quinta-feira, 26 de março de 2009

Edição 142 - Março 2009

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Edição 141 - Fevereiro 2009


EDITORIAL | O Entrudo

Em tempos que já lá vão, o Carnaval era o Entrudo. Aliás, em Portugal, podemos dizer que não havia Carnaval, essa importação recente das imagens globalizadas vindas do Brasil. O Entrudo, sim, era a manifestação das expurgações da alma social do Povo, dos dias sem regras, em que "nada parece mal", como desculpa para criticar as hipocrisias dos vizinhos ou dos que representavam o poder, até mesmo da Igreja. As máscaras eram apenas o trapo que escondia o rosto, a voz disfarçada, o homem em roupas de mulher, até porque a mulher ficava em casa. E, garantido o anonimato, a brincadeira saía à rua, de porta em porta, a assustar os mais medrosos e, sobretudo, a picar a curiosidade dos moradores sobre a identidade de quem pedia vinho e tentava bebê-lo sem revelar a cara do dono. E até as crianças eram, aos poucos, embebidas desse espírito e dessa prática.

Em tempos que já lá vão, as tropelias do Entrudo eram também uma forma de socialização, uma espécie de "praxe", não a caloiros, mas mestres, àqueles que mais se julgavam impunes. Ao mesmo tempo, prosseguia-se a finalidade de todas as tradições alimentadas pelo povo: motivar o encontro, o convívio, a vida comunitária. Ainda que de forma aparentemente contraditória, ocultar-se num traje andrajoso era uma forma de mútua identificação de um mesmo povo. Ainda que de face tapada, era a lei da confiança que imperava, ao ponto de se abrir a porta aos que chegavam e a todos se oferecer comida e bebida sobre a mesa da família. Ainda recordo, era eu garoto, as enchentes de mascarados em casa do meu tio João "Leiteiro" – mais visitado por ser vinhateiro do que leiteiro. Conhecidos e desconhecidos enchiam a casa e, no fim, lá mostravam quem eram, para merecerem o copo.

Em tempos que já lá vão. Hoje, os adultos não brincam. Ninguém sai da lareira. Ninguém ousa abrir a porta a estranhos. As crianças não se disfarçam, vestem-se de super-heróis da banda desenhada. Os homens vestem-se de normal. As mulheres despem-se de normal. Há excepções, perdidas no "Portugal profundo" ou perto de nós, mas não fazem já a regra. Não são já a tradição.

Sem querer voltar com o tempo atrás, sem saudosismos bacocos, devemos, no entanto, perguntar: o que de bom se perdeu e como podemos, na senda da modernidade, restaurá-lo? Essa pode ser uma reflexão de todos, até na Quaresma em que entrámos.

ASAE veio à Golpilheira

Restaurante Etnográfico sem problemas

Há muito que estava anunciada esta visita dos inspectores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) às instalações do Restaurante Etnográfico do Centro Recreativo da Golpilheira, para verificarem se tudo está a funcionar de acordo com a legislação. Esta inspecção decorreu no passado dia 28 de Janeiro, no âmbito de uma vistoria a vários estabelecimentos do concelho da Batalha.
Estes serviços estão conotados negativamente pela maioria das pessoas, no entanto, quem não deve não teme. Assim, depois da visita à sala, cozinha, verificação de arcas, câmara frigorífica, carrinhas transporte de almoços para as crianças das escolas da Golpilheira, Rebolaria e Faniqueira, nada de anormal foi registado. Depois, passaram à fase do pedido da diversa documentação necessária para se poder ter um restaurante em actividade. Tudo o que solicitaram foi entregue de imediato e estava em conformidade.
No final, e depois da missão cumprida, deram-nos os parabéns pelas excelentes condições que temos. Ficámos contentes e descansados. No entanto, devemos continuar a trabalhar do mesmo modo, para que da próxima visita a apreciação seja a mesma.
Para aqueles que tentaram denegrir a imagem dos nossos serviços, melhor resposta que esta não podia haver e bom seria que admitissem os seus erros...
Manuel Carreira Rito

Assembleia Geral Extra-Ordinária do CRG

Convocatória

No dia 28 de Março de 2009, pelas 20h30, reúne-se a Assembleia-Geral Extraordinária, pelo que convoco todos os sócios a assistirem à reunião com a seguinte ordem de trabalhos:
1 - Alienação de património;
2- Outros assuntos de interesse para a colectividade.
Nos termos dos estatutos, não comparecendo a maioria dos associados à hora marcada, será a reunião efectuada às 21h30 do mesmo dia, com qualquer número de sócios, não podendo os restantes discordar daquilo que foi deliberado.

O Presidente da Mesa da Assembleia
Pedro José Meneses Monteiro

Cobrança de quotas do CRG

Cumpra o seu dever de sócio

Ao analisarmos as fichas individuais dos sócios, verificámos que muitos têm as suas quotas em atraso. Esta situação agravou-se desde que deixou de haver cobradores porta-a-porta. O valor anual de 9 euros não é muito elevado, mas, se multiplicarmos por 3, 4, 5 ou mais anos, custa mais a pagar.
A fim de esta situação não se agravar, solicitamos aos sócios de boa vontade que actualizem as suas quotas no bar da nossa colectividade. Aproveite, quando nos visita, a oportunidade de se inteirar se as suas quotas estão ou não em dia. Actualmente, já se encontram à cobrança as quotas do corrente ano de 2009.
MCR

Centro da freguesia envelhecido?

Olhar sobre a paisagem...

Ao passar pela Canoeira, lugar que antecede o Vale Gracioso, para quem vai na direcção Sul-Norte, parei, olhei e observei a minha bela Golpilheira. Como cresceu em habitações, em população e em beleza! A periferia continua a crescer: casas novas, novos casais, crianças, enfim, aumento de população. No entanto, a parte central da Golpilheira continua com o seu casario antigo, com muito poucas mudanças na habitação, cujos residentes na sua maioria são pessoas idosas. Era importante que este casario fosse preservado, reconstruído e rejuvenescido por novos habitantes, talvez, familiares dos que lá habitam. É importante que a nossa terra, que data dos inícios do século XIII, não caia no esquecimento dos seus habitantes. Para que sejamos dignos dos nossos antepassados, consigamos dar aos vindouros uma imagem daquilo que fomos, somos e seremos. Sempre golpilheirenses orgulhosos da sua terra!
MCR

Almoço dos Amigos do CRG

Convite para o dia 25 de Maio

Estamos a programar este tradicional almoço dos amigos do CRG para o próximo dia 24 de Maio de 2009, no salão de festas da nossa associação. Para além do convívio que este dia geralmente propicia, também tem por objectivo a angariação de fundos para ajudar a superar as muitas dificuldades financeiras.
Assim, muito em breve, iremos fazer alguns contactos à população para convidar todos a estarem presentes neste almoço, para cimentar ainda mais a amizade que nos une em torno da nossa colectividade. A presença maciça demonstrará toda a pujança do CRG.
Por tudo aquilo que fazemos, na área cultural, desportiva, recreativa e social, merecemos a vossa presença. Não se esqueça de que somos a grande alavanca do desenvolvimento da nossa freguesia. A vossa presença é importante, uma vez que demonstrará o apoio à nossa colectividade.
MCR

Estrada do "terceiro mundo"

Reparação urgente da ligação ao Casal da Cortiça

Apesar de muitas reclamações e abaixo-assinados, junto da Câmara Municipal de Leiria e das freguesias da Barreira e da Golpilheira, estas manifestações não tiveram qualquer eficácia. Estamos a referir-nos ao piso da estrada que liga o Casal de Mil Homens ao Casal da Cortiça, que mais parece uma estrada do terceiro mundo.
Esta via, que funciona para muita gente como alternativa ao IC2, tem um piso em estado miserável. Não é apenas por causa da chuva, pois antes de esta começar a cair já o piso se encontrava bastante degradado. A sua manutenção é da responsabilidade da Câmara Municipal de Leiria. Talvez por a mesma se encontrar no limite do concelho de Leiria, esteja votada a tal abandono. Apesar de não sermos técnicos, julgamos que, antes de colocarem um piso novo, deveriam ser feitas as valetas de um lado e do outro, para assim proteger o piso.
Normalmente, nos anos de eleições, estas obras são efectuadas, pelo que a estrada se interroga: "Será por ser limite de concelho e freguesia que não mereço a mesma atenção do que as outras? Será que os meus utilizadores e moradores não pagam impostos e não votam? Respondam-me com trabalho".
MCR

Carnaval na Golpilheira

A tradição na Golpilheira parece já não ter a força que tinha. Ou então, foi a crise que levou as pessoas a ficar por casa e a não ter vontade de participar no divertimento.
Se no desfile da Batalha, este ano, a nossa colectividade não marcou presença, cá pela freguesia também não se viu sinal de Carnavais. No CRG, marcou-se um baile para o Domingo Gordo, veio uma banda do Porto, com boa qualidade técnica e até belas bailarinas... mas ninguém apareceu para dançar. Passaram meia dúzia de pessoas por lá, mas como não havia "ambiente", acabaram por sair. E a banda tocou para a sala vazia, até perto da meia-noite.
Restou-nos o colorido dos mais pequenos, tanto no corso da Batalha, como nas ruas da nossa terra, onde fizeram um pequeno passeio na sexta-feira. Primeiro foram os do jardim-de-infância a visitar a escola do Paço, depois foram o do 1º ciclo a retribuir a visita. As fantasias foram muitas, sobretudo, dos seus heróis favoritos.

Texto e fotos
Luís Miguel Ferraz















Carnaval na Batalha

"O Carnaval são três dias", lá diz o ditado. Na Batalha foi só um, mas não deixou de ser bem concorrido, com muita animação a percorrer as ruas centrais da vila. O domingo soalheiro ajudou à festa, contrariando a tendência chuvosa dos últimos dois anos, fazendo com que alguns milhares de pessoas escolhessem uma saída de casa para esta tarde carnavalesca.
As escolas e jardins-de-infância deram o colorido mais infantil ao corso, enquanto algumas colectividades concelhias trouxeram o humor da sátira social e política, onde não faltaram assuntos tão actuais como o BPN, os cursos das "novas oportunidades, o TGV, o Freeport, e leituras da crise para todos os gostos.
Talvez pela crise, talvez não, este ano o CRG não foi em Carnavais. Quem também não desceu da serra foi o Colégio de S. Mamede, que costumava trazer muita criançada e respectivas famílias, mas que já o ano passado falhou por causa da chuva e este ano partiu à procura de novos públicos.
Recorrendo, sobretudo, à "prata da casa" e com alguns grupos convidados para dar música aos foliões, a Batalha não deixou de brincar e fazer divertir quem por cá passou. Talvez sem a grandiosidade de outras paragens e sem as caras famosas que levam "nota preta"... mas com boa disposição assegurada. E como todos tiveram prémio de participação, mais vale os tostões ficarem nos bolsos das associações participantes, que bem precisam deles.
A fechar, entrega de prémios e baile até ao final da tarde no pavilhão multi-usos. Para o melhor "grupo", o rancho Rosas do Lena e os seus bonecos bailarinos. Para o melhor carro alegórico, o panelão das bruxarias dos Bombeiros Voluntários. Para todos, a nossa selecção de fotos...

