Uma das mais importantes valências da capacidade racional da pessoa é a de poder pensar-se, isto é, pensar sobre si própria. Esse movimento auto-reflexivo é tão importante que, sem ele, facilmente caímos na rotina das acções e acabamos por tomar decisões erradas e contra o nosso próprio bem.
Se isto é verdade para cada um de nós, também o é para o colectivo. O sucesso das empresas, das instituições ou, até, dos grupos de amigos, depende em muito deste exercício regular de olhar sobre si mesmos enquanto conjunto funcional. Normalmente, trata-se de analisar o passado para decidir no presente o que fazer rumo aos projectos futuros, usando o célebre esquema do "ver, julgar e agir".
Com as comunidades organizadas num território, numa cultura, ou numa religião, o mesmo se passa: nas eleições, votamos naqueles que julgamos mais aptos para compreender a realidade e governá-la; nos valores que defendemos, procuramos que correspondam ao nosso património ético; na prática religiosa que vivemos, sentimos a expressão da fé em que acreditamos.
Vem isto a propósito do destaque desta edição. É salutar e digna de registo a iniciativa que um grupo de cristãos da nossa freguesia tomou, de se reunir para conversar sobre a própria comunidade. Daí resultou, como ideia forte, a necessidade de maior espírito de união entre estruturas e pessoas, para que os objectivos comuns sejam alcançados. Acreditamos que, na continuidade deste trabalho, algumas rotinas se quebrem, alguns sonhos se desenvolvam e algumas obras acabem por nascer. Porque a igreja feita de paredes tem de ser expressão da Igreja feita de pessoas.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
É preciso renovar a igreja e a Igreja
Grupo conversou sobre a comunidade cristã da GolpilheiraNo passado dia 18 de Junho, realizou-se na Golpilheira uma reunião muito especial. O assunto surgiu no dia da inauguração da Junta de Freguesia, no dia 14 desse mês. Alguém comentava que, depois desta obra, seria necessário pôr mãos a outra: o restauro da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, o centro de culto da comunidade cristã desta freguesia., cujo telhado precisa de uma intervenção urgente e onde as condições de conforto para as celebrações deixam muito a desejar.
A conversa rapidamente interessou a um grupo alargado de pessoas e algumas ideias começaram a circular. Para além das obras urgentes, poderia pensar-se numa intervenção de fundo, que desse outras condições àquele espaço, talvez um arranjo interior mais moderno e confortável, talvez algumas alterações de arquitectura. E como financiar tal projecto? O que fazer para concretizar essas ideias?
A primeira conclusão foi a de que tal empreendimento exigiria a união de toda a freguesia, especialmente das duas comissões das igrejas, da Junta de Freguesia e de outras instituições e pessoas mais activas. Daí a ideia de se marcar rapidamente uma reunião entre todos, para se discutir abertamente o assunto.
A reunião
No dia 18, sentados a uma mesa do salão de festa da igreja da Golpilheira, lá estavam os elementos da comissão local, os da comissão de S. Bento, os da Junta de Freguesia, e mais algumas pessoas que tinham participado na referida conversa.
Postos a par do assunto, cada um teve oportunidade de dizer o que pensa. Uns estão mais optimistas e acreditam que é possível pensar numa grande obra, outros estão mais receosos e preferem que se limite a intervenção ao básico. Mas todos estavam de acordo numa coisa: é preciso fazer alguma coisa para melhorar a nossa igreja.
Todos estão também conscientes de que, seja qual for o rumo, o investimento será sempre avultado. A actual comissão avançou já com a pintura do templo, mas o telhado terá de ser substituído em breve, uma vez que conta já com 45 anos e apresenta graves problemas. Além disso, as salas de catequese não têm o conforto mínimo para acolher as crianças, sobretudo, no Inverno e as paredes, janelas, estores, chão, etc., precisam também de reparações, para além do recheio com móveis e equipamentos de apoio mais apropriados. E a lista poderia ser mais extensa.
Comissões unidas
Uma das condições parece também ser consensual: é preciso unir ambas as comissões das igrejas, de S. Bento e da Golpilheira, em torno deste projecto comum.
A ideia de formar uma única comissão para cuidar do património religioso da freguesia já vem de longe. No Jornal da Golpilheira, abordámos esse assunto já em Fevereiro de 2004, numa entrevista aos responsáveis das duas comissões e ao pároco, onde sugeríamos essa fusão. Os três entrevistados afirmaram estar de acordo com uma solução desse género, adiantou-se mesmo a possibilidade de um debate alargado na comunidade, mas o certo é que mais nada de concreto veio a ser feito. Talvez as condições na altura não fossem as melhores, dado que ambas as comissões andavam envolvidas em obras nas respectivas igrejas...
Essas condições parecem ser agora muito favoráveis. As duas igrejas mais antigas – Senhor dos Aflitos e S. Bento – estão restauradas e os respectivos adros e espaços de apoio também estão minimamente consolidados. Resta, portanto, pensar na igreja de Nossa Senhora de Fátima, que é o único local onde existe culto dominical, onde funciona o centro de catequese e onde toda a vida religiosa se concentra.
A situação actual é, portanto, favorável a um trabalho de união, e todos os presentes neste encontro manifestaram estar de acordo em considerar muito a sério essa hipótese, em especial os membros das duas comissões actualmente em funções. Existe apenas o problema de a comissão da igreja da Golpilheira estar em final de mandato, pelo que terá de haver uma nova conversa após a reestruturação da equipa.
As festas
Havendo apenas uma comissão, será muito mais fácil gerir os fundos e programar as acções comuns, envolvendo mais gente e dando uma força maior às decisões tomadas. Evita-se, por outro lado, a impressão de haver divisão ou "espírito de capelinha", que não se justifica numa freguesia tão pequena como a nossa. Afinal de contas, tudo é de todos, o património é de toda a comunidade cristã e a todos compete cuidar dele e usufruir da sua utilização.
Um exemplo dessa possibilidade de colaboração é a calendarização das duas festas religiosas, que têm sido feitas nos últimos anos em Agosto, com um intervalo de 15 dias, juntando-se ainda a festa da colectividade, cerca de 15 dias antes destas duas. Para além do natural cansaço dos organizadores, alguns dos quais colaboram nos vários eventos, mais uma vez transparece a ideia de que são grupos diferentes a trabalhar e que também os destinatários são diferentes, quando toda a freguesia deveria estar unida nestes momentos de celebração e convívio.
Mesmo fazendo duas ou três festas, elas poderão ser mais espaçadas no ano, permitindo melhor programação e uma oferta mais variada à população e menos cansativa para todos, sobretudo os que nestas alturas gostam de contribuir para os fundos das entidades organizadoras.
