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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Ementas escolares na Internet

Informação aos encarregados de educação

O Município da Batalha, através da acção de qualificação do serviço de refeições escolares e com recurso às novas tecnologias, passou a disponibilizar no seu portal, em www.cm-batalha.pt (área Educação) as ementas dos estabelecimentos de ensino dos alunos que frequentam os jardins-de-infância e o 1º ciclo do ensino básico.
Com esta medida, pretende-se que "os pais e encarregados de educação tenham acesso rápido à informação relativa às ementas existentes nos refeitórios escolares, ficando, desta forma, a conhecer os pratos que constituem o almoço dos seus filhos e permitindo, em paralelo, verificar a variedade dos alimentos disponibilizados".

Consultas baratas no Hospital da Batalha

Novo serviço de atendimento no CHNSC

Como resposta às necessidades sentidas pela população, o Centro Hospitalar de Nossa Senhora da Conceição (CHNSC), da Misericórdia da Batalha, inaugurou no início deste mês um Serviço de Atendimento Complementar (SAC) aos cuidados prestados pelo Centro de Saúde, em regime de ambulatório, que funcionará das 20h00 às 23h00.
Trata-se garantir "saúde privada a baixo custo, com equipa médica hospitalar e apoio de exames médicos, tornando acessível a todos os interessados um serviço de ambulatório com preços ligeiramente acima dos praticados em serviço de urgência nos hospitais centrais", refere a direcção da instituição. Assim, o preço a praticar para a consulta de ambulatório será de 14 euros, integrando ainda o apoio de enfermagem, electrocardiograma e, eventualmente, outros exames de apoio ainda em estudo.
Assegurado por uma equipa médica com experiência hospitalar em serviço de urgência, este serviço de atendimento médico e de enfermagem vem responder às necessidades das famílias que procuram a assistência médica depois do encerramento dos Serviços de Atendimento Alargado (SAL) dos Centros de Saúde, funcionando num horário que não colide com o destes centros. Os responsáveis do CHNSC afirmam que esta opção demonstra a vontade de "apoiar uma verdadeira rede de cuidados de saúde familiar, em clima de amizade e de entreajuda e em perfeita sintonia com os cuidados primários do Serviço Nacional de Saúde (SNS)", procurando, ao mesmo tempo "não desperdiçar um excelente equipamento hospitalar com tecnologias só possíveis de encontrar nos hospitais centrais melhor apetrechados, e que representou um esforço de investimento significativo por parte de uma instituição sem fins lucrativos, sem o equivalente investimento público".
O hospital de agudos pode aliviar a consulta de urgência, constituindo uma alternativa que vem beneficiar, sobretudo, as populações dos concelhos da Batalha e de Porto de Mós e lugares limítrofes. "Seria um contra-senso se o SNS não apostasse neste recurso, como aliás tem vindo a fazê-lo ao ter celebrado os acordos para cuidados continuados, fisioterapia e imagiologia", refere a Misericórdia da Batalha, adiantando que "se os organismos estatais tiverem vontade, o CHNSC está disponível para acolher uma parceria que favoreça a implementação de um verdadeiro serviço de atendimento permanente".

Consultas externas
Para complementar cada vez mais os serviços oferecidos, vai estar disponível no final de Fevereiro a consulta de Cardiologia e exames complementares de diagnóstico, entre os quais, estudos do sono. A equipa de Cardiologia, representada pelo médico Alexandre Antunes, especialista pelos Hospitais da Universidade de Coimbra e actualmente co-responsável da Unidade de Cuidados Intensivos de Cardiologia do Centro Hospitalar de Coimbra, e pelo técnico Pedro Marques, licenciado em Cardiopneumologia pela Escola Superior de Saúde Egas Moniz, disponibilizará aos utentes todo o tipo de serviços, como electrocardiograma convencional, ecocardiograma transtorácico, prova de esforço em tapete rolante, electrocardiograma Holter de 24h e também medição ambulatória da pressão arterial nas 24h. Estes exames são realizados utilizando equipamentos de última geração e elevada qualidade, podendo os doentes contar com encaminhamento célere, em situações que assim o necessitem, para exames ou terapêuticas mais complexas em ambiente hospitalar, como a realização de cateterismo cardíaco, implantação de pacemaker (chamada "pilha no coração") ou cirurgia cardíaca.
Será, sem dúvida, um serviço de excelência para os doentes com cardiopatia e para todos os que tiverem factores de maior risco, como hipertensão arterial, diabetes, hipercolesterolemia, hábitos tabágicos ou história familiar de doença cardíaca, que pretendam uma avaliação do seu estado de saúde.
Esta unidade de saúde da Batalha tem também em funcionamento um consultório de medicina dentária, com especialistas da clínica Remiclínica, e uma unidade de fisioterapia. Está prevista ainda, já para o próximo mês, a abertura de consultas de especialidades como cirurgia, ginecologia, urologia, otorrinolaringologia, psiquiatria, neurologia e ortopedia. "Espera-se que outras especialidades vão sendo facultadas progressivamente, na senda de garantir condições de excelência no acesso a cuidados de saúde nesta região", afirma a administração do CHNSC.

Abertura do Museu S. João de Deus no Telhal - Sintra

No próximo dia 8 de Março, dia de São João de Deus, será inaugurado um museu com o nome deste Santo, a funcionar na Casa de Saúde do Telhal, concelho de Sintra, onde são expostas cerca de 900 peças que dão a conhecer a história da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus (OHSJD) em Portugal, bem como a evolução da psiquiatria, da farmacologia e da enfermagem no nosso país. A inauguração será presidida pelo Cardeal Patriarca, com a presença de Maria Cavaco Silva, contando com almoço, visita às instalações e uma sessão solene.
O provincial, irmão José Augusto Louro, explica que "a ideia deste museu partiu do desejo de preservar o património artístico e museológico da Província Portuguesa da OHSJD, espalhado pelos mais díspares lugares, e ao mesmo tempo dar a conhecer a história e a evolução da assistência médica-hospitalar, em geral, e da psiquiatria em particular".
De referir que o museu fica integrado na Casa de Saúde do Telhal, um centro de assistencial na área da psiquiatria, saúde mental e reabilitação psicossocial, onde trabalhou Egas Moniz, Prémio Nobel da Medicina. Uma das valências do espaço será a educativo, com o objectivo de "sensibilizar e motivar os diferentes públicos para as temáticas da saúde e da doença mental, da arte, do ambiente e da responsabilidade social, integrando momentos de formação que estimulam uma aproximação às pessoas vítimas do estigma da doença mental". Entre as acções previstas, estão seminários, conversas com os doentes e oficinas criativas para os mais jovens.

