segunda-feira, 30 de julho de 2007

Vida

Se a vida fosse um só dia
e sempre por ti esperasse
não stressava, não corria
enquanto te não amasse.

Porque os espaços perdidos
deste tempo em que vivi,
olho atrás e só os vejo
enquanto estive sem ti.

Se a vida acabasse agora,
ante o vislumbre do Céu,
queria ter nessa hora
o paraíso, um beijo teu.

Luís Miguel Ferraz

Meu bem, meu mal

Amados,
cometi muitos erros
nesta vida,
todos já perdoados,
porque foram
cometidos,
em nome do amor.

Não faço mal a ninguém,
perdão, faço e muito,
quase todo o dia,
meu maior mal,
em nome do bem,
é fazer e ainda mandar-lhe
poesia!

Ivone Boechat

Perguntas do Toino...

Porque é que os turistas que passam na Batalha não conhecem o parque infantil, o jardim à beira do Lena, com as suas flores, as aves brincando dentro de água, o parque para a terceira idade, as casas de banho públicas junto ao Lena, os bancos e mesas com a sombra indispensável nesse maravilhoso jardim? Será que alguém obriga esses mesmos turistas a estacionar no parque mais pequeno da vila, interrompendo o trânsito local e, nesse sentido, pondo os mesmos turistas em perigo de vida?
Toino

O Mar

A última vez que te vi
Estavas calmo, parecia melancolia
Tocavas um belo hino
Com os peixinhos fazias sinfonia.

Ó mar que bates na areia
Ninguém sabe o que ele diz,
O pescador vai pescar os peixinhos
Na sua caravela sente-se feliz.

Quando vou à praia
Gosto de ouvir as gaivotas no ar,
Para os pescadores é bom sinal
É a faina da noite para pescar.

Quando o vento visita
O mar fica desorientado,
Bate as ondas sem pretensão
Por fim, fica fatigado.

A praia ajuda a tirar o stress
As crianças brincam com satisfação,
O mar sabe o que querem
É preciso cuidado e orientação.

Cativa o pôr-do-sol
E o mar fica dourado
O reflexo é belo olhar
Foi por Deus tudo criado.

Cremilde Monteiro

Dar o sonho a quem o merece

Uma vida só tem valor
Quando é feita de honestidade
E sentida com verdadeiro amor
E não de vingança e maldade.

Quem é humano nunca esquece
O quanto vale dar vida a um filho
Mas ver quem esse valor merece
Evitando assim com urgência mais sarilho.

O mundo está molestado,
Todos nós sabemos da traição
E paga sempre quem não é culpado
E a quem é humano faz doer o coração.

Tanta criança ao Deus-dará,
Por todo o lado a estenderem a mão
Tanta gente ao lado dessa situação a ignorará
Lamento e faz-me bastante confusão.

Falar é muito bom mas mete dó,
Quantos filhos por aí abandonados
Entregues ao destino ou a uma avó
E outros a serem de várias formas explorados.

Tanta gente a viver longos momentos de aflição,
E a tragédia continua todos os dias a espreitar
Muito se fala mas cada vez menos solução
Façam justiça digna com actos e não só falar.

Abram de vez a verdadeira janela,
Com paz amor e liberdade
Para darem valor como a vida é bela
Mas só com os sentimentos da honestidade.

José António Carreira Santos

Fotos do Mês - Julho 2007


Vacada


quarta-feira, 11 de julho de 2007

Quem é a vencedora?

Golpilheira e Benfica fazem a festa na final da Taça de Portugal

Bancadas ao rubro, com ambas as equipas, e respectivas claques, a fazerem a festa no final do jogo. O Benfica levou a melhor no campo desportivo (5-2), no entanto perdeu no apoio. A Golpilheira ainda esteve com uma mão no troféu, no entanto, a condição física acabaria por ser determinante.
Ainda assim, feito inédito para a primeira equipa do distrito de Leiria a conseguir chegar à final da Taça de Portugal de futsal feminino. O Pavilhão de Almeirim quase esgotou para receber a final da prova, realizada no dia 29 de Junho. Frente- a-frente a vencedora do campeonato do distrito de Lisboa e da Taça Ibérica, e ainda terceira classificada na Taça Intercontinental, a equipa do Benfica, e a vencedora do campeonato distrital de Leiria, a Golpilheira. Um desnível acentuado entre instituições que, no entanto, a equipa batalhense tentou inverter, tanto no campo como nas bancadas.


