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domingo, 18 de novembro de 2012

Foto-reportagem: Dia da Freguesia

Foto-reportagem

Semana Cultural da Golpilheira - Dia da Freguesia


O domingo 18 foi o “Dia da Freguesia” na 19.ª Semana Cultural da Golpilheira, uma iniciativa conjunta da Junta de Freguesia, Centro Recreativo, Comissão da Igreja de Golpilheira, Jardim-de-Infância e Escola do 1.º Ciclo. Começou com um passeio pedestre e terminou com o almoço no largo da Junta, seguido de uma tarde de convívio. Não faltou porco no espeto, caldo verde, bebidas e petiscos variados, filhós e café da avó, doces, e até uma “feirinha” de produtos regionais. Para animar, esteve presente a Trovantina, tuna académica do Instituto Politécnico de Leiria (IPL).
Mais pormenores na edição em papel deste mês...

Foto-reportagem: Moda Golpilheira 2012

Foto-reportagem

Desfile de Moda na Semana Cultural da Golpilheira



É já tradicional das semanas culturais da Golpilheira o desfile de moda da estilista Fátima Cruz. Nesta 19.ª edição, o programa cumpriu-se na noite de sexta-feira, dia 16. O desfile contou com a colaboração da cabeleireira Sofia Alves e da linha de produtos Purah Style.
Na edição de papel deste mês poderá conferir mais pormenores sobre esta noite de especial colorido e beleza, que encheu o salão da colectividade.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

19.ª Semana Cultural da Golpilheira


Nove dias de cartaz recheado...


Vai decorrer, de 10 a 18 de Novembro, mais uma Semana Cultural organizada pelo Centro Recreativo da Golpilheira.

Nesta, que é já a 19.º edição do evento, vai voltar a rechear-se o cartaz (ver última página) com muitas e variadas propostas para a formação, divertimento e convívio da população e de todos os que queriam visitar-nos.
A primeira noite será na véspera de S. Martinho, sábado, dia 10, motivo para abrir em festa, com um arraial popular no Casal de Mil Homens. Haverá castanhada, petiscos e boa pinga, com animação do rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, do CRG.
No dia seguinte, será o tradicional “Almoço +60”, oferecido pela colectividade às pessoas com mais de 60 anos, contando com a animação da turma de Ginástica Geriátrica do CRG.
O serão de segunda-feira, dia 12, a partir das 21h00, será reservado à música tradicional, com uma demonstração de concertinas. Para além de alguns músicos convidados, da Escola de Concertinas do rancho folclórico Rosas do Lena, da rebolaria, o palco estará aberto a todos os executantes deste interessante instrumento que queriam trazer a sua concertina e juntar-se à festa.
No dia 13, terça-feira, às 21h00, o convite é para uma conferência sobre temas de saúde, contando com a colaboração da Policlínica D. Nuno.
Novo debate no dia seguinte, quarta-feira, dia 14, às 21h00, desta vez sobre desporto. Terá como convidada especial a atleta Telma Santos, de Peniche, mas com muitos amigos na nossa colectividade. Recorde-se que Telma Santos fez história no badminton nacional nos Jogos Olímpicos de Londres deste ano, ao ser a primeira atleta portuguesa a vencer um jogo da modalidade. É campeã nacional 11 vezes e a segunda atleta feminina portuguesa a conseguir a participação no torneio olímpico de singulares.
Na quinta-feira, dia 15, a partir das 21h00, a música voltará a imperar, desta vez com o grupo “Tertúlia Quartet”. Trata-se de um quarteto de clarinetes formado por amigos com o interesse comum pela música e pela invenção de novas expressões do reportório de câmara e do jazz. Uma surpresa a não perder!
Também já tradicional destas semanas é a noite de sexta-feira, dia 16, em que a estilista golpilheirense Fátima Cruz mostrará, no desfile “Moda Golpilheira 2012”, as suas propostas para as próximas estações. É sempre uma noite de especial colorido e beleza, a encher o salão da colectividade.
No sábado, dia 17, haverá propostas diversas. Às 19h00 é a concentração dos pilotos e, às 19h30, será servido o jantar no Restaurante Etnográfico da Golpilheira, a anteceder a partida do 4.º Passeio de Todo-o-Terreno Nocturno “Anjos sobre Rodas”, onde os amantes da aventura motorizada poderão desfrutar das paisagens da região e testar a perícia da condução fora das estradas asfaltadas. Às 21h00, no salão da colectividade, haverá uma sessão de cinema infantil, com surpresas para os mais novos.
O domingo 18, será o “Dia da Freguesia”, uma iniciativa conjunta da Junta de Freguesia, Centro Recreativo, Comissões das Igreja de Golpilheira e São Bento, Jardim-de-Infância e Escola do 1.º Ciclo. Começa às 10h30, com o passeio pedestre “Golpilheira em Movimento”, que já foi prática mensal regular e que se pretende “restaurar” como hábito saudável que é e uma ocasião para desfrutar das belas paisagens golpilheirenses. Termina com o almoço no largo da Junta, seguido de uma tarde de convívio. Aí haverá porco no espeto, caldo verde, bebidas e petiscos variados, filhós e café da avó, doces, e até uma “feirinha” de produtos regionais. Para animar, estará presente a Trovantina, tuna académica do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), que promete ajudar ao consumo de cerveja…
A culminar o programa, um momento recolhimento, em que serão lembrados todos os golpilheirenses já falecidos. Estamos no mês das almas, em que se celebram as solenidades de Todos-os-Santos e de Fiéis Defuntos e será neste domingo, às 17h00, a celebração da Missa com Ofício de Defuntos na nossa freguesia, seguida de romagem nocturna ao cemitério. Será uma ocasião para cada um lembrar e fazer uma oração pelos seus familiares e amigos que já partiram, também eles membros desta comunidade, que deram o seu contributo para que ela seja o que é hoje.
Resta referir que alguns dos eventos ao ar livre poderão ser transferidos para a sede da colectividade, em caso de chuva, e lembrar que todos os nossos leitores são convidados a participar para o bom sucesso desta semana.

