
quinta-feira, 22 de março de 2007
EDITORIAL | Pedaços de vida
Um dos problemas dos jornais mensais é abrangerem um período tão extenso de dias que, por vezes, trazem assuntos quentes (ou frescos, conforme o gosto) ao lado de outros que já repousam na caixa das memórias. E, ao escrevermos, temos a sensação de colocar em cada palavra um som que o leitor já ouviu ou uma imagem que já viu. São palavras ditas de novo, correndo o risco de chegarem às mãos do leitor com o aspecto amarelecido dos bolores. Ainda assim, sentimos o dever de as escrever, porque só aqui reproduzidas elas ficarão para a posteridade, nos anais de uma história que perdurará para os vindouros. Aqueles que hão-de descobrir nelas novos sabores e lhes limparão com cuidado o pó do tempo, para as devorar com o requinte de quem prova um vinho envelhecido.Assim, nesta edição, encontra Quaresma e anúncio de Páscoa, mas ainda Carnaval e referendo passado. Vê novas campanhas e regressos recentes, mas ainda balanços e respostas a cartas antigas. Descobre a peregrinação que aí vem, mas ainda as corridas e os passeios que já partiram.
Deixamos tudo nas suas mãos, para que possa fazer, livremente, as suas próprias viagens. Seja aos dias que o esperam lá à frente, seja aos pedaços de vida que foi deixando na beira da estrada. Boas leituras!
Março de 2007
Jornal da Golpilheira noticiado no Região de Leiria
Ainda a questão da isenção dos media...
Sei que o assunto já lá vai à distância, mas como só saímos à rua uma vez por mês, não tivemos oportunidade para o comentar antes. Trata-se do facto de o Jornal da Golpilheira ter sido notícia no semanário Região de Leiria, na sua edição de 9 de Fevereiro.
Espantava-se – pelos vistos – este jornal por termos tomado uma posição editorial clara quanto à questão do aborto, assumindo a nossa inspiração cristã. Não foi um trabalho sobre a posição dos jornais regionais, nem sobre outros assuntos do mesmo contexto. Foi uma notícia exclusivamente sobre o Jornal da Golpilheira, onde expunha a nossa decisão de não publicar textos de opinião da campanha pelo "sim", assumindo, no entanto, total isenção quanto à publicação de notícias sobre o assunto, de ambos os lados da mesma campanha. Como, aliás, a própria notícia do Região de Leiria reconhece, ao referir que "o director da publicação garante que a isenção é mantida no que se refere ao tratamento noticioso" e dando nota, quanto à nossa publicação do debate sobre o aborto que decorreu na freguesia, de que o jornal "acabou por transcrever, na íntegra, o teor das intervenções, argumentos do ‘Sim’ incluídos".
Espantamo-nos nós, em primeiro lugar, pela importância que nos foi dada por este semanário regional. É bem sinal da importância que tem o nosso pequeno "jornal de colectividade da Batalha", no contexto das dezenas de publicações regionais existentes, muitas das quais, aliás, tomaram uma posição semelhante.
Espantamo-nos, depois, por a nossa posição editorial ter sido motivo de notícia. Como referi, foram muitos os jornais e outros órgãos de comunicação, regionais e mesmo nacionais, que decidiram tomar uma posição conforme os seus estatutos editoriais. Como explicava no editorial em causa na notícia, uma coisa é a opinião que se publica, e que livremente a direcção do jornal pode escolher, outra coisa são as notícias, onde deve imperar a isenção e o rigor.
Já agora, adianto que nem teria sido preciso ter anunciado tal decisão e não foi necessário grande esforço para a cumprir. É que acabámos por não receber na redacção qualquer opinião em favor do sim, à excepção da carta de uma leitora, cujos argumentos eram mais contestatários à posição do jornal do que esclarecedores quanto à matéria do referendo, muitos deles, aliás, completamente descabidos. E sobre o assunto acabámos também por publicar, sobretudo, textos e documentos da Igreja e instituições a ela ligadas, como fazemos regularmente a propósito de muitos outros temas sociais.
Exemplo da Renascença
De facto, esta polémica da isenção dos media começou bem cedo, quando a Rádio Renascença (RR) tomou a sua posição pelo "Não": «Nos seus espaços informativos, a Renascença actuará com a objectividade própria dos meios de comunicação social. Saberá, por isso, ouvindo as diversas partes, distinguir factos e propaganda; notícia e opinião. No que à posição da Renascença diz respeito, não podem, no entanto, restar dúvidas: a Renascença situa-se inequivocamente do lado da vida e do "Não", perante a pergunta posta a sufrágio.»
Muitas vozes públicas a criticaram, mas a contestação acabou por se esfumar, com ajuda de alguns comentadores que explicaram essa mesma separação entre opinião e informação e o direito à liberdade de "tendência" das instituições, como foi o caso de Mário Lino, no Público de 4 de Dezembro. Ou de Cândido da Silva, dois dias antes, no mesmo jornal: «Em casos como este, o pior serviço que se pode prestar à credibilidade é o de fingir que se é isento, ao mesmo tempo que se edita a informação de acordo com as próprias convicções. A hipocrisia paga-se caro, enquanto a clarificação, necessitando de coragem e capacidade para correr riscos, pode ser um trunfo. (…) A iniciativa da Rádio Renascença merece ser elogiada. Revela que os seus responsáveis não dissimulam aquilo em que acreditam e, também, que não têm medo de passar pelo exigente teste da credibilidade que consiste em abrirem o jogo quando têm pela frente uma campanha para o referendo que exige jornalismo feito com critério.»
Outros meios de comunicação que vieram a seguir, já tinham caminho aberto.
Clareza
Sempre defendemos a clareza de posições quanto aos valores em que acreditamos e não podíamos ter posição diferente neste caso.
E não somos os únicos que defendemos esta forma de estar, como se lê na opinião de Cândido da Silva, citada atrás. Na mesma linha, escrevia Pacheco Pereira, na revista Sábado de 18 de Janeiro: «Pela primeira vez de forma mais sistemática, (…) os órgãos de comunicação social portugueses começam a tomar posições editoriais numa eleição, neste caso o referendo sobre o aborto. Foi o que fez a Rádio Renascença (a favor do "não"), o Correio da Manhã [e o semanário Sol] (a favor do "direito à vida"), e o Le Monde Diplomatique em português (a favor do "sim"). É um dado novo na nossa tradição comunicacional. (…) Tendo em conta as características do órgão de informação e o seu estatuto editorial, parece-me um progresso estas tomadas de posição às claras. O contrário, as tomadas de posição às escuras, que muitas vezes acontecem, é que não são nada aceitáveis.»
Não queremos entrar em polémicas com ninguém, mas já que o Região de Leiria nos citou, que dizer do facto de, nas edições das 5 semanas anteriores ao referendo, terem sido publicados naquele jornal 8 textos dos seus comentadores de opinião a defender o "sim" e apenas 1 a favor do "não"?
Poderá ser coincidência, aceito. Mas, mesmo que o seja, essa diferença de espaço concedido aos dois lados da campanha influencia, obviamente, os leitores. Tal como influencia o destaque de primeira página, duas semanas antes do referendo, ao facto de a maioria dos deputados da região ir votar "sim". E também outras formas de abordagem a assuntos que, embora se possam considerar "objectivos", servem à argumentação de um lado e atacam a imagem do outro. Aliás, desde 2004, foi recorrente nas suas páginas a defesa de um novo referendo e de mudança da lei. Afinal, não corremos todos o risco de – usando as palavras de Pacheco Pereira – "tomadas de posição às escuras"?
Sei que o assunto já lá vai à distância, mas como só saímos à rua uma vez por mês, não tivemos oportunidade para o comentar antes. Trata-se do facto de o Jornal da Golpilheira ter sido notícia no semanário Região de Leiria, na sua edição de 9 de Fevereiro.