Cáritas organiza na Batalha formação sobre Alzheimer

al como informámos na última edição, a Cáritas Diocesana de Leiria, em colaboração com a Alzheimer Portugal - Delegação Centro e a Câmara da Batalha, vai promover uma acção de formação, sob o lema "Alzheimer – conhecer para bem cuidar", que visa ajudar as pessoas que prestam cuidados a estes doentes a fazê-lo com o máximo de eficácia. Orientada por profissionais do Centro de Saúde de Pombal e do Centro Hospitalar de Coimbra, terá lugar no dia 5 de Março, das 09h00 às 16h00, no auditório municipal da Batalha.
Inscrições: 244823692 ou leiria@caritas.pt, até 1 Março.

Combate à obesidade infantil

Projecto vai envolver cerca de 850 crianças do 1° ciclo

Decorreu no passado dia 10 de Fevereiro, no Município da Batalha, a apresentação aos responsáveis das escolas do concelho do programa "Batalha Saudável", com o intuito de promover hábitos de alimentação saudáveis junto das crianças em idade escolar. O projecto pretende ter uma natureza formativa e pedagógica, integrando, em simultâneo, as estratégias de formação e de intervenção estabelecidas no Programa Nacional de Combate à Obesidade.
Previsto para os meses de Março a Maio de 2009, o projecto "Batalha Saudável" envolve o Município da Batalha e a empresa municipal Iserbatalha, EEM, responsável pelo serviço de prolongamento de horários escolares no concelho. Para a sua concretização, a autarquia vai estabelecer parcerias com o Agrupamento de Escolas da Batalha, o Colégio de São Mamede, a Associação de Pais e o Centro de Saúde da Batalha, para o acompanhamento das crianças sinalizadas. De igual forma, pretende-se envolver nesta iniciativa as empresas locais do sector alimentar e as associações de produtores agrícolas, para fornecimento/divulgação de alimentos saudáveis. A supervisão técnica das acções a empreender caberá a uma nutricionista e ao delegado de saúde da Batalha.
No âmbito das diversas actividades previstas, pretende-se proceder a uma avaliação do estado nutricional das cerca de 850 crianças do 10 ciclo do ensino básico do concelho da Batalha, através da medição do peso, da altura, do cálculo do índice de massa corporal (IMC) e sua análise, através das curvas de crescimento. Após a análise dos dados recolhidos, proceder-se-á à sinalização das crianças que registem excesso de peso (IMC entre o percentil 85 e o percentil 95) ou obesas (IMC acima ou igual ao percentil 95), bem como à elaboração de um relatório final da iniciativa e divulgação das conclusões.
Simultaneamente, para um melhor envolvimento das crianças na acção, serão desenvolvidas acções de sensibilização sobre hábitos alimentares, designadamente, uma apresentação sobre a roda dos alimentos, a realização de jogos didácticos e a confecção de um "lanche saudável" pelos alunos.
Por outro lado, também os pais serão envolvidos no projecto, em acções de sensibilização sobre hábitos saudáveis de alimentação e de higiene.
A 19 de Maio, será promovido um programa especial de comemoração do Dia Nacional da Luta Contra a Obesidade.
Definida pela Organização Mundial de Saúde como "acumulação excessiva de massa gorda", a obesidade é actualmente e "um problema de saúde pública, uma doença crónica própria das sociedades modernas, que regista níveis preocupantes". Cerca de um bilião de pessoas em todo o mundo têm excesso de peso, das quais, 300 milhões são obesas. Em Portugal, 37% da população tem excesso de peso e 14,5% é obesa, registando-se números semelhantes entre as crianças.

Saúde | Dor de Costas

Cerca de 80% dos seres humanos sentem dor lombar, também chamada de lombalgia ou, mais vulgarmente, dor de costas, em algum momento de suas vidas. A maioria destas pessoas podem manter as suas actividades habituais, mas com períodos de desconforto ou dor. Cerca de 30% desse grupo faltará ao trabalho devido a esta dor.
A posição normal do ser humano submete os músculos das costas e da coluna vertebral a um esforço permanente, mesmo a dormir. Nos dias de hoje, devido principalmente ao sedentarismo, este tipo de queixas tem aumentado, pois os nossos músculos na região lombar estão gradualmente a enfraquecer. Os sintomas da dor de costas são a evidente dor crónica (fixa), a rigidez ou incómodo persistente nas costas, e a dor aguda, especialmente depois de pegar num peso ou ter feito um esforço superior ao habitual.
As lombalgias são o resultado de várias causas. Como factores, podemos destacar o trabalho físico pesado, levantamento de pesos ou inclinação e prolongadas posturas incorrectas no trabalho. Sobre este último, é necessário evidenciar a inadequação da cadeira, mesa e posição do computador.
Existem técnicas simples para prevenir este tipo de dores, sendo a principal a mudança de postura. Analise a sua posição de pé: encoste-se com os calcanhares contra a parede; a barriga das pernas, as nádegas, os ombros e a parte de trás da cabeça devem estar em contacto com a parede; deve ser possível passar uma mão entre a parede e o fundo das costas. A sua posição sentada é ainda mais importante. A cadeira deve permitir apoiar os pés no chão e não deve incomodar a dobra dos joelhos. As costas devem estar apoiadas, num ângulo de cerca de 10 graus (use uma almofada apropriada, se necessário). Os antebraços devem poder apoiar-se no plano de trabalho com os cotovelos em ângulo recto. Apanhar objectos do chão ou levantar pesos deve ser feito com as costas direitas, dobrando as pernas e não a cintura. Assim, o trabalho é feito pelos músculos das pernas e não pelas costas.
O tratamento principal é normalizar a função, recorrendo a exercícios e correcções posturais. Depois de excluir algumas causas mais graves – fracturas, tumores, lesões ósseas – e de confirmar que a dor tem origem nos músculos, o objectivo do tratamento consiste em eliminar a dor e promover a recuperação do movimento. Usam-se medicamentos, o repouso e os tratamentos da medicina física (fisioterapia).
Deve consultar o seu médico, se com as dores de costas sentir também formigueiros, irradiação da dor para a perna, dor que piora quando tosse ou se inclina para a frente, dor quando está deitado ou ao levantar da cama, dor e febre ou dor com dificuldade em urinar.
Lembre-se de que uma postura correcta e exercício físico regular protegem e fortalecem os músculos das costas, de modo a estar protegido contra estas incapacitantes dores.

