Deixaste saudades gatinho!
O teu olhar era mesmo engraçado,
Eras muito brincalhão,
Pelos teus donos acarinhado.
Era a companhia da ti Maria
Tinha todo o cuidado de o tratar,
Como ainda não tinha nome
Ela pensou em o baptizar.
Tantos nomes foram escolhidos
Pôs-lhe o nome preferido
Foi o nome que gostou
No seu coração tem algo sentido.
Ao Manjerico só faltava falar
Tinha um tino, tudo compreendia
O que via fazer chamava a atenção
Para vermos o que fazia.
Coitado do pobre gato
Os dias estavam contados
Já andava um pouco triste
Parecia desanimado.
Quando vinha bater à porta
Para encher o estomaguito,
A dona já tinha o jantar
Pobre gato, coitadito.
Estava a atravessar a estrada,
Coitado não teve sorte,
Perto da minha casa
Um carro trouxe-lhe a morte.
Coitado do pobre Manjerico
A todos deixa saudades,
A ti Maria ficou triste
É azar, não foi maldades.
A ti Maria pensa no seu gatinho
Mas já não há nada a fazer,
Esqueça essas mágoas
Ainda alguém a vem surpreender.
Cremilde Monteiro
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quinta-feira, 29 de maio de 2008
Huguet
(2º Arquitecto do Mosteiro da Batalha)
De onde vim?
A História esconde
a minha nacionalidade
e a minha própria identidade
é nebulosa.
Com outros, concebi
a obra mais assombrosa
do reino a que me acolhi.
Fui eu que ergui
a prodigiosa abóbada
e, a prová-lo,
nela deixei
as nervuras com que assinalei
tudo o que construí.
Se sou estrangeiro
pelo país onde nasci,
morri português
porque foi Portugal que escolhi
e, durante toda uma vida,
de corpo inteiro
servi.
Na realidade, foi toda uma vida dedicada ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Pelo menos desde 1402 até 1438, ano da sua morte, Huguet dirigiu as obras do Mosteiro. De onde veio não se sabe. Talvez da Inglaterra ou da França ou da Catalunha, sendo esta a origem mais provável tanto por este apelido existir nessa nação hispânica como pela aproximação que fez do gótico ao Mediterrâneo. Nunca se conseguiu apurar se o nome próprio era David e o seu apelido aparece grafado de diversas formas.
Sob a sua direcção, construíram-se a capela-mor, o transepto e a nave central da igreja, dois lanços do claustro real (Norte e Oeste), a Capela do Fundador e iniciaram-se as Capelas Imperfeitas por encomenda de el-rei D. Duarte I. Foi Huguet que acabou a celebrada abóbada da Casa do Capítulo, como se pode ver pelas nervuras: as dele esquinadas, as de Afonso Domingues redondas.
Morreu na Batalha, tendo sido sepultado na igreja de Santa Maria-a-Velha, que foi o primeiro templo da povoação e existia no terreiro a Leste e curta distância do Mosteiro. Esta igreja foi destruída no século XX, a nave em 1931 e a capela-mor à volta de 1965, num atentado indesculpável contra o património histórico e contra a memória dos mestres nela sepultados, continuando a aguardar-se, como reparação do que se fez, que o seu espaço sagrado seja devidamente assinalado e resguardado. Aí deveria erguer-se um monumento aos arquitectos quatrocentistas e quinhentistas, vários sepultados no local, que ergueram um património em Portugal hoje, na maior parte, classificado como da Humanidade.
José Travaços Santos
De onde vim?
A História esconde
a minha nacionalidade
e a minha própria identidade
é nebulosa.
Com outros, concebi
a obra mais assombrosa
do reino a que me acolhi.
Fui eu que ergui
a prodigiosa abóbada
e, a prová-lo,
nela deixei
as nervuras com que assinalei
tudo o que construí.
Se sou estrangeiro
pelo país onde nasci,
morri português
porque foi Portugal que escolhi
e, durante toda uma vida,
de corpo inteiro
servi.
Na realidade, foi toda uma vida dedicada ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Pelo menos desde 1402 até 1438, ano da sua morte, Huguet dirigiu as obras do Mosteiro. De onde veio não se sabe. Talvez da Inglaterra ou da França ou da Catalunha, sendo esta a origem mais provável tanto por este apelido existir nessa nação hispânica como pela aproximação que fez do gótico ao Mediterrâneo. Nunca se conseguiu apurar se o nome próprio era David e o seu apelido aparece grafado de diversas formas.
Sob a sua direcção, construíram-se a capela-mor, o transepto e a nave central da igreja, dois lanços do claustro real (Norte e Oeste), a Capela do Fundador e iniciaram-se as Capelas Imperfeitas por encomenda de el-rei D. Duarte I. Foi Huguet que acabou a celebrada abóbada da Casa do Capítulo, como se pode ver pelas nervuras: as dele esquinadas, as de Afonso Domingues redondas.