Luís Miguel Ferraz

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Festa de Nossa Senhora do Fetal

Foto-Reportagem:
2012-10-06 Festa Senhora do Fetal (Iluminações de Caracóis)


Este é um evento que dispensa apresentações. Com fama já internacional, a festa em honra de Nossa Senhora do Fetal atrai cada vez mais multidões, muito por causa de uma tradição que nos últimos anos tem vindo a ser cada vez mais "restaurada" e ampliada: as ruas iluminadas por candeias de azeite feitas com cascas de caracóis.
O Jornal esteve lá e partilha com os leitores as fotografias do cenário. Incluímos neste álbum dois pequenos vídeos, com muito fraca qualidade (feitos com máquina fotográfica), mas que ilustram um pouco do ambiente vivido.

Não esqueçamos, porém, que o fundamental desta festa é a celebração religiosa em honra de Nossa Senhora. Essa é a raiz, o motivo e o centro de tudo o resto. Mesmo que muitos dos participantes venham apenas para desfrutar do belo cenário nocturno e da festa de arraial, não podemos deixar de sublinhar esta matriz religiosa do evento.
A esse propósito, transcrevemos um bonito e interessante texto publicado pelo Dr. Júlio Órfão no Facebook, que partilhamos com os leitores que quiserem saber mais sobre esta festa:




Santuário de Nossa Senhora do Fetal, no Reguengo
Ultimamente muito se em falado, e bem, da festividade de Nossa Senhora do Fetal, com realce para as iluminações com as cascas de caracol. No entanto a motivação maior dessa festividade é, seguramente, de cariz religioso, tudo o resto é acessório mas complementar. Para os mais curiosos alguns apontamentos sobre a referida Ermida:- Ignora-se a época em que se aconteceu a aparição, bem como a data da construção da primitiva ermida, antes designada de Senhora da Fé, que acolheu a miraculosa imagem ali encontrada;
- Mais tarde em 1585 edificou-se um templo mais amplo e mais sumptuoso que passou a acolher numerosos peregrinos;
- O rei D. Duarte (1433-1438) confirmou uma provisão antiga da Confraria que autorizava a colheita de esmolas, para manter o culto;
- Teve o Santuário de Nossa Senhora do Fetal (título honorífico recebido das mãos do Papa Urbano VIII) dois capelães para atender os peregrinos e celebrar todos os dias duas missas e, por provisão de D. João III, era distribuído o Bodo aos confrades e mordomos;
- D. Maria I, por provisão de 1791, autorizou uma feira franca no 1.º domingo de Outubro;
- O Bispo de Leiria D. Manuel de Aguiar, aplicou no hospital que tomou o seu nome em Leiria, boa parte das ofertas feitas pelos fiéis ao Santuário e por isso mandou da Sé de Leiria para ali, a título de compensação dois artísticos altares com retábulos e colunas salomónicas, recentemente restaurados; (Pelo que observei falta ainda restaurar o cadeiral de madeira do imperador das Festas do Espírito Santo, encostado à parede do lado direito).
-Quanto à estátua da Senhora do Fetal, um monobloco de pedra que mede 38X12 cms, para alguns, na melhor das hipóteses, remontará ao século XVII, tendo sido objecto de uma pintura na década de 1680-90 ordenada pelo bispo leiriense D. José de Lencastre a um frade arrábido. Para outros, onde se inclui o Dr. Saul António Gomes que passo a citar, estamos perante a imagem gótica primitiva "muito provavelmente do último terço do século XVIII ou primeira metade do século XIV", não qualquer cópia.
Este prestigiado historiador considera ainda a hipótese desta imagem reguenguense poder corresponder à do orago de Santa Maria da Magueixa, cuja ermida é mencionada já em 1211 e em documentação medieva posterior, mormente no arrolamento das capelas da jurisdição de Santa Cruz de Coimbra de 1431.
Oxalá que esta leitura vos ajude, no próximo ano, a perceber e a desfrutar melhor toda a "ambiência" religiosa e não só, que rodeia aquela festividade.

Mercado do Século XIX na Batalha

Foto-Reportagem:
2012-09-23 mercado sec xix


Realizou-se no passado dia 23 de Setembro, na praça Mouzinho de Albuquerque, na Batalha, mais uma recreação de um mercado típico do século XIX, evento organizado pelo Município.
Estiveram presentes vários ranchos folclóricos, que animaram os presentes desde as 15h00 às 19h00. Havia produtos caseiros para todos os gostos, que, apesar da ameaça de chuva, foram adquiridos por imensos visitantes, nomeadamente, muitos turistas.
O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, como sempre, empresta uma beleza especial a toda a graciosidade que os ranchos folclóricos trazem ao centro da vila.
Esta é também uma forma de os ranchos folclóricos angariarem alguns fundos para fazer face às despesas no decorrer de cada ano.