Texto e fotos
Luís Miguel Ferraz















Batalha anuncia 8 medidas "anti-crise"

Município procura abrangência das ajudas

O Município da Batalha anunciou, em conferência de imprensa, no passado dia 20 de Fevereiro, oito medidas de cariz excepcional, como forma de ajudar empresas e famílias durante este ano de 2009, em que os efeitos da crise se farão sentir de forma mais intensa. "Apesar de não termos grandes bolsas de pobreza, nem problema ainda muito graves, não somo uma ilha em relação ao País e ao mundo, pelo que também aqui se sentem os efeitos desta crise que afecta o momento actual", começou por referir o presidente da autarquia, António Lucas.
Considerando que este é o "investimento financeiro possível nesta altura" por parte da autarquia, o presidente referiu que as medidas anunciadas correspondem a uma "tentativa de resposta global, desde as empresas às famílias e aos munícipes que estão em maiores dificuldades". Ainda assim, prevendo-se um pacote global de quase meio milhão de euros (ver quadro), "essa aposta obrigará a um corte no investimentos noutro sectores, que possam ser considerados menos prioritários".
Na linha do que se tem verificado em várias autarquias da região, a Batalha dá também esta indicação de preocupação com a sustentabilidade financeira das suas empresas e a qualidade de vida dos cidadãos, no início de um ano que se prevê ser de dificuldades económicas generalizadas. Algumas das medidas vão ao encontro de soluções disponibilizadas pelo Governo ou fundos comunitários, outras procuram responder em concreto a problemas identificados pela autarquia como prioritários neste concelho. Abaixo, deixamos mais pormenores sobre cada uma dessas oito medidas.

1 - FINICIA - Acesso ao Crédito
A primeira medida relaciona-se com a adesão ao programa FINICIA (com os parceiros IAPMEI, BES, GARVAL, OPEN e ADAE), que visa facilitar o financiamento para criação ou expansão de micro e pequenas empresas, com taxas de juro muito atractivas (Euribor a 180 dias e spreads de 1,25%). O montante inicial a disponibilizar é de 250 mil euros, valor que poderá ser aumentado se surgirem candidaturas que o justifiquem, sendo que cada projecto poderá ser comparticipado até 100%, com o limite máximo de 45 mil euros. O Município irá garantir 20% do valor do empréstimo, sem juros. No caso da Batalha, a autarquia decidiu criar o incentivo adicional de este montante poder ser a fundo perdido, variando entre os 50%, para as empresas que criarem três ou quatro postos de trabalho, e os 100%, para cinco ou mais emprego, em ambos os casos, a manter durante a vigência do apoio. Info: www.cm-batalha.pt, www.adae.pt e www.open.pt.

2 - Microcrédito
Outra medida é a adesão ao programa "Sim Micro Credito" (com as Caixas de Crédito Agrícola de Batalha, Leiria e Porto de Mós), também para micro e pequenas empresas ou para estimular a criação do próprio emprego. O programa arranca com um fundo de um 1,5 milhões de euros, 500 mil de cada instituição financeira, e disponibiliza um máximo de 25 mil euros por projecto, com o tecto de 75% do valor investido.

3 - Pagamentos antecipados
Uma terceira medida é a redução do prazo médio de pagamento municipal aos fornecedores. Sendo já uma das autarquias mais cumpridoras do País, a Batalha quer melhorar este rácio, não ultrapassando os 45 dias nos pagamentos. Terá de recorrer ao crédito para fazer face a esta medida, num custo global estimado em 75 mil euros, mas espera-se contribuir para injectar liquidez nas empresas e, consequentemente, no mercado.

4 - Redução do IMI
Esta é uma medida que havia já sido decidida aquando da aprovação das taxas de IMI para este ano, mas que acabou por ser aqui incluída, dadas as suas características. Assim, no de reavaliação ou para os prédios avaliados ao abrigo do CIMI, o novo valor de tributação passa de 0,4% para 0,35%, correspondendo a uma redução de 12,5%.

5 - Redução nas taxas municipais
Também as taxas municipais, englobando as de urbanismo, publicidade e ocupação de via pública, vão sofrer uma redução de 25%, a partir de 2 de Março e até final de 2009. Ficam excluídas as taxas dependentes de valores fixados pela administração central, bem com as de recolha de lixos e fornecimentos de águas, cuja actividade se encontra concessionada.

6 - Descontos para famílias numerosas
Aparece pela primeira vez uma ajuda dirigida especificamente a famílias numerosas. Neste caso, uma redução dos valores com a mensalidade e as refeições no ATL das crianças do pré-escolar e 1º ciclo, de 25% para famílias com 3 filhos estudantes e de 50% no caso de 4 ou mais filhos. Nos mesmos casos, respectivamente, haverá o desconto de 25% e 50% nas tarifas de efluentes e recolha de lixos.

7 - Ajuda nos medicamentos
Apoiar os mais carenciados na aquisição de medicamentos está também previsto neste plano, com a oferta de 50% do valor não comparticipado pelo Ministério da Saúde, até ao limite de 100 euros por ano. Pode beneficiar quem tiver rendimento individual inferior a 70% da Remuneração Mínima Mensal (315euros/mês). Depois da análise dos serviços sociais da autarquia, será entregue uma lista nas farmácias, para controlo do acesso.

8 - Gabinete de Inserção Profissional
Foi ainda anunciada a candidatura do Município da Batalha à criação do Gabinete de Inserção Profissional (GIP), que visa o acompanhamento personalizado a pessoas à procura de emprego, com captação e divulgação de ofertas no concelho e outras medidas activas de ajuda à inserção no mercado de trabalho. Esta medida foi anunciada pelo Governo esta semana e espera-se a aprovação da candidatura batalhense.

LMF

Crise... e direitos humanos

Francisco Sarsfield Cabral falou em Leiria

A Comissão Diocesana Justiça e Paz (CDJP) organizou, no passado dia 19 de Fevereiro, no Seminário de Leiria, o 5º colóquio integrado no ciclo "Direitos Humanos e realidades actuais". A perspectiva de abordagem foi a "crise económico-social", um tema que não estava previsto na programação inicial deste ciclo, mas que "se impôs de tal forma na nossa vida, que não podemos deixar de nos debruçar sobre ele", referiu Tomás Oliveira Dias, presidente da CDJP. "É que a crise arrasta consigo pobreza e injustiças, à escala nacional e à escala internacional, pelo que há que ter em conta, nas decisões a tomar para a sua resolução, a defesa dos direitos humanos, desde o direito à vida ao direito ao trabalho, sem esquecer todas as outras disposições, da maior transcendência, nesta matéria como as que constam da Declaração Universal dos Direitos Humanos e da nossa própria Constituição", adianta este responsável. E conclui: "Trata-se, afinal, de defender a dignidade da pessoa humana e de apoiar em especial os mais desfavorecidos, como tantas vezes tem recomendado a Doutrina Social da Igreja".
Para tratar este controverso tema da actualidade, foi convidado Francisco Sarsfield Cabral, licenciado em Direito e considerado um observador competente e interessado na vida nacional, particularmente, no que se refere a temas económicos e sociais. Pertenceu a várias instituições públicas e privadas, foi adjunto do ministro dos Negócios Estrangeiros, assessor do primeiro-ministro e director do gabinete em Portugal da Comissão Europeia. Como jornalista, trabalhou no Diário Popular, em O Jornal e na RTP, tendo sido director do Público e director de informação da Rádio Renascença. Actualmente, é colaborador da Rádio Renascença, colunista do Público e comentador da SIC.
Para que os nossos leitores conheçam um pouco melhor as suas opiniões, publicamos de seguida uma entrevista que concedeu ao jornal O Mensageiro (12.02.2009).

Em seu entender, quais as causas da presente crise?
A causa próxima desta crise económico-social é de ordem financeira. Não é uma crise desencadeada por uma euforia bolsista seguida do afundamento das cotações, como aconteceu em 1929 (tendo, depois, falido muitos bancos). Desta vez, o problema foi o crédito. Crédito barato (juro baixo), concedido sem prudência, na convicção de que tudo correria bem (por exemplo, que o preço das casas hipotecadas nos Estados Unidos continuaria a subir) e crédito transformado em títulos, eliminando a relação pessoal entre devedor e credor.
Mas as causas profundas são de ordem ética. Em parte porque o comunismo deixou de ser uma ameaça, muitos capitalistas convenceram-se que tudo seria possível, incluindo procedimentos de duvidosa moralidade. Daí a falta de cuidado na concessão de crédito e a irresponsabilidade com que gestores bancários e financeiros (principescamente pagos) aconselharam aos seus clientes aplicações que se revelaram de alto risco. Muitos dos novos e sofisticados produtos financeiros são hoje chamados "tóxicos": pouco ou nada valem. Daí prejuízos enormes nos bancos e outras instituições financeiras, provocando uma súbita contracção do crédito – o que leva ao atrofiamento da actividade económica.
O excesso de crédito foi facilitado pelo acesso de grandes quantidades de poupanças aos Estados Unidos (vindas sobretudo da China), enquanto os americanos deixaram praticamente de poupar, aumentando o seu consumo com base em empréstimos.

E quais as suas principais consequências na sociedade portuguesa, designadamente no campo social?
A mais grave consequência é o aumento do desemprego e a falta de dinheiro do Estado para ajudar quem precisa.
Também vejo uma consequência negativa, a prazo, que tem a ver com a forte (e necessária) intervenção do Estado no sistema bancário e em sectores económicos e empresas. Isto irá aumentar a nossa secular dependência em relação ao Estado.

Para quando se pode esperar a inversão da crise e retoma da nossa economia?
Ninguém sabe quanto tempo vai durar a crise e qual a sua gravidade. Mas parece claro que esta é a crise mais séria pelo menos desde a Grande Depressão dos anos 30 do século passado.

Ainda assim, que medidas podemos tomar para que seja possível essa retoma?
Reina uma grande insegurança quanto à própria natureza da crise (porque ela é inédita) e quanto aos remédios a aplicar. Mas pensa-se ser indispensável, antes de mais, evitar o colapso do sistema financeiro (que levaria ao total desastre económico). Ainda não é certo que se tenha evitado tal colapso.
Por outro lado, são necessárias políticas para espevitar a procura – investimentos públicos e/ou baixa de impostos. O importante é que essas medidas produzam efeitos tão imediatos quanto possível, o que aconselha os investimentos públicos geradores de emprego.
Também é indispensável reforçar os apoios sociais, até por motivos económicos: quem tem menos dinheiro, se recebe uma ajuda vai gastá-lo – o que já poderá não acontecer com quem tem rendimentos mais altos, pois poderá preferir poupar em vez de consumir.