É claro também que, juntando os lucros sob a mesma conta, haveria uma maior margem de manobra para realizar obras de grande envergadura, como a que agora surge no horizonte das necessidades...
E a Igreja?
Outra questão que surgiu – não menos importante – foi a da renovação da Igreja, desta vez com "maiúscula", isto é, do grupo de cristãos que forma esta comunidade. Bem vistas as coisas, é por aí que tudo deve começar, pois nem faz sentido pensar-se em investir em obras numa igreja (paredes) cuja Igreja (pessoas) não exista.
É um dado adquirido – e tem sido sublinhado pelo pároco diversas vezes – que a participação na missa dominical tem registado uma enorme quebra nos últimos anos. Sabemos que o número de praticantes tem reduzido a nível geral e não interessa ter a igreja cheia "só por ter", com pessoas que não sentem a prática religiosa como algo pessoal e assumido em comunidade. Como diz o ditado, "mais vale serem poucos, mas bons". Mas o certo é que se forem mesmo muito poucos, não justificarão um grande investimento, sendo preferível arranjar um espaço mais pequeno e adequado a esse número.
No entanto, não parece ser essa a nossa realidade, como se comprova com a igreja cheia quando há festas com as crianças da catequese ou outras celebrações mais "especiais", que revelam uma comunidade ainda bastante numerosa, merecedora de um espaço condigno para celebrar em conjunto. Verificamos, por exemplo, que muitas pessoas vão a outras igrejas ao domingo, seja na Batalha, seja nas paróquias vizinhas. Como se costuma dizer, "não adianta esconder o sol com a peneira": as motivações podem ser várias, como o gosto por um espaço mais apelativo, a preferência por outro padre a presidir, a melhor animação da liturgia, a procura de algum "anonimato", etc. Todas as desculpas podem ser válidas e, no entanto, nenhuma explica toda a realidade.
Assim, um dos aspectos onde é preciso investir, também aqui com a exigência de uma maior união entre todos, é na procura de consolidação da comunidade cristã. As iniciativas poderão ser várias, como por exemplo, através de uma participação mais regular das crianças da catequese nos actos litúrgicos, pois é certo que com elas virão outros familiares. Até porque esse será um primeiro passo para motivar as pessoas a colaborar numa eventual obra de renovação do espaço, já que todos sentirão que é também para o seu benefício.
Conclusões
Já que estamos em maré de provérbios, podemos dizer que a principal conclusão deste encontro foi: "a união faz a força". Todos manifestaram ser importante avançar com algumas destas sugestões e aprofundar esta reflexão, alargando-a a todas as pessoas da comunidade. Também o pároco, padre José Gonçalves, ao qual foi comunicado o teor desta conversa informal, se manifestou contente pela iniciativa e concordou que o caminho a seguir deverá ser o da união entre todos com o mesmo objectivo pastoral: renovar a comunidade e dotá-la das estruturas necessárias.
Dada a aproximação das festas já em preparação, e o facto de o período de férias dispersar muito as pessoas, para além de ser ainda indefinida a constituição da Comissão da Igreja da Golpilheira, ficou a proposta de cada um dos presentes reflectir um pouco mais sobre o assunto, em ordem a uma nova conversa em finais de Setembro. Nessa altura se verá por onde começar, sendo certo que não se fará nada sem a elaboração prévia de um projecto bem pensado e previamente sujeito às propostas de toda a população.
Ficou também decidido por todos que o assunto seria apresentado nesta edição do nosso Jornal, precisamente antes de começarem as festas religiosas, que podem ser um período propício ao diálogo e à partilha de opiniões. Espera-se que nasça um movimento saudável por parte de todos, evitando os confrontos e as críticas destrutivas, mas com espírito de colaboração e de procura das melhores soluções comunitárias, mesmo quando houver que aceitar ideias diferentes das que cada um terá.
O Jornal da Golpilheira esteve desde o início no âmago desta problemática, é um meio privilegiado e aberto a todos para a comunicação de ideias e propostas, e quer ser um parceiro activo em mais esta tarefa comum, para o bem de todos e o desenvolvimento da nossa comunidade.
Luís Miguel Ferraz
Festa da Golpilheira 2009
A festa em honra do Bom Jesus dos Aflitos, na igreja da Golpilheira, será nos dias 1 a 3, antecedida por um tríduo de preparação espiritual para a festa.No cartaz constam três serões, com os grupos musicais "Fusão", "Duo Irmãos Tarau" e "Banda Selecção", a animar um arraial onde não faltará a quermesse, bar, restaurante e espaços de jogos de setas, tiro ao alvo, jogo do rato e jogo do prego.
O dia forte será o domingo, com recolha das ofertas pelas 11h00, acompanhada pelos "Triunfantes", e a Missa solene pelas 12h00, seguida de procissão.
Destaque ainda para a actuação do rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena", no dia 2, pelas 18h00, e para a corrida de frangos, a quebra de panelas e a corrida de cântaros, na segunda-feira, depois da Missa pelos festeiros, que será às 18h30.
(Ver cartaz)
LMF
Festa de S. Bento 2009
A festa em honra de Nossa Senhora da Esperança, em S. Bento, será nos dias 15 a 17, a começar com Missa vespertina pelas 12h30 de sábado, após o que abrirá o restaurante com serviço de almoços.Ainda no sábado, haverá a já tradicional "vacada", a começar pelas 16h00.
Os serões serão animados, respectivamente, pelos grupos musicais "Trap.Zap", "Banda Kroll" e "Zé Café e Guida". No arraial haverá quermesse, bar, restaurante e diversos espaços de diversão.
O dia especial será o domingo, com recolha de andores pelas 11h00 com os "Triunfantes" e Missa solene pelas 12h30, seguida de procissão. Na segunda-feira, haverá Missa pelos festeiros, pelas 18h00, seguindo-se os jogos tradicionais.
Os serões serão animados, respectivamente, pelos grupos musicais "Trap.Zap", "Banda Kroll" e "Zé Café e Guida". No arraial haverá quermesse, bar, restaurante e diversos espaços de diversão.
O dia especial será o domingo, com recolha de andores pelas 11h00 com os "Triunfantes" e Missa solene pelas 12h30, seguida de procissão. Na segunda-feira, haverá Missa pelos festeiros, pelas 18h00, seguindo-se os jogos tradicionais.
(Ver cartaz)
LMF
Os vários ritmos das festas da Batalha 2009
Suzana, Paulo Gonzo, Folclore Internacional e Xutos e PontapésOs nomes sonantes são sempre o maior atractivo dos cartazes e, no caso das festas de Agosto na Batalha, essa tem sido uma das preocupações.