Favoritismo contrariado
O jogo começou equilibrado, com ambas as equipas a optarem pela prudência. Ainda assim, e contra todas as previsões iniciais, acabaria por ser a Golpilheira a primeira a marcar, numa bonita jogada concluída por Maria Inês. A formação batalhense ainda tentou guardar a preciosa vantagem, mas acabaria por permitir o empate pouco tempo depois. O Benfica ainda marcaria mais um golo, fixando em 2-1 o resultado ao intervalo. Após o descanso, o cansaço nas atletas da Golpilheira foi notório, o que permitiu à equipa “encarnada” dilatar a vantagem. Ainda assim, a equipa batalhense tentou contrariar a domínio das adversárias, e após algumas oportunidades desperdiçadas, fixou o resultado em 5-2, por Inês. Pela equipa vencedora marcaram Rita (2), Marisa, Sofia e Sónia. No final, vitória justa da equipa mais experiente e coesa.
Pedro Jerónimo

(A notícia mais completa e as entrevistas serão publicadas na próxima edição em papel)

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Edição 121 - Junho de 2007


EDITORIAL | Saber, para fazer

Uma das principais condições para um trabalho frutuoso é o conhecimento da matéria em causa, dos instrumentos a usar, da finalidade do produto e, por norma, dos parceiros que connosco o executam. Quando falta um destes factores, é previsível que o resultado da nossa acção não seja perfeito ou não se adeqúe ao fim pretendido. É preciso saber, para fazer. Ou melhor, é preciso saber bem, para fazer bem.
É, por isso, de louvar a iniciativa da Câmara Municipal de adoptar as normas da Agenda 21 Local, que visam, precisamente, planear estrategicamente a acção social no seu todo, harmonizando em cada vector de decisão o conjunto das áreas da protecção ambiental, do crescimento económico e da promoção cultural. Chama-se a isso "desenvolvimento sustentado" e é só por aí que se atinge o objectivo do progresso humano, tanto pessoal como comunitário.
O primeiro passo foi, precisamente, o de adquirir o conhecimento da realidade social que se vai trabalhar, estudar os instrumentos disponíveis para o fazer, definir os objectivos urgentes e prioritários, e contactar os parceiros sociais que trabalham, diariamente, no mesmo terreno, a começar pelos próprios cidadãos.
Com esse diagnóstico feito, torna-se mais facilitada a tarefa de gerir o desenvolvimento local, em coordenadas orientadas pelo mesmo padrão e num concerto de sinergias previamente garantidas.
Nunca saberemos tudo, mas sabemos agora mais do que sabíamos antes. Temos, portanto a obrigação, não de fazer perfeito, mas de fazer hoje melhor do que fazíamos ontem.

Golpilheira na final com o Benfica!

Taça Nacional de Futsal Sénior Feminino

Depois de ultrapassado o impasse causado pela indevida utilização de uma jogadora pela equipa de Vermoim, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) decidiu que a equipa apurada para defrontar a Golpilheira na meia-final da Taça de Portugal de futsal feminino era a Associação Desportiva Flaviense. Como o tempo escasseava, uma vez que a época desportiva termina em 30 de Junho, foi proposto pela FPF, inicialmente, jogar-se a meia-final e a final apenas num jogo. A equipa de Chaves não aceitou esta proposta, apenas para a meia-final. Assim, acordaram-se os jogos para os dias 24, às 18h30, no Pavilhão da Batalha, e 26 de Junho, às 21h00, no pavilhão de Chaves.