Em que medida a retoma a nível nacional depende da retoma internacional?
A nossa retoma depende em larguíssima medida da retoma internacional, sobretudo na Europa. Mas tal não invalida, por um lado, que as autoridades portuguesas possam e devam agir no combate à crise; e, por outro, que seja preciso muita cautela em não deixar derrapar demasiado o défice das contas do Estado português. É que, se tal acontecer, o crédito que temos de angariar no estrangeiro será mais caro e difícil. E nós somos um país onde toda a gente está endividada: Estado, empresas, famílias, bancos…

Cáritas Diocesana de Leiria: Reflexos da crise

Muita gente se questiona acerca do modo como a actual crise, financeira, económica e social se manifesta nas instituições que prestam algum tipo de apoio social, e que respostas cada uma pode oferecer para resolver ou minorar as dificuldades com que se defrontam as famílias.
Não queremos dramatizar, mas não podemos iludir as questões. Desde há mais de um ano que a Cáritas regista um crescimento contínuo no número de pessoas que procuram ajuda. Vêm, sobretudo, da zona urbana e suburbana de Leiria, pois em tempos de crise é nas cidades que se encontram as pessoas mais indefesas e com menor capacidade de resistência. As situações são diversas, mas prevalecem as situações de doença, de desemprego e, sobretudo, de desagregação familiar; mas também muitos imigrantes, com predomínio de nacionalidade brasileira e de países de leste.
Além de um atendimento que desejamos sempre humano e compreensivo, é no banco de bens móveis que as pessoas encontram a resposta a muitas das suas necessidades. Em vestuário e agasalho, roupa de cama, calçado, móveis e equipamentos domésticos, material escolar, brinquedos e outros, foram mais de 34 mil os bens entregues a cerca de 400 pessoas, em 2008.
Mas é principalmente no domínio dos bens alimentares que se vem registando um aumento maior de procura, alguma encaminhada por serviços oficiais. A nossa reserva está quase esgotada e, por vezes, temos de ir ao mercado local comprar, para oferecer.
A Cáritas presta também pequenas ajudas financeiras, maioritariamente dirigidas a custos fixos do dia-a-dia, como a renda de casa, a água, luz, gás, medicamentos, etc.
Costumamos dizer que a Cáritas é um lugar de exercício da gratuidade e de voluntariado. Lugar de exercício da diversidade de bens que podemos partilhar, sejam eles o tempo, as capacidades ou os bens materiais. Porque o que a Cáritas tem para distribuir é o que cada um lhe confia. Partilhar é um modo de ser e de estar, no dia-a-dia, próprio de quem não deposita as suas esperanças nos bens deste mundo, mas reconhece como dádiva de Deus, todos os bens, dons e talentos que possui, para o serviço de todos. É um imperativo cristão, mas também um dever de cidadania, onde cada um se reconhece responsável pelo bem de todos, segundo a sua capacidade. A Cáritas não substitui o dever de cada cidadão, cada comunidade, de participar na resolução dos problemas sociais, quaisquer que eles sejam.
Ambrósio Jorge dos Santos
Presidente da Cáritas Diocesana

Rosas do Lena em festa

Aniversários do rancho e do museu

O rancho folclórico Rosas do Lena vai estar em festa, entre 8 e 15 de Março, para assinalar o seu 46º aniversário e o 9º aniversário do Museu Etnográfico da Alta Estremadura.
O programa, para o qual o agrupamento convida toda a população, será o seguinte:
Dia 8, 15h00 – Cânticos da Quaresma, no patim Sul do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (porta lateral)
Dia 10, 22h00 – Transmissão da rubrica "Vila Heróica" da Rádio Batalha, na Casa da Cultura (Rebolaria)
Dia 12, 21h30 – Palestra sobre ciência, por Marcelo Guerra Jordão, na Casa da Cultura
Dia 13, 21h30 – "Danças Tradicionais Europeias", pela "Oficina de Dança", na sede do rancho
Dia 14, 21h30 – 10º Encontro Nacional de Cantadores e de Tocadores de Instrumentos Tradicionais, na sede do rancho
Dia 15, 15h00 – "Museu ao Vivo", no Museu Etnográfico da Alta Estremadura (Rebolaria), e jogos tradicionais no largo junto à sede do rancho.

Novos corpos gerentes
Os novos corpos gerentes do rancho foram eleitos no passado dia 16 de Janeiro, ficando assim constituídos:

Assembleia Geral
Presidente - Joaquim Moreira Ruivo
1ª secretária - Maria de Fátima Moreira Ruivo
2ª secretária - Sara Filipa Moleano Calé

Direcção
Presidente - José António Vieira Bagagem
Vice-presidente - Nelson Silva Grosso
1ª secretária - Daniela Filipa Oliveira Moreira
2ª secretária - Nancy Ribeiro Fonseca
Tesoureiro - Manuel Gregório Vicente Moreira
Vice-tesoureiro - João Carlos Ferreira Moreira
Vogais - Paulo Jorge Oliveira, Luís Fernando Pinheiro, Maria Isabel Pinheiro e Paula Susana Moreira

Conselho Fiscal
Presidente - Alberto Sousa Moreira
Secretário - Carlos Manuel Alberto Santos
Relatora - Patrícia Alexandra Moleano Calé.

OPINIÃO | O desemprego

Esta triste praga está a aumentar todos os dias, com uma força assustadora e inimaginável há alguns anos. A insolvência e a falência das empresas, umas por não se terem modernizado, outras pelo factor "economia global", outras por falta de apoio das instituições financeiras, menor interesse dos empresários, ditadura fiscal, etc. Infelizmente, o fecho de empresas tem sido ao ritmo de dez por dia. São dezenas, centenas e até milhares de operários lançados para o desemprego diariamente. Destes, muitos vão beneficiar temporariamente do Fundo de Desemprego. Mas este vai ter o seu fim. Trabalho não se encontra. Emprego muito menos.
Perante este drama, o que fazer? Esta realidade é cada vez mais assustadora, porque não se vislumbra uma luz ao fundo do túnel. Uma empresa, que hoje tem uma boa estrutura de produção, sólida financeiramente, competitiva, inesperadamente, amanhã pode estar em grandes dificuldades. É esta insegurança que faz andar empregados e patrões com o coração nas mãos. Neste momento, não se podem fazer projectos a médio ou longo prazo, porque de um dia para o outro a situação pode mudar. Quem tem um emprego seguro hoje, amanhã poderá estar no desemprego.
É esta insegurança que faz andar as pessoas tristes e apreensivas quanto ao futuro. Mesmo que procuremos contribuir para que esta situação melhore, sentimo-nos impotentes para tal, uma vez que os governos, as grandes empresas e os bancos é que ditam as leis. Há formas para que esta crise possa ser atenuada, e essa é uma responsabilidade do Governo. É preciso descer os impostos, suavizar as cobranças coercivas por parte do fisco, facilitar às empresas o pagamento de dívidas ao Estado, de maneira a que estas não fiquem asfixiadas. Não é penhorar por tudo e por nada que as coisas se resolvem. As pessoas e as empresas ficam mais pobres, mas o estado também não fica mais rico. Neste momento, ainda o que é mais eficaz, infelizmente, é a (in)justiça fiscal. São rápidos a tentar receber, utilizando todos os meios ao seu alcance. Não há dinheiro, penhora-se. Na segurança social é a mesma coisa. pois desta forma é muito fácil trabalhar. E na justiça? Na saúde? Na segurança dos cidadãos? São alguns pequenos exemplos. Todos nós sabemos o que se passa neste pobre país, à beira mar plantado. É uma vergonha. Dos casos bastante badalados, que se arrastam há alguns anos, ainda nenhum teve condenação. Pelo andar da carruagem, vão ser todos arquivados. Será que é muito difícil condenar um pedófilo? Será que é muito difícil condenar um violador? Será difícil condenar um burlão ou uma burlona? Será difícil condenar um corrupto? Resumindo: fácil é condenar aquele que por diversas razões não pagou ao fisco e à segurança social.
Manuel Carreira Rito

Sucesso de "Os Produtores"


Musical esgotou sessões em Leiria

Uma grande produção, com um elenco de actores, cantores e bailarinos de grande qualidade, uma orquestra ao vivo e uma divulgação de escala nacional, exige, por norma, uma deslocação a Lisboa. Mas há excepções que bem poderiam converter-se em regra, demonstrando que outras cidades do País merecem a digressão e conseguem esgotar várias exibições. Foi o que aconteceu com "Os Produtores", trazido a Leiria pela Cherry Entretainment, que subiu ao palco do teatro José Lúcio da Silva em seis sessões, entre os passados dias 29 de Janeiro e 1 de Fevereiro, quase sempre com a lotação esgotada, num total superior a 4000 espectadores.
Actualmente em cena na capital, no Teatro Tivoli, trata-se de uma comédia musical criada por Mel Brooks em 1968, com várias adaptações mundiais, cuja versão portuguesa conta com produção de Pedro Costa e Gonçalo Castel-Branco, encenação de Cláudio Hochman, direcção musical de Nuno Feist, direcção vocal de Sara Belo, coreografia de Marco de Camilis e cenografia de Catarina Amaro. No elenco, nomes bem conhecidos, como Miguel Dias, Manuel Marques e Rita Pereira.
A história é a de um produtor falhado da Broadway e de um contabilista neurótico que se juntam para montar o pior musical da história, para darem um golpe nas "velhas" ricas financiadoras. Com o guião ridículo de "Primavera para Hitler", o pior encenador do mercado e um lote nefasto de actores, que inclui uma sueca bombástica muito "loira", a peça acaba por ser considerada uma crítica genial, torna-se um sucesso e... o plano dos dois produtores dá para o torto...
Se não viu... dê um pulo a Lisboa, para ver como tudo acaba. Vale a pena, pela cor e a comédia, a música e a dança, a extravagância e o brilho dos artistas, sendo certo o divertimento e a emoção próprios dos momentos inesquecíveis.

Luís Miguel Ferraz

"Dança em Leiria"

Em Fevereiro e Março

Entre 26 de Fevereiro e 28 de Março, os teatros José Lúcio da Silva e Miguel Franco recebem os espectáculos do festival "Dança em Leiria", iniciativa que se realiza desde 2001 e que tem vindo a suscitar um interesse cada vez maior do público. No âmbito desta iniciativa, terão ainda lugar, no Orfeão de Leiria, um curso para professores, além de diversos cursos de dança, com o objectivo de continuar a despertar as camadas mais jovens para esta arte. Dança clássica, contemporânea e jazz são algumas das alternativas nas quais os interessados poderão participar. O festival promove e divulga a dança nas suas mais diversas vertentes, contando este ano com a realização de nove espectáculos.

TE-ATO (Grupo-Teatro de Leiria)

Sala Jaime Salazar Sampaio (R. Pedro Nunes – Terreiro - Leiria)

Lis e Lena – uma eterna história de amor (teatro para a Infância)
28 Fevereiro Sábado 16h00

Condomínio + Velha Louca
06 Março Sexta 21h30 • 07 Março Sábado 18h00 e 21h30
13 Março Sexta 21h30 • 14 Sábado 18h00 e 21h30

Performance Poética – a Poesia e a Cidade (Pelas ruas de Leiria)
21 Março Sábado 15h00 às 18h00

"Viagem das Imagens" do Mosteiro

Na Casa-Museu João Soares

A Fundação Mário Soares vai acolher, no dia 7 de Março, pelas 18h30, na Casa-Museu João Soares, nas Cortes, uma palestra do professor Jean-Marie Guillouet, intitulada "A Viagem das Imagens: A Escultura da Batalha e a Europa do Século XV". O orador é mestre de conferências e professor na Universidade de Nantes. Nesta conferência, abordará a escultura do Mosteiro da Batalha e a sua relação com as grandes correntes da escultura europeia. Como refere uma nota da organização, "esses percursos, seguidos pelas formas, são fascinantes incursões pela história das mentalidades através das quais podemos tocar nas ideias, gostos e sensações, dos homens que criaram o Portugal da dinastia de Avis. Das pedras esculpidas inopinadamente saem monstros, enigmas, santos, flores, músicos, anjos, de um mundo estritamente codificado em que cada coisa tem um sentido diverso e surpreendente". Será, sem dúvida, mais uma "lição" a não perder sobre este nosso fascinante monumento gótico.