Também este ano haverá bons espectáculos nos três dias de festa – 14, 15 e 16 de Agosto –, a começar com a batalhense Suzana, um dos nomes que subiu à ribalta nacional da nossa música romântica, e Paulo Gonzo, um músico que dispensa qualquer apresentação, actualmente a promover o álbum "Perfil", o seu mais recente trabalho.
O sábado contará durante a tarde com o grupo de percussão "Terra Nova", e a noite será dedicada ao folclore, com mais uma gala internacional organizada pelo rancho Rosas do Lena. Já na sua 24.ª edição, os convidados deste ano serão: Grupo Brasileiro de Capoeira "Ginga Camará", Grupo de Folclore e Etnografia "Os Ceifeiros de Benposta" de Loures, Grupo de Danças Folclóricas de Izmir (Turquia), Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio de Braga e Grupo de Danças Folclóricas "Paasuke" (Estónia). O espectáculo iniciará com uma apresentação pelo rancho anfitrião de uma manifestação etnográfica intitulada "A Batalha a Cantar e a Dançar, da Quaresma a Santo António", um quadro de 15 minutos em que se resumem quatro aspectos da nossa religião popular: os Cânticos da Quaresma, o desfile das Ofertas da Santíssima Trindade, a Encamisada com as Loas a Santo António e o casamento tradicional.
Para o domingo está prometido um grande concerto com o grupo Xutos e Pontapés, uma das bandas mais emblemáticas do rock nacional, que está a comemorar com esta digressão os seus 30 anos de carreira.
A música de dança marcará presença nos dois primeiros dias, após as 24h00, com a "Batalha Fora d’Horas", enquanto que no último dia essa será a hora para um grandioso espectáculo pirotécnico.
Outros ritmos
Mas nem só de serões musicais se fazem as festas.
No dia 14, pelas 12h00, realizar-se-ão as cerimónias civis e militares comemorativas desta data histórica e do feriado municipal da Batalha, com uma alocução do historiador Saul António Gomes, seguindo-se a inauguração da exposição "Ordens Honoríficas Portuguesas" (ver na lateral). Pelas 16h00 haverá uma sessão solene, com animação musical pelo pianista Francisco Chirife, seguindo-se mais uma edição do encontro de emigrantes da Batalha. Pelas 21h00, decorrerá uma homenagem ao Santo Nuno Álvares Pereira, com o actor Tobias Monteiro.
Também o desporto e recreio marcarão presença no cartaz.
No dia 15, realiza-se mais um Grande Prémio de Atletismo Mestre de Aviz, que engloba a 3.ª edição de "Batalha Jovem", dirigida aos escalões de menor idade (inscrições até dia 13 para assleiria@adal.pt), bem como uma caminhada entre a Batalha e a Golpilheira, para todos os amantes dos passeios pedestres.
Uma novidade deste ano será a realização do "Torneio São Nuno de Santa Maria", na modalidade de futebol, que colocará em campo equipas representantes das quatro freguesias do Concelho. Decorrerá nos dias 15 e 16, no campo sintético da vila, com a final marcada para as 21h00.
Haverá ainda torneios de xadrez, oficinas de caricaturas, jogos tradicionais, animação de rua, tasquinhas com petiscos tradicionais e também, à semelhança do ano passado, uma mostra de actividades económicas do concelho da Batalha.
Os motivos são variados para uma visita demorada ao centro da vila da Batalha durante estes dias festivos (ver cartaz).
LMF
Centro Recreativo da Golpilheira... 40 anos de vida!
O Centro Recreativo da Golpilheira esteve em festa, nos passados dias 11 a 13 de Julho, num ano em que comemora o seu 40º aniversário de fundação.O primeiro dia foi marcado pela estreia da equipa de "Velhas Glórias" da Golpilheira, que irá participar no torneio distrital de veteranos, e pelo XX Festival de Folclore do rancho da colectividade, "As Lavadeiras do Vale do Lena", que este ano teve como convidados os ranchos folclóricos de Santo António da Covilhã (Beira Baixa), "Os Fontineiros da Maia" (Douro Litoral Norte) e de Torres Novas (Ribatejo).

No domingo, pela manhã, foi celebrada missa por alma dos sócios já falecidos e, durante a tarde, decorreu a já tradicional corrida de carros de rolamentos "Rodas de Aço". Na sua 9ª edição, esta divertida prova decorreu em três rampas da freguesia, que se encheram com algumas centenas de pessoas. A boa disposição reinou e não houve qualquer incidente a registar. À noite, subiu ao palco o duo Elsa e Marina, mas a grande protagonista acabaria por ser a indesejada chuva, que afastou bem cedo a maioria das pessoas que enchiam o arraial.
Na segunda-feira, já com o bom tempo de regresso, estranhou-se a pouca participação no tradicional jogos da corrida de frangos, apenas com cinco interessados em levar os pintos para casa. À noite, o duo Bruno e Matias animou o arraial, já mais composto, até que o fogo de artifício deu por terminada a festa.
Como nota geral, notou-se uma participação um pouco mais reduzida do que em anos anteriores. Talvez pela crise que afecta as famílias e que leva muitas pessoas a cortar despesas e saídas de casa... talvez pelo momento financeiro complicado que a associação atravessa e que esgota por completo os seus dirigentes, sem tempo para pensarem em "grandes festas" ou programas mais apelativos... talvez porque a conjuntura social deixa menos espaço ao convívio e à alegria. O certo é que ficou alguma saudade daqueles grandes festejos que marcavam esta data especial na nossa freguesia. E foi pena, pois os 40 anos do CRG mereciam mais empenho por parte dos sócios...
Texto e fotos:
Luís Miguel Ferraz
Luís Miguel Ferraz
Entrevista ao professor Manuel Ribeiro | "Há um bom ambiente neste estabelecimento de ensino"
A encerrar o ano lectivo, entrevistámos o professor Manuel Ribeiro, responsável da Escola do 1.º Ciclo da Golpilheira. Quisemos saber como decorreu o ano escolar, qual a sua leitura da actualidade do ensino e como as crianças da nossa freguesia vivem esta importante fase do seu crescimento. E perguntámos também o que poderá ser melhorado para um ensino com mais qualidade.Em linhas gerais, como decorreu este ano lectivo na escola da Golpilheira?
Os programas curriculares foram cumpridos. Claro que há sempre alguns alunos que o não conseguem. É uma situação lamentável, mas que acontece. Em geral, os alunos obtiveram um bom aproveitamento. No entanto, o objectivo é sempre melhorar os seus níveis de competências. Para isso, é preciso continuar o trabalho com muito rigor e empenho. Assim será, estou certo, com os professores e espero que o mesmo aconteça com a restante comunidade educativa. É urgente que todos nós, professores, encarregados de educação, incutamos nos alunos maior cultura de responsabilidade. Só assim os nossos educandos estarão preparados para enfrentar e vencer os desafios com que se irão deparar ao longo das suas vidas.
