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sábado, 27 de setembro de 2008

EDITORIAL | Ritmos de Outono

Chegaram os ritmos de Outono, com as cores pálidas das saudades do calor, os cheiros de terra molhada, as folhas que se soltam sobre a cabeça de quem passa mais pesado e soturno, o sons sibilantes do vento Norte, os sabores do vinho novo a da castanha fumegante. Pelo menos, assim esperamos que seja, que isto das Estações parece já não ser o que era.
Mas há ritmos que se mantêm, apesar dos apetites do clima e das vontades de quem os atravessa.
É o regresso às aulas, com a pequenada a saltitar passeios e estradas, de mochila às costas (mais cuidado agora, senhores automobilistas que acelerais dentro das localidades!).
É o retomar de actividades que se deixaram para depois das férias e o regresso às rotinas mais certas e estabilizadoras, seja do desporto que cultiva o corpo, seja da liturgia que dá alento ao espírito (por alguma coisa, o ano pastoral tem esta cadência, a começar agora em Outubro).
É o contar os deve e haver, para relançar os orçamentos do ano que se aproxima a correr (que pena não ter havido maior interesse dos batalhenses na apresentação de sugestões para o orçamento camarário que está a ser gizado...).
É o recolher dos cachos, mais ou menos cheios do vinho que há-de alegrar as noites longas que se avizinham, e das frutas que alimentarão os dias em que as árvores se despem de frio (quanto ao vinho, pode ser menos, mas dizem os especialistas que será bom).
É o relançar de jornadas, roteiros, planos e dinamismos, que hão-de servir para cimentar a evolução do Homem e de cada homem (há que aproveitar o mais possível, meus amigos!).
De tudo isto deixamos umas pinceladas nesta edição, para ajudar a colorir este princípio de Outono.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

EDITORIAL | As incontornáveis festas, misturadas com reflexão e compromisso

As incontornáveis festas de Agosto, que enchem grande parte do calendário deste mês, têm lugar de destaque nesta edição. Porque é bom mostrar a alegria, a confraternização das populações e o dinamismo das comunidades. Mas também porque os motivos de festa revelam algo da alma do povo que as vive.
Podem ser razões do foro religioso, de quem acredita que o espírito também precisa de alimento e celebra em festa os Santos da sua devoção ou o agradecimento a Deus pelas graças que vai recebendo na vida. É o caso das duas festas que se realizaram na nossa freguesia, aos santos padroeiros das duas igrejas mais antigas que aqui se ergueram em séculos passados. Mesmo que, por vezes, o cariz religioso se perca no meio de todo o ruído dos arraiais, haverá sempre momentos em que a o coração se abre ao divino e celebra no seu íntimo um pedido de perdão ou uma acção de graças. E porque a fé é comunitária, o próprio facto de se festejar em comum já é de si um acto religioso.
Podem ser razões de identidade histórica, de memória de heróis, de celebração dos eventos que marcaram de forma indelével a construção do passado e a consolidação do presente. É o caso das festa da Batalha, que pegam no Feriado Municipal do Concelho para relembrar a sua raiz maior, na batalha de 1385, para comemorar uma actualidade de desenvolvimento e prosperidade e para vincar um desejo de se atirar ao futuro com o dinamismo de quem nunca pára de construir e vencer.
Seja isso, seja outra coisa menos poética, as festas servem, pelo menos, para gerar boa disposição, alegria, convívio. E só por isso já vale a pena espelhar nas nossas páginas as imagens e os relatos que as percorreram.
Não deixamos também de, aqui e ali, deixar alguns tópicos para reflexão. Porque é sempre bom pensar no modo e nas causas das coisas que fazemos. Mas também porque até nos silêncios das entrelinhas se poderão retirar conclusões, novas perspectivas e olhares construtores de futuro.
É também motivo de festa a presença entre nós do padre João da Felícia, um missionário nosso conterrâneo que se entrega há alguns anos aos mais pobres do Brasil. Mais uma vez, será bom aproveitar para reflectir no que essa presença poderá significar de apelo, de responsabilidade e de compromisso...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

