações começaram com o hastear de bandeiras no quartel, pelas 09h00, seguindo-se uma romagem ao cemitério da vila, para homenagem aos bombeiros já falecidos, e a celebração de uma missa solene no Mosteiro de Santa Maria da Vitória.
No final da celebração, o corpo de bombeiros formou em parada, em frente ao Mosteiro, local onde actuou a fanfarra da corporação e foram benzidas duas novas viaturas para transporte de doentes, uma para a sede da Batalha, outra para a secção de S. Mamede. "É uma das nossas preocupações, visto existirem alguns veículos que já não cumprem os actuais requisitos legais para o serviço dos bombeiros", afirmou Cecília Justo, presidente da AHBVCB, adiantando que estas duas ambulâncias "são essenciais para que os bombeiros prestem um serviço de qualidade à população". Também o comandante dos bombeiros, Fernando Oliveira, salientou a importância da renovação do parque automóvel dos voluntários da Batalha, agradecendo o "esforço da direcção, da autarquia e dos benfeitores" para estas aquisições e referindo que seria ainda necessária "uma nova viatura para o combate a incêndios e também um renovado carro de comando". A estas prendas, juntou-se a oferta de dois novos instrumentos musicais para a fanfarra recentemente constituída, e que é já um elemento de especial orgulho dos bombeiros, sobretudo na animação dos momentos festivos e solenes, como foi o caso.
Após o cortejo de bombeiros e viaturas pelas ruas da vila, seguiu-se um almoço de confraternização no quartel, que contou a presença de muitos familiares e amigos dos "soldados da paz", bem como de diversas entidades convidadas, entre as quais, Nélio Gomes, presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria, e Rui Silva, representante da Liga dos Bombeiros Portugueses. Ambos frisaram a importância da união das pessoas em torno dos bombeiros nestas datas festivas, sobretudo numa altura em que as dificuldades que sentem são enormes. Acusando a legislação de ser "desajustada à realidade e asfixiante", desincentivando a actividade dos voluntários, Nélio Gomes referiu também que as verbas atribuídas pelo Governo são insuficientes e poderão mesmo "levar ao encerramento de algumas corporações".

Loja Social
A principal novidade desta efeméride foi, sem dúvida, a inauguração da nova Loja Social criada por esta associação. "Trata-se de um espaço de recolha de bens que as pessoas ou as empresas queiram oferecer, que estejam ainda em bom estado para o uso, e que serão posteriormente distribuídas gratuitamente a pessoas carenciadas do concelho", explicou Cecília Justo. A presidente da AHBVCB refere que esta é uma das concretizações da preocupação social da nova direcção, indo ao encontro, sobretudo, das "novas formas de pobreza escondida, causadas pelo desemprego, pela crise que afecta cada vez mais famílias, e que nem sempre são facilmente sinalizadas".
Assim, o novo espaço, a funcionar junto à igreja matriz da Vila, irá acolher roupas, calçado, brinquedos, móveis, material didáctico, electrodomésticos, alimentos e todos os outros produtos que aparecerem, "aquilo que as pessoas tenham em casa e queiram partilhar". Para beneficiar deste serviço, os interessados deverão apresentar-se junto dos serviços sociais da autarquia ou das instituições de solidariedade social, que farão a triagem dos pedidos e os encaminharão para a Loja Social, onde receberão os bens à disposição.
O serviço será garantido por um grupo de voluntários, para já, durante as tardes de terças-feiras e sábados.

Texto e fotos: Luís Miguel Ferraz
(inéditos do blog)







sábado, 18 de abril de 2009

Entrevista | António Lucas concorre ao quarto mandato

PSD é o primeiro partido a definir candidato à Câmara

O actual presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, é o primeiro candidato a apresentar-se para a corrida às próximas eleições autárquicas. A decisão foi tomada no passado dia 27 de Março, numa reunião com a Concelhia do Partido Social Democrata, alargada à participação dos eleitos locais por esta força política. Na ocasião, o autarca colocou as condições para nova candidatura como independente nas listas do PSD e auscultou a posição dos presentes, que votaram por maioria a sua recandidatura, apenas com uma abstenção.
Os restantes partidos que deverão concorrer a estas eleições ainda não definiram os nomes que encabeçarão as respectivas listas. Também em relação à Junta de Freguesia da Golpilheira, ainda não foram anunciadas candidaturas, mantendo-se a expectativa quando aos candidatos que serão apresentados.
Assim, sendo ainda o único candidato já definido, António Lucas não apresentou ainda um programa definido nem os nomes que escolherá para as listas das diversas equipas, mas assume que esta é uma aposta na continuidade do trabalho que tem desenvolvido nos últimos três mandatos. Numa entrevista exclusiva ao Jornal da Golpilheira, afirma que a sua decisão poderia ser outra, caso avançasse alguém que garantisse essa continuidade com credibilidade, mas que está preparado para levar por diante os projectos actualmente em curso e que considera vitais para o desenvolvimento do concelho. Um deles, que destaca como especial ênfase, é o das Termas das Salgadas.


Afirmou recentemente que uma recandidatura à Câmara da Batalha iria depender da “conjuntura do momento”. Como analisa a situação actual no concelho da Batalha e quais os motivos que mais pesaram na sua decisão?
O concelho infelizmente não foge à regra e existem segmentos da população que estão a sofrer fortemente com a conjuntura negativa. No entanto, temos vindo a tomar medidas, que contribuirão para atenuar os efeitos negativos da crise e temos esperança que os efeitos resultem, ou seja, que não se complique demasiado a vida aos batalhenses.
O motivo principal deveu-se principal e exclusivamente ao facto de não ter aparecido nenhuma intenção de candidatura na área politica do centro. Deixei claro que, se surgisse uma candidatura credível e que conseguisse congregar à sua volta pessoas filiadas e independentes, eu não me recandidataria. A esta posição está intimamente ligada uma ideia que passa pela manutenção de uma autarquia credível, financeiramente equilibrada e com capacidade de execução de uma série de projectos, que finalmente com o início de funcionamento do QREN, estão prontos a ser executados.

Nos últimos tempos surgiram na comunicação social alguns ecos de diferendos com a estrutura local do PSD e que só aceitaria ser candidato independente nas listas deste partido mediante a garantia de algumas condições. Quais foram as razões para este “aviso” e que condições foram acordadas para viabilizar a sua candidatura?
Os diferendos aconteceram com algumas (poucas) pessoas dessa estrutura. As pessoas têm de perceber que os partidos são veículos da democracia e devem ajudar os eleitos nas suas listas a fazerem o melhor pelos seus concelhos. Infelizmente, nem sempre assim acontece. Em reunião recente com o presidente da Concelhia, ficaram esclarecidos os pontos de alguma fricção e entendemos colocar uma pedra sobre o assunto. As condições são as mesmas de sempre: as pessoas que irão trabalhar comigo (se formos eleitos) serão filiados no PSD e independentes, da minha confiança e dos restantes membros das listas. E têm de ter apenas um objectivo: fazer o melhor que saibam e possam em prol do desenvolvimento do concelho. A partir do momento em que aconteça a eleição, têm d esquecer as cores de camisolas partidárias e pensar apenas no concelho e na sua população.

Pode adiantar já algumas ideias quanto às pessoas que irá escolher para as equipas da Vereação, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia?
Ainda não pensei nessa matéria, mas posso adiantar que diversas pessoas que fazem parte das actuais equipas já deram provas e têm condições para continuar, se assim o entenderem.

No caso concreto da Golpilheira, como analisa o actual momento desta Junta e como desejará ver a sua continuidade?
Eu já referi que os quatro presidentes de Junta têm feito bom trabalho e merecem a minha confiança.

Voltando ao Município, após os últimos três mandatos, sente que ainda tem o apoio da população e a motivação para continuar a oferecer “novidade” neste trabalho?
Quanto ao apoio, se não o sentisse, nunca me candidataria. Muita gente me incentivou, ao longo dos últimos meses, para me recandidatar. Que fique claro que não estou minimamente apegado ao lugar e, tal como disse antes, se tivesse aparecido uma candidatura credível, seria o primeiro a apoiar e partiria de consciência tranquila para a minha vida profissional privada. A novidade aparecerá sempre que consigamos rodear-nos de boas equipas. Uma já existe, que são os colaboradores do Município, a outra criar-se-á, convidando gente dinâmica e empenhada para as diversas equipas da Câmara, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia.

Como prevê que será este quarto confronto eleitoral na Batalha, tendo em conta as experiências passadas e o que espera vir a ser apresentado pelas candidaturas de outras forças políticas concelhias?
Espero que seja, como os anteriores, um combate político franco e leal e estou convicto de que é isso que acontecerá. Espero que apresentem boas ideias para o concelho.

Caso seja eleito, qual o projecto que desejaria ver concluído neste último mandato como imagem de marca da sua passagem pelo executivo e que pudesse considerar como “chave de ouro” do seu exercício?
O projecto das Termas das Salgadas. Essencialmente pelo impacto que terá ao nível do emprego e do turismo residente, com efeitos muito fortes na economia local.

