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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Jornadas das Línguas no Agrupamento de Escolas da Batalha

Na semana de 2 a 6 de Maio, realizaram-se as primeiras “Jornadas das Línguas” no Agrupamento de Escolas da Batalha. O Departamento de Línguas do Agrupamento, em parceria com as Bibliotecas, dinamizaram diversas actividades que envolveram, para além de toda a comunidade escolar, instituições locais, visando a promoção das línguas, da cultura e da cidadania.

De entre as várias iniciativas, destacam-se a Feira do Livro, que decorreu ao longo da semana com grande afluência e onde estiveram presentes, numa sessão de autógrafos, os alunos vencedores do concurso literário “Fio da Memória”. Este evento contou ainda com a participação do escritor de literatura juvenil, Filipe Faria.

Como motivação à leitura, toda a comunidade escolar foi convidada a ler durante um período de tempo previamente estipulado.

Os alunos do 5.º ano realizaram uma visita de estudo ao Porto, intitulada “Barco Poético”.

Realizaram-se ainda concursos de inglês dirigidos a vários níveis de ensino, um chá e almoço inglês e uma mostra gastronómica dos diferentes países.

Ocorreram também actividades de carácter mais lúdico, como o Concurso de Língua Portuguesa, a Pelote Basque, os Duendes da Palavra e uma tarde de animação teatral no Hospital de Nossa Senhora da Conceição, da responsabilidade dos alunos de Teatro.

Estas jornadas terminaram com uma sessão de poesia em diferentes línguas, que contou com a participação de alguns encarregados de educação.

Além disso, estiveram patentes exposições permanentes nos polivalentes e nas bibliotecas.

Foi uma semana vivida com intensidade, permitindo diferentes dinâmicas e experiências marcantes para todos os que nelas participaram, quer como dinamizadores, quer como destinatários.

A professora, Fátima Gaspar

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Dançarte, Teclarte e Demonstração de Cordas no CRG

Escola de Música e Dança
Decorrerá no próximo dia 14 de Maio, pelas 21h00, no salão do Centro Recreativo da Golpilheira, uma sessão cultural de demonstração do trabalho dos alunos da Escola de Música e Dança da colectividade. O serão terá três componentes, de acordo com os vários grupos da Escola, nos já consagrados "Dançarte", "Teclarte" e "Demonstração de Cordas".

Presidente da República inaugurou Museu com banho de multidão

Batalha foi o primeiro concelho a receber Cavaco Silva neste    segundo mandato

Várias centenas de pessoas fizeram questão de receber com aplausos o Presidente da República, no passado dia 2 de Abril, em frente aos Paços do Concelho da Batalha. Cavaco Silva, acompanhado pela esposa, deslocou-se à vila heróica para a inauguração oficial do Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB), um espaço que abriu portas ao público há cerca de dois meses e recebeu já mais de 2500 visitantes. Na recepção, cerca das 11h00, foi saudado pelos convidados oficiais e representantes de associações e outras forças vivas concelhias, mas foi aos muitos populares, e sobretudo ao numeroso grupo de crianças presentes, que o Presidente dedicou especial atenção e algumas conversas mais demoradas. O momento foi coroado com o toque do Hino Nacional, pela Filarmónica das Cortes, enquanto os Bombeiros Voluntários da Batalha, em parada, faziam a guarda de honra.

António Lucas defendeu "serviço público" do poder local
A comitiva oficial dirigiu-se depois ao salão nobre da autarquia, onde decorreu a sessão de boas-vindas. António Lucas, presidente da edilidade, fez as honras da casa, salientando a honra da visita do mais alto representante da Nação para a inauguração deste novo equipamento cultural, "pequeno em dimensão, mas grande em conteúdo, em informação e conhecimentos, em motivações diversas para que os visitantes sintam vontade de permanecer mais tempo no nosso Concelho". Um museu onde se destacam "as condições para receber todas as pessoas, equipado com as mais inovadoras tecnologias na disponibilização de diversas ajudas técnicas inclusivas", que permitem a visita "de forma autónoma a invisuais, deficientes motores, surdos e mudos". António Lucas referiu ainda tratar-se do resultado de "uma larga parceria, envolvendo dezenas de entidades e pessoas", num investimento de cerca de um milhão de euros financiado pelo QREN.
O autarca não deixou de lembrar os "tempos difíceis" que vivemos, defendendo que "têm de ser transformados em tempos de esperança e de novas oportunidades" e que "os cidadãos merecem que as instituições públicas passem a fazer parte da solução, contrariando o que tem acontecido". Em tom mais incisivo, António Lucas afirmou que "os problemas do País resolver-se-ão naturalmente" se os que têm responsabilidades políticas interiorizarem que "o serviço público é para resolver e dar resposta aos problemas dos cidadãos e não para resolver e dar resposta aos problemas de quem o serve". Nesse sentido, criticou o facto de "sempre que existe necessidade de implementar medidas restritivas, em primeiro lugar aparecem de imediato o cidadão comum e as Câmara Municipais, ou seja, os elos mais fracos". E lembrou que "em 2010 os municípios contribuíram favoravelmente para o deficit, com um superavit de cerca de 80 milhões de euros", quando "só a dívida da Refer é superior à totalidade das dívidas das 308 Câmaras Municipais".
Salientando que os municípios têm vindo a assumir responsabilidades do poder central, nomeadamente na área social, o autarca deu alguns exemplos dos apoios que a Câmara oferece aos idosos na comparticipação de medicamentos, aos doentes com a cedência em tempo útil de equipamentos técnicos e aos voluntários das IPSS e associações culturais com a oferta de um seguro de responsabilidade civil. Exemplos que provam a "injustiça dos cortes nas transferências para as autarquias", levando a que "pague o justo pelo pecador".
A terminar, o presidente da Câmara desejou a Cavaco Silva "as maiores felicidades para o mandato que agora se inicia", reconhecendo que "será difícil, dada a conjuntura em que o País se encontra", mas acreditando que "tudo fará para que os cidadãos mais desfavorecidos sofram o mínimo possível e a senda do desenvolvimento regresse rapidamente".

Cavaco Silva elogiou dinamismo e "olhar social" da autarquia
Em resposta, o Presidente da República não se alongou em considerações sobre a crise e os seus impactos no poder local. Cavaco Silva começou por referir que este era o primeiro concelho que visitava neste seu segundo mandato, em resposta a um convite da autarquia, depois de ter estado já diversas vezes na Batalha, mas sempre para participar em cerimónias militares no Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Considerando ser um concelho com "taxa de desemprego não muito elevada, uma economia relativamente dinâmica e diversificada, boas acessibilidades no eixo fundamental entre Lisboa e o Porto e com condições para vencer as dificuldades ao mesmo tempo que protege os mais desfavorecidos", o Presidente da República elogiou o esforço da autarquia na "promoção do empreendedorismo local", mas também "pelo olhar que tem dirigido aos mais frágeis" da sociedade. "É a vantagem da proximidade, de conhecermos as dificuldades daqueles que estão na porta ao lado", afirmou Cavaco Silva, sublinhando que "nada melhor que o poder local para realizar a entreajuda àqueles que, numa situação difícil como aquela que atravessamos, se podem encontrar numa situação de privação".
Quanto ao Museu que iria inaugurar daí a instantes, o Presidente da República manifestou-se agradado com a designação de "museu da comunidade concelhia", um caso raro ou único no País, o que "mostra bem esta proximidade de um equipamento cultural com a população", deixando votos de sucesso para a promoção turística e desenvolvimento económico associado.