EDITORIAL | Descanso

É uma das fases que, provavelmente, mais repetimos durante o ano: "estou a precisar de férias". De facto, com os ritmos acelerados em que vivemos o dia-a-dia, são cada vez mais preciosos os momentos de descanso, para retemperar forças, para equilibrar as emoções e para fazer aquilo que mais gostamos de fazer, não já por obrigação, mas por prazer.
Mas o facto é que as férias não significam apenas lazer. Pelo contrário, significam, muitas vezes, novas preocupações, tarefas acrescidas e mais dores de cabeça. Que o digam os pais que todos os anos ficam com os filhos "nas mãos" durante o mês de Agosto, em que os serviços de tempos livres encerram, sem grandes alternativas que não socorrer-se de um familiar disponível ou acabar por tirar as próprias férias na mesma ocasião. É na abordagem deste problema e possíveis soluções que centramos o destaque desta edição.
Mas não é esse o único problema. As férias são, por si sós, motivo de stress para muita gente: o que fazer, para onde ir, com que orçamento contar, etc. E frequentemente caímos em programas tão desgastantes que acabam por ser fonte de mais cansaço do que aquele que já trazíamos do trabalho. A este propósito, convidamos os leitores a uma abordagem diferente. Tem por título "sentido cristão do descanso", mas poderá ser um bom texto de reflexão, também para os não crentes. Porque os valores cristãos são, antes de mais, os humanos.
Votos de boas férias, se for o seu caso...
LMF [Julho 2008]

segunda-feira, 30 de junho de 2008

EDITORIAL | O que verdadeiramente interessa

No meio da agitação da vida, do lufa-lufa diário para preencher a agenda dos dias úteis e inúteis, nem sempre conseguimos parar dois segundos para olhar as coisas verdadeiramente importantes. Às vezes, coisas tão simples como o sorriso dos nossos filhos a brincar, ou uma flor de brotou cheia de novas cores num canteiro abandonado do jardim lá de casa. Outras vezes, coisas importantes como a nossa saúde que definha a cada camada de stress a acumular, ou uma mão estendida na porta da casa ao lado a pedir sobrevivência.
Percebemos que a sociedade está doente, quando os grandes acontecimentos atingem a nossa rotina. Um grupo de camionistas que faz parar o País e ameaça fazer-nos parar também, por falta de combustível para a corrida do dia-a-dia. Mas não prestamos atenção aos pequenos sinais dessa atrofia social, que empurra uns para a competição sem regras e deixa outros abandonados na sombra dos dias tristes e solitários.
Felizmente, há quem veja para além do óbvio e consiga dar um passo mais lento para acompanhar quem vem mais atrás. Chama-se a isso solidariedade, tanto mais valiosa quanto mais próximo é o rosto que se acaricia.
Vem isto a propósito do gesto que destacamos nesta edição: um grupo de senhoras – curioso serem só senhoras – lembrou-se de ir festejar com o Pedro os seus 33 anos. Jovem paraplégico, sem movimentos capazes de acompanhar o ritmo da nossa caminhada, estava condenado a passar este dia sozinho, sem um abraço nem uma voz a cantar-lhe os parabéns, para além da mãe que o ampara. Com este gesto, teve a casa cheia e um presente que valeu sobretudo pelos presentes – as pessoas.
Vieram timidamente per-guntar se o Jornal podia publicar num cantinho essa festa e se era preciso pagar alguma coisa.
A resposta está no lugar de primeira página que lhe oferecemos, porque no meio de todas as mil-e-uma actividades que todos vivemos, essa é a notícia mais importante deste mês. A que verdadeiramente nos deve interessar.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

EDITORIAL | Sucessos

Nesta edição, puxámos o desporto aqui para a entrada, pois uma vez mais as equipas de futsal da Golpilheira nos deram motivos para isso. Vencedoras incontestáveis de todos os jogos que disputaram, até agora, em ambos os escalões sénior e júnior, estas duas equipas estão a terminar mais uma época de ouro.
Para as mais novas, falta apenas a conquista da Taça Distrital para fazer o pleno, que poderá concretizar-se no próximo dia 24. Para as seniores, depois de ganharem o campeonato e a taça distritais, ultrapassaram já a primeira fase da Taça de Portugal da modalidade e entram nas meias-finais com vontade de repetir, pelo segundo ano consecutivo, a presença na final, onde no ano passado se sagraram vice-campeãs nacionais. E não deveremos esquecer que o apoio dos adeptos é fundamental para estes sucessos. Elas merecem.
Em destaque, também, a programação cultural da autarquia para os próximos quatro fins-de-semana. São diversas as propostas, para miúdos e graúdos, que nos dão razões para ir até à vila aproveitar a animação ao ar livre, assim o estado do tempo o permita…
Nesta agenda, destacamos a Feira Medieval, uma novidade que se quer projectar como grande evento regional e mesmo nacional, nos próximos anos. Depende também da nossa colaboração fazer com que esse sucesso seja um facto.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