Quais os aspectos que destacaria, pela positiva e pela negativa?
O empenho da grande maioria dos nossos alunos e restante comunidade educativa, a colaboração entre pais, auxiliar de acção educativa, animadoras e professores, terão sido os aspectos de maior relevo, pela positiva. A falta de colaboração de alguns encarregados de educação, será um dos aspectos a melhorar no próximo ano lectivo.
Considerando as novidades que têm sido apresentadas nos últimos anos, desde os programas às ferramentas de trabalho, qual a sua opinião quanto ao estado do ensino primário actual?
Os professores já eram obrigados a fazer formação para poderem progredir na carreira. O Ministério da Educação promoveu acções de formação para professores nas áreas de matemática, língua portuguesa e das ciências experimentais. A nossa escola recebeu alguns materiais de laboratório, pelo facto de alguns dos seus professores terem frequentado a formação em ciências experimentais. Foram implementadas, como todos sabem, as Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC): música, desporto e inglês. Considero que todas estas medidas são positivas. Os professores serão, certamente, melhores professores e o desenvolvimento dos alunos será seguramente mais equilibrado e multifacetado. No entanto, ao seleccionar-se os professores que irão leccionar as AEC, deveria haver maior preocupação com a sua formação pedagógica para trabalhar com este nível de ensino. Trabalhar com o 1 º ciclo, dada a faixa etária dos alunos, não é a mesma coisa que fazê-lo noutros níveis de ensino. Um melhor conhecimento da natureza dos alunos do 1 º ciclo ajuda-nos a motivá-los, não só para as aprendizagens, mas também para que assumam melhores atitudes comportamentais. Aliás, é o comportamento de alguns alunos o grande obstáculo ao normal desenvolvimento das actividades de enriquecimento curricular. Estas deverão ser abordadas de uma maneira lúdica, mas sempre com a preocupação de adquirir competências, caso contrário, fica a ideia que as AEC servem para guardar e manter os alunos ocupados até às 17h30. É necessário que os pais sintam que aquelas actividades são importantes para um harmonioso desenvolvimento dos seus filhos e que lhes transmitam isso.
A implementação de uma cultura de trabalho, de disciplina, de rigor, ajuda os nossos alunos a adquirir hábitos de maior responsabilidade e a prepará-los para enfrentar e vencer as dificuldades com que se irão deparar ao longo das suas vidas. Estas são, em minha opinião, as atitudes, que professores e pais, em estreita colaboração, deverão incutir nos alunos, para assim combater uma cultura de facilitismo, que se instalou e que tão prejudicial é para que a instituição escola possa ajudar as crianças a serem mais capazes de ultrapassar os desafios ao longo da vida.
As novidades tecnológicas, como o "Magalhães" e os quadros interactivos também já chegaram à nossa escola. Acha que são, de facto, uma mais-valia e são bem aproveitados pedagogicamente para uma melhor aprendizagem dos alunos?
Os quadros interactivos estão apetrechados com software que se pode considerar adequado para todas as áreas curriculares e são, por isso, uma excelente ferramenta, que muito irá ajudar no processo ensino/aprendizagem. O computador "Magalhães" pode ser uma mais-valia. Contudo, os professores têm programas a cumprir e não é possível fazê-lo, trabalhando com ele nas aulas. Seria um trabalho demorado e nem todos têm o computador. Se fosse instalado o software do "Magalhães" no quadro interactivo, seria mais fácil e prático trabalhar com alguma regularidade na sala de aulas. Penso que se justifica a implementação de uma disciplina de informática como AEC, e assim rentabilizar-se-ia o investimento que o País fez naquele computador.
Em relação, concretamente, às crianças da Golpilheira, considera que estão bem integradas na escola e a viver de forma plena esta fase do seu crescimento?
A resposta a esta pergunta está muito no que afirmei atrás. No entanto, pode-se afirmar, que estão bem integradas na escola e a viver harmoniosamente e com alegria esta fase de crescimento. Há um bom ambiente neste estabelecimento de ensino.
A relação entre a escola e a comunidade é satisfatória, nomeadamente, através da participação dos pais no processo educativo?
A relação entre a escola e a comunidade é em minha opinião muito boa. A Comissão de Pais é dinâmica, atenta e particularmente sensível a tudo o que se passa na escola. Esta realiza muitas actividades de carácter cultural e lúdico (teatro, festa de Natal, visitas de estudo, dia internacional da criança...) e isso deve-se muito ao facto de os pais estarem organizados e representados numa comissão interventora e sempre pronta a colaborar com a escola, seja patrocinando ou sugerindo actividades. Toda a comunidade educativa se deve empenhar em manter esta dinâmica e para isso não se pode deixar "morrer" a Comissão de Pais.
Quanto às instituições com tutela no sector, desde o Ministério da Educação e DREC às autarquias locais, acha que têm correspondido ao que se esperaria delas em investimento escolar?
O trabalho do Ministério da Educação é essencialmente de natureza organizacional. É esta a minha sensação. Julgo que a tutela podia e devia fazer mais, no sentido de restaurar a credibilidade e a "autoridade" do professor, que está, se assim se pode dizer, pelas ruas da amargura. Este facto dificulta muito a acção do professor perante a comunidade educativa e é a principal razão do alastramento da indisciplina nas escolas. Não é, felizmente, o caso na escola da Golpilheira. De acordo com um estudo recente, os professores desperdiçam, em média, 25% do seu tempo de trabalho a mandar calar os alunos. Aqui, os alunos da Golpilheira não estão fora desta realidade. São crianças simpáticas, mas muito conversadoras e esta realidade é preocupante e é o principal factor para a falta de aproveitamento de alguns alunos e um forte obstáculo a um ambiente propício a uma boa aprendizagem.
A Câmara Municipal da Batalha e a Junta de Freguesia da Golpilheira têm correspondido muito bem ao que delas se espera, embora haja sempre qualquer coisa mais a fazer. A escola da Golpilheira precisa – é mesmo urgente – que o ringue seja coberto, porque no Inverno, com o frio e a chuva, os alunos ficam no corredor a brincar e este não tem espaço nem condições. Quando isto acontece, as crianças ficam mais agitadas e é mais difícil trabalhar com elas. Sei que a Junta e a Câmara estão atentas e são sensíveis a esta situação e que têm vontade de a resolver. Estou certo de que o irão fazer. Uma escola com boas infra-estruturas recreativas é também um local mais aprazível e mais motivador para todos os que a frequentam, sendo também, por isso, mais uma ferramenta que o professor pode explorar no sentido de motivar os alunos para as aprendizagens.