Espantava-se – pelos vistos – este jornal por termos tomado uma posição editorial clara quanto à questão do aborto, assumindo a nossa inspiração cristã. Não foi um trabalho sobre a posição dos jornais regionais, nem sobre outros assuntos do mesmo contexto. Foi uma notícia exclusivamente sobre o Jornal da Golpilheira, onde expunha a nossa decisão de não publicar textos de opinião da campanha pelo "sim", assumindo, no entanto, total isenção quanto à publicação de notícias sobre o assunto, de ambos os lados da mesma campanha. Como, aliás, a própria notícia do Região de Leiria reconhece, ao referir que "o director da publicação garante que a isenção é mantida no que se refere ao tratamento noticioso" e dando nota, quanto à nossa publicação do debate sobre o aborto que decorreu na freguesia, de que o jornal "acabou por transcrever, na íntegra, o teor das intervenções, argumentos do ‘Sim’ incluídos".
Espantamo-nos nós, em primeiro lugar, pela importância que nos foi dada por este semanário regional. É bem sinal da importância que tem o nosso pequeno "jornal de colectividade da Batalha", no contexto das dezenas de publicações regionais existentes, muitas das quais, aliás, tomaram uma posição semelhante.
Espantamo-nos, depois, por a nossa posição editorial ter sido motivo de notícia. Como referi, foram muitos os jornais e outros órgãos de comunicação, regionais e mesmo nacionais, que decidiram tomar uma posição conforme os seus estatutos editoriais. Como explicava no editorial em causa na notícia, uma coisa é a opinião que se publica, e que livremente a direcção do jornal pode escolher, outra coisa são as notícias, onde deve imperar a isenção e o rigor.
Já agora, adianto que nem teria sido preciso ter anunciado tal decisão e não foi necessário grande esforço para a cumprir. É que acabámos por não receber na redacção qualquer opinião em favor do sim, à excepção da carta de uma leitora, cujos argumentos eram mais contestatários à posição do jornal do que esclarecedores quanto à matéria do referendo, muitos deles, aliás, completamente descabidos. E sobre o assunto acabámos também por publicar, sobretudo, textos e documentos da Igreja e instituições a ela ligadas, como fazemos regularmente a propósito de muitos outros temas sociais.
Exemplo da Renascença
De facto, esta polémica da isenção dos media começou bem cedo, quando a Rádio Renascença (RR) tomou a sua posição pelo "Não": «Nos seus espaços informativos, a Renascença actuará com a objectividade própria dos meios de comunicação social. Saberá, por isso, ouvindo as diversas partes, distinguir factos e propaganda; notícia e opinião. No que à posição da Renascença diz respeito, não podem, no entanto, restar dúvidas: a Renascença situa-se inequivocamente do lado da vida e do "Não", perante a pergunta posta a sufrágio.»
Muitas vozes públicas a criticaram, mas a contestação acabou por se esfumar, com ajuda de alguns comentadores que explicaram essa mesma separação entre opinião e informação e o direito à liberdade de "tendência" das instituições, como foi o caso de Mário Lino, no Público de 4 de Dezembro. Ou de Cândido da Silva, dois dias antes, no mesmo jornal: «Em casos como este, o pior serviço que se pode prestar à credibilidade é o de fingir que se é isento, ao mesmo tempo que se edita a informação de acordo com as próprias convicções. A hipocrisia paga-se caro, enquanto a clarificação, necessitando de coragem e capacidade para correr riscos, pode ser um trunfo. (…) A iniciativa da Rádio Renascença merece ser elogiada. Revela que os seus responsáveis não dissimulam aquilo em que acreditam e, também, que não têm medo de passar pelo exigente teste da credibilidade que consiste em abrirem o jogo quando têm pela frente uma campanha para o referendo que exige jornalismo feito com critério.»
Outros meios de comunicação que vieram a seguir, já tinham caminho aberto.
Clareza
Sempre defendemos a clareza de posições quanto aos valores em que acreditamos e não podíamos ter posição diferente neste caso.
E não somos os únicos que defendemos esta forma de estar, como se lê na opinião de Cândido da Silva, citada atrás. Na mesma linha, escrevia Pacheco Pereira, na revista Sábado de 18 de Janeiro: «Pela primeira vez de forma mais sistemática, (…) os órgãos de comunicação social portugueses começam a tomar posições editoriais numa eleição, neste caso o referendo sobre o aborto. Foi o que fez a Rádio Renascença (a favor do "não"), o Correio da Manhã [e o semanário Sol] (a favor do "direito à vida"), e o Le Monde Diplomatique em português (a favor do "sim"). É um dado novo na nossa tradição comunicacional. (…) Tendo em conta as características do órgão de informação e o seu estatuto editorial, parece-me um progresso estas tomadas de posição às claras. O contrário, as tomadas de posição às escuras, que muitas vezes acontecem, é que não são nada aceitáveis.»
Não queremos entrar em polémicas com ninguém, mas já que o Região de Leiria nos citou, que dizer do facto de, nas edições das 5 semanas anteriores ao referendo, terem sido publicados naquele jornal 8 textos dos seus comentadores de opinião a defender o "sim" e apenas 1 a favor do "não"?
Poderá ser coincidência, aceito. Mas, mesmo que o seja, essa diferença de espaço concedido aos dois lados da campanha influencia, obviamente, os leitores. Tal como influencia o destaque de primeira página, duas semanas antes do referendo, ao facto de a maioria dos deputados da região ir votar "sim". E também outras formas de abordagem a assuntos que, embora se possam considerar "objectivos", servem à argumentação de um lado e atacam a imagem do outro. Aliás, desde 2004, foi recorrente nas suas páginas a defesa de um novo referendo e de mudança da lei. Afinal, não corremos todos o risco de – usando as palavras de Pacheco Pereira – "tomadas de posição às escuras"?
Programa da Semana Santa na Paróquia da Batalha
Domingo de Ramos – 1 de Abril
11h00 – Benção dos Ramos, na igreja matriz, e procissão para o Mosteiro. Todos os grupos de catequese devem participar.
18h30 – Via-Sacra na Golpilheira.
Segunda-feira - 2 de Abil
20h00 – Via-Sacra: início na igreja das Brancas e terminando na Quinta do Sobrado.
Terça-feira - 3 de Abril
20h00 – Via-Sacra em Santo Antão, com início na igreja do Convento da Visitação.
Quinta-Feira Santa – 5 de Abril
Celebração Pascal das crianças
19h00 – Via-Sacra ao vivo, iniciando com o "lava-pés" e decorrendo à volta do Mosteiro. Termina com a Missa da Ceia do Senhor.
Sexta-Feira Santa – 6 de Abril
15h00 – Celebração da Paixão e Morte de Jesus e procissão do "Enterro do Senhor".
Sábado Santo - 7 de Abril
21h00 – Vigília Pascal, da Ressurreição de Jesus.
11h00 – Benção dos Ramos, na igreja matriz, e procissão para o Mosteiro. Todos os grupos de catequese devem participar.
18h30 – Via-Sacra na Golpilheira.
Segunda-feira - 2 de Abil
20h00 – Via-Sacra: início na igreja das Brancas e terminando na Quinta do Sobrado.
Terça-feira - 3 de Abril
20h00 – Via-Sacra em Santo Antão, com início na igreja do Convento da Visitação.
Quinta-Feira Santa – 5 de Abril
Celebração Pascal das crianças
19h00 – Via-Sacra ao vivo, iniciando com o "lava-pés" e decorrendo à volta do Mosteiro. Termina com a Missa da Ceia do Senhor.
Sexta-Feira Santa – 6 de Abril
15h00 – Celebração da Paixão e Morte de Jesus e procissão do "Enterro do Senhor".
Sábado Santo - 7 de Abril
21h00 – Vigília Pascal, da Ressurreição de Jesus.