EDITORIAL | Golpilheira vencedora

O Jardim-de-Infância da Golpilheira bateu todos os outros estabelecimentos de ensino da região de Leiria, por larga maioria, nas referências indicadas pelos consumidores nos cupões da campanha "Tudo a Ler", promovida pela Modelo/Continente. Estão de parabéns os golpilheirenses que não se esqueceram de promover a sua "escolinha", as educadoras, auxiliares e pais que apostaram forte para conquistar este prémio, e sobretudo as crianças que agora têm à sua disposição uma biblioteca mais recheada, com estes 100 novos livros.
O desporto é uma das faces mais visíveis da actividade do nosso Centro Recreativo. Para isso muito têm contribuído as equipas de futsal feminino, que contam sucessos após sucessos. No distrito de Leiria, todos as conhecem, ou não fossem as campeãs mais frequentes dos últimos anos. Nesta época, os jogos contaram-se pelas vitórias. A nível nacional, a Golpilheira é também um nome que começa a ser respeitado. As seniores foram vice-campeãs nacionais de 2007 e este ano voltam marcar presença na Taça, onde entraram com o pé direito: uma visita aos Açores para uma vitória por 2-10.
São apenas dois destaques da vitalidade da nossa terra, que é vencedora também noutras áreas sociais e culturais. Basta folhear esta edição para o confirmar.

terça-feira, 25 de março de 2008

EDITORIAL | Momentos históricos

A visita de D. António Marto à Batalha não podia deixar de merecer o nosso destaque. Foi um momento importante na história local, como foi, há 30 anos, a visita de D. Alberto do Amaral, cuja "acta" repescámos no jornal do mês passado.
Cumprindo a inspiração católica do nosso estatuto editorial, quisemos oferecer aos leitores – aos que participaram nesta jornada e aos que não tiveram essa oportunidade – um resumo do que de mais importante se realizou e, sobretudo, da mensagem que o Bispo veio transmitir. Mensagem de perseverança na fé em Jesus Cristo, de consolidação na esperança de um mundo melhor, de aposta no amor como caminho de felicidade. No fundo, a mensagem do Evangelho, cuja ternura, beleza e alegria o Pastor faz questão de sublinhar.
Mas não é apenas um momento histórico do ponto de vista religioso. Porque o Bispo, como primeiro responsável desta Igreja particular, veio também para conhecer a realidade concreta deste povo, para um diálogo franco e aberto com a educação, a cultura, a política, a economia... Porque a relação entre a Igreja e a Sociedade não é estanque e isolada, mas sim interligada, em laços de parceria, na construção do mesmo futuro de felicidade para todos os homens e mulheres do nosso tempo. Essa foi também uma mensagem que passou, de parte a parte, nos encontros realizados, nem todos muito participados, mas todos muito enriquecedores. As conclusões podem ler-se nas linhas e entrelinhas.
Neste destaque, quisemos ir além do dever de informar, cumprindo uma outra função, a de formar, tantas vezes esquecida pela comunicação social, cada vez mais tentada a ficar-se pela terceira das suas funções, divertir. Como Jesus gostava de dizer, "quem tem ouvidos para ouvir, oiça"!
Quisemos também fugir ao óbvio para falar do tempo pascal que estamos a viver. Porque a Páscoa de Jesus Cristo, no momento histórico da Sua morte e ressurreição, continua hoje a ser actualizada no sofrimento e sublimação daqueles que n’Ele acreditam, dos fracos e desprotegidos pelos quais Ele deu a vida. E são verdadeiras lições de vida que podemos retirar desses exemplos.
A todos desejamos feliz e Santa Páscoa!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

EDITORIAL | Tempos ricos

Todos temos na vida momentos especiais, oportunidades de enriquecimento pessoal, dias decisivos para a realização dos nossos projectos e, no fundo, para a definição do que somos. Também na construção das sociedades, há ocasiões únicas para o desenvolvimento da sua identidade, espaços privilegiados de união, tempos ricos de crescimento.
A paróquia da Batalha e, por inerência, a nossa freguesia estão a viver um desses momentos. Não são acontecimentos milagrosos ou mágicos, pois não geram por si sós qualquer reacção automática. Mas são, se soubermos vivê-los, motivadores de mudança e potenciadores de valorização pessoal e comunitária.
Sobretudo para os que afirmam a fé cristã, a passagem de uma imagem com o significado que tem a da Senhora de Fátima pode ser ocasião para lembrar valores esquecidos, provocar sentimentos novos, cimentar laços de fraternidade. A movimentação que se gerou nas nossas comunidades é apenas a face visível dessa realidade, que poderá ser bem mais profunda no íntimo de cada um.
Também a visita do Pastor – ao encontro dos fiéis, mas também da vida social – valerá mais do que muitos discursos para percebermos que o diálogo construtivo entre a religião e o "mundo" é, cada vez mais, essencial para o equilíbrio dessa teia a que chamamos sociedade, urdida no contexto concreto de cada civilização.
Saibamos aproveitar, para colhermos os frutos destes tempos ricos.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