Entrevista de Luís Miguel Ferraz

Associação de Pais da Batalha promove concurso “Mais Ambiente”

O concurso “Mais Ambiente” é uma iniciativa da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas do Concelho da Batalha, com a colaboração do Município e do Agrupamento de Escola do Concelho, realizada no âmbito do Projecto Agenda 21 Local e do Dia Mundial do Ambiente. Tem como objectivos “sensibilizar os alunos para a problemática da necessidade de protecção do meio ambiente, estimular a criatividade, aprofundar conhecimentos sobre a importância da reciclagem e da preservação dos recursos hídricos, incentivar a leitura e a escrita e ainda desenvolver o sentido ético e estético das crianças”.
A iniciativa é dirigida às turmas do ensino pré-escolar, 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico deste Agrupamento, envolvendo os alunos com idades compreendidas entre os 3 e os 14 anos, que trabalharão em grupo, com a coordenação do professor. “Tempo de Reciclar, toca a Trabalhar” será o tema dos trabalhos a realizar pelos alunos do ensino pré-escolar e 1º e 2º ano do 1º ciclo do ensino básico e desenvolvem-se ao nível do desenho ou colagens. Já os alunos do 3º ao 6º ano do ensino básico deverão redigir um texto em prosa ou poesia inéditos, ou ainda produzir um trabalho multimédia, subordinados ao tema “Proteger os Rios, defender a Vida”. Os melhores trabalhos por turma e nível de ensino serão premiados com uma visita de estudo ao Oceanário de Lisboa.
A divulgação dos prémios será tornada pública no dia 5 de Junho do corrente ano e divulgada em sessão solene, durante a celebração do Dia Mundial do Ambiente, na praça Mouzinho de Albuquerque, na vila da Batalha, onde estarão expostos todos os trabalhos participantes.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O povo voltará a lavar no rio?

Limpeza das margens do Lena está a decorrer

Está a decorrer, desde o princípio deste mês, uma acção de limpeza no leito e margens do rio Lena, num troço que atravessa a nossa freguesia. Esta é uma intervenção de fundo, que surge sobretudo para “correcção dos estragos verificados com as cheias de Outubro de 2006”, como refere Carlos Santos, presidente da Junta de Freguesia, em declarações ao Jornal da Golpilheira. “Após varias tentativas, quer do Município da Batalha, quer da Junta da Golpilheira, e passados cerca de dois anos daquelas intempéries, a Autoridade Regional Hidrográfica respondeu ao nosso pedido”, afirmou.
A limpeza, adjudicada à empresa Obras Hidráulicas e Construção (OHC), de Coimbra, contempla o desmatamento e a remoção de lixos, canas, salgueiros e outros inertes que se acumularam no leito e margens do rio, bem como a reconstrução de alguns taludes que se têm danificado com o tempo. O entulho recolhido será, posteriormente, triturado e transformado em biomassa, esclarecem os responsáveis da empresa.
A acção decorrerá em duas fases, correspondendo aos actuais trabalhos um troço de cerca de 1,4 km, entre as pontes da Canoeira e de Casal de Mil Homens, com prolongamento para o limite da Mourã, num custo estimado acima dos 50 mil euros, que deverá ser concluída nas próximas semanas.
Numa segunda fase, a mesma intervenção será feita entre a Canoeira e a Cova do Picoto, “um trabalho que ainda não está calendarizado, mas que esperamos ver realizado até ao final deste ano”, refere António Lucas, presidente da Câmara da Batalha. Só nessa altura poderemos ver toda a extensão dos cerca de três quilómetros do rio que atravessa a nossa freguesia completamente limpos. Certo é que a reconstrução dos taludes junto à Ponte de Almagra, na sustentação da estrada que segue a margem do Lena até ao limite com a Batalha, não irá esperar por esse prazo, fazendo parte já do caderno de encargos em curso.
No acompanhamento deste trabalho, o presidente da Junta da Golpilheira refere ter constatado muita dificuldade em entrar nos terrenos confinantes com o rio e defende que “em colaboração com os proprietários, consigamos agora manter livre a faixa de circulação que foi aberta junto às margens, de modo a que a manutenção da limpeza do rio possa ser feita de modo rápido e eficaz com as máquinas da autarquia”. Carlos Santos lembra, a este propósito, que “é muito importante esta limpeza para se evitarem cheias e entupimentos em épocas de chuva mais intensa” e que “de acordo com a Lei n.º 58 de 2009, os proprietários de terrenos confinantes com margens de linhas de água são obrigados a manter o seu bom estado de conservação, procedendo à sua regularização, limpeza e desobstrução, o que nem sempre se verifica”. Reconhecendo que a fiscalização a este nível é quase inexistente, o autarca defende a “consciencialização de cada um, já que não é possível voltarmos a ter os guarda-rios que noutros tempos garantiam outro aspecto e outra actividade ao nosso Lena”.
O presidente da Golpilheira adianta ainda que esta será mais uma oportunidade para “tentarmos levar por diante o nosso projecto de elaborar um trajecto de percurso pedestre junto ao rio e de construirmos na zona da Canoeira um parque ambiental de lazer, também com uma vertente didáctica de temática ecológica”. Segundo Carlos Santos, o projecto está em elaboração e “dependerá apenas da garantia de financiamento e da colaboração dos proprietários dos terrenos em causa”. O importante, para já, é que “sejamos todos a zelar pelo bem comum, a fim de voltarmos a ver o rio Lena como o víamos noutros tempos”, remata.
Lembrando o famoso verso do fado de Amália, não será previsível que o povo volte a “lavar no rio”, pois os hábitos de lavagem das roupas mudaram... mas seria importante que as águas que nele correm pudessem voltar a ser límpidas e transparentes, pelo menos, para o deleite do olhar e a fruição agradável do nosso ambiente natural. Sabemos que isso não depende apenas da limpeza, pois a eliminação da poluição e a garantia de espaços de lazer adequados serão essenciais para que as pessoas voltem a relacionar-se com o seu rio, mas este poderá ser um princípio...

Luís Miguel Ferraz

EDITORIAL | Rio vs. Caixão

Bem podemos dizer que o povo que não lava no rio está a talhar com seu machado as tábuas do seu caixão. Dito de outra forma, o povo que não cuida do seu património ecológico e não procura viver num ambiente saudável está a matar as condições da sua própria sustentabilidade, para se autodestruir.
Nesta edição, a propósito dos trabalhos de limpeza que decorrem no rio Lena, aproveitámos estes míticos versos de um fado de Amália para despertar a nossa consciência colectiva. Saibamos todos, autarcas e cidadãos, aproveitar esta oportunidade para nos virarmos para este valioso recurso hídrico que atravessa a nossa freguesia. Quanto mais atenção e cuidado lhe dedicarmos, mais receberemos em qualidade de vida. E o facto é que estamos há tempo demais de costas voltadas para essa nossa riqueza natural.
Ainda nesta edição, procure os muitos eventos culturais, recreativos e sociais que se avizinham e registe na sua agenda todas as oportunidades para sair de casa. Em muitos casos, são também oportunidades para descontrair e usufruir da natureza.
Finalmente, com o aproximar do final da época desportiva, sugerimos um olhar atento ao desempenho das nossas equipas. Muitas serão as razões para festejarmos as suas vitórias e, mais uma vez, para sair de casa. Ainda vai a tempo de apoiar os atletas na conquista de algumas taças e campeonatos.
A todos, feliz Tempo Pascal!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Edição 143 - Abril 2009

Agora, é mais fácil ler o seu jornal:
pode folhear como se fosse o jornal de papel,
clicando nas "setinhas" na lateral das páginas.
Para aumentar o tamanho, clique em cima da imagem!
Experimente:

quinta-feira, 26 de março de 2009

Edição 142 - Março 2009

Agora, é mais fácil ler o seu jornal:
pode folhear como se fosse o jornal de papel,

clicando nas "setinhas" na lateral das páginas.
Para aumentar o tamanho, clique em cima da imagem!
Experimente:


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Edição 141 - Fevereiro 2009


EDITORIAL | O Entrudo

Em tempos que já lá vão, o Carnaval era o Entrudo. Aliás, em Portugal, podemos dizer que não havia Carnaval, essa importação recente das imagens globalizadas vindas do Brasil. O Entrudo, sim, era a manifestação das expurgações da alma social do Povo, dos dias sem regras, em que "nada parece mal", como desculpa para criticar as hipocrisias dos vizinhos ou dos que representavam o poder, até mesmo da Igreja. As máscaras eram apenas o trapo que escondia o rosto, a voz disfarçada, o homem em roupas de mulher, até porque a mulher ficava em casa. E, garantido o anonimato, a brincadeira saía à rua, de porta em porta, a assustar os mais medrosos e, sobretudo, a picar a curiosidade dos moradores sobre a identidade de quem pedia vinho e tentava bebê-lo sem revelar a cara do dono. E até as crianças eram, aos poucos, embebidas desse espírito e dessa prática.

Em tempos que já lá vão, as tropelias do Entrudo eram também uma forma de socialização, uma espécie de "praxe", não a caloiros, mas mestres, àqueles que mais se julgavam impunes. Ao mesmo tempo, prosseguia-se a finalidade de todas as tradições alimentadas pelo povo: motivar o encontro, o convívio, a vida comunitária. Ainda que de forma aparentemente contraditória, ocultar-se num traje andrajoso era uma forma de mútua identificação de um mesmo povo. Ainda que de face tapada, era a lei da confiança que imperava, ao ponto de se abrir a porta aos que chegavam e a todos se oferecer comida e bebida sobre a mesa da família. Ainda recordo, era eu garoto, as enchentes de mascarados em casa do meu tio João "Leiteiro" – mais visitado por ser vinhateiro do que leiteiro. Conhecidos e desconhecidos enchiam a casa e, no fim, lá mostravam quem eram, para merecerem o copo.

Em tempos que já lá vão. Hoje, os adultos não brincam. Ninguém sai da lareira. Ninguém ousa abrir a porta a estranhos. As crianças não se disfarçam, vestem-se de super-heróis da banda desenhada. Os homens vestem-se de normal. As mulheres despem-se de normal. Há excepções, perdidas no "Portugal profundo" ou perto de nós, mas não fazem já a regra. Não são já a tradição.