Assembleia Geral Ordinária do CRG
Convocatória
No dia 14 de Abril de 2007, pelas 20h30, reúne-se a Assembleia Geral do Centro Recreativo da Golpilheira, pelo que convoco todos os sócios a assistirem à reunião, com a seguinte ordem de trabalhos:
1. Relatório da Direcção, Contas do Exercício de 2006 e Parecer do Conselho Fiscal;
2. Eleição dos novos Corpos Gerente para o biénio 2007/2008;
3. Outros assuntos de interesse para a Colectividade.
Nos termos dos estatutos, não comparecendo a maioria dos associados à hora marcada, será a reunião efectuada às 21h30 do mesmo dia, com qualquer número de sócios, não podendo os restantes discordar daquilo que foi deliberado. Dada a importância da reunião, agradecemos a comparência de todos.
O Presidente da Mesa da Assembleia
Pedro José Meneses Monteiro
No dia 14 de Abril de 2007, pelas 20h30, reúne-se a Assembleia Geral do Centro Recreativo da Golpilheira, pelo que convoco todos os sócios a assistirem à reunião, com a seguinte ordem de trabalhos:
1. Relatório da Direcção, Contas do Exercício de 2006 e Parecer do Conselho Fiscal;
2. Eleição dos novos Corpos Gerente para o biénio 2007/2008;
3. Outros assuntos de interesse para a Colectividade.
Nos termos dos estatutos, não comparecendo a maioria dos associados à hora marcada, será a reunião efectuada às 21h30 do mesmo dia, com qualquer número de sócios, não podendo os restantes discordar daquilo que foi deliberado. Dada a importância da reunião, agradecemos a comparência de todos.
O Presidente da Mesa da Assembleia
Pedro José Meneses Monteiro
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Comunicado da Direcção
Informamos a todos os sócios que queiram apresentar listas para os novos corpos gerentes da direcção da colectividade para o biénio 2007/2008, que as deverão entregar na secretaria. As mesmas deverão ser entregues até ao dia da assembleia-geral, que se realizará no próximo dia 14 de Abril de 2007.
O presidente da direcção,
Fernando Joaquim Figueiredo Ferreira
Passeio pedestre pela Golpilheira
Cerca de 100 pessoas responderam ao convite
No passado dia 4 de Março, as ruas da Golpilheira receberam cerca de uma centena de caminhantes, curiosos por conhecer ou relembrar alguns pontos mais carismáticos da freguesia.A caminhada iniciou-se junto ao cruzamento do IC2, no Vale Gracioso, poucos minutos após o relógio da torre da igreja ter marcado as 09h00, com os participantes a tomarem a estrada em direcção ao Furadouro, onde os esperava a igreja de São Bento. Aí se fez uma pequena paragem, aproveitada pelo presidente da Junta, Carlos Santos, para explicar a história da capelinha e guiar uma visita ao monumento. A paragem foi aproveitada também para se oferecer um café e uma deliciosa filhós a todos os caminhantes.
Após alguns minutos concedidos para o aconchego do estômago, o passeio foi retomado em direcção ao local de Bico Sachos, com uma pequena paragem perto do moinho, onde pudemos constatar, infelizmente, a degradação do mesmo.
Ao chegar ao local de Bico Sachos, o pelotão de caminhantes iniciou uma árdua subida, que os levou até ao Picoto, o local mais alto da freguesia da Golpilheira, onde se pôde observar a panorâmica de todas as localidades que a circundam.
A descida foi feita pela rua da Fonte, um lugar utilizado como ponto de encontro para os namorados que habitavam pelas redondezas. Esta descida trouxe consigo a incómoda chuva, que há algum tempo ameaçava e que obrigou a um encurtamento no passeio. Para muitos, acabou quando chegaram às portas da colectividade.
Houve, no entanto, algumas dezenas de corajosos que, apesar desta condicionante, não desistiram do objectivo e continuaram a caminhada pela estrada do Baçairo, terminando já depois do meio-dia no mesmo local de onde partiram. Mas acabou por não se realizar o percurso que estava previsto e a visita a alguns outros locais de interesse, como seria o caso da igreja do Bom Jesus dos Aflitos, em fase final de acabamentos.
Refira-se que este evento foi promovido pela Junta de Freguesia da Golpilheira, em parceria com a delegação de Leiria do INATEL. Em declarações ao JG, Carlos Santos manifestou o seu contentamento pela forma como decorreu o evento, sobretudo pelo "interesse demonstrado por um numeroso grupo de participantes, 40 dos quais vieram de fora da Freguesia, de vários ponto do distrito de Leiria". O presidente da Junta agradeceu ainda à Comissão da Igreja de S. Bento, pela cedência do salão daquela ermida para a realização do pequeno-almoço, e referiu ainda a sua intenção de voltar a repetir este tipo de iniciativas, "se possível sem chuva, para que possamos visitar alguns locais que desta vez ficaram para trás".
Vera Rito
Passeio de todo-o-terreno "Anjos sobre Rodas" -
A grande aventura na lama
Mais um passeio de todo-o-terreno invadiu as ruas da Golpilheira e se fez passear pelas redondezas. A 5ª edição do "Anjos sobre Rodas" leva, mais uma vez, o carimbo do sucesso. Tanto pela participação numerosa, com perto de 200 pessoas e responder ao convite da organização, em 70 jipes e 40 motos de duas e quatro rodas, como pelo exemplar acolhimento e dedicação dos organizadores. Mas, sobretudo, pelo resultado final que sempre se repete: muita gente satisfeita com um dia divertido e cheio de boas aventuras, em alegre convívio e com muita adrenalina à solta na lama. Mas é também um sucesso o resultado prático do evento que, para além da festa, visa também angariação de fundos para obras na nossa freguesia. De há dois anos para cá, os lucros têm sido atribuídos às obras do pavilhão desportivo do CRG, no valor total de cerca de 10 mil euros. Este ano, espera-se que esta conta volte a ser acrescentada com mais 5 mil euros, o saldo médio dos anos anteriores. Estão de parabéns os quatro jovens organizadores (Carlos, Cesário, Jorge e Rui), bem como a equipa de 15 colaboradores que a eles se junta regularmente e as mais de 40 pessoas que no dia do evento ajudam nas várias áreas a que tudo corra bem. Desde a sinalização das pistas ao acompanhamento das provas, desde a elaboração do "road book" (que alguém chamava de "red bull") à obtenção das licenças, desde a confecção do almoço ao serviço das bebidas e petiscos durante o percurso. Em resumo, os participantes começaram a sair pelas 9h30, rumo à zona dos Parceiros, onde os esperava o pequeno-almoço, no parque de Merendas. O local era aprazível, mas também difícil de ultrapassar, pelo alguns dos jipes só saíram do local depois de muita diversão e chegaram ao almoço com umas curtas 3 horas de atraso. É que ainda havia que passar pela Canoeira para o Martini de aperitivo. De qualquer modo, comida da boa não faltou no salão de festas do CRG, mesmo para os que começaram a refeição já perto das 16h00. Da parte da tarde, a volta foi mais rápida, terminando no "trial", junto às piscinas da Batalha. Aí a diversão continuou até noite, com algumas dezenas de pessoas a acompanhar as peripécias dos veículos de duas e quatro rodas, sobretudo os aventureiros que teimavam em estacar os seus jipes nos buracos mais fundos, de onde só saíam a reboque do guincho de um colega ou da pá do Cesário. Mas, afinal, são esses os momentos que mais divertem toda a gente e ficam melhor na foto.