Olhando já à preparação do futuro, o que gostaria que fosse melhorado no próximo ano lectivo na escola da Golpilheira, para um maior aproveitamento de alunos, pais e professores?
A resposta a esta pergunta encontra-se em tudo o que disse atrás. Contudo, se todos nós transmitirmos aos alunos uma cultura de responsabilidade e de valores, então todos tirarão maior aproveitamento, não só do ponto de vista da aquisição de competências, mas também do ponto de vista das qualidades humanas.
Entrevista de Luís Miguel Ferraz
terça-feira, 30 de junho de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
Inauguração da nova Junta de Freguesia

Com Missa, sessão solene e convívio...
O novo edifício da Junta de Freguesia da Golpilheira irá ser inaugurado no próximo dia 14 de Junho, domingo. Esta é uma data histórica para a nossa localidade, que assinala este ano as bodas de prata da sua eleição a freguesia. Segundo Carlos Santos, presidente do executivo local, "pretendemos fazer deste momento o arranque das comemorações dos 25 anos da criação da Freguesia, porque esta nova casa é a melhor prenda que poderíamos ter para oferecer à população, sendo a primeira sede construída de raiz para esta finalidade".
As comemorações começarão às 10h00, com a celebração da Missa dominical, seguindo-se a recepção às entidades convidadas, junto à nova sede da Junta. A inauguração solene, com hastear de bandeiras, bênção do edifício e visita às instalações, começará pelas 11h30. Da parte da tarde, pelas 17h30, a autarquia oferece a todos um lanche de convívio, com porco no espeto e sardinhada, que contará com a animação do rancho folclórico "As Lavadeiras do vale do Lena", do Centro Recreativo da Golpilheira, e ainda a presença de animadores especialmente dedicados às crianças presentes.
Escusado será dizer que toda a população é convidada a participar e testemunhar pessoalmente os vários momentos deste dia, que é, sem dúvida, muito importante para a nossa freguesia. "As pessoas são a principal razão para que se façam obras como esta e, por isso, contamos com uma presença numerosa de golpilheirenses, para que possam desfrutar dos primeiros momentos vividos nesta casa que é de todos nós", conclui o presidente da Junta de Freguesia.
Formação para pais e educadores da Batalha
Os sinais de alerta nas crianças
A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Batalha e a equipa de intervenção precoce de Batalha/Porto de Mós levam a efeito, no dia 17 de Junho, no auditório municipal da Batalha, às 21h00, uma acção de esclarecimento intitulada "Os sinais de alerta no desenvolvimento infantil". Dirigida a pais, educadores, professores e comunidade em geral, será orientada por Arlete Crisóstomo, da Consulta de Desenvolvimento do Hospital Santo André, de Leiria. A entrada é gratuita.
A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Batalha e a equipa de intervenção precoce de Batalha/Porto de Mós levam a efeito, no dia 17 de Junho, no auditório municipal da Batalha, às 21h00, uma acção de esclarecimento intitulada "Os sinais de alerta no desenvolvimento infantil". Dirigida a pais, educadores, professores e comunidade em geral, será orientada por Arlete Crisóstomo, da Consulta de Desenvolvimento do Hospital Santo André, de Leiria. A entrada é gratuita.
Irineu Alves expõe na Batalha
Pintor brasileiro volta a Portugal
Depois de ter deslumbrado o público com a exposição "Fragmentos Luso-Brasileiros", Irineu Alves de Souza volta a expor as suas telas na Batalha, de 19 de Junho a 5 de Julho. Natural da cidade de Irará, Estado da Baía, Irineu Alves é um dos grandes nomes da pintura brasileira, com dezenas de exposições realizadas nas principais galerias do mundo.
Depois de ter deslumbrado o público com a exposição "Fragmentos Luso-Brasileiros", Irineu Alves de Souza volta a expor as suas telas na Batalha, de 19 de Junho a 5 de Julho. Natural da cidade de Irará, Estado da Baía, Irineu Alves é um dos grandes nomes da pintura brasileira, com dezenas de exposições realizadas nas principais galerias do mundo.
"Música em Leiria 2009" volta a passar pela Batalha
O 27.º Festival Música em Leiria, dinamizado pelo Orfeão de Leiria, decorrerá entre os dias 27 de Maio e 2 de Julho de 2009. Como é hábito, vai trazer dois espectáculos ao Mosteiro da Batalha. O primeiro será no dia 20 de Junho, intitulado "Sete lágrimas", uma fusão dos universos de Heinrich Schütz e Ivan Moody, numa releitura contemporânea da música do início do séc. XVII. O segundo será no dia 26 de Junho, com a cravista Joana Bagulho e o actor F. Pedro Oliveira a proporem uma incursão no universo de Carlos Paredes, misturado com Scarlatti e palavras de autores como Eugénio de Andrade, Cesário Verde, José Luís Peixoto e José Eduardo Agualusa. Dois espectáculos a não perder.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Festas da Santíssima Trindade nos dias 6 e 7 de Junho
As Festas da Santíssima Trindade realizam-se, conforme o Calendário Litúrgico, oito semanas depois do Domingo de Páscoa. Este ano, serão no fim-de-semana de 6 e 7 de Junho. O momento central é a Eucaristia, às 11h00, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Mas a visibilidade maior é-lhe conferida pelas bonitas tradições populares, que em tempos a tornaram famosa e que actualmente se tentam manter. Trata-se da recolha das ofertas e tabuleiros com pão e bolos de ferradura, no sábado, para a procissão após a Missa dominical.
Anualmente é escolhido um "Imperador", responsável pela festa e que encabeça a procissão. Recolhidas junto ao centro paroquial, as ofertas são o principal atractivo do arraial, havendo um concurso para eleger as que mais respeitam a tradição na decoração e transporte. Reza a lenda que o aparecimento das ofertas se deve ao agradecimento à Santíssima Trindade pelo milagre de ter livrado os celeiros dos frades dominicanos do Mosteiro de uma praga de insectos que atacou na região.
Também ligado à lenda e ao decurso da procissão é o momento em que, do alto do Carvalho do Outeiro, os mais novos lançam "merendeiras bentas" sobre os que passam em baixo. O destino é serem colocadas nos roupeiros e armários, onde protegerão as roupas do ataque da traça. Para quem não saiba, o melhor é começar por proteger a cabeça no momento da passagem no local, já que os pãezinhos são pequenos, mas duros...
