sábado, 29 de dezembro de 2007

II Fórum do Associativismo do Concelho

O Município da Batalha, em colaboração com o Museu da Comunidade Concelhia, levou a efeito, durante a tarde de 24 de Novembro, na Sociedade Recreativa Relvense, em Casal do Relvas, o II Fórum do Associativismo do Concelho, alusivo à temática "Associativismo – Factor de Desenvolvimento Local".
Com o objectivo de dar continuidade ao encontro realizado no ano transacto, pretendia-se, no corrente ano, proporcionar a troca de conhecimentos, através da partilha de experiências associativas, da divulgação de programas de apoio ao associativismo e de outras subvenções disponíveis, facultando um espaço para o esclarecimento de questões e de resolução dos problemas que surgem entre as colectividades.
Para tal, o fórum contou com a presença de um conjunto de oradores que, pela sua experiência académica e profissional, contribuíram para enriquecer o debate e trazer algumas ideias muito úteis aos que andam envolvidos neste sector do associativismo. Por isso, achamos por bem deixar um resumo das várias intervenções, com as quais todos podemos aprender um pouco.

A importância das associações
A abertura esteve a cargo de Ana Helena, da direcção da Sociedade Recreativa Relvense, que deu as boas-vindas e saudou todos os presentes, desejando que este debate produzisse frutos no futuro do associativismo.
Depois foi a vez de António Meneses Teixeira, do Museu da Comunidade Concelhia da Batalha, que, em poucas palavras, mas objectivas, alertou todos os presentes para a necessidade de preservarmos o nosso património, não só arqueológico, mas também actividades já extintas, mas que em tempos contribuíram para o desenvolvimento de algumas aldeias em particular e do concelho em geral.
António Lucas, presidente da Câmara Municipal da Batalha, depois de agradecer aos convidados e oradores, agradeceu também à Sociedade Recreativa Relvense, que desde a primeira hora se disponibilizou para esta iniciativa. Começou por afirmar que as colectividades e associações têm cada vez mais um importante papel na nossa sociedade. Sociedade que cada vez mais privilegia o individualismo e o egoísmo, tornando as relações humanas cada vez mais frias. As novas tecnologias isolam as pessoas. Cada vez há mais dificuldade em recrutar elementos para as direcções das associações. Salientou a importância duma cooperação intensa entre as colectividades e a autarquia. Informarem-se e aproveitarem os mecanismos de apoio, que são sempre poucos. Até final deste mês, as colectividades podem candidatar-se a projectos de investimento e financiamento. Deve haver cada vez mais uma responsabilização mútua. Aconselha a incrementação, cada vez mais, de parcerias. As colectividades deverão elaborar, para além dos seus orçamentos anuais, também o seu plano de actividade, para assim possibilitar à autarquia a atribuição de subsídios previamente orçamentados. Os subsídios avulsos vão acabar. Aconselhou ainda que as direcções das associações sejam pelo período de dois anos, tornando mais consistente o seu mandato.
Francisco Freitas, presidente da Assembleia Municipal da Batalha, afirmou que este debate é fundamental para a nossa vida quotidiana e felicitou a autarquia da Batalha por ter projectado este debate para bem das associações. Afirmou que os prémios (subsídios) devem ser para quem trabalha. Enalteceu o trabalho dos órgãos directivos de todas as associações, que com o seu trabalho voluntário e muita dedicação, muita responsabilidade, por vezes pouco reconhecido pelos outros, em muito contribuem para o desenvolvimento cultural, desportivo e recreativo de todos os locais onde as mesmas existem.
Adelino Mendes, adjunto do Governador Civil de Leiria, começou por realçar o papel do associativismo na sociedade portuguesa. Salientou a importância deste debate e reflexão sobre o momento do associativismo e que constitui um património muito rico. "O desenvolvimento da actividade desportiva, cultural, recreativa, artes e património, enriquece toda a vida da aldeia, do concelho, do distrito, enfim, do País". A sociedade nos últimos anos tem sofrido grandes mudanças. Há uma maior desagregação da vida social. Cada vez mais exigências familiares. È necessário que as colectividades saibam conviver com estas mudanças e esta nova realidade. Instalações próprias, feitas à medida dos recursos, aproveitando ainda o trabalho voluntário. Passamos por um grande momento de transformação das associações. Novos desafios, como a especialização em algumas actividades. Maior profissionalismo dos professores e monitores. Especializar as instalações, adequando-as ao tipo de actividades a desenvolver. Tendência para se especializarem na prestação de serviços à comunidade e à família. Constituição das associações em IPSS, para o desenvolvimento do apoio domiciliário. A formação (crianças, jovens e adultos) na cultura, desporto, artes, etc. Formação cada vez mais exigente com pessoas realizadas. Contribuir cada vez mais para a qualidade de vida da comunidade. Mais igualdade de oportunidade aos cidadãos que vivem nas áreas de implantação das colectividades. Criar aos jovens oportunidades de desenvolver algumas actividades, que de outra forma era impossível. O dinamismo das comunidades tem nas colectividades um grande papel. Quanto aos apoios, o Governo Civil, de há dois anos para cá, não tem subsidiado as colectividades. Tem estado virado o seu esforço principalmente para as associações humanitárias e bombeiros. Para o ano de 2008, para além destas instituições, vai apoiar as empresas de segurança rodoviária.
Augusto Flor, presidente da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, começou por destacar a importante actividade das colectividades, que com as autarquias representam o poder local. A empatia entre ambos deve existir sempre. As autarquias devem privilegiar as parcerias com as associações. Grande parte dos autarcas foram dirigentes associativos. Existem cerca de 17 mil colectividades no nosso país, que mobilizam cerca de 221.000 dirigentes, que são mais do que todos os autarcas eleitos, mais do que todas as forças armadas e todo o pessoal que está ligado à ordem pública. São grandes forças no poder local (sociológico, económico, desenvolvimento antropológico, desenvolvimento económico, etc.), que produz riqueza material e espiritual. O movimento associativo tem possibilidade de fazer receitas através dos subsídios do Estado. Mas estes não podem ser encarados como uma dádiva, mas uma compensação pelo trabalho dos seus dirigentes (política associativa). Quando estiverem sozinhos, em dificuldade, devem lembrar-se que estão sempre apoiados e pertencem a este grande "exército", quem sem a actividade do mesmo, o País seria diferente, para pior.

Partilha de experiências
Num segundo painel, António Simões, representante da Sociedade Recreativa Relvense, começou por descrever o historial desta associação: "A Sociedade Recreativa Relvense está a festejar os seus 40 anos, tendo como base a publicação do seu estatuto. Contudo, o nascimento real vem do ano de 1963. Nasceu de uma necessidade colectiva, a compra de um televisor. Nesta data, só no Entroncamento de S. Jorge havia um estabelecimento público com televisor e ficava a 6 Kms de ida e volta. O povo deste lugar já tinha mostrado ser um povo com entusiasmo associativo, como demonstrou em 1944, na construção da Capela e em 1957 na ligação da energia eléctrica da Calvaria de Cima para cá. Combinada a quotização e consumada a compra do televisor, foi aproveitado o entusiasmo e mantida a quotização com vista ao avanço de outros eventos. Foi, portanto, em 1963, que nasceu a primeira acção associativa da colectividade. A partir daqui, correndo alguns riscos de ilegalidade durante quatro anos, fomos avançando com actividades de satisfação para todos. Temos que encarar as coisas com realidade, porque da vintena de entusiastas da altura, apenas restamos três ou quatro. A partir de 1967, já com toda a legalidade estatutária, foram aparecendo os mais jovens, de acordo com a sua vontade e disponibilidade, notando-se hoje muitos jovens de ambos os sexos, como elementos da direcção. Quanto a instalações, foram sendo adquiridas e melhoradas ao ponto de possuirmos esta sede no centro do lugar e a 500 metros um parque desportivo, de que muito nos orgulhamos. Temos várias festividades durante o ano, sendo de salientar as efemérides do aniversário da colectividade, o almoço convívio do 25 de Abril, a participação nos cortejos de Carnaval e outras que por vezes surgem. Tem havido com as autarquias, Câmara Municipal e Junta de Freguesia, uma boa relação, como demonstra este evento".
Edite Dinis, da associação "Os Malmequeres", de Leiria, partilhou também o percurso desta associação, que tem como principal função acolher deficientes, a partir dos 16 anos. Esta associação nasceu em 1988, com o objectivo de resolver o problema de alguns pais, mais concretamente, mães que tinham em mãos o acompanhamento de filhos com um certo grau de deficiência. Não foi fácil, mas o trabalho encetado e a procura de apoios deram os seus frutos. Todos estes deficientes têm algumas capacidades, que é preciso aproveitar. Um grande passo foi dado com a criação em IPSS, possibilitando assim apoios da Segurança Social, através da assinatura de um protocolo. Era necessário ocupar os utentes desta associação em alguma actividade. Surgiu a ideia da construção de brinquedos em madeira, o que foi um sucesso. Com a construção destes brinquedos, abriu-se a instituição ao exterior, valorizando o trabalho dos utentes e possibilitando a visita dos alunos das escolas. Depois, chegou-se à conclusão de que era mais viável levar os brinquedos às escolas, o que tem sido um sucesso.
Ana Simões e Fátima Vicente falaram com entusiasmo sobre o seu projecto, "À Descoberta de Ju", desenvolvido no Núcleo de Intervenção Comunitária (NIC) de Castro de Aire. Agradeceram o convite que lhes foi feito para poderem partilhar um pouco do seu recente percurso, manifestando o interesse de eventos como este. O seu projecto tem por objectivo criar mais capacidade adaptativa e reparação no futuro da forma de ser e de estar em sociedade. Este é um projecto de jovens e para jovens, mas com a necessária ajuda dos adultos. Tem finalidade a aproximação entre os jovens, prometendo que "no futuro vamos, com certeza, ver, ouvir e falar de "JU", uma história que dá para meditar".
Luís Pinto, dirigente do Clube Académico de Leiria desde a sua fundação, começou por afirmar que as associações são uma escola de democracia. São espaços de participação, sem os quais muitas actividades não se efectuavam. O Académico de Leiria nasceu em Agosto de 1974, portanto no ano do 25 de Abril. Os seus fundadores foram 4 jovens, entre os 13 e os 15 anos. A sua sede era na encosta do Castelo. As primeiras modalidades praticadas foram o futebol e o atletismo. Em 1975, tiveram uma vice-campeã nacional de atletismo. Em 1976, foi o início da prática do andebol, de maior aposta na formação e de sucesso da competição. Em 1978, veio a sua legalização, altura em que os seus fundadores atingiram os dezoito anos. Em 1980, tiveram o primeiro grande abanão, foram tomadas as primeiras grandes decisões, depois duma grande reunião sobre o futuro. Esteve mesmo em risco a continuidade do Académico de Leiria. Decidiu-se pela continuidade. Mas colocaram-se as primeiras grandes questões. Havia projectos, mas como financiá-los? Estes objectivos passavam por servir a comunidade e prestar serviços: campos de férias, desporto nas escolas, concertos, natação, projectos pontuais. "Conseguimos com o nosso esforço, o reconhecimento por parte da sociedade do nosso trabalho, começando a acreditar em nós, romper as barreiras das dificuldades". O sucesso da associação é a quantidade de informação que consegue transmitir. Sucesso desportivo com a formação mais forte. Imagem, marketing, investimento e novidade. Modo de sonhar. São os ingredientes indispensáveis para o sucesso. Em meados da década de 90, o clube vivia pela primeira vez com algum desafogo financeiro. Risco, muito trabalho e dedicação foram a chave do sucesso. Os jovens reviam-se no Académico tendo orgulho em representá-lo, colocando de lado outros clubes da cidade com mais nome mas com muito menos mística. Os professores acreditavam no sucesso do Académico, trocando algumas vezes o serviço nas escolas, pelo projecto do clube, acreditando nele. Na década de 2000, novas grandes alterações. "Começamos a direccionar a nossa actividade também para a área social; vendo o percurso do Académico, podemos constatar que vivemos de ciclos". Nos novos desafios contava-se a Inserção Social e Laboral de Toxicodependentes, procurando ter cada vez mais influência nos jovens que em adultos serão a chave para a continuidade do sucesso. "Inovação, como o andebol de praia, têm contribuído para a nossa estabilidade e muitas das nossas actividades têm a ver com a troca de experiências com outras associações, não só de Portugal, mas também estrangeiras".
Carlos Agostinho, técnico da Câmara Municipal da Batalha, passou a informar os presentes dos vários programas de apoio às colectividades. Alertou no entanto para a burocracia dos documentos a preencher. No entanto, mostrou a disponibilidade dos serviços da autarquia para ajudar a ultrapassar as dificuldades do preenchimento da documentação. Deve haver linhas orientadoras, para acertar o programa de apoio com os objectivos a atingir. Quanto ao QREN, informou que não devemos ter expectativas exageradas. Aconselhou o encontro de parcerias fortes e apresentações de projectos coerentes com a actividade de cada associação. Alertou ainda que há candidaturas que terminam no final deste mês e que visam o apoio ao investimento, cujo subsídio vai até 15 mil euros. Esta é a primeira fase. Quanto à segunda fase, que decorre durante o mês de Maio de 2008, visa o apoio ao funcionamento (recreativo, social, cultural e desportivo), cujo montante vai até 2.500 euros.