Sem querer voltar com o tempo atrás, sem saudosismos bacocos, devemos, no entanto, perguntar: o que de bom se perdeu e como podemos, na senda da modernidade, restaurá-lo? Essa pode ser uma reflexão de todos, até na Quaresma em que entrámos.

ASAE veio à Golpilheira

Restaurante Etnográfico sem problemas

Há muito que estava anunciada esta visita dos inspectores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) às instalações do Restaurante Etnográfico do Centro Recreativo da Golpilheira, para verificarem se tudo está a funcionar de acordo com a legislação. Esta inspecção decorreu no passado dia 28 de Janeiro, no âmbito de uma vistoria a vários estabelecimentos do concelho da Batalha.
Estes serviços estão conotados negativamente pela maioria das pessoas, no entanto, quem não deve não teme. Assim, depois da visita à sala, cozinha, verificação de arcas, câmara frigorífica, carrinhas transporte de almoços para as crianças das escolas da Golpilheira, Rebolaria e Faniqueira, nada de anormal foi registado. Depois, passaram à fase do pedido da diversa documentação necessária para se poder ter um restaurante em actividade. Tudo o que solicitaram foi entregue de imediato e estava em conformidade.
No final, e depois da missão cumprida, deram-nos os parabéns pelas excelentes condições que temos. Ficámos contentes e descansados. No entanto, devemos continuar a trabalhar do mesmo modo, para que da próxima visita a apreciação seja a mesma.
Para aqueles que tentaram denegrir a imagem dos nossos serviços, melhor resposta que esta não podia haver e bom seria que admitissem os seus erros...
Manuel Carreira Rito

Assembleia Geral Extra-Ordinária do CRG

Convocatória

No dia 28 de Março de 2009, pelas 20h30, reúne-se a Assembleia-Geral Extraordinária, pelo que convoco todos os sócios a assistirem à reunião com a seguinte ordem de trabalhos:
1 - Alienação de património;
2- Outros assuntos de interesse para a colectividade.
Nos termos dos estatutos, não comparecendo a maioria dos associados à hora marcada, será a reunião efectuada às 21h30 do mesmo dia, com qualquer número de sócios, não podendo os restantes discordar daquilo que foi deliberado.

O Presidente da Mesa da Assembleia
Pedro José Meneses Monteiro

Cobrança de quotas do CRG

Cumpra o seu dever de sócio

Ao analisarmos as fichas individuais dos sócios, verificámos que muitos têm as suas quotas em atraso. Esta situação agravou-se desde que deixou de haver cobradores porta-a-porta. O valor anual de 9 euros não é muito elevado, mas, se multiplicarmos por 3, 4, 5 ou mais anos, custa mais a pagar.
A fim de esta situação não se agravar, solicitamos aos sócios de boa vontade que actualizem as suas quotas no bar da nossa colectividade. Aproveite, quando nos visita, a oportunidade de se inteirar se as suas quotas estão ou não em dia. Actualmente, já se encontram à cobrança as quotas do corrente ano de 2009.
MCR

Centro da freguesia envelhecido?

Olhar sobre a paisagem...

Ao passar pela Canoeira, lugar que antecede o Vale Gracioso, para quem vai na direcção Sul-Norte, parei, olhei e observei a minha bela Golpilheira. Como cresceu em habitações, em população e em beleza! A periferia continua a crescer: casas novas, novos casais, crianças, enfim, aumento de população. No entanto, a parte central da Golpilheira continua com o seu casario antigo, com muito poucas mudanças na habitação, cujos residentes na sua maioria são pessoas idosas. Era importante que este casario fosse preservado, reconstruído e rejuvenescido por novos habitantes, talvez, familiares dos que lá habitam. É importante que a nossa terra, que data dos inícios do século XIII, não caia no esquecimento dos seus habitantes. Para que sejamos dignos dos nossos antepassados, consigamos dar aos vindouros uma imagem daquilo que fomos, somos e seremos. Sempre golpilheirenses orgulhosos da sua terra!
MCR

Almoço dos Amigos do CRG

Convite para o dia 25 de Maio

Estamos a programar este tradicional almoço dos amigos do CRG para o próximo dia 24 de Maio de 2009, no salão de festas da nossa associação. Para além do convívio que este dia geralmente propicia, também tem por objectivo a angariação de fundos para ajudar a superar as muitas dificuldades financeiras.
Assim, muito em breve, iremos fazer alguns contactos à população para convidar todos a estarem presentes neste almoço, para cimentar ainda mais a amizade que nos une em torno da nossa colectividade. A presença maciça demonstrará toda a pujança do CRG.
Por tudo aquilo que fazemos, na área cultural, desportiva, recreativa e social, merecemos a vossa presença. Não se esqueça de que somos a grande alavanca do desenvolvimento da nossa freguesia. A vossa presença é importante, uma vez que demonstrará o apoio à nossa colectividade.
MCR

Estrada do "terceiro mundo"

Reparação urgente da ligação ao Casal da Cortiça

Apesar de muitas reclamações e abaixo-assinados, junto da Câmara Municipal de Leiria e das freguesias da Barreira e da Golpilheira, estas manifestações não tiveram qualquer eficácia. Estamos a referir-nos ao piso da estrada que liga o Casal de Mil Homens ao Casal da Cortiça, que mais parece uma estrada do terceiro mundo.
Esta via, que funciona para muita gente como alternativa ao IC2, tem um piso em estado miserável. Não é apenas por causa da chuva, pois antes de esta começar a cair já o piso se encontrava bastante degradado. A sua manutenção é da responsabilidade da Câmara Municipal de Leiria. Talvez por a mesma se encontrar no limite do concelho de Leiria, esteja votada a tal abandono. Apesar de não sermos técnicos, julgamos que, antes de colocarem um piso novo, deveriam ser feitas as valetas de um lado e do outro, para assim proteger o piso.
Normalmente, nos anos de eleições, estas obras são efectuadas, pelo que a estrada se interroga: "Será por ser limite de concelho e freguesia que não mereço a mesma atenção do que as outras? Será que os meus utilizadores e moradores não pagam impostos e não votam? Respondam-me com trabalho".
MCR

Carnaval na Golpilheira

A tradição na Golpilheira parece já não ter a força que tinha. Ou então, foi a crise que levou as pessoas a ficar por casa e a não ter vontade de participar no divertimento.
Se no desfile da Batalha, este ano, a nossa colectividade não marcou presença, cá pela freguesia também não se viu sinal de Carnavais. No CRG, marcou-se um baile para o Domingo Gordo, veio uma banda do Porto, com boa qualidade técnica e até belas bailarinas... mas ninguém apareceu para dançar. Passaram meia dúzia de pessoas por lá, mas como não havia "ambiente", acabaram por sair. E a banda tocou para a sala vazia, até perto da meia-noite.
Restou-nos o colorido dos mais pequenos, tanto no corso da Batalha, como nas ruas da nossa terra, onde fizeram um pequeno passeio na sexta-feira. Primeiro foram os do jardim-de-infância a visitar a escola do Paço, depois foram o do 1º ciclo a retribuir a visita. As fantasias foram muitas, sobretudo, dos seus heróis favoritos.

Texto e fotos
Luís Miguel Ferraz















Carnaval na Batalha

"O Carnaval são três dias", lá diz o ditado. Na Batalha foi só um, mas não deixou de ser bem concorrido, com muita animação a percorrer as ruas centrais da vila. O domingo soalheiro ajudou à festa, contrariando a tendência chuvosa dos últimos dois anos, fazendo com que alguns milhares de pessoas escolhessem uma saída de casa para esta tarde carnavalesca.
As escolas e jardins-de-infância deram o colorido mais infantil ao corso, enquanto algumas colectividades concelhias trouxeram o humor da sátira social e política, onde não faltaram assuntos tão actuais como o BPN, os cursos das "novas oportunidades, o TGV, o Freeport, e leituras da crise para todos os gostos.
Talvez pela crise, talvez não, este ano o CRG não foi em Carnavais. Quem também não desceu da serra foi o Colégio de S. Mamede, que costumava trazer muita criançada e respectivas famílias, mas que já o ano passado falhou por causa da chuva e este ano partiu à procura de novos públicos.
Recorrendo, sobretudo, à "prata da casa" e com alguns grupos convidados para dar música aos foliões, a Batalha não deixou de brincar e fazer divertir quem por cá passou. Talvez sem a grandiosidade de outras paragens e sem as caras famosas que levam "nota preta"... mas com boa disposição assegurada. E como todos tiveram prémio de participação, mais vale os tostões ficarem nos bolsos das associações participantes, que bem precisam deles.
A fechar, entrega de prémios e baile até ao final da tarde no pavilhão multi-usos. Para o melhor "grupo", o rancho Rosas do Lena e os seus bonecos bailarinos. Para o melhor carro alegórico, o panelão das bruxarias dos Bombeiros Voluntários. Para todos, a nossa selecção de fotos...

Texto e fotos
Luís Miguel Ferraz















Batalha anuncia 8 medidas "anti-crise"

Município procura abrangência das ajudas

O Município da Batalha anunciou, em conferência de imprensa, no passado dia 20 de Fevereiro, oito medidas de cariz excepcional, como forma de ajudar empresas e famílias durante este ano de 2009, em que os efeitos da crise se farão sentir de forma mais intensa. "Apesar de não termos grandes bolsas de pobreza, nem problema ainda muito graves, não somo uma ilha em relação ao País e ao mundo, pelo que também aqui se sentem os efeitos desta crise que afecta o momento actual", começou por referir o presidente da autarquia, António Lucas.
Considerando que este é o "investimento financeiro possível nesta altura" por parte da autarquia, o presidente referiu que as medidas anunciadas correspondem a uma "tentativa de resposta global, desde as empresas às famílias e aos munícipes que estão em maiores dificuldades". Ainda assim, prevendo-se um pacote global de quase meio milhão de euros (ver quadro), "essa aposta obrigará a um corte no investimentos noutro sectores, que possam ser considerados menos prioritários".
Na linha do que se tem verificado em várias autarquias da região, a Batalha dá também esta indicação de preocupação com a sustentabilidade financeira das suas empresas e a qualidade de vida dos cidadãos, no início de um ano que se prevê ser de dificuldades económicas generalizadas. Algumas das medidas vão ao encontro de soluções disponibilizadas pelo Governo ou fundos comunitários, outras procuram responder em concreto a problemas identificados pela autarquia como prioritários neste concelho. Abaixo, deixamos mais pormenores sobre cada uma dessas oito medidas.