Depois da visita ao Museu… o aviso de "paulada"
Num breve périplo pela vila até ao MCCB, aberto pela fanfarra dos Bombeiros da Batalha, um novo banho de multidão acompanhou o Presidente, que foi acolhido à porta do Museu pelo grupo Gaitilena. Já no interior, o Presidente descerrou a lápide inaugural, seguindo-se a visita da comitiva ao novo espaço museológico, guiada por alguns membros da respectiva equipa técnica e científica.
O casal presidencial não poupou elogios à "modernidade e excelência" do espaço, ao "valor do espólio e das obras" ali reunidas e ao "modo como o passado histórico serve para levar os visitantes a compreender a actualidade deste concelho e, mesmo, a projectar o seu futuro". Mais uma vez, a inclusão esteve em destaque, com um deficiente visual a mostrar a forma como pode "ver" e usufruir em pleno da informação ali reunida.
No final, houve ainda tempo para um "saltinho" à galeria municipal Mouzinho de Albuquerque, onde Cavaco Silva inaugurou a exposição "A Forma do Traço", de António Viana.
Já a caminho do almoço, passando junto ao Mosteiro, os presentes puderam assistir ao Jogo do Pau, uma "arte marcial portuguesa" recriada pelo rancho folclórico Rosas do Lena, em que os homens lutam com varapaus em defesa das suas damas. O presidente apreciou a "dança" e quis saber se "isso não dói", adivinhando depois o sentido da tradição: "é normal… depois de beberem uns copos, havia paulada".
Foi assim a sua despedida aos batalhenses, quem sabe se em forma de metáfora para o actual estado de coisas pela República. É que momentos antes, em conversa informal com os jornalistas, Cavaco tinha referido que não deviam falar mais em FMI, mas sim em FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira). Mudando as siglas, não se mudava o facto que dias depois se confirmava, com o Governo português a recorrer à ajuda externa para responder à grave crise nacional. É caso para dizer que o Presidente já sabia que, depois do regabofe dos últimos anos, vinha aí… paulada.

Luís Miguel Ferraz


MCCB já recebeu mais de 2500 visitantes
O MCCB já foi visitado por mais de 2500 pessoas. O número representa a boa aceitação que o Museu obteve junto dos munícipes do concelho da Batalha e dos concelhos limítrofes, entre os quais se contam muitos alunos das escolas, dado o interesse educativo que este espaço representa, apostando-se num contínuo programa pedagógico com as instituições escolares. Dividido por seis áreas temáticas, é uma ilustração excelente da história deste território, através de uma interessante e dinâmica viagem que percorre o passado, vive o presente e se projecta no futuro.

Entradas gratuitas para batalhenses até Abril
Desde que abriu ao público e até ao final do corrente mês, os visitantes que sejam residentes ou naturais do concelho da Batalha têm entradas gratuitas no MCCB. Com esta iniciativa, pretende-se que os munícipes desfrutem de um novo espaço cultural que regista as memórias e as vidas das gentes deste território. A entrada inclui também a disponibilização gratuita de audioguias, que permitem a autonomia da visita e o acompanhamento explicativo ao longo das seis áreas temáticas.
Se é munícipe da Batalha, aproveite a oportunidade para conhecer gratuitamente o Museu até ao final de Abril. Findo este prazo, as entradas têm o custo de 2,50 euros, com descontos para seniores, jovens e estudantes.


Novas Oportunidades para os combatentes e familiares

Protocolo assinado para formação
No passado dia 8 de Abril, realizou-se na sede do Núcleo da Batalha da Liga dos Combatentes (NBLC) a assinatura de um protocolo, preparado por Jorge Pereira, do Centro de Novas Oportunidades da Batalha (CNOB), e o major Silvino Damásio, presidente do NBLC, cujos outorgantes foram a directora do CNOB, Maria Helena Pintor, e o presidente da direcção central da Liga dos Combatentes, general Joaquim Chito Rodrigues.

Resumidamente, este protocolo, o primeiro a ser subscrito por um dos mais de 80 núcleos de combatentes do País, visa incentivar os combatentes e seus familiares do nosso concelho a prosseguirem a aquisição de novos conhecimentos e eventualmente mais valências escolares, já que "o saber não ocupa lugar", tal como "nunca é tarde para se aprender um pouco mais".

Entrega de diplomas e novos cursos no CRG

Teve lugar, no passado dia 25 de Fevereiro, a entrega dos certificados ou diplomas do primeiro curso de informática (25 horas) ministrado pela Planicoa nas instalações do Centro Recreativo da Golpilheira
O coordenador da Planicoa, Marques Reigado, bem como os restantes interveninetes, salientaram a importância destes cursos, que "dão a possibilidade aos formandos de adquirirem mais alguns conhecimentos, imprescindíveis para os dias de hoje e para o futuro cada vez mais exigente". Foi realçado que estes conhecimentos são uma nova ferramenta para dar resposta à actual conjuntura de trabalho. Já decorreu o segundo Curso de Informática, com a participação de muitos formandos. Neste momento, está a decorrer uma acção de "Higiene e Segurança no Trabalho", também muito participada.
Formação modular
Lembramos que se encontram abertas as inscrições para a formação modular nas áreas de:
• Higiene e Segurança no Trabalho - nível II;
• Sistemas de Segurança Social - nível III;
• Atendimento ao Publico - nível III;
• Gestão de Equipas de Trabalho - nível III.
Todos os módulos têm a duração de 25 horas e destinam-se a pessoas em idade activa, a partir dos 18 anos. Quanto à escolaridade, o nível II é para pessoas com o 4.º ano ou mais e o nível III para pessoas a partir do 9.º ano.
As inscrições poderão ser feitas no CRG ou pelos tel. 962586007, 919408852 e 91771450.
MCR | Irene Sousa

"Educação Sexual, a Escola e a Família"

Debate com alunos de Humanidades de Figueiró dos Vinhos

Realizou-se, no passado dia 16 de Fevereiro, uma conferência no âmbito da Educação Sexual, promovida pelo Grupo de História da Escola Secundária de Figueiró dos Vinhos. A organização esteve também a cargo da Associação de Estudantes, que convidou a Associação de Pais a participar na mesa. Visando debater o tema no âmbito das Ciências Humanas, especialmente direccionada para as turmas de Humanidades, teve como convidado Luís Miguel Ferraz, mestrando em Teologia pela Universidade Católica, também chefe de redacção do jornal O Mensageiro e director do Jornal da Golpilheira.
A directora da escola, Fernanda Dias, deu início aos trabalhos, a que se seguiu o psicólogo António Francisco, a professora Margarida Herdade Lucas e os representantes dos estudantes e dos pais.
O convidado principal, Miguel Ferraz, rapidamente cativou a atenção dos alunos através da dinâmica que imprimiu ao tema, o que resultou num debate bastante animado, em que muitos alunos intervieram sempre com manifesto interesse.
De facto, alunos, professores e conferencistas reflectiam e debateram as relações humanas e os afectos, a sua evolução histórica e filosófica até à actualidade, dando-se assim um novo tratamento ao tema em análise, de forma a evidenciar o valor do ser humano como factor-chave para compreender e viver a sexualidade.
Foi, decerto, uma jornada importante para todos.

Turma do 12.º C da Escola Secundária de Figueiró dos Vinhos

terça-feira, 15 de março de 2011

Torneio de Boccia com deficientes

Grupo de alunos “100 barreiras” dinamiza projecto inclusivo


Um grupo de alunos da Área de Projecto da turma A do 12.º ano do Agrupamento de Escolas da Batalha, cujo nome é "100 Barreiras", adoptou como lema para o seu trabalho "Dificuldades que as pessoas portadoras de deficiências físicas enfrentam no nosso concelho".
No âmbito desse projecto, organizaram um torneio de Boccia destinado a pessoas portadoras de deficiência motora, na tarde do passado dia 23 de Fevereiro, no pavilhão desportivo da escola. Para além dos alunos do Agrupamento da Batalha, convidaram alguns outros agrupamentos e instituições, tendo participado o Agrupamento de Escolas D. Dinis, a CERCILEI de Leiria e o Pólo de Porto de Mós e Batalha da CERCILEI.
Segundo o grupo, a iniciativa surgiu por "acreditarmos que o desporto é um meio de integração para as pessoas portadoras de deficiências motoras e porque os desportos adaptados a pessoas portadoras de deficiências físicas, tais como o boccia ou o basquetebol em cadeira de rodas, têm ganho cada vez mais notoriedade na nossa sociedade".
Participaram 36 alunos pertencentes às quatro escolas referidas, organizados por equipas de 3 jogadores, tendo ficado em primeiro lugar a equipa do Agrupamento de Escolas D. Dinis, em segundo lugar uma equipa do Pólo de Porto de Mós e Batalha da CERCILEI, e em terceiro lugar a equipa do Agrupamento de Escolas da Batalha. As equipas da CERCILEI de Leiria tiveram de sair mais cedo da actividade, devido aos horários do seu transporte.
No final, houve um convívio entre professores, pais e alunos, com um lanche incluído, e entrega de uma lembrança aos participantes.
Os alunos organizadores manifestaram o seu contentamento com o sucesso da iniciativa, salientando que "todos os lugares da plateia estiveram ocupados, o que foi um excelente sinal, tendo estado presentes, alunos, professores e funcionários das escolas". A actividade foi assistida pela professora Isabilina Vazão (Educação Física) e pelo professor Bruno Conde (Área de Projecto; autor das fotos), contando ainda com a presença de Carlos Henriques, vereador da Câmara Municipal da Batalha, da professora Cristina Graça, coordenadora de Área de Projecto, e da professora Helena Pintor, presidente do Agrupamento de Escolas da Batalha.