EDITORIAL | Uma região em pé de guerra

Não se adivinha um 2008 nada pacífico para a nossa região. Aliás, bem podemos dizer que este tem sido um Ano Novo "em pé de guerra". De facto, várias são as matérias que têm causado mal-estar e contestação por parte das autarquias e instituições regionais, em relação a decisões "vindas de cima", de instâncias nacionais, em que o Governo tem a "parte de leão". Vejamos alguns exemplos.
• A REN tem ampliado a subestação eléctrica do Celeiro para cima das casas de habitação, sem qualquer consideração pela população ou pelas reivindicações do Município. Agora, prepara a instalação de mais uma Linha de Muito Alta Tensão, que foi a gota de água a fazer transbordar a paciência do povo. Olhando com sobranceria todo-poderosa do alto dos seus postes, vai debitando ruídos insuportáveis e ondas magnéticas que ninguém sabe se fazem mal, mas que todos já viram que não fazem bem nenhum. A guerra instalou-se e ameaça chegar a vias de tribunal e de levantamento popular.
• O Governo avançou com uma remodelação das Regiões de Turismo, anunciando o desejo de as diminuir de 19 para 5 e acabando por desenhar um mapa de 5 mais 5 e mais 2, o que é igual a 12, metade das quais feitas por encomenda não se sabe de que alfaiate. O certo é que a Região Leiria/Fátima, uma das mais consolidadas e de maior peso em vários parâmetros turísticos a nível nacional, foi recortada em três: Leiria e Batalha ficam reduzidas a uma pontinha do condado conimbricense; Nazaré e Alcobaça foram anexadas ao Oeste; e Fátima, a jóia da coroa, é roubada para o espólio de Lisboa, que estende os seus tentáculos ao limite. A guerra instalou-se e ameaça vir a tornar-se de independência, com os municípios da região a ponderarem criar um produto turístico próprio, ignorando as artificiais divisões do poder central.
• Depois do "jamais" em francês para Alcochete e das certezas todas apontadas à Ota, o facto é que aeroporto virou a Sul, afastando-se para o "deserto" que Mário Lino afirma existir para lá do Tejo. Os interesses da região ficam, assim, defraudados, com o lóbi leiriense a revelar-se fraco para combater nesta guerra. Também aqui, resta esperar que os ambientalistas obriguem à marcha-atrás, ou então, queremos também um aeroporto só para nós... ou dois... em Fátima e/ou Monte Real.
• O célebre comboio de alta velocidade ainda não arrancou, mas já fez levantar os ventos da discórdia, com o anúncio da opção previsível da RAVE pelo traçado que menos interessa à região. A guerra do TGV promete aquecer nos próximos meses.
• E por falar em traçados... anunciam-se obras de IC9, IC36 e variante ao IC2, todos eles com reservas dos autarcas confinantes quanto às escolhas de caminhos, nós e outros alcatroamentos a propósito. E todos eles com cara de guerra já perdida.
Não vale a pena falar de mais, que só estas já são guerras que cheguem. À boa maneira portuguesa, resta esperar que, no final, tudo acabe em bem. Até porque, geralmente, essa é uma esperança que não passa disso. Talvez não fosse mau, também, aqueles que nos governam começarem a sair de Lisboa e virem à província ver o campo das suas maquinações. Quem sabe se, para variar, começavam a ter algumas ideias que se aproveitassem...
A todos, bom ano!

domingo, 30 de dezembro de 2007

EDITORIAL | Natal - Paz

No ano passado, elegemos para a edição de Dezembro o lema "Natal-Vida". Este ano, adoptámos o "Natal-Paz", porque foi incontornável a passagem pela Batalha da campanha da Cáritas Internacional, de sensibilização para o valor da paz como princípio de toda a justiça social e de toda a acção solidária.
Começou com uma brilhante conferência de Adriano Moreira, com a experiência de mais de 80 anos de vida concentrada num espírito aberto ao futuro, com a lucidez e a capacidade de comunicar dos verdadeiros mestres. Num mundo de inseguranças múltiplas, o professor acredita que é possível a paz e que a palavra será sempre a arma mais eficaz no confronto das culturas. E aponta caminhos simples, que responsabilizam, não só os Estados, mas cada um dos cidadãos.
Depois, a festa. Simples, mas cheia de significado, pelo calor, luz e movimento que despertou entre as três ou quatro centenas de pessoas que aceitaram o convite. Apesar de sentirmos que estas realizações, como muitas outras, ainda passam ao largo de muita gente, e até dos meios de comunicação social entretidos no lixo mediático, não deixou de ser marcante a presença tão numerosa de crianças e jovens, cujos sorrisos foram a principal luz daquela tarde. E também o farol que aponta as esperanças que podemos ter lá à frente... no futuro. Que isso nos valha.
Deixamos aos leitores essa prenda de Natal, com os votos de festas muito felizes para todos.
LMF [Dezembro 2007]

domingo, 25 de novembro de 2007

EDITORIAL | Tantas vidas... seremos assim tão burros?

