
segunda-feira, 30 de julho de 2007
EDITORIAL | Festas e férias
As festas, como as férias, são momentos importantes para o equilíbrio da pessoa. Deixar a rotina do dia-a-dia, pôr de lado – ainda que por instantes – os problemas que temos a resolver, devolver ao rosto o sorriso que, tantas vezes, anda esquecido. É fundamental saber festejar e saber descansar, para depois encarar os desafios com novo alento, coragem reforçada e forças restabelecidas.• Nesta edição, falamos de festas que já passaram, com notas de boa disposição, música e jogos variadosm, convívio e união entre as pessoas. E apontamos também para festas que ainda virão, na Golpilheira, em S. Bento e na Batalha. Mesmo achando que, às vezes, se cai no exagero de tanta festa, é sempre bom aproveitar estas oportunidades de diversão. E, no caso das festas religiosas, celebrar também os padroeiros da nossa terra, pois a vida espiritual não tem férias... quanto mais se cultiva, mais nos ajuda a viver em paz, harmonia e comunhão. Com Deus, com os outros e connosco próprios.
• No desporto – que temos destacado nas últimas edições – não houve a festa que poderia ter havido, mas, ainda assim, houve a festa do futsal feminino de topo, onde a Golpilheira, este ano, conseguiu surpreender alguns favoritos, até se sagrar vice-campeã nacional. Só a presença na final já foi um feito histórico para a nossa equipa, que bem merece os aplausos que tem recebido.
• O Mosteiro da Batalha foi um dos monumentos escolhidos pelos portugueses entre as sete maiores maravilhas. É também um motivo de festa para o nosso concelho. E de maiores responsabilidades de todos – serviços públicos e cidadãos – para com a sua preservação.
• Aproveitando o facto de esta ser, também, uma altura em que muitos de nós aproveitamos para tirar uns dias de descanso, publicamos um "especial Verão", com algumas sugestões de visitas, programas e passeios.
• Por fim, uma referência ao espaço infantil, que nesta edição se estende a 5 páginas. Os meninos do nosso jardim-de-infância deixam-nos uns presentes maravilhosos, neste final de ano e início de férias. Em festa.
Festa do 38º aniversário do Centro Recreativo
Nem a chuva faltou...
Ano após ano, a colectividade da nossa terra vai comemorando a continuação da sua actividade, sempre com o espírito festivo que é apanágio dos golpilheirenses. Neste 38º aniversário, numa altura em que grandes dificuldades continuam a marcar o dia-a-dia associativo, mercê das muitas contas para pagar ao fim do mês, a festa não deixou de ser animada e a mostrar que os sócios e amigos desta casa estão confiantes no futuro. Isso mesmo afirmou o presidente, Fernando Ferreira, a propósito desta realização. "Os tempos não estão fáceis, mas é por isso mesmo que não podemos baixar os braços, porque acreditamos que dias melhores virão", referiu ao Jornal da Golpilheira, acrescentando que "a melhor prenda de aniversário é a presença em grande número de pessoas da nossa terra e zonas vizinhas, até porque as festas são importantes para cimentar o amor a esta associação e também para a obtenção das verbas tão necessárias para o seu futuro".
A julgar pela circulação no bar e no restaurante do salão, podemos dizer que foi grande a participação da população. Ninguém faltou, nem mesmo a chuva... mas essa não conseguiu estragar a festa. O único inconveniente foi ter de ser adiada a realização das "Rodas de Aço", a tradicional descida de rampas em carros de rolamentos, que acabou por se fazer no domingo seguinte e significou o prolongamento da festa por mais um dia (ver página 5).
A abertura do palco coube, como é tradição, ao folclore. O 18º festival organizado pelo rancho da colectividade foi do agrado do muito público presente (ver página 4). Na noite seguinte, a Banda Kroll não deixou os seus créditos por mãos alheias, sendo já uma presença habitual nos nossos festejos, dada a sua ligação original à nossa terra. No último serão, mais dedicado a música de dança, os também nossos habituais animadores Fernando Mendes e Ana Sofia serviram boa disposição até ao fechar do pano.
Este ano, houve uma animação especial do recinto, com a presença de alunos da Escola Profissional e Artística da Marinha Grande, que montaram uma tenda de actividades para os mais pequenos poderem brincar aos desenhos e às pinturas e que mostraram algumas das suas habilidades no lançamento do fogo e outras artes circences.
Uma das novidades deste ano foi o arranjo do recinto anexo ao CRG, propriedade da Câmara da Batalha, já com calçada colocada e ajardinamento visível. Foi, sem dúvida uma boa notícia para aquele espaço, que serve, sobretudo, de recreio para as nossas crianças que frequentam as Actividades de Tempos Livres.
Luís Miguel Ferraz
A julgar pela circulação no bar e no restaurante do salão, podemos dizer que foi grande a participação da população. Ninguém faltou, nem mesmo a chuva... mas essa não conseguiu estragar a festa. O único inconveniente foi ter de ser adiada a realização das "Rodas de Aço", a tradicional descida de rampas em carros de rolamentos, que acabou por se fazer no domingo seguinte e significou o prolongamento da festa por mais um dia (ver página 5).
A abertura do palco coube, como é tradição, ao folclore. O 18º festival organizado pelo rancho da colectividade foi do agrado do muito público presente (ver página 4). Na noite seguinte, a Banda Kroll não deixou os seus créditos por mãos alheias, sendo já uma presença habitual nos nossos festejos, dada a sua ligação original à nossa terra. No último serão, mais dedicado a música de dança, os também nossos habituais animadores Fernando Mendes e Ana Sofia serviram boa disposição até ao fechar do pano.
Este ano, houve uma animação especial do recinto, com a presença de alunos da Escola Profissional e Artística da Marinha Grande, que montaram uma tenda de actividades para os mais pequenos poderem brincar aos desenhos e às pinturas e que mostraram algumas das suas habilidades no lançamento do fogo e outras artes circences.
Uma das novidades deste ano foi o arranjo do recinto anexo ao CRG, propriedade da Câmara da Batalha, já com calçada colocada e ajardinamento visível. Foi, sem dúvida uma boa notícia para aquele espaço, que serve, sobretudo, de recreio para as nossas crianças que frequentam as Actividades de Tempos Livres.
Luís Miguel Ferraz
Festas do CRG | Grande noite de folclore
Decorreu com grande animação o XVIII Festival de Folclore da Golpilheira, organizado pelo rancho "As Lavadeiras do Vale do Lena", do CRG, e integrado no programa das festas do 38º aniversário da nossa colectividade, no passado dia 14 de Julho. Depois de um alegre jantar de convívio entre todos os agrupamentos convidados, a noite recebeu no palco um belo espectáculo de folclore, em que todos os ranchos tiveram um bom desempenho, em representação das respectivas regiões etnográficas.
Para fazermos uma ideia desse espectáculo, deixamos as fotos e um breve historial de todos os grupos.
MCR
"As Lavadeiras do Vale do Lena" - Golpilheira
Fundado em 12 de Julho de 1989, sediado no lugar e freguesia da Golpilheira, concelho da Batalha e distrito de Leiria, estando assim inserido na região de Turismo Leiria/Fátima e representando o folclore da Alta Estremadura. Golpilheira foi em tempos um lugar vocacionado para a agricultura, nas margens do rio Lena, onde se cultivava milho, hortas, vinho, azeite e legumes. As suas danças e cantares foram recolhidas de pessoas nascidas na última década do século XIX. Eram as que se "bailhavam" a céu aberto, nas alpenduradas e de portas a dentro, nas eiras, nas descamisadas, nos terreiros pelos Santos Populares, nos "serões dos enxovais", nos serões dos casamentos, nas "adiafas" da vindima e da azeitona e na "casa da brincadeira". Seus trajos de trabalho, domingueiro ou de cerimónia, eram os que se usavam a rigor na segunda metade do século XIX. As alfaias, ferramentas e pertences correspondentes a cada actividade também estão representados, como o malhador, a ciranda, a vindimeira, o lagareiro, o abegão, a jantareira e o par de noivos pobres. Os instrumentos usados na tocata são tradicionais da região. Este rancho folclórico é sócio efectivo da Federação do Folclore Português, da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura e filiado no INATEL. Durante estes anos de existência, já teve mais de setecentas actuações, de Norte a Sul do País, tendo participado também em alguns festivais internacionais, nomeadamente em Espanha, França e Roménia, onde mostrou toda a beleza de trajos, danças e cantares, preservando a nossa cultura e tradição.