Ana Maria Henriques
Enfermeira

Alunos do 11ºF frequentadores da cantina da Escola Secundária da Batalha

Os alunos do 11ºF (Curso Profissional – Técnico de Contabilidade) após terem lido uma notícia num jornal local, referente à qualidade/quantidade das refeições fornecidas na cantina da Escola Secundária da Batalha, apresentam a sua opinião sobre o assunto.
A turma é constituída por 16 alunos e 11 comem frequentemente na cantina. Relativamente à quantidade das refeições, consideram que é suficiente e a qualidade é razoável, pois "em casa da maioria dos alunos também, nem sempre, a comida é excepcional, há dias…". Tendo em conta que os alunos podem comer sopa, pão, prato de peixe ou carne e sobremesa, qualquer aluno fica melhor servido do que comer sandes, saladas e sumos de lata fora da escola. Na verdade há alunos, nomeadamente, do 3º ciclo, que, apesar de irem ao refeitório, não comem o que lhes põem no prato, levando de volta o tabuleiro, no entanto não há motivos para esta atitude, "quando o prato é peixe é pior".
Seria bom que os pais experimentassem comer na cantina, já que a oportunidade lhes é dada.
É notório o aumento do número de refeições servidas na cantina, apesar das críticas, também o facto de muitos alunos tirarem a senha no próprio dia, talvez criasse problemas em termos de gestão de quantidades, mas a escola já estabeleceu limites para número de senhas tiradas no dia.
Comer fora da escola pode ser mais convidativo: escolhe-se a comida, pode-se "arejar", está-se mais à-vontade e não é preciso cumprir regras. No entanto ainda que alguns alunos não gostem das refeições servidas, sempre é melhor comer comida mais saudável do que comida plástica "devemos estar preparados para a vida, nem sempre se pode ter opção de escolha, cantina é cantina já se sabe, nós continuamos a frequentá-la como é habito".

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Termas das Salgadas na calha

Candidatura a fundos comunitários

O Município da Batalha, em conjunto com mais dez autarquias do Centro do País e com o apoio da Associação das Termas de Portugal, vai integrar uma candidatura aos fundos comunitários do QREN, a partir do programa PROVERE, destinado a estimular projectos assentes numa estratégia de eficiência colectiva, que se destina à "valorização económica dos recursos endógenos". No caso concreto, esta candidatura surge no âmbito da possibilidade da reactivação das termas das Salgadas, no lugar das Brancas, encontrando-se o processo de análise das águas na sua última fase.
Com uma dotação orçamental de 180 milhões de euros, o PROVERE pretende, enquanto instrumento de financiamento comunitário, "garantir a gestão eficiente dos recursos, estimulando a concretização de parcerias público-privadas e o reforço dos seus efeitos nos planos institucional, social e local". Neste âmbito surge esta candidatura, que visa "dotar as termas do Centro do País com uma mesma estratégia de desenvolvimento em áreas tão diversas como a promoção, a formação dos agentes ou o recrutamento", adianta uma nota da autarquia batalhense. Para tal, o consórcio agora formado, de acordo com o contrato assinado, pretende congregar os interesses e meios dos associados, bem como concertar as actividades e capacidades complementares de cada uma das termas associadas.

Animadoras de ATL em formação sobre salubridade alimentar

Iserbatalha promove

As animadoras da rede de ATL do concelho da Batalha vão participar, nos dias 28 e 30 de Janeiro, numa acção de formação na área da salubridade alimentar, uma iniciativa da empresa municipal Iserbatalha e do Delegado de Saúde.
A aposta nesta formação visa dotar as animadoras do concelho de um maior número de conhecimentos técnicos relativos às áreas da segurança e higiene alimentar, manipulação de alimentos, produção e distribuição de refeições, entre outras. Esta acção surge, aliás, na sequência de outras iniciativas já tomadas pela Iserbatalha, nomeadamente a contratação dos serviços de uma nutricionista, visando assegurar a segurança e a higiene alimentar junto das crianças que frequentam a rede de ATL concelhia.