Golpilheira – 2 / Flaviense – 1
Assim, a primeira-mão desta meia-final disputou-se no passado domingo, com a presença de numerosa assistência a apoiar a nossa equipa. O jogo teve um início muito táctico, já que as equipas não se conheciam. Muitas cautelas e alguma lentidão, o que se compreende. Dominava mais a Golpilheira, mas a obtenção do primeiro golo estava difícil. Foi necessário aproveitar muito bem um erro da equipa Chaves, que provocou um livre indirecto muito perto da sua baliza. Com um pequeno toque para Sandrita, esta desferiu um potente remate, que apenas parou no fundo das redes. Grande alegria, festejada efusivamente por todos.
Embora a posse de bola fosse, de longe, favorável à nossa equipa, paradoxalmente, depressa chegámos às cinco faltas cometidas. A partir daqui, e com a chamada de atenção da treinadora, era necessário proteger cada vez mais a bola, através de passes exactos, e não fazer mais qualquer falta, que provocaria um livre de dez metros. Embora tenhamos confiança na nossa guarda-redes, estes livres são sempre perigosos. As nossas jogadoras foram pacientes e, numa intercepção de bola, Inês isolou-se e, frente à guarda-redes, não falhou. Estava feito o 2-0, resultado com o qual terminou a primeira parte.
Esperava-se que a nossa equipa, na segunda metade, conseguisse ampliar o marcador, já que a equipa de Chaves não tinha mostrado argumentos para nos perturbar. O jogo recomeçou, com as devidas cautelas, mas com a equipa do Flaviense a tentar marcar o seu golo. Ambas as equipas desfrutaram de algumas oportunidades e foi na sequência de um canto que as forasteiras marcaram o seu golo. A nossa equipa reagiu a este golo, mas continuava a não acertar com a baliza. Antes de terminar a partida, foi ao Chaves que pertenceu a melhor oportunidade, mas a valentia da nossa guarda-redes Ivone evitou o golo do empate.

Flaviense – 6 / Golpilheira – 8
A segunda mão foi disputada em Chaves, na terça-feira, mesmo em cima do fecho desta edição, com o relato enviado por telemóvel.
Foi um jogo muito táctico, com a Golpilheira a defender a vantagem que levava de casa, a deixar a iniciativa ao Flaviense e a tentar a sua sorte no contra-ataque. A equipa de Chaves conseguiu marcar um golo, a meio da primeira parte, o que nos obrigou a reagir, marcando também, passados uns cinco minutos, por Inês. O Chaves voltou a tentar a sua sorte, mas fomos nós que conseguimos dilatar para 2-1, por Maria. Mas mais uma vez o Flaviense alcançou o empate, já perto do descanso.
No segundo tempo, o jogo continuou equilibrado, mas com uma melhor concretização para a equipa da casa, que terminou o jogo a vencer por 3-2.
Com este empate nas duas mãos, uma vez que marcámos dois golos fora e sofremos apenas um em casa, o resultado parecia dar-nos a passagem imediata à final. O árbitro hesitou na interpretação dos regulamentos e acabou por decidir-se pelo prolongamento, até ao desempate. Mais 10 minutos de jogo, com a mesma onda de golos. Na primeira parte, mais dois, primeiro o Chaves e depois nós, novamente por Inês. Na segunda parte, outros dois, o Chaves novamente a adiantar-se e a Golpilheira a responder de novo, após uma jogada individual de Inês, que estava verdadeiramente endiabrada. Resultado final em 5-4, a obrigar as equipas a irem às sortes das grandes penalidades.
Aqui, as nossas jogadoras foram mais certeiras, com as quatro atletas a concretizar, enquanto que do Flaviense apenas uma o conseguiu. O resultado que fica para a história é o 8-6 final, num total de 10-7 na eliminatória, a favor da Golpilheira.