Apresentação do grupo “100 barreiras”

No âmbito da área curricular não disciplinar de Área de Projecto, era necessário os alunos organizarem-se por grupos e escolherem um tema do seu agrado, que pudessem desenvolver ao longo do ano lectivo para serem avaliados.
O nosso grupo é composto por 5 elementos do 12.º ano, turma A: Ana Silvério, Cristiana Brito, Inês Fino, João Leal e Filipe Moreira. Foram escolhidos os elementos que o compõem porque é um grupo que trabalha muitas vezes em conjunto e que tem demonstrado resultados bastante satisfatórios, existindo, também, uma boa relação de amizade entre os mesmos.

Escolha do tema
Após alguma discussão para encontrar um tema que agradasse a todos os elementos do grupo, decidimo-nos pelo tema: "Dificuldades que as pessoas portadoras de deficiências físicas enfrentam no nosso concelho".
O nosso projecto baseia-se neste tema, pois pareceu-nos ser um tema actual e importante para alertar as entidades públicas e a comunidade local acerca da falta de estruturas e da consequente necessidade de meios que possibilitem às pessoas portadoras de deficiências físicas terem acessibilidade aos locais públicos e de lazer.
Na vila da Batalha, estes aspectos têm merecido alguma atenção por parte da autarquia e as condições de acessibilidade necessárias para ultrapassar estas dificuldades têm sido implementadas, essencialmente nos locais de contacto público.
Para além do que se tem feito ainda existem locais que são inacessíveis para estas pessoas, como por exemplo:
a) espaços de lazer em que o piso não se adequa a cadeiras de rodas;
b) bebedouros e caixas multibanco, que são demasiado altos;
c) passadeiras, que não têm as condições indicadas para invisuais.
Haverá, no entanto, muitas outras situações, que mais tarde, no decorrer do nosso projecto, irão merecer a nossa atenção e o nosso devido alerta.
É exactamente devido a esses locais inacessíveis, à discriminação que estas pessoas sofrem diariamente, à dificuldade que as pessoas portadoras de deficiência física têm em ser autónomas e para dar valor à coragem e determinação destas mesmas pessoas, que decidimos escolher este tema, e que pretendemos que o mesmo tenha interesse para ser avaliado pelos seus alertas e informações.

Escolha do nome do grupo
Por indicação do professor, era necessário escolher um nome que identificasse o nosso grupo e que estivesse relacionado com o nosso tema. Decidimos, então, o nome do nosso grupo: "100 Barreiras".
Optámos por "100 barreiras", porque o número 100 do nosso nome relaciona-se com o elevado número de obstáculos que as pessoas portadoras de deficiências físicas enfrentam no seu dia-a-dia. Contudo, estes problemas podem ser ultrapassados, ou pelo menos melhorados, derivando daí o número 100 (cem), o qual é homófono da palavra "sem", que apela para a ausência desses mesmos obstáculos.

Escolha do logótipo
Elaborámos um logótipo relacionado com o tema e que irá identificar-nos ao longo deste ano lectivo, bem como um lema para o nosso projecto.
O nosso logótipo é composto pelo nome do nosso grupo, "100 Barreiras", pelo nosso lema, "Ser deficiente NÃO é ser diferente!", e por uma representação do símbolo internacional da acessibilidade.

O grupo "100 Barreiras"

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

(Que?) Educação sexual obrigatória

Destaque | “Trapalhadas” confirmam atropelos à lei
Por Luís Miguel Ferraz

Na nossa edição de Agosto de 2009, abordámos a questão da educação sexual obrigatória nas escolas, alertando para algumas questões que não estavam respondidas, nomeadamente, a preparação das próprias escolas e dos professores para levar por diante esse projecto, e sobretudo como seria garantido o direito dos pais a serem os primeiros responsáveis pela educação dos seus filhos, como defende a Constituição Portuguesa e a Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Não estava em causa a importância destas matérias, no que respeita aos conteúdos técnicos e científicos adequadas à idade dos alunos, mas sim o facto de a educação para a sexualidade ir muito para além do físico e do biológico, entrando em questões éticas, culturais e mesmo religiosas. No fundo, trata-se de uma educação que afecta globalmente a própria noção de sentido e desenvolvimento do ser humano.
Perguntávamos, então, que legitimidade teria a escola para impor um modelo único na educação da personalidade dos alunos e, sobretudo, para sobrepor esse modelo ao que os pais desejam para os seus filhos? Quem vai definir esse modelo e com que preparação? Que princípios irão estar subjacentes, por exemplo, à definição do conceito de família, de relação afectiva saudável, de métodos contraceptivos adequados, de responsabilidade e ética sexual?
A Lei 60/2009 foi publicada nesse mês, mas não foi imediatamente regulamentada, pelo que as respostas não vieram e, no ano lectivo de 2009-2010, a sua aplicação foi praticamente nula. Só em Abril do ano seguinte saiu a Portaria 196-A/2010, que veio definir a educação sexual como conteúdo obrigatório, bem como as regras da respectiva aplicação, onde de facto se incluíram algumas das salvaguardas que muitos pais e grupos sociais tinham defendido.
No entanto, o decurso do corrente ano lectivo está a demonstrar que as nossas inquietações iniciais tinham razão de ser. A maioria das escolas do país apressou-se a tornar obrigatória a educação sexual, mas deixou para trás o cumprimento das restantes cláusulas da referida Portaria, como verificamos no caso do Agrupamento de Escolas da Batalha.

O que diz a lei
Comecemos por analisar as leis. Já em 1999 tinha sido aprovada a lei 120/99 sobre este assunto, onde se defendia que as escolas deveriam implementar um “programa para a promoção da saúde e da sexualidade humana”, referindo claramente que “deverá existir uma colaboração estreita com os serviços de saúde da respectiva área e os seus profissionais, bem como com as associações de estudantes e com as associações de pais e encarregados de educação”.
Na nova Lei n.º 60/2009, definem-se, entre as finalidades da educação sexual, “a valorização da sexualidade e afectividade entre as pessoas no desenvolvimento individual, respeitando o pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa” e, por outro lado, “o reconhecimento da importância de participação no processo educativo de encarregados de educação, alunos, professores e técnicos de saúde”.
O Artigo 6.º da mesma Lei defende que devem ser “ouvidas as associações de estudantes, as associações de pais e os professores”, e o Artigo 7.º vai mais longe: “O director de turma, o professor responsável pela educação para a saúde e educação sexual, bem como todos os demais professores da turma envolvidos na educação sexual no âmbito da transversalidade, devem elaborar, no início do ano escolar, o projecto de educação sexual da turma”, onde “devem constar os conteúdos e temas que, em concreto, serão abordados, as iniciativas e visitas a realizar, as entidades, técnicos e especialistas externos à escola a convidar”.
No Artigo 11.º, adianta que “os encarregados de educação, os estudantes e as respectivas estruturas representativas devem ter um papel activo na prossecução e concretização das finalidades da presente lei” e também que “os encarregados de educação e respectivas estruturas representativas são informados de todas as actividades curriculares e não curriculares desenvolvidas no âmbito da educação sexual”.
Na Portaria n.º 196-A/2010, que procede à regulamentação desta Lei, volta a definir-se que “os termos em que se concretiza a inclusão da educação sexual nos projectos educativos (…) são definidos pelo conselho pedagógico e dependem de parecer do conselho geral, no qual têm assento os professores da escola, representantes dos pais e (…) onde seja leccionado o ensino secundário, representantes dos estudantes”. Para frisar ainda mais este ponto, afirma-se que “o conselho pedagógico deve assegurar que os pais e encarregados de educação sejam ouvidos em todas as fases de organização da educação sexual no respectivo agrupamento de escolas ou escola não agrupada”.