O elevado número de acidentes com vítimas mortais tem suscitado a preocupação de todos nós e, como é óbvio, das entidades públicas mais ligadas à prevenção e segurança rodoviárias. Diversos ministérios, polícias e empresas do sector viário anunciaram que irá ser colocado em prática um conjunto de acções, que vão desde o "reforço generalizado das forças de segurança e meios técnicos para as acções de acompanhamento, fiscalização e repressão, principalmente na condução com excesso de velocidade e sob o efeito de álcool", a convocação dos Conselhos de Segurança "para a definição de políticas de âmbito distrital", a "intervenção na sinalização e em medidas de acalmia de tráfego", a "fiscalização às infra-estruturas rodoviárias", a definição da "Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária 2015", até uma campanha na comunicação social, com o lema "Mortes na Estrada - Vamos Travar Este Drama".
Todas estas acções são úteis e importantes, mas de nada valerão, se não for cada um de nós a assumir a sua responsabilidade.
Está em curso uma operação especial para o período de Natal de Ano Novo, até 7 de Janeiro. Novas campanhas se somam e multiplicam, mas os mortos nas estradas continuam a não nos impressionar.
Tantas vidas... de quantos mais avisos precisamos?
É assim tão difícil conduzir com calma, com respeito pelos outros e sem beber, três regras tão simples, mas que bastariam para acabar com este flagelo quase por completo?
Seremos assim tão burros, que só percebemos quando é um amigo ou familiar nosso a ficar estendido na berma?
Será que nos vai calhar essa prenda neste Natal? Será?...

terça-feira, 30 de outubro de 2007

EDITORIAL | 11 anos

Comemoramos este mês os 11 anos da fundação do nosso Jornal. Continuamos com os mesmos ideais que presidiram ao lançamento deste projecto: levar aos leitores, sobretudo à população da Golpilheira, a comunicação da vida desta pequena freguesia, nos seus variados aspectos culturais, sociais e humanos.
Conscientes das nossas limitações, fazemos o melhor que podemos para cumprir esse desiderato. Assumimos uma posição activa e positiva perante os acontecimentos e as opiniões, entendendo o papel da comunicação social como ajuda ao desenvolvimento das sociedades, mais ainda quando estamos próximos daqueles de quem falamos e aos quais falamos. A cada ano que passa, é esse o compromisso que renovamos, convictos das dificuldades, mas certos do apoio dos leitores, assinantes e anunciantes, sobretudo da nossa região, quem nos têm garantido, ao longo do tempo, as condições para continuarmos a trabalhar.
Nesta ocasião de festa, os parabéns são, antes de mais, para si, que é a razão de ser deste Jornal. Por isso, contamos consigo no Almoço dos Amigos do Centro Recreativo, no dia 11 de Novembro, para festejarmos mais um aniversário no ambiente da família alargada desta colectividade, que é a nossa casa comunitária.
Até lá!
LMF [Outubro 2007]

domingo, 30 de setembro de 2007

EDITORIAL | Cidadania

Nesta edição, não podíamos deixar de destacar a decisão da Câmara Municipal, por vontade do seu presidente, de avançar com o Orçamento Participativo, um método de trabalho nascido no Brasil, praticado em alguns outros países, e já experimentado em apenas sete municípios de Portugal.
Elaborar o orçamento e definir as principais linhas de investimento para um concelho não será tarefa fácil. Mas, ao fim de alguns anos de "traquejo", há rotinas que se instalam e tendências que se vincam, tornando esse trabalho menos penoso e mais automatizado. O que António Lucas quis fazer foi complicar um pouco as suas contas pessoais, convidando os munícipes a darem opiniões, de modo a conseguir-se um planeamento mais próximo das reais necessidades das populações e mais adequado aos seus anseios. Claro que nem todos se dão ao trabalho de participar num encontro destes, onde as propostas são apresentadas com frontalidade, as ideias são transmitidas olhos nos olhos e o contributo se dá de corpo presente e cara revelada. Uma coisa bem mais difícil do que a "crítica de café" que todos fazemos diariamente, porque obriga, no mínimo, a pensar um pouco, a ser razoável e a ponderar a objectividade do que se diz. Foi pena terem aparecido tão poucos... há lições de cidadania que ainda vamos levar algum tempo a assimilar.
No fim da recolha destas participações, a bola fica do lado da autarquia. O sucesso desta iniciativa vai depender muito da forma como se tornar visível o trabalho feito, isto é, na medida em que a autarquia conseguir incluir no seu Orçamento algumas das sugestões do "povo". O executivo terá consciência desta "espada de dois gumes" que colocou na mão dos cidadãos: agora recebe elogios pela abertura e tem argumentos para refutar os que o acusam de não ouvir as populações; mas caso não consiga demonstrar que tomou em consideração essa participação, choverão, depois, com maior abundância as críticas em sentido inverso.
O regresso às aulas e as vindimas mereceram-nos também um olhar mais atento, pois são dois importantes "frutos" da época. A conferir, algumas utilidades informativas e curiosidades recreativas....
[Setembro 2007]