Feito histórico
A nossa equipa conseguiu, assim, um feito inédito para o futsal feminino distrital, sendo a primeira equipa de sempre a conseguir chegar à final da Taça Nacional.
Agora, resta-nos defrontar o Benfica. Sabemos que será difícil, pois o nível competitivo é muito diferente, mas vamos dar o melhor para defender as cores do nosso clube. Para tal, contamos com o apoio de todos os nossos amigos e adeptos, pois será muito útil o incentivo das bancadas para que as atletas se superem e consigam a proeza que seria trazer uma taça nacional para a nossa colectividade. Será no próximo dia 30 de Junho, sábado, às 17h00, num pavilhão ainda a designar.
Manuel Carreira Rito

Festa do 38 aniversário do CRG




Golpilheira sente "difícil acesso à saúde"















Apresentação pública do diagnóstico
da Agenda 21 Local da Batalha

Cerca de uma centena de pessoas acedeu ao convite da autarquia para a apresentação do "Pré-Diagnóstico de Sustentabilidade" elaborado recentemente, no âmbito da implementação da Agenda 21 Local da Batalha (A21LB), que decorreu no auditório municipal, no passado dia 21 de Junho. A sessão iniciou com a exibição do filme/documentário "Verdade Inconveniente", de Al Gore, ex-candidato à presidência americana. Um filme que alerta para o caos eminente que o aquecimento global está a provocar e para a necessidade de alterarmos rapidamente os nossos hábitos ambientais, sob pena de em menos de 10 anos começarmos a sofrer consequências terríveis e que poderão ser irreversíveis para a destruição completa do nosso planeta.
Com esta sensibilização inicial, foi depois apresentado o documento recentemente elaborado pelo grupo coordenador da A21LB, constituído pelo vereador do Ambiente e Juventude, Paulo Batista Santos, e a técnica de Planeamento Regional e Urbano, Rita Carmona, com a colaboração do Curso de Engenharia da Energia e Ambiente do ISLA e um fórum participativo de vários cidadãos locais.

Agenda 21 Local
Este é um instrumento que visa "promover o desenvolvimento sustentável, em parceria entre o Município e todos os sectores da sociedade, de acordo com um plano de acção social, ambiental e económica". Foi uma das propostas da Conferência do Rio de Janeiro, em 1992, em que as câmaras municipais foram incentivadas a promoverem a sua própria agenda para a sustentabilidade, a que Portugal e quase todos os países do mundo aderiram. Trata-se de implementar uma nova concepção de desenvolvimento local, participado por todos os agentes locais, tais como empresários, técnicos, associações, escolas e cidadãos. O objectivo final é o planeamento estratégico de toda a acção social, de modo a "acautelar os recursos e o sistema necessário à vida, tornar o tecido económico local mais forte e competitivo, alcançar comunidades socialmente mais justas e integradoras, proteger e valorizar o património natural e aumentar as capacidades cívicas e de governação local".
A Batalha foi um dos municípios que decidiu adoptar este plano, tendo sido aprovado um ante-projecto em Março de 2006 e assinado o "Compromisso de Aalborg", onde se define o enquadramento da Agenda 21, o faseamento e a tramitação do processo, em Junho do mesmo ano. A 23 de Outubro, foi formalmente assinado o protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal da Batalha e o ISLA – Instituto Superior de Leiria, para o desenvolvimento do estudo de pré-diagnóstico. Isto porque se pretendeu, desde o início, "estimular a participação pública e o acesso à informação, para que todos possam dar o seu contributo; pretende-se um debate de ideias positivo que exponha a diversidade de pontos de vista, a crítica construtiva e a reflexão aprofundada". Para tal foi criado um "fórum participativo" e iniciou-se a sensibilização à população, através de questionários distribuídos pelas freguesias.
Posteriormente, foram realizados inquéritos à população sobre os problemas e potencialidades, pesquisa de notícias na imprensa local, consulta de documentação já existente e observação da realidade concelhia, tendo em vista o "diagnóstico de todos os problemas ambientais, sociais e económicos, e a identificação dos principais vectores estratégicos". Foi esse o diagnóstico agora apresentado.