1 - FINICIA - Acesso ao Crédito
A primeira medida relaciona-se com a adesão ao programa FINICIA (com os parceiros IAPMEI, BES, GARVAL, OPEN e ADAE), que visa facilitar o financiamento para criação ou expansão de micro e pequenas empresas, com taxas de juro muito atractivas (Euribor a 180 dias e spreads de 1,25%). O montante inicial a disponibilizar é de 250 mil euros, valor que poderá ser aumentado se surgirem candidaturas que o justifiquem, sendo que cada projecto poderá ser comparticipado até 100%, com o limite máximo de 45 mil euros. O Município irá garantir 20% do valor do empréstimo, sem juros. No caso da Batalha, a autarquia decidiu criar o incentivo adicional de este montante poder ser a fundo perdido, variando entre os 50%, para as empresas que criarem três ou quatro postos de trabalho, e os 100%, para cinco ou mais emprego, em ambos os casos, a manter durante a vigência do apoio. Info: www.cm-batalha.pt, www.adae.pt e www.open.pt.

2 - Microcrédito
Outra medida é a adesão ao programa "Sim Micro Credito" (com as Caixas de Crédito Agrícola de Batalha, Leiria e Porto de Mós), também para micro e pequenas empresas ou para estimular a criação do próprio emprego. O programa arranca com um fundo de um 1,5 milhões de euros, 500 mil de cada instituição financeira, e disponibiliza um máximo de 25 mil euros por projecto, com o tecto de 75% do valor investido.

3 - Pagamentos antecipados
Uma terceira medida é a redução do prazo médio de pagamento municipal aos fornecedores. Sendo já uma das autarquias mais cumpridoras do País, a Batalha quer melhorar este rácio, não ultrapassando os 45 dias nos pagamentos. Terá de recorrer ao crédito para fazer face a esta medida, num custo global estimado em 75 mil euros, mas espera-se contribuir para injectar liquidez nas empresas e, consequentemente, no mercado.

4 - Redução do IMI
Esta é uma medida que havia já sido decidida aquando da aprovação das taxas de IMI para este ano, mas que acabou por ser aqui incluída, dadas as suas características. Assim, no de reavaliação ou para os prédios avaliados ao abrigo do CIMI, o novo valor de tributação passa de 0,4% para 0,35%, correspondendo a uma redução de 12,5%.

5 - Redução nas taxas municipais
Também as taxas municipais, englobando as de urbanismo, publicidade e ocupação de via pública, vão sofrer uma redução de 25%, a partir de 2 de Março e até final de 2009. Ficam excluídas as taxas dependentes de valores fixados pela administração central, bem com as de recolha de lixos e fornecimentos de águas, cuja actividade se encontra concessionada.

6 - Descontos para famílias numerosas
Aparece pela primeira vez uma ajuda dirigida especificamente a famílias numerosas. Neste caso, uma redução dos valores com a mensalidade e as refeições no ATL das crianças do pré-escolar e 1º ciclo, de 25% para famílias com 3 filhos estudantes e de 50% no caso de 4 ou mais filhos. Nos mesmos casos, respectivamente, haverá o desconto de 25% e 50% nas tarifas de efluentes e recolha de lixos.

7 - Ajuda nos medicamentos
Apoiar os mais carenciados na aquisição de medicamentos está também previsto neste plano, com a oferta de 50% do valor não comparticipado pelo Ministério da Saúde, até ao limite de 100 euros por ano. Pode beneficiar quem tiver rendimento individual inferior a 70% da Remuneração Mínima Mensal (315euros/mês). Depois da análise dos serviços sociais da autarquia, será entregue uma lista nas farmácias, para controlo do acesso.

8 - Gabinete de Inserção Profissional
Foi ainda anunciada a candidatura do Município da Batalha à criação do Gabinete de Inserção Profissional (GIP), que visa o acompanhamento personalizado a pessoas à procura de emprego, com captação e divulgação de ofertas no concelho e outras medidas activas de ajuda à inserção no mercado de trabalho. Esta medida foi anunciada pelo Governo esta semana e espera-se a aprovação da candidatura batalhense.

LMF

Crise... e direitos humanos

Francisco Sarsfield Cabral falou em Leiria

A Comissão Diocesana Justiça e Paz (CDJP) organizou, no passado dia 19 de Fevereiro, no Seminário de Leiria, o 5º colóquio integrado no ciclo "Direitos Humanos e realidades actuais". A perspectiva de abordagem foi a "crise económico-social", um tema que não estava previsto na programação inicial deste ciclo, mas que "se impôs de tal forma na nossa vida, que não podemos deixar de nos debruçar sobre ele", referiu Tomás Oliveira Dias, presidente da CDJP. "É que a crise arrasta consigo pobreza e injustiças, à escala nacional e à escala internacional, pelo que há que ter em conta, nas decisões a tomar para a sua resolução, a defesa dos direitos humanos, desde o direito à vida ao direito ao trabalho, sem esquecer todas as outras disposições, da maior transcendência, nesta matéria como as que constam da Declaração Universal dos Direitos Humanos e da nossa própria Constituição", adianta este responsável. E conclui: "Trata-se, afinal, de defender a dignidade da pessoa humana e de apoiar em especial os mais desfavorecidos, como tantas vezes tem recomendado a Doutrina Social da Igreja".
Para tratar este controverso tema da actualidade, foi convidado Francisco Sarsfield Cabral, licenciado em Direito e considerado um observador competente e interessado na vida nacional, particularmente, no que se refere a temas económicos e sociais. Pertenceu a várias instituições públicas e privadas, foi adjunto do ministro dos Negócios Estrangeiros, assessor do primeiro-ministro e director do gabinete em Portugal da Comissão Europeia. Como jornalista, trabalhou no Diário Popular, em O Jornal e na RTP, tendo sido director do Público e director de informação da Rádio Renascença. Actualmente, é colaborador da Rádio Renascença, colunista do Público e comentador da SIC.
Para que os nossos leitores conheçam um pouco melhor as suas opiniões, publicamos de seguida uma entrevista que concedeu ao jornal O Mensageiro (12.02.2009).

Em seu entender, quais as causas da presente crise?
A causa próxima desta crise económico-social é de ordem financeira. Não é uma crise desencadeada por uma euforia bolsista seguida do afundamento das cotações, como aconteceu em 1929 (tendo, depois, falido muitos bancos). Desta vez, o problema foi o crédito. Crédito barato (juro baixo), concedido sem prudência, na convicção de que tudo correria bem (por exemplo, que o preço das casas hipotecadas nos Estados Unidos continuaria a subir) e crédito transformado em títulos, eliminando a relação pessoal entre devedor e credor.
Mas as causas profundas são de ordem ética. Em parte porque o comunismo deixou de ser uma ameaça, muitos capitalistas convenceram-se que tudo seria possível, incluindo procedimentos de duvidosa moralidade. Daí a falta de cuidado na concessão de crédito e a irresponsabilidade com que gestores bancários e financeiros (principescamente pagos) aconselharam aos seus clientes aplicações que se revelaram de alto risco. Muitos dos novos e sofisticados produtos financeiros são hoje chamados "tóxicos": pouco ou nada valem. Daí prejuízos enormes nos bancos e outras instituições financeiras, provocando uma súbita contracção do crédito – o que leva ao atrofiamento da actividade económica.
O excesso de crédito foi facilitado pelo acesso de grandes quantidades de poupanças aos Estados Unidos (vindas sobretudo da China), enquanto os americanos deixaram praticamente de poupar, aumentando o seu consumo com base em empréstimos.

E quais as suas principais consequências na sociedade portuguesa, designadamente no campo social?
A mais grave consequência é o aumento do desemprego e a falta de dinheiro do Estado para ajudar quem precisa.
Também vejo uma consequência negativa, a prazo, que tem a ver com a forte (e necessária) intervenção do Estado no sistema bancário e em sectores económicos e empresas. Isto irá aumentar a nossa secular dependência em relação ao Estado.

Para quando se pode esperar a inversão da crise e retoma da nossa economia?
Ninguém sabe quanto tempo vai durar a crise e qual a sua gravidade. Mas parece claro que esta é a crise mais séria pelo menos desde a Grande Depressão dos anos 30 do século passado.

Ainda assim, que medidas podemos tomar para que seja possível essa retoma?
Reina uma grande insegurança quanto à própria natureza da crise (porque ela é inédita) e quanto aos remédios a aplicar. Mas pensa-se ser indispensável, antes de mais, evitar o colapso do sistema financeiro (que levaria ao total desastre económico). Ainda não é certo que se tenha evitado tal colapso.
Por outro lado, são necessárias políticas para espevitar a procura – investimentos públicos e/ou baixa de impostos. O importante é que essas medidas produzam efeitos tão imediatos quanto possível, o que aconselha os investimentos públicos geradores de emprego.
Também é indispensável reforçar os apoios sociais, até por motivos económicos: quem tem menos dinheiro, se recebe uma ajuda vai gastá-lo – o que já poderá não acontecer com quem tem rendimentos mais altos, pois poderá preferir poupar em vez de consumir.