Anualmente é escolhido um "Imperador", responsável pela festa e que encabeça a procissão. Recolhidas junto ao centro paroquial, as ofertas são o principal atractivo do arraial, havendo um concurso para eleger as que mais respeitam a tradição na decoração e transporte. Reza a lenda que o aparecimento das ofertas se deve ao agradecimento à Santíssima Trindade pelo milagre de ter livrado os celeiros dos frades dominicanos do Mosteiro de uma praga de insectos que atacou na região.
Também ligado à lenda e ao decurso da procissão é o momento em que, do alto do Carvalho do Outeiro, os mais novos lançam "merendeiras bentas" sobre os que passam em baixo. O destino é serem colocadas nos roupeiros e armários, onde protegerão as roupas do ataque da traça. Para quem não saiba, o melhor é começar por proteger a cabeça no momento da passagem no local, já que os pãezinhos são pequenos, mas duros...
Futsal Feminino | Adeus à taça nacional com acusações à arbitragem
O jogo no Fundão, no passado dia 30, ditou o adeus da equipa de futsal femino da Golpilheira à Taça Nacional. Bastava um empate, pois a diferença de golos entre as duas equipas era enorme, mas o Fundão acabou por garantir a vitória por 3-2.
Não tirando mérito às vencedoras, parece que os casos do jogo foram mais que muitos, o que deixou a treinadora da Golpilheira, Teresa Jordão, à beira de um ataque de nervos. Em causa, a nomeação do árbitro principal da partida, que pertence à Associação de Futebol de Castelo Branco, precisamente a mesma da equipa do Fundão!
Estranho é o mínimo que se pode dizer desta nomeação. "Embora pareça não haver violação de qualquer estatuto, é difícil acreditar que não haja intenções duplas por detrás desta decisão, senão inédita, pelo menos, muito rara de acontecer", garante a treinadora, que está a preparar uma exposição do caso à Federação e à direcção de clubes. Teresa Jordão afirma que "houve claro excesso de zelo na marcação de faltas à Golpilheira logo no início da partida, e o segundo golo do Fundão foi feito pelo árbitro, ao mandar repetir um livre que tinha sido defendido pela guarda-redes da Golpilheira, por ter havido uma falta na primeira marcação... por parte das jogadoras atacantes!".
É caso para dizer que mais água vai correr ainda debaixo desta ponte!
Não tirando mérito às vencedoras, parece que os casos do jogo foram mais que muitos, o que deixou a treinadora da Golpilheira, Teresa Jordão, à beira de um ataque de nervos. Em causa, a nomeação do árbitro principal da partida, que pertence à Associação de Futebol de Castelo Branco, precisamente a mesma da equipa do Fundão!
Estranho é o mínimo que se pode dizer desta nomeação. "Embora pareça não haver violação de qualquer estatuto, é difícil acreditar que não haja intenções duplas por detrás desta decisão, senão inédita, pelo menos, muito rara de acontecer", garante a treinadora, que está a preparar uma exposição do caso à Federação e à direcção de clubes. Teresa Jordão afirma que "houve claro excesso de zelo na marcação de faltas à Golpilheira logo no início da partida, e o segundo golo do Fundão foi feito pelo árbitro, ao mandar repetir um livre que tinha sido defendido pela guarda-redes da Golpilheira, por ter havido uma falta na primeira marcação... por parte das jogadoras atacantes!".
É caso para dizer que mais água vai correr ainda debaixo desta ponte!
sábado, 30 de maio de 2009
Batalha recebe Feira do Livro e do Jogo e 1º Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes
Dias 9 a 14 de Junho: Feira do Livro e do Jogo com animação variada
As últimas novidades literárias e os mais recentes jogos didácticos assumem-se como os ingredientes principais de mais uma Feira do Livro e do Jogo, a realizar de 9 a 14 de Junho, na Praça Mouzinho de Albuquerque, onde estarão representadas as principais editoras do País.
Em complemento, e já habitual, é a aposta na animação de qualidade, destacando-se, no dia 13, o concerto de apresentação nacional do CD da Fadista Cristina Maria.
O certame decorrerá, de terça a sexta-feira das 15h00 às 23h00, e no sábado e domingo das 11h00 às 23h00.
Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes
O Município da Batalha, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, leva a efeito, de 12 a 14 de Junho, o "I Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes". A iniciativa, integrada na VIII Feira do Livro e do Jog", resulta da comemoração dos 50 anos de existência da Biblioteca Itinerante da Batalha, a primeira do país, criada pela Fundação.
Do programa preparado, damos conta da jornada, a realizar no dia 12, das 09h30 às 17h00, no auditório municipal, alusiva ao tema "As Bibliotecas Itinerantes no Século XXI: Que desafios, estratégias e públicos?" Do leque de oradores já confirmados, salienta-se a participação do consagrado Ian Stringer, membro da IFLA, Roberto Sotto Arranz, presidente da ACLEBIM - Asociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles (Espanha), Mario Aladro e Mercedes Herrero, da Sección de Bibliobuses da Comunidad de Madrid, Rui Neves, chefe da Divisão de Bibliotecas do Município do Montijo, entre outros.
As últimas novidades literárias e os mais recentes jogos didácticos assumem-se como os ingredientes principais de mais uma Feira do Livro e do Jogo, a realizar de 9 a 14 de Junho, na Praça Mouzinho de Albuquerque, onde estarão representadas as principais editoras do País.
Em complemento, e já habitual, é a aposta na animação de qualidade, destacando-se, no dia 13, o concerto de apresentação nacional do CD da Fadista Cristina Maria.
O certame decorrerá, de terça a sexta-feira das 15h00 às 23h00, e no sábado e domingo das 11h00 às 23h00.
Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes
O Município da Batalha, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, leva a efeito, de 12 a 14 de Junho, o "I Encontro Internacional de Bibliotecas Itinerantes". A iniciativa, integrada na VIII Feira do Livro e do Jog", resulta da comemoração dos 50 anos de existência da Biblioteca Itinerante da Batalha, a primeira do país, criada pela Fundação.
Do programa preparado, damos conta da jornada, a realizar no dia 12, das 09h30 às 17h00, no auditório municipal, alusiva ao tema "As Bibliotecas Itinerantes no Século XXI: Que desafios, estratégias e públicos?" Do leque de oradores já confirmados, salienta-se a participação do consagrado Ian Stringer, membro da IFLA, Roberto Sotto Arranz, presidente da ACLEBIM - Asociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles (Espanha), Mario Aladro e Mercedes Herrero, da Sección de Bibliobuses da Comunidad de Madrid, Rui Neves, chefe da Divisão de Bibliotecas do Município do Montijo, entre outros.