Diagnóstico
Os resultados apresentados correspondem ao levantamento das características ambientais, sociais, culturais e económicas do Concelho, através de uma análise detalhada de cada um destes aspectos por freguesia e a nível concelhio (o documento integral pode ser consultado em http://www.cm-batalha.pt/ , no separador "planeamento>Agenda Local 21>Participação dos Cidadãos").
Globalmente, como aspectos ambientais mais positivos são seleccionados a qualidade do ar, os espaços verdes e os espaços florestais, enquanto que negativamente são referidos a qualidade da água dos rios, os incêndios, a quantidade e localização de ecopontos e o saneamento básico.
Sobre a vertente sócio-cultural, é evidenciada positivamente a existência de creches/ATL, a habitação e a existência de ensino básico. A questão do acesso à saúde é a que mais preocupa os munícipes, seguida da insuficiência de lares de 3ª idade/centros de dia, trânsito e falta de estacionamento.
O turismo, a restauração e o comércio são apontados como os aspectos económicos mais importantes para o concelho. O que mais preocupa os cidadãos é a oferta de emprego, as condições das infra-estruturas rodoviárias, a fixação de indústrias e as actividades agrícolas.
Já nas entrevistas a alguns do principais "actores" sociais, os aspectos ambientais mais positivos são a existência de elevada taxa de cobertura do saneamento básico, a acção levada a cabo para recuperar a Pia do Urso, em São Mamede, e a limpeza dos espaços florestais, bem como a despoluição do rio Lena, a existência de espaços verdes e a construção de um aterro de inertes numa pedreira desactivada. Negativamente, foi apontada a poluição gerada pelas suiniculturas, a desflorestação provocada pelos incêndios e a existência de pedreiras no Reguengo do Fetal.
A existência de associações e colectividades com reconhecido dinamismo cultural e o esforço que a autarquia local tem feito para realizar uma agenda cultural forte reúne consenso entre os aspectos sócio-culturais mais positivos do concelho. Contudo, a fraca adesão da população aos eventos culturais é apontada por quase metade dos inquiridos. A pobreza e a qualidade de vida dos idosos são também preocupantes, havendo ainda quem considere ser necessário maior dinamismo para captar pessoas para o concelho, considerando-o demasiado "conservador".
Relativamente aos aspectos económicos, considera-se existir uma baixa taxa de desemprego e a boa qualidade de vida, com o crescimento dos sectores secundário e terciário. Mas a oferta de restauração, comércio e hotelaria é insuficiente e excessivamente dependente do Mosteiro. São referidos ainda os baixos salários e o encarecimento do custo de vida.
Em relação aos projectos a desenvolver, sugere-se o investimento no saneamento básico e a melhoria da qualidade do abastecimento de água, o investimento em energias renováveis, a construção de um passeio pedonal na margem do rio Lena e a recuperação do território e do património histórico, bem como do comércio tradicional. O desporto e o lazer devem também ser objecto de atenção.
O desenvolvimento sustentável passa também, segundo os entrevistados, pela promoção da família, com projectos centrados no apoio à natalidade e na melhoria da qualidade de vida dos idosos, de forma a proporcionar o bem-estar familiar. Paralelamente, pede-se um centro ocupacional para deficientes e a dinamização mais eficaz da cultura e da tecnologia.
Os projectos económicos considerados prioritários implicam a aposta no turismo, por exemplo, com a melhoria da oferta hoteleira, a criação de um parque de campismo e de mais áreas comerciais e de restauração. Refere-se também a ampliação da zona industrial e a melhoria de condições físicas e tecnológicas que favoreçam a implementação de mais empresas, com destaque para a necessidade da variante da Batalha ao IC2 e do avanço do IC9.

Última fase...
Com base neste diagnóstico, pretende-se, agora, definir um plano de acções, objectivos, instrumentos, parcerias e estimativas de execução.
A última fase da A21LB será a da implementação e monitorização do plano de acção, que permitirá avaliar o seu sucesso e eficácia. Pretende-se avançar com medidas como o diagnóstico da estrutura da autarquia, o relatório anual de desenvolvimento sustentável, a formação contínua, com um plano de educação para a cidadania e ambiente, etc.
Só então poderemos verificar se os resultados correspondem ao optimismo manifestado pelo presidente da autarquia, António Lucas, que nesta sessão manifestou a sua convicção na "importância da A21LB para uma nova forma de desenvolvimento em prol das populações", adiantando algumas das iniciativas que o município tem já em curso para o cumprimento daqueles objectivos.
Para já, fica como facto positivo o envolvimento dos cidadãos no processo de decisão da estratégia política global, uma questão que foi, aliás, salientada por algumas das pessoas presentes nesta sessão pública.
Luís Miguel Ferraz