Texto e fotos: LMF







Mais um passeio de todo-o-terreno invadiu as ruas da Golpilheira e se fez passear pelas redondezas. A 5ª edição do "Anjos sobre Rodas" leva, mais uma vez, o carimbo do sucesso. Tanto pela participação numerosa, com perto de 200 pessoas e responder ao convite da organização, em 70 jipes e 40 motos de duas e quatro rodas, como pelo exemplar acolhimento e dedicação dos organizadores. Mas, sobretudo, pelo resultado final que sempre se repete: muita gente satisfeita com um dia divertido e cheio de boas aventuras, em alegre convívio e com muita adrenalina à solta na lama. Mas é também um sucesso o resultado prático do evento que, para além da festa, visa também angariação de fundos para obras na nossa freguesia. De há dois anos para cá, os lucros têm sido atribuídos às obras do pavilhão desportivo do CRG, no valor total de cerca de 10 mil euros. Este ano, espera-se que esta conta volte a ser acrescentada com mais 5 mil euros, o saldo médio dos anos anteriores. Estão de parabéns os quatro jovens organizadores (Carlos, Cesário, Jorge e Rui), bem como a equipa de 15 colaboradores que a eles se junta regularmente e as mais de 40 pessoas que no dia do evento ajudam nas várias áreas a que tudo corra bem. Desde a sinalização das pistas ao acompanhamento das provas, desde a elaboração do "road book" (que alguém chamava de "red bull") à obtenção das licenças, desde a confecção do almoço ao serviço das bebidas e petiscos durante o percurso. Em resumo, os participantes começaram a sair pelas 9h30, rumo à zona dos Parceiros, onde os esperava o pequeno-almoço, no parque de Merendas. O local era aprazível, mas também difícil de ultrapassar, pelo alguns dos jipes só saíram do local depois de muita diversão e chegaram ao almoço com umas curtas 3 horas de atraso. É que ainda havia que passar pela Canoeira para o Martini de aperitivo. De qualquer modo, comida da boa não faltou no salão de festas do CRG, mesmo para os que começaram a refeição já perto das 16h00. Da parte da tarde, a volta foi mais rápida, terminando no "trial", junto às piscinas da Batalha. Aí a diversão continuou até noite, com algumas dezenas de pessoas a acompanhar as peripécias dos veículos de duas e quatro rodas, sobretudo os aventureiros que teimavam em estacar os seus jipes nos buracos mais fundos, de onde só saíam a reboque do guincho de um colega ou da pá do Cesário. Mas, afinal, são esses os momentos que mais divertem toda a gente e ficam melhor na foto.
Texto e fotos: LMF







Corso batalhense - Carnaval das 7 maravilhas
Cumprindo a tradição dos últimos anos, a vila da Batalha recebeu nas suas ruas um corso de Carnaval, na tarde de domingo, dia 18 de Fevereiro. Sem recorrer a vedetas externas ou a grandes orçamentos de animação, são as escolas, ATL e colectividades do concelho as convidadas a animar o desfile e as várias centenas de pessoas que se juntam para o ver passar.
Este ano, respondendo ao apelo da autarquia, muitos foram os que adoptaram o tema das "7 Maravilhas de Portugal", cuja votação está a decorrer até Julho, onde o Mosteiro da Batalha e os seus frades, canteiros e outras personagens a ele ligadas estiveram em destaque.
Mais uma vez, foram sobretudo as crianças a fazer a multidão, graças à participação de algumas centenas de alunos do Colégio de São Mamede e de outras tantas de alguns centros de ATL do concelho. Foi o caso da Golpilheira, com a presença dos dois grupos das ATL, conduzidos pelas animadoras, auxiliares, pais e o professor Manuel, que tomou a boa iniciativa de se juntar à festa. Os mais novos foram trajados de bonecos de neve, bem branquinhos e de nariz de cenoura espetado. Os mais velhos vestiram a pele de frades, a lembrar o passado das ordens religiosas que habitaram a nossa região, embora o fato fosse mais parecido com o dos franciscanos do que com o dos dominicanos. Mas era Carnaval, ninguém podia levar a mal...
Uma das constatações foi, no entanto, a menor participação das colectividades. Nem o Centro Recreativo da Golpilheira apareceu este ano. Todos sabemos o trabalho que dá preparar um grupo para esta festa, e como calha sempre aos mesmos a tarefa, mas é uma pena não se conseguir encontrar maneira de motivar a uma maior participação no futuro, pois é na variedade e qualidade do corso que reside o seu sucesso e a continuidade da vinda dos que nele participam e dos que nos visitam para a ele assistirem.
Já que a grande maioria dos foliões eram crianças, quem sabe se a aposta não deverá ser numa maior animação direccionada para essa faixa etária, pois sabemos que com as crianças vêm sempre muitos adultos. Se houver algumas actividades que as incentivem a permanecer antes, durante e depois do desfile, poderemos vir a ter condições para oferecer um "Carnaval dos pequeninos" que marcará a diferença na região.
Não havendo essas condições para atrair os mais novos, os adultos também não se ficaram por muito tempo no baile que se seguiu, no pavilhão multiusos. Algumas dezenas de pessoas ainda ficaram para conhecer os premiados. Em primeiro lugar ficou a Sociedade Recreativa Relvense, que trouxe um carro alegórico e um numeroso grupo de "estudantes de Coimbra". Em segundo lugar foram classificados os "cabeçudos" do rancho folclórico Rosas do Lena e o terceiro prémio foi atribuído aos "padres e freiras" da associação da Rebolaria e ao seu carro alegórico com uma maqueta da igreja de Santo António, apresentada como candidata às 7 maravilhas do concelho. Depois do anúncio dos premiados e das palavras de agradecimento do presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, a todos os que aceitaram participar e conviver nesta festa, caiu a noite e, com ela, o fim da festa.
Texto e Fotos: LMF



Este ano, respondendo ao apelo da autarquia, muitos foram os que adoptaram o tema das "7 Maravilhas de Portugal", cuja votação está a decorrer até Julho, onde o Mosteiro da Batalha e os seus frades, canteiros e outras personagens a ele ligadas estiveram em destaque.
Mais uma vez, foram sobretudo as crianças a fazer a multidão, graças à participação de algumas centenas de alunos do Colégio de São Mamede e de outras tantas de alguns centros de ATL do concelho. Foi o caso da Golpilheira, com a presença dos dois grupos das ATL, conduzidos pelas animadoras, auxiliares, pais e o professor Manuel, que tomou a boa iniciativa de se juntar à festa. Os mais novos foram trajados de bonecos de neve, bem branquinhos e de nariz de cenoura espetado. Os mais velhos vestiram a pele de frades, a lembrar o passado das ordens religiosas que habitaram a nossa região, embora o fato fosse mais parecido com o dos franciscanos do que com o dos dominicanos. Mas era Carnaval, ninguém podia levar a mal...
Uma das constatações foi, no entanto, a menor participação das colectividades. Nem o Centro Recreativo da Golpilheira apareceu este ano. Todos sabemos o trabalho que dá preparar um grupo para esta festa, e como calha sempre aos mesmos a tarefa, mas é uma pena não se conseguir encontrar maneira de motivar a uma maior participação no futuro, pois é na variedade e qualidade do corso que reside o seu sucesso e a continuidade da vinda dos que nele participam e dos que nos visitam para a ele assistirem.
Já que a grande maioria dos foliões eram crianças, quem sabe se a aposta não deverá ser numa maior animação direccionada para essa faixa etária, pois sabemos que com as crianças vêm sempre muitos adultos. Se houver algumas actividades que as incentivem a permanecer antes, durante e depois do desfile, poderemos vir a ter condições para oferecer um "Carnaval dos pequeninos" que marcará a diferença na região.
Não havendo essas condições para atrair os mais novos, os adultos também não se ficaram por muito tempo no baile que se seguiu, no pavilhão multiusos. Algumas dezenas de pessoas ainda ficaram para conhecer os premiados. Em primeiro lugar ficou a Sociedade Recreativa Relvense, que trouxe um carro alegórico e um numeroso grupo de "estudantes de Coimbra". Em segundo lugar foram classificados os "cabeçudos" do rancho folclórico Rosas do Lena e o terceiro prémio foi atribuído aos "padres e freiras" da associação da Rebolaria e ao seu carro alegórico com uma maqueta da igreja de Santo António, apresentada como candidata às 7 maravilhas do concelho. Depois do anúncio dos premiados e das palavras de agradecimento do presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, a todos os que aceitaram participar e conviver nesta festa, caiu a noite e, com ela, o fim da festa.