"O Fio da Memória – O Conto"

Concurso literário para alunos
Escrever um conto original relacionado com as dimensões históricas, culturais ou geográficas do concelho da Batalha é o desafio do concurso "O Fio da Memória – O Conto", dirigido a alunos naturais e residentes do nosso concelho, matriculados nos 2º e 3º ciclos ou no ensino secundário. Visando "promover o conto enquanto género literário e estimular os hábitos de leitura e de escrita criativa da população infanto-juvenil, divulgando autores portugueses", a iniciativa resulta de uma parceria da autarquia com um jornal local, sendo também chamados os docentes à participação, através do acompanhamento e da verificação de questões estilísticas dos trabalhos dos alunos.
Os melhores trabalhos serão contemplados com máquinas fotográficas digitais, cheques-livro e enciclopédias multimédia. O regulamento e a ficha de inscrição encontram-se disponíveis em www.cm-batalha.pt

Município da Batalha explica novidade das compras públicas pela internet

Na sequência da entrada em vigor, a 30 de Julho de 2008, do novo Código dos Contratos Públicos (CCP), que determina que todas as compras de entidades públicas passem a ser realizadas exclusivamente em Plataformas Electrónicas de Contratação, o Município da Batalha vai adoptar este novo procedimento contratual.
Para preparar os seus fornecedores para este novo sistema, a autarquia organizou, no passado dia 11 de Fevereiro, uma sessão de esclarecimento sobre a referida plataforma e as suas principais características técnicas. A formação contou com a colaboração de técnicos da empresa Construlink, responsável pela disponibilização do serviço, no endereço www.compraspublicas.com.
Tal como foi explicado aos cerca de cem participantes, o novo sistema visa "tornar as transacções mais seguras, confidenciais, rápidas e eficazes, permitindo, quer ao município, quer aos seus fornecedores, obterem poupanças directas na contratação de bens e serviços, bem como a simplificação total de todos os processos, abandonando por completo os procedimentos em papel".

Câmara apoia colectividades

Mais de 134 mil euros para 22 candidaturas

O Município da Batalha deliberou, na última reunião do executivo, apoiar em mais de 134 mil euros as associações do concelho que efectuaram candidaturas ao Programa Municipal de Apoio ao Associativismo (1ª fase), nas tipologias de Investimento, Funcionamento e das Actividades Regulares.
O montante atribuído refere-se a 22 candidaturas efectuadas pelas associações desportivas, culturais, recreativas e humanitárias, compreendendo projectos de beneficiação e remodelação de instalações, criação de acessibilidades, instalação de sistemas de aquecimento e apoio na organização de iniciativas culturais e desportivas.
Este programa de incentivos visa "auxiliar as diversas associações concelhias, criando um regime de incentivos financeiros e logísticos capazes de promover um crescimento consolidado do tecido associativo". Para tal, a autarquia levou em linha de conta diversos factores de sustentabilidade dos projectos apresentados e a situação financeira regularizada das colectividades.

Empresários analisam MODCOM

ACILIS e Câmara da Batalha promovem esclarecimento

A ACILIS e a Câmara Municipal da Batalha promoveram, no passado dia 18 de Fevereiro, uma sessão de esclarecimento sobre o MODCOM – Sistema de Incentivos à Modernização do Comércio.
Com uma sala recheada de interessados neste assunto, a sessão contou com a presença de oradores do IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação e da DGAE – Direcção-Geral das Actividades Económicas.
De relembrar que o MODCOM abriu uma nova fase de candidaturas, que decorre até ao próximo dia 11 de Março, tendo esta quarta fase sofrido algumas alterações em relação às anteriores. O MODCOM tem como objectivo a modernização e a revitalização da actividade comercial, em especial, em centros de comércio com predomínio do comércio independente de proximidade, em zonas urbanas ou rurais, bem como a promoção de acções dirigidas ao comércio.
Info: 244 860 970 ou www.acilis.pt

Assembleia Geral dos Bombeiros Voluntários da Batalha

No dia 27 de Março

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho da Batalha vai levar a efeito uma Assembleia Geral ordinária, no próximo dia 27 de Março, sexta-feira, pelas 20h00, no quartel. A ordem de trabalhos será a seguinte:
1. Apreciação e votação do Relatório e Contas de Gerência de 2008;
2. Rectificação do Plano de Actividades e Orçamento para 2009;
3. Outros assuntos de interesse para a associação.
De acordo com os regulamentos, se à hora marcada não estiver presente a maioria absoluta dos associados, a assembleia realizar-se-á uma hora mais tarde, com os associados que estiverem presentes.

Ementas escolares na Internet

Informação aos encarregados de educação

O Município da Batalha, através da acção de qualificação do serviço de refeições escolares e com recurso às novas tecnologias, passou a disponibilizar no seu portal, em www.cm-batalha.pt (área Educação) as ementas dos estabelecimentos de ensino dos alunos que frequentam os jardins-de-infância e o 1º ciclo do ensino básico.
Com esta medida, pretende-se que "os pais e encarregados de educação tenham acesso rápido à informação relativa às ementas existentes nos refeitórios escolares, ficando, desta forma, a conhecer os pratos que constituem o almoço dos seus filhos e permitindo, em paralelo, verificar a variedade dos alimentos disponibilizados".

Jornadas debatem o "Português Oliventino"

Associação Além Guadiana

Por iniciativa da Associação Além Guadiana, realizam-se, no próximo dia 28 de Fevereiro, em Olivença, as Jornadas sobre o Português Oliventino, numa assinalável demonstração do interesse dos oliventinos na preservação da sua Língua, da sua Cultura e da sua Identidade. Info: alemguadiana.blogs.sapo.pt

Nova empresa na Batalha: "Lugaresdavila"

É uma nova empresa imobiliária que nasceu na Batalha, situada na Célula B, apresentando-se com o objectivo de "cativar clientes de classe média alta, que pretendem trocar a confusão da cidade pela tranquilidade do campo".

Consultas baratas no Hospital da Batalha

Novo serviço de atendimento no CHNSC

Como resposta às necessidades sentidas pela população, o Centro Hospitalar de Nossa Senhora da Conceição (CHNSC), da Misericórdia da Batalha, inaugurou no início deste mês um Serviço de Atendimento Complementar (SAC) aos cuidados prestados pelo Centro de Saúde, em regime de ambulatório, que funcionará das 20h00 às 23h00.
Trata-se garantir "saúde privada a baixo custo, com equipa médica hospitalar e apoio de exames médicos, tornando acessível a todos os interessados um serviço de ambulatório com preços ligeiramente acima dos praticados em serviço de urgência nos hospitais centrais", refere a direcção da instituição. Assim, o preço a praticar para a consulta de ambulatório será de 14 euros, integrando ainda o apoio de enfermagem, electrocardiograma e, eventualmente, outros exames de apoio ainda em estudo.
Assegurado por uma equipa médica com experiência hospitalar em serviço de urgência, este serviço de atendimento médico e de enfermagem vem responder às necessidades das famílias que procuram a assistência médica depois do encerramento dos Serviços de Atendimento Alargado (SAL) dos Centros de Saúde, funcionando num horário que não colide com o destes centros. Os responsáveis do CHNSC afirmam que esta opção demonstra a vontade de "apoiar uma verdadeira rede de cuidados de saúde familiar, em clima de amizade e de entreajuda e em perfeita sintonia com os cuidados primários do Serviço Nacional de Saúde (SNS)", procurando, ao mesmo tempo "não desperdiçar um excelente equipamento hospitalar com tecnologias só possíveis de encontrar nos hospitais centrais melhor apetrechados, e que representou um esforço de investimento significativo por parte de uma instituição sem fins lucrativos, sem o equivalente investimento público".
O hospital de agudos pode aliviar a consulta de urgência, constituindo uma alternativa que vem beneficiar, sobretudo, as populações dos concelhos da Batalha e de Porto de Mós e lugares limítrofes. "Seria um contra-senso se o SNS não apostasse neste recurso, como aliás tem vindo a fazê-lo ao ter celebrado os acordos para cuidados continuados, fisioterapia e imagiologia", refere a Misericórdia da Batalha, adiantando que "se os organismos estatais tiverem vontade, o CHNSC está disponível para acolher uma parceria que favoreça a implementação de um verdadeiro serviço de atendimento permanente".

Consultas externas
Para complementar cada vez mais os serviços oferecidos, vai estar disponível no final de Fevereiro a consulta de Cardiologia e exames complementares de diagnóstico, entre os quais, estudos do sono. A equipa de Cardiologia, representada pelo médico Alexandre Antunes, especialista pelos Hospitais da Universidade de Coimbra e actualmente co-responsável da Unidade de Cuidados Intensivos de Cardiologia do Centro Hospitalar de Coimbra, e pelo técnico Pedro Marques, licenciado em Cardiopneumologia pela Escola Superior de Saúde Egas Moniz, disponibilizará aos utentes todo o tipo de serviços, como electrocardiograma convencional, ecocardiograma transtorácico, prova de esforço em tapete rolante, electrocardiograma Holter de 24h e também medição ambulatória da pressão arterial nas 24h. Estes exames são realizados utilizando equipamentos de última geração e elevada qualidade, podendo os doentes contar com encaminhamento célere, em situações que assim o necessitem, para exames ou terapêuticas mais complexas em ambiente hospitalar, como a realização de cateterismo cardíaco, implantação de pacemaker (chamada "pilha no coração") ou cirurgia cardíaca.
Será, sem dúvida, um serviço de excelência para os doentes com cardiopatia e para todos os que tiverem factores de maior risco, como hipertensão arterial, diabetes, hipercolesterolemia, hábitos tabágicos ou história familiar de doença cardíaca, que pretendam uma avaliação do seu estado de saúde.
Esta unidade de saúde da Batalha tem também em funcionamento um consultório de medicina dentária, com especialistas da clínica Remiclínica, e uma unidade de fisioterapia. Está prevista ainda, já para o próximo mês, a abertura de consultas de especialidades como cirurgia, ginecologia, urologia, otorrinolaringologia, psiquiatria, neurologia e ortopedia. "Espera-se que outras especialidades vão sendo facultadas progressivamente, na senda de garantir condições de excelência no acesso a cuidados de saúde nesta região", afirma a administração do CHNSC.

Abertura do Museu S. João de Deus no Telhal - Sintra

No próximo dia 8 de Março, dia de São João de Deus, será inaugurado um museu com o nome deste Santo, a funcionar na Casa de Saúde do Telhal, concelho de Sintra, onde são expostas cerca de 900 peças que dão a conhecer a história da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus (OHSJD) em Portugal, bem como a evolução da psiquiatria, da farmacologia e da enfermagem no nosso país. A inauguração será presidida pelo Cardeal Patriarca, com a presença de Maria Cavaco Silva, contando com almoço, visita às instalações e uma sessão solene.
O provincial, irmão José Augusto Louro, explica que "a ideia deste museu partiu do desejo de preservar o património artístico e museológico da Província Portuguesa da OHSJD, espalhado pelos mais díspares lugares, e ao mesmo tempo dar a conhecer a história e a evolução da assistência médica-hospitalar, em geral, e da psiquiatria em particular".
De referir que o museu fica integrado na Casa de Saúde do Telhal, um centro de assistencial na área da psiquiatria, saúde mental e reabilitação psicossocial, onde trabalhou Egas Moniz, Prémio Nobel da Medicina. Uma das valências do espaço será a educativo, com o objectivo de "sensibilizar e motivar os diferentes públicos para as temáticas da saúde e da doença mental, da arte, do ambiente e da responsabilidade social, integrando momentos de formação que estimulam uma aproximação às pessoas vítimas do estigma da doença mental". Entre as acções previstas, estão seminários, conversas com os doentes e oficinas criativas para os mais jovens.

Cáritas organiza na Batalha formação sobre Alzheimer

al como informámos na última edição, a Cáritas Diocesana de Leiria, em colaboração com a Alzheimer Portugal - Delegação Centro e a Câmara da Batalha, vai promover uma acção de formação, sob o lema "Alzheimer – conhecer para bem cuidar", que visa ajudar as pessoas que prestam cuidados a estes doentes a fazê-lo com o máximo de eficácia. Orientada por profissionais do Centro de Saúde de Pombal e do Centro Hospitalar de Coimbra, terá lugar no dia 5 de Março, das 09h00 às 16h00, no auditório municipal da Batalha.
Inscrições: 244823692 ou leiria@caritas.pt, até 1 Março.