As nossas questões
Perguntámos ao Agrupamento de Escolas da Batalha (AEB) se o respectivo Conselho Pedagógico já tinha elaborado o seu “programa para a promoção da saúde e da sexualidade humana” e de que forma foi garantida a “colaboração estreita com os serviços de saúde da respectiva área e os seus profissionais, bem como com as associações de estudantes e com as associações de pais e encarregados de educação”, como determina a lei. Mais concretamente, se todos os directores de turma elaboraram o “projecto de educação sexual da turma”, onde constem “os conteúdos e temas que, em concreto, serão abordados, as iniciativas e visitas a realizar, as entidades, técnicos e especialistas externos à escola a convidar”.
Quanto ao acompanhamento, quisemos saber quais os meios usados para “assegurar que os pais e encarregados de educação sejam ouvidos em todas as fases de organização da educação sexual” e se “são informados de todas as actividades curriculares e não curriculares desenvolvidas no âmbito da educação sexual”, como diz a mesma lei.
Finalmente, perguntámos se já tinha sido nomeado o “professor coordenador da educação para a saúde” de acordo com os requisitos legais e se os pais têm fácil acesso a ele.

A resposta da escola
A presidente da Comissão Administrativa Provisória do AEB, Maria Helena Pintor, respondeu-nos que “dado que se trata de normativos legais recentes e que a sua obrigatoriedade de execução se tornou obrigatória apenas neste ano lectivo, o programa deste Agrupamento está ainda a ser construído”. Portanto, só parte da lei foi cumprida: educação sexual obrigatória existe, mas programa ainda não.
Quanto ao “professor coordenador da educação para a saúde”, Helena Pintor assegura que foi “designado pelo órgão de gestão por reunir os requisitos exigidos, que, conjuntamente com os professores responsáveis pelo Clube de Saúde, delineou linhas orientadoras para a elaboração do programa, as quais foram aprovadas pelo Conselho Pedagógico, e apresentou um programa de actividades para o presente ano lectivo, também aprovado pelo Conselho Pedagógico, órgão no qual tem assento a Associação de Pais do Agrupamento”.
A presidente do AEB adianta ainda que “no final deste mês se inicia a formação de um conjunto de professores de diferentes níveis de ensino e de diversas disciplinas, com vista a obter competências para um desempenho adequado nesta área, bem como à construção de um projecto de escola, o qual, depois de elaborado, será apresentado, discutido e aprovado por todos os órgãos competentes do Agrupamento”.
Quanto ao conhecimento que foi dado aos pais, esta responsável afirma que “o trabalho a desenvolver, no presente ano lectivo, a nível de cada turma, foi já apresentado aos pais e encarregados de educação, em reuniões tidas com o Director de Turma, que, deste modo, tiveram oportunidade de expressar a sua opinião em relação às actividades que se pretendem levar a cabo”.
Helena Pintor concluiu assegurando que “a participação dos pais e encarregados de educação na construção deste projecto, tal como em outras áreas da vida escolar dos seus educandos, é essencial e, portanto, constitui-se como princípio de actuação pelo qual norteamos a nossa acção”.

O que dizem os pais
Em contraponto, Patrícia Serra Kelly, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas da Batalha (APEEAEB) afirma que “esta direcção do Agrupamento mostra-se pouco cooperante com os pais, a julgar pelos muitos casos que têm vindo a público nos últimos tempos”. De facto, como se percebe pelos dois exemplos analisados na página seguinte, é evidente a falta de informação dada aos pais e à própria Associação. Daí que a presidente da APEEAEB lamente que “a Associação de Pais não seja previamente informada destas situações, pelo que não pode intervir atempadamente” e defenda que “em próximas situações, esta associação seja previamente consultada, no sentido de assegurar uma correcta análise dos acontecimentos relacionados com o nosso agrupamento de escolas”.
Esta constatação confirma-se na conversa com alguns pais, que não fazem a mínima ideia sobre que educação sexual está a ser ministrada, muito menos sobre “os conteúdos e temas, as iniciativas e visitas ou as entidades, técnicos e especialistas a convidar”, como se lê na Portaria.
Em abono da verdade, também devemos dizer que muito pais não mostram qualquer preocupação, ou pelo menos não estão despertos para este problema. Como nos referia um professor da própria escola, “entregar os filhos cegamente à escola, delegando nela aquilo que é tarefa primordial dos pais, a educação, pode ser um erro de consequências irreparáveis; por isso fico muito incomodada quando vejo a apatia dos pais, em geral, perante algumas situações”. O mesmo professor, em declarações ao Jornal da Golpilheira, defendia que “é preciso denunciar, alertar os pais para que estejam atentos, vejam que forças estão a querer ocupar a escola e sejam interventivos e exigentes no respeito para com os seus filhos”.

Em concreto...
Como veremos pelos dois casos relatados a seguir, no meio de tantas “trapalhadas”, há muito caminho a fazer neste sentido, tanto pela escola, como pelos pais....


Caso 1 - Visita cancelada à exposição “Sexo… e então?!”
“Pais só têm porcarias na cabeça”
Numa nota da escola enviada aos pais das turmas do 6.º ano, pedia-se autorização para uma visita de estudo, a efectuar no dia 25 de Janeiro, onde se informava a ida ao teatro, especificando que se tratava da peça “A Aventura de Ulisses”, e a visita ao Pavilhão do Conhecimento, sem mais informação.
Um dos pais sabia que aí se encontrava a exposição “Sexo… e então?!” e, considerando não ser adequada ao seu filho, comunicou à escola a sua não autorização. Ao mesmo tempo, tratando-se de uma questão tão delicada como a educação sexual, cujos primeiros responsáveis são os pais, perguntou por que motivo lhes tinha sido ocultada essa informação, numa mensagem enviada à escola e à Associação de Pais, bem como a vários serviços do Ministério da Educação, à Câmara Municipal e a alguns amigos.
Responderam apenas a Associação de Pais e o Município, cujos representantes integram o Conselho Pedagógico da escola, dizendo que desconheciam o assunto por completo e que havia razão para este protesto. O certo é que essa mensagem chegou a outros pais, que se apressaram a comunicar à escola não autorizar a ida dos respectivos educandos, pelo que essa parte da visita foi cancelada.

Exposição polémica
Não estava em causa propriamente a exposição, mas sim o direito de os pais serem informados. De qualquer modo, embora a referida exposição se apresente como “cientificamente documentada”, o que é a todos os níveis discutível, está longe de ser consensual para muitos pais, professores e técnicos de saúde. Consideram estes que a exposição “contém vários erros técnicos, fomenta a sexualidade precoce, promove o relacionamento sexual meramente lúdico, é um abuso de confiança à vida íntima das crianças, a classificação etária é de rigor duvidoso, a linguagem usada (textos, imagens, jogos) é agressiva, grotesca por vezes inestética e com carácter científico pouco consistente e é uma exposição marcadamente moralista”. (cf. http://www.plataforma-rn.org/ )
O psiquiatra Pedro Afonso, que afirma ter encontrado no local crianças com menos de 9 anos de idade, refere que ali “o sexo é apresentado como mera concretização de impulsos primários o que é uma visão redutora da sexualidade humana”. Alexandra Chumbo, psicóloga em Desenvolvimento infantil, acrescenta que “é muito duvidoso o carácter científico de uma exposição que ‘entra’ na explicação do acto de beijar, numa dissecação meramente anatómica de um impulso que é natural, instintivo e afectivo”.
A também psicóloga Maria Teresa Ribeiro refere ainda que é “uma visão ideológica primária da sexualidade, de mau gosto, mecanicista, em que se banalizam as decisões, pretendendo fazer passar como unânimes valores e formas de olhar que o não são: o sexo desenquadrado das relações; não faz mal os adolescentes terem relações sexuais cedo, desde que usem contraceptivos”.
Mais grave é a acusação de Luís Costa, especialista em cancro da mama e chefe do serviço de oncologia do Hospital de Santa Maria: “Parece-me inadequado que o uso dos contraceptivos seja vulgarizado sem que haja qualquer informação sobre o facto de ser um fármaco de prescrição médica e que pode ter contraindicações importantes. Um fármaco que pode estar associado a um maior risco para cancro da mama requer sempre uma avaliação atenta sobre a sua utilização em grupos de maior risco para doença oncológica da mama. De facto a omissão sobre este assunto é estranha e não favorece o interesse dos jovens”. Opinião secundada por João Paulo Malta, obstetra/ginecologista: “Parece-me no mínimo irresponsável que o uso dos contraceptivos seja vulgarizado com esta leveza… como se fossem aspirinas!”