Convívio
Houve ainda a apresentação da nova área do "Associativismo" na página da internet da Câmara Municipal, onde cada associação pode ter o seu espaço, apresentar as suas actividades e ter acesso a documentos e formulários importantes para a sua actividade. Segundo Rui Cunha, assessor de imprensa da autarquia, "pretende-se, com este espaço, encurtar a distância entre autarquia e as diversas colectividades, disponibilizando informação variada, num espaço que se pretende participado e em constante actualização", pelo que se solicita a todos os visitantes as suas opiniões e sugestões, de forma a poder melhorar o serviço.
Depois, todos foram convidados para um lanche convívio, muito bem recheado, com a animação do Rancho Folclórico do "Penedo", da Quinta do Sobrado.
Em conclusão, podemos afirmar que foi uma sessão bastante enriquecedora, onde pudemos apreciar a forma como todos os intervenientes apresentaram o seu trabalho. Todos com um brilho nos olhos, com sorrisos rasgados, demonstrando assim o amor com que dirigem os seus projectos, as suas associações e a sua autarquia. A plateia foi numerosa, bastante atenta e participativa.
Manuel Carreira Rito

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Fotos do Mês - Dezembro 2007



A cena passou-se no almoço de Natal dos maiores de 60 anos, no nosso Centro Recreativo. Não houve falta de comida, nem foi nenhuma espécie de concurso. É que a ti' Luísa leva sempre a sua alimentação macrobiótica para qualquer convívio e, pela diferença dos géneros, estes maninhos não resistiram a tirar umas garfadas para provar. E disseram que não estava nada mal... apesar de continuarem a preferir um belo bacalhau á ti' Júlia!...

domingo, 25 de novembro de 2007

EDITORIAL | Tantas vidas... seremos assim tão burros?

O elevado número de acidentes com vítimas mortais tem suscitado a preocupação de todos nós e, como é óbvio, das entidades públicas mais ligadas à prevenção e segurança rodoviárias. Diversos ministérios, polícias e empresas do sector viário anunciaram que irá ser colocado em prática um conjunto de acções, que vão desde o "reforço generalizado das forças de segurança e meios técnicos para as acções de acompanhamento, fiscalização e repressão, principalmente na condução com excesso de velocidade e sob o efeito de álcool", a convocação dos Conselhos de Segurança "para a definição de políticas de âmbito distrital", a "intervenção na sinalização e em medidas de acalmia de tráfego", a "fiscalização às infra-estruturas rodoviárias", a definição da "Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária 2015", até uma campanha na comunicação social, com o lema "Mortes na Estrada - Vamos Travar Este Drama".
Todas estas acções são úteis e importantes, mas de nada valerão, se não for cada um de nós a assumir a sua responsabilidade.
Está em curso uma operação especial para o período de Natal de Ano Novo, até 7 de Janeiro. Novas campanhas se somam e multiplicam, mas os mortos nas estradas continuam a não nos impressionar.
Tantas vidas... de quantos mais avisos precisamos?
É assim tão difícil conduzir com calma, com respeito pelos outros e sem beber, três regras tão simples, mas que bastariam para acabar com este flagelo quase por completo?
Seremos assim tão burros, que só percebemos quando é um amigo ou familiar nosso a ficar estendido na berma?
Será que nos vai calhar essa prenda neste Natal? Será?...

sábado, 24 de novembro de 2007

Fotos do Mês - Novembro 2007




No almoço dos amigos do CRG, foram entregues as faixas de campeãs da passada época às atletas do futsal sénior. Também os dirigentes e técnicos receberam e nem faltaram faixas para as autarquias que apoiaram esta equipa. Pormenor curioso, no final da entrega, talvez a maior concentração de "presidentes enfaixados" da história, pelos menos desta colectividade. O presidente da Câmara alisa a faixa, o presidente do CRG não retira a faixa, o presidente da Junta bate palmas à faixa, entretanto colocada nas costas da cadeira e... lá ao fundo... o presidente da secção de futsal, que também tinha recebido a sua faixa, mas que preferiu ir atacar a taça...

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Edição 125 - Outubro de 2007


EDITORIAL | 11 anos

Comemoramos este mês os 11 anos da fundação do nosso Jornal. Continuamos com os mesmos ideais que presidiram ao lançamento deste projecto: levar aos leitores, sobretudo à população da Golpilheira, a comunicação da vida desta pequena freguesia, nos seus variados aspectos culturais, sociais e humanos.
Conscientes das nossas limitações, fazemos o melhor que podemos para cumprir esse desiderato. Assumimos uma posição activa e positiva perante os acontecimentos e as opiniões, entendendo o papel da comunicação social como ajuda ao desenvolvimento das sociedades, mais ainda quando estamos próximos daqueles de quem falamos e aos quais falamos. A cada ano que passa, é esse o compromisso que renovamos, convictos das dificuldades, mas certos do apoio dos leitores, assinantes e anunciantes, sobretudo da nossa região, quem nos têm garantido, ao longo do tempo, as condições para continuarmos a trabalhar.
Nesta ocasião de festa, os parabéns são, antes de mais, para si, que é a razão de ser deste Jornal. Por isso, contamos consigo no Almoço dos Amigos do Centro Recreativo, no dia 11 de Novembro, para festejarmos mais um aniversário no ambiente da família alargada desta colectividade, que é a nossa casa comunitária.
Até lá!
LMF [Outubro 2007]

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Fotos do Mês - Outubro 2007




Na Semana Cultural de 2006, durante o almoço dos idosos, o presidente do Centro discursava e o presidente da Junta tomava notas no telemóvel. Supomos que estivesse a anotar os lamentos da colectividade, para ponderar depois uns apoios da Freguesia...
Curiosamente, na Semana Cultural de 2007, durante o mesmo almoço dos idosos, é o presidente do Centro que tira notas no telemóvel, enquanto a vereadora Graça lhe dá umas dicas. A julgar pelo ar satisfeito do presidente da Junta, será que o presidente da colectividade está anotar alguns apoios já concedidos pelas autarquias?...

domingo, 30 de setembro de 2007

EDIÇÃO 124 - SETEMBRO 2007


EDITORIAL | Cidadania

Nesta edição, não podíamos deixar de destacar a decisão da Câmara Municipal, por vontade do seu presidente, de avançar com o Orçamento Participativo, um método de trabalho nascido no Brasil, praticado em alguns outros países, e já experimentado em apenas sete municípios de Portugal.
Elaborar o orçamento e definir as principais linhas de investimento para um concelho não será tarefa fácil. Mas, ao fim de alguns anos de "traquejo", há rotinas que se instalam e tendências que se vincam, tornando esse trabalho menos penoso e mais automatizado. O que António Lucas quis fazer foi complicar um pouco as suas contas pessoais, convidando os munícipes a darem opiniões, de modo a conseguir-se um planeamento mais próximo das reais necessidades das populações e mais adequado aos seus anseios. Claro que nem todos se dão ao trabalho de participar num encontro destes, onde as propostas são apresentadas com frontalidade, as ideias são transmitidas olhos nos olhos e o contributo se dá de corpo presente e cara revelada. Uma coisa bem mais difícil do que a "crítica de café" que todos fazemos diariamente, porque obriga, no mínimo, a pensar um pouco, a ser razoável e a ponderar a objectividade do que se diz. Foi pena terem aparecido tão poucos... há lições de cidadania que ainda vamos levar algum tempo a assimilar.
No fim da recolha destas participações, a bola fica do lado da autarquia. O sucesso desta iniciativa vai depender muito da forma como se tornar visível o trabalho feito, isto é, na medida em que a autarquia conseguir incluir no seu Orçamento algumas das sugestões do "povo". O executivo terá consciência desta "espada de dois gumes" que colocou na mão dos cidadãos: agora recebe elogios pela abertura e tem argumentos para refutar os que o acusam de não ouvir as populações; mas caso não consiga demonstrar que tomou em consideração essa participação, choverão, depois, com maior abundância as críticas em sentido inverso.
O regresso às aulas e as vindimas mereceram-nos também um olhar mais atento, pois são dois importantes "frutos" da época. A conferir, algumas utilidades informativas e curiosidades recreativas....
[Setembro 2007]

domingo, 23 de setembro de 2007

Semana Cultural


Fotos do Mês - Setembro 2007



Recordando os bons velhos tempos, em que a população se unia para levar a cabo as obras na colectividade, a uniciativa de juntar camiões para ir buscar pó de pedra para o piso do campo das Barrocas só pode merecer aplausos. As palmas são também para a empresa "Parapedra", que ofereceu sete camiões deste material. Um exemplo a seguir...

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

EDIÇÃO 123 - AGOSTO DE 2007


EDITORIAL | Festejar

Os feriados são para festejar, cantava o Carlos Paião. Parece que já foram mais. Agora, prefere-se, talvez, o sofá da televisão, a esplanada da praia ou a espreguiçadeira da sesta. Serão, também, formas de festejar, mas perde-se aquele sentido comunitário que dá cor aos dias de festa e permite a partilha da alegria, da amizade e do sorriso.
As comemorações do feriado municipal da Batalha – que deveria ser feriado nacional, dada a importância do dia 14 de Agosto na história da independência nacional – não foram muito participadas pela população. E foi pena, pois houve verdadeiros para festejar.
A começar, a homenagem ao Beato Nuno Álvares Pereira e ao rei D. João I, heróis de Aljubarrota, aos quais se deve o que somos hoje como Pátria e, particularmente, o que somos como comunidade batalhense, nascida à volta do Mosteiro que ergueram. Meia dúzia de locais e umas dezenas de visitantes participaram e puderam festejar, aplaudindo, a notícia de um passo importantíssimo no processo de canonização de D. Nuno, com o reconhecimento pelo Vaticano da veracidade do milagre que lhe é atribuído.
Depois, a sessão solene no auditório, com a apresentação de uma importante obra de história regional e com o debate sobre a promoção turística do Mosteiro. Até pela recente eleição dos portugueses como uma das sete maravilhas nacionais, seria motivo de maior interesse da comunidade... e de festa.
Finalmente, as festas de Agosto, à volta deste feriado. Muitos aproveitaram os espectáculos, uns bons, outros mais ou menos. Milhares de pessoas apareceram, talvez um pouco mais do que no ano passado. Mas continua a faltar qualquer coisa para sentirmos o Concelho a festejar verdadeiramente. Talvez a boa-vontade dos mais cépticos.
De qualquer modo, festas não nos faltaram. Mais do que as palavras, que este tempo estival não convida a leituras prolongadas, apostámos nas imagens. Para mais tarde recordar.
Para quem ainda tiver férias e feriados, votos de bons festejos!

A confirmação do Santo Condestável

Canonização de
D. Nuno Álvares Pereira
pode estar para breve

O nome de Nuno Álvares Pereira ficará para sempre ligado à conquista da independência nacional, na batalha de Aljubarrota, como comandante da heróica vitória sobre as hostes castelhanas, em 14 de Agosto de 1385. Está, por isso, igualmente ligado à vila da Batalha, coração desse histórico renascer de Portugal, e ao seu Mosteiro, monumento que o perpetua em rendilhadas pedras de portentosa homenagem à Virgem Santa Maria da Vitória – não apenas de Aljubarrota, mas de todas as vitórias do Homem, da Liberdade e do Amor (a Deus e ao próximo).
Mas D. Nuno permanecerá nos anais, também como um dos mais ilustres e ricos nobres de Portugal, que tudo deixou para se refugiar na humildade do hábito carmelita, em oração devota a Deus e serviço benemérito e solícito aos mais pobres do reino terrestre, vivendo a sua própria pobreza como uma batalha para a conquista do Reino celeste. Foram, por isso, os pobres os primeiros a aclamá-lo como Santo Condestável, séculos antes de o Papa Bento XV o beatificar, em 23 de Janeiro de 1918, com dia festivo no calendário litúrgico da Igreja em 6 de Novembro. O processo de canonização encontra-se aberto e activo desde 1940, e parece estar a poucos passos de ser concluído, confirmando, assim, esse título de Santo que o povo lhe atribui. É caso para dizer que "antes de o ser já o era".
A notícia foi recebida com aplausos por cerca de uma centena de participantes na missa que marcou o início das celebrações dos 622 anos da batalha de Aljubarrota, no Mosteiro da Batalha (ver aqui).