Combate à obesidade infantil

Projecto vai envolver cerca de 850 crianças do 1° ciclo

Decorreu no passado dia 10 de Fevereiro, no Município da Batalha, a apresentação aos responsáveis das escolas do concelho do programa "Batalha Saudável", com o intuito de promover hábitos de alimentação saudáveis junto das crianças em idade escolar. O projecto pretende ter uma natureza formativa e pedagógica, integrando, em simultâneo, as estratégias de formação e de intervenção estabelecidas no Programa Nacional de Combate à Obesidade.
Previsto para os meses de Março a Maio de 2009, o projecto "Batalha Saudável" envolve o Município da Batalha e a empresa municipal Iserbatalha, EEM, responsável pelo serviço de prolongamento de horários escolares no concelho. Para a sua concretização, a autarquia vai estabelecer parcerias com o Agrupamento de Escolas da Batalha, o Colégio de São Mamede, a Associação de Pais e o Centro de Saúde da Batalha, para o acompanhamento das crianças sinalizadas. De igual forma, pretende-se envolver nesta iniciativa as empresas locais do sector alimentar e as associações de produtores agrícolas, para fornecimento/divulgação de alimentos saudáveis. A supervisão técnica das acções a empreender caberá a uma nutricionista e ao delegado de saúde da Batalha.
No âmbito das diversas actividades previstas, pretende-se proceder a uma avaliação do estado nutricional das cerca de 850 crianças do 10 ciclo do ensino básico do concelho da Batalha, através da medição do peso, da altura, do cálculo do índice de massa corporal (IMC) e sua análise, através das curvas de crescimento. Após a análise dos dados recolhidos, proceder-se-á à sinalização das crianças que registem excesso de peso (IMC entre o percentil 85 e o percentil 95) ou obesas (IMC acima ou igual ao percentil 95), bem como à elaboração de um relatório final da iniciativa e divulgação das conclusões.
Simultaneamente, para um melhor envolvimento das crianças na acção, serão desenvolvidas acções de sensibilização sobre hábitos alimentares, designadamente, uma apresentação sobre a roda dos alimentos, a realização de jogos didácticos e a confecção de um "lanche saudável" pelos alunos.
Por outro lado, também os pais serão envolvidos no projecto, em acções de sensibilização sobre hábitos saudáveis de alimentação e de higiene.
A 19 de Maio, será promovido um programa especial de comemoração do Dia Nacional da Luta Contra a Obesidade.
Definida pela Organização Mundial de Saúde como "acumulação excessiva de massa gorda", a obesidade é actualmente e "um problema de saúde pública, uma doença crónica própria das sociedades modernas, que regista níveis preocupantes". Cerca de um bilião de pessoas em todo o mundo têm excesso de peso, das quais, 300 milhões são obesas. Em Portugal, 37% da população tem excesso de peso e 14,5% é obesa, registando-se números semelhantes entre as crianças.

Saúde | Dor de Costas

Cerca de 80% dos seres humanos sentem dor lombar, também chamada de lombalgia ou, mais vulgarmente, dor de costas, em algum momento de suas vidas. A maioria destas pessoas podem manter as suas actividades habituais, mas com períodos de desconforto ou dor. Cerca de 30% desse grupo faltará ao trabalho devido a esta dor.
A posição normal do ser humano submete os músculos das costas e da coluna vertebral a um esforço permanente, mesmo a dormir. Nos dias de hoje, devido principalmente ao sedentarismo, este tipo de queixas tem aumentado, pois os nossos músculos na região lombar estão gradualmente a enfraquecer. Os sintomas da dor de costas são a evidente dor crónica (fixa), a rigidez ou incómodo persistente nas costas, e a dor aguda, especialmente depois de pegar num peso ou ter feito um esforço superior ao habitual.
As lombalgias são o resultado de várias causas. Como factores, podemos destacar o trabalho físico pesado, levantamento de pesos ou inclinação e prolongadas posturas incorrectas no trabalho. Sobre este último, é necessário evidenciar a inadequação da cadeira, mesa e posição do computador.
Existem técnicas simples para prevenir este tipo de dores, sendo a principal a mudança de postura. Analise a sua posição de pé: encoste-se com os calcanhares contra a parede; a barriga das pernas, as nádegas, os ombros e a parte de trás da cabeça devem estar em contacto com a parede; deve ser possível passar uma mão entre a parede e o fundo das costas. A sua posição sentada é ainda mais importante. A cadeira deve permitir apoiar os pés no chão e não deve incomodar a dobra dos joelhos. As costas devem estar apoiadas, num ângulo de cerca de 10 graus (use uma almofada apropriada, se necessário). Os antebraços devem poder apoiar-se no plano de trabalho com os cotovelos em ângulo recto. Apanhar objectos do chão ou levantar pesos deve ser feito com as costas direitas, dobrando as pernas e não a cintura. Assim, o trabalho é feito pelos músculos das pernas e não pelas costas.
O tratamento principal é normalizar a função, recorrendo a exercícios e correcções posturais. Depois de excluir algumas causas mais graves – fracturas, tumores, lesões ósseas – e de confirmar que a dor tem origem nos músculos, o objectivo do tratamento consiste em eliminar a dor e promover a recuperação do movimento. Usam-se medicamentos, o repouso e os tratamentos da medicina física (fisioterapia).
Deve consultar o seu médico, se com as dores de costas sentir também formigueiros, irradiação da dor para a perna, dor que piora quando tosse ou se inclina para a frente, dor quando está deitado ou ao levantar da cama, dor e febre ou dor com dificuldade em urinar.
Lembre-se de que uma postura correcta e exercício físico regular protegem e fortalecem os músculos das costas, de modo a estar protegido contra estas incapacitantes dores.

Ana Maria Henriques
Enfermeira

Espaço Infantil - Fevereiro 2009



Equipas CRG - Fevereiro

FUTSAL

Distrital Seniores Femininos (Div. Honra)
31-01 – Golpilheira – 1/Vidais – 0
14-02 – Ginásio de Alcobaça – 0/Golpilheira – 5
21-02 – Caça e Pesca – 4/Golpilheira - 2
Próximos Jogos
28-02, 18H30 (Batalha) – Golpilheira/Caranguejeira
06-03, 21H30 (Santa Eufémia) – Ribeira do Sirol/Golpilheira
14-03, 18H30 (Batalha) – Golpilheira/GRAP/Pousos
21-03, 20H00 (D. João V) – Louriçal/Golpilheira – (1/2 Final da Taça)
28-03, 21H30 (Ansião) – Ansião/Golpilheira

Distrital de Juniores Femininos
01-02 – Golpilheira – 17/Alegre e Unido – 0
06-02 – CEF Fátima – 0/Golpilheira – 5
20-02 – Golpilheira – 3/CEF Fátima – 1 (1/2 final da taça)
Próximos Jogos
25-02, 20H30 (Inst. D. João V) – Louriçal/Golpilheira
08-03, 17H00 (Porto de Mós) – Portomosense/Golpilheira
15-03, 15H00 (Batalha) – Golpilheira/CEF Fátima
22-03, 17H00 (Pousos) – Ribeira do Sirol/Golpilheira

Distrital Seniores Masculinos (I Divisão – Zona Sul)
15-02 – Caldas – 5/Golpilheira – 1
21-02 – Martingança – 4/Golpilheira – 3
Próximos Jogos
28-02, 20H30 (Batalha) – Golpilheira/Burinhosa
08-03, 17H30 (Casal Marra) – Amarense/Golpilheira
14-03, 20H30 (Batalha) – Golpilheira/Ferraria
28-03, 21H30 (Óbidos) – Olho Marinho/Golpilheira


FUTEBOL DE ESCOLAS

I Torneio Distrital de Escolas
31-01 – Golpilheira – 8/Caranguejeira – 6
14-02 – União de Leiria – 14/Golpilheira – 1
Fim deste Torneio. Brevemente terá início o II Torneio.

Campeonato Distrital de Infantis (Sub-13)
31-01 – Lisboa e Marinha – 6/Golpilheira - 3 (Fim deste Torneio)
Torneio de Encerramento. Infantis Sub-13. Futebol Sete
28-02, 11H00 (Ordem – M. Grande) – Lisboa e Marinha/Golpilheira
07-03, 11H00 (Barrocas) – Golpilheira/Academia Qta. Pinheiro
14-03, 11H00 (Barrocas) – Golpilheira/Esc. Ac. Marinha Grande
21-03, 11H00 (Turquel) - Turquel/Golpilheira
28-03, 11H00 (Barrocas) – Golpilheira/Pataiense


FUTEBOL DE 11

Campeonato Distrital de Juniores – I Divisão – Zona Sul
31-01 – Golpilheira – 3/Peso – 1
07-02 – S. Guilherme – 1/Golpilheira – 3
14-02 – Parceiros – 3/Golpilheira – 1
21-02 – Golpilheira – 0/Nadadouro - 5
Próximos Jogos
28-02, 15H30 (Batalha) – Golpilheira/Peniche
08-03, 15H30 (Atouguia da Baleia) – Atouguiense/Golpilheira
14-03, 15H30 (Batalha) – Golpilheira/S. Guilherme
21-03, 15H30 (Pataias) – Pataiense/Golpilheira

Futsal sénior feminino – Divisão de Honra

Primeira derrota ao fim de dois anos

Golpilheira – 1
Vidais – 0

O jogo disputado no pavilhão Batalha, no passado dia 31 de Janeiro, opôs o primeiro e o segundo classificados deste campeonato, separados por quatro pontos. Sem dúvida alguma que estiveram frente-a-frente as duas melhores equipas desta divisão. Iniciado o jogo, depois do encaixe entre as duas equipas, iniciou-se de imediato o domínio da Golpilheira. Criámos boas e várias oportunidades de golo e este não surgiu mais cedo, porque a guarda-redes dos Vidais se opôs com valentia às nossas atacantes. Quando não era esta, eram as suas colegas ou os postes que a substituíam. Adivinhava-se o golo a qualquer momento. No entanto, este apenas surgiu ao findar a primeira parte, pela inevitável Carolina. Até ao intervalo, as grandes oportunidades de golo foram nossas, e às tentativas de ataque da equipa dos Vidais, opunha-se a nossa defesa, muito coesa, e por fim a nossa tranquila Ivone, que transmitia total confiança às suas colegas. Fomos para o intervalo a ganhar por uma margem curta, que não reflectia aquilo que se tinha passado em campo.
A segunda parte iniciou-se com algum equilíbrio. Mas, passados alguns minutos, recomeçou o domínio da Golpilheira, criando mais algumas oportunidades de golo, apesar de este não surgir. Com o aproximar do final do jogo, a equipa dos Vidais tentou com mais persistência o golo da igualdade. No entanto, a nossa defesa esteve muito coesa, não deixando rematar as jogadoras adversárias, quer de longe, quer de perto da nossa baliza. Apesar das diversas mutações que a nossa treinadora, Teresa Jordão, efectuou na equipa, esta nunca baixou de rendimento. A nossa treinadora sabia que esta vitória era muito importante para a conquista do tri-campeonato. Ainda faltam muitos jogos, mas foi dado um grande passo em frente. Até final, foi controlar o jogo, com muita coesão, concentração e determinação. Esperou-se com alguma ansiedade o terminar da partida. Após o apito final, grande explosão de alegria, entre jogadoras, treinadora e dirigentes, acompanhados por uma enorme massa associativa.
Resumindo, estivemos perante um grande jogo de futsal, onde a nossa superioridade nunca esteve em causa. O resultado apenas peca por ter sido pela diferença mínima. Soubemos respeitar a equipa adversária, até porque também tem excelentes executantes, sendo dentro de poucos anos uma grande candidata ao título. Muitos parabéns à nossa treinadora, atletas e directores, que com a sua garra, união, determinação, conseguiram uma excelente vitória.