Morreu na Batalha, tendo sido sepultado na igreja de Santa Maria-a-Velha, que foi o primeiro templo da povoação e existia no terreiro a Leste e curta distância do Mosteiro. Esta igreja foi destruída no século XX, a nave em 1931 e a capela-mor à volta de 1965, num atentado indesculpável contra o património histórico e contra a memória dos mestres nela sepultados, continuando a aguardar-se, como reparação do que se fez, que o seu espaço sagrado seja devidamente assinalado e resguardado. Aí deveria erguer-se um monumento aos arquitectos quatrocentistas e quinhentistas, vários sepultados no local, que ergueram um património em Portugal hoje, na maior parte, classificado como da Humanidade.
José Travaços Santos
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Uma vida de recordações
O destino
Ou simplesmente simplicidade
Sinto isto desde pequenino
Fui construindo sempre amizade.
Semeada por todo o lado
E porque gosto muito de mim
Talvez seja esse o motivo de ser assim
Tenho a recompensa de ser estimado.
As ilusões não passam de ilusões,
Somos nós os verdadeiros pensadores
Deixando gravadas tantas recordações
São em nós da vida eternos valores.
O destino é lindo,
É como o perfume de uma flor
As pétalas vão murchando e caindo
Mas nunca morre o amor.
Somos a semente da ilusão,
Um celeiro conservador
Damos pela vida um valor de eleição
Sentindo com a força do amor.
A vida será sempre de ilusões,
Em cada momento uma recordação
A vida nos completa com paixões
As quais são guardadas com saudade no coração.
António Carreira Santos
Ou simplesmente simplicidade
Sinto isto desde pequenino
Fui construindo sempre amizade.
Semeada por todo o lado
E porque gosto muito de mim
Talvez seja esse o motivo de ser assim
Tenho a recompensa de ser estimado.
As ilusões não passam de ilusões,
Somos nós os verdadeiros pensadores
Deixando gravadas tantas recordações
São em nós da vida eternos valores.
O destino é lindo,
É como o perfume de uma flor
As pétalas vão murchando e caindo
Mas nunca morre o amor.
Somos a semente da ilusão,
Um celeiro conservador
Damos pela vida um valor de eleição
Sentindo com a força do amor.
A vida será sempre de ilusões,
Em cada momento uma recordação
A vida nos completa com paixões
As quais são guardadas com saudade no coração.
António Carreira Santos
Janeiro tristonho
Lá vem o mês de Janeiro
Começa o ano preguiçoso
A chuva e o frio estão a bater à porta
Para alguns é um pouco duvidoso.
Ó Janeiro envergonhado
Ó Janeiro vaidoso
Ó Janeiro engraçado
Ó Janeiro amoroso.
Janeiro se for meigo
Atende ao nosso pedido
Janeiro faz o que te peço
Janeiro não sejas fingido.
Janeiro se andas desanimado
Sorri com alegria
Ao começar o novo ano
Traz esperança da paz um dia.
Janeiro lembra-te das crianças
Dos jovens e do velhinho
Com o Inverno que está para vir
Até os animais procuram um cantinho.
Cremilde Monteiro
Começa o ano preguiçoso
A chuva e o frio estão a bater à porta
Para alguns é um pouco duvidoso.
Ó Janeiro envergonhado
Ó Janeiro vaidoso
Ó Janeiro engraçado
Ó Janeiro amoroso.
Janeiro se for meigo
Atende ao nosso pedido
Janeiro faz o que te peço
Janeiro não sejas fingido.
Janeiro se andas desanimado
Sorri com alegria
Ao começar o novo ano
Traz esperança da paz um dia.
Janeiro lembra-te das crianças
Dos jovens e do velhinho
Com o Inverno que está para vir
Até os animais procuram um cantinho.
Cremilde Monteiro
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Pedaços de passagem da vida
A árvore deixou cair
Mais uma folha no chão.
O vento levantou bem alto
A folha no meio da luz amena
Que dourada pelo Inverno frio
Esse tempo de reflectir
De parar para fazer balanço
Do que tem sido o verde fluir da vida.
A folha passou por nós,
A abrir caminho para os nossos curtos passos.
A voar para longe,
A fugir por entre as sombras da nossa cidade
E deixar-se levar pela brisa mais forte,
De asas bem abertas
Em cambalhotas de felicidade,
Solta como um pássaro.
Depois de longas Primaveras,
Depois de tantos Verões,
Era finalmente a hora de partir,
Altura de nos deixar,
Por entre a cor nostálgica
Do azul cinzento do céu desta cidade
De cor de prata,
Sem um único sinal da partida,
Sem um único adeus
A folha voou mais alto ainda,
Subiu todos os prédios
Muito para lá das nuvens,
Muito para lá dos céus,
Ao som de uma flauta que chora
O Outono da vida,
Ao som da flauta que chora
A árvore vazia,
Que chora a saudade,
E subiu e continuou a subir,
Ao sabor de cada lua,
Ao sabor de cada tempestade,
Por muitos quilómetros fora,
Sob oceanos e marés
Planando frágil, planando firme,
Ao sabor do sopro de Deus
Por meio mundo fora.
Eu ergui a mão,
A tempo de apanhar a folha
Solta que voa rasante e livre,
E soltei-a no primeiro balanço do vento,
A tempo de dizer,
Resta a saudade num pensamento firme
E paz à alma que partiu.