Texto e fotos
Manuel Carreira Rito

500 anos da paróquia da Batalha: Fim-de-semana festivo

Foto-Reportagem:
2012-09-14 a 16 Batalha 500 anos

A paróquia da Batalha celebrou solenemente, no passado dia 16 de Setembro, os 500 anos da data da sua fundação (14-09-1512) por D. Pedro Gavião, Bispo da Guarda e Prior Mor de Santa Cruz de Coimbra.
Para além de outras iniciativas ao longo do ano, organizadas pela Junta de Freguesia local, o fim-de-semana de 14 a 16 de Setembro incluiu um vasto programa de celebrações, conferências, apresentação de livros e animação popular.
Na noite de 14 houve Missa na Igreja Matriz, seguida de uma conferência sobre “A paróquia no contexto da Nova Evangelização”, pelo Doutor José Manuel Silva Nunes, padre dominicano que é provincial da Ordem dos Pregadores em Portugal e professor da Universidade Católica Portuguesa.
Depois, seguiu-se um passeio pedestre histórico pela vila, terminando na praça Mouzinho de Albuquerque com convívio e animação musical, numa verdadeira enchente de multidão.
No tarde do dia 15, a Junta de Freguesia organizou uma sessão solene comemorativa da data, que abriu com o lançamento da obra “Junta da Batalha – Paróquia e Freguesia nos Séculos XIX e XX”, da autoria de Maria da Luz Moreira. José Travaços dos Santos, que colaborou nesta edição da Junta de Freguesia, sublinhou que esta obra será mais uma referência no estudo da história da freguesia da Batalha, revelando “alguns aspectos inéditos sobre os últimos dois séculos de vida desta freguesia, sede do termo do Concelho, desde a identificação dos seus territórios até à caracterização pormenorizada da sua evolução populacional”. A autora referiu na ocasião alguns desses aspectos, relacionados, sobretudo, o principal fundo documental das actas da Junta de Paróquia, a partir de 1385, “onde se podem perceber as questões mais importantes do seu desenvolvimento até aos nossos dias”.
Mas a História não ficaria por aí. Saul António Gomes, numa conferência alusiva a esta importante data, falou do trabalho que tem actualmente em mãos, a recolha documental da freguesia, desde a época medieval até ao século XVIII. A obra chegou a estar prevista para esta data, mas “a quantidade de documentos encontrados e o imenso trabalho da sua transcrição” obrigou a um adiamento da apresentação, num futuro próximo,. O que se pode esperar, referiu Saul Gomes, “é um riquíssimo espólio documental, não tanto sobre o Mosteiro e o centro histórico da vila, mas sobre toda a riqueza geográfica da freguesia, em cada um dos seus lugares”.
Na sessão foram ainda distinguidas as associações da freguesia, “pelo trabalho efectuado em prol do desenvolvimento humano, social, cultural e desportivo da Batalha aos longo dos últimos anos”, como sublinhou Germano Pragosa, presidente da Junta batalhense. 
O presidente do Município, António Lucas, deu os parabéns à Junta pela forma como promoveu estas celebrações e à população da Batalha, “cujo desenvolvimento actual é uma prova do dinamismo que se iniciou e manteve ao longo destes 500 anos de história”.
O deputado batalhense Paulo Batista fez as honras do encerramento, com uma alusão ao momento difícil que atravessamos e que “a luz da história de cinco séculos de lutas vencidas nos dá confiança para atravessarmos novos desafios”.
No domingo, depois da celebração da Missa (ver texto nesta página), o Bispo diocesano, D. António Marto, participou na bênção e descerramento da uma placa que ficará junto ao edifício da Junta para memória futura desta efeméride dos 500 anos da paróquia.



Bispo diocesano presidiu à Missa da Santa Cruz

“Exaltar a Cruz é acto de esperança no Amor”

O ponto alto para a paróquia foi a Eucaristia dominical, ao orago da Exaltação da Santa Cruz, presidida por D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima. 
Os fiéis que enchiam por completo o Mosteiro de Santa Maria da Vitória foram convidados pelo prelado a uma “peregrinação às raízes histórico-culturais que são as raízes da nossa alma”, onde se encontram “traços de identidade, de sabedoria, de humanismo e de progresso”, mas também a fé cristã que “deu alma e ânimo profundo, sentido de pertença a uma mesma família, comunhão de vida e de ideais a este povo ao longo sua história”. “Se a fé se mantém ainda viva nesta terra, se na sociedade secularizada não faltam sinais autênticos do Evangelho, devemo-lo a tantos homens e mulheres que nos ofereceram um testemunho autêntico e alegre de fé e amor, mesmo em tempos difíceis”, afirmou, sem deixar de referir as “gigantescas transformações culturais e sociais do nosso tempo” também a este nível. A actual perda de “identidade e pertença cristã e eclesial” e a “erosão da memória da fé” exigem “novo impulso e nova vitalidade” no anúncio cristão, “descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé”.
Referindo-se ao orago da paróquia da Batalha desde há 500 anos, D. António sublinhou que “a exaltação da Santa Cruz celebra a maravilha do mistério de amor que aí se revela” e deve levar o cristão a um acto de fé “na totalidade do Amor incondicional de Deus pelo homem”, a um acto de amor “de viver e comunicar aos outros a totalidade deste Amor”, e a um acto de esperança “na força deste Amor que renova o mundo”.
Concretizando esta orientação, no contexto da actual crise que é “a ponta do iceberg duma outra crise mais funda e profunda de ordem espiritual e moral”, o Bispo de Leiria-Fátima defendeu que a resposta deverá ser o “testemunho de uma fé viva, activa e transformadora do mundo”, nomeadamente, pelo “empenho social que se traduz em gestos de fraternidade, solidariedade, partilha e serviço ao bem comum”. Perante uma sociedade “completamente baralhada”, que “confunde a verdade com a mentira”, que “não sabe qual o seu futuro” e se vê “desprovida de ideais, de testemunhos de vida e de critérios de discernimento”, é cada vez mais necessário o “testemunho de santidade de vida no mundo para abrir caminhos de renovação que façam frente ao egoísmo e à corrupção”.
“Estamos a bater no fundo”, considerou o Pastor, apontando o dedo à mentalidade de que “tudo vale o mesmo”, de “meter tudo no mesmo saco”, de uma precariedade de vida em que “até o amor já tem prazo de validade como o produto dum supermercado”. Uma proposta de vida que leva os jovens a terem “medo do futuro e de assumir compromissos”, como o “medo de construir família por não terem horizontes largos de uma vida, mas simplesmente a curto prazo”.
É perante este cenário que “nós cristãos somos chamados a ser semeadores de nova humanidade”, afirmou o Bispo, indicando como “luz” e “bússula” os dez mandamentos “oferecidos por Deus”. À paróquia da Batalha, deixou o vibrante apelo a que esta “não seja uma efeméride passageira”, mas sim o ponto de partida para “um salto de qualidade na vivência da fé” e para “reforçar a adesão a Jesus Cristo e ao seu Evangelho”. “Não tenhas medo de dar testemunho de Cristo no mundo!”, pediu D. António, entregando cada paroquiano da Batalha à “materna solicitude” de Nossa Senhora da Vitória.