Tabu para a escola
Perante isto, também o JG perguntou à escola: tendo em conta que se trata de uma iniciativa claramente enquadrada nas “actividades desenvolvidas no âmbito da educação sexual”, foi devidamente programada pelo Conselho Pedagógico? Por que razão foi omitida na comunicação enviada aos pais? Após a contestação e o respectivo cancelamento, de que forma o assunto foi analisado pelos responsáveis da Escola e pelo Conselho Pedagógico? A que conclusões chegaram? Qual foi a resposta enviada aos pais?
O AEB recusou-se a responder a qualquer destas questões, remetendo-nos apenas a nota acima citada. Afinal, a exposição que se anuncia como abordagem ao “sexo sem tabus” é um tabu para a escola.

Profesores dizem aos alunos que pais “só têm porcarias na cabeça”
Mais grave do que não dar qualquer explicação aos pais foi, após o cancelamento da visita, duas professoras ligadas à organização da viagem insultarem os pais que se manifestaram, em plena sala de aulas, perante os alunos. Segundo relato das próprias crianças, algumas das quais envergonhadas perante os colegas, as professoras afirmaram que se tinha “estragado uma visita muito importante”, só porque alguns pais são “ignorantes, atrasados e retrógrados”, “só têm porcarias na cabeça”, e por aí fora.
Também questionámos a presidente do Agrupamento se tinha conhecimento destes casos, se não considerava que este era um atentado ao respeito pelo “pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa”, como determina a Lei, e se achava pedagogicamente correcto que um assunto que deveria ter sido tratado entre a escola e os pais fosse abordado em plena sala de aulas, com a agravante da humilhação ou constrangimento nos alunos que claramente foram identificados pelos colegas como filhos das pessoas em causa.
Mais uma vez, a resposta foi o silêncio.

Caso 2 – O livro pornográfico oferecido aos alunos
“O abominável mundo louco dos jovens cibernautas”
Também este mês, fomos abordados pelo pai de um aluno do 10.º ano, escandalizado com o livro que acabara de ser oferecido ao seu filho na escola. Trata-se do livro “O abominável mundo louco dos jovens cibernautas”, onde se publica um conjunto de conversas pornográficas na Internet, supostamente mantidas entre adolescentes, com linguagem abaixo de calão e indicação de sítios que os pais a tanto custo vão tentando evitar que os filhos conheçam. Na própria contracapa do livro, um psicólogo considera-o como “lixo” e recusa-se a associar-se a tal publicação.
Para sabermos como tal aconteceu, perguntámos a um professor da Escola, que nos relatou o episódio: “Alguns alunos do AEB venceram um concurso ligado à arte digital. Tal acontecimento deu origem, num dos últimos dias de aulas do primeiro período, a uma cerimónia, na Escola Mouzinho de Albuquerque, com a presença do director do Centro de Formação da Batalha, de uma representação da Direcção Regional do Centro, da Editora Gradiva, entre outros. Terminou com uma ‘generosa’ distribuição gratuita de livros aos alunos de todos os ciclos, pela dita editora. A surpresa geral deu-se quando alunos do ensino secundário começaram a mostrar o livro que haviam recebido e a manifestar a sua decepção e indignação pelo ‘lixo recebido’. Houve mesmo alguns a afirmar «eu não sou caixote do lixo de quem me atirou isto para cima», «nem quero que os meus pais o vejam» ou «isto não é um livro para se dar nas escolas», não se identificando como jovens daquele ‘mundo louco’ e sentindo-se enxovalhados com a ‘abominável’ linguagem pornográfica que adultos publicaram.”
O mesmo professor refere que “a direcção da Escola manifestou-se surpresa e perplexa pois, na sua boa fé, não ousou pensar que devesse ter de verificar, antecipadamente, o tipo de livros que a editora se propunha oferecer”. Terá sido apenas esse o seu erro.
Numa outra versão, fonte da autarquia referiu-nos que “os livros em causa destinavam-se aos professores e foram distribuídos por engano aos alunos”.
Também a APEEAEB afirmou desconhecer previamente o conteúdo do livro e afirma ter existido “irresponsabilidade da editora”. De qualquer modo, Patrícia Kelly considera que “deveria ter existido uma análise cuidada do referido livro” por parte da Escola e, perante esta “situação lamentável”, defende que “o Agrupamento de Escolas deveria tomar de imediato uma atitude, solicitando aos alunos a retoma dos livros e contactando por escrito todos os pais dos alunos que o receberam, no sentido de ser dada uma explicação do sucedido”.
Mais uma vez, perguntámos à direcção do Agrupamento qual a sua versão dos acontecimentos e se foi dada alguma explicação adicional aos alunos ou aos pais sobre o caso.
De novo, a resposta foi o silêncio.

Alunos visitam museu de Arte Sacra

Curso de Técnico de Museografia da Batalha



Os alunos do 2.º ano do curso de Técnico de Museografia do Agrupamento da Batalha visitaram, nos dias 12 e 13 de Janeiro, o Museu de Arte Sacra e Etnologia, em Fátima.

Acompanhados pelo seu professor, Sérgio Barroso, a visita teve por objectivo conhecer as colecções e a museografia do MASE, mas sobretudo conhecer os seus "bastidores". Assim, conduzidos pelo director deste espaço museológico, Gonçalo Cardoso, os alunos puderam visitar a sala de registo e de inventário, a sala de conservação e restauro e as reservas. Puderam igualmente assistir a demonstrações sobre o funcionamento de alguns aparelhos de conservação preventiva e também como são organizadas as acções do serviço educativo.

O Museu de Arte Sacra e Etnologia, pertencente aos Missionários da Consolata, é um museu de características únicas em Portugal e que permite ao visitante conhecer algumas das realidades encontradas pelos missionários no mundo.

Para além de uma fantástica colecção de arte sacra portuguesa, repleta de Meninos Jesus, Presépios, Oratórios e Cristos  dos séculos XIV ao XX, o visitante poderá fruir de uma interessante colecção de objectos etnográficos de povos africanos, índios e orientais, trazidos pelos missionários para o velho continente, ao longo dos anos. Apresenta ainda,  na "Sala dos Pastorinhos",  as relíquias dos beatos Francisco e Jacinta Marto.

Ao longo do ano, poderão visitar-se exposições temporárias de temáticas diversas, assistir a concertos, palestras, animações, entre muitas outras actividades culturais. Para grupos, o museu dispõe de um Serviço Educativo que realiza visitas orientadas através de guias com formação científica e pedagógica. É o único espaço museológico de Fátima integrado na Rede Portuguesa de Museus.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Alunos do Pré-Escolar e 1º CEB da Batalha: “Cientistas de Palmo e Meio”

 Os alunos do ensino pré-escolar da rede pública do concelho da Batalha estão envolvidos no projecto "Cientistas de Palmo e Meio". A acção é dirigida por dois docentes de Físico-Química da Escola Secundária da Batalha e visa possibilitar aos alunos um primeiro contacto com alguns conteúdos da Física e da Química, através da realização de experiências muito simples, criando um espaço de diálogo e de apoio onde se partilhem experiências e saberes científicos.
Aspectos como o trabalho de grupo e a reflexão crítica e o espírito de abertura são também elementos a trabalhar neste projecto.