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

EDITORIAL | Festejar

Os feriados são para festejar, cantava o Carlos Paião. Parece que já foram mais. Agora, prefere-se, talvez, o sofá da televisão, a esplanada da praia ou a espreguiçadeira da sesta. Serão, também, formas de festejar, mas perde-se aquele sentido comunitário que dá cor aos dias de festa e permite a partilha da alegria, da amizade e do sorriso.
As comemorações do feriado municipal da Batalha – que deveria ser feriado nacional, dada a importância do dia 14 de Agosto na história da independência nacional – não foram muito participadas pela população. E foi pena, pois houve verdadeiros para festejar.
A começar, a homenagem ao Beato Nuno Álvares Pereira e ao rei D. João I, heróis de Aljubarrota, aos quais se deve o que somos hoje como Pátria e, particularmente, o que somos como comunidade batalhense, nascida à volta do Mosteiro que ergueram. Meia dúzia de locais e umas dezenas de visitantes participaram e puderam festejar, aplaudindo, a notícia de um passo importantíssimo no processo de canonização de D. Nuno, com o reconhecimento pelo Vaticano da veracidade do milagre que lhe é atribuído.
Depois, a sessão solene no auditório, com a apresentação de uma importante obra de história regional e com o debate sobre a promoção turística do Mosteiro. Até pela recente eleição dos portugueses como uma das sete maravilhas nacionais, seria motivo de maior interesse da comunidade... e de festa.
Finalmente, as festas de Agosto, à volta deste feriado. Muitos aproveitaram os espectáculos, uns bons, outros mais ou menos. Milhares de pessoas apareceram, talvez um pouco mais do que no ano passado. Mas continua a faltar qualquer coisa para sentirmos o Concelho a festejar verdadeiramente. Talvez a boa-vontade dos mais cépticos.
De qualquer modo, festas não nos faltaram. Mais do que as palavras, que este tempo estival não convida a leituras prolongadas, apostámos nas imagens. Para mais tarde recordar.
Para quem ainda tiver férias e feriados, votos de bons festejos!

segunda-feira, 30 de julho de 2007

EDITORIAL | Festas e férias

As festas, como as férias, são momentos importantes para o equilíbrio da pessoa. Deixar a rotina do dia-a-dia, pôr de lado – ainda que por instantes – os problemas que temos a resolver, devolver ao rosto o sorriso que, tantas vezes, anda esquecido. É fundamental saber festejar e saber descansar, para depois encarar os desafios com novo alento, coragem reforçada e forças restabelecidas.

• Nesta edição, falamos de festas que já passaram, com notas de boa disposição, música e jogos variadosm, convívio e união entre as pessoas. E apontamos também para festas que ainda virão, na Golpilheira, em S. Bento e na Batalha. Mesmo achando que, às vezes, se cai no exagero de tanta festa, é sempre bom aproveitar estas oportunidades de diversão. E, no caso das festas religiosas, celebrar também os padroeiros da nossa terra, pois a vida espiritual não tem férias... quanto mais se cultiva, mais nos ajuda a viver em paz, harmonia e comunhão. Com Deus, com os outros e connosco próprios.


• No desporto – que temos destacado nas últimas edições – não houve a festa que poderia ter havido, mas, ainda assim, houve a festa do futsal feminino de topo, onde a Golpilheira, este ano, conseguiu surpreender alguns favoritos, até se sagrar vice-campeã nacional. Só a presença na final já foi um feito histórico para a nossa equipa, que bem merece os aplausos que tem recebido.


• O Mosteiro da Batalha foi um dos monumentos escolhidos pelos portugueses entre as sete maiores maravilhas. É também um motivo de festa para o nosso concelho. E de maiores responsabilidades de todos – serviços públicos e cidadãos – para com a sua preservação.


• Aproveitando o facto de esta ser, também, uma altura em que muitos de nós aproveitamos para tirar uns dias de descanso, publicamos um "especial Verão", com algumas sugestões de visitas, programas e passeios.


• Por fim, uma referência ao espaço infantil, que nesta edição se estende a 5 páginas. Os meninos do nosso jardim-de-infância deixam-nos uns presentes maravilhosos, neste final de ano e início de férias. Em festa.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