Resultados na Golpilheira
Excerto do diagnóstico

Dos 40 questionários efectuados à população da Golpilheira, 65% foram realizados a um público feminino e 35% ao masculino. A média das idades situou-se nos 47 anos, sendo que a amplitude destas se situou entre os 23 e os 85 anos.
Nos aspectos ambientais que a população desta freguesia considera mais positivos encontram-se a limpeza urbana e o abastecimento de água, com aproximadamente 27% de escolhas. Os espaços verdes e a ausência de ruído são aspectos também considerados positivos, embora em menor percentagem. Negativamente, são salientados a qualidade da água dos rios (21,3%) e os impactos relacionados com as suiniculturas (12,5%). A quantidade e localização de ecopontos, bem como a quantidade e localização de contentores para recolha de lixo, são igualmente aspectos a melhorar. Os cidadãos residentes nesta freguesia mostram ainda preocupações em relação à frequência e perigosidade de incêndios.
A existência de creches/ATL, de actividades desportivas e ainda de várias colectividades e associações são aspectos sócio-culturais considerados positivos e recolheram entre 12% e 16% de respostas. Logo a seguir, encontra-se o número de iniciativas culturais, aspecto referido por 10% dos inquiridos. No que diz respeito aos aspectos sócio-culturais mais negativos, são evidenciados por 35% e 22,5%, respectivamente, as condições de acesso à saúde, que recebeu a maior percentagem de consenso, e o número disponível de lares de 3ª idade/centros de dia. As questões relacionadas com o trânsito, a falta de estacionamento e aspectos cívicos são igualmente referidos como preocupantes.
Relativamente à economia local, a população parece encontrar-se dividida quanto aos aspectos que considera como mais e menos positivos. Por exemplo, o emprego é simultaneamente apontado como mais positivo (15%) e mais negativo (21,3%), o que parece indiciar a necessidade de desenvolver a oferta na região. Também a fixação de indústrias e as infra-estruturas rodoviárias são considerados pontos fortes e menos positivos desta localidade, permitindo inferir que, se por um lado a população acredita que estes são fundamentais, por outro as condições são ainda insuficientes.
No que respeita ao conhecimento da A21L, implementação da mesma e sua importância para o concelho, a percentagem de respostas é idêntica à obtida na freguesia da Batalha, sendo evidenciado o desconhecimento dos cidadãos em relação a todo este processo.

VI Feira do Livro e do Jogo da Batalha

Decorre de 3 a 8 de Julho, na praça Mouzinho de Albuquerque, na vila da Batalha, a 6ª edição da Feira do Livro e do Jogo, uma organização da Biblioteca Municipal. À semelhança dos anos anteriores, o evento contará com a participação das principais editoras do País, bem como com uma forte componente de animação de rua, com diversos apontamentos de teatro e outras animações. Os stands estarão a cargo das livrarias Letras & Livros, Livraria Americana, Dom Quixote, Boa Leitura, e Papelaria Afa´s. Como é habitual, este certame apresenta a particularidade única de juntar também a componente didáctica dos jogos, pelo que estarão representadas também as últimas novidades desta área, desta feita pela empresa Aires, Fanha e Raposo. Na presente edição haverá, ainda, um espaço dedicado à venda de produtos de instituições de solidariedade social, designadamente da APPC, Os Malmequeres, Oásis e CEERIA.A feira funcionará nos seguintes horários: terça e quarta-feira, das 11h00 às 23h00; quinta e sexta-feira, das 16h00 às 23h00; sábado e domingo, das 12h30 às 23h00.
Programa de animação:Dia 3 de Julho, às 21h00: "Dança Na Casa de Tom & Jerry", Sociedade Recreativa da Jardoeira e Alunos de Dança de Serro Ventoso.Dia 4 de Julho, às 21h30: "Matéria de Poesia", A Escola da Noite.Dia 5 de Julho, às 21h30: "Splash!", Teatro Regional da Serra de Montemuro.Dia 6 de Julho, às 21h30: "Comedor de Pecados", Pia – Projecto de Intervenção Artística.Dia 7 de Julho, às 21h30: "Doutor Fausto", Teatro ao Largo.Dia 8 de Julho, às 19h00: "Tik-Tak, Tik-Tak", Algazarra.