É com base nesse espírito de aprendizagem que o projecto "Cientistas de Palmo e Meio", decorre quinzenalmente nos estabelecimentos de ensino do Concelho.

Deputado batalhense alerta para a falta de docentes de educação especial no Agrupamento da Batalha

 DREC recusa substituir docentes

 O parlamentar do PSD Paulo Batista Santos enviou à Ministra da Educação um pedido de explicações sobre "qual o fundamento legal, pedagógico ou de outra natureza justifica a recusa da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) em proceder às substituições das duas docentes de Educação Especial no Agrupamento de Escolas do concelho da Batalha", questionando ainda Isabel Alçada sobre "a data prevista para essa substituição" ou "qual o procedimento que o Ministério considera adequado para o acompanhamento pedagógico dos quase 70 alunos com necessidades educativas especiais".

Segundo o deputado natural da Batalha, está em causa a recusa da DREC em proceder à substituição de duas docentes que estão ausentes, uma em situação de destacamento – com autorização da DREC – na Consulta de Desenvolvimento do Serviço de Pediatria do Hospital de Santo André, e outra com licença de maternidade. Uma situação que se verifica desde o início do presente ano lectivo e que deixa o Agrupamento "numa incompreensível falta de docentes de educação especial".

No documento, Paulo Batista lembra ainda que "os docentes de educação especial destacados para prestar serviço em Consulta de Desenvolvimento, do Ministério da Saúde, têm sido sistematicamente substituídos nas Escolas/Agrupamentos em que se encontravam inicialmente a prestar serviço, pelo que não se compreende o motivo pelo qual, no presente ano lectivo, a DREC não procedeu à substituição da docente em falta". No caso em apreço, o Agrupamento "tem em funcionamento uma unidade de ensino estruturado para crianças e adolescentes com perturbações do espectro do autismo (quatro alunos no total), requerendo os serviços de pelo menos um docente de educação especial", existindo ainda "62 alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente, alguns dos quais com medidas muito restritivas, que requerem um acompanhamento continuado".

O parlamentar refere ainda que se trata de "uma questão que já foi objecto de posição conjunta, dirigida à DREC, pelos professores e educadores com assento no Conselho Pedagógico do Agrupamento de Escolas do concelho Batalha, a que se juntaram o psicólogo dos Serviços de Psicologia e Orientação e os pais e encarregados de educação dos alunos".

Finalmente, o deputado considera que "a manter-se a aludida recusa de substituição de docentes por parte da DREC, trata-se de uma posição incompreensível e geradora de desigualdades, que se traduzem num vasto conjunto de problemas, limitações e constrangimentos no apoio aos alunos com necessidades educativas especiais".

domingo, 28 de novembro de 2010

Na Escola Secundária da Batalha...

Escola Secundária de olhos no Céu


Na noite de 15 de Novembro, na Escola Secundária da Batalha, os alunos do 7.º ano puderam observar o céu com outro olhar…

A experiência foi realizada ao ar livre, a partir das 20h00. Apesar do frio que se fazia sentir, as condições meteorológicas tornaram a noite favorável à observação. Através de dois telescópios, observámos a Lua, na sua fase de quarto crescente, as suas crateras e em particular a cratera de Arquimedes. Observámos também Júpiter, conseguindo ver três dos seus satélites naturais.

A olho nu, seguindo os mapas celestes fornecidos e explicados pelos professores, observámos a Estrela Polar que nos orienta para o Norte e a constelação de Cassiopeia. Estas experiências são muito importantes e contribuem para o interesse dos alunos pela disciplina.

Ângela Agostinho Monteiro (7.º B)



Alunos da Batalha visitam o berço de Afrodite

Os alunos do Curso de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos da Escola da Batalha tiveram a oportunidade de realizar uma visita ao Chipre, ao abrigo do Programa Comenius, intitulado "Steps to Improve the Environment", no âmbito do programa de aprendizagem ao longo da vida. A actividade foi realizada no período compreendido entre o dia 7 e 15 de Outubro, registando-se a sua passagem pela cidade de Milão, em virtude da inexistência de voo directo e atendendo ao facto dessa passagem ser vantajosa no que respeitava a custos de deslocação.

Este intercâmbio visa essencialmente sensibilizar a comunidade escolar para as questões ambientais, perceber de que forma os diferentes países desenvolvem actividades que promovam a qualidade ambiental. Os países participantes são: Portugal, Espanha, Finlândia e Chipre. Pretende-se, ainda, medir a qualidade atmosférica, realizando a geo-referenciação de dados ambientais, através de dispositivos adequados, sensores disponibilizados pelo Centro de Competência "Entre Mar e Serra".

Durante essa semana, os alunos e professores participantes tiveram a oportunidade de conhecerem alguns monumentos da cidade de Milão, tais como a Catedral de Milão (Duomo), as Galerias Vittorio Emanuele, o Teatro La Scala e o Castelo Sforzesco. No Chipre, visitaram cidades como Larnaka, Nicósia e Paphos.

Os alunos portugueses ficaram, durante a primeira parte do programa, alojados em hotel e, posteriormente, já na zona de implantação da escola Makarios III Technical School, com a qual se realizou o intercâmbio, com famílias de acolhimento.

A participação dos alunos neste projecto constituiu uma oportunidade única no que concerne à sua formação enquanto cidadãos europeus, fomentando a sua abertura e tolerância no que respeita a outras culturas, facilitando, assim, a aproximação e cooperação entre os vários países europeus.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

17.ª Semana Cultural da Golpilheira com um programa de luxo e convidados a condizer

Vai decorrer nos próximos dias 6 a 14 de Novembro a 17.ª edição da Semana Cultural da Golpilheira, organizada pelo Centro Recreativo (CRG).
O evento parecia estar em risco por falta de participação de agentes organizadores – como sabemos, estas coisas dão muito trabalho e são "sempre os mesmos" a fazê-lo, pelo que a direcção não se sentia com capacidade anímica para avançar sozinha com um programa. Mas eis que surgiram algumas conversas, alguns contactos, algumas ideias à mesa do bar... e juntou-se rapidamente uma dezena de pessoas com vontade de não deixar morrer a iniciativa.

A prova de que a união faz a força e, às vezes, uma situação de crise acaba por gerar uma onda de vitalidade é que o programa deste ano surge como um dos mais recheados, amplos e ambiciosos dos últimos anos. Foram criadas várias equipas, responsáveis por cada um dos dias do certame, esperando-se que, com a colaboração de todos a aposta seja bem sucedida.

Claro que para o sucesso falta o principal: a participação numerosa da população. Mas, com as propostas que são apresentadas em cartaz, esperamos que essa resposta seja também muito positiva.

E as propostas são:

Dia 6, sábado
Festa dos Anos 80
Para abrir em grande, uma festa para a qual todos são convidados, desde os mais jovens, que continuam a apreciar os sucessos musicais dos "loucos" anos 80, até aos casais "maduros" e aos mais velhos, que terão uma oportunidade de reviver o ambiente das pistas de dança noutros tempos.

Dia 7, domingo
Almoço M60, com Artur Agostinho
O tradicional almoço oferecido aos reformados e maiores de 60 anos, naturais ou residentes na freguesia, terá este ano animação reforçada.
Em primeiro lugar, vai estar presente o rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena", e não apenas a sua tocata. Segundo Manuel Rito, director desta secção do CRG, a decisão prende-se com o facto de "muitas pessoas de mais idade terem feito esse pedido, já que algumas delas, por motivos de saúde ou outros, não têm muitas oportunidades para ver as actuações do nosso rancho".
Em segundo lugar, vamos ter um convidado muito especial: Artur Agostinho. À beira dos seus 90 anos de vida, vem mostrar como é possível continuar activo e dinâmico. Famoso apresentador da rádio e da televisão, comentador desportivo, actor, jornalista, etc., tem nos últimos tempos apostado mais na sua faceta de escritor, com vários livros editados e um romance de sucesso para nos apresentar. Uma conversa depois do almoço, que vai ser com certeza muito interessante, aberta a todas as pessoas que queiram participar.