Texto e Fotos: LMF



Referendo sobre o aborto
"Sim" venceu no País e no Distrito
"Não" venceu no Concelho e na Freguesia
No dia 11 de Fevereiro, os portugueses foram chamados, pela segunda vez, a votar a despenalização do aborto. A nível nacional, o "sim" recolheu 59,25% dos votos, contra 40,75% do "não", e a abstenção foi de 56,39%. No distrito de Leiria, também foi o "sim" a sagrar-se vencedor em 12 dos 16 concelhos, conseguindo o total de 58,33% dos votos, enquanto o "não" recebeu 41.67% e a abstenção se cifrou nos 56.13%. Um resultado que inverteu a tendência do referendo de 1998, em que o Distrito tinha votado maioritariamente "não".
O concelho da Batalha foi dos poucos da nossa região a manter-se fiel aos resultados de 1998, com o "não" a manter-se vitorioso (54.03%), deixando ao "sim" apenas 45.97 dos votos. Esta tendência verificou-se em todas as freguesias, à excepção da Batalha, onde o "sim" levou uma vantagem de cerca de 10%.. A abstenção global ficou quase dez pontos percentuais abaixo das médias nacional e distrital, em 47.73%, o que dá uma imagem positiva de maturidade democrática e responsabilidade cívica dos habitantes do Concelho.
Quanto à nossa freguesia, depois de S. Mamede, foi a que deu uma vantagem mais expressiva do "não" (57.94%) sobre o "sim" (42.06%) e onde a abstenção foi menor, com apenas 47.25% dos eleitores a faltar à chamada. Esta boa percentagem da população que foi às urnas só pode orgulhar-nos e diz bem do nível de formação cívica dos golpilheirenses e da sua consciência social.
Permitam-nos este comentário. É lícito concluirmos que o facto de existir um órgão de comunicação social na Freguesia contribui para esta resposta de qualidade democrática. Dizemos isto, não apenas em nome da causa do Jornal da Golpilheira, mas da imprensa regional em geral, que tão maltratada tem sido pelos sucessivos governos da Nação… querem calar estas "pequenas" vozes locais, em detrimento dos grandes projectos de comunicação "profissional", mas torna-se bem evidente, em casos como este, qual o seu valor e necessidade para a formação e informação das populações. Fechemos este parêntesis.
Como já foi amplamente divulgado, mais uma vez um referendo nacional acaba sem efeitos vinculativos, por mais de metade dos portugueses faltar ao cumprimento do dever cívico de votar. De qualquer modo, tinha sido anteriormente assumido que se respeitaria a tendência vencedora, ainda que não obtivesse a chancela da maioria. Nessa linha, o Governo decidiu avançar com a reforma da lei e a discussão das semanas seguintes prendeu-se com a regulamentação desta "despenalização" do aborto.
A discussão centrou-se, sobretudo, na necessidade e nas formas de acompanhamento ou "aconselhamento" a dar às mulheres que venham a pedir o aborto no Serviço Nacional da Saúde. Sobre esta questão, o PS acabou por fazer um acordo com os partidos de esquerda, definindo que o acompanhamento será facultativo. Embora as instituições e clínicas abortivas sejam obrigadas a ter esse serviço, as mulheres podem dispensá-lo, cumprindo apenas um período de reflexão mínimo de três dias. Na prática, os estabelecimentos de saúde (oficiais ou reconhecidos oficialmente) ficam obrigados a garantir "em tempo útil" a realização de uma consulta, onde a mulher será informada sobre as condições de realização do aborto, as suas consequências e os apoios do Estado à prossecução da gravidez, sendo-lhe também transmitido que poderá requerer ou dispensar o acompanhamento psicológico ou por uma assistente social.
A lei foi aprovada no Parlamento, no passado dia 8 de Março, e espera-se agora a decisão do Presidente da República sobre a sua promulgação.
Luís Miguel Ferraz
"Não" venceu no Concelho e na Freguesia
No dia 11 de Fevereiro, os portugueses foram chamados, pela segunda vez, a votar a despenalização do aborto. A nível nacional, o "sim" recolheu 59,25% dos votos, contra 40,75% do "não", e a abstenção foi de 56,39%. No distrito de Leiria, também foi o "sim" a sagrar-se vencedor em 12 dos 16 concelhos, conseguindo o total de 58,33% dos votos, enquanto o "não" recebeu 41.67% e a abstenção se cifrou nos 56.13%. Um resultado que inverteu a tendência do referendo de 1998, em que o Distrito tinha votado maioritariamente "não".
O concelho da Batalha foi dos poucos da nossa região a manter-se fiel aos resultados de 1998, com o "não" a manter-se vitorioso (54.03%), deixando ao "sim" apenas 45.97 dos votos. Esta tendência verificou-se em todas as freguesias, à excepção da Batalha, onde o "sim" levou uma vantagem de cerca de 10%.. A abstenção global ficou quase dez pontos percentuais abaixo das médias nacional e distrital, em 47.73%, o que dá uma imagem positiva de maturidade democrática e responsabilidade cívica dos habitantes do Concelho.
Quanto à nossa freguesia, depois de S. Mamede, foi a que deu uma vantagem mais expressiva do "não" (57.94%) sobre o "sim" (42.06%) e onde a abstenção foi menor, com apenas 47.25% dos eleitores a faltar à chamada. Esta boa percentagem da população que foi às urnas só pode orgulhar-nos e diz bem do nível de formação cívica dos golpilheirenses e da sua consciência social.
Permitam-nos este comentário. É lícito concluirmos que o facto de existir um órgão de comunicação social na Freguesia contribui para esta resposta de qualidade democrática. Dizemos isto, não apenas em nome da causa do Jornal da Golpilheira, mas da imprensa regional em geral, que tão maltratada tem sido pelos sucessivos governos da Nação… querem calar estas "pequenas" vozes locais, em detrimento dos grandes projectos de comunicação "profissional", mas torna-se bem evidente, em casos como este, qual o seu valor e necessidade para a formação e informação das populações. Fechemos este parêntesis.
Como já foi amplamente divulgado, mais uma vez um referendo nacional acaba sem efeitos vinculativos, por mais de metade dos portugueses faltar ao cumprimento do dever cívico de votar. De qualquer modo, tinha sido anteriormente assumido que se respeitaria a tendência vencedora, ainda que não obtivesse a chancela da maioria. Nessa linha, o Governo decidiu avançar com a reforma da lei e a discussão das semanas seguintes prendeu-se com a regulamentação desta "despenalização" do aborto.
A discussão centrou-se, sobretudo, na necessidade e nas formas de acompanhamento ou "aconselhamento" a dar às mulheres que venham a pedir o aborto no Serviço Nacional da Saúde. Sobre esta questão, o PS acabou por fazer um acordo com os partidos de esquerda, definindo que o acompanhamento será facultativo. Embora as instituições e clínicas abortivas sejam obrigadas a ter esse serviço, as mulheres podem dispensá-lo, cumprindo apenas um período de reflexão mínimo de três dias. Na prática, os estabelecimentos de saúde (oficiais ou reconhecidos oficialmente) ficam obrigados a garantir "em tempo útil" a realização de uma consulta, onde a mulher será informada sobre as condições de realização do aborto, as suas consequências e os apoios do Estado à prossecução da gravidez, sendo-lhe também transmitido que poderá requerer ou dispensar o acompanhamento psicológico ou por uma assistente social.
A lei foi aprovada no Parlamento, no passado dia 8 de Março, e espera-se agora a decisão do Presidente da República sobre a sua promulgação.
Luís Miguel Ferraz
Câmara e AMI em campanha para um ambiente saudável
O município da Batalha aderiu à campanha de recolha de tinteiros, toners e telemóveis, promovida pela AMI – Assistência Médica Internacional. Este projecto da AMI, na linha do que tem realizado com enorme sucesso na reciclagem de radiografias, "visa a recuperação de materiais que, pela sua composição, são altamente nocivos para o ambiente e para a saúde pública, contendo PCB, chumbo e cádmio, no caso dos telemóveis, e solventes e pigmentos inorgânicos, no caso dos tinteiros e toners.