José António Carreira Santos
Mais uma folha no chão.
O vento levantou bem alto
A folha no meio da luz amena
Que dourada pelo Inverno frio
Esse tempo de reflectir
De parar para fazer balanço
Do que tem sido o verde fluir da vida.
A folha passou por nós,
A abrir caminho para os nossos curtos passos.
A voar para longe,
A fugir por entre as sombras da nossa cidade
E deixar-se levar pela brisa mais forte,
De asas bem abertas
Em cambalhotas de felicidade,
Solta como um pássaro.
Depois de longas Primaveras,
Depois de tantos Verões,
Era finalmente a hora de partir,
Altura de nos deixar,
Por entre a cor nostálgica
Do azul cinzento do céu desta cidade
De cor de prata,
Sem um único sinal da partida,
Sem um único adeus
A folha voou mais alto ainda,
Subiu todos os prédios
Muito para lá das nuvens,
Muito para lá dos céus,
Ao som de uma flauta que chora
O Outono da vida,
Ao som da flauta que chora
A árvore vazia,
Que chora a saudade,
E subiu e continuou a subir,
Ao sabor de cada lua,
Ao sabor de cada tempestade,
Por muitos quilómetros fora,
Sob oceanos e marés
Planando frágil, planando firme,
Ao sabor do sopro de Deus
Por meio mundo fora.
Eu ergui a mão,
A tempo de apanhar a folha
Solta que voa rasante e livre,
E soltei-a no primeiro balanço do vento,
A tempo de dizer,
Resta a saudade num pensamento firme
E paz à alma que partiu.
José António Carreira Santos
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Vida
Se a vida fosse um só dia
e sempre por ti esperasse
não stressava, não corria
enquanto te não amasse.
Porque os espaços perdidos
deste tempo em que vivi,
olho atrás e só os vejo
enquanto estive sem ti.
Se a vida acabasse agora,
ante o vislumbre do Céu,
queria ter nessa hora
o paraíso, um beijo teu.
Luís Miguel Ferraz
e sempre por ti esperasse
não stressava, não corria
enquanto te não amasse.
Porque os espaços perdidos
deste tempo em que vivi,
olho atrás e só os vejo
enquanto estive sem ti.
Se a vida acabasse agora,
ante o vislumbre do Céu,
queria ter nessa hora
o paraíso, um beijo teu.
Luís Miguel Ferraz
Meu bem, meu mal
Amados,
cometi muitos erros
nesta vida,
todos já perdoados,
porque foram
cometidos,
em nome do amor.
Não faço mal a ninguém,
perdão, faço e muito,
quase todo o dia,
meu maior mal,
em nome do bem,
é fazer e ainda mandar-lhe
poesia!
Ivone Boechat
cometi muitos erros
nesta vida,
todos já perdoados,
porque foram
cometidos,
em nome do amor.
Não faço mal a ninguém,
perdão, faço e muito,
quase todo o dia,
meu maior mal,
em nome do bem,
é fazer e ainda mandar-lhe
poesia!
Ivone Boechat
O Mar
A última vez que te vi
Estavas calmo, parecia melancolia
Tocavas um belo hino
Com os peixinhos fazias sinfonia.
Ó mar que bates na areia
Ninguém sabe o que ele diz,
O pescador vai pescar os peixinhos
Na sua caravela sente-se feliz.
Quando vou à praia
Gosto de ouvir as gaivotas no ar,
Para os pescadores é bom sinal
É a faina da noite para pescar.
Quando o vento visita
O mar fica desorientado,
Bate as ondas sem pretensão
Por fim, fica fatigado.
A praia ajuda a tirar o stress
As crianças brincam com satisfação,
O mar sabe o que querem
É preciso cuidado e orientação.
Cativa o pôr-do-sol
E o mar fica dourado
O reflexo é belo olhar
Foi por Deus tudo criado.
Cremilde Monteiro
Estavas calmo, parecia melancolia
Tocavas um belo hino
Com os peixinhos fazias sinfonia.
Ó mar que bates na areia
Ninguém sabe o que ele diz,
O pescador vai pescar os peixinhos
Na sua caravela sente-se feliz.
Quando vou à praia
Gosto de ouvir as gaivotas no ar,
Para os pescadores é bom sinal
É a faina da noite para pescar.
Quando o vento visita
O mar fica desorientado,
Bate as ondas sem pretensão
Por fim, fica fatigado.
A praia ajuda a tirar o stress
As crianças brincam com satisfação,
O mar sabe o que querem
É preciso cuidado e orientação.
Cativa o pôr-do-sol
E o mar fica dourado
O reflexo é belo olhar
Foi por Deus tudo criado.
Cremilde Monteiro
Dar o sonho a quem o merece
Uma vida só tem valor
Quando é feita de honestidade
E sentida com verdadeiro amor
E não de vingança e maldade.
Quem é humano nunca esquece
O quanto vale dar vida a um filho
Mas ver quem esse valor merece
Evitando assim com urgência mais sarilho.
O mundo está molestado,
Todos nós sabemos da traição
E paga sempre quem não é culpado
E a quem é humano faz doer o coração.