Textos e fotos
Luís Miguel Ferraz

terça-feira, 2 de outubro de 2012

História do Reguengo do Fetal em DVD e livro

Foto-Reportagem:
2012-09-30 Reguengo DVD Livro Saul


Festa dos Caracóis espera multidões
Como referimos em anteriores edições, a paróquia e freguesia do Reguengo do Fetal comemorou no passado dia 24 de Junho os 500 anos da sua criação. Foram já várias as iniciativas promovidas ao longo do ano para assinalar a efeméride e outras estão ainda para vir. Uma delas está em plena realização, a Festa em Honra de Nossa Senhora do Fetal, que a organização pretende que “seja ainda mais grandiosa” este ano.
O dia festivo é o primeiro domingo de Outubro, este ano a 7, sendo o principal atractivo as procissões com a imagem de Nossa Senhora do Fetal, iluminadas por milhares de cascas de caracóis alimentadas a azeite, que transformam as ruas e paisagens da freguesia num verdadeiro espectáculo de luz.
Mas começou já uma semana antes, na sexta-feira, conforme é tradição, com uma primeira procissão nocturna da igreja matriz ao Santuário de Nossa Senhora do Fetal, onde se faz uma saudação a Maria e se celebra a Eucaristia, seguindo-se a procissão de regresso, com a imagem que ficará no templo principal durante nove dias. É o primeiro teste à original iluminação.
No sábado da semana seguinte, dia 6 de Outubro, pelas 21h00, volta a acontecer nova procissão, em que se reconduz a Imagem da Virgem para o seu Santuário. Esta é a procissão mais concorrida, esperando este ano uma ainda maior multidão de participantes, muitos deles vindos de fora. É também aquela em que a população local mais capricha na iluminação do percurso e nos diversos desenhos e efeitos que se criam com as cascas de caracóis a servirem de candeias. 

Caracóis em DVD
No passado dia 30 de Setembro, integrada neste evento, decorreu no Centro Paroquial do Reguengo uma sessão cultural em que foram apresentadas à populações duas importantes obras históricas sobre a sua freguesia.
A primeira é um DVD documental, produzido pela empresa Virtualnet, uma edição da Câmara Municipal da Batalha. Intitulado “Procissão dos Caracóis – Festa de Nossa Senhora do Fetal”, este DVD, com a duração total de 193 minutos, inclui ainda o documentário “Reguengo do Fetal – Memórias de uma Aldeia”.
Os protagonistas são os habitantes desta freguesia, que testemunham as suas tradições, o seu saber, a sua cultura peculiar. No centro das atenções está a referida “Festa dos Caracóis”, uma tradição que remonta aos séculos passados e que, “fruto de muito trabalho, da colaboração das diversas entidades e muitos particulares, tem sofrido um grande impulso nos últimos anos, que tem atraído ao Reguengo inúmeros visitantes”, refere a Junta de Freguesia local.
Documentos históricos
em livro
A segunda é um livro da autoria do historiador Saul António Gomes, intitulado “Reguengo do Fetal – Documentos Históricos”, editada pela Junta de Freguesia. Trata-se de uma obra que surge no seguimento e com a mesma linha editorial da que o autor apresentou em 2009, “Golpilheira Medieval – Documentos Históricos”, editada pelo Jornal da Golpilheira e o Município da Batalha.
“É um livro que reúne 260 documentos, entre 1175 e 1877, não só sobre a localidade do Reguengo, mas sobre todos os lugares que constituem esta vasta freguesia, que incluía até ao século XX a de S. Mamede”, referiu Saul Gomes na apresentação da obra. Segundo o autor, “fica à disposição dos que queriam revisitar a história local, desde as solidariedades familiares que a foram construindo, até ao imenso património natural e patrimonial que possui, sobretudo o importante centro de culto mariano que nos finais do século XVI concorria com a Senhora da Encarnação, em Leiria, e com o Santuário da Nazaré”. O historiador afirmou ainda que “este estudo sobre o Reguengo é fundamental para se compreender verdadeiramente a história da ocupação medieval destes territórios da Alta Estremadura”.

Texto e fotos
Luís Miguel Ferraz

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Festas de S. Bento em honra de Nossa Senhora da Esperança





Nossa Senhora da Esperança foi mais uma vez lembrada com as festas em sua honra, em S. Bento, nos passados dias 18 a 20 de Agosto. A comissão foi constituída pelos naturais e residentes na freguesia da Golpilheira nascidos em 1977, que deram bem conta do recado, com um bonito arraial e um programa que mereceu a visita de várias centenas de pessoas durante estes dias.
A Missa e procissão solene pelas ruas do lugar teve bastante participação, este ano com a presença especial do padre João da Felícia, nosso conterrâneo missionário no Brasil, que já não estava connosco desde 2008. A animação coube à fanfarra “Os amigos da Maceira”.
O restaurante não teve mãos a medir, o bar e a tasca da caipirinha funcionaram em permanência, o café da avó esteve sempre lotado e a quermesse esgotou as rifas. No recinto, não faltaram os pares da dança, com animação, respectivamente, de “100 X€TA”, “FV Music” e “Zé Café e Guida”. O arraial contou ainda com a actuação do rancho “As Lavadeiras do Vale do Lena”, do Centro Recreativo da Golpilheira”, na tarde de domingo.