Assim, com a entrega destes produtos na Câmara da Batalha, os munícipes estarão a livrar-se de lixo incómodo e, ao mesmo tempo, a contribuir para a defesa do ambiente. Mais ainda, estão a ajudar a AMI nas suas acções humanitárias e sociais, pois o resultado financeiro será aplicado nesses fins. O processo de recolha dos contentores com o material devolvido será assegurado gratuitamente por uma empresa licenciada para a gestão deste tipo de resíduos.
Assim, com a entrega destes produtos na Câmara da Batalha, os munícipes estarão a livrar-se de lixo incómodo e, ao mesmo tempo, a contribuir para a defesa do ambiente. Mais ainda, estão a ajudar a AMI nas suas acções humanitárias e sociais, pois o resultado financeiro será aplicado nesses fins. O processo de recolha dos contentores com o material devolvido será assegurado gratuitamente por uma empresa licenciada para a gestão deste tipo de resíduos.
Nascidos em 1947
Os nascidos em 1947, que completam este ano os 60 anos de vida, naturais ou residentes na Golpilheira, são convidados a participar numa festa de convívio, no próximo dia 12 de Agosto, no Centro Recreativo da Golpilheira.
Os interessados deverão contactar:
Lurdes Nico – Tel. 244765542
Joaquim Verde – Tel. 966648255
José Grosso – Tel. 936206413
Guilhermina Monteiro – Tel. 244765731
Os interessados deverão contactar:
Lurdes Nico – Tel. 244765542
Joaquim Verde – Tel. 966648255
José Grosso – Tel. 936206413
Guilhermina Monteiro – Tel. 244765731
"Grupo dos Cabrões" - Convívios à beira-Lena

Ninguém o quer ser, todos se ofendem se lho chamam, mas este grupo de amigos serviu-se desta classificação irónica da linguagem popular para sua identificação. Orgulham-se de se chamarem "Os Cabrões" e têm mesmo uma forma de entronização peculiar, com a colocação de um capacete a preceito, ostentando dois proeminentes chifres. Cada um fica com o seu capacete religiosamente guardado no local dos encontros, uma barraca junto às margens do rio Lena, ao fundo do Casal de Mil Homens.
O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciência de Lisboa apresenta várias definições de "cabrão": no sentido literal da zoologia é o "macho da cabra, o bode"; em sentido calunioso é o "marido a quem a esposa é infiel"; em algumas regiões do País [Barcelos] é também "uma criança que berra muito"; e, na gíria coimbrã, é o nome dado ao "sino grande da Universidade de Coimbra, maior do que o conhecido por ‘cabra’ e que toca em ocasiões especiais, como morte de professores ou alunos".
Neste caso, não há sinos a tocar e as crianças também não berram muito. O mais que poderá haver é o bode dentro do tacho em alguma das "almoçaradas" que por ali se organizam. E há também muita boa-disposição, entre dois dedos de conversa, alguns jogos de cartas ou chinquilho, uma mesa recheada de boas iguarias regionais e o bom tinto da zona. Foi nesse ambiente de alegre confraternização que alguém se lembrou de baptizar o grupo e de instituir o capacete com cornos como insígnia de pertença ao clã. Na brincadeira, sempre vão dizendo que "há por aí tantos que não sabem ou não assumem, nós pelo menos não temos medo de pôr o capacete". E todos hão-de esperar que a coisa não passe mesmo de brincadeira...
O certo é que candidatos não faltam. No passado dia 3 de Março, mais seis homens quiseram juntar-se à festa e assumir a imposição da cornadura. Na foto, identificamos o José Carlos Nazário, o Vítor Grosso, (um desconhecido), o José Carlos Nunes, o Henrique Almeida e o José Soares e um. E para comemorar o evento, o mais importante não faltou: uma caldeirada de enguias oferecida pelo novo membro Henrique Almeida, que a todos deixou saciados e satisfeitos.
A todos eles desejamos muitos e bons destes convívios à beira-Lena, numa salutar confraternização de amizade entre todos, mantendo sempre esse bom sentido de humor.
LMF
O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciência de Lisboa apresenta várias definições de "cabrão": no sentido literal da zoologia é o "macho da cabra, o bode"; em sentido calunioso é o "marido a quem a esposa é infiel"; em algumas regiões do País [Barcelos] é também "uma criança que berra muito"; e, na gíria coimbrã, é o nome dado ao "sino grande da Universidade de Coimbra, maior do que o conhecido por ‘cabra’ e que toca em ocasiões especiais, como morte de professores ou alunos".
Neste caso, não há sinos a tocar e as crianças também não berram muito. O mais que poderá haver é o bode dentro do tacho em alguma das "almoçaradas" que por ali se organizam. E há também muita boa-disposição, entre dois dedos de conversa, alguns jogos de cartas ou chinquilho, uma mesa recheada de boas iguarias regionais e o bom tinto da zona. Foi nesse ambiente de alegre confraternização que alguém se lembrou de baptizar o grupo e de instituir o capacete com cornos como insígnia de pertença ao clã. Na brincadeira, sempre vão dizendo que "há por aí tantos que não sabem ou não assumem, nós pelo menos não temos medo de pôr o capacete". E todos hão-de esperar que a coisa não passe mesmo de brincadeira...
O certo é que candidatos não faltam. No passado dia 3 de Março, mais seis homens quiseram juntar-se à festa e assumir a imposição da cornadura. Na foto, identificamos o José Carlos Nazário, o Vítor Grosso, (um desconhecido), o José Carlos Nunes, o Henrique Almeida e o José Soares e um. E para comemorar o evento, o mais importante não faltou: uma caldeirada de enguias oferecida pelo novo membro Henrique Almeida, que a todos deixou saciados e satisfeitos.
A todos eles desejamos muitos e bons destes convívios à beira-Lena, numa salutar confraternização de amizade entre todos, mantendo sempre esse bom sentido de humor.
LMF
Cheias de 2006 "custam" 600 mil euros
Intervir no Lena é urgente
O executivo batalhense aprovou já o caderno de encargos e programa de concurso para a recuperação das infra-estruturas públicas degradadas com as inundações ocorridas em Outubro de 2006, cujo investimento ascende a cerca de 500 mil euros. Esta será a verba necessária para a recuperação de vias de comunicação, valetas, colectores pluviais, pontes e pontões, consolidação das margens do rio Lena e de outros cursos de água localizados dentro dos perímetros urbanos. Isto a somar a algumas intervenções mais urgentes já efectuadas, no valor de cerca de 100 mil euros.
Face aos problemas ainda registados na sequência dessas inundações, a autarquia da Batalha já alertou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro para a necessidade de intervenção urgente, especialmente nalguns pontos do rio Lena, localizados fora dos perímetros urbanos.
O executivo batalhense aprovou já o caderno de encargos e programa de concurso para a recuperação das infra-estruturas públicas degradadas com as inundações ocorridas em Outubro de 2006, cujo investimento ascende a cerca de 500 mil euros. Esta será a verba necessária para a recuperação de vias de comunicação, valetas, colectores pluviais, pontes e pontões, consolidação das margens do rio Lena e de outros cursos de água localizados dentro dos perímetros urbanos. Isto a somar a algumas intervenções mais urgentes já efectuadas, no valor de cerca de 100 mil euros.
Face aos problemas ainda registados na sequência dessas inundações, a autarquia da Batalha já alertou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro para a necessidade de intervenção urgente, especialmente nalguns pontos do rio Lena, localizados fora dos perímetros urbanos.
Livro sobre pais em luto
"Estrelas que Voam para os Céus"
"Estrelas que Voam para os Céus" é o título do livro que a associação "A Nossa Âncora" está a preparar e que conta apresentar no final deste ano. Joaquim Santos, um pai das Colmeias que perdeu a sua filha de 5 anos em Abril de 2006, é o representante da associação para os distritos de Leiria e Santarém e o responsável editorial da obra.