Desenvolvimento da criança

Estar informado das competências que a criança adquire ao longo do seu desenvolvimento é muito importante para estar alerta para possíveis desvios. Neste sentido, irei descrever as suas capacidades e as idades em que estas aparecem. É muito importante referir as idades são indicativas, podendo a criança não adquirir as capacidades nas idades indicadas. Todas as crianças devem ser acompanhadas com consultas frequentes no seu pediatra e qualquer dúvida pode esclarecer com o enfermeiro na altura das vacinas.
Durante o primeiro ano de vida, a criança constrói os alicerces da vida. Até aos três meses de idade, esta tranquiliza-se quando ouve uma voz e acompanha-a com movimento da cabeça. O choro torna-se diferenciado (dor, fome…), vocaliza para vozes familiares, balbucia e ri quando conversam com ele e demonstra interesse no ambiente circundante. Reconhece rostos e objectos familiares e apresenta o sorriso social em resposta a diferentes estímulos.
Aos 6 meses de vida, a criança acompanha visualmente um objecto que cai e prefere estímulos visuais mais complexos. Balbucia expressões semelhantes a monossílabos (ma, di, na, mô…) e esta vocalização modifica-se com o humor, dá gargalhadas e exige atenção fazendo barulho. Começa a demonstrar memória, ri para a sua imagem no espelho, descobre partes do corpo e apresenta frequentes alterações de humor com pouca ou nenhuma provocação.
Aos 9 meses, responde ao próprio nome, produz vocalizações de sílabas ligadas (bada, dada…) e responde a ordens verbais simples (compreende "não, não"). Repete várias sílabas ou sons de adultos e demonstra sinais de amedrontamento com a ausência da mãe. Tenta atrair a atenção dos outros tossindo e fungando, brinca às escondidas, demonstra agressividade oral (morde e faz "caretas"). Cresce o interesse em agradar à mãe e revela medo em ir para a cama e ficar sozinho.
Ao fim do primeiro ano de vida, a criança diferencia formas geométricas simples, acompanha movimentos rápidos de objectos e controla e adapta a sua resposta a um som. Diz duas ou mais palavras além de mamã e papá, compreende o significado de várias palavras e imita sons de animais. Inibe o seu comportamento ao ouvir ordens repressivas, repete acções que lhe atraiam a atenção e/ou sejam engraçadas e puxa a roupa dos outros para chamar a atenção. Demonstra emoções como ciúme, afecto, raiva e medo, diverte-se no ambiente familiar e explora o "exterior" afastado da mãe. Pode desenvolver o hábito de "cobertor de segurança" ou brinquedo favorito.
Ao fim do segundo ano de vida, consegue discriminar formas geométricas associando duas iguais, demonstra interesse acentuado e prolongado em figuras. Pede objectos apontando-os e indica objectos e/ou partes do corpo quando solicitado. Diz o seu primeiro nome referindo-se a si pelo próprio nome, verbaliza necessidade de comer, beber ou usar o bacio. Tem menos medo de estranhos e começa a ter consciência de propriedade. Consegue alimentar-se sozinho e imita actividades domésticas.
Todas as crianças têm a sua personalidade e, por isso, são diferentes na realização de actividades e na aquisição de competências. É fundamental manter estímulos variados (sonoros, visuais, tácteis, etc.) e despender tempo para ajudar o seu filho na maior aventura que ele pode ter: crescer.

Ana Maria Henriques
Enfermeira

Caritas organiza formação sobre Alzheimer na Batalha

A Caritas Diocesana de Leiria, em colaboração com a Alzheimer Portugal - Delegação Centro e o apoio da Câmara Municipal da Batalha, vai promover uma acção de formação, sob o lema "Alzheimer – conhecer para bem cuidar", que visa "promover a preparação das pessoas que prestam cuidados a estes doentes, para que o façam com o máximo de eficácia para estes e com o mínimo de desgaste para si próprios". Orientada por profissionais do Centro de Saúde de Pombal e do Centro Hospitalar de Coimbra, terá lugar no dia 5 de Março, das 09h00 às 16h00, no auditório municipal da Batalha.
Estima-se que, em Portugal, mais de 70.000 pessoas sofram de Doença de Alzheimer. É uma demência que afecta, normalmente, pessoas com mais de 50 anos, de instalação insidiosa, com agravamentos progressivos, lentos e irreversíveis. Com a evolução da doença, os pacientes tornam-se incapazes de realizar qualquer tarefa, perdem-se, deixam de reconhecer familiares, perdem a autonomia e necessitam de vigilância permanente.
Mas doença não se reflecte apenas na pessoa em que é diagnosticada, tendo um forte impacto na família e na comunidade. As famílias afectadas pelo drama humano e social desta doença têm grandes dúvidas e dificuldades no acompanhamento dos doentes. Os cuidadores são submetidos a uma forte pressão psicológica, muitas vezes acompanhada de depressão, stress, perda de resistência física, problemas de ordem conjugal, dificuldades em encontrar apoio social e problemas financeiros que a situação determina, pelo que necessitam de ajuda, como esta que a Cáritas agora se propõe. Isto porque a melhor maneira de enfrentar a doença e promover a qualidade de vida dos pacientes, familiares e amigos é estar atento aos sinais de alerta, conhecer as suas manifestações, evolução e diferentes recursos e estratégias para acompanhar e minimizar os seus efeitos.
A acção enquadra-se no programa da Semana Cáritas e visa contribuir para a divulgação de boas práticas nesta área e da inclusão do impacto causado pela doença de Alzheimer nas respostas socio-caritativas em desenvolvimento nas paróquias. É dirigida a cuidadores, nas famílias ou nas instituições, e a quantos se interessam pelo problema. A inscrição é obrigatória e deverá ser feita na Cáritas (244 823 692 ou leiria@caritas.pt ), até dia 1 de Março (limitado a 200 participantes).