Rancho Folclórico de Zebreiros - Gondomar
O Rancho Folclórico de Zebreiros (Gondomar) foi fundado em Maio de 1959 e é sócio da Federação do Folclore Português. É constituído por um grupo de pessoas de boa vontade, animados a preservarem e a divulgarem os usos e costumes dos seus antepassados, especialmente no sector das danças e cantares tradicionais populares, onde o amanho da terra e as lides do rio constituíam um modo de viver para a sua maioria, motivando uma mistura de trajos de lavrador com os de pescador, o que emprestava a Zebreiros um ambiente de rara beleza. Enquanto a maioria das lavradeiras exibiam trajos remediados e ricos, ornados com muito ouro, as mulheres que trabalhavam no rio apresentavam-se de aspecto mais pobre. O Rancho Folclórico de Zebreiros tem-se exibido em muitas terras do nosso país e no estrangeiro, sendo de destacar as actuações em França, Açores (Ilha Terceira e S. Miguel, Brasil (S. Paulo), Festival do Algarve, Espanha (Corunha). Organiza anualmente o seu festival de folclore, sendo de destacar o de 1997, que teve a transmissão directa da Missa dominical pela TVI, e fez várias gravações em CD, cassetes, discos e vídeos, que têm sido exibidos em vários órgãos da comunicação social. A sua acção continua bem viva, para bem das raízes do povo da sua terra, das suas gentes e da cultura tradicional do nosso país.
Rancho da Casa do Povo de Espariz - Tábua
O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Espariz iniciou a sua actividade em 13 de Junho de 1980, com a finalidade de preservar os costumes, tradições, danças e cantares da região em que está inserido. Representa uma zona de transição Beira Alta/Beira Litoral, onde desenvolveu e desenvolve um trabalho de pesquisas e recolhas. Exibe danças leves, na sua maioria de roda. Os trajos pouco garridos traduzem a maneira de ser e de sentir dos seus antepassados. Ao longo da sua existência, actuou em importantes festivais nacionais e internacionais de folclore, realizados em Portugal, tendo também actuado em Espanha, França e Itália. Em 1989, em representação da Região de Turismo do Centro, participou no IX Festival de Gastronomia de Santarém, e em 1991, a convite da Região de Turismo do Algarve, participou no XV Festival Nacional de Folclore do Algarve. É sócio efectivo da Associação de Folclore e Etnografia da Região do Mondego desde 1987 e da Federação do Folclore Português desde 1988.
Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo
O Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo foi fundado em 6 de Janeiro de 1984, com a finalidade de fazer reviver as danças e cantares, usos e costumes de Ílhavo. É sócio efectivo da Federação do Folclore Português, justamente pela autenticidade e verdade que representa. Anualmente, organiza três festivais de folclore e, desde a sua fundação, tem participado nos melhores festivais nacionais e internacionais do país. Já esteve em França e em Espanha, por diversas vezes. Em 1993 e 2002 representou a Beira Litoral/Zona Vareira no XVII e XIX Festival do Algarve. Em 2001 esteve na Ilha da Madeira e em 2005 na Ilha Terceira/Açores.
Rancho Típico da Palheira - Coimbra
Em 1971 e com a finalidade de angariação de fundos para a nova capela, no dia de inauguração desta, um grupo de rapazes e raparigas dançaram pela primeira vez, ao som de gravador, danças e cantares do folclore português. Usavam então trajos com fitas de veludo e lantejoulas. Com o apoio de alguns membros da população, formou-se então o primeiro grupo, a que foi dado o nome de Rancho Típico Flores da Palheira. Em 1972 e usando já como traje base a "tricana" de Coimbra, foi inaugurado o Rancho Típico da Palheira. Desde essa data e já como membro da Federação do Folclore Português, foi este grupo actuando em vários festivais da região, tendo em 1977 recebido o 1º Prémio da região pela melhor apresentação em palco, de danças trajes e cantares. Em 1980, teve a sua primeira actuação além fronteiras, mais propriamente na cidade de Salamanca, onde representou Coimbra no dia de Portugal. De então para cá, a sua actividade tem sido intensa, tendo percorrido o País de lés a lés, tomando parte nos mais categorizados festivais nacionais e internacionais de folclore e levando bem longe o bom nome da região em que está inserido. Em 1990, uma vez mais, foi o digno representante português no grandioso festival internacional que se efectuou na vizinha Espanha, na cidade de Guijuelo. Hoje, aprovado pelos serviços culturais da Câmara Municipal de Coimbra e pela Região de Turismo do Centro, fazendo parte integrante da AFERM e da Federação de Folclore Português, este grupo tem efectuado imensas recolhas, quer a nível de danças e cantares, quer a nível de trajes, sendo o seu baluarte, a este nível, o de calceteiro, profissão preponderante dos antigos homens desta terra.
Para fazermos uma ideia desse espectáculo, deixamos as fotos e um breve historial de todos os grupos.
MCR
"As Lavadeiras do Vale do Lena" - Golpilheira
Fundado em 12 de Julho de 1989, sediado no lugar e freguesia da Golpilheira, concelho da Batalha e distrito de Leiria, estando assim inserido na região de Turismo Leiria/Fátima e representando o folclore da Alta Estremadura. Golpilheira foi em tempos um lugar vocacionado para a agricultura, nas margens do rio Lena, onde se cultivava milho, hortas, vinho, azeite e legumes. As suas danças e cantares foram recolhidas de pessoas nascidas na última década do século XIX. Eram as que se "bailhavam" a céu aberto, nas alpenduradas e de portas a dentro, nas eiras, nas descamisadas, nos terreiros pelos Santos Populares, nos "serões dos enxovais", nos serões dos casamentos, nas "adiafas" da vindima e da azeitona e na "casa da brincadeira". Seus trajos de trabalho, domingueiro ou de cerimónia, eram os que se usavam a rigor na segunda metade do século XIX. As alfaias, ferramentas e pertences correspondentes a cada actividade também estão representados, como o malhador, a ciranda, a vindimeira, o lagareiro, o abegão, a jantareira e o par de noivos pobres. Os instrumentos usados na tocata são tradicionais da região. Este rancho folclórico é sócio efectivo da Federação do Folclore Português, da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura e filiado no INATEL. Durante estes anos de existência, já teve mais de setecentas actuações, de Norte a Sul do País, tendo participado também em alguns festivais internacionais, nomeadamente em Espanha, França e Roménia, onde mostrou toda a beleza de trajos, danças e cantares, preservando a nossa cultura e tradição.
Rancho Folclórico de Zebreiros - Gondomar
O Rancho Folclórico de Zebreiros (Gondomar) foi fundado em Maio de 1959 e é sócio da Federação do Folclore Português. É constituído por um grupo de pessoas de boa vontade, animados a preservarem e a divulgarem os usos e costumes dos seus antepassados, especialmente no sector das danças e cantares tradicionais populares, onde o amanho da terra e as lides do rio constituíam um modo de viver para a sua maioria, motivando uma mistura de trajos de lavrador com os de pescador, o que emprestava a Zebreiros um ambiente de rara beleza. Enquanto a maioria das lavradeiras exibiam trajos remediados e ricos, ornados com muito ouro, as mulheres que trabalhavam no rio apresentavam-se de aspecto mais pobre. O Rancho Folclórico de Zebreiros tem-se exibido em muitas terras do nosso país e no estrangeiro, sendo de destacar as actuações em França, Açores (Ilha Terceira e S. Miguel, Brasil (S. Paulo), Festival do Algarve, Espanha (Corunha). Organiza anualmente o seu festival de folclore, sendo de destacar o de 1997, que teve a transmissão directa da Missa dominical pela TVI, e fez várias gravações em CD, cassetes, discos e vídeos, que têm sido exibidos em vários órgãos da comunicação social. A sua acção continua bem viva, para bem das raízes do povo da sua terra, das suas gentes e da cultura tradicional do nosso país.
Rancho da Casa do Povo de Espariz - Tábua
O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Espariz iniciou a sua actividade em 13 de Junho de 1980, com a finalidade de preservar os costumes, tradições, danças e cantares da região em que está inserido. Representa uma zona de transição Beira Alta/Beira Litoral, onde desenvolveu e desenvolve um trabalho de pesquisas e recolhas. Exibe danças leves, na sua maioria de roda. Os trajos pouco garridos traduzem a maneira de ser e de sentir dos seus antepassados. Ao longo da sua existência, actuou em importantes festivais nacionais e internacionais de folclore, realizados em Portugal, tendo também actuado em Espanha, França e Itália. Em 1989, em representação da Região de Turismo do Centro, participou no IX Festival de Gastronomia de Santarém, e em 1991, a convite da Região de Turismo do Algarve, participou no XV Festival Nacional de Folclore do Algarve. É sócio efectivo da Associação de Folclore e Etnografia da Região do Mondego desde 1987 e da Federação do Folclore Português desde 1988.
Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo
O Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo foi fundado em 6 de Janeiro de 1984, com a finalidade de fazer reviver as danças e cantares, usos e costumes de Ílhavo. É sócio efectivo da Federação do Folclore Português, justamente pela autenticidade e verdade que representa. Anualmente, organiza três festivais de folclore e, desde a sua fundação, tem participado nos melhores festivais nacionais e internacionais do país. Já esteve em França e em Espanha, por diversas vezes. Em 1993 e 2002 representou a Beira Litoral/Zona Vareira no XVII e XIX Festival do Algarve. Em 2001 esteve na Ilha da Madeira e em 2005 na Ilha Terceira/Açores.
Rancho Típico da Palheira - Coimbra
Em 1971 e com a finalidade de angariação de fundos para a nova capela, no dia de inauguração desta, um grupo de rapazes e raparigas dançaram pela primeira vez, ao som de gravador, danças e cantares do folclore português. Usavam então trajos com fitas de veludo e lantejoulas. Com o apoio de alguns membros da população, formou-se então o primeiro grupo, a que foi dado o nome de Rancho Típico Flores da Palheira. Em 1972 e usando já como traje base a "tricana" de Coimbra, foi inaugurado o Rancho Típico da Palheira. Desde essa data e já como membro da Federação do Folclore Português, foi este grupo actuando em vários festivais da região, tendo em 1977 recebido o 1º Prémio da região pela melhor apresentação em palco, de danças trajes e cantares. Em 1980, teve a sua primeira actuação além fronteiras, mais propriamente na cidade de Salamanca, onde representou Coimbra no dia de Portugal. De então para cá, a sua actividade tem sido intensa, tendo percorrido o País de lés a lés, tomando parte nos mais categorizados festivais nacionais e internacionais de folclore e levando bem longe o bom nome da região em que está inserido. Em 1990, uma vez mais, foi o digno representante português no grandioso festival internacional que se efectuou na vizinha Espanha, na cidade de Guijuelo. Hoje, aprovado pelos serviços culturais da Câmara Municipal de Coimbra e pela Região de Turismo do Centro, fazendo parte integrante da AFERM e da Federação de Folclore Português, este grupo tem efectuado imensas recolhas, quer a nível de danças e cantares, quer a nível de trajes, sendo o seu baluarte, a este nível, o de calceteiro, profissão preponderante dos antigos homens desta terra.
"Rodas de Aço" com emoções ao rubro
Apesar de alguns sustos...
Esta sétima edição das "Rodas de Aço" terá sido a que mais emoções despertou nas muitas pessoas que se juntaram nas quatro rampas da Golpilheira em que os carros de rolamentos deslizaram. Não faltaram aparatosos acidentes e mesmo... alguns sustos, que, felizmente, não passaram disso.
Mas comecemos pelo princípio. Inicialmente prevista para o dia 15 de Julho, no decorrer dos festejos do aniversário do Centro Recreativo, a corrida teve de ser adiada para o domingo seguinte, graças aos chuviscos que quiseram aparecer na freguesia nesse domingo. O adiamento acabou por resultar bem, já que o público foi numeroso, como é já hábito, e não faltou o jantar servido na colectividade para a multidão que aproveitou mais esta ocasião para se deliciar com o belo frango assado. No fundo, foi mais um dia de festa... e de receita.
Já com o sol garantido na pista, a tarde do domingo 22 de Julho acolheu cerca de três dezenas de participantes, ávidos da adrenalina das velocidades ou apenas desejosos de uns momentos de brincadeira e boa disposição, bem como algumas centenas de pessoas, preparadas para assistir ao desenrolar dos acontecimentos.
A primeira concentração estava prevista para a nova rampa da urbanização de S. Bento, mas foi impedida a sua utilização, devido ao asfaltamento recente ainda não estar apto a aguentar os riscos destes rolamentos cortantes. Assim, o povo concentrou-se na descida do Choupico para o Casal Mil Homens, onde foi feito o primeiro teste à capacidade dos condutores e comportamento das máquinas. Desde as simples tábuas sobre rodas até às verdadeiras obras de arte e engenharia automóvel, o desfile teve de tudo: os carros para vários passageiros, os veículos longos articulados, o caixote "8ª maravilha", o pato deslizante, o "flingstone car" de bidões, a banheira andante, o kart desportivo ou o chapéu-vassoura. Só um ou dois despistes a registar, sem consequências, e a manobra do Manuel Silva para tirar o jipe da ribanceira (grande máquina!), um espectáculo que poucos tiveram a sorte de ver...
Na segunda pista, já mais íngreme, desde S. Bento até ao Salgueiral, já os azares foram maiores. O despiste mais grave provocou a queda de uma criança, que acabou por ser assistida pelo INEM, comprovando-se uma pequena luxação no ombro. Talvez um aviso para um pouco mais de cuidado a quem leva os filhos para este evento... poucas velocidades e muita protecção. É que vimos algumas crianças a divertirem-se, sem correr qualquer perigo e com muita perícia de condução... não foi, Tiago Vieira?
A terceira descida, no Paço, reservava o maior susto da tarde. Um carro despistou-se no portão da Elvira, capotou e os três tripulantes foram cuspidos. Logo atrás vinham os bidões gigantes do Luís da Cruz, que desfizeram parte do veículo à sua passagem e só graças à perícia do condutor não atingiram os sinistrados. Ainda assim, dois deles ficaram imobilizados, foram transportados pelos Bombeiros da Batalha ao hospital e chegou a temer-se alguma fractura grave. A confusão foi geral, entre curiosidade e pânico. Mas, à hora do jantar, já os dois andavam na colectividade a rir-se da peripécia. Graças a Deus.
O acidente serviu de lição para os mais afoitos, pois a brincadeira só é boa se tudo acabar bem. Assim, na etapa final, do cemitério ao centro da Golpilheira, já todos vinham com mais atenção e os inevitáveis despistes voltaram a divertir-nos sem consequências de maior para ninguém.
Podemos dizer que foi uma tarde bem passada, apesar destes percalços, e algumas lições se podem tirar para o futuro.
Luís Miguel Ferraz
Esta sétima edição das "Rodas de Aço" terá sido a que mais emoções despertou nas muitas pessoas que se juntaram nas quatro rampas da Golpilheira em que os carros de rolamentos deslizaram. Não faltaram aparatosos acidentes e mesmo... alguns sustos, que, felizmente, não passaram disso.
Mas comecemos pelo princípio. Inicialmente prevista para o dia 15 de Julho, no decorrer dos festejos do aniversário do Centro Recreativo, a corrida teve de ser adiada para o domingo seguinte, graças aos chuviscos que quiseram aparecer na freguesia nesse domingo. O adiamento acabou por resultar bem, já que o público foi numeroso, como é já hábito, e não faltou o jantar servido na colectividade para a multidão que aproveitou mais esta ocasião para se deliciar com o belo frango assado. No fundo, foi mais um dia de festa... e de receita.
Já com o sol garantido na pista, a tarde do domingo 22 de Julho acolheu cerca de três dezenas de participantes, ávidos da adrenalina das velocidades ou apenas desejosos de uns momentos de brincadeira e boa disposição, bem como algumas centenas de pessoas, preparadas para assistir ao desenrolar dos acontecimentos.
A primeira concentração estava prevista para a nova rampa da urbanização de S. Bento, mas foi impedida a sua utilização, devido ao asfaltamento recente ainda não estar apto a aguentar os riscos destes rolamentos cortantes. Assim, o povo concentrou-se na descida do Choupico para o Casal Mil Homens, onde foi feito o primeiro teste à capacidade dos condutores e comportamento das máquinas. Desde as simples tábuas sobre rodas até às verdadeiras obras de arte e engenharia automóvel, o desfile teve de tudo: os carros para vários passageiros, os veículos longos articulados, o caixote "8ª maravilha", o pato deslizante, o "flingstone car" de bidões, a banheira andante, o kart desportivo ou o chapéu-vassoura. Só um ou dois despistes a registar, sem consequências, e a manobra do Manuel Silva para tirar o jipe da ribanceira (grande máquina!), um espectáculo que poucos tiveram a sorte de ver...
Na segunda pista, já mais íngreme, desde S. Bento até ao Salgueiral, já os azares foram maiores. O despiste mais grave provocou a queda de uma criança, que acabou por ser assistida pelo INEM, comprovando-se uma pequena luxação no ombro. Talvez um aviso para um pouco mais de cuidado a quem leva os filhos para este evento... poucas velocidades e muita protecção. É que vimos algumas crianças a divertirem-se, sem correr qualquer perigo e com muita perícia de condução... não foi, Tiago Vieira?
A terceira descida, no Paço, reservava o maior susto da tarde. Um carro despistou-se no portão da Elvira, capotou e os três tripulantes foram cuspidos. Logo atrás vinham os bidões gigantes do Luís da Cruz, que desfizeram parte do veículo à sua passagem e só graças à perícia do condutor não atingiram os sinistrados. Ainda assim, dois deles ficaram imobilizados, foram transportados pelos Bombeiros da Batalha ao hospital e chegou a temer-se alguma fractura grave. A confusão foi geral, entre curiosidade e pânico. Mas, à hora do jantar, já os dois andavam na colectividade a rir-se da peripécia. Graças a Deus.