Não se trata, ainda, de uma confirmação absoluta, nem se prevê sequer a data em que possa ocorrer. Mas, segundo frei Francisco Rodrigues, padre carmelita e vice-postulador da Causa para a Canonização do Beato Nuno de Santa Maria, "tudo aponta para o final feliz deste caminho, pois o milagre que o sustenta já foi confirmado e aceite pelo Vaticano". O sacerdote esclareceu que "os documentos históricos que acompanham o processo estão impressos e corrigidos, faltando apenas o parecer das comissões histórica e teológica para a decisão final do prefeito da Congregação para as Causas dos Santos", o cardeal português D. José Saraiva Martins.
Tudo leva a crer, portanto, que a canonização "poderá estar para breve", como acredita Carlos Evaristo, filho da miraculada e um dos organizadores destas comemorações oficiais. Em conversa com o Jornal da Golpilheira, este habitante de Ourém recordou emocionado o acontecimento que serve de prova fundamental para este processo: "A minha mãe sofreu um acidente com azeite a ferver, que lhe queimou gravemente o olho esquerdo. O tratamento médico revelou-se impossível, mas após várias novenas ao Beato Nuno, recuperou a vista miraculosamente, no dia 7 de Dezembro do ano 2000". Isso mesmo terão confirmado, agora, os peritos médicos que analisaram os factos: a medicina registou a lesão provocada, reconheceu não haver qualquer possibilidade médica de a reparar e comprovou depois a cura, atribuída pela doente à acção divina, por intercessão do Santo Condestável.
Este é um dos passos fundamentais para a Igreja reconhecer um dos seus fiéis como Santo, isto é, "que praticou heroicamente as virtudes e viveu na fidelidade à graça de Deus" e é digno de ser "modelo e intercessor" junto de Deus para os outros fiéis (cf. Catecismo da Igreja Católica, 828).
Assim, podemos, de facto, estar prestes a ver mais um português a juntar-se ao coro do Santos oficialmente reconhecidos. Será motivo de festa para a Igreja, e para nós em especial, dada a proximidade história e emotiva que temos de D. Nuno, nos nossos monumentos, na nossa história e na nossa devoção.
Luís Miguel Ferraz

Em memória de D. Nuno - Excerto da homilia de Frei Francisco Rodrigues
D. Nuno Álvares Pereira, na sua educação esmerada aprende a integrar os valores humanos, cívicos e espirituais, que nortearão sempre a sua actuação em todas as vicissitudes da sua vida. Homem que sabe não perder tempo, pois o gasta no serviço da Pátria, dos Irmãos e de Deus, através da Oração e da vivência das virtudes.
O Beato Nuno de Santa Maria foi guerreiro por causa da independência de Portugal para continuar a ser a «Nação Fidelíssima» aos costumes morais e à Igreja. Foi monge porque entende que a sua vida só teria sentido se fosse totalmente entregue ao Seu Senhor e à sua Dama, Maria Santíssima. Foi "Pai dos pobres", porque sendo o homem mais rico da Pátria tudo partilhou, ficando só com a roupa que tinha no corpo, à imagem de Cristo que "sendo rico se fez pobre", e passou o resto da sua vida calcorreando as ruas da cidade de Lisboa angariando esmolas para os pobres, coisa que o Rei não permitiu. Porém não o impede de na porta do convento do Carmo e nas casas, tratar de todos quantos necessitavam de apoio, material ou espiritual.
Portugal tem que se preparar para a sua canonizaçãb, aproveitando a sua ajuda, porque o que fizermos neste capítulo ele, no céu, será um nosso grande aliado em tudo o que fizermos a favor da irradicação da pobreza e da igualdade dos homens que ele sempre respeitou e fez o seu exército respeitar, fossem amigos ou contrários.
Hoje em dia que os homens pensam quase só no poder, no possuir, muitas vezes ultrapassando até os direitos mais elementares, nós portugueses temos de olhar para o Beato Nuno e mudar de atitudes, se queremos voltar a ser uma "nação fididelíssima" aos princípios que sempre a orientaram.
O Beato Nuno foi um exemplo claríssimo das virtudes cristãs, que pelo espaço que temos não podemos aprofundar, mas não desisto de as nomear: (1) o amor que tinha a Deus que norteava a sua vida e que concretizava na Eucaristia, comungando as vezes que a Igreja permitia (4 por ano), participando em duas missas todos os dias, mesmo em campanha, e aos domingos três. (2) A devoção à Virgem Maria, Senhora Nossa Mãe, a quem tudo oferecia, e sempre visitava os seus santuários e que diante da imagem da Virgem derramava copiosas lágrimas, pedindo-lhe para si e para os outros os seus favores. (3) A obediência, ligada à humildade e simplicidade, considerando os outros mais importantes que a sua própria pessoa. (4) A Oração, ou melhor dizendo, a vida toda passada pela oração, admirada por todos que fazia que muitos o quisessem imitar e que depois de religioso estreitou mais a familiaridade com o Senhor. (5) Os exercícios de mortificação e penitência sempre estiveram presentes na vida do Beato Nuno. (6) A caridade, que é a concretização das virtudes na vida humana era o que informava toda a sua vida.
(...)
É assim uma vida repleta de Deus e do bem, sendo gasta pelos outros que prepara a vivência com Deus depois da morte. O Beato Nuno no céu continua a amar a sua Pátria e a proteja-la e a ser um constante apelo a favor dos pobres e desvalidos da sociedade, desde as crianças, jovens, adultos e idosos.
Será só de justiça vê-lo em breve no Catálogo Universal dos Santos, se nós tudo fizermos para o merecer.



Quem foi Nuno Álvares Pereira?
Nasceu na vila de Cernache do Bonjardim, concelho da Sertã, a 24 de Junho de 1360. Era filho de Álvaro Gonçalves Pereira e de Iria Gonçalves do Carvalhal. Casou com Leonor de Alvim em, em 1377 em Vila Nova da Rainha, freguesia do concelho de Azambuja. Morreu no convento do Carmo, em 1 de Novembro de 1431. Camões, em sentido literal ou alegórico, explícito ou implícito, faz referência ao Condestável nada menos que 14 vezes em "Os Lusíadas".
Militar
Como general português, o seu papel mais notável e fundamental foi desempenhado durante a crise de 1383-1385, onde a independência de Portugal para com Castela esteve em risco.
Quando o rei Fernando de Portugal morreu, em 1383, sem herdeiros a não ser a princesa Beatriz, casada com o rei João I de Castela, Nuno foi um dos primeiros nobres a apoiar as pretensões de João, o Mestre de Avis, à coroa. Apesar de ser filho ilegítimo de Pedro I de Portugal, João afigurava-se como uma hipótese preferível à perda de independência para os castelhanos. Depois da primeira vitória de Álvares Pereira frente aos castelhanos, na batalha dos Atoleiros, em Abril de 1384, João de Avis nomeia-o Condestável de Portugal e Conde de Ourém.
Mas o génio militar de Nuno Álvares Pereira viria a ser ainda mais decisivo na Batalha de Aljubarrota. A 6 de Abril de 1385, João é reconhecido pelas cortes reunidas em Coimbra como Rei de Portugal. Esta posição de força portuguesa desencadeia uma resposta à altura em Castela. João de Castela invade Portugal, com vista a proteger os interesses de sua mulher Beatriz. Álvares Pereira toma o controlo da situação no terreno e inicia uma série de cercos a cidades leais a Castela, localizadas principalmente no Norte do País. A 14 de Agosto, trava a célebre batalha de Aljubarrota, comandando um pequeno exército de 6.000 portugueses e aliados ingleses, contra as 30.000 tropas castelhanas. A batalha viria a ser decisiva para o fim da instabilidade política de 1383-1385 e para a consolidação da independência portuguesa.
Finda a ameaça castelhana, Nuno Álvares Pereira permaneceu como condestável do reino e tornou-se Conde de Arraiolos e Barcelos. Entre 1385 e 1390, ano da morte de João de Castela, continuou a realizar ofensivas contra a fronteira de Castela, com o objectivo de manter a pressão e dissuadir o país vizinho de novos ataques.
Do seu casamento com Leonor de Alvim, o Condestável teve apenas uma filha, Beatriz Pereira de Alvim, que se tornou mulher de Afonso, o primeiro Duque de Bragança, sendo assim um dos antepassados da actual casa real portuguesa.
Religioso
Como Condestável do reino de Portugal, foi militar invencível; mas, vencendo se a si mesmo, após a morte da sua mulher, em 1423, vestiu o hábito de carmelita, no Convento do Carmo, que ele próprio fundara em cumprimento de um voto. Toma o nome de Irmão Nuno de Santa Maria, dada a sua grande devoção e confiança para com a Santíssima Virgem Maria. Sentia grande satisfação em pedir esmolas pelas portas, desempenhar os ofícios mais humildes na casa de Deus, e mostrou sempre grande compaixão e liberalidade para com os pobres, até à sua morte, com 71 anos de idade.
Durante o seu último ano de vida, o Rei D. João I fez-lhe uma visita no Carmo. D. João sempre considerou que fora Nuno Álvares Pereira o seu mais próximo amigo, que o colocara no trono e salvara a independência de Portugal.
Há também uma história apócrifa, em que Dom João de Castela teria ido ao Convento do Carmo encontrar-se com Nuno Álvares, e ter-lhe-á perguntado qual seria a sua posição se Castela novamente invadisse Portugal. O irmão Nuno terá levantado o seu hábito e mostrado, por baixo deste, a cota de malha (traje militar), indicando a sua disponibilidade para servir o seu país sempre que necessário.
O túmulo de Nuno Álvares Pereira foi destruído no Terramoto de 1755. O seu epitáfio era: "Aqui jaz o famoso Nuno, o Condestável, fundador da Casa de Bragança, excelente general, beato monge, que durante a sua vida na terra tão ardentemente desejou o Reino dos Céus depois da morte, e mereceu a eterna companhia dos Santos. As suas honras terrenas foram incontáveis, mas voltou-lhes as costas. Foi um grande Príncipe, mas fez-se humilde monge. Fundou, construiu e dedicou esta igreja onde descansa o seu corpo".
(Dados biográficos retirados de Wikipédia.com)