Actuações do Rosas do Lena
O rancho folclórico Rosas do Lena, da Rebolaria, mantém uma vigorosa actividade de promoção e divulgação da melhor etnografia da Alta Estremadura, destacando-se nos últimos tempos a participação em espectáculos do INATEL com a manifestação etnográfica "A Batalha a Cantar e a Dançar, da Quaresma a Santo António", bem como em muitas outras iniciativas, do Norte ao Sul do País, em festivais nacionais e internacionais de folclore. Nos próximos meses, apresenta uma agenda bem recheada.
Assim, nos 6 e 7 de Junho, vai participar nas Festas de Santíssima Trindade, da paróquia da Batalha, com vários componentes trajados que transportarão uma "oferta" e um andor, e respectivos tabuleiros do pão e das merendeiras bentas, nos desfiles das ofertas, bem como na organização do serão etnográfico do dia 7.
De 28 a 31 de Maio, participa na FIABA – Feira da Gastronomia e do Artesanato da Batalha, com uma tasquinha de pratos regionais e uma banca de artesanato, executado pelos próprios componentes.
No dia 5 de Julho, irá promover a 4ª edição da Festibatalha, uma manifestação da cultura popular com quatro vertentes: mostra/venda de produtos regionais; Festival Nacional de Folclore (Alta Estremadura, Douro Litoral, Estremadura Saloia e Algarve), marchas e bailarico popular.
Entre os dias 1 a 12 de Agosto, o rancho vai deslocar-se à Ilha da Sardenha, em Itália, para participar em mais alguns festivais internacionais de folclore.
No dia 15 de Agosto, estará a seu cargo a organização da 24ª Gala Internacional de Folclore da Batalha. Mais uma vez, espera-se neste serão das Festas de Agosto uma bonita e variada demonstração da etnografia mundial, umas das mais conceituadas que se realiza no nosso País.
Assim, nos 6 e 7 de Junho, vai participar nas Festas de Santíssima Trindade, da paróquia da Batalha, com vários componentes trajados que transportarão uma "oferta" e um andor, e respectivos tabuleiros do pão e das merendeiras bentas, nos desfiles das ofertas, bem como na organização do serão etnográfico do dia 7.
De 28 a 31 de Maio, participa na FIABA – Feira da Gastronomia e do Artesanato da Batalha, com uma tasquinha de pratos regionais e uma banca de artesanato, executado pelos próprios componentes.
No dia 5 de Julho, irá promover a 4ª edição da Festibatalha, uma manifestação da cultura popular com quatro vertentes: mostra/venda de produtos regionais; Festival Nacional de Folclore (Alta Estremadura, Douro Litoral, Estremadura Saloia e Algarve), marchas e bailarico popular.
Entre os dias 1 a 12 de Agosto, o rancho vai deslocar-se à Ilha da Sardenha, em Itália, para participar em mais alguns festivais internacionais de folclore.
No dia 15 de Agosto, estará a seu cargo a organização da 24ª Gala Internacional de Folclore da Batalha. Mais uma vez, espera-se neste serão das Festas de Agosto uma bonita e variada demonstração da etnografia mundial, umas das mais conceituadas que se realiza no nosso País.
Mais um passo para o pavilhão desportivo da Golpilheira
Assembleia Municipal declara "utilidade pública"
As grandes obras fazem-se passo a passo. Sabemos que, muitas vezes, são precisos passos a mais, graças ao peso das burocracias, dos papéis e das assinaturas necessárias para que um projecto se veja concretizado na prática. Assim, já ficamos contentes quando vemos que os passos são dados em frente e não ao lado ou para trás.
Não vale a pena voltarmos a repetir toda a história das piscinas e do pavilhão desportivo que a Golpilheira já poderia ter, se não fossem os impedimentos legais sem sentido, que têm inviabilizado a sua construção junto ao Centro Recreativo, onde um pequeno canto está considerado pelo Ministério do Ambiente como "zona de cheia do rio Lena"!
A desafectação já tinha sido conseguida para a construção das piscinas, mas a Câmara, de acordo com o pedido da população e autarcas da Golpilheira, aceitou trocar essa obra pela construção de um muito mais necessário pavilhão desportivo. Isso significa que todo o processo terá de ser repetido.
Foi nesse sentido que a Assembleia Municipal, na sua reunião de 24 de Abril passado, deliberou por unanimidade aprovar a decisão do executivo de emitir uma declaração de "utilidade pública" sobre esta infra-estrutura na nossa freguesia, para que a pequena parcela classificada na mancha de Reserva Agrícola Nacional possa ser desafectada e ocupada por um "canto" do futuro pavilhão.
De qualquer modo, o presidente da autarquia, António Lucas, afirmou-se confiante numa decisão rápida, de modo a que a obra possa avançar conforme está previsto no plano de actividades municipal, cujo orçamento prevê já uma verba de 210 mil euros destinada a este fim, mais 298 mil euros em 2010, num investimento global de 508 mil euros. Aliás, no próprio dia da Assembleia, a Câmara tinha concretizado a assinatura da escritura de compra do terreno ao CRG, com um total de 4.200 metros quadrados, para implantação desta infra-estrutura.
Resta-nos, portanto, esperar que, dentro em breve, o ringue existente no local comece a ser transformado num pavilhão, que tanta falta faz para a prática desportiva das equipas da colectividade e também para uso da população em geral.
LMF
Cemitério passa para a Junta
O ponto principal desta sessão da Assembleia Municipal foi a aprovação das contas do exercício de 2008 do executivo municipal, que mereceu voto favorável de todos os deputados. Foi ainda deliberada por unanimidade a transferência da gestão do cemitério da Golpilheira para a nossa Junta de Freguesia, conforme a legislação em vigor e acontece já com outros casos no Concelho.
ASAE elogia-nos
Também nesta Assembleia, a Golpilheira voltou a ser mencionada, a propósito da inspecção efectuada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) às escolas e fornecedores de reifeições aos alunos do Concelho. Conforme noticiámos em Fevereiro, esta acção serviu para comprovar a qualidade dos serviços prestados e das condições de higiene e segurança em todo o processo de fornecimento de refeições gerido pela Iserbatalha. Segundo António Lucas, "a ASAE deu os parabéns às nossas escolas e às entidades que confeccionam as refeições, onde se inclui o Restaurante Etnográfico da Golpilheira, o que vem comprovar que as acusações lançadas por algumas pessoas só podem ser motivadas pela má-fé ou por outros interesses alheios à saúde das nossas crianças".
As grandes obras fazem-se passo a passo. Sabemos que, muitas vezes, são precisos passos a mais, graças ao peso das burocracias, dos papéis e das assinaturas necessárias para que um projecto se veja concretizado na prática. Assim, já ficamos contentes quando vemos que os passos são dados em frente e não ao lado ou para trás.