O acidente serviu de lição para os mais afoitos, pois a brincadeira só é boa se tudo acabar bem. Assim, na etapa final, do cemitério ao centro da Golpilheira, já todos vinham com mais atenção e os inevitáveis despistes voltaram a divertir-nos sem consequências de maior para ninguém.
Podemos dizer que foi uma tarde bem passada, apesar destes percalços, e algumas lições se podem tirar para o futuro.
Luís Miguel Ferraz
Golpilheira sagrou-se vice-campeã nacional de futsal feminino
Apenas o Benfica nos parou… e na final
O jogo grande da época para as pupilas de Teresa Jordão disputou-se no passado dia 30 de Junho, no pavilhão municipal Alfredo Calado, em Almeirim, e colocou frente a frente, o SL Benfica (campeão em título) e o CR Golpilheira.
Com um pavilhão repleto de público entusiástico, as principais intervenientes do espectáculo responderam da melhor forma possível, com um excelente jogo de futsal.
E não pense, quem não esteve presente, que o jogo foram "favas contadas" para as atletas do Benfica… As nossas "golpilhas" entraram muito aguerridas no jogo, exercendo uma pressão inicial muito forte sobre as atletas do Benfica, o que acabou por dar frutos, com a obtenção de um golo, por intermédio de Maria Inês. Foi enorme a explosão de alegria dos muitos adeptos da Golpilheira presentes.
Após a obtenção do golo, a superioridade do Benfica veio um pouco ao de cima, com as atletas comandadas por Vera Bettencourt a proporcionarem bonitos momentos de futsal e, com alguma naturalidade, a conseguiram chegar ao empate e, já muito perto do final da primeira parte, à vantagem no marcador (2 – 1).
Na fase inicial da segunda parte, a equipa orientada por Teresa Jordão voltou a entrar melhor em campo, criando três oportunidades flagrantes de golo, infelizmente não concretizadas. E como "quem não marca, arrisca-se a sofrer"… as atletas do Benfica lá fizeram máxima a este velhinho ditado da gíria futebolística e marcaram três golos num curto espaço de tempo. Nesta altura, aliás, o cansaço físico já era bem visível nas nossas atletas, que nessa semana já tinham realizado dois jogos, um deles muito desgastante, com prolongamento e grandes penalidades, em Chaves. Mesmo assim, perto do final do encontro, a Golpilheira ainda conseguiu fixar o resultado final em 5-2, numa bela jogada individual de Inês, que, com muita classe, sentou a guarda-redes do Benfica e chutou para o fundo das suas redes.
O apito final do jogo trouxe a festa para as duas equipas: o Benfica, porque se sagrava, pela quarta vez consecutiva, campeão da modalidade; e a Golpilheira, pela presença inédita na final da competição, um feito histórico – não só para este clube, mas também para o futsal distrital – e logo na primeira oportunidade que tiveram para se mostrar na Taça Nacional. Estão de parabéns, pois claro!
Vera Rito
A voz aos protagonistas
No dia seguinte ao jogo, enviámos um ‘email’ a Vera Bettencourt, treinadora do Benfica, para sabermos a sua opinião sobre o jogo. Não obtivemos qualquer resposta. Apesar disso, fomos pesquisar, e encontrámos as seguintes declarações, no sítio futsalfeminino.net: "Uma das coisas que mais gostei foi o facto de o pavilhão estar praticamente cheio, as pessoas da organização foram fabulosas e a equipa adversária foi fantástica. Em relação à parte desportiva, vimos uma equipa que é superior à outra, o Benfica tentou sempre jogar para ganhar, em ataque contínuo, ao passo que o Golpilheira apenas esporadicamente chegou à nossa baliza e sempre em contra ataque. Falhámos muitas oportunidades na primeira parte, mas na segunda mostrámos todas as armas que temos ao nosso alcance".
Já Teresa Jordão, treinadora do CR Golpilheira, confessou-nos a sua alegria em ter conseguido chegar com este grupo a uma final nacional, salientando o enorme esforço para o conseguirem: "Além de ser uma equipa ainda muito jovem (a maioria das jogadoras são juniores), foi obrigada a fazer 3 jogos em 7 dias, o que causou um enorme desgaste físico das atletas, para além de lesões em duas peças mais importantes". De qualquer forma, a treinadora considera que "proporcionámos um excelente espectáculo, tentámos sempre marcar golos e não apenas defender, numa atitude de humildade, mas também de confiança, muito graças ao apoio do numeroso público que nos acompanhou, e que ajuda em muito a equipa a jogar com mais alegria". De facto, a claque da Golpilheira revelou-se mais numerosa e participativa do que a do próprio Benfica.
A jogadora Inês, de 15 anos, foi a marcadora do último golo e considerada uma das figuras do jogo, apesar de ter jogado durante pouco tempo, pois trouxe uma lesão de Chaves. No final, não cabia em si de contente, por ter chegado tão nova a esta importante fase da taça nacional. "O trabalho desta época e os resultados obtidos foram muito bons, por isso acredito que no próximo ano, com o mesmo empenho, consigamos ir mais longe".
Para Acácio Santos, director da secção de Futsal do CRG, "esta presença na final já foi uma vitória para estas atletas e equipa técnica, pois foi a primeira equipa do distrito a consegui-lo". Por outro lado, destaca este dirigente, "as condições de trabalho que tem o Benfica não se comparam com as nossas, que nem um pavilhão próprio temos". Um dos pontos mais positivos deste encontro, segundo Acácio Santos, foi a enorme presença de adeptos da Golpilheira: "quero agradecer a todos os que acompanharam a equipa, não só na final, mas no decorrer de toda a prova, e durante a época, porque também ajudaram a que houvesse festa de pavilhões cheios e incentivaram as atletas a conquistarem tantas vitórias. Só espero que na próxima época continue a ser assim, pois elas merecem e saberão recompensar-nos com maravilhosos espectáculos de futsal".
LMF
Convívio no "poço do povo", no Carvalhal
Começam a ser famosos estes convívios de comes e bebes no Carvalhal, junto ao conhecido "poço do povo", uma pequena zona de lazer que está a ser restaurada pelos vizinhos daquele lugar. Apesar de não podermos ter marcado presença, contaram-nos que esta festinha, no passado dia 30 de Junho, não foi ainda a inauguração do espaço, mas apenas um "ensaio", como os muitos que têm sido feitos. A julgar pela forma como correu, pensamos que a abertura oficial venha a ser mesmo de arromba, ou não houve ali perto bons fogueteiros!
O que é certo é que as gentes da nossa terra aproveitam todas as ocasiões para fazer festa e conviver, o que só pode merecer o nosso aplauso colectivo, pois é salutar que estes convívios dos lugares se mantenham, para bem da união e boa disposição de todos.
LMF
O que é certo é que as gentes da nossa terra aproveitam todas as ocasiões para fazer festa e conviver, o que só pode merecer o nosso aplauso colectivo, pois é salutar que estes convívios dos lugares se mantenham, para bem da união e boa disposição de todos.
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Torneio de cartas no salão de S. Bento
Decorreu, durante as últimas semanas, no salão da igreja de S. Bento, um animado convívio em torno das mesas de jogo de cartas. Não se tratou dos antigos jogos de apostas que viciavam muitos dos antigos, mas antes de um torneio salutar, em que o mais importante foi a confraternização entre os participantes, uns momentos de diversão em grupo e, também, aproveitar para petiscar ou bebericar os petiscos da nossa terra.
Ao mesmo tempo, foi mais uma iniciativa a reverter para os fundos da comissão daquela igreja, que sempre agradecem mais umas entradas em caixa. Não se apurou ainda o resultado, mas um dos mentores do torneio adiantou-nos que deverá rondar os mil euros de lucro.
LMF
Ao mesmo tempo, foi mais uma iniciativa a reverter para os fundos da comissão daquela igreja, que sempre agradecem mais umas entradas em caixa. Não se apurou ainda o resultado, mas um dos mentores do torneio adiantou-nos que deverá rondar os mil euros de lucro.
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Vão 500 avós da Batalha à "Praça da Alegria"
Cerca de 500 avós do concelho da Batalha participam, no próximo dia 26 de Julho, no programa da RTP "Praça da Alegria", com transmissão directa do Parque das Nações, em Lisboa. Num dia inteiramente dedicado aos avós de Portugal, o programa televisivo compreende a actuação de alguns dos grandes nomes da música nacional, estando reservados a todos os participantes momentos de diversão e convívio. O Município da Batalha volta associar-se a esta iniciativa, certo de "proporcionar aos avós do concelho um dia diferente".