Golpilheira - Festa em honra do Senhor dos Aflitos

Realizaram-se, nos passados dias 4, 5 e 6 de Agosto, os tradicionais festejos anuais, em honra de Nosso Senhor dos Aflitos. Este ano, a Comissão de Festas foi constituída pelos "jovens nascidos no ano de 1957". A esta comissão, juntaram-se muitas pessoas, às quais esta comissão agradece, tanto na preparação do arraial, que é um dos mais bonitos da região, como nos dias dos festejos, nos diversos serviços imprescindíveis para o bom funcionamento dos mesmos.
A preparação dos festejos começou no dia em que foi entregue a "Bandeira". Ao longo do ano, seguiram-se algumas reuniões, com o objectivo de alinhavar todos os pormenores. Estávamos conscientes que os dias de mais afazer, depois de preparada alguma ornamentação, as prendas para a quermesse, a venda de rifas, a angariação de patrocinadores, eram os quinze dias antes da festa, para além dos três dias dos festejos. Nesta organização, apesar de sermos muitos, é normal que, por diversas razões, alguns tivessem maiores responsabilidades que outros.
O primeiro sinal dos festejos foi dado com a colocação do "mastro". No entanto, na última semana, foi visível a presença da maioria dos componentes da Comissão de Festas. Nestes trabalhos, não podemos esquecer a grande ajuda da Comissão da Igreja da Golpilheira, que sempre esteve ao nosso lado. Um dos dias mais marcantes desta preparação é a ida à murta, para fazer o cordão, que tanto embeleza o nosso arraial. Na quarta-feira, antes da festa, e como tem sido tradição, pelas cinco da manhã, e chamados por meia dúzia de foguetes, partimos cerca de três dezenas de pessoas rumo ao pinhal perto da Moita. Chegados ao local, ainda mal se via, começou a procura desta planta que começa a escassear. Moita aqui, moita ali, fomos enchendo a carroçaria dos carros. Foram ainda algumas horas de azáfama. Depois de comidos os bolos e a "bucha", regressámos a casa felizes e contentes, porque mais uma etapa estava concluída. À noite, com a colaboração de muita gente, iniciou-se a construção do cordão, que continuou e terminou na quinta-feira à noite. Neste mesmo dia, colocaram-se os arcos na estrada principal. Na sexta-feira iniciou-se o embelezamento do arraial que terminou às tantas. No sábado foram os retoques finais, para que tudo estivesse preparado para os três dias de festejos.
Como todas as festas, esta não foge à regra, são compostas pela vertente litúrgica e pela vertente profana. Uma completa a outra. No sábado, à tarde, tivemos a abertura da quermesse, do bar, restaurante e café d’avó. A animação esteve a cargo do conjunto musical "Sons da Brisa".
No domingo, ponto alto dos festejos, depois da recolha dos andores, com o grupo musical "Os Triunfantes", seguiu-se a Missa Solene, com a igreja e andores dos Santos bem ornamentados com flores muito bonitas, cuja responsabilidade ficou a cargo de Lurdes Lucas, e o seu arranjo por Albertina Pragosa. Os cânticos, na Missa Solene, estiveram a cargo do Coro da Golpilheira. Integrada na Missa, realizou-se a tradicional procissão, este ano, por razões que desconhecemos e que só o padre José pode explicar, sem a presença do Santíssimo e do pálio, o que provocou surpresa a muitas pessoas que notaram a sua falta. No início da tarde, actuou o rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena", do nosso Centro Recreativo, terminando o serão com a actuação do conjunto musical "FV Music".
Na segunda-feira, último dia de festa, depois da tradicional alvorada, seguiu-se a reabertura do arraial, à tarde Missa Solene, por intenção de todos os que colaboraram nos festejos. Não faltaram as tradicionais corridas de frangos, quebra de panelas e corrida de cântaros. Actuou neste serão a "Banda Kroll".
O som destes festejos esteve a cargo de F. S. Mendes Produções. Durante os mesmos decorreram torneios de setas, tiro ao alvo e os jogos do rato e do prego. Funcionou um magnífico bar, restaurante, café d’avó e quermesse.
Antes do fogo de artifício, procedeu-se à entrega da "Bandeira", que foi segura pelo senhor Henrique Silva, mais conhecido por Henrique "Catroze", tomando assim a responsabilidade da organização dos festejos para o ano de 2008. Para além do apoio que irá ter por parte da sua família, é também obrigação de todos nós ajudarmos, para que esta tradição não se perca na nossa terra. Os festejos encerraram com uma monumental sessão de fogo de artifício, a cargo de Armando Matos.
A Comissão de Festas agradece a todas as pessoas, empresas e entidades oficiais, que de alguma maneira contribuíram para que estas festas fossem um sucesso.
Manuel Carreira Rito

(Fotos na edição de papel)

S. Bento - Festa de Nossa Senhora da Esperança

É a última das três festas anuais que se realizam na nossa freguesia, mas nem por isso a menos animada, nos dias 18, 19 e 20 de Agosto. Este ano, a Comissão de Festas foi constituída pela equipa de campeões de futebol de 11 da época de 1997/1998, desde atletas a dirigentes, técnicos e pessoal de apoio, que não deixaram os seus créditos por mãos alheias.
Uma das principais apostas dos últimos anos tem sido a ornamentação do recinto e das ruas anexas, que também este ano brilhou pelo colorido das flores de papel e da murta. É um trabalho que obriga a longos meses de preparação e a muito esforço na colocação, nos dias anteriores aos festejos, mas vale bem a pena pelo resultado final, apreciado, sobretudo, durante a missa solene e a procissão de domingo.
Os arranjos florais foram aliás um pormenor em destaque, sobretudo nos andores de S. Bento, de S. António e da padroeira, Senhora da Esperança. Um motivo acrescido para o contentamento das muitas pessoas da freguesia que sempre participam nesta festa.
A animação musical esteve a cargo das bandas Unijovem, Kremlin e Selecção, que proporcionaram bons serões de dança e contribuíram para a alegria que se viveu no recinto, onde não faltaram o restaurante, o bar, o café e as filhós da avó, os jogos tradicionais e as muitas conversas entre amigos e conhecidos.
No final dos festejos, antes do fogo de artifício, procedeu-se à passagem da "Bandeira" à próxima Comissão de Festas, constituída pelos naturais e residentes na Golpilheira que farão 40 anos de idade no próximo ano. Paulo Rito, porta-voz dos "campeões de 97/98", agradeceu publicamente a todos os colaboraram para o sucesso dos festejos deste ano, quer na preparação do arraial, quer nos vários serviços que funcionaram durante os três dias de festa. Segundo este responsável, a adesão das pessoas foi muito boa, também nos eventos que se realizaram paralelamente, como a prova de BTT, o torneio de Sueca e a Vacada.

Comissão cessa funções
Na ocasião, a actual Comissão da Igreja de S. Bento, que tem renovado os mandatos desde há 10 anos, anunciou que irá cessar as suas funções em Dezembro deste ano, após a apresentação das contas desta festa. "O cansaço e o facto de não querermos estar agarrados ao cargo e dar oportunidade a outros para continuarem o trabalho feito e porem em prática novas ideias" foram as razões apontadas para esta decisão. "Agradecemos a todos os que, durante os últimos dez anos colaboraram em todas as festas que se realizaram e nas obras que realizámos, como o calcetamento do adro da capela e recinto de festas, a restauração da capela, o equipamento do restaurante e cozinha, etc.", referiu Paulo Rito, lembrando "todas as pessoas da freguesia e, em especial, as empresas que colaboraram com materiais e máquinas, à Câmara Municipal da Batalha pelo financiamento do restauro da capela, à Junta de Freguesia pelo apoio logístico e de limpeza dos arraiais, ao Centro Recreativo pela cedência do campo das Barrocas e outros materiais para a festa". Este membro da Comissão da Igreja referiu, ainda, "a ajuda fundamental do senhor Manuel da Cruz, recentemente falecido, no equipamento da cozinha, churrasqueira e restaurante". E a palavra final foi para os que virão: "apelamos a que apareçam novas pessoas, novas ideias e vontade de continuar o trabalho feito; quando iniciámos o primeiro mandato, prometemos fazer obra, pagar todas as despesas e deixar algum dinheiro na conta... e conseguimos cumprir, deixando um fundo de maneio para os que vierem a seguir poderem começar o trabalho", concluiu o porta-voz da Comissão.
Luís Miguel Ferraz

(Fotos na edição em papel)

"Vacada" nas Barrocas

No programa de festa de S. Bento

Mais uma vez, a chuva "fez das suas". Em Julho, obrigou ao adiamento da corrida "Rodas de Aço". Agora foi a vez da "vacada", marcada para o dia 15 de Agosto, ser adiada para o dia 18. Mas nem por isso se estragou a festa. Com a presença de muito público no campo das Barrocas, jovens e adultos, esta iniciativa foi um sucesso.
Houve muitos curiosos que tentaram pegar as vacas mais pequenas, especialmente jovens, e conseguiram fazê-lo. Outros ainda tentaram uns capotes, com camisolas vermelhas, claro, uma vez que elas não gostam desta cor. Ainda houve tempo para um ligeiro acidente, que felizmente não teve consequências graves.
Foi a primeira vez que se realizou por cá este tipo de divertimento, mas a adesão foi tão boa que poderá haver novas investidas... (fotos na edição de papel).

Convívio dos "jovens" de 1947



Teve lugar, no passado dia 12 de Agosto, no salão de festas da igreja da Golpilheira, o convívio dos nascidos no ano de 1947. Esteve presente grande parte destes "jovens de 60 anos", que passaram um dia animado. Recordaram tempos antigos, talvez até do tempo da escola, como não podia deixar de ser. As músicas da sua juventude passaram na aparelhagem, fazendo-os reviver tempos passados, que jamais esquecerão.
Quanto à comida, disseram-nos que estava uma delícia. As bebidas, frescas como manda a época, foram consumidas de acordo com os pitéus servidos. Da nossa parte, desejamos que este não seja o último encontro, ficando desde já à espera do próximo.
MCR

Descamisada é tradição antiga

Aos poucos, a tarefa da descamisada do milho foi desaparecendo. Antigamente, era uma festa. Aos serões, nas eiras, juntavam-se velhos e novos, num são convívio de trabalho, em que o objectivo era ajudar nesta tarefa comunitária, a troco duma filhós e de um copo de vinho ou abafado. No final, costumava haver o tradicional bailarico, a toque de sanfona ou realejo, acordeão e mais recentemente de gira-discos. Muitas vezes, era nestas descamisadas que se arranjavam os namoricos, que algumas vezes deram em casamento.
A cultura do milho, actualmente, é muito pouca. No entanto, ainda há quem teime. A família "Catorze", comandada pelo patriarca Henrique, ainda resiste e cultiva este precioso cereal. Com ajuda dos seus familiares, ainda consegue arrecadar uns bons alqueires de milho.
MCR

CRG faz 40 anos em 2009

Vamos preparar festa rija?

Parece muito cedo para escrever sobre este assunto, a uma distância tão grande. No entanto, é apenas para lembrar que daqui a dois anos a nossa colectividade vai festejar os 40 anos de vida. Por tudo aquilo que tem promovido, desde o dia em que foi fundada até à actualidade, penso que o ano de 2009 será um ano de referência.
Com esta ou com outra direcção, uma vez que, salvo imponderáveis, haverá eleições em Março de 2009, deve haver nesse ano comemorações que ultrapassem todas aquelas que foram feitas até esta data. É altura da população da freguesia da Golpilheira em geral, e os sócios em particular, manifestarem todo o carinho que esta casa merece.
Muitas pessoas comentam que três festas, no curto espaço de um mês e meio, são demasiadas para a nossa terra. Para dar realce às comemorações acima indicadas, penso que devia haver entretanto uma reunião entre as duas comissões das igrejas da Golpilheira e de S. Bento e a direcção do CRG, para chegarem a um entendimento sobre os festejos de 2009. É apenas um alerta. Era bom que desta reunião surgissem ideias, que dignificassem as comemorações dos 40 anos da nossa colectividade.
MCR

Mercado do Século XIX volta à vila

A vila da Batalha vai voltar a acolher, a 30 de Setembro, entre as 15h00 e às 18h00, mais uma edição do Mercado do Século XIX, a realizar na praça Mouzinho de Albuquerque. Contando com a presença de cerca de 250 figurantes, oriundos dos ranchos folclóricos do concelho e da região, a recreação do Mercado do Século XIX apresentará ainda diversos apontamentos de animação alusiva à época, nomeadamente, as leitoras da sina e algumas representações da chamada "literatura de cordel".
Com grande adesão por parte do público em anteriores edições, o evento pretende proporcionar aos visitantes uma demonstração do que era a realidade mercantil do século XIX, num ambiente animado e descontraído. Pretende-se, ao mesmo tempo, manter vivas e partilhar com os presentes as tradições da cultura popular e dos produtos comercializados nos mercados da época. Pão cozido em forno a lenha, vinho do pipo, animais vivos, frutas e hortaliças e os enchidos típicos da região são algumas das iguarias disponíveis para compra.

Feriado Municipal de 14 de Agosto | Comemoração dos 622 anos da batalha de Aljubarrota



As comemorações do dia 14 de Agosto decorreram no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, começando com uma celebração "pelos mortos pela Pátria", presidida pelo Frei Francisco Rodrigues, vice-postulador da causa para a canonização do beato Nuno Álvares Pereira. Na sua homilia (ver aqui), o carmelita lembrou as virtudes militares, humanas e cristãs do Santo Condestável, "cuja vida de santidade – vida de amor a Deus e à Pátria – está bem patente nos resultados adquiridos, quer na linha das virtudes que culminam com o desprendimento dos seus bens e a entrada como irmão donato no Convento do Carmo, por ele construído; quer no amor à Pátria, oferecendo a sua vida por ela, salvaguardando a sua independência e abrindo o caminho para a gesta dos Descobrimentos e a Missionação de gentes nos séculos XV e seguintes". "O exemplo de vida e de santidade do beato Nuno, deve ser, hoje, um desafio ao nosso amor pelos mais pobres e à luta pela igualdade entre os homens", afirmou frei Francisco Rodrigues, lembrando a afirmação de Álvares Pereira: "De todas as coisas que fiz, ‘pai dos desvalidos’ foi o que mais gostei de ser na vida".
Seguiu-se uma alocução do coronel Valente dos Santos sobre a batalha Real, como lição de "patriotismo, fé, determinação e dignidade" e "motivo de reflexão sobre o passado, para unidos sermos de novo capazes de vencer os desafios do presente e ter direito a futuro feliz". "A batalha Real tem o mérito de ter iniciado nova era e o mosteiro de Santa Maria da Vitória de ser a ponte que projecta a nação portuguesa no futuro, talvez por isso existam as capelas Imperfeitas de D. Duarte para nos lembrar a obrigação de continuar Portugal", afirmou o coronel.
A terminar, na Capela do Fundador, procedeu-se à deposição de uma coroa de flores no túmulo de D. João I pelas entidades participantes, como o Governador Civil, os presidentes das câmaras da Batalha e de Porto de Mós, o director do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, e representantes da Casa Real Portuguesa, da Real Irmandade de São Miguel da Ala, da Fundação Batalha de Aljubarrota, da Liga dos Combatentes, do Centro de estudos Portugueses, da Sociedade Histórica da Independência Nacional e de algumas delegações da Real Associação.
Nesta sessão participou, pela primeira vez, a Real Associação de Guarda de Honra dos Castelos, Panteões e Monumentos Nacionais (ou Real Guarda de Honra), criada em Janeiro deste ano, sob a égide do "Istituto Nazionale per la Guardiã D’ Onore alle Reali Tombe del Pantheon", de Itália.
Entre os vários "guardiões" instituídos, foi nomeado o coronel Valente dos Santos como Comandante Delegado da Legião do Comando de Panteões do Mosteiro da Batalha, e receberam o diploma de Membro Honorário da Guarda de Honra deste Mosteiro o seu director, Júlio Órfão, e o historiador local José Travaços Santos.