Em que medida a retoma a nível nacional depende da retoma internacional?
A nossa retoma depende em larguíssima medida da retoma internacional, sobretudo na Europa. Mas tal não invalida, por um lado, que as autoridades portuguesas possam e devam agir no combate à crise; e, por outro, que seja preciso muita cautela em não deixar derrapar demasiado o défice das contas do Estado português. É que, se tal acontecer, o crédito que temos de angariar no estrangeiro será mais caro e difícil. E nós somos um país onde toda a gente está endividada: Estado, empresas, famílias, bancos…

Cáritas Diocesana de Leiria: Reflexos da crise

Muita gente se questiona acerca do modo como a actual crise, financeira, económica e social se manifesta nas instituições que prestam algum tipo de apoio social, e que respostas cada uma pode oferecer para resolver ou minorar as dificuldades com que se defrontam as famílias.
Não queremos dramatizar, mas não podemos iludir as questões. Desde há mais de um ano que a Cáritas regista um crescimento contínuo no número de pessoas que procuram ajuda. Vêm, sobretudo, da zona urbana e suburbana de Leiria, pois em tempos de crise é nas cidades que se encontram as pessoas mais indefesas e com menor capacidade de resistência. As situações são diversas, mas prevalecem as situações de doença, de desemprego e, sobretudo, de desagregação familiar; mas também muitos imigrantes, com predomínio de nacionalidade brasileira e de países de leste.
Além de um atendimento que desejamos sempre humano e compreensivo, é no banco de bens móveis que as pessoas encontram a resposta a muitas das suas necessidades. Em vestuário e agasalho, roupa de cama, calçado, móveis e equipamentos domésticos, material escolar, brinquedos e outros, foram mais de 34 mil os bens entregues a cerca de 400 pessoas, em 2008.
Mas é principalmente no domínio dos bens alimentares que se vem registando um aumento maior de procura, alguma encaminhada por serviços oficiais. A nossa reserva está quase esgotada e, por vezes, temos de ir ao mercado local comprar, para oferecer.
A Cáritas presta também pequenas ajudas financeiras, maioritariamente dirigidas a custos fixos do dia-a-dia, como a renda de casa, a água, luz, gás, medicamentos, etc.
Costumamos dizer que a Cáritas é um lugar de exercício da gratuidade e de voluntariado. Lugar de exercício da diversidade de bens que podemos partilhar, sejam eles o tempo, as capacidades ou os bens materiais. Porque o que a Cáritas tem para distribuir é o que cada um lhe confia. Partilhar é um modo de ser e de estar, no dia-a-dia, próprio de quem não deposita as suas esperanças nos bens deste mundo, mas reconhece como dádiva de Deus, todos os bens, dons e talentos que possui, para o serviço de todos. É um imperativo cristão, mas também um dever de cidadania, onde cada um se reconhece responsável pelo bem de todos, segundo a sua capacidade. A Cáritas não substitui o dever de cada cidadão, cada comunidade, de participar na resolução dos problemas sociais, quaisquer que eles sejam.
Ambrósio Jorge dos Santos
Presidente da Cáritas Diocesana

Rosas do Lena em festa

Aniversários do rancho e do museu

O rancho folclórico Rosas do Lena vai estar em festa, entre 8 e 15 de Março, para assinalar o seu 46º aniversário e o 9º aniversário do Museu Etnográfico da Alta Estremadura.
O programa, para o qual o agrupamento convida toda a população, será o seguinte:
Dia 8, 15h00 – Cânticos da Quaresma, no patim Sul do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (porta lateral)
Dia 10, 22h00 – Transmissão da rubrica "Vila Heróica" da Rádio Batalha, na Casa da Cultura (Rebolaria)
Dia 12, 21h30 – Palestra sobre ciência, por Marcelo Guerra Jordão, na Casa da Cultura
Dia 13, 21h30 – "Danças Tradicionais Europeias", pela "Oficina de Dança", na sede do rancho
Dia 14, 21h30 – 10º Encontro Nacional de Cantadores e de Tocadores de Instrumentos Tradicionais, na sede do rancho
Dia 15, 15h00 – "Museu ao Vivo", no Museu Etnográfico da Alta Estremadura (Rebolaria), e jogos tradicionais no largo junto à sede do rancho.

Novos corpos gerentes
Os novos corpos gerentes do rancho foram eleitos no passado dia 16 de Janeiro, ficando assim constituídos:

Assembleia Geral
Presidente - Joaquim Moreira Ruivo
1ª secretária - Maria de Fátima Moreira Ruivo
2ª secretária - Sara Filipa Moleano Calé

Direcção
Presidente - José António Vieira Bagagem
Vice-presidente - Nelson Silva Grosso
1ª secretária - Daniela Filipa Oliveira Moreira
2ª secretária - Nancy Ribeiro Fonseca
Tesoureiro - Manuel Gregório Vicente Moreira
Vice-tesoureiro - João Carlos Ferreira Moreira
Vogais - Paulo Jorge Oliveira, Luís Fernando Pinheiro, Maria Isabel Pinheiro e Paula Susana Moreira

Conselho Fiscal
Presidente - Alberto Sousa Moreira
Secretário - Carlos Manuel Alberto Santos
Relatora - Patrícia Alexandra Moleano Calé.

OPINIÃO | O desemprego

Esta triste praga está a aumentar todos os dias, com uma força assustadora e inimaginável há alguns anos. A insolvência e a falência das empresas, umas por não se terem modernizado, outras pelo factor "economia global", outras por falta de apoio das instituições financeiras, menor interesse dos empresários, ditadura fiscal, etc. Infelizmente, o fecho de empresas tem sido ao ritmo de dez por dia. São dezenas, centenas e até milhares de operários lançados para o desemprego diariamente. Destes, muitos vão beneficiar temporariamente do Fundo de Desemprego. Mas este vai ter o seu fim. Trabalho não se encontra. Emprego muito menos.
Perante este drama, o que fazer? Esta realidade é cada vez mais assustadora, porque não se vislumbra uma luz ao fundo do túnel. Uma empresa, que hoje tem uma boa estrutura de produção, sólida financeiramente, competitiva, inesperadamente, amanhã pode estar em grandes dificuldades. É esta insegurança que faz andar empregados e patrões com o coração nas mãos. Neste momento, não se podem fazer projectos a médio ou longo prazo, porque de um dia para o outro a situação pode mudar. Quem tem um emprego seguro hoje, amanhã poderá estar no desemprego.
É esta insegurança que faz andar as pessoas tristes e apreensivas quanto ao futuro. Mesmo que procuremos contribuir para que esta situação melhore, sentimo-nos impotentes para tal, uma vez que os governos, as grandes empresas e os bancos é que ditam as leis. Há formas para que esta crise possa ser atenuada, e essa é uma responsabilidade do Governo. É preciso descer os impostos, suavizar as cobranças coercivas por parte do fisco, facilitar às empresas o pagamento de dívidas ao Estado, de maneira a que estas não fiquem asfixiadas. Não é penhorar por tudo e por nada que as coisas se resolvem. As pessoas e as empresas ficam mais pobres, mas o estado também não fica mais rico. Neste momento, ainda o que é mais eficaz, infelizmente, é a (in)justiça fiscal. São rápidos a tentar receber, utilizando todos os meios ao seu alcance. Não há dinheiro, penhora-se. Na segurança social é a mesma coisa. pois desta forma é muito fácil trabalhar. E na justiça? Na saúde? Na segurança dos cidadãos? São alguns pequenos exemplos. Todos nós sabemos o que se passa neste pobre país, à beira mar plantado. É uma vergonha. Dos casos bastante badalados, que se arrastam há alguns anos, ainda nenhum teve condenação. Pelo andar da carruagem, vão ser todos arquivados. Será que é muito difícil condenar um pedófilo? Será que é muito difícil condenar um violador? Será difícil condenar um burlão ou uma burlona? Será difícil condenar um corrupto? Resumindo: fácil é condenar aquele que por diversas razões não pagou ao fisco e à segurança social.
Manuel Carreira Rito

Sucesso de "Os Produtores"


Musical esgotou sessões em Leiria

Uma grande produção, com um elenco de actores, cantores e bailarinos de grande qualidade, uma orquestra ao vivo e uma divulgação de escala nacional, exige, por norma, uma deslocação a Lisboa. Mas há excepções que bem poderiam converter-se em regra, demonstrando que outras cidades do País merecem a digressão e conseguem esgotar várias exibições. Foi o que aconteceu com "Os Produtores", trazido a Leiria pela Cherry Entretainment, que subiu ao palco do teatro José Lúcio da Silva em seis sessões, entre os passados dias 29 de Janeiro e 1 de Fevereiro, quase sempre com a lotação esgotada, num total superior a 4000 espectadores.
Actualmente em cena na capital, no Teatro Tivoli, trata-se de uma comédia musical criada por Mel Brooks em 1968, com várias adaptações mundiais, cuja versão portuguesa conta com produção de Pedro Costa e Gonçalo Castel-Branco, encenação de Cláudio Hochman, direcção musical de Nuno Feist, direcção vocal de Sara Belo, coreografia de Marco de Camilis e cenografia de Catarina Amaro. No elenco, nomes bem conhecidos, como Miguel Dias, Manuel Marques e Rita Pereira.
A história é a de um produtor falhado da Broadway e de um contabilista neurótico que se juntam para montar o pior musical da história, para darem um golpe nas "velhas" ricas financiadoras. Com o guião ridículo de "Primavera para Hitler", o pior encenador do mercado e um lote nefasto de actores, que inclui uma sueca bombástica muito "loira", a peça acaba por ser considerada uma crítica genial, torna-se um sucesso e... o plano dos dois produtores dá para o torto...
Se não viu... dê um pulo a Lisboa, para ver como tudo acaba. Vale a pena, pela cor e a comédia, a música e a dança, a extravagância e o brilho dos artistas, sendo certo o divertimento e a emoção próprios dos momentos inesquecíveis.