Caça e Pesca Carang. – 4
Golpilheira – 2
A nossa equipa não perdia um jogo para o campeonato, há mais de dois anos. No entanto, sabia-se que esta invencibilidade não podia ser eterna. Bastava, no mesmo encontro, aliarem-se diversos factores, para a derrota acontecer. Perante este historial da equipa da Golpilheira, é natural que as equipas adversárias se agigantem, se transcendam, corram mais do que as nossas jogadoras.
Foi o que aconteceu neste jogo. As atletas entraram um pouco apáticas, desgarradas, dando a iniciativa do jogo à equipa da casa. Por isso, não foi de admirar que chegassem ao primeiro golo, com alguma facilidade. Tentámos reagir, mas os passes não saíam certos, a bola prendia, e na baliza estava uma excelente guarda-redes. Costuma dizer-se que quem não marca sofre. Foi o que aconteceu. A Caça e Pesca chegou ao segundo golo. Adivinhava-se tarefa difícil. Teresa fazia rodar as jogadoras, o que surtiu efeito. Ainda antes do intervalo, conseguimos empatar, com um golo de Carolina e outro de Inês.
Com o reinício do jogo, pressentia-se que a Golpilheira chegaria à vitória. Apesar de algum domínio de jogo, era a equipa da casa que criava mais perigo, em contra-ataque, iniciado normalmente pela sua guarda-redes. O jogo decorria e quase nada saía bem às nossas atletas. Pressentia-se o pior, que veio a acontecer na marcação de um livre. A partir daqui, fomos à procura do prejuízo, colocando várias vezes a nossa baliza à mercê das adversárias... e assim surgiu o quarto golo da Caranguejeira.
Nesta altura, lembrei-me do jogo do ano passado. Estivemos a perder por 3-0 e conseguimos dar a volta no último segundo, ganhando por 4-3. Confirma-se que não há jogos iguais. O ano passado, a sorte coube-nos, e este ano foi à equipa da casa. Nada está perdido. Por morrer uma andorinha não acaba a Primavera. É razoável que todos tiremos ilações deste desaire, para que o mesmo não se repita no futuro.
Manuel Carreira Rito

Atletas do CR Golpilheira nas selecções

Continuam a ser convocadas algumas das nossas atletas para os trabalhos de preparação das selecções Nacional e Distrital. Assim, Inês Cruz esteve no estágio de preparação da Selecção Nacional Feminina Sub-19, no Valado dos Frades, entre 2 e 5 de Fevereiro. Para os trabalhos da Selecção Distrital de Sub-17, foram convocadas as atletas Jessica Pedreiras, Juliana Manha e Jessica Santos, participando nos treinos nos dias 5, 12 e 19 de Fevereiro, no Lagoinha Parques – Marinha Grande.
O nosso desejo é que continuem a ser convocadas, tanto estas como outras que temos no nosso plantel. A todas desejamos o melhor sucesso, tanto a nível das selecções como no nosso clube. Sem dúvida que este é o resultado e a recompensa do trabalho que a nossa treinadora Teresa Jordão tem vindo a desenvolver há vários anos no nosso clube. Há que continuar a trabalhar com o mesmo esforço, amor, dedicação, simplicidade e disciplina, para que todos os objectivos sejam conseguidos.
MCR

24h Futsal Freixianda


Atletas da UDB | Batalhenses "a subir" no ténis

A atleta batalhense Margarida Barros (UDB) venceu, no sector feminino, o campeonato regional de sub-12 da Associação de Ténis de Leiria, em que participaram cerca de 50 tenistas dos distritos de Leiria e Santarém. Vencendo todas as suas rivais sem ceder qualquer "set", derrotou na final a leiriense Joana Marto, outra surpresa da competição, por 2-0, após ambas terem deixado para trás algumas das favoritas.
Também na variante de pares femininos, esta atleta batalhense não deu tréguas, ao lado de Júlia Gaspar (Caldas da Rainha), ao sagrarem-se campeãs frente à dupla escalabitana Carolino e Seabra, por duplo 64.
Tanto Margarida Barros como Tiago Cação, ambos da UDB, garantiram nestas provas a passagem ao Campeonato Nacional de Sub-12, a realizar em Julho, no Vilamoura Ténis Clube.
De salientar são também as prestações dos atletas batalhenses Rubén Cerejo e Ana Caseiro, apesar de não terem conseguido lugares de destaque, mas com boa postura de profissionalis e fair play.

Bar na UDB
As instalações dos campos de ténis da UDB receberam algumas melhorias recentemente, como a colocação de um piso de relva sintética e a renovação do espaço de bar. Dois anos depois do encerramento, o bar volta agora a abrir ao público, sendo uma boa razão para uma visita àquele recinto desportivo e, quem sabe, para levar as raquetes e praticar um pouco (alugueres de campo desde os 3,5 euros e aulas a partir dos 25 euros).

RTV - Regiões TV apresenta-se no estádio de Leiria

Informação regional é prioridade
O RTV-Regiões TV é um canal de televisão temático de informação regional, com distribuição nacional. Com início das emissões regulares no inicio de 2008, RTV-Regiões TV tem dado às regiões do País, com especial incidência no Norte, um contributo decisivo na divulgação de temáticas regionais, relevado o papel da sociedade civil, da informação autárquica, e do potencial empresarial e turístico das regiões.
Os promotores do projecto entendem que chegou o momento de aumentar a sua intervenção na região Centro, através do RTV-Centro. Desta forma, a delegação Centro do RTV, aprofundará a abrangência geográfica do canal, permitindo assim toda a divulgação temática regional do centro do país.
O Regiões TV está disponível na rede de cabo e, brevemente, na rede satélite da Zon Tv Cabo. A programação distribuir-se-á pelas seguintes áreas: Opinião, Jornal Regional, Espaços de Debate, Personalidades, Espaço Juvenil, Magazines Temáticos, Espaço Académico e Desporto. No dia 17 de Fevereiro foi feita a apresentação do RTV-Centro no Estádio Municipal Magalhães Pessoa, em Leiria.

Mensagem do Bispo de Leiria-Fátima para a Quaresma de 2009

Para uma nova primavera espiritual

1. Peregrinação interior às fontes da fé
Estamos prestes a entrar na "Grande e Santa Quaresma", segundo a bela expressão dos nossos irmãos cristãos ortodoxos. Durante quarenta dias, todos os cristãos são convidados a fazerem uma revisão de vida e a reavivarem o dom da fé, recebido no baptismo, para celebrarem a Páscoa da Ressurreição com um coração novo. Quem não sente a necessidade dum tempo forte de mais recolhimento para pôr a vida em ordem?
Neste ano jubilar dedicado a S. Paulo, a Quaresma é, de modo especial, o tempo privilegiado para ir beber à fonte, ao coração do mistério da fé com a ajuda do Apóstolo. Queremos pois que a nossa Quaresma seja uma etapa da peregrinação do coração, com S. Paulo, até Jesus Cristo: uma peregrinação interior às raízes da fé, ao encontro pessoal com Cristo vivo.

2. Retiro espiritual com S. Paulo
Neste sentido proponho à diocese um "retiro popular", acessível a todo o povo de Deus, com o tema "Permanecer no coração da fé com S. Paulo", em ordem a um aprofundamento da fé e a uma revitalização da vida espiritual.
Como no ano passado, convido os cristãos a reunirem-se em pequenos grupos informais, uma vez por semana, durante uma hora, a fim de meditarem alguns belos textos de S. Paulo, segundo o método da leitura orante da Palavra de Deus (lectio divina) e partilharem a fé. Para este efeito já foi distribuído pelas paróquias um guião como subsídio para o retiro. Peço aos párocos o melhor empenho na organização deste grande retiro do Povo de Deus.
Na escuta e meditação da Palavra, cada um aprenderá a ler o seu coração e a sua vida com o olhar benévolo, misericordioso, amigo e cordial de Deus e a abrir-se à Sua graça e à Sua novidade. E, certamente, descobrirá surpresas de Deus!
«O coração humano – o teu, o meu, o de todos – é mais rico de quanto possa parecer; é mais sensível de quanto se possa imaginar; é gerador de energias inesperadas; é uma mina de potencialidades muitas vezes pouco conhecidas ou até sufocadas pela frustrante convicção de que "como assim, é impossível mudar alguma coisa" ou então "eu já não consigo". Experimenta interrogar-te sobre as verdades que estão no mais profundo de ti. É um direito teu interrogares-te para te conheceres nas tuas luzes e sombras, para saberes donde vens, para onde estás a caminhar, que sentido tem a tua vida.
E no silêncio de algum momento sente-te querido por Deus e procura conhecer Jesus. Quando O conheceres, senti-lo-às próximo, amigo, vivo. E quando fizeres a experiência de suscitar um sorriso ou acender uma esperança na vida dos outros, dar-te-às conta de que também na tua vida haverá mais luz, mais sentido, mais alegria.» (Cardeal Martini)
Tenho a certeza de que o retiro popular, vivido nesta perspectiva, despertará uma nova primavera espiritual, uma primavera da fé nas nossas comunidades cristãs.

3. O perfume do jejum e da partilha
Esta perspectiva ajuda-nos ainda a descobrir o sentido da antiga e sempre actual praxis do jejum e da partilha quaresmais.
"Quando jejuares, perfuma a tua cabeça", diz o Evangelho. Que perfume querem os cristãos espalhar nesta quaresma de 2009? Na Mensagem para a Quaresma, o Santo Padre Bento XVI convida a "valorizar o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial do jejum que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o nosso coração ao amor de Deus e do próximo".
Neste sentido, o jejum – nas várias formas expressivas da sobriedade de vida e de consumo – torna-se oração e comunhão. Reaviva o amor. Abre no coração a fonte da partilha. Não faz barulho, mas dá frutos de justiça e de caridade.
Neste ano marcado pela crise sócio-económica, cujas primeiras vítimas são os mais pobres, o fruto da habitual renúncia quaresmal na nossa diocese será destinado a duas instituições: ao Centro de Acolhimento da Paróquia da Sé de Leiria que serve alimentação e outros apoios às pessoas sem abrigo que passam pela cidade ou nela vivem e à Comunidade Vida e Paz ao serviço dos sem abrigo e da recuperação dos toxicodependentes.
A todos os diocesanos desejo uma "grande e santa Quaresma"!