EDITORIAL | Saber, para fazer

Uma das principais condições para um trabalho frutuoso é o conhecimento da matéria em causa, dos instrumentos a usar, da finalidade do produto e, por norma, dos parceiros que connosco o executam. Quando falta um destes factores, é previsível que o resultado da nossa acção não seja perfeito ou não se adeqúe ao fim pretendido. É preciso saber, para fazer. Ou melhor, é preciso saber bem, para fazer bem.
É, por isso, de louvar a iniciativa da Câmara Municipal de adoptar as normas da Agenda 21 Local, que visam, precisamente, planear estrategicamente a acção social no seu todo, harmonizando em cada vector de decisão o conjunto das áreas da protecção ambiental, do crescimento económico e da promoção cultural. Chama-se a isso "desenvolvimento sustentado" e é só por aí que se atinge o objectivo do progresso humano, tanto pessoal como comunitário.
O primeiro passo foi, precisamente, o de adquirir o conhecimento da realidade social que se vai trabalhar, estudar os instrumentos disponíveis para o fazer, definir os objectivos urgentes e prioritários, e contactar os parceiros sociais que trabalham, diariamente, no mesmo terreno, a começar pelos próprios cidadãos.
Com esse diagnóstico feito, torna-se mais facilitada a tarefa de gerir o desenvolvimento local, em coordenadas orientadas pelo mesmo padrão e num concerto de sinergias previamente garantidas.
Nunca saberemos tudo, mas sabemos agora mais do que sabíamos antes. Temos, portanto a obrigação, não de fazer perfeito, mas de fazer hoje melhor do que fazíamos ontem.

sábado, 26 de maio de 2007

EDITORIAL | Vitórias, calor e festas


São troféus atrás de troféus, vitórias atrás de vitórias, e uma escalada nunca antes alcançada pela nossa colectividade nas competições distritais e, mesmo, nacionais. No Portugal desportivo, o nome da Golpilheira aparece, pela primeira vez na sua história, ao lado de campeões como o Benfica. Por isso, elas merecem, de novo, a capa do nosso jornal. E quem sabe se não voltam a merecer, ainda nesta época...
Assim, é com todo o mérito que ocupam as páginas de abertura desta edição, como embaixadoras da freguesia, neste momento.
A época é também de mudanças climáticas e de humores sociais. Embora o calor ainda tenha dado apenas umas amostras e esteja de novo escondido, o certo é que virá e com bastante intensidade, segundo prevêem os meteorologistas. Aconselha-se, por isso, muito cuidado com os raios solares, sobretudo nas horas mais quentes. Beber muita água, fugir da exposição solar e procurar locais frescos são, em resumo, as normas mínimas a praticar.
O que vem, também, com o calor são as festas religiosas, populares e outras. São várias as que se anunciam já nas páginas desta edição, desde a FIABA à Santíssima Trindade e, claro está, as três festas que irão aquecer a nossa freguesia neste Verão. O aniversário do CRG, de 14 a 16 de Julho, a festa do Senhor dos Aflitos, de 4 a 6 de Agosto, e a festa da Senhora de Esperança, em S. Bento, de 18 a 20 de Agosto.
Mas outros eventos festivos merecem a nossa atenção. A festa das sopas, promovida pelos escuteiros, será de não perder, no dia 27 de Maio. E o espectáculo de comédia e música, com conceituados artistas nacionais do "Stand Up Comedy", no dia 8 de Junho, também promete animar a terra.
Pelo concelho serão também várias as realizações festivas, sendo de destacar as que se realizarão no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, em torno da votação das 7 maravilhas e também trazidas pelo Festival Música em Leiria. E para os mais fanáticos por computadores, o maior evento informático do ano, a nível nacional, vai ser aqui bem junto a nós, na Exposalão. Podem fazer já a inscrição e contar-nos depois como foi...

sexta-feira, 27 de abril de 2007

EDITORIAL | Aleluia!

A Páscoa, como sabemos, não é um dia. No calendário litúrgico, é um tempo anual, que se prolonga até ao Pentecostes. Na Teologia, é o centro de toda a fé cristã, que se estende a todos os outros mistérios da Salvação. Na nossa vida, é uma Boa Nova, que deve ser sinal permanente e prática constante.
Nesta edição, falamos ainda de Quaresma, como ponto de passagem para esse momento de viragem da História do Homem, de ontem e de hoje, para a eternidade. E falamos de Páscoa como bênção definitiva de Deus, oferecida na vitória de Cristo sobre o mal, o pecado e a morte. A liturgia que celebramos, as tradições que mantemos e a acção diária que levamos ao mundo só fazem sentido se forem entendidas desta forma. Como um "Aleluia!" que ecoa no coração de cada homem e de cada mulher que connosco vivem, sentido por dentro e visível por fora.
Por isso, os nossos votos de boas-festas pascais nunca chegam atrasados. Significam, sobretudo, um desejo perene de que a paz, a vida e o amor estejam com todos, em cada casa, em cada família, em cada pessoa.