Dia 8, segunda-feira
Pela sua Saúde
Num dia especialmente dedicado à saúde, vai estar uma equipa médica a fazer rastreios gratuitos à população, a partir das 17h00, quanto aos níveis de glicemia, colesterol, diabetes e outros. À noite, pelas 21h00, o colóquio versará sobre "Hábitos de vida saudável" e "Diabetes", com a participação de dois médicos e duas enfermeiras, dos corpos clínicos do Hospital de Santo André, de Leiria, e do Centro Hospitalar Nossa Senhora da Conceição, da Misericórdia da Batalha.

Dia 9, terça-feira
Fórum Golpilheira
A partir das 21h00, a noite será dedicada ao debate sobre o futuro da Freguesia. Precisamente um ano depois do debate "Golpilheira 25 anos", organizado pelo Jornal da Golpilheira a propósito das eleições autárquicas, é tempo de fazer algum balanço e voltar a pensar sobre o futuro. A Junta de Freguesia irá apresentar alguns dos projectos em curso.

Dia 10, quarta-feira
Música & Livros com António Manuel Ribeiro (vocalista dos UHF)
Mais um grande convidado nesta semana cultural: António Manuel Ribeiro, vocalista do famoso grupo UHF, tem-se destacado também como autor de alguns livros de sucesso. Nesta tertúlia musical vem falar-nos da sua produção literária e discográfica, sobretudo do último álbum, "Porquê?". E é claro que já nos prometeu tocar e cantar algumas das suas músicas ao vivo! Vamos ter ainda a oportunidade de falar com alguns autores da nossa região, como Joaquim Santos e Adélio Amaro, e com a golpilgeirense Maria da Purificação Bagagem, que recentemente publicou uma excelente obra sobre "A Família e a Saúde Mental".

Dia 11, quinta-feira
Arraial Popular de S. Martinho
A festa está de volta no dia de S. Martinho, em que o convite é para sair à rua, para comer castanhas e provar o vinho. O arraial será no Poço do Povo, no Carvalhal, onde já é tradicional celebrar esta data. A população local irá organizar o evento e convida toda a gente para os petiscos, a castanhada e a boa água-pé, com a animação pelo nosso rancho folclórico "As Lavadeiras do Vale do Lena".


Dia 12, sexta-feira
Golpilheira Fashion’10
O desfile de moda é um dos eventos com mais tradição de sucesso nas nossas semanas culturais. Este ano mais uma vez, teremos oportunidade de conhecer as propostas das criações Fátima Cruz e das marcas Street Fashion e Mix...In. Desde as roupas mais práticas para o dia-a-dia até às ideias mais sofisticadas para momentos especiais, não faltarão argumentos para uma noite de beleza e glamour na nossa colectividade.

Dia 13, sábado
TT Nocturno
Um passeio de veículos de todo-o-terreno é o convite para a última noite desta semana. Concentração marcada à mesa do jantar no Restaurante Etnográfico, às 19h00, seguindo-se o passeio pela região e nova concentração ao final da noite na zona da Canoeira, onde decorrerá a habitual exibição de habilidade dos pilotos e capacidade das viaturas no "trial".
"Cinema Infantil"
Na mesma noite, surge uma oferta para os mais pequenos, com a projecção de um filme de animação no salão da colectividade. Haverá, como costume, algumas surpresas...

Dia 14, domingo
"Dia de Convívio"
O mote do convívio entre a população marcará o dia de encerramento da 17.ª Semana Cultural da Golpilheira. A manhã começa cedo, com a missa pelas intenções dos sócios do CRG às 09h30, seguindo-se a concentração para um passeio pedestre pelas paisagens locais, a terminar na sede da associação com um almoço volante de "Sopa de Pedra e Frango Assado". Mesmo os que não participarem no passeio, estão convidados para vir almoçar ao Centro, bem como para participar na tarde recreativa que se seguirá, com torneio de sueca e muitos jogos tradicionais (pião, andolas, salto à corda, rodeiros, etc.), para fechar de forma bem animada este certame.

Todos convidados!
Como se vê, são muitas e variadas as propostas para uma semana rica de cultura, diversão e convívio na nossa comunidade. Escusado será dizer que todas as pessoas de fora da freguesia que queiram marcar presença serão muito bem vindas. Como dizíamos no início do texto, o sucesso depende de si: Venha participar!

Luís Miguel Ferraz

O Sono e a Aprendizagem Escolar

Área de projecto - Ano Lectivo de 2009-2010 • 4 º Ano de Escolaridade



Dormir é algo que se pode ensinar, defendem os especialistas. Dá trabalho aos pais, desespera qualquer um, mas o resultado compensa. Os miúdos que dormem bem crescem mais saudáveis. São alunos mais atentos e, segundo estudos científicos recentes, mais bem-comportados e até menos obesos.

Os problemas de sono mostram-se muitas vezes logo nas primeiras semanas de vida. A maioria dos bebés apresenta maiores tempos de vigília e de movimento no final do dia e início da noite, segundo os especialistas. Mas é possível contrariar essa tendência. Estimulando o bebé durante o dia, quando está acordado (com luz, fala, sons, mexendo-lhe, etc.) de forma a dormir o mínimo de horas possível – e, pelo contrário, promovendo o silêncio absoluto e a escuridão completa durante a noite.



Rotinas e rituais

Criar rotinas é indispensável para estabelecer padrões de sono saudáveis. É importante manter a hora de deitar e levantar e os especialistas aconselham rituais a anunciar o descanso da noite. Banho, vestir o pijama, lavar os dentes, contar uma história... a ordem deve manter-se e a última actividade deve acontecer já no quarto da criança.

O que sugiro aos pais é que incluam na rotina, após o jantar e da higiene, uns vinte ou 30 minutos com os filhos no quarto, fazerem uma brincadeira calma, cantarem uma música, contarem uma história, etc... », diz a especialista. Mas os rituais nunca devem ser suspensos como punição, diz Armando Fernandes. «Mesmo que tenha posto o seu filho de castigo, não o deixe adormecer com a noção que está zangado com ele», lembra aos pais. Ter uma fralda ou um boneco por companhia também é uma boa estratégia: o objecto está lá ao adormecer e ao acordar, e isso dá segurança aos mais novos.

E para conseguir dormir bem, segundo o especialista, é preciso aprender a adormecer sozinho, o que implica alguma disciplina da parte dos pais e nervos de aço para conseguir cumprir os tempos de choro aconselhados antes de voltar a entrar no quarto do filho. O medo do escuro a exigir uma luz de presença surge entre os dois e os cinco anos, idade em que podem ocorrer terrores nocturnos ou pesadelos. Os primeiros acontecem uma a quatro horas depois de adormecer. A criança nunca chega a acordar, mesmo quando se senta na cama, fala ou gesticula, e abraçá-la e sossegá-la é a melhor forma de lidar com o pânico – ela não se vai recordar de nada no dia seguinte. Os pesadelos, que acontecem já na segunda metade da noite (sono REM), colocam aos pais um desafio maior. A criança acorda e relata um sonho mau – lembra-se do pesadelo – e não raras vezes procura a cama dos pais.

É possível, alterando pequenas coisas, fazendo pequenos ajustes na rotina da família, tornar o momento de deitar mais calmante e relaxante para todos», diz a psicóloga



O que diz a Ciência

Crianças que dormem mal correm maior risco de obesidade. Em 2006, investigadores de Bristol (Reino Unido) relacionaram a privação do sono com alterações de metabolismo que fazem aumentar o risco diabetes, doenças cardiovasculares e também a obesidade. Mais recentemente, um estudo da escola de Medicina de Harvard mostrou que os bebés que dormem menos de 12 horas são mais gordos na idade do pré-escolar. O pediatra Armando Fernandes constata essa realidade na prática clínica. Diz que o cansaço leva à falta de exercício e aponta responsabilidades a alguns factores hormonais. «É na fase NREM que ocorre o pico de produção da hormona do crescimento, aproximadamente meia hora pós uma pessoa dormir. Esta hormona ajuda a manter o tónus muscular, evita a acumulação de gordura, melhora o desempenho físico e combate a osteoporose. Quando dormimos pouco ou mal, a produção da hormona do crescimento é interrompida, sendo que a proporção de gordura no corpo aumenta face à proporção de músculo», explica. Além disso, acrescenta: «um sono inadequado também conduz à diminuição da leptina, hormona que regula o metabolismo dos hidratos de carbono». Baixos níveis de leptina levam o corpo a «pedir» continuamente hidratos de carbono. «Ao risco de obesidade junta-se então o risco de diabetes».