Tanta criança ao Deus-dará,
Por todo o lado a estenderem a mão
Tanta gente ao lado dessa situação a ignorará
Lamento e faz-me bastante confusão.
Falar é muito bom mas mete dó,
Quantos filhos por aí abandonados
Entregues ao destino ou a uma avó
E outros a serem de várias formas explorados.
Tanta gente a viver longos momentos de aflição,
E a tragédia continua todos os dias a espreitar
Muito se fala mas cada vez menos solução
Façam justiça digna com actos e não só falar.
Abram de vez a verdadeira janela,
Com paz amor e liberdade
Para darem valor como a vida é bela
Mas só com os sentimentos da honestidade.
José António Carreira Santos
Quando é feita de honestidade
E sentida com verdadeiro amor
E não de vingança e maldade.
Quem é humano nunca esquece
O quanto vale dar vida a um filho
Mas ver quem esse valor merece
Evitando assim com urgência mais sarilho.
O mundo está molestado,
Todos nós sabemos da traição
E paga sempre quem não é culpado
E a quem é humano faz doer o coração.
Tanta criança ao Deus-dará,
Por todo o lado a estenderem a mão
Tanta gente ao lado dessa situação a ignorará
Lamento e faz-me bastante confusão.
Falar é muito bom mas mete dó,
Quantos filhos por aí abandonados
Entregues ao destino ou a uma avó
E outros a serem de várias formas explorados.
Tanta gente a viver longos momentos de aflição,
E a tragédia continua todos os dias a espreitar
Muito se fala mas cada vez menos solução
Façam justiça digna com actos e não só falar.
Abram de vez a verdadeira janela,
Com paz amor e liberdade
Para darem valor como a vida é bela
Mas só com os sentimentos da honestidade.
José António Carreira Santos
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Minha Cruz e de Jesus
Sigo os meus passos,
Meu adorado Jesus
Sinto-me com os meus fracassos
A pesada cruz.
Tento viver com resignação,
Superando os dias de ansiedade
Nas dores e na aflição
Vou caminhando com humildade.
Jesus te peço coragem,
Muita força e amor
Acompanha-me nesta viagem
De angústia e de dor.
Vivo de fé permanente,
Que me dá força de viver
Na dor que é o meu sofrer
Vou sofrendo lentamente.
Sou um ser humano,
Uma pecadora
De tanto desengano
Penso já não ter valor,
Mas entrego-me a N.ª Senhora.
Alzira Rito Ferraz
Abril de 2007
Meu adorado Jesus
Sinto-me com os meus fracassos
A pesada cruz.
Tento viver com resignação,
Superando os dias de ansiedade
Nas dores e na aflição
Vou caminhando com humildade.
Jesus te peço coragem,
Muita força e amor
Acompanha-me nesta viagem
De angústia e de dor.
Vivo de fé permanente,
Que me dá força de viver
Na dor que é o meu sofrer
Vou sofrendo lentamente.
Sou um ser humano,
Uma pecadora
De tanto desengano
Penso já não ter valor,
Mas entrego-me a N.ª Senhora.
Alzira Rito Ferraz
Abril de 2007
O caminho da coragem fé
São pedaços de caminho,
Que nos dão esperança e coragem
Quero neste poema dar especial carinho
Símbolo desta minha pura mensagem.
A vida por vezes nos é ralé,
E muito nos atraiçoa
Mas com um pedaço de fé
Deus nos abençoa.
Vamos com essa fé ter calma,
Ganhando força e esperança
Para que a alma
Se fortaleça para além da bonança.
Deus nos deixou,
No caminho a esperança
E nós o ser humano apenas esperou
Com fé e não vingança.
Dona Alzira Ferraz,
Grato pelo seu reconhecimento
Que Deus lhe dê em cada dia a paz
E o dom do alívio do seu sofrimento.
Seja confiante em Deus,
Que só Ele estará a seu lado
Para aliviar ‘ais’ seus e meus
Com o perdão de cada pecado.
É esta a presença da minha amizade,
O poema que dedico com muito amor
Sinto no meu coração a dor de verdade
E sei estar presente dando o justo valor.
José António Carreira Santos
Maio de 2007
Que nos dão esperança e coragem
Quero neste poema dar especial carinho
Símbolo desta minha pura mensagem.
A vida por vezes nos é ralé,
E muito nos atraiçoa
Mas com um pedaço de fé
Deus nos abençoa.
Vamos com essa fé ter calma,
Ganhando força e esperança
Para que a alma
Se fortaleça para além da bonança.
Deus nos deixou,
No caminho a esperança
E nós o ser humano apenas esperou
Com fé e não vingança.
Dona Alzira Ferraz,
Grato pelo seu reconhecimento
Que Deus lhe dê em cada dia a paz
E o dom do alívio do seu sofrimento.
Seja confiante em Deus,
Que só Ele estará a seu lado
Para aliviar ‘ais’ seus e meus
Com o perdão de cada pecado.
É esta a presença da minha amizade,
O poema que dedico com muito amor
Sinto no meu coração a dor de verdade
E sei estar presente dando o justo valor.