Comissão agradece

A Comissão de Festas de S. Bento 2012, constituída pelos nascidos em 1977, reconhece que a festa foi um sucesso e superou todas as nossas expectativas. Mas esse sucesso foi alcançado com colaboração de muitos. Agradecemos a todos os que colaboraram nos preparativos, aos que durante os três dias de festa trabalharam para que tudo corresse bem, aos patrocinadores e a todos aqueles que de qualquer outra forma colaboraram. Agradecemos também a todos os que ao longo dos três dias estiveram presentes.
Agradecemos ainda a presença do nosso pároco, padre José Gonçalves, assim como do padre João da Felícia. Aproveitámos para dar o nosso contributo para a campanha do Jornal da Golpilheira, “Pão para as crianças do padre João”, oferecendo com muita alegria a quantia de 100 euros da Comissão de Festas, a que se juntaram 50 euros da Comissão da Igreja de S. Bento.
A Comissão de Festas de S. Bento 2012 entregou a bandeira aos nascidos em 1993, aos quais desejamos o maior sucesso para a festa do próximo ano.
Comissão de Festas de S. Bento 2012

Festas da Batalha 2012




As Festas da Batalha deste ano, nos dias 11 a 15 de Agosto, voltaram a atrair à Vila Heróica vários milhares de pessoas. Ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos, as entradas nos serões musicais foram pagas, uma medida anunciada pelo Município como forma de permitir a continuidade das festas em tempo de austeridade.
De entrada gratuita foi apenas a primeira noite, reservada à XXVII Gala Internacional de Folclore da Batalha, organizada pelo rancho Rosas do Lena e que, este ano, contou com os convidados Grupo de Música e Danças “Tradiciones” (Venezuela), Rancho Folclórico de Silvares (Fundão – Beira Baixa), Grupo Folclórico “Utauta” (Lituânia), Rancho Regional das Lavradeiras de Carreço (Viana do Castelo – Alto Minho), Grupo Folclórico “Atabara” (Tenerife – Espanha) e Grupo “Cossacos do Volga” (Samara – Rússia). Uma noite de beleza e variedade etnográfica, apreciada por alguns milhares de pessoas que encheram o Largo do Condestável, junto à estátua equestre de São Nuno Álvares Pereira, tendo o Mosteiro de Santa Maria da Vitória como cenário.
O cartaz das noites seguintes trouxe ao interior do antigo campo de futebol quatro artista do panorama nacional. Embora com alguma diferença de bilheteira, o público correspondeu, apesar da anunciada lotação de 15 mil pessoas ter ficado por esgotar. Os números oficiais adiantados pelo Município revelam que estiveram presentes 2750 espectadores no concerto de Mickael Carreira, 4000 no de Pedro Abrunhosa & Comité Caviar, 500 no de Suzana e 8500 no de Tony Carreira.
Mas outras iniciativas marcaram estes festejos de Agosto, como V Mostra de Actividades Económicas do Concelho, que ocupou o largo Cónego Simões Inácio, e alguns jogos e animações de rua, sobretudo nos dias 14 e 15. No primeiro, Dia do Município, o destaque foi para as cerimónias protocolares no Mosteiro, ao final da manhã, e o sempre muito concorrido encontro de emigrantes, ao final da tarde. No segundo, feriado municipal, o rei foi o atletismo com a realização das provas “Mestre de Avis” e Batalha Jovem” (ver pag. 7).
Ainda no âmbito destas festas, voltou a organizar-se o “Torneio de Futebol São Nuno de Santa Maria”, que colocou frente a frente as equipas representantes das quatro freguesias do Concelho. A vencedora deste este ano foi a equipa do Reguengo do Fetal, ficando São Mamede em 2.º lugar, a Batalha em 3.º e a Golpilheira, vencedora do ano passado, em último.


Festa na Golpilheira em honra do Senhor Bom Jesus dos Aflitos



Veja a nossa foto-reportagem

A comunidade da Golpilheira festejou o seu padroeiro, Senhor Bom Jesus dos Aflitos, nos dias 28, 29 e 30 de Julho. Três dias de convívio, alegria e celebração, com a responsabilidade da comissão a ser assumida pelos nascidos em 1972.
Tudo esteve ao melhor nível, desde a preparação à realização dos festejos, que receberam muitas centenas de pessoas nos vários dias de arraial, mas também na Missa e na procissão solene, que contou com a animação musical da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários da Batalha.
Como já é apanágio deste evento, o restaurante funcionou a todo o vapor, o bar e o café da avó estiveram sempre ocupados e a quermesse e outros jogos não tiveram falta de movimento. Este ano, a Comissão apresentou uma novidade que foi também um sucesso, uma tasca com esplanada onde se serviram petiscos como caracóis e caranguejos.
Nestas festas têm especial relevo os jogos tradicionais, como a corrida de frangos e a quebra de panelas, e a sempre muito animada corrida de cântaros, na última noite.
Os serões foram sempre animados, com a actuação de “Banda Kayene”, “Zé Café e Guida” e “Banda Selexção”, respectivamente. Passaram ainda pelo palco, o rancho “As Lavadeiras do Vale do Lena”, do Centro Recreativo da Golpilheira, e o grupo de Ginástica Geriátrica da colectividade, que proporcionaram uma tarde domingueira muito animada e atlética à assistência.
No último dia, a bandeira foi passada à Comissão do próximo ano, contituída pelos respectivos “quarentões”, nascidos em 1973.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