Ver cartaz completo (clicar na imagem):


Poucos se levantaram e vieram...

Público aquém das expectativas

Decorreu no passado dia 8 de Junho, no salão do Centro Recreativo da Golpilheira, mais uma iniciativa da empresa "A Karaoke". "Levanta-te e vem à Golpilheira" era o nome do evento, que tinha como atracção principal os humoristas Miguel Sete Estacas e João Seabra, já bem conhecidos pelo público pelas suas constantes participações em programas televisivos de comédia, como o "Levanta-te e Ri", da SIC, e, mais recentemente, o "Sempre em Pé", da RTP2, entre outros.
O espectáculo tinha início marcado para as 21h30, mas acabou por começar cerca de duas horas mais tarde, um atraso justificado pela fraca afluência que se registava inicialmente. Esta foi, aliás, a única má surpresa da noite. Nas palavras de André Carvalho, mentor da iniciativa, "não percebemos por que as pessoas não vieram, já que fizemos muita divulgação e trouxemos artistas conceituados, que esgotam as salas onde vão actuar, com bilhetes a preços muito mais elevados".
Assim, só os que vieram puderam aproveitar um serão bem passado e com muito humor. A primeira parte esteve a cargo da dupla batalhense "Fadinho e Alicate", que não desiludiu, divertindo bastante os cerca de 130 espectadores, com textos e canções cómicas. Depois, os convidados principais da noite entraram em cena e fizeram o que melhor sabem fazer, provocar as gargalhadas do público, que aderiu bastante às brincadeiras propostas pela dupla. No formato "stand-up comedy" (comédia de pé), que usa a palavra com principal arma de humor, em monólogos ou diálogos sobre os mais diversos temas da actualidade, os comediantes cativaram a assistência e receberam, durante toda a actuação, efusivas e merecidas palmas.
A festa prolongou-se, depois, pela madrugada, com música escolhida por Sete Estacas e Seabra, que revelaram também a sua arte como DJ. Foi uma boa forma de fechar a noite, com música, dança e convívio, para ajudar a esquecer, por momentos, os problemas que todos temos no dia-a-dia.
Apesar de ter recebido apenas metade das pessoas que estava à espera, "A Karaoke" manifestou ao nosso jornal o seu contentamento pela forma como decorreu a noite, "com ‘stand-up’ de qualidade, público animado e muita diversão a durar largas horas, correspondendo às nossas expectativas". É claro que, sem casa cheia, o lucro acaba por resultar em prejuízo e a organização fica desmotivada para trazer à Golpilheira novas iniciativas. "Assim será difícil voltarmos a arriscar estes espectáculos e teremos de ponderar muito bem a possibilidade de eventos futuros", confessa o gerente André Carvalho.
Por nós, esperamos que não desistam, pois estão de parabéns aos animadores de serviço e todo o pessoal envolvido na organização, pelo esforço em fazer coisas novas e com qualidade à nossa terra.
Ana Rito

Melhoramento do piso na praça junto ao Restaurante Etnográfico

Continuam em bom ritmo as obras de embelezamento do largo junto ao Centro Recreativo da Golpilheira. A criação de alguns espaços verdes, colocação de árvores, calcetamento, passeios e rampas irão melhorar as acessibilidades e possibilitar a criação de mais um espaço de lazer para as nossas crianças. Estas obras são da responsabilidade do Município da Batalha e deverão estar prontas para as comemorações do 38º aniversário do CRG, que será festejado nos dias 14 a 16 de Julho.