José António Carreira Santos
Maio de 2007
Amar as crianças
A criança é dócil no seu olhar
Sorri quem sente o amor profundo,
O carinho dos pais é tudo
E tantas crianças infelizes no mundo.
Ao lembrar crianças raptadas
No coração dos pais é forte o sofrer,
Meu Deus, como há pessoas para fazer
Esta crueldade?
É incerto se os pais os tornam a ver.
O que aconteceu no Algarve
É cruel, mas temos que sentir confiança,
Os pais andam desesperados e tristes
O que será feito daquela criança.
Ao ver triste uma criança
Dói o coração, no seu olhar
Crianças sem pensar fogem de casa
Sem saber onde pernoitar.
Por causa de alguns suicídios
A criança é maltratada,
Por vezes a compreensão dos pais é nula
A parte psicológica da criança fica afectada.
Há crianças operativas
É preciso ter paciência para os saber levar,
Algumas mães estão saturadas
Por vezes é uma cruz difícil de aceitar.
Aqueles que são verdadeiros pais
Ao crescerem devem dar-lhe educação,
É preciso tempo e paciência para os ensinar
O afecto é o carinho profundo que sai do coração.
Cremilde Monteiro
Sorri quem sente o amor profundo,
O carinho dos pais é tudo
E tantas crianças infelizes no mundo.
Ao lembrar crianças raptadas
No coração dos pais é forte o sofrer,
Meu Deus, como há pessoas para fazer
Esta crueldade?
É incerto se os pais os tornam a ver.
O que aconteceu no Algarve
É cruel, mas temos que sentir confiança,
Os pais andam desesperados e tristes
O que será feito daquela criança.
Ao ver triste uma criança
Dói o coração, no seu olhar
Crianças sem pensar fogem de casa
Sem saber onde pernoitar.
Por causa de alguns suicídios
A criança é maltratada,
Por vezes a compreensão dos pais é nula
A parte psicológica da criança fica afectada.
Há crianças operativas
É preciso ter paciência para os saber levar,
Algumas mães estão saturadas
Por vezes é uma cruz difícil de aceitar.
Aqueles que são verdadeiros pais
Ao crescerem devem dar-lhe educação,
É preciso tempo e paciência para os ensinar
O afecto é o carinho profundo que sai do coração.
Cremilde Monteiro
Poetas
Os poetas são
como pássaros que voam,
perdidos no tempo
de migração.
Como flores que murcham
antes do tempo
e que acordam
sempre mais cedo
do que o mundo
do que o medo.
Os poetas fogem
da vida que têm
para terem a vida
de alguém
além deles, maior.
E fogem da dor
por dentro das palavras
que os queimam
que os matam
de amor.
Os poetas são
como pássaros que vão...
Luís Miguel Ferraz
como pássaros que voam,
perdidos no tempo
de migração.
Como flores que murcham
antes do tempo
e que acordam
sempre mais cedo
do que o mundo
do que o medo.
Os poetas fogem
da vida que têm
para terem a vida
de alguém
além deles, maior.
E fogem da dor
por dentro das palavras
que os queimam
que os matam
de amor.
Os poetas são
como pássaros que vão...
Luís Miguel Ferraz
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Maio Mês das Flores
Maio tudo encanta
Maio mês de Maria
Maio mês das flores
Maio é a nossa alegria.
Maio mês das flores e do amor
A minha mãe recebe uma flor
Maio dia 13 faz recordar
Senhora do Rosário damos graças e louvor.
Maio os lírios gostam de te embalar
Maio os cravos são o teu encanto
Maio mês de Maria dá-nos a tua ajuda
Ela te venera com o seu doce manto.
Maio é um encanto
Não deixes água faltar
Maio está tudo a florir
Pede ajuda para tudo criar.
Colabora com os teus amigos
Vê lá o que podes fazer
Maio ajuda os teus vizinhos
Maio tem encanto para ver.
A natureza é tua amiga
Gosta de ti a valer
Nunca a desprezes
Nada de mal vai acontecer.
As borboletas visitam as flores
Os passarinhos fazem uma sinfonia
As flores fazem música suave
Ouvimos o hino durante todo o dia.
Cremilde Monteiro
Maio mês de Maria
Maio mês das flores
Maio é a nossa alegria.
Maio mês das flores e do amor
A minha mãe recebe uma flor
Maio dia 13 faz recordar
Senhora do Rosário damos graças e louvor.
Maio os lírios gostam de te embalar
Maio os cravos são o teu encanto
Maio mês de Maria dá-nos a tua ajuda
Ela te venera com o seu doce manto.
Maio é um encanto
Não deixes água faltar
Maio está tudo a florir
Pede ajuda para tudo criar.
Colabora com os teus amigos
Vê lá o que podes fazer
Maio ajuda os teus vizinhos
Maio tem encanto para ver.
A natureza é tua amiga
Gosta de ti a valer
Nunca a desprezes
Nada de mal vai acontecer.
As borboletas visitam as flores
Os passarinhos fazem uma sinfonia
As flores fazem música suave
Ouvimos o hino durante todo o dia.
Cremilde Monteiro
Uma oração por ti, minha mãe!