A gripe em Portugal

Vírus só fez pior em 1990

O vírus da gripe deverá atingir este Inverno mais de um milhão de pessoas em Portugal, de acordo com os números de incidência fornecidos pela Direcção Geral de Saúde. A confirmação partiu do coordenador do dispositivo para a monitorização dos serviços de urgência, Mário Carreira, que admitiu um milhão de afectados pelo vírus até ao final desta epidemia. De acordo com o mesmo responsável, já se contabiliza uma incidência de 126 casos por cem mil habitantes, a média mais alta desde 1990.
Recordamos que a principal medida de prevenção da gripe é a vacinação, que deve ser repetida anualmente, sobretudo nos grupos de risco (idosos, crianças e doentes crónicos), uma vez que o vírus sofre alterações frequentes que o transformam num organismo diferente de ano para ano. Estudos apontam para que a vacina da gripe oferece uma protecção de 30% a 90% aos indivíduos vacinados. Ao mesmo tempo, é sempre de evitar o contacto com pessoas que sabemos infectadas e redobrar todos os cuidados de higiene para minorar a possibilidade de infecção.
Em caso de ter contraído a doença, deverá adoptar algumas medidas: isolar-se das outras pessoas de forma a diminuir o contágio, descansar, ingerir muitos líquidos (água, sumos) e manter a alimentação comendo o que apetecer mais, evitar mudanças de temperatura, não se abafar demasiado, fazer atmosfera húmida se tiver tosse e aplicar soro fisiológico para desentupir o nariz. Deverá sempre contactar o médico assistente, se é portador de doença crónica ou prolongada. Pode tomar medicamentos para baixar a febre (paracetamol) e, se a dor for intensa também pode tomar analgésicos (o paracetamol também é analgésico), mas pode não ser aconselhável tomar medicamentos que reduzam a tosse e não deverá tomar antibióticos sem prescrição médica, pois servem apenas para o tratamento de algumas complicações infecciosas da gripe.
Em caso de dúvidas, pode ligar para o 808 211 311 (Linha Saúde Pública - Adultos) ou 808 24 24 00 (Saúde 24 – crianças).

Rastreio do Cancro da Mama

Junto ao Centro de Saúde

O Núcleo da Batalha da Liga Portuguesa Contra o Cancro está a promover, desde o início de Janeiro, um rastreio do cancro da mama, no Centro de Saúde da Batalha. A acção decorre de segunda a sexta-feira, das 09h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h00, e é especialmente dirigida às mulheres entre 45 e 69 anos de idade, sendo um exame simples e gratuito.
Em princípio, todas as mulheres inscritas no Centro de Saúde serão convocadas, mas as que não o forem e pretendam fazer o exame pela primeira vez devem contactar previamente o seu médico de família e inscrever-se no Centro de Saúde, que garante o apoio técnico e administrativo a esta iniciativa.

Hospital de Leiria diminui consumo energético

Primeira central de cogeração/trigeração

O Hospital de Santo André (HSA) garantirá, ao longo dos próximos dez anos, uma diminuição de 30% no consumo energético, o que corresponde a 1,5 milhões de euros. Esta diminuição resultará da produção própria de energia térmica e eléctrica, através de uma central de cogeração/trigeração, a primeira na zona centro de Portugal. A nova central de cogeração/trigeração, que estará pronta a funcionar já no início de 2010, surge da parceria entre o HSA e o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), formalizada pela assinatura de um protocolo, no dia 19 de Janeiro.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Nova livraria no CRG!



O Centro Recreativo da Golpilheira tem agora um novo espaço de venda, em parceira com a BUK – Distribuição, onde poderá adquiri os seus livros, nos mais variados temas e estilos literários, desde romance, poesia, contos, infantil, técnicos, apoio escolar, gestão, etc.
Pretende-se que seja também uma oportunidade para a difusão da leitura entre a população, já que ler é das actividades mais saudáveis para cultivar a mente e aumentar a cultura. Ao mesmo tempo, será também mais uma fonte de receita para a nossa associação, que precisa muito da ajuda dos seus sócios para fazer face às muitas despesas que tem na sua actividade diária. Apesar de ser um espaço em colaboração com o Jornal da Golpilheira, os lucros revertem integralmente para o Centro Recreativo.
Por isso, quando pensar nas prendas de Natal e noutras ocasiões, não se esqueça de passar pela colectividade e comprar ali o seu livro!

Diversidade de contributos numa mesma missão de CUIDAR

1º aniversário do Hospital da Misericórdia da Batalha

"Foi um ano em que levámos a cabo a missão dos cuidados continuados, em trabalhos suados, numa obra de bem-fazer que procurámos sempre que fosse bem feita". Foi com estas palavras que António Monteiro, provedor da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia da Batalha (ISCMB), abriu a sessão do primeiro aniversário do Centro Hospitalar de Nossa Senhora da Conceição (CHNSC), no passado dia 6 de Dezembro. Em jeito de apresentação do espírito que preside à instituição, esta frase pode também resumir o trabalho que, de facto, ali tem sido desenvolvido desde a sua abertura oficial, há cerca de um ano.
A cerimónia de aniversário contou com a participação de cerca de uma centena de irmãos da Misericórdia da Batalha, que se juntaram nesta data festiva aos utentes, à equipa de médicos, enfermeiros, administrativos e auxiliares, ao grupo de voluntários que ali prestam apoio e a alguns convidados, como os presidentes da Assembleia e da Câmara Municipal, respectivamente, Francisco Freitas e António Lucas, o presidente do Concelho de Gestão do Grupo Misericórdias Saúde, Salazar Coimbra, e um representante do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas, Júlio Freire.

Presente de sucesso rumo ao futuro
"O sucesso deste ano de trabalho deve-se à excelente equipa de profissionais, em todos os sectores desta Unidade de Cuidados Continuados (UCC), mas também à profícua colaboração com os parceiros nacionais e regionais da Segurança Social, da Saúde e da autarquia", continuou o provedor, deixando, no entanto, a nota de que "este é um arremedo de obra feita, pois ainda há muito trabalho a fazer para ampliar este tipo de serviços sociais e também diversos problemas a enfrentar, como seja a sustentabilidade financeira do projecto", muito dependente das políticas de Saúde do Governo.
A título de exemplo, António Monteiro referiu o anunciado serviço domiciliário de medicina e enfermagem, para o qual defendeu que se "aproveite a experiência, os meios e as equipas já presentes no terreno por parte dos serviços de apoio domiciliário das Instituições Privadas de Solidariedade Sociais" (IPSS), como é o caso da Misericórdia da Batalha, instituições que "devem ser ouvidas pelo Estado antes de ditar as suas sentenças vindas de cima, normalmente acompanhadas de complexas obrigações e burocracias para as candidaturas". E atreveu-se a sugerir que "em vez de mais uns quilómetros de auto-estrada, de mais uns relvados para o jogo da bola, de mais uns minutos na velocidade do TGV, o Governo usasse uma parte dos nossos impostos para financiar os serviços de apoio domiciliário, possibilitando a sua extensão aos fins-de-semana e o alargamento do leque de serviços para além das refeições e trabalho doméstico, aos cuidados médicos e de enfermagem".
Ampliar as valências da acção social é também uma preocupação da Câmara da Batalha, como referiu na ocasião António Lucas, defendendo o "rápido regresso às negociações, entretanto paradas, para a transferência de competências do Governo para as autarquias nas áreas sociais, como sejam a Educação e a Saúde". O presidente da edilidade frisou a colaboração que tem sido prestada ao CHNSC, por ser "uma infra-estrutura de topo na região e uma mais-valia fundamental no Concelho", defendendo a continuidade deste serviço noutras áreas e para outros públicos, "onde a autarquia tem investido, mesmo sem ter essas competências específicas, como é exemplo a recente criação de um Centro de Ajudas Técnicas, em colaboração com a Segurança Social, que permite uma resposta rápida e eficaz aos pedidos dos munícipes de equipamentos como camas articuladas, cadeiras de rodas, etc." Outro exemplo apontado foi a tentativa de implementação do serviço SOS Vizinhos, visando um apoio directo às pessoas dependentes por parte de um vizinho, devidamente ajudados financeiramente, e que "apenas não está em execução porque, infelizmente, apenas uma pessoa em todo o concelho se manifestou disponível para este trabalho".