CRG celebrou 43.º aniversário da sua fundação


Multidão acorreu para ver as “Rodas de Aço”

A festa do 43.º aniversário do Centro Recreativo da Golpilheira decorreu nos dias 14 a 16 de Julho. O restaurante encheu nos três serões e o arraial esteve composto, contando com a animação de Elisabete Serra, Banda Rytmos e Duo Renascer, respectivamente. Na noite de abertura decorreu ainda o XXIII Festival de Folclore, organizado pelo rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena” desta colectividade. (Ver pág. 4)
Um dos momentos altos, à semelhança de anos anteriores, foi a corrida “Rodas de Aço”, já de prego a fundo na sua 12.ª edição, trazendo emoção, adrenalina e muita diversão a três rampas da nossa freguesia.
Várias centenas de pessoas marcaram presença para assistir às proezas dos pilotos de cerca de 40 viaturas, para todos os gostos e feitios. Apesar de alguns estampanços, nada de grave a assinalar. Não houve stop para as muitas risadas provocadas e a boa disposição andou a circular entre todos, participantes e público.
Mais do que as palavras, estacionamos aqui algumas imagens. No nosso blog aceleram muitas mais...


Texto e fotos: LMFerraz



Festa do CRG | XXIII Festival de Folclore da Golpilheira



Organizado pelo Rancho Folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, decorreu no dia 14 de Julho o XXIII Festival de Folclore da Golpilheira, integrado no 43.º aniversário do CRG. Este evento teve o apoio do Município da Batalha, Junta da Golpilheira, Jornal da Golpilheira e Rádio Batalha.
Para além do agrupamento anfitrião, que representa a região folclórica da Alta Estremadura, estiveram presentes os ranchos de  Gouveia, de Santo Isidoro e  de Viegas. Cada um, respeitando o folclore da respectiva região onde está inserido, efectuou uma excelente demonstração das danças e cantares tradicionais do nosso País.

Rancho Folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”

Fundado em 12 de Julho de 1989 pelo Centro Recreativo da Golpilheira, está sedeado no lugar e freguesia da Golpilheira, concelho da Batalha e distrito de Leiria e representa a região da Alta Estremadura. Golpilheira foi, em tempos, um lugar vocacionado para a agricultura. Nas margens do rio Lena cultivava-se milho, hortas, vinho, azeite e legumes.
As danças e cantares foram recolhidos de pessoas nascidas na última década do século XIX. Eram as que “bailhavam” a céu aberto, nas alpendoradas e de portas a dentro – nas eiras; nas descamisadas; nos terreiros, pelos Santos Populares; nos serões dos enxovais; nos serões dos casamentos; nas adiafas da vindima e da azeitona e na “casa da brincadeira”.
Os trajes de trabalho, domingueiro ou de cerimónia eram os que se usavam a rigor na segunda metade do século XIX. As alfaias, ferramentas e pertences, correspondentes a cada actividade, estão representados no malhador, na ciranda, na vindimadeira, no lagareiro, no abegão, na jantareira, na lavadeira e no par de noivos pobres. Os instrumentos usados na tocata são os tradicionais da região.
Este rancho é sócio efectivo da Federação de Folclore Português desde Janeiro de 1996, sócio fundador da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura e filiado no INATEL. Em 2009, foi condecorado com a Medalha de Prata do Município da Batalha. Já teve mais de 800 actuações de Norte a Sul do País, tendo participado em alguns festivais internacionais, nomeadamente, em Espanha, França e Roménia, onde demonstrou toda a sua beleza de trajes, danças e cantares, preservando e divulgando a nossa cultura e tradição.

Grupo Folclórico do Centro Cultural de Santo Isidoro

Foi fundado em 2 de Setembro de 1978 e é membro efectivo da Federação do Folclore Português desde 12 de Dezembro de 1983, e do INATEL desde 1985. Santo Isidoro, bem como toda a região de Riba-Tâmega, integra-se na zona etno-folclórica de Entre Douro e Minho. Terra de gente simples e economicamente pobre, vivia essencialmente da agricultura.
É neste ambiente dos finais do século XIX que o grupo folclórico desenvolve a sua actividade de pesquisa e recolha, com o objectivo de preservar os usos e costumes. Os trajes eram confeccionados em tecidos baratos: chitas, riscado, cotim, linho (produto da terra), deixando as fazendas e o armur para ocasiões especiais (festas, casamento…). Recriam cenas do dia-a-dia das pessoas em duas situações essenciais: o trabalho e a festa. As danças, essencialmente de roda (malhão, vira, verdegar, rusga), tinham a sua expressão máxima na chula.
A busca constante da autenticidade é o motor que move este grupo na sua caminhada, para a representatividade folclórica da região onde está inserido.

Rancho Folclórico de Gouveia

Foi fundado em 29 de Junho de 1959, tendo sido sócio fundador da Federação do Folclore Português. Assume hoje, de uma forma clara, as características de Grupo de Montanha, sendo um fiel intérprete dos usos e costumes dos pastores da Serra da Estrela, incluindo todas as actividade ligadas directa ou indirectamente à pastorícia, e aparecendo em público sempre acompanhado de um cão da raça Serra da Estrela.
Organiza e intervém em diversas actividades, nunca perdendo de vista aquele que é o seu primeiro objectivo: não deixar esquecer tudo aquilo que foi aprendendo ao longo dos anos, transmitindo aos mais novos a responsabilidade da sua continuação no tempo.
Para além dos trajes de pastor, exibe ainda os da queijeira, da vendedeira do queijo e o do leite, porta a porta, os de malhador, mulher da eira, domingueiro rico e pobre e o de romaria, todos eles copiados de modelos que remontam ao início do século XX.