Dança e música do CRG encerram ano lectivo
Escolas mais uma vez ao palco
Nunca é demais ver os artistas da nossa terra, que frequentam as escolas do Centro Recreativo, a mostrar os seus talentos. Por isso, o encerramento das actividades deste ano lectivo, no passado dia 30 de Junho, foi mais uma ocasião propícia para isso, aproveitada por algumas dezenas e de pais e amigos dos alunos.
Desta vez, apenas os mais novos foram ao palco, já que as ginastas adultas e as danças da terceira idade revelaram falta de quórum para a sua apresentação.
De qualquer modo, esta pequena festa serviu como despedida em beleza para um ano de aprendizagens nas artes da música e da dança, como promessa de que para Setembro voltarão cheios de vontade de fazer mais e melhor.





Nunca é demais ver os artistas da nossa terra, que frequentam as escolas do Centro Recreativo, a mostrar os seus talentos. Por isso, o encerramento das actividades deste ano lectivo, no passado dia 30 de Junho, foi mais uma ocasião propícia para isso, aproveitada por algumas dezenas e de pais e amigos dos alunos.
Desta vez, apenas os mais novos foram ao palco, já que as ginastas adultas e as danças da terceira idade revelaram falta de quórum para a sua apresentação.
De qualquer modo, esta pequena festa serviu como despedida em beleza para um ano de aprendizagens nas artes da música e da dança, como promessa de que para Setembro voltarão cheios de vontade de fazer mais e melhor.

Cremilde expôs em Leiria
Utentes da OASIS mostram trabalhos
Como noticiámos na última edição, a golpilheirense Cremilde Monteiro fez uma exposição dos seus trabalhos de pintura, no IPJ de Leiria, de 3 a 19 deste mês. Foi uma mostra conjunta com outro colega, também portador de deficiência, utente da associação OASIS – Organização de Apoio e Solidariedade para a Integração Social, que levou àquele espaço alguns dos trabalhos efectuados pelos utilizadores do seu centro de actividades ocupacionais, em louça, tecido, madeira e outros materiais.
Recorde-se que esta Instituição Privada de Solidariedade Social (IPSS), sediada nos Pousos, tem como objectivo "apoiar cidadãos maiores de 16 anos que sofram alguma deficiência física ou mental, promovendo o desenvolvimento das suas capacidades pessoais, relacionais e profissionais e apoiando as respectivas famílias". O centro de actividades é frequentado por 55 pessoas, das quais 26 residem no lar da instituição, em regime de rotatividade. Esta exposição surgiu em resposta a uma oportunidade de trazer a público alguns dos trabalhos ali desenvolvidos, procurando dar a conhecer os talentos, muitas vezes escondidos, das pessoas com maiores limitações de vária ordem, bem como a própria IPSS onde são acolhidos.
Tivemos oportunidade de visitar e exposição e constatar a qualidade de algumas peças ali expostas. O destaque vai para os quadros da Cremilde e do João Miguel Mandsley, que ombreiam com muitos pintores habituados às galerias. Em conversa connosco, a Cremilde quis enviar um cumprimento os leitores do Jornal da Golpilheira, que a incentivam a continuar a sua arte, na pintura e na escrita, muitos dos quais a felicitaram depois do texto que publicámos sobre ela no jornal de Junho. "Agradeço do fundo do coração o carinho que me dão e desejo a todos muita força para viver a vida, mesmo quando é dura, porque se for levada com optimismo, coragem e alegria, Deus ajuda-nos a suportar as dificuldades", afirma a artista.
Fazemos votos para que a Cremilde consiga realizar o seu próximo projecto, que é trazer a exposição dos seus trabalhos à Batalha, mais próximo dos seus conterrâneos e amigos.
LMF
Como noticiámos na última edição, a golpilheirense Cremilde Monteiro fez uma exposição dos seus trabalhos de pintura, no IPJ de Leiria, de 3 a 19 deste mês. Foi uma mostra conjunta com outro colega, também portador de deficiência, utente da associação OASIS – Organização de Apoio e Solidariedade para a Integração Social, que levou àquele espaço alguns dos trabalhos efectuados pelos utilizadores do seu centro de actividades ocupacionais, em louça, tecido, madeira e outros materiais.
Recorde-se que esta Instituição Privada de Solidariedade Social (IPSS), sediada nos Pousos, tem como objectivo "apoiar cidadãos maiores de 16 anos que sofram alguma deficiência física ou mental, promovendo o desenvolvimento das suas capacidades pessoais, relacionais e profissionais e apoiando as respectivas famílias". O centro de actividades é frequentado por 55 pessoas, das quais 26 residem no lar da instituição, em regime de rotatividade. Esta exposição surgiu em resposta a uma oportunidade de trazer a público alguns dos trabalhos ali desenvolvidos, procurando dar a conhecer os talentos, muitas vezes escondidos, das pessoas com maiores limitações de vária ordem, bem como a própria IPSS onde são acolhidos.
Tivemos oportunidade de visitar e exposição e constatar a qualidade de algumas peças ali expostas. O destaque vai para os quadros da Cremilde e do João Miguel Mandsley, que ombreiam com muitos pintores habituados às galerias. Em conversa connosco, a Cremilde quis enviar um cumprimento os leitores do Jornal da Golpilheira, que a incentivam a continuar a sua arte, na pintura e na escrita, muitos dos quais a felicitaram depois do texto que publicámos sobre ela no jornal de Junho. "Agradeço do fundo do coração o carinho que me dão e desejo a todos muita força para viver a vida, mesmo quando é dura, porque se for levada com optimismo, coragem e alegria, Deus ajuda-nos a suportar as dificuldades", afirma a artista.
Fazemos votos para que a Cremilde consiga realizar o seu próximo projecto, que é trazer a exposição dos seus trabalhos à Batalha, mais próximo dos seus conterrâneos e amigos.
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"O Muro" junto ao pelourinho
Teatro ao ar livre na Batalha
O recém-formado grupo de teatro da Batalha levou ao anfiteatro junto ao pelourinho da vila, ao ar livre, a peça "O Muro", baseada em textos de José Gomes Ferreira, adaptados e encenados por Pedro Oliveira. Com algumas dezenas de pessoas presentes, os actores deram vida àquele espaço lúdico e mostraram, mais uma vez, o resultado do projecto "O Animador", no âmbito da parceria estabelecida entre a ADAE- Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura, "O Nariz" - Teatro de Grupo e seis municípios da região.
A representação decorreu no passado dia 11, com a participação de actores amadores do nosso concelho, alguns da Golpilheira).
O recém-formado grupo de teatro da Batalha levou ao anfiteatro junto ao pelourinho da vila, ao ar livre, a peça "O Muro", baseada em textos de José Gomes Ferreira, adaptados e encenados por Pedro Oliveira. Com algumas dezenas de pessoas presentes, os actores deram vida àquele espaço lúdico e mostraram, mais uma vez, o resultado do projecto "O Animador", no âmbito da parceria estabelecida entre a ADAE- Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura, "O Nariz" - Teatro de Grupo e seis municípios da região.
A representação decorreu no passado dia 11, com a participação de actores amadores do nosso concelho, alguns da Golpilheira).
Mosteiro da Batalha é uma das "7 Maravilhas"
Outra coisa não seria de esperar. Os portugueses elegeram como uma das 7 maravilhas nacionais o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, após alguns meses de votações pela internet e por telefone. A lista dos eleitos entre os 21 finalistas foi apresentada no passado dia 7 de Julho, numa espectacular cerimónia organizada no estádio da Luz, em Lisboa
A par do Mosteiro da Batalha, também o de Alcobaça, igualmente pertencente à área geográfica da Região de Turismo Leiria/Fátima, foi um dos escolhidos nesta lista restrita de importantes monumentos nacionais. E podemos destacar, ainda, o castelo de Óbidos, um monumento perto de nós, que fecha um triângulo turístico de luxo na região Centro do País. A este propósito, convém não esquecer alguns dos que ficaram de fora, mas que, pela sua beleza e importância histórica, não devem deixar de merecer a nossa visita, como será o caso do Convento de Tomar e do castelo de Leiria. Dada a extensa lista do belíssimo património arquitectónico português, é óbvio que nem todos poderiam ficar neste grupo tão "apertado" de sete, cabendo apenas mais quatro eleitos: o Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa), o Palácio da Pena (Sintra), a Torre de Belém (Lisboa) e o Castelo de Guimarães, berço da nacionalidade.
Júlio Órfão já havia dito, por diversas vezes, que "algo estaria muito mal no nosso país, se o monumento batalhense ficasse excluído dos sete primeiros", tanto pela sua beleza e grandiosidade, como pela marca histórica que representa para Portugal como nação independente. Também António Lucas, presidente da Câmara da Batalha, considerou esta nomeação como mérito da "beleza e estética do monumento, bem como da sua carga histórica", agradecendo a todos aqueles que votaram e que contribuíram para esta eleição.