Voluntariado em destaque
Esta disponibilidade para a ajuda a quem mais precisa é uma das condições essenciais para o funcionamento de excelência deste tipo de projectos. Também neste caso, a instituição registou uma resposta de qualidade, como salientou Carlos Monteiro, coordenador-geral do CHNSC: "O grupo de voluntariado, que desde a primeira hora se organizou e se disponibilizou para colaborar com a unidade no apoio aos doentes, assegura essa colaboração durante todos os dias da semana, período de férias e feriados, o que não é comum no voluntariado que se faz pelas demais unidades de saúde". Como exemplo desse compromisso, foi referida a organização pelos voluntários de uma campanha para a oferta de um moderno sistema de som e projecção de imagem que foi estreado nesta sessão.
Considerando que "também aqui marcamos a diferença", este responsável lembrou o lema que move toda a equipa: "associar à vertente do trabalho, um grande espírito de solidariedade e de amor ao próximo". Esse será, aliás, o segredo para o sucesso, que se mede pela satisfação geral dos mais de 150 doentes que já passaram por esta UCC, como prova o facto de "todos os que regressaram a suas casas, apresentando grandes resultados de recuperação, o fizeram com lágrimas de emoção, por sentirem que receberam aqui todo o acolhimento, tratamento, carinho e respeito, que não encontraram em nenhuma outra unidade de saúde por onde haviam passado". Graças a isso, conclui Carlos Monteiro, "deixaram-nos a agradável sensação do dever cumprido".

Cuidar, mais do que tratar
O mesmo espírito é assumido por todos os profissionais, desde o corpo clínico aos administrativos e auxiliares. "Curar às vezes, aliviar frequentemente, mas confortar sempre" é o lema apresentado por José Leite, director clínico desta UCC. Honrado com o convite que lhe foi dirigido há um ano, o médico afirma encontrar neste espaço o lugar ideal para o cumprimento dessa missão, num compromisso entre exigência de profissionalismo e primazia ao humanismo com que se desempenham as tarefas. "A primeira preocupação é a saúde, mas o alívio da dor é o primeiro objectivo", num processo que deve envolver o doente, tendo como finalidade o cimentar da esperança e qualidade de vida enquanto se vive (ver excertos do seu discurso no texto ao lado).
Na ocasião, foi projectado um filme sobre este primeiro ano de actividade, que tornou clara esta mensagem. Os rostos iluminados pelo sorriso foram mais evidentes do que as lágrimas de dor, a força de vontade para voltar a aprender os primeiros passos foi mais visível do que o desânimo de um AVC, a luz dos espaços e ambientes quase escondeu a realidade soturna da doença que motivou o levantar desta casa. Como bem resumiu Graça Pereira, enfermeira-chefe da unidade, em forma de poema, é o esforço multidisciplinar de muitos que dá sentido a este trabalho, na "certeza de que estamos a crescer".

Unidade modelo
O presidente do Grupo Misericórdias Saúde reconheceu também o trabalho exemplar desta unidade no âmbito da rede nacional, salientando o papel deste Governo na solução do problema dos Cuidados Continuados, em diálogo com as Misericórdias e outras IPSS. "A Batalha é um bom exemplo do serviço que queremos prestar", afirmou Salazar Coimbra, alertando para o facto de "continuarmos atentos às necessidades e a defender um projecto que deverá ir mais longe, abrangendo os apoios domiciliários nas áreas da medicina, enfermagem, psicologia, terapias da fala e ocupacionais, etc."
Na mesma linha, o representante da União das Misericórdias Portuguesas referiu a importância da cooperação com o Estado, "que não conseguirá nunca responder a todas a necessidades sociais e poderá contar com o inestimável serviço das Misericórdias". Júlio Freire apontou o exemplo do CHNSC como "das melhores instituições a nível nacional, com provas dadas no serviço às pessoas, com qualidade e humanismo, pela dignidade humana". Referindo os elevados índices de satisfação dos utentes, louvou o facto de "terem começado no início do projecto e revelado a capacidade e a coragem de aprender".
Se dúvidas havia ainda, o testemunho espontâneo de alguns utentes ali presentes desfê-las por completo. O senhor Joaquim afirmava com comoção: "eu não era capaz de andar nem de fazer nada e recebi aqui todo o carinho e força para recuperar essas capacidades". Também a dona Alice, primeira utente desta unidade, marcou presença no acto. As lágrimas de gratidão corroboraram as palavras da sua filha: "melhorou muito e sente-se aqui muito acarinhada por uma equipa que poupou imenso sofrimento, a ela e a toda a família". Curiosamente, neste momento partilha o quarto com o marido, que foi também ali internado posteriormente, "num verdadeiro lar onde ambos se sentem amados".
Voltando à alegria, a sessão terminou com uma bonita interpretação musical a capela pelo grupo Domus, seguindo-se a Missa de acção de graças, presidida pelo padre franciscano Joaquim Costa, e um beberete de convívio entre todos.
Texto e fotos: Luís Miguel Ferraz