Livro de Mapone
Da parte da tarde, no auditório municipal, decorreu o lançamento da obra "Charneca do Algar d`Água – História duma Guerra Intestina no Concelho da Batalha (1882 – 1940)", da autoria de Manuel Poças das Neves (MAPONE), que contou com a apresentação do professor Candeias da Silva. "Obra de carácter histórico, bem elaborada e metódica, por um exímio contador de histórias, numa prosa digna de um Eça", assim a resumiu o apresentador.
O autor afirmou ter elaborado este trabalho por amor à sua terra e à "verdade histórica sobre um acontecimento local do passado recente, em relação ao qual várias versões contraditórias ocultavam o que de facto se passou". E também como forma de agradecer e retribuir a medalha de mérito que, fez nesse dia 10 anos, a autarquia da Batalha lhe atribuiu.
A partir desta mesma obra, como "mais um contributo para a preservação e investigação da história do Concelho", António Lucas, presidente da edilidade, lembrou a grandiosidade nacional do dia que se celebra no feriado municipal da Batalha, engrandecido com a recente eleição do seu Mosteiro como uma das sete maiores maravilhas arquitectónicas portuguesas. O presidente lembrou ainda a presença de uma delegação da cidade francesa de Joinville-le-Pont, com a qual se pondera um possível processo de geminação, tendo em vista "aprofundar laços históricos, culturais e também económicos" com esta comunidade francesa, próxima de Paris, onde residem tantos emigrantes, também do concelho da Batalha.

"Mosteiro Maravilha de Portugal - O que fazer com ele?"
Esta foi a pergunta-chave da conferência/debate organizada pelo Jornal da Batalha, a encerrar esta tarde comemorativa. Na mesa participaram Elísio Summavielle, presidente do IGESPAR (ex-IPPAR), António Lucas, presidente da Câmara da Batalha, Miguel Sousinha, presidente da Região de Turismo Leiria/Fátima, Júlio Órfão, director do Mosteiro da Batalha, e Alexandre Patrício Gouveia, presidente da Fundação Batalha de Aljubarrota.
Cada um dos oradores abordou a questão da promoção deste importante monumento nacional, de acordo com as funções que detém, começando pelo próprio director do Mosteiro. Júlio Órfão lembrou que a sua principal preocupação é "proteger, conservar e divulgar", papel que procura desempenhar, apesar das muitas limitações com que se debate. "Faltam outros ‘chamativos’ no concelho, falta alojamento para fixar mais os turistas, falta concluir o Centro Interpretativo e preparar o acesso à parte superior do monumento, projectos de maior envergadura que estão em fase de implementação, faltam melhorias na zona envolvente, falta a libertação de espaços usados por entidades externas ao Mosteiro", apontou o director.
Alexandre Patrício Gouveia aproveitou para apresentar alguns dos projectos que a Fundação Batalha de Aljubarrota tem em curso, também relacionados com o Mosteiro de Santa Maria da Vitória. "A classificação das duas posições do campo de batalha como monumento nacional foi um passo importante para avançarmos com um Centro Multimédia de Interpretação", afirmou este responsável, que aponta para a ligação fundamental com os centros de interpretação em fase de implementação no campo militar de S. Jorge e no Mosteiro da Batalha, bem como o estabelecimento de uma rede de transportes e a venda comum de bilhetes entre estes três locais, que permita "uma oferta de valor acrescentado que faça deste um dos principais pólos de turismo cultural do País".
"Potenciar a visita de pessoas e aumentar o turismo de qualidade" é também a aposta da Região de Turismo Leiria-Fátima. Miguel Sousinha lembrou que "o mercado é mais exigente quanto à verdade da oferta", pelo que a política de turismo e de cultura deverão estar em estreita colaboração na procura de novas propostas e dinamismos", lançando como exemplo a possibilidade de um "hotel temático" na Batalha.

Que as relações entre as entidades locais e o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) nunca foram boas, não é segredo para ninguém. Mas essa é uma imagem que o presidente do novo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) que limpar. "Temos agora uma ‘ligação de telemóvel’ e estamos disponíveis para colaborar com todos os outros parceiros para encontrar soluções", afirmou Elísio Summavielle. "O património é talvez a mola mais importante para o futuro do nosso país e há que pensá-lo em rede, neste caso, com Alcobaça e Tomar", defendeu este responsável, anunciando que para a Batalha este definido um investimento na ordem dos 7,5 milhões de euros, até 2015. "Este ano dedicámo-nos ao trabalho invisível da conservação do monumento, paredes e vitrais, e vamos já começar a trabalhar, com as Estradas de Portugal, na solução para o problema da passagem do IC2 às portas do Mosteiro, seguindo-se a criação de condições de acessibilidade ao piso superior, a elaboração do centro interpretativo, a criação de uma cafetaria e o tratamento da zona envolvente", concluiu, pedindo alguma compreensão para as condicionantes impostas pela UNESCO.
Estas foram boas notícias para António Lucas, que reconheceu haver no presente uma boa relação com o IGESPAR, que permitirá "encontrar pontes para resolver os problemas do Mosteiro e promovê-lo numa rede integrada de turismo cultural", numa região que considerou "um colar de pérolas" na oferta turística que representa. "A oferta de qualidade que pretendemos implica, também, uma mudança de atitude da população local e dos comerciantes em particular, que frequentemente misturam o artesanato com outro ‘lixo’, e dão uma má imagem da zona envolvente deste monumento", avisou, no entanto, o presidente, defendendo uma visão mais abrangente da oferta turística do concelho, como a ponte da Boutaca, recentemente restaurada, o programa cultural diversificado da autarquia, o património natural em redor, as igrejas, os museus, os espaços verdes, o centro de paleontologia, o parque eco-sensorial da Pia do Urso, a gastronomia local, a possibilidade de reabertura das termas das Brancas, etc.

António Lucas não terminou, porém, sem um lamento pela fraca participação dos batalhenses neste debate – estavam cerca de 40 pessoas –, no qual seriam os principais interessados, "a começar pelos fazedores de opinião".
No espaço dedicado às intervenções do público, destaque para a "preocupação" apresentada pelo historiador Saul António Gomes pelo pouco aproveitamento que se dá ao património intelectual do País, nomeadamente pelas televisões, um espaço que deveria ser também alvo de maior exigência dos seus responsáveis. Saul Gomes aproveitou ainda para corrigir o presidente do IGESPAR – que havia afirmado ser o Mosteiro dos Jerónimos o recordista nacional de bilheteira, com cerca de um milhão de entradas -, referindo a passagem pela Batalha de "seguramente mais de 3 milhões de pessoas, de entre os 5 milhões que visitam anualmente o Santuário de Fátima". Recorde-se que o turismo religioso é algo que o Governo parece querer ignorar, desconsiderando-o totalmente na sua estratégia promocional, quando, na nossa região, é o grande motor de visitas...
Vários participantes manifestaram ainda a sua preocupação pela falta de solução de problemas tão antigos como o arranjo da zona exterior às Capelas Imperfeitas, ou o desvio ao IC2. A resposta do painel de oradores foi sempre de confiança na proximidade dessa solução, embora sem data marcada... "prometo trabalho, não posso prometer que tudo seja resolvido", concluiu o presidente do IGESPAR.
A tarde terminou com o Encontro Anual de Emigrantes da Batalha, com algumas centenas de pessoas em confraternização no pavilhão multi-usos da vila,
Luís Miguel Ferraz

Festas da Batalha 2007 | Tasquinhas e mais artistas... à procura do público

Mais do que tradicionais, são seculares as festas de Agosto na vila da Batalha. Em décadas passadas, foram referência em toda a região, pelos conceituados artistas que nela actuavam, atraindo milhares de pessoas, até dos concelhos vizinhos. Nos últimos anos, o público tem diminuído e muitas pessoas afirmam mesmo que "as festas estão a morrer".
Vários poderão ser os factores para esta perda de grandiosidade. Os artistas, por mais mediáticos que sejam, já não são o "chamariz" que eram: vêem-se todos os dias na televisão, ouvem-se na rádio, têm-se gravados em CD, em MP3 e nos telemóveis, dão concertos com muito mais frequência nos palcos da região. Já não é preciso vir à Batalha para ouvir e ver os grandes nomes da música, como acontecia antigamente.
Por outro lado, a mobilidade das pessoas é muito maior: muitos viajam para fora nas férias, outros aproveitam a "escapadinha" do feriado duplo de 14 e 15 de Agosto para irem até à praia ou outros destinos, outros ainda preferem a romaria dos bares e discotecas com os amigos. Os mais jovens já não precisam de esperar as festas da Batalha para obterem a tão rara "autorização" dos pais para saírem de casa à noite, como acontecia antigamente.
A isto há a juntar a profusão de festas que se realizam um pouco por todo o lado, mesmo no próprio concelho da Batalha. Hoje em dia, cada lugar tem a sua festa, que procura abrilhantar da melhor forma, até com a qualidade dos artistas que são convidados, e com uma aposta forte na restauração, que é sempre um aliciante extra para a visita. Já se sabe que, se há festa na aldeia, as pessoas preferem ficar por lá, em vez de se deslocarem para outro festejo vizinho.
Tentando combater estes e outros factores, várias têm sido as tentativas da autarquia e das associações organizadoras (Rancho Folclórico Rosas do Lena e Associação Recreativa Batalhense) para cativar o público. Foi o caso este ano, com a inclusão de uma zona de tasquinhas no recinto e com a aposta em mais artistas, procurando um programa abrangente e diversificado, a par dos jogos tradicionais.
O primeiro serão foi no dia 10 de Agosto, com a participação do Cancioneiro da Região da Magueixa e do grupo Semibreves, de Pombal, numa tónica de música tradicional. No dia seguinte, foi a vez da XXII Gala Internacional de Folclore, uma grandiosa manifestação folclórica anual, que este ano contou com a presença do Grupo de Danças e Cantares da Trofa, do Grupo de Folclore "STANITSA", dos Montes Urais - Rússia, do Grupo Regional de Danças e Cantares do Mondego, da Companhia de Danças Folclóricas "Guenda Nabani", do México, e do Grupo de Danças Folclóricas "SIKHARULI", da Geórgia, para além do rancho organizador, "Rosas do Lena", da Batalha. Já não atrai multidões, tantos são os festivais de folclore que se realizam pela região, mas foram ainda assim algumas centenas de pessoas as que não quiseram perder esta festa de diversidade etnográfica mundial, ao nível do melhor que se faz no País.
Os restantes espectáculos foram mais virados para a música pop e rock da actualidade: "Mundo Cão" e "Cool Hipnoise" no dia 12, "Plástica" e Jorge Palma no dia 13, "Fat Freedy" e "Ritual Tejo" no dia 14, "AIOAI" e "Ala dos Namorados" no dia 15. Não se poderá dizer que tenha havido "enchente", mas pareceu-nos ter-se registado um aumento de pessoas, em relação aos anos mais recentes, sobretudo no público mais jovem. Jorge Palma e Ala dos Namorados foram os que receberam mais gente no terreiro. Talvez tenha faltado a "mistura" de alguns artistas mais do agrado do público adulto, dentro da música ligeira, para garantir a afluência mais numerosa que se procura.