Rancho Folclórico de Viegas

Viegas é uma localidade pertencente à freguesia da Alcanede, concelho e distrito de Santarém, província do Ribatejo. Situa-se na base da Serra dos Candeeiros, entre pinhais e olivais, onde ainda se praticam diversas culturas agrícolas, regadas por dois aprazíveis ribeiros nascidos nas faldas da serra.
Este rancho, nascido no ano de 1962, representa a zona do Bairro Ribatejano, com actuações em vários pontos do País e estrangeiro, como deslocações aos Estados Unidos da América, Polónia, Itália e diversas vezes a França e Espanha. Como em outras actividades, também este agrupamento sofreu as influências da imigração dos seus jovens para a Europa, na busca de melhores oportunidades de vida e na fuga à guerra colonial. Sofrendo então um interregno de 20 anos, reapareceu a 20 de Maio de 1990, através da Associação Cultural e Recreativa de Viegas. O seu renascimento resultou de uma profunda e atenta recolha junto da população mais idosa, na recuperação das danças e cantares da sua fase primitiva.
Este grupo enverga trajes que remontam ao século XIX. O rancho é constituído, na sua maioria, por jovens entusiasmados pela descoberta da cultura dos seus antepassados, que a transportam até aos nossos dias através da divulgação das suas tradições, do modo como se cantava e dançava nos momentos mais importantes, como seja nas festas e romarias e também durante os serões de Inverno e nos trabalhos do campo. Sendo um grupo rigoroso em todas as componentes da sua apresentação pública, é considerado um bom representante do Bairro Ribatejano e está inscrito na Federação Portuguesa de Folclore.


Manuel Carreira Rito
Fotos: LMFerraz










Assembleia geral do CRG reforça necessidade de um gerente




Dois membros da Mesa da Assembleia. Dois elementos da Direcção. Um membro do Conselho Fiscal. Um sócio. E o repórter. E com sete pessoas apenas se escreveu mais uma Assembleia (pouco) Geral do Centro Recreativo da Golpilheira.
Nesta sessão ordinária (quer dizer regular), foram apresentados, debatidos e aprovados os documentos relativos ao relatório e contas do exercício de 2011, bem como o parecer do Conselho Fiscal. (Ver páginas 18 e 19)
A propósito das contas da colectividade e do seu funcionamento, foi referido que há alguns sectores que precisavam de maior controlo e voltou a referir-se a necessidade de contratar um gestor para acompanhar o dia-a-dia da sua actividade, tanto a nível das secções comerciais, como na ajuda à acção cultural, desportiva e recreativa.
Apesar de ter ficado já decidido em anteriores assembleias que a direcção deveria avançar com essa contratação, não foi ainda pensada a sua concretização. Os presentes voltaram a manifestaram-se a favor dessa solução e foi pedido à direcção que tomasse medidas no sentido de encontrar a pessoa certa.

Mosteiro acolhe encerramento do Estágio Internacional de Orquestra


As Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha acolhem, no dia 29 de Julho, domingo, às 18h00, o concerto de encerramento do 9.º Estágio Internacional de Orquestra da Região de Leiria/ Fátima.
O repertório a interpretar inclui composições de Debussy (Prélude à l’après-midi d’un faune, Nocturnes I e II (Nuages e Fêtes) e Berlioz (Symphonie fantastique).
As duas primeiras obras serão dirigidas por alunos de Direcção de Orquestra que integram este estágio, enquanto que a Sinfonia Fantástica será conduzida pelo conceituado maestro Jean-Sébastien Béreau, responsável pelos estágios de orquestra do Orfeão de Leiria.
A entrada é gratuita.



Hot Clube de Portugal na Batalha


Música nos Mosteiros


No âmbito da Rede de Mosteiros Portugueses Património da Humanidade (RMPPH), a Direcção-Geral do Património Cultural apresenta até Setembro um ciclo de concertos denominado “Música nos Mosteiros”.
Este ciclo inscreve-se no plano estratégico da RMPPH, apresentando como parceiros os municípios de Alcobaça, Batalha, Lisboa e Tomar, e contando com co-financiamento comunitário, através do QREN, POCentro e POLisboa e Vale do Tejo.
Neste âmbito, o Mosteiro da Batalha vai receber um concerto de jazz pelo quinteto do Hot Club Portugal, no próximo dia 4 de Agosto, sábado, às 18h00.
A entrada é livre, condicionada à capacidade da sala.



Colóquio/atelier no Mosteiro


“Da Investigação à Comunicação nos Monumentos”


Vai decorrer no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, nos dias 13 e 14 de Outubro, um colóquio/atelier sobre a Capela dos Sousas deste Mosteiro, com o mote “Da Investigação à Comunicação nos Monumentos”. Com organização conjunta do Mosteiro, do Museu da Comunidade Concelhia da Batalha e do CEPAE – Centro do Património da Estremadura, a iniciativa terá coordenação científica do historiador Saul António Gomes.
O Mosteiro da Batalha consagrou-se, em grande medida, como panteão régio, de D. João I a D. João II. Esta realidade levou a que quase se esquecesse ter sido esta também a última morada não apenas dos frades pregadores que o habitaram em vida, mas ainda de uma aristocracia de corte. O testemunho mais notável de um tão interessante aspecto da história portuguesa é a Capela dos Sousas, cujo património, hoje disperso, cobre um arco temporal de três séculos (XV a XVII).
Apesar de mal conhecida do público, a história desta capela foi já objecto de estudo por diversos especialistas dos domínios da genealogia, da heráldica e da história da arte, que apresentarão os respectivos contributos num primeiro dia de colóquio.
O segundo dia será dedicado a exercitar competências e a aplicar estratégias comunicativas (visuais e textuais), com o objectivo de apresentar propostas de materiais interpretativos para a Capela dos Sousas. Deseja-se, assim, implicar os participantes na transmissão de conhecimento, dando-lhes um papel activo no resgate memorial deste  importante património.
Este colóquio/atelier encontra-se aberto a todos, podendo interessar, em particular, a gestores e técnicos de património e museus, membros de associações culturais e de património, autarcas, estudantes e professores de história, história da arte, museologia e museografia, entre outros.