Dormir bem melhora o desempenho escolar As crianças que dormem menos de dez horas por noite na primeira infância têm mais probabilidade de terem problemas cognitivos e de comportamento quando entram para a escola, mesmo que normalizem os seus padrões de sono, concluiu um estudo canadiano. Na adolescência, segundo investigadores da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, os miúdos que dormem um sono profundo e sem interrupções tiram melhores notas nos testes, em áreas exactas como a Matemática.

A Perturbação da Hiperactividade ou Défice de Atenção (PHDA) é mais comum entre os miúdos que dormem mal A média foi calculada por cientistas da Universidade de Helsínquia, na Finlândia, em Abril de 2008. Os miúdos em idade escolar que dormem menos de 7,7 horas têm maiores níveis de PHDA, maior impulsividade e pior comportamento. A agitação resultante da falta de sono é muitas vezes confundida com os sintomas de hiperactividade, alertam os especialistas.



Conclusão

A carência do sono pode provocar fortes impactos na aprendizagem, na memória, no raciocínio, na atenção e até nas emoções.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Escolas convidadas às grutas

Centro de Interpretação das Grutas da Moeda - S. Mamede


Visando ser uma ferramenta pedagógica de apoio à coordenação e organização das actividades escolares dos vários níveis de ensino, o Centro de Interpretação Cientifico – ambiental das Grutas da Moeda elaborou um Plano de Actividades para o ano lectivo 2010/2011.

Para além das habituais visitas de estudo, o referido plano apresenta inúmeras actividades didácticas e lúdicas, desde concursos, acções de sensibilização, de prevenção e promoção ambiental, bem como um conjunto de outras iniciativas integradas no âmbito da comemoração de dias temáticos para diferentes faixas etárias.

Assim, diariamente e mediante inscrição prévia, as visitas de estudo à Gruta podem ser complementadas com um "Roteiro de Visita", um pequeno livro de apoio, cuja consulta pelo aluno lhe permite fundamentar as explicações que recebe do guia.

Semanalmente, as escolas interessadas podem participar em palestras e oficinas, como é o caso da que se realiza em parceria com a SIMLIS – "O Mistério da Água", ou ainda sobre os "Minerais, Fósseis e Rochas". Propõem-se também actividades designadas por "Saídas de Campo", que visam levar os alunos a compreender e entender toda a envolvência natural/ambiental das Grutas da Moeda (Maciço Calcário Estremenho). Os já habituais passeios pedestres e os jogos como a "Caça ao Tesouro", ecológicos e tradicionais, sempre com objectivos de carácter lúdico e pedagógico, são exemplos das inúmeras iniciativas contempladas pelo plano de actividades.

Ao desenvolver acções de sensibilização sobre as áreas da geologia, mineralogia e do ambiente junto da população escolar, o CICA está a caminhar no alcance de uma das metas a que se propôs desde a sua abertura ao público, e que é, entre muitas outras, a de criar um espaço alternativo com actividades lúdicas e pedagógicas de grande componente prática, visando despertar mentalidades para os temas actuais, tais como, os problemas ambientais, a biodiversidade, motivando os participantes a agirem e a alterarem comportamentos do seu quotidiano.

Info: http://www.grutasmoeda.com/.

domingo, 29 de agosto de 2010

Formação Informática Iniciação no Centro Recreativo

O Centro Recreativo da Golpilheira assinou um protocolo de parceria com a Planicôa – Cooperativa de Planeamento e Desenvolvimento Rural, Local e Regional, com sede na Guarda, no âmbito da formação profissional. Esta instituição desenvolve acções de formação em vários distritos, chegando agora ao distrito de Leiria, no concelho da Batalha, e será no centro Recreativo da Golpilheira que iniciara a sua actividade.
No âmbito do protocolo estabelecido, a primeira acção de formação será na área de informática, com um curso de Informática-Iniciação, com a duração de 25 horas. Estão abertas as inscrições e os interessados poderão dirigir-se ao Centro Recreativo onde farão a sua pré-inscrição, ou através dos números 962586007 e 919408852.

Inscrições para atribuição e renovação de bolsas de estudo

De 1 de Setembro a 15 de Outubro


O período de apresentação das candidaturas/renovações para a atribuição de Bolsas de Estudo pelo Município da Batalha decorre de 1 de Setembro a 15 de Outubro, de acordo com o Regulamento Municipal de Atribuição de Bolsas de Estudo.

O requerimento e o formulário de candidatura, depois de devidamente preenchidos, deverão ser entregues no edifício dos Paços do Município, acompanhados dos documentos comprovativos das condições de acesso a este apoio social. Para ter acesso a esta documentação, os candidatos devem dirigir-se à Câmara Municipal ou visitar a área de Educação / Bolsas de Estudo existente no endereço www.cm-batalha.pt.

Lembramos que podem candidatar-se a estas bolsas os estudantes residentes no concelho da Batalha que se encontrem matriculados no ensino superior.

Info: 244769110 ou redesocial@cm-batalha.pt.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Palhaço Kaki na Feira dos ATL da Batalha

Pelo 6.º ano consecutivo e sempre com grande receptividade do público, vai decorrer no dia 27 de Junho mais uma edição da Feira dos ATL da Batalha, uma iniciativa promovida pelas animadoras dos vários ateliers do Concelho, a decorrer na praça Mouzinho de Albuquerque.
O programa compreende diversas actividades, tais como modelagem de balões, música, quermesse, jogos desportivos e tradicionaise um espectáculo com o conhecido palhaço Kaki.
A iniciativa pretende dar a conhecer aos pais as actividades desenvolvidas pelas crianças nos tempos livres e proporcionar a estas um dia inesquecível.

Animação no Dia da Criança

Insuflável, pinturas faciais e “Escolas a Cantar”
No Dia da Criança, 1 de Junho, a Comissão de Pais da Escola da Golpilheira preparou uma surpresa para os mais pequenos, com a instalação de um insuflável gigante no pátio. Todas as turmas tiveram oportunidade de ir até lá no recreio, soltar energias em saltos muito animados.
Para além disso, uma convidada especial veio fazer pinturas faciais para deixar os meninos mais bonitos. As fantasias foram variadas, desde as florzinhas mais singelas aos palhaços mais arrojados.
Durante a tarde, foram todos até à Batalha para uma festa de "Escolas a Cantar" que juntou os meninos de vários locais do concelho, mostrando em palcos os seus talentos musicais.

Encerramento do ano lectivo do 1.º CEB

Despedida em Festa

Acabaram as aulas e a melhor maneira de o assinalar é em festa. Foi assim que fizeram a Associação de Pais, os professores e os auxiliares da escola do 1.º ciclo do ensino básico da Golpilheira, no passado dia 18 de Junho.
Com o salão do CRG cheio de miúdos e graúdos, foi aos mais pequenos que coube a animação do serão, levando ao palco danças e músicas executadas com primor. Nem faltou a Marcha da Golpilheira, devidamente ensaiada pela auxiliar Gracinda Rito e acompanhada ao acordeão pelo senhor Mário do rancho do CRG.
Após as actuações, a Associação de Pais ofereceu uma lembrança a cada professor, pelo bom trabalho desempenhado durante o ano.
Um dos momentos mais emblemáticos foi a entrega pelo professor Manuel dos "diplomas" aos finalistas do 4.º ano, numa despedida emocionada a cada um dos que acompanhou neste percurso. E a catequista deste grupo, Isabel Costa, preparou com o professor uma surpresa para os meninos e com os meninos uma surpresa ao professor: eles receberam uma com a foto do grupo e o nome personalizado, ele recebeu um quadro com a mesma foto e um livro com as páginas compostas pelos textos e ilustrações de cada um dos alunos.
No final, todos confraternizaram em redor de uma mesa recheada com um jantar partilhado, terminando a noite em agradável convívio.
LMF