Para este fim, estão a ser distribuídos por todo o País inquéritos a pais em luto, que deverão ser recolhidos até ao final de Maio deste ano. Os interessados em colaborar nesta iniciativa deverão fazer o pedido do referido questionário, através do correio electrónico info@anossaancora.org ou dos telefones 219105755 ou 919960385.
"Estrelas que Voam para os Céus" é o título do livro que a associação "A Nossa Âncora" está a preparar e que conta apresentar no final deste ano. Joaquim Santos, um pai das Colmeias que perdeu a sua filha de 5 anos em Abril de 2006, é o representante da associação para os distritos de Leiria e Santarém e o responsável editorial da obra.
Para este fim, estão a ser distribuídos por todo o País inquéritos a pais em luto, que deverão ser recolhidos até ao final de Maio deste ano. Os interessados em colaborar nesta iniciativa deverão fazer o pedido do referido questionário, através do correio electrónico info@anossaancora.org ou dos telefones 219105755 ou 919960385.
"Vamos Parar com Isto" continua em 2007
A campanha de prevenção rodoviária "Vamos parar com Isto" foi lançada em Maio de 2006. No passado dia 6 de Março, foi tempo de balanço desta iniciativa e de relançar a segunda edição, que será direccionada para três vertentes fundamentais: escolar (formação cívica dos alunos do 1º cilco); comunicação (divulgação noticiosa e prémio de jornalismo); e sinalização (em parceria com a Escola Superior de Tecnologia e Gestão e a empresa LACE, para um estudo das condições de sinalização e segurança rodoviária na EN1/IC2, no troço que atravessa o distrito de Leiria).
A cerimónia teve início com a entrega dos prémios de jornalismo. Entre os 33 órgãos de comunicação social que assinaram o protocolo com o Governo Civil de Leiria, foram instituídos três prémios. O primeiro prémio coube ao semanário Jornal de Leiria, o segundo à Rádio Cardal e o terceiro, ex-aequo, aos jornais Correio de Pombal e Região de Leiria.
Durante o ano de 2006, a acção escolar envolveu as escolas do 2º e 3º ciclos do ensino básico, no âmbito da área curricular de formação cívica, tendo participado na iniciativa 40 escolas e agrupamentos, envolvendo cerca de 15 mil alunos dos 16 municípios do distrito. Através de uma escola itinerante de trânsito, os jovens aprenderam a praticar e respeitar as regras de boa utilização dos espaços rodoviários. Estas acções vão ter continuidade em 2007.
Será criado para breve prazo um conselho consultivo de segurança rodoviária distrital, uma diligência que decorrerá no novo enquadramento institucional. Miguel Medeiros, Governador Civil, afirmou que "desenvolver acções eficazes para formar uma nova geração de condutores e de peões, de bons utilizadores do espaço rodoviário, em suma, uma nova geração de cidadãos cumpridores do código da estrada é o desiderato a que nos propomos".
Recorde-se que a campanha "Vamos parar com Isto" tem como objectivo eliminar as principais causas da sinistralidade rodoviária, sensibilizando os condutores para melhorarem os seus comportamentos, a segurança dos seus veículos e as deficiências nas infra-estruturas rodoviárias.
A cerimónia teve início com a entrega dos prémios de jornalismo. Entre os 33 órgãos de comunicação social que assinaram o protocolo com o Governo Civil de Leiria, foram instituídos três prémios. O primeiro prémio coube ao semanário Jornal de Leiria, o segundo à Rádio Cardal e o terceiro, ex-aequo, aos jornais Correio de Pombal e Região de Leiria.
Durante o ano de 2006, a acção escolar envolveu as escolas do 2º e 3º ciclos do ensino básico, no âmbito da área curricular de formação cívica, tendo participado na iniciativa 40 escolas e agrupamentos, envolvendo cerca de 15 mil alunos dos 16 municípios do distrito. Através de uma escola itinerante de trânsito, os jovens aprenderam a praticar e respeitar as regras de boa utilização dos espaços rodoviários. Estas acções vão ter continuidade em 2007.
Será criado para breve prazo um conselho consultivo de segurança rodoviária distrital, uma diligência que decorrerá no novo enquadramento institucional. Miguel Medeiros, Governador Civil, afirmou que "desenvolver acções eficazes para formar uma nova geração de condutores e de peões, de bons utilizadores do espaço rodoviário, em suma, uma nova geração de cidadãos cumpridores do código da estrada é o desiderato a que nos propomos".
Recorde-se que a campanha "Vamos parar com Isto" tem como objectivo eliminar as principais causas da sinistralidade rodoviária, sensibilizando os condutores para melhorarem os seus comportamentos, a segurança dos seus veículos e as deficiências nas infra-estruturas rodoviárias.
Balanço da missão em Angola
Olá a todos! Estou de regresso. Eu sei que não esperavam por mim tão cedo, mas cá estou! Não. Não estou, de forma alguma, a desistir do projecto de geminação que o Grupo Missionário Ondjoyetu tem entre mãos! Estou a querer dar de uma outra forma! Regressei, mas não desisti. Continuo a fazer parte do grupo e continuo a ajudar nesta missão, mas em Portugal, de uma outra forma!
A missão é realmente muito dura! Não são só rosas, como diria a nossa Soninha! São muitas adaptações, muitas mudanças, muitas diferenças, muito tudo! Há o outro lado, as rosas, obviamente! A missão é de facto linda! Quando estava com o povo do Gungo sentia-me realmente muito bem! É uma mistura de emoções! Aliás, vivemos com as emoções à flor da pele, os sentimentos…tudo! Eu gostei desta missão e principalmente das pessoas que a preenchem. Estas ficarão para sempre num cantinho especial do meu coração!
O balanço que faço desta minha missão, reduzida a seis meses, é positivo. Um pouco frustrante também. Frustrante, porque a construção da casa ocupou-nos a maior parte do tempo, o que não nos permitia trabalhar tanto com as pessoas nas nossas diferentes áreas. A construção é o objectivo principal deste primeiro ano de missão, mesmo assim, não deixou de ser desmotivante a falta de contacto com as pessoas! O importante é que a casa está de pé e os missionários vindouros poderão dedicar-se somente às pessoas e ao seu desenvolvimento nas várias vertentes.
A parte mais linda (tendo em conta que tudo na missão é lindo!) era, aos fins-de-semana, quando viajávamos até ao Gungo e trabalhávamos com as pessoas pelas quais me decidi a partir em missão! As imensas crianças, as mamãs, os catequistas, entre outros, com quem estabeleci relações muito simples e próximas de amizade! Desenvolvi muitas actividades com as crianças, dei formação a grupos de mamãs, na área da economia doméstica, formação com jovens e um pouco na área da saúde, realizando curativos simples (como no caso das gémeas, da foto), nas várias zonas por onde passávamos.
O que dei foi muito sincero e intenso. Poderia dar sempre mais, obviamente, mas o importante é que dei de mim aos outros e vice-versa! Há doze anos que faço voluntariado de várias formas e esta missão foi o culminar de todos estes anos. Irei continuar a dar e a receber, assim o espero. Finalmente, gostaria de apelar a todos os jovens a partilharem um pouco do seu amor com outras pessoas mais carenciadas dele! Acreditem, se for sincero, será uma partilha muito rica para ambos!
Uma mão cheia de sorrisos!
Catarina Bagagem
(catabagagem@sapo.pt)
A missão é realmente muito dura! Não são só rosas, como diria a nossa Soninha! São muitas adaptações, muitas mudanças, muitas diferenças, muito tudo! Há o outro lado, as rosas, obviamente! A missão é de facto linda! Quando estava com o povo do Gungo sentia-me realmente muito bem! É uma mistura de emoções! Aliás, vivemos com as emoções à flor da pele, os sentimentos…tudo! Eu gostei desta missão e principalmente das pessoas que a preenchem. Estas ficarão para sempre num cantinho especial do meu coração!