Município e Escola de Cavalaria organizaram homenagem a Mouzinho de Albuquerque




No dia 21 de Julho, a Batalha voltou a evocar o aniversário da Batalha de Macontene e a homenagear o nascimento de Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, que foi o principal dos heróis dessa batalha. A sessão contou com a organização conjunta do Município e da Escola Prática de Cavalaria, de quem este ilustre militar batalhense foi adoptado como patrono.
Na praça com o mesmo nome e que alberga o monumento do seu busto, Mouzinho de Albuquerque foi lembrado pela capacidade de táctica militar, mas também como exemplo de português que amava a sua pátria e não vacilava perante os desafios que lhe eram impostos para a sua defesa.
Para assinalar este acto, perante a formatura militar, as autoridades civis e algumas dezenas de pessoas que ali se juntaram, foi deposta uma coroa de flores junto ao busto e descerrados os sabres de bronze na placa de homenagem.
Manuel Carreira Rito

Prémios Turismo de Portugal: Museu da Batalha foi finalista




Decorreu no passado 26 de Junho, na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, a cerimónia de entrega dos Prémios Turismo de Portugal, uma iniciativa que visou distinguir os projectos turísticos que mais contribuíram para o desenvolvimento e prestígio do sector em 2011. 
O Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB) candidatou-se ao prémio “Novo Projecto Público”, tendo ficado entre os finalistas, junto com o Oceanário de Lisboa. Nesta categoria, saiu vencedor o Chalet e Jardim da Condessa D’Elda, promovido por “Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A.”, tendo sido a menção honrosa atribuída ao projecto Valorização das Ruínas Romanas de Tróia, promovido pela Troiaresort – Investimentos Turísticos, S.A.
A preocupação com a acessibilidade e a inclusão do “Museu de Todos” e a valorização da oferta turística da região foram os principais critérios que colocaram o MCCB entre os finalistas. Recorde-se que, em 2007, o projecto do Eco-parque Sensorial da Pia do Urso, também no Concelho da Batalha, acarretou uma menção honrosa pelo Turismo de Portugal, nesta mesma categoria.
De referir ainda que à edição de 2011 concorreram 150 projectos às oito categorias a concurso: Novo Projecto Privado; Novo Projecto Público; Requalificação Projecto Privado; Requalificação Projecto Público; Serviços; Eventos; Sustentabilidade Ambiental; Qualidade do Serviço; às quais se acrescentou ainda o Prémio Especial Prove Portugal.

Rosas do Lena vai aos Açores




Pela segunda vez, o Rancho Folclórico Rosas do Lena vai participar, de 2 a 8 de Agosto, no Festival Nacional da Relva e noutras manifestações etnográficas na ilha de São Miguel, nos Açores.
Esta mais uma actividade deste agrupamento, entre tantas outras que organiza durante o ano, uma das quais a Gala Internacional de Folclore da Batalha, que este ano decorre a  11 de Agosto (ver última página).
Mas nem só de espectáculos se faz o folclore. Ao longo do ano, por exemplo, têm decorrido cursos de concertina, de violão e de cavaquinho, ministrados tanto aos componentes do Rosas do Lena como de outros grupos da região.
Outro âmbito importante da sua actividade relaciona-se com o Museu Etnográfico da Alta Estremadura. Entre fins de Maio e princípios de Julho, quatro alunos do Agrupamento de Escolas da Batalha estagiaram neste museu, onde procederam ao inventário fotográfico das peças expostas e realizaram visitas guiadas e actividades com crianças. No 7º Festibatalha, a 8 de Julho passado, estiveram presentes com trabalhos de divulgação do museu e com jogos tradicionais infantis.

Bodas de Ouro a caminho...

Entretanto, o programa das comemorações do cinquentenário do Rosas do Lena, em 2013, está praticamente elaborado. Entre outras iniciativas, estão previstos colóquios com etnógrafos, etno-musicólogos, historiadores, jornalistas e sociólogos, exposições repartidas por vários espaços na Batalha e na Rebolaria, evocação de mestre António Pereira Marques e, evidentemente, novas edições da Gala Internacional de Folclore da Batalha, do Festibalatalha, do Encontro Nacional de Cantadores e Tocadores de Instrumentos Tradicionais, do Museu ao Vivo, da Adiafa da Cultura, dos Cânticos da Quaresma, dos jogos tradicionais e dos espectáculos etnográficos, etc.

Aniversário do Centro Paroquial do Reguengo


Fado com Joana Amendoeira


Inserida nas comemorações dos 500 anos da paróquia e freguesia do Reguengo do Fetal, realiza-se no dia 27 de Julho, a festa anual do Centro Paroquial de Assistência da paróquia, com os seguintes actos: 17h00 - Eucaristia com coro litúrgico CPA|SAMP; 18h00 – Lanche de convívio; 21h30 – Actuação do CAO da CERCILEI; 22h00 – Grande Noite de Fados com Joana Amendoeira. Inclui ceia com caldo verde, grelhados mistos, bom vinho, filhós e café.