Notas de história*
O Mosteiro de Santa Maria da Vitória é o mais importante símbolo da Dinastia de Avis, construído por iniciativa de D. João I, na sequência de um voto à Virgem, caso vencesse a Batalha de Aljubarrota contra os castelhanos. As obras decorreram entre 1388 e 1580, ao longo de seis reinados. É o grande monumento do gótico final português, um dos primeiros onde ao gótico flamejante quinhentista se juntou a nova arte manuelina de seiscentos, símbolo da expansão marítima portuguesa.
O arranque das obras deu-se em 1388 e foi conduzido por Afonso Domingues. A ele se atribui o plano geral da construção e o grande avanço dos trabalhos na igreja e no claustro. A magnífica igreja de três naves e transepto saliente, por si delineada, com cabeceira de cinco capelas, sendo a central de duplo tramo e terminação poligonal, terá sido o ponto alto da sua carreira.
Com efeito, a partir de 1402, a chefia do estaleiro foi entregue a Huguet, arquitecto de provável origem catalã, que inaugurou entre nós o tardo-gótico. Documentado à frente do projecto até 1438, a ele se deve o abobadamento dos espaços da igreja e da Sala do Capítulo (onde experimentou, pela primeira vez, uma abóbada estrelada), a construção da Capela do Fundador, o início das obras das Capelas Imperfeitas, bem como a conclusão da fachada principal, onde sobressai o portal axial. Este é delimitado por um arco canopial, que integra os escudos de D. João I e de D. Filipa. No tímpano, exibe-se Cristo em Majestade, ladeado pelos Evangelistas, e as arquivoltas são repletas de figurações que continuam pelas estátuas-colunas, ao abrigo de um complexo programa iconográfico.
Contudo, a mais emblemática obra de Huguet é a Capela do Fundador. Ela foi concebida para panteão régio. É um compartimento quadrangular, que se adossa aos três tramos ocidentais da fachada lateral Sul e integra, ao centro, um esquema octogonal de suportes onde descarrega a abóbada estrelada. No circuito interior desta capela, colocou-se o túmulo duplo de D. João I e de D. Filipa, realização sem antecedentes no nosso país. Na capela repousam também os filhos do casal régio (como D. Henrique e o regente D. Pedro), de acordo com a decisão testamentária de D. João I em fazer deste espaço um efectivo panteão.
Em 1436, D. Duarte decidiu edificar uma capela funerária para si próprio. O projecto concebido por Huguet privilegiava uma planta circular, que não viria a ser concluída, por morte do mestre. Desta forma, a construção cessou até ao reinado de D. Manuel e, mesmo nessa altura, não foi concluída. Razão de esta parcela ser conhecida como as Capelas Imperfeitas.
No reinado de D. Afonso V, edificou-se o segundo claustro do mosteiro. Ele resulta da intervenção do arquitecto Fernão de Évora e, estilisticamente, é uma obra que contraria o tardo-gótico de raiz flamejante, tendo-se optado deliberadamente pela austeridade arquitectónica, que rejeita até a inclusão de capitéis a marcar o arranque dos arcos.
Só no século XIX o Mosteiro voltou a ser intervencionado, desta vez com o objectivo de restaurar o conjunto. Esta campanha prolongou-se por meio século e é um capítulo fundamental da nossa história do restauro monumental. Em 1983, este monumento foi classificado como Património Mundial pela UNESCO.
O Mosteiro de Santa Maria da Vitória é o mais importante símbolo da Dinastia de Avis, construído por iniciativa de D. João I, na sequência de um voto à Virgem, caso vencesse a Batalha de Aljubarrota contra os castelhanos. As obras decorreram entre 1388 e 1580, ao longo de seis reinados. É o grande monumento do gótico final português, um dos primeiros onde ao gótico flamejante quinhentista se juntou a nova arte manuelina de seiscentos, símbolo da expansão marítima portuguesa.
O arranque das obras deu-se em 1388 e foi conduzido por Afonso Domingues. A ele se atribui o plano geral da construção e o grande avanço dos trabalhos na igreja e no claustro. A magnífica igreja de três naves e transepto saliente, por si delineada, com cabeceira de cinco capelas, sendo a central de duplo tramo e terminação poligonal, terá sido o ponto alto da sua carreira.
Com efeito, a partir de 1402, a chefia do estaleiro foi entregue a Huguet, arquitecto de provável origem catalã, que inaugurou entre nós o tardo-gótico. Documentado à frente do projecto até 1438, a ele se deve o abobadamento dos espaços da igreja e da Sala do Capítulo (onde experimentou, pela primeira vez, uma abóbada estrelada), a construção da Capela do Fundador, o início das obras das Capelas Imperfeitas, bem como a conclusão da fachada principal, onde sobressai o portal axial. Este é delimitado por um arco canopial, que integra os escudos de D. João I e de D. Filipa. No tímpano, exibe-se Cristo em Majestade, ladeado pelos Evangelistas, e as arquivoltas são repletas de figurações que continuam pelas estátuas-colunas, ao abrigo de um complexo programa iconográfico.
Contudo, a mais emblemática obra de Huguet é a Capela do Fundador. Ela foi concebida para panteão régio. É um compartimento quadrangular, que se adossa aos três tramos ocidentais da fachada lateral Sul e integra, ao centro, um esquema octogonal de suportes onde descarrega a abóbada estrelada. No circuito interior desta capela, colocou-se o túmulo duplo de D. João I e de D. Filipa, realização sem antecedentes no nosso país. Na capela repousam também os filhos do casal régio (como D. Henrique e o regente D. Pedro), de acordo com a decisão testamentária de D. João I em fazer deste espaço um efectivo panteão.
Em 1436, D. Duarte decidiu edificar uma capela funerária para si próprio. O projecto concebido por Huguet privilegiava uma planta circular, que não viria a ser concluída, por morte do mestre. Desta forma, a construção cessou até ao reinado de D. Manuel e, mesmo nessa altura, não foi concluída. Razão de esta parcela ser conhecida como as Capelas Imperfeitas.
No reinado de D. Afonso V, edificou-se o segundo claustro do mosteiro. Ele resulta da intervenção do arquitecto Fernão de Évora e, estilisticamente, é uma obra que contraria o tardo-gótico de raiz flamejante, tendo-se optado deliberadamente pela austeridade arquitectónica, que rejeita até a inclusão de capitéis a marcar o arranque dos arcos.
Só no século XIX o Mosteiro voltou a ser intervencionado, desta vez com o objectivo de restaurar o conjunto. Esta campanha prolongou-se por meio século e é um capítulo fundamental da nossa história do restauro monumental. Em 1983, este monumento foi classificado como Património Mundial pela UNESCO.
Notas da actualidade
O actual director do Mosteiro continua a reclamar a necessidade de intervenções de fundo para garantir a sua preservação, com especial atenção do desvio do IC2 que lhe foi colocado à porta nos finais do século passado e teima em querer sair. Várias têm sido as promessas e estudos apresentados por diversos governos, mas até à data a obra não passou do papel.
Outra das lutas de Júlio Órfão tem sido contra a realização das festas de Agosto nas traseiras do monumento, que considera "gravemente prejudicado" com os ruídos provocados pelas potentes aparelhagens sonoras dos agrupamentos que ali actuam, sobretudo para os vitrais. A esse propósito, o presidente da autarquia mantém a sua intenção de retirar os festejos daquele local, apenas quando o IPAR avançar com o arranjo do espaço junto às Capelas Imperfeitas, um dos piores cartões de visita da vila.
Ainda em relação àquele espaço, onde existiu a Igreja de Santa Maria a Velha, local onde foram sepultados os grandes mestres do Mosteiro, as escavações deste templo, destruído no século passado, revelaram merecer alguma atenção. José Travaços Santos, historiador batalhense, tem sido das vozes mais insistentes pela sua preservação e pela edificação no local de um memorial daquela antiga igreja. Surgiram já algumas propostas nesse sentido, mas as escavações estão paradas e não está ainda definido o que se irá fazer em concreto.
Espera-se que, com mais este prémio da conquista de um lugar entre as sete maravilhas nacionais, as entidades responsáveis avancem definitivamente para uma solução que dê beleza àquela zona e devolva ao monumento a tranquilidade de que necessita para se manter de pé.
Luís Miguel Ferraz
O actual director do Mosteiro continua a reclamar a necessidade de intervenções de fundo para garantir a sua preservação, com especial atenção do desvio do IC2 que lhe foi colocado à porta nos finais do século passado e teima em querer sair. Várias têm sido as promessas e estudos apresentados por diversos governos, mas até à data a obra não passou do papel.