"Curar às vezes, aliviar frequentemente, mas confortar sempre"
Copiei para lema desta instituição a citação de Oliver Holmes, médico francês: "Curar às vezes, aliviar frequentemente, mas confortar sempre". O doente é um ser humano, é uma pessoa, é um ser moral, é um ser com dignidade, embora muitas das vezes numa situação muito debilitada, não deixando de ser considerado um valor supremo, isto é, de valor incomensurável. O objectivo do nosso trabalho é o bem-estar e a saúde do doente internado.
Quem trabalha em instituições como esta é obrigado a ver o mundo e a comportar-se de forma diferente – mais fraterno, menos egoísta, mais altruísta, muito menos economicista e sempre disponível. A função de todos os colaboradores é dar mais vida ao tempo que se junta à vida, para muitos já bastante curta e sem interesse, lembrando-lhes que por cada minuto de tristeza perdem sessenta segundos de alegria. Exige-se a todos a cordialidade, a empatia e o bom senso de saber olhar, de sorrir e de escutar quando necessário, e responder às perguntas difíceis, fugindo das conspirações do silêncio, mas… "não digas o que sabes, sem saberes o que dizes".
Para todos nós é obrigatório conhecermos o conceito de confidencialidade e de segredo profissional, sermos críticos de nós próprios e nunca abandonarmos o doente. Devemos respeitar a personalidade, a dignidade, a intimidade pessoal e, acima de tudo, a sua autonomia, comportando-nos sempre de forma responsável, cordial e emocionalmente estável. A paciência é amarga, mas o seu fruto é doce. É importante, para criar respeito, chamar o doente pelo seu próprio nome.
Não sou defensor do "já vou", mas sim do "estou aqui", pois, como dizia Madre Teresa de Calcutá, "a falta de amor é a maior das pobrezas". Gosto das coisas simples e directas, considero-me um profissional muito exigente comigo mesmo, pelo que também o exijo aos outros. Do corpo clínico apenas espero que cumpram o juramento de Hipócrates: " a saúde do meu doente será a minha primeira preocupação".
O nosso princípio é prolongar a vida com sentido, mas evitando terapêuticas inadequadas, cujo objectivo seja só atrasar a morte. É imperativo o alívio da dor, uma condição inalienável dos cuidados de saúde, e o combate à solidão e ao isolamento, pois quando não temos ninguém que estenda a mão, caímos no vazio e no agravamento da doença que conduz à morte.
Devemos envolver o doente nas decisões, de forma clara e honesta, conservando sempre a sua individualidade, os seus valores pessoais e o seu projecto de vida e não julgar as suas decisões que possam ser contrárias às nossas crenças. Aos familiares direi apenas que, na antiguidade clássica, um médico que tentasse prolongar a vida de alguém que não tinha condições de recuperar a sua saúde era visto como agindo de forma não ética, sendo o único dever do médico " ajudar" ou "não causar dano".
A morte é um fenómeno inevitável e inerente à própria vida, pois nascemos com uma enfermidade mortal, que se chama vida. Actualmente, enfatiza-se a cura e o prolongamento da vida, exigindo-se a utilização da tecnologia cara e nem sempre ajustada à situação, em tratamentos que o mantêm a vida durante algum tempo, normalmente com sofrimento, dor, solidão e angústia.
Por outro lado, vivemos numa cultura e num tempo em que é suposto haver um medicamento para cada sinal e sintoma, criando a pressão ao médico na prescrição e em impor limites. Muitas vezes, o que custa não é saber o que fazer, mas decidir o que fazer e não fazer, tal é a carga psicológica exercida pelos familiares.
A morte não é uma derrota para o médico, se este oferecer à pessoa, até ao fim da sua existência, a melhor qualidade de vida possível. Não importa quando se morre, importa sim como se vive antes de morrer. A maior gratificação que um médico tem é cuidar bem da pessoa enquanto ela vive e ninguém regozija mais pelo êxito do que ele, que muitas vezes daria a sua própria vida em troca, mas nem sempre é possível essa capacidade que, para mim, só Deus tem.
Para terminar direi que temos que respeitar os doentes por aquilo que foram, por aquilo que são, por aquilo que já não são, ou por aquilo que virão a ser. A eles aconselho a citação dos Rolling Stones: "Nem sempre podes conseguir o que queres, mas, se tentares, pode acontecer que obtenhas o que necessitas".
Dr. José Leite, director clínico do CHNSC
(excertos do discurso nesta sessão)

Campos electromagnéticos causam doença de Alzheimer?

Batalha questiona Direcção Geral de Saúde

O presidente da Câmara Municipal da Batalha, António Lucas, dirigiu ao director-geral da Saúde, no final do mês passado, um pedido de esclarecimento quanto ao resultado de um estudo recente, que aponta para a maior incidência da doença de Alzheimer em pessoas que vivem perto de campos electromagnéticos.
No ofício enviado, o autarca lembra a luta que tem sido travada por diversas pessoas e entidades do Concelho a propósito da existência de muitas linhas de alta e muito alta tensão em zonas habitacionais, sobretudo no Celeiro, e relança a questão sobre a perigosidade deste tipo de infra-estruturas para a saúde pública das populações. A missiva questiona Francisco George sobre o conhecimento objectivo que o organismo que tutela tem sobre os estudos que apareceram agora na comunicação social e, em caso afirmativo, qual a avaliação que a Direcção Geral de Saúde faz sobre os mesmos. António Lucas pergunta mesmo: "Face à ligação entre a possibilidade da doença de Alzheimer e os campos electromagnéticos provocados pela proximidade das linhas de muito alta tensão, está prevista a execução de algum estudo epidemiológico destinado às populações do território nacional directamente afectadas por estas infra-estruturas?"
Aguarda-se resposta.