O balanço que faço desta minha missão, reduzida a seis meses, é positivo. Um pouco frustrante também. Frustrante, porque a construção da casa ocupou-nos a maior parte do tempo, o que não nos permitia trabalhar tanto com as pessoas nas nossas diferentes áreas. A construção é o objectivo principal deste primeiro ano de missão, mesmo assim, não deixou de ser desmotivante a falta de contacto com as pessoas! O importante é que a casa está de pé e os missionários vindouros poderão dedicar-se somente às pessoas e ao seu desenvolvimento nas várias vertentes.
A parte mais linda (tendo em conta que tudo na missão é lindo!) era, aos fins-de-semana, quando viajávamos até ao Gungo e trabalhávamos com as pessoas pelas quais me decidi a partir em missão! As imensas crianças, as mamãs, os catequistas, entre outros, com quem estabeleci relações muito simples e próximas de amizade! Desenvolvi muitas actividades com as crianças, dei formação a grupos de mamãs, na área da economia doméstica, formação com jovens e um pouco na área da saúde, realizando curativos simples (como no caso das gémeas, da foto), nas várias zonas por onde passávamos.
O que dei foi muito sincero e intenso. Poderia dar sempre mais, obviamente, mas o importante é que dei de mim aos outros e vice-versa! Há doze anos que faço voluntariado de várias formas e esta missão foi o culminar de todos estes anos. Irei continuar a dar e a receber, assim o espero. Finalmente, gostaria de apelar a todos os jovens a partilharem um pouco do seu amor com outras pessoas mais carenciadas dele! Acreditem, se for sincero, será uma partilha muito rica para ambos!
Uma mão cheia de sorrisos!
Catarina Bagagem
(catabagagem@sapo.pt)
Rosas do Lena comemora 44 anos
Fundado em Fevereiro de 1963, na Rebolaria, Batalha, o rancho folclórico Rosas do Lena comemora o seu 44º aniversário e, paralelamente, assinala o 7º ano de existência do Museu Etnográfico da Alta Estremadura, uma representação etnográfica do concelho da Batalha e da Alta Estremadura. Neste âmbito, de 11 a 25 de Março, desenvolve-se um animado programa de actividades, das quais destacamos as seguintes:
Programa
11 de Março - Prova de BTT e animação desportiva
17 de Março - Jantar de confraternização dos antigos componentes do rancho
18 de Março, 16h00 - Cânticos da Quaresma: concentração dos grupos corais na praça Mouzinho de Albuquerque, na Batalha; entoação dos cânticos em vários pontos da vila; partida para a Rebolaria, onde finda em confraternização entre corais.
19 de Março - Celebração do Dia do Pai
20 de Março - Rubrica "Vila Heróica", com transmissão na Rádio Batalha, dedicada ao património histórico
21 e 22 de Março - Renovação da tradição do "Peditório das Almas Santas" e sensibilização das populações do concelho
23 de Março - Tertúlia de poesia e música
24 de Março - 8º Encontro Nacional de Tocadores de Instrumentos Tradicionais
25 de Março – "Museu ao Vivo", no Museu Etnográfico da Alta Estremadura, durante a tarde, e convívio de encerramento das comemorações, à noite.
De notar que este programa se insere num amplo conjunto de iniciativas, a decorrer ao longo de 2007, dando continuidade aos propósitos dos últimos anos, que se prendem com a investigação e actividades etnográficas e angariação de fundos que permitam prosseguir com as obras de beneficiação na sede, na Casa da Cultura, bem como restauros no Museu Etnográfico. Escusado será dizer que o convite para estas iniciativas é extensível a toda a população e apreciadores do trabalho deste meritório agrupamento folclórico. Mais informações: http://rosasdolena.no.sapo.pt.
Programa
11 de Março - Prova de BTT e animação desportiva
17 de Março - Jantar de confraternização dos antigos componentes do rancho
18 de Março, 16h00 - Cânticos da Quaresma: concentração dos grupos corais na praça Mouzinho de Albuquerque, na Batalha; entoação dos cânticos em vários pontos da vila; partida para a Rebolaria, onde finda em confraternização entre corais.
19 de Março - Celebração do Dia do Pai
20 de Março - Rubrica "Vila Heróica", com transmissão na Rádio Batalha, dedicada ao património histórico
21 e 22 de Março - Renovação da tradição do "Peditório das Almas Santas" e sensibilização das populações do concelho
23 de Março - Tertúlia de poesia e música
24 de Março - 8º Encontro Nacional de Tocadores de Instrumentos Tradicionais
25 de Março – "Museu ao Vivo", no Museu Etnográfico da Alta Estremadura, durante a tarde, e convívio de encerramento das comemorações, à noite.
De notar que este programa se insere num amplo conjunto de iniciativas, a decorrer ao longo de 2007, dando continuidade aos propósitos dos últimos anos, que se prendem com a investigação e actividades etnográficas e angariação de fundos que permitam prosseguir com as obras de beneficiação na sede, na Casa da Cultura, bem como restauros no Museu Etnográfico. Escusado será dizer que o convite para estas iniciativas é extensível a toda a população e apreciadores do trabalho deste meritório agrupamento folclórico. Mais informações: http://rosasdolena.no.sapo.pt.
Seniores do Curso de Informática recebem diplomas
Os primeiros finalistas da acção "Informática para Adultos – Lig@dos a uma aprendizagem ao longo da vida", que desde o passado mês de Novembro frequentam aulas de informática nas instalações dos Bombeiros Voluntários, vão receber os seus diplomas no próximo dia 12 de Abril, às 15h00, na Câmara da Batalha.
Refira-se que a frequência desta actividade, promovida pela autarquia batalhense com o apoio do Centro de Competências Entre Mar e Serra foi gratuita e teve como principais destinatários adultos com mais de 65 anos (aposentados, reformados e pensionistas), visando, essencialmente, a "sensibilização deste público para a área das novas tecnologias de informação, nomeadamente na utilização do computador e no acesso à Internet".
Esta iniciativa, que colheu bastante aceitação junto da população sénior, inseriu-se no âmbito de uma aposta da autarquia em "contribuir para a inserção da população idosa na sociedade, em especial no que concerne à educação ao longo da vida", como refere o presidente da edilidade, António Lucas.
Refira-se que a frequência desta actividade, promovida pela autarquia batalhense com o apoio do Centro de Competências Entre Mar e Serra foi gratuita e teve como principais destinatários adultos com mais de 65 anos (aposentados, reformados e pensionistas), visando, essencialmente, a "sensibilização deste público para a área das novas tecnologias de informação, nomeadamente na utilização do computador e no acesso à Internet".
Esta iniciativa, que colheu bastante aceitação junto da população sénior, inseriu-se no âmbito de uma aposta da autarquia em "contribuir para a inserção da população idosa na sociedade, em especial no que concerne à educação ao longo da vida", como refere o presidente da edilidade, António Lucas.
Biblioteca da Batalha promove serões literários
Têm início no próximo dia 17 de Março, às 21h00, na Biblioteca da Batalha, os Serões Literários, iniciativa que tem como objectivo promover, num formato do tipo tertúlia, a discussão em torno dos livros e das leituras.
Com uma periodicidade mensal, e sempre nos terceiros sábados do mês, os Serões Literários pretendem promover a troca de ideias e o suscitar de algumas questões resultantes da cumplicidade e das ideias promovidas pelo prazer da leitura, em sessões abertas a toda a comunidade.
Sob a coordenação de Carlos Silva, escritor e docente, esta primeira sessão será marcada pela apresentação da obra "Lis e Lena: Saga Imaginária", da autoria de Luís Vieira da Mota, editado recentemente pela Simlis.
Com uma periodicidade mensal, e sempre nos terceiros sábados do mês, os Serões Literários pretendem promover a troca de ideias e o suscitar de algumas questões resultantes da cumplicidade e das ideias promovidas pelo prazer da leitura, em sessões abertas a toda a comunidade.
Sob a coordenação de Carlos Silva, escritor e docente, esta primeira sessão será marcada pela apresentação da obra "Lis e Lena: Saga Imaginária", da autoria de Luís Vieira da Mota, editado recentemente pela Simlis.
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