Outra das lutas de Júlio Órfão tem sido contra a realização das festas de Agosto nas traseiras do monumento, que considera "gravemente prejudicado" com os ruídos provocados pelas potentes aparelhagens sonoras dos agrupamentos que ali actuam, sobretudo para os vitrais. A esse propósito, o presidente da autarquia mantém a sua intenção de retirar os festejos daquele local, apenas quando o IPAR avançar com o arranjo do espaço junto às Capelas Imperfeitas, um dos piores cartões de visita da vila.
Ainda em relação àquele espaço, onde existiu a Igreja de Santa Maria a Velha, local onde foram sepultados os grandes mestres do Mosteiro, as escavações deste templo, destruído no século passado, revelaram merecer alguma atenção. José Travaços Santos, historiador batalhense, tem sido das vozes mais insistentes pela sua preservação e pela edificação no local de um memorial daquela antiga igreja. Surgiram já algumas propostas nesse sentido, mas as escavações estão paradas e não está ainda definido o que se irá fazer em concreto.
Espera-se que, com mais este prémio da conquista de um lugar entre as sete maravilhas nacionais, as entidades responsáveis avancem definitivamente para uma solução que dê beleza àquela zona e devolva ao monumento a tranquilidade de que necessita para se manter de pé.
Luís Miguel Ferraz
*Dados retirados do resumo histórico que se encontra na página da autarquia em www.cm-batalha.pt.
Festa dos ATL do Concelho
"Melodias da Disney" encantam miúdos e graúdos
Mais uma vez, as animadoras dos centros de Actividades de Tempos Livres (ATL) do concelho da Batalha puseram mãos à obra e organizaram uma festa para comemorar o fecho do ano lectivo. Com o apoio da autarquia, trouxeram ao pavilhão multiusos, no dia 15 de Julho, uma mostra de trabalhos efectuados pelas crianças, montaram uma quermesse e um banca de comes e bebes variados e animaram a sessão com algumas apresentações dos mais pequenos. Várias centenas de crianças e pais aproveitaram para vir à festa.
O momento alto foi a actuação do Trio Fusão (Ernesto Leite nas teclas, Beto Betuk nas percussões e João Rocha no trompete), acompanhado pela voz "carinhosa" de Lília Matos (finalista da Academia de Estrelas da TVI), que apresentaram o projecto "Melodias de Filmes Infantis - Disney e Amigos", um espectáculo que agradou às crianças de todas as idades... Para os mais novos, foi divertido cantar a plenos pulmões os temas dos seus conhecidos Noddy, Rei Leão, A Pequena Sereia ou Shreck; para os mais graúdos, foi engraçado voltar a ouvir a Abelha Maia, o Tom Sawyer, o Robin Wood e o Tarzan. Entre músicas, histórias e muita interacção com o público mais juvenil, foi um final de tarde muito divertido, que deixa de parabéns a organização do evento.
LMF
Mais uma vez, as animadoras dos centros de Actividades de Tempos Livres (ATL) do concelho da Batalha puseram mãos à obra e organizaram uma festa para comemorar o fecho do ano lectivo. Com o apoio da autarquia, trouxeram ao pavilhão multiusos, no dia 15 de Julho, uma mostra de trabalhos efectuados pelas crianças, montaram uma quermesse e um banca de comes e bebes variados e animaram a sessão com algumas apresentações dos mais pequenos. Várias centenas de crianças e pais aproveitaram para vir à festa.
O momento alto foi a actuação do Trio Fusão (Ernesto Leite nas teclas, Beto Betuk nas percussões e João Rocha no trompete), acompanhado pela voz "carinhosa" de Lília Matos (finalista da Academia de Estrelas da TVI), que apresentaram o projecto "Melodias de Filmes Infantis - Disney e Amigos", um espectáculo que agradou às crianças de todas as idades... Para os mais novos, foi divertido cantar a plenos pulmões os temas dos seus conhecidos Noddy, Rei Leão, A Pequena Sereia ou Shreck; para os mais graúdos, foi engraçado voltar a ouvir a Abelha Maia, o Tom Sawyer, o Robin Wood e o Tarzan. Entre músicas, histórias e muita interacção com o público mais juvenil, foi um final de tarde muito divertido, que deixa de parabéns a organização do evento.
LMF
Encerramento do ano | Jardim-de-infância em festa
O passado dia 29 de Junho foi de festa no jardim-de-infância da Golpilheira, com a presença dos meninos, educadoras, auxiliares, pais e amigos, no espaço exterior da escolinha. Não podia ter sido melhor o encerramento deste ano lectivo, à volta de um recheado lanche, com perna de porco no espeto, oferecida pela auxiliar Célia, e muitos outros acepipes levados pelos pais.
Mas antes da comida, a surpresa foi feita pelos mais pequenos, com a apresentação de uma bela marcha popular, algumas danças de roda e outras cantorias bem afinadas. Um deleite para os pais e amigos presentes, ver os nossos artistas de palmo e meio a desempenhar com alegria e competência as suas tarefas.
Houve também espaço para a entrega de diplomas de bom aproveitamento a todos os alunos, com especial destaque para os "doutores" do infantário, que fizeram a sua despedida, rumo à escola do 1º ciclo.
Estão de parabéns as educadoras Lora e Dora e auxiliares Célia e Bélinha que prepararam a festa, os pais que colaboraram no seu sucesso e, sobretudo, os meninos e meninas que foram a alegria principal do evento. Não podemos deixar de referir a colaboração do Centro Recreativo, que cedeu o material de som e outros produtos de logística, como é, aliás, habitual acontecer em relação aos eventos promovidos por esta escolinha sua vizinha.
Para nos juntarmos a esta festa, quisemos publicar nesta edição (em papel) um desenho e uma foto de cada um dos meninos, no destacável que se segue, de quatro páginas a cores. Eles merecem esta "prenda" especial, que foi também apoiada pela Câmara Municipal da Batalha, à qual agradecemos. De referir que os desenhos e as fotos dos meninos foram escolhidos pelas educadoras, com a ajuda dos artistas.
Deixamos ainda algumas das fotos da festa de encerramento e... até para o próximo ano lectivo, com votos de boas férias para todos!
Luís Miguel Ferraz
Mas antes da comida, a surpresa foi feita pelos mais pequenos, com a apresentação de uma bela marcha popular, algumas danças de roda e outras cantorias bem afinadas. Um deleite para os pais e amigos presentes, ver os nossos artistas de palmo e meio a desempenhar com alegria e competência as suas tarefas.
Houve também espaço para a entrega de diplomas de bom aproveitamento a todos os alunos, com especial destaque para os "doutores" do infantário, que fizeram a sua despedida, rumo à escola do 1º ciclo.
Estão de parabéns as educadoras Lora e Dora e auxiliares Célia e Bélinha que prepararam a festa, os pais que colaboraram no seu sucesso e, sobretudo, os meninos e meninas que foram a alegria principal do evento. Não podemos deixar de referir a colaboração do Centro Recreativo, que cedeu o material de som e outros produtos de logística, como é, aliás, habitual acontecer em relação aos eventos promovidos por esta escolinha sua vizinha.
Para nos juntarmos a esta festa, quisemos publicar nesta edição (em papel) um desenho e uma foto de cada um dos meninos, no destacável que se segue, de quatro páginas a cores. Eles merecem esta "prenda" especial, que foi também apoiada pela Câmara Municipal da Batalha, à qual agradecemos. De referir que os desenhos e as fotos dos meninos foram escolhidos pelas educadoras, com a ajuda dos artistas.
Deixamos ainda algumas das fotos da festa de encerramento e... até para o próximo ano lectivo, com votos de boas férias para todos!
Luís Miguel Ferraz
Batalha aposta na defesa da floresta
Vigilância móvel, limpeza florestal e construção de pontos de água
Tendo como objectivo a prevenção de incêndios florestais no concelho da Batalha, o Município tem em execução, desde o início do ano, um amplo conjunto de acções preventivas, que vão desde a vigilância móvel e a limpeza de matos junto à rede viária municipal, até à construção de pontos de água e à abertura e melhoria de caminhos florestais, iniciativas apoiadas pelo programa Agris, do Ministério da Agricultura.
Assim, recentemente, foram construídos dois pontos de água (um para acesso a meios aéreos e o segundo para abastecimento de meios terrestres), ambos na freguesia de São Mamede. Em meados de Junho, iniciou-se a vigilância móvel motorizada, numa acção que envolve 10 elementos, apoiada este ano por uma viatura todo-o-terreno equipada com um dispositivo contra incêndios, com capacidade de primeira intervenção em fogos nascentes.
Estas são, aliás, algumas das medidas que se encontram previstas no Plano Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios, aprovado em Março do corrente ano pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF). Conforme divulgámos nessa ocasião, trata-se de um documento que define as acções operacionais a desenvolver pelas várias entidades com competência nesta matéria, explicitando a forma de articulação entre as mesmas numa situação de emergência.