Convívio de caçadores na mata da Canoeira

Realizou-se, mais uma vez, o tradicional convívio de encerramento da época de caça, no final de Maio. No pinhal da Canoeira, juntaram-se alguns dos caçadores da nossa terra e seus familiares, numa animada tarde de petiscos, vinho da região e muita camaradagem. Agora, as espingardas repousam alguns meses, até meados de Agosto, quando abrir a nova época de caça às rolas.

Convívio Multifit nos Pinheiros

Golpilheira em digressão...

O Centro Recreativo dos Pinheiros organizou, no passado dia 26 de Abril, o seu I Encontro Multifit, para o qual convidou o Centro Recreativo da Golpilheira e a Sociedade Recreativa Relvense. Tratou-se de uma demonstração de dança hip-hop, aeróbica e step, das classes orientadas pelas monitoras Sílvia e Liliana, e ainda da ginástica para idosos, dirigida pelo Ricardo.
Os vários grupos destas colectividades apresentaram em palco algumas das coreografias desenvolvidas durante este ano lectivo e, no final, conviveram num lanche partilhado entre todos. Não sem antes todo o público, que encheu por completo a sala, ter sido posto a dança pelas animadoras de serviço, como é aliás o seu hábito.

"Sopas Escutistas" satisfizeram

2ª edição mais participada

Conforme tínhamos anunciado, realizou-se, no passado dia 27 de Maio, mais uma edição das "Sopas Escutistas", o festival de sopas que os escuteiros da Batalha – alguns da Golpilheira – organizaram no salão de festas do CRG.
Depois de uma experiência pouco animadora, feita no final de Abril, este grupo de jovens escuteiros não desistiu de levar a água ao seu moinho e apostou mais na divulgação e na insistência junto dos familiares e amigos, para virem provar umas deliciosas sopas ao almoço de domingo.
E o facto é que viram os seus esforços compensados. Desta vez, a afluência foi em grande número, com as cerca de 200 pessoas que passaram pelo local a esgotar a maioria das oito sopas que havia à disposição, gentilmente oferecidas por restaurantes da região.
Mas não esgotaram mesmo, pelo que podemos dizer que todos saíram plenamente satisfeitos deste evento. Os convivas, porque se deliciaram até quererem com estes pratos saudáveis da nossa variada gastronomia regional, e os escuteiros que organizaram, por conseguiram mais algumas verbas para patrocinar as suas actividades.
E cumpriu-se um dos principais objectivos, que é dar a conhecer à população o "Grupo Pioneiro 194" e estabelecer laços de amizade que o convívio entre todos ajuda a consolidar.

II Festibatalha volta à vila

Rosas do Lena promove

O rancho folclórico Rosas do Lena irá realizar, no pró­ximo dia 1 de Julho, entre as 15h00 e as 24h00, na praça D. João I, no centro da vila da Batalha, a segunda edição da Festibatalha, um evento que pretende juntar as componentes folclórica e popular das festas de antigamente.
Uma mostra/venda de produtos de diversas regiões do nosso país será o cenário, mais uma vez, escolhido para decorar a praça, a partir das 15h00. Cerca de uma hora depois, far-se-á o desfile de cabeçudos, executados pelo Rosas do Lena, e a arruada, animada pelo grupo Gaitilena – Gaiteiros da Batalha.
Pelas 17h30, iniciará um festival nacional de folclore, com a partici­pação do rancho anfitrião, em representação da Alta Estremadura, do Grupo Típico de Cadima, da Beira Litoral, do Grupo Etnográfico de Danças e Cantares "O Cantaréu", de Trás-os-Montes, e do Rancho Regional de Argoncilhe, do Douro Lito­ral.
No final, haverá bailarico popular, animado pelo conjunto duo "Licí­nio e Leonel", interrompido, pelas 21h30, para o desfile de marchas populares, e que continuará, depois, pela noite dentro.
Depois do sucesso da edição do ano transacto, este rancho folclórico convida de novo a população a vir festejar, à maneira de há uns anos atrás, em alegre convívio popular e tradicional.