† António Marto, Bispo de Leiria-Fátima

Grupos fazem retiro com S. Paulo

"Permanecer no coração da fé"

Permanecer no coração da fé com São Paulo. É este o título do guião para o retiro popular que a diocese de Leiria-Fátima propõe aos fiéis católicos para a Quaresma. Está em distribuição pelas paróquias e outras comunidades, constituindo uma proposta dirigida a pessoas, grupos e famílias para o exercício da leitura orante da Palavra de Deus.
Na apresentação do documento, o bispo D. António Marto, escreve: "De novo, estimulado pela boa adesão de muitas pessoas no ano passado, proponho à Igreja diocesana de Leiria-Fátima um retiro popular, a realizar durante a Quaresma. Desta vez, fazemo-lo com São Paulo, no ano a ele dedicado. Queremos que sirva para o aprofundamento da fé, de modo que os fiéis permaneçam firmes e sólidos nela (cf Col 1, 23), caminhando para uma fé adulta, capaz de dar pessoalmente razões da própria esperança em Jesus Cristo e de a testemunhar na vida quotidiana."
Sobre o sentido do retiro popular, D. António explica que se trata de um empenho de oração "na vida quotidiana, sem sair dos lugares e ocupações habituais, dedicando determinados momentos a essa finalidade", na própria casa, nas igrejas ou noutros espaços adequados. Dirige-se a "todo o povo de Deus".O guião apresenta seis temas que formam um itinerário. Começa pelo encontro de São Paulo com Cristo, para se descobrir que Jesus também se torna presente no caminho dos homens de hoje. Depois, vem o hino com o qual os cristãos cantavam a beleza dos dons espirituais recebidos em Cristo, para se perceber que continuam a ser dados aos baptizados que os acolhem na fé. No terceiro tema, revela-se como a Palavra de Deus acolhida transforma o coração e impele os cristãos a anunciá-la a outros. No seguinte, aprofunda-se o hino da caridade, que ensina como, pela graça de Cristo, o cristão em tudo vive o amor. No penúltimo tema, acolhe-se a exortação de São Paulo a crescer na vida cristã até à maturidade. Por fim, é proposta uma celebração em torno da glória da cruz, que permite entrar na experiência de Paulo quando afirmava: "Vivo na fé do Filho de Deus que me amou e se entregou por mim" (Gal 2, 20).
Poderá ser adquirido no Seminário Diocesano, no Serviço Diocesano da Catequese e na Gráfica de Leiria.
P. Jorge Guarda- Vigário Geral

D. António em S. Mamede

Visita Pastoral do Bispo à Diocese
O Bispo diocesano, D. António Marto, vai iniciar mais um ciclo da Visita Pastoral, desta feita pela vigararia de Fátima. Uma das paróquias é S. Mamede, que pertence ao concelho da Batalha, onde o prelado irá passar nos dias 25 de Fevereiro a 1 de Março.

Santuário de Fátima: Exposição sobre João Paulo II

A exposição fotográfica "Karol Wojtyla, a fé, o caminho, a amizade. Excursões com os Amigos (1952-1954)" está patente no Santuário de Fátima, no complexo da igreja da Santíssima Trindade. A exposição é constituída por quase trinta expositores, que mostram mais de oito dezenas de fotografias. Apresentada pela primeira vez em Cracóvia, em Dezembro de 2006, depois de percorrer outros espaços na Polónia e noutros países, esteve patente, entre Novembro e Dezembro de 2008, na Biblioteca João Paulo II, na Universidade Católica de Lisboa.

Festa de solidariedade missionária mostrou a força de acreditar

Ricardo Azevedo brilhou num espectáculo de muitas estrelas

Na semana antes da realização de mais um espectáculo solidário com a Missão do Gungo, misturaram-se sentimentos de ansiedade, receio, expectativa, mas, acima de tudo, de esperança. De facto, um turbilhão de sentimentos acompanhou o desenvolvimento desta iniciativa.
Ao longo dos últimos anos, os espectáculos têm sido uma forte ajuda para a Missão, ajudando no pagamento das viagens dos voluntários e na realização dos projectos que temos vindo a desenvolver.
Ao início, tudo parecia difícil mas, graças à ajuda preciosa de todos, os objectivos foram cumpridos. Ficamos muito emocionados porque, ao longo destes árduos dias de trabalho, o grupo pôde contar com a ajuda de muitos, aos quais, em nome do grupo missionário e, sobretudo, do povo do Gungo, muito agradecemos: "Twapandula" (muito obrigado, no dialecto do Gungo)!

A festa
Há quem diga que a união faz a força e isso confirmou-se. Por isso, o grupo agradece aos padres diocesanos, leigos, professores de moral, pessoas do grupo missionário, patrocinadores e apoiantes em geral. De forma especial, às cerca de 1200 pessoas que vieram participar nesta festa.
Foram muitos os principais elos do sucesso deste ano; temos de acreditar que todos juntos, caminhando lado a lado, conseguimos construir coisas belas.
Agradecemos ao Coro Ninfas do Lis, que de forma gratuita ajudou o nosso projecto e que nos brindou com uma maravilhosa actuação: um coro de alegria, cor, simpatia e talento.
Agradecemos, claro, ao Ricardo Azevedo e à sua equipa, pela sua belíssima actuação e pela forma como interagiram com o público e o projecto missionário. As músicas e as palavras com que foi dialogando com o público formaram um todo harmonioso, numa noite de festa e muita alegria, mas também de solidariedade e carinho para com os que mais precisam de uma mão amiga.
Por falar nisso, não podia esquecer o momento especial em que tivemos o privilégio de ouvir, por breves minutos, os sons de alegria dos missionários que estão no Gungo, depois de vermos algumas imagens deliciosas dessa terra de missão. Obrigada, padre Vítor, pelo filme fantástico com que nos deliciou e pela forma tão pura como retratou a vida e o trabalho dos missionários.
Graças a todos vós, é que hoje, depois do evento, podemos acreditar e continuar a sonhar.
No dia 14 de Fevereiro, não foi só mais uma iniciativa do Grupo Missionário Diocesano – Ondjoyetu, mas sobretudo uma união de irmãos em amor e amizade. Resumo tudo isto numa frase bela e profunda: "Amor, Fonte da Missão".
Mana Celina, Grupo Ondjoyetu

Padre António Vieira - Um génio da cultura portuguesa

Entre 6 de Fevereiro de 2008 e 6 de Fevereiro de 2009, decorreram diversas comemorações dos quatrocentos anos do nascimento do Padre António Vieira.
Ao longo da sua longa vida (1608-1697), repartida entre Portugal e o Brasil, com passagens por França, Holanda, Inglaterra e Itália, sempre este Jesuíta se assumiu como actor no grande teatro do mundo, desdobrando-se em desempenhos tão fascinantes pela diversidade como pela genialidade. Religioso, escritor, diplomata, pregador, teólogo, profeta… conheceu o triunfo e os aplausos, mas também o insucesso, a censura, o descrédito, a que quis e soube resistir. Nele impressiona uma imensa energia, manifestada na acção e no discurso, aliás indissociáveis.

Jovem no Brasil
Nasceu no dia 6 de Fevereiro de 1608, na freguesia da Sé, em Lisboa.
Em 1614, o pai, Cristóvão Ravasco, foi destacado como funcionário para a Relação da Baía, para onde sai com a família. Na cidade e em todo o Brasil, tem fama o Colégio da Companhia de Jesus. É nele que Cristóvão Ravasco inscreve o filho. Não foi, de início, aluno brilhante. De compleição frágil, pálido, magro, grandes olhos, nariz fino, não se sente talhado para intensos esforços escolares. É, porém, de temperamento enérgico, tenaz. E, subitamente, por volta dos catorze anos, os jesuítas começam a descobrir-lhe a inteligência, a inesperada queda para escrever bem português, a facilidade com que domina o latim. Revela-se, igualmente, um crente fervoroso, jejua todos os dias, reza, comunga, mas não se excede.
Aos quinze anos, sente-se tocado pela vocação, quer ser jesuíta. Apesar da oposição do pai, a 5 de Maio de 1623, foge de casa e pede asilo aos padres da Companhia de Jesus. Redobra o seu interesse pelos estudos, passa a ser o melhor aluno em todas as disciplinas. Aos dezoito anos é nomeado professor de retórica no Colégio de Olinda.
Mais do que para a reflexão, sente-se tocado pelo desejo de acção: quer ser pregador, missionário, apóstolo, converter os incrédulos, combater o erro e trazer para a fé católica os índios do interior. Em princípios de 1624, eis António Vieira numa aldeia, em contacto directo com os índios, aprendendo-lhes as línguas, conhecendo-lhes os costumes, admirando o modo de vida, colocando-se a seu lado para os defender de todos os vilipêndios, torturas e humilhações.
Em Fevereiro de 1641, chega a notícia da Restauração da Independência por D. João IV e Vieira é enviado numa delegação pelo vice-rei do Brasil, D. Jorge de Mascarenhas.

Vinda para Portugal
Tem 33 anos quando regressa à terra natal. Era já um prestigiado pregador. Pouco a pouco, torna-se íntimo do rei, francamente cativado pela sua personalidade, e profere alguns sermões que lhe granjeiam em Lisboa a mesma fama que alcançara no Brasil.
O rei nomeia-o pregador régio e torna-se o seu homem de confiança. É então que giza para Portugal um plano de recuperação económica: era urgente o desenvolvimento do comércio, isentar de impostos os bens móveis dos comerciantes, fundar um banco e duas companhias comerciais, abrir o comércio às nações neutrais, agraciar os comerciantes com títulos de nobreza, entre outras medidas, avançadas para o tempo! Mas a principal proposta, que lhe vai valer ódios, era a de se abolirem as distinções entre cristãos velhos e cristãos novos e de atraírem a Portugal os capitais dos judeus fugidos do país. Para tal, teria de se reformar a Inquisição. Mas o seu plano económico teve de ser minimizado: apenas se constituiu a Companhia de Comércio do Brasil.

V Império
Estudando profundamente as Escrituras e todos os Santos que falam do imperador que Jesus prometera à Igreja, o jesuíta está firmemente convencido de que o V Império só pode ser português (os anteriores tinham sido o dos assírios, o dos persas, o dos gregos e o dos romanos). O Quinto Império seria de ordem temporal e espiritual. Em ambos os campos, Portugal seria o guia para que se extirpassem as seitas infiéis, se reformasse a cristandade, se estabelecesse a paz em todo o mundo, através de um Sumo Pontífice santíssimo.
Esta construção ideal de António Vieira, prodígio imaginativo e delirante, começaria a tornar-se realidade se o herdeiro português casasse com a herdeira do trono castelhano.

Entre o Brasil e Portugal
Mas entretanto perdera a estima do rei, fracassara em algumas das suas iniciativas políticas, aumentara o número de inimigos, tanto na Igreja como na Corte, e a Companhia de Jesus ordena-lhe que regresse.
Ao chegar ao Brasil, dá conta do caos moral das gentes de Maranhão, sobretudo dos brancos, apenas preocupados com enriquecimento sem regras, dissolutos, impiedosos. Logo nos primeiros sermões, ataca violentamente a licenciosidade dos costumes e o odioso regime da escravatura que denuncia ao rei. Consegue apenas a animosidade e o ódio das autoridades oficiais e colonos.
Vem a Portugal pedir ao rei o fim do descalabro moral e social do Brasil. Este acolhe-o com carinho, mas está muito doente, e na Corte odeiam-no pelos sermões duríssimos contra os poderosos desonestos e a favor do povo.
Ainda assim, consegue o decreto real de jurisdição jesuíta sobre os índios do Brasil. Volta lá e não se cala contra a escravatura, pelo que os ódios atingem o auge. Em 1661, os colonos do Maranhão atacam os jesuítas e expulsam-nos para Lisboa. Chega pobre e doente e acaba por ser preso pela Inquisição por defender os cristãos novos, os judeus e calvinistas, e por propugnar estranhas e heréticas teorias sobre um tal V Império.
A 23 de Dezembro de 1667, o tribunal do Santo Ofício dita a sentença condenatória: "é privado para sempre de voz activa e passiva e do poder de pregar, e recluso no Colégio ou Casa de sua religião, que o Santo Ofício lhe ordenar, e de onde, sem ordem sua, não sairá".
A 12 de Junho de 1668, Vieira é libertado. Está, todavia, proibido de nos seus sermões tratar de assuntos relacionados com cristãos novos, profecias, V Império, Inquisição. Os superiores da sua Ordem enviam-no a Roma, para promover a canonização de 40 jesuítas presos nas Canárias e martirizados pelos protestantes em 1570. Mas Vieira vai, também, por outro motivo: quer obter a anulação total da sentença condenatória do Santo Ofício. Foi humilhado e injustiçado. Está de novo em luta.
Em Setembro de 1669, embarca para Roma. A personalidade de Vieira, a sua energia, a sua exuberância rapidamente conquistam a cidade italiana. Por toda a parte é recebido com admiração, carinho e respeito. Até que o Papa, num Breve, isenta o padre António Vieira "perpetuamente da jurisdição inquisitorial". Poderia pregar sobre o que quisesse e apenas estava sujeito às regras da sua Ordem. Mas a sua saúde que, desde a meninice, é frágil, agrava-se. Com permanentes acessos de febre, olhado indiferentemente pela corte do regente D. Pedro, Vieira parte em busca de melhor clima, o do Brasil.
O Papa Inocêncio XI revoga o Breve do seu antecessor. Em Portugal, a Inquisição levanta contra ele toda a espécie de calúnias. O velho jesuíta pode cair, de novo, na sua alçada. No pátio da Universidade de Coimbra, queimam-no em efígie com sanha insensata. Aos 80 anos, doente, enfraquecido pelas constantes sangrias a que é submetido, o Geral da Companhia nomeia-o Visitador Geral do Brasil.
A 18 de Julho daquele ano, pela uma da madrugada, morre o que foi e é o maior prosador da língua portuguesa, aquele que, um dia, dissera, desalentado: "não me temo de Castela, temo-me desta canalha".