Desporto
Tem sido tónica dos festejos, também, a vertente desportiva, com a inclusão do Grande Prémio de Atletismo Mestre de Aviz, no dia 15, com provas infantis e seniores.
Este ano, essa aposta foi reforçada com a realização, no fim-de-semana anterior, dias 4 e 5, do I Torneio Internacional Sénior de Andebol, co-organizado pelo Batalha Andebol Clube (BAC), e com a participação das equipas principais do Sporting, do ABC de Braga, e do Octavio Pilotes Posada, equipa oriunda de Vigo, Espanha. O pavilhão da Batalha encheu-se de público e foi uma boa forma de promover a modalidade em que o BAC tem representado o concelho a nível nacional. O Sporting sagrou-se campeão deste torneio, vencendo o Pilotes Posada (34-20) numa final disputada com elevado nível técnico. O ABC de Braga arrecadou o terceiro lugar, face à vitória frente ao BAC.
LMF

Carta do Brasil | "Estou unido a vocês"

Olá amigos. Um abraço amigo e um agradecimento de coração. Há muito tempo que não enviava um texto para o jornal, porque tenho tido problemas aqui com a internet, mas agora está tudo a funcionar melhor.
Queria dar-vos pormenores sobre as cestas que vocês estão a oferecer às nossas crianças mais carentes ou excluídas. Pedi os nomes das crianças, insisti várias vezes, e nada. O prédio esteve em obras durante muito tempo. Agora pedi de novo e já recebi finalmente as fotos, os nomes e dois dossiers com quase todas as indicações. Como não tinha impressora, tive de me arranjar para poder conseguir uma. Agora parece que está tudo em ordem para recomeçarmos este trabalho pastoral, na favela de Jardim Peri. Não existe praticamente nenhuma diferença de Salvador ou de Jaguarari, pois é o mesmo povo de lá que vem morar aqui, procurando melhores condições de vida. Neste tempo, continuei a ajudar as crianças de Jaguarari. Recentemente, dei trabalho aqui na paróquia a uma família e acredito que já fiz uma obra boa. Agora, acredito que possamos fazer um excelente trabalho social com a colaboração da gente boa da nossa terra e de toda a nossa paróquia.
Distribuímos as cestas básicas a 50 famílias, neste fim-de-semana, e estamos a preparar o "Natal da Criança", pelo que andamos a pedir ajudas a toda a gente de dentro e de fora da paróquia. Futuramente, falarei mais um pouco deste trabalho, feito por muitos leigos e leigas que ajudam a paróquia.
Está a terminar o mês de Agosto, mês vocacional, e já estamos a preparar o mês de Setembro, mês da Bíblia e da Liturgia. Vamos semeando e acredito que vai haver colheita! Talvez não seja para mim, mas será para quem me substituir no futuro. Só Deus sabe!
Nestes dias, mandei restaurar uma imagem da Imaculada Conceição, que estava num armazém. Foi uma família portuguesa que pagou. Deus seja louvado! Ficou linda.
Recebi o Jornal da Golpilheira. Parabéns, pois está muito bem organizado, atraente e informativo.
Vi o 38º aniversário do Centro Recreativo. Parabéns aos directores, a todos os sócios e a todas as pessoas que fazem isso acontecer. Ainda tenho bem presentes os momentos alegres que ali passei. Recordo toda a gente com muito carinho e não tenho palavras para a agradecer. Rezo por todos vocês. É o meu trabalho e é o que eu gosto de fazer.
Parabéns pela festa do Senhor dos Aflitos. Vi toda a programação e estou unido a todos vocês.
Neste primeiro domingo de Agosto, mês vocacional, é também o Dia do Padre. No próximo domingo será o Dia do Pai. Parabéns a todos os pais da nossa terra querida. Mando um abraço para todos sem excepção. No terceiro é o domingo dos religiosos. Temos aí alguns e algumas religiosas. Parabéns a todas e todos. No quarto domingo é o Dia do Leigo Catequista. Parabéns a todos vocês, leigos comprometidos com a causa da evangelização, ou seja, ajudando o Reino a crescer.
Parabéns São Bento, vos recordo com saudade. Aquele abraço carinhoso para todos vocês e parabéns pela vossa festa, sempre bonita e respeitadora.
Parabéns à criançada, pela folha do meio do jornal. Sairão daí os futuros artistas.
Parabéns à Cremilde Monteiro, prima querida, e à sua capacidade artística. Um beijo.
Parabéns aos batalhenses, pelas festas bonitas de Agosto.
Espero não ter esquecido ninguém. Agora fico esperando pelas vossas notícias e entretanto mando mais umas coisas para publicar no nosso lindo Jornal da Golpilheira.
Um agradecimento carinhoso para todos os colaboradores da campanha "Pão para as crianças do padre João". Espero que o meu projecto, que é nosso, possa arrancar definitivamente sem parar.
Uma saudação especial também para o padre José, sempre aberto a este nosso projecto de caridade aos mais fracos. Agradeço de coração e oro por vocês todos.
Um abraço a todo o bom povo de Deus da nossa terra, amigos, colaboradores e outros.
João Monteiro da Felícia

DREC encerra três "primárias" do concelho

Câmara contra fecho de escolas

Em ofício dirigido à Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), o presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, manifesta-se contra o encerramento das duas escolas básicas que o Ministério da Educação pretende encerrar no concelho, no próximo ano lectivo, designadamente, Alcanadas e Garruchas.
"Ficou acordado o encerramento da escola do Casal do Relvas, mas foi perfeitamente esclarecido que discordávamos frontalmente de qualquer outro encerramento, em virtude de não se encontrarem minimamente salvaguardadas as condições pedagógicas, técnicas e humanas para o encerramento de qualquer outra escola", lembra António Lucas. O principal motivo apontado é a falta de preparação das escolas de acolhimento para receberem os alunos dos estabelecimentos a encerrar, conforme atesta a Carta Educativa da Batalha, documento aprovado pelos órgãos municipais e homologado pelo secretário de Estado da Educação.
Face à posição agora assumida pela DREC, António Lucas adianta que o Município da Batalha "não tem condições para fornecer refeições, nem para assegurar transporte a estes alunos", e que "a solução para ultrapassar estas dificuldades passa pela construção do Centro Educativo, já com parecer favorável do Ministério da Educação", estando o seu financiamento dependente de fundos do Governo ou comunitários.

ANJE promove formação para 2007/08

O Núcleo do Centro da Associação Nacional de Jovens Empresários promove o seu novo Plano de Formação, com cursos a começar já em Setembro, em Coimbra e Leiria, em horário pós-laboral.
O plano centra-se em três áreas de formação: Empresarial, Contínua de Formadores e Linguística. Tendo em conta a considerável experiência da ANJE Centro na coordenação de formação profissional, os cursos pretendem fornecer conhecimento, competências e ferramentas aos jovens empresários e seus colaboradores, que lhes permitam vencer em mercados cada vez mais competitivos. Deste modo, a ANJE Centro aposta em algumas acções de carácter inovador, como coaching, formação de jovens empreendedores e valorização de imagem pessoal, entre outras. Nas acções de empreendedorismo, mais do que a formação em si, será promovida uma aproximação entre formandos, aspirantes a empresários, e os empresários em si, fomentando a troca de experiência e de conhecimentos práticos, muito valiosos para quem pretende iniciar o seu próprio negócio.
A ANJE pretende com estas acções dar resposta às necessidades de formação das empresas e colaboradores dos seus associados (e não só), tendo também em conta as obrigações legais em vigor. Também está em estudo a possibilidade de proporcionar "formação à medida".
Informações: www.anje.pt/centro .

Formação na NERLEI

Prevenção de riscos profissionais

No âmbito do Programa de Prevenção de Riscos Profissionais, da responsabilidade da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT, anterior IDICT), a NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria apresentou uma candidatura para desenvolver um projecto de formação destinado a sensibilizar empresários e trabalhadores.
Designada "O Contributo da Prevenção de Riscos Profissionais para a Produtividade das Empresas", a acção é co-financiada pela ACT e engloba um diagnóstico das necessidades de formação no âmbito da prevenção de riscos profissionais e a realização de acções adequadas ao perfil de cada empresa participante.
Este projecto tem como objectivos criar práticas de organização, gestão e planeamento de segurança nos domínios da higiene e saúde no trabalho, adoptando uma abordagem preventiva, através da implementação das respectivas medidas correctivas; melhoria das competências internas das empresas em matéria de desenvolvimento organizacional e de condução de processo de mudança com vista à prevenção de riscos profissionais.
O projecto prevê o acompanhamento de 10 pequenas e médias empresas. Cada empresa deve ter um mínimo de 12 e um máximo de 18 participantes, sendo que neste grupo deve estar assegurada a presença de membros da gestão de topo, de chefias directas e de trabalhadores. O início está agendado para a segunda semana de Setembro, sendo que a formação decorrerá em horário laboral.
Com este projecto, a NERLEI pretende contribuir para que as empresas da região se tornem mais eficientes e competitivas através da diminuição do absentismo provocado por acidentes ou doenças profissionais dos seus trabalhadores. Para tal é fundamental a identificação e avaliação dos factores de riscos existentes no posto de trabalho e a sua redução através da implementação de medidas de prevenção.
Informações: apoiotecnico@nerlei.pt .

EPAMG aposta em curso de sucesso

"Acompanhante de Crianças"

Ao longo do ano lectivo 2006/2007, decorreu o curso de Acompanhante de Crianças, na Escola Profissional e Artística da Marinha Grande (EPAMG), que contou com o desenvolvimento de estágios e de provas de avaliação inovadoras. Este foi o primeiro curso com equivalência ao 9º ano de escolaridade a surgir nesta escola, que atribui uma certificação profissional de nível II e constitui, assim, um desafio para todos os profissionais envolvidos.
Em conversa com a coordenadora do curso, professora Sónia Roldão Silva, apurou-se que "o balanço é muito positivo e os estágios realizados em instituições da região tiveram um grande sucesso e aceitação por parte das entidades", pelo que "é muito gratificante para todos os professores perceberem que alunas que estavam em risco de abandono escolar estão agora motivadas para prosseguirem os seus estudos". Assim, "a criação na EPAMG de um percurso de formação alternativo, para os jovens que querem concluir o 9º ano, aprendendo uma profissão, foi sem dúvida, uma aposta ganha", refere a coordenadora.
Um outro aspecto importante neste curso são as provas de avaliação final que as alunas têm de realizar e que, no final, defendem perante um júri. A diversidade de temas escolhidos pelas alunas evidencia-se pela sua originalidade e aplicabilidade no contexto prático da formação. Uma dessas provas, designada como "Comes ou não comes?", da aluna Daniela Monteiro, está direccionada para crianças difíceis de alimentar. A aluna Vanda Santos irá defender a prova intitulada "Encanto de Contar", que tem como objectivo mostrar várias técnicas para contar histórias ao público infanto-juvenil. "A hora do banho: o que fazer?" é outro exemplo de trabalho, desenvolvido pela aluna Jodelly Pinto, que apresenta técnicas para dar banho aos bebés.
É de destacar que o curso de Acompanhante de Crianças será leccionado, novamente, no próximo ano lectivo na EPAMG, estando a decorrer o período de inscrição para o mesmo. Poderão inscrever-se todos os jovens entre os 15 e os 25 anos, com o 8º ano de escolaridade completo. "Esperamos, no próximo ano, o mesmo sucesso, com mais trabalhos inovadores e criativos, direccionados para as crianças", refere a escola em comunicado à imprensa.

Obras no Campo das Barrocas

Novo muro de suporte de terras

Está em fase de conclusão o muro de suporte de terras no campo das Barrocas, do lado nascente, cujas despesas de construção estão a cargo do Centro Recreativo da Golpilheira, Câmara Municipal da Batalha, Junta de Freguesia da Golpilheira e de Joaquim Filipe.
A construção deste muro vai dar mais segurança ao campo de jogos usado pelas nossas escolas de futebol, contribuindo também para o desvio de águas do campo, tornando-o mais funcional.

Equipas de Futebol e Futsal do CRG começam a trabalhar

Prestes a acabar as férias, começam a movimentar-se as secções de Futsal e Futebol 11 do CRG. A equipa de Futsal Sénior Feminino, orientada pela professora Teresa Jordão, vai dar início aos trabalhos para a próxima semana. A equipa Juvenil de Futebol de 11, orientada pelo Jorge Rito (Chalana), vai iniciar os trabalhos também na próxima semana. Quanto às outras equipas de Futsal e Futebol 7, daremos mais notícias na próxima edição do nosso jornal.