Do teu corpo nasci
Criado com amor e carinho
Me fiz homem e cresci
Recordo o sabor de tanto beijinho.
Guardo no peito a saudade
Tudo foi tão pouco como gratidão
Peço desculpa por qualquer maldade
Rezando por ti uma oração.
Tinhas um sorriso de santa
Minha querida mãezinha
Foste na minha vida a melhor manta
Recordo como eras tão meiguinha.
Mãezinha nos teus lábios ternura
No teu sensível coração
Havia sempre uma maravilhosa doçura
Sempre com gestos de perdão.
Foste uma mãe galinha
Uma mãe com muito valor
Dava tudo quanto tinha
Porque tinha no coração muito amor.
Já lá vão trinta anos que te perdi
Mas a saudade permanece sem te esquecer
Parece que o teu olhar sorri
Não passa de ilusão não te queria perder.
Lanço como saudade uma flor
Na campa rasa de minha mãe
É o que resta de um verdadeiro amor
Que deu vida por vida a este alguém.
Dia da mãe de 2007
José António Carreira Santos
Criado com amor e carinho
Me fiz homem e cresci
Recordo o sabor de tanto beijinho.
Guardo no peito a saudade
Tudo foi tão pouco como gratidão
Peço desculpa por qualquer maldade
Rezando por ti uma oração.
Tinhas um sorriso de santa
Minha querida mãezinha
Foste na minha vida a melhor manta
Recordo como eras tão meiguinha.
Mãezinha nos teus lábios ternura
No teu sensível coração
Havia sempre uma maravilhosa doçura
Sempre com gestos de perdão.
Foste uma mãe galinha
Uma mãe com muito valor
Dava tudo quanto tinha
Porque tinha no coração muito amor.
Já lá vão trinta anos que te perdi
Mas a saudade permanece sem te esquecer
Parece que o teu olhar sorri
Não passa de ilusão não te queria perder.
Lanço como saudade uma flor
Na campa rasa de minha mãe
É o que resta de um verdadeiro amor
Que deu vida por vida a este alguém.
Dia da mãe de 2007
José António Carreira Santos
O Dia da Mãe
Mãe do Céu, Virgem Maria
Olha pelos vossos filhos,
Que andam numa correria;
Não têm tempo nem para os filhos
Nem para ti, Virgem Maria.
Neste tempo tão mau,
Que ninguém se pode aturar,
Anda tudo revoltado
E não têm a quem se queixar!
Mãe do céu
Põe as tuas mãos nas nossas crianças,
Na nossa juventude, nos nossos casais
E nos nossos queridos idosos,
Tão esquecidos pelos seus familiares;
Só a Mãe do céu os pode consolar.
Mãe do céu, Virgem Maria
Alumia os nossos governantes
Para que saibam governar,
Para que se lembrem dos mais pobres
Que têm os seus filhos para criar.
Virgem Maria
Por ti chamo nas horas de aflição,
Às vezes sinto-me só no sofrimento,
O meu coração desespera;
Não me deixes cair na amargura.
Virgem Maria,
Na tua grande misericórdia,
Aceita as minhas dores e padecimentos,
Que devotamente ponho em tuas mãos.
Gracinda Monteiro
Olha pelos vossos filhos,
Que andam numa correria;
Não têm tempo nem para os filhos
Nem para ti, Virgem Maria.
Neste tempo tão mau,
Que ninguém se pode aturar,
Anda tudo revoltado
E não têm a quem se queixar!
Mãe do céu
Põe as tuas mãos nas nossas crianças,
Na nossa juventude, nos nossos casais
E nos nossos queridos idosos,
Tão esquecidos pelos seus familiares;
Só a Mãe do céu os pode consolar.
Mãe do céu, Virgem Maria
Alumia os nossos governantes
Para que saibam governar,
Para que se lembrem dos mais pobres
Que têm os seus filhos para criar.
Virgem Maria
Por ti chamo nas horas de aflição,
Às vezes sinto-me só no sofrimento,
O meu coração desespera;
Não me deixes cair na amargura.
Virgem Maria,
Na tua grande misericórdia,
Aceita as minhas dores e padecimentos,
Que devotamente ponho em tuas mãos.
Gracinda Monteiro
sexta-feira, 27 de abril de 2007
Traição
Hoje,
que as memórias
se esvaem,
e os amigos
fogem de mim,
só tenho
minhas poesias
como amigas
confidentes,
mesmo assim,
impertinentes,
sem rima e vazias
elas não inspiram
a menor confiança:
elas também me traem.
Ivone Boechat
que as memórias
se esvaem,
e os amigos
fogem de mim,
só tenho
minhas poesias
como amigas
confidentes,
mesmo assim,
impertinentes,
sem rima e vazias
elas não inspiram
a menor confiança:
elas também me traem.
Ivone Boechat
A casa onde me deram outra lição
Por tudo quanto aprendi,
Sinto pouca toda a minha gratidão
Foi maravilhoso o mundo social onde vivi
Tive que aprender a lição.
Aprendi a ser diferente,
Aprendi a ser educado,
Aprendi a estar presente,
Aprendi a não faltar ao horário marcado.