"Condestável" é Santo em Abril

Processo de canonização chegou ao fim

A canonização de D. Nuno Álvares Pereira, o Beato Nuno de Santa Maria, decorrerá no próximo dia 26 de Abril, conforme o anúncio feito pelo Santo Padre, após a aprovação dada pelo Consistório público (um conjunto de cardeais reunidos com o Papa), no passado dia 21 de Fevereiro. Chega, assim, ao fim um longo processo, com o final há muito esperado pelos portugueses e por muitos cristãos devotos do "Santo Condestável" por todo o mundo.
O homem que conduziu este processo no Vaticano, o cardeal português José Saraiva Martins, confessou à Agência Ecclesia que "depois de tanto tempo e tantos anos, chegou ao seu termo a causa de canonização desta grande figura da hagiografia portuguesa". Certo de que este "vai ser um dia histórico", o prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos afirmou "um sentimento de gratidão a Deus pelo privilégio de poder concluir praticamente o processo de canonização do Beato Nuno Álvares Pereira" e considerou que "é um dom de Deus à Igreja portuguesa, que todos os portugueses devem agradecer".
Exemplo a imitar
"Todos os santos são modelos para serem imitados", afirma o cardeal português, destacando em D. Nuno "a caridade para com os pobres". Hoje, com os pobres a aumentar, "a mensagem do Santo Condestável é extremamente actual e um modelo muito interessante", assinala D. Saraiva Martins, sublinhando a devoção do novo Santo a Nossa Senhora.
O Beato Nuno de Santa Maria (1360-1431) foi beatificado em 1918 por Bento XV e nos últimos anos, a Ordem do Carmo (onde ingressou em 1422), em conjunto com o Patriarcado de Lisboa, decidiram retomar a defesa da causa da canonização. A sua memória litúrgica celebra-se, actualmente, no dia 6 de Novembro.
O processo de canonização foi reaberto no dia 13 de Julho de 2004, nas ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa, com a sessão solene presidida por D. José Policarpo. A cura milagrosa reconhecida pelo Vaticano foi relatada por Guilhermina de Jesus, uma sexagenária natural de Vila Franca de Xira, que sofreu lesões no olho esquerdo por ter sido atingida com salpicos de óleo a ferver quando estava a fritar peixe. A cura de Guilhermina de Jesus, depois de ter pedido a intervenção do Santo Condestável, foi observada por diversos médicos em Portugal e foi analisada por uma equipa de cinco médicos e teólogos em Roma, que a consideraram miraculosa.
A história deste processo já poderia ter conhecido o seu epílogo quando, em 1947, o papa Pio XII se manifestou interessado em canonizar o Beato português por decreto. O estado de uma Europa destruída pela II Guerra Mundial fez, porém, com que a Igreja portuguesa recusasse este motivo de festa.
Trabalhos levados a cabo pelos Cardeais Patriarcas de Lisboa D. José III (1883-1907) e D. António I (1907-1929), secundados pela Ordem do Carmo, culminaram com o Decreto da Congregação dos Ritos "Clementissimus Deus" de 15 de Janeiro de 1918, ratificado e aprovado pelo Papa Bento XV em 23 do mesmo mês e ano. Esses trabalhos, retomados pelo Episcopado Português, culminaram com a já referida permissão de Pio XII para que o processo da canonização prosseguisse.

Perfil de D. Nuno
Nuno Alvares Pereira nasceu em 1360, tendo falecido em 1431. Filho de D. Álvaro Gonçalves Pereira, entrou aos 13 anos na corte de D. Fernando (rei de 1367 a 1383) como pajem da rainha D. Leonor de Teles. Destacando-se logo em jovem num ataque dos castelhanos a Lisboa, foi armado cavaleiro. Aspirava à vida virginal, mas as necessidades do mundo impuseram-lhe que se casasse a 15 de Agosto de 1376 com uma viúva, D. Leonor de Alvim, de quem teve a sua filha D. Beatriz. A morte do rei criou a perigosa crise dinástica, com a possibilidade da coroação de D. João de Castela (rei de 1379 a 1390) como rei de Portugal. Um partido nacionalista reuniu-se à volta do mestre da Ordem de Avis, D. João, irmão do rei D. Fernando, que o povo de Lisboa elevou a Regedor e Defensor do Reino. D. Nuno é chamado pelo Mestre para o Conselho de Governo.
Em breve lhe foi entregue o perigoso cargo de fronteiro de entre Tejo e Guadiana, por onde passariam as operações militares decisivas. Usando tácticas inspiradas nas britânicas da Guerra dos Cem Anos, o fronteiro venceu os Castelhanos a 6 de Abril de 1384, em Atoleiros. Na batalha, Nuno Álvares Pereira conseguiu, com um bando de camponeses, derrotar um forte corpo de cavalaria castelhana. Esse facto influiu no desfecho da guerra, porque mostrou a possibilidade de uma resistência apoiada nas forças populares. A partir da vitória dos Atoleiros, Nuno Álvares, que tinha sido recebido com grande desconfiança pelos Alentejanos, transformou-se num herói popular e conseguiu mobilizar toda a força da revolta camponesa para a defesa da causa do Mestre de Avis. Precisamente um ano depois, este foi aclamado rei D. João I (rei de 1385 a 1433) em Coimbra e no dia seguinte D. Nuno foi nomeado o Condestável do Reino. Conquistou o Minho para a causa e, depois da vitória de Trancoso em Maio ou Junho, cortou a arrojada avançada castelhana com a memorável Batalha de Aljubarrota, a 14 de Agosto de 1385. As forças portuguesas, dispostas em quadrado, aguentaram com firmeza o assalto da cavalaria feudal e infligiram-lhe uma derrota que teve consequências políticas definitivas. A realeza do Mestre e a independência portuguesa foram a partir de então factos irreversíveis. A guerra arrastou-se por alguns anos, limitada a campanhas fronteiriças de pequena envergadura; o mais conhecido episódio é o do combate de Valverde, vencido por Nuno Álvares na região de Mérida. A paz veio a ser assinada em 1411.
A seguir à crise de 1383-85, o Condestável ficara dono de quase meio país. Quando se estabeleceu a paz, quis entregar uma parte do que recebera aos que mais o tinham ajudado, fazendo-os seus vassalos. O rei não o permitiu e fez recolher ao património da coroa as terras doadas. Depois negociou o casamento de um seu filho bastardo com a filha única de Nuno Álvares; a imensa fortuna do herói voltou assim ao controlo da coroa e foi origem da Casa de Bragança.
Assegurado o reino, Nuno Álvares começou a dedicar-se a outras obras. Mandou construir a Capela de São Jorge de Aljubarrota em Outubro de 1388 e o Convento do Carmo em Lisboa, terminado em Julho de 1389 e onde entraram em 1397 os Frades Carmelitas. Dedicou em Vila Viçosa uma capela à Virgem para a qual mandou vir de Inglaterra uma imagem de Nossa Senhora da Conceição que, 250 anos depois, seria proclamada Rainha de Portugal. A morte da filha, D. Beatriz, em 1414, cortou o último laço com o mundo, e abriu o desejo da clausura. Ainda participou na expedição a Ceuta de 1415, primeiro passo da gesta ultramarina portuguesa, onde o seu valor ficou de novo marcado. Mas em breve olharia para outras fronteiras. Em 1422, distribuiu os títulos e propriedades pelos netos, e a 15 de Agosto de 1423, festa da Assunção, aniversário do seu casamento e dia seguinte ao da Batalha de Aljubarrota, professou no Convento do Carmo. Frei Nuno de Santa Maria foi um humilde frade, que viveu em oração, penitência e caridade, pedindo esmola pelas casas durante mais de sete anos. Morreu na sua pobre cela, rodeado do rei e dos príncipes.
Foi beatificado pelo Papa Bento XV a 23 de Janeiro de 1918. Padroeiro secundário do Patriarcado de Lisboa, a sua Memória (Festa na Ordem Carmelita, na Ordem dos Carmelitas Descalços e na Sociedade Missionária da Boa Nova) é liturgicamente assinalada a 6 de Novembro. A 3 de Julho de 2008, Bento XVI autorizou a promulgação de dois decretos que reconhecem um milagre do Beato, abrindo as portas à sua canonização.
João César das Neves, in Ecclesia

Alunos do 11ºF frequentadores da cantina da Escola Secundária da Batalha

Os alunos do 11ºF (Curso Profissional – Técnico de Contabilidade) após terem lido uma notícia num jornal local, referente à qualidade/quantidade das refeições fornecidas na cantina da Escola Secundária da Batalha, apresentam a sua opinião sobre o assunto.
A turma é constituída por 16 alunos e 11 comem frequentemente na cantina. Relativamente à quantidade das refeições, consideram que é suficiente e a qualidade é razoável, pois "em casa da maioria dos alunos também, nem sempre, a comida é excepcional, há dias…". Tendo em conta que os alunos podem comer sopa, pão, prato de peixe ou carne e sobremesa, qualquer aluno fica melhor servido do que comer sandes, saladas e sumos de lata fora da escola. Na verdade há alunos, nomeadamente, do 3º ciclo, que, apesar de irem ao refeitório, não comem o que lhes põem no prato, levando de volta o tabuleiro, no entanto não há motivos para esta atitude, "quando o prato é peixe é pior".
Seria bom que os pais experimentassem comer na cantina, já que a oportunidade lhes é dada.
É notório o aumento do número de refeições servidas na cantina, apesar das críticas, também o facto de muitos alunos tirarem a senha no próprio dia, talvez criasse problemas em termos de gestão de quantidades, mas a escola já estabeleceu limites para número de senhas tiradas no dia.
Comer fora da escola pode ser mais convidativo: escolhe-se a comida, pode-se "arejar", está-se mais à-vontade e não é preciso cumprir regras. No entanto ainda que alguns alunos não gostem das refeições servidas, sempre é melhor comer comida mais saudável do que comida plástica "devemos estar preparados para a vida, nem sempre se pode ter opção de escolha, cantina é cantina já se sabe, nós continuamos a frequentá-la como é habito".

Concurso: "A minha escola adopta um museu, um palácio, um monumento..."

O concurso escolar "A minha escola adopta..." tem por objectivo estimular o conhecimento de museus, palácios e monumentos, através da promoção de projectos comuns com as escolas e sensibilização para a conservação, protecção e valorização do património cultural português. A iniciativa é promovida pelos institutos dos ministérios da Cultura e da Educação e consiste na elaboração de trabalhos criativos a partir de testemunhos dos museus, dos palácios e dos monumentos que aderiram à iniciativa. Os trabalhos premiados integrarão uma exposição. Info: www.ippar.pt