Infra-estruturas desportivas cada vez mais precisas

Cada vez se torna mais urgente a construção de um pavilhão gimnodesportivo na nossa freguesia e, depois, um campo de futebol de 11. Actualmente, sem estas instalações, estão a ser criadas grandes dificuldades, quer na utilização do pavilhão, como do campo de futebol da Câmara Municipal da Batalha. É urgente que unamos todos os nossos esforços, para que, em sintonia com as entidades oficiais, consigamos os nossos objectivos. Há uma verdade que não pode ser esquecida: nós, se queremos infra-estruturas, temos que rastejar, enquanto os clubes da Batalha têm tudo de mão beijada...
MCR

Provas de Karting

257 Voltas Milagrenses
O portal www.milagresleiria.com leva a efeito a prova "257 voltas milagrenses", a 2 de Setembro, no karting de Leiria. Esta é uma realização que tem apaixonado os participantes, pela muita animação e surpresas. A resistência, que se aproxima cada vez mais das 5 horas, nasceu no ano 2000, como forma de comemorar o 250º aniversário do lugar que acolhe o evento. Esta 7ª edição conta com o apoio da ELF, NDML, Rádio Batalha, Região de Turismo Leiria/Fátima, Pina-Electrónica, Inflotec e Pi-Racing, portal da modalidade.

Voluntários da Marinha Grande
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande vai levar a efeito um convívio de kart, a 29 de Setembro, no Kartódromo dos Milagres, Leiria. O convívio terá uma secção de 15 minutos de treinos e 60 de corrida e destina-se a equipas de 2 a 4 elementos e têm um custo de 60 euros. As inscrições podem ser feitas no kartódromo ou directamente no Quartel dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande.

Convívio de S. Martinho
Em Novembro, castanhas, água-pé e karting fazem a festa em Leiria. No dia 10 de Novembro, pelas 10h00, convidam-se todos os amantes da modalidade a participar num resistência de 4 horas, para comemorar esta data significativa, com almoço.

Convívio de colectividades
E porque nem só de futebol se animam as colectividades, no dia 2 de Dezembro, os 90 minutos serão "jogados" no asfalto do kartódromo de Leiria. As equipas serão das melhores em campo e o apito final será, por certo, o término de um grande dia.

Não é folclore tudo o que de folclore se diz

CONVERSAS... para uma Cultura da Tradição

Os grupos ditos de folclore como que brotam de cada esquina, mas o grave é que nem todos fazem jus a tal designação. Porque de folclore são todos (e apenas) aqueles que constituem um "museu" das suas tradições, que assentam a sua representação num cuidado trabalho de pesquisa.
Certo que um grupo é sempre um sinal, mais pelo que representa no campo do associativismo, mas um grupo de folclore é muito mais, é um defensor da nossa identidade, é um promotor do conhecimento. E se até podemos aceitar que todos sejam cultura, há no entanto que separar as águas.
Há por vezes muita confusão quanto à definição de folclore, mas os dicionários são claros e a UNESCO também o definiu. E para alguns estudiosos que, em Novembro de 2001, se reuniram em Santarém, precisamente para uma análise e clarificação do termo, FOLCLORE deve "ser entendido como expressão da cultura tradicional, entendendo-se como tradicional comportamentos, usos, vivências e valores que qualquer grupo social, relevante culturalmente, utilizou durante o tempo suficiente para impor a marca local, independentemente da sua origem e natureza".
É evidente que os que ali estiverem nesse dia não deram, nem podiam dar, outro conteúdo ao termo Folclore, antes, procuraram uma redacção simples, compreensível às gentes simples, que em grande parte dão vida e alma ao mesmo.
Entretanto, é lamentável que em Portugal não haja uma Cultura da Tradição, pois, de outro modo, não veríamos gente ilustre e mesmo dos grandes órgãos da comunicação social considerarem "folclore" como sinónimo de coisa de somenos, de coisa sem importância. Mas isso acontece, não obstante a Sociedade de Língua Portuguesa considerar que tal só se admite a um analfabeto, ou pessoas de pouca cultura!
Com todo o respeito, mas se a Língua é a Nossa Pátria...
Lino Mendes

O Fandango Estremenho

Recolhas de Alberto Gomes de Sousa Danças e Cantares...

Com o fim de ficarmos a saber algo mais sobre a origem da popular dança do "Fandango", consultamos quatro fontes, cujos autores opinam a respeito:
1º. Dança popular espanhola.
2º. Dança popular, mais ou menos licenciosa; música dessa dança.
3º. Dança ou baile de ritmo popular, muito alegre e barulhento.
4º. Dança popular a três tempos, que é acompanhada normalmente de castanholas na Espanha, Portugal e no Brasil. Esta dança é executada por duas pessoas.
5º. Referente a um artigo que lemos algures, em que o autor dizia que o "Fandango" era uma dança de origem ibérica.
Ao cabo e ao resto, a terra onde nasceu o "Fandango" ainda está por apurar. Conquanto seja mais comum dizer-se que é oriunda do Ribatejo, naturalmente por ser ainda hoje onde está mais popularizado, o certo é que na última década do século XIX se dançava na região de Leiria, segundo testemunha fidedigna por nós contactada. Como era e é ainda dançado de maneira diferente, embora a música seja a mesma, não tem na região leiriense o nome de "Fandango Ribatejano", mas antes de "Fandango Estremenho". É que o "Fandango do Ribatejo" é dançado entre dois homens que mutuamente se desafiam, disputando entre si a mulher amada, tratando-se, portanto, de uma dança de sexos iguais, se assim se pode classificar.
Na nossa região, e mormente na Pocariça, esta dança popular era executada das seguintes maneiras:
a) Fandango Individual: sem formação coreográfica, homem ou mulher em passo clássico; homem ou mulher em passos improvisados.
b) Fandango Colectivo: sem formação coreográfica, homens em passo clássico e mulheres em passo clássico.
c) Fandango Quadrado: formação coreográfica em quadrado, homens em passo clássico e mulheres em passo clássico.
d) Fandango de Barra: sem formação coreográfica, campos extremados, homem em passo clássico e mulher em passo clássico, revezada por ajudantas.
Sendo o "Fandango Estremenho" ‘bailhado’ de diferentes maneiras, há que as explicar. Executada apenas por um fandangueiro – homem ou mulher –, quer em passo clássico, quer nos passos improvisados, os dançadores ficavam absolutamente livres para dar à dança uma personalidade que as outras formas não têm nem de longe. No passo clássico, deslocavam-se da esquerda para a direita e vice-versa, com uma agilidade impressionante, sem fugir ao ritmo acelerado da música. E nos passos improvisados? Era sem dúvida a forma mais aplaudida pela assistência. Sobretudo os rapazes faziam gala em inventar as mais incríveis poses. Como dançar em cima de um meio-alqueire, saltá-lo a pés juntos de um lado para o outro, marcar a cadência com um pé sobre a medida e outro no chão, dançá-lo com um copo cheio de vinho na mão sem "galão de alferes" sem o entornar, bater as palmas, ajoelhar, etc. Claro que todos estes passos eram levados a efeito numa posição máscula, como colocar os dedos polegares nas axilas, colocá-los também nos bolsos dianteiros das calças, tamborilando com os restantes nos flancos do abdómen, passar a borda do barrete da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, voltá-la para o cachaço, posicioná-la de molde a bater-lhe na testa, etc. Quanto às raparigas, nesta modalidade, conquanto fossem também muito aplaudidas, o seu sexo mão permitia a singularidade dos movimentos dos moços. Não passava, ao que nos contaram, de dançar com uma garrafa de vinho cheia à cabeça, sem a deixar cair, prática esta no que eram peritas, habituadas como estavam de trazer da fonte o cântaro à cabeça, sobre minúsculas rodilhas "feitiças", num prodígio de equilíbrio, exibindo deste modo a sua perícia. O cântaro chegava a ter, na cabeça de certas raparigas, um grau de inclinação bastante acentuado, mas quando Deus queria...
Fazemos notar aos nossos leitores que só no "Fandango Individual" se usavam os passos improvisados. O "Fandango Colectivo" começava apenas com um par que, em passo clássico, dava o "risco", ou seja, o princípio da dança. O dar o "risco" não significava propriamente um desafio, já que não havia contacto prévio. Mas o ritmo desta música sempre foi altamente comunicativo, logo outros ‘bailhadores’, rapazes e raparigas, entravam na contra-dança, chegando os pares a serem às dezenas. Com o aquecer, os fandangueiros chegavam mesmo a defrontarem-se uns aos outros, para ver aquele ou aquela que mais tempo se aguentava com a braveza da disputa.
Não se julgue que nestas circunstâncias era só a juventude que predominava no ‘bailharico’. Antes pelo contrário, os casais já durões nele tomavam parte, para fazerem ver aos mais novos como é que, no seu tempo, se dançava um "Fandango" bem bravo. Esta mistura de idades levava a que, mantido o devido respeito da malta nova para com os mais velhos, tudo acabasse em são, quão alegre, divertimento, sobretudo quando era um ou outro rapaz a desafiar o próprio pai, que, já se vê, não levava a melhor a moço de sangue na guelra.
O "Fandango Quadrado" é assim chamado por se tratar de uma formação em quadrado de pares mistos. Das quatro formas de executar esta dança, é a única que conhecemos com formação coreográfica. Aliás, conhecida também por "Fandango Batido", porque todos os lados do quadrado o batem, "Fandango Chegado", porque os lados do quadrado alternadamente se chegam, "Fandango Passado", porque os dançadores passam de uma extremidade para a outra, "Fandango Rodado", porque os quatro lados do quadrado se reúnem em estrela, andando de roda. Uma bonita forma de executar esta dança, que sendo de acentuado movimento de pés, tem imensa graça, quando os ‘bailhadores’, sobretudo os rapazes, acompanham na perfeição o ritmo da música com o bater dos pés. Para tanto, muito contribui para o êxito quando a actuação é levada a "tabuados" com boa caixa-de-ar.
Para mais acicatar os fandangueiros, havia um "mandador", que a espaços gritava: "É rapazes, vai de bater o pé como o coelho". Note-se que, assim procedendo, os moços estavam a manifestar o seu machismo, senão mesmo sensualismo, dado que o coelho só bate o pé quando anda com o cio atrás das coelhas.
Lemos em tempos, no comentário dum etnocoreógrafo, que o "Fandango de Barra" era das danças mais expressivas, dada a sua romântica história, que contaremos na próxima edição.

Falha no abastecimento de água

Várias zonas do concelho da Batalha afectadas

Com o Verão, são dois os principais problemas que afectam as populações: o flagelo dos incêndios e a escassez de água.
Este ano, no nosso concelho e na região, os incêndios não têm trazido a preocupação de anos anteriores, mercê do tempo mais fresco que se vai fazendo sentir e, com certeza, de uma maior consciencialização de todos para os cuidados a ter com a preservação e limpeza das florestas. Após tantas campanhas de sensibilização, o esforço parece estar a dar frutos. Espera-se que esta aparência corresponda, de facto, à realidade,
Já quanto à falta de água, apesar de todos os esforços na garantia de bom fornecimento, têm surgido alguns problemas em várias zonas do concelho da Batalha. António Lucas, presidente da edilidade, tem afirmado o seu empenho em garantir a melhoria da rede de abastecimento, a construção de novos pontos de depósito, a garantia de fornecimento próprio e externo, etc. Mas também tem avisado, já em anos anteriores, "o demasiado envelhecimento das condutas, sobretudo no centro da vila da Batalha", como um dos problemas que haverá que resolver em breve, "um avultado investimento, cujo financiamento a autarquia está a estudar".
Este receio parece estar a tornar-se uma realidade. Uma das situações mais graves registou-se no passado dia 30 de Julho, com a falta de água a atingir numerosos lares batalhenses. Segundo comunicado da Câmara Municipal, este corte ficou a dever-se a "uma ruptura ocorrida na conduta adutora principal (Pinheiros – Fonte dos Vales)". Ainda no mesmo comunicado, informa-se que "de imediato, o piquete da empresa concessionária das águas do concelho da Batalha – Águas do Lena – iniciou os trabalhos de reparação da conduta, a que se juntaram posteriormente os técnicos da autarquia da Batalha", mas os trabalhos acabaram por se revelar muito complicados, dada "a natureza geológica do terreno (barro) e o facto de a mesma se encontrar a 10 metros de profundidade".
Assim, a falha acabou por se prolongar por todo o dia seguinte, com a agravante de ser um dos dias mais quentes registados este ano. Espera-se que não haja novas ocorrência deste género, mas, a julgar pela preocupação com que se tem falado do "envelhecimento das condutas", por exemplo, nas Assembleias Municipais, não estamos livres disso. Parece ser urgente encontrar a solução...