Aprendi a mais bela lição,
A sentir o verdadeiro amor
É algo que sinto no coração
A vida social e o seu valor.
Ensinaram-me nesses caminhos
A ser um pedaço de alguém,
Recebi maravilhosos carinhos
Iguais aos de minha mãe.
Foram dados com muito amor,
Só não fizeram de mim santo,
Deram-me o mais puro calor
Foi na minha vida um lindo manto.
Esse grande palácio está vazio,
A casa onde me deram outra lição
Tudo já partiu, lugar tão frio
Só resta a saudade da boa educação.
Dona Cesária e sua filha Cesárinha
Deram-me a mais bela educação.
Lá longe, no eterno descanso, pena minha,
Guardo muita saudade no meu coração.
José António Carreira Santos
Sinto pouca toda a minha gratidão
Foi maravilhoso o mundo social onde vivi
Tive que aprender a lição.
Aprendi a ser diferente,
Aprendi a ser educado,
Aprendi a estar presente,
Aprendi a não faltar ao horário marcado.
Aprendi a mais bela lição,
A sentir o verdadeiro amor
É algo que sinto no coração
A vida social e o seu valor.
Ensinaram-me nesses caminhos
A ser um pedaço de alguém,
Recebi maravilhosos carinhos
Iguais aos de minha mãe.
Foram dados com muito amor,
Só não fizeram de mim santo,
Deram-me o mais puro calor
Foi na minha vida um lindo manto.
Esse grande palácio está vazio,
A casa onde me deram outra lição
Tudo já partiu, lugar tão frio
Só resta a saudade da boa educação.
Dona Cesária e sua filha Cesárinha
Deram-me a mais bela educação.
Lá longe, no eterno descanso, pena minha,
Guardo muita saudade no meu coração.
José António Carreira Santos
Amor a Jesus
É no teu olhar
É no teu pensar
É no teu sofrer
É no teu amar.
Em cada lar
Houver compreensão
Famílias desprezadas
Fazei que haja a união.
O sofrimento
Faz a dor
Ajudar o infeliz
Assim se faz o amor.
Em cada um de nós
Ao dormir e ao acordar
É tão belo o teu olhar
Em ti gosto de sonhar.
O mundo não admira
As lágrimas de quem padece,
No altar há uma luz pequenina
Com esse guia nada nos acontece.
O sol também dá sinal
Queremos ouvir a tua voz
Nunca vamos desistir
No íntimo de cada um de nós.
Cremilde Monteiro
É no teu pensar
É no teu sofrer
É no teu amar.
Em cada lar
Houver compreensão
Famílias desprezadas
Fazei que haja a união.
O sofrimento
Faz a dor
Ajudar o infeliz
Assim se faz o amor.
Em cada um de nós
Ao dormir e ao acordar
É tão belo o teu olhar
Em ti gosto de sonhar.
O mundo não admira
As lágrimas de quem padece,
No altar há uma luz pequenina
Com esse guia nada nos acontece.
O sol também dá sinal
Queremos ouvir a tua voz
Nunca vamos desistir
No íntimo de cada um de nós.
Cremilde Monteiro
Como tudo começou...
No estágio que o homem fez, sozinho, nos primeiros passos que deu na Terra, começou a ficar triste. Acompanhando, supervisionando, Deus viu que "não era bom" o homem ficar só e prometeu: "Far-lhe-ei uma adjutora..."
A mulher chegou, olhou para o jardim, deu nome às flores, levantou a cabeça, admirou o céu, o pôr-do-sol, era tão lindo, deslumbrou-se com os animais ao redor, viu que tudo era bom e que, dali para frente, ia depender deles para ficar ainda melhor, começou a arrumar a casa. Eva inventou a faxina:
- Adão, vamos colocar folhas, gravetos, pedras e cotocos no seu devido lugar.
- O quê, Eva? Ninguém aqui desarrumou nada. A Natureza é assim mesmo, quando vem a Tempestade desarruma tudo, depois vem a Brisa e põe tudo de novo no lugar.
- Concordo, meu bem, mas podemos melhorar!
Eva criou a linguagem afectiva para chamar Adão de desorganizado!
- Adão, vamos seleccionar folhas para fazer a cama, tirar as que atrapalham nosso trânsito, descobrir frutas mais variadas para o lanche e guardar algumas para o jantar. Vamos determinar horários para a alimentação.
Eva inventou o horário do café da manhã, do almoço e do jantar.
Em pouco tempo, Adão e Eva estavam ao telefone com o inimigo, num bate-papo sobre as novidades do Jardim. E assim nasceu o telefone celular público, no orelhão dos dois. E, claro, com tanto tempo ocioso, o inimigo criou o "jornalismo da fofoca". Nascia a era zoológica das comunicações. A serpente estava no ar.
O telefone celular divino entrou na área e as comunicações celestiais com o casal se intensificaram, mas o homem, como sempre, por tudo o que não deu certo botou a culpa na mulher, lá também não foi diferente. Adão inventou o jogo-do-empurra.