Não vale a pena voltarmos a repetir toda a história das piscinas e do pavilhão desportivo que a Golpilheira já poderia ter, se não fossem os impedimentos legais sem sentido, que têm inviabilizado a sua construção junto ao Centro Recreativo, onde um pequeno canto está considerado pelo Ministério do Ambiente como "zona de cheia do rio Lena"!
A desafectação já tinha sido conseguida para a construção das piscinas, mas a Câmara, de acordo com o pedido da população e autarcas da Golpilheira, aceitou trocar essa obra pela construção de um muito mais necessário pavilhão desportivo. Isso significa que todo o processo terá de ser repetido.
Foi nesse sentido que a Assembleia Municipal, na sua reunião de 24 de Abril passado, deliberou por unanimidade aprovar a decisão do executivo de emitir uma declaração de "utilidade pública" sobre esta infra-estrutura na nossa freguesia, para que a pequena parcela classificada na mancha de Reserva Agrícola Nacional possa ser desafectada e ocupada por um "canto" do futuro pavilhão.
De qualquer modo, o presidente da autarquia, António Lucas, afirmou-se confiante numa decisão rápida, de modo a que a obra possa avançar conforme está previsto no plano de actividades municipal, cujo orçamento prevê já uma verba de 210 mil euros destinada a este fim, mais 298 mil euros em 2010, num investimento global de 508 mil euros. Aliás, no próprio dia da Assembleia, a Câmara tinha concretizado a assinatura da escritura de compra do terreno ao CRG, com um total de 4.200 metros quadrados, para implantação desta infra-estrutura.
Resta-nos, portanto, esperar que, dentro em breve, o ringue existente no local comece a ser transformado num pavilhão, que tanta falta faz para a prática desportiva das equipas da colectividade e também para uso da população em geral.
LMF
Cemitério passa para a Junta
O ponto principal desta sessão da Assembleia Municipal foi a aprovação das contas do exercício de 2008 do executivo municipal, que mereceu voto favorável de todos os deputados. Foi ainda deliberada por unanimidade a transferência da gestão do cemitério da Golpilheira para a nossa Junta de Freguesia, conforme a legislação em vigor e acontece já com outros casos no Concelho.
ASAE elogia-nos
Também nesta Assembleia, a Golpilheira voltou a ser mencionada, a propósito da inspecção efectuada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) às escolas e fornecedores de reifeições aos alunos do Concelho. Conforme noticiámos em Fevereiro, esta acção serviu para comprovar a qualidade dos serviços prestados e das condições de higiene e segurança em todo o processo de fornecimento de refeições gerido pela Iserbatalha. Segundo António Lucas, "a ASAE deu os parabéns às nossas escolas e às entidades que confeccionam as refeições, onde se inclui o Restaurante Etnográfico da Golpilheira, o que vem comprovar que as acusações lançadas por algumas pessoas só podem ser motivadas pela má-fé ou por outros interesses alheios à saúde das nossas crianças".
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Edição 144 - Maio 2009
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EDITORIAL | Causa Pública
O destaque deste mês vai para a inauguração da nova sede da Junta de Freguesia. É apenas uma casa, mas a sua importância é maior do que as paredes. O que ela significa é que há um lugar onde se concentra o governo local desta pequena comunidade, constituída freguesia há 25 anos. Ainda que dependente de muitos outros órgãos de poder superiores, desde a Câmara Municipal ao Parlamento, a Junta é o lugar onde podemos e devemos acompanhar as decisões sobre o grupo social que somos. Mais do que uma casa, é uma causa. Uma causa pública que compete a todos nós tomar em mãos, activamente e com responsabilidade pessoal pelo bem comum que ela deve servir. Porque esse é um direito e um dever de todos.
No próximo dia 7 de Junho, seremos chamados a votar nos deputados ao Parlamento Europeu. Apesar de distante, é também um importante patamar de decisão sobre a nossa vida social. Por isso, é nosso direito e dever participar nesta eleição, pois também aqui se exerce o serviço que devemos prestar à causa pública.
A propósito disso, cito a nota da Conferência Episcopal Portuguesa: “Ninguém deve esperar que um programa político seja uma espécie de catecismo do seu credo, mas um modo de compromisso para a solução dos problemas do País. Há critérios que podem contribuir para a decisão de voto e o eleitor cristão não pode trair a sua consciência no acto de votar. Não podemos deixar de apelar, aos políticos em acção e aos candidatos à eleição, que se empenhem, com o seu exemplo e testemunho, em dignificar a actividade política, na edificação de uma sociedade justa e fraterna, sempre possível e mais necessária numa sociedade plural e democrática”.
Esta recomendação pode servir de ajuda a uma escolha em consciência, também aos não-católicos, se nos centrarmos apenas na importância de conhecer as ideias daqueles em quem votamos e de “pôr a cruzinha” naqueles que acreditamos serem mais aptos a defender os valores em que acreditamos, sejam eles quais forem.
No próximo dia 7 de Junho, seremos chamados a votar nos deputados ao Parlamento Europeu. Apesar de distante, é também um importante patamar de decisão sobre a nossa vida social. Por isso, é nosso direito e dever participar nesta eleição, pois também aqui se exerce o serviço que devemos prestar à causa pública.
A propósito disso, cito a nota da Conferência Episcopal Portuguesa: “Ninguém deve esperar que um programa político seja uma espécie de catecismo do seu credo, mas um modo de compromisso para a solução dos problemas do País. Há critérios que podem contribuir para a decisão de voto e o eleitor cristão não pode trair a sua consciência no acto de votar. Não podemos deixar de apelar, aos políticos em acção e aos candidatos à eleição, que se empenhem, com o seu exemplo e testemunho, em dignificar a actividade política, na edificação de uma sociedade justa e fraterna, sempre possível e mais necessária numa sociedade plural e democrática”.
Esta recomendação pode servir de ajuda a uma escolha em consciência, também aos não-católicos, se nos centrarmos apenas na importância de conhecer as ideias daqueles em quem votamos e de “pôr a cruzinha” naqueles que acreditamos serem mais aptos a defender os valores em que acreditamos, sejam eles quais forem.
Taça Nacional Futsal Feminino | Jogo decisivo!
O C.R.Golpilheira viaja amanhã até ao Fundão para disputar o ultimo jogo da série C da Taça Nacional 2009. Frente a frente vão estar as duas equipas que se encontram em 1ºlugar do grupo, o que torna este jogo extremamente importante para as ambições de ambas.
Mais info: http://golpilhas.blogspot.com/2009/05/jogo-decisivo-e-amanha.html
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