Luís Miguel Ferraz

"Dança em Leiria"

Em Fevereiro e Março

Entre 26 de Fevereiro e 28 de Março, os teatros José Lúcio da Silva e Miguel Franco recebem os espectáculos do festival "Dança em Leiria", iniciativa que se realiza desde 2001 e que tem vindo a suscitar um interesse cada vez maior do público. No âmbito desta iniciativa, terão ainda lugar, no Orfeão de Leiria, um curso para professores, além de diversos cursos de dança, com o objectivo de continuar a despertar as camadas mais jovens para esta arte. Dança clássica, contemporânea e jazz são algumas das alternativas nas quais os interessados poderão participar. O festival promove e divulga a dança nas suas mais diversas vertentes, contando este ano com a realização de nove espectáculos.

TE-ATO (Grupo-Teatro de Leiria)

Sala Jaime Salazar Sampaio (R. Pedro Nunes – Terreiro - Leiria)

Lis e Lena – uma eterna história de amor (teatro para a Infância)
28 Fevereiro Sábado 16h00

Condomínio + Velha Louca
06 Março Sexta 21h30 • 07 Março Sábado 18h00 e 21h30
13 Março Sexta 21h30 • 14 Sábado 18h00 e 21h30

Performance Poética – a Poesia e a Cidade (Pelas ruas de Leiria)
21 Março Sábado 15h00 às 18h00

"Viagem das Imagens" do Mosteiro

Na Casa-Museu João Soares

A Fundação Mário Soares vai acolher, no dia 7 de Março, pelas 18h30, na Casa-Museu João Soares, nas Cortes, uma palestra do professor Jean-Marie Guillouet, intitulada "A Viagem das Imagens: A Escultura da Batalha e a Europa do Século XV". O orador é mestre de conferências e professor na Universidade de Nantes. Nesta conferência, abordará a escultura do Mosteiro da Batalha e a sua relação com as grandes correntes da escultura europeia. Como refere uma nota da organização, "esses percursos, seguidos pelas formas, são fascinantes incursões pela história das mentalidades através das quais podemos tocar nas ideias, gostos e sensações, dos homens que criaram o Portugal da dinastia de Avis. Das pedras esculpidas inopinadamente saem monstros, enigmas, santos, flores, músicos, anjos, de um mundo estritamente codificado em que cada coisa tem um sentido diverso e surpreendente". Será, sem dúvida, mais uma "lição" a não perder sobre este nosso fascinante monumento gótico.

"O Fio da Memória – O Conto"

Concurso literário para alunos
Escrever um conto original relacionado com as dimensões históricas, culturais ou geográficas do concelho da Batalha é o desafio do concurso "O Fio da Memória – O Conto", dirigido a alunos naturais e residentes do nosso concelho, matriculados nos 2º e 3º ciclos ou no ensino secundário. Visando "promover o conto enquanto género literário e estimular os hábitos de leitura e de escrita criativa da população infanto-juvenil, divulgando autores portugueses", a iniciativa resulta de uma parceria da autarquia com um jornal local, sendo também chamados os docentes à participação, através do acompanhamento e da verificação de questões estilísticas dos trabalhos dos alunos.
Os melhores trabalhos serão contemplados com máquinas fotográficas digitais, cheques-livro e enciclopédias multimédia. O regulamento e a ficha de inscrição encontram-se disponíveis em www.cm-batalha.pt

Município da Batalha explica novidade das compras públicas pela internet

Na sequência da entrada em vigor, a 30 de Julho de 2008, do novo Código dos Contratos Públicos (CCP), que determina que todas as compras de entidades públicas passem a ser realizadas exclusivamente em Plataformas Electrónicas de Contratação, o Município da Batalha vai adoptar este novo procedimento contratual.
Para preparar os seus fornecedores para este novo sistema, a autarquia organizou, no passado dia 11 de Fevereiro, uma sessão de esclarecimento sobre a referida plataforma e as suas principais características técnicas. A formação contou com a colaboração de técnicos da empresa Construlink, responsável pela disponibilização do serviço, no endereço www.compraspublicas.com.
Tal como foi explicado aos cerca de cem participantes, o novo sistema visa "tornar as transacções mais seguras, confidenciais, rápidas e eficazes, permitindo, quer ao município, quer aos seus fornecedores, obterem poupanças directas na contratação de bens e serviços, bem como a simplificação total de todos os processos, abandonando por completo os procedimentos em papel".

Câmara apoia colectividades

Mais de 134 mil euros para 22 candidaturas

O Município da Batalha deliberou, na última reunião do executivo, apoiar em mais de 134 mil euros as associações do concelho que efectuaram candidaturas ao Programa Municipal de Apoio ao Associativismo (1ª fase), nas tipologias de Investimento, Funcionamento e das Actividades Regulares.
O montante atribuído refere-se a 22 candidaturas efectuadas pelas associações desportivas, culturais, recreativas e humanitárias, compreendendo projectos de beneficiação e remodelação de instalações, criação de acessibilidades, instalação de sistemas de aquecimento e apoio na organização de iniciativas culturais e desportivas.
Este programa de incentivos visa "auxiliar as diversas associações concelhias, criando um regime de incentivos financeiros e logísticos capazes de promover um crescimento consolidado do tecido associativo". Para tal, a autarquia levou em linha de conta diversos factores de sustentabilidade dos projectos apresentados e a situação financeira regularizada das colectividades.

Empresários analisam MODCOM

ACILIS e Câmara da Batalha promovem esclarecimento

A ACILIS e a Câmara Municipal da Batalha promoveram, no passado dia 18 de Fevereiro, uma sessão de esclarecimento sobre o MODCOM – Sistema de Incentivos à Modernização do Comércio.
Com uma sala recheada de interessados neste assunto, a sessão contou com a presença de oradores do IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação e da DGAE – Direcção-Geral das Actividades Económicas.
De relembrar que o MODCOM abriu uma nova fase de candidaturas, que decorre até ao próximo dia 11 de Março, tendo esta quarta fase sofrido algumas alterações em relação às anteriores. O MODCOM tem como objectivo a modernização e a revitalização da actividade comercial, em especial, em centros de comércio com predomínio do comércio independente de proximidade, em zonas urbanas ou rurais, bem como a promoção de acções dirigidas ao comércio.
Info: 244 860 970 ou www.acilis.pt

Assembleia Geral dos Bombeiros Voluntários da Batalha

No dia 27 de Março

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho da Batalha vai levar a efeito uma Assembleia Geral ordinária, no próximo dia 27 de Março, sexta-feira, pelas 20h00, no quartel. A ordem de trabalhos será a seguinte:
1. Apreciação e votação do Relatório e Contas de Gerência de 2008;
2. Rectificação do Plano de Actividades e Orçamento para 2009;
3. Outros assuntos de interesse para a associação.
De acordo com os regulamentos, se à hora marcada não estiver presente a maioria absoluta dos associados, a assembleia realizar-se-á uma hora mais tarde, com os associados que estiverem presentes.

Ementas escolares na Internet

Informação aos encarregados de educação

O Município da Batalha, através da acção de qualificação do serviço de refeições escolares e com recurso às novas tecnologias, passou a disponibilizar no seu portal, em www.cm-batalha.pt (área Educação) as ementas dos estabelecimentos de ensino dos alunos que frequentam os jardins-de-infância e o 1º ciclo do ensino básico.
Com esta medida, pretende-se que "os pais e encarregados de educação tenham acesso rápido à informação relativa às ementas existentes nos refeitórios escolares, ficando, desta forma, a conhecer os pratos que constituem o almoço dos seus filhos e permitindo, em paralelo, verificar a variedade dos alimentos disponibilizados".

Jornadas debatem o "Português Oliventino"

Associação Além Guadiana

Por iniciativa da Associação Além Guadiana, realizam-se, no próximo dia 28 de Fevereiro, em Olivença, as Jornadas sobre o Português Oliventino, numa assinalável demonstração do interesse dos oliventinos na preservação da sua Língua, da sua Cultura e da sua Identidade. Info: alemguadiana.blogs.sapo.pt

Nova empresa na Batalha: "Lugaresdavila"

É uma nova empresa imobiliária que nasceu na Batalha, situada na Célula B, apresentando-se com o objectivo de "cativar clientes de classe média alta, que pretendem trocar a confusão da cidade pela tranquilidade do campo".