Acontece que Deus, cuidadoso, perfeito e grandioso, fazia visitas virtuais, diárias, ao Jardim e percebeu que havia a TV cabo da serpente, interferindo na sua obra. Do seu telefone celular, com viva voz, advertiu e digitou:
- Adão, onde estás?
Não era a voz de Deus que estava fora da área. Adão e Eva já estavam na área do pecado. Adão pediu para Eva atender ao telefone. Adão criou a secretária.
O tempo foi passando e o vírus da inveja contaminou o computador humano, porque a família deu a senha do site para o maior inimigo de Deus. O pecado entrou, alterou o programa original, apesar de todas as advertências, a criatura desligou-se do Criador (Servidor). Ambos, homem e mulher, criaram a desobediência.
Imediatamente, Deus novamente actuou. Deixou o e-mail do céu para contactos: fé@graça.comJesus.
A primeira família do mundo foi expulsa do jardim. Nasceu o movimento dos sem-terra.
Vieram as lutas, as concorrências, a propriedade privada e com ela a cerca viva. Nasceu a guerra e com ela os matadores profissionais. Aí vieram os perdedores com etiqueta social de escravos. O proletariado chegou! E com tudo isto, mesmo sendo a Terra tão grande, havia gente sofrendo por falta de caverna, de comida, de roupa. A pobreza se instalou.
A sociedade inventou a violência.
Nunca o mundo foi habitado por anjinhos. A humanidade está em guerra, desde o início. Hoje, o mundo está mais perto com o recurso da informação. Isto impressiona? Sim! E as pessoas "modernas" ficam horrorizadas, porque são capazes de seleccionar tudo de ruim que existe e mostrar de forma competente e veloz as coisas tristes que sempre fizeram exactamente igual.
Nasceu a tecnologia.
Ivone Boechat (Brasil)
A mulher chegou, olhou para o jardim, deu nome às flores, levantou a cabeça, admirou o céu, o pôr-do-sol, era tão lindo, deslumbrou-se com os animais ao redor, viu que tudo era bom e que, dali para frente, ia depender deles para ficar ainda melhor, começou a arrumar a casa. Eva inventou a faxina:
- Adão, vamos colocar folhas, gravetos, pedras e cotocos no seu devido lugar.
- O quê, Eva? Ninguém aqui desarrumou nada. A Natureza é assim mesmo, quando vem a Tempestade desarruma tudo, depois vem a Brisa e põe tudo de novo no lugar.
- Concordo, meu bem, mas podemos melhorar!
Eva criou a linguagem afectiva para chamar Adão de desorganizado!
- Adão, vamos seleccionar folhas para fazer a cama, tirar as que atrapalham nosso trânsito, descobrir frutas mais variadas para o lanche e guardar algumas para o jantar. Vamos determinar horários para a alimentação.
Eva inventou o horário do café da manhã, do almoço e do jantar.
Em pouco tempo, Adão e Eva estavam ao telefone com o inimigo, num bate-papo sobre as novidades do Jardim. E assim nasceu o telefone celular público, no orelhão dos dois. E, claro, com tanto tempo ocioso, o inimigo criou o "jornalismo da fofoca". Nascia a era zoológica das comunicações. A serpente estava no ar.
O telefone celular divino entrou na área e as comunicações celestiais com o casal se intensificaram, mas o homem, como sempre, por tudo o que não deu certo botou a culpa na mulher, lá também não foi diferente. Adão inventou o jogo-do-empurra.
Acontece que Deus, cuidadoso, perfeito e grandioso, fazia visitas virtuais, diárias, ao Jardim e percebeu que havia a TV cabo da serpente, interferindo na sua obra. Do seu telefone celular, com viva voz, advertiu e digitou:
- Adão, onde estás?
Não era a voz de Deus que estava fora da área. Adão e Eva já estavam na área do pecado. Adão pediu para Eva atender ao telefone. Adão criou a secretária.
O tempo foi passando e o vírus da inveja contaminou o computador humano, porque a família deu a senha do site para o maior inimigo de Deus. O pecado entrou, alterou o programa original, apesar de todas as advertências, a criatura desligou-se do Criador (Servidor). Ambos, homem e mulher, criaram a desobediência.
Imediatamente, Deus novamente actuou. Deixou o e-mail do céu para contactos: fé@graça.comJesus.
A primeira família do mundo foi expulsa do jardim. Nasceu o movimento dos sem-terra.
Vieram as lutas, as concorrências, a propriedade privada e com ela a cerca viva. Nasceu a guerra e com ela os matadores profissionais. Aí vieram os perdedores com etiqueta social de escravos. O proletariado chegou! E com tudo isto, mesmo sendo a Terra tão grande, havia gente sofrendo por falta de caverna, de comida, de roupa. A pobreza se instalou.
A sociedade inventou a violência.
Nunca o mundo foi habitado por anjinhos. A humanidade está em guerra, desde o início. Hoje, o mundo está mais perto com o recurso da informação. Isto impressiona? Sim! E as pessoas "modernas" ficam horrorizadas, porque são capazes de seleccionar tudo de ruim que existe e mostrar de forma competente e veloz as coisas tristes que sempre fizeram exactamente igual.
Nasceu a tecnologia.
Ivone Boechat (Brasil)
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