È para que não seja necessário aplicar este plano na sua componente de "remédio" que se aposta na prevenção. Um trabalho que só será eficaz com a colaboração de todos. Recorde-se que, desde 2005, no âmbito do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, a autarquia da Batalha efectuou diversas notificações aos proprietários de terrenos florestais confinantes com edifícios, no sentido de procederem à sua limpeza. Só neste ano de 2007, foram já 35 os proprietários notificados. Mas nem todos acolhem bem ordenação e o cumprimento fica aquém do ideal.
No mesmo sentido, à semelhança do que aconteceu o ano passado, a Câmara da Batalha vai analisar e pronunciar-se sobre o lançamento de fogo-de-artifício, no decorrer do período mais crítico (de 1 de Julho a 30 de Setembro), avaliando o possível risco de incêndio que esta actividade representa para os espaços florestais.
Nunca será demais referir que todas estas acções de pouco servem se não houver da parte de todos nós uma corresponsabilidade na protecção da floresta e na poupança de todos os recursos naturais. Como bem resume a campanha que está a decorrer este ano, também com o apoio do Governo Civil de Leiria, "Portugal sem fogos depende de todos".
Tendo como objectivo a prevenção de incêndios florestais no concelho da Batalha, o Município tem em execução, desde o início do ano, um amplo conjunto de acções preventivas, que vão desde a vigilância móvel e a limpeza de matos junto à rede viária municipal, até à construção de pontos de água e à abertura e melhoria de caminhos florestais, iniciativas apoiadas pelo programa Agris, do Ministério da Agricultura.
Assim, recentemente, foram construídos dois pontos de água (um para acesso a meios aéreos e o segundo para abastecimento de meios terrestres), ambos na freguesia de São Mamede. Em meados de Junho, iniciou-se a vigilância móvel motorizada, numa acção que envolve 10 elementos, apoiada este ano por uma viatura todo-o-terreno equipada com um dispositivo contra incêndios, com capacidade de primeira intervenção em fogos nascentes.
Estas são, aliás, algumas das medidas que se encontram previstas no Plano Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios, aprovado em Março do corrente ano pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF). Conforme divulgámos nessa ocasião, trata-se de um documento que define as acções operacionais a desenvolver pelas várias entidades com competência nesta matéria, explicitando a forma de articulação entre as mesmas numa situação de emergência.
È para que não seja necessário aplicar este plano na sua componente de "remédio" que se aposta na prevenção. Um trabalho que só será eficaz com a colaboração de todos. Recorde-se que, desde 2005, no âmbito do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, a autarquia da Batalha efectuou diversas notificações aos proprietários de terrenos florestais confinantes com edifícios, no sentido de procederem à sua limpeza. Só neste ano de 2007, foram já 35 os proprietários notificados. Mas nem todos acolhem bem ordenação e o cumprimento fica aquém do ideal.
No mesmo sentido, à semelhança do que aconteceu o ano passado, a Câmara da Batalha vai analisar e pronunciar-se sobre o lançamento de fogo-de-artifício, no decorrer do período mais crítico (de 1 de Julho a 30 de Setembro), avaliando o possível risco de incêndio que esta actividade representa para os espaços florestais.
Nunca será demais referir que todas estas acções de pouco servem se não houver da parte de todos nós uma corresponsabilidade na protecção da floresta e na poupança de todos os recursos naturais. Como bem resume a campanha que está a decorrer este ano, também com o apoio do Governo Civil de Leiria, "Portugal sem fogos depende de todos".
Mouzinho homenageado na Batalha
A vila da Batalha recebeu, no passado dia 21 de Julho, mais uma cerimónia de homenagem ao Patrono da Arma de Cavalaria, Joaquim Mouzinho de Albuquerque, na praça que tem o seu nome. No 105º aniversário da morte deste oficial batalhense, cumpriu-se a tradição com mais de 30 anos, em que um grupo de oficiais e sargentos de Cavalaria fazem uma romagem a cavalo, desde o quartel até à vila heróica, onde nasceu o seu Patrono.
A marcha teve início no dia 18 de Julho, pela primeira vez a partir de Abrantes, onde se situa actualmente a sede da Escola Prática de Cavalaria (EPC). A ela se juntaram algumas delegações de outras unidades da Arma, chegando à Batalha na tarde do dia 20.
A cerimónia protocolar decorreu no dia 21, junto ao busto de Mouzinho de Albuquerque, com a presença de diversas autoridades militares e civis, entre as quais o director honorário da Arma de Cavalaria, tenente general Velasco Martins, e o presidente da Câmara Municipal, António Lucas.
Antes da deposição de uma palma de flores e descerramento de uma Espada de Bronze no monumento, Velasco Martins lembrou os feitos heróicos de Mouzinho, salientando "as suas virtudes militares e humanas, como homem íntegro e impoluto, em cuja homenagem os militares de hoje vão buscar as forças e a coragem para cumprir uma missão que continua igual à do herói de Macontene, o mesmo espírito que animou tantos ao longo da história e nos anima hoje". Afirmando o orgulho que a Arma de Cavalaria, "perene e única no serviço a Portugal", tem no seu Patrono, o oficial salientou que "ser militar é a mais nobre de todas as actividades, pelo serviço que presta à nação e ao bem comum dos cidadãos". E à ordem "ao galope e corações ao alto", várias dezenas de militares da força a cavalo ali presentes fizeram o desfile de apresentação de cumprimentos às entidades presentes.
Em conversa com o Jornal da Golpilheira, o sargento-chefe Chaves, do 3º esquadrão da GNR de Braço de Prata, Lisboa, referiu a importância deste momento anual, não só pela homenagem ao valoroso cavaleiro que foi Mouzinho de Albuquerque, mas também com actividade de união e convívio entre os militares que nela participam. "São dias de especial união das várias unidades que se juntam na EPC para fazer este trajecto até à Batalha, desfrutando de paisagens espectaculares, animada confraternização nos vários acampamentos de descanso e de especial emoção nesta cerimónia em que lembramos Mouzinho de Albuquerque, um exemplo para todos nós", comentou este sargento.
É também uma oportunidade para o contacto com as populações por onde passam e, sobretudo, na vila da Batalha, dando a conhecer os ideais da Arma de Cavalaria, mostrando os belos cavalos que tem ao seu serviço e espalhando a simpatia dos militares, como pudemos comprovar pessoalmente em conversa com alguns deles.
Luís Miguel Ferraz
Nota Biográfica
Joaquim Mouzinho de Albuquerque nasceu na Quinta da Várzea, freguesia e concelho da Batalha, em 12 de Novembro de 1855, tendo sido baptizado um mês depois no Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Descende de uma das famílias portuguesas mais ilustres, neto de Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque, figura de militar, político e estadista, escritor e cientista da maior projecção na primeira metade do século XIX, a quem se ficou a dever a notável recuperação do monumento batalhense.
Tendo seguido a carreira de armas, alistou-se em Cavalaria no ano de 1871. Em 1886 seguiu para a então Índia Portuguesa, onde prestou relevantes serviços, ascendendo a Secretário Geral do Governo do Território. Transitou dali para Moçambique, por altura do ultimato inglês, a fim de assumir o cargo de Governador do Distrito de Lourenço Marques, que desempenhou de 1890 a 1892.
Regressado à Metrópole, volta a partir para Moçambique, em 1895, como Comandante da força de Cavalaria incorporada na expedição chefiada pelo Coronel Eduardo Galhardo enviado àquela colónia para dominar os régulos que, a incitamento de colonialistas britânicos, se haviam revoltado contra a presença portuguesa.
Em 10 de Dezembro de 1895 foi nomeado Governador Militar do Distrito de Gaza e, logo a 29 desse mês, promoveu a heróica captura de Gungunhana, em Chaimite.
A 13 de Março de 1896, foi nomeado Governador Geral de Moçambique e, em 25 de Novembro seguinte, Comissário Régio. Em meados de 1897, empreendeu a gloriosa campanha de Macontene.
Regressado à Metrópole, em Dezembro de 1898, foi nomeado pelo Rei D. Carlos, aio do Príncipe Real D. Luís Filipe. Pôs termo à vida em 8 de Dezembro de 1902, numa clara revolta contra o desmoronar dos valores nacionais a que assistia.
Joaquim Mouzinho de Albuquerque foi um dos portugueses mais notáveis do século XIX, tanto pelo seu acendrado patriotismo, como pela brilhante inteligência e capacidade governativa, de que deu bastantes provas em Moçambique, e pela lealdade, honestidade, coragem, espírito de sacrifício e noção de serviço público, qualidades raras que o destacaram dentre os homens da sua geração.
Não obstante os serviços prestados a Portugal, ainda não lhe foi prestada grande homenagem de que é credor: a transladação dos seus restos mortais para o Mosteiro de Santa Maria da Vitória.
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