Consultas baratas no Hospital da Batalha

Novo serviço de atendimento no CHNSC

Como resposta às necessidades sentidas pela população, o Centro Hospitalar de Nossa Senhora da Conceição (CHNSC), da Misericórdia da Batalha, inaugurou no início deste mês um Serviço de Atendimento Complementar (SAC) aos cuidados prestados pelo Centro de Saúde, em regime de ambulatório, que funcionará das 20h00 às 23h00.
Trata-se garantir "saúde privada a baixo custo, com equipa médica hospitalar e apoio de exames médicos, tornando acessível a todos os interessados um serviço de ambulatório com preços ligeiramente acima dos praticados em serviço de urgência nos hospitais centrais", refere a direcção da instituição. Assim, o preço a praticar para a consulta de ambulatório será de 14 euros, integrando ainda o apoio de enfermagem, electrocardiograma e, eventualmente, outros exames de apoio ainda em estudo.
Assegurado por uma equipa médica com experiência hospitalar em serviço de urgência, este serviço de atendimento médico e de enfermagem vem responder às necessidades das famílias que procuram a assistência médica depois do encerramento dos Serviços de Atendimento Alargado (SAL) dos Centros de Saúde, funcionando num horário que não colide com o destes centros. Os responsáveis do CHNSC afirmam que esta opção demonstra a vontade de "apoiar uma verdadeira rede de cuidados de saúde familiar, em clima de amizade e de entreajuda e em perfeita sintonia com os cuidados primários do Serviço Nacional de Saúde (SNS)", procurando, ao mesmo tempo "não desperdiçar um excelente equipamento hospitalar com tecnologias só possíveis de encontrar nos hospitais centrais melhor apetrechados, e que representou um esforço de investimento significativo por parte de uma instituição sem fins lucrativos, sem o equivalente investimento público".
O hospital de agudos pode aliviar a consulta de urgência, constituindo uma alternativa que vem beneficiar, sobretudo, as populações dos concelhos da Batalha e de Porto de Mós e lugares limítrofes. "Seria um contra-senso se o SNS não apostasse neste recurso, como aliás tem vindo a fazê-lo ao ter celebrado os acordos para cuidados continuados, fisioterapia e imagiologia", refere a Misericórdia da Batalha, adiantando que "se os organismos estatais tiverem vontade, o CHNSC está disponível para acolher uma parceria que favoreça a implementação de um verdadeiro serviço de atendimento permanente".

Consultas externas
Para complementar cada vez mais os serviços oferecidos, vai estar disponível no final de Fevereiro a consulta de Cardiologia e exames complementares de diagnóstico, entre os quais, estudos do sono. A equipa de Cardiologia, representada pelo médico Alexandre Antunes, especialista pelos Hospitais da Universidade de Coimbra e actualmente co-responsável da Unidade de Cuidados Intensivos de Cardiologia do Centro Hospitalar de Coimbra, e pelo técnico Pedro Marques, licenciado em Cardiopneumologia pela Escola Superior de Saúde Egas Moniz, disponibilizará aos utentes todo o tipo de serviços, como electrocardiograma convencional, ecocardiograma transtorácico, prova de esforço em tapete rolante, electrocardiograma Holter de 24h e também medição ambulatória da pressão arterial nas 24h. Estes exames são realizados utilizando equipamentos de última geração e elevada qualidade, podendo os doentes contar com encaminhamento célere, em situações que assim o necessitem, para exames ou terapêuticas mais complexas em ambiente hospitalar, como a realização de cateterismo cardíaco, implantação de pacemaker (chamada "pilha no coração") ou cirurgia cardíaca.
Será, sem dúvida, um serviço de excelência para os doentes com cardiopatia e para todos os que tiverem factores de maior risco, como hipertensão arterial, diabetes, hipercolesterolemia, hábitos tabágicos ou história familiar de doença cardíaca, que pretendam uma avaliação do seu estado de saúde.
Esta unidade de saúde da Batalha tem também em funcionamento um consultório de medicina dentária, com especialistas da clínica Remiclínica, e uma unidade de fisioterapia. Está prevista ainda, já para o próximo mês, a abertura de consultas de especialidades como cirurgia, ginecologia, urologia, otorrinolaringologia, psiquiatria, neurologia e ortopedia. "Espera-se que outras especialidades vão sendo facultadas progressivamente, na senda de garantir condições de excelência no acesso a cuidados de saúde nesta região", afirma a administração do CHNSC.

Abertura do Museu S. João de Deus no Telhal - Sintra

No próximo dia 8 de Março, dia de São João de Deus, será inaugurado um museu com o nome deste Santo, a funcionar na Casa de Saúde do Telhal, concelho de Sintra, onde são expostas cerca de 900 peças que dão a conhecer a história da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus (OHSJD) em Portugal, bem como a evolução da psiquiatria, da farmacologia e da enfermagem no nosso país. A inauguração será presidida pelo Cardeal Patriarca, com a presença de Maria Cavaco Silva, contando com almoço, visita às instalações e uma sessão solene.
O provincial, irmão José Augusto Louro, explica que "a ideia deste museu partiu do desejo de preservar o património artístico e museológico da Província Portuguesa da OHSJD, espalhado pelos mais díspares lugares, e ao mesmo tempo dar a conhecer a história e a evolução da assistência médica-hospitalar, em geral, e da psiquiatria em particular".
De referir que o museu fica integrado na Casa de Saúde do Telhal, um centro de assistencial na área da psiquiatria, saúde mental e reabilitação psicossocial, onde trabalhou Egas Moniz, Prémio Nobel da Medicina. Uma das valências do espaço será a educativo, com o objectivo de "sensibilizar e motivar os diferentes públicos para as temáticas da saúde e da doença mental, da arte, do ambiente e da responsabilidade social, integrando momentos de formação que estimulam uma aproximação às pessoas vítimas do estigma da doença mental". Entre as acções previstas, estão seminários, conversas com os doentes e oficinas criativas para os mais jovens.

Cáritas organiza na Batalha formação sobre Alzheimer

al como informámos na última edição, a Cáritas Diocesana de Leiria, em colaboração com a Alzheimer Portugal - Delegação Centro e a Câmara da Batalha, vai promover uma acção de formação, sob o lema "Alzheimer – conhecer para bem cuidar", que visa ajudar as pessoas que prestam cuidados a estes doentes a fazê-lo com o máximo de eficácia. Orientada por profissionais do Centro de Saúde de Pombal e do Centro Hospitalar de Coimbra, terá lugar no dia 5 de Março, das 09h00 às 16h00, no auditório municipal da Batalha.
Inscrições: 244823692 ou leiria@caritas.pt, até 1 Março.

Combate à obesidade infantil

Projecto vai envolver cerca de 850 crianças do 1° ciclo

Decorreu no passado dia 10 de Fevereiro, no Município da Batalha, a apresentação aos responsáveis das escolas do concelho do programa "Batalha Saudável", com o intuito de promover hábitos de alimentação saudáveis junto das crianças em idade escolar. O projecto pretende ter uma natureza formativa e pedagógica, integrando, em simultâneo, as estratégias de formação e de intervenção estabelecidas no Programa Nacional de Combate à Obesidade.
Previsto para os meses de Março a Maio de 2009, o projecto "Batalha Saudável" envolve o Município da Batalha e a empresa municipal Iserbatalha, EEM, responsável pelo serviço de prolongamento de horários escolares no concelho. Para a sua concretização, a autarquia vai estabelecer parcerias com o Agrupamento de Escolas da Batalha, o Colégio de São Mamede, a Associação de Pais e o Centro de Saúde da Batalha, para o acompanhamento das crianças sinalizadas. De igual forma, pretende-se envolver nesta iniciativa as empresas locais do sector alimentar e as associações de produtores agrícolas, para fornecimento/divulgação de alimentos saudáveis. A supervisão técnica das acções a empreender caberá a uma nutricionista e ao delegado de saúde da Batalha.
No âmbito das diversas actividades previstas, pretende-se proceder a uma avaliação do estado nutricional das cerca de 850 crianças do 10 ciclo do ensino básico do concelho da Batalha, através da medição do peso, da altura, do cálculo do índice de massa corporal (IMC) e sua análise, através das curvas de crescimento. Após a análise dos dados recolhidos, proceder-se-á à sinalização das crianças que registem excesso de peso (IMC entre o percentil 85 e o percentil 95) ou obesas (IMC acima ou igual ao percentil 95), bem como à elaboração de um relatório final da iniciativa e divulgação das conclusões.
Simultaneamente, para um melhor envolvimento das crianças na acção, serão desenvolvidas acções de sensibilização sobre hábitos alimentares, designadamente, uma apresentação sobre a roda dos alimentos, a realização de jogos didácticos e a confecção de um "lanche saudável" pelos alunos.
Por outro lado, também os pais serão envolvidos no projecto, em acções de sensibilização sobre hábitos saudáveis de alimentação e de higiene.
A 19 de Maio, será promovido um programa especial de comemoração do Dia Nacional da Luta Contra a Obesidade.
Definida pela Organização Mundial de Saúde como "acumulação excessiva de massa gorda", a obesidade é actualmente e "um problema de saúde pública, uma doença crónica própria das sociedades modernas, que regista níveis preocupantes". Cerca de um bilião de pessoas em todo o mundo têm excesso de peso, das quais, 300 milhões são obesas. Em Portugal, 37% da população tem excesso de peso e 14,5% é obesa, registando-se números semelhantes entre as crianças.