"Aleluia!" pode ser também o grito que ilustra a foto de capa desta edição. A equipa de futsal sénior feminino da nossa colectividade conseguiu finalmente o título de campeã distrital, perseguido há vários anos. É uma boa imagem da Páscoa, que só se consegue saborear intensamente quando é fruto do esforço e do sacrifício, da constante luta pela superação de si mesmo, da união com os que estão connosco na jornada, da esperança num amanhã que nunca morre.
Por isso, os nossos parabéns às atletas, à equipa técnica, aos directores e a todos os que lutaram por este objectivo, nem que seja com as palmas no decorrer de cada jogo.
Aleluia!

quinta-feira, 22 de março de 2007

EDITORIAL | Pedaços de vida

Um dos problemas dos jornais mensais é abrangerem um período tão extenso de dias que, por vezes, trazem assuntos quentes (ou frescos, conforme o gosto) ao lado de outros que já repousam na caixa das memórias. E, ao escrevermos, temos a sensação de colocar em cada palavra um som que o leitor já ouviu ou uma imagem que já viu. São palavras ditas de novo, correndo o risco de chegarem às mãos do leitor com o aspecto amarelecido dos bolores. Ainda assim, sentimos o dever de as escrever, porque só aqui reproduzidas elas ficarão para a posteridade, nos anais de uma história que perdurará para os vindouros. Aqueles que hão-de descobrir nelas novos sabores e lhes limparão com cuidado o pó do tempo, para as devorar com o requinte de quem prova um vinho envelhecido.
Assim, nesta edição, encontra Quaresma e anúncio de Páscoa, mas ainda Carnaval e referendo passado. Vê novas campanhas e regressos recentes, mas ainda balanços e respostas a cartas antigas. Descobre a peregrinação que aí vem, mas ainda as corridas e os passeios que já partiram.
Deixamos tudo nas suas mãos, para que possa fazer, livremente, as suas próprias viagens. Seja aos dias que o esperam lá à frente, seja aos pedaços de vida que foi deixando na beira da estrada. Boas leituras!

Março de 2007

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

EDITORIAL | Debate, conteúdos e citações

Costumamos editar o jornal mais perto do final do mês. Desta vez, tivemos mesmo de apressar a sua publicação. O debate realizado na nossa freguesia, sobre a despenalização/liberalização do aborto, foi um evento demasiado importante para o deixarmos passar em claro. E não faria sentido falar dele depois da realização do referendo. Todos os intervenientes salientaram a feliz organização da Junta de Freguesia, na promoção do esclarecimento público e da participação na cidadania. A nossa população deu mais um sinal positivo da sua vida pública e, sem dúvida, este foi um marco histórico para a Golpilheira.
E é por considerarmos que foi importante para as cerca de 50 pessoas que marcaram presença, que quisemos publicar integralmente as intervenções ali efectuadas, inclusive as do público. É um texto longo, espalhado por 5 páginas. Poderá ser maçador para muitos dos nossos leitores, que poderão sempre passar à frente, a outras leituras mais leves. Mas os interessados em esclarecer a sua posição quanto a este assunto social de extrema importância não se poderão queixar de falta de oportunidade para o fazerem.

Foi uma sessão cordial, tranquila e proveitosa, apesar de alguns momentos mais "quentes" da conversa, que são naturais no confronto de ideias e de posições antagónicas. De um lado e de outro lado, foram apresentados argumentos válidos. Caberá a cada um dos leitores ler, reflectir e decidir, em consciência, com qual das posições se identifica. O importante, como já anteriormente sublinhámos, é que todos vamos votar, exercendo um direito que é, também, um dever de colaborar activamente na construção da cultura e da sociedade de que fazemos parte.

Como participante activo no debate, não vou fazer comentários ao seu conteúdo. A minha opinião está suficientemente expressa no decorrer do texto. Não posso, no entanto, deixar de registar uma nota pessoal sobre os métodos de argumentação usados. O interesse manifestado por todos foi, desde início, o de esclarecer e clarificar opiniões. Estranhei, por isso, uma tentativa forçada de colar a posição da Igreja ao voto no "sim", através de citações de padres e da Nota da Conferência Episcopal Portuguesa, como se não fosse sobejamente conhecida a posição oficial do Papa, dos Bispos, dos padres e dos verdadeiros católicos, no "não" a esta proposta de legalizar o aborto em Portugal. Todos os intervenientes da bancada do "não" eram pessoas claramente ligadas a instituições católicas, que não quiseram levar a discussão para a religião, por considerarem que esta é, sobretudo, uma questão social e cultural, embora sobre ela a nossa religião tenha uma palavra a dizer e uma posição clara. Se fosse preciso citar documentos a prová-lo, não teríamos feito outra coisa. Curiosamente, foi do lado do "sim" que surgiram essas citações, retiradas do seu contexto, como se legitimassem, por ventura, uma defesa "religiosa" da sua posição. Foi, precisamente, na discussão desse uso "destorcido" que terminou o debate.
Já que o "sim" fez tanta questão em citar o documento, aproveitamos para publicar o seu texto integral, para que não restem dúvidas sobre o seu conteúdo...