"Solidários até à Medula" | 2.600 novos dadores

A campanha "Solidários até à Medula", lançada em Leiria no final de Setembro, contribuiu com 2.600 novos potenciais dadores de medula óssea na região Centro do País, precisamente, a zona que regista menor número de dadores.
A iniciativa foi de quatro empresas do Grupo Lena – Publicenso, Liz On-Line, Equicomplex e Equiflow – e da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), e decorreu em várias iniciativas, desde corridas a conferências e espectáculos.
Terminou com uma acção de registo de dadores no Quartel dos Bombeiros Municipais de Leiria, no dia 22 de Novembro, onde acorreram várias centenas de pessoas, entre cidadãos anónimos e figuras públicas, registando-se como dadores, junto de uma equipa de 50 voluntários, onde se contavam profissionais do Hospital de Santo André, de laboratórios de análises, clínicas e outras entidades da região.
Carlos Conceição, administrador das empresas do Grupo Lena que promoveram a iniciativa, faz um balanço "profundamente positivo" da campanha, considerando que "se apenas uma amostra de sangue ajudar a salvar uma vida, esta campanha terá valido a pena e podemos ficar muito satisfeitos".

Saúde | Vacinação

As vacinas são o meio mais seguro e eficaz de protecção contra certas doenças. É considerada uma das maiores vitórias da medicina. Em Portugal, após o primeiro ano de vacinação contra a poliomielite, os casos desta doença foram reduzidos de 292 para 13. Também foi graças à vacinação que a varíola foi erradicada mundialmente.
A vacina é um medicamento constituído por fracções de bactérias ou vírus, ou pelas próprias bactérias ou vírus inactivados ou mortos. Administra-se em injecção ou pela boca e, uma vez aplicadas, os vírus, bactérias ou as suas fracções provocam reacções no organismo, que levam à formação de defesas específicas, contra a infecção pelas mesmas bactérias ou vírus. A maior vantagem é o facto de impedir que a pessoa se infecte. Pode haver ocasiões em que a defesa não é total, mas se a infecção surgir, é muito ligeira. Este método de combate à doença, além da protecção pessoal, traz também benefícios para toda a comunidade, pois quando a maior parte da população está vacinada interrompe-se a transmissão da doença.
Apesar de seguras, as vacinas podem provocar algumas reacções adversas, mas estas são normalmente de curta duração. As mais frequentes são inchaço, dor e vermelhidão no local da injecção, febre e mal-estar geral. Procure informar-se junto do seu médico ou enfermeiro na altura em que está a ser administrada a vacina ou, ainda, se tiver alguma reacção intensa ou inesperada.
Não basta vacinar-se uma vez para ficar devidamente protegido. Em geral, é preciso receber várias doses da mesma vacina, para que esta seja eficaz. Outras vezes, é também necessário fazer doses de reforço, nalguns casos ao longo de toda a vida.
Sendo também importante na fase adulta, é na infância que a vacinação é fundamental. São administradas vacinas ao nascimento, ao segundo, terceiro, quarto e quinto meses, depois aos quinze e dezoito meses, aos 5-6 anos e aos 10-13 anos, sendo depois um reforço dado a cada 10 anos. Se o calendário for cumprido, aos 15 meses as crianças estarão protegidas contra dez doenças.
Se a criança não iniciou a vacinação durante o primeiro ano de vida, dirija-se o mais cedo possível a um Centro de Saúde. Nunca é tarde demais para se vacinar a si e aos seus filhos e existem dois calendários recomendados para a vacinação nestes casos.
A melhor forma de ficar protegido contra determinadas doenças é cumprir o calendário recomendado pelo Programa Nacional de Vacinação. As crianças são as principais destinatárias, mas também abrange os adultos. Para isto, basta dirigir-se ao seu Centro de Saúde e levar consigo o boletim de vacinas. Se, por qualquer motivo, não puder recorrer ao seu Centro, dirija-se àquele que estiver mais próximo da sua residência e, se não souber do seu boletim de vacinas, não deixe de comparecer, pois o enfermeiro saberá actuar devidamente.
É importante referir que as vacinas que fazem parte do programa nacional são totalmente gratuitas. Este plano é da responsabilidade do Ministério da Saúde e integra as vacinas consideradas mais importantes para defender a saúde da população portuguesa.
Ana Maria Henriques
Enfermeira

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Medições na subestação do Celeiro

Direcção Geral de Saúde acompanha processo

A Direcção Geral de Saúde está a acompanhar no terreno a realização das medições dos campos electromagnéticos na envolvente da subestação do Celeiro, na Batalha, "de forma a garantir e salvaguardar o bem-estar da população do concelho". Esta foi a nota remetida à imprensa a meados deste mês, pela REN – Rede Eléctrica Nacional, adiantando que "os resultados devem ser conhecidos até final do mês".
As medições foram acordadas entre a Câmara da Batalha e a REN, no âmbito da Declaração de Impacte Ambiental que enquadra a nova linha Batalha-Lavos, já aprovada pela Secretaria de Estado do Ambiente.
Segundo a REN, "a linha Batalha-Lavos é um dos mais importantes eixos de modernização da rede de transporte de energia", um reforço exigido para o escoamento de energia das "futuras centrais de ciclo combinado da EDP e da Iberdrola, na Figueira da Foz". A empresa afirma ainda que segue a "política de noutros casos (o mais recente em Serzedelo), com medições realizadas por uma entidade independente".
Enquanto não são conhecidos os resultados, a Associação de Moradores do Celeiro e Lugares Limítrofes continua a sua luta para evitar que a nova linha seja construída e que os actuais incómodos da subestação sejam minorados, argumentando que se torna impossível viver no local, pelo barulho produzido e, sobretudo, pelos efeitos causados na saúde das pessoas pelas ondas electromagnéticas. Ainda recentemente participaram na constituição de uma associação nacional, que junta diversas populações que se debatem com o mesmo problema por todo o País.