"Casa Pronta" chega a Leiria

Comprar casa é mais rápido e barato

Leiria foi um dos cinco municípios escolhidos para integrar a fase inicial do serviço "Casa Pronta", que consiste na concentração de todos os procedimentos para a compra e venda de imóveis. Assim, desde o dia 24 de Julho, é possível fazer, no mesmo balcão da Conservatória de Registo Predial, a celebração do contrato de compra e venda, o registo, o pagamento ou o pedido de isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis, a alteração da morada fiscal, entre outros serviços. Esta é mais uma das propostas do famoso "Simplex", o programa com que o Governo pretende reestruturar e desburocratizar os actos públicos, tornando-os mais simples, rápidos, económicos e eficazes.
Numa fase experimental, o balcão "Casa Pronta" estará disponível para os imóveis situados em Águeda, Almeirim, Braga, Leiria e Mirandela, devendo ser alargado progressivamente a todo o território nacional. Numa segunda fase, vai ser eliminada a competência territorial das conservatórias de registo predial, o que significa que poderá aceder ao serviço em qualquer conservatória ou "Loja do Cidadão", qualquer que seja a localização do imóvel.
O lançamento deste novo serviço realizou-se em Águeda, numa cerimónia em que participaram o primeiro-ministro, José Sócrates, o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, o ministro da Justiça, Alberto Costa, e o secretário de Estado da Justiça, João Tiago Silveira. Ali se afirmou que se trata de "simplificar a vida às pessoas, ao eliminar uma série de formalidades e um processo complexo que envolvia 17 passos burocráticos para comprar casa". Por exemplo, deixa de ser necessário celebrar uma escritura pública no cartório notarial, porque o negócio jurídico é celebrado perante o conservador, que imediatamente procede à realização do registo.
"O nosso objectivo é tornar num processo mais fácil, mais simples e mais barato", enfatizou o secretário de Estado da Justiça, que rebateu as críticas de insegurança jurídica por não existir o duplo controlo do notário e da conservatória com o facto de "ao contrário do processo tradicional da compra de casa, os registos serem feitos imediatamente após a celebração do contrato, o que significa que estão permanentemente actualizados", disponíveis numa certidão on-line, no sítio www.casapronta.mj.pt.
Outra das vantagens, segundo Tiago Silveira, é o serviço "Casa Pronta" ser mais barato do que o procedimento tradicional, graças à "redução das formalidades e certidões". Por exemplo, um processo de compra e venda com hipoteca que custe 950 euros pelo método tradicional, passará a custar 650 euros, ou 450 euros, se for pago com conta poupança-habitação.

. Junta Informa .

Prevenção às intempéries de Inverno
No âmbito da prevenção às intempéries de Inverno, informa a Junta de Freguesia que os serviços do município estão já no terreno a reparar e corrigir casos pontuais de deficiência de escoamento de águas. A saber:
- Calçada da Bica, junto à "capela velha"
- Ribeiro do Furadouro, na ponte C. Mil Homens
- Reparação de muros no rio Lena, Cova do Picoto
- Reparação da linha de água da Cividade, junto ao cruzamento com a estrada do Vale
- Outras reparações diversas

Tractores agrícolas na lavra de Outono
Aos senhores agricultores e operadores de tractores agrícolas, notifica-se para a responsabilidade em preservar as linhas de água existentes limpas de terras e entulhos, recomendando-se a lavra afastada dos aquíferos de maior caudal, prevenindo entupimentos dos mesmos, sob pena de virem a ser sancionados pelas entidades competentes. Recomenda-se ainda que a lavra seja feita em sentido perpendicular ao declive da propriedade.

MAOTDR – CCDR-Centro - EDITAL
NOS TERMOS DA LEI N.º 58/2005, DE 29 DEZEMBRO, OS PROPIETÁRIOS OU POSSUIDORES DE PARCELAS DE LEITOS E MARGENS DE LINHAS DE ÁGUA, NAS FRENTES PARTICULARES E FORA DO ALGOMERADO URBANO SÃO OBRIGADOS:
1. A MANTER O SEU BOM ESTADO DE CONSERVAÇÃO, PROCEDENDO À SUA REGULARIZAÇÃO, LIMPEZA E DESOBSTRUÇÃO;
2. A PROCEDER À CORRECÇÃO DOS EFEITOS DA EROSÃO, TRANSPORTE E DEPOSIÇÃO DE SEDIMENTOS, DESIGNADAMENTE AO NÍVEL DA CORRECÇÃO TERRENCIAL.
NESTAS CONDIÇÕES TODOS OS PROPIETÁRIOS E CONFINANTES ABRANGIDOS POR ESTAS DISPODIÇÕES SÃO NOTIFICADOS A PROCEDEREM ATÉ 30 DE SETEMBRO DE 2007:
1. À LIMPEZA E DESOBSTRUÇÃO DO LEITO E MARGENS DAS CORRENTES E A RETIRADA DE MATERIAIS ACULMULADOS;
2. AO ESBEIRAMENTO OU DERRAMA COM CORTE DAS ÁRVORES E ARBUSTOS EXISTENTES E PENDENTES PARA A CORRENTE;
3. À CONCRETIZAÇÃO DE OBRAS DE REPARAÇÃO E REGULARIZAÇÃO COM REFORÇO DOS TALUDES E MARGENS, PREVIAMENTE COMUNICADAS, PARA EFEITOS DE FISCALIZAÇÃO, A ESTA CCDR-C;
4. AO DESASSOREAMENTO DO LEITO DE FORMA A MELHORAR O ESCOAMENTO DAS ÁGUAS NO RIO SENDO OS INERTES USADOS NO REFORÇO DAS MARGENS.
EM CASO DE NÃO CUMPRIMENTO FICAM OS REFERIDOS PROPIETARIOS OU POSSUIDORES SUJEITOS ÀS SANÇÕES PRESCRITAS NA LEI EM VIGOR E AO PAGAMENTO DAS DESPESAS RELAIZADAS POR ESTA COMISSÃO PARA A CONCRETIZAÇÃO DOS TRABALHOS.
E PARA CONSTAR SE LAVROU ESTE EDITAL E OUTROS DE IGUAL TEOR QUE VÃO SER AFIXADOS NOS LUGARES MAIS PÚBLICOS DO COSTUME.
Deu conhecimento
O Presidente da Junta de Freguesia da Golpilheira
Carlos Alberto Santos

Pedaços de passagem da vida

A árvore deixou cair
Mais uma folha no chão.
O vento levantou bem alto
A folha no meio da luz amena
Que dourada pelo Inverno frio
Esse tempo de reflectir
De parar para fazer balanço
Do que tem sido o verde fluir da vida.
A folha passou por nós,
A abrir caminho para os nossos curtos passos.
A voar para longe,
A fugir por entre as sombras da nossa cidade
E deixar-se levar pela brisa mais forte,
De asas bem abertas
Em cambalhotas de felicidade,
Solta como um pássaro.
Depois de longas Primaveras,
Depois de tantos Verões,
Era finalmente a hora de partir,
Altura de nos deixar,
Por entre a cor nostálgica
Do azul cinzento do céu desta cidade
De cor de prata,
Sem um único sinal da partida,
Sem um único adeus
A folha voou mais alto ainda,
Subiu todos os prédios
Muito para lá das nuvens,
Muito para lá dos céus,
Ao som de uma flauta que chora
O Outono da vida,
Ao som da flauta que chora
A árvore vazia,
Que chora a saudade,
E subiu e continuou a subir,
Ao sabor de cada lua,
Ao sabor de cada tempestade,
Por muitos quilómetros fora,
Sob oceanos e marés
Planando frágil, planando firme,
Ao sabor do sopro de Deus
Por meio mundo fora.
Eu ergui a mão,
A tempo de apanhar a folha
Solta que voa rasante e livre,
E soltei-a no primeiro balanço do vento,
A tempo de dizer,
Resta a saudade num pensamento firme
E paz à alma que partiu.
José António Carreira Santos

Portal empresarial da região

Em www.leiritrade.pt , poderá encontrar o novo portal empresarial da região de Leiria, a face visível do sub-projecto da responsabilidade da NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria, do Leiria Região Digital.
Na apresentação pública do sítio, a NERLEI acredita, tal como referiu o seu presidente, Pedro Faria, "estar a dar um passo no sentido de contribuir para o empreendedorismo das empresas da região". Com este portal pretende-se disponibilizar informação sobre, e para, a comunidade empresarial regional, possibilitando a todos quantos o visitem uma visão global sobre o potencial económico da Região, possibilitando desta forma novos negócios e contribuindo para a captação de investimento para a Região.
Ainda numa fase de afirmação, o Leiritrade pretende aglutinar o contributo de todos os agentes económicos da região, no sentido da sua consolidação, já que, tal como salientou Pedro Faria, "este portal será no futuro aquilo que as empresas da região quiserem, precisarem e exigirem". Em Outubro, será disponibilizada a versão em inglês deste portal e, consoante forem sendo apresentados, será efectuada a sua integração com os restantes portais a desenvolver no âmbito do Leiria Região Digital, alargando assim o próprio âmbito e contributo do Leiritrade.
Recorde-se que o Leiria Região Digital é um projecto apoiado pelo Programa Operacional da Sociedade do Conhecimento e tem como objectivo estimular a utilização das novas tecnologias de informação por parte de todos os agentes económicos e sociais. Além da NERLEI, são parceiros do projecto a AMLEI - Área Metropolitana de Leiria (promotora), o IPL - Instituto Politécnico de Leiria, a Região de Turismo Leiria/Fátima e o CENTIMFE - Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Plásticos e Ferramentas Especiais.

Findness - Emprego por SMS

A Findness é uma nova empresa nacional de base tecnológica, que surge no mercado com uma ideia inovadora no combate ao desemprego, oferecendo "um serviço personalizado na obtenção das ofertas de trabalho disponíveis no momento". Trata-se do SMS EMPREGO – Serviço Mais Simples de Emprego – para uso do qual basta enviar uma mensagem de telemóvel (SMS), com a palavra EMPREGO e a informação da profissão que se pretende, bem como as habilitações, a idade e a cidade ou região em que se quer trabalhar. Posteriormente, de acordo com os dados enviados, os candidatos recebem, semanalmente, também por SMS, a informação das oportunidades de emprego existentes e que se adequam ao seu perfil profissional, por apenas 2 euros. "Evitam-se perdas de tempo e os candidatos ficam de imediato com toda a informação sobre as diversas oportunidades de emprego existentes, podendo enviar imediatamente os seus currículos ou marcar entrevistas, sendo igualmente um útil utensílio na apresentação do comprovativo de procura activa de emprego", refere o comunicado da empresa.

"Charneca do Algar d’Água"

Autor: MAPONE

Manuel Poças das Neves (MAPONE), natural do Reguengo do Fètal e a residir em Fátima, acaba de apresentar o seu mais recente livro, um trabalho de história regional, que envolve as freguesias de Fátima, Santa Catarina da Serra, S. Mamede e Reguengo do Fètal. Tem início em 1882 e vai até 1940, a investigação do autor sobre o diferendo da delimitação dos concelhos de Ourém e da Batalha. São de grande interesse local as referências aos desacatos ocorridos na Costa de Marvila, limite da Giesteira (Fátima), bem como as intervenções das autoridades administrativas e policiais de Fátima, Ourém e Batalha. A profusão de documentação recolhida nos arquivos das freguesias, dos governos civis e tribunal judicial de Porto de Mós, onde foram julgados mais de cinquenta litígios, alguns de bastante gravosidade criminal, permitiram ao autor fazer um bem documentado trabalho que fica a atestar uma época conturbada para os povos envolvidos.
O livro, com mais de quatrocentas páginas, tem por título "Charneca do Algar d’Água", com prefácio do historiador Veríssimo Serrão e capa de Minervina Costa.

Perguntas do Toino...

Porque é que nas estatísticas do Serviço Nacional de Emprego não aparecem os números dos desempregados que tiveram de sair deste País para ganharem o seu pão, procurando trabalho noutros países melhor governados, certamente... Quantos são? Algumas centenas de milhares, só nos últimos 3 anos... Nesta era digital, não seria muito difícil fazer essas contas!
Toino

Feriado


Curtida

20 anos depois...

Uma mulher chega a casa e encontra o marido sentado a chorar, com olhar perdido num copo de vinho. E pergunta-lhe:
- Que se passa, querido?
O marido levanta os olhos e pergunta-lhe solenemente:
- Lembras-te, quando saímos juntos pela primeira vez? Tu tinhas apenas 16 anos...
- Sim, lembro-me como se fosse hoje – reponde ela.
Ele faz uma pausa e continua...
- Lembras-te quando o teu pai nos surpreendeu enquanto fazíamos amor?
- Sim, lembro-me perfeitamente!
- E lembras-te quando ele me apontou uma arma e disse que se não casasse contigo mandava-me para a cadeia 20 anos? - continua ele.
- Claro que sim – diz ela com doçura.
Ele limpa mais uma lágrima e diz:
- Hoje sairia em liberdade!!!

Foto do Mês - Agosto 2007


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