Saúde | Dor de Costas

Cerca de 80% dos seres humanos sentem dor lombar, também chamada de lombalgia ou, mais vulgarmente, dor de costas, em algum momento de suas vidas. A maioria destas pessoas podem manter as suas actividades habituais, mas com períodos de desconforto ou dor. Cerca de 30% desse grupo faltará ao trabalho devido a esta dor.
A posição normal do ser humano submete os músculos das costas e da coluna vertebral a um esforço permanente, mesmo a dormir. Nos dias de hoje, devido principalmente ao sedentarismo, este tipo de queixas tem aumentado, pois os nossos músculos na região lombar estão gradualmente a enfraquecer. Os sintomas da dor de costas são a evidente dor crónica (fixa), a rigidez ou incómodo persistente nas costas, e a dor aguda, especialmente depois de pegar num peso ou ter feito um esforço superior ao habitual.
As lombalgias são o resultado de várias causas. Como factores, podemos destacar o trabalho físico pesado, levantamento de pesos ou inclinação e prolongadas posturas incorrectas no trabalho. Sobre este último, é necessário evidenciar a inadequação da cadeira, mesa e posição do computador.
Existem técnicas simples para prevenir este tipo de dores, sendo a principal a mudança de postura. Analise a sua posição de pé: encoste-se com os calcanhares contra a parede; a barriga das pernas, as nádegas, os ombros e a parte de trás da cabeça devem estar em contacto com a parede; deve ser possível passar uma mão entre a parede e o fundo das costas. A sua posição sentada é ainda mais importante. A cadeira deve permitir apoiar os pés no chão e não deve incomodar a dobra dos joelhos. As costas devem estar apoiadas, num ângulo de cerca de 10 graus (use uma almofada apropriada, se necessário). Os antebraços devem poder apoiar-se no plano de trabalho com os cotovelos em ângulo recto. Apanhar objectos do chão ou levantar pesos deve ser feito com as costas direitas, dobrando as pernas e não a cintura. Assim, o trabalho é feito pelos músculos das pernas e não pelas costas.
O tratamento principal é normalizar a função, recorrendo a exercícios e correcções posturais. Depois de excluir algumas causas mais graves – fracturas, tumores, lesões ósseas – e de confirmar que a dor tem origem nos músculos, o objectivo do tratamento consiste em eliminar a dor e promover a recuperação do movimento. Usam-se medicamentos, o repouso e os tratamentos da medicina física (fisioterapia).
Deve consultar o seu médico, se com as dores de costas sentir também formigueiros, irradiação da dor para a perna, dor que piora quando tosse ou se inclina para a frente, dor quando está deitado ou ao levantar da cama, dor e febre ou dor com dificuldade em urinar.
Lembre-se de que uma postura correcta e exercício físico regular protegem e fortalecem os músculos das costas, de modo a estar protegido contra estas incapacitantes dores.

Ana Maria Henriques
Enfermeira

Espaço Infantil - Fevereiro 2009



Equipas CRG - Fevereiro

FUTSAL

Distrital Seniores Femininos (Div. Honra)
31-01 – Golpilheira – 1/Vidais – 0
14-02 – Ginásio de Alcobaça – 0/Golpilheira – 5
21-02 – Caça e Pesca – 4/Golpilheira - 2
Próximos Jogos
28-02, 18H30 (Batalha) – Golpilheira/Caranguejeira
06-03, 21H30 (Santa Eufémia) – Ribeira do Sirol/Golpilheira
14-03, 18H30 (Batalha) – Golpilheira/GRAP/Pousos
21-03, 20H00 (D. João V) – Louriçal/Golpilheira – (1/2 Final da Taça)
28-03, 21H30 (Ansião) – Ansião/Golpilheira

Distrital de Juniores Femininos
01-02 – Golpilheira – 17/Alegre e Unido – 0
06-02 – CEF Fátima – 0/Golpilheira – 5
20-02 – Golpilheira – 3/CEF Fátima – 1 (1/2 final da taça)
Próximos Jogos
25-02, 20H30 (Inst. D. João V) – Louriçal/Golpilheira
08-03, 17H00 (Porto de Mós) – Portomosense/Golpilheira
15-03, 15H00 (Batalha) – Golpilheira/CEF Fátima
22-03, 17H00 (Pousos) – Ribeira do Sirol/Golpilheira

Distrital Seniores Masculinos (I Divisão – Zona Sul)
15-02 – Caldas – 5/Golpilheira – 1
21-02 – Martingança – 4/Golpilheira – 3
Próximos Jogos
28-02, 20H30 (Batalha) – Golpilheira/Burinhosa
08-03, 17H30 (Casal Marra) – Amarense/Golpilheira
14-03, 20H30 (Batalha) – Golpilheira/Ferraria
28-03, 21H30 (Óbidos) – Olho Marinho/Golpilheira


FUTEBOL DE ESCOLAS

I Torneio Distrital de Escolas
31-01 – Golpilheira – 8/Caranguejeira – 6
14-02 – União de Leiria – 14/Golpilheira – 1
Fim deste Torneio. Brevemente terá início o II Torneio.

Campeonato Distrital de Infantis (Sub-13)
31-01 – Lisboa e Marinha – 6/Golpilheira - 3 (Fim deste Torneio)
Torneio de Encerramento. Infantis Sub-13. Futebol Sete
28-02, 11H00 (Ordem – M. Grande) – Lisboa e Marinha/Golpilheira
07-03, 11H00 (Barrocas) – Golpilheira/Academia Qta. Pinheiro
14-03, 11H00 (Barrocas) – Golpilheira/Esc. Ac. Marinha Grande
21-03, 11H00 (Turquel) - Turquel/Golpilheira
28-03, 11H00 (Barrocas) – Golpilheira/Pataiense


FUTEBOL DE 11

Campeonato Distrital de Juniores – I Divisão – Zona Sul
31-01 – Golpilheira – 3/Peso – 1
07-02 – S. Guilherme – 1/Golpilheira – 3
14-02 – Parceiros – 3/Golpilheira – 1
21-02 – Golpilheira – 0/Nadadouro - 5
Próximos Jogos
28-02, 15H30 (Batalha) – Golpilheira/Peniche
08-03, 15H30 (Atouguia da Baleia) – Atouguiense/Golpilheira
14-03, 15H30 (Batalha) – Golpilheira/S. Guilherme
21-03, 15H30 (Pataias) – Pataiense/Golpilheira

Futsal sénior feminino – Divisão de Honra

Primeira derrota ao fim de dois anos

Golpilheira – 1
Vidais – 0

O jogo disputado no pavilhão Batalha, no passado dia 31 de Janeiro, opôs o primeiro e o segundo classificados deste campeonato, separados por quatro pontos. Sem dúvida alguma que estiveram frente-a-frente as duas melhores equipas desta divisão. Iniciado o jogo, depois do encaixe entre as duas equipas, iniciou-se de imediato o domínio da Golpilheira. Criámos boas e várias oportunidades de golo e este não surgiu mais cedo, porque a guarda-redes dos Vidais se opôs com valentia às nossas atacantes. Quando não era esta, eram as suas colegas ou os postes que a substituíam. Adivinhava-se o golo a qualquer momento. No entanto, este apenas surgiu ao findar a primeira parte, pela inevitável Carolina. Até ao intervalo, as grandes oportunidades de golo foram nossas, e às tentativas de ataque da equipa dos Vidais, opunha-se a nossa defesa, muito coesa, e por fim a nossa tranquila Ivone, que transmitia total confiança às suas colegas. Fomos para o intervalo a ganhar por uma margem curta, que não reflectia aquilo que se tinha passado em campo.
A segunda parte iniciou-se com algum equilíbrio. Mas, passados alguns minutos, recomeçou o domínio da Golpilheira, criando mais algumas oportunidades de golo, apesar de este não surgir. Com o aproximar do final do jogo, a equipa dos Vidais tentou com mais persistência o golo da igualdade. No entanto, a nossa defesa esteve muito coesa, não deixando rematar as jogadoras adversárias, quer de longe, quer de perto da nossa baliza. Apesar das diversas mutações que a nossa treinadora, Teresa Jordão, efectuou na equipa, esta nunca baixou de rendimento. A nossa treinadora sabia que esta vitória era muito importante para a conquista do tri-campeonato. Ainda faltam muitos jogos, mas foi dado um grande passo em frente. Até final, foi controlar o jogo, com muita coesão, concentração e determinação. Esperou-se com alguma ansiedade o terminar da partida. Após o apito final, grande explosão de alegria, entre jogadoras, treinadora e dirigentes, acompanhados por uma enorme massa associativa.
Resumindo, estivemos perante um grande jogo de futsal, onde a nossa superioridade nunca esteve em causa. O resultado apenas peca por ter sido pela diferença mínima. Soubemos respeitar a equipa adversária, até porque também tem excelentes executantes, sendo dentro de poucos anos uma grande candidata ao título. Muitos parabéns à nossa treinadora, atletas e directores, que com a sua garra, união, determinação, conseguiram uma excelente vitória.

Caça e Pesca Carang. – 4
Golpilheira – 2
A nossa equipa não perdia um jogo para o campeonato, há mais de dois anos. No entanto, sabia-se que esta invencibilidade não podia ser eterna. Bastava, no mesmo encontro, aliarem-se diversos factores, para a derrota acontecer. Perante este historial da equipa da Golpilheira, é natural que as equipas adversárias se agigantem, se transcendam, corram mais do que as nossas jogadoras.
Foi o que aconteceu neste jogo. As atletas entraram um pouco apáticas, desgarradas, dando a iniciativa do jogo à equipa da casa. Por isso, não foi de admirar que chegassem ao primeiro golo, com alguma facilidade. Tentámos reagir, mas os passes não saíam certos, a bola prendia, e na baliza estava uma excelente guarda-redes. Costuma dizer-se que quem não marca sofre. Foi o que aconteceu. A Caça e Pesca chegou ao segundo golo. Adivinhava-se tarefa difícil. Teresa fazia rodar as jogadoras, o que surtiu efeito. Ainda antes do intervalo, conseguimos empatar, com um golo de Carolina e outro de Inês.
Com o reinício do jogo, pressentia-se que a Golpilheira chegaria à vitória. Apesar de algum domínio de jogo, era a equipa da casa que criava mais perigo, em contra-ataque, iniciado normalmente pela sua guarda-redes. O jogo decorria e quase nada saía bem às nossas atletas. Pressentia-se o pior, que veio a acontecer na marcação de um livre. A partir daqui, fomos à procura do prejuízo, colocando várias vezes a nossa baliza à mercê das adversárias... e assim surgiu o quarto golo da Caranguejeira.
Nesta altura, lembrei-me do jogo do ano passado. Estivemos a perder por 3-0 e conseguimos dar a volta no último segundo, ganhando por 4-3. Confirma-se que não há jogos iguais. O ano passado, a sorte coube-nos, e este ano foi à equipa da casa. Nada está perdido. Por morrer uma andorinha não acaba a Primavera. É razoável que todos tiremos ilações deste desaire, para que o mesmo não se repita no futuro.
